Procure e conviva com pessoas que alimentam a sua alma

Homens, Mulheres, Vestuário, Casal, Pessoas, Feliz

Quem são essas pessoas, afinal?

Não, não são pessoas que sempre concordam com você.

Não são pessoas que sempre passam a mão na sua cabeça.

Não são pessoas que sorriem para você.

Pessoas que alimentam a sua alma são raríssimas de encontrar.

São pessoas que você se sente bem mesmo no silêncio. São pessoas que querem realmente o seu bem (e por mais absurdo que possa parecer, tá difícil de encontrar). São pessoas que falam a verdade, mesmo quando você ainda não está pronto para ouvir, mesmo quando você sabe que é verdade, mas não quer acreditar. São pessoas que dizem a verdade, quando ninguém mais tem coragem de dizer.

São pessoas que esticam os braços para você, para ajudar a subir na vida. São pessoas que colocam os nossos pés no chão, mas ao mesmo tempo nos mostra o potencial que nem sabemos que possuímos. São pessoas que confiam no que falamos.

Depois que eu quis sair da matrix da classe média, e passei a não concordar em ter que trabalhar tantas horas para alguém, de ficar tanto tempo longe de casa, das crianças, do marido, de postergar cursos e hobbies que gostaria de fazer, percebi o quanto era difícil alguém acreditar no que eu falava, eu parecia um extraterrestre. Lembro até do meu marido falando como chegava a ser engraçado e inacreditável as pessoas não acreditarem em mim.

Afinal, onde estão as pessoas que acreditam na gente, no nosso potencial e nos ajudam a crescer como pessoa?

Em todos os lugares. Mas precisamos achá-las. Eu encontrei muitas dessas pessoas graças a esse blog.

Muitas dessas pessoas só estão aguardando a oportunidade de nos conhecer melhor. Pode ser o seu colega, a moça do caixa do supermercado, o professor da sua filha, a sua vizinha de apartamento, o colega da internet.

Eu tirei a sorte grande de casar com uma dessas pessoas.

~ Yuka ~

 

 

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A árvore que dava dinheiro

Aveia, Cereais, Campo, Alimentos, Grãos, Saudável

Há muito tempo, quando minha filha nasceu, eu ganhei uma semente.

Essa semente, não era uma semente normal que conhecemos. Era uma ideia. Uma ideia de que era possível ser livre, através da Independência Financeira. Até então, eu achava que aposentadoria era só após os 60 anos. Acreditava que era financeiramente independente. Eu pagava as minhas contas e vivia por conta própria. Esse era o meu entendimento sobre o conceito independência financeira.

Foi por um acaso que eu descobri que o termo Independência Financeira tinha um outro significado: na comunidade americana FIRE (Financial Independence and Retire Early – na tradução livre, significa Independência Financeira, Aposente-se Cedo) dizemos que alguém alcançou a Independência Financeira quando os rendimentos financeiros oriundos dos investimentos são suficientes para manter o seu estilo de vida, pelo resto da sua vida. Ou seja, a pessoa está livre para trabalhar no que quiser, mesmo que ele não gere nenhuma renda.

Muitas pessoas também ganharam a mesma semente, mas a maioria não acreditou que ela daria frutos e simplesmente jogaram fora.

Eu levei essa semente para casa e mostrei ao meu marido, que também acreditou que era possível germinar essa ideia para tornar real o nosso sonho de ser livre.

Antes de plantar a semente em qualquer lugar, eu estudei muito. Estudei qual seria o melhor local para a semente germinar, fincar raiz, multiplicar e produzir frutos.

E decidi plantar a semente em uma terra fértil, escolhendo um bom lugar para colocar meus ativos financeiros. Então eu abri uma conta em uma corretora financeira independente, ao invés de permanecer na comodidade que os bancos traziam. Meu marido me ajudou a regar, dia após dia, economizando nosso salário, ajudando a analisar o orçamento familiar.

Germe, Planta, Alimentos, Sementes, Crescer, Verde

Estava tão empolgada com essa nova possibilidade de viver e contei para muitas pessoas, muitas mesmo. Mas a maioria preferiu não prolongar a conversa, outras foram descrentes e algumas até debocharam de mim, dizendo que eu estava regando algo que não daria em nada, que eu era muito inocente por acreditar nisso, que eu acreditava numa utopia.

Eu ignorei todas essas pessoas e durante muitos anos, reguei a semente, cuidei da terra, tirei os insetos, aguei. Poupei todos os meses, fiz anotações no meu orçamento mensal, repensava os gastos, e não só aprendi a poupar, como aprendi a gastar o dinheiro de forma inteligente e finalmente a investir.

Percebi que não adiantava somente regar com água. Era necessário adubar a terra. Eu comecei a aumentar o tamanho do meu aporte, cortando gastos desnecessários.

Como sou funcionária pública, não tenho a opção de receber aumento por metas, nem ganhar participação de lucro, muito menos reajustes anuais para acompanhar a inflação. O que eu podia fazer e que estava ao meu alcance era descobrir onde estava gastando meu dinheiro e economizar no que podia.

 

Gota De Água, Regar As Plantas, Plug, Fundição, Água

Os primeiros anos foram os mais difíceis: cuidar de algo que ainda não era visível. Mas superado os primeiros anos, mais especificamente entre o quinto e sexto ano, percebi que a muda, antes tão pequena, estava crescendo cada vez mais rápido. Era o meu patrimônio crescendo.

Como a muda era pequena e frágil, eu precisava tomar muito cuidado para que qualquer vento não a derrubasse. Ficava atenta em não gastar meu dinheiro em coisas desnecessárias, consumir de forma irresponsável, não ir atrás das modinhas etc. Da mesma forma que muitos ventos derrubam as plantas que ainda são frágeis, também sentia isso na pele. Algumas pessoas questionavam o meu estilo de vida. Só que eu sempre soube onde eu queria chegar, sabia qual era o caminho que estava trilhando, sabia que eu tinha escolhido um caminho que poucos se aventurariam.

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A árvore tem crescido e depois de tantos anos, finalmente os frutos começaram a brotar. Foi quando pude perceber que tinha feito a escolha certa no momento certo. Digo momento certo, porque eu e meu marido éramos jovens, não tínhamos filhos, nossos gastos eram pequenos. Os juros compostos começaram a surtir o efeito da bola de neve.

Quanto mais tempo eu deixava, mais a árvore crescia, mais o tronco engrossava e mais sólida ela se tornava, dando cada vez mais sombras e frutos frescos. Essa sombra, que antes mal me protegia, protegia agora a minha família do sol e da chuva.

Os frutos começaram a dar novas sementes e agora tendo o conhecimento e sabedoria do que fazer com as sementes, novas árvores começam a brotar.

Árvore, Paisagem, Campo, Filiais, Ecologia, Brilhante

Com novas árvores nascendo, pude começar a testar se algumas fórmulas funcionavam. Se algo desse errado com as novas sementes, sabia que as árvores antigas iriam me proteger dos períodos difíceis. Com isso, passei a ter mais coragem para arriscar, a ir atrás dos meus sonhos antigos. Se antes, o fracasso poderia acabar com a minha vida financeira, hoje, o fracasso nada mais é do que uma parte fundamental para o meu crescimento. E não posso deixar de concordar com a frase que ouvi outro dia: “o fracasso é o suor do sucesso”.

Uma única atitude tomada há muitos anos, de cuidar de uma semente, me trouxe segurança financeira para várias gerações.

Quem não conhece minha história de vida, se me conhecerem daqui a alguns anos, pode achar que eu tive sorte. Mas para usufruir desta sombra, eu fiz muitas escolhas. Fiz renúncias que a maioria das pessoas desdenharam.

Mas engana-se quem pensa que vivo uma vida de miséria e sacrifícios. Vivo uma vida de abundância, onde cada escolha reflete na decisão que eu acho mais importante, graças ao minimalismo. Minimalismo é sobre ter o que nós mais queremos. Minimalismo é saber o que é essencial e eliminar o resto.

Todas as decisões que eu tomei, entre gastar e economizar, fazer escolhas inteligentes e eliminando gastos desnecessários, culminaram na minha vida de hoje.

Deixei de assistir televisão, acompanhar as redes sociais, comecei a focar no que era importante. Também estudei nas madrugadas, enquanto dava de mamar para as minhas filhas, li diversos livros com uma luz baixa para não acordá-las. Já perdi as contas de quantas vezes adormeci de cansaço, na mesa do escritório, enquanto estava estudando.

Primavera, Árvore, Flores, Prado, Tronco De Árvore

Hoje a gente sabe o porquê disso tudo. A grande sombra da árvore que está se formando, foi fruto de uma decisão, de centenas de escolhas e milhares de pequenos esforços que fiz há muitos anos e que continuo fazendo. Não nasci em berço de ouro, sou assalariada, não ganho salário alto.

Daqui a poucos anos, eu e meu marido não precisaremos mais aportar. Nossos aportes se tornarão insignificantes se comparado ao rendimento que recebemos todos os meses. Os rendimentos continuarão sendo reinvestidos para engordar o patrimônio, até o momento que decidirmos parar de trabalhar.

Enquanto isso, toda a nossa renda oriunda dos salários poderão ser gastos para colocar as nossas filhas em uma escola de qualidade, continuar morando onde moramos atualmente, colocar as duas (no momento certo) em alguns cursos que achamos importante como música, esporte, idioma, além de proporcionar viagens e experiências.

As sementes estão aí, sendo distribuídas a todo momento. Quantas você já jogou fora?

Não seja como os outros, acredite ser possível.

Saiba que 2 coisas serão decisivas:

Decisão. Prioridade.

~ Yuka ~

A vida se torna mais fácil quando temos menos coisas

Volkswagen, Aventura, Viagens, Vw, Jornada, Van

Já faz um tempo que eu percebi que a sensação de liberdade que eu sinto está diretamente ligada com a quantidade de coisas que eu possuo.

Eu já tive imóvel próprio, morei inclusive em uma cobertura. Descobri a duras penas a inveja que meu imóvel provocava nos outros moradores do prédio. Era uma encheção de saco pra tudo. Quando reformei, queriam entrar no meu apartamento sem a minha autorização, queriam ver o piso que estava colocando, que tipo de bancada havia instalado na minha cozinha, que tipo de churrasqueira havia construído.

Na época, esse meu apartamento estava com infiltração. Conversei com a moradora do andar de baixo e combinei com ela de que arrumaria o meu apartamento e depois arrumaria o dela. Paguei uma pequena fortuna para contratar uma empresa especializada para colocar manta dupla.

Eu vendi o apartamento há alguns anos e hoje eu moro de aluguel. Foi a melhor decisão que já tomei na minha vida.

Como as infiltrações me perseguem, no imóvel que eu moro atualmente, há também uma infiltração que está estragando o apartamento do andar de baixo. A única coisa que eu preciso fazer hoje é pegar o telefone e informar a imobiliária. O pedreiro disse que teria que quebrar o banheiro (reformado, por sinal) até descobrir o ponto exato da infiltração. Só imaginei no gasto que o proprietário terá com a reforma no banheiro. Já eu, não vou ter gasto algum.

Outra coisa, é que acabaram de vender para uma construtora, o terreno enorme que fica bem em frente ao apartamento que eu moro. Isso significa que a chance de perder o sol da manhã nas janelas da sala e dos quartos será enorme. E agora? Bom, se incomodar muito, é só eu mudar. Aliás, se o barulho e a sujeira incomodar também, é só eu mudar.

Eu também já tive um carro. Lembro das inúmeras vezes em que fiquei presa no engarrafamento de São Paulo, naquele calor infernal de 40 graus, no meu carro popular sem ar-condicionado (com as janelas fechadas por medo do assalto). Perdi as contas das vezes que chorei dentro do carro, por simplesmente não aguentar ficar tanto tempo presa dentro do carro por causa do trânsito.

Hoje, eu ando de metrô e Uber, e tenho o hábito de ler enquanto isso. Eu moro perto do meu trabalho, moro perto de supermercados, da escola das crianças, dos consultórios médicos, e com isso, a maioria das coisas consigo fazer a pé.

Eu não tenho uma bicicleta, mas eu já sei que o dia em que tiver vontade de andar em uma, vou alugar essas bicicletas que estão espalhadas pela cidade. Assim, não tenho a preocupação em limpar, fazer manutenção, encher os pneus…

Não tenho vestidos de festa no meu guarda-roupa… E é maravilhoso isso, porque eu sempre fui magra, mas depois engordei um pouco na minha gravidez, engordei mais um pouco na minha segunda gravidez e as roupas já não serviam mais… depois de uma reeducação alimentar eu consegui emagrecer tudo o que eu tinha ganhado nos últimos 4 anos. Se eu tivesse roupas de festa, com certeza teria perdido todos eles. Hoje, se eu precisar de um vestido de festa, alugo sem hesitar.

Adoro lavar meus sofás, colchões, almofadas e travesseiros com a máquina extratora. Essa máquina consegue tirar marcas e manchas profundas e é tudo de bom. Só que faço isso apenas 1 vez por ano. Eu não compraria uma máquina caríssima para usar apenas 1 vez por ano e deixar encostada 364 dias no depósito. Eu prefiro alugar. Ligo para a empresa e em algumas horas a máquina é entregue na portaria do meu prédio, tudo de uma forma muito simples.

Todas as minhas fotos estão salvas no Google Fotos e sincronizadas automaticamente do meu celular. Sei que se roubarem o celular, todas as fotos (que para mim, é uma das coisas mais importantes que eu tenho) estarão armazenadas em um lugar seguro.

Os livros preferidos também estão no Google Drive, quando quero rele-los, baixo no meu Kindle.

Tenho poucas roupas, o suficiente para usar todas com frequência e praticamente tudo combina com tudo o que eu tenho, então não perco tempo pensando se aquela saia combina com aquela blusa.

Brinquedos que minhas filhas não brincam mais, são vendidos em sites de desapego e com o dinheiro arrecadado, compro novos brinquedos. Bom para quem comprou por um preço de banana, bom para mim que tenho oportunidade de destralhar e reduzir.

As poucas coisas que eu tenho faz com que eu more num apartamento com tamanho razoável, nem mais, nem menos metro quadrado do que eu preciso. Não há um único lugar da casa que eu não use com frequência. E isso facilita tudo, desde a manutenção da casa, na limpeza e faxina, até no pagamento do condomínio, que geralmente é proporcional ao tamanho do imóvel.

Pra quê acumular?

Conforme desapego das coisas, as coisas mais importantes vão se sobressaindo, que são as pessoas e os momentos.

E com isso, a única certeza que eu tenho é que a vida vai se tornando cada vez mais fácil quando temos menos coisas.

~ Yuka ~

Independência Financeira para casais com filhos

Hoje era para publicar um outro post, mas como Sapien Livre publicou uma entrevista que eu fiz para ele sobre Independência Financeira para casais com filhos, resolvi postar aqui também.

Aliás, hoje à tarde vou conhecer pessoalmente o Sapien. Tomaremos um café. Em tempos de internet, conhecer uma pessoa que admiro, que busca igualmente ser FIRE como eu, será divertido.

Independência Financeira para casais com filhos

Por: Sapien Livre

Foto: Imagem por publicCo – Pixabay

Muitos casais que eu conheço costumam me falar que gostariam muito de buscar a independência financeira (IF), porém por serem casados e com filhos isso seria impossível.

Para provar que é possível, tenho a honra de apresentar um casal que está nesta caminhada pela IF e já poderão se aposentar (se quiserem) nos próximos cinco anos.

A Yuka é autora do site Viversempressa.com, e no formato perguntas e respostas nos dá uma verdadeira aula de como podemos buscar a independência financeira se fizermos escolhas inteligentes buscando valorizar aquilo que é importante.

1 – Com que idade começou a pensar em IF?

A IF ainda é uma coisa recente na minha vida. Tem a mesma idade que a minha filha: 4 anos. Foi por causa da minha filha que eu tive vontade de ser livre, e foi assim que descobri sobre a Independência Financeira.

2 – Sempre teve disciplina financeira?

Mais ou menos. Eu já juntava dinheiro, mas por não ter objetivos claros, gastava tudo quando surgia oportunidade. Como eu também não tinha conhecimentos sobre investimentos, rentabilidade, juros compostos, a impressão que me dá hoje é que eu não saía do lugar.

3 – Quantos anos ao total acredita que precisam para alcançar a IF?

Na minha concepção, é preciso uma média de 20 anos. Os 10 primeiros anos com aportes fortes e os 10 anos seguintes para que o tempo trabalhe a favor dos juros compostos. Eu já poupava e investia há 9 anos. Hoje, mesmo se eu zerar os aportes, a minha IF será garantida em breve, graças ao poder dos juros compostos em cima do montante já acumulado.

4 – Com que idade, de acordo com seu planejamento chegará a IF?

Na minha projeção pessimista, quando comecei a pensar na IF, a aposentadoria seria aos 50 anos. Conforme os anos e os meses vão passando, os valores e a rentabilidade são reajustados, e na minha última projeção (ainda pessimista) eu alcançaria a IF com 46 anos, ou seja, daqui a 8 anos. Mas sinceramente? Ultimamente tenho achado que alcançarei a IF daqui a 5 anos.

5 –  Teria alguma dica prática para o casal que deseja iniciar essa jornada?

Vejo muitos casais que fazem as contas isoladamente. Uma pessoa paga o condomínio, a outra as contas de luz, gás, água etc. Em outros casos, decidem pagar as contas proporcionalmente de acordo com a porcentagem do salário recebido. Ou seja, lutam isoladamente, e não como um time. Acho fundamental que unam forças, independentemente do salário recebido. Isso significa somar os salários, descontar todos os pagamentos e aportar tudo o que sobra. No meu caso, isso fez total diferença no controle dos gastos, na eficiência dos aportes, na velocidade que estamos conseguindo alcançar a IF, e consequentemente na união do casamento.

6 – Qual o seu conhecimento em investimentos? Acha que é necessário manjar muito de números para investir?

Eu sou da área de humanas, e sou péssima em números. Meu marido que é da área de exatas fala que eu sou a prova viva de que não é preciso ser expert em matemática para entender sobre investimentos. É mais um mito criado para que fiquemos dependentes dos gerentes dos bancos, analistas financeiros, etc.

7 – Qual característica/comportamento você considera ser essencial para ser um FIRE?

Acreditar que é possível ser FIRE. Eu percebo que as pessoas desistem antes mesmo de começar. Desistem sem tentar, porque simplesmente não acreditam ser possível aposentar cedo. A outra coisa que eu considero importante, é entender que quando estamos deixando de ter algo hoje, não estamos fazendo sacrifícios, e sim, escolhas, já que há uma diferença enorme entre as palavras “sacrifício” e “escolha”.

8 – Para casados e com filhos, a IF é só para quem tem alta renda?

Para quem já tem filhos, compreendo que a IF será um pouco mais demorada, pois o período de maior gasto já se iniciou. Aquela sua pergunta inicial onde respondi que dos 20 anos de jornada, os 10 primeiros anos seriam aportes fortes, eu entendo que para um casal que já tenha filhos, o aporte seria mais restrito, e consequentemente os juros compostos dos 10 anos seguintes seriam menores. O que não significa que não é possível trilhar a jornada para alcançar a independência financeira, mas o casal terá que se ajustar e fazer escolhas acertadas para que a IF seja possível.

9 – Qual a maior dificuldade na caminhada FIRE para um casal?

É fazer com que o seu parceiro acredite no seu sonho. Não é uma caminhada rápida, e sim uma longa e demorada jornada. Já faz um tempo que eu tenho ensinado investimentos e FIRE para alguns amigos. Para os casados, a primeira coisa que eu sempre falo é para nunca, nunca, nunca deixar o parceiro para trás. Ele PRECISA estar no mesmo barco que o seu, porque se isso não acontecer, a médio/longo prazo, acredito que o casamento irá acabar. Nós, que acreditamos no FIRE, sabemos que a independência financeira é uma jornada muito solitária. E esse é mais um motivo para não deixar o parceiro para trás.

10 – O que diria para casais que usam os filhos como “desculpa” para não investir?

A desculpa não é somente filhos. É o emprego chato, é o salário baixo, é o cansaço, é a falta de tempo, é não ter ninguém para incentivar… enquanto a culpa for sempre do outro, nada mudará. Há pessoas que falam que fariam o que eu faço SE tivesse um salário maior, SE tivesse mais tempo, SE os filhos fossem maiores… Só que o que funciona é trocar o SE pelo APESAR. Apesar de não ter um salário alto, vou enxugar os gastos para aumentar o aporte. APESAR de não ter tempo, vou começar a estudar mais, deixando de acessar as redes sociais. APESAR dos filhos serem pequenos, farei escolhas inteligentes para gastar menos sem eles passarem necessidades. Essa é a pequena diferença que faz total diferença.

11 – O que acredita ser o maior diferencial para seguir rumo a IF?

Ser minimalista. O minimalismo nos ensina a fazer escolhas inteligentes, já que focamos no que é essencial e eliminamos o resto. Quando passamos a focar no que é essencial, todas as coisas mais importantes passam a sobressair: família, momentos, prioridades, escolhas… Eu tenho consciência de que o fato de saber exatamente o que eu quero e o que eu não quero, ajuda a fazer escolhas melhores, compras eficientes, que consequentemente traz economia e aportes maiores.

12 – Como lida com o orçamento familiar e os naturais desejos das crianças por brinquedos  e diversão?

Em relação à diversão, eu sou meio que contra pagar por diversão. Eu cresci em Santos, brincando na areia da praia, nadando no mar, frequentando orquidários e parques gratuitos. E é isso que eu tento reproduzir, apesar de morar em São Paulo. Minhas filhas frequentam parques, praças, Sescs, centros culturais, eventos gratuitos em Shoppings, além de brincarem na areia da praia e nadar no mar quando vou para Santos.

Em relação a brinquedos, eu ensinei desde cedo que elas precisam fazer escolhas. Não pode ter todos os brinquedos, mas pode escolher 1 para o dia das crianças (mais aniversário e Natal). Só que eu compro apenas quando a data está próxima, e isso faz com que eu possa frequentar lojas de brinquedo sem estresse, pois elas sabem que irão apenas olhar e anotar mentalmente o que vão querer pedir de presente. Saber fazer escolhas é fundamental.

13 – Tem alguma pergunta que eu não fiz que gostaria que tivesse feito? ( Poderia perguntar e responder? rsrs) 

Dizem que só é possível enriquecer (ou no caso dos FIREs, tornar livre) quando empreendemos. E não é verdade. Pelo menos não é somente desta forma que se enriquece. Mesmo sendo assalariada, com carteira assinada, estou prestes a ter a minha liberdade em alguns anos. Tudo se resume a gastar menos do que recebe e investir a diferença. Não é mágica, é comprometimento. Aliás, um comprometimento de décadas, daí a importância de se divertir durante a jornada FIRE.

Olha só que incrível, um casal jovem com filhos que irá alcançar a independência financeira antes dos cinquenta anos de idade. Em um momento em que aposentadoria tradicional está virando conto de fadas ou coisa para privilegiados, mais do que nunca é importante planejar nossas finanças.

E você, ainda acredita que a Independência financeira é impossível para casais com filhos?

Link para o post original: Independência Financeira para casais com filhos

~ Yuka ~

Os 13 erros que eu cometi nos investimentos

erros de investimento

A maioria das pessoas que eu conheço que não investem, é porque têm medo de cometer erros.

Se essas pessoas soubessem que errar faz parte do processo de aprendizagem, perderiam o medo que impede de ganhar dinheiro. Outro dia li em algum lugar que o fracasso é o suor do sucesso. E essa frase faz todo sentido, fracassar faz parte natural do processo de quem busca o sucesso.

Dito isso, hoje vou compartilhar os erros nos investimentos que cometi ao longo desses anos:

1.) Não ter começado mais cedo

Esse com certeza é o calcanhar de Aquiles de todo investidor. Se soubéssemos naquela época o que sabemos hoje, muitos de nós já seríamos financeiramente independentes. Maaaas, como a realidade nunca é cor-de-rosa, tento sempre lembrar da frase “antes tarde do que nunca”. Essa frase serve para os que estão começando a investir aos 40, aos 50, aos 60…

2.) Comprei Títulos de Capitalização

Fiz essa “cagada” com o primeiro salário de estagiária que recebi. Fui na agência bancária toda contente dizendo que queria investir, e o gerente muito gentil, me vendeu Títulos de Capitalização como se fosse o supra-sumo dos investimentos. Até que depois de alguns meses, descobri que o saldo total estava menor do que o valor inicial e só então entendi que título de capitalização não era investimento.

3.) Deixar o dinheiro na poupança por medo de perder dinheiro

Deixar dinheiro na poupança é a única certeza que temos que perderemos dinheiro por conta da inflação.

4.) Fiz uma Previdência Privada

Durante muitos anos, minha mãe sempre insistiu para que eu tivesse um plano de previdência privada. Para a época que a minha mãe contratou, o plano realmente poderia ser razoavelmente bom. Mas lá fui eu de novo cair no canto da sereia do gerente e saí do banco com um plano de previdência privada VGBL. Depois de alguns anos, já com o salário maior, me orientaram para alterar o plano para PGBL, mas teria que sacar todo o saldo para iniciar tudo de novo. Não preciso nem dizer que perdi uma parte do dinheiro para impostos e taxas.

5.) Fiz uma Previdência Privada para meu marido

Não bastasse eu ter colocado meu dinheiro na previdência privada, ainda obriguei meu marido a ter um. Só que depois de alguns meses, já mais educada financeiramente, vi que a rentabilidade era muito abaixo do esperado. Quando resolvi sacar, simplesmente perdemos 30% do montante total em impostos e taxas. Meu marido espumou pela boca nesse dia rs.

6.) Iniciei pagamento do INSS para o marido

Como meu marido era bolsista de doutorado e ele nunca tinha contribuído para o INSS, comecei a pagar INSS para ele garantir a aposentadoria. E depois de 1 ano eu mudei de ideia. Achei mais inteligente investir por conta própria.

7.) Aceitei ter uma conta Personnalité do Itaú

A condição para que fosse taxa zero era que tivesse investimentos na conta. E eu achava que meu dinheiro estava em boas mãos, até que um dia parei para fazer as contas, e descobri que o cafezinho estava me custando muito caro. Era muito mais inteligente da minha parte colocar o dinheiro no Tesouro Direto e ter rendimentos maiores, do que deixar no Personnalité e ganhar um descontinho na taxa da conta-corrente.

8.) Vendi as ações da Petrobrás e da Vale do marido

Eu simplesmente liquidei as posições das ações da Petrobrás e da Vale do marido, sem ao menos ter estudado sobre ações. Logo depois, as ações tiveram uma alta.

9.) Comprei ações de empresas sem estudar fundamentos

Esse é outro caso. Comprei ações de empresas que não tinham fundamentos, e a cotação não parava de cair, até que vendi.

10.) Vendi ações na hora errada

Quem compra ações utilizando o método Buy & Hold sabe que da mesma forma que compramos ações devagar, o ideal é sair devagar. Eu não fiz isso. Apesar de nessa época já saber como analisar empresas, eu simplesmente liquidei todas as posições quando no início o ano surgiu uma notícia que me desagradou da Qualicorp. Desde então, ele não para de subir, e só essa semana, deu uma alta de 35%…

11.) Vendi bitcoin…

De novo, o mesmo erro. Eu tinha comprado bitcoin quando a cotação estava a 9 mil reais. Ele começou a subir, subir, subir, até que chegou aos inacreditáveis 70 mil, e eu lá, firme, forte e feliz. Até que a cotação começou a cair, a cair, a cair, e eu vendi quando chegou nos 13 mil reais. Detalhe, depois que vendi, ele começou a subir de novo. Fiz a famosa “compra na euforia, vende no pânico”.

12.) Perdi dinheiro fazendo day-trade, operando com robôs

Meu marido é um santo. Cometi todos esses erros e a única coisa que ele faz é sorrir e dizer que só aprende quem erra. Eu perdi 35 mil reais fazendo day-trade… Sem comentários.

13.) Giro de patrimônio com imóveis

Ano passado comprei uns imóveis a um preço muito bom. Só que depois que comprei, vi o trabalhão que dá, gestão de imóveis, taxa de administração para imobiliária, além de ter que pagar imposto de renda sobre os aluguéis. Resolvi vender. Não foi bem um erro, já que tive lucro na venda, mas não posso negar o trabalhão que eu tive reformando o apartamento… poderia ter curtido a minha sombra.

Esses são os erros que eu lembro no momento, mas tenho certeza que já errei muito mais. Vê que errar faz parte da aprendizagem? Eu nunca tive um mentor, um guru que me guiasse para qual caminho deveria seguir. A cada erro cometido, uma lição aprendida. Então eu tenho muito orgulho dos erros cometidos e do que cada erro me proporcionou de aprendizagem.

E você? Quais erros já cometeu?

~ Yuka ~

O ponto de virada: quando comecei a buscar a Independência Financeira

 

Nevoeiro, Amanhecer, Aves, Árvore, Estética, Pôr Do Sol

Acho que todo mundo que busca alcançar a Independência Financeira tem uma história boa para contar. Comigo não é diferente.

Desde que passei a ter um emprego, poupava um pouco todos os meses. Não tinha grandes objetivos, pensava em talvez comprar um carro e uma casa própria antes de ter filhos e só. Por justamente não ter objetivos financeiros, gastava meu dinheiro com facilidade, comprando roupas, presentes, restaurantes, viagens…

“Investia” o que sobrava no meu banco, e aconselhado por experientes gerentes, após recomendação de riqueza garantida, cheguei a ter título de capitalização e previdência privada, para “garantir um futuro tranquilo para mim e para as futuras gerações”.

A vida era boa (pelo menos eu achava assim) e tudo ia caminhando bem.

Até que minha filha nasceu e minha vida virou do avesso…

Não queria mais trabalhar, queria estar com ela. Não queria deixa-la na creche, nas mãos de pessoas que nunca tinha visto.

Chorei muito. Minhas amigas me consolavam dizendo que a vontade de trabalhar iria voltar até o fim da licença-maternidade. Mas essa vontade não voltou até hoje (e olha que minha filha mais velha tem 4 anos).

Comecei buscando respostas na internet colocando perguntas aleatórias como “como não precisar trabalhar”, “como viver de renda”, “como se aposentar mais cedo” etc. E foi aí que encontrei o termo FIRE (Financial Independence Retire Early) e tudo passou a fazer sentido.

Comecei fazendo umas contas no papel, depois fui para calculadora de juros compostos e ao ver o valor final, não conseguia acreditar nos resultados. Como assim, juntar 200 mil e ganhar 800 mil de juros compostos? Como assim, juntar 400 mil e ganhar 4 milhões de juros compostos? A única variável que mudava era o tempo. Quanto mais tempo, mais os juros compostos faziam o seu magnífico trabalho.

Descobri a TSR (Taxa Segura de Retirada) de 4%, muito comum entre FIREs, e com isso descobri o meu próprio número mágico para correr atrás.

Com a calculadora, vi que era altamente possível alcançar FIRE em alguns anos.

Mostrei para o meu marido (cético como todo físico) todo o raciocínio do Movimento FIRE, mostrei o meu plano, o resultado na calculadora, e vi seu rosto clarear. Sim, era a confirmação que eu precisava de que realmente era possível.

Desde 2010 eu e meu marido já poupávamos, e a partir de 2015 passamos a investir pesado. No total, são 9 anos de muita dedicação: 5 anos poupando e 4 anos sabendo exatamente para onde estamos caminhando e para onde queremos chegar.

Já ouvi mais de uma vez que precisamos escolher em qual década pouparemos mais e investiremos para garantir um futuro melhor.

Ao fazer uma simulação/previsão, percebi que a minha década de “sacrifício” já havia passado, já que estou no nono ano. Isso significa que a fase mais difícil já passou, sem nem ao menos ter tido essa noção de sacrifício.

Saber que em breve terei a minha liberdade de Tempo, me faz andar a passos largos.

Apesar de todo o esforço, não precisei abrir mão das coisas mais importantes da minha vida. O que fez diferença na minha vida foi ter aprendido a fazer escolhas inteligentes.

Para quem busca a Independência Financeira como eu, qual foi o seu ponto de virada?

~ Yuka ~

 

 

 

 

Fanáticos por DINHEIRO? Ou por LIBERDADE?

Suíça, Nascer, Sol, Paisagem, Reino Unido, Manhã

Dinheiro é um assunto que infelizmente no Brasil, ainda é tabu.

Apesar de nos últimos anos o número de consultores financeiros, coaches financeiros, YouTubers, blogs e sites que falam sobre investimentos e finanças pessoais terem aumentado significativamente, na vida real, o assunto “dinheiro” ainda é falado aos sussurros.

Quando o assunto surge em mesas de bar, num encontro de amigos ou festa familiar, geralmente envereda para dois lados: sobre dívidas (financiamento de casa, carro, empréstimos pessoais…) ou debocham de pessoas que pensam diferente (chamando de mão-de-vaca, que gente rica é desonesta, que não vale a pena guardar para o futuro…).

Por mais que a gente explique, por mais que tenha inúmeros conteúdos gratuitos disponíveis na internet, as pessoas querem interpretar da forma mais conveniente, de acordo com as suas crenças limitantes: que quem fala sobre dinheiro são fanáticos por dinheiro.

Claro que há casos e casos.

No meu caso específico, eu não sou fanática por dinheiro, e sim por liberdade. Uma pena que cada vez mais percebo que são pouquíssimas pessoas que me conhecem de verdade.

E o que é liberdade?

É poder fazer o que quiser, na hora que quiser, por quanto tempo quiser.

E é atrás dessa liberdade que corro atrás, para um dia poder escolher a profissão que eu desejar, de ter liberdade para trabalhar no que eu quiser (e se eu quiser), de estar mais próxima de pessoas que amo, fazer as coisas cotidianas com mais calma, viajar quando quiser e por quanto tempo desejar.

Para muitos, o que eu falo não faz sentido.

Realmente, para quem não tem consciência de que é um escravo do sistema, simplesmente não faz sentido buscar liberdade.

Semana passada, Sapien Livre escreveu um post sobre esse assunto em que explica que “falamos de dinheiro para não falarmos sobre dinheiro”. Essa frase fez muito sentido pra mim. Eu falo sobre dinheiro, sobre acumulação de patrimônio, investimentos, juros compostos, justamente porque não quero me preocupar com o dinheiro.

Ser financeiramente independente significa não depender do dinheiro para fazer as coisas que temos vontade.

Eu não tenho grandes vontades consumistas, não quero morar em uma mansão, ter um carro importado na garagem, não preciso de roupas de marca, não tenho necessidade de mostrar nem provar para os outros a minha felicidade.

O que eu queria mesmo era poder ir no supermercado e comprar apenas produtos orgânicos, livre de agrotóxicos. Eu queria poder cozinhar com calma. Dar uma volta pelo bairro no fim da tarde sem precisar me preocupar em voltar cedo para casa para preparar tudo para o dia seguinte. Fazer uma caminhada pelo parque quando o ar ainda é fresco. Tomar café da manhã com as pessoas que amo.

E é para fazer essas coisas simples que eu corro atrás da minha Independência Financeira.

Hoje, o Tempo não me pertence. Ou melhor, uma pequena parcela do tempo pertence a mim. O resto fica perdido no trabalho, no trânsito, na burocracia, na rotina, por aí.

O dinheiro para mim é apenas uma ferramenta que me aproxima para onde quero chegar. O dinheiro é o meio, e nunca o fim.

~ Yuka ~

O que aconteceu com a vida tranquila das gerações anteriores?

Hoje compartilho com vocês um artigo da Rosana, do Simplicidade e Harmonia. Como disse em posts anteriores, são poucos os blogs que acompanho, e este com certeza é um deles.

Boa leitura!

O que aconteceu com a vida tranquila das gerações anteriores?

A cena de uma pessoa idosa que todos os dias senta-se em uma cadeira de balanço para admirar a natureza, o pôr do sol ou o canto dos pássaros na varanda de uma casa com amplo quintal e muros baixos parece até coisa de séculos atrás.

A cena de uma mulher de meia idade que tira o período de uma tarde inteira em um dia de semana para efetuar reparos em roupas da família ou criar alguma nova peça em sua máquina de costura parece até algo de outro mundo nos dias atuais.

O adolescente ou o adulto que conversa com seu amigo em uma praça arborizada sem carregar consigo ao menos um telefone celular parece algo de décadas atrás.

A criança que brinca de pular corda, amarelinha, andar de bicicleta, de boneca, de carrinho, que tem realmente tempo livre e amplo espaço para as brincadeiras de criança, que vive sem estar sobrecarregada de atividades também parece algo que ocorreu somente em tempos muito distantes da atualidade.

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Sociedade dos excessos

Não há dúvida de que a tecnologia é extremamente útil, que veio para ficar e facilitar a vida. Mas o que vemos não é bem isso.

Todas as faixas etárias parecem estar viciadas em tecnologia. Cada um em seu mundo – um mundo repleto de estímulos visuais e sonoros, mas que carece de contato real.

Há excesso de bens materiais, atividades e sonhos de consumo. Ao mesmo tempo, há escassez de paciência, de descanso, de vida saudável e até de tempo!

Vida tranquila x vida estressante

Diariamente nossos bisavós, avós e até alguns pais almoçavam em casa – algo impossível nos dias atuais para a maior parte dos habitantes das grandes e médias cidades brasileiras.

Se as refeições e o convívio familiar desses momentos foram prejudicados, o sono então nem se fala…

Em meados do século XX, por influência das teorias da administração, dormir passou a ser considerado perda de tempo. Não consigo entender como essa teoria foi – e continua sendo – tão bem aceita pela sociedade, já que é durante o sono que muitos processos de restauração e limpeza ocorrem no organismo, sendo que alguns desses processos são mais eficientes durante o sono.

Cada vez mais a comunidade científica mundial tem percebido que muitas doenças têm muito mais relação com o estilo de vida do que se acreditava.

Poluição, trânsito e alimentação industrializada prejudicam ainda mais o quadro estressante e degradante da atualidade.

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Silêncio x barulho

O silêncio puro e absoluto, o canto dos pássaros, o coaxar dos sapos e os sons na natureza de forma geral foram substituídos por buzinas, sirenes e motores de todos os tipos e em quase todos os lugares. E em qualquer hora do dia ou da noite.

Simplicidade x complicação

O estilo de vida das gerações anteriores era simples. Com muitas privações, mas o básico estava disponível para uma grande parcela da população.

Em poucas décadas, o simples tornou-se complicado demais. Não houve equilíbrio e nessa transição parece que tampouco bom senso. O resultado é o que vemos no dia a dia em todas as faixas etárias: impaciência, apatia, falta de domínio próprio, tristeza, consumo excessivo, ansiedade, agonia, síndrome do pânico, depressão, pressa, somatização, doenças físicas causadas principalmente pelo estresse, etc.

Idosos trabalham, pois geralmente a aposentadoria não é suficiente. Infelizmente para muitos faltaram recursos, mas também um pouco percepção em relação ao consumo exagerado. Por isso, a educação financeira é muito importante, sendo que quanto mais cedo, melhor.

Jovens procuram emprego e não encontram uma vaga. E quando encontram, geralmente o salário é baixo demais para o custo de vida atual.

Quem está entre os dois grupos anteriores precisa fazer atualizações e cursos periodicamente para conseguir manter-se no mercado de trabalho.

Aceleramos demais…

O progresso é bom e a tecnologia também. Desde que usados de forma equilibrada.

A vida tranquila do início do post não vai mais voltar, mas para o próprio bem estar, para a manutenção da saúde física e mental, é necessário desacelerar.

Estabelecer prioridades.

Ter foco.

Saber dizer “não” quando preciso.

Meditar e/ou orar.

Ter contato com a natureza.

Valorizar o que realmente importa.

Valorizar mais o ser e menos o ter.

Viver o momento presente.

Dormir a quantidade de horas que sejam o ideal para você e não o que a sociedade impõe como correto, já que essa padronização não existe.

Praticar o desapego.

Viver com simplicidade.

Vida = momentos + momentos + momentos…

Momentos bons, ruins, tranquilos, estressantes, bem aproveitados, desperdiçados… Que todos nós sejamos capazes de caminhar pela estrada da vida da melhor maneira possível, de acordo com nossa essência, valores e crenças.

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Que as ilusões do mundo não nos atraiam e que as imposições da sociedade da pressa e do consumo estejam, na medida do possível, sob o nosso controle.

Crédito das imagens: Annalise BatistaPexels e andy chung.

15 dicas para aproveitar os dias de frio

O frio voltou com força (pelo menos aqui em São Paulo) e a coragem pra lavar a louça vai diminuindo…

Nesses dias de frio, por sorte, pude ficar em casa (esta semana é a minha última semana de férias), e com isso selecionei algumas coisas que tenho feito nestes dias preguiçosos:

1. Assar algo no forno

Doces, O Gingerbread, Árvore De Natal, Moço, Forno

Nunca usei tanto o forno como esta semana. Fiz granola, torradas, frango assado, mandioca com manteiga, focaccia… vamos engordando e esquentando um pouco a casa. Por diversas vezes sentei na frente do fogão pra aproveitar o quentinho do forno.

2. Tomar um banho bem demorado

Chuveiro, Duche, Casa De Banho, Limpa, Água, Banho

Tudo bem que nestes dias de frio, haja coragem pra tomar banho. Mas já embaixo do chuveiro, me permito ficar um pouco mais de tempo para aproveitar a água quente.

3. Assistir um filme enrolado no cobertor

Lanterna, Vela, Cobertor, Cozy

Nada como um bom filme, seriado ou documentário para assistir, agarrado no cobertor. Se bem que ultimamente tenho assistido só a desenhos infantis.

4. Usar meias divertidas

Leitura, Meias, Café, Manhã, Mulher, Estilo De Vida

Quem nunca?

5. Dormir até mais tarde

Dormir, Cansado, Cama, Pés

Só para quem está de férias.

6. Dormir com as crianças

Bebê, Criança, Bonito, Pai, Papai, Família, Filho

Parece que as crianças sentem bem menos frio que a gente, sempre estão quentinhas. Adoro colocar as meninas para dormir na nossa cama.

7. Tomar um café bem quente e gostoso…

Café, Caneca, Copo, Bebidas, Capuccino, Café Expresso

… em qualquer horário do dia.

8. Ler um bom livro…

Café, A Cafeína, Bebidas, Copo, Xícara De Café, Bom Dia

… com uma xícara de café com leite.

9. Tomar sol sempre que possível

Summerfield, Mulher, Menina, Pôr Do Sol, Crepúsculo

Meu marido fala que parecemos baratas. Sol? Saímos para a rua.

10. Rever fotos antigas

Menino, Fotógrafo, Câmera, Criança, Lente, Minolta

Nostalgia total. Com crianças pequenas em casa, as fotos de 2 anos atrás parecem que foram tiradas há 10 anos.

11. Comer algo que esquente o corpo

Sempre que possível, vou no Aska. Uma delícia.

12. Abrir as cortinas…

Janela, Mulher, Manhã, Menina, Alongamento

… e deixar o sol esquentar a casa.

13. Morar no sofá

Home, Vida, Sofá, Confortável, Relaxamento, Masculino

Trago o mundo inteiro para o sofá… o notebook, o recarregador já com o cabo de extensão ligado na tomada, celular, kindle. Tudo para não precisar sair do sofá.

14. Planejar um pouco a minha vida

Escrito, Escrever, Pessoa, Papelada, Papel, Notebook

Nesses dias de frio, gosto de dar uma olhada nas minhas listas de tarefas, de como andam as minhas metas e fazer os ajustes necessários.

15. Eu, ainda gosto de rascunhar posts para o blog

Computador Portátil, Computador, Negócios, Tabela

E você, o que gosta de fazer nos dias de frio?

~ Yuka ~

 

Casal que rala junto, cresce junto

Casal, Mãos, Segurando As Mãos, Homem, Parceiro

Eu e meu marido somos o típico casal que estamos sempre ralando juntos.

Quando nós começamos a namorar, eu morava em um apartamento alugado. O apartamento ficava no último andar, e tinha um quintal, ou seja, morava em uma cobertura. Só que esse apartamento não tinha nada de glamour, aliás tinha dois detalhes: 1.) o aluguel era barato; 2.) ele estava detonado.

Hoje, é até difícil de acreditar, mas quando chovia, simplesmente chovia dentro de casa, pelas frestas das portas e janelas. Secar o chão com pano de chão era uma missão quase impossível, eu tinha que trazer todas as minhas toalhas de banho e um balde para segurar a inundação. Em dias de temporal, lembro das cenas em que eu e meu marido (na época, namorado) ficávamos enxugando as paredes e o chão, tentando conter a cachoeira que descia pela fresta da porta do quintal.

O apartamento todo tinha frestas consideráveis nas janelas e nas portas. No inverno rigoroso, passávamos tanto frio dentro de casa que meu marido falava que queria entrar na geladeira para se esquentar um pouquinho. Por várias vezes, quando saíamos de casa, ficávamos perplexos quando percebíamos que a rua estava mais quente do que dentro de casa.

Mas eu fui muito, muito feliz lá. Tanto, que mesmo todos dizendo para eu não comprar, eu comprei esse imóvel por um preço muito justo quando a proprietária perguntou se eu tinha interesse. Contratei um ótimo pedreiro e reformei tudo, desde piso até as janelas. A reforma ficou tão boa que meu marido falava que era o melhor apartamento que tinha morado até então.

Ele quase branco de tanta poeira da obra, me ajudou a limpar a casa que na época nem era dele. Foi enquanto morava nesse apartamento que a minha primeira filha nasceu. Como o apartamento era de 1 quarto, resolvi vender e voltar a morar de aluguel.

Ele recebia sua bolsa de doutorado, e mesmo não ganhando muito, já poupávamos pensando no nosso futuro. Para economizar, nós pintávamos as paredes, montávamos os móveis que comprávamos pela internet, carregamos muitas vezes os móveis pequenos no metrô para economizarmos no frete, pois o dinheiro era muito contado.

E que fique bem claro… eu sou a mestre de obras e meu marido é o ajudante. Eu faço a instalação das prateleiras, a montagem dos móveis, instalação das cortinas etc. Ele é o ajudante que limpa a sujeira que faço. E achamos isso lindo. Cada um faz o que tem mais habilidade.

Aliás, todo mês quando ele recebe o salário, separa uma pequena parte do que chamamos de mesada e que já virou uma piada interna. Ele transfere integralmente seu salário para a minha conta bancária, para que eu possa aplicar nos investimentos. Agora eu pergunto: que marido permitiria fazer isso? Trabalhar o mês inteiro para transferir todo o salário para a esposa? Sim, ele faz isso, porque temos objetivos em comum, ele acredita no meu sonho.

Eu e meu marido desde o início ralamos juntos. Aliás, quando as nossas filhas nasceram e eu queria estudar sobre investimentos, foi ele que se prontificou em colocar as crianças para dormir e a limpar a casa para que eu pudesse ter tempo para estudar. Enquanto ele lavava o banheiro e estendia as roupas no varal, eu estudava ferozmente, das 20h à 1h da madrugada.

Era ele que fechava o meu notebook e colocava despertador no meu celular para o dia seguinte, quando eu adormecia na cama enquanto estudava.

Quando vejo as minhas fotos de 4 anos atrás, quando ainda não tínhamos as nossas filhas, vejo como éramos jovens, e percebo como a maternidade acelera o envelhecimento. Até brincamos que éramos bonitos e não sabíamos. Mas a parte boa é que nós dois envelhecemos, e não só a mulher, como costumo perceber. Rimos das nossas rugas novas e das nossas olheiras, sinal da falta de sono e cansaço. Sinto um certo orgulho de saber que novamente, estamos ralando juntos.

Aliás, meu marido passou em um concurso para professor visitante de uma universidade pública, em um contrato de 2 anos. Ele chorou. Eu também chorei. A conquista dele é conquista minha. A alegria dele é a minha alegria. Sei o quanto batalhou para esse momento chegar.

Durante os 9 anos que estamos juntos, sempre dei força para ele continuar na área da pesquisa, mesmo sendo tão difícil ser bem remunerado, e a cada 2 anos ficarmos com a sensação de que “desta vez não vai dar certo”. Falava para ele aproveitar que eu sou concursada e que tenho estabilidade.

Mas quem mais abriu mão da carreira não fui eu. Foi ele. Ele é campeão de desistir de boas oportunidades na carreira por mim.

Hoje, posso dizer que vivemos uma vida confortável. Depois de diversas escolhas que fizemos, de contarmos moedas, de juntar os esforços para aumentar os aportes, estamos cada dia mais tranquilos com a reserva financeira que temos criado.

A cada ano que passa, estamos mais unidos, mais fortalecidos como casal. Temos mais maturidade, mais companheirismo, mais amor e respeito pelo outro.

Nós dois crescemos. Nós dois amadurecemos. Nós dois abdicamos de muitas coisas por ter decidido ter filhos. A parte boa é que sempre estamos juntos, na alegria e na tristeza. Na pobreza e na riqueza.

Sempre achei que por trás de um casal que rala junto, tem sempre uma linda história de superação e de amor para contar.

~ Yuka ~

Como gastar dinheiro em coisas que traz felicidade

Pão, Cozimento, Frescos, Feito Em Casa, Alimentos

O tempo tem me mostrado que as escolhas que tenho feito para a minha vida estão acertadas.

Há 9 anos, quando eu e meu marido nos apaixonamos, decidimos que viveríamos juntos para sempre.

Desde então, muitas coisas mudaram. A minha forma de amar mudou, tornando-se mais madura, mais completa, mais plena.

A minha forma de viver mudou, passei a focar mais no que era essencial, no que era importante, vivendo uma vida mais minimalista.

Mesmo com o nascimento de duas filhas, continuamos com o nosso estilo de vida simples e o dinheiro passou a sobrar todos os meses.

O interesse pelos investimentos aumentava a cada dia. Aliás, desde que eu aprendi a investir direito, a vida foi se tornando cada vez mais fácil. Isso porque o minimalismo fez com que eu focasse no que era realmente importante e também porque após 8 anos investindo, os benefícios dos juros compostos já começaram a surtir efeito.

Eu não compro roupa para estar na moda, não compro presentes para pessoas que não tenho afinidade, não compro algo só para agradar alguém.

Aprender a diferenciar o que traz felicidade genuína com a felicidade momentânea foi essencial. Perceba que somos nós que damos poder ao dinheiro.

Para mim, uma roupa, é uma felicidade momentânea. Já uma viagem, é uma felicidade genuína. A lembrancinha da viagem, um chaveirinho, um souvenir são felicidades momentâneas, mas uma toalha de mesa comprada nessa cidade, é uma felicidade genuína, já que todas as vezes que preparo a mesa para jantar, lembro do prazer que senti em conhecer o local. Almoçar em restaurantes durante a semana com os colegas de trabalho é felicidade momentânea. Já almoçar com os melhores amigos é felicidade genuína.

Essas sensações do que é felicidade genuína e momentânea é muito pessoal, não dá para generalizar, cada pessoa tem a opinião do que é importante.

Vou dar outros exemplos.

MORADIA

Para mim, o bairro que eu moro traz felicidade genuína. Sinto gratidão todos os dias (não estou exagerando), sinto segurança mesmo andando à noite, é u m bairro com bastante iluminação, próximo de metrô, mas é um bairro caro. Para conseguir morar em um bairro assim, eu equilibro as contas deixando de ter algumas outras coisas como:

  • Carro: eu e meu marido decidimos não ter um;
  • Creche: decidimos morar em um bairro melhor, porque creches municipais em bairros mais centrais não são tão concorridas como as creches das periferias;
  • Lazer: por morar perto de praças, parques e Sescs, economizamos no lazer.

Repare que são economias grandes. Não é uma economia de 1 café, e sim de 1 carro e de todos os outros gastos que vem junto (IPVA, seguro, manutenção, etc); mensalidade escolar para 2 crianças, etc.

ALIMENTAÇÃO

Desde o mês passado, após assistir a alguns documentários e ler bastante a respeito sobre os efeitos dos alimentos industrializados, agrotóxicos e transgênicos na nossa saúde, eu decidi que passaria a consumir mais alimentos orgânicos, livres de venenos.

Tomar essa decisão fez com que eu gastasse mais na alimentação da família, mas a felicidade que sinto quando vejo minhas filhas comendo um morango sem veneno, um ovo sem antibióticos e hormônios, um milho sem ter sido geneticamente modificado, não tem preço.

Eu acredito que a médio, longo prazo, aumentar o consumo dos alimentos orgânicos vai nos proporcionar ainda mais saúde, menos ida aos médicos, menos gripes, menos alergias etc.

CONFORTO

Há quase 2 anos, eu e meu marido trocamos o nosso colchão. Na época, ficamos em dúvida qual compraríamos, mas depois pensamos “Quantas horas dormimos por dia?” e “Compramos um colchão pouquíssimas vezes na vida”. E com isso decidimos comprar um colchão mais caro, de uma qualidade infinitamente superior. Até hoje comentamos como o nosso colchão é confortável.

Outro item que eu tenho há alguns anos é a geladeira inverter da Panasonic. Conheci essa geladeira que tem o freezer na parte de baixo quando fui ao Japão em 2008. Além do freezer ser enorme, não ter todo aquele ar gelado em cima do meu rosto toda vez que abria a porta do freezer era (e continua sendo) um atrativo enorme para mim.

O sofá também foi um outro item que escolhemos a dedo. Na época, dos sofás que gostamos, acabamos escolhendo o mais caro por 3 motivos: eu tinha gostado demais do design, meu marido tinha gostado demais do conforto e nós dois tínhamos consciência da qualidade da estrutura do sofá. Com 2 crianças pequenas, sabíamos que o sofá teria que ser resistente, para que elas pudessem pular por muitos e muitos anos.

Pessoas que ganham o mesmo salário que eu, às vezes se surpreendem como consigo “esticar” tanto o dinheiro. Pois bem, eu mesma pinto as paredes do apartamento, eu não tenho diarista, nem passadeira, quando compro algum móvel eu mesma monto (desde uma simples sapateira até um guarda-roupa enorme), meu marido faz conserto elétrico simples, não frequento salões de beleza, a lista na verdade é bem longa…

PEQUENOS GASTOS DIÁRIOS

Tenho diversos exemplos de valor menor, mas de gastos constantes:

  • Eu não costumo comprar algo pelo preço, e sim pelo seu valor, por exemplo os esmaltes. Eu compro sempre da marca Revlon ao invés das marcas mais populares como Impala, Risqué ou Colorama. O esmalte da Revlon é mais caro, mas dura muito, muito mais. Todos os esmaltes que comprei da Revlon eu consegui usar até o final, enquanto de outras marcas, sempre acabo jogando fora por ficar duro;
  • Eu e meu marido somos pessoas simples, então um passeio pelo bairro já nos deixa felizes, um pão na chapa com um cafezinho à noite já nos alegra. Ontem mesmo ele comentou que estava com vontade de comer um brigadeiro e lá fui eu abrir a lata de leite condensado para fazer um brigadeiro bem gostoso. Para deixar com uma aparência mais gostosa, eu sempre tenho em casa forminhas coloridas de papel e chocolate granulado. Assim, o brigadeiro tem sempre cara de festa;
  • Todos os meses, faço um aporte considerável para alavancar os investimentos. Um dos motivos (dentre os vários que já citei por aqui) é que não tenho plano de saúde top de linha. Tenho um que atende as necessidades da família. Se nós tivéssemos alguma doença crônica ou até mesmo ficássemos doentes com frequência, talvez teria um plano top, mas como raramente ficamos doentes, preferi ter um plano bom e investir a diferença;
  • Minhas filhas possuem brinquedos relativamente caros, como a cozinha de madeira, a casa da Peppa Pig e outros brinquedos. Mas em compensação, não costumam ganhar presentes fora das datas que estipulamos (aniversário, dia das crianças e Natal):

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Elas também têm a casa da Peppa Pig:

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São brinquedos caros, mas que mesmo após semanas, meses e anos, elas continuam brincando quase que diariamente.

E assim, cada vez mais, a nossa casa tem se tornado um lugar gostoso de estar, pois estamos rodeados de coisas que nos fazem feliz.

Escrevi esse post para deixar claro que para termos algo, precisamos abrir mão de outras coisas. O que eu mais vejo são pessoas que querem tudo, mas não estão dispostas a abrir mão de absolutamente nada.

Então para gastar melhor o dinheiro, é preciso:

  • desaprender o que nos ensinaram sobre consumo;
  • não se comparar com outras pessoas;
  • deixar de ter/fazer/comprar coisas desnecessárias;
  • aprender a gastar dinheiro em coisas que traz felicidade genuína.

Esse post é mais um complemento do post anterior, onde comentei sobre rotinas que tornam a nossa vida melhor.

Boa semana para vocês.

~ Yuka ~

Quem quer, arruma um jeito. Quem não quer, arruma uma desculpa.

Muitos de vocês já devem ter visto esta foto viralizar.

A vida está cheia de pessoas dando desculpas. A faculdade que fica para depois por falta de dinheiro. A academia que fica pra depois por falta de disposição. Os encontros com os amigos que ficam pra depois por falta de tempo. E desculpas após desculpas, não percebemos que a vida vai se esvaindo e o tempo vai passando…

Claro que não temos como viver pensando somente no agora, no imediatismo, mas de tudo o que queremos/precisamos fazer, quanto estamos adiando?

O encontro com o amigo que poderia acontecer neste fim-de-semana.

Aquela viagem de bate-volta, perto da cidade que poderia acontecer ainda neste mês.

Aquele restaurante que inaugurou faz 1 ano e que ainda não deu tempo de conhecer…

Aquele telefonema (ou uma mensagem de WhatsApp) dizendo que está com saudades da amiga, poderia acontecer neste exato momento.

A vida é muito curta para adiarmos tantas coisas boas.

Quando se vê, a vida já passou. Quando se vê, já é tarde demais.

Gosto muito do poema do Mário Quintana que descreve bem o que estamos passando:

O Tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…

Mário Quintana

~ Yuka ~

 

Crie rotinas que tornam a sua vida melhor

Laptop, Café, Tabela, Ar, Fundo, Bebidas, Blog, Blogger

Todas as imagens deste post são da Pixabay.

A parte ruim da vida moderna é que a vida se tornou muito corrida.

Tão corrida, que a rotina nos atropela diariamente, mal dando tempo de aproveitar os pequenos prazeres da vida.

Se a rotina faz com que tudo se funcione no piloto automático, por que não fazer com que hábitos prazerosos também se tornem rotina?

E é com essa introdução que eu apresento as rotinas que tornam a minha vida mais leve:

Todo dia é dia de Café da Noite

Latte Art, Café, Café Com Leite, Gangneung

Para alguns pode soar absurdo, mas eu e meu marido tomamos nosso cafezinho da noite. Muitas vezes quando ele vai colocar as meninas para dormir, acaba dormindo junto. E aí lá vai eu acorda-lo para ter a minha companhia do café. Outro dia uma pessoa perguntou “você acorda seu marido às 23h pra tomar café?” Sim… é o momento mais gostoso do meu dia.

Quarta-feira é dia de filme

Pessoas, Mulher, Tv, Filmes, Televisão, Feminino, Feliz

Certo, tem semanas que simplesmente é impossível assistir algo, mas na medida do possível, estamos tentando resgatar esse costume. Quarta-feira é dia do meu marido fazer home-office, o que significa que quando chego em casa, ele já está me esperando, tornando o fim da nossa noite bem produtiva. É o dia que quando não assistimos um filme, nosso Café da Noite” dura 2,  3 horas…

Sexta-feira é dia de “Sexta-feira Feliz”

No post anterior, comentei sobre a Sexta-Feira Feliz que eu faço com as minhas filhas. Na volta da creche, diariamente, eu passo na frente de diversos comércios e ambulantes que vendem guloseimas, e sei que é uma grande tentação para as crianças (se até para o adulto é…). São lojas de doces, esfiharias, lanchonetes, sorveterias… fora os pipoqueiros, tem gente que vende açaí, milho cozido, tapioca, cachoro-quente etc. Minhas filhas pedem para comprar algo para comer na volta da creche, e eu sempre digo que não, mas permito que elas escolham 1 coisa às sextas-feiras. Isso fez com que elas tenham aquela ansiedade boa da chegada da sexta-feira, além de estarem aprendendo a ter paciência.

Fim-de-semana é dia de fazer bolo (ou qualquer outra coisa gostosa)

Biscoitos, Chocolate, Sobremesa, Doces, Bolo, Geada

Eu costumo reservar o fim-de-semana para fazer alguma coisa gostosa para a minha família. Além de um almoço caprichado, faço sempre alguma coisa para agradar meu marido e as crianças. Às vezes é bolo, um pão caseiro, uma focaccia, um brigadeiro, um bolinho de chuva, etc.

Quarta-feira e Sábado é dia de passar no mercado orgânico

Produtos Hortícolas, Jardim, Colheita, Orgânicos, Verde

Toda quarta-feira à noite (eu sozinha) e sábado de manhã (com a família toda) eu passo numa loja que vende somente produtos orgânicos que fica a alguns quarteirões de casa. Abasteço a minha geladeira e a fruteira com morangos, bananas, maçãs, brócolis, pepino, pimentão, tudo orgânico. É vida entrando dentro de casa. É consumo com propósito.

Almoçar em um lugar bem legal com a família 1 vez por mês

Pequeno Almoço, Alimentos, Comer, Refeição, Manhã

Eu tento escolher um lugar bacana para almoçar com a família pelo menos 1 vez por mês. Acho importante que as crianças aprendam a se comportar em local púbico, como em um restaurante. Que aprendam a esperar, aguardar pelo prato, a não sair da cadeira enquanto almoça, e para que descubram novos sabores…

Almoçar em um lugar bem legal só eu e meu marido 1 vez por mês

Pessoas, Homem, Mulher, Casal, Segurando As Mãos

A mesma coisa vale para mim e para o meu marido. Tentamos almoçar juntos, só nós dois, pelo menos 1 vez por mês. Acho importante esse momento que nós temos. Para isso, aproveitamos a quarta-feira que ele faz home-office. Como eu moro relativamente perto do meu trabalho, ele vai de metrô me encontrar e almoçamos em algum juntos.

Tomar banho junto com as crianças durante a semana

Durante a semana, tenho o costume de tomar banho com as minhas filhas. Quando eu só dava banho nelas, elas faziam birra, não queriam tomar banho, era uma tarefa árdua. Quando passei a tomar banho com elas, nunca mais tive esse problema. Elas adoram tomar banho comigo. Enquanto elas brincam dentro da bacia, eu dou banho e ainda tomo banho. A melhor parte é que agiliza muito, e todo mundo sai de banho tomado.

* * *

Essas são algumas das rotinas que eu tento estabelecer. Algumas (como a feira orgânica) são decisões recentes e portanto, iniciativas recentes. Outras, são mais antigas.

Para que as decisões acima se tornassem um hábito, eu precisei anotar durante semanas na minha agenda do celular para que eu não esquecesse. Todo início do mês, eu anotava na agenda “escolher restaurante para ir com marido”, “escolher restaurante para ir com as crianças”, “comprar orgânicos”, “qual filme assistir?”, entre outras anotações.

Meu marido sempre comenta que quando ele era criança, a mãe dele fazia compra no supermercado uma única vez por mês (por conta da inflação). Como a família dele não tinha muito dinheiro, ela liberava algum doce apenas nas sextas-feiras. Ele lembra desse período com muito carinho. E foi inspirado na mãe dele que eu criei para as minhas filhas a “sexta-feira feliz”, torcendo para que elas lembrem das nossas sextas-feiras felizes quando forem maiores… e também de todas as outras nossas rotinas.

~ Yuka ~

Filhos e dinheiro: como temos lidado

mesada

Aqui neste texto, eu vou dividir a questão de dinheiro vs filhos em 3 partes. A primeira é como estamos lidando atualmente, depois como pretendo lidar com a mesada e depois sobre herança.

COMO ESTAMOS LIDANDO ATUALMENTE

Quando eu estava grávida, o gerente do meu banco entrou em contato para conversarmos sobre abertura de um plano de previdência privada para a minha filha. Ouvi atentamente toda a explicação, e no fim, saí da agência com uma única certeza: de que eu deveria me preocupar mais com a minha aposentadoria, e não com o plano previdenciário da minha filha. Entendi que se abro um plano no nome das minhas filhas, e se por algum motivo eu realmente estiver precisando do dinheiro quando elas completarem 18 anos (posso estar desempregada, doente etc), eu não poderei usar este dinheiro – a não ser que elas concordem em abrir mão – já que o dinheiro estará no nome delas.

Eu tenho muito claro para mim que as minhas filhas terão todo o tempo do mundo para conquistar a própria independência. Quando elas tiverem os seus 37 anos, – idade que eu tenho hoje – eu terei 71 anos. E por isso mesmo, sei que preciso pensar na minha tranquilidade financeira.

Vejo muitos pais pagando mensalmente uma previdência privada para os filhos, mas não terem uma reserva de emergência para si. Claro que acreditamos que os filhos irão nos ajudar em caso de necessidade, mas não podemos, nem devemos contar com essa possibilidade. E se eles estiverem desempregados? E se eles estiverem em dificuldades?

Considerando isso, atualmente, eu faço 2 coisas com as minhas filhas:

1.) quando elas vão ao supermercado comigo, às vezes deixo elas escolherem algo para levar até um determinado valor. Se querem levar mais de 1 coisa, precisam escolher qual item quer levar mais. Assim, já vai aprendendo desde cedo que não se pode ter tudo na vida, que a vida são feitas de escolhas e principalmente, renúncias. Por muitas vezes, vi (com muito orgulho) a minha filha mais velha franzindo a testa, quebrando a cabeça para decidir o que iria levar: uma barra de chocolate ou um saquinho de pipoca. E é exatamente esse exercício que eu quero que ela faça: de fazer escolhas.

2.) Outra coisa que eu faço com elas é a “sexta-feira feliz”. Toda sexta-feira quando voltamos da creche, deixo elas escolherem alguma bobeirinha pra comer, pode ser pipoca, sorvete, pirulito, milho cozido, passar em uma loja de doces, ou no supermercado, o que elas preferirem. Isso tem feito com que elas aprendam a esperar, a ter paciência. Quando elas pedem para comprar algo na segunda, terça, quarta ou quinta-feira, eu explico que “hoje” ainda não é sexta-feira. E elas compreendem. Ou seja, como elas sabem que em um dia da semana poderão comprar o que têm vontade de comer, não fazem birra quando digo “não”. Se eu nunca deixasse comprar, ou melhor, se elas não soubessem quando seria a próxima vez que conseguiriam comer o que têm vontade, talvez fizessem birra. Outra coisa que eu costumo falar é que “eu não estou falando que você não pode comer pipoca, só estou dizendo que não compraremos pipoca hoje, mas podemos fazer pipoca em casa”. Quero que elas saibam que se não podemos comprar, podemos fazer, podemos criar, podemos inventar, podemos substituir…

Essa prática de fazer a “sexta-feira feliz” nos trouxe um outro benefício: a de entrar em lojas de brinquedos, sem que eu precise comprar algo. Sim, elas não fazem birra nas lojas de brinquedos, nem na loja de doces. Eu já expliquei que elas ganham presentes 3 vezes por ano: no aniversário, no dia das crianças e no Natal.

Elas entram nas lojas, olham, brincam, “anotam mentalmente” o que querem, e depois saem das lojas sem fazer birra, pois sabem que ainda não é o momento certo para ganhar brinquedos.

Às vezes dou algumas moedas para comprarem pirulito na doceria do bairro. Outro dia minha filha mais velha ficou triste, porque percebeu que quando se compra o pirulito, fica sem a moeda. Expliquei que é assim mesmo, trocamos o nosso dinheiro por comida, brinquedos…

COMO PRETENDO LIDAR COM A MESADA NO FUTURO

Como as minhas filhas são muito pequenas, elas ainda não ganham mesada. Já ouvi dizer que o valor é muito subjetivo para cada família. Ele não deve ser pouco a ponto da criança desanimar por demorar demais para conseguir poupar para comprar o que quer, mas também não pode ser muito a ponto de achar que dinheiro cresce em árvore.

Cada família precisa avaliar o valor ideal, considerando as necessidades da idade.

Considerado o valor, eu pretendo dar um pouco a mais, mas isso porque tenho o intuito de incentivar a poupar desde pequenas. No início, claro, a criança não vai entender o que está fazendo, mas pretendo orientar a guardar de 30 a 40% do que recebe de mesada. Aos poucos essa prática vai se tornando natural.

No início, pretendo falar algo do tipo: “se você não usar o seu dinheiro por 10 dias, você terá uma moeda no décimo primeiro dia”, o que iria sugerir as noções básicas dos juros compostos. Afinal, o dinheiro “brotaria” três vezes por mês.

Quando estiverem alfabetizadas, e sabendo noções básicas de matemática, pretendo abrir conta em corretoras independentes para auxiliar nos investimentos, não com o meu dinheiro, e sim, com o dinheiro economizado das suas mesadas.

Claro que terá outras iniciativas, por exemplo, se me ajudarem a economizar na conta de luz, metade do valor economizado irá para elas, ou algo parecido.

Se elas souberem desde cedo, o que eu só descobri depois dos 30 anos de idade, com dedicação e foco, conseguirão alcançar a independência financeira ainda jovens.

SOBRE HERANÇA

Outra coisa que eu tenho muito claro na minha cabeça, é a ordem de prioridades: se os pais estão bem, os filhos ficarão bem. Sabe aquela orientação que recebemos quando embarcamos em um avião? Coloquem as máscaras primeiro e somente depois nos filhos? É basicamente assim que eu penso.

Isso significa que enquanto muitas famílias pensam em deixar um imóvel ou uma herança no nome dos filhos, eu penso no meu marido, e ele em mim.

Tenho a consciência de que sou um caso à parte por pensar mais no marido do que nas filhas se eu vier a falecer. Isso acontece, porque eu confio plenamente no meu marido e também confio na integridade dele, como pai e principalmente como pessoa. Tenho certeza de que meu marido faria de tudo, até o impossível, para que nunca falte nada para as nossas filhas.

Quero ensiná-las desde cedo a compreenderem que o dinheiro que nós estamos juntando para a aposentadoria, é nosso dinheiro: da mãe e do pai. Não serão delas. E por isso mesmo elas precisarão também pensar no próprio futuro. Não quero que elas cresçam achando que podem contar com o nosso dinheiro, pois já vi pessoas brigando sobre herança de pais que nem doente estavam.

Na minha casa, dinheiro definitivamente não é um assunto tabu.

~ Yuka ~

 

 

 

Como curtir uma viagem e economizar ao mesmo tempo

Uma leitora perguntou semana passada em qual hotel eu havia me hospedado em Águas de Lindóia, e com isso resolvi escrever sobre esse assunto, pois sei que viajar está ficando caro para todo mundo.

Uma das táticas que eu uso é acompanhar de vez em quando o site do Groupon. A maioria das promoções, não são tão proveitosas, mas às vezes surge uma oportunidade no meio deles que vale muito a pena aproveitar.

Um exemplo disso é a hospedagem que comprei em Águas de Lindóia. Uma cidade perto de São Paulo, bem pequena e tranquila, perfeita para descansar.

Este foi o hotel que nos hospedamos (fotos do próprio hotel Mantovani):

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Paguei R$739 pelas 3 noites. Caro? Talvez sim, talvez não, já que caro ou barato é muito relativo, depende do orçamento disponível familiar.

Para mim, o preço foi bom.

1.) A primeira vantagem é que as crianças não precisavam pagar. E apesar delas não serem pagantes, o hotel nos ofereceu um quarto com 1 cama de casal com 2 camas de solteiro.

2.) Esta promoção valia para a baixa temporada, ou seja, de fevereiro até junho. Como teria um feriado no dia 1 de maio, resolvi emendar a segunda e terça-feira para tirar a minha “mini-férias”. Lembrando que uma viagem sem a promoção, eu pagaria o dobro do valor pago. Se fosse em alta temporada, pagaria o triplo do valor.

3.) Esse hotel oferece pensão completa, ou seja, café da manhã, almoço e jantar inclusos. Com isso, não precisamos nos preocupar com nada.

Agora vou desmembrar os números para clarear um pouco mais o título deste post:

As 3 noites para 2 adultos e 2 crianças (cortesia) custaram R$739. Significa que a diária para o casal seria de R$246,33. Por pessoa R$123,16.

Esse valor de R$123,16, se descontasse o café da manhã (R$20), o almoço (R$35) e a janta (R$35), daria R$33,16 a diária por pessoa. O valor do café da manhã e o almoço eu estipulei, mas acredito que até gastaria mais.

Isso sem esquecer que levei 2 crianças não pagantes que puderam dormir cada uma na sua cama, e apesar delas terem 2 e 4 anos, elas comem bem. Melhor impossível.

Agora pensa numa comida boa…. pensou? O restaurante deste hotel é ma-ra-vi-lho-so. Gente, de verdade, valeu cada centavo. A cidade é bem pequena, não tem muito o que visitar. Mas valeu muito por causa da comida, da hospedagem, da piscina aquecida com hidromassagem, dos funcionários educados, do paisagismo, dos diversos espaços disponíveis no hotel, a infra-estrutura, etc. Aliás, o hotel investe bastante no quesito paisagismo, e havia diversos lugares pra gente aproveitar e curtir a família. Eu que moro em São Paulo, às vezes só quero sossego.

Vocês acham barato uma diária de R$33,16 por pessoa? Eu acho rs.

É dessa forma que economizamos gastando. Fazendo a mesma viagem, no mesmo local que queríamos ir, mas fazendo escolhas inteligentes.

~ Yuka ~

Minimalismo na visão de um leitor que tem 64 anos de idade

Esta semana, recebi um e-mail muito interessante de um leitor (que pediu para não ter seu nome divulgado) que tem 64 anos de idade, compartilhando sua experiência de vida sobre o minimalismo, acúmulos e desapegos.

“Olá Yuka, olá a todos que interagem neste Blog.

Venho há muito acompanhando as transições do modo de vida, assim posso relatar um pouco do cotidiano. Um amigo me disse certa vez: “Passamos a vida toda acumulando coisas, para na velhice passar a se desfazer delas… Então, parece óbvio, por que acumular?”.

Realmente é uma certeza: compramos terrenos em praias, chácaras, compramos carros, motos. Sempre pensando: vou construir, vou passar minhas férias ou até me aposentar. Aí, quando se aposenta, os conceitos mudam, queremos paz de espírito, tranquilidade, nenhuma preocupação de coisas que teremos que pagar pelo resto da vida como IPTU, IPVA, impostos e seguros em geral, quase não dormir à noite por isso.

Hoje, com 64 anos, posso dizer que realmente é difícil vender tudo que se acumulou, difícil de se desfazer do que se tem, isto até pelo fato de que, por sermos uma família grande, sempre moramos em casas grandes, atulhadas de coisas. Com o passar do tempo, sempre adquirindo muito, muito mais, construindo ou morando em casas maiores. Aí para se vender, além de demorar demais, não se encontra quem os compre ou pague o preço que se investiu. Basta passar pelos centros de muitas cidades e ver o número de imóveis abandonados, muitos em decadência a serem vendidos.

Quando envelhecemos, os filhos partem para suas carreiras “solo”, aí fica o vazio, aquela imensidão de casa, tantas coisas acumuladas e o que fazer.

Assim, eu e minha esposa, tomamos a decisão: saímos de uma grande casa, aportamos num pequeno apartamento, nos desfazemos de tudo que fosse possível e mantemos o mínimo para viver com tranquilidade. Quando se faz isso, tira-se um fardo dos ombros, não temos que nos preocupar mais com que não temos, isto porque não nos fará mais falta.

Para quê se ter uma casa na praia, chácara ou carro bom, se tudo que precisamos é ter uma condição que nos permita utilizar aplicativos de viagens, tantos para locomoção como para hospedagem, tudo está online, só precisamos de um celular que nos conecte.

Hoje precisamos sim de bom senso, saber buscar oportunidades, ofertas vantajosas e disponibilidade para utilizar tudo que nos rodeia, o consumismo desenfreado da humanidade (haja 1,99 nesta vida) os torna escravos deste consumo. Ser um passarinho seria a solução, isto é, viver o presente, acordar cantando e viver na alegria, cantar muito quando chove e valorizar tudo que a natureza nos oferece.

Quando envelhecemos, damos mais valor à saúde, ao presente, não temos pressa nem ansiedade pelo futuro, isto nos faz pensar e aproveitar mais a vida.

Assim, com toda vivência, mas ainda muito a aprender, posso dizer aos leitores: busquem, vivam uma vida mais simples, invistam em conhecimentos, economizem muito, poupem muito, consumam menos. Sua saúde, a natureza, o planeta e as pessoas à sua volta estarão melhores.”

A penúltima frase que o leitor escreveu, de que “quando envelhecemos, damos mais valor à saúde, ao presente, não temos pressa nem ansiedade pelo futuro, isto nos faz pensar e aproveitar mais a vida.” faz todo o sentido, principalmente para nós, minimalistas.

Quando passamos a focar no essencial e eliminamos o resto, estamos buscando justamente isso, dar mais valor ao presente.

Sem saúde física e mental, sem família, sem amigos, sem tranquilidade, a velhice não terá o seu brilho. Aproveitar a vida, é viver o presente, estar com pessoas, compartilhar histórias… E para isso, é preciso desacelerar.

Gostaria de agradecer o leitor por compartilhar a sua experiência.

~ Yuka ~

Movimento FIRE: muitos querem, alguns tentam, poucos conseguem

O título do post acima é a mais dura realidade.

Para quem não conhece o termo, FIRE é um acrônimo do termo em inglês: Financial Independence Retirement Early que significa “Independência Financeira, Aposente-se Cedo”.

Pessoas que estão em “firing”, são pessoas que por motivos pessoais, aderem ao minimalismo e à frugalidade, poupando cerca de 30 a 70% do salário com o objetivo de se aposentarem cedo (geralmente aos 30, 40 ou 50 anos).

Entenda que neste caso o “aposentar” não significa que nunca mais irá trabalhar. Significa que terá a opção de trabalhar no que quiser (e se quiser), já que terá patrimônio suficiente para viver de renda pelo resto da vida.

Eu faço parte desse movimento e poupo cerca de 60% da receita familiar.

Reconheço que quem ganha um salário baixo, não tem a possibilidade de poupar uma grande fatia do salário como eu estou fazendo. Com o salário mínimo batendo quase R$1.000, sabemos que é praticamente impossível alguém viver com dignidade sobrevivendo com 40% do salário, o que equivaleria a R$400.

No meu caso, que recebo um salário interessante, aproveitei a oportunidade e não aumentei o padrão de vida ao longo dos anos, como todos ao meu redor fizeram.

Digo que poucos conseguem aderir ao movimento FIRE, porque as pessoas não estão dispostas a sacrificar prazeres de curto prazo em detrimento de um futuro melhor.

Os adeptos a esse movimento geralmente são pessoas minimalistas e frugais. São pessoas que curtem o estilo de vida minimalista, aproveitam a jornada até à aposentadoria, e não somente com a chegada do grande dia. Isso significa que o que as pessoas comuns enxergam como sacrifício, os FIREs enxergam como escolhas acertadas. Por serem adeptos ao minimalismo, conhecem a fundo suas necessidades reais e não cedem às necessidades impostas pela sociedade.

Vejamos um exemplo. Você compraria um cabo náutico? A maioria diria que não. Mas por que a resposta é não? É porque você não vê utilidade, não é mesmo? Não teria sentido em ter um cabo náutico, se você não pratica iatismo.

O minimalista vai a fundo utilizando sempre essa regra. Pessoas que aderem ao minimalismo, escolhem itens essenciais e fundamentais para a sua própria felicidade. Vou repetir o trecho da frase que acabei de escrever: “ESCOLHEM ITENS ESSENCIAIS E FUNDAMENTAIS PARA A PRÓPRIA FELICIDADE”. Ou seja, cada pessoa deve ir em busca do auto-conhecimento para saber o que é essencial para si. Infelizmente, posso dizer que a maioria das pessoas não buscam auto-conhecimento e por isso mesmo seguem a vida utilizando a régua alheia. Não é a toa que o sonho das pessoas se assemelham…

Voltando ao exemplo do cabo náutico, a mesma regra (de saber se é essencial ou excesso) vale para todas as escolhas que fazemos ao longo da vida. Quando é uma coisa discrepante, é fácil saber se é essencial ou não. Difícil é ter discernimento para os itens mais comuns, do nosso cotidiano. Eu já dei esse exemplo do fogão: eu tenho um fogão de 4 bocas, ao invés de 6, porque não cozinho utilizando as 6 bocas simultaneamente. Eu simplesmente não tenho coordenação, nem destreza para utilizar as 6 bocas sem queimar uma das panelas. Então por qual motivo gastaria meu dinheiro tendo um fogão maior, que além de ser mais caro, ocupa espaço da minha casa?

Esse pensamento é a base para todo o meu raciocínio: não tenho um tênis de corrida, porque eu só caminho pelas ruas da cidade. Não moro em um apartamento de 3 dormitórios, pois uso somente 2 quartos. Não tenho muitas roupas, porque simplesmente não dou conta de usar tudo durante o ano. Não tenho muitos itens de maquiagem, porque não consigo terminar de usa-los até a data do vencimento. Não tenho carro porque não julgo necessário.

Não tenho porque não quero. Não tenho porque não preciso. Ponto.

As pessoas se acostumaram com o excesso.

Querem morar em uma casa grande, mesmo usando a maior parte do espaço como depósito. Querem ter várias roupas no guarda-roupa, mesmo usando somente 20% do que tem nele. Pagam um plano de TV a cabo, mesmo passando a maior parte do tempo na internet. Moram em um apartamento de 3 quartos, sendo que utilizam um único quarto. Compram um carro modelo off-road, mesmo não pegando estrada com tanta frequência. Assinam mensalidade da academia, sendo que vai só algumas vezes por semana. Possuem um plano de saúde que abrange os melhores hospitais da cidade, mas sempre que precisa vai nos hospitais do bairro. Compram um celular novo, mesmo o antigo estar funcionando perfeitamente.

Compram sem necessidade, sem pensar, só pelo ato de gastar… Como podem ver, exemplos são infinitos.

Alguns atos que julgamos como normal: comprar presentes para outras pessoas, só porque a sociedade impôs. Ou até mesmo comprar roupas e quinquilharias para preencher o vazio interno… são atitudes que vão aumentando os gastos e elevando o padrão de vida até se tornar insustentável a longo prazo. Para essas pessoas, o dinheiro não traz felicidade, ele é apenas uma fuga.

Eu consigo investir quase 60% da renda familiar, porque sei exatamente onde gastar e onde poupar. Todas as escolhas que eu faço são pautadas em cima do meu objetivo de vida, e é justamente por saber onde gastar e onde poupar que eu e meu marido não sentimos escassez, e sim, abundância e gratidão.

Quando a gente aprende a gastar o dinheiro de forma inteligente, coisas boas começam a acontecer…

~ Yuka ~

Como desencorajamos as pessoas (mesmo sem querer)

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Quando quis emagrecer, ouvi a frase: “ah, mas você já é tão magra, não precisa emagrecer mais”.

Quando comentei que queria ser uma mãe melhor, ouvi: “mas você tem que entender que você já é a melhor mãe que elas podem ter”.

Quando falei que eu queria ter menos coisas, ouvi: “nossa, mas você já tem pouquíssimas coisas. Por que você quer ter menos ainda?”.

Quando disse que eu estava tentando aumentar meus aportes mensais, ouvi: “Você já economiza tanto, pra que economizar mais ainda?”.

Quando compartilhei meu sonho de adotar um parque, ouvi um: “Assumir trabalho dos outros (no caso, da Prefeitura) é fazer papel de trouxa.”

Quando digo que faço parte do movimento FIRE (independência financeira, aposente-se cedo), ouço um sonoro “você e o mundo inteiro quer isso”.

Bom, por aí percebemos que não podemos ir na onda das pessoas.

De todos os itens acima, o único “projeto” que eu ainda não pude iniciar, foi adotar uma praça. Todos os outros, já estão em andamento ou até mesmo concluídos.

Sei que as pessoas fazem isso com o intuito de ajudar. “Você já é magra”, “Você já economiza o suficiente”, “Você já é uma boa mãe”… Eu sei que as pessoas fazem isso pensando no meu melhor, mas preciso dizer que muitas vezes não ajuda.

Percebo como as pessoas tem o costume de desencorajar as iniciativas alheias. Dificilmente as pessoas encorajam, dão suporte, elogiam. Muito pelo contrário, riem da desgraça alheia. Da roupa dos outros que julgam cafona. Da iniciativa que deu errado. Do português falado errado. Alegram com o fracasso do colega.

E com isso, acabamos criando a cultura do “desencorajamento”. São pessoas que ficam com medo de sair da zona de conforto, para não serem julgadas e ridicularizadas pelos próprios colegas e familiares.

Meu marido, físico e pesquisador, tem colaboração com a NASA. Sim. com a Agência Espacial Americana. Além dele ter amizade com alguns dos pesquisadores de lá, já escreveram juntos alguns artigos científicos. Para chegar nesse ponto, voltaremos um pouco no tempo.

Há alguns anos, ele foi para os EUA e fez uma apresentação de seu trabalho para um grupo de pesquisadores da NASA. Claro que suas pernas tremeram, claro que bateu uma insegurança, o medo de acharem sua pesquisa sem importância… mas no final da apresentação, todos foram cumprimentá-lo pela sua excelente pesquisa. Meu marido até fala, que o trabalho dele poderia não ter sido tudo aquilo que os pesquisadores da NASA haviam elogiado. Mas o fato deles terem elogiado, aplaudido, dado um tapinha nos ombros, conversado com ele, fez TODA A DIFERENÇA em querer fazer melhor, em querer continuar fazendo mais.

Ao invés de julgar, que a gente tenha a coragem de estender a mão para a pessoa que estiver precisando da nossa ajuda. Que a gente tenha humildade para reconhecer o esforço do outro e que consiga aplaudir as boas iniciativas. A gente esquece que um bom escritor não começa escrevendo um texto maravilhoso no início de sua carreira. Que um bom chefe, muitas vezes já errou tantas e tantas vezes, até aprender a ser mais humano.

Enquanto estava escrevendo este post, procurei no Google se havia algo parecido já publicado. E tive a grata surpresa que o Geração de Valor havia escrito algo a respeito, inclusive colocado um vídeo muito significativo sobre esse assunto:

“No vídeo abaixo, uma adolescente de 13 anos foi cantar o hino nacional americano numa partida da NBA. Nervosa, errou a letra do hino que já havia cantado dezenas de vezes, na frente de cerca de 20 mil pessoas na arena e milhões de outras que assistiam ao vivo na TV. Diante da situação embaraçosa que estava prestes a se transformar num inesquecível caos, o técnico de uma das equipes correu, ficou ao seu lado, segurou o microfone juntamente com ela e cantou, mesmo sem ser a sua especialidade, ao lado da adolescente que, em vez de ter sido vaiada e trucidada pelo público como frequentemente presenciamos, teve o apoio dos presentes, que cantaram junto com ela e, por fim, saiu aplaudida e abraçada por todos.”

~ Yuka ~

Como emagreci 12 quilos em 3 meses

reeducação alimentar

Depois que eu tive as minhas 2 filhas, eu engordei 12 quilos.

Quando casei, pesava 50 quilos. Depois que minha filha nasceu, passei a pesar 55 quilos. Depois da minha segunda filha, passei a pesar oficialmente 62 quilos.

Minha caçula completou 2 anos, e o 62 quilos consolidou-se no meu corpo.

A partir deste momento, gostaria que vocês lessem esse post sem tentar achar se os meus 62 quilos eram muito ou pouco. Para algumas pessoas, pode ser infundado eu querer emagrecer pesando 62 quilos. O importante é se sentir bem no próprio corpo, e eu estava incomodada com o meu peso.

O principal fator que me fez querer emagrecer, é que eu sempre fui uma pessoa muito magra. Mesmo se eu quisesse engordar, não conseguia, diziam que era o tal do metabolismo.

Depois que engravidei 2 vezes, eu não reconhecia mais o meu corpo. Para a maioria das pessoas, eu não estava gorda, tanto que algumas pessoas acharam absurdo quando comecei a emagrecer com a dieta.

A verdade é que eu não decidi emagrecer para os outros, nem pelo marido, nem por ninguém. Chegou um momento, em que as minhas calças não entravam mais, e eu tinha que tomar uma decisão: ou comprava números maiores ou emagrecia. Eu optei pela segunda opção (minimalismo na veia).

A virada de chave aconteceu no início deste ano, quando 3 pessoas, na mesma semana, acharam que eu estava grávida da minha “terceira filha”, e uma pessoa cedeu o lugar prioritário para mim no metrô. Chegou a hora de fazer algo por mim.

Antes de fazer alguma dieta, eu resolvi estudar. Sim, li muitos textos, livros. Muitos podem até estranhar, mas realmente eu pesquisei os tipos de dieta existentes, desde a dieta da proteína, cetogênica, low carb, paleo, do limão, jejum intermitente etc.

E depois de estudar, optei pela Dieta Dukan, por acreditar que seria a mais rápida, que focava apenas na alimentação (com alguns minutos de caminhada). E por isso mesmo não fiz exercício físico, pois achei que eu poderia me distrair, ou até mesmo desanimar tentando fazer tudo ao mesmo tempo.

Sei que muitos dos que me seguem aqui são veganos, e por isso mesmo, não concordam com esta dieta. Mas da mesma forma que respeito a opinião das pessoas, espero que respeitem a minha decisão de ter seguido esta dieta.

A Dieta Dukan não é uma dieta tão fácil de ser executada, principalmente no início. Vou comentar rapidamente aqui, mas para quem tiver interesse, por favor, leiam o livro (o link está no fim deste post).

A dieta possui 4 fases:

  • Ataque – dependendo do peso a ser perdido, a pessoa precisa comer exclusivamente carne por 1 a 5 dias.
  • Cruzeiro – comer em dias alternado somente carne e no outro dia carne e legumes até chegar no peso ideal.
  • Consolidação – a cada quilo perdido, ficar 10 dias nesta fase, para evitar o efeito sanfona.
  • Estabilização – é a fase final. Você é livre para seguir a sua alimentação, mas deverá comer 1 dia por semana somente proteínas pelo resto de sua vida.

Fazer a Dieta Dukan, não foi fácil, principalmente, porque tive abstinência de carboidratos (arroz, batata e doces) nas primeiras semanas. No início, meu corpo tentou interromper a dieta. Tive dores de cabeça, fraqueza, pressão baixa, sonos absurdos, mas eis que meu corpo se acostumou com a falta de carboidratos e consegui encerrar a fase mais difícil (Ataque e Cruzeiro). Atualmente estou na fase Consolidação.

O corpo basicamente usa carboidratos para gastar energia, pois é de fácil consumo para o corpo. Quando comemos uma batata frita, por exemplo, ele usará o carboidrato como energia, e armazenará a gordura no corpo. E assim, vamos engordando cada dia um pouco mais.

Quando cortamos radicalmente o carboidrato e reduzimos a gordura, o corpo, sem alternativa, passa a usar a gordura do nosso corpo para gastar energia. E é assim que o emagrecimento acontece de forma relativamente rápida nesta dieta.

Duas coisas foram muito importantes nesse processo: disciplina e foco.

Pois bem, 72 dias depois, alcancei a meta dos 52 quilos. E com a meta inicial alcançada, resolvi emagrecer até os meus 50 quilos: meu peso de quase 10 anos atrás.

Enquanto fazia a Dieta Dukan, passei a seguir no YouTube o Rodrigo Polesso, que divulga seu trabalho sobre alimentação forte. Foi com ele que eu descobri que eu não comia alimentos de verdade. Comia substâncias comestíveis que não faziam bem para o meu corpo, começando pelo óleo vegetal e margarina.

Ao observar os alimentos que ingeria na Dieta Dukan, passei a enxergar a comida de outra forma. Passei a ingerir alimentos de verdade durante toda a dieta, que hoje chamo de reeducação alimentar. Eu não passei fome em nenhum momento da dieta, pude comer até me sentir satisfeita, repetia o prato quando necessário e mesmo assim, fui emagrecendo.

Se foi fácil? Claro que não. Nunca é fácil, principalmente quando você está no refeitório da sua empresa e vê pessoas almoçando nhoque, pedaço de pizza, refrigerante, sobremesas, etc.

Para quem tiver curiosidade, aqui está o gráfico da minha evolução durante esse período.

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“Tenha cuidado com seu corpo. É o único lugar onde você tem para viver.”- Jim Rohn

  • ~ Yuka ~

    Divirta-se sem gastar dinheiro

    Taí uma frase para se pensar: divertir-se sem gastar dinheiro.

    Lembro que quando morava em Santos, no litoral de São Paulo, costumava passear com as minhas amigas do colegial pela orla da praia. Nos divertíamos horrores, não precisávamos de dinheiro para rir.

    No fim-da-tarde, costumava andar pela orla da praia, sentindo aquela brisa quente do verão… não sentia falta de dinheiro.

    A gente vai crescendo, e aprendendo a associar diversão com dinheiro: um passeio no shopping e compramos algum presente. Um passeio pelo bairro e vamos à sorveteria. Um passeio no parque e compramos água, um algodão doce e algum lanche. O happy-hour que acontece no barzinho perto do trabalho. Um encontro com amigos que acontece na pizzaria. Os passeios do fim-de-semana que são acompanhados de cinema, pipoca e um jantar no shopping.

    Nada contra ter diversões que custem dinheiro… mas jogo uma pergunta no ar:

    – Será que somos capazes de nos divertir sem gastar dinheiro?

    Quando morava no outro apartamento, eu e meu marido passávamos horas conversando, sentados no chão, preparando e comendo em frente à nossa churrasqueira “tortinha” – era tão torta que meus amigos diziam que um bêbado tinha construído a churrasqueira rsrs.

    Esse era o nosso prazer. Olhar para o céu aberto e conversar, enquanto comíamos. Não gastávamos dinheiro, a nossa felicidade era auto-suficiente.

    Depois de 9 anos juntos e 2 crianças a tira colo, continuamos com a mesma rotina frugal.

    Temos costume de ir em parques, fazer piqueniques, ir em eventos infantis, mas geralmente levamos nossa água, suco, lanchinho, um doce, algo pra beliscar.

    Outro dia, num dia de muito calor, eu tinha feito chup-chup para a alegria das crianças. Minha amiga me chamou para levar as crianças em um parque e eu não tive dúvidas: peguei minha bolsa térmica, coloquei os tabletes de gelo e enchi de chup-chup. Chegando no parque, ela não acreditou quando eu abri a bolsa térmica. Não preciso nem dizer que as crianças (e os adultos) amaram, né?

    Mês passado fomos assistir ao Show do Bita que aconteceu no Shopping Tatuapé. Foi fantástico. E gratuito.

    Também fomos a um espetáculo de circo que aconteceu no Teatro de Contêiner Mungunzá, que não conhecíamos até então. Maravilhoso. E gratuito também.

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    Os próprios artistas falaram que o espetáculo já havia sido pago pelo Teatro, mas que quem quisesse contribuir, deixariam o chapéu para colocar gorjeta. Pois bem. Meu marido colocou uma gorjeta de R$20,00. Minha mãe colocou gorjeta de R$50,00. Por aí dá pra ver que não vamos nesses eventos para economizar, e sim para prestigiar as iniciativas locais.

    Eu e meu marido sabemos que a decisão de como o dinheiro pode ser gasto depende exclusivamente de nós.

    Se for abrir a carteira, que seja desta forma: por amor.

    ~ Yuka ~

    Aprecie as coisas simples da vida

    Eu tenho um objeto em casa, que eu nem sei se tem nome.

    Comprei há 9 anos em uma das lojas do bairro da Liberdade, em São Paulo, e que uso praticamente todos os dias.

    É um batedor de leite, um mini-mixer.

    Há tempos penso sobre esse assunto, e hoje, resolvi escrever sobre essa pequena felicidade que sinto ao preparar o meu café.

    É só um café com leite normal, mas ao fazer espuminha no leite, sinto a sensação de que foi preparado com amor.

    Eu esquento o leite, ligo o “mini-batedor” dentro da caneca para fazer a espuma e depois acrescento o café.

    Sabe quando você está cansada, quer sentar e tomar um bom café com leite? Essa espuma branca, fofinha, que gruda nos lábios, faz toda a diferença pra mim.

    Eu sinto prazer e aconchego.

    É um momento gostoso que eu e meu marido temos para desacelerar, curtir a companhia do outro, mesmo que seja por poucos minutos antes de dormir. Aliás, essa é a vantagem de quem não perde o sono mesmo tomando uma canecona de café à meia-noite.

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    Aqui, o leite já morno com o mini-mixer, mini-batedor, seja lá qual for o nome.

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    É só colocar e deixar ligado por uns 30 segundos.

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    Meu leite com espuminha… nham nham nham…

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    Aqui, já com café. Geralmente fica mais escuro, acho que coloquei pouco café desta vez. Os chocolates ganhei de uma amiga.

    Se tiver um tempo, pare para avaliar quais são os seus pequenos prazeres, as pequenas alegrias, as pequenas conquistas…

    Busque a consciência de que a verdadeira felicidade se esconde nas pequenas coisas da vida.

    ~ Yuka ~

    O escravo moderno pagador de contas

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    Há pesquisas que comprovam que quando acordamos, temos o que denominamos de “tanque de decisões”. Conforme tomamos decisões, esse tanque vai se esvaziando. Que roupa usar hoje? O que comer no café da manhã? Que horas sair de casa para ir ao trabalho? Quais são as minhas prioridades do dia? Etc.

    Depois de inúmeras decisões tomadas ao longo do dia, quando chegamos em casa à noite, já estamos com o tanque quase vazio. É quando a nossa energia vital fica baixa, estamos cansados física e mentalmente. Nesse momento, muitos de nós, com a intenção de descansar um pouco, assistimos televisão, o YouTube, o Instagram… E a sutil lavagem cerebral se inicia.

    Vemos o mundo colorido das celebridades. Mesmo sabendo que aquela vida perfeita foi totalmente editada, começamos a achar a nossa vida monótona. Aliás, é tão monótona que começamos a consumir o que as celebridades consomem, quem sabe ficamos um pouco mais parecidas com elas?

    Assistimos de camarote às diversas propagandas camufladas (ou explícitas…) incentivando o consumismo ao extremo. Assistimos também as tragédias do mundo inteiro, pois não basta mais mostrar apenas as tragédias de um único país.

    Toda essa visão de mundo nos provoca ansiedade e medo. E trabalhamos cada vez mais com o intuito de amenizar a ansiedade e o medo que são gerados diariamente.

    O trabalho nada mais é do que uma troca. Você vende seu tempo em troca de dinheiro. Se trabalhamos o mês inteiro em troca do tempo, e não conseguimos poupar nada, significa que gastamos todo o nosso tempo. Já quando o dinheiro sobra, temos a possibilidade de recomprar o nosso tempo.

    O salário é a moeda de troca para desistimos dos nossos sonhos.

    Acabamos nos tornando um escravo pagador de contas.

    Pagamos um financiamento caríssimo achando que estamos fazendo um ótimo negócio, sem nem ao menos saber quanto de juros estamos pagando todo os meses. Ou até sabemos, mas ficamos ao lado dos bancos, típico comportamento de síndrome de Estocolmo.

    Cada vez mais o salário vai sendo comprometido com algum boleto bancário. Parcelas do financiamento do apartamento, do carro, da escola, do convênio médico, assinatura da internet, do celular, TV a cabo… Ou seja, largar o emprego, nem pensar.

    E assim, o uniforme do escravo moderno vai se tornando a camisa social com uma gravata que aperta cada vez mais o pescoço.

    Mesmo em situações descritas acima, a maioria não sabe quanto recebe de salário, muito menos quanto gasta. Não tem interesse em estudar sobre investimentos. Prefere ficar na ignorância, pois assim, não precisa alterar a própria rotina.

    Vive um mês após o outro, rezando para que nada de errado aconteça. E quando surge um imprevisto, parcela as dívidas, já que não possui reserva financeira.

    Espera-se o mês inteiro para receber o salário, e no dia do pagamento, todo o dinheiro vai embora nos boletos bancários… Resta esperar por mais 1 mês inteiro para receber o próximo salário e continuar fazendo a mesma coisa, mês após mês, ano após ano.

    Somos ou não somos um escravo moderno pagador de contas?

    “A ditadura perfeita terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão.” Aldous Huxley

    ~ Yuka ~

    DIY de Ovo de Páscoa e seus preços abusivos

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    Semana retrasada a leitora Andrea perguntou se eu estava pensando em escrever um post sobre os preços abusivos dos ovos de Páscoa. Não, não estava.

    Mas depois que ela comentou que o Kinder Ovo estava custando os inacreditáveis 700 reais o quilo, eu quase caí da cadeira. Sim, um ovo de chocolate que pesa apenas 100g sendo vendido por R$68,00.

    Eu não estava acompanhando os preços dos ovos de Páscoa, porque desde o início do ano já tinha decidido que eu mesma iria produzir os ovos para a família. Pensei nisso por 2 motivos: a diversão de incluir as minhas filhas na preparação dos chocolates e também por causa do preço, que geralmente é muito mais caro só por causa do formato.

    Eu costumo frequentar uma loja chamada Central do Sabor, que fica bem perto do metrô da Luz, aqui em São Paulo. É uma loja bem completa de doces, vende desde produtos descartáveis, chocolates de ótima qualidade, massa para preparar sorvete, itens de festa etc. Pra mim, é uma diversão passear nessa loja.

    Eu aproveitei que estava precisando passar na loja para comprar gotas de chocolate forneáveis, e comprei os itens para fazer os meus ovos de Páscoa.

    Para este ano, eu decidi fazer mini ovinhos de chocolate e embrulhar individualmente em papel colorido, já que a minha filha mais nova ainda faz muita lambança com o chocolate. A minha esperança é que com os ovinhos ela faça menos sujeira na hora de comer.

    Fiz 3 tipos de ovos: meio-amargo, chocolate ao leite, e crocante.

    É difícil dizer quanto custou fazer cada kit do ovo, já que a intenção inicial não era postar aqui no blog. Então infelizmente não tenho o valor exato, mas não acredito que eu tenha gastado mais que R$10,00 a R$15,00 para fazer cada ovo, já que as formas eu poderei usar no ano que vem, e ainda sobrou muito, muito chocolate. Fiz ainda para a minha família e para alguns amigos.

    Eu tenho muito prazer em fazer este tipo de atividades. Em períodos de festas, como a festa-junina, compro barbante e papel de seda para fazer bandeiras coloridas. Às vezes, tenho a impressão de que comprar pronto sairia muito mais barato, mas neste caso, não faço com a intenção de economizar, e sim, para me divertir com as crianças.

    Com os ovos foi a mesma coisa. Elas não vêem a hora de chegar a Páscoa para comer o chocolate que elas mesmas prepararam. Elas já comeram uma parte, mas os ovos que estão embrulhados, ficarão para a Páscoa mesmo.

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    ~ Yuka ~

     

     

    Diferença entre o minimalismo e o movimento FIRE

    Como vocês sabem, eu acompanho poucos sites, blogs e canais do YouTube. Primeiro, porque não tenho tempo para acompanhar todo mundo, e segundo, porque dou foco na qualidade do conteúdo publicado.

    Um destes sites que acompanho, entrou em contato comigo e não fico sabendo que ele também gosta do meu trabalho? Que dia feliz!!!

    E com isso gostaria de prestigiar o trabalho do SapienLivre.com indicando uma leitura de um de seus posts: “Diferença entre o minimalismo e o movimento FIRE”. Para quem tiver interesse, depois de terminar de ler o post, clique aqui para conhecer o site.

    DIFERENÇA ENTRE O MINIMALISMO E O MOVIMENTO FIRE

    “Onde foi que eu me perdi tanto de mim que, agora, nesse exato momento…”

    Esta frase da escritora Clarisse Lispector descreve bem como todos nós já nos sentimos em algum momento ou ainda estamos nos sentindo agora mesmo.

    Todo mundo em algum momento já se sentiu perdido na vida. No sentimento de não pertencimento… sabe? Eu particularmente já me questionei e continuo me questionando quase todos os dias.

    Neste sentido costumamos responder a esses questionamentos de diferentes formas, coisas do tipo:

    • Buscamos compensar a nossa frustração consumindo coisas que não precisamos, se endividando e caindo em um buraco ainda maior;
    • Procurar alternativas para a vida de consumo e algumas se encontram no minimalismo, tentando viver com menos coisas para dar espaço maior para as relações humanas;
    • Busca trabalhar duro e fazer grande esforço por um período determinado de tempo para tentar alcançar a independência financeira e se aposentar por volta dos 40 ou 30 anos ( Movimento FIRE).

    Diferença entre o minimalismo e o movimento FIRE

    Bom, fácil de concluir que o materialismo não faz ninguém feliz. Nossa geração, de modo geral,  nunca foi tão rica e também tão infeliz.

    Então entre as alternativas que temos eu costumo chamar de contra cultura, o Minimalismo e o Movimento FIRE.

    O que é Minimalismo

    Usando as palavras dos The Minimalist,  Minimalismo é:

    “O minimalismo é uma ferramenta para se livrar do excesso da vida em favor de se concentrar no que é importante – para que você possa encontrar felicidade, realização e liberdade”.

    Em outras palavras é a busca de reduzir excessos para liberar espaço e tempo para as relações humanas.

    E o Movimento FIRE

    O FIRE é abreviação das palavras em inglês Financially Independent, Retiring Early. Este movimento ainda pouco conhecido no Brasil, representam as pessoas que buscam a Independência Financeira e Aposentadoria Precoce ( eu prefiro falar antecipada).

    Imagine poder se aposentar aos 40, alguns ainda aos 30 anos. Em uma sociedade que vem discutindo aposentadoria tradicional cada vez mais tarde, parece uma realidade impossível mas a fórmula é simples e aplicável.

    A ideia é ganhar o máximo que puder, poupar entre 30% a 70% da renda. Fazer investimentos com qualidade e depois de uns 10, 15 anos viver de renda e curtir a vida.

    Deixar de trabalhar neste momento passa a ser uma opção já que o dinheiro deixa de ser o fator determinante.

    Qual destes é a melhor escolha para você

    Se pararmos para observar estes dois movimentos são de certa forma parecidos. Todos eles buscam uma alternativa para o modelo atual de sociedade. No sentido de dar menor importância as coisas e maior liberdade para fazer escolhas.

    Os FIREs trabalham mais a questão financeira reinvestindo seus ganhos, para assim ter maior liberdade de escolhas quando alcançar a independência financeira; viajar pelo mundo; viver sua paixão, mesmo que ela não remunere de forma adequada.

    Os Minimalistas trabalham a limpeza geral de excessos na vida, seja de coisas materiais como também no sentido de ter uma vida menos estressante. Seja morando em uma casa menor ou controlando seus próprios desejos para diferenciar o que realmente é necessário.

    Obvio que para cada uma destas estratégias existem vantagens e desvantagens. Qual destas você se identifica mais?

    Eu particularmente acredito que não preciso escolher entre um ou outro. Por que não aproveitar o melhor do dois movimentos?

    Afinal de contas eles se complementam. É totalmente possível ser um FIRE e também minimalista, mesmo porque não existe uma definição exata para um ou para o outro.

    Temos uma péssima mania de querer rotular as pessoas de ou jeito ou de outro. O que realmente importa é saber o que te faz feliz e buscar viver de acordo com seus próprios valores.

    No meu entendimento aproveitar o melhor que cada uma destas filosofias tem à oferecer é o melhor caminho. O que não fizer sentido para você descarte, simples assim.

    Entre um e outro, quem disse que não é possível escolher os dois e criar um só seu?

    Artigo original em: https://sapienlivre.com/minimalismo-e-movimento-fire

    Alcançando grandes mudanças com mini-hábitos

    Amanhã já iniciamos o mês de abril. Inacreditável como o tempo passa rápido, não?

    E quando penso nisso, a frase que vem na minha cabeça é: “Como estão indo as metas do ano?”

    Dar entrada no mês de abril significa que 25% do ano de 2019 já se foi.

    Será que já conseguimos alcançar 25% das nossas promessas que fizemos no início de ano?

    As minhas metas estão indo bem, alguns mais, outros menos. Em outro post vou falar sobre esse assunto especificamente, mas uma das minhas metas deste ano era emagrecer, e até o momento, já emagreci 9 quilos. Falta 1 quilo para finalizar a meta.

    Estou a passos curtos executando as tarefas, vendo e revendo os meus hábitos, ajustando os meus objetivos para que as metas  (sim, são mais de uma) se tornem alcançáveis.

    E pensando nisso, gostaria de indicar um livro que eu li há alguns anos e que gostei bastante:

    Mini-Hábitos: hábitos menores, maiores resultados, do Stephen Guise.

    mini habitos

    A ideia central do livro é bem interessante. Ele ilustra com o exemplo da prática de um exercício físico. Como o autor não conseguia praticar exercícios com regularidade, decidiu que iria fazer 1 flexão por dia. Fazer 1 flexão por dia era tão simples, e tão ridículo se não o fizesse, que ficava diariamente na posição para fazer a tal da flexão. Uma vez na posição, não tinha motivos para fazer apenas 1 flexão, e acabava fazendo mais uma vez, e mais uma, e mais uma. E assim, as coisas foram evoluindo dia após dia para ele.

    Outro exemplo que ele dá é para as pessoas que não conseguem ler um livro. Seguindo o método do livro, pode-se criar o hábito de ler 1 página por dia. Se achar muito, poderia ser 1 parágrafo. Pode ser que você acabe lendo muito mais que 1 parágrafo por dia, mas a sensação de tarefa cumprida é indescritível.

    Um dos motivos de eu ter facilidade para cumprir as metas, é justamente porque parcelo as minhas metas em tarefas minúsculas, tão pequenas que acabam tornando fáceis para serem executadas. E esse livro vai de encontro com o que eu tenho feito diariamente. Espero que gostem da leitura.

    Até semana que vem.

    ~ Yuka ~

    FOCO: a diferença entre você e todas as outras pessoas

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    Eu gosto muito desta palavra: foco.

    Tenho pensado muito, se quando digo que eu vou alcançar a minha independência financeira, o que me separa com o restante das pessoas não seria justamente o foco.

    Foco é a diferença entre a pessoa que traça um plano para alcançar os objetivos, com o restante das pessoas.

    Pessoas dizem estar preocupadas com a aposentadoria, com o plano da previdência, com o aumento do desemprego, com a inflação, mas poucas pessoas fazem algo a respeito, além de reclamar.

    É fácil reclamar e culpar os outros, pois assim, não há a necessidade da mudança, enfim, os outros que mudem. Difícil mesmo é mudar as próprias atitudes para tentar escapar de uma determinada situação.

    Faça uma análise das pessoas que estão à sua volta. Geralmente, costumam receber salários similares ao nossos: alguns ganham um pouco mais, outros ganham um pouco menos.

    Quanto receberam no ano passado, somando todo o salário do ano? Talvez 20 mil? Talvez 50 mil? 100 mil reais? E desse dinheiro recebido, quanto foi poupado? A maioria responderá que não guardou nada.

    Quando digo que meu estilo de vida não foi baseado em apenas 1 escolha, mas em milhões de escolhas é isso: eu escolhi colocar minhas filhas na creche municipal. Eu escolhi viver de forma frugal e minimalista. Eu escolhi o lugar onde moro atualmente (que é um bairro muito bom). Eu escolhi estudar todas as noites depois de colocar as minhas filhas para dormir.

    São essas escolhas que criaram o meu estilo de vida atual. São esses conjuntos de escolhas que ainda me permite poupar e investir todos os meses. Se é fácil? É claro que não.

    Enquanto há pessoas se divertindo no bar, há pessoas estudando.

    Enquanto pessoas estão ativas nas redes sociais olhando a vida dos outros, há pessoas focadas na própria vida.

    Enquanto há pessoas criticando as iniciativas dos outros, há pessoas que sabem onde quer chegar e acredita ser possível.

    E quando todo mundo estiver desiludido, haverá pessoas descansando na sombra de uma árvore, colhendo o que plantou, vivendo a vida que sempre sonhou.

    Tinha uma época que eu ficava frustrada, porque apesar de tentar explicar para as pessoas sobre a possibilidade de aprender a investir bem o dinheiro, a maioria não acreditavam em mim (e continuam não acreditando). Até que uma amiga falou que não são as pessoas que não acreditam em mim. São elas que não acreditam nelas mesmas.

    Depois que compreendi e assimilei isso, passei a focar ainda mais na minha meta, nos meus objetivos, na minha família, nos meus estudos.

    Percebi que essa era a nossa diferença: eu acredito na liberdade. Eu acredito ser possível ser livre. A maioria não.

    Se você pensa que pode ou pensa que não pode, de qualquer forma você está certo. ~ Henry Ford ~

    ~ Yuka ~

    Enxergar o lado bom das coisas é uma escolha

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    Foto: Sebastião Salgado

    Há alguns anos, participei de um congresso no Belém do Pará. Fui de ônibus partindo de São Paulo, o que significa que a viagem durou 2 a 3 dias. Tomei banho nos postos de gasolina das estradas. Chegando em Belém, uma pessoa que fiz amizade no ônibus, me ofereceu a casa de seus familiares para passar a semana do congresso, ao invés de dormir na escola com todos.

    Após aceitar, descobri que ficaria em um dos bairros mais perigosos da cidade. O asfalto não havia chegado no bairro, alagava todos os dias, além disso não tinha saneamento básico.

    Eu podia voltar atrás, inventar uma desculpa.

    Mas eu realmente quis aproveitar a oportunidade para viver o que essas pessoas vivem no seu dia-a-dia. Eu, que sempre falei que tive uma infância pobre, descobri que não era pobre. Aliás, descobri os vários níveis de pobreza, e a minha pobreza, com certeza não era a das mais baixas.

    Vivi e convivi com a comunidade local, aprendi inclusive, a moer açaí. E percebi como pessoas que têm tão pouco, podem ter um coração tão grande.

    Essas pessoas generosas me ensinaram que saber enxergar o lado bom das coisas é uma escolha. São pessoas que apesar de todas as dificuldades do dia-a-dia, acreditam na honestidade do ser humano, abrindo as portas de suas casas para uma pessoa que nunca viram antes. Dividem a comida, oferecem cobertores, compartilham os sonhos…

    E é isso que quero ensinar para as minhas filhas: que bondade independe de raça, de religião, do dinheiro, da opinião política, da orientação sexual.

    Enxergar o lado bom das coisas é uma escolha que fazemos todos os dias quando levantamos da cama, requer esforço, e que precisa ser confirmada várias vezes por dia.

    ~ Yuka ~

    Garanta o seu futuro, antes de garantir a do seu filho

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    Quando nos tornamos pais, é comum ouvirmos por aí de que abrimos um plano de previdência privada no nome do filho com o intuito de garantir o seu futuro. Esse singelo gesto de amor, de preocupação e de esperar por um futuro melhor é lindo… mas tenho que perguntar: e pra você? Você tem um plano para a sua aposentadoria?

    Não estou dizendo para não pensar no futuro dos filhos. Afinal, quem não gostaria de ver os filhos felizes, realizando sonhos, com o “futuro garantido”?

    O problema começa quando os pais pensam somente no futuro deles, esquecendo do seu próprio futuro, que chegará muito antes do deles.

    Além da reforma da previdência que está chegando, temos um outro porém: nós viveremos por mais tempo. E com isso trabalharemos por mais tempo, aposentaremos mais tarde e ainda ganharemos (se não morrermos antes) uma aposentadoria pífia.

    Sem contar com a possibilidade de ficarmos desempregados. Já parou para pensar que teremos jovens entrando no mercado de trabalho, junto com a constante automatização da mão-de-obra, e idosos trabalhando com um salário bem mais alto do que um salário inicial de um jovem? Na hora da demissão, adivinhe quem a empresa irá demitir? O jovem com cabeça fresca e que ganha pouco, ou nós, com cabeça mais lenta, ganhando mais? Não haverá vaga de emprego para todos e isso poderá gerar a nossa demissão.

    Caso essa situação venha a acontecer, quais serão os seus planos? Como irá se sustentar? Como irá sobreviver? Como irá pagar suas contas? Seus remédios?

    O melhor presente que podemos dar para os nossos filhos, é não depender financeiramente deles. Já deve ter percebido que há situações em que muitos pais precisam ajudar os filhos financeiramente.

    Imagine se você estiver contando com o dinheiro do seu filho, que ainda nem se tornou adulto, e do salário que ele ainda nem recebeu, para garantir a sua própria sobrevivência?

    Os gastos na terceira idade naturalmente costumam aumentar: plano de saúde, remédios, e gastos por ter mais tempo livre, consequentemente mais lazer…

    Se esse for o seu caso, repense. Talvez esteja na hora de pensar primeiro no seu futuro, antes de pensar no futuro dos filhos.

    ~ Yuka ~

    O real significado da palavra Liberdade

    liberdade financeira

    Imagine que num mundo encantado há somente 2 tipos de bebidas: água e café.

    Esse é o menu que nos disponibilizaram.

    Somos felizes e satisfeitos por saber que somos livres para escolher o que queremos tomar: um copo de água ou uma xícara de café.

    Só que depois de um tempo, alguém nos conta que há outras opções de bebidas no mercado. Cappuccino, chocolate quente, sucos dos mais variados sabores e o pior, por um preço bem mais em conta.

    Começam as dúvidas: Por que ninguém falou antes? Por que não nos avisaram sobre a existência de outros sabores? Por qual motivo escondem isso de nós? E por que sempre nos falaram que éramos livres, dizendo que tínhamos liberdade de escolha? Só esqueceram de um detalhe: não mostravam todas as opções existentes do menu.

    Isso é exatamente o que sinto, quando penso sobre política e educação, incluindo a educação financeira.

    Nos fizeram acreditar de que éramos livres, mas não somos.

    Na escola, nos ensinam apenas o suficiente para sermos ótimos funcionários, mas não o suficiente para pensarmos com a própria cabeça. Sabemos operar máquinas e computadores, mas não sabemos pensar, apenas repetimos o discurso de pessoas importantes (e que nem sempre, ou melhor, na maioria das vezes, não é benéfico para nós). Nunca fomos incentivados a pensar criticamente, nem a discutir política de uma forma decente, pelo contrário, nos ensinaram a jogar panos quentes para abafar problemas.

    Para passar o tempo na escola, nos fizeram decorar fórmulas complexas de matemática, química e física. Quanto do que aprendeu na escola está sendo útil no seu dia-a-dia? Não poderiam ensinar economia doméstica? Sobre desenvolver habilidades em potencial? Discutir sobre propósito individual? Sobre política? Sobre a importância de ajudar o próximo?

    Nos ensinaram que pessoas consumistas são bem vistas, consideradas bem sucedidas, generosas. E que pessoas frugais, que poupam dinheiro, são pessoas egoístas e de espírito pobre. Para a maioria das pessoas, não importa se a pessoa tem dívidas, o importante mesmo é gastar e movimentar a economia do país, às custas do empobrecimento da população.

    Repetem a todo momento que temos que viver o hoje, gastar tudo para se divertir como não houvesse amanhã, pois “caixão não tem gaveta”.

    Nos fizeram acreditar que quem poupa dinheiro é mercenário, avarento e que não aproveita a vida. Enquanto quem faz dívidas vive intensamente a vida, é o bacana da história. Esse discurso de valores invertidos possibilitou o enriquecimento dos bancos, governo e indústrias, enquanto continuamos pobres. A mídia “colabora” passando apenas notícias que nos trazem medo, insegurança, fúria.

    Nos ensinaram que quem trabalha muito é esforçado, que quem está sempre sem tempo é bem visto, que quem faz hora extra e vive estressado é merecedor de respeito.

    Nos ensinaram que rico é desonesto, que ricos roubam de pobres. Também nos ensinaram que temos que juntar dinheiro para comprar uma casa financiada, comprar um carro financiado e troca-lo a cada 3 anos.

    Vendem a ideia de que dinheiro não traz felicidade, mas tenha certeza que a falta dele traz infelicidade, preocupação, insegurança, medo.

    O que me deixa de cabelo em pé é perceber que gasto a maior parte da minha energia no trabalho, e quando volto para casa, com a energia baixa, é quando tenho as coisas mais importantes da vida para cuidar: cuidar de mim, do marido, filhos e da casa.

    Chegamos em casa exaustos e não conseguimos pensar em mais nada. Olhamos através da tela da televisão, do celular, ou do computador, a vida de pessoas que nem conhecemos. Deixamos de questionar. Deixamos de lutar pelos nossos direitos. Estamos cansados demais para isso. Somos como uma bexiga murcha.

    Quando estamos nessa condição, é muito fácil sofrer lavagem cerebral. Estamos frágeis.

    O governo, as indústrias e as mídias sabem que é muito fácil manipular uma população ignorante e passiva, que desconhecem seus direitos. Utilizam a tecnologia para nos manterem quietos, incapazes de pensar e refletir por nós mesmos, repetindo centenas de vezes frases feitas que lemos na internet, sem ao menos refletir se serve para a nossa realidade.

    Querem nos manter na ignorância, porque assim é mais fácil de nos controlar. Não querem cidadãos inteligentes que saibam dos seus deveres, principalmente seus direitos.

    Nós somos sabotados a vida toda.

    Já parou para pensar que o que achamos que é liberdade não condiz com a liberdade?

    Deixar os filhos com febre na escola para ir trabalhar, porque o chefe não entende e não tem ninguém para ficar com eles é liberdade?

    Sair para ir ao trabalho no meio de um temporal só para não chegar atrasada, e ainda permanecer com as roupas e sapatos úmidos durante todo o expediente é liberdade?

    Trabalhar com gripe e febre, tomando remédio para melhorar logo, só porque “não está doente o suficiente para faltar” é liberdade?

    Trabalhar por 40 anos ininterruptamente, até os 65, 70 anos de idade (ou até mais), para no final da vida receber uma aposentadoria ridícula e nós somos o povo que sorri e aplaude, nós somos o povo que concorda com quer quer nos ferrar. Como diz o economista Eduardo Moreira, nós somos a barata que defende o chinelo, a barata que defende a inseticida.

    Fazemos passeatas contra o aumento de 20 centavos no transporte público, mas nos calamos quando o ex-presidente Temer perdoou uma dívida das empresas de 47,4 bilhões de reais. Sim, 47,4 BI-LHÕES. Ou quando o novo presidente está prestes a perdoar outra dívida, desta vez do agronegócio, de 17 bilhões de reais.

    É a indignação seletiva. Ninguém parece se importar. Ninguém parece querer perceber.

    Para os que defendem o Sistema, sempre ouço que a roda precisa girar, que essa correria tem de continuar. Afinal, como eu já ouvi dizer de uma colega, “o que faríamos com o tempo livre”?

    Para pessoas que estão cansadas desse pão e circo, a independência financeira é a possibilidade de ter uma vida diferente. Uma nova vida. Uma vida sem dependências.

    Muitos de vocês já estão carecas de saber o conceito da Independência Financeira: é quando a renda passiva gerada pelos seus investimentos se torna superior ao seu custo de vida mensal.

    Não tenha preguiça de ser livre, não tenha preguiça de pensar.

    Você ainda acha que é livre? Você realmente acha que é livre?

    ~ Yuka ~

    A importância do investimento e a metáfora do guarda-chuva

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    Desenhei essa imagem do guarda-chuva para explicar a importância que a independência financeira tem para mim.

    Geralmente as pessoas acham que a categoria “investimento” é 1 das 8 armações que um guarda-chuva possui: investimento, família, trabalho, relacionamento, etc.

    Aqui em casa, a categoria investimento, que denominamos “independência financeira”, é o guarda-chuva em si. É ele que PROTEGE todo o resto que está embaixo.

    COMO ASSIM? Calma, vou explicar item por item:

    CASAMENTO

    Ter dinheiro investido traz paz para o casamento. Dizem que 80% dos divórcios têm em sua origem a falta do dinheiro. Eu e meu marido não temos nenhum tipo de estresse por dinheiro.

    FUTURO DOS FILHOS

    Tenho tranquilidade em saber que no momento certo, poderei oferecer para as minhas filhas o que elas precisarem. Não, não pretendo presentear com carro, nem apartamento. Mas terei oportunidade em oferecer uma educação de qualidade e conhecimentos que só obtive depois dos meus 30 anos.

    MUDANÇA DE GOVERNO

    O meu trabalho e a do meu marido tem relação direta com verbas federais e estaduais. Isso significa que mudança de gestão pode gerar cortes de verbas, e ter consequências como a não reposição da inflação salarial (o que já tem acontecido), e no caso do meu marido, até mesmo desemprego. Estamos na situação que independentemente de quem governar este país, estaremos seguros.

    DESEMPREGO

    Há 2 anos, na fase em que diversas pessoas estavam sendo demitidas, eu tive tranquilidade para conduzir as principais decisões familiares. Um grande exemplo que eu já contei aqui, foi quando no mês em que a minha filha nasceu, meu marido ficou desempregado. Em nenhum momento eu senti insegurança ou raiva, muito pelo contrário, fiquei feliz em saber que ele poderia participar ativamente dos primeiros meses da nossa caçula, estando em casa comigo.

    SEGURANÇA

    Eu que já fui assaltada pelo menos 10 vezes, sei bem o valor da segurança. Por isso mesmo, escolho muito bem o bairro e também a rua em que vou morar, principalmente agora que tenho crianças. A rua precisa ser bem iluminada, com boa circulação de pessoas, próxima de metrô, com diversos comércios como farmácia 24 horas, açougue, supermercado, bancos, padaria etc. Apenas para ficar claro, são os meus investimentos que pagam o aluguel do meu apartamento.

    CONFORTO

    É inegável o prazer do conforto. E quando falo conforto, não estou falando só da cama que dormimos, o sofá que sentamos, a roupa que vestimos. Estou falando também do conforto de poder chamar um Uber em dias de chuva, o conforto de poder pedir comida em algum restaurante quando estou muito cansada para cozinhar.

    OPORTUNIDADE

    Já aconteceu de você saber que algo é a oportunidade de ouro, mas não tinha dinheiro? Comigo já aconteceu 2 vezes. As 2 oportunidades perdidas foram imóveis que eu queria comprar pra investir, mas não tinha dinheiro. Sabia que estava muito barato, mas a única forma de comprar naquela época era fazendo dívidas e eu perdi a oportunidade. Ter dinheiro significa que você está dentro do jogo. Hoje, estou dentro do jogo.

    SAÚDE

    Eu pago um plano de saúde para a minha família. E isso me traz tranquilidade. Um exemplo, semana passada, meu marido foi avisado por um médico para ele ir atrás de um médico especialista, pois detectou na tomografia que ele estava com uma massa densa no fígado. Deu um gelo na hora. Mas se eu não tivesse um plano de saúde, acho que ficaria mais preocupada.

    AUTO-CONHECIMENTO

    Considero que a busca pela Independência Financeira (IF) obriga a pessoa ter um auto-conhecimento, vamos dizer, fodástico. Digo isso porque a IF não é um evento passageiro, uma mania. É um estilo de vida. E por ser um estilo de vida, não dá para viver a vida toda na miséria, fazendo longos sacrifícios por 10, 20 anos de sua vida, pois isso não seria viver com plenitude. Ter o auto-conhecimento, encontrar o equilíbrio e a tão famosa suficiência, é essencial para que alcancemos a satisfação em todas as coisas que temos.

    VELHICE TRANQUILA

    Saber que poderei usufruir da minha aposentadoria, sem precisar depender do salário das minhas filhas, nem da ajuda do governo é muito bom. Isso traz paz.

    Depois de ler todos esses itens, algumas pessoas podem perguntar: “mas como eu também posso buscar a minha independência financeira?”

    Sabem como? Começando a juntar o primeiro real. Não menospreze nenhum centavo. Pode ser R$1, R$10 ou R$100.

    Dia após dia, mês após mês, ano após ano juntando dinheiro, vai chegar um momento em que os juros compostos começam a surtir efeito.

    Acredite.

    ~ Yuka ~

     

    Trabalho: como escolher o seu

    ikigai-o

    A leitora Cláudia me pediu um post sobre como escolher um trabalho legal, que se encaixe com os nossos valores.

    Apesar da pergunta ser difícil de responder, vou compartilhar com vocês a minha opinião sobre esse assunto.

    Eu sempre quis ser veterinária desde criança. Eu era a criança enlouquecida que corria atrás dos gatos, pombas, cachorros, peixes etc. Tenho uma coleção de fotos que tirei ao longo de toda a minha vida, durante as viagens que fiz. Tenho fotos com jacaré, nadando com boto cor-de-rosa, tirando uma selfie com um caranguejo azul, penteando o “cabelo” do pônei, dando frutas para um macaco, guaxinim, e por aí vai. E por causa dessa paixão, quando era mais nova, fui trabalhar em uma clínica veterinária que tinha um pet shop acoplado. Pois bem, como era de se esperar, a realidade era bem mais dura do que eu imaginava. A clínica onde trabalhei (e adotei a minha falecida cachorrinha que viveu por 19 anos), tinha uma postura exemplar: uma médica veterinária carinhosa, humana e que por isso mesmo adotava (ou sacrificava em último caso) todos os animais que eram abandonados na frente da clínica.

    Eu chegava na clínica e começava a tremer quando via uma caixa de papelão bem na porta de entrada. Eu sabia que tinha algo vivo ou morto lá dentro. Em uma das dezenas de casos de abandono, a médica havia adotado uma cachorra da raça doberman (para quem não conhece, é enorme) que havia levado um tiro na coxa e tinha virado paraplégica, ou seja, não movia mais as pernas. Era o meu papel limpar o curativo (que nunca cicatrizou), levantar a cachorra pesadíssima pela barriga e dar uma volta pelo quintal para que ela pudesse passear, interagir com os outros cachorros, fazer as necessidades etc. E a duras penas eu percebi que a profissão, como tantas outras, era muito mais difícil na prática do que na teoria.

    A própria cachorra que eu adotei, a Gutinha, tinha nascido com um problema nas pernas, nasceu sem mover as pernas, e por esforço da médica que fazia hidroginástica e massagem diariamente, passou a andar tortinha. Ela havia sido adotada 5 vezes (por ser de raça), e foi devolvida as 5 vezes para o pet shop. Dava para ver a dor da rejeição nos olhos dela. Até que eu fui a sexta e última dona.

    Foi nessa época que eu desisti de ser veterinária, e escolhi ser bibliotecária. Não por amor. Mas por achar que conseguiria um emprego fácil na era da informação e do conhecimento. Apesar da profissão ter as suas vantagens, não é o que aquece o meu coração, afinal, escolhi este curso aos meus 17 anos. Nesses 20 anos, eu amadureci e hoje, me conheço melhor.

    O meu emprego me paga bem, sinto gratidão por tudo o que ele me proporciona. E por ele me pagar bem, aproveito para injetar boa parte do meu salário em investimentos, para que um dia eu possa me libertar do trabalho, e descobrir o que amo fazer, mesmo se ele não der retorno financeiro, já que dinheiro não será mais problema.

    Escrevi tudo isso para dizer que na verdade, não há certo ou errado. Há escolhas que deverão ser feitas. Lembro que a minha irmã mais velha me recriminou quando eu era mais nova por ter feito uma faculdade que eu achava que me daria emprego, no caso a biblioteconomia. Ela falou que eu estava escolhendo uma profissão pelo dinheiro, enquanto ela estava escolhendo uma profissão por amor. Eu nunca tive dificuldades em encontrar emprego, muito pelo contrário, sempre tive oportunidades, trabalhei em empresas boas. Minha irmã, ao contrário de mim, escolheu ser arquiteta, e não conseguiu emprego depois de formada, foi estudar e trabalhar no Japão e mudou de área de trabalho. Então são escolhas que temos que fazer.

    Hoje, se eu pudesse dar um conselho para as minhas filhas, eu daria 3:

    1.) faça o que ama, mas aprenda a se sustentar sozinha. Muitas vezes, fazer o que ama, pode não dar dinheiro, mas se essa for a sua escolha, tudo bem.

    2.) faça o que o mercado de trabalho precisa e que pague bem. Se trabalhar bem e souber investir, em 10 anos, será livre para fazer o que ama pelo resto de sua vida.

    3.) se souber o que ama, mas não tiver condições financeiras, “pause” a sua paixão e faça o que o mercado de trabalho precisa. Trabalhe bastante e poupe bastante para somente depois fazer o que ama.

    Para as pessoas que já nascem sabendo que querem ser médicos, engenheiros, artesãos, atores, empreendedores, acredito que a primeira opção é a melhor escolha. Para os que não sabem o que querem, ou que não encontraram a paixão (que era o meu caso), a segunda opção pode ser a melhor escolha. Eu, sem querer, acabei fazendo a escolha certa: eu escolhi a segunda opção. Aos 17 anos, eu não sabia o que gostava, quais eram as minhas paixões. Na verdade, tenho diversas paixões, o que complicava ainda mais a tomada de decisão.

    A escolha será sempre unicamente da pessoa. Como disse anteriormente, não há uma receita mágica, nem certo ou errado. Basta somente compreender que para cada escolha feita, diversas renúncias deverão ser feitas.

    Faça a escolha que fizer mais sentido para você.

    ~ Yuka ~

    Amizade e a importância de compartilhar a própria vida

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    Se há uma coisa que eu percebo, é como os relacionamentos têm se tornado superficiais. A impressão que tenho é que com a chegada do WhatsApp as coisas pioraram. Eu mesma já quase não telefono mais para as pessoas, acabo resolvendo tudo pelo WhatsApp.

    A parte ruim disso tudo é que ficamos sabendo muito pouco do que está acontecendo na vida dos nossos amigos, principalmente daqueles que não compartilham tanto a própria vida.

    Quer um exemplo?

    – Tá tudo bem com você?

    – Por aqui tá tudo certinho.

    – E como estão as coisas no trabalho?

    – Tudo certinho também.

    – E o que tem feito de bom?

    – Ah, nada, tá tudo na mesma, sem novidades.

    Será que só eu fico chateada com essa conversa vaga?

    Eu não acho que para uma pessoa ser considerada amiga, precisemos nos encontrar todos os dias, ou falar no telefone toda semana, ou até mesmo ser inseparáveis etc. Mas acho de extrema importância que a pessoa seja capaz de se entregar, de compartilhar parte da sua vida quando estiver junto com seus amigos, seja pessoalmente, pelo telefone, pelo WhatsApp.

    Fico pensando, se a pessoa não quer dividir as suas felicidades e dificuldades com seu amigo, por que ele deveria se abrir e confiar em uma pessoa que (supostamente) não confia nele?

    Conforme o tempo vai passando, a gente vai se distanciando de pessoas por justamente não saber o que está acontecendo na vida dessa pessoa. E aí acabamos ficando só com as perguntas genéricas… sua mãe está bem? Como está seu filho? Alguma novidade no trabalho?

    Eu gosto de perguntas específicas…. E aquele tombo que você levou, seu braço ainda está doendo? Me conta o que virou aquele seu colega que estava te paquerando? Como a sua filha tem lidado com a escolinha nova?

    Olha como a profundidade é diferente, como o envolvimento e o interesse em relação às pessoas é muito mais profundo.

    Se está achando seus amigos distantes, talvez esteja na hora de compartilhar um pouco mais da própria vida.

    É assim que se cria laços, pois amigos de verdade não só conhecem a nossa história como fazem parte delas.

    ~ Yuka ~

    Como melhorar a autoestima

    autoconhecimento

    Uma leitora pediu para escrever um post sobre autoestima há algum tempo.

    Pensei muito sobre o tema, e percebi como o tema é difícil de ser abordado. Durante muitos anos, eu mesma sofri por ter baixa autoestima por influência da minha irmã mais velha. E hoje eu sei que a mudança tem que vir de dentro para fora, ou seja, não adianta 1 milhão de pessoas falarem bem da gente, se não conseguirmos acreditar naquilo.

    Vou tentar explicar como foi o meu processo de aceitação.

    Muitos de vocês sabem que eu acreditava cegamente que eu era muito, muito burra. Cresci acreditando nisso.

    Por conta disso, uma das coisas que eu sempre odiei com todas as forças do Universo, eram as apresentações em público.

    Para muitas pessoas, aquela pessoa que ficava travada nas apresentações não correspondia à pessoa que eles conheciam, já que eu sempre gostei de conversar e tagarelar pelos 4 cantos. Falavam que eu me expressava bem, que eu era simpática, mas nada adiantava. Eu continuava muito insegura na hora de falar em público.

    Há alguns anos, cheguei a fazer um curso de oratória. Paguei bem caro, e não adiantou em nada, pois como eu sabia que aquele cenário era de mentira, eu pegava o microfone e começava a fazer lindos discursos sem tremedeira.

    Só que fora da sala de aula, na hora do vamos ver, começava a suar de nervoso.

    Muitos de vocês sabem que quando minha filha nasceu, o meu modo de enxergar o mundo se intensificou. Foi quando comecei a perceber que eu pensava de uma forma um pouco diferente do padrão, coisas que meu marido já me dizia há 8 anos.

    Por querer sair da corrida de ratos casa-trabalho-casa-trabalho, passei a estudar sobre investimentos e vi que eu tinha facilidade em entender sobre esse assunto. Passei a devorar livros sobre economia e investimentos financeiros e aplicar na minha vida.

    Foi quando entendi que eu era inteligente, só não tinha consciência disso. Quando finalmente isso entrou na minha cabeça, o meu medo irracional de falar em público passou.

    Ou seja, não adiantou fazer curso de oratória, não adiantou as amigas falarem que eu era inteligente, não adiantou o marido dizer inúmeras vezes de que a minha inteligência só não era a acadêmica. Só quando EU tirei as minhocas da minha cabeça que as coisas começaram a fluir.

    Há vários tipos de autoestima: algumas pessoas tem baixa autoestima por causa do corpo, outras por causa da condição social, outras por causa do intelecto, outras por não se encaixarem em um determinado grupo, enfim, há diversos motivos.

    Não dá para colocar todos os problemas em uma única caixa, porque além dos vários tipos de autoestima, há vários tipos de inteligência, e todos nós somos diferentes, ou seja, o que me fez melhorar a baixa autoestima em relação à inteligência, pode ter um gatilho diferente para outra pessoa.

    Segundo um texto da Maíra Lie Chao, publicado na Revista Planeta em 2010, há pelo menos 7 tipos de inteligência:

    • Linguística – Relacionada a leitura, escrita e fala. Pessoas que têm seu ponto forte na linguagem, como poetas e escritores, possuem facilidade em lidar com a expressão escrita e oral. Jorge Amado e Carlos Drummond de Andrade são exemplos dessa inteligência.
    • Musical – Associada àqueles que têm facilidade em compreender o som, captar sua expressão e transmitir sentimento através dele, como Mozart, Jimi Hendrix e Gilberto Gil.
    • Lógico-matemática – É a inteligência que remete ao universo lógico, repleto de números e fórmulas. A maioria dos testes de QI acaba medindo esse tipo de intelecto, exemplificado nos físicos Albert Einstein e Niels Bohr.
    • Espacial – Está relacionada a pessoas que têm facilidade em trabalhar com coordenadas espaciais e em pensar em imagens, como o arquiteto Oscar Niemeyer ou o pintor Pablo Picasso.
    • Corporal-cinestésica – A facilidade em se locomover pelo espaço, conhecer bem o potencial físico do seu corpo e ter boa coordenação motora é típica de grandes nomes do esporte, como Pelé e Michael Jordan.
    • Interpessoal – Está ligada à habilidade de lidar com outras pessoas e a trabalhar em grupo. Frequentemente é vinculada a professores e políticos, como Barack Obama.
    • Intrapessoal – É a inteligência relacionada ao autoconhecimento e ao equilíbrio interior, inclusive quando a pessoa se encontra em situações difíceis. O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela é um de seus melhores exemplos.
    • Naturalista – Essa inteligência, proposta após a divulgação das ideias de Gardner, está associada àqueles que têm grande facilidade em transitar pela natureza, como os índios.

    O que hoje eu sei, é que tudo vem de dentro pra fora. E não de fora para dentro como nos ensinaram. Ao tentarem nos encaixar em formas pré-determinadas, ignoram a inteligência de cada ser humano.

    A nossa mentalidade precisa ser mudada primeiro, para possibilitar a mudança de atitudes. As pessoas querem que mudemos nas atitudes, antes de mudar a mentalidade.

    Hoje posso dizer que o melhor remédio para a autoestima é o autoconhecimento.

    Há três vídeos sobre autoestima do Arata Academy que recomendo:

    ~ Yuka ~

    8 tipos de desperdícios: menos desperdício e mais dinheiro no bolso

    Muito se fala em desperdício de luz, água e alimentação, mas pouco se fala sobre desperdício de tempo, dinheiro e espaço.

    Entre tantas coisas que são difíceis de mudar (mudar o mundo, mudar as pessoas, mudar de opinião…), reduzir o desperdício é relativamente fácil. A vantagem ainda em reduzir o desperdício, é a “recompensa” que vem depois: o dinheiro que conseguimos poupar. A seguir, listei alguns dos principais desperdícios:

    Desperdício 1: Tempo

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    Eu levo muito a sério quando digo que tento aproveitar o máximo do tempo que eu tenho. Antes das minhas filhas nascerem, eu tinha bastante tempo, mas hoje, com o tempo escasso, aproveito cada minuto disponível para fazer coisas que eu gosto.

    • Aproveitando os momentos de espera:

    Quando estou no metrô indo para qualquer lugar, eu leio livros pelo Kindle (como ele é fininho e leve, sempre está dentro da minha bolsa). Também aproveito para ler nos pequenos momentos de espera, como na fila do supermercado e enquanto estou esperando para ser atendida no consultório médico. Às vezes, o tempo de espera é tão pequeno que mal dá para ler 1 página, mas mesmo assim, é melhor ler 1 página do que não ler nenhuma.

    • Aproveitar as saídas e passeios para comprar o que preciso:

    Tenho uma lista denominada “Compras” no celular. Essa lista, é diferente da lista “Supermercado”. Na lista Compras, eu anoto tudo o que estou precisando comprar, geralmente são coisas que não consigo comprar no supermercado. Para exemplificar, na minha lista atualmente há os seguintes itens: garrafa térmica para café, chinelo para as filhas, lenço umedecido, cardigã vermelho e escorredor de louça. Toda vez que eu vou sair de casa (pode ser shopping, pode ser um passeio, pode ser visitar alguém) eu tenho o costume de olhar essa lista. Se no caminho do passeio, vou passar na frente de alguma loja onde vende garrafa térmica, aproveito para comprar. Se no caminho vou passar perto de uma farmácia, aproveito para comprar o lenço umedecido. Desta forma, não preciso sair de casa só para comprar a garrafa térmica ou o lenço umedecido. Isso me faz ganhar tempo.

    • Aproveitar os momentos em que faço tarefa doméstica para estudar:

    Tenho o costume de salvar vídeos do YouTube no meu perfil para assistir depois. Ouço os vídeos enquanto estendo roupa no varal, enquanto estou cozinhando, lavando a louça, guardando os brinquedos das crianças, etc.

    • Saber utilizar bem a lista de Supermercado vs Despensa:

    Basicamente eu tenho 3 tipos de controle em casa:

    1. geladeira e “estoque em uso” (farinha, açúcar, arroz etc guardados em potes herméticos)
    2. despensa (lugar onde armazeno os produtos novos, lacrados)
    3. lista de supermercado

    Costumo estocar alguns produtos que sempre uso (como farinha, açúcar, óleo) na despensa. Se inicio o mês com 3 pacotes de farinha, conforme eu vou abrindo os pacotes, transfiro para os potes herméticos. Quando eu pegar o último pacote da farinha na despensa para encher o pote hermético, já anoto na lista de Supermercado. Faço isso porque até eu terminar de usar a farinha que está no pote hermético, vai levar alguns dias/semanas, então não preciso sair correndo para o mercado porque descobri que não tem farinha justamente na hora em que estou fazendo um bolo. Tem coisa pior que isso?

    Desperdício 2: Dinheiro

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    Muitas pessoas acabam não associando que o desperdício no geral significa desperdiçar dinheiro? Se jogo fora os alimentos estragados, estou jogando dinheiro no lixo. Se deixo a água da torneira aberta sem necessidade, é dinheiro no lixo. Se compro uma roupa que fica sem uso no guarda-roupa, é dinheiro parado que foi para o lixo. Se tenho remédios em casa e compro mais remédios similares, é dinheiro no lixo, já que provavelmente os remédios terão a sua validade vencida. O mesmo acontece com as maquiagens. Maquiagens e esmaltes possuem data de validade, portanto se compro vários e não consigo usar até a data de validade, também foi dinheiro para lixo. Pare de gastar dinheiro com besteiras.

    Desperdício 3: Espaço

    Eu moro em um apartamento que é adequado para o tamanho da minha família. O apartamento possui 2 dormitórios, sala, cozinha, lavanderia, 2 banheiros e um quartinho de despensa. Isso significa que eu pago um condomínio de acordo com o que estou usando. Se você é uma pessoa solteira ou até mesmo recém-casado e sem filhos, morar em um apartamento de 2 ou 3 dormitórios significa que está desperdiçando espaço, e também dinheiro, já que se estivesse morando em um apartamento menor, pagaria menos condomínio, menos IPTU, menos luz (a potência da lâmpada que ilumina uma sala de 5m2 é bem diferente de uma que precisa iluminar 10m2) etc.

    Desperdício 4: Energia (humana)

    Muitas pessoas perguntam como consigo fazer tantas coisas, apesar de ter tantas obrigações no trabalho e em casa. Posso dizer que eu aprendi a gastar a minha energia de uma forma eficiente. Isso não significa que eu faço mais esforço que as outras pessoas. Na verdade, às vezes desconfio até que eu faço menos esforço que a maioria. Sabe como? Graças ao planejamento que faço do meu dia, semana, ano et. Por exemplo, vejo muitas pessoas cavando buraco nos lugares errados. Elas cavam, cavam, cavam, não param para pensar se está fazendo a coisa certa, se está usando a ferramenta certa, se está cavando o buraco certo. Quando não fazemos um planejamento, a chance de cavar o buraco errado é grande, a chance de usar a ferramenta errada é grande. E isso significa retrabalho e desperdício de tempo e de energia.

    Temos o costume de negligenciar o planejamento através do “fazejamento”, planejando enquanto fazemos. E isso é uma das piores coisas que podemos fazer, já que muitas vezes, o buraco que foi feito é tão grande, que custamos a compreender e admitir que aquele buraco não vai nos levar a lugar nenhum.

    Então, minha gente, não negligenciem o desperdício de energia.

    Desperdício 5: Alimentação

    Imagem relacionada

    Esse item eu ainda não consegui incorporar na minha rotina. Já reduzi bastante o desperdício, mas ainda jogo comida fora.

    Uma das coisas que diminuiu bastante o desperdício aqui em casa foi cozinhar menos comida. Parece óbvio, mas quando eu tinha 700g de carne moída, eu costumava cozinhar os 700g de carne. Se eu tinha 1 batata-doce gigante, eu usava toda a batata-doce. E aí o que acontecia? Eu ficava comendo sobras de comida a semana toda, e no fim, não queria mais comer, também achava que estava velho demais para congelar e ia direto para a lixeira.

    Hoje eu faço assim, ao fazer o almoço do fim-de-semana, uso para cozinhar somente o que iremos consumir naquela refeição. Isso significa que muitas vezes uso 1/2 pimentão, 1/4 da cebola, 1/2 do pepino, e guardo o que sobrou na geladeira. E para preparar a próxima refeição, uso essas sobras de verduras e legumes para fazer uma outra receita. Assim ninguém enjoa da comida e diminui o desperdício.

    Desperdício 6: Roupas

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    Um dos desperdícios que eu costumava ter há muitos anos era em relação ao vestuário. Eram 20 blusas pretas, 10 brancas, 50 coloridas, 10 calças jeans, diversos cintos, vários sapatos, bolsas, maquiagens… todo mês comprava alguma coisa pra mim. Até que conheci o minimalismo e passei a me conhecer melhor. Encontrei o meu equilíbrio, um guarda-roupa pequeno, mas suficiente para mim. Ao invés de comprar roupas fast-fashion, passei a escolher roupas melhores, de tecidos mais duráveis, de modelagem mais adequada ao meu corpo. E com isso, a vontade de trocar de roupa a todo momento passou. Um bom exemplo é a minha carteira, que comprei em uma loja que adoro há 8 anos. Não foi barato, mas ainda está em perfeito estado.

    Desperdício 7: Luz

    No início deste ano, percebi que a minha conta de luz do ano de 2018 aumentou consideravelmente, já que costumo fazer uma análise dos gastos do ano que passou. E com isso, conversamos com os integrantes da família (eu, marido, filha de 3 anos e filha de 1 ano) de que precisaríamos economizar a luz da casa. Foi uma conversa simples, de que devemos desligar as luzes do quarto que estiver vazio. E adivinhem quem deixa sempre a luz ligada? Eu e meu marido. E adivinhem quem avisa que a luz está acesa, pega o banquinho e apaga as luzes dos quartos? Minha filha de 3 anos. Ela virou a general daqui de casa, sempre nos avisa quando deixamos a luz acesa. E assim, vamos nos acostumando de desligar a luz quando saímos de um cômodo.

    Desperdício 8: Água

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    Diferentemente da luz, que chega um boleto com o valor a ser pago mensalmente, a água já está inclusa no condomínio, então não sabemos exatamente qual é nosso consumo mensal de água. Apesar disso, sempre tentamos não desperdiçar a água. As crianças já sabem disso e ao ensaboar as mãos, peço sempre para fechar a torneira. Outra coisa que costumamos fazer é encher uma bacia e dar banho nas duas. Elas até pedem para deixar o chuveiro ligado, mas quando explico que a água é finita, e que deixar o chuveiro ligado pode acabar a água do mundo, elas compreendem e se contentam com a água da bacia.

    Esses são os 8 maiores vilões do desperdício que eu encontrei.

    Cabe a nós fazer o que está ao nosso alcance.

    ~ Yuka ~

     

     

     

     

    Saber a importância de se colocar também como prioridade

    Se você já viajou de avião, já ouviu a conhecida frase “Em caso de despressurização da cabine, máscaras cairão automaticamente a sua frente. Coloque primeiro a sua e só então auxilie quem estiver a seu lado”.

    A ideia de colocar a máscara de oxigênio primeiro em você, para somente depois colocar nos outros tem um fundamento: dar prioridade para os outros primeiro, pode fazer com que você e a outra pessoa fiquem sem ar.

    E é a partir desse ponto que darei início ao post de hoje.

    A importância de se colocar como prioridade e ter amor próprio

    Esse é o princípio básico para ter um relacionamento feliz. Infelizmente, vejo muitas pessoas começarem um relacionamento sem ter um pingo de amor próprio. Se você não se amar primeiro, como terá condições de amar alguém? Eis a razão de muitos relacionamentos não darem certo: quando a sua felicidade depende dos outros.

    A importância de colocar o casamento como prioridade, ao invés de colocar somente os filhos

    É claro que além dos filhos serem nossa prioridade, eles também dependem dos pais e ninguém aqui está discutindo isso. O que estou querendo dizer é que muitos casamentos terminam, porque o casal dá atenção somente e exclusivamente aos filhos, perpetuando o papel dos pais e esquecendo o papel de marido e mulher. Já conheci alguns casais que diziam que o filho era a prioridade máxima deles, que gostavam mais do filho do que do marido/esposa, e hoje, estão divorciados, cada um no seu canto. Eu entendi que quando colocamos o casamento como prioridade, o casal tende a ser mais unido. Isso acontece porque apesar dos filhos serem importantes, quando colocamos o casamento como prioridade, o casal tende a se comunicar mais, o clima da família torna-se mais saudável e como consequência do bom relacionamento dos pais, os filhos tentarão reproduzir esse ideal quando crescer.

    A importância de se colocar como prioridade, ao invés de colocar o casamento

    Essa questão é uma continuação do dois anteriores. Antes de ter um casamento feliz, é preciso ser feliz sozinho. Tem gente que se anula para agradar o cônjuge. Tem gente que deixa de encontrar os amigos. Outros deixam de vestir o que gosta, de fazer as coisas que tem prazer para agradar o parceiro. Se o seu parceiro não for um filho da p#!@, é claro que a pessoa ficará feliz com a sua felicidade. Ao se colocar como prioridade e fazer coisas que traz felicidade, essa mesma felicidade transbordará também para o parceiro, para os filhos. E isso não é e nem pode ser interpretado como egoísmo. Eu aprendi que quando cuido muito bem de mim, tenho força o suficiente para cuidar bem dos outros. Se estou mal, como terei forças para cuidar dos outros?

    A importância de definir prioridades nas suas finanças

    Essa frase pode ser usada também em relação às finanças. Conheço pessoas que se negam a juntar dinheiro, por não acharem justo enriquecer, enquanto há milhares de pessoas passando fome no mundo. São pessoas que apesar de terem a capacidade de poupar dinheiro, escolheram viver também na pobreza. Não perceberam que ao enriquecer, poderiam ajudar muito mais pessoas.

    Saber a importância de se colocar como prioridade, é um ato de amor próprio.

    ~ Yuka ~

    Esqueça o status: seja rico sem bens

    mansão

    Essa nova geração que cresceu e está entrando no mercado de trabalho, tem percebido que há uma nova modalidade de ricos:

    Os ricos sem bens.

    São pessoas que ao invés de ter bens e status, escolhem a segurança, mobilidade e experiências.

    Isso significa que não é mais necessário ter um carro, se é possível alugar um.

    Não é necessário comprar uma casa, se é possível alugar uma residência em qualquer lugar. Morar perto do trabalho se torna uma necessidade (e um luxo), e sabendo que nenhum emprego é permanente, a decisão de morar de aluguel significa ter mobilidade para mudar de bairro, de cidade, de país.

    Para quê comprar uma bicicleta, se é possível aluga-lo?

    E isso tem se repetido em diversos lugares, inclusive alugando eletroportáteis e ferramentas, como furadeira, aspirador de pó, etc. No fim do ano passado, eu mesma aluguei uma extratora e limpei o sofá, as poltronas e os colchões. Tudo foi entregue e retirado no maior conforto, na porta do meu prédio.

    Ter bens significa ter gastos e preocupações extra.

    Quando se tem uma chácara, há custos como contratação de um caseiro, manutenção das calhas, preocupação com invasores, cortar grama, podar árvores etc…

    Quando se tem uma casa na praia, surgem “amigos” a todo momento querendo se hospedar sem você estar presente na casa. É preciso limpar a sujeira dos outros, além dos gastos de mobiliar mais uma casa, manutenção, pagamento de contas como condomínio, luz, gás, IPTU, limpeza etc.

    Quando se te um carro de luxo, eleva-se o preço do IPVA, seguro, manutenção, além do olho gordo, preocupação com assalto etc…

    Quando se tem uma casa/apartamento grande, é necessário mais esforço para mantê-lo limpo, além de pagar condomínio mais caro, IPTU, gás, consumo maior de energia, mais dinheiro para mobiliar toda a residência etc…

    Roupas de grifes e jóias? Preocupações com a segurança, risco de assalto, conservação e manutenção das joias, medo de andar na rua (dependendo da cidade e bairro que mora) etc…

    E com tudo isso, há pessoas que escolheram ser ricos sem bens. São pessoas aparentemente comuns, que vivem entre nós, usam roupas comuns, moram no mesmo bairro que o nosso, não ostentam, mas possui um patrimônio consideravelmente alto.

    O Thomas J. Stanley retrata esta interessante perspectiva no livro O milionário mora ao lado.

    Se a pessoa não se importar com status, muitas vezes é melhor escolher ser um rico sem bens, do que um rico com bens.

    ~ Yuka ~

    Organize o seu orçamento doméstico de 2019 com o Minhas Economias

    Para quem ainda não tem controle financeiro pessoal, o início de ano é sempre um bom momento para começar a se organizar.

    Ter controle financeiro eficiente evita os gastos desnecessários, o que consequentemente aumenta o valor a ser poupado e investido por mês, possibilitando a concretização dos sonhos sem tanto sacrifício.

    Há pelo menos 5 anos eu uso o gerenciador financeiro chamado Minhas Economias, que funciona muito bem como um aplicativo de celular, mas permite o acesso também pelo computador.

    Imagem relacionada

    Eu organizo todos os gastos mensais, desde o salário que entra, até o pão que compro na padaria.

    Como eu e meu marido organizamos as finanças da família de forma conjunta, nós compartilhamos o mesmo login e senha para que tudo fique sincronizado no nosso celular.

    Eu separo os gastos em categorias como:

    • casa: aluguel, condomínio, luz, gás, internet, telefone, celular
    • alimentação: supermercado, padaria, feira
    • lazer: passeios, restaurantes
    • saúde: farmácia, dentista, remédios, plano de saúde
    • transporte: uber, táxi, ônibus, metrô
    • educação: cursos, livros
    • manutenção da casa: consertos, reposição
    • vestuário
    • gastos gerais
    • investimentos
    • entre outros

    No final do mês, o aplicativo cria um gráfico em pizza com as grandes categorias que eu criei: casa, alimentação, lazer, saúde, transporte, investimentos etc e com isso consigo visualizar de uma forma muito fácil qual é o meu custo de vida e quanto gasto em cada categoria.

    Essa imagem, eu peguei do próprio site Minhas Economias para vocês poderem ter uma ideia de como é no site, o layout está um pouco desatualizado, mas tudo bem, é mais para ter uma noção.

    Resumo financeiro na página inicial

    Ele é bem fácil de usar e não troco esse gerenciador por nenhum outro.

    Todo fim de ano eu gero o relatório detalhado dos meus gastos do ano inteiro para calcular a minha inflação pessoal. Sim, enquanto o IPCA de 2018 ficou em 3.86%, o meu IPCA pessoal ficou em 23%.

    Essa é a grande vantagem de anotar todos os gastos mensais nesse aplicativo. É a possibilidade de visualizar através de gráficos e relatórios, qual foi o maior gasto anual da família. É a chance de ouro que temos de rever onde gastamos mais, onde estamos economizando demais, e fazer um ajuste fino do balancete financeiro.

    No ano de 2018 por exemplo, eu e meu marido percebemos que gastamos muito no Uber, na luz e nos gastos gerais. Então concordamos que continuaremos utilizando o Uber para as nossas necessidades, mas não com tanta frequência como estávamos utilizando (tinha dias que eu tinha tanta preguiça que eu usava de 4 a 5 vezes). Luz também aumentou muito. E estamos nos esforçando para desligar a luz quando saímos de um cômodo. É uma questão de hábito que ainda estamos nos esforçando. Outra coisa que aumentou foi a categoria dos “gastos gerais”. Aqui entra todas as bugigangas que compramos e que não se encaixam nas outras categorias. Geralmente são coisas que não estamos precisando. Como este ano acabamos poupamos menos do que gostaríamos, decidimos tentar economizar nessas categorias que extrapolamos, para aumentar o valor a ser investido no ano de 2019.

    Todo esse diagnóstico só foi possível, porque nós temos um controle financeiro pessoal.

    Não é propaganda, estou recomendando, porque uso e gosto. Então, para quem tiver interesse, recomendo que baixe o aplicativo Minhas Economias no celular, e depois entre no site para configurar as categorias (site: Minhas Economias).

    Um bom início de ano para todos.

    ~ Yuka ~

    2019… permita-se recomeçar

    recomeçar

    Há um texto atribuído ao Carlos Drummond de Andrade que sempre me recordo quando o ano está para encerrar.

    “Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão.  Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.  Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente…”

    Sim, no próximo ano podemos ter uma nova história para contar, ter um desfecho diferente, um novo estilo de vida, uma nova vida, se tomarmos decisões inteligentes.

    E o que seriam decisões inteligentes?

    São decisões que apesar de não ser tão prazeroso no início, podem levar a um resultado interessante no médio a longo prazo. Por exemplo, aprendendo a investir. Deixar de frequentar os melhores restaurantes, comprar roupas toda semana, e ter que aprender a economizar pode não ser legal no início, principalmente, porque não enxergamos nenhuma melhoria instantânea quando olhamos para a nossa conta bancária. Mas depois de 1 ano, 3 anos, 5 anos, verá que reescreveu a sua história.

    Não basta dizer “vou enriquecer”, “vou ser feliz”, “vou emagrecer”. A grande sacada é o COMO. Como vou enriquecer. Como vou ser feliz. Como vou emagrecer.

    A partir da pergunta certa, as respostas começam a surgir. Quanto mais detalhadas forem as respostas, melhor.

    Por exemplo, se temos como objetivo enriquecer, e a pergunta é Como vou enriquecer, as respostas poderiam ser:

    • ler livros sobre finanças pessoais e investimentos em renda fixa e variável
    • identificar os melhores canais do YouTube sobre investimentos
    • estudar alternativas para ter outras fontes de renda
    • parar de reclamar e começar a agir
    • etc, etc, etc.

    E por aí vai, são só exemplos, mas exemplos que funcionam. Vejam que não são mudanças radicais, são pequenos movimentos, pequenas mudanças de hábito que ao longo do ano fará uma grande diferença.

    Não deixe o seu 2019 passar em branco.

    ~ Yuka ~

     

     

    Brasileiro tem preconceito dos livros de autoajuda. Por quê?

    auto ajuda

    Toda vez que comento com alguém que eu leio (e amo) livros de autoajuda, a maioria das vezes, ouço um “Sério?” e torcem o nariz.

    As pessoas possuem preconceito de livros de autoajuda da mesma forma que falam que a creche municipal é ruim. Ou seja, falam porque ouviram alguém falar, ou leram uma meia dúzia de livros que não gostou e acham que todos os livros são ruins.

    Mesmo todo mundo falando mal das creches municipais (mesmo sem conhecer de fato), eu coloquei as minhas filhas na creche do bairro. E eu só tenho a agradecer os profissionais que dedicam seu profissionalismo, talento e amor para educar e orientar crianças como as minhas filhas.

    A mesma coisa acontece com os livros. Alguém falou que livros de autoajuda não prestam e vai o Brasil inteiro repetir a mesma coisa.

    Aquela verdade serve para você? Quais livros leu e não gostou? Tudo bem a pessoa não gostar de livros de autoajuda, só acho que não precisa fazer careta como se fosse um livro inferior. Eu já li diversos tipos de livros, mas percebi que são os livros de autoajuda que mais me ajudam a crescer como pessoa.

    E uma delas, é aprender a desaprender o que me ensinaram.

    São verdades não-verdadeiras. Verdades que já foram verdades em outras décadas. Verdades que podem não ser verdades para mim.

    Acho que muitos conhecem a frase “uma pessoa inteligente aprende com os seus próprios erros, uma pessoa sábia aprende com os erros dos outros”.

    Eu sou uma pessoa que tenho aprendido muito com o erro dos outros, lendo livros de autoajuda.

    São livros de pessoas que possuem diversos tipos de experiências, biografias de pessoas que eu admiro, especialistas (ou não) que compartilham sua trajetória, suas descobertas, erros e acertos.

    Eu aprendi e continuo aprendendo muito com eles. Quem não gosta de livros de autoajuda não sabe o que está perdendo. Não sabem como um livro pode mudar a vida de uma pessoa.

    Tem sido a minha mais poderosa ferramenta para o autoconhecimento.

    ~ Yuka ~

    Nunca pare de aprender

    aprender

    Se posso dizer que teve uma coisa que mudou (e muito) a minha vida, foi nunca parar de aprender.

    Não estou falando apenas de fazer uma graduação, uma pós-graduação, um MBA, ou algo parecido. Mas o que tem revolucionado a minha vida de uma forma muito positiva é a curiosidade que eu tenho de aprender coisas novas.

    Essas “coisas novas” não se resumem a conteúdo vamos dizer, acadêmico… e sim, a curiosidade em si.

    Outro dia estava assistindo um vídeo no YouTube de como se fabrica uma bola de beisebol. Alguém aqui já teve curiosidade de pesquisar? Ou como os tubarões se comportam no mar? Ou como as abelhas produzem mel? Ou de como é instalado um piso vinílico? De como o bicho-da-seda produz a seda? E descobrir tudo isso é muito interessante, muito diferente da minha realidade, do meu dia-a-dia.

    A internet revolucionou não só a informação, mas democratizou o conhecimento. Se não fosse pela internet, eu levaria muito mais tempo em descobrir estas coisas.

    Reconhecer a importância de continuar aprendendo, foi fundamental para eu me conhecer melhor.

    A seguir, o que eu tenho feito para tentar estudar nas minhas (poucas) horas vagas:

    • De manhã: como eu acordo e saio de casa para trabalhar antes do meu marido e minhas filhas acordarem, eu aproveito esses minutos de silêncio para ouvir uns vídeos curtos do YouTube enquanto escovo os dentes, me maquio e me arrumo para ir ao trabalho.
    • Na cozinha e lavanderia: há diversos canais interessantes sobre qualquer assunto que eu tenho curiosidade em aprender, desde finanças até marcenaria. Eu costumo ouvir os vídeos enquanto estou cozinhando, lavando louça, estendendo ou recolhendo as roupas do varal, enquanto guardo os brinquedos das crianças na caixa…
    • No transporte público: todos os dias eu leio (e-books que estão no meu kindle) durante todo o meu trajeto de ida e volta da casa-trabalho-casa. Mesmo lendo só nessas poucas horas por semana, consigo ler de 2 a 3 livros por mês.
    • Enquanto espero alguém ou algo em algum lugar: o meu kindle está sempre dentro da minha bolsa. Leio enquanto espero a minha vez no consultório médico, leio na fila do supermercado, enquanto espero uma amiga no café, etc.
    • Depois que meu marido coloca as nossas filhas para dormir: eu e meu marido combinamos que durante alguns meses, ele colocaria as nossas filhas para dormir, para que eu pudesse estudar nesse período. É nesse momento que eu pego meu notebook, caderno e lápis e estudo com afinco, com foco total, diferentemente dos vídeos que assisto enquanto lavo-louça que não exige tanta concentração.

    Aprender nunca é demais.

    Quando eu era estagiária na Faber-Castell, um dos Diretores chegou até mim e falou para eu nunca parar de aprender. Na época eu só entendi aquela frase como “faça um MBA, um mestrado, um doutorado, um intercâmbio” e coisas afins.

    Hoje, consigo compreendê-lo de uma forma mais completa… não importa em quais coisas tenha interesse, o que atiça a curiosidade, mas ir atrás do conhecimento que está a um palmo da nossa mão, ao alcance dos nossos olhos é imprescindível. Tudo isso graças à internet.

    Sempre tenha a seguinte pergunta na cabeça: o que eu estou aprendendo neste exato momento?

    ~ Yuka ~

    As 4 frases que tem mudado a minha vida

    criticar

    Há 4 frases que ao longo desses anos tem mudado a minha vida:

    1. O que você está fazendo hoje para sair dessa situação?

    A primeira frase eu cheguei até a fazer um post que está aqui.

    2. Aqueles que não fazem nada estão sempre dispostos a criticar os que fazem algo (Oscar Wilde)

    Essa frase tenho carregado comigo desde que compreendi o seu significado.

    Antes, eu tinha muito medo das críticas. Tinha receio das pessoas me acharem boba, mas eu entendi que as pessoas que mais criticam, são justamente as pessoas que não fazem nada. É fácil criticar os outros quando se está sentado na cadeira apontando os outros.

    Os homens dividem-se em dois grupos: os que seguem em frente e fazem alguma coisa, e os que vão atrás a criticar. Sêneca

    3. Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez (Jean Cocteau)

    Esta terceira frase serviu e ainda tem servido para várias situações da minha vida, inclusive para alcançar a independência financeira, ou FIRE – Financial Independence and Retire Early, algo como Alcance a independência financeira e aposente-se cedo.

    Eu não conheço ninguém pessoalmente que tenha esse mesmo objetivo de vida que o meu, ou que tenha alcançado essa proeza. Mas é algo como a frase diz, por não saber que era impossível, eu tracei um plano, fiz todas as contas necessárias e projetei meu futuro. Só percebi que o que eu estava querendo alcançar era algo incomum quando estava muito empolgada e queria convencer as pessoas a fazer o mesmo e todo mundo me tratava como uma maluca.

    4. Sorte é o nome que o vagabundo dá ao esforço que não faz (Leandro Karnal)

    Esse aqui eu ouvi recentemente. Eu até publiquei um post em 2016 com o título “Cada escolha uma renúncia”, onde falo sobre esse assunto. Muita gente cisma em dizer que aquele cara empreendedor teve sorte, que aquele fulano teve sorte, e com isso menosprezam todo o esforço que a pessoa fez para chegar lá. É fácil dizer que uma pessoa teve sorte, quando não estamos dispostos a fazer o que a pessoa fez para ter sucesso. “Sorte é o nome que o vagabundo dá ao esforço que não faz”.

    Veja se não acontece a mesma coisa com você? Quem são as pessoas que mais criticam? O que elas fazem de tão especial a ponto de criticar o que você faz? Na maioria das vezes…. Nada.

    ~ Yuka ~

    Banheira portátil: a alegria das crianças

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    Foto: site oficial da Bibabath

    Eu gosto muito do apartamento que moro.

    Para mim, tem o tamanho ideal: fácil de limpar, fácil de manter, tem o tamanho suficiente para 4 pessoas viverem de forma confortável e aconchegante.

    Os dois banheiros também possuem um tamanho muito bom, considerado até grande para os padrões atuais.

    Minhas filhas gostam de tomar banho juntas (e eu também, já que facilita o meu trabalho, além de economizar água e luz).

    Elas costumam tomar banho dentro de uma bacia grande que eu coloco dentro do box do chuveiro. O problema é que elas estão crescendo, e a bacia que antes comportava tão bem as duas, está pequena. As duas até tentam, mas tomar banho juntas dentro da bacia está ficando difícil a cada dia que elas crescem.

    Procurei diversas opções que pudesse contornar essa situação. Eu realmente queria que as duas continuassem tomando banho juntas.

    Depois de várias buscas no Google, encontrei o Bibabah. Ele é fantástico!

    Feito de um material de PVC, suporta temperaturas de até 60 graus, permitindo inclusive lavar na máquina de lavar roupa utilizando água quente e ainda pode ser dobrado e aberto com muita facilidade, como se fosse um varal de roupas de chão.

    Ele não é vendido no Brasil, mas para a minha sorte, a empresa envia para nosso país.

    Já faz um tempo que essa banheira chegou em casa e apesar das minhas filhas não tomarem banho nessa banheira durante a semana (porque gasta muita água e energia), nos fins de semana, tem sido pura diversão!

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    Foto: site oficial da Bibabath

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    Foto: site oficial da Bibabath

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    Foto: site oficial da Bibabath

    ~ Yuka ~

    Eles não querem que você enriqueça

    capitalismo selvagem

    Há algumas semanas, assisti a um vídeo do GuiaInvest com esse título: Eles não querem que você enriqueça.

    Assisti despretensiosamente, mas me surpreendi com o vídeo e resolvi transcrever para deixar registrado aqui no blog (fiz pequenas alterações para a leitura ficar mais fluida).

    ——–

    Eles não querem que você enriqueça

    Você já teve a sensação de que por mais esforço que você faça, não consegue ganhar dinheiro suficiente? Isso acontece por causa da forma como o sistema funciona.

    Você pode ter o melhor salário do mundo, receber uma gorda herança, ganhar na mega-sena! Mas se não souber como administrar e proteger o seu dinheiro, vai perder tudo!

    O sistema é desenhado para que as empresas e as pessoas precisem o tempo todo de dinheiro e não parem nunca de produzir. Por isso o consumismo, a cobrança social e a ostentação são muito incentivados. Isso obriga as pessoas a correrem cada vez mais atrás do dinheiro para poder consumir e se sentirem protegidas financeiramente.

    Então toda vez que você trabalha e consegue juntar um dinheiro, logo vem um lançamento de um telefone novo, um carro novo, uma roupa nova, para levar justamente o que você juntou.

    A intenção é bem clara: tentar te convencer a gastar todo o seu dinheiro a qualquer custo. Essa é a grande verdade, é assim que o sistema sobrevive.

    Eu não estou julgando se isso é bom ou ruim para a sociedade. Estou apenas dizendo que isso pode ser ruim para você. As próprias crises servem para limpar a sociedade de empresas e pessoas fracas financeiramente. Muitas pessoas acabam ficando presas nessa roda pelo resto da vida por não ter o conhecimento sobre o dinheiro.

    Todos os problemas são orquestrados por alguns membros da sociedade que não querem que você tenha dinheiro de jeito nenhum, porque quanto menos dinheiro você tiver, mais terá que obedecer aquilo que eles desejam.

    Hoje você vai entender quem eles são, como eles te impedem de enriquecer, como combate-los para poder alcançar a sua liberdade financeira.

    Primeiramente, vou falar sobre os bancos. Alguns bancos criam complexos esquemas para arrancar o seu dinheiro, evidentemente sem que você perceba. A intenção dos bancos é fazê-lo endividar para mantê-lo como escravo, fazendo seu dinheiro suado ir para o bolso deles todos os meses através de juros e taxas. Por isso eles odeiam que você pague as contas em dia, ou que você tenha dinheiro sobrando, ou que você se recuse a ter um cartão de crédito. Basta ter um dinheiro na conta e eles farão de tudo para colocar a mão, oferecendo todos os tipos de armadilhas. Portanto, fazer o oposto do que eles querem é a melhor atitude para quem deseja enriquecer. Jamais dependa dos bancos, assim, você não se tornará escravo deles.

    Agora eu vou falar sobre alguns membros da elite.

    Você já deve ter ouvido falar que menos de 0,1% dos brasileiros possuem mais de 1 milhão de reais. Existe um erro muito comum na nossa sociedade que é denegrir todos os ricos como se eles fossem algo ruim. Muitas dessas pessoas conquistaram suas riquezas por mérito próprio, poupando e combatendo o consumismo exagerado. Porém, uma outra parte conquistou a riqueza se aproveitando das pessoas menos favorecidas, como eu e você, seja por corrupção, seja por formas ilícitas, por crimes, fraudes, etc. Eu não estou falando só de políticos. Como todo dinheiro que eles ganham vem do bolso de alguém que gastou, esses membros não querem que outras pessoas enriqueçam, pois toda vez que alguém enriquece, eles perdem uma fatia do bolo do dinheiro e de poder. Portanto, enriquecer é uma forma de você combater as maçãs podres que se aproveitam do sistema.

    Agora vou falar sobre a mídia. A mídia não é má por si só, mas quando usadas por indivíduos maus, pode ser uma ferramenta muito cruel. Esses membros usam sua influência de seu poder financeiro para impedir que as pessoas evoluam financeiramente. Eles fazem isso estimulando o consumismo exagerado e convencendo você a fazer o que eles querem através da televisão. Por exemplo, eles mudam a moda o tempo todo para que você sempre se sinta desatualizado. E não fazem isso só com roupas, mas também com celular, carro, viagens… Quanto mais desatualizado você se sentir, mais terá que correr atrás da roda do dinheiro para voltar a se sentir incluído pelo padrão da sociedade. Ignorar a mídia é o caminho para você se libertar das amarras, das exigências inúteis da sociedade.

    Agora vamos falar sobre o governo. O governo deveria existir para facilitar a vida das pessoas da sociedade. Mas às vezes, ele mais atrapalha do que ajuda. A começar pelo conhecimento. O governo não quer que você aprenda como administrar seu dinheiro, pois quanto mais você souber rentabilizar seu dinheiro, menos você precisará trabalhar. E é por isso que a educação financeira não é ensinada na escola. Se as pessoas soubessem lidar com o dinheiro, nós nos tornaríamos um país rico e isso seria insuportável para aqueles membros da elite que dependem de escravos financeiros para sobreviver.

    O governo usa diversos mecanismos para te impedir de acumular dinheiro. Um dos mecanismos é a inflação. A inflação é uma forma de corroer o poder de compra de seu dinheiro. É como um imposto escondido que você paga obrigatoriamente e nem percebe. Outro mecanismo é o próprio imposto. Toda vez que você consome algo, paga cerca de 30% sobre o preço. Ou seja, se você consumir menos e aprender a investir seu dinheiro para superar a inflação, o governo não conseguirá abocanhar a sua grana tão facilmente. O governo também usa a mídia para incentivar o consumismo exagerado, porque quanto mais as pessoas consomem, mais dinheiro ele arrecada com impostos.

    É por isso que muitas coisas que parecem boas, são na verdade horríveis para a economia.

    Vou dar alguns exemplos.

    Os ciclistas são horríveis para a economia. Eles não compram carro, não compram gasolina, não gastam com mecânicos, não pagam seguro, não pagam estacionamento, não pagam IPVA, não trocam pneus, não pagam pedágios, ficam mais saudáveis, acabam indo menos a médicos, e portanto gastam menos remédios.

    As comidas orgânicas são péssimas para a economia, porque quem as consome não fica tão doente, não assina plano de saúde, não gasta com remédios, não gasta com consultas em hospitais, não gasta com exames…

    E o mais importante, quem poupa e investe também é péssimo para a economia. Quem poupa não gasta dinheiro, não incentiva o consumismo em outras pessoas, não trabalha pelo resto da vida, não sustenta bancos pagando juros e taxas, não sustenta o governo pagando excessivos impostos, não sustenta as maçãs podres da elite, não rende dinheiro para a mídia. Mas o pior de tudo é que quem poupa e investe fica livre financeiramente, podendo realizar o que quiser, sem se preocupar com nada. Isso é péssimo para a economia, porque não ajuda a roda girar.

    Mas a reflexão que fica é: aquilo que é bom para a economia, pode não ser bom para você. E aquilo que é bom para você, pode não ser bom para a economia. Qual das duas opções você prefere? Deixo para você essa reflexão.

    *Texto extraído do vídeo do Canal do YouTube GuiaInvest.

    ~ Yuka ~

    Armário cápsula infantil

    Algumas pessoas têm me perguntado sobre o guarda-roupa minimalista das minhas filhas.

    Elas não possuem um armário abarrotado de roupas. Muito pelo contrário, possuem poucas roupas, se comparar com outras crianças do mesmo convívio social.

    Basicamente a regra que utilizamos com elas são:

    Roupas de festa

    Elas não possuem roupas e sapatos de festa. Como as crianças crescem muito rápido, só compramos se houver alguma necessidade. Por enquanto não houve.

    Outlets

    Não frequento. Uma vez, minha prima me levou para fazer compras em outlets, pois “tudo estava na promoção”. Pois bem, chegando na loja, percebi que mesmo na promoção, os preços das roupas eram mais caros do que os preços que eu costumava pagar, já que eu não compro roupas de marca para as minhas filhas.

    Roupa de tamanho maior

    Todo mundo que tem filhos já deve comprar roupas de tamanho maior. Roupa maior dura mais tempo. Isso significa que algumas vezes preciso fazer a barra ou apertar um pouco o cós e conforme elas vão crescendo, soltando a barra.

    Calçados

    Minhas filhas não possuem dezenas de calçados, nem sapatos de diversas cores. Elas basicamente têm cada uma: 1 tênis, 1 sandália e 1 chinelo. Outra coisa que faço é pular 1 número do calçado. Se minha filha está usando o número 18, o próximo número que compro é o 20. Tem funcionado bem em casa. Mas uma coisa que eu não faço é economizar no calçado. Tenho muito receio delas machucarem os pés, principalmente nessa fase que elas ainda estão aprendendo a andar e correr, então compro tênis de marca reconhecida pelo conforto, como a Ortopé.

    Antes de comprar, verificar o que ainda serve

    Fazer isso é imprescindível se quiser ter um armário reduzido. Antes de sair para comprar alguma roupa, sempre verifico o que ainda serve. Às vezes, calças do mesmo tamanho, de marcas diferentes, possuem durabilidades diferentes. Enquanto um modelo de calça ainda serve, o outro não serve mais.

    Roupas de casa

    Aqui em casa, temos roupas que usamos somente em casa. Para as crianças, não poderia ser diferente. Isso tem feito milagres, já que roupas para sair não ficam tão manchadas como as roupas que são usadas em casa, que acabam manchadas de comida, tinta, etc.

    A avó sabe costurar

    Que coisa boa quando a avó sabe costurar. Minha mãe não sabe costurar coisas difíceis, já que ela aprendeu a costurar sozinha, mas quebra um galho costurando várias coisas como shorts, vestido e pijama. Até calcinha minha mãe tem costurado. Tenho tido muita dificuldade em encontrar calcinhas que cubram todo o bumbum, todas as que eu comprei são muito cavadas, o que estava incomodando demais a minha filha. Até que desisti de procurar e pedi para a minha mãe costurar também.

    Loja barata vs cara

    Eu costumo separar as roupas que compro por tipos e lojas. Blusinhas e regatas eu costumo comprar em lojas baratas, na promoção, pois não vejo muito sentido em comprar roupas com boa durabilidade, se vão servir somente por alguns meses. Criança cresce rápido, e tudo se perde rápido também. Já as blusas de frio e casaco, eu costumo comprar em lojas melhores, pois blusas boas além de aquecerem melhor, duram por mais tempo. Para as calças, eu aplico a mesma regra: compro as calças de inverno em lojas boas, e as calças finas de verão em lojas baratas.

    Rodízio das roupas

    Quando a roupa da mais velha fica pequena, já vai direto para o guarda-roupa da caçula. A minha filha já sabe disso e quando a roupa fica apertada, ela mesma diz que precisa deixar no guarda-roupa da irmã. Depois que não servir mais na caçula (e se estiver em bom estado de uso), doamos para um amigo do meu marido. E assim as roupas vão circulando e tendo novos usos.

    Aguardar para comprar no momento certo

    Só compro o que estou precisando. Isso significa que não fico comprando roupas das meninas que serviriam somente daqui a 3 anos por estar na promoção. No primeiro momento, parece incoerente não aproveitar a promoção. Mas eu acabo ganhando algumas roupas e sapatos usados das filhas das minhas amigas e também algumas roupas de presente. Se compro antecipadamente, acabo tendo mais roupas que o necessário.

    Utilizo essas regras enquanto elas são pequenas, porque sei que vai chegar uma certa idade em que as minhas filhas vão querer escolher as próprias roupas, e não vão querer mais usar roupas costuradas pela avó. Enquanto essa fase não chegar, aproveito para fazer do meu jeito.

    ~ Yuka ~

    Saber ouvir (nos tempos atuais) é uma habilidade de poucos

    saberouvir

    Tenho reparado que muitas pessoas gostam de conversar, de falar, enfim, ser o centro das atenções…

    …mas quantas pessoas dentre essas pessoas sabem ouvir de verdade?

    Poucas. Pouquíssimas…

    Pessoas que sabem ouvir tem se tornado cada vez uma raridade.

    Eu lembro muito bem de uma colega que eu estava tentando ser amiga há alguns anos. E toda vez que eu começava a falar algo que tinha acontecido comigo, ela falava “comigo também aconteceu isso, e blá blá blá” e o assunto acabava se tornando o dela. Sempre era assim. Não importava quantas vezes eu tentasse, era impossível. Ela não queria me ouvir. Ela queria só falar dela. E no fim eu desisti.

    Se a gente prestar atenção nas conversas, podemos perceber que o mais comum são duas pessoas monologando. Sim, monologando, e não dialogando:

    – Esse fim de semana eu fui passear no zoológico com meu filho.

    – E eu fui passear na praia.

    – Foi muito legal o zoológico, meu filho adorou, pediu para voltar mais vezes.

    – Minha filha também amou a praia, disse que quer aprender a nadar para entrar no mar.

    Conseguem perceber o monólogo entre duas pessoas? São duas pessoas querendo falar só delas e não querem ouvir.

    Em um diálogo, a pessoa perguntaria o que o filho achou do zoológico para a conversa poder evoluir.

    Só que a pessoa não está interessada no filho da outra pessoa. Ela só quer falar que fez coisas legais também no fim-de-semana. E aí são duas pessoas surdas conversando, e por mais triste que isso possa parecer, é muito mais comum do que pensamos.

    Meu marido gosta muito de fazer alguns experimentos enquanto conversa com as pessoas.

    Um desses seus experimentos me chama muito a atenção por comprovar como as pessoas não estão mais interessadas em ouvir, só em falar de si mesma.

    Durante a conversa, ele costuma falar “tem três coisas que mudaram a minha vida…”. Ele começa falando as duas coisas que mudaram a vida dele, e ele não fala a terceira de forma proposital. Se a pessoa estiver prestando atenção e interessada no que ele está falando, a pessoa perguntaria “E qual é a terceira coisa?”. E sabe o que é mais incrível? Praticamente ninguém faz essa pergunta, comprovando que as pessoas não estão ouvindo, só estão aguardando o momento certo para abrir a boca para falar delas mesmas.

    É muito narcisismo. Eu quero ter pessoas ao meu redor que saibam dialogar comigo. Quero conviver com pessoas que ouvem e que eu também possa ser ouvida quando precisar.

    ~ Yuka ~

     

    Planejando viagens minimalistas

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    A leitora Isabele me perguntou como eu planejo as viagens e como consigo driblar os pontos turísticos caríssimos.

    Depois que eu engravidei duas vezes, eu e meu marido demos uma pausa nas viagens, principalmente as internacionais, por 2 motivos: o primeiro é que as crianças são muito pequenas e gostaríamos que elas lembrassem dessas viagens (apesar de saber que muitos pais pensam justamente o contrário, de aproveitar agora, já que as crianças pagam menos na passagem de avião). O segundo é que eu poderia até pedir para a minha mãe ficar com as crianças e viajar com o meu marido, mas a caçula, ainda não aprendeu a dormir a noite toda. Ela tem um sono muito leve, e tem dado trabalho. Bem diferente da minha filha mais velha, que mesmo se estiver com a cama toda cheia de xixi, não acorda por nada. Então decidimos esperar mais um pouco, até que as coisas se acertem.

    Dito isso, vou contar das minhas experiências antes das meninas nascerem.

    As minhas viagens costumam ser muito bem planejadas. Depois que escolho o lugar, a primeira coisa que faço é começar a acompanhar o preço das passagens de avião e da acomodação. Para baratear a viagem, sigo os seguintes passos:

    1. Acompanhar o preço das passagens por longos meses:

    Acompanhe os preços das passagens por pelo menos 3 meses. Costumo pesquisar em sites como o Decolar.com, Maxmilhas, que fazem a pesquisa e comparam preço em diversas companhias aéreas. Quando encontro um preço razoável nesses sites de comparação, costumo ir direto no site da empresa para ver se há preços melhores. Depois de decidir por qual companhia aérea viajar, analiso de que forma consigo aumentar o desconto. Por exemplo, se resolvo comprar pelo Maxmilhas, faço o seguinte caminho:

    • Entro no Méliuz e vejo se o Maxmilhas está dando algum dinheiro de volta (Méliuz é um site que devolve parte do dinheiro gasto. Hoje, por exemplo, está sendo informado que devolvem 4% do valor gasto no Maxmilhas). Se sim, faço a compra, nisso já ganho 4% de desconto do valor total da compra.
    • O Maxmilhas possui vantagens para quem tem o cartão Nubank. Então com isso consigo mais pontos, que depois poderão ser apagados da fatura.
    • Na hora do pagamento, parcelo em 12 vezes sem juros no cartão de crédito do Nubank, e depois antecipo todas as parcelas. Assim, ganho mais 4,50% de desconto pelo Nubank.

    Então além de conseguir comprar a passagem mais barata por ter pesquisado o preço por alguns meses, acabo ganhando pontos e descontos por causa do Méliuz e Nubank.

    Costumávamos viajar em períodos que não coincidissem com férias escolas, ou seja, evitávamos os meses de janeiro, fevereiro, julho e dezembro que são mais caros.

    Também nunca compramos pacotes de viagens em agências de viagens. Eu mesma comparo e compro a passagem de avião, a acomodação e vejo os passeios que quero fazer, pois isso faz com que a viagem tenha o meu ritmo.

    2. Fazer uma lista do que levar na mala:

    Sim, uma lista. E essa lista começa alguns meses antes. Essa é a lista que possibilita que eu leve poucas coisas, pois consigo combinar roupas, programar o que vou usar e o que não vou levar.

    3. Fazer um roteiro turístico:

    Comprado a passagem, agora é hora de fazer um roteiro. Roteiro é essencial para quem quer aproveitar bem uma viagem. Imagine ter passeado em um bairro o dia inteiro, e descobrir depois que deixou de conhecer um lugar interessantíssimo? É nesse roteiro que eu já faço a pesquisa dos valores dos lugares que quero visitar: ingressos, transporte, etc e já faço uma estimativa de quanto gastarei durante a viagem.

    4. Ser flexível:

    Isso significa que se a fila para conhecer um determinado lugar estiver com uma fila gigantesca, não se acanhe em desistir. Não tem problema se você não visitar o lugar. Eu mesma prefiro não me estressar, divertir na viagem, do que ficar com aquela obrigação de ter que conhecer um lugar só porque é turístico. Tenho consciência de que a viagem é para mim, e não para provar para terceiros que estive em tal lugar.

    5. Conhecer a culinária local:

    Eu sempre gostei de comidas de rua. Aqui em SP, comia o churrasco grego (para o terror da maioria dos meus amigos hahaha), o hot dog prensado, o churrasquinho do tio da esquina, tapioca e por aí vai. Depois da onda do Food Truck, minha paixão continuou: hambúrgueres, comida mexicana, massas, nhac nhac nhac….. Então quando viajo, nada mais natural do que sair experimentando as comidas de rua. Isso significa que alterno entre restaurantes e food trucks, o que acaba barateando bastante na alimentação.

    6. Esquecer os souvenirs:

    Eu não ligo para souvenirs, nem tenho fascinação em comprar algo do lugar que viajo. Muitas pessoas aproveitam para comprar roupas, bolsas, sapatos, relógios, maquiagens… mas eu não. Por isso viajo com a minha mala pequena, porque sei que vou voltar com ela com praticamente a mesma quantidade de coisas que fui viajar. Já contei no outro post que fui pra Amsterdã, na Holanda e voltei só com 1 cadeado de bicicleta, né? Essa sou eu.

    7. Aproveitar os descontos para turistas:

    Geralmente, as cidades possuem um ticket mensal ou semanal para turistas andarem de trem, metrô, ônibus, que vale muito a pena comprar. Por exemplo, quando fui para o Japão, eu comprei um ticket chamado Japan Rail Train, disponível somente para turistas. Esse ticket, depois de comprado, possibilita que o turista use todas as linhas ferroviárias, metroviárias e linhas de ônibus de uma determinada empresa, quantas vezes desejar. Pra mim, compensou muito ter esse ticket. Tem diversos passeios turísticos que podem ser comprados com antecedência, por um preço mais em conta. Vale a pena pesquisar antes.

    8. Celular descarregado? Nunca mais!

    Eu tenho uma bateria recarregável portátil. Consigo recarregar meu celular várias vezes ao dia, sem a necessidade de ter que ficar procurando uma tomada (correndo o risco de esquecer em algum lugar).

    9. Comunicação com os amigos e família:

    Eu faço somente pelo whatsapp. Tem gente que habilita o uso do celular para uso no exterior, mas eu nunca fiz, e nunca senti falta. Se tenho o ano inteiro para falar com as pessoas, por que escolher justamente durante a viagem?

    10. Ter folgas na agenda:

    Deixo para conhecer somente alguns pontos turísticos por dia. Gosto de deixar o dia livre, não gosto de entupir o dia com programações, justamente para não me sentir sufocada. Férias é para ser leve e livre, e não para correr atrás do relógio e da agenda.

    11. Não conhecer tudo de uma vez:

    As cidades possuem muitas coisas interessantes para ver e visitar. Existem muitos pacotes a venda como “Conheça a Grécia, Turquia e Egito em 3 dias”, “Roma, Paris e Londres em 5 dias”. Eu gosto de conhecer um único lugar de cada vez. Gosto de explorar ao máximo, visitar com calma um único país (ou dependendo, uma única cidade).

    E o mais importante, não se esquecer nunca que a verdadeira viagem se faz na memória.

    ~ Yuka ~

    Minimalismo e vaidade: como administrar

    maquiagem minimalista

    Uma leitora me pediu um post sobre minimalismo nos cuidados pessoais.

    Aqui no Brasil, fomos acostumadas desde a infância com a ideia de que é normal as pessoas nos servirem e a terceirizar alguns serviços por considerarmos barato. E isso se reflete também nos cuidados pessoais: manicure, pedicure, hidratação no cabelo, escova de cabelo, limpeza de pele, sobrancelha, depilação, esfoliação da pele, massagem relaxante. Acho legal ir no salão de vez em quando para dar um mimo para nós mesmas, mas não vou com frequência, pois acredito que consigo me cuidar de casa.

    Vou compartilhar aqui o que tem funcionado pra mim.

    UNHAS

    Eu aprendi a fazer as unhas em casa. No início arrancava uns bifes, mas depois de um tempo, passei a fazer melhor do que as próprias manicures.

    DEPILAÇÃO

    Há alguns anos, eu comprei um pacote de depilação à laser por um preço muito barato, naqueles sites de compra coletiva. Como são 10 sessões, e as sessões vão ficando espaçadas porque os pelos vão nascendo cada vez menos, eu ainda tenho algumas sessões para fazer.

    LIMPEZA DE PELE

    Eu acabo fazendo em casa mesmo, uso um esfoliante, e alguns truques caseiros como usar gelatina incolor para tirar cravos (que funciona de verdade!!!). O legal é ir testando algumas receitas caseiras, muitas coisas funcionam super bem.

    CABELO

    Atualmente, não pinto mais o meu cabelo, mas tinha uma época da adolescência que eu pintava de vermelho em casa. Claro, tudo na vida tem um limite, e a gente tem que descobrir o nosso limite. Se você vai pintar de loiro, descolorir, fazer mechas ou algo parecido, eu não tentaria economizar nessa parte, a não ser que eu soubesse exatamente o que eu estava fazendo.

    MAQUIAGEM

    Eu já fui a louca da maquiagem. Comprava muitas maquiagens, e o pior, tinha encasquetado nas maquiagens gringas. Era M.A.C., Givenchy, Clinic, Artdeco, Dior, Shiseido… haja dinheiro.

    Não contente em comprar 1 blush, comprava 4, 6 blushes, e demorava anos para terminar de usar, isso quando jogava no lixo por causa da validade dos produtos. O mesmo acontecia com as bases, hidratantes e esmaltes.

    Hoje, posso dizer que ainda gosto muito de determinadas marcas, e continuo comprando. Só que eu compro 1 produto de cada vez, como explico nesse post. Se eu quero comprar um delineador, eu espero terminar o que estou usando no momento, para depois comprar. No início foi difícil fazer disso um hábito, mas hoje me acostumei. Nem preciso dizer que estou economizando muito dinheiro com isso, né?

    Outra coisa que me ajudou MUITO, foi deixar de seguir as blogueiras do YouTube. Sério, não saber os produtos lançados todos os meses, ajudou muito a não ter vontade de comprar. Se assistiu um canal do YouTube e encontrou um batom com uma cor irresistível? Ótimo, coloque na sua PRÓXIMA lista de compras. Quando o seu terminar, vai lá e compra.

    ROUPAS

    Eu tenho roupas que gosto de verdade. Quando se tem roupas boas, de qualidade, bom caimento, boa costura, que são macias e que nos deixam bonitas (e que não necessariamente são caras), começamos a entender que não precisamos ter um guarda-roupa abarrotado. Antes, eu tinha muitas roupas, mas eram roupas compradas em promoção, ou que tinha visto em um catálogo e que ficava lindo (na modelo, óbvio, não em mim), ou comprava porque “não estava fazendo nada”.

    Se antes eu tinha 300 peças de roupas (ou até mais, se duvidar…) e me sentia insatisfeita com o meu guarda-roupa, e hoje tenho poucas roupas e me sinto satisfeita, é porque eu tenho um guarda-roupa adequado para mim. Tenho calças que me deixam bem, camisas boas e confortáveis que nem preciso passar a ferro (olha que maravilha), vestidos, etc.

    Para chegar a este ponto, eu precisei me conhecer melhor. Qual é a tonalidade da minha pele? Quais são as cores que combinam comigo? Quais são as cores que as pessoas geralmente elogiam quando estou usando? E assim, fui fazendo uma lista do que considerava um guarda-roupa ideal. Com a lista pronta, fui eliminando do meu guarda-roupa todas as peças que não faziam mais sentido e complementando com as que eu ainda não tinha. E foi assim que aos poucos construí um guarda-roupa minimalista.

    Outro dia uma colega que trabalha comigo falou que meu trench coat era lindo e perguntou onde eu tinha comprado. Ela ficou surpresa quando eu falei que não era novo e que já estava comigo há 6 anos. E ainda parece novo!

    Hoje não sinto necessidade de sair comprando roupas, nem seguir tendências.

    SAPATOS

    Utilizo o mesmo critério das roupas. Eu não tenho 5 botas pretas. Só tenho 1. Não tenho 5 sapatos pretos. Só tenho 1. E assim por diante.

    Aqui tem um post publicado há alguns meses sobre como ter um guarda-roupa minimalista. Vale a leitura.

    Resumindo…

    As coisas que eu consigo fazer em casa, eu mesma faço. Uma das poucas coisas que eu pago para alguém fazer é cortar o cabelo e ir no podólogo de vez em quando. De resto, eu continuo comprando as coisas que quero comprar, independentemente do preço, mas não acumulo mais. Eu continuo usando os batons da M.A.C. porque gosto da textura, da mesma forma que continuo importando do exterior a base para pele de uma marca coreana, porque gosto da tonalidade na minha pele.

    Se compro um hidratante, uso até o fim. Se compro um delineador, uso até o fim para somente quando estiver bem no finzinho, comprar um novo.

    Então posso dizer que hoje, estou rodeada com as maquiagens que gosto, com as roupas que gosto, com a bolsa que gosto, com os sapatos que gosto, e não deixo de me cuidar, só porque não frequento salão de beleza. É desta forma que tenho administrado a minha vaidade com a vontade de gastar.

    ~ Yuka ~

     

     

    Mesada na fase adulta: um método para ter educação financeira

    Woman Putting Coin In Piggy Bank

    Aqui em casa, desde que eu e meu marido começamos a morar juntos, decidimos que todo o dinheiro que entrasse em casa seria nosso, e não meu ou dele. Isso significa que o meu salário é nosso, o salário dele é nosso, o meu vale-alimentação é nosso, o meu décimo terceiro salário é nosso, e assim por diante.

    A partir do momento que nosso salário virou “proventos da família”, percebemos que não teríamos mais dinheiro individual. E aí surgiu a ideia de termos uma mesada.

    Sim, mesada. Mesada na fase adulta.

    Funciona da seguinte forma:

    Todos os meses, quando recebemos o nosso salário no início do mês, somamos os proventos e pagamos todas as contas: conta de luz, gás, aluguel do apartamento, condomínio, plano de saúde, fatura do cartão de crédito etc. Depois, cada um separa uma parte para os gastos do celular, transporte (no caso, metrô) e finalmente, a mesada. O que sobra na conta, é tudo destinado aos nossos investimentos.

    Na prática, é assim: meu marido recebe o salário, separa a parte que lhe cabe (celular, transporte e mesada) e transfere tudo para mim. Eu pago todas as nossas contas, separo o que é meu (celular, transporte e mesada) e transfiro tudo para os nossos investimentos. É bem prático e fácil.

    Essa mesada, que é uma porção bem pequena do nosso salário, pode ser gasto no que a gente quiser.

    Meu marido é o que fica mais feliz com a mesada. Fala com um brilho nos olhos e com uma emoção de que nunca na vida tinha ganhado uma mesada.

    Sinto um pouquinho de vergonha quando estamos numa cafeteria e ele cisma que quer pagar pra mim, e acaba falando em voz alta e empolgante “pode deixar que eu vou pagar com a minha mesada!!!”. Afeeeee eu peço pra ele ser discreto, ninguém precisa saber que ele tem uma mesada com quase 40 anos de idade.

    A nossa mesada não recebe reajustes anuais há pelo menos 4 anos, o que já virou até um desafio entre nós. Para nós, o valor está ok, não passamos vontade, nem necessidade. A decisão de não fazer reajustes no valor da mesada, é porque além de não sentirmos necessidade, temos o projeto de alcançar a independência financeira o mais rápido possível. Sabemos que quanto mais a mesada for gorda, mais futilidades iremos comprar (entenda como futilidade, coisas que não estamos precisando).

    Como nós somos bem frugais, o mais incrível é que sobra mesada. E aí acabamos gastando na pipoca que a nossa filha quer comer na rua, num almoço com amigos, nos passeios de fins-de-semana com a família. Meu marido adora pastel e chama os amigos para almoçar pastel toda semana. Já eu, gosto de passear na 25 de março e ficar comprando quinquilharias e matéria-prima para fazer artesanatos.

    Claro, às vezes queremos comprar coisas um pouco mais caras que a mesada do mês não supre. Nesses casos, ou pagamos com o “dinheiro da casa” e fica como um presente, ou parcelamos para que a compra caiba no orçamento da mesada.

    Tem sido muito bom cada um ter um dinheiro livre para gastar, sem ter que ficar dando satisfação ao outro. Nós temos consciência de que esse sistema de mesada é o que tem nos proporcionado a oportunidade de fazer investimentos volumosos todos os meses.

    ~ Yuka ~

    Gaste dinheiro onde você gasta tempo

    dinheiro tempo

    Apesar de gostar de economizar, também gosto de gastar bem, principalmente onde gasto bastante parte do meu tempo.

    Geralmente, quando compro algo, costumo avaliar quanto tempo usaria aquele determinado item por dia.

    Na minha cabeça, funciona da seguinte forma: não compensa comprar algo caro, se sei que vou usar somente algumas vezes por semana ou por mês.

    Gosto de comprar coisas de qualidade e de conforto para os itens onde gasto tempo da minha vida.

    Alguns itens onde gasto um pouco mais em prol do conforto:

    Cama

    Das 24 horas por dia, quanto tempo passamos dormindo na cama? 6 horas? 8 horas? São muitas horas por dia. Ao invés de comprar um colchão “maomeno”, prefiro comprar um de qualidade, principalmente porque alguns colchões possuem durabilidade superior a 10 anos.

    Celular

    Quanto tempo passamos olhando para o celular? Eu confesso que passo bastante tempo. Não só navegando na internet, mas principalmente porque toda a minha rotina de organização está dentro do meu celular. Eu uso a agenda, o bloco de notas, listas, aplicativos que me auxiliam nas finanças pessoais, aplicativos de bancos, tudo sincronizado e organizado para não me perder. Ouço audiobooks e assisto conteúdos para meu aprimoramento pessoal no YouTube. Então prefiro ter um celular de minha preferência, mesmo que o valor seja um pouco mais elevado. Outro dia uma colega insinuou que meu celular era muito caro. E eu perguntei para ela quantas vezes ela já tinha trocado o celular nos últimos 5 anos? Duas, três vezes? Eu não troquei nenhuma vez. Funciona perfeitamente e pretendo ficar com ele por mais alguns anos. Agora, se fizer os cálculos, quem está gastando mais no celular, eu ou ela? Tenho certeza que não sou eu.

    Sapato

    Sapato é uma coisa que eu parei de economizar. Na verdade, durante anos da minha vida, como minha mãe não tinha dinheiro, eu usava muito sapato ganhado. Quem usou ou usa roupas doadas sabe que tamanho é a última coisa que a gente pode reclamar. Ou seja, apesar do meu pé ser do tamanho 36, eu usava 35, 37 e até 38. E isso machucava demais o meu pé. Depois que comecei a ganhar o meu próprio salário, passei a comprar sapatos confortáveis que possuem um preço justo. Como não tenho zilhões de pares de sapatos, gosto de comprar os que considero bonitos e confortáveis.

    Fogão, frigideira, etc.

    Fogão é outra coisa que eu não economizo. Durante anos, usei aqueles fogões mais baratos, onde a chama do fogo era bem irregular. Nem sei quantas vezes a chama do forno havia se apagado sem eu perceber, enquanto estava assando um bolo. Também passei a usar frigideiras boas, e essa combinação frigideira vs fogão é tudo de bom. É uma das coisas, que se bem cuidada, duram mais de 10 anos.

    Sofá

    Outra coisa que me deixa feliz é quando sento no meu sofá. Antes, eu tinha um sofá de 2 lugares, pequeno, que era suficiente só para mim. Depois meu marido chegou, casei, e o sofá pequeno continuou entre nós durante muitos anos. Quando a minha primeira filha nasceu, o sofá ainda estava lá, mas já achávamos pequeno demais. Hoje temos um sofá bem grande, que cabe 4 pessoas lindamente (na verdade dá para sentar umas 6 pessoas). Fofo como deve ser, grande e confortável, vai durar muitos e muitos anos.

    Eletrônicos

    Costumo comprar eletrônicos como televisão, computador, bateria, de marca reconhecida. Essa semana um colega estava falando que acabou queimando um celular novinho, porque tinha comprado uma bateria recarregável de marca duvidosa. Além de ter perdido dinheiro com a bateria que não funciona, queimou o celular. Duplo prejuízo.

    Esses são os itens que eu definitivamente não gosto de economizar. Em todos os outros lugares, eu penso duas vezes antes de gastar demais.

    ~ Yuka ~

    Mottainai: uma filosofia japonesa sobre desperdício

    mottainai

    Não posso dizer muito sobre a cultura de outros países, mas sei que Japão e Alemanha possuem uma cultura bem forte de evitar o desperdício.

    Aqui no Brasil, percebo que as pessoas julgam (mal) quem luta contra o desperdício. É mais bem visto deixar sobras de comida no prato do restaurante, do que pedir para embrulhar para levar para a casa. É mais estiloso comprar uma bermuda nova, do que transformar aquela calça velha em uma bermuda. É mais fácil jogar fora a camiseta manchada, do que tingir com uma cor escura e continuar usando por mais alguns anos. É melhor avaliada a pessoa que sempre vem trabalhar com roupas diferentes, do que aquela que sempre vem com as mesmas roupas.

    No Japão, existe uma palavra que eu gosto muito: mottainai.

    Ela não possui tradução para o português, mas no Wikipedia, tem um trecho em que Hitoshi Chiba, autor do documentário Restyling Japan: Revival of the ‘Mottainai’ Spirit, tenta explicar um pouco sobre o conceito:

    Muitas vezes ouvimos no Japão a expressão mottainai, que vagamente significa “desperdício”, mas em seu sentido pleno transmite um sentimento de temor e apreço pelas graças da natureza ou a conduta sincera de outras pessoas. Existe uma característica entre os japoneses de tentar usar algo por toda a sua vida efetiva ou continuar a usá-lo por repará-lo. Nesta cultura de carinho, as pessoas vão se esforçar em encontrar novas casas para posses que eles não precisam mais. O princípio mottainai estende-se à mesa de jantar, onde muitos consideram rude deixar mesmo um único grão de arroz na tigela.

    No eCycle também tem uma definição bem legal:

    As práticas que integram o espírito mottainai podem ser adotadas por qualquer um. São ações simples que evitam o desperdício de todo e qualquer recurso. Um pequeno gesto muito valorizado no Japão (e que é um primeiro passo para incluir o mottainai em sua vida) é não deixar nem um grão de arroz no prato (pegue porções pequenas; se não for suficiente, repita, mas não jogue comida fora). O Japão enfrentou períodos muito difíceis, como guerras, fomes e terremotos, e se desenvolveu em um território com recursos naturais escassos. A prática do mottainai foi essencial para a sobrevivência e para o crescimento do país, sendo uma das bases da cultura japonesa. O espírito ecológico e a prática da sustentabilidade, assim como o consumo sustentável, são formas de adotar o mottainai como filosofia de vida. Qualquer país iria se beneficiar ao seguir o exemplo do Japão, mas adotar o mottainai não precisa ser uma ação institucional. Na própria cultura japonesa foram as pequenas ações cotidianas (resultado de privações) que fizeram do mottainai um estilo de vida adotado por todo o país.

    O mottainai não é apenas sobre desperdício de comida, de roupa, de dinheiro. É sobre desperdício de tempo, de talento, de oportunidades.

    Podemos dizer mottainai, quando estamos jogando comida fora, pois esse alimento poderia estar alimentando outra pessoa que está passando fome neste exato momento.

    Podemos dizer mottainai, quando estamos desfazendo de uma roupa que ainda está em condições de uso, mas que não queremos mais usar, porque simplesmente enjoamos.

    Podemos dizer mottainai, quando percebemos que uma pessoa é completamente desorganizada. Dá uma sensação de que está desperdiçando tempo precioso da vida fazendo coisas desnecessárias.

    Podemos dizer mottainai, quando há talento desperdiçado. Aquela pessoa que você enxerga um talento incrível fazendo coisas repetitivas de escritório.

    Como vê, o conceito mottainai é muito mais profundo e belo, onde nada mais é do que uma filosofia que promove o respeito à vida.

    ~ Yuka ~

    As 10 lições que a minha mãe me ensinou sobre o dinheiro

    sabedoria

    Quando meu pai morreu ainda jovem, tudo ficou muito difícil para a minha mãe. Ela, que até então era dona de casa, teve que aprender uma nova profissão para sustentar a família e criar as suas 3 filhas de 1, 3 (eu) e 5 anos.

    Há várias lições que ela ensinou. Dentre as mais notáveis, são elas:

    1.) Não ter vergonha do passado

    Em um período muito difícil, logo após o falecimento do meu pai, minha mãe não tinha dinheiro para comprar comida. Meu pai morreu de leucemia, e minha mãe tinha gastado todo o dinheiro de suas economias tentando salvá-lo. Sim, teve uma época que para ela foi bem complicado. Ela pegava os alimentos que eram descartados na feira, próprios para consumo, mas não apresentáveis para venda. Tanto eu como ela, temos orgulho do nosso passado difícil. As dificuldades que enfrentamos é o que gera o sentimento de gratidão pelas pequenas coisas.

    2.) Saber que nada dura para sempre

    Nada dura para sempre. Nem as coisas boas, nem as coisas ruins. Ela sabia disso. E usou essa frase como um mantra para se reerguer.

    3.) Não é feio passar necessidade: feio é viver ostentando hoje para depois passar necessidade no futuro

    Minha mãe conheceu diversas pessoas com uma renda considerável, mas que se endividaram depois de alguns anos. Ela conheceu pessoas que tiveram que sair do apartamento de alto padrão que moravam, porque as empresas que possuíam decretaram falência. Ela sempre explicou a importância de poupar uma parte do nosso dinheiro para os períodos de vaca magra. A vida é feita de ciclos e da mesma forma que há períodos de fartura, há períodos difíceis. Não é SE um dia acontecer, mas QUANDO acontecer. Por isso, para ela era tão importante poupar para se preparar para o dia incerto de amanhã.

    4.) Me ensinou a importância de poupar através da dor (já que pelo amor eu não aprendia)

    Na época da faculdade, minha mãe depositava dinheiro na minha conta todos os meses. Como eu estudava no interior de São Paulo, o dinheiro deveria (teoricamente) servir para me alimentar durante o mês, pagar a pensão, o transporte, material escolar, passagem de ida e volta para visitá-la, e ainda sobrar para poupar. Deveria… mas eu gastava tudo. E toda vez que o dinheiro faltava, eu ligava para ela pedindo para depositar mais um pouquinho. Foi assim durante 3 anos. Até que em um mês fatídico, ela falou que não iria mais depositar o dinheiro, porque estava cansada de falar todos os meses para eu poupar e desligou o telefone. Meu Deus! Naquele mês, vivi todos os dias com muita emoção! Como eu iria me alimentar? Tive que vender minhas roupas, meus eletrônicos, vendi tudo que foi possível. Passei cerca de 2 semanas comendo só arroz e pão, que eram as únicas coisas que eu conseguia comprar. Depois desse susto, eu aprendi a importância de guardar dinheiro e nunca mais parei. Valeu a pena heim, mãe! rs

    5.) Não faça dívidas. Nunca!

    Isso significa viver com o dinheiro que temos. Mesmo na fase difícil, onde nós fomos transferidas de uma escola privada para pública (e permanecemos até o colegial), mesmo quando meu tio insistiu em pagar as mensalidades de nós 3 para que continuássemos na mesma escola, minha mãe não quis viver com o dinheiro que não era dela, nem fazer dívidas. Resolveu baixar (e muito!) o padrão de vida de acordo com o que era possível. Como na época, o possível era o impossível, significou vivermos com muito, muito pouco.

    6.) Pense na aposentadoria

    Quando ela era mais nova, olhava para as pessoas que tinham uma vida confortável e sempre pensava “será que um dia vou conseguir chegar a ter esse estilo de vida?”. Depois de algumas décadas, a vida pregou uma peça e muitas das pessoas que viviam de forma confortável, atualmente, estão passando necessidade. E a minha mãe, que sempre foi econômica e disciplinada, hoje vive uma vida confortável.

    7.) Tenha várias rendas

    Mesmo sem completar o estudo, minha mãe soube praticar isso. Ela possui diversas rendas como o INSS, a previdência privada, o aluguel de imóvel, etc.

    8.) Não depender de alguém para fazer as suas próprias coisas

    Nem sei se ela lembra dessa história. Quando eu tinha uns 6 anos, lembro que o pneu do nosso carro tinha furado. Um homem muito gentil, vendo uma mãe com 3 filhas pequenas, se ofereceu para trocar o pneu. Só que ela, muito teimosa, não deixou. O homem comentou “sua mãe é bem orgulhosa heim”, e ela pediu para entrarmos no carro imediatamente. Já dentro do carro, explicou o motivo: “não dependa de alguém para fazer as suas próprias coisas”.

    9.) Não subestime a outra pessoa pela aparência

    Outro exemplo interessante é que minha mãe conheceu um catador de papelão que morava em um apartamento de luxo. Ele trocava de roupa na hora de trabalhar, ou seja, usava roupas surradas para puxar seu carreto. As pessoas achavam que ele passava necessidade, mas na verdade, ele tinha uma vida muito confortável. A lição é nunca julgar as pessoas pela aparência.

    10.) O poder da criatividade

    • Durante muitos anos, eu vi a minha mãe trazendo móveis da rua, jogados no lixo. Ela trazia os móveis, lixava, pintava, literalmente transformava o móvel sujo e esquisito em um móvel digno para se colocar no centro da sala de estar. Vi uma porta velha se transformar na nossa mesa de estudo e também em uma mesa de ping-pong, vi o tampo de uma mesa redonda se transformar em um aparador meia lua para o hall de entrada.
    • Por não querer mais morar em um prédio mal cuidado, decidiu que iria ser síndica e transformou o lugar: criou vagas de garagem para carros, antes inexistentes, criou um jardim, dividiu o hall em entrada e de serviço, reformou elevadores, trocou as janelas e a fachada do prédio, além de melhorias invisíveis como reforma da caixa d’água entre outros.
    • Por ela não ter dinheiro, aprendia olhando o serviço dos outros. Foi assim que aprendeu a pintar paredes, usar a furadeira, instalar armários, trocar chuveiro, consertar pequenos problemas elétricos, costurar etc. Com criatividade e boa vontade, dá para conseguir muita coisa.

    Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir. ~ Cora Coralina ~

    ~ Yuka ~

    A importância de uma amizade

    best friend

    O leitor Julio me pediu para falar sobre amizades, sobre a cobrança que sentimos em relação a quantidade, e não qualidade.

    Sabe que eu nunca me importei em ter muitos amigos? Há alguns anos, quando trabalhava numa empresa privada, conheci uma pessoa que era muito simpática e amável. Era a alegria de uma roda de conversa. Ela me chamava de amiga, e juro que tentei ser amiga dela, mas ela nunca tinha tempo para mim. Ela sempre tinha compromissos, ia para barzinhos e baladas nos fins de semana, sempre rodeada de pessoas e eu não conseguia ter uma conversa mais séria com ela. Ou seja, se eu estivesse passando por algum problema, ela não poderia me dar atenção, pois ela estava sempre ocupada para atender todos os seus amigos.

    Se eu tenho 24 horas e ela também, não entendia como ela conseguia administrar tantas coisas e tantas pessoas nas mesmas 24 horas. Depois de um tempo eu descobri a resposta: ela não conseguia.

    Veja bem, há tipos e tipos de pessoas. Eu descobri que eu não era o tipo de pessoa que conseguiria administrar 100 melhores amigos. Eu tenho um limite para conseguir dar atenção a todos.

    Entendi que para dar atenção aos meus amigos, eu precisaria deixar de lado as amizades superficiais. Comecei fazendo pequenos testes… e se eu não ligasse mais, o que será que aconteceria? E a resposta foi: nada. A pessoa também não me ligou, o tempo passou e a amizade esfriou. Ou seja, eu não era importante. Aos poucos fui entendendo a diferença entre amigos de verdade e o que chamo de colegas.

    Eu tenho vários colegas, mas poucos amigos.

    Esses poucos amigos que tenho, são os que eu chamo de irmãos de alma. São pessoas que escolhi para caminharem junto comigo, são pessoas que irão envelhecer comigo.

    Muitas pessoas dizem que amigo de verdade é aquele que segura a nossa mão quando estamos tristes. Eu discordo. Amigo de verdade é aquele que consegue ficar genuinamente feliz com as nossas conquistas. Quando eu passei no concurso público, não foram todas as pessoas que ficaram felizes com a minha felicidade. Alguns, sem explicação, se afastaram de mim.

    Para mim, amizade verdadeira não é aquela que fica passando a mão na cabeça. O verdadeiro amigo é aquele que por mais que doa, diz as verdades que ninguém mais tem coragem de dizer.

    Quando eu era mais nova, recebi um conselho de uma amiga sobre a importância de não esquecer os amigos (que é minha amiga até hoje – alô Dani!). Me ensinou que os relacionamentos vêm e vão na nossa vida, mas que a amizade permanece. Era no ombro dela que eu choraria e nos braços dela que eu sempre voltaria. Foi graças ao conselho dela que eu namorei, casei, divorciei e casei de novo, e todas as minhas amigas sempre estiveram do meu lado.

    Algumas delas moram em outras cidades, pois cresci em Santos, estudei no interior de São Paulo e moro na capital, mas a distância nunca impediu que a amizade se dissolvesse.

    Aos que não dão valor a um amigo, sempre penso… Quem estará conosco quando os nossos pais falecerem? Quem irá nos visitar quando estivermos doentes? Quem fará companhia quando estivermos aposentados? Quem irá nos aguentar quando estivermos com 80 anos? Os amigos!

    Depois que saímos da adolescência, fazer amigos se torna uma tarefa mais difícil. As pessoas parecem estar sempre ocupadas, não estão disponíveis o tempo todo. Então procure uma pessoa que esteja disposta a ser nosso amigo. E continue sempre fazendo isso, sempre procurando pessoas que estão dispostas a nos conhecer.

    Mas não se esqueça, para ter amigos, precisamos primeiro nos doar. Mostrar que podemos ser um ótimo amigo. Dar oportunidade para a pessoa nos conhecer.

    Num mundo onde as pessoas só querem falar e não têm mais paciência e disponibilidade para ouvir, ter amigos de verdade significa saber valorizar o que a pessoa tem a nos oferecer e ensinar.

    ~ Yuka ~

    Dicas para esconder a bagunça da casa (brinquedos)

    Depois que tive as minhas duas filhas, a casa nunca mais foi a mesma rs.

    Uma coisa que eu percebi é que quando deixei os brinquedos no quarto das meninas (para deixar a casa mais organizada), elas quase não tinham iniciativa para brincar. Quando passei a deixa-los na sala, começaram a brincar muito mais. Foi dessa forma que entendi que brinquedos precisam ficar no cômodo que elas passam a maior parte do tempo: no nosso caso, na sala.

    Só que havia um problema… brinquedos na sala, significa muita bagunça na sala, e pior, bagunça permanente.

    A solução que encontrei foi usar truques para esconder alguns brinquedos, enquanto deixava outros à mostra.

    Qualquer pessoa que entrar na minha casa, vai saber que há crianças morando em casa. A intenção nem é esconder tudo, mas deixar a casa o mais apresentável possível.

    Dica 1: Adaptar locais para esconder brinquedos, misturando aos móveis

    Eu tenho um rack de televisão deste modelo, que comprei na Mobly.

    rack1

    Adivinhem o que tem nas gavetas?

    Na primeira porta, guardamos itens de desenho como caderno, lápis de cor, canetinha, papel, giz de cera, tinta, pincéis etc. Como são itens pequenos, guardar aqui dá muito certo.

    esconder brinquedo.JPG

    Já na segunda porta, guardamos tapetinhos para forrar o chão nos dias mais frios, assim minhas filhas não sentam no chão gelado.

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    Embaixo do rack, encomendei 3 caixotes de madeira pinus com rodinhas, na Marcenaria Asahi, da Elo7. Não foi barato, mas a qualidade é impressionante, vale cada centavo. Recomendadíssimo.

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    Dentro dessas 3 caixas, cabem muitos brinquedos e pelúcias. Como as caixas possuem rodinhas, as próprias crianças puxam e pegam os brinquedos.

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    Outra coisa que ajuda muito a diminuir a bagunça é a cama com baú embaixo. E posso dizer que esse espaço que antes era inutilizado, está sendo aproveitado de uma forma bem útil.

    cama

    Dica 2: Mostre alguns itens como se fosse parte da decoração

    Na mesma Marcenaria Asahi, comprei duas prateleiras para colocar livros infantis que ficam expostos na sala, na altura das minhas filhas. Então até a caçula que tem 1 ano e meio, consegue pegar os livros. No início, guardava os livros em uma caixa, mas elas não liam com frequência, por isso resolvi expor na parede mesmo.

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    Dica 3: Móveis infantis não precisam ser necessariamente coloridos

    Ao invés de comprar móveis coloridos, tento comprar móveis que possuam linhas mais retas, minimalistas. Tenho uma mesa de centro transparente, de acrílico, que fica na sala. Essa mesa, além de servir de apoio para nós, adultos, serve também para as crianças brincarem de massinha de modelar, vira mesa de pintura e desenho. Serve inclusive para elas comerem algum lanchinho da tarde. A visita nunca imaginaria que são as crianças que mais usam essa mesa.

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    Dica 4: Abuse dos ganchos transparentes e ventosas

    Gancho é uma coisa maravilhosa! Existe atualmente no mercado, ganchos transparentes da 3M que são inclusive removíveis, ou seja, não estragam a pintura da parede. Há de diversos tamanhos, mas eu gosto dos menores para colocar em alguns pontos da sala. Eu colei alguns destes na parte superior da parede para pendurar bandeiras em períodos festivos como Natal, festa junina, aniversário etc.

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    Outra coisa boa para quem tem crianças pequenas em casa, é ter um organizador de brinquedos dentro do box do banheiro. Esse que eu tenho, gruda na parede com ventosa. Ele não é grande, nem pequeno demais, o que é ótimo, porque já negociei com as minhas filhas de trazerem somente brinquedos que caibam nesse organizador. Depois de usar, a água escorre pelos furos.

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    Dica 5: Há coisas que simplesmente não dá para esconder

    A cozinha de madeira é uma delas. Qual o melhor lugar para deixar? No quarto das crianças. Elas brincam lá? Não. Então tive que fazer uma escolha: ter uma casa arrumada ou pensar nas crianças? Resolvi pensar nas crianças e por isso a cozinha está na sala, ao lado do sofá. As crianças brincam na cozinha, praticamente todos os dias.

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    Mostrei as fotos deste post para o meu marido, e ele deu risada falando que as fotos são de antes das coisinhas acordarem… porque depois que elas acordam, parece que passou um furacão em casa.

    Essa foto é de 10 minutos depois que elas acordaram.

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    ~ Yuka ~

    Economize substituindo as despesas

    substituir gastos

    Existe uma forma muito bacana de economizar dinheiro sem sofrer: substituindo as despesas.

    Há diversas formas como podem ser conferidos a seguir:

    1.) Substituir a TV a cabo por Netflix:

    Ao invés de continuar assinando a TV a cabo, e não ter tempo para assistir nem 1 centésimo do que ele oferecia, cancelei e assinei a Netflix. Economia de R$1.470 ao ano.

    2.) Substituir o plano de saúde atual por um plano um pouco inferior:

    Estou tentando há alguns meses, mas o plano de saúde está me dando um chá de cadeira. A minha intenção é permanecer com o mesmo plano, só que escolher o plano enfermaria. Economia de R$4.224 ao ano.

    3.) Substituir marcas dos produtos do supermercado:

    Esse eu já tinha até comentado em um post, de que o leite de coco do supermercado Dia é fabricado pela Sococo. Experimentar marcas novas pode te surpreender. Economia de R$2.400 ao ano.

    4.) Substituir plano de celular pós-pago para um pré-pago ou plano controle:

    Dependendo do uso do celular, nem compensa ter um plano pós-pago. Eu e meu marido, temos internet em casa e no trabalho (inclusive wi-fi no celular). O único momento em que ficamos sem internet: 1.) eu: enquanto estou no metrô, o que pra mim é ótimo porque uso esse tempo para ler livros. 2.) marido: enquanto está andando de bicicleta. Economia de R$720 ao ano.

    5.) Substituir roupas de marca por roupas de departamentos:

    Eu sempre gostei de andar pelos bairros populares de São Paulo. Aprendi desde cedo a comprar roupas legais em lojas de departamentos e de rua, como o Bom Retiro e Brás, ao invés de fazer as compras em shoppings. Economia de R$1200 ao ano.

    6.) Escolher restaurantes mais em conta:

    Ao invés de almoçar em um restaurante caro, já pensou em almoçar em um restaurante um pouco mais barato, ou até mesmo levar almoço para o trabalho? Eu e meu marido levamos marmita todos os dias ao trabalho e escolhemos alguns dias do mês para comermos fora. Economia de R$7.200 ao ano.

    7.) Trocar a academia grande por uma intermediária ou até mesmo substituir o plano:

    Hoje em dia a gente consegue encontrar academias com planos bem acessíveis. Eu já paguei uma academia que tinha mensalidade de R$350, atualmente, há academias por R$70, R$90 reais. Economia de R$3.120 ao ano.

    8.) Ao invés de fazer uma viagem de R$3 mil, R$5 mil, fazer uma viagem mais barata aproveitando as promoções:

    As passagens de avião, quando compradas com antecedência e fora de temporada, costumam ser bem mais acessíveis do que se compradas em cima da hora. Há várias promoções em sites de compras coletivas que valem a pena acompanhar. Economia de R$2.000 ao ano.

    9.) Comprar frutas da estação:

    Ao invés de comprar frutas fora da estação, passar a comprar frutas da estação que além de mais saborosas, são mais baratas. Economia de R$480 ao ano.

    10.) Ao invés de andar de táxi todas as vezes que precisar, usar mais o transporte público:

    Eu até que ando bastante de Uber quando vou passear aos fins de semana, mas durante a semana, economizo usando o metrô para buscar minha filha na creche. Economia de R$1.200 ao ano.

    11.) Fazer portabilidade do banco para economizar nas tarifas:

    É possível fazer a portabilidade mesmo se receber salário de um outro banco. Eu por exemplo, recebo o salário pelo Banco do Brasil, mas fiz portabilidade para o Itaú, e de quebra ainda consegui o iConta, a conta digital do Itaú, que infelizmente não existe mais. Então além de não pagar nenhuma taxa mensal, não pago para fazer DOC, TED etc. Meu marido fez a mesma coisa. Economia de R$1296 ao ano.

    12.) Ao invés de comprar brinquedos em lojas grandes como Ri Happy, PBkids, comprar em lojas como a Armarinhos Fernando (25 de março, em São Paulo):

    Sério, com isso compra-se o mesmíssimo brinquedo, por um valor de 10 a 40% mais barato. Economia de R$400 ao ano.

    13.) Ao invés de comprar itens de papelaria em papelarias grandes ou de bairro, comprar em lojas como a Armarinhos Fernando (de novo, é que essa loja vende quase tudo):

    Essa semana comprei cadernos de desenho com a Peppa Pig na capa, na Armarinhos Fernando e paguei R$4,99. Me surpreendi quando vi o mesmo caderno sendo vendido por R$24,99 nas Lojas Americanas. Compro tintas, pincéis, canetas, lápis de cor, massinha de modelar, livros para pintar etc. Economia de R$720 ao ano.

    14.) Ao invés de comprar frutas, legumes e verduras no supermercado, comprar na feira:

    Todo mundo sabe como conseguimos preços interessantes na feira. Além da mercadoria ser mais fresca, os preços são bem atrativos. Economia de R$720 ao ano.

    15.) Se sempre vai em um salão para cortar cabelo por um determinado preço, que tal procurar outras opções pelo bairro?

    16.) Se tiver um carro de grande porte que consume mais gasolina, além dos gastos mais elevados do seguro e IPVA, substituir por um carro de menor porte.

    Ideias não faltam. São pequenas ações que se somadas, dá um valor considerável por ano.

    Veja o meu caso, somente nesses exemplos que eu lembrei, dá uma economia anual de R$27.150.

    A parte interessante é que como não há corte e sim uma redução ou troca, muitas vezes nem sentimos que os serviços foram reduzidos, partindo da premissa de que não estavam sendo utilizados no seu potencial máximo.

    É desta forma que eu tenho conseguido economizar todos os meses, mesmo com a alta da inflação e sem aumento salarial por anos.

    ~ Yuka ~

    Tchau! A vantagem de desapegar

    desapego

    Um dos maiores benefícios de viver uma vida de desapego é a possibilidade de nos livrar de sentimentos de responsabilidades que o acúmulo de coisas nos traz, ao ter que cuidar e manter coisas que nem usamos.

    Ter uma casa abarrotada com objetos sem uso nos faz ter inúmeras preocupações como: o custo de uma casa de um tamanho razoável para manter e acomodar todos os nossos pertences sem uso, a manutenção das coisas desde tirar poeira, limpar, até consertar alguns eletrodomésticos e portáteis que nem são assim tão importantes. Veja um exemplo simples: se resolvo cozinhar um milho, vou até a cozinha, abro a porta do armário e já fico desanimada quando percebo que para tirar a panela de pressão, preciso tirar da frente a sorveteira, o mixer e as 5 frigideiras. Não seria muito mais fácil se com um único movimento conseguisse tirar a panela de pressão?

    Outro exemplo que gosto de usar é em relação aos amigos. Temos diversos colegas que queremos chamar de amigos. Mas isso faz com que não consigamos dar a atenção devida para os nossos verdadeiros amigos. Como dispor de tempo para aquele amigo que precisa da nossa atenção, se toda semana surgem 4, 5 convites para passear? Alguém precisa ficar de fora. Será que esse alguém não está sendo justamente aquele amigo que precisava de nós?

    As pessoas com as quais se importam verdadeiramente conosco, não se importam se andamos numa BMW ou de bicicleta. Se moramos em uma mansão ou em uma casa alugada. Se temos um emprego dos sonhos ou um emprego que nos faz feliz.

    As pessoas que realmente se importam conosco só querem uma coisa: que sejamos felizes.

    Enquanto muitas pessoas carregam dentro da bolsa o celular de última geração, andam com as roupas da moda, possuem carros caros e eletrônicos sofisticados, eu e meu marido viajávamos pelo mundo para conhecer as ilhas da Grécia, Nova York, Amsterdam, Paris, Vancouver, Japão, além de conhecer praticamente todos os Estados do Brasil…

    Sabíamos exatamente o que nos deixava felizes. Não era o status social, tanto que pouquíssimas pessoas sabem que eu já viajei tanto. Não há fotos publicadas em lugar nenhum.

    Também não viajamos para comprar coisas, eletrônicos, roupas. Viajamos para conhecer os lugares e saborear a comida. Para se ter uma ideia, a única coisa que eu trouxe de Amsterdam foi 1 cadeado para bicicleta. Só.

    Não temos dívidas, não temos prestações do financiamento da casa, não precisamos nos preocupar com o seguro do carro, nem de abastecer ou calibrar os pneus. Também não preciso me lembrar de comprar presentes para o meu marido em datas festivas. Todas essas coisas que não preciso fazer, vai esvaziando a mente e liberando espaço para as coisas importantes da vida.

    Quando converso com algumas pessoas, muitas delas acabam falando que se não morassem tão longe, também deixariam de ter um carro. Se não fossem pelos filhos, também morariam de aluguel. Se não fosse pela escola pública ser tão ruim, também optariam por uma. Se tivesse mais dinheiro, também moraria num bairro melhor. Se se se se…..

    Não se iluda, viver com desapego é ao invés de usar o SE, usar o APESAR DE.

    APESAR de morar longe, ir de transporte público por não querer ter um carro e aproveitar esse momento para ler algo prazeroso, e ainda conseguir usar parte do dinheiro economizado em viagens. APESAR dos julgamentos externos, morar de aluguel e investir toda a diferença em investimentos com bons retornos que traga paz para a família. APESAR da escola não ser boa, optar por uma pública e tentar reunir pais que tenham motivação para melhorar o ensino daquela escola.

    Essa é a pequena diferença entre pessoas desapegadas e pessoas que carregam problemas nas costas.

    Essa pequena diferença, no fim das contas, se torna a única e a mais notável diferença entre essas pessoas.

    ~ Yuka ~

    Quanto tempo você gasta vivendo a vida dos outros?

    tempo

    Sejamos sinceros.

    Quanto tempo você gasta diariamente vivendo a vida dos outros?

    Vivemos a vida dos outros quando navegamos pelo Facebook por horas, sentindo aquela pontinha de inveja inconfessável de como a vida dos outros parece ser mais interessante que a nossa. Quando olhamos as fotos de pessoas perfeitas no Instagram, e também quando criamos diversos álbuns no Pinterest jurando de pés juntos que um dia iremos fazer tudo aquilo.

    Ou quando nos inscrevemos e acompanhamos YouTubers que não nos acrescentam tanto como pessoa. Quando assistimos televisão só por assistir. Quando ouvimos aquela sua colega, que nem é sua amiga, lamentando de como a vida dela é triste, infeliz…

    Quando a gente faz essas coisas, a vida passa pela tela do celular, pela televisão, pela tela do computador, escorre pelo dedo das nossas mãos…

    Agora vou mudar a pergunta:

    Quanto tempo da vida você gasta para você?

    Os dias estão corridos, eu sei, mas se pararmos para pensar, quanto tempo do dia focamos nas coisas mais importantes da vida? Quantos minutos do dia tiramos para ler os livros favoritos?

    Trabalhamos. Limpamos a casa. Fazemos compras no mercado. Ficamos presos no trânsito. Preparamos o jantar. Dormimos pouco… mas não temos tempo para o que é mais importante.

    Precisamos pensar o que temos colocado como nossa prioridade.

    Precisamos pensar de que forma estamos alimentando a nossa mente, corpo e alma.

    Ao invés de olhar o que os outros tem feito de interessante, precisamos prender a atenção em nós mesmos.

    Gaste mais tempo com o que é importante: você.

    ~ Yuka ~

    Independência Financeira: o início

    Não sei como foram para as pessoas que estão caminhando nesta jornada para a Independência Financeira, mas para mim, tudo começou graças ao minimalismo.

    Quando eu estava cansada de tanto excessos, de acompanhar as redes de “mentiras” sociais, eu quis focar em mim, descobrir o que era realmente importante. Tinha passado por um divórcio, que apesar de ter sido de forma amigável, me marcou muito, já que o pedido de divórcio não havia partido de mim.

    Queria cuidar melhor de mim, a escolher melhor o que eu queria para a minha vida. Mas afinal, o que eu realmente queria mesmo? Foi difícil partir do zero, descobrir que eu não me conhecia o suficiente.

    Foi quando o minimalismo entrou na minha vida.

    Passei a escolher melhor o que eu queria. Não sabia por onde começar, então comecei pelo guarda-roupa abarrotado que deu lugar a poucas roupas de qualidade. Uma sapateira abarrotada deu lugar a poucos sapatos, mas confortáveis.

    O minimalismo não se resume a roupas, é verdade! Mas não posso negar que o guarda-roupa é um bom lugar para começar a se conhecer melhor.

    O conceito máximo do minimalismo é: foque no que é essencial e elimine o resto. Eu realmente passei a fazer isso. Depois de eliminar roupas e sapatos, parti para os objetos de decoração, eletrônicos, cozinha, banheiro… Depois, comecei a me distanciar das pessoas que não me procuravam, das pessoas que me faziam sentir pra baixo, passei a jogar fora alguns sentimentos ruins.

    O dinheiro começou a sobrar por 2 causas:

    • Quando parei de me importar com opinião de pessoas que não eram importantes
    • Quando parei de comprar coisas que não tinham valor para mim

    Não foi por ter parado de fazer compras que o dinheiro começou a sobrar. Foi porque não sentia mais necessidade de preencher um vazio dentro de mim, fazendo compras sem sentido.

    Mujica diz que quando compramos coisas desnecessárias, gasta-se tempo de vida. Pude compreender que o Tempo escorre pelos dedos das nossas mãos quando compramos coisas que não são importantes para nós, já que gastamos tempo de vida para conseguir dinheiro.

    Passei a questionar o estilo de vida que nos é imposto: “trabalhe mais, compre mais, mostre para os outros, tome mais remédios, finja que está feliz”.

    Eu não conseguia entender como os outros se conformavam de uma forma tão fácil.

    Entendi que desde que nascemos, não aprendemos a questionar, então não sabemos como tomar iniciativa. Ao invés disso, aprendemos a reclamar e culpar os outros pelas coisas que não dão certo na nossa vida.

    Nesse momento, entrei em uma crise solitária, me sentia sozinha no mundo, comecei a questionar o motivo de termos que trabalhar tanto tempo fora de casa, de termos tão pouco tempo para o lazer…

    Por mais que as pessoas dissessem “eu também sinto isso”, não percebia esse desespero por parte dessas pessoas. Para elas, a vida estava ruim, mas estava tudo bem também.

    O minimalismo me fez sentir leve como há tempos não sentia. Ao mesmo tempo que eu me sentia livre do consumismo, livre de pessoas negativas, livre para ser eu mesma, eu ainda me sentia presa. Algo me incomodava.

    A ficha caiu na minha licença-maternidade. Esse “algo” que me incomodava, é que eu não era livre como acreditava ser. Eu não podia acompanhar minha mãe no médico, não podia faltar no trabalho para ficar com minhas filhas nas férias escolares, não podia ficar descansando em casa em dias que eu tinha crise de enxaqueca. Eu era uma escrava do sistema moderno:

    escravo-moderno

    Pronto, a peça do quebra-cabeça estava completa.

    A peça que faltava para que a minha liberdade pudesse ser reconquistada (ou conquistada, já que não sei se um dia já fui livre), foi descobrir o termo Independência Financeira, tão difundido nos EUA (FIRE – Financial Independence Retire Early).

    A figura abaixo mostra o que geralmente acontece na nossa vida. Quando jovem, temos tempo e energia, mas não temos dinheiro. Na fase adulta, temos dinheiro e energia, mas não temos tempo. E na terceira idade, temos tempo e dinheiro (alguns nem isso), mas não temos energia.

    Tempo Dinheiro Energia

    E como podemos ter essas 3 coisas simultaneamente?

    Alcançando a independência financeira.

    No mundo das finanças, dizemos que uma pessoa alcançou a independência financeira quando esta, tem dinheiro suficiente para viver de renda, ou seja, não possui mais necessidade de trabalhar por dinheiro.

    A independência financeira era a peça que faltava para fechar o ciclo de liberdade da minha vida.

    • Minimalismo;
    • Independência Financeira e
    • Liberdade.

    ~ Yuka ~

    Sobre os excessos comportamentais da vida

    excessos

    Um dos excessos que tem me incomodado, além do consumismo, são os excessos comportamentais.

    Na política, vejo muitos colegas que se tornaram “grandes jornalistas e críticos”, com opiniões fortes, muitas vezes intolerantes. Não me importo se é de direita, centro ou esquerda, eu não vejo diferença entre eles em relação ao comportamento extremista. A pergunta que sempre me vem na cabeça é: além do discurso bonito, o que tem feito para mudar este país?

    No veganismo, quem come carne, usa sapato e bolsa de couro tornam-se “assassinos”. Se a pessoa ama ou odeia carne, acho importante saber respeitar a opinião do próximo.

    No minimalismo vs consumismo, têm pessoas que amam fazer compras, da mesma forma que há as que preferem não comprar nada (mesmo precisando). Cada um sabe as dores do bolso e da alma, já que muitas vezes, o consumismo nada mais é do que a necessidade de preencher um vazio.

    Há ainda as altamente fitness. Não comem bolo, não tomam suco com açúcar, trocam a farinha branca pela integral, biomassa de banana, mas não queira que eu mude a minha alimentação.

    Tem os religiosos fervorosos. Opinam sobre qual religião devemos ter e se não estivermos alinhados, ouve-se indiretas para tentar nos convencer. Mal sabem que isso só afasta as pessoas.

    Há também os workaholics que trabalham 12 horas por dia, e acham que as pessoas que não fazem hora extra, valem menos. Temos vida fora do trabalho.

    Tem gente que é viciado em exibir a “vida perfeita” nas redes sociais. Já não importa se é verdade ou mentira. O que importa é parecer feliz.

    E tem aquelas pessoas que gostam de palpitar a vida dos outros, de como devemos educar os nossos filhos, como devemos nos comportar como pais. Será que não sabem que cada filho é de um jeito?

    Se você faz algo deste tipo, cuidado. A sua verdade pode não ser a verdade para a realidade da outra pessoa. Cada um carrega uma história de vida, e as experiências individuais contam muito.

    Tem uma frase que eu carrego comigo:

    “Não use a minha verdade como sua verdade, pois viemos de realidades diferentes.”

    Isso inclusive, serve para as coisas que escrevo aqui no blog. Aqui, eu compartilho a minha visão e a minha experiência. Tenho certeza que muitas das coisas que faço, não funcionaria na realidade de muita gente. E tá tudo bem.

    A compreensão sobre o conceito de ser diferente, deveria ser abordada com mais frequência. Eu mesma mudo de opinião a todo momento, o que era bom hoje, amanhã pode não ser o suficiente. Às vezes, leio um livro, e me pego pensativa, de como eu pensava diferente sobre um determinado assunto.

    Ser diferente é uma característica natural do ser humano, e não invadir a realidade e experiência do outro, é um exercício diário que devemos e podemos praticar e aprimorar.

    Que tenhamos sabedoria e gentileza em não colocar a nossa verdade como uma verdade universal.

    ~ Yuka ~

    Rotina da casa com filhos

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    Uma leitora pediu para que eu falasse um pouco mais sobre a maternidade e como cuido da casa.

    Eu e meu marido, desde sempre, nunca tivemos alguém para limpar a nossa casa. Isso significa que quem fazia a faxina da casa (dos nossos pais) eram os próprios integrantes da família.

    Crescemos e ambos cursamos faculdade em uma cidade do interior (onde nos conhecemos). Ou seja, morando em um lugar novo, sem os pais, precisávamos cozinhar, limpar a casa, lavar roupa, organizar as finanças e se virar nos 30 com pouco dinheiro. Tudo isso aos 17, 18 anos.

    Morar longe dos pais desde cedo, nos fez compreender que, independentemente se gostamos ou não das tarefas domésticas, precisávamos fazer. Nós dois sabemos que o lixo não se esvazia sozinho, que o banheiro não se limpa sozinho, que as roupas sujas não vão para o cesto sozinhas e que se ninguém for ao supermercado e arregaçar as mangas e cozinhar, não teremos jantar.

    Em casa não tem muito “meu serviço, seu serviço”. Tem dias que enquanto eu lavo a louça, meu marido dá banho nas meninas. Outras vezes, sou eu que dou banho nas meninas e ele lava a louça. Ele coloca a roupa para lavar à noite e eu acordo e vejo que tem roupa dentro da máquina. Então eu simplesmente estendo no varal antes de ir ao trabalho.

    Quando estou cansada, ele me libera mais cedo das tarefas de casa e vou dormir, enquanto ele segura as pontas e deixa tudo pronto para o dia seguinte. Tem dias que ele está cansado, e digo para tomar banho e deixar as meninas comigo para ele descansar.

    Durante a semana, minha mãe me ajuda a levar e buscar uma das nossas filhas, já que as duas estudam em escolas diferentes (não por vontade nossa, mas por vontade da Prefeitura – sim, duas crianças em duas escolas em bairros diferentes, não é fácil) e ainda quebra um galho em casa fazendo algumas coisas para nos ajudar. Mãe é mãe, né?

    Nos fins-de-semana, gosto de organizar/planejar as atividades da semana. Enquanto meu marido dá uma geral na casa, eu faço o almoço. Enquanto ele passa a roupa, eu vou no supermercado. Enquanto ele lava o banheiro, eu brinco com as crianças.

    Quando preciso focar em algo importante ou até mesmo estudar, ele leva as meninas para andar de bicicleta para que eu possa me concentrar.

    Eu poderia passar a manhã toda descrevendo a nossa rotina de casa, mas alguns de vocês já devem ter matado a charada…

    Nós nos importamos com o outro.

    Esse é o segredo para a rotina da casa funcionar.

    Em casa, não tem nada dividido.

    Tem funcionado bem, e apesar de alguns dias a gente achar que não vai dar conta de tanta bagunça, de tantos brinquedos espalhados pelo chão, a gente vai se virando.

    ~ Yuka ~

    Como organizar a bolsa de passeio de filhos pequenos

    Quando se tem um bebê ou uma criança pequena (no meu caso, tenho os dois), é fato que precisamos nos organizar de forma que nada falte durante o nosso passeio.

    Ao mesmo tempo que queremos levar tudo o que temos em casa por precaução, o volume e o excesso de peso, nos faz pensar duas vezes se realmente devemos fazer isso.

    Para nós, que passeamos com as filhas sem ter um carro, temos 3 truques:

    • mochila confortável nas costas
    • carrinho de bebê
    • bolsa transversal

    A MOCHILA

    Esqueça outros tipos de bolsas. A mochila é indispensável para essa fase, onde as crianças ainda são pequenas e precisamos levar muitas coisas. Além de distribuir melhor o peso nas costas, permite ter as duas mãos livres.

    O modelo que temos, compramos na Imaginarium:

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    Ela é feita de tecido, leve, cabe muitas coisas e tem bolsos e compartimentos externos facilitando a organização.

    Dentro da mochila, sempre que possível, utilizamos frascos menores:

    – álcool em gel em pote pequeno;

    – garrafinha de água (200ml);

    – algumas fraldas (nossa caçula ainda usa);

    – lenço umedecido (carregamos um pacote que já não esteja tão cheio);

    – uma fraldinha leve para forrar a bancada na hora de trocar fralda;

    – 1 muda de roupa extra para cada filha;

    – guarda-chuva de alumínio, a mais compacta, fina e leve possível, também tem proteção UVA (comprei no bairro da Liberdade, em São Paulo);

     

    – 1 paninho para secar a mão, limpar a boca, no fim, serve para qualquer coisa;

    – algo para as meninas beliscarem, colocado em um recipiente pequeno. Também gosto de levar banana para uma emergência, é saudável, enche a barriga e não faz sujeira na hora de comer;

    – um saquinho de lixo, assim, não preciso sair correndo atrás de uma lixeira.

    Todos os itens são colocados SEMPRE no mesmo compartimento da mochila. Assim, sabemos que as fraldas estão na parte de trás da mochila, que a água está na lateral, o álcool em gel no bolsinho da frente e por aí vai.

    A BOLSA TRANSVERSAL

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    Na minha bolsa transversal (que é de tamanho médio) coloco o que é muito importante para mim, que não posso largar em nenhum momento:

    – carteira (cartão do convênio médico, cartão de crédito, documento, etc);

    – RG das meninas;

    – chave de casa;

    – celular;

    – dinheiro;

    – passe de metrô

    – 2 protetores de assento sanitário (para a minha filha mais velha precisar usar o banheiro público, vai que…)

    – algo que eu precise tirar com rapidez: se eu estiver indo para a rodoviária, são as passagens; se minha filha estiver resfriada, é um pacotinho de lenço.

    O CARRINHO DE BEBÊ

    No cesto que fica na parte de baixo do carrinho, deixamos sempre uma capa de chuva própria para carrinho de bebê (comprei o meu no Mercado Livre). Assim, se chover, as duas entram no carrinho e não se molham.

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    A regra que reina para usar o carrinho basicamente são essas:

    – durante o passeio, a mais velha já anda, então a bebê fica no carrinho;

    – se a bebê dormir, entra no carrinho;

    – se a mais velha dormir, ela dorme no carrinho;

    – se as duas dormirem, a mais pesada fica no carrinho, enquanto a outra fica no nosso colo;

    – a mochila fica sempre que possível, pendurada no carrinho;

    – quando chegamos no destino (parque, biblioteca, etc), a mochila fica no carrinho, para não carregarmos peso. A gente fica de olho, mas se roubarem, paciência. Vou perder fraldas, paninhos, algumas peças de roupas, nada que me dê dor-de-cabeça. Por isso, tudo o que é importante está na bolsa transversal, que carrego sempre comigo. Decidimos desencanar mesmo.

    Já perceberam que quem fica com o peso maior, é o carrinho. Lá, depositamos tudo e mais um pouco. Colocamos tanto peso, que precisamos até tomar cuidado para ele não tombar para trás, quando a nossa filha decide sair do carrinho sem avisar.

    Utilizamos o Uber de uma forma bem eficiente. Para lugares próximos de casa, sai mais barato pegar o Uber do que ir de transporte público.

    Desta forma, não há uma regra específica. Para cada passeio, avaliamos se levaremos o carrinho de bebê, o canguru, porque se há risco das duas dormirem, preferimos levar também o canguru – que vai pendurado (também) no carrinho de bebê, cobertor pequeno (para caso elas cochilarem), chapeuzinho para proteger do sol ou do vento, enfim, o que eu levo vai mudando conforme estação e também a distância do lugar.

    ~ Yuka ~

    A arte de viver o sonho dos outros

    Captura de Tela 2018-07-04 às 17.39.11

    Desde que nascemos, somos orientados a copiar os outros. Na forma de falar, na forma de expressar, na forma de vestir, na forma de comportar. Até aí, tudo bem, nada anormal, vivemos em comunidade.

    Agora que eu tenho 2 crianças em casa, e tenho contato com outras crianças, consigo perceber como elas são corajosas, destemidas, desafiadoras. A partir de quando elas começam a abaixar a cabeça? Talvez em casa? Talvez na escola?

    Somos programados a nos comportar de maneiras parecidas. Na escola, por exemplo, precisamos ficar quietos, sentados. Precisamos obedecer os professores, aprendemos a não questionar, a não fazer perguntas difíceis.

    Aprendemos a silenciar a mente.

    Passamos a acreditar que para ter um futuro melhor, precisamos estudar bastante, trabalhar em uma empresa de grande porte, ganhar bastante dinheiro e constituir uma família. Fim.

    Mas e quando a gente percebe que a vida não se resume a isso? Que viver é muito mais?

    Aliás, deixe-me saber: qual é o seu sonho? Já reparou que todo mundo tem o mesmo sonho? Ter uma casa própria, uma casa na praia, constituir uma família, viajar pelo mundo e ser feliz?

    Será que esses sonhos idênticos, são realmente seus? Ou são sonhos plantados desde que nascemos? Será que sem perceber, estamos vivendo o sonho dos outros?

    Há mais de 10 anos, tenho me questionado quem sou eu. Não a pessoa que querem que eu seja, mas quem sou eu de fato.

    Essa pessoa que eu estou descobrindo, é completamente diferente da pessoa que eu achava que era. Olho para alguns anos atrás e chega a ser difícil acreditar que somos a mesma pessoa.

    A aceitação acontece devagar, de forma natural. Conforme a gente vai se conhecendo melhor, o amadurecimento e o amor-próprio também começa a ter o seu papel.

    A descoberta é surpreendente, impressionante, e em algumas vezes, mágica.

    Quando aprendemos a nos amar, passamos a não ter tempo para as coisas pequenas. Passamos a nos preocupar com as coisas que realmente são importantes para nós.

    Descubra quais são os seus sonhos você também.

    ~ Yuka ~

    9 livros que mudaram a minha forma de pensar

    Preciso ser sincera… não foram esses livros que mudaram a minha forma de pensar. Foram um “multi-combo de várias coisas”… os livros de auto-ajuda que sempre li (e que as pessoas torcem o nariz rs), os vídeos sobre motivação, o fato de eu sempre ter sido uma pessoa otimista, o meu marido que sempre acreditou no meu potencial, e nas centenas de livros sobre diversos assuntos que li.

    Sim, eu sou dessas que lê livros no metrô, no ponto de ônibus, dentro do elevador, na fila do supermercado, no consultório médico, antes de dormir. E entre tantas linhas lidas, acabei absorvendo muita coisa boa, mesmo quando o livro não era tão bom.

    Então essa lista de livros, não é uma lista estática, podem ter muitos outros livros e até mesmo textos de blogs que me transformaram, mas é uma tentativa de mostrar o que eu ando lendo:

    1.) Essencialismo: a disciplinada busca por menos

    2.) O poder do hábito

    https://images.livrariasaraiva.com.br/imagemnet/imagem.aspx/?pro_id=4238667&qld=90&l=430&a=-1

    3.) Quanto menos, melhor

    4.) A história das coisas

    5.) As cinco linguagens do amor

    6.) Dinheiro e Vida

    7.) Trabalhe 4 horas por semana

    8.) Pai rico, pai pobre

    9.) O milionário mora ao lado

    ~ Yuka ~

    O que você está fazendo hoje para sair desta situação?

    reclamar

    A frase abaixo é o meu mantra há anos.

    O que você está fazendo hoje para sair desta situação?

    É incrível como ela serviu e ainda serve para tudo na hora de fazer alguma reclamação.

    – O país está uma m&$&@?

    – O emprego está chato?

    – O salário está baixo?

    – Tem poucos amigos?

    – O marido não ajuda em casa?

    – Não gosta do bairro que mora?

    – Algo te incomoda?

    E o que você está fazendo para sair desta situação? Se a resposta for “nada” (e a maioria das vezes a resposta é justamente essa), me desculpe, mas o mundo não vai mudar por você. Não adianta só reclamar, falar mal e culpar os outros.

    Essa pergunta é crucial, porque mostra que a pessoa que pode mudar a situação somos nós mesmos. A culpa não é mais do outro. A responsabilidade se torna nossa. E se a gente não faz nada para sair daquela situação, a não ser ficar reclamando de tudo e de todos, infelizmente, nada irá mudar.

    Eu tenho 6 princípios que me auxiliam quando tento sair de uma determinada situação:

    • saber onde quero chegar daqui a 1, 5, 10 e 30 anos
    • analisar como sair da situação
    • estabelecer metas
    • praticar a gratidão
    • comemorar pequenas conquistas
    • ter pessoas que acreditam em mim

    Apenas para exemplificar, vamos imaginar que uma pessoa não queira continuar trabalhando onde está atualmente.

    Imagine onde quer chegar daqui a alguns anos? Em um novo emprego, talvez na mesma área, ou em uma área completamente nova. Se for em uma área diferente, talvez tenha que fazer um novo curso, uma nova graduação.

    Pronto, a partir do momento que há uma ideia de onde pretende se chegar, é possível analisar a situação. Decidido que quer tentar uma área nova? O que precisa ser feito? Um curso? Onde tem esse curso? Quanto custa? Quantos anos de curso?

    Agora começamos a estabelecer metas. Anotar em um papel pequenas tarefas como pesquisar em qual local pretende-se estudar, quanto é necessário investir para se formar em uma nova área, em que horário pretende-se estudar, etc.

    A gratidão é um passo importante para reconhecer o esforço próprio ou de alguém. Comemorar pequenas conquistas faz parte dessa etapa. Conseguiu se inscrever no curso? Comemore! Conseguiu contato de pessoas que trabalham na área? Comemore! Essas pequenas conquistas é o que nos impulsiona para a frente.

    Nem sempre é possível, mas ter pessoas que acreditam na gente é fundamental. Às vezes o desânimo bate, e quando a vontade de jogar tudo para o alto aparece, surge a pessoa que acredita em você, e dizer que tudo vai dar certo.

    E você?

    O que você está fazendo hoje para sair desta situação?

    ~ Yuka ~

    Investir 10% do salário? Não, obrigado!

     

    Captura de Tela 2018-05-28 às 01.15.00

    Quantas vezes já lemos nos jornais e nas principais revistas de finanças de que precisamos poupar 10% do nosso salário?

    Sinto te informar, mas esses 10% mensais poupados, só trará uma única certeza: da necessidade de trabalhar a vida inteira para conseguir se aposentar por conta própria. Ou melhor, precisará trabalhar por 51 anos (ou até mais, se comprar uma casa ou um carro) para conseguir alcançar a independência financeira (quando os rendimentos recebidos dos investimentos forem suficientes para cobrir os gastos mensais).

    Se um jovem, na melhor das hipóteses, começar a trabalhar aos 22 anos de idade, uma idade em que geralmente está se formando na faculdade, isso significa que só conseguirá alcançar a independência financeira aos 73 anos de idade.

    Esse ‘número mágico’ dos 10% em que é insistentemente publicado em todas as mídias e repetida de forma vazia por toda a população, tem um grande preço: se tornar um escravo pagador de contas.

    No site do AA40, há uma tabela que mostra os anos que precisamos trabalhar conforme a porcentagem que poupamos:

    independencia financeira

    Quando eu digo que vivo com cerca de 50% do nosso salário, significa que aposentaremos em pouco menos de 17 anos (como eu já iniciei essa jornada há alguns anos, agora falta bem menos tempo). Quando comento isso entre os amigos e colegas, a maioria das pessoas são céticas e alguns até acham que eu estou postergando meu prazer de viver.

    O que eles não entendem é que eu vivo muito bem e não postergo nada. Só que ao invés de viver em um padrão de vida superior e de luxos (que sinceramente, não acho necessário), preferi escolher o minimalismo como base da minha vida.

    Para quem não sabe o que é o minimalismo, em uma frase curta, significa dar prioridade ao que é importante e eliminar todo o resto. Ou seja, por que eu daria prioridade para o que não é importante na minha vida? Quando as pessoas falam que eu estou postergando a minha vida por ser econômica, eu só consigo compreender essa fala dessa forma: “por que você não gasta em coisas que não são importantes para você, só para rasgar dinheiro, assim como eu faço?”

    Muitos preferem viver como vivem, gastando de forma irresponsável por décadas. Eu preferi seguir meu estilo de vida minimalista por 15 anos e me tornar livre financeiramente. Se eu viver até os 90 anos, significa que serei livre por 40 anos, além de permitir que minhas filhas também sejam livres e suas próximas gerações.

    Esse estilo de vida não é por falta de opção, é por pura e simples opção de viver bem. Reconhecemos esse estilo como nosso estilo e não sentimos que estamos fazendo esforço ou passando vontade. Só gostamos das coisas simples.

    Isso tudo só é possível porque descobrimos a nossa suficiência. Para quem tiver dúvidas em relação a suficiência, escrevi estes posts há algum tempo:

    Suficiência = Gratidão

    A linha tênue entre ostentação e satisfação

    ~ Yuka ~

    Como você avalia a riqueza pessoal?

    Captura de Tela 2018-06-11 às 10.22.11

    Outro dia recebi um comentário muito pertinente de uma leitora que estava preocupada por achar que eu não vivia uma vida confortável, vivendo sempre no limite.

    Isso me chamou atenção, porque por mais que eu já tenha escrito em vários posts que eu não tenho as coisas porque não preciso, talvez isso ainda não esteja claro o suficiente.

    A maioria das pessoas que eu conheço, não possuem um propósito de vida, ou não sabem o que querem da vida. Eu mesma ainda estou em busca do meu propósito de vida, mas sei o que quero. Quando se vive por viver, não avaliamos como gastamos nosso tempo e como utilizamos a nossa energia vital. Talvez por isso passamos tanto tempo de nossas vidas vagando em lojas, shoppings, usando nosso precioso tempo consumindo, comprando coisas sem precisar, sem questionar, somente porque todos estão fazendo o mesmo, ou porque não tem outra coisa mais interessante para fazer.

    Vejamos o meu caso. Eu moro a 1 quadra do metrô e trabalho a uma distância de 5 estações do metrô. Demoro 20 minutos da porta de casa até a porta do meu trabalho. Perto de casa (e quando falo perto, é perto mesmo, tipo 1 quadra ou no máximo 2 quadras) tem 3 supermercados, 2 padarias, 2 farmácias, 2 hospitais, açougue, floricultura, doceria, restaurantes, cafeterias, lotéricas, agências bancárias… Nos fins de semana, por morar perto de metrô, tenho mobilidade para sair para os principais pontos turísticos de São Paulo. Praticamente todos os lugares que gosto de frequentar está a 10 minutos de metrô ou a 10 reais de Uber.

    Dada a explicação, vamos analisar o meu caso com muita sinceridade. Vocês acham que eu preciso de um carro? Pra que eu teria um carro? Pra deixar parado na garagem? Pra sofrer depreciação, para preocupar em ligar o motor para não arriar a bateria? Para lavar o carro, não esquecer de pagar os boletos do IPVA, do seguro obrigatório, etc?

    Esse exemplo do carro, é apenas para ilustrar 1 exemplo do que acontece na minha vida. A mesma coisa acontece com o apartamento em que vivo, com as roupas que eu tenho, com eletrodomésticos que comprei, e com todo o meu estilo de vida. Eu realmente avalio se aquilo é necessário.

    Quando algumas pessoas dizem que pareço que eu vivo no limite é porque não me conhecem de verdade. Quantas pessoas vocês conhecem que já viajou por praticamente todos os Estados do Brasil? Eu e meu marido, juntos, conhecemos os EUA, França, Holanda, Grécia, Japão, Canadá, Itália, Argentina, Alemanha, Chile, Bolívia, Espanha.

    A diferença entre as pessoas que “parecem viver melhor” e eu, é que eu não gasto em coisas que não acho necessário (e também não mostro e não falo para os outros).

    É diferente de não gastar. Eu gasto sim, só que gasto bem. Gasto em coisas que eu acho importante. E isso acaba gerando muitos julgamentos:

    • Como assim ela consegue viajar todo ano para o exterior e eu não, se recebemos o mesmo salário e ela ainda tem 2 filhas?
    • Como ela consegue viver sem ter um carro, já que é uma necessidade de “todos”?
    • Como assim ela usa transporte público se ela tem um cargo de diretora?
    • Como assim, ela leva marmita para o trabalho?
    • Como assim, ela pinta a própria casa, usa furadeira e monta os próprios móveis?

    Tudo isso são julgamentos infundados. São diversos os conceitos errados que ouvimos por aí: de que quem poupa posterga a vida. De que mulher não sabe consertar elétrica e hidráulica. De que diretor tem que vir trabalhar de carrão e almoçar em lugares caros.

    Já contei essa história aqui, mas uma colega que não me via há muitos anos perguntou se eu tinha carro, e quando eu respondi que não, ela falou “ai credo, como você é pobre”. E eu só ri, e nem quis explicar nada. Para essas pessoas, eu não perco tempo explicando.

    Apesar de eu ter certeza que eu tinha a conta bancária infinitamente mais gorda que a dela, tive a confirmação de que ela media a riqueza de forma diferente da minha: ela faz a avaliação da riqueza pelas coisas externas, enquanto eu faço avaliação da riqueza pelas coisas internas.

    Para muitas pessoas, é “coisa de pobre” não ter experiências caras, não frequentar restaurantes estrelados do Guia Michelin, não fazer viagens internacionais e conhecer os principais pontos turísticos (como assim foi para Paris e não subiu na Torre Eiffel?), não ter um carro, um imóvel próprio…

    Para mim, ser rica é ter mobilidade em uma cidade caótica como São Paulo. É poder morar em um bairro seguro que me permite fazer tudo a pé. Ser rica é poder chegar em casa mais cedo (por não ficar presa no trânsito), preparar um jantar para a família e ainda sobrar tempo para dar banho nas minhas filhas e ler um livro antes de dormir.

    Ser rica é ter um marido que se sente satisfeito com a vida que tem e ainda agradece por eu ter aberto os olhos dele dessa vida vazia de consumismo. É ter tempo para costurar uma casa de tecido para as minhas filhas em um fim de semana qualquer, só para ter o prazer de vê-las brincando.

    É uma pena que a maioria das pessoas enxergam apenas a riqueza externa e são felizes apenas quando tem experiências caras. Para essas pessoas, o sucesso é vinculado com bens materiais.

    A riqueza interna não traz status, nem olhar de inveja dos outros, nem admiração. É uma vida simples, sem fogos de artifícios.

    Essa vida, infelizmente, não serve para a maioria, pois não tem brilho e é “insistentemente sem graça”.

    Algumas pessoas, no meio do caminho, entendem que a maior riqueza da vida são coisas que não envolvem dinheiro.

    São de graça.

    Para estas pessoas, bem-vindas ao meu mundo.

    ~ Yuka ~

    Fique rico pagando aluguel

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    Apesar de muitas pessoas falarem que pagar aluguel é jogar dinheiro fora, essa “verdade absoluta” não é tão verdadeira assim.

    Ter um imóvel envolve várias questões. Além de ser o sonho de muitos brasileiros, ter um imóvel dá a sensação de segurança, de acolhimento, de poder, de status.

    Só que para todo esse discurso de comprar um imóvel próprio, há 2 pontos invisíveis:

    1.) Imóvel próprio não é investimento. É um bem de consumo

    Quando compramos um imóvel para morar, ele não pode ser considerado como investimento, e sim, como bem de consumo. Muitas pessoas não concordam com esse pensamento, porque já foram induzidas pelas construtoras, pelos bancos, pelas financiadoras, pelas empresas, de que imóvel próprio é investimento, da mesma forma que acreditam que carro é investimento. Como diz Robert Kiyosaki, tudo o que tira dinheiro do nosso bolso, não é um ativo, e sim, um passivo. O mesmo imóvel pode se tornar um ativo, se ele estiver alugado. Um carro pode se tornar um ativo, se ele gerar renda, como por exemplo, para um motorista de Uber.

    2.) Imóvel financiado não é seu, é do banco

    Apesar do banco insistir que imóvel é um investimento muito bom que você faz para sua vida, na verdade, é uma dívida que você assume para a sua vida (e que gera renda para o banco). Enquanto a pessoa não quitar o apartamento, o imóvel ficará no nome do banco. Fique alguns meses sem pagar o financiamento para ter certeza de quem é o imóvel.

    Só para esclarecer, não há certo ou errado, são apenas decisões.

    Eu, por exemplo, decidi viver de aluguel e investir a diferença.

    Não vou repetir aqui o conteúdo, mas é sabido que já existem vários posts de sites e blogs que provam (em números) que vale a pena viver de aluguel.

    Eu já tive um apartamento e pasmem, como dava dor de cabeça. Era reunião do condomínio, infiltração no andar de baixo, infiltração do andar de cima, picuinha de condôminos.

    A melhor coisa que eu fiz, foi vender o apartamento e ir morar de aluguel, feliz da vida, livre, leve e solta.

    Ter investido o dinheiro do meu imóvel em aplicações rentáveis e morar de aluguel me possibilitou novas escolhas:

    • não estou amarrada em lugar algum, posso simplesmente entregar o apartamento e sair daqui se não gostar mais do bairro ou da cidade, ou até mesmo do país.
    • se eu mudar de emprego, posso facilmente mudar de apartamento, facilitando a minha locomoção. É esse estilo de vida que me permite viver de forma extremamente confortável mesmo não tendo carro, já que moro a 1 quadra do metrô.
    • hoje as minhas filhas moram comigo, então convém morar em um apartamento de 2 dormitórios. Quando elas saírem de casa, talvez a ideia seja morar em um apartamento menor.
    • Não ter um imóvel significa ter mobilidade (mudar de bairro, de cidade) e flexibilidade (morar em um apartamento de 2 dormitórios, depois 1 dormitório), e de quebra como não fico comprando-vendendo-comprando imóveis, economizo em taxas e impostos.
    • invisto o valor do imóvel em aplicações rentáveis, pago o meu aluguel e ainda sobra para reinvestir.

    Muitos casais, quando casam, decidem que comprar um imóvel será a melhor decisão. Como pretendem aumentar a família, compram um apartamento grande para a sua necessidade atual, de 3 dormitórios. Só que:

    • é raro encontrar um casal no início de sua juventude ter dinheiro suficiente para comprar um imóvel à vista. Geralmente fazem uma dívida, ou seja, um financiamento de 20, 30 anos.
    • escolhem um local distante do trabalho, já que bairros bons possuem um preço inacessível.
    • a dívida diminui pouco mês a mês, mesmo pagando o boleto em dia. No final, percebe (ou nem percebe) que se somasse os valores de todas as parcelas, teria tido de 2 a 3 imóveis, só não teve porque não teve paciência para esperar.
    • com uma dívida enorme, o casal já virou um escravo pagador de contas.
    • terá medo de perder o emprego, de mudar de emprego por causa da dívida.

    Tem gente que fala que só consegue ter um apartamento, se tiver um boleto para pagar. Para essas pessoas, infelizmente, o imóvel custará muito caro. Esse será o preço a pagar pelo descontrole financeiro.

    É fato que morar de aluguel é barato (do ponto de vista financeiro). Um apartamento de R$200.000,00 por exemplo, o aluguel sai na média de R$1000,00, variando um pouco para cima ou um pouco para baixo. Eu por exemplo, moro em um apartamento todo reformado, piso laminado, 2 banheiros, vaga de garagem (que eu alugo para meu vizinho) e pago em torno de 0,35% do valor do imóvel.

    Tenho um amigo que acabou de comprar um apartamento financiado. Foi uma decisão que ele tomou. Agora ele vai começar a juntar dinheiro do zero. Ou seja, nunca vai sentir a felicidade que sinto de ver o dinheiro multiplicar. Estamos em lados diferentes, ele paga juros, eu recebo juros.

    Se um dia ele ficar desempregado, perceberá que o apartamento que ele diz todo orgulhoso que é dele, nunca foi seu. Era do banco.

    Viver de aluguel só é vantajoso quando pagamos o aluguel e investimos a diferença.

    Há 4 artigos que explicam a questão matemática. Se estiver pensando em comprar um imóvel, leia antes e tome a sua própria decisão:

    Como decidir entre comprar ou alugar um imóvel com base em critérios lógicos (Mude.nu)

    Alugar imóvel ou comprar financiado (Clube dos Poupadores)

    Alugar ou comprar um imóvel (Viagem Lenta)

    Comprar ou alugar, eis a questão (Quero Ficar Rico)

    ~ Yuka ~

    Maquiagem minimalista

    Uma leitora pediu para eu mostrar a atualização das minhas maquiagens, só que desta vez com os pincéis que uso.

    Como já faz 1 ano que eu publiquei o último post sobre o assunto, aqui vai uma foto das minhas maquiagens atuais:

    maquiagem minimalista 1

    • 1 lápis preto para olhos (Urban Decay)
    • 1 delineador preto para olhos (Urban Decay)
    • paleta de sombras (Urban Decay)
    • 1 base para o rosto (Missha)
    • 3 batons (MAC)
    • 2 blushes (MAC)

    maquiagem minimalista

    E meus pincéis:

    • 1 para blush
    • 1 para base líquida
    • 4 para olhos (estou pensando em reduzir os pincéis…)

    ~ Yuka ~

    10 dicas para multiplicar o dinheiro mais rápido

    Captura de Tela 2018-05-27 às 21.08.29

    Desde 2010 eu e meu marido começamos a investir pesado, pensando na nossa independência financeira.

    De todas as dicas possíveis, há 10 que eu acho extremamente importante para quem tem um objetivo de vida igual ao meu.

    1. Não ter posses

    Não ter posses me possibilita ser livre: posso ir para qualquer cidade, morar em qualquer bairro.

    Não ter posses me possibilita economizar: não tenho apartamento (não preciso reformar, consertar infiltrações), nem carro (IPVA, seguro, gasolina, depreciação), nem moto, ou seja, não tenho gastos.

    2. Ser minimalista

    Tenho tudo o que preciso. Não preciso ter 20 bolsas, 20 sapatos, 20 calças. Ser minimalista é ter o essencial e eliminar tudo o que não é importante. Ser minimalista me possibilitou viver com o que é importante e não sentir falta do resto.

    3. Ser frugal

    Apesar de ser muito similar a ser minimalista, há diferenças sutis. Ser frugal é ter a qualidade de poupador, econômico, prudente no uso dos recursos de consumo como alimentos, tempo ou dinheiro, e evitando desperdício, esbanjamento ou extravagância (Wiki).

    4. Não se comparar com o outro

    Pouco me interessa se o salário de um amigo é maior que o meu, se moram em um bairro melhor, se moram em um apartamento próprio e eu não, se ganham joias no aniversário de casamento e eu chinelo. Prefiro me aposentar mais cedo do que ter 10 anéis de brilhante no meu dedo e ser uma escrava do sistema.

    5. Não ter redes sociais

    Instagram, Facebook, Snapchat e outros que nem conheço. Me pergunto por qual motivo eu perderia o tempo precioso da minha vida olhando a vida dos outros (muitas vezes que nem é uma vida de verdade)?

    6. Aumentar o aporte a cada ano

    Mesmo não ganhando aumento anual, mesmo tendo 2 filhas pequenas, mesmo meu marido não tendo emprego fixo, a cada ano, nosso aporte aumenta.

    7. Reduzir custos

    Esforçar para reduzir custos todos os meses. A todo momento avalio meus gastos para ver se há algum ralo aberto, algum gasto desnecessário. Não sou contra gastar, só gosto de gastar bem o meu dinheiro.

    8. Aprender a investir

    Estudar. Estudar. Estudar. E estudar mais um pouco.

    9. Reinvestir

    Reinvestir aluguéis, juros sobre capital, dividendos, rendimentos, restituição do imposto de renda, nota fiscal paulista, Méliuz, qualquer pingo que entrar na conta.

    10. Baixe seu padrão de vida

    Aprendi cedo a sempre viver abaixo do padrão. Isso significa que eu pinto as paredes do meu apartamento, monto os móveis que compro, faço minhas próprias unhas, instalo cortina, levo marmita para o trabalho, uso transporte público, etc.

    Não pensem que eu passo necessidade. Longe disso. Eu não gasto para impressionar outras pessoas. Eu aprendi a reconhecer o que é importante para mim e o que não é.

    ~ Yuka ~

    E quando a culpa é sempre do outro?

    culpa

    Você conhece pessoas que culpam sempre o outro?

    Que é pobre por causa da corrupção do país.

    Que não recebe aumento por causa do chefe.

    Que só tem pessoas mal agradecidas em volta.

    Que não é feliz por causa do namorado.

    Que é do jeito que é por causa da família.

    Atrasou porque o despertador não tocou.

    Culpa do marido que não acordou.

    Do vizinho que é barulhento.

    Do trânsito que está lento.

    Para estas pessoas, atenção!

    “Sua vida é o resultado das escolhas que faz. Se não gosta da sua vida, está na hora de começar a fazer melhores escolhas.”

    ~ Yuka ~

    Faça do seu cartão de crédito um aliado

    nubank

    Uma leitora perguntou se eu utilizo cartão de crédito.

    Sim, uso e gosto muito.

    Mas já aviso que cartão de crédito é bom para quem já está com as finanças em dia, para quem já sabe quanto recebe e quanto gasta por mês, ou seja, para quem está com as contas em dia.

    Se a pessoa ainda não chegou nessa fase, melhor nem chegar perto de um cartão de crédito, é preciso fazer a lição de casa antes. Caso contrário, poderá contrair uma dívida tão grande por causa dos juros rotativos que será muito difícil sair do vermelho.

    DICAS PARA USAR O CARTÃO DE CRÉDITO FORMA EFICIENTE

    1.) Anote todos os gastos feitos no cartão de crédito

    Eu uso o aplicativo de celular Minhas Economias. Toda vez que eu compro algo no meu cartão de crédito, anoto no aplicativo para não perder o controle. Eu gosto de anotar sempre no dia 30 do mês atual. Por exemplo, se compro algo no dia 2, eu anoto no aplicativo no dia 30. Se compro algo no dia 15, anoto no dia 30. E assim sucessivamente. Desta forma, quando fecha a fatura, sei que todos os gastos do dia 30 refere-se à gastos do cartão de crédito.

    2.) Use cartão de crédito sem anuidade

    Há diversos cartões sem anuidade disponíveis no mercado. Eu uso o Nubank. A partir de agora, vou falar das vantagens do Nubank, ele é o meu queridinho.

    3.) Faça parcelamento das compras sem juros

    O Nubank possui esta vantagem: parcelar as compras sem juros e depois permite antecipar o pagamento total no aplicativo. Com isso, ganho de 5 a 7% de desconto em cima do valor total da compra.

    4.) Aproveite os pontos do cartão de crédito

    O Nubank possui o Nubank Rewards. Paga-se R$170,00 por ano e acumula-se pontos (pontos que nunca expiram). Para quem tem gastos no cartão de crédito acima de R$1.600, compensa. Além de possibilitar apagar (isso mesmo, apagar) gastos como Uber ou Netflix mensalmente, também permite apagar gastos em hotéis e passagens de avião.

    5.) Concentre os gastos em um único cartão

    Eu e meu marido possuímos o Nubank, mas já combinamos que gastos grandes são feitos no meu cartão de crédito para acelerar o acúmulo dos pontos.

    6.) Aproveite os combos Meliuz + Nubank Rewards

    O Meliuz é um site que tem sistema cashback, ou seja, devolvem uma parte do dinheiro gasto. Por exemplo, comprei uma bicicleta para a minha filha, paguei R$200 no Ponto Frio pelo Meliuz. Ele me retornará 5% do valor gasto. Faço o pagamento utilizando meu Nubank, e como o Ponto Frio me permite dividir em até 12x sem juros, faço o parcelamento. Depois entro no Nubank e antecipo todas as parcelas, ganhando mais 5 a 7% de desconto. Então na verdade a bicicleta não custou R$200. Custou R$176. Nada mal.

    Com isso já deu para perceber que eu concentro todos os meus gastos no cartão de crédito, desde compras pequenas de padaria e docerias até compras grandes de móveis e eletrodomésticos.

    ~ Yuka ~

    Marmita: o que cozinhar, como levar e transportar

    Querem saber a mais pura verdade?

    Pode-se levar de tudo na marmita. Sim. Sem frescura e sem medo.

    Já vi muitos sites e blogs falando qual era a comida ideal para se levar na marmita, o que pode e o que não pode levar.

    Desde que me formei na Universidade e comecei a trabalhar, eu sou marmiteira. São 14 anos sacolejando a marmita todos os dias na bolsa. Ou seja, tenho autoridade nesse assunto rs.

    Verdade seja dita, pode-se levar de tudo, e a melhor comida para se levar na marmita é a comida do dia-a-dia. Eu levo desde sashimi (peixe cru), missoshiru (sopa japonesa bem líquida), receitas com creme de leite, empanados, pudim, etc.

    Claro, há algumas dicas para evitar vazamentos e também aquela surpresa ‘agradável’ de que seu almoço revirou dentro da bolsa.

    Pra começar, todos os meus potes são de plástico. Há pessoas que preferem os potes de vidro, mas como eu vou ao trabalho de transporte público, os potes de vidro se tornam muito pesados para mim.

    A seguir, 7 dicas da marmiteira:

    Dica 1.) Evite vazamentos.

    Para isso, tudo tem que ser acondicionado da melhor forma. Eu tenho potes herméticos com abas, de diversos tamanhos e formatos para levar o meu almoço. Para comidas como estrogonofe, carne de panela, creme de espinafre, etc, o melhor são estes potes com abas que evitam vazamentos:

    pote retangular

     

    Já para levar sopas, frutas já cortadas que soltam bastante líquido, como melancia e melão, gosto de levar neste pote redondo aqui embaixo:

    pote redondo

     

    Mas não é porque estes potes não vazam que eu abuso da sorte. Nunca guardo as marmitas em pé na minha bolsa. Mantenho sempre os potes na posição original.

    Dica 2.) Evite frutas amassadas.

    Muitas vezes, levo frutas inteiras como pera, caqui, pêssego. Neste caso, coloco saco plástico e depois a fruta. O saco serve como um air-bag. As frutas chegam impecáveis. Já escrevi um post sobre isso aqui.

    pote3

    Dica 3.) Tempere a salada só na hora da refeição

    Eu não misturo comida fria (salada) com comida quente no mesmo pote, já que eu esquento a minha comida no micro-ondas. A salada fica em um pote separado e levo o molho pronto em um potinho pequeno para temperar somente na hora da refeição. Assim, consigo manter a salada fresca e gostosa. Levo em mini garrafinhas que comprei em lojas de perfumaria:

    pote4

    Dica 4.) Pote com divisória: a solução para não virar uma só mistura

    Eu gosto de colocar a comida neste pote que tem separador. Arroz pra um lado, a mistura para outro. Se é estrogonofe ou carne de panela, ainda envolvo em filme plástico cada divisória para não misturar no arroz. A batata palha levo em potinho separado para manter a crocância.

    pote divisória

    Dica 5.) Mantendo a comida fresca

    Quando o tempo está frio, eu nem ligo muito em guardar na geladeira, mas quando o dia está quente, coloco na geladeira assim que chego na empresa. Não carrego em sacola térmica, coloco em um saco simples e direto na bolsa.

    Vale levar tudo: feijoada, estrogonofe, torta, frutas, empanados, salada, comida japonesa. Vale tudo mesmo.

    Dica 6.) Cheiro da comida

    Como o refeitório é comunitário, eu evito levar comida que tem cheiro muito forte para não desagradar as pessoas, como sardinha, gyoza e goiaba.

    Dica 7.) Faça a comida em dobro

    Isso mesmo, quando estou cozinhando, já faço pensando em levar a marmita para o dia seguinte. Então a janta de hoje é o almoço de amanhã. Pensando assim, é muito simples, né? Eu não cozinho pensando na marmita. Eu cozinho pensando no jantar.

    ~ Yuka ~

    A importância de perpetuar a manutenção do casamento

    casamento

    Eu tenho uma amiga muito querida que se divorciou há pouco tempo.

    E posso dizer que depois da separação, ela ficou muito bonita. Começou a cuidar da pele, do cabelo, fez um curso de maquiagem, emagreceu, comprou algumas roupas novas, está viajando bastante, enfim, está muito mais radiante hoje, do que antes.

    E comecei a pensar como a rotina, o comodismo e a falta de tempo, faz a gente se descuidar. A gente passa a usar aquela blusa velhinha pra ficar em casa, esquece de dar um trato principalmente quando ficamos em casa… e passamos a não nos arrumar tanto como antes (da conquista, do namoro, do casamento)…

    Muitas vezes, só nos damos conta desse descuido quando já é tarde demais.

    Não é porque estamos casados e felizes que devemos achar que o amor irá durar para sempre.

    Cuidar de si mesma e do outro, dar um beijo, um obrigado, um carinho, um abraço, um eu te amo são atitudes muito importantes para que o amor não se acabe.

    Depois que nasceram as nossas duas filhas, eu e o meu marido temos um cuidado extra sobre esse assunto, justamente para que o nosso casamento continue bom, como sempre foi.

    Se o casal não tomar cuidado nessa fase, perpetua-se o papel de pai e mãe, anulando o papel de marido e esposa.

    Quando um casal se separa, todos saem perdendo. O pai que não vê o filho todos os dias e perde momentos importantes do cotidiano. A mãe que perde um apoio e fica sobrecarregada. E o filho que perde a presença diária de um dos pais.

    Claro que há casos em que o divórcio é a melhor alternativa. Mas estou falando da fase pré-divórcio, de quando o casamento está desandando no início e que há ainda amor. Se ainda há amor no casal, com certeza a melhor opção é se reconectarem.

    O livro As 5 linguagens do amor, do Gary Chapman, aborda de uma forma bem inteligente as linguagens do nosso amor. Segundo o autor, há 5 linguagens do amor:

    • Palavras de afirmação
    • Qualidade de tempo
    • Presentes
    • Gestos de serviço
    • Toque físico

    Quantos casais conhecemos que falam linguagens diferentes do amor? Enquanto para um a linguagem do amor é o toque físico, para o outro são presentes? Os dois ficam frustrados por não perceberem a intenção do outro.

    É um livro bem interessante para ler, quem tiver interesse, recomendo a leitura. Não serve somente para relacionamentos amorosos, mas também para relacionamento de amigos e familiares.

    5linguagensdoamor.jpg

    – Yuka –

    Turismo e o seu incrível efeito manada

    Quando fui para Paris, eu não visitei os principais pontos turísticos, como mandam os sites de guias de turismo.

    Eu não entrei no museu do Louvre.

    Eu não subi na torre Eiffel.

    Não tirei as fotos clássicas, dos ângulos clássicos, dos monumentos clássicos.

    Não fui em nenhum restaurante badalado do momento.

    Eu não fiz o que todo mundo que visita Paris geralmente faz.

    Quando voltei para o Brasil, uma colega de trabalho que sabia que eu tinha ido para lá começou com um bombardeio de perguntas.

    E depois de falar “não” para praticamente todos os lugares que ela perguntou se eu tinha visitado, ela perguntou categórica:

    – Então pra que você foi pra Paris?

    Fui pra Paris pra conhecer a cidade. Cheguei sim a estar de frente pro museu do Louvre e da Torre Eiffel, mas a fila de espera para conseguir entrar eram de 4 horas (em cada uma).

    Eu preferi sentar no gramado em frente à torre e fazer um piquenique improvisado, do que ter a obrigação de ficar 8 horas em uma fila só para dizer (para os outros) que fui.

    Eu preferi caminhar pelas ruas e conhecer os bairros que não estavam lotados de turistas.

    Eu não quis tomar café nas cafeterias famosas, eu quis tomar café naquelas escondidas em becos que só os moradores locais saberiam informar.

    A indústria do turismo faz com que todos frequentem os mesmos pontos turísticos, os mesmos restaurantes, as mesmas lojas e querem que a gente faça turismo de 5 dias em 5 países (é só procurar na internet).

    Já eu, prefiro conhecer bem uma cidade. Prefiro sentar nos bancos das praças, alugar uma bicicleta, conversar com os moradores, frequentar supermercados do bairro, andar sem rumo pela cidade.

    Prefiro reservar casas inteiras, ao invés de quartos de hotéis.

    Esse é o meu jeito de viajar de verdade.

    ~ Yuka ~

    Como decorar apartamento alugado

    Eu saí de casa aos 17 anos para fazer faculdade em outra cidade, e desde então, o que eu mais fiz foi morar de aluguel. Eu até cheguei a comprar um apartamento há alguns anos, mas por uma questão de facilidade, vendi e voltei a morar de aluguel.

    Na época das minhas idas e vindas de inquilina, eu cometi muitos erros. Procurava dicas pela internet, mas era tudo sempre a mesma coisa: coloque tapete, pinte a parede, etc.

    Por isso hoje eu resolvi compartilhar as minhas dicas para decorar um apartamento alugado:

    1.) A principal regra: tente alugar (se possível) um apartamento que tenha o básico do básico reformado

    box

    Fonte: Pinterest

    Se conseguir alugar um apartamento com um piso ajeitado, cozinha e banheiro com azulejos brancos ou claros, o seu apartamento vai ser bem bonitinho mesmo sem gastar tanto dinheiro.

    Eu já tentei ajeitar apartamentos antigos que tem o piso colorido, azulejos e armários antigos, banheiros com cerâmica azul-bebê e vou te falar… é difícil.

    Por isso, mesmo que demore para encontrar uma casa que valha a pena o custo e o benefício, alugue um apartamento que tenha o básico do básico reformado. Isso vai fazer toda a diferença.

    2.) Saiba qual estilo te agrada mais

    Há pessoas que possuem dom para decoração. Misturam cores, texturas, tendências e fica a coisa mais linda. Eu não fui beneficiada por esse dom.

    Por isso se você não quer gastar dinheiro à toa, defina o estilo de decoração que mais gosta antes de começar a decorar. Há decoração provençal, escandinavo, industrial, boho, minimalista, retrô, etc.

    industrial

    Estilo industrial. Fonte: Pinterest

    boho

    Estilo boho. Fonte: Pinterest

    Provençal

    Estilo provençal. Fonte: Pinterest

    Rústico

    Estilo rústico. Fonte: Pinterest

    Escandinavo

    Estilo escandinavo. Fonte: Pinterest

    Eu uso o Pinterest para buscar inspirações e salvo em pastas separadas por cômodos. Foi assim que descobri que gostava de decoração escandinava com toque industrial.

    3.) Saiba que há algumas benfeitorias que valem a pena tirar do próprio bolso

    A regra para alugar um apartamento é que na devolução do imóvel, ele tem que estar nas mesmas condições de quando você alugou.

    Sabendo disso, sinta-se à vontade para pintar as paredes, faça furos nas paredes (não no azulejo) para instalar prateleiras. E na hora de fazer a devolução do imóvel, retire todas as prateleiras, arrume os furinhos e pinte as paredes.

    Se pretende morar por muito tempo, muitas vezes vale a pena instalar um box no banheiro com o próprio dinheiro, mesmo que o proprietário não concorde em pagar (mas que concorde em instalar)? Alguns gastos são bem-vindos principalmente para garantir o nosso conforto. É preciso avaliar cada situação. Eu mesma estou fazendo isso no apartamento que estou morando. Pedi para trocar os armários de cozinha que já estavam antigos por novos, sem custo adicional à proprietária, e com a condição de que deixarei para ela se um dia saísse do imóvel. Ela topou. É um investimento que valerá a pena para mim,

    4.) Não invista em móveis planejados

    Não invista em móveis planejados. Procure na internet móveis que tenham tamanhos aproximados do espaço que você tem. Já consegui encaixar em alguns espaços da casa, armários prontos comprados pela internet. Os móveis comprados pela internet são bem mais baratos, então meça tudo antes.

    5.) Invista no conforto

    sofa

    Traduzindo: invista no sofá, no chuveiro e na cama. São itens que valem cada centavo, pois passamos muito tempo utilizando.

    6.) Compre móveis de tamanho padrão, linhas básicas e atemporais

    Sabe aquela cama king? Aquela geladeira que parece um guarda-roupa? Ou um fogão de 6 bocas? Cuidado na hora de comprar móveis e eletrodomésticos de tamanho maior. Há muitas pessoas que perdem ótimas oportunidades de morar em imóveis bacanas por causa do tamanho dos móveis.

    7.) Móveis compactos com design

    móvel compacto

    Fonte: Pinterest

    Claro que não dá para trocar todos os móveis da sua casa a cada mudança de endereço. Por isso, aposte em móveis compactos com design. Usando a criatividade, cria-se espaços novos. Uma mesa lateral pode se tornar o cantinho do café e pufes escondidos viram cadeiras ou mesas de apoio na hora de receber visitas.

    8.) Quadros na parede fazem a diferença

    quadros

    Fonte: Pinterest

    Sim. Quadros fazem a diferença na decoração. Os pôsteres podem ser comprados em lojas ou até mesmo impressos em gráfica (o que sai bem mais em conta). Não se preocupe com os furos dos pregos, no final do contrato, você terá que pintar as paredes ao fazer a entrega do imóvel, então aproveite para decorar sua casa do seu jeito.

    9.) Abuse das prateleiras

    Prateleiras

    Fonte: Pinterest

    As prateleiras definitivamente são as amigas dos inquilinos. Quer coisa mais prática do que prateleiras? É possível colocar em qualquer cômodo: na sala, na cozinha, no quarto, no banheiro, na lavanderia.

    10.) Tenha plantas

    plantas

    Fonte: Pinterest

    As plantas dão um tom aconchegante ao lar. Dê preferência aos naturais, mas se não tiver jeito, vá de artificiais mesmo.

    ~ Yuka ~

    A decisão de não ser mãe: preconceito e pressão social

    não ser mãe

    O post de hoje vai falar especificamente de mulheres, porque são as que mais sofrem pressão social para terem filhos.

    Eu tenho 36 anos, e a maioria dos que estão a minha volta também têm essa idade, entre 30 a 40 anos. Para muitas mulheres, é um período crucial por causa do relógio biológico, mas para algumas, esse período não possui relação nenhuma com a vontade de ser mãe.

    Eu tenho amigas que são mães, porque sempre quiseram ter filhos.

    Também tenho amigas que estão ansiosas para serem mães.

    Tenho amigas que tentaram engravidar, mas por diversos motivos não conseguiram.

    Tem as que tiveram filhos por um descuido.

    Há aquelas que geraram de forma independente.

    Também há as que fizeram a adoção. Abriram o coração primeiro e tiveram os filhos do coração.

    Há aquelas que mesmo sem vontade, têm filhos, só para não serem julgadas.

    E finalmente, as que optaram em não terem filhos.

    Acredito eu, que as que optaram em não terem filhos e as que não conseguiram engravidar, são as mais julgadas pela sociedade.

    Dentre todas as opções, a mais triste, são aquelas pessoas que não tem vontade em serem mães, no fundo sabem que não querem um filho, mas terão, apenas por obrigação social. São aquelas pessoas que irão gerar filhos só para serem aceitas pelas sociedade.

    Quando uma mulher decide que não quer ter um filho, é uma decisão que deve ser respeitada. É o direito de cada pessoa decidir o que é melhor para a vida dela.

    Essa é uma decisão muito importante e delicada a ser tomada. Nem toda mulher nasce para ser mãe. Nem toda mulher quer ser mãe. E isso definitivamente não significa ser egoísta, ou fria, ou narcisista, ou individualista, ou precipitada. É uma decisão única, e com um profundo respeito à vida.

    Digo respeito à vida, porque há pessoas que tem filhos e em nenhum momento pensaram na responsabilidade que isso traz. São filhos que possuem os cuidados terceirizados, o amor terceirizado.

    Eu mesma, não tinha vontade de ser mãe antes de conhecer o meu marido. A vontade de ser mãe veio com o amor que sinto por ele. Houve um momento da nossa vida que estávamos muito felizes, mas sentíamos que faltava algo. Demorou para reconhecermos que esse algo, era um filho. Meu marido também nunca teve vontade de ser pai. Então quando decidimos que queríamos gerar um filho, foi uma decisão muito consciente e bonita.

    Quando eu namorava meu marido, sempre perguntavam: “você vai casar quando?”. Depois a pergunta se transformou em: “quando vão ter filhos?”. Depois que tive a minha primeira filha, a pergunta virou: “e o segundo filho, quando vem?”. Atualmente as pessoas perguntam se vamos tentar ter um menino, já que tivemos duas meninas. E eu tenho certeza que se eu engravidasse pela terceira vez, as mesmas pessoas que estão me encorajando atualmente para ter um terceiro filho, me olhariam torto dizendo que é um exagero ter três filhos.

    Por aí dá para perceber que as pessoas SEMPRE irão nos cobrar por algo. Então, já que vão cobrar de qualquer jeito, a melhor maneira é seguir o nosso coração, fazer o que o nosso coração manda. Quer ter filhos? Ótimo! Não quer ter filhos? Ótimo também!

    A liberdade de escolha de ser mãe é uma conquista.

    A liberdade de escolha de não ser mãe, também.

    ~ Yuka ~

    A linha tênue entre ostentação e satisfação

    Ostentação e satisfaçãoExiste uma linha muito, muito tênue onde caminhamos diariamente.

    Essa linha é como se fosse um divisor entre a ostentação satisfação.

    De um lado da linha, a ostentação.

    Do outro lado, a necessidade atendida.

    É muito fácil identificar se estamos caminhando no lado da ostentação.

    Basicamente, são 2 perguntas cruciais:

    • Estou comprando para a minha satisfação ou para os outros?
    • Vou ter 100% de aproveitamento do produto/serviço?

    A primeira pergunta é importante para avaliar se algo está sendo feito para mostrar para os outros. Aquele carro que você quer é para tentar provar para os outros que você é uma pessoa bem-sucedida? Aquela foto que você está tirando é para você guardar na sua memória ou para mostrar aos outros o quanto você parece ser feliz nas redes sociais? Aquela viagem nacional ou internacional que você pretende fazer, você permaneceria com os planos se não pudesse contar para ninguém?

    A segunda pergunta mostra se estamos comprando produtos ou contratando serviços além do necessário. Aquele fogão de 6 bocas que você tem, você realmente usa 6 panelas simultaneamente na hora de cozinhar, ou serve apenas para deixar algumas panelas encostadas? Aqueles sapatos abarrotados na sapateira são usados com frequência, ou você usa sempre os mesmos sapatos? Aquele plano anual de academia que você pagou está valendo a pena, ou você vai só algumas vezes e já está quase desistindo?

    Esses dias, em uma roda de conversa, surgiu o assunto de que eu moro em um bairro bom, então supostamente, sou ‘rica’. Ao mesmo tempo, sou ‘pobre’ por não ter um carro e usar transporte público.

    Eu só fiz a seguinte pergunta para eles:

    – Supondo que as duas opções dessem o mesmo gasto, qual você preferiria: a.) morar perto do trabalho e não ter carro; b.) morar longe do trabalho e ter carro.

    Eu escolhi morar perto do trabalho. Essa opção não traz status, mas traz qualidade de vida.

    Toda vez que eu e meu marido compramos algo, sempre fazemos essa pergunta. É necessidade ou ostentação? Eu não decidi viver com menos. Eu decidi viver com o suficiente.

    Quando se aprende a avaliar, aprende-se a consumir de forma adequada.

    É quando sentimos aquela sensação da suficiência, de estarmos satisfeitos com o que já possuímos.

    As pessoas que não sabem ainda reconhecer esse sentimento de suficiência, possuem dificuldades para entender quando digo ‘não’ para brindes, quando digo que não estou precisando de nada no momento, quando digo que minhas filhas já possuem roupas ou brinquedos suficientes.

    Não gasto (à toa) por ter a consciência de que aquilo não é necessário.

    É estar satisfeita de que o que as pessoas julgam como pouco, é o suficiente para mim.

    ~ Yuka ~

    O ato de fazer “regifting”

    regifting

    Durante muitos anos eu costumava usar roupas que não combinavam, bolsas que não gostava, sapatos que machucavam, decorações em casa que não ornavam, simplesmente por um único motivo: porque havia ganhado de presente.

    Depois do minimalismo, o sentimento de não querer conviver com aquilo que não traz significado para mim aumentou. E passei a não ter dor na consciência em descartar ou passar adiante itens que não tinham nada a ver comigo.

    Eu deixei de usar roupas desconfortáveis, sapatos apertados, shampoos e sabonetes de hotéis, amostras grátis, brindes etc.

    E parei de ficar sem graça em repassar presentes que ganho para outras pessoas. Eu agradeço muito, de coração, presentes que recebo. Mas já não me sinto mal de repassar o presente para outra pessoa.

    Meu marido falou que há um episódio no seriado Seinfeld que fala justamente sobre essa prática: o regifting.

    Quando conheço a loja, até faço a troca por uma coisa que estou precisando. Quando não dá para trocar, repasso para alguém que está precisando.

    E desde então, fazer regifit se tornou uma prática comum aqui em casa.

    ~ Yuka ~

    As assustadoras canções infantis brasileiras

    galinha

    Depois que eu tive as minhas filhas e passei a cantarolar canções infantis, me deparei com uma realidade muito triste… de que as nossas canções ou são assustadoras ou possuem letras que não fazem sentido.

    Canções assustadoras:

    • Atirei o pau no gato tô tô
      Mas o gato tô tô
      Não morreu reu reu
      Dona Chica cá
      Admirou-se se
      Do berro, do berro que o gato deu:
      Miau!

     

    • Marcha soldado
      Cabeça de papel
      Quem não marchar direito
      Vai preso pro quartel
      O quartel pego fogo
      A policia deu sinal
      Acode, acode, acode a bandeira nacional

     

    • Nana nenem
      Que a cuca vem pegar
      Papai foi pra roça
      Mamãe foi trabalhar

     

    • Boi, boi, boi
      Boi da cara preta
      Pega esta criança que tem medo de careta

     

    • A Barata diz que tem sete saias de filó
      É mentira da barata, ela tem é uma só
      Ah ra ra, iá ro ró, ela tem é uma só !

     

    • O anel que tu me destes,
      Era vidro
      E se quebrou.O amor que tu me tinhas
      Era pouco e se acabou.

     

    Agora vem a leva das canções com letras sem fundamento nenhum:

    • Fli (fli)
      Fli Flai (fli flai)
      Fli Flai Flu (fli flai flu)
      Tumba (tumba)Tumbalala tumbalala tumbalala vista
      Tumbalala tumbalala tumbalala vistaNo no no no vista
      No no no no vista

     

    • Borboletinha tá na cozinha
      fazendo chocolate
      para a madrinhaPoti, poti
      perna de pau
      olho de vidro
      e nariz de pica-pau pau pau

     

    • Pirulito que bate bate
      Pirulito que já bateu
      Quem gosta de mim é ela
      Quem gosta dela sou eu

     

    • Foi na loja do mestre André
      Que eu comprei um pifarito,
      Tiro, liro, li um pifarito,Ai olé, ai olé,
      Foi na loja do mestre André.
      Ai olé, ai olé,
      Foi na loja do mestre André.

     

    Tudo bem, as músicas tem rima, são alegres e engraçadinhas, mas bem que podia ter um fundo de aprendizagem moral, né?

    ~ Yuka ~

     

    Precisamos de menos do que acreditamos

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    Fonte: iStock

    Diariamente, nos fazem acreditar de que precisamos de muitas coisas para alcançarmos a tal da felicidade.

    Nos convenceram de que precisamos de uma casa própria, um carro do ano, a roupa da moda, colocar os filhos na melhor escola do bairro… mas não.

    Precisamos de bem menos do que acreditamos.

    As pessoas por não acreditarem nisso, tem obsessão em serem algo que não são. Querem parecer ricas, querem parecer inteligentes, querem parecer estilosas, querem parecer autoconfiantes, querem parecer felizes. E nessa luta diária de parecer algo que não são, sofrem silenciosamente.

    Compram coisas que não precisam, discursam sobre coisas que não retratam a sua realidade para parecer algo que não são. Na ânsia de tentar convencer os outros, tentam convencer a si mesmo sobre tal ilusão.

    Querem impressionar quem? Os colegas de trabalho? Os parentes? As pessoas que mal conversam no Instagram e Facebook?

    Temos um batalhão de pessoas que se parecem ricas, mas que na verdade possuem dívidas. Que se parecem inteligentes, mas na verdade só repetem o que outras pessoas falaram. Que parecem ser estilosas por natureza, mas que na verdade são inseguras. Tentam passar uma imagem do que não é. Para que? Para quem?

    Daí as únicas perguntas que vem na minha cabeça é:

    Vale a pena tanto esforço?

    Está valendo a pena vender uma imagem do que não é?

    Numa sociedade que lucra com a nossa insegurança, gostar de si mesmo é um ato de rebeldia. – Paul Stanley

    ~ Yuka ~

    Seu dinheiro está dormindo? Acorde-o e coloque para trabalhar

    Com a inflação em alta, o nosso dinheiro tem valido cada vez menos. Uma forma de contornar essa situação é fechar a torneira para conter desperdícios.

    Eu andei fazendo uma análise da minha situação para ver se tinha algum dinheiro dormindo em casa e descobri o seguinte:

    ALIMENTAÇÃO

    Desperdiçar comida é a mesma coisa que rasgar dinheiro. Uma das formas para não desperdiçar comida é esvaziar bem a despensa antes de repor os estoques. Na prática funciona assim:

    1ª semana: despensa cheia, geladeira cheia: receitas diferentes para o jantar.

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    2ª e 3ª semana: despensa em uso, repondo alguns produtos da geladeira principalmente verduras, frutas e legumes

    4ª semana: é a semana da criatividade. É nesta semana que o desperdício é eliminado utilizando tudo o que temos na despensa e geladeira, antes de fazer uma nova compra do mês no supermercado. Por exemplo: se não tiver ovo nem farinha de rosca para empanar um bife, uso maionese e queijo ralado. Se não tiver carne suficiente para todos, eu faço espetinho de carne com bastante legumes.

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    SUPERMERCADO

    Ignorar a comparação dos preços dos produtos em supermercados diferentes pode fazer uma diferença considerável no fim do mês. Por várias vezes vi preços de produtos que dobravam de valor nos supermercados pesquisados.

    INTERNET

    De tempos em tempos eu costumo entrar no site da empresa que comercializa planos de internet. Na última vez, percebi que havia um plano de 15MB sendo comercializado por um valor menor do que o meu plano, que era de 10MB. Liguei no 0800 e solicitei a alteração do meu plano. Além de pagar mais barato, a velocidade da minha internet melhorou.

    MOEDAS INTERNACIONAIS

    Quando voltamos de viagens internacionais, meu marido tem o costume de guardar as notas (para uma nova eventual viagem) ao invés de trocar por Real nas casas de câmbio. E eu percebi que tínhamos euro, dólar americano e dólar canadense guardados na gaveta há anos. Como não temos previsão para viajar, eu vendi.

    OBJETOS EM DESUSO

    Eu costumava comprar muitos livros quando era mais nova. Mas conforme os livros foram ocupando um espaço considerável da casa, eu passei a comprar livros digitais. Atualmente, a maioria dos meus livros já estão no formato digital, então não via mais sentido em ver meus livros pegando poeira nas estantes. Um ótimo jeito de desapegar das coisas é na OLX. Eu já vendi bicicleta, cabeceira de cama, aspirador de pó, livros…

    ÁGUA E LUZ

    Passei a dar banho na minha filha de chuveiro ao invés de encher a banheira. O tempo do chuveiro ligado reduziu e consequentemente a conta de luz abaixou.

    São pequenos exemplos de como podemos economizar fazendo uma simples análise das nossas atitudes do dia-a-dia.

    E você? Tem dinheiro dormindo por aí? Já pensou em acordá-lo?

    – Yuka –

    Viver com menos papel

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    Há alguns anos eu tenho tentado manter uma rotina de viver com menos papel.

    Essa iniciativa facilitou muito a minha vida, pois desde então, consigo acessar todas as informações de qualquer lugar e em qualquer dispositivo (além de otimizar bastante espaço em casa).

    A seguir, compartilho com vocês o que eu tenho feito:

    1.) Livros: praticamente todos os meus livros físicos foram doados. Verifiquei se os livros já possuíam versão online e mantive somente aqueles (em papel) que com certeza leria novamente. Ou seja, permaneceram somente poucos e bons livros em papel.

    Substituto: Kindle

    kindle.png

    2.) Bloco de anotação, caderno, caneta, listas: eu anoto tudo no celular. Desde lista de supermercado, lista de compras, lista dos médicos da família, dos remédios que tenho em casa, lista das nossas conquistas, das tarefas da semana, etc.

    Substituto: Celular

    Celular.png

    3.) Comprovantes de pagamento, notas fiscais, manuais, caderno de receitas, documentos: eu comecei a utilizar o Evernote desde o ano passado e de verdade? Foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Eu armazeno TUDO no Evernote: cópias do meu RG, CPF, passaporte, carteira de trabalho, comprovantes de pagamento, notas fiscais, manuais, receitas culinárias, carteira de vacinação da família, etc. Com certa frequência, preciso recuperar algum documento e para isso eu só preciso acessar a internet (pode ser pelo celular, notebook, tablet etc) e baixar o documento. Mantenho somente o último boleto das contas de luz, gás em papel, mas é mais para comprovar minha residência, em caso de necessidade.

    Substituto: Evernote

    Evernote.png

    4.) Fotos: Antes eu armazenava as fotos no meu notebook e fazia backup em um HD externo. Hoje guardo todas as fotos na nuvem, utilizando o serviço gratuito do Google Foto.

    Substituto: Google Fotos

    Google Foto.png

    5.) Quando estou em algum lugar externo e preciso anotar algo, eu geralmente tiro foto. Um cartão de visita? Foto nele. Um slide interessante de uma apresentação? Foto nele. Número de telefone de uma loja? Foto nele. Um mapa de como chegar até determinado lugar? Foto nele também

    Substituto: a câmera do celular

    Com essas práticas, os papéis que ficavam armazenados em pastas e mais pastas, se tornaram virtuais.

    ~ Yuka ~

    De quantos sapatos eu preciso – post 3

    Depois de 2 posts (post 1 e post 2) e passados alguns anos, a quantidade de meus sapatos diminuiu consideravelmente. Nestes 5 anos, de 17 calçados, a minha relação com o consumo amadureceu e hoje eu tenho exatos 6 calçados:

    Captura de Tela 2018-01-17 às 09.09.56.png

    1 sapatilha preta

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    1 sapatilha nude

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    1 sandália caramelo

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    1 ankle boots

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    1 chinelo

    Captura de Tela 2018-02-19 às 12.09.13

    1 tênis

    São os que eu preciso. Uso todos com muita frequência e todos são confortáveis.

    – Yuka –

    Quanto menos coisas, melhor

    Existe uma ilustração do artista de rua NemO’s que representa muito bem a sensação de quando eu tinha muitos objetos, alguns bens e muita responsabilidade.

    Consumismo.jpg

    Imagem daqui

    Nessa ilustração acima, cada objeto fica amarrado no homem por um fio. Conforme ele vai adquirindo mais objetos, mais responsabilidades ele tem, e consequentemente, mais pesado ele se torna, chegando a uma situação de quase afogamento. Se prestarmos atenção ao nosso redor, podemos perceber várias pessoas que estão nesta mesma situação.

    Ao adquirir um imóvel, geralmente financiado por um banco por décadas, vem também a vontade de decorar o apartamento… começa com uma televisão nova e um sofá confortável para acompanhar, a instalação de uma cozinha equipada com armários planejados, sem esquecer o guarda-roupa planejado do quarto, um banheiro com uma bancada de mármore… Depois vem as responsabilidades de um proprietário de um imóvel… Descobre-se uma infiltração na parede do banheiro, uma torneira com goteiras, fora os boletos do IPTU, condomínio, gás, luz, e com todos esses gastos, aquelas parcelas mensais do financiamento, que antes parecia estar sob controle, começa a pesar. Com todas as infinitas parcelas do financiamento, passamos a ter uma única certeza: de que não podemos perder o emprego. O medo de perder o emprego e a certeza das parcelas do financiamento que chega todos os meses nos paralisa, impede inclusive de enxergar as boas oportunidades.

    Ao comprar diversos equipamentos como uma panificadora, omeleteira, sorveteira, máquina para fazer macarrão, uma torradeira, pipoqueira, sanduicheira etc, precisamos de espaço maior na cozinha para armazenamento. Cozinha maior implica morar em uma casa maior. Casa maior implica em comprar móveis maiores para preencher espaços vazios. Preencher espaços vazios significa precisar trabalhar por mais tempo para conseguir dinheiro e gastar mais tempo com limpeza. Gasta-se mais tempo com limpeza, gasta-se dinheiro com mais produtos de limpeza. Não podemos esquecer do condomínio e IPTU, já que eles são cobrados por metro quadrado.

    Ao comprar ou ganhar joias, queremos mostrar aos outros para ostentar, mas ao mesmo tempo surge o medo de sofrer um assalto.

    Se moramos em uma casa linda, queremos estar arrumados, aquelas roupas do guarda-roupa já não servem mais. Compra-se mais roupas, mais sapatos, mais acessórios, precisamos comprar um guarda-roupa maior.

    Para sair desse tipo de looping infinito, comecei me desvencilhando de objetos… foram inúmeras blusas pretas que tirei do guarda-roupa, calças jeans que já não serviam há anos, blusas desbotadas e acessórios que não me representavam mais.

    Depois veio a vontade de tirar pessoas que me puxavam para baixo. Pessoas que se diziam amigas, pessoas que precisávamos engolir por ser da família.

    Passei a descobrir o real significado da qualidade. Muitas vezes, ter menos coisas é melhor. Ter menos coisas dá mais satisfação e menos trabalho para manter.

    Inclusive, deixei de usar diversos itens da casa que me fez ganhar inclusive tempo, por não precisar me preocupar com coisas (por exemplo: tapetes, saia para cama box etc).

    E a cada objeto, coisas, pessoas que eu me desfaço, uma ‘linha’ é cortada e eu vou ficando cada vez mais leve.

    Hoje, tenho poucas linhas que estão amarradas em mim.

    Isso tornou a minha vida mais leve. Quanto menos, melhor.

    ~ Yuka ~

    DIY do meu casamento íntimo (mini-wedding)

    Quando meu marido me pediu em casamento, eu sabia que seria um casamento íntimo, ou como dizem, que eu faria um mini-wedding.

    Fazer um casamento grande nunca esteve nos meus planos. Por isso mesmo, procurei por um lugar que fosse pequeno e ao mesmo tempo aconchegante para realizar uma mini-cerimônia.

    Depois de muito procurar, encontrei um lindo bistrô francês, onde o dono, apesar de nunca ter realizado um casamento no restaurante dele, gentilmente concordou em oferecer o espaço e todo o serviço da sua casa.

    Foram 35 pessoas muito queridas que foram convidadas. Um dia inesquecível e memorável para mim.

    Até o grande dia chegar, eu havia feito diversos orçamentos das lembrancinhas, caixas para doces, decoração… só que das duas uma: ou o acabamento era bem ruim ou era muito caro.

    Como eu tenho habilidades manuais, confeccionar as lembrancinhas (e mais outras coisas) se tornou a grande diversão.

    Aqui, vou compartilhar um pouco as coisas que eu fiz para o casamento. Peço desculpas por não ter o passo-a-passo. Eu até tinha as fotos, mas meu notebook andou pifando e eu perdi algumas fotos, dentre elas, a pasta que guardava as fotos para o blog. Bom, paciência… Vou tentar descrever o que eu fiz.

    O bolo

    mini wedding bolo buquê.png

    Eu tinha uma foto de um bolo que gostava muito (tem post aqui). Pequena e delicada, era essa a ideia que eu queria para o meu casamento. Como eu queria um bolo de 2 andares, levei a foto até uma confeiteira especializada em bolos de casamento para reproduzi-lo.

    mini wedding bolo.pngDentro do bolo, ainda tinha uma surpresa. As camadas do bolo eram em degradê, coisa mais linda, ficou lindo e delicioso.

    O buquê

    Eu e a minha mãe fizemos o buquê juntas. Encomendamos um maço de flores na floricultura do bairro uma semana antes do casamento.

    mini wedding buquê

    Lista de presença

    mini wedding lista de presença.png Ao invés de fazer a tradicional lista de presença, fizemos uma lista com as digitais dos convidados.

    Eu comprei papel com gramatura mais alta e desenhei uma árvore com uma canetinha preta de ponta fina (na internet há vários modelos para copiar). Comprei 3 almofadinhas para carimbo nas cores rosa bebê, rosa e lilás. Cada convidado que chegava no bistrô, carimbava o dedo neste papel e colocava seu nome em cima da sua digital. Depois, enquadrei para decorar a nossa casa.

    Decoração da mesa com xícara de flores

    mini wedding decoração mesa
    Essas xícaras foram a maior sensação da festa. Várias pessoas vieram me pedir para levar por-favor-pelo-amor-de-Deus para casa (tem post aqui). Só que eu já tinha combinado que eu daria o jogo de xícaras de presente para a minha sogra e também para a minha mãe. Me deixa muito feliz quando vou para a casa das duas e vejo essas xícaras sendo usadas.

    Cadeira para marcar o lugar à mesa

    mini wedding mini cadeira

    Comprei as cadeiras em MDF na cor natural e pintei com tinta spray branca (tem post aqui). Depois foi só colocar um laço de cetim, uma pérola para dar charme, e o nome do convidado.

    Convite de casamento

    mini wedding convite.png Eu utilizei basicamente as técnicas de cartonagem. Comprei papelão roller, encapei com tecido, colei um papel com as informações sobre a data e hora do nosso casamento e na parte externa, acrescentei uma fita de cetim para dar acabamento e um laço.

    Caixas com macarons para todos os convidados

    mini wedding macarons 1.png Outra lembrancinha que causou comoção entre os convidados foi essa caixa. Comprei caixas de MDF na cor natural e pintei de branco, forrei a tampa com um tecido jacquard listrado, coloquei laço de cetim e flor. Para não deixar a caixa exposta, comprei uma caixa plástica que servia para armazenar cupcake. Serviu certinho para abrigar a caixa. Dentro da caixa, coloquei 4 doces franceses: macarons.

    mini wedding macarons 2.png

    Vaso com amêndoas

    mini wedding amêndoas.png Comprei vasinhos de barro em casa de artesanato, forrei a parte externa com renda com auxílio da cola branca, depois forrei a parte interna com papel de seda. Coloquei as amêndoas e embrulhei com um tule branco e finalizei com fita de cetim.

    Na hora de ir embora, todos os convidados receberam as lembrancinhas: as cadeiras com os nomes, as caixas com os macarons e os vasinhos de amêndoas. Para cada convidado, havia uma sacola transparente para facilitar na hora de carregar. Como todas as lembranças estavam com nome, foi muito fácil fazer a entrega dos mimos.

    mini wedding macarons 3.png

    Fotos do restaurante (retiradas do site)
    Restaurante La Cocotte. Foto: Tadeu Brunelli
    www.tbfoto.com.brLA COCOTTE - SP/SP - 06/12/2011 Foto: Tadeu Br
    Restaurante La Cocotte. Foto: Tadeu Brunellilacocotte 3 Restaurante La Cocotte. Foto: Tadeu Brunelli Restaurante La Cocotte. Foto: Tadeu Brunelli Restaurante La Cocotte. Foto: Tadeu Brunelli
    Restaurante La Cocotte. Foto: Tadeu Brunelli

    Espero que tenham gostado!

    ~ Yuka ~

    Dicas para que o planejamento de longo prazo dê certo!

    planejamento futuro

    Eu já tinha percebido o motivo dos meus planos de curto, médio e longo prazo darem quase sempre certos.

    Isso se deve a 2 coisas:

    1.) acompanho os meus planejamentos com frequência

    2.) faço pequenos ajustes ao longo do período

    Lembro que uma amiga chegou a comentar que para ela seria impossível traçar metas tão longas, pois não conseguiria “engessar” o seu futuro como eu fazia.

    Mas na verdade, é justamente o oposto. Eu não engesso, eu só traço alguns objetivos e vou fazendo pequenos ajustes ao longo do tempo.

    Por exemplo, no meu planejamento de uns 5 anos atrás, constava que aos 33 anos eu iria casar com o meu namorado (que é o meu marido atual), depois compraríamos um carro aos 34 anos, e depois um apartamento financiado. Nesse meio tempo tentaríamos ter 3 filhos.

    Mas conforme as coisas iam acontecendo, os ajustes também aconteciam. Hoje, a única coisa que foi concretizada desse planejamento foi o casamento. Porque para o restante (o carro, o apartamento, os filhos) a nossa opinião mudou. Resolvemos não ter carro, resolvemos vender o apartamento para viver de aluguel e decidimos que 2 filhas já estava bom.

    E só para reafirmar: está tudo bem alterar o planejamento. Aliás, ajustar o planejamento a todo momento é o que faz tudo isso dar certo e faz com que eu não abandone meus objetivos. A nossa vida é repleta de mudanças, por isso mesmo, engessar os planos é um dos maiores motivos para que aconteça o abandono do planejamento.

    Outro fator muito importante para um planejamento, é, após definir o que quer para o seu futuro, trazer isso para o hoje. Vou exemplificar. Se lá na frente eu quero me aposentar, viajar com o meu marido, curtir minha aposentadoria com ele, cuidar das minhas filhas, eu PRECISO cuidar do meu casamento hoje. Pois se eu não fizer isso, quando eu me aposentar, eu estarei sem o marido.

    Se eu tenho vontade de participar da corrida de São Silvestre, eu PRECISO começar a treinar desde já, porque eu não consigo simplesmente sair correndo de um dia para outro, eu preciso treinar o meu corpo para isso.

    Não basta ter um planejamento.

    É necessário trazer o futuro para o presente. E como a gente faz isso? É só ler o post da semana passada. Aquela lista-mãe que provavelmente alguns dos leitores fizeram, será essencial para o início de todo o planejamento. Qual dos itens será levado à sério? Como ele será desmembrado em diversas pequenas tarefas?

    Não mire só o futuro. Lembre-se de comemorar as pequenas conquistas diárias, vibrar por cada degrau que subir.

    Não se esqueça que o futuro, nada mais é do que a somatória do que fazemos no presente.

    ~ Yuka ~

    Como criar metas alcançáveis

    checklist.jpg

    Por sugestão de uma leitora (alô, Silvia!), resolvi adiantar o post de hoje.

    Ela disse: “Traçar metas é um caminho para não esquecermos do que realmente importa, mas fala-se tanto de metas hoje em dia, mas ainda há quem não saiba criá-las, eu no caso! Uma boa dica para um próximo tema: metas: sua importância e como fazê-las.”

    Eu me considero uma pessoa bastante organizada. Enquanto as pessoas dão importância ao “fazejamento”, ou seja, vai fazendo e planejando ao mesmo tempo, eu foco na fase do planejamento.

    O problema do “fazejamento” é que a gente não consegue ter uma visão geral do que está por vir. As coisas vão acontecendo e a gente vai resolvendo os problemas conforme vão surgindo. É o típico apagar o incêndio, ao invés de preveni- lo. Gasta-se muito mais energia e tempo apagando o incêndio do que prevenindo. E é esse o ponto onde eu queria chegar.

    Eu consigo fazer muitas coisas porque eu faço planejamento. É uma conexão direta. O planejamento traz clareza, foco e auxilia na definição de prioridades.

    Tá. E você pode perguntar para mim: “E por onde começar?”

    Sei que é difícil entender quando a gente fica no blá-blá-blá, então vou tentar explicar como as coisas funcionam para mim.

    Tudo começa pela lista do “Um Dia, talvez” que eu deixo no meu celular. Essa lista é a matriz de tudo, é a lista-mãe. É de onde originam todas as outras listas. Eu coloco tudo, TUDO o que eu tenho vontade de fazer, de ler, de ouvir, de ir, etc. Não importa se é um restaurante que eu quero conhecer, um livro que eu quero ler, um sonho que um dia eu quero concretizar, lugares que quero visitar, coisas que quero comprar, hábitos que eu quero cultivar, etc. Não há regras. A única regra é: esvaziar a cabeça e sair listando tudo.

    Um dia talvez

    Esta lista é alimentada a todo momento. Se passo em frente de uma loja charmosa que quero voltar depois com meu marido, anoto nesta lista. Se surge a lembrança de que quando criança tinha vontade de correr em uma plantação de girassóis, anoto também nesta lista. Se tem um aplicativo de celular que quero testar, anoto na lista. Não há critério do que colocar, nem de duração, nem de orçamento, coisas fáceis, coisas difíceis de serem concretizadas, coisas caras ou baratas.

    Todo dia eu olho para esta lista e vejo o que quero fazer. Alguns itens eu acabo apagando porque percebo que foi só uma empolgação do momento. Então “pesco” algumas tarefas (ou projetos, ou lugares, etc) que estou com mais vontade de fazer. Alguns dos itens são tarefas rápidas, como “comprar escorredor de pratos”. Outros, são projetos longos, como se “alimentar melhor”, “acessar menos notícias”.

    E aqui vem o pulo do gato. Quando vou até a minha lista do Um dia, Talvez, eu não pego o item mais fácil de ser resolvido. Eu pego o item que estou com mais vontade de fazer, o que eu acho mais importante para o momento.

    No ano passado, eu decidi que queria morar em uma casa com decoração escandinava. Não é uma coisa simples-pronto-já-fiz.

    Então eu levei esse item “decoração escandinava” em um bloco de notas (no celular mesmo), e lá, tentei descrever TUDO o que eu achava que precisava ser feito para ter uma sala com decoração escandinava. Só que para eu poder descrever melhor, precisava pegar inspirações em algum lugar. Então a primeira tarefa foi:

    • pegar inspirações no Pinterest

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    Captura de Tela 2018-01-29 às 13.59.10.png

    Captura de Tela 2018-01-29 às 13.59.27.png

    Depois de ter acesso a algumas fotos, surgiram outras demandas como:

    • almofadas
      • comprar tecido preto e rosa bebê na 25 de março
      • comprar enchimento de almofadas na 25 de março
      • separar zíper preto e rosa que tenho em casa
      • colocar tudo numa sacola e pedir para a mãe costurar
    • colocar 2 prateleiras brancas na lateral da mesa de jantar
      • medir o tamanho das prateleiras que preciso
        • 1 prateleira: medida 19 x 60cm para colocar fruteira
        • 1 prateleira: medida 10 x 60cm para colocar quadros
        • encomendar no marceneiro do bairro
        • instalar prateleira com furadeira
    • mesa de centro pequena
      • ver se o espaço que tenho na sala comporta uma mesa de centro pequena
      • pesquisar na internet se há modelos de centro de mesa de até 40cm de largura
    • caixas de brinquedos
      • medir o tamanho disponível embaixo do rack da televisão
      • 3 caixas organizadores de madeira pinus com rodízio – ver a medida
      • pedir orçamento ao marceneiro
    • quadros e pôsteres
      • escolher modelo de pôsteres
      • escolher tamanho dos pôsteres
      • solicitar impressão dos pôsteres na gráfica
      • comprar molduras para os pôsteres

    Pronto, já tenho uma lista mastigada que vai me direcionar o que preciso fazer para ter uma decoração escandinava.

    Reparou que nesta lista há dois itens (prateleira e caixa organizadora) para solicitar orçamento para o marceneiro? Aí é que entra o poder do planejamento. Por ter feito esse planejamento, não precisei ir 2 vezes ao marceneiro. Posso solicitar de uma vez só o orçamento e é assim que vou ganhando tempo.

    Com a lista pronta, no início da semana (geralmente no domingo), pego os itens mais importantes e decido em qual data irei fazer o quê. Por exemplo: se sábado irei na 25 de março, segunda-feira posso escolher os modelos de pôsteres, na terça-feira posso pesquisar sobre os modelos da mesa de centro. Todas essas decisões são colocadas na agenda do celular e o mais importante, cumpridas. Por isso eu coloco em datas espaçadas, para justamente não atolar a agenda e me sentir sufocada.

    Quando eu terminar de executar todas as tarefas, possivelmente a minha sala já estará com a decoração escandinava.

    E aí eu volto para a minha lista ‘Um dia, Talvez’ para pegar mais uns 2 ou 3 itens para serem feitos a mesma coisa.

    É desta forma que se tira sonhos do papel. São sonhos que se transformam em metas. Metas que se transformam em lista de tarefas. Tarefas que se feitas, transformam em sonho concretizado.

    Espero ter ajudado,

    ~ Yuka ~

    O poder da escolha

    questão de escolha.png

    Por diversas vezes ouvi de pessoas próximas que eu tenho sorte.

    Sorte por ter um marido tão presente.

    Sorte por ter conseguido passar em um concurso público concorrido.

    Sorte por todas as coisas que eu conquistei.

    Quando conquistamos algo, geralmente as pessoas enxergam somente a conquista em si, sem enxergar todo o esforço (e principalmente renúncias) envolvido para que aquilo fosse conquistado.

    Por isso quando se conquista algo, as pessoas acham que é sorte. Não enxergam quantas horas foram necessárias para estudar sobre um determinado assunto, ou as coisas que foram deixadas de lado para que algo pudesse se tornar prioridade.

    Ao invés de assistir televisão, temos a escolha de ler um bom livro.

    Ao invés de navegar na internet sem rumo, temos a escolha de estudar algo que nos acrescente como pessoa.

    Eu, que estou com tempo escasso por trabalhar 8 horas, e ainda ser esposa e mãe de 2 filhas pequenas, encontrei alternativas para estudar ouvindo audiobooks enquanto faço compras no supermercado ou enquanto estou cozinhando e lavando louça. Já perdi as contas de quantas horas eu estudei ou li bons livros, de madrugada, enquanto amamentava minha filha.

    Todos nós temos as mesmas 24 por dia. Se o dia será produtivo ou não, só depende de uma coisa: da nossa decisão.

    A cada dia temos uma nova chance de dar um rumo diferente na vida.

    Essas horas que gastamos sem fazer nada importante, a primeiro momento parece uma perda insignificante. “Ah são só 2 horas por dia…”

    Mas se somamos um período de 5, 10 anos, conseguimos enxergar o quanto fomos produtivos, ou dependendo, quantas coisas deixamos de fazer.

    No final de 10 anos, surge o poder das escolhas que fizemos ao longo da nossa vida.

    “Insanidade é continuar fazendo sempre as mesmas coisas e esperar resultados diferentes” ~ Albert Einstein ~

    Tire um dia da sua vida para refletir: onde você quer estar daqui a 10 anos?

    Trace diversas metas pequenas. Metas tão pequenas que chegam a ser ridículas se não forem feitas. Concretize diversas metas pequenas e faça novas escolhas que proporcionem a certeza de que daqui a 10 anos, você estará onde justamente gostaria de estar.

    ~ Yuka ~

    O hábito de ler livros (sem gastar dinheiro)

    hábito de ler.jpg

    Eu sou daquelas pessoas que AMA ler livros.

    Eu leio enquanto estou no metrô, no consultório médico, esperando uma amiga na cafeteria, na hora do meu almoço, um pouco antes de dormir…

    Depois que as editoras passaram a comercializar livros em formato eletrônico, minha alegria só aumentou. Meus livros preferidos ‘entraram’ dentro do celular, do tablet, do computador. Passei a carregar 20, 50 livros no celular, sem precisar carregar peso extra.

    Até que no ano passado, aderi ao meu amado Kindle.

    Não sei se é do conhecimento de todos, mas o Le Livros, fornece gratuitamente milhares de livros sobre diversos assuntos, de ficção científica à economia. Muitos dos livros que eu li são do Le Livros.

    Outro hábito que eu e meu marido mantemos com muito gosto, desde que as nossas filhas nasceram, é a leitura diária de livros.

    Só que (para o meu desespero) até a minha filha mais velha completar 1 ano e meio, ela mordia a quina dos livros, rasgava e rabiscava as folhas.

    Ao completar 2 anos de idade, ela parou com tudo isso e ainda sabia diferenciar o que era nosso e o que era de outra pessoa.

    Foi quando passamos a pegar livros nas bibliotecas municipais e estaduais do bairro.

    Geralmente, nós vamos à Biblioteca de São Paulo e na Biblioteca Infantil Multilíngue Belas Artes. Podem não ser as mais próximas, mas são bibliotecas maravilhosas e acessíveis, por ser perto do metrô.

    Tentamos não misturar os livros da casa com os da biblioteca. Por isso deixamos em lugares diferentes, para que a nossa filha entenda que aqueles livros separados, são emprestados.

    Ela definitivamente ama os livros “novos”.

    E mais uma vez me lembro do quanto podemos nos divertir sem precisar abrir a carteira, nem acumular objetos em casa.

    Basta ter paciência para procurar lugares bacanas, e disposição para levar os filhos nesses lugares.

    ~ Yuka ~

    Minimalismo nas finanças

    casamento finanças

    Devo estar nostálgica… É o terceiro post seguido que comento sobre meu ex-marido.

    Mas é por uma boa causa, vou explicar como a gente se organizava financeiramente.

    Quando casei pela primeira vez, por uma sugestão minha, eu e meu ex-marido dividíamos as contas de uma forma muito democrática. Ele ganhava 60% dos nossos rendimentos somados, e eu 40%. Ele pagava 60% das contas e eu pagava 40%.

    Só que com o tempo, parecia que morávamos em uma república, já que tudo era muito meticulosamente dividido. Conheço muitos casais que dão certo fazendo isso, mas para mim, não deu muito certo.

    Já com o meu atual marido, decidi fazer diferente.

    Meu marido é muito econômico, daqueles que anda 20 km de bicicleta, para na frente da sorveteria pingando de suor, passa vontade, mas não compra o sorvete. Quando fico sabendo dessas histórias, eu sempre pergunto o motivo dele não ter comprado. “Compra! Não passe vontade!” E a resposta dele é que como ele passou necessidade financeira durante muitos anos, acabou se acostumando a não comprar, diz que nem percebe quando tem esses comportamentos de racionamento.

    Por ele ser assim (mãozinha fechada), as nossas finanças são organizadas de uma forma muito fácil.

    1.) Soma-se nossos salários.

    2.) Paga-se todas as contas.

    3.) Cada um pega uma parte (chamamos carinhosamente de mesada).

    4.) Poupamos o restante.

    Eu sou CLT, meu marido não tem carteira assinada. Eu recebo vale alimentação, vale refeição, 13º salário, adiantamento de férias. Ele não. Mas aqui em casa a regra é: quando entra dinheiro na conta de um, o dinheiro vira nosso.

    Não temos competição, nem orgulho de quem ganha mais que quem. Hoje meu salário pode ser maior que o dele, amanhã, o salário dele pode ser maior que o meu. Tanto faz.

    Como tudo é “nosso”, nos empenhamos em economizar juntos, porque a economia de um, vira a economia dos dois. Quando um quer gastar em algo mais caro, sentamos ao redor da mesa e conversamos sobre prioridades.

    Não recomendo esse tipo de divisão para todos os casais, pois há casais em que um gasta mais, ou que tem um hobby mais caro.

    Para mim e para o meu marido, tem funcionado muito bem.

    Sentimos mais cumplicidade, pois um acaba policiando o outro nos gastos, nos esforçamos para alcançar as metas de uma forma mais rápida, além de termos mais clareza e transparência nos gastos.

    E se um ficar desempregado? Tudo bem, acontece. E se um ganhar mais que o outro? Que legal, parabéns, alcançaremos a nossa meta mais rápido. E assim vamos levando a vida de uma forma leve.

    Aqui em casa até as finanças se tornou minimalista.

    ~ Yuka ~

    A capacidade que temos de começar outra vez

    começar outra vez

    Há exatos 10 anos, eu me divorciei.

    Foi bem difícil, mas ao mesmo tempo senti um alívio ao saber que a partir daquela dia, eu voltaria a ter controle da minha vida.

    Logo depois do divórcio, voltei a estudar, procurei um novo lugar para morar e juntei meus caquinhos para reconstruir minha vida.

    Engana-se quem pensa que não gosto dele. Muito pelo contrário, tenho admiração e gratidão por ele ter tido a coragem de dizer o que estava sentindo. Graças à essa coragem eu tive a oportunidade de reconstruir a minha vida ao lado de outra pessoa.

    No dia em que ele foi embora, eu dobrei suas roupas para colocar na mala. Eu emprestei a chave de casa quando viajei por 1 mês, porque ele ainda não tinha lugar oficial para ficar. Quando retornei da viagem, encontrei a casa em silêncio e uma geladeira abarrotada com coisas que eu gostava de comer.

    Foi ele que fez a mudança das minhas coisas para o apartamento novo. Foi ele que desmontou e montou meu guarda-roupa.

    E com todas essas lembranças, hoje tenho a plena consciência de que meu primeiro casamento não foi um erro. Eu casei com a pessoa certa. Só não durou para sempre.

    E apesar de já saber que ele tinha um caráter exemplar, foi no divórcio que eu confirmei isso.

    Dizem que a cada 10 anos um novo ciclo se inicia.

    Depois de 10 anos, cá estou eu, casada novamente, apaixonada e mãe de 2 lindas filhas.

    E ao relembrar desse momento, lembrei da minha mãe falando que sempre achou que o divórcio era o fim da vida de uma pessoa…

    … mas que ao me ver começando de novo, descobriu que o divórcio não era um fim, e sim, o recomeço de uma vida.

    Neste fim de ano, aproveito para relembrar que nós temos a força de recomeçar sempre. Recomeçar uma nova vida, um novo estilo de vida, um novo hábito, ter novos propósitos…

    Um feliz 2018 para todos!!!

    Um feliz recomeço para todos nós.

    ~ Yuka ~

    É preciso saber a hora de partir

    Estava eu lembrando do meu casamento anterior e o por quê de ter acabado.

    Acredito que havia várias pequenas coisas que não estávamos alinhados, mas um dos principais motivos foi o estresse que meu emprego me causava.

    Eu era workaholic e trabalhava das 7h as 22h e para piorar, não tinha um controle emocional forte, motivo pelo qual me abalava profundamente quando percebia injustiças no trabalho.

    Tudo isso foi gerando estresse e para piorar, carregava esse estresse para casa. Lembro que meu ex-marido me aconselhou por diversas vezes para eu largar meu emprego, mas meu orgulho (besta, diga-se de passagem) não deixava sair do emprego para ficar desempregada, mesmo que isso custasse a minha saúde psicológica.

    Estudei muito para passar em um concurso e de fato eu passei, mas quem já prestou concurso sabe que as coisas demoram para acontecer.

    Foram apenas alguns meses, talvez 1 ano. Me chamaram rápido, mas demorado o suficiente para desgastar o meu casamento.

    E acabamos nos divorciando.

    Talvez se eu não fosse orgulhosa e tivesse largado meu emprego eu poderia estar casada com ele? (meu atual marido me agradece intensamente por eu ter sido orgulhosa rs).

    Posso dar outro exemplo. Meu salário ainda é alto se comparado a média salarial da minha categoria. Mas por não receber reajustes anuais por anos, em algum momento da minha vida sei que o meu salário não será bom.

    Vou ficar esperando esse dia chegar? Definitivamente não. Desta vez eu vou saber a hora de partir.

    Todos os dias dou um passo a mais para o destino onde quero chegar. Leio textos, converso com pessoas, estudo, vejo vídeos, faço cursos, tudo para me preparar para quando o momento de partir chegar.

    Quando falo em “partir”, pode servir para qualquer situação em que estamos…

    Um casamento que já não está bom.

    Um emprego que nos traz sofrimento.

    Um amigo que nos faz sentir mal.

    Um bairro que se tornou perigoso.

    Lembranças que já não fazem mais sentido.

    Aproveite este fim de ano para listar tudo o que pode partir da sua vida.

    Um Feliz Natal para todos.

    ~ Yuka ~

    Felicidade incomoda?

    felicidade incomoda

    Quando falamos sobre felicidade, costumamos lembrar de pessoas sorrindo, coisas felizes acontecendo, e com isso a gente tem a ilusão de que todos irão ficar felizes com a sua felicidade.

    O historiador Leandro Karnal já havia dito em uma de suas palestras que para saber se aquela pessoa é seu amigo de verdade, basta reparar se a pessoa ficará feliz com as suas conquistas.

    Fale que vai casar. Que está grávida. Que ganhou uma viagem para o exterior. Que foi promovido. Que está feliz.

    Tem gente que vibra, abraça, dá pulos de alegria e até chora de felicidade junto com a gente.

    E tem pessoas que amarguradas com a felicidade alheia, gostam de alfinetar, jogar um balde de água fria, falar que foi sorte, que foi indicação, que a pessoa não merecia.

    Escrevendo este post, lembrei de uma pessoa que talvez tentou me colocar para baixo quando eu estava grávida ainda de 4 meses. No momento em que todos estavam me elogiando, dizendo como eu estava bonita grávida, a pessoa olhou direto pra mim e falou: “É… já está com nariz de batatinha”. Desnecessário, né?

    Tente ficar perto de pessoas otimistas e felizes. Tente ficar perto de pessoas que não falam mal dos outros.

    Amigo de verdade não é aquele que empresta o ombro-amigo quando você está na pior. É aquele amigo que fica genuinamente feliz com as suas conquistas.

    Analise: quantos amigos você possui que ficam realmente felizes com as suas conquistas?

    Já parou para pensar quem são seus amigos verdadeiros?

    ~ Yuka ~

    Quantos anos têm os objetos da sua casa?

    máquina de escrever

    Nessa era de descarte e desperdício, surgiu a seguinte pergunta: qual é o item mais antigo que possuo?

    Posso dizer que os objetos que tenho em casa são relativamente novos. Algumas coisas eu já tinha, outras, comprei quando casei em 2013.

    O notebook que uso já tem 7 anos, está difícil, lento, trava várias vezes, por isso em breve vou comprar um novo.

    O restante das coisas são novas, a máquina de lavar roupa que tem 2 anos e meio, a mesa de jantar que tem 4 anos, o sofá que tem 6 anos e por aí vai.

    Mas quem ganha o troféu por cuidar bem das coisas que possui, é o meu marido.

    Ele tem um moleton que usa em casa há 22 anos. Esse moleton é mais velho do que muita gente que está lendo esse blog.

    Ele também tem a mesma lapiseira há 18 anos. E usa todos os dias. Outro dia perguntei pra ele se nessa época já existia lapiseira. Achava que só existia lápis rsrs.

    Alguns itens beiram o absurdo, como uma pasta de elástico que possui há 16 anos. O elástico da pasta está tão larguinho, coitado, mas ele continua usando e levando todos os dias na mochila.

    Tem também uma batedeira laranja herdada da mãe, ou seja, tem 34 anos, quase a minha idade. Lembro que chegamos a conversar qual batedeira iríamos comprar quando essa quebrasse. Já desisti, porque descobri que ela é inquebrável.

    Conversando sobre essas coisas com a minha mãe, descubro que ela também tem objetos muito mais antigos que a do meu marido…. ela tem uma bacia há 55 anos, um livro de receitas há 59 anos, uma boneca que guarda há 60 anos, uma régua de madeira que usou no primário há 60 anos…

    Os dois são um exemplo pra mim de como dar valor e cuidar das pequenas coisas, mesmo que pareçam banais. De que não precisamos sair comprando e substituindo todas as coisas que temos, só para estar na moda.

    – Yuka –

    Vida corrida: desacelerando

    desacelerar

    Não é de se estranhar que a nossa vida esteja tão corrida.

    E o motivo é simples.

    Nós trocamos – pelo menos – 1/3 do nosso dia trabalhando para os outros em troca de dinheiro, julgo salário. Vendemos o nosso tempo por dinheiro para manter o nosso sustento, comprar comida, ter um teto para morar, pagar pelos estudos, ter conforto.

    Ficamos 8 horas no trabalho + 1 hora de almoço no trabalho + 1 hora (pelo menos) no trânsito. “Só” isso já consome 10 horas do nosso dia.

    Quando voltamos para casa, a maioria de nós precisamos ir ao supermercado, fazer o jantar, cuidar da nossa higiene, cuidar dos filhos, cuidar da casa.

    Mesmo se não tivermos nenhuma atividade extra (como academia, curso), só com o emprego e tarefas domésticas, o dia praticamente já foi preenchido.

    Quando tentamos fazer mais coisas do que o nosso tempo permite, geramos estresse e a sensação de que nos falta tempo domina a nossa rotina.

    Muitos pais fazem hora extra para comprar o que há de melhor para o seu filho, mas na maioria das vezes o que o filho mais quer é ter os pais por perto.

    Trocamos nosso tempo trabalhando mais para comprar coisas que nem precisamos.

    Talvez compramos coisas que não precisamos por fazer uma comparação com um colega? Se um colega de trabalho compra um carro importado, uma casa grande decorada, coloca os filhos na escola bilíngue, a sensação de que está ficando para trás invade a sua mente?

    A televisão dá uma bela incentivada nesse comportamento, mostrando em novelas e comerciais as mulheres surreais andando de salto alto dentro da casa, ou seja, mostram a mulher impecável que nos faz sentir um lixo. Ressaltam em comerciais a importância de trocar presentes em datas festivas (a maioria inventadas por donos de indústrias para girar o comércio) como Dia das Crianças, Dia dos Pais, Dia das Mães, Natal, Dia dos Namorados, Black Friday, etc.

    Colocaram na nossa cabeça que trabalhar muito é bonito. Fazer hora extra é bonito. Não ter tempo para família é bonito. Ou seja, quanto menos tempo tivermos, mais importante iremos parecer.

    Colocaram na nossa cabeça que quem tem tempo é preguiçoso. Que quem trabalha pouco é vagabundo. Quanto mais tempo tiver, mais preguiçoso vai parecer.

    Quem colocou essas ideias na nossa cabeça?

    Neste exato momento, eu não tenho a opção de largar meu emprego, mas sei que a empresa me paga pelas 8 horas diárias do meu serviço. Antes eu fazia hora extra. Hoje não. Antes eu vendia férias. Hoje não.

    Para ter um casamento saudável, é necessário que a família passe mais tempo juntos. Para ter filhos com melhor autoestima é necessário que passem mais tempo com os pais.

    Não deixe que – no pouco tempo que sobra do seu dia – a televisão, o celular, a internet afaste ainda mais sua família.

    ~ Yuka ~

    A vida sem carro (e com 2 filhas)

    sem carro

    Para uma família de classe média que mora em São Paulo e que tem 2 filhas, não ter um carro pode ser um ponto fora da curva.

    Antes mesmo de eu ser mãe, muitas pessoas estranhavam o fato de não ter um carro.

    Quando fiquei grávida da minha primeira filha, me perguntavam: “agora vocês vão comprar um carro, nééé?” E lembro de ter respondido que eu compraria sim, se sentisse necessidade. E a vida prosseguiu sem sentirmos essa necessidade de ter um carro.

    Logo depois, engravidei de novo. E de novo, ouvia o mesmo tipo de comentário: “um filho até que vai, mas com dois, vocês PRECISAM ter um carro!”

    Então decidi mostrar um pouco neste post, como é a nossa rotina e logística sem carro:

    1.) more perto de metrô

    A escolha de morar em um apartamento perto de metrô (a menos de 100 metros) foi fundamental para que eu continuasse sem carro. O aluguel é mais caro? Sim, mas sai mais barato do que manter um carro.

    2.) programe as atividades pela proximidade do metrô 

    Todas as atividades principais da família são programadas pela proximidade do metrô. A creche fica a 3 estações, a casa da minha mãe fica a 2 estações, o meu trabalho é praticamente grudado no metrô, o pediatra fica a algumas estações etc.

    3.) tenha supermercados por perto

    Como isso é importante! Perto de casa há 3 supermercados (um grande e dois mini-mercados) e isso faz muita diferença na praticidade do dia-a-dia.

    4.) tenha farmácia por perto

    É muito importante ter farmácias por perto principalmente quando se tem criança pequena. Há uma farmácia de bairro a 1 quadra de casa e uma farmácia 24 horas a 3 quadras de distância.

    5.) faça compras grandes pela internet 

    Eu faço todas as compras grandes (e pesadas) pela internet: pacotes de fraldas, móveis, eletroportáteis, etc. Se uma determinada loja não tiver vendas online, eu vou até a loja de metrô/ônibus e volto de táxi.

    6.) agende médicos pela proximidade de sua casa

    Médicos, pediatras e exames laboratoriais: escolho pela localização do consultório/laboratório. Em dias de chuvas fortes, até pego um táxi, mas acaba não custando mais que 10 reais.

    7.) organize passeios com antecedência 

    Quando vamos passear, costumamos ir de metrô até o mais próximo possível do lugar e o restante do percurso pegamos táxi. Carregamos na mochila as fraldas, roupa extra, etc. Assim ficamos com as duas mãos livres para sair correndo atrás das crianças. Temos sempre um plano A e um plano B, se fizer sol, vamos para tal lugar, se chover, vamos para outro lugar. Assim, não nos frustramos com as condições climáticas.

    8.) more perto do trabalho 

    Meu marido vai de bike; e eu, de metrô. Nos 30 minutos que estou dentro do vagão, aproveito para ler livros e estudar.

    9.) planeje viagens com antecedência 

    Minha sogra mora bem longe de São Paulo e podemos ir de ônibus (10 horas de viagem) ou de avião (1 hora de viagem). Como sempre pesquiso voos promocionais com antecedência, acabo pagando quase o mesmo valor da passagem de ônibus.

    É isso.

    Acho que já devo ter comentado em algum post que eu já tive carro há mais de 10 anos e que ‘comia’ uma boa parte do orçamento. Quando fiquei sem carro, foi muito-muito-muito difícil pra mim. Foi árduo esperar no ponto de ônibus embaixo de sol e de chuva, sentia muito cansaço no sobe e desce do ônibus, ter que andar quarteirões, me equilibrar no ônibus e no metrô com uma bolsa grande, mas tudo é uma questão de costume. E hoje eu já me acostumei. Tenho a plena consciência de que não ter carro é o que me permite continuar investindo todos os meses, além de possibilitar horas de leitura dos meus livros preferidos.

    – Yuka –

    19 pequenas atitudes para economizar na alimentação

    supermercado

    Se há alguns anos era possível fazer uma compra semanal por R$50,00, hoje esse valor não enche nem uma geladeira.

    Para tentar manter a mesma quantidade e qualidade dos itens que compro, comecei a tomar algumas atitudes para não apertar tanto o orçamento:

    1.) Eu basicamente faço 1 compra grande no início do mês. É quando reponho a minha despensa com farinha, açúcar, arroz, feijão… Para isso, eu comparo preços em 2 supermercados perto de casa. A diferença de preço às vezes é assustadora, já percebi que não há um padrão, às vezes o requeijão pode estar barato no mercado x, e na outra semana, o mesmo requeijão estar barato no mercado y. Como o supermercado é caminho para mim, eu entro, anoto os preços e já vou para o segundo. Compro tudo o que está mais barato, e na volta passo no outro supermercado para comprar o restante dos itens. Às vezes o produto pode custar até 100% mais caro como foi o caso da essência de baunilha. Em um custando R$4,50 e no outro inacreditáveis R$8,50.

    2.) Para as compras semanais (verduras e frutas), eu prefiro ir na feira. Além de achar os produtos de melhor qualidade, consigo preço melhor.

    3.) Antes de ir no supermercado ou feira, gosto de olhar o que tem na geladeira para não comprar coisas duplicadas.

    4.) Compro legumes e frutas da estação. Além de estarem mais saborosas, o preço é mais atrativo.

    5.) Meu marido recebe pelo e-mails as promoções da semana dos supermercados próximo de casa. Sempre conseguimos promoções que valem muito a pena.

    6.) Quando há aquelas promoções imperdíveis, fazemos estoque de produtos como leite em caixa, sabonete, papel higiênico.

    7.) Alguns supermercados mandam cupons pelo correio. Quando recebo, tomo cuidado para não passar da validade da promoção.

    8.) Eu separo os lugares onde faço as compras: frutas e verduras na feira, carnes no açougue e o restante no supermercado.

    9.) Compro somente o necessário para o consumo da semana para evitar desperdício.

    10.) Tento jogar o mínimo de comida no lixo. Misturo talos de espinafre na massa da panqueca, sementes de tomate no molho de tomate, sementes de abóbora viram petiscos assados, uso quase tudo com casca (cenoura, batata, etc).

    11.) Não ter preconceito das marcas próprias do supermercado. Perto de casa tem um supermercado Dia que eu vou com frequência. Sabia que o leite de coco do supermercado Dia é produzido pela Sococo? Que o “nutella” do Dia é produzido pela mesma empresa italiana Nutkao que produz para a marca francesa Casino? Que o chocolate amargo do Dia é importado da França? Que o chocolate em pó do Dia é melhor que o chocolate “do padre” da Nestlé (e o preço é 55% menor)? Pois é.

    Chocolate em pó solúvel: Dia (R$5,00) vs Nestlé (R$13,80)

    chocolate em pó

    Leite de coco: Dia (R$3,00) vs Sococo (R$4,80)

    leite de coco sococo

    leite de coco Dia

    Chocolate em barra: Dia (R$5,00) vs Casino (R$9,80)

    chocolate Dia

    chocolate Casino

    Creme de avelã (nutella): Dia (R$7,00) vs Casino (R$16,00)

    nutella casino

    nutella dia

    12.) Logo que saio do mercado, já confiro os preços na nota fiscal. Já peguei muitos preços principalmente da promoção, com preço sem desconto. Peço para estornar meu dinheiro. Por incrível que pareça, isso é muito-muito-muito recorrente. Outro dia comprei um iogurte por R$3,99, mas passou por R$6,50 no caixa, mais de 60% de diferença no preço.

    13.) O freezer é o meu amigo (e o forno também rs). Se a fruta está amadurecendo rápido, faço um sorbet. Se percebo que não dou conta de comer todo o queijo e presunto, congelo para depois usar em algum outro prato. Eu ralo queijo e congelo. Aproveito para congelar o soro do iogurte para hidratar o feijão, guardo caldo de frango, peixe e carne para fazer ensopados. Quando compro temperos frescos como salsinha, cebolinha, alecrim e tomilho, eu já lavo, seco, pico e congelo. Assim não desperdiço nada.

    14.) Reaproveito a receita de um prato para fazer novos pratos. Almôndegas vira recheio de panqueca. Molho branco vira recheio de batata assada.

    15.) Levo marmita para o trabalho ao invés de comer na rua.

    16.) A cada dia, me esforço para aprender a cozinhar mais… eu faço iogurte grego, minhas queridas granolas, meu amado pão, pretzels, os deliciosos cookies, esfiha, batata rosti, etc.

    17.) Se faço pão, aproveito para usar todo o fermento biológico, e asso 2 pães de uma vez. Além de evitar que o fermento estrague, economizo no gás, já que asso os 2 de uma vez.

    18.) Analiso o preço dos pacotes dos produtos usando como referências as gramas. Por exemplo: eu comprava caixa de chá preto de 25g que contém 15 saquinhos por R$4,50. Mas passei a comprar um pacote de chá preto de 300g que não vem em saquinhos por  R$5,50. Ou seja, antes eu pagava R$4,50 por 25g, hoje pago R$0,45.

    19.) No fim do mês, tento cozinhar usando tudo o que tiver na geladeira, usando a criatividade. É uma forma de limpar a despensa e a geladeira.

    Essas foram as dicas que eu uso aqui em casa. Espero que tenham gostado.

    ~ Yuka ~

    Desperte para as pequenas felicidades

    bebe rindo

    Cheiro de café, pão caseiro e cochilo no sofá.

    Kindle e sofá, chuva e cobertor, chá e cookie no forno.

    Risada de criança, algodão doce e surpresa do kinder ovo.

    Jantar romântico, música clássica, sexta-feira à noite.

    Brigadeiro de festa de aniversário, raspar a lata do leite condensado, sentir cheiro de bolo no forno.

    Banho quente. Sabonete novo. Toalha fofa.

    Sol e picnic. Assoprar dente-de-leão, vento no rosto, pés na grama.

    Chegar em casa, pés descalços, cama quentinha, lençol recém-trocado.

    Dormir de cobertor, sentindo cheiro do cabelo de bebê.

    ~ Yuka ~

    Dicas para ter um guarda-roupa minimalista

    armario capsula

    Fonte: Pinterest

    Desde 2013, meu guarda-roupa tem se tornado cada vez mais enxuto (apesar dos meus amigos e colegas acharem que tenho um guarda-roupa abarrotado de roupas).

    Por isso irei compartilhar aqui as dicas que eu uso para manter meu guarda-roupa em ordem e o mais importante, somente com o essencial:

    1.) CORES DIFERENTES

    roupas coloridas

    Fonte: Shutterstock

    Para quem quer um guarda-roupa enxuto, uma dica muito importante é não ter roupas com cores repetidas. As pessoas geralmente não percebem muito a modelagem da blusa (se é uma blusa preta com manga longa, uma blusa preta com manga 3/4, uma blusa preta de manga curta, uma regata preta etc), mas reparam muito nas cores.

    2.) ROUPAS DE QUALIDADE e CONFORTO x MODA FAST FASHION

    roupas

    Gosto de separar a qualidade das roupas que uso nestas duas categorias. Gasto em roupas de qualidade como peças bem estruturadas como blazer, uma jaqueta de couro, um casaco de inverno de boa qualidade, calças de corte alfaiataria etc. Escolho peças que são bem cuidadas por dentro, bem costuradas, alinhadas e costuras bem miudinhas e reforçadas. São peças de maior qualidade e muitas vezes mais caras, mas que duram por muito mais tempo.

    Já as blusinhas, regatas e camisetas eu compro em lojas de fast fashion, que são bem mais baratas. Geralmente não compro blusas estampadas, prefiro as lisas.

    3.) PEÇAS CURINGAS

    Algumas peças são essenciais para fazer novas variações com peças mais básicas: vestido, saia colorida, saia preta, camisa branca, regata preta, jaqueta preta, blazer de corte clássico, calça jeans, calça branca, um sapato scarpin, etc.

    4.) CRIATIVIDADE

    Aqui a criatividade rola solta. Eu uso vestido como saia, camisa aberta com blusa por dentro, camisa com regata por cima, e assim vou multiplicando o meu guarda-roupa (por isso as pessoas acham que eu tenho muita roupa). Aqui tem 2 posts que exemplifico isso: camisa branca e saia amarela.

    5.) ACESSÓRIOS

    DIY porta joias 10

    Eu não uso joias, por isso compro bijuterias baratas.

    6.) SAPATOS

    Tenho poucos sapatos como já mencionei neste post. Uso a mesma regra das cores em relação aos sapatos e evito ter sapatos com cores parecidas.

    7.) BOLSAS

    Tenho 2 bolsas e 1 mochila: uma bolsa para trabalho, uma bolsa lateral para passeio e 1 mochila. É o suficiente para mim.

    8.) MAQUIAGEM

    fullsizerender

    Aqui neste post conto as maquiagens que possuo, e que ainda estou no processo de redução. Mas já não tenho mais 10 a 20 batons, três têm sido suficientes. Não tenho mais 3 blushes, uma é suficiente. E assim vou descobrindo o que é essencial para mim.

    ~ Yuka ~

    Desfrute sem possuir

    desfrute

    Dando continuidade ao post anterior que tinha como título a frase budista:

    “não é mais rico quem tem mais, mas quem precisa de menos”

    Atualmente, temos diversas possibilidades de desfrutar bens e serviços sem a necessidade de comprar com a finalidade de ter. Nesta última década, surgiram tantos serviços e produtos novos, que hoje podemos ter benefícios de utiliza-los, mesmo não tendo a posse.

    O ato de desfrutar sem possuir também pode ser chamado de economia compartilhada, segundo o site Consumo Colaborativo:

    quando o consumidor paga pelo benefício do produto e não pelo produto em si. Tem como base o princípio de que aquilo que precisamos não é um CD e sim a música que toca nele, o que precisamos é um buraco na parede e não uma furadeira, e se aplica a praticamente qualquer bem.”

    São os tempos modernos: a possibilidade de viver sem ter, e mesmo assim, manter o mesmo estilo de vida.

    Alguns exemplos:

    MORADIA

    Precisamos de um lugar para morar, e não de uma casa. Podemos morar de aluguel em uma casa de 1 dormitório e nos mudar para uma casa maior quando a família aumentar/mudar de emprego. E quando as crianças crescerem e saírem de casa, podemos novamente morar em uma casa menor. Não há preocupação se o bairro desvalorizar, se o emprego mudar de endereço, se o vizinho for barulhento.

    TRANSPORTE

    O principal objetivo do transporte é levar uma pessoa de um lugar até o outro. Para isso, não precisamos ter um carro. Podemos ir de metrô, ônibus, táxi, Uber, bicicleta, carro alugado, etc. Não ter carro significa não ter que se preocupar com furto, IPVA, seguro, gasolina, estacionamento, lavagem do carro, troca do óleo, manutenção, etc.

    LIVROS

    Queremos ler o conteúdo do livro, e não ter o livro. Podemos solicitar empréstimo de livros em Bibliotecas, ou ter a versão online do livro (e-books), eliminando preocupações em relação a espaço para armazenamento e acúmulo de poeira.

    MÚSICA

    O que queremos é ouvir a música. Aproveite serviços de streaming como o Spotify.

    ROUPA DE FESTA

    Se há um casamento/festa para ir, há opções para alugar terno ou vestido. Com isso acaba-se a preocupação da roupa repetida e se a roupa ainda serve no corpo.

    DVDs

    Assista filmes utilizando serviços de streaming como a Netflix.

    HD Externo

    Se você utiliza um HD externo para fazer backup de fotos, seus problemas acabaram. Utilize o Google Fotos. É gratuito. É ilimitado.

    Papéis, comprovantes, notas fiscais e manuais

    Ao invés de guardar notas fiscais, boletos, documentos em papel, receitas culinárias em cadernos, armazene tudo no Evernote. Acesse de qualquer lugar: no notebook, no tablet ou celular.

    Furadeira, escada e itens de uso esporádico

    Como diz o site Consumo Colaborativo, precisamos de um furo e não de uma furadeira. Podemos pegar emprestado do vizinho ou até mesmo utilizar aplicativos como o Tem Açúcar que incentiva o empréstimo de objetos entre os vizinhos.

    Hospedagem

    Por que alugar um quarto pequeno de hotel se podemos alugar uma casa inteira pelo mesmo preço no HouseTrip ou Airbnb?

    Esses são apenas alguns dos exemplos que eu lembrei e utilizo. Ainda deve haver diversas iniciativas desconhecidas por mim.

    Essas pequenas/grandes atitudes nos permite mudar de bairro, mudar o tamanho da casa conforme a necessidade, até mudar de cidade ou país. Permite economizar espaço, dinheiro e recursos naturais. E finalmente, nos permite ter liberdade por não precisar ter preocupações.

    Se vocês souberem de outras formas de desfrutar sem possuir, compartilhe nos comentários!

    ~ Yuka ~

    Não é mais rico quem tem mais, mas quem precisa menos

    riqueza

    Essa é uma frase budista.

    A gente sempre acha que a felicidade está logo ali, mas nunca aqui.

    A gente almeja mais e mais, sempre buscando por algo maior, mais caro, não percebendo que é uma busca incessante, sem fim. Uma armadilha do consumo e da expectativa.

    O minimalismo tem estado na moda nestes últimos anos. Mas seguir um estilo de vida minimalista não é tão fácil como parece, pois para isso é necessário muito autoconhecimento, se afastar dos conceitos preconcebidos, reconhecer-se e curar das inseguranças que possuímos.

    Se estamos bem, não sentimos necessidade de atender as demandas impostas pela sociedade e conseguimos desapegar de pessoas e de objetos.

    Geralmente, consumir excessivamente é a forma que encontramos para preencher a sensação de vazio que reina dentro de nós. E assim descobrimos muitas vezes que o descontrole financeiro não é a causa, e sim a consequência.

    Compramos para nos sentir incluídas em um grupo. Compramos para nos sentir amadas. Compramos para preencher o tempo ocioso.

    Ao consumir de forma desnecessária, além do dinheiro gasto, perdemos tempo de vida para cuidar e manter o objeto em casa.

    Veja o exemplo de ricos e famosos ostentando jatinhos, iates, mansões… como deve dar trabalho mantê-los.

    Veja colegas se apertando financeiramente para ter um padrão de vida que não conseguem manter.

    E finalmente chego a conclusão de que aquele que precisa de pouco para viver, está livre da escravidão do consumo.

    – Yuka –

    Salvar

    DIY Quiet Book: um livro educativo para entreter a criança 

    Na primeira experiência que eu tive da licença-maternidade, por mais incrível que isso possa soar, eu tive um tempo para mim, entre os intervalos da mamada e da soneca.

    E nesses intervalos eu fiz um livro de atividades para criança, feito de feltro, conhecido como Quiet Book. Aliás, não fiz um livro, mas fiz quatro no total (pois eu tinha previsão de ter 3 filhos e queria dar de presente 1 livro para a filha de uma amiga querida).

    Talvez por isso quando me descobri grávida da minha segunda filha, comecei a sonhar com vários projetos de artesanato que para fazer durante a minha licença-maternidade.

    Só que na segunda licença-maternidade não consegui costurar 1 única barra de calça rsrs, para provar que cada filho é de um jeito mesmo. Uns mais independentes, outros mais carentes.

    Eu deixei os livros de feltro guardados no fundo do guarda-roupa até que minha filha tivesse a idade certa para aproveitar o presente.

    E finalmente o tão aguardado momento chegou, aos 2 anos e 5 meses. Ela já sabe contar, usa os dedos com habilidade, ou seja, já consegue brincar com o livro que fiz com tanto amor para ela.

    Eu peguei as ideias deste livro em diversas páginas da internet, não foram criações minhas. Na época nem pensei em postar no blog, então infelizmente não salvei os links originais.

    Este livro não está com a capa customizada, mas cada livro possui o nome da criança na capa.

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    ~ Yuka ~

    O caminho de volta

    caminho

    Semana passada, a leitora Cláudia me mandou um texto maravilhoso da Téta Barbosa Noblat, publicado em 2011 no Jornal O Globo, e eu não podia deixar de compartilhar aqui esse texto que se resume muito a essência do que discutimos neste blog.

    Boa leitura:

    O caminho de volta – por Téta Barbosa Noblat

    Já estou voltando. Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta.

    Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda. Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras.

    Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!

    Mas, com quase 40 eu estava chegando lá.

    Onde mesmo?

    No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra “fim”. Antes dela, avistei a placa de “retorno” e nela mesmo dei meia volta.

    Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo.) É longe que só a gota serena. Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.

    Agora tenho menos dinheiro e mais filho. Menos marca e mais tempo.

    E num é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram 4 vezes em quatro anos) agora vêm pra cá todo fim de semana? E meu filho anda de bicicleta e eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).

    Por aqui, quando chove a internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. E no que alguém diz “a internet voltou!” já é tarde demais porque o livro já está melhor que o Facebook , o Twitter e o Orkut juntos.

    Aqui se chama “aldeia” e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama.

    No São João, assamos milho na fogueira. Nos domingos converso com os vizinhos. Nas segundas vou trabalhar contando as horas para voltar.

    Aí eu lembro da placa “retorno” e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: “Retorno – última chance de você salvar sua vida!”

    Você provavelmente ainda está indo. Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: “compre um e leve dois”.

    Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.

    (Escrito por Téta Barbosa Noblat)

    ~ Yuka ~

    Viver com simplicidade

    simplicidade

    Abro os olhos e a casa em silêncio. Meu marido e minhas filhas ainda dormem.

    Levanto da cama e desligo a iogurteira. Transfiro para um pote para coar o soro, dentro de algumas horas, terei meu iogurte grego para comer no café da manhã com a granola caseira que fiz semana passada.

    Como acordei cedo, aproveito para fazer um pão. Em 45 minutos, a casa inteira estará cheirando a pão quentinho.

    Enquanto asso o pão, amamento a minha filha, deitada na cama mesmo, sentindo seu cheirinho gostoso de bebê, enquanto ela mama estalando a boca.

    Depois que todos acordam e tomam o café da manhã, como o tempo está bonito, decidimos fazer um piquenique em um parque perto de casa.

    Preparo um sanduíche rapidinho, separo algumas frutas, suco, água, tudo bem improvisado e coloco na bolsa térmica, sem esquecer de levar alguns pães para dar aos pássaros e peixes do parque.

    Após passar uma tarde gostosa no parque, voltamos para a casa, tomamos banho, faço uma janta simples e quando olho no relógio, já passou da hora das crianças dormirem. Um corre-corre para colocar pijama, escovar os dentes, ler uma historinha e se preparar para dormir.

    E aí começa a jornada das tarefas de casa: limpar a bagunça, recolher os brinquedos, lavar a roupa, enfim, tudo o que é necessário para manter a casa em ordem. Enquanto meu marido faz essa parte, eu vou para a cozinha preparar a comida que iremos levar amanhã no trabalho.

    Já tarde da noite, sentamos ao redor da mesa de jantar para tomarmos um café (para ele) e um chá (para mim) – nenhum dos dois perde o sono com a cafeína – para conversarmos um pouco… ou muito… Geralmente gastamos nosso tempo conversando, conversando, conversando, nossa como a gente conversa.

    E geralmente é assim que termina o nosso fim-de-semana.

    Uma preciosidade sem tamanho viver assim, uma decisão acertada de viver uma vida com simplicidade.

    ~ Yuka ~

    A liberdade de uma vida minimalista

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    Esse blog teve início com o subtítulo “para ter mais tempo para o essencial” e realmente foi isso que aconteceu ao longo destes últimos 4 anos. O minimalismo trouxe uma busca maior pelo que era essencial na minha vida.

    A etapa inicial do minimalismo foi muito importante para alcançar o caminho que estou trilhando hoje. Foi descobrindo o que era essencial que eu finalmente pude focar no que realmente era importante na minha vida e eliminar o que não era.

    Isso inclui coisas, pessoas e mentalidade.

    Eu descobri que um dos maiores benefícios que o minimalismo trouxe para a minha vida foi a liberdade:

    • a liberdade de não precisar ser igual a todo mundo, como seguir o estilo de vida minimalista.
    • liberdade de não seguir o consumismo imposto pela sociedade, como não ter carro, não ter apartamento próprio, não ter joias, não aderir ao fast fashion etc.
    • A liberdade de ter mais tempo para o que é realmente importante como consequência de ter parado de assistir televisão, acessar Facebook, frequentar shoppings, etc.
    • E chegará o dia em que terei liberdade para sair do meu emprego, quando tiver alcançado a liberdade financeira (quando os rendimentos obtidos por meio de investimentos forem capaz de pagar o meu estilo de vida).

    Em diversos posts eu escrevi que ao destralhar objetos, ganhamos tempo – o bem mais precioso que temos, pois ao comprarmos somente o essencial, não perdemos tempo procurando algo para comprar, economizamos dinheiro não comprando algo desnecessário, economizamos recursos naturais como o uso desnecessário da água, economizamos espaço em casa e consequentemente podemos morar em uma casa menor (o que resulta novamente em economia de dinheiro), economizamos tempo por não precisar tirar poeira, organizar, fazer manutenção etc. Evitamos desta forma o círculo vicioso do consumismo e entramos em um círculo virtuoso.

    Círculo vicioso

    Sobrando mais tempo de vida, passamos a prestar atenção nas coisas ao nosso redor. Temos mais tempo para cozinhar, para ler, para conversar com pessoas queridas, temos mais tempo para pensar e refletir novas perspectivas de vida.

    Círculo virtuoso

    E para acompanhar essa transformação, o subtítulo do blog foi alterado para acompanhar esta nova etapa: “Viver sem pressa: alcançando a liberdade com o minimalismo”.

    A vida é uma jornada. Ela não nos leva a um destino exatamente, e sim à uma transformação. ~ Filme Para salvar uma vida ~

    ~ Yuka ~

    O real significado sobre Sucesso e Fracasso

    autoconhecimento

    Se há alguns anos alguém me falasse que eu teria um blog, acho que eu teria dado risada,  justo eu, que tirava notas baixas nas provas de Português.

    Desde 2013, descobri através dos leitores deste blog que não estava sozinha na jornada do minimalismo, que julgava ser solitária.

    Já comentei em alguns posts sobre eu achar que era burra e feia. Foi influência da minha irmã mais velha. Vocês nunca imaginariam, mas eu sofri bullying (essa palavra nem existia naquela época) quase que diariamente por ela e tive minha autoestima dilacerada.

    Eu sofri agressões físicas e psicológicas por décadas, e só saí de casa para estudar em outra cidade porque foi o caminho que minha mãe me deu, de financiar minha fuga se eu passasse numa universidade pública.

    Fui condicionada a acreditar que eu era um nada, e talvez por isso, aprendi a viver na sombra, tentando não chamar atenção. Não gostava de falar em público por medo das críticas. Tinha medo de tentar, de errar, de fracassar.

    Na escola da vida, nos ensinam que o oposto de ter Sucesso, é Fracassar.

    Só que como hoje eu sou expert em discordar de diversos conceitos que nos é passado, acredito que essa interpretação está equivocada.

    O oposto de Sucesso é Desistir.

    Eu tenho me esforçado diariamente no meu desenvolvimento pessoal para evoluir como pessoa e ser uma pessoa melhor. Inclusive, estou fazendo um curso para vencer as nossas resistências com o Leandro Ávila – do Clube dos Poupadores, uma pessoa que eu admiro muito. E ter a oportunidade de conversar com alguém tão sábio e generoso faz com que eu queira ir adiante, faz com que eu queira evoluir cada vez mais.

    Em uma parte do curso ele me desafia a colocar minha foto no blog (é, contei para ele do blog aqui rsrs), para que eu lute contra a minha resistência.

    E eu percebi que eu não quero mais desistir de mim, nem me esconder. É na jornada do autoconhecimento que aprendemos a enfrentar nossos maiores medos e encontramos pessoas que valem a pena, que nos estendem as mãos para ajudar.

    Meu marido é uma dessas pessoas. O Leandro também. E com certeza absoluta, vocês, leitores deste blog.

    Eu quero aprender a fracassar diversas vezes para que eu possa crescer como pessoa.

    Eu quero evoluir.

    Obs.: coloquei minha foto na página principal do blog. Para quem tiver curiosidade, me espia lá. 🙂

    – Yuka –

    Minimalismo: um exercício para o autoconhecimento

    autoconhecimento

    Desde que passei a aderir o estilo de vida minimalista, sabia que algo estava fora da curva, alguma coisa martelava na minha cabeça, mas não sabia exatamente o que era.

    Aos poucos, percebi que o que me incomodava era o consumismo em excesso que estava à minha volta.

    Comecei a desapegar de várias coisas, desde roupas, sapatos, bolsas, objetos de casa, eletrônicos, produtos de beleza, maquiagem… e junto com o desapego, a alma foi ficando cada vez mais leve.

    Em contrapartida, passei a perceber como as pessoas ao meu redor davam mais valor para a roupa que eu estava vestindo do que o que eu tinha a dizer. Pessoas entravam na minha casa desapontadas por eu não morar em um apartamento adequado para a minha idade ou meu cargo público, ou quando descobriam que eu não tinha carro, nem apartamento próprio, por preferir utilizar o transporte público e morar de aluguel por sentir-me mais livre.

    Foi através dos olhares curiosos das pessoas que eu constatei o que já sabia: de como o mundo é movido pelo consumismo e ostentação. Trabalhamos para produzir, trabalhamos para consumir, consumimos para mostrar aos outros, e tudo gira em torno do excesso.

    A moda agora é ostentar a felicidade no Facebook e Instagram, estar sempre com a roupa do momento, roupas descartáveis que duram apenas 1 estação; alimentos industrializados, fáceis de serem comprados e absorvidos pelo nosso organismo, fazendo com que depois de 2 horas já estejamos com fome novamente. Eletrodomésticos e eletroportáteis que propositalmente duram 3, 5 anos com a obsolescência programada.

    Olhe ao seu redor. Você é realmente autêntico? Ou está seguindo a manada?

    Será que o fato de querer um apartamento é um sonho seu? Ou um sonho que foi construído para ser seu?

    Ser funcionário público traz estabilidade? Ou nos aprisiona pelo medo de trocar de emprego?

    Veja as propagandas de carro. Brasileiro é louco por carros? Ou é louco por status?

    Desconstruir uma teoria é muito mais difícil do que imaginamos.

    O minimalismo tem me trazido esse senso crítico.

    Ao não comparar a minha vida, minha roupa, meu salário, meu estilo de vida com a dos outros, comecei a descobrir o que de fato me faz feliz. E essas teorias pré-concebidas foram sendo derrubadas uma por uma.

    E desde então, o minimalismo tem sido um grande aliado para o meu autoconhecimento.

    ~ Yuka ~

    36 coisas que aprendi em 36 anos

    o que aprendi

    Essa semana fiz aniversário, completei 36 anos e fiquei pensando “que 36 anos bem vividos” rs.

    Por isso quis compartilhar aqui o que aprendi nestes meus 36 anos de vida:

    1. Que a minha felicidade depende de mim.
    2. Não importar com comentários negativos.
    3. Não causar inveja aos outros é não contar sobre a sua vida.
    4. Nada dura para sempre. Nem as coisas boas, nem as coisas ruins.
    5. Grandes mudanças começam com um pequeno passo.
    6. Grandes decisões começam pelas mais simples ideias.
    7. Não importa o que eu faça, sempre terá alguém julgando.
    8. Quem não poupa dinheiro ganhando 1 salário mínimo, não vai poupar ganhando 10 salários.
    9. Muitos exigem ética. Poucos a têm.
    10. Amigos são irmãos de alma que escolhemos.
    11. Falar menos e ouvir mais.
    12. Que é possível recomeçar quantas e quantas vezes desejar.
    13. Descobri que sou muito mais forte do que imaginava.
    14. A beleza interior é muito mais bela do que a beleza exterior (e durável).
    15. É possível aprender a ter paciência.
    16. A vida é longa.
    17. A vida é curta.
    18. Ter expectativa baixa faz levar menos tombos.
    19. Aprendi a sorrir, mesmo se não estiver bem.
    20. Que há vários tipos de inteligência.
    21. Viver com menos é possível.
    22. Que há pessoas que adoram cuidar da vida dos outros ao invés de cuidar da própria vida.
    23. Não preciso de muito para ser feliz.
    24. Passamos a maior parte do tempo fazendo coisas que não são importantes.
    25. Se não cuidar, o amor acaba.
    26. Tudo bem se meu corpo não voltar a ser como antes, eu gerei 2 vidas.
    27. Muitos querem um mundo melhor, mas poucos fazem algo sobre isso.
    28. Que 1 decisão errada, pode mudar o rumo da vida para sempre.
    29. A alegria de acordar sem sentir dor.
    30. Aquela pessoa que tem um padrão de vida alto nem sempre tem mais dinheiro do que você.
    31. Muitas vezes a lei do retorno não funciona (“aqui se faz, aqui se paga”).
    32. Guardar os conselhos somente para algumas pessoas. A maioria não querem ou não estão prontas para receber conselhos.
    33. O tempo passa rápido, principalmente quando se tem uma criança por perto.
    34. O amor ensina. A dor também.
    35. As rugas são as experiências da vida.
    36. Felicidade não é o destino. É a jornada.

    – Yuka –

    Detox digital forçado (parte 3)

    celular

    Dizem que quando a gente quer muito uma coisa, todo o universo conspira para que a gente realize o desejo.

    Pois então.

    Eu queria muito fazer o detox digital… e meu celular fez o favor de quebrar.

    Eu achei que se um dia ficasse sem celular, iria sentir muita falta, achei que iria ficar louca, como um vício, sofresse abstinência.

    Mas me surpreendi quando meu celular pifou de uma hora pra outra, e eu não fiquei ansiosa, muito menos desesperada. Com toda a calma do mundo, fiquei 4 semanas sem celular, e estava tudo bem.

    Depois descobri que eu tinha perdido todos os dados do meu celular. Ou seja, perdi minhas preciosas listas, minha agenda, meus contatos, perdi tudo. Mas como um milagre, eu tinha feito backup somente das fotos da minha filha recém-nascida. E pensar que poderia ter perdido todo o registro do primeiro mês de vida dela…

    O fato de ter recuperado essas fotos minimizou todo o restante dos problemas. Não importava mais as listas, os aplicativos, minhas anotações… só estava muito agradecida pelas fotos.

    Recomeçar a “preencher” o celular, me deu um sentimento bom de que desta vez, deixaria o celular minimalista.

    É tentando ver o lado bom das coisas que vou seguindo. Se lamento pelo conteúdo perdido? Demais! Mas valeu como uma lição, de fazer backup periodicamente.

    – Yuka –

    A importância de sonhar

    balão de ar quente

    Andei pensando em como o tempo (ou melhor, a falta dele) faz com que a gente pare de sonhar, faz a gente viver no automático – acorda, toma café, vai para o trabalho, volta para casa, toma banho, faz o jantar, come, faz as tarefas de casa e dorme – e quando percebemos o dia já acabou, a semana já passou e o fim de ano já chegou.

    Desde que descobri a lista do “Talvez, Um dia desses”, fui preenchendo essa lista com as coisas que um dia gostaria de fazer.

    Desde ler livros de filosofia, voltar a fazer aulas de patchwork e ter um ofurô em casa, a lista foi sendo preenchida com muito carinho e calma.

    E ao começar a abrir meu baú de memórias, comecei a lembrar de alguns sonhos, alguns da época em que eu era criança (como morar em um trailer), outros da época da adolescência (como correr a São Silvestre fantasiada 😬), e até sonhos de alguns anos atrás (como ter uma vespa italiana ou conhecer as obras do Antoni Gaudí na Espanha). Também queria adotar um parque do meu bairro, aprender a correr, acordar mais cedo. Enfim, sonhos grandes e sonhos pequenos.

    Também recordei de muitos sonhos que já foram realizados… morar sozinha, ter um grande amor, aprender a cozinhar, nadar com um boto cor-de-rosa, andar de balão de ar quente, voar de paraglider, fazer um intercâmbio, conhecer alguns lugares maravilhosos ao redor deste mundo.

    E percebi como tantos sonhos podem se tornar realidade.

    Sonhar é importante, mas muitas vezes, não basta sonhar. É necessário trazer esse sonho para a realidade. E isso é tão importante quanto sonhar.

    Eu faço assim: quando o final do ano se aproxima, eu escolho qual sonho quero concretizar. E me preparo para que ao longo do ano que vem eu tenha condições de realizar esse sonho.

    Se é uma viagem, é saber onde, quando, como, com quem vou viajar e quanto vou precisar.

    Se é uma corrida, é me preparar física e mentalmente, começando aos poucos.

    Se é um curso, é descobrindo onde o curso é oferecido, quanto custa, o tempo de duração, além de abrir um espaço na agenda.

    É uma forma de tornar o sonho mensurável e palpável, além de não esquecer nunca, que apesar da correria do dia-a-dia, os nossos sonhos terão sempre espaço na nossa vida.

    Por isso a recomendação é: escreva! Pode ser em um caderno, no celular, no computador, mas anote… para nunca mais se esquecer dos sonhos.

    – Yuka –

    Como fazer iogurte grego e granola caseira

    Eu nunca fui uma pessoa fã de iogurte natural, pois achava sem graça, aguado, insosso, esquisito…

    … até começar a fazer o meu próprio iogurte.

    Gente, sério, iogurte grego é muito gostoso.

    Eu comprei uma iogurteira e desde então faço toda semana de 2 a 3 vezes.

    E pra coroar essa delícia, passei a fazer a minha própria granola.

    É outra delicia também rs.

    É tão gostoso que eu e meu marido perdemos o interesse por sorvete. Só queremos comer o iogurte. Usamos a geleia de morango para adoçar (feita pela minha mãe) e depois acrescentamos a granola. Hummm, nham nham nham.

    A pedidos, segue a receita do iogurte grego e granola.

     

    IOGURTE GREGO CASEIRO

    O iogurte em si, é muito fácil de fazer.

    Eu comprei uma iogurteira para facilitar a minha vida, pois não queria ficar amornando o leite toda vez, mas não é essencial. Eu só comprei porque achei que iria agilizar a minha vida (e agilizou mesmo).

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    Essa é a minha iogurteira.

    Basta misturar 2 colheres de sopa de iogurte natural não adoçado (metade do potinho) em 1 litro de leite. Misturo bem e deixo na iogurteira ligada por 8 horas. O iogurte fica pronto assim.

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    Aqui está o iogurte normal pronto. A partir deste iogurte, eu preparo o iogurte grego.

    Como eu gosto do iogurte beeeem espesso, eu dessoro o iogurte. Para isso, eu comprei na mesma loja online da iogurteira o dessorador.

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    Agora é só transferir o iogurte pronto no dessorador para tirar o soro do iogurte.

    Então é só transferir esse iogurte na dessoradora e deixar escorrendo o soro por mais 5-8 horas, até chegar na consistência do seu agrado.

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    Eu, transferindo o iogurte na dessoradora.

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    Deixo na porta da geladeira por algumas horas até alcançar a consistência que gosto.

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    Olha quanto soro saiu.

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    Transfiro num pote e guardo essa delícia na geladeira.

    A loja online fala pra usar um coador de café de papel, e usei nas primeiras vezes. Mas depois eu comprei um coador que não é descartável (é sintético, mas não sei dizer de que material é) numa loja chamada Lojas Mel, por R$2,99. Então uso e reuso esse coador só para este fim. Depois é só transferir em um pote, misturar bem com um garfo ou com um fuê e está pronto o mais delicioso iogurte grego.

    Aqui em casa vira uma linha de produção para fazer o iogurte. Enquanto estou dessorando o iogurte, já uso a outra metade do potinho para fazer um novo lote de iogurte. Mas também gosto de usar como “isca” as 2 colheres do iogurte que acabou de ficar pronto. E assim com apenas 1 potinho comprado eu faço o iogurte umas 10 vezes.

     

    GRANOLA CASEIRA

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    Já a granola não tenho medida, é tudo no olhômetro. Mas é bem fácil de fazer.

    Eu pego uma bacia bem grande e vou misturando:

    • castanha de caju picadas
    • castanha do pará picadas
    • aveia em grãos
    • quinoa
    • gergelim branco
    • linhaça
    • semente de girassol
    • amendoim torrado sem casca

    Quando estiver na quantidade bem bacana (a aveia é o que sobressai na granola), misturo de 1 a 2 colheres de açúcar mascavo, de 1 a 2 colheres de óleo de coco, de 1 a 2 colheres de mel. Misturo bem e sinto com as pontas dos dedos se está um pouquinho úmido. Se estiver muito seco, coloco um pouco mais de mel.

    Coloco na assadeira uma camada beeem fina de granola (na primeira tentativa, coloquei demais na assadeira, e a granola mesmo pronta continuou úmida) e deixo no forno baixo até dourar um pouco. Fico misturando a cada 5 minutos para dourar bem todos os grãos. Cuidado para não queimar a granola, pois para pegar cor é muito rápido.

    Depois de pronto, acrescento coco ralado queimado e vou transferindo no potinho e espero esfriar bem antes de fechar o pote. Ele fica soltinho e crocante.

    Vira um belo presente para seus amigos.

    ~ Yuka ~

    Isso também passará

    Há alguns meses, começou a circular no YouTube, um vídeo curto de uma pessoa com o título “isso vai passar”.

    Essa frase, retirada do arquivo de Folclore de Israel, se tornou famosa depois do discurso de Abraham Lincoln.

    Quando sabemos que tudo o que estamos vivendo irá passar, passamos a aproveitar melhor o momento, tentando eternizar aquele momento, porque sabemos que isso vai passar.

    Da mesma forma, se estamos em um período difícil, essa frase traz conforto, porque como sempre diz a minha mãe, não há inverno que dure para sempre.

    Por saber que nada dura para sempre, nem as coisas ruins, nem as coisas boas, aproveitamos para aprender com as dificuldades e ter humildade e gratidão nos momentos de felicidade.

    Então se você que está lendo esse texto, está passando por uma fase muito difícil, saiba que isso irá passar.

    E se está vivendo dias bons, aproveite para curtir cada momento, pois isto também passará.

    ~ Yuka ~

    Minha vida frugal, de volta ao passado…

    vida frugal

    Às vezes, tenho a sensação de que nasci na época errada. Às vezes, tenho a sensação de que estou voltando ao passado.

    Enquanto muitas famílias pedem comida fast-food na sexta-feira à noite, aqui em casa geralmente rola uma comida caseira, como um hambúrguer caseiro com batatas fritas rústicas.

    A minha casa tem sempre cheirinho de comida. Cheiro de pão caseiro saindo do forno, um bolo fofinho, uma assadeira cheia de suspiros…

    O forno funciona praticamente todos os dias: são cookies, brownies, bolos, batatas recheadas, tomate confit, castanhas e amendoins torrados, sempre tem alguma coisa no forno, e na porta do forno, um pano de prato úmido para aproveitar o calor.

    Faço o meu próprio iogurte grego, a granola, pão, molho de tomate, caldo de galinha, biscoito, bolo…

    Faço sabão em barra, produtos de limpeza, costuro e sei fazer pequenos consertos.

    Faço comida todos os dias e ainda levo marmita ao trabalho.

    Estou tentando produzir meus próprios queijos.

    Se tenho um tempo sobrando, faço massas de cookies para deixar congelado. Assim, quando recebo visitas, geralmente elas são mimadas com uma fornada de cookies quentinhos.

    É como se eu voltasse a viver os tempos dos avós.

    Para muitas pessoas, devo viver uma vida sem graça.

    Para mim, vivo tentando desacelerar e descobrir as pequenas alegrias do dia a dia.

    E querem saber? É uma delícia viver assim.

    – Yuka –

    Os filhos do consumismo vs pais consumistas = culpa de quem?

    Girl with colorful bags and credit card

    A pergunta que a gente sempre houve é que filho custa caro, muito caro.

    Sim, filhos custam.

    Mas também não custa horrores como vejo informar muitas capas de revistas (e algumas pessoas que conheço).

    Antigamente era muito comum filhos estudarem em escola pública, morar numa casa simples, dividir quarto com irmãos, usar roupa surrada do primo, andar de chinelo na rua ao invés de tênis (ou até mesmo descalço), festa de aniversário com doces e salgados feitos pela mãe e vó, beber água da torneira, ganhar presente só no Natal, ir para a escola a pé, andar de ônibus, andar a pé, viajar para casa de parente, brincar ao ar livre, descer a ladeira da rua com carrinho de rolimã ou skate.

    Já hoje…

    É muito mais comum ver crianças em escolas particulares, morar numa casa decorada, cada criança com seu próprio quarto, plano de saúde particular, usar somente roupas novas, beber água de garrafa, almoçar no shopping, brincar no shopping, ganhar presentes todos os meses, ter playstation, TV a cabo com 1000 canais, festa de aniversário em buffet com palhaços e animadores, ir para a escola de carro, viajar para resorts, hotel fazenda, Disney…

    Realmente, neste caso, filho custa muito.

    Depende de como criamos e onde levamos os filhos para passear e como lidamos com o consumismo.

    Se levarmos para passear no shopping, almoçarmos por lá e comprarmos alguma bobeirinha, é claro que a criança já vai crescer achando normal que em todo passeio os pais precisam abrir a carteira e gastar dinheiro.

    Acredito muito que a criança aprende pelo exemplo.

    Toda semana eu e meu marido saímos com as nossas filhas para colocar os pés descalços na grama, na areia ou na terra. Se está chovendo, saímos de casa mesmo assim, vamos para a biblioteca infantil que tem livros e brinquedos. Ou seja, isso significa que nossos passeios de fim de semana geralmente incluem parques, piqueniques, passear pela rua, bibliotecas públicas, centros culturais e parquinhos infantis.

    Levamos suco natural, sanduíche, frutas e alguma bobeirinha pra beliscar.

    Também pedimos para as avós não comprarem presentes de forma exagerada, pois tanto eu como meu marido acreditamos que a criança tem que aprender a esperar, já que a vida não dá tudo o que a gente quer na hora que a gente quer.

    Veja bem, a criança não precisa usar a fralda mais cara. Não precisa de um quarto decorado. Não precisa de brinquedos novos toda semana, nem de brinquedos caros. Não precisa de roupas lindas e coordenadas. Não precisa de uma casa grande.

    O que a criança precisa é do nosso amor, do nosso tempo e da nossa atenção.

    E tudo isso, vejam só… é de graça.

    – Yuka –

    Significado do luxo nos tempos atuais

    Há alguns anos, eu achava que luxo era ter coisas caras.

    Hoje tenho certeza que luxo é ter liberdade para fazer escolhas.

    luxo antes

    ANTES – meu conceito do significado da palavra “luxo” (foto retirada daqui)

    luxo depois

    DEPOIS – meu conceito do significado da palavra “luxo” (foto retirada daqui)

     

    Hoje, pra mim, o luxo-supremo é ter tempo. E percebi os meus pequenos luxos da licença-maternidade:

    – poder passear durante a semana em horário comercial

    – dormir até mais tarde

    – não precisar sair de casa em dias de chuva e frio

    – usar moletom

    – cochilar depois do almoço sentindo o cheirinho do cabelo da minha bebê

    – não precisar pegar metrô em horário de pico

    – assistir um seriado, comendo pipoca, em plena segunda-feira à noite

    – ter tempo para puxar conversa com a moça do caixa do supermercado, da farmácia e com os moradores do prédio

    – cozinhar com calma

    – ter tempo pra pensar na vida

    É ou não é um luxo?

    Parece bobeira, mas são pequenas ações, que geralmente não consigo fazer por falta de tempo.

    Incrível como a idade e a experiência faz a gente mudar os conceitos que temos sobre certos assuntos.

    O tempo tem uma forma maravilhosa de nos mostrar o que realmente importa. – Caio Fernando Abreu

    – Yuka –

    A liberdade de ser simples

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    Talvez a primeira coisa em que uma pessoa perceba simplicidade na outra, seria o jeito de se vestir?

    Deixa eu contar pra vocês o que aconteceu comigo nesse fim de semana. Meu marido tem o olho muito sensível à luz, e estávamos procurando um óculos escuros. Procuramos em algumas lojas de rua e como não encontramos o modelo que ele queria, fomos ao shopping – o santuário do consumismo.

    Encontramos o óculos que ele queria, compramos e quando estávamos saindo da loja, o vendedor perguntou: “vocês são daqui de São Paulo?”. Respondemos que sim, e fomos embora. Bom, eu não sou de São Paulo, mas vivemos nesta cidade há 14 anos.

    Só que já na rua, começamos a conversar sobre a pergunta feita, de que não somos de São Paulo. E meu marido brincou dizendo “não, somos do sítio”. E começamos a dar muita risada, porque olhando para a nossa roupa, realmente estávamos fora do “padrão”.

    Como era horário de almoço, em dia de semana, a maioria das pessoas estavam vestidas de camisa social, calça social e sapato (no caso dos homens) e calça social e sapato alto (no caso das mulheres).

    Eu estava com uma blusa larga (para facilitar a amamentação), minha calça legging de grávida (porque as minhas calças ainda não servem em mim), sapatilha de pano (de quando meus pés estavam inchados), e estava segurando minha filha recém-nascida envolta numa manta.

    Meu marido estava com uma camisa xadrez de manga curta, bermuda e tênis all-star. E uma mochila para carregar as principais coisas da nossa filha, como fraldas, trocador, uma muda de roupa extra, etc.

    Ou seja, por não estarmos vestidos da forma que o vendedor julgava “ser da capital”, ele interpretou de que nós éramos do interior.

    Isso na verdade, acabou sendo um elogio para nós.

    Há alguns anos, tanto eu como meu marido comprávamos roupas muito caras para o nosso salário. Eu comprava muitas maquiagens importadas, sapatos e bolsas. E chegar no nível que chegamos atualmente, de nos vestirmos confortavelmente sem nos importar com a opinião alheia (e com a moda atual), foi uma vitória para nós.

    E percebemos como podemos ser livres.

    De como a simples decisão de nos tornar minimalistas, trouxe liberdade para nós.

    Como dizia Leonardo da Vinci, a simplicidade é o último grau de sofisticação.

    ~ Yuka ~

    Inspiração como oxigênio

    inspiração

    Semana passada, a leitora Camille me mandou uma mensagem perguntando quais vídeos e artigos me inspiram nessa jornada do autoconhecimento, minimalismo e simplicidade.

    Na hora não me veio nada na cabeça, mas depois comecei a lembrar dos muitos vídeos e sites que acompanho com frequência.

    Espero que sirvam de inspiração para vocês também.


    1.) Sobre assuntos felizes

    Hypeness

    CicloVivo

    Razões para acreditar

    Otimundo

    Conti Outra

    Eu realmente gosto desses blogs sobre felicidade, me traz mais ânimo, leveza para o meu dia. Como não assisto televisão, muitas vezes passo alguns dias sem nem ao menos saber o que está acontecendo de coisa ruim no Brasil e no mundo. Já perceberam que a mídia tradicional geralmente só tem notícias tristes?


    2.) Sobre desenvolvimento pessoal

    Transcendência financeira – sobre enriquecer de dentro para fora

    Mude.nu – mude seus hábitos, mude sua vida

    Café filosófico – compartilha ideias de grandes pensadores contemporâneos

    Casa do saber – para endossar ideias e questionar certezas

    Seja uma pessoa melhor – resenha de livros de auto-desenvolvimento

    Geração de Valor – acredita na libertação da mentalidade padronizada

     Eu acompanho muitos sites e vídeos sobre desenvolvimento pessoal. Eu adoro livros de auto-ajuda e percebo que realmente me faz bem acompanhar esse tipo de conteúdo.


    3.) Livros que gosto

    Quanto menos melhor – Léo Babauta

    Devagar – Carl Honoré

    O poder do hábito – Charles Duhigg

     Tenho vários livros que eu já li, mas segue 3 como indicação.


    4.) Vídeos específicos que gosto muito
    Aqui embaixo coloquei alguns dos vídeos que eu mais gosto sobre diversos assuntos. A maioria são vídeos curtos, outros, são documentários. Se puder arranjar um tempinho e assisti-los, garanto que não vai se arrepender.

    Doar é a melhor comunicação

    Todos morrem, mas nem todos vivem

    Olhe para cima

    Jogo do Privilégio

    O que realmente importa para o seu filho – Marcos Piangers

    A matemática de relacionamentos

    Presidente do Uruguai e a liberdade de viver com pouco

    Analogia sobre abuso dos recursos

    On of Off – de que lado você está?

    Pai, me ajude: nasci menina

    Herói anônimo

    A determinação para achar um sentido da vida: Eduardo Marinho

    A servidão moderna

    Sobre como é a educação na Finlândia

    Espero que vocês tenham gostado. ❤️

    ~ Yuka ~

    Use o mínimo possível do tempo dos outros

    hora trabalhada

    Outro dia, conversando com as minhas amigas, percebi como eu não gasto dinheiro. Falei até orgulhosa para o meu marido, que ele deveria se orgulhar de mim (cof cof), já que sou uma mulher que não dá tantos gastos assim.

    Eu aprendi a fazer as minhas unhas em casa, a limpar a minha pele. Eu aprendi a fazer colares, pulseiras e brincos, aprendi a fazer artesanatos. Aprendi a fazer pequenos reparos nas roupas, a incluir a limpeza da casa na rotina do dia-a-dia, a lavar roupa durante a semana, preparar comida no dia anterior para levar marmita ao trabalho. Eu aprendi a trocar o chuveiro, trocar lâmpadas, usar a furadeira, colocar prateleiras, pintar as paredes, consertar pequenas trincas, vazamento de torneiras. Eu aprendi a plantar temperos em casa. Eu aprendi a fazer pequenos móveis como uma mesa de escritório e uma mesa lateral para o sofá.

    Talvez no Brasil temos o costume de terceirizar tudo pela mão-de-obra “ser barata”?.

    Eu tenho muito carinho pelo dinheiro suado que recebo 1 vez por mês. E apesar de não me importar em gastar, não gosto de gastar mal o meu dinheiro. Por isso avalio muito bem antes de comprar ou contratar algum serviço. Tem que valer muito a pena.

    Você sabe quanto vale a sua hora trabalhada?

    Vamos considerar que uma pessoa recebe R$1.000,00 (líquido) todos os meses. Divida o salário por 22 (dias) para descobrir quanto recebe por dia. Depois divida por 8 (horas) para descobrir o valor da hora trabalhada.

    No exemplo acima daria:

    R$1.000,00 / 22 = R$45,45 (valor que recebe por dia trabalhado)

    R$45,45 / 8 = R$5,68 (valor que recebe por hora trabalhada)

    Uma pessoa que recebe R$1.000,00 que quer comprar um celular de última geração, terá que trabalhar 704 horas para conseguir pagar um celular de R$4.000,00… será que vale a pena?

    Depois que aprendi a pensar desta forma, parei de comprar sapatos a R$250,00. Hoje calço sapatilhas que custam 20% desse valor e que cumprem a mesma função.

    Muitas das coisas que eu aprendi, foi assistindo vídeos no YouTube. Você vai se surpreender como poderá economizar, aprendendo a fazer coisas que antes eram impensáveis.

    ~ Yuka ~

    Para viver um grande amor

    romance.jpg

    Conheci meu marido ainda adolescente, no primeiro dia da faculdade. E em poucos dias, nos tornamos melhores amigos. Ele continua sendo meu melhor amigo e continuamos a rir um do outro até hoje.

    Ele é meu melhor amigo quando me acompanha para comprar roupas, palpitando e tendo a maior paciência para eu experimentar e decidir o que levar. Ele é meu melhor amigo quando permite que eu consiga ser eu mesma, livre e solta. De não ter receio de parecer uma boba. Me ouve com atenção sobre qualquer assunto.

    Conversamos sobre tudo, desde fofoca de famosos, finanças, minimalismo, até política e filosofia.

    Teve oportunidades para trabalhar em outro país e também em outro Estado, mas largou mão de ter uma carreira sólida para viver um grande amor. O seu grande amor por mim.

    Desde quando namorávamos, lavava a louça da minha casa, varria a casa, lavava até o banheiro. Cuidava da minha casa com tanto zelo, como se fosse a sua.

    Sinto sua presença em tudo, me cobre nas madrugadas frias, me deixa dormindo até mais tarde quando sabe que estou cansada, prepara o café da manhã, elogia a minha comida. Sempre me espera para comer, mesmo se eu demorar por estar amamentando, ou colocando as crianças para dormir. Me espera mesmo se estiver morrendo de fome, só para ter o prazer de estar comigo. Se estou deitada na cama com o cabelo molhado, ele vem com o secador de cabelo e seca para mim. Se estou doente, anota os horários do meu remédio. Toma conta de mim e me sinto cuidada. Recebe os posts do meu blog por e-mail, mas faz questão de ler no site só pra aumentar a estatística de visita.

    Sim, ele é assim. Sim, ele é um amor de pessoa. Sim, ele é grande amor da minha vida.

    Analisando nosso relacionamento, vejo que desde o início, sempre nos admiramos. Ele, inclusive, sempre acreditou em mim. Acreditou no meu potencial, na minha inteligência, na minha essência, mesmo em períodos em que eu não acreditava do que era capaz. Eu me achava menos inteligente do que a maioria das pessoas, menos capacitada intelectualmente. E tentava compensar essa “falta de inteligência” sendo uma pessoa legal.

    Só que ele tinha a opinião completamente contrária sobre mim. E por ele sempre acreditar no meu potencial, eu me re-descobri.

    Este blog inclusive, nasceu pela insistência dele. Ele gostava tanto das coisas que eu falava (que era contrário a tudo o que ouvimos por aí), que achava que eu precisava ter um blog para que mais pessoas pudessem ouvir o meu pensamento.

    Quando falei que tinha um plano para nos aposentarmos aos 50 anos, foi o único que não riu e sentou do meu lado para ouvir o que eu tinha para falar.

    Ele me deu o privilégio de ter uma família. Antes era só eu e ele. Hoje, nós somos 4. Eu, ele e as nossas duas filhas lindas.

    Me mostrou que não é o dinheiro que traz felicidade, me mostrou que reconhecer os próprios erros não faz de uma pessoa menos digna, muito pelo contrário, mostra o quão humilde pode ser.

    Apesar de tantos defeitos que tenho, me ama com toda força da alma. Sou capaz de perceber o amor pelo olhar, pelo tom de voz.

    Como ele mesmo diz, o nosso encontro mudou nossa vida. Nós somos pessoas muito melhores juntas, nós melhoramos a cada dia como ser humano por estarmos juntos.

    Ele não é só meu marido. É o meu parceiro, meu melhor amigo, a pessoa que mais me conhece e cuida de mim. Às vezes acho que ele me conhece melhor do que eu mesma.

    Ele potencializou o que estava adormecido em mim. E isso me faz refletir como é importante escolher bem a pessoa que vai passar a vida com você.

    Quando penso o quanto já compartilhei da minha vida com ele e o tempo que ainda ficaremos juntos, um sorriso no canto de boca é inevitável. Passamos até a cuidar melhor da alimentação e fazer exames médicos de rotina por querer estarmos mais tempo juntos.

    Eu sei que mudei muito. Minhas ideias amadureceram, minhas opiniões mudaram e esse blog me ajudou muito a acelerar esse processo.

    E saber que mesmo após tantas mudanças e descobertas, meu marido me apoia e continua tendo orgulho das minhas opiniões e convicções me dá a certeza de que não só escolhi a pessoa certa, como tenho certeza de que estamos caminhando na direção certa.

    Eu sempre acreditei que escolher a pessoa certa que vai caminhar com você, o que a gente chama de Vida, é o que faz a diferença se sua vida vai ser mais fácil ou mais complicada.

    A vida une as pessoas certas no momento certo. Que este seja nosso destino: amar, viver e começar cada dia juntos.

    ~ Yuka ~

    Se tivesse mais tempo livre…

    tempo-livre

    Esse é um ótimo exercício para verificar se estamos no caminho certo (entenda como caminho que queremos percorrer, não o caminho que – os outros – querem que percorramos).

    Se eu tivesse mais tempo…

    … eu cuidaria mais do meu corpo: comeria melhor, cozinharia comidas diferentes para aguçar meu paladar, faria exercícios físicos, porque eu só tenho este corpo e ele merece ser tratado com mais carinho e respeito.

    … eu iria passear e observar mais: conheceria mais lugares novos, sentaria em uma cafeteria do lado de fora para ficar observando a rua e as pessoas.

    … eu viajaria mais: para conhecer outras culturas, outros tons de pele, iria gostar de conversar com pessoas desconhecidas, descobrir que existem várias realidades paralelas e que a minha realidade não é a única existente.

    … eu aprenderia um instrumento musical, pode ser piano ou violino, ou os dois, ouviria mais música clássica, que é o que aquece meu coração.

    … eu encontraria mais os amigos, passaria mais tempo com eles, pois são os irmãos de alma que eu escolhi.

    … eu tentaria descobrir mais coisas que amo, fazendo atividades nunca feitas, trabalhos novos, com o intuito de descobrir o que gosto e o que não gosto.

    … eu faria mais trabalhos manuais como costura, marcenaria, pintura, reforma, pra poder ajudar mais pessoas necessitadas.

    E depois de escrever tudo isso, surge uma pergunta/dúvida:

    – E porque eu não faço essas coisas hoje? Falta de tempo? Falta de dinheiro? Falta de disposição?

    Tem uma entrevista que o Mário Sérgio Cortella disse que “tempo é uma questão de prioridade”. Ou seja, quando a gente fala que não tem tempo, é porque aquilo não é prioridade na nossa vida.

    Vamos ser sinceros… É um belo tapa na nossa cara.

    Parece que a gente mal tem tempo para pensar o que é nossa prioridade, onde queremos gastar o nosso tempo.

    Aliás, onde queremos “ganhar” o nosso tempo? Quais são as verdadeiras prioridades?

    Eu e meu marido temos pensado muito sobre quais prioridades que queremos valorizar.

    Mais brincadeiras com as filhas, sim.

    Mais faxina, não.

    Mais filmes, cinema, Netflix, sim.

    Mais televisão, não.

    Mais tempo para passear, sim.

    E assim por diante.

    ~ Yuka ~

     

     

    Menos vs Mais

    menos mais

    Inspirada no post do blog The Busy Woman and the Stripy Cat, vou escrever sobre o que eu quero MENOS e o que eu quero MAIS da minha vida:

    MENOS

    • internet
    • reclamação
    • bagunça
    • estresse
    • ansiedade
    • objetos
    • livros impressos
    • consumismo

    MAIS

    • amor
    • silêncio
    • simplicidade
    • ócio
    • disposição
    • tempo com as filhas
    • alimentação saudável
    • exercício físico
    • e-books

    Olhando assim, são coisas simples né?

    ~ Yuka ~

    Detox digital, corporal e mental… destralhando e desacelerando (parte 2)

    DETOX DIGITAL

    No fim do mês de março, eu publiquei um post de desabafo sobre a estafa que estava sentindo por causa do excesso de informação ao meu redor.

    E ao começar a montar o plano para iniciar o meu detox digital, percebi que o que eu queria não era somente um detox digital.

    Eu compreendi que eu não quero simplesmente reduzir a internet. Eu quero utilizar meu tempo de uma forma melhor, desempenhando menos atividades, só que com mais afinco, com mais prazer, ao invés de fazer as coisas com pressa.

    Percebi que o detox tem que ser geral.

    O detox é corporal (para cozinhar com prazer, me alimentar melhor), mental (para ter tempo para pensar e também ter tempo para não fazer nada), desacelerar e destralhar.

    Então criei mini-tarefas para facilitar a execução destas metas:

    META 1 (menos tempo na internet): Ao invés de acompanhar os diversos sites e ler rapidamente os textos, comecei a acompanhar SOMENTE aqueles que agregam valor para mim.

    • YouTube: mantive somente os canais que gosto muito
    • Newsify (gerenciador de sites): mantive somente sites e blogs que me dá prazer na leitura
    • WhatsApp: silenciei grupos grandes
    • Celular: desativei alertas e notificações dos aplicativos
    • Kindle: passei a ler mais livros como uma forma de ficar desconectada da internet por mais tempo

    META 2 (destralhar): Passei a rever melhor os itens que possuo em casa para conviver somente com itens que gosto e que são essenciais para mim. Ter menos objetos significa ter menos trabalho para manter e preocupar. Para isso passei a usar o Evernote para administrar meus papéis. Escaneei todos os meus comprovantes de pagamento, recibos, notas fiscais, manuais de instruções, exames médicos, declaração do imposto de renda e eliminei os papéis.

    META 3 (alimentar o corpo): Entendi que meu corpo é um bem precioso. Sem ele, não posso cuidar das minhas filhas, não posso trabalhar, nem fazer coisas que gosto. Sei da importância do sono, da alimentação e do exercício físico. Mas ainda sou preguiçosa, por isso comecei devagar, com pequenas caminhadas.

    META 4 (desacelerar): Fazer as coisas mais devagar, procurar fazer as coisas prestando atenção. Uma coisa que foi importante para mim, foi criar uma lista chamada “Talvez / Um dia desses” no meu celular (assisti no Arata Academy). Essa lista tem o intuito de esvaziar a cabeça das obrigações que não são emergenciais. Isso fez desafogar a minha lista de tarefas e consequentemente a sensação de cobrança que eu tinha comigo mesma.

    META 5 (alimentar a mente): Encontrar com mais frequência os amigos, fazer mais artesanatos, estudar. Ou seja, alimentar a alma e a mente..

    São essas 5 metas que estou seguindo no momento.

    ~ Yuka ~

    Felicidade é…


    A Mari do Frugalidades me convidou para responder uma TAG sobre felicidade. 😍

    Então vamos lá:

    1. O que você gosta de fazer quando está sozinha?

    Gosto de ler livros deitada na cama, ouvir palestras pelo YouTube enquanto cozinho, escrever nesse blog e pensar na vida.

    2. O que você gosta de fazer junto com outras pessoas (amigos, família ou namorado)?

    Geralmente gosto de convidar a pessoa para passar a tarde em casa comigo, tomando chá e comendo brownies ou bolinho de chuva quentinhos enquanto colocamos o papo em dia.

    3. Pequenas coisas que te faziam feliz na sua infância

    Eu tinha uma caixinha de madeira onde guardava meus tesouros: uma concha bonita, um bilhete carinhoso de uma amiga, uma foto, ímã de uma viagem que eu fiz, enfim, pequenas coisas que me remetiam à felicidade. Eu adorava abrir a caixa e ficar admirando cada coisinha guardada. Hoje, a casa onde moro é a minha “caixinha”. Adoro abrir a minha caixinha e ficar dentro dela.

    4. Uma coisa que te deixou feliz essa semana

    Voltar a comer carboidratos… sério! Fiquei 1 semana sem comer carboidratos, para tentar me alimentar melhor (e emagrecer os quilos que ganhei na gravidez), mas não deu. Amooo pão, arroz, batata… Enfim, comer brigadeiros me deixou muito feliz!

    6. Cite 3 coisas que te deixam muito feliz

    – de não me comparar com os outros: isso não me dá sentimento de inveja, de que falta algo. Me dá sentimento de plenitude.

    – de ter percebido a servidão moderna: é como se eu tivesse acordado a tempo.

    – de ver minha família crescer. Antes éramos só eu e meu marido. Hoje somos em 4.

    7. Complete: Felicidade é…

    … aprender a enxergar as pequenas alegrias e simplicidade do dia-a-dia.

    8. Convide 3 pessoas para responder essa TAG

    – Mallu, do mamãe minimalista

    – Teffi, do vivendo em miúdos

    – Raquel, do meu serhumaninho

    ~ Yuka ~

    As suas decisões são realmente baseadas na sua felicidade?

    escolhas

    Ou é baseada no que os outros querem de você?

    Você se veste do jeito que veste porque é confortável ou porque quer estar na moda? Se a moda mudar hoje, você muda seu estilo de vestir?

    Você decidiu seguir sua profissão por uma decisão sua ou familiar?

    Você vai comprar um carro porque é o que você realmente queria ou é para mostrar para outras pessoas de que é bem sucedido?

    Você vai casar porque realmente ama aquela pessoa ou porque todo mundo está casando?

    Você vai comprar uma casa porque é um sonho seu ou é o sonho da sua mãe, do banco, da financiadora?

    Com qual intuito você posta no Facebook, Snapchat, Instagram?

    Você se sente confortável na sua pele?

    Quem comanda sua vida? Você ou os outros?

    “Sua vida é o resultado das escolhas que faz. Se não gosta da sua vida, está na hora de começar a fazer melhores escolhas.”

    ~ Yuka ~

    A vida é longa para quem consegue viver pequenas felicidades

    girassol

    Sempre ouvimos que temos que aproveitar cada minuto da nossa vida, pois a vida é curta. Inclusive, li outro dia na internet de que os dias são longos, mas os anos, curtos.

    Concordo na parte de que temos que aproveitar cada minuto da vida, mas você já parou para pensar como a vida é longa?

    A vida sempre deu e continua dando chance para recomeços.

    Eu comecei e terminei relacionamentos, troquei de empregos, mudei hábitos, passei a entender melhor algumas pessoas, comecei a compreender meus medos, minhas angústias, minhas inseguranças, passei a acolher meus defeitos e a me orgulhar dos meus feitos.

    A vida é um eterno recomeço. Todos os dias ao acordar, eu sei que tenho a chance de mudar alguma coisa da minha vida.

    Quantas pessoas você conhece que já recomeçou?

    Eu conheço muitas. Pessoas que correm atrás dos sonhos. Lutam pelo que acredita. Tropeçam e levantam inúmeras vezes sem medo de serem julgadas.

    Eu quero ser daquelas pessoas que ao olhar para trás, tenha orgulho dos vários recomeços. Dos vários tropeços. Das diversas conquistas.

    O tempo, diferentemente do dinheiro, não pode ser poupado para ser usado depois. Ou usa-se, ou perde-se.

    “Você só vive uma vez, mas se viver direito, uma vez é suficiente.” – Mae West

    Sempre que falo sobre tempo, lembro do comercial do cartão Visa que passou no final de 2003. Faz 14 anos que esse comercial passou na televisão, mas continua presente na minha memória:

     

    “Dizem que a vida é curta, mas isso não é verdade.

    A vida é longa para quem consegue viver pequenas felicidades.

    E essa tal felicidade anda por aí, disfarçada, como uma criança traquina brincando de esconde-esconde.

    Infelizmente, às vezes não percebemos isso e passamos nossa existência colecionando nãos: a viagem que não fizemos, o presente que não demos, a festa que não fomos, o amor que não vivemos, o perfume que não sentimos.

    A vida é mais emocionante quando se é ator e não espectador; quando se é piloto e não passageiro, pássaro e não paisagem, cavaleiro e não montaria.

    E como ela é feita de instantes, não pode nem deve ser medida em anos ou meses, mas em minutos e segundos…

    Porque a vida é agora.”

    ~ Yuka ~

    Otimismo e gratidão 

    gratidao

    Uma coisa não posso negar. O minimalismo me ensinou o significado da gratidão.

    Hoje sou um misto de uma pessoa otimista com expectativa baixa. Hã? Deixe-me explicar porque essa combinação é fenomenal. Ela faz com que a gente fique feliz com praticamente qualquer coisa que acontece na nossa vida. Quer ver?

    • Tropecei e ralei o joelho… ainda bem que não ralei meu rosto.
    • Roubaram meu celular… pelo menos o celular era bem velhinho.
    • Peguei uma doença da minha filha e tive que ficar 2 dias de repouso do trabalho… que bom, vou aproveitar pra descansar.
    • Perdi R$10,00 na rua… Dos males o menor, podia ter sido R$50,00.
    • Se não recebo o dissídio anual, pelo menos não perdi o emprego.
    • Se meu marido fica sem emprego, pelo menos foi num período bom, assim ele acompanha de perto minha licença-maternidade.

    Enxergar tudo pelo lado bom, facilita a vida e deixa tudo mais leve. É tentar, apesar das dificuldades do dia-a-dia, se colocar no lugar do outro e saber que a situação poderia ser muito pior.

    Às vezes, a nossa vida continua sendo a mesma, o que muda é a interpretação daquela história.

    O que muda é como passamos a enxergar a vida.

    ~ Yuka ~

    É possível antecipar a aposentadoria?

    aposentadoria

    Com a nova reforma da previdência chegando, a possibilidade de pessoas como eu, na faixa dos 30 anos, se aposentar aos 65, 70, 75 anos será inevitável.

    Eu não me oponho a trabalhar, mas eu não quero trabalhar até os 75 anos por obrigação, principalmente porque não sei como estarei, se terei forças físicas e mentais para aguentar uma jornada de 8 horas todos os dias.

    Eu quero sim trabalhar até ficar velhinha se eu estiver bem de saúde, saudável, disponível. Talvez possa diminuir a minha jornada de trabalho, ou até quem sabe, ter a possibilidade de parar de trabalhar para ficar mais perto dos netos, mas tudo é muito hipotético ainda.

    Durante a minha licença-maternidade, em 2015, minha ficha caiu de que sim, era possível aposentar antes dos 60 anos.

    E com essa ficha nas mãos, eu e meu marido traçamos um objetivo de vida: nos aposentar daqui a 15 anos. Ou seja, me planejo aposentar aos 51 anos e meu marido aos 53.

    Não queremos nos aposentar para parar de trabalhar e ficar sem fazer nada. Queremos nos aposentar para dedicar naquilo que gostamos, no que acreditamos, queremos nos descobrir, nos redescobrir.

    Você pode até pensar “ué, por que não faz hoje o que gosta, ao invés de esperar a aposentadoria?”

    É que o que nós queremos fazer não dá dinheiro, e agora com a minha família crescendo, tenho medo de chutar o pau da barraca, largar o meu emprego estável para depois não conseguir pagar as contas no final do mês, principalmente porque o emprego do meu marido é instável demais.

    Por isso resolvi dar um passo de cada vez. A vida é muito longa e na minha cabeça, dará para fazer tudo no tempo certo.

    Vivemos o Hoje com intensidade, mas lembrando que o Amanhã um dia chegará.

    Para que este plano dê certo, gosto sempre de ilustrar com este exemplo: um sonho, um futuro, uma meta é como se fosse uma ilha paradisíaca pra mim. Só que eu estou do lado de cá da ilha. Para atravessar, eu preciso construir uma ponte. E aí entra a pergunta que faço sempre: “o que estou fazendo HOJE para construir esta ponte que vai possibilitar a minha travessia AMANHÃ?”


    Eu já comecei a construir e atravessar uma parte desta ponte. Para quem quer colocar os planos em ação, no início deste ano eu escrevi um post “a diferença entre Sonho e Meta” que vale a pena ser lido.

    Para os descrentes, nos vemos daqui a 15 anos, do outro lado da ilha, quando eu completar 51 anos. 😉

    Uma longa viagem começa com um único passo – Lao Tzu

    ~ Yuka ~

    Defina FELICIDADE

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    Repetimos diversas vezes de que queremos ser felizes, de que os nossos filhos sejam felizes… mas o que significa felicidade para você?

    O que te faz realmente feliz?

    A maioria de nós, procura a felicidade nos lugares errados. Achamos erroneamente que bens materiais nos traz felicidade: uma casa grande, um carro luxuoso, comer em restaurantes de bairro nobre, ter um closet cheio de roupas importadas, ter relógios e jóias… Ou seja, achamos basicamente que são as coisas materiais que nos traz felicidade. Também tem gente que acha que a felicidade está na outra pessoa, mais precisamente, casar e ter filhos (eu conheço algumas pessoas que são casadas com filhos, e continuam infelizes), talvez porque seja mais fácil colocar a responsabilidade da própria felicidade em uma terceira pessoa.

    Só que a verdadeira felicidade não envolve bens materiais, nem casamento.

    Felicidade é a soma de pequenas felicidades. Reconhecer e agraciar os pequenos prazeres é o que traz a felicidade. Quem procura a grande felicidade, irá morrer sem nunca encontrar.

    Talvez o grande problema das pessoas não serem felizes é que a maioria nem sabe o que de fato o faz feliz. Quem é você? O que você gosta de fazer? A maioria das pessoas ficaria no silêncio, pensando, tentando descobrir a resposta.

    Se você não entende a sua própria necessidade, se não sabe o que te faz feliz, a tendência é seguir a manada. Será tentar preencher esse vazio com as coisas que a mídia acredita que você deve ter/fazer. Ou seja, comprar várias coisas desnecessárias para seguir um padrão da sociedade. Você irá comprar porque todo mundo está comprando. Você irá casar, porque todo mundo está casando (não importa se você de fato ama aquela pessoa ou não). Você irá ter filhos, porque todo mundo está tendo filhos. E isso tudo só para se encaixar num padrão pré-ditado, acreditando que seguindo essas regras, dificilmente uma pessoa não irá ser feliz. Só que a felicidade não vem, nos deixando cada vez mais confusos.

    Aqui neste vídeo abaixo, há um experimento muito interessante sobre conformidade social. Agimos de acordo como as regras são ditadas para sermos aceitos pela sociedade.

     

     

    O que a sociedade impõe para que eu seja supostamente feliz é muito diferente do que de fato me faz feliz. E saber essa diferença foi fundamental para eu reconhecer e encontrar a minha felicidade.

    Foi quando eu descobri que não preciso ter um imóvel próprio para ter segurança financeira, um carro bacana para ser considerada adulta, fazer um casamento pomposo para mostrar aos outros como sou feliz, ter uma rede social para mostrar como a minha vida é linda, comprar coisas caras para mostrar que sou bem sucedida, falar difícil para tentar provar que sou inteligente…

    Você já parou para pensar quais são os ingredientes da SUA felicidade?

    ~ Yuka ~

    Suficiência = Gratidão

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    Já parou para pensar o quanto é suficiente para você viver com qualidade?

    Nós, seres humanos, temos a tendência de sempre estarmos insatisfeitos com o que a vida nos oferece. Se antes recebia R$1.000 de salário e hoje ganha R$5.000, continuamos querendo mais. E se passar a ganhar R$10.000, será que continuaremos querendo ganhar mais? Provavelmente sim.

    Nós temos necessidades básicas (um teto para morar, comida para nos alimentar, roupa para nos aquecer), mas também não podemos ignorar que temos desejos.

    Como equilibrar de forma saudável a necessidade e o desejo, sem pecar pelo consumismo?

    Pra mim, foi muito importante conhecer a minha própria suficiência (porque a minha é diferente da sua necessidade). A partir do momento que alcancei o equilíbrio entre necessidade e desejo, surgiu o sentimento de gratidão. E frases como “Já tenho o suficiente, obrigada” começaram a ser frequentes.

    – Já tenho o suficiente, não preciso mais comprar nada por enquanto.

    – Já tenho um celular bom o suficiente, não preciso competir com o vizinho.

    – Já tenho um salário suficiente, não preciso gastar mais tempo de vida para ganhar mais.

    Não sei se é cultural do nosso país, mas tenho a impressão de que as pessoas confundem esse sentimento de suficiência com comodismo, de que nunca podemos estar satisfeitos: precisamos estudar mais, ter um salário mais alto, ter um emprego melhor, um cargo mais alto, um carro mais caro, uma casa maior etc.

    O segredo de viver bem com menos é apreciar o que já possui e sentir-se satisfeito, grato, e nunca se comparar com o outro.

    ~ Yuka ~

    Como você faz para seu dinheiro render?

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    Esses dias fui passear no Shopping Cidade São Paulo, na Avenida Paulista. Não conhecia, apesar de ter sido inaugurado em 2015, nunca tinha tido curiosidade de conhecer. Só que tive um curso quase ao lado desse shopping, e como uma espécie de curiosidade, resolvi entrar.

    Gente, o que é aquilo? Eu me assustei demais com os preços.

    Tudo bem, sei que eu não sou rica, mas também não acho que recebo um salário ruim para ter me assustado tanto com os preços. Talvez porque eu perdi o costume de passear em shoppings, então pode ser que eu esteja desatualizada com os preços “normais” de shopping… mas pensem comigo, é normal pagar R$480,00 por um vestido de verão?

    Sandalinhas rasteiras a R$280,00?

    Entrei numa loja de brinquedos e a maioria estava tudo na faixa dos 99. Ou seja, R$299,00; R$399,00; R$499,00. Quando vi um brinquedo por R$599,00 eu resolvi ir embora para casa, porque foi demais pra mim.

    E entendi porque meu salário rende tanto. Porque eu sei que o mesmo dinheiro pode ser utilizado de outras formas. Sei que há produtos de qualidade superior que o preço acompanha a qualidade. Mas também há muitos casos em que o preço não acompanha a qualidade, onde somente a marca é famosa e traz status.

    Se eu consigo achar vestidos bonitos por R$80,00, porque eu pagaria um que custa R$480,00 e que cumpre exatamente a mesma função?

    Antes eu achava normal pagar R$300,00 (o casal) em um restaurante, até eu pagar este valor em um restaurante bem famoso que possui menu único (e cá entre nós, nem achei tãaaao gostoso assim), e vi o absurdo que eu tinha feito com o meu suado dinheiro.

    E desde então, eu e meu marido começamos a repensar de que forma temos gasto o nosso dinheiro.

    Ao invés de pagar R$80,00 por uma pizza delivery, pagamos R$40,00 por uma igualmente boa (só tivemos que pesquisar por mais tempo).

    Ao invés de comer em food truck’s, comer em pé e pagar R$120,00, começamos a procurar lugares bons e baratos para comer. Outro dia encontramos uma lanchonete que não dávamos nada, pedimos 4 esfihas deliciosas, 2 jarras de suco de melancia perfeitas e pagamos R$27,00.

    Até para comprar verduras, frutas e ovos começamos a ir numa outra feira. Ao invés de pagar R$9,80 pela dúzia do ovo, passei a pagar R$3,80.

    Outro dia, eu até pensei em levar minha filha e meu sobrinho no Aquário de São Paulo. Mas quando descobri o preço, eu decidi não ir. Custa R$80,00 adulto e R$50,00 infantil (de 3 a 12 anos) e eu gastaria R$210,00 de entrada (2 adultos, 1 criança e 1 bebê não pagante), fora o metrô e o táxi. Definitivamente não vale a pena para mim. Só que eu não desisti de ir no aquário. Minha família é de Santos, e também tem um aquário lá e o ingresso custa R$5,00 adulto e entrada gratuita para menores de 12 anos e maiores de 60 anos. Para fazer praticamente o mesmo tipo de passeio, ao invés de pagar R$210,00, eu pagaria R$10,00. Ah, tem um aquário bem pequeno também no Parque da Água Branca (São Paulo). Para uma criança que não tem nem 2 anos, e não consegue ficar por muito tempo concentrada, achei ótimo pagar R$3,00.

    É disso que estou falando. Pra mim e para o meu marido, procurar estes tipos de locais virou a nossa diversão.

    E assim eu vejo meu salário se esticando e sobrando cada vez mais.

    Eu chamo isso de gastar bem o dinheiro. É saber valorizar o TEMPO que eu dei para a minha empresa em troca de um salário.

    ~ Yuka ~

    Como planejamento é importante para evitar dor de cabeça e viver sem estresse

    Meu marido é bolsista de pós-doutorado. Ou seja, a cada 2 anos, ele precisa de projetos novos para receber o salário.

    Para quem é novo por aqui, a minha segunda filha acabou de nascer, e o nascimento dela coincidiu com o término do projeto de pesquisa dele. Com a restrição orçamentária no novo governo, nem preciso falar que meu marido não conseguiu renovação do projeto.

    Numa situação normal, talvez eu ficasse muito chateada, triste e preocupada. Mas desde que começamos a namorar, sabia que o emprego dele tinha a parte boa (flexibilidade de horário) e a parte ruim (instabilidade financeira), e nós nos preparamos para este dia, guardando dinheiro.

    O que era para ser uma notícia ruim, se transformou numa notícia boa graças ao planejamento: ficar em casa no período em que minha segunda filha nasceu, significa que meu marido poderá acompanhar de perto a minha licença-maternidade.

    O planejamento tem feito a gente viver sem estresse em muitos casos.

    Na época da crise da água (em 2015), eu fiquei com muito medo de faltar água em casa, principalmente porque estava grávida da minha primeira filha. Contra todas as risadas que eu ouvi, eu comprei uma bombona para armazenar 200 litros de água no meu apartamento.

    bombona

    Armazenar água me deu uma sensação de segurança impagável. E olha o que aconteceu. Tive a minha filha na maternidade, e no primeiro dia em que voltamos para casa, aconteceu o que eu temia: não tinha 1 gota de água nas torneiras do prédio. Era uma situação desesperadora não ter água nem para dar banho na minha filha. Mas eu tinha água na bombona, e foi com essa água que cozinhamos, demos banho, lavamos as roupinhas. Ter feito um planejamento evitou estresse e eu lembro desse período com muito carinho, apesar da falta de água do prédio.

    Sei que fazer planejamentos não é tão fácil como parece, mas tente.

    Meus planejamentos geralmente começam assim, comigo pensando no pior cenário possível (por exemplo, no caso da crise hidráulica):

    “Se a água da torneira acabar, o que eu poderia ter feito para que eu tivesse água por maior tempo?”

    E aí vão surgindo algumas respostas.

    No caso, foi estocar água no apartamento. Se a resposta é estocar água, vão surgindo outras dúvidas: Onde estocar? Como estocar? Qualquer recipiente serve? Etc.

    O bom de planejar com antecedência é que esta prática nos livra de muitas dores de cabeças futuras.

    ~ Yuka ~

    Detox digital: o início (parte 1)

    detox-digital

    Em primeiro lugar, tenho uma notícia maravilhosa: minha filha nasceu. Nasceu de parto normal, saudável, linda e calma (pelo menos por enquanto rs). E junto com o nascimento dela, veio a tão esperada licença-maternidade que vai me ajudar a levar esse projeto de fazer o detox digital adiante.

    Há 15 dias, eu tive de me afastar do trabalho para repousar, pois corria sério risco de ter um parto prematuro. Apesar de soar estranho, foi muito difícil ficar deitada o dia todo. Minha cabeça fervilhava a mil por hora, só que meu corpo estava em repouso absoluto. E isso gerou uma onda de ansiedade nunca experimentada por mim. Apesar de estar deitada, percebi que não estava presente, não estava conseguindo aproveitar o repouso, pois ficava com a sensação de que estava perdendo tempo.

    Faz alguns meses que sinto uma certa ansiedade e estafa (será esta a palavra mais adequada?) de ver tantas notícias a todo momento e sempre ter o que fazer.

    Sinto uma pressão (que não vem de ninguém, vem de mim mesmo) em acompanhar os sites de notícias, de fofocas, das melhores receitas culinárias, dos melhores blogs, dos melhores vídeos etc.

    E com todo esse excesso a única palavra que vem na minha cabeça é essa: estafa.

    Me sinto saturada de ler muito, em acompanhar as notícias, ver tantas informações transbordando em sites, mas se não leio, dá uma sensação de que estou perdendo algo… Alguém já sentiu algo parecido com isso?

    Eu sei o que estou passando. É overdose de informação. É isso acaba trazendo ansiedade, bate aquela preocupação de não ter tempo para acompanhar tudo que é “importante”.

    A televisão (teoricamente) faz com que você seja um ouvinte passivo. Ou seja, a televisão escolhe o que você vai ouvir, o que você vai ver nas propagandas.

    A internet já é ao contrário. Você vai atrás das informações, das notícias que você quer ver. E se não tomar cuidado, acontece uma overdose…

    Eu sou uma pessoa muito curiosa. Gosto de procurar vídeos de como se produz algodão-doce, como foi construída a pirâmide do Egito, de descobrir como as abelhas constroem favos em hexágono, como é feito um lápis, de que forma é feito um batom, enfim, coloque muita imaginação, que estou sempre procurando na internet uma resposta.

    A causa desse excesso é a falta de controle e disciplina da minha parte. Por isso decidi fazer um detox digital que nada mais é do que me livrar dos excessos informacionais.

    Eu não tenho a intenção de me desligar completamente da internet, afinal a internet me conecta a este blog e também é de onde me atualizo com as notícias do mundo.

    Eu vou nos lugares e observo que as pessoas estão tão grudadas na tela do smartphone que não percebem o que está acontecendo ao seu redor.

    No metrô, não percebem um senhorzinho de cabelo branco mal conseguindo ficar em pé… Não percebem uma grávida com um barrigão de 9 meses, não cedem os assentos… não por má vontade, mas simplesmente porque estão conectados na internet, mas desconectados da vida real.

    Em restaurantes, vejo casais sentados juntos, mas separados na alma, cada um com seu smartphone. Um falando pelo WhatsApp e a outra pessoa jogando Candy Crush.

    Olhando essas cenas, tive a certeza de que não quero entrar nesta estatística.

    Nos próximos posts vou descrever melhor de que forma está caminhando o meu detox digital.

    ~ Yuka ~

    Filhos livres e independentes

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    Desde que minha filha aprendeu a andar, ela faz algumas tarefas de casa, como por exemplo:

    • leva a própria fralda suja para a lixeira do banheiro
    • quando voltamos do supermercado, ela ajuda a levar alguns pacotinhos para a cozinha
    • ajuda a guardar os brinquedos na caixa
    • tira as roupas da máquina de lavar roupa para eu estender no varal
    • quando estamos varrendo a casa, ela sai correndo procurar a vassourinha pequena dela e começa a varrer junto com a gente

    E por aí vai.

    Eu já pensava bastante sobre o assunto, pois algumas pessoas do meu trabalho falavam em tom de brincadeira de que eu estava incentivando a exploração infantil. Mas a decisão de escrever um post veio quando o meu marido também ouviu esse tipo de comentário no trabalho dele, só que desta vez, de que ele estava sendo machista ao ensinar tarefas domésticas para a nossa filha.

    Como já disse em posts anteriores, eu não fico chateada, nem irritada, nem sinto nada com estes comentários, pois sei que as pessoas não falam na maldade, elas falam por falar, falam sem pensar muito. A parte boa disso tudo é que me dá conteúdo para escrever aqui neste blog, o que é ótimo!

    Então vamos lá.

    Eu estimulo sim a minha filha a ajudar nas tarefas de casa. Como ela é muito pequena, tudo é muito divertido para ela. Ela adora desempacotar os itens quando volto do supermercado, abrir as caixas que vêm do correio, gosta muito de levar os pratinhos e copos de plástico para a mesa quando estou preparando o almoço, jogar lixo até a lixeira, etc. Tudo isso porque ela gosta muito de me imitar. Se estou varrendo a casa, ela também quer varrer. Se estou guardando os brinquedos dela em uma caixa, ela também começa a me ajudar. Se estou deitada descansando, ela vem correndo e encosta a cabeça no travesseiro comigo.

    Eu não tenho muita ambição em relação a ela, de querer que ela seja médica, advogada, engenheira, astronauta.

    Mas eu desejo muito 2 coisas: eu desejo que ela seja muito feliz, e desejo muito que ela seja livre.

    E quando falo SER LIVRE, é no sentido mais amplo da palavra.

    Se ela não sabe cozinhar, ela se torna dependente de uma mãe, de um cozinheiro, de um restaurante ou de alguém para cozinhar para ela.

    Se ela não sabe limpar a casa, ela se torna dependente de uma empregada doméstica ou faxineira.

    Se ela não sabe pregar um prego na parede, ela será dependente de uma pessoa que faça isso para ela.

    Quando ensino a minha filha a cozinhar, limpar a própria casa, a ajudar nas tarefas de casa, (também pretendo ensiná-la) a poupar dinheiro, a administrar a casa, a rotina, a vida, a administrar as emoções, estou ensinando a minha filha a ser livre.

    Eu não quero a minha filha dependente, nem por pessoas, nem por coisas. E isso não é nem de longe exploração infantil e/ou machismo por ensinar tarefas domésticas, já que mesmo se eu tivesse um filho homem, também ensinaria a cozinhar, pregar botão, varrer a casa, consertar chuveiro, etc.

    Eu sempre dizia que devemos criar os filhos para o mundo, e não para ficar embaixo das nossas asas. Mas quando eu não era mãe, o que mais ouvia era “você fala isso porque não é mãe”. Hoje eu sou mãe e posso dizer que a minha opinião continua exatamente a mesma. Criamos os filhos para o mundo. Por isso a importância de estimular a criatividade, a independência e, principalmente, a liberdade dos nosso filhos.

    ~ Yuka ~

    Um minimalista com um iPhone

    open_graph_logoEm blogs ou reportagens sobre minimalismo a gente sempre vê comentários de pessoas dizendo “ah, é fácil dizer que é minimalista com um iPhone e MacBook”.

    A verdade é que muitas pessoas confundem o minimalismo com voto de pobreza.

    E a partir desses comentários em outros blogs, comecei a analisar quando passei a NÃO desejar alguns bens de consumo, como roupas caras, bolsas de grife, carro, apartamento grande, etc.

    Sabe quando? Foi quando meu salário aumentou e eu pude de fato comprar várias coisas.

    E posso dizer que comprei muito (muita coisa desnecessária, diga-se de passagem)!

    Foi com o tempo que eu passei a não comprar certas coisas, não por falta de dinheiro, mas por uma opção.

    Mas só consegui perceber que não precisava de uma bolsa de marca quando finalmente pude comprar uma. Será que se eu não tivesse condições de comprar, ainda não teria vontade de tê-la?

    Acho que é difícil convencer uma pessoa que nunca pôde comprar algumas coisas a ser minimalista. Claro que tem gente que consegue, mas tem gente que não compreende.

    Talvez a pessoa queira ter muitas roupas, muitas coisas em casa, pois é a sua forma de definir felicidade.

    Eu mesma só percebi os excessos, quando pude ter os meus excessos. Excessos em roupas, em sapatos, em bolsas, em acessórios. E afogada entre tantos objetos dentro de casa, percebi que não era isso que me fazia feliz. Que a minha felicidade não estava nos objetos. Me incomodava a bagunça, a sensação de sufocamento entre tantos objetos não utilizados.

    Cada pessoa tem o seu tempo de compreensão e mudança. Às vezes demora 1 segundo para perceber esse consumismo em excesso, às vezes é necessário errar para aprender, às vezes só é necessário ver alguém errar para aprender com o erro dos outros.

    E na maioria das vezes, a pessoa pode passar a vida inteira consumindo em excesso sem nunca perceber que não é isso que a faz feliz.

    ~ Yuka ~

    Matrix e a sociedade do consumo

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    Você já assistiu o filme Matrix?

    Num dos trechos mais importantes do filme, há uma cena em que Morpheus encontra-se com Neo para explicar que esse mundo em que vivemos, não é um mundo real. É um mundo criado pelo Sistema que controla a mente humana. Somos na verdade escravos desse Sistema. E Morpheus dá a oportunidade para Neo escolher tomar a pílula azul, que fará com que ele continue vivendo a vida de antes, superficial e de ilusão; ou escolher tomar a pílula vermelha, que dará a oportunidade de conhecer o mundo real.

    Fico olhando a minha volta toda essa ostentação, carro importado, roupas de grife… Para quê? Para quem? Será que precisamos de tudo isso mesmo? Precisamos gastar nosso salário suado comprando um sapato de R$400,00? Será que andar em um carro popular torna uma pessoa menos importante do que aquele que anda de carro importado? Precisamos trabalhar tantas horas por dia? Voltar para casa enfrentando o trânsito, pedir uma pizza porque está tão exausta para cozinhar. E no dia seguinte, começar tudo de novo…

    No blog Obvius, há um post que explica isso muito bem, como vê nos trechos a seguir:

    “Como prisão tradicional, haveria repulsa e todos combateriam tal prisão. No entanto, quando se criam gaiolas enfeitadas e cheias de distrações, passamos a não perceber (ou não querer perceber) que, embora existam atrativos, ainda estamos em uma prisão. E como toda prisão, há controle, coerção e cerceamento de liberdade (…). Alguns indivíduos estão tão habituados àquela realidade que defenderão o sistema (…). Esse fato demonstra que a força do dominante consiste no nosso consentimento, uma vez que aceitamos uma realidade que nos é passada sem o menor poder de questionamento. Pelo contrário, procuramos aumentar a nossa dependência e alienação ao sistema, o que em uma sociedade de consumo obviamente demonstra-se pelo consumismo (…). Há de se considerar que o problema não é o consumo, mas sim, o valor simbólico que é dado às mercadorias (…), isto é, pela capacidade que certas mercadorias têm de elevar o indivíduo perante os outros (…). O que não percebemos (…) é que a nossa sociedade consumista, cria um exército de servos voluntários, que aceita os grilhões impostos pelos dominantes através da publicidade, como se fossem soluções mágicas de felicidade. Tomando suas pílulas azuis todos os dias, distanciam-se de si mesmos, e portanto, do autoconhecimento, tão necessário à libertação, já que, como dito, a libertação é individual e se o indivíduo não busca autoconhecer-se a fim de pensar de forma crítica o mundo que o circunda, torna-se impossível enxergar a Matrix (…). A coragem é o que permite que alguns homens lutem pela liberdade daqueles que se acham livres por poderem escolher entre o Bob’s e o McDonald’s (…). Pois como disse Goethe: não existe pior escravo do que aquele que falsamente acredita estar livre.”

    Toda essa explicação anterior para dizer que eu tomei a pílula vermelha na minha licença maternidade. Foi quando a ficha caiu e descobri que há algo de errado com o mundo.

    Quando tento conversar esses assuntos com algumas pessoas, muitas me acham doidinha, outras ficam indignadas dizendo que tudo isso é necessário para que não fiquemos no ócio, que precisamos gerar emprego, movimentar a economia do país, etc. Como se movimenta a economia quando 1% da população global detém mesma riqueza dos 99% restantes?

    Será que estou errada quando critico esse Sistema que nós mesmos criamos e ajudamos a manter? Em achar errado uma sociedade que mais valoriza um jogador de futebol, uma socialite, um ex-BBB do que um pesquisador, um bombeiro ou uma vó que cuida do neto? Em achar errado ter que trabalhar 10 horas por dia quando o que mais queria era ficar com a minha filha que está doente? Ter que trabalhar por 10 horas seguidas quando se tem um ente querido internado com uma doença grave no hospital? Você acha isso normal? Eu acho isso muito errado. Muitas pessoas iriam dizer que “é só largar o emprego”. Só que estou presa nesse Sistema. Sou uma escrava desse Sistema. E não posso largar o emprego porque tudo nessa vida envolve dinheiro, inclusive remédio, internação e alimentação, já que basicamente meu dinheiro vai para 3 lugares: bancos, governo e empresas.

    E você? Se tivesse opção para escolher, qual pílula escolheria? A vermelha ou a azul?

    ~ Yuka ~

    O que de fato significa não ter muitas opções de roupas no guarda-roupa

    steve-jobs

    Já faz alguns anos que estou com um guarda-roupa enxuto. E com isso percebi que além da economia em dinheiro, as escolhas vão se tornando cada vez mais simples.

    Ao invés de ter vários sapatos, ter somente aqueles que são confortáveis e que eu realmente uso agiliza na hora da escolha.

    Ao invés de me perder entre 20 blusas pretas, tenho somente aquela que fica perfeita no meu corpo. Ter menos roupa no guarda-roupa significa menos roupa para amassar, menos roupa para lavar, menos roupa para passar, espaço para guardar, perco menos tempo decidindo qual roupa usar.

    Com o tempo, percebi que as minhas compras são feitas para substituir as atuais. Ou seja, compro um sapato preto quando o sapato preto que tenho ficou desgastado. Compro uma meia-calça quando a que eu tenho fica velhinha.

    Esses dias minha mãe comentou que a roupa que vou passear, é a mesma roupa que vou para o trabalho ou que vou à feira. Sim. Minhas roupas estão bem mais simples. Como não tenho tantas opções, uso a mesma roupa em vários eventos e só capricho nos acessórios (colares, brincos, pulseiras, echarpe etc).

    Tomar a decisão de diminuir as opções num período em que o que mais se tem são opções, parece soar estranho. As pessoas podem me perguntar “Por que escolher esta blusa se pode ter outras melhores?”, “Por que ter apenas 1 calça preta, se pode ter uma calça preta com brilho, outra boca de sino, outra skinny, outra de couro”…

    Porque simplesmente é mais fácil não precisar tomar tantas decisões no dia. Claro que não sou o Steve Jobs ou o Mark Juckerberg que usam somente 1 modelo de camisa e calça. Mas o fato é que não ter muitas opções, realmente facilita a administração do guarda-roupa e me faz ter o privilégio de usar todas as roupas que tenho com uma frequência muito maior.

    ~ Yuka ~