Os (meus) passos fundamentais para alcançar a Independência Financeira

Homem, Masculino, Pessoas, Pé, Praia, Costa, Areia

Eu sei que não há um caminho único para alcançar a Independência Financeira, pois cada um tem a sua fórmula e a sua própria realidade.

Hoje vou compartilhar os passos que eu tenho trilhado. São pequenas decisões, que foram e estão sendo fundamentais na minha jornada FIRE.

Minimalismo como filosofia de vida

O minimalismo permite inicialmente o destralhe de objetos sem uso como roupas, itens de cozinha, acessórios etc. Só que aos poucos, é possível compreender que o minimalismo permite o auto-conhecimento. Viver com menos não significa viver passando vontade, nem passando necessidade. Viver com menos significa viver com aquilo que é importante, eliminando tudo aquilo que não tem importância.

Descobre-se a suficiência, a viver baseando-se na própria régua, e não mais na régua dos outros, passando então a fazer escolhas acertadas, e gastos inteligentes.

Não ficar chorando pelo leite derramado

Eu também não sabia investir. Eu também já gastei muito dinheiro em coisa inútil e fútil. Não comecei a investir tão cedo como gostaria, perdi dinheiro cometendo vários erros.

Mas enfim, ao invés de ficar lamentando as perdas, é muito melhor assumir as besteiras que fez, levantar, superar os erros e seguir em frente.

Rever todos, TODOS os gastos

A revisão de todos os gastos foi algo muito importante para mim. Fazer a revisão dos gastos desde habitação, transporte, alimentação, educação, vestuário fez uma diferença enorme no meu orçamento.

Rever os gastos baseando nas coisas que eu achava importante,  significou fazer diferente do que a maioria fazia.

A maioria tem assinatura de TV a cabo, a maioria tem pacotes de planos de celular, a maioria tem imóvel próprio, carro na garagem, casa reformada, alguém para limpar a casa, a maioria que trabalha em escritório come em restaurantes na hora do almoço, compra roupas com frequência, viaja mesmo sem dinheiro, vive fazendo dívidas.

O que me ajudou a não comparar com as pessoas que eu conhecia, foi lembrar que a maioria está presa na corrida dos ratos. De que nós temos objetivos diferentes.

Não subestimar valores pequenos

Em vários sites e principalmente nos canais de finanças do YouTube, vejo pessoas falando para subestimar valores pequenos como o cafezinho. De que ninguém fica rico cortando cafezinho. Eu discordo. Na minha opinião, principalmente para quem está começando, avaliar todos os gastos supérfluos faz muita diferença.

Eu poupava a diferença da conta de luz, o dinheiro que achava no bolso do casaco, o décimo terceiro, a restituição do imposto de renda, a água que não comprava na rua por levar uma garrafa na bolsa e por aí vai.

Fazer isso fez muita, mas muita diferença. Eu entendi que cortando cafezinho, parando de comprar roupas todos os meses, e cortando todos os outros gastos que nem eram tão importantes para mim, permitia por exemplo, uma viagem internacional por ano. Ou seja, conseguia poupar boa parte do meu salário, sem precisar cortar o que mais gostava de fazer, que era viajar.

Não se limitar a um valor na hora de poupar

A gente tem o costume de se acomodar achando que só porque poupa 10% todos os meses, o resto que sobra pode ser usado em coisas supérfluas. Aprendeu a viver com 90% do salário? Reavalie os gastos e desafie-se a viver com 80% do salário (sem abaixar o padrão de vida, rá, ficou difícil, né?). Acostumou a viver com 80%, que tal tentar 70%?

Foi assim que, de conta em conta, de mês em mês, passei a viver com 30% da minha renda familiar, investindo os 70% restantes.

Não depender dos outros para investir

Não pergunte para os outros, estude, aprenda por conta.

Os “outros” não sabem.

Atualmente, temos um pouco mais de 2 milhões de pessoas físicas na bolsa de valores (sendo que cerca de 1 milhão dessas pessoas entraram somente neste ano).

Só que nós somos 209 milhões de brasileiros. Há de concordar comigo que a probabilidade dos nossos advogados, contadores, gerentes e assessores financeiros não terem tanto conhecimento sobre investimentos é muito grande.

Ao invés de perguntar para quem (provavelmente) não sabe, estude por conta própria. A internet está aí pra isso.

Os integrantes da família remando juntos

Como vocês já sabem, eu e meu marido não só estamos no mesmo barco, mas remamos de forma sincronizada. Fazer isso tem aumentado a eficiência e a velocidade do nosso barco, o que antecipa a chegada ao nosso destino FIRE.

Esqueça a televisão e as redes sociais

Perde-se muito tempo assistindo e fuçando a vida dos outros.

Há 5 anos, eu desisti de assistir televisão. No início do ano, eu estava em uma lanchonete e fiquei abismada com a violência na TV… muito medo, muita desconfiança, muita escassez. É praticamente uma lavagem cerebral sobre interpretação da vida, concentrando todos os acontecimentos trágicos em um único noticiário.

Quando entra os comerciais, inicia a grande armadilha: o forte incentivo ao consumo.

Não se comparar com o outro

Se eu resolvesse comparar a minha vida com as pessoas ao meu redor, tenha certeza que eu estaria presa na armadilha da classe média, torrando todo meu dinheiro até o último centavo.

Não use a vida dos outros para medir a própria vida. Não ache que não dá pra viver sem carro, dá sim. Não ache que os filhos não terão oportunidades da vida e serão uns fracassados se não puderem estudar numa escola de elite. Não ache que só porque todo mundo faz alguma coisa, nós também temos que fazer. Se eu ficasse olhando para os outros, minha vida seria completamente diferente, ou seja, teria coisas que são importantes apenas para os outros, não para mim.

Carteira diversificada

Carteira diversificada é ter reserva de emergência, reserva de valor, renda fixa, ações, FIIs, imóveis físicos e investimentos no exterior.

Acreditar na possibilidade de ser FIRE

Acreditar que era possível, foi fundamental para mim. Enquanto as pessoas riam da minha “visão utópica de aposentar cedo”, lá no fundo eu já sabia, eu tinha (o que meu marido chama de) fogo nos olhos, uma certeza absoluta que eu estava certa e no caminho certo. Enquanto as pessoas estavam consumindo, eu estava comprando meu tempo de volta.

Esses passos têm sido fundamentais para mim. Gosto daquela célebre frase do Mark Twain: “Por não saber que era impossível, foi lá e fez”.

~ Yuka ~

A história da minha carteira de investimentos

Dos Dados, Sorte, Mão, Oportunidade, Jogar, Risco

Estive conversando com meu marido como a nossa carteira teve uma ascensão meteórica.

E é sobre esse histórico que hoje vou escrever.

O primeiro imóvel a gente nunca esquece

Em 2010, eu comprei o que seria meu primeiro imóvel. Era um imóvel antigo que eu morava de aluguel, e a proprietária me ofereceu por um valor muito abaixo do mercado. A documentação para financiar com o banco durou 9 meses (um vai e vem de documentos, falta de assinaturas etc que culminou em um atraso excepcional, já que a proprietária não morava em São Paulo). E nesses 9 meses de vai e vem de papeladas, por conta do boom imobiliário, o imóvel havia se valorizado. Lembro até hoje da gerente do banco perguntando para a proprietária se não queria fazer uma revisão do preço do imóvel, já que o valor não correspondia mais o valor do mercado. Para a minha sorte, ela disse que não precisava. E com isso consegui quitar em 3 anos.

O segundo casamento a gente nunca esquece

Como eu já havia lidado com um divórcio, achei prudente da minha parte quitar o imóvel antes de casar, assim, se acontecesse um novo divórcio, o imóvel seria meu no momento da divisão de bens. Quitei em 2013, exatamente 1 semana antes do casamento (hoje, já não penso assim, tudo é nosso).

O sonho de viver o sonho pré-fabricado

Eu tinha uma lista de todas as coisas que nós queríamos. E isso incluía obviamente um carro e um imóvel de 3 dormitórios.

Até que com o nascimento da minha primeira filha em 2015, eu meio que despertei, e percebi como eu vivia o sonho que não era meu. Descobri a tempo que não precisava de um carro, muito menos de um imóvel grande. Surge então a vontade de ser livre, de ser FIRE (Financial Independence Retire Early).

Viver sem patrimônio, venda do imóvel por 30% abaixo do mercado

Após devorar todos os conteúdos mais importantes sobre investimentos, tomei a decisão de viver sem bens, ou seja, vender meu imóvel.

Eu já estava pensando em engravidar da minha segunda filha, e chamei um corretor imobiliário para fazer uma avaliação do imóvel.

Algumas pessoas me orientaram a não vendê-lo, pois era algo que eu tinha adquirido antes do casamento, mas isso já era tão irrelevante para mim… Meu marido embarcou na jornada FIRE e desde então (até antes disso, na verdade), não via sentido nenhum em separar o nosso patrimônio.

Na avaliação do imóvel, o corretor imobiliário definiu um valor muito acima do que eu esperava (pela boa localização, pela reforma recente e por ser cobertura), mas eu, sabendo que o mercado não estava tão aquecido, e ainda sabendo que eu não teria paciência de aguardar 1 a 2 anos para vender um imóvel, resolvi por conta própria, derrubar 30% do valor que o corretor havia passado para mim.

Não preciso nem dizer que vendi o imóvel em menos de 1 mês.

E olha só como é o destino… depois de algumas semanas, já na casa nova (alugada), comecei a sentir enjôos e descobri que eu estava grávida da minha segunda filha. Detalhe que eu carreguei sofá, desmontei guarda-roupa, carreguei peso sem saber que estava grávida. Ai ai.

E aí que fui coroada novamente. Após 2 a 3 meses da venda do imóvel, a renda fixa teve a sua alta histórica por conta do impeachment da Presidente da República em 2016.

Se eu tivesse agarrado na ideia de que “só vou vender o imóvel com o preço que o corretor sugeriu”, eu não teria pegado esta oportunidade. Veja que eu não vendi meu imóvel no prejuízo, muito pelo contrário, vendi no lucro (lembra que eu comprei barato?), só achei que não precisava ter um lucro fenomenal para me sentir satisfeita.

Nesse meio tempo, comprei mais 2 imóveis para investimento, e vendi 1, também por um preço bem barato, desta vez para um amigo. Vendi barato de forma consciente, porque fiz as contas e percebi que para o meu amigo ter um bom retorno no aluguel, eu teria que abater parte do meu lucro. Sim, fiz isso, primeiro porque eu queria vender mesmo, segundo porque ele é meu amigão, e terceiro, porque ele estava iniciando nos investimentos, seria uma forma de incentivá-lo.

Renda fixa pré-fixado a 19% ao ano

Alguém lembra dessas taxas? Pré-fixado a 19,50% ao ano, IPCA + 8,70% ao ano… eu peguei essas taxas. Todos os investimentos de renda fixa que comprei estão atrelados às taxas daquela época.

No turbilhão econômico de 2016, eu consegui investimentos pré-fixados rendendo 19% ao ano. Lembrando que só consegui essas taxas, porque estava com dinheiro líquido que veio da venda do meu único imóvel na época, por um preço abaixo do mercado, me desfazendo do imóvel por um valor que achei justo para mim.

Nessa época, as taxas da renda fixa ainda não estavam tão altas, mas a parte boa é que eu já estudava finanças há algum tempo. Depois de 3 meses, eu compreendi que estava passando pela minha frente, uma das grandes oportunidades da renda fixa e eu travei todo o dinheiro do imóvel investindo em renda fixa pré-fixados a 19% ao ano e IPCA+8%, além de ter sacado o dinheiro que eu tinha no Itaú Personnalité (que cá entre nós, não rendia muita coisa).

Bitcoin

Comprei bitcoins quando estava em 11 mil reais, e ainda achei que tinha chegado muito tarde para a festa. Ledo engano, em poucos meses, bitcoin alcançava os seus 70 mil reais. Hoje, não tenho mais posição em Bitcoin.

Renda variável andando de lado

Quando comecei a estudar sobre renda variável em 2015 ~ 2016, a bolsa de valores andava de lado.

Eu estudei os balanços das empresas, fiquei acordada de madrugada com uma bebê de colo e ainda por cima grávida, lendo relatórios para tentar entender um pouco mais sobre as empresas. Não conhecia ninguém que pudesse me orientar, ninguém para me ensinar, então foi na base da porrada que eu aprendi, na base de (muitos) erros e acertos.

Foi no final de 2016, com a bolsa em 57 mil pontos que eu comecei a investir pesado em ações, e pra minha sorte, a bolsa começou a sua subida vertiginosa até os 120 mil pontos.

Queda da bolsa de valores

Chegando em 2020, a bolsa despencou e eu estava com bastante renda fixa que estava para vencer, daquela época que comprei em 2016.

Para minha grata surpresa, as quedas intensas não me afetou (psicologicamente), muito pelo contrário, tomei a decisão de me desfazer de boa parte da renda fixa para comprar diversas empresas que estavam claramente abaixo do preço normal. Volatilidade não é risco, é oportunidade, quando se sabe o que está fazendo.

Pra vocês terem uma ideia do retrato da minha carteira atual:

Ações: 77% (proporção ideal: 25%)

FIIs: 6% (proporção ideal: 25%)

Renda fixa: 14% (proporção ideal: 25%)

Investimento no exterior: 3% (proporção ideal: 25%)

Economizar para ter aportes gordos

Junte a isso tudo, aportes gordos que eu e meu marido fizemos e continuamos fazendo todos os meses, que gira em torno de 60 a 70% da nossa renda mensal.

Claramente, eu e meu marido temos propósitos diferentes da maioria das pessoas que conhecemos. Isso significa que enquanto nossos amigos e colegas moram em imóveis próprios, com carro na garagem, eu moro de aluguel e ando de transporte público.

Já publiquei em algum post que do total de patrimônio que possuo atualmente, 40% do dinheiro veio do meu trabalho, do meu suor, e 60% dos rendimentos e juros compostos. Para facilitar o entendimento, isso significa que se uma pessoa tem um total de R$500 mil de patrimônio, recebeu R$300 mil de juros compostos. Se uma pessoa tem um total de R$1 milhão de patrimônio, recebeu R$600 mil de juros compostos. Nada mal, não é mesmo?

Isso só foi possível, porque os aportes foram altos e constantes desde o início, além das oportunidades que foram surgindo nos momentos certos.

Não sei ainda quanto tempo irei demorar para alcançar a Independência Financeira, mas essa é a minha história.

Um grande abraço,

~ Yuka ~

FIREs: o quanto você está disposto a regar e esperar

Ecologia, Ambiente, Jardim, Jardinagem, Verde, Hobby

Com a constante redução da taxa Selic, o sobe e desce da bolsa de valores, o caos político, a crise econômica… vejo pessoas desesperadas e impacientes querendo começar a investir para enriquecer da noite para o dia. Não é à toa que a Bolsa de Valores teve seu salto no número de pessoas físicas desde o início da pandemia.

Mas “entre o plantar e o colher, existe o regar e o esperar”.

Antes de investir, é necessário controlar os gastos. Somente depois de acompanhar os gastos é que será possível rever os gastos. Com a revisão, será possível identificar excessos e enxugar gastos supérfluos.

Finalmente com dinheiro sobrando, será possível montar uma reserva de emergência. Também será necessário estudar sobre investimentos, já que é algo que percebi que não dá para terceirizar.

Mas daí eu pergunto:

Quantas pessoas estão dispostas a poupar e investir parte do salário todos os meses, por 10, 20, 30 anos para somente depois colher os frutos?

Quantas pessoas estão dispostas a sentar na cadeira e estudar tarde da noite, após trabalhar o dia todo, cuidar da casa e das crianças?

Muitos, se não a maioria, irão desanimar no meio do caminho e até desistir, quando a economia entrar em recessão e ver o patrimônio ser reduzido a pó.

Querem enriquecer da noite para o dia como num passe de mágica, não querem estudar, não querem correr atrás, ficam procurando de forma incessante a tal da fórmula mágica.

Para ter a tranquilidade financeira, é necessário fazer escolhas.

Pessoas dizem que querem empreender, mas não querem abrir mão do conforto atual, nem trabalhar por mais de 12 horas nos primeiros anos do negócio. Querem tudo, mas não estão dispostas a fazer nada, a abrir mão de nada, nem das pessoas, nem do tempo, nem do dinheiro.

Querem ganhar milhões apostando a sorte na mega-sena, mas não tem ouvidos quando alguém mostra o caminho das pedras para ficar rico devagar, de forma consistente, de forma lícita.

O que você tem plantado? Se a resposta for “nada”…. bom, já sabe o que te espera no futuro.

~ Yuka ~

 

FIREs: ajustem as velas dos barcos!

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Assim como quem navega sabe disso, nós não temos como controlar o vento, mas podemos ajustar as velas de acordo com a posição do vento.

Esse coronavírus + crise política + recessão econômica prejudicou também os FIREs (Financial Independence Retire Early) que estão caminhando a jornada para a aposentadoria precoce.

Sabemos que crises acontecem de tempos em tempos, e de fato, não podemos evita-los, principalmente uma crise mundial desta magnitude que estamos presenciando. Mas, podemos desenvolver a capacidade de se adaptar às novas situações, às novas realidades, compreender que as coisas mudaram e buscar novas soluções.

A verdade é que o vento mudou a direção.

Ele não está mais nos levando diretamente para onde queríamos chegar. E está tudo bem. Não significa desistir, significa que uma nova rota está sendo traçada a partir de uma nova realidade.

Desde o início da pandemia tenho questionado o quanto ser FIRE é realmente seguro. Eu, que tenho crianças pequenas, e sei dos gastos que só aumentam conforme elas crescem, fico me perguntando qual o valor ideal para ser FIRE: 3 milhões, 6 milhões, 10 milhões? Sinceramente, eu não tenho mais essa resposta.

E por não ter essa resposta, tenho seguido o mesmo caminho que o Quero Virar Vagabundo explica nesse post

No meu caso, tenho a regra dos 4% como uma direção a seguir, mas não é mais a única bússola que uso. Eu tenho considerado um mix de teorias:

  • a TSR (taxa segura de retirada) de 4%;
  • a TNRP (taxa necessária para remuneração do portfólio) do André, do Viagem Lenta;
  • aumentar o portfólio em investimentos que gerem renda passiva, como dividendos, aluguéis das ações, aluguéis de FIIs e aluguéis de imóveis físicos;
  • rebalanceamento da carteira em 75% renda variável e 25% renda fixa, sendo renda variável: 25% ações, 25% FIIs, 25% investimentos no exterior.

Esses foram alguns dos ajustes que eu fiz na vela do meu barco, tendo a plena consciência de que pode ser que leve um pouco mais de tempo, mas eu sei que chegarei lá.

Outro dia, li que uma empresa que produz lençóis, adaptou a sua manufatura para começar a lavar os lençóis dos hospitais, já que ao produzir lençóis, eles já utilizavam caldeirões de altíssima temperatura. Que sacada!

Outras indústrias também não ficaram para trás… Indústrias de cosméticos começaram a produzir toneladas de álcool gel. Fábricas de engenharia e indústrias automobilísticas começaram a produzir respiradores artificiais. De marcas de luxo que começaram a produzir uniformes médicos e máscaras de proteção, até a marca de brinquedos da Galinha Pintadinha que passou a produzir máscaras para profissionais da saúde.

Nós também devemos ajustar as nossas velas. Claro que não será como era antes, mas devemos nos adaptar e fazer os ajustes, se não quisermos ficar para trás.

~ Yuka ~

Fazendo churrasco de carvão dentro de apartamento sem varanda

Depois da minha pizza profissional que faço na boca do fogão, chegou a vez de fazer um churrasco dentro de um apartamento sem varanda.

Há alguns anos, morei em uma cobertura de um prédio que tinha uma churrasqueira. Sempre que podíamos, eu e meu marido fazíamos a maior farra fazendo churrasco nos fins de semana, nos feriados, no fim-de-ano.

Hoje, morando em um apartamento comum, o que mais sinto falta não é do quintal em si, mas da churrasqueira.

Não é de hoje que eu tinha feito a pesquisa, já conheço a churrasqueira portátil da Table Grill há algum tempo, mas como tinha acabado de comprar o forno para a pizza, achei melhor esperar um pouco. Só que aí chegou a quarentena e o produto esgotou muito rápido.

Depois de algumas semanas de espera, finalmente o produto foi reabastecido nas lojas e eu pude comprar por R$485 na Leroy Merlin. Infelizmente, em menos de 24 horas da minha compra, o mesmo produto sofreu alteração de preço e foi para R$799. Ai que facada!

O produto é genial, o funcionamento é muito simples, dá aquela sensação “por que não pensei nisso antes?”, a mesma sensação que tive quando usei o forno portátil para fazer a pizza, da Stone in Box.

A dúvida que paira no ar…. dá fumaça ou não? Não dá. Eu como não sou besta, abri todas as janelas da minha casa, primeiro porque estava com medo de levar uma chamada do condomínio por fazer churrasco dentro do apartamento, e segundo, porque ainda não sabia se a história da fumaça era verdadeira ou não.

Segundo meu marido, eu, quando faço bife na frigideira, provoco mais fumaça na cozinha do que essa churrasqueira que compramos. Então já é um ponto positivo.

Só tem uma foto da carne pronta, porque na hora, a euforia era tanta que eu simplesmente desencanei de tirar as fotos.

Primeiro fiz churrasco tradicional com picanha, linguiça, pão de alho, queijo coalho e vinagrete.

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Depois fiz espetinhos de kafta (espetinhos árabes), acompanhando pão sírio, homus, coalhada e patê de alho.

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Ainda quero assar a carne do hambúrguer e preparar um hambúrguer completo, fora as outras ideias, como assar batata e batata doce na lateral da churrasqueira, fazer um espeto de legumes, abacaxi na brasa, banana assada, milho assado…

Algumas dicas que aprendi na prática:

  • Usar carvão vegetal para não fazer fumaça (não compre carvão de côco, nem de briquete).
  • Usar álcool 80% (há um local – embaixo do carvão – para colocar álcool).
  • Não economize sal grosso no fundo. É ele que fará toda diferença quando a gordura pingar no fundo da churrasqueira. Economizou no sal? Vai fazer fumaça!

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  • Asse primeiro as carnes. Inventei de assar simultaneamente o queijo coalho, o pão de alho, e depois tive que reabastecer o carvão mais 2 vezes, porque faltou potência. Agora que aprendi, coloco primeiro as carnes, e depois no final, os queijos e pães.
  • Não invente de pincelar as grelhas com óleo para a carne não grudar: óleo faz fumaça.
  • Mantenha as janelas bem abertas. Na terceira vez que usei a churrasqueira, resolvi deixar as janelas fechadas, porque era um dia de frio… bom, a casa ficou com cheiro de defumado até à noite rsrs.

~ Yuka ~

Aplique o Orçamento Base Zero neste período de confinamento

Lâmpada, Luz, Bulbo, Energia, Electricidade

Vocês conhecem o termo Orçamento Base Zero?

Orçamento Base Zero é uma abordagem contábil que inverte a lógica tradicional do orçamento de uma empresa, também utilizada nas finanças pessoais. Normalmente, pensamos assim: “tenho 300 reais mensais para pegar ônibus para ir ao trabalho”. No OBZ pensamos assim: “qual é o valor mínimo necessário para ir até o trabalho?”. Como não há um orçamento pré-estipulado, nem conceitos pré-moldados, o valor tende a ser reduzido, porque outras formas para ir ao trabalho serão pensadas. Talvez uma carona com um colega que mora perto de casa? Ir de bicicleta? E por aí vai.

Eu explico o OBZ numa única frase: “Como posso ter aquele produto/serviço sem pagar nada ou quase nada?”

Eu gosto de pensar no OBZ, porque é uma forma de estimular a criatividade, e ver como conseguimos fazer tantas e tantas coisas sem envolver dinheiro. Fui ensinada pela minha mãe a criar coisas, já que não tínhamos dinheiro na infância. Ao invés de ficar chorando pelas coisas que não tinha, agradecia pelas roupas que ganhava da vizinhança e fazia pequenos (e grandes) ajustes, tingia para mudar a cor da roupa, transformava a calça jeans em uma saia, uma bermuda em um shorts, uma camiseta que virava regata… Também aprendi a fazer minhas próprias bijuterias, por descobrir desde cedo que acessórios faziam muita diferença para quem tinha um guarda-roupa enxuto.

Pois bem, em tempos de confinamento, quem tem criatividade, se adapta mais rápido à nova realidade.

Pensando nisso, compartilho aqui algumas coisas que tenho feito:

1. Confecção de máscaras

Fiz vários modelos e de diversos materiais, desde guardanapo, tecido de linho, e até um lençol egípcio que havia ganhado de presente de casamento. Este último ficou top!

2. Improvisando vaso de plantas e multiplicando as mudas

Tenho feito mudas através das próprias plantas que já tenho em casa. Estou cortando a parte de cima de uma embalagem plástica de suco e aproveitando a parte de baixo para usar como vaso temporário. Quando as mudas crescerem, transfiro para um vaso.

3. Apoio para sapatos

Depois da chegada do Covid-19 no Brasil, parei de guardar os sapatos que uso na sapateira, e criei uma zona suja em casa, para não “contaminar” a sapateira. Deixava em cima de uma folha de jornal no chão para delimitar um espaço, perto da porta de entrada, e usava apenas 1 único sapato para ir ao supermercado e farmácia. Só que visualmente era bem feio. Como eu tinha uma bandeja grande que estava sem uso, resolvi adaptar. 

Não que agora esteja a coisa mais linda do mundo, mas tem funcionado bem. 

4. Lavar edredom de casal

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As lavanderias estão fechadas e eu queria lavar meu edredom de casal, antes da chegada do inverno. A minha máquina de lavar roupa não consegue lavar esse edredom, por ser muito grande. 

Peguei a bacia enorme onde minhas filhas tomam banho, coloquei o edredom, sabão e enchi de água. Chamei as crianças e ficamos pisando e cantando, como se estivéssemos pisando em uvas para produzir vinho.

5. Corte de cabelo

Quem cortava o cabelo das minhas filhas era a minha mãe. Como não estou me encontrando com ela, eu mesma comecei a cortar o cabelo delas. Às vezes sai um pouco torto, mas fazer o que. Como eu sempre digo, é o que temos para o momento.

6. Brinquedos / artesanato

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Aqui em casa, na fase da pandemia, paramos de jogar caixas de papelão no lixo. Temos criado diversos brinquedos com ele. Já fizemos tablet e notebook de papelão, casinha de bonecas, kit de maquiagem, bonecos, jogos de tabuleiro… Nada como incentivar trabalhos manuais, minha filha de 3 anos já sabe manusear bem uma tesoura.

7. Produzindo a própria cola

como fazer cola

Aliás, sumiram com a minha cola de artesanato. Não sei onde elas esconderam. Mas não tem problema. Quando eu era criança, minha mãe produzia cola com água e farinha. Ela simplesmente colocava água e farinha na frigideira, cozinhava um pouco e pronto. Funciona muito bem.

8. Cozinhando pra valer

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Como não estamos pedindo delivery, estou melhorando meus dotes culinários para comer coisas gostosas e diferentes, para não ficarmos comendo mesmices. Pizza vocês já sabem que faço um bem gostoso, também comecei a fazer churrasco de carvão dentro de apartamento, além do pão caseiro, e outras cositas mais.

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9. Adaptando ingredientes na hora de preparar comida

Isso é uma coisa que antes da pandemia, eu tinha dificuldades em fazer, talvez por morar perto de um supermercado. Como agora evito sair de casa a qualquer custo, o jeito foi sair adaptando os ingredientes.

10. DIY (do it yourself) como presente

Minha filha mais velha fez aniversário no início do mês de maio. Eu resolvi fazer um estojinho para ela guardar o espelho e um pente, já que ela é bem vaidosa. Fiz um bolo simples, coloquei 5 velas em cima, além de brigadeiros. Decorei as paredes com algumas bexigas, e a mesa com algumas plantas que já tinha em casa. E eis que ela vem, me agarra, e fala que foi o melhor aniversário que ela já teve.

Aqui em casa, o Orçamento Base Zero funciona muito bem, inclusive, as crianças já estão com este pensamento. Se elas querem brincar de “chá da tarde”, mas não têm as xícaras de plástico, pegam uma folha em branco, desenham, pintam, recortam e ficam brincando de faz de conta por horas.

Enquanto isso, guardo o dinheiro para ter paz, para usar em situações de real necessidade.

~ Yuka ~ 

 

 

 

 

 

 

 

 

Crianças mimadas, adultos de porcelana

Contemplando, Amizade, Amigos, Crianças, Menina

Semana retrasada foi dia das mães. Poderia até ter publicado este post, mas como ando distraída, só pensei nisso depois.

Não sou especialista nesse assunto de maternidade, nem de educação. Então só vou compartilhar a minha visão, o meu ponto de vista e o que tenho feito com as minhas 2 filhas.

A importância da frustração

Eu que sou mãe, sei que dá vontade de atender todas as vontades dos nossos filhos, mas isso não é nem um pouco saudável. Propositalmente, eu não atendo todas as vontades das minhas filhas, porque eu quero que elas saibam o que é frustração. Elas chutam o chão, choram, gritam, mas depois entendem que a vida é assim mesmo. E olhem só, a cada frustração que elas sentem, elas vão aprendendo a lidar com esse sentimento que é tão complexo.

A importância do ócio

Quando viajo de ônibus com as minhas filhas, não levo livro, não levo brinquedos para distrair, não levo tablet, não empresto meu celular. Ensinei as meninas a ficarem quietinhas no ônibus, pois ônibus não é lugar para brincar, nem fazer barulho. Eu levo alguma coisa para elas comerem no início da viagem e depois digo para elas dormirem. Quando elas estão muito entediadas, sugiro que apreciem a paisagem, e assim, o sono vem rápido.

Outra coisa que eu percebo, é que quando elas estão ociosas e sem televisão, elas brincam mais de pintura, de desenho, de faz de conta, de teatro, dançam, cantam… ou seja, começam a usar a criatividade para se divertir.

A importância de não atender todas as demandas

Assim como eu, vocês também devem conhecer adolescentes que acham que quem tem que resolver o ócio deles são os pais. Só cobram, e não tentam resolver o próprio problema. Não sabem lidar com o tempo vazio, nem com a falta de certas coisas. Acham que tudo se resolve com dinheiro, com os pais comprando o que falta. Não quero isso para as minhas filhas. Querem uma máscara de um personagem de desenho? Então vamos fazer com o material que temos em casa. E assim, elas vão compreendendo que nem sempre precisamos gastar dinheiro, nem ficar esperando os outros resolverem os nossos problemas.

A importância de não querer suprir o que não tivemos na infância

É mais fácil enumerar as coisas que tivemos, do que enumerar o que não tivemos na infância (porque a lista é extensa). Na nossa época, era algo normal a criança ter poucos sapatos, poucas roupas, poucos brinquedos.

Atualmente vejo pais atendendo todas as demandas dos filhos, dando presentes a todo momento (por não ter ganhado tantos brinquedos), colocando na melhor escola (por ter estudado em uma escola pública do bairro), dando uma mesada gorda (por não ter tido mesada), dizendo sim para tudo (porque seus pais disseram muitos nãos)…. Mas não percebem que foram justamente esses limites que recebemos, que moldaram o nosso caráter hoje e a resiliência que temos em relação a vida.

Crianças que tiveram tudo na infância se tornam adultos que não se esforçam, acham que os pais têm obrigação em pagar as contas. Permita que seu filho tenha o sentimento de conquista, e não de que conseguiu tudo de mão beijada.

A importância de compartilhar

Já escrevi um post sobre esse assunto, explicando de que forma incentivo intensamente a importância de compartilhar.

Minhas filhas compartilham quarto, compartilham a cama, compartilham brinquedos, as roupas, a televisão… E assim, de coisas em coisas, vão entendendo que precisam esperar pela sua vez, e a trabalhar a paciência.

Ensinar sobre paciência, sobre a espera

Eu não compro brinquedos com frequência.

Os brinquedos são comprados em datas festivas como aniversário, dia das crianças e no Natal. As crianças entram nas lojas de brinquedo SABENDO que não irei comprar nada. Elas não fazem birra, elas olham, se encantam, brincam e depois saímos da loja sem comprar nada. Quando gostam muito de um brinquedo, me chamam para mostrar explicando que é o que vai querer ganhar no dia do seu aniversário.

A questão não é o dinheiro, e sim, sobre ensinar a ter paciência e a importância da espera. Elas não fazem birra, porque sabem que irão ganhar algo em breve.

Ensinar que não se pode ter tudo na vida, é preciso fazer escolhas

Quando estou no supermercado (antes da pandemia), sei que não custa nada comprar 2 coisas que elas estão pedindo. Mas faço elas escolherem 1. “Qual você quer mais? O chocolate ou o biscoito?” Com a mãozinha pequena na cabeça, vejo minha filha escolhendo com muita dificuldade qual quer mais. Mas é assim mesmo. É desta forma que elas vão aprendendo desde a infância de que não podemos ter tudo na vida, de que temos que fazer escolhas. São as pequenas decisões e escolhas que elas fazem no dia-a-dia que irão treiná-las a ter autonomia quando elas tiverem que tomar as suas próprias decisões.

A importância de ter responsabilidades

Minha filha de 3 anos já compreende que roupa suja deve ser colocada no cesto da lavanderia. Ela não faz isso sozinha, mas leva até a lavanderia quando explico que não deve deixar a roupa no chão. Quando elas voltam da creche (também antes da pandemia), elas guardam os sapatos na sapateira, vão ao banheiro lavar as mãos (há um banquinho para que a caçula alcance a torneira e um gancho na altura delas onde fica pendurado a toalha de mão). Elas sabem que quando terminam de comer, devem levar o prato na pia da cozinha. Como diz o meu marido, não adianta um filho ser fluente em inglês, saber robótica e tudo mais, mas não saber lidar nem com as próprias roupas sujas.

Ensinar a diferença entre valor e preço

Esse ano fiz festinha de aniversário para a minha filha mais velha. Como estamos quarentenando, a festa foi só entre a gente mesmo. Não fiz grandes coisas, só um brownie em formato redondo, uma bandeja de brigadeiros, suco de laranja para as crianças, café para mim e para o meu marido e alguns balões coloridos para decorar a parede.

Cantamos parabéns duas vezes, fomos até o quarto para medir a altura da aniversariante, entreguei para ela o presente que eu mesma havia feito com a minha máquina de costura: uma necessáire para ela guardar o pente e o espelho de mão.

E eis que ela grita de euforia e me abraça: “mamãe, este foi o melhor aniversário que eu já tive em toda minha vida!”. Esta festa aconteceu no início desse mês e, após 3 semanas, ela ainda lembra com alegria.

Criança não vê preço, vê o valor das coisas. São os adultos que ensinam as crianças de forma errônea que preço é melhor do que valor. Que festa em buffet com 200 pessoas é melhor do que festa em casa com os melhores amigos. Que viagem para Paris é melhor do que viajar para a casa da vó.

A criança não é o centro do universo da nossa família

Você já deve ter visto inúmeras crianças sentadas nos bancos prioritários em transportes públicos, enquanto vovôs de cabelos brancos ficam em pé, se agarrando em qualquer lugar para não se desequilibrar.

Eu fico muito indignada com essa cena, e mesmo antes de me tornar mãe, havia jurado que, se um dia eu viesse a ser mãe, meus filhos não iriam tirar lugar de um idoso ou de qualquer outra pessoa necessitada.

Minhas filhas não sentam nos transportes públicos, porque entendem que as pessoas que estão lá de pé, trabalharam o dia inteiro, estão cansadas. No máximo, sentam no meu colo. Quando entra algum idoso, elas já se levantam, porque sabem que eu vou ceder o meu lugar para ele. Minhas filhas têm 5 e 3 anos e já entendem sobre empatia. Tem adulto de 50 anos que ainda não descobriu o significado dessa palavra.

Eu passei 9 meses da minha gravidez em pé no transporte público, porque as pessoas simplesmente não cediam seus lugares. Adolescentes sentados nos bancos prioritários, jogando Candy Crush, porque os pais sempre deixaram sentar nesses bancos prioritários, sendo tratados como centro do universo na sua família.

Criar como uma grama, e não como uma flor

Na minha infância, eu tive uma professora de japonês que costumava me chamar de grama. Eu não gostava, principalmente, porque ela chamava minhas irmãs de flores, e eu também queria obviamente ser uma flor.

Só depois de um tempo que eu entendi. Eu era grama, porque mesmo as pessoas pisando em mim, mesmo sendo esquecida, não sendo a preferida, eu sempre estava de pé. Vocês sabem que eu tive uma infância difícil, eu tive uma irmã agressora, que hoje sei que se enquadra como violência doméstica. Enfrentei um divórcio, burnout no trabalho, e apesar dos apesares, sempre recomecei.

– – –

Todas as coisas que eu faço com as minhas filhas, nunca teve o intuito de economizar, mas torná-las adultas responsáveis. São 5 pilares que tento ensinar: responsabilidade, foco, escolha, renúncia e paciência.

Tudo isso tem um único propósito: não criar adultos de porcelana.

Há uma frase famosa em que diz que “a dor é inevitável, o sofrimento é opcional”. A minha intenção não é evitar a dor das minhas filhas, e sim ensinar a administrar os sentimentos, APESAR da dor.

Elas sentirão a dor da perda, a da saudade, a da despedida, a da frustração, da rejeição. O que eu tento fazer é ensina-las a lidarem com os sentimentos, apesar da rejeição, apesar da frustração, apesar da indignação, apesar das injustiças.

Foi assim com a gente. Quantos de nós sofremos bullying, numa época que nem existia essa palavra? Nós sobrevivemos. E com isso nos tornamos mais fortes.

Quando digo não para certos brinquedos, elas têm duas alternativas: chorar ou construir algum brinquedo através de materiais que já temos em casa.

Quando elas se tornarem adolescentes e passarem a receber uma mesada, vão ficar reclamando do valor da mesada ou vão aprender a pechinchar, buscar no brechó, fazer troca com as amigas, empreender?

Eu não posso evitar que elas não tenham problemas todos os dias. Mas eu posso ensiná-las a como enfrentar e lidar com os problemas da vida.

~ Yuka ~

Confeccione máscaras caseiras com 97% de eficiência

Como é de conhecimento de todos, as máscaras cirúrgicas estão esgotadas ou superfaturadas. Então vou compartilhar 3 informações científicas importantes sobre Covid-19 que beneficiará na confecção das nossas máscaras caseiras.

1.) Tamanho do Covid-19

Coronavírus é muito, muito pequeno. Para ter uma ideia de proporção, as duas bolas escuras da figura abaixo, são partículas de poluição. Isso significa que tecidos comuns podem não possuir tanta eficácia para barrar a entrada de partículas muito pequenas, como a do Covid-19.corona virus.jpeg

2.) Combinação de tecidos traz eficácia de 97% de filtragem bacteriológica

Autores da Universidade de Chicago escreveram um artigo científico sobre a eficácia das máscaras caseiras utilizando combinações de tecidos.

Munidos de um equipamento que mede o tamanho de partículas de aerossóis, incluindo nano-partículas da mesma ordem de grandeza do Covid-19, os autores descobriram que algumas combinações de tecidos como algodão+seda tem eficácia de 94%, enquanto algodão+chiffon chega a 97% de eficácia, nível similar das raríssimas e cobiçadas máscaras N-95, que possui 95% de eficiência de filtragem bacteriológica.

Para a máscara caseira ter 97% de eficácia, é preciso ter 1 camada de tecido de algodão (600 fios) e 2 camadas de tecido chiffon. A camada de algodão serve como uma barreira mecânica, enquanto as duas camadas de chiffon servem como barreira eletrostática.

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3.) Máscaras caseiras não devem ter costuras no meio

Pesquisadores do Instituto de Física da USP também testaram diversas máscaras de tecidos (sem a combinação de tecidos).

A máscara N-95 teve retenção de 99% de partículas, a máscara cirúrgica 98% de partículas, máscara com algodão grosso 60% de partículas, algodão TNT reteve 56% de partículas, mas quando havia uma costura no meio, a retenção diminuía para 45%. Ou seja, não pode ter costura no meio da máscara, pois se torna um ponto frágil das máscaras caseiras.

Fiz esse post sabendo que não é todo mundo que tem uma máquina de costura em casa, mas com o conhecimento científico em mãos, talvez dê para encomendar com o costureiro do seu bairro, ou até mesmo improvisar uma máscara com algum lençol de cama e uma blusinha.

Cedo ou tarde, sairemos aos poucos da quarentena. E quando esse momento chegar, será importante que tenhamos em mãos uma máscara eficiente que nos proteja da melhor forma possível.

~ Yuka ~

Truque para poupar mais: dê nome e sobrenome ao seu dinheiro

Escrituração, Contabilidade, Impostos, Liquidação

Nesse período em que muitos estão de quarentena, perceberam que há gastos que não estamos tendo?

No meu caso, não tenho gastos com transporte, a mensalidade da natação que foi interrompida pela própria escola, uma ajuda financeira mensal que eu dou para a creche, passagem de ônibus intermunicipal para visitar a casa de praia da minha mãe, nem gastos com cafés que tomo com meus amigos.

Vocês já devem saber que dinheiro extra que entra na conta, some na mesma velocidade que aparece.

Por isso, todo o meu dinheiro tem nome e sobrenome.

Isso significa que todo dinheiro que eu sei que vai entrar na minha conta, coloco nome (gastos) e sobrenome (categoria) para deixar provisionado.

Por exemplo, se eu sei que vai entrar um dinheiro na minha conta no dia 10, já faço a distribuição anotando em algum lugar (no meu caso, no aplicativo Minhas Economias) de que:

Valor

Nome

Sobrenome

R$ 100

Luz

Casa

R$ 190

Metrô

Transporte

R$ 265

Natação

Saúde

Supondo que a conta de luz, ao invés de vir R$100 veio mais barata, R$90. E por causa da quarentena, os gastos do transporte público e da natação seriam R$0. E para onde iria a diferença de R$465 (R$10 da luz, R$190 do metrô e R$265 da natação)?

Valor

Nome Sobrenome

R$ 90

Luz Casa

R$ 10

Luz

Investimento

R$ 190

Metrô

Investimento

R$ 265

Natação

Investimento

Pronto. A diferença do valor do mês atual, ganhou novo sobrenome: ‘Investimento’.

E isso se repete nas outras contas, de qualquer valor. Supondo que deixei reservado 2.000 reais para comprar uma geladeira, mas consigo uma promoção e gasto 1.500 reais:

R$ 1.500 – Geladeira – Manutenção da Casa

R$ 500 – Geladeira – Investimento

E isso dá certo, porque eu tenho o costume de deixar o dinheiro sempre provisionado, ou seja, separado para cada finalidade.

É desta forma que eu visualizo não só os gastos, mas também as economias do mês. Além de poupar o valor mensal que já é de praxe, me permite investir a diferença do valor.

~ Yuka ~

Rever o consumo com o isolamento

Escada Rolante, Escadas, Segmentos De Metais

Agora que o mundo inteiro parou e muitos de nós estamos confinados, já parou para pensar se todas as coisas acumuladas em casa faz algum sentido?

Sapatos de diversas cores e modelos parados na sapateira.

Roupas e mais roupas sem uso no guarda-roupa.

Bolsas, cintos, acessórios. Relógios, perfumes, óculos de sol.

Podemos analisar também os objetos caros… Um carro parado na garagem, um relógio de 5 mil reais no pulso, uma bolsa de luxo ou até mesmo roupas de marca, se não há para “quem mostrar”?

A verdade é que muitas pessoas viveram até o momento olhando para fora, ao invés de olhar para dentro. Ou seja, se preocuparam mais com a aparência e com o julgamento de terceiros do que com a própria qualidade de vida.

Claro que esse isolamento foi algo inesperado, mas podemos tirar uma lição disso tudo. E uma das lições é rever o consumo.

Talvez seja o momento de rever comportamentos. Será que faz sentido ter tantos pratos e copos no armário da cozinha? Ter tantas roupas abarrotadas no guarda-roupa? Reveja o tecido das suas roupas, principalmente daquela roupa que dá tanto trabalho para manter. Vale a pena ter tanto trabalho por uma blusa? Aliás, há um exercício muito bom para se fazer nesse período de quarentena: contar quantos objetos sem uso temos dentro de casa. Vai se surpreender.

Estamos tendo a oportunidade de enxergar a própria vida com outros olhos, avaliar se o nosso comportamento consumista tem valido a pena.

Aproveite para ressignificar o dinheiro, analisar o gatilho do consumo e se preocupar mais com o interno (com a qualidade de vida) ao invés do externo (com a aparência).

E faça a seguinte pergunta sempre:

– Valeu a pena acumular tantas coisas?

~ Yuka ~ 

Privilégio: enxergar o que não vemos que temos

Persianas, Obturador Do Rolo, Aberto, Gap, Olhar, Sun

A crise do coronavírus é uma realidade para todos nós, não importando se estamos no Brasil ou no outro lado do mundo.

No meio do caos, com tantas notícias ruins, entre tantas pessoas adoecendo, morrendo, o medo tomando conta, você consegue enxergar o seu privilégio?

Eu consigo enxergar o meu.

Quando eu começo a reclamar, paro para refletir como reclamo de boca cheia. Se penso como está ruim o meu isolamento, lembro o quanto sou privilegiada em ter um lugar para morar, uma casa para me proteger, uma família que não possui doenças pré-existentes.

Quando vejo meu patrimônio reduzido, penso que poderia ter sido muito pior. Desvalorizou ‘somente’ 24%, poderia ter sido 80%. O dinheiro que eu poupei, permite que eu viva sem trabalho por anos, permitindo inclusive, mudar de profissão, se assim eu desejar. Eu poderia ter perdido meu emprego, perdido alguém da minha família, enfim, tudo mesmo.

Afogada no meio de tantas notícias ruins, a minha bóia salva-vidas é o meu mantra: “ainda bem que…. que bom…”

Ainda bem que fui disciplinada e poupei dinheiro por uma década. Ainda bem que meu estilo de vida está adequado à situação atual de contingenciamento. Que bom que sempre fui cuidadosa ao elevar o padrão de vida, nunca paguei boleto com o salário do marido para pagar as contas, já que ele corre risco de não ter seu contrato renovado.

Que bom que ainda não reduziram meu salário. E mesmo que reduzam, que bom que me preparei para essa fase. E mesmo que tenha que usar o dinheiro da aposentadoria, que bom que tenho de onde tirar.

Que bom que sou jovem e posso atrasar o sonho de ser FIRE por alguns anos. Ainda bem que essa crise aconteceu agora, e não próximo de ser FIRE, pois permitiu traçar novas estratégias na minha carteira de investimentos.

Que bom que as crianças são pequenas, vão lembrar dessa fase como a melhor fase da vida delas, com os pais presentes diariamente, tomando café, almoçando e jantando todos juntos. Aliás, ainda bem que elas já passaram daquela fase crítica onde bebês pegam virose e precisam ir ao hospital com frequência. Outro ‘ainda bem’ é que elas estão na creche, escapei do homeschooling, eu não daria conta. Que sorte a minha mãe morar a 2,5km de casa, distância que permite vir a pé a cada 10~15 dias, para se encontrar com as netas.

Que bom que eu tenho um teto para morar, um lar que me protege, moro num apartamento agradável, e que bom que bate sol (apesar de não ter uma varanda). Ainda bem que me dou bem com o marido, imagina se só brigássemos? Que bom que sei costurar, e ainda bem que eu não me desfiz das coisas de artesanato que tenho da época que costurava, tem sido muito útil nesse período para confeccionar máscara protetora, fazer brinquedos de tecido, etc.

Que bom que a minha chefe foi muito compreensível e humana, quando eu estava toda atrapalhada no início do isolamento, tentando conciliar home-office e maternidade. Ainda bem que a equipe que eu tenho é unida e tem me ajudado muito.

Eu e meu marido semanalmente tentamos enumerar quantos “ainda bem” conseguimos encontrar.

E reconhecendo tantos privilégios, eu paro de reclamar, pois não há mais nada para reclamar, só agradecer pela vida.

É uma questão de perspectiva.

~ Yuka ~

Flexibilidade para enfrentar a crise

Árvore, Vento, Conífera, Encaminhar, Crescimento

Há uma frase oriental em que diz que “em noites de tempestade, as árvores rígidas são as primeiras a quebrar, enquanto as árvores flexíveis se curvam e deixam o vento passar”.

O QUE PODE ACONTECER DE PIOR?

Alguns dos meus amigos dizem preferir viver um dia de cada vez. Já eu, acho que viver um dia de cada vez, significa levar susto a cada curva do caminho. “Reduziram meu salário!”, “Fui demitido!”, “Fiquei doente, para onde eu vou?”, “Não consigo pagar mensalidade da escola, onde meus filhos irão estudar?” e por aí vai.

Eu e meu marido já conversamos e compreendemos que o pior que pode acontecer nesta crise, é morrer. Claro que não pretendemos morrer, mas deixamos algumas coisas ajeitadas como:

  • uma reserva de emergência em ambas contas bancárias;
  • um pouco de dinheiro guardado em casa, em caso de urgência extrema;
  • se ficarmos com falta de ar, qual hospital devemos ir (que o convênio cubra);
  • se ficarmos com uma doença aleatória, qual hospital devemos ir (que o convênio cubra);
  • se o hospital do convênio estiver sem leito de UTI, quais hospitais particulares/públicos iremos?

Também temos tomado sol (na medida do possível), nos alimentando bem, e principalmente, cuidando da nossa saúde mental.

MEU SALÁRIO

Há uma possibilidade real do meu salário ser reduzido.

Apesar disso, não me preocupo muito com isso, porque além de ter uma boa reserva financeira, tenho algumas cartas na manga para enxugar ainda mais o orçamento, se assim eu desejar. Uma das vantagens de morar de aluguel é isso, a flexibilidade para aumentar ou reduzir o padrão de vida de acordo com a minha necessidade atual. Posso me mudar para um apartamento menor, para um bairro mais barato e pagar um aluguel mais em conta.

SALÁRIO DO MARIDO

Se o contrato de trabalho do meu marido for renovado por mais 1 ano, continuarei poupando 70% da nossa renda familiar.

Se o contrato dele não for renovado… bom, ainda bem que nunca paguei nenhum boleto com o salário dele. Eu nunca me iludi, quando meu salário aumentou, ou quando meu marido passou a ganhar um salário mais alto. O nosso padrão de vida sempre foi mantido apenas com o meu salário, e ainda consigo poupar uma parte dele.

QUANDO SEREI FIRE

A minha intenção era ser FIRE (Financial Independence Retire Early) aos 45 anos, ou seja, daqui a 6 anos. Agora com essa crise e recessão que estamos enfrentando, fico pensando quando será. Como eu não sou sozinha, tenho uma família junto comigo, e ainda mais 2 crianças em idades pré-escolares, todo cuidado é pouco para não me antecipar e ser FIRE antes da hora.

De qualquer forma, tenho saúde e disposição. Então, penso que na pior hipótese, continuo trabalhando e atraso alguns anos para ser FIRE. Ainda assim, continuará sendo uma aposentadoria antecipada.

MINIMALISMO

O fato de levar um estilo de vida minimalista (de viver com o que julgo ser importante para mim, e eliminar tudo aquilo que não acho importante), me fez perceber que eu não tinha gastos relevantes a serem cortados.

Eu já tinha ajustado o valor da internet há pouco tempo, eu já tinha ajustado o plano de saúde no ano passado, já economizava na luz de casa, já controlava as idas aos restaurantes, as compras por impulso, os gastos supérfluos.

Todos os gastos que eu possuo hoje, são gastos que eu acho importante para a minha família:

  • consumir alimentos orgânicos: frutas, legumes, verduras, carnes e produtos de mercearia;
  • ter plano de saúde;
  • morar em um bairro agradável e próximo de metrô;
  • ter internet de qualidade;
  • atividades ligadas à qualidade de vida como natação, lazer, viagens (interrompidas temporariamente).

Então, não houve algum gasto que eu tenha passado a economizar por conta da crise, pelo menos, enquanto não houver de fato a redução salarial.

A LIÇÃO DE CASA

  • Eu já tinha controle do meu orçamento mensal;
  • Já fazia revisão dos gastos do mês anterior há pelo menos 5 anos;
  • Já tinha reduzido gastos supérfluos;
  • Já poupava;
  • Já tinha estudado sobre investimentos;
  • Já tinha reserva de emergência;
  • Já vivia uns 4 degraus abaixo do padrão de vida que me era possível;
  • Já vivia de forma minimalista;
  • Já vivia sem desperdiçar dinheiro, alimentos e tempo;
  • Já tinha um planejamento, sempre esperando pelo melhor, mas me preparando pelo pior cenário;
  • E o mais importante, nunca coloquei o dinheiro na frente da minha família.

E assim, quando menos esperar, espero que a tempestade tenha passado, e que tenhamos sido flexível o bastante para deixar o vento passar por nós, e sagaz o suficiente para aprendermos lições valiosas desse período turbulento que estamos passando.

~ Yuka ~

O desafio da quarentena com filhos pequenos

Criança imaginação

Foto: Pinterest

Depois de quase 1 mês de confinamento, tive a brilhante ideia de entrar no guarda-roupa e me esconder das minhas filhas por uns 15 minutos. Ah, que delícia. Silêncio. Escuro. E finalmente, so-zi-nha.

Quando minha filha me encontrou, ela abriu um sorriso largo, achando que eu estava brincando de esconde-esconde.

Eu sou uma pessoa que desde criança, sempre gostei do silêncio.

O silêncio aquieta a minha alma, abraça meus pensamentos e me mantém em equilíbrio.

Indo na contramão da maioria dos pais, minhas filhas não têm acesso ao tablet, nem ao celular. Elas assistem um pouco de desenho no Netflix. Isso significa que elas ficam pouco tempo sentadas no sofá.

Elas brincam pra valer, e quando digo pra valer, significa tomar banho e conseguir molhar até o teto do banheiro. Derrubam todas as almofadas do sofá no chão para criar um oceano de faz de conta. Querem me ajudar a cozinhar, isso significa ter 2 crianças em cima de uma banqueta, enquanto eu manuseio uma faca. Traduzindo, cozinho com apenas 1 pé no chão, enquanto minha outra perna tenta fazer uma barreira para que a caçula não caia da banqueta.

E quando elas querem almoçar embaixo da mesa? Aliás, já tomamos café da manhã, os 4 em pé, porque as cadeiras estavam sendo usadas como casinha. Para ter um momento de trégua, invento de fazer uma sessão-cinema, torcendo para que se acalmem por pelo menos 30 minutos, e aí eis que derrubam toda pipoca em cima do sofá… nesse momento, há dois pares de olhos me olhando com aquela cara “foi sem querer, mamãe”.

Decido tomar um banho para relaxar… ligo o chuveiro e as danadas podem estar fazendo o que for, largam tudo, tirando as roupinhas enquanto correm pelo corredor, e chegam na porta do banheiro já sem roupa. Incrível como para certas coisas elas são tão rápidas.

Comprei um aquário com alguns peixinhos para distrai-las nesse período de confinamento, e secretamente, ter a esperança de fazer uma meditação enquanto olho os peixes nadarem. Ao tentar transferir os peixes para o aquário, muitas mãozinhas querendo me ajudar, e olhem só, o peixe pulou e caiu em cima da mesa. Gritaria geral. Até meu marido gritou. Quase surda, peguei o peixinho com a mão mesmo, e joguei de volta na água. Ufa, de volta à normalidade. Será mesmo? Comecei a pensar que ao invés de sossego, arranjei mais um trabalho pra mim. Preciso dar comida para os peixes 4 vezes por dia. Bom, pra quem dá comida para as crianças umas 7 vezes por dia, isso não parece ser uma tarefa difícil.

Não vamos esquecer que elas andam de patinete em dupla dentro do apartamento, alcançando uma velocidade considerável. Ora é patinete, ora é bicicleta, até o triciclo entra na rodada. Esses dias, decidiram que o guarda-roupa seria o novo quarto delas. Levaram seus bichinhos de pelúcia, suas roupas preferidas, biscoitinhos. Cadê minha colher de pau? Hum, dentro do guarda-roupa.

Eu não as reprimo, porque sei que são crianças fazendo coisas de crianças. Eu mesma cresci fazendo essas coisas.

Pais de crianças saudáveis, guardam brinquedos no final do dia. Pais de crianças que brincam pra valer, guardam brinquedos no final do dia, e também colocam os móveis de volta para o lugar. Arrumo a cadeira que está de ponta cabeça, coloco de volta a cômoda do quarto que foi distanciada da parede para virar um trampolim (elas fazem salto ornamental no colchão). Recoloco o encosto do sofá que tinha virado cadeirinha de praia, pedem inclusive um copo de água com canudo e uma rodela de limão para decorar.

Onde elas aprendem tudo isso? Não faço a mínima ideia.

~ Yuka ~

 

Resgate 15 hábitos antigos nesse período de pandemia

Cadeira, Casa, Estilo Country, Design De Interiores

Em períodos de quarentena em que nos encontramos, muita coisa mudou na nossa rotina. Acredito que muitos de nós, estejamos aprendendo a lidar com a reclusão, o confinamento, com a convivência mais intensa dos familiares, da falta que faz um abraço, de caminhar pelas ruas, de sentir o sol quente no rosto. Nem parece que há 3 semanas ainda fazíamos tudo isso.

Isso só me faz ter a certeza de que nós não temos controle de nada. A gente até acha que tem, mas não temos.

Nestes períodos difíceis, tento resgatar hábitos antigos da época dos nossos pais e avós para não me perder.

1.) Cozinhar mais / comer menos industrializados

Não precisa ser nada gourmet, mas cozinhar (ou aprender a cozinhar) acaba unindo a família. Como não estou pedindo comida em restaurantes, tenho feito tudo em casa, desde pizza, hambúrguer, esfiha, nhoque, risoto, iogurte, sushi, e por aí vai. É bem legal quando falo “hora de comer!!!” e as crianças já começam a rodear a mesa. Acabei de descobrir uma receita nova maravilhosa de pão caseiro, que uma hora publico aqui. Também temos comido menos alimentos industrializados, uso bastante o freezer para me ajudar a variar o cardápio, já que a frequência de ida ao supermercado reduziu consideravelmente.

2.) Fazer com o que já tem em casa

Eu queria comprar uma máscara de proteção, mas não achava mais para comprar. Antes dessa onda das pessoas fazerem as próprias máscaras, eu simplesmente peguei um tecido que eu já tinha em casa e fiz uma máscara para toda a minha família.

Outra coisa que estou praticando mais, é usar a criatividade quando falta algum produto. Se faltou a farinha de rosca, uso queijo ralado ou biscoitos esmigalhados. Se não consigo levar o edredom para a lavanderia, encho uma bacia grande com água e sabão, e chamo as crianças para pisar em cima.

3.) Aprender a ser mais auto-suficiente / desenvolver habilidades manuais

Isso significa aprender a colocar uma prateleira, consertar o chuveiro, trocar lâmpadas, fazer pequenos consertos. É muito gratificante, mesmo que no final fique um pouco torto. Estou aproveitando esse momento em casa para consertar algumas roupas, uma barra da calça que está comprida, um botão que se soltou da camisa.

4.) Confiar mais nas pessoas

Esses dias de quarentena, ando meio triste. Conversei com a equipe do meu trabalho, falei que não estava bem, que estava me sentindo sobrecarregada, me cobrando muito por não conseguir nem ser uma mãe boa, nem trabalhar direito. E olha que coisa linda, eles se dispuseram em assumir partes do meu trabalho para que eu ficasse bem.

5.) Trocar receitas e dicas com os amigos e vizinhos

Eu tenho um caderno de receitas dentro do Evernote, onde anoto somente as receitas culinárias que deram muito certo. Adoro descobrir receitas novas. Eu e minhas amigas estamos trocando receitas.

6.) Usar os produtos até o fim

Em 2015 publiquei 2 posts sobre esse assunto. Parece ser uma coisa óbvia de se falar, mas muitos dos produtos são jogados fora ou porque passou da validade ou porque a pessoa não sabe que ainda tem bastante produto dentro do rótulo que aparentemente está vazio. Aqui e aqui. Sempre usei os produtos até o final, mas não custa lembrar o valor das coisas que temos, que se o shampoo acabou, pode-se colocar água para terminar de usar até o final, isso vale para o detergente também.

7.) Ter menos coisas

Ter menos coisas significa ter menos trabalho, menos gastos, menos tempo com manutenção e limpeza.

Para aliviar a sensação de estafa, tente esvaziar a casa, arrumar a bagunça. Organizar o externo faz bem para a alma e alivia a mente.

8.) Fazer menos

Nesse período de quarentena, não é fácil administrar as tarefas de casa, do trabalho e ainda cuidar das crianças. O jeito é fazer menos.

Tenho tomado cuidado para não me sentir obrigada a ser produtiva, ler livros, ser uma super mãe. O mais importante é manter a saúde mental, para a família toda estar bem.

9.) Acompanhar menos notícias

Tenho avaliado na quantidade de notícias que estou sendo bombardeada diariamente: e-mails, grupos de WhatsApp, notícias da internet, televisão, amigos, familiares… Claro que é importante acompanhar as notícias, mas o excesso traz ansiedade e estresse.

10.) Frequentar as lojas do bairro

A grande verdade é que muitos empreendimentos estão falindo ou podem falir a qualquer momento, principalmente os pequenos. Quando vou ao mercado para abastecer a minha geladeira para a semana, tenho frequentado mercados do bairro para incentivar o comércio local, principalmente nesse momento de crise.

11.) Usar produtos naturais para limpar a casa

Eu mesma faço o sabão em pedra, que diga-se de passagem, é muito melhor do que os que compramos no supermercado. Além disso, dá para usar o bicarbonato de sódio na hora da limpeza, vinagre na lavagem de roupa etc.

12.) Usar produtos naturais para cuidar da saúde

A babosa tem uso milenar na minha família. Eu sempre usei para tratar feridas e machucados. Outra coisa que meu marido usa é o desodorante caseiro.

13.) Conversar mais

Não é porque estamos em quarentena, que não iremos conversar mais com as pessoas. Tenho conversado com os amigos, usando principalmente o áudio do WhatsApp. A pessoa conversa, e eu respondo quando consigo. E assim, vamos dialogando ao longo dos dias.

14.) Ter plantas

Quando eu tinha quintal, tinha uma pequena horta com salsinha, cebolinha, alface, lavanda, morango, alecrim etc. Depois tive as minhas 2 filhas, mudei de apartamento e as plantas ficaram para trás. Eis que nesta quarentena, comecei a sentir falta de ter plantas. Eu já estava com algumas mudas de plantas que havia pegado na rua, na água. Replantei em um vaso com terra e vê-las crescendo diariamente tem sido uma das minhas alegrias.

15.) Colocar-se no lugar do outro

Se tem o costume de pedir comida pelo delivery, que tal dar uma gorjeta mais gorda? Talvez os R$50 ou R$100 que para você não faria tanta diferença assim, pode fazer uma baita diferença para a pessoa que está ali, trabalhando em plena pandemia por necessidade.

Se mora sozinho, e o colega de trabalho está sobrecarregado (que foi o meu caso), tentando conciliar a paternidade/maternidade e o home-office, talvez seja o momento de tentar ajuda-lo, pegando um pouco do serviço dele.

Se conhece pessoas que moram sozinhas, talvez seja o momento para ver se a pessoa está bem, se precisa de ajuda.

Resgatar os nossos hábitos antigos, tirando os olhos da tela do celular, talvez seja a forma de preenchermos novamente esse mundo vazio, uma forma de reencontrar o que estávamos quase esquecendo… a importância da solidariedade.

~ Yuka ~

 

Diário de quarentena: meus investimentos

Café, Frio, Caneca, Quentes, Manhã, Bebida, Copa

Estou confinada no meu apartamento, assim como alguns de vocês.

A bolsa de valores sobe e desce loucamente todos os dias, mas surpreendentemente, estou muito, muito tranquila. Para quem tem curiosidade, até o momento, minha carteira desvalorizou -24%, mas continuo com a minha estratégia de sempre, que é de longo prazo.

Aproveitando os momentos em casa, estou tentando fazer algo útil e aprender coisas novas para não passar por essa fase que por si só é complicada, em branco.

Balanceamento da carteira de investimentos

Com a constante queda e colapso na bolsa de valores, e o meu patrimônio sendo jogado para baixo numa velocidade recorde, tenho tentado tirar algum aprendizado com toda essa volatilidade.

Muitas das coisas que estou passando neste exato momento, eu já sabia na teoria, mas nada como a vivência para ter uma compreensão melhor, para fazer ajustes na estratégia de investimentos.

Como a bolsa de valores só subia há alguns anos, confesso que estava tentada a aumentar a porcentagem da renda variável da minha carteira. Entretanto, a queda inesperada e constante da bolsa, numa velocidade surpreendente, me mostrou a importância da renda fixa, no meu caso, não para reduzir a volatilidade da carteira, e sim, para usar como uma grande reserva de oportunidades.

Depois de diversos aportes que fiz nas últimas semanas, minha carteira está basicamente 80% em ações brasileiras e 20% em renda fixa. Apesar de estar bem confortável com essa alocação, resolvi abrir o leque da diversidade e acrescentar Fundos de Investimentos Imobiliários e Investimentos no exterior.

Depois do rebalanceamento, a minha carteira continuará com boa parte em renda variável (75%), mas estará melhor diversificada:

25% Ações

Tenho 20 empresas na carteira, mas considerando o momento delicado, manterei as 20, mas continuarei aportando apenas em 10 empresas que considero sólidas, resilientes e vencedoras.

25% FII

Apesar de não gostar muito de FIIs, entendi que é importante ter um pouco de renda passiva. Atualmente tenho 3.

25% Stocks (investimentos no exterior)

Acabei de abrir uma conta no exterior. A carteira ainda está sendo montada, estou estudando e escolhendo as empresas, acredito que fecharei em 20 empresas.

20% Renda fixa

Depois de estudar sobre testamento e herança, entendi que em caso de falecimento do cônjuge, preciso ter 10% do valor total do patrimônio para desbloquear os bens: 4% seria para o ITCMD (imposto sobre doações e heranças) e 6% para advogado.

Para nos resguardar de possíveis dores de cabeça, cada um (eu e marido) manterá 10% em um CDB de liquidez imediata na conta bancária.

5% Reserva de Oportunidades

Esta reserva servirá para aproveitar futuras oportunidades.

Testamento e herança

Vou compartilhar o que eu descobri até o momento. Eu e meu marido casamos no regime de comunhão parcial de bens, apesar de eu ter tido um imóvel no meu nome quando era solteira, vendi e transformei em dinheiro após o casamento, então já parto do pressuposto que tudo é nosso, ou seja, que não tínhamos nada antes do casamento. Além disso, temos 2 filhas.

Se eu morrer SEM testamento, meu marido entra como meeiro (recebe 50% do que já pertence a ele) e minhas filhas como herdeiras, recebendo 50% restante (25% para cada uma). Ou seja, meu marido terá 50% do patrimônio preservado em seu nome.

Pela lei do nosso país, posso doar até 50% do meu patrimônio para qualquer pessoa.

Então irei fazer um testamento onde:

  • 50% já será do meu marido por ele ser o meeiro;
  • 50% restante (que é a parte que me cabe), doarei metade 50% (que equivale a 25% do total) para meu marido, e os outros 50% (que equivale a 25% do total) para minhas filhas.

Com isso, ele terá 75% do patrimônio preservado em seu nome.

Ele também irá fazer um testamento.

Ler livros

Ano passado eu li muitos livros. Esse ano ando na marcha lenta… estou tentando aproveitar essa fase de quarentena forçada para reler alguns livros dos quais gostei mais, apesar de estar bem complicado… é a arte da paciência tentar conciliar home-office com crianças enérgicas, confinadas dentro de casa há 11 dias.

Espero que todos vocês estejam bem.

~ Yuka ~

Quando não precisamos de mais nada

Fechar-Se, Colher, Colher De Pau, Idade, Rústico

Esses dias eu acumulei pontos nas compras de um supermercado, e com isso, pude trocar esses pontos por prêmios.

Um dos prêmios, me interessou… R$200,00 em compras na Etna.

Entrei no site da Etna, e por ser uma loja de móveis e decoração, tinha certeza que encontraria algo de que estava precisando. De toalhas de banho a móveis, de eletroportáteis a utensílios de cozinha, acessei diversas páginas, diversas opções, e depois de quase 1 hora procurando por algo que talvez eu estivesse precisando, cheguei a conclusão de que eu não estava precisando de nada.

Até eu fiquei impressionada, porque entre tantas opções disponíveis no site, não tive vontade de comprar nada, nem substituir nada do que eu tinha em casa por uma coisa melhor ou mais nova. Minhas colheres de pau, já estão gastas, poderia trocar por uma nova, mas as que eu uso atualmente servem tão bem… Não precisava de nenhum eletroportátil, nenhuma sanduicheira, nenhum liquidificador… não me interessei por nenhum item de decoração, nem de toalhas ou lençóis novos. De item em item, fui descobrindo o sentimento de suficiência, de estar satisfeita com as coisas que tenho no momento.

E depois de tudo isso, acabei trocando por um cupom de R$60 em compras no supermercado. Sim, para quem tinha opção entre um cupom de R$200, o cupom de R$60 não faz muito sentido, mas achei muito melhor ter os R$60 que compraria em comida (que era algo que com certeza iria usar), do que gastar R$200 em algo que não teria utilidade.

Esse momento me lembrou de um post que escrevi em 2017, onde falei que “o segredo de viver bem com menos é apreciar o que já possui e sentir-se satisfeito”.

~ Yuka ~

Assando cookies para desacelerar a rotina

Finalmente, as receitas dos meus cookies!

Tenho 3 receitas que faço com frequência quando tenho tempo, sempre tenho porções consideráveis no meu freezer, pois facilita demais a vida. Recebeu uma visita repentina? Um passeio de última hora no parque? Com vontade de comer algo gostoso na calada da noite? Em 15 minutos, esses cookies saem do forno.

Cookies com castanha do Pará

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Esse cookie é um dos que eu mais gosto, receita da minha sogra.

  • 2 e 3/4 xícara de farinha
  • 1 colher (sobremesa) de bicarbonato de sódio bem cheia
  • 1 xícara (chá) de açúcar branco
  • 1 xícara (chá) de açúcar mascavo
  • 1 xícara (chá) de manteiga sem sal (200g) em temperatura ambiente
  • 2 ovos
  • 1 colher (chá) de essência de baunilha (opcional)
  • 300g de chocolate meio amargo picado grosseiramente ou em gotas
  • 200g de castanha do Pará picada grosseiramente

Numa bacia grande, misture (ou bata na batedeira) a manteiga, açúcar branco, açúcar mascavo, ovos e a essência de baunilha. Acrescente a farinha com o bicarbonato de sódio (Importante: o ponto da massa é conseguir segurar a massa com a ponta dos dedos sem grudar. Se estiver grudando, vá acrescentando farinha aos poucos).

Coloque a castanha do Pará e o chocolate picados, misture.

Esses cookies crescem muito, então não faça bolinhas grandes. Pegue como medida uma colher de café e faça bolinhas. Leve para congelar (ou para assar). Eu costumo congelar, porque faço estoque no freezer.

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Aqui os cookies já estão congelados.

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Depois de congelado, coloque tudo num saquinho para armazenar.

Para assar no forno, forre com papel manteiga (a minha assadeira não precisa de papel manteiga, veja se a sua precisa). Asse no forno pré-aquecido por 12 a 15 minutos.

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Esse cookie fica estufadinho, transfira-os para uma grade, para que endureçam à medida que esfriam. Rendeu 227 cookies.
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Cookies triplos de chocolate

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Receita adaptada da Nigella Lawson, bem chocolatudo.

  • 250 g de chocolate meio-amargo
  • 300 g de farinha de trigo
  • 60 g de cacau, peneirado
  • 2 colheres (cafezinho) de bicarbonato de sódio
  • 1 colher (cafezinho) de sal
  • 200 g de manteiga em temperatura ambiente
  • 150 g de açúcar mascavo peneirado
  • 100 g de açúcar
  • 2 colheres (cafezinho) de essência de baunilha
  • 2 ovos, ainda gelado
  • 200 g de chocolate meio-amargo em gotas

Numa bacia grande (ou na tigela da batedeira), misture a manteiga, açúcar branco, açúcar mascavo e bata até formar um creme homogêneo. Derreta o chocolate amargo no microondas. Junte o chocolate derretido no creme e misture bem. Ainda batendo, junte a essência de baunilha e os ovos gelados. Numa tigela à parte, misture a farinha, o cacau, o bicarbonato de sódio e o sal. Coloque esses ingredientes na batedeira e vá batendo até misturar tudo.

Esses cookies esparrama muito, então não faça bolinhas grandes. Pegue uma colher de café como medida e faça bolinhas. Leve para congelar (ou para assar). Eu costumo congelar, porque faço estoque no freezer.

Depois de congelado, coloque tudo num saquinho para armazenar.

Para assar no forno, pegue as bolinhas congeladas e coloque na assadeira, deixando um bom espaço entre eles, no forno pré-aquecido.

No forno, esse cookie estufa e depois desincha. Quando ficar bem achatado, é a hora de tirar do forno. Transfira-os para uma grade, para que endureçam à medida que esfriam.

Cookies amanteigados

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Esse cookie derrete na boca, receita da minha mãe:

  • 200g de farinha
  • 150g de manteiga em temperatura ambiente
  • 70g de açúcar
  • 1 gema
  • essência de baunilha

Num recipiente, misture o açúcar e a manteiga. Acrescente a gema e misture. Adicione a farinha e a essência de baunilha.

Abra um filme plástico e coloque toda a massa da cookie modelando para que fique em um tamanho aproximado de 5x7cm. Coloque no freezer por alguns minutos para facilitar o corte.

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Para deixar no freezer (que é o meu caso), deixar a massa modelada no filme plástico e fatiar de acordo com o que for assar.

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Unte a assadeira e disponha as fatias cortadas deixando um espaço entre elas. Coloque no forno pré-aquecido.

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Boa fornada para vocês!

~ Yuka ~

Como lidar com os dias difíceis

Olho, Testa, Brown, Sonho Do Dia, Pensamento, Rosto

Tem dias que são mais difíceis que os outros, não é mesmo? Aquele dia em especial em que parece que dá tudo errado, e lá no final da tarde, surge a pergunta: “porque saí da cama hoje?”

Como eu lido com dias difíceis?

1. Com os meus amigos

Tenho alguns amigos que são meus amigos do peito, moram no meu coração, amigos que sei que vou envelhecer juntos. Alguns eu tive a sorte de conhecer na faculdade quando eu tinha 18 anos. São eles que me conhecem há tempos, conhecem meus defeitos e minhas qualidades. Ouvir a voz dos meus amigos é para mim, ouvir a voz do meu coração.

2. Indo para algum lugar aconchegante

Quando não estou bem, vou para alguma cafeteria que tenha um clima aconchegante. Peço um pedaço de um bolo grande e uma xícara igualmente grande de um latte macchiato. Aquela espuma macia tocando os lábios, o gosto de um café expresso bem feito, o relógio começando a desacelerar…. me faz novamente entrar no eixo. E assim, renovada, volto melhor para casa.

3. Meu marido

Não é segredo para ninguém que acompanha este blog, que meu marido é o meu porto seguro. Ele é, com certeza, a pessoa que mais me conhece e cuida de mim. Ele sabe pelo meu olhar quando não estou bem. Ele sabe quando eu preciso de um abraço, quando eu preciso das minhas amigas, quando eu preciso estar sozinha, ou quando preciso dar uma volta.

Aliás, estou escrevendo este post de uma cafeteria, tomando o dito latte macchiato (o meu segundo… rsrsrs).

4. Algo para adoçar a boca

Quando já está muito tarde para sair, eu simplesmente tiro a massa do cookie que eu já deixo congelado no meu freezer, e asso no forno. Em 15 minutos, o cookie está pronto. Enquanto eu aguardo o cookie ficar pronto, faço um chá preto com leite. Gosto de comer na cozinha mesmo, em silêncio.

E nessas horas, vejo como é importante ter redes de apoio. Ter pessoas a quem pedir ajuda e até mesmo ter locais aconchegantes ou truques para acolher quando não se está bem.

~ Yuka ~

Você compra a felicidade?

Borboleta, Inseto, Asa, Natureza, Animais, Linda

A sua felicidade tem relação com as compras?

Quando você quer se sentir feliz, se distrair, o que faz? Vai passear no shopping, vai a um bom restaurante, faz compras, gasta dinheiro?

Tem o costume de entrar nas lojas para procurar por algo que nem sabe ainda o que é? Talvez sejam roupas, itens de decoração, presente para os outros…

Outro dia, Sapien Livre me convidou para tomar café. A iniciativa de levar café foi dele. Como escolhemos um lugar onde havia grama, resolvi levar um tapetinho para estender no chão. Ele levou o café na garrafa térmica e as canecas. Então decidi que levaria cookies e leite quente (queria tomar café com leite).

Sem gastar um único real, ficamos das 16h30 até às 20h, conversando sobre a vida.

Pra mim, a felicidade não está ligada necessariamente ao dinheiro. Claro que é muito bom poder ter conforto, comprar o que tem vontade, acolher quem precisa…. mas felicidade também é ter amigos para conversar, ter uma casa para voltar. É poder compartilhar, dividir e multiplicar a vida com alguém que amamos.

Felicidade não é sobre comprar roupas. Não é sobre comprar jogos de video-game. Não é sobre trocar o carro, comprar eletrônicos, nem comer em restaurantes chiques.

Essas coisas são o que as indústrias nos induzem a acreditar que é felicidade.

A felicidade é muito mais singela e simples do que imaginamos.

~ Yuka ~

Viver frugal para ser FIRE ou ser FIRE por ser frugal?

Bicicleta, Moto, Urbanas, Grunge, Vintage, Ciclo, Lazer

Diferentemente do que muitas pessoas podem imaginar, a minha vida não é frugal por buscar FIRE (Financial Independence Retire Early – Independência Financeira, Aposentadoria Antecipada).

FIRE é uma a estratégia financeira para reduzir gastos de forma eficiente, economizar e investir boa parte do salário para que o dinheiro trabalhe para você com a ajuda dos juros compostos. O intuito é viver de renda ainda jovem, e assim, sem a obrigação financeira, possa trabalhar em algo que alimente a sua alma.

Eu descobri que no meu caso, FIRE será consequência por causa do estilo de vida que eu e meu marido levamos.

Temos prazer de viver uma espécie de frugalidade opcional, conseguimos enxergar (e viver) a beleza nas coisas simples da vida.

Meu marido, por exemplo, vai para o trabalho de bike (anda 40km ida e volta), não pra economizar dinheiro, mas porque ele AMA pedalar. Não importa se está fazendo sol, ou se está tendo chuvas torrenciais, ele vai de bicicleta.

Eu por exemplo, não sinto que estou deixando de viver hoje, para desfrutar o amanhã, ou que estou aproveitando menos a vida.

Há um documentário sobre o movimento FIRE que foi lançado no ano passado, o Playing with Fire. No documentário, é possível perceber o sofrimento de um casal ao reduzir o padrão de vida que já estavam acostumados. A frustração, a dor, o desapontamento, a dificuldade e a dúvida pairam durante boa parte do documentário.

Eu não passei por essa fase. Eu não senti esse sofrimento que o casal do documentário passou para adequar a vida para iniciar a jornada FIRE.

Eu e meu marido, já poupávamos em torno de 50 a 70% do nosso salário desde 2010.

Quando descobri sobre a existência de um movimento chamado FIRE, nós já éramos minimalistas e frugais, não havia muito o que mudar. Fizemos pequenos ajustes no orçamento, estudei sobre investimentos, mas o comportamento do dia-a-dia e o padrão de consumo não mudou muita coisa. Mesmo com 2 crianças pequenas, nosso aporte beira 60 a 70%, dependendo do mês.

Claro que ao longo desses 10 anos, melhoramos nosso padrão de vida, mudamos para um bairro mais residencial, estamos comendo alimentos mais saudáveis, praticando exercícios físicos. Mas quando comparamos o estilo de vida que os nossos colegas possuem, nós ainda vivemos abaixo não só de 1, mas de alguns degraus.

Compreenda que eu não odeio trabalhar. Eu só não gosto de não ter tempo para as coisas que eu tenho vontade de fazer. Eu não gosto de fazer tudo o que eu considero importante à noite, quando já estou cansada e com sono. Não acho normal trabalhar cada vez mais, para pagar boletos cada vez mais altos, ter cada vez menos tempo e se acostumar a ficar o dia todo dentro de um escritório, perdendo os melhores anos da minha vida.

Eu só queria ter mais tempo para fazer as coisas que eu tenho vontade de fazer (já expliquei nesse post aqui Independência Financeira: o início), e por isso, a solução que encontrei – veja bem, não é o caminho mais rápido –  foi ser FIRE.

~ Yuka ~

A vida é mais bela quando não temos pressa

Lindos filhos plaiyng em um dia chuvoso Foto gratuita

O início da semana passada foi de chuva intensa… Choveu praticamente todos os dias.

Finalmente eu aprendi a não lutar contra a chuva, nem enfrentá-la. Comprei uma sandália de plástico para deixar na minha bolsa. Nos dias de chuva, fui ao trabalho com essa sandália. Chegando no trabalho, enxuguei meus pés e calcei os sapatos secos. Tenho um aquecedor que deixo embaixo da mesa… se sentia frio nos pés, deixava o aquecedor ligado por alguns minutos até me sentir mais confortável.

Também entendi que nos dias de chuvas torrenciais, de que adianta se gabar que chegou no trabalho na hora certa, mas ensopado (e ficar o dia todo com a roupa molhada)? Ninguém vai morrer se chegar um pouco mais tarde.

Aliás, ligaram da creche pedindo para buscar minha filha mais cedo. Alguns professores não conseguiram chegar.

Na volta, já de mãos dadas com ela, vimos uma lagarta enorme. Ficamos paradas, hipnotizadas com os movimentos dela, olhando não sei por quanto tempo, tentando entender para onde ela estava indo com tanta pressa.

Depois, reparamos que os cogumelos que ficam nos troncos das árvores estavam gigantes, cresceram com a chuva, pareciam mini guarda-chuvas!!!

Não ter pressa significa ter oportunidade de prestar atenção nas coisas que acontecem ao nosso redor, é um aprendizado contínuo num mundo tão acelerado.

Tenho aberto mais a janela quando começa a chover… Pego uma cadeira, encosto na janela e as crianças começam a subir para olhar a chuva cair. As mãozinhas pequenas se esticam para tentar sentir o vento e as gotas da chuva.

– Olha as árvores, mamãe, parece que estão dançando.

E através dos olhos das minhas filhas, redescubro a todo momento que a vida é mais bela quando não temos pressa para viver.

~ Yuka ~

49 coisas que não compro mais

Shopping, Loja, Compras, Kielce, Coroa, Polônia

Depois do post anterior, onde falei sobre as 5 compras mais úteis que fiz no ano de 2019, chegou a hora de listar as coisas que não compro mais.

No início, foi meio difícil de lembrar as coisas que não usava mais. Como lembrar de algo que nem sinto mais falta? Com a ajuda do marido, fomos elaborando a lista, e não é que a lista ficou grande?

Casa

1.) Cabeceira de cama: antes, eu tinha uma cabeceira de cama, mas depois que me mudei para o apartamento atual, não senti necessidade e me desfiz.

2.) Produtos de limpeza muito específicos: limpa vidro, limpa pedra, limpa limo, limpeza pesada, limpeza para cozinha, limpeza para o banheiro, limpa rejunte etc. Eu uso somente as coisas básicas como água sanitária, sabão em pedra, desinfetante, desengordurante, bicarbonato de sódio…

3.) Lâmpada fluorescente: deixamos de comprar lâmpadas incandescentes e passamos a utilizar a fluorescente. Se notamos que a conta de luz ficou mais barata? Não…

4.) Sabão em pedra: de 2 em 2 anos, eu costumo fazer o meu próprio sabão em pedra. Basicamente é uma mistura de óleo e soda cáustica na proporção correta. Limpa muito melhor do que qualquer sabão em pedra vendido no supermercado.

5.) Amaciante: Não sentimos tanta diferença na roupa, e quando queremos deixar algo macio, usamos vinagre branco.

6.) Aromatizador de ambiente: eu pagava caro por esses aromatizadores de ambiente, hoje, o melhor cheiro é o da limpeza.

7.) Cama com vários travesseiros: eu já tentei ter uma cama arrumadinha, com vários travesseiros…. mas que trabalho que dava. Era um tira da cama pra dormir, põe de volta de manhã pra deixar arrumado, tira todas as fronhas pra lavar, passa ferro nas fronhas que foram recolhidas do varal, nossa, dava muito trabalho. E com isso, hoje eu só tenho 2 travesseiros na cama: 1 para o meu marido e outro para mim.

Higiene pessoal/maquiagem

8.) Desodorante: meu marido que anda muito de bike, sempre teve problema com o cheiro de suor que insistia em permanecer nas roupas esportivas. Ele testou desodorantes de diversos tipos e preços, passei a deixar as roupas esportivas de molho no desinfetante, mas nada foi tão eficaz do que o desodorante caseiro que eu aprendi a fazer (uma mistura de amido de milho, óleo de coco e bicarbonato de sódio). Como num passe de mágica, o mau cheiro se foi. Hoje, é o único desodorante que usamos.

9.) Demaquilante: retiro a maquiagem no banho, e quando quero fazer uma limpeza profunda na pele, uso o Clarisonic Mia.

10.) Perfume: há 6 anos, deixei de usar completamente.

11.) Adesivo para tirar cravo do nariz: depois que descobri que a gelatina em pó incolor tem o mesmo efeito, nunca mais comprei.

12.) Condicionador: todo mundo em casa tem cabelo liso. Deixamos de usar por não sentir necessidade.

13.) Absorvente: o coletor menstrual é um copo feito de silicone, uma das melhores invenções que traz liberdade para a mulher. Absorvente nunca mais.

14.) Escova de dente comum: a Curaprox possui cerca de 5.000 cerdas, enquanto as comuns, possuem de 500 a 800 cerdas. Já dá para perceber porque a limpeza dos dentes se torna mais eficiente.

15.) Tintura para cabelo: eu até que gostava de pintar o meu cabelo, mas um dia simplesmente parei de pintar. Prefiro na cor natural.

16.) Maquiagens em excesso: eu tinha inúmeras maquiagens, desde primer, base, máscara, iluminador, bronzer, creme anti-rugas, creme anti-celulite e por aí vai. Comprava também 20 batons, 5 bases, diversos hidratantes… e nunca usava até o fim, porque a validade dos produtos chegava antes. Hoje, compro somente o necessário e consigo usar todos os produtos antes do vencimento.

Moda

17.) Sapatos de diversos modelos: outro item que eu tinha bastante. Em breve, faço um post sobre os sapatos que tenho. São bem poucos.

18.) Relógio de pulso: depois da criação do celular, não vejo mais necessidade.

19.) Bota de cano longo: ocupa muito espaço para guardar, substituí pelo modelo ankle boots, que é uma bota de cano curto.

20.) Roupas da moda: parei de acompanhar a moda de perto e por não frequentar tanto o shopping, deixei de me interessar pelas roupas da moda.

21.) Sapato de salto alto: taí uma coisa que eu nunca mais usei, depois que minhas filhas nasceram. Salto alto e criança no colo é uma combinação que pra mim não deu certo.

22.) Vestido de festa: prefiro alugar o vestido.

23.) Jóias: já gostei, já quis, mas hoje não quero mais.

24.) Produto falsificado: quando compro algo (pode ser bolsa, carteira, roupas…) compro sempre produto original, nada de produto falsificado.

Alimentação

25.) Bebida alcoólica: quando eu era mais nova, até bebia socialmente, mas sempre achei o gosto ruim. Hoje, posso estar num barzinho, vou de refri. Posso estar numa choperia, vou de refri. Todos podem estar bebendo, mas eu vou de refri.

26.) Granola, iogurte grego, pizza, geléia de morango, extrato de tomate: eu não compro mais esses itens da lista, porque o meu é muito mais gostoso. Depois que aprendi a fazer a minha própria granola, acho os industrializados muito duros e sem gosto. O meu iogurte grego é muito mais consistente e sei exatamente os ingredientes. A pizza é muito mais saborosa, com ingredientes de primeira qualidade. A geléia de morango quem faz é a minha mãe, se experimentasse, nunca mais iria querer outra. E o macarrão, nhoque, lasanha ficam divinos com molho de tomate caseiro.

27.) Coador de café de papel: uso um coador sintético.

28.) Óleo de qualquer tipo (soja, girassol, canola), margarina, requeijão, leite desnatado: desde que fiz reeducação alimentar, passei a evitar principalmente estes produtos e substituí por azeite, manteiga, cream cheese e leite integral.

29.) Milho, feijão e soja: dou preferência para comprar produtos orgânicos para evitar os transgênicos.

30.) Nuggets: há muitos anos, assisti um vídeo do Jamie Oliver explicando o que era exatamente nuggets. Basicamente são restos de frango que não podem ser vendidos, colocados num grande liquidificador, com conservantes, estabilizantes, realçadores de sabor e outras coisas. Fiquei com tanto nojo que nunca mais comprei.

31.) Garrafa de água: eu tenho o costume de andar na rua com uma garrafa de água.

Objetos

32.) Livros físicos: não é que eu não compre mais, mas dou total preferência para livros eletrônicos.

33.) Objetos de uso esporádico: todo final de ano, eu alugo um extrator (um aspirador potente que espirra e suga água ao mesmo tempo) para fazer uma limpeza pesada no sofá, colchão e estofados de casa. Ao invés de comprar e deixar armazenado o aparelho por 1 ano sem usar, prefiro alugar. Desta forma, não ocupa espaço da casa. Tenho o mesmo princípio em relação ao carro. Meu marido trabalha de bicicleta, e eu de metrô. Quando precisarmos de um carro, alugaremos.

34.) Presente para terceiros: já foi o período em que eu comprava presente para todo mundo. Viajava e trazia lembrancinhas. Só que percebi que quando as pessoas viajavam, elas não traziam lembrancinhas para mim. Parei (de ser trouxa).

35.) Lembrancinhas de viagem: souvenir é algo que não tenho interesse. Tanto que quando faço as minhas viagens, costumo voltar de mãos vazias. Nenhuma roupa. Nenhum souvenir.

36.) Itens de papelaria como caneta, agenda, calendário: não sei vocês, mas eu ganho muitos itens de papelaria de fornecedores: bloco de papel, canetas, lápis, agenda. Não vejo necessidade de comprar.

37.) Eletroportáteis muito específicos: omeleteira, sanduicheira, tostadeira, máquina de fazer pão… nem tenho onde guardar. Os eletroportáteis que são úteis para mim são: iogurteira, máquina de arroz, batedeira e mixer.

38.) Brindes: já teve um período que eu adorava brindes. Se era de graça, eu queria. Hoje, sei que não vale a pena levar para casa coisas que não uso. Se recebo, recuso ou já ofereço para alguém.

39.) Sacola do supermercado: quando o supermercado cobra pelas sacolas, eu uso as minhas 2 ecobags dobráveis que carrego dentro da bolsa.

Serviços

40.) Pacotes de banco: tive a sorte de conseguir uma conta digital do Itaú (este produto não existe mais). Não pago tarifa, nem TED.

41.) Garantia estendida: nunca contratei.

42.) Planos de academia: eu já paguei um plano de academia por 6 meses e só fui umas 5 vezes, foi um dinheiro jogado no lixo. Hoje, prefiro pagar mais caro, mas pagar mês a mês.

43.) Pacote de celular: o meu é pré-pago.

44.) Mão de obra terceirizada: dificilmente contrato mão de obra terceirizada. Sei pintar, montar móveis pequenos e grandes, fazer pequenos reparos, costurar, limpar casa… o que eu faço é administrar bem o meu tempo para conseguir cuidar da casa sem precisar contratar alguém.

Passivos

45.) Carro: não ter carro significa não ter diversos gastos vinculados ao carro: gasolina, IPVA, seguro obrigatório, troca de óleo, troca de pneus, limpeza do carro, troca da pastilha, estacionamento, etc.

46.) Imóvel próprio: moro de aluguel e gosto dessa liberdade/mobilidade. Só compraria um imóvel próprio se estivesse por um preço de banana.

Comportamento

47.) Não compro algo maior do que a minha necessidade: se não sei correr, não vou comprar um tênis de corrida só porque está na moda. Se eu moro com meu marido e 2 filhas, não vou morar em um apartamento de 3 dormitórios. Não compro mais sapatos, roupas, bolsas, acessórios do que consigo usar.

48.) Não compro algo para deixar guardado: se compro um conjunto de talheres, um jogo de jantar, um lençol novo, uso no dia-a-dia, eu não guardo nem para visitas, nem para ocasiões especiais, porque eu entendi que ocasiões especiais são todos os dias com a minha própria família.

49.) Não compro muitas coisas iguais ou similares: isso significa que eu tento comprar roupas de cores diferentes, calças de modelos diferentes, bolsas de tamanhos diferentes, sapatos que têm funções diferentes. Tenho apenas 1 escova de cabelo, 1 cortador de unha, 1 lixa de unha, 2 cintos (de cores diferentes), e por aí vai. Veja que é diferente de fazer estoque. Se compro dois xampus iguais, porque é o meu preferido e está com um preço bom, é uma coisa (e isso eu faço com frequência). Sair comprando vários tipos de xampus e ter vários abertos no banheiro é outra coisa pra mim, é desperdício.

Acho que é isso. Espero que tenham gostado, foram as coisas que consegui lembrar.

~ Yuka ~

As 5 compras mais úteis do ano de 2019

Loja, Compras, Sacos, Dom, Brown, Em Branco, Mercado

Eu pensei em fazer os top 10 das compras mais úteis do ano de 2019… mas ao rever as compras do ano anterior, vi que não tinha 10 itens relevantes, já que a maioria das compras giraram em torno de alimentos, vestuário, contas a pagar, etc. Então tive que reduzir para 5 itens:

  • Stone in box
  • Alimentos orgânicos
  • Celular
  • A cama de casal “montessori” para as crianças
  • Viagem

Stone in Box

Eu publiquei um post sobre esse maravilhoso forno portátil que acopla no fogão comum e permite preparar pizzas profissionais em casa.

Foi uma das compras que mais me impressionou e valeu cada centavo. Nunca mais compramos pizza, pois prefiro fazer a minha própria pizza usando ingredientes melhores, o que me permite ter uma pizza mais saborosa. Segundo meu marido que já viajou para vários países, a minha pizza é a segunda melhor que ele já comeu até hoje. Detalhe: a melhor pizza que ele diz que comeu foi na Itália, com massa de fermentação longa. É ou não é um elogio?

Alimentos orgânicos

Comentei neste post sobre o motivo de ter decidido me alimentar com alimentos orgânicos, livre de agrotóxicos. Foi uma decisão que irá beneficiar a minha família a médio-longo prazo, pois acredito que ficaremos menos doentes.

Celular

Depois de quase 6 anos, meu celular já estava com sérios riscos de parar de funcionar a qualquer momento. Aproveitei a black friday e comprei um celular novo. Espero que dure outros 6 anos.

Cama de casal montessoriana para as crianças

Ao invés de comprar 2 camas de solteiro para as minhas filhas, comprei uma cama de casal bem baixinha, para que elas pudessem entrar e sair sem depender de mim, além de não correr o risco de cair de uma cama alta.

Elas compartilham a cama, dormem juntas todos os dias. É lindo de ver as duas juntas, como comentei neste post aqui.

Viagem

Eu considero viagem um gasto importante para a família. Fiz uma viagem perto de São Paulo, nada extravagante, mas foi muito divertido e relaxante.

E você? Quais foram seus gastos mais úteis do ano passado?

~ Yuka ~

FIRE: nunca é fácil, mas vai ficando cada vez mais fácil

Passeio De Balão De Ar Quente, Balão, Flutuar, Bagan

Lembro dos primeiros anos que comecei a guardar dinheiro. Naquela época, era só colocar o dinheiro que sobrava no fim do mês na poupança, já que eu não sabia nada sobre investimentos.

A gente quando não tem um objetivo de vida, vai arranjando desculpas para torrar todo o dinheiro.

Eu comprava roupas novas todos os meses, comia na rua por preguiça de cozinhar, comprava presentes caros para colegas de trabalho, trazia lembrancinhas para todos ao voltar de uma viagem internacional…

Eu só mudei, depois que compreendi que quando gastamos de forma desnecessária, gastamos tempo da nossa vida.

“Inventamos uma montanha de consumo supérfluo, e é preciso jogar fora e viver comprando e jogando fora. E o que estamos gastando é tempo de vida. Porque quando eu compro algo, ou você, não compramos com dinheiro, compramos com o tempo de vida que tivemos de gastar para ter esse dinheiro. Mas com esta diferença: a única coisa que não se pode comprar é a vida. A vida se gasta. E é miserável gastar a vida para perder liberdade.” José Mujica

No início de tudo, eu e meu marido, juntávamos dinheiro daquele jeito sem compromisso nenhum. Depois casamos e praticamente zeramos nosso dinheiro por conta do casamento. Naquela época, eu tinha apenas o meu pequeno apartamento quitado de 1 dormitório.

Não tínhamos nenhuma meta em especial, mas comentávamos que podíamos comprar um carro e um imóvel próprio de 3 dormitórios daqui a alguns anos (a típica armadilha da classe média).

A nossa sorte, é que já éramos frugais e minimalistas. Mesmo sem grandes esforços, poupávamos 70% do nosso salário. Saíamos todas as semanas, comíamos bem, fazíamos anualmente de 1 a 2 viagens internacionais, principalmente, porque não tínhamos filhos.

Com o tempo, descobri que eu tinha a habilidade de gastar dinheiro em coisas que trazia felicidade. Gastava nos lugares importantes, e reduzia nos ítens supérfluos.  

Foi nessa época que eu engravidei da minha primeira filha. 

Minha filha nasceu e eu entrei de licença-maternidade por 6 meses. Sem nenhuma pressa, continuamos no apartamento de 1 dormitório. Dividíamos o quarto com ela, com o berço bem perto da nossa cama.

Foi durante a licença-maternidade que aconteceu o despertar. Eu não queria mais voltar a trabalhar, queria cuidar da minha filha. Não via mais sentido em ficar 10 horas fora de casa, sendo que havia uma criança que esticava os braços para mim, toda vez que eu me afastava.

Comecei a pesquisar sobre pessoas que se aposentaram precocemente e descobri por acaso o movimento FIRE (Financial Independence Retire Early).

Depois de devorar muitos conteúdos, estava convicta de que FIRE era para mim. Contei sobre o que eu tinha acabado de descobrir para o meu marido. Ele não só acreditou em mim, mas foi o meu maior incentivador. Para a minha sorte, embarcamos nessa jornada juntos.

FIRE espalhou na minha vida como um rastilho de pólvora, foi como um despertar para a vida. Mergulhei no mundo dos investimentos e em tempo recorde, havia lido praticamente todos os livros mais importantes sobre o assunto.

Antes do nascimento da minha segunda filha, fiz um planejamento para tentar poupar o máximo possível enquanto as crianças fossem pequenas. Percebi que o momento para guardar dinheiro era enquanto elas eram pequenas, pois a partir dos 7 anos, os gastos tendem a aumentar, ou seja, eu teria mais 6 anos pela frente.

Os aportes aumentavam mês a mês e junto com isso, fui descobrindo a alegria dos juros compostos.

O mundo dos investimentos foi muito generoso comigo e tive uma sucessão de sortes (entenda sorte como estar preparado, eu já tinha poupado e estudado muito!). Vendi meu imóvel num período de alta valorização, reinvesti esse dinheiro num período em que a renda fixa estava com taxas pré-fixadas de 19% ao ano. As ações subiram, os bitcoins subiram. E nesse meio tempo, ainda fiz compra e venda de outros imóveis e obtive lucros. Mas não se iludam, também cometi erros e perdi dinheiro.

Nove anos se passaram desde o primeiro parágrafo deste post.

Moramos de aluguel, continuamos sem carro, continuamos com o mesmo estilo de vida, aportando cerca de 70% da renda familiar.

No fim do ano passado, ao fazer a análise do meu balanço patrimonial anual, tive a grata surpresa de que os rendimentos totais recebidos já superaram os meus aportes.

Ou seja, do total do patrimônio que possuo atualmente, 40% do dinheiro veio do meu trabalho, do meu suor. E 60% veio dos rendimentos e do poder dos juros compostos.

Nestes 9 anos de investimento, a curva dos juros compostos já está relativamente íngrime, porque os aportes foram altos e constantes desde o início. E não digo que foram anos de sacrifícios, foram anos de escolhas inteligentes.

Daí o título deste post: FIRE: nunca é fácil, mas vai ficando cada vez mais fácil.

~ Yuka ~

Vai continuar ignorando as vantagens dos programas de fidelidade?

cupons

Em 2015 eu publiquei o post “faça bom uso dos programas de fidelidade“.

Alguns programas de fidelidade, eu continuo usando, outros, já deixei de usar.

No ano passado, eu tive a paciência de anotar todos os centavos que pingaram na minha conta, referente aos programas de fidelidade. Desde janeiro até dezembro de 2019, anotei todos os valores que ganhei referente a todos os tipos de cupons, programas de recompensas, cashback, prêmios nos supermercados etc, para que eu pudesse compartilhar aqui no blog.

E para quem ignora os valores pequenos, porque acha que não vale a pena, eis que eu, vim provar por A+B, que se você não faz uso das vantagens dos cupons (ou qualquer outro tipo de vantagens que os programas de fidelidades oferecem), está deixando de ganhar dinheiro.

No total, eu recebi em 2019:

  • R$213,61 pelo Méliuz
  • R$90,19 antecipando parcelas do Nubank (todas as vezes que as lojas não davam desconto, parcelei e depois adiantei as parcelas para ganhar descontos)
  • R$477,08 pelo Nubank Rewards
  • R$1.068,00 pelo Programa Mais do Pão de Açúcar (ganhei cupons da Etna, da Natura, da L’occitani, compras no supermercado, ingressos de cinema etc)

Total: R$1.848,88

Além do valor acima, recebi créditos da Nota Fiscal Paulista e ainda vendi diversos objetos sem uso no site da OLX.

Essa é a maior prova de que de grão em grão, a galinha enche o papo.

~ Yuka ~

Eu sei, mas não devia

Paisagem, Montanha, Nevoeiro, Pôr Do Sol, Céu, Nuvens

O texto abaixo, foi escrito pela Marina Colasanti, no livro “Eu sei, mas não devia”, da Editora Rocco, 1996.

Eu sei, mas não devia – Marina Colasanti

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

~ Marina Colasanti ~


E por mais triste que seja, é a pura verdade. E ainda vou além, a gente se acostuma a trabalhar doente, a esconder a dor de cabeça, a febre, o cansaço no corpo, tomando remédios cada vez mais fortes.

A gente se acostuma a aceitar tomar veneno todos os dias, em doses homeopáticas, quando aceitamos que o uso de agrotóxicos nos alimentos é algo normal.

Um dia a gente para de sorrir, para de contar piada, para de sentir emoções, passa a achar que expressar amor é coisa de gente cafona, e quando a gente percebe, a gente já morreu por dentro.

Eu tento a todo momento fazer o caminho de volta.

Pra eu nunca esquecer de dizer ‘eu te amo’ para meu marido e minhas filhas. Pra eu sempre lembrar que as minhas filhas existem pelo fato de eu amar muito o meu marido. Primeiro eu amei meu marido, e desse amor nasceram as minhas filhas.

Não quero esquecer nunca de sentir o calor de um abraço, a ternura do olhar, viver uma vida mais tranquila, com mais amor.

Eu não quero parar de sentir, nem parar de viver.

~ Yuka ~

 

 

Como trazer o seu futuro para o presente

Eu sei que a maioria das pessoas, não foram encorajadas a pensar no futuro, muito menos incentivadas a fazer planejamentos. Somos imediatistas.

Apesar de saber que é difícil pensar em algo que nem aconteceu, e ainda por cima fazer um planejamento a longo prazo, eu tenho um truque que funciona bem.

Eu penso em mim velhinha…. com os meus 80, 90 anos de idade… e fico pensando que tipo de vida eu teria na minha terceira idade.

Quando contemplo o eu do futuro, vejo eu e meu marido cheio de rugas e cabelos brancos, felizes e saudáveis. Nossas filhas já são adultas e responsáveis, que me enchem de orgulho. Moro num apartamento confortável, do tamanho certo, nem grande, nem pequeno demais. Tenho tranquilidade financeira, que proporciona uma vida de muito conforto, o que permite fazer excelentes viagens na companhia dos meus bons e velhos amigos. Gosto muito de cuidar dos netos no meu tempo livre.

Ao ler o parágrafo acima, eu separo as frases em tópicos para facilitar:

“Vejo eu e meu marido…”

Ou seja, estarei com o meu marido. Para continuar feliz no meu casamento até os meus 90 anos, é preciso continuar cuidando do outro, conversar bastante, alinhar os interesses, tornar o casamento uma prioridade.

“… felizes e saudáveis”

Tudo bem que estou comendo de forma mais saudável, mas pratico algum exercício físico? Não. Então é algo que preciso pensar a respeito para tornar o meu corpo mais resistente.

“Nossas filhas já são adultas e responsáveis, que me enchem de orgulho”

Para que isso seja possível, não quero ter preguiça, quero continuar levando as crianças para brincar na rua, ler bastante livros, dar bastante atenção e amor.

” Moro num apartamento confortável”

Por essa frase já deu pra perceber que não faço questão de ter um imóvel próprio, desde que eu o transforme em um lar.

“Tenho tranquilidade financeira”

Já estamos no caminho certo para que isso se torne realidade.

“…permite fazer excelentes viagens”

No final do ano passado, voltei a estudar inglês, já que perdi a fluência. Vai ser bem útil nas minhas viagens internacionais.

“…na companhia dos meus bons e velhos amigos”

Taí uma coisa que eu quero melhorar. Apesar de ter os meus bons e velhos amigos de sempre, quero fazer novas amizades.

“Gosto muito de cuidar dos netos no meu tempo livre”

Para cuidar de netos, preciso ter disposição física. Mais uma vez, a necessidade de cuidar do meu corpo.

* * *

A partir destas constatações, elaborar metas se torna uma tarefa um pouco mais fácil. Cada item se transformará em uma meta (não do ano, mas meta da vida) que engloba as seguintes áreas da vida: casamento, saúde física e mental, filhos, estudar coisas novas, tranquilidade financeira, hobbies e relacionamentos.

É desta forma que trago o meu futuro para o presente.

Se eu quer manter o meu casamento feliz, o que eu tenho feito hoje para que isso se perpetue?

Se eu quero ter saúde na velhice, tanto mental como física, o que eu tenho feito?

Se quero ter filhas conscientes, educadas e bem criadas, o que tenho feito para que isso aconteça?

Se quero aposentar mais cedo, o que tenho feito para que isso seja possível?

Vai se surpreender como muitas vezes a resposta é um “Preciso melhorar” ou até mesmo um “Não estou fazendo nada”.

Vocês viram o meu caso em relação a saúde. Quero envelhecer com saúde, mas não tenho feito nada para que isso se torne realidade (já estou providenciando).

Se você quer criar o seu futuro, o segredo é pegar um grãozinho de areia hoje para criar seu castelo de amanhã.

~ Yuka ~

Minimalismo não é sobre não ter nada. É sobre ter tudo que é importante para você

Beco, Bowever, Construção, Centro Histórico

Eu coloquei essa foto para exemplificar o que eu acho em relação ao minimalismo.

Para muitos, as portas desta foto não significam nada, absolutamente nada. Essa é a minha vida: uma vida simples, sem glamour, sem ostentação.

Para muitos, uma vida totalmente sem graça.

A graça toda está justamente nos olhos de quem vê. Da mesma forma que eu vejo beleza nessa foto, na porta descascada perto da maçaneta, a beleza das marcas do tempo na madeira, eu vejo beleza na minha vida simples.

Quando falo isso, é porque realmente eu acho que vivo uma vida muito boa, cheia de abundância, com uma família que me apoia, um marido carinhoso, filhas saudáveis, um emprego bom que me proporciona morar em um bairro seguro. O que mais eu poderia querer? Como diz o meu marido, “nós já tivemos muito mais do que jamais poderíamos imaginar”.

Quando eu olho para as coisas que eu aprendi a fazer sozinha, tenho muito orgulho. Quando eu resolvo fazer as coisas por conta própria (como um DIY – do it yourself), tenho a plena consciência de que em muitos casos, sai mais caro do que se eu simplesmente comprasse algo ou contratasse alguém. Mas novamente, não faço pelo dinheiro, faço porque gosto de trabalhos manuais. A economia do dinheiro acaba se tornando a consequência.

No domingo passado, já no final do dia, eu e meu marido decidimos dar uma volta pelo bairro com as crianças, só para dar uma caminhada para esticar as pernas. No meio do caminho, minhas filhas encontraram um barranco e um pedaço de papelão, e as duas simplesmente começaram a escalar o barranco e descer sentadas no papelão. Só ouvia as gargalhadas das meninas. São esses momentos que eu tenho a certeza absoluta de que eu tenho uma vida rica.

Lembro muito bem desse momento, onde eu e meu marido nos olhamos e mesmo sem abrirmos a boca, sabíamos que pensávamos a mesma coisa: a felicidade genuína que sentimos nesses momentos de simplicidade. Enquanto algumas pessoas podem enxergar uma vida como a minha, como vida de escassez, eu e o meu marido só enxergamos abundância, gratidão e felicidade.

As pessoas que acham que eu não tenho nada, é porque possivelmente dão valores para coisas que eu não faço questão. E com isso, eu reafirmo que minimalismo não é sobre não ter nada. É sobre ter tudo que é importante para você.

Eu desejo a vocês, queridos leitores, um Feliz Ano Novo.

Que no ano de 2020, possamos reescrever a história da nossa vida.

Um grande beijo.

~ Yuka ~

O essencial é invisível aos olhos

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No mês passado, eu fiz para as minhas filhas, dois calendários de contagem-regressiva para o Natal. A intenção é colocar a partir do dia 1 de dezembro até o dia 24 de dezembro, algum docinho de acordo com a data: bala, chocolate, caramelo…

Virou a sensação do dia, quando chego em casa, elas pulam em cima de mim pedindo o álbum.

Daqui a alguns anos, para variar um pouco, eu pretendo colocar algumas moedinhas e frases de elogio.

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Nesse Natal, ao invés de tantos presentes, dê mais presença, mais tempo, mais disponibilidade para as pessoas que você ama.

Não se esqueça que as coisas mais importantes, são invisíveis aos nossos olhos.

Generosidade e gratidão devem fazer parte do nosso vocabulário não só no Natal, mas no ano inteiro.

Desejo a todos vocês, um Feliz Natal.

~ Yuka ~

A sua falta de interesse em investimentos pode custar muito caro

Menino, Sozinho, Sessão, Banco, Pôr Do Sol, Sol

Quando comento sobre investimentos com as pessoas, elas costumam ter uma desculpa na ponta da língua: vão começar daqui a algum tempo, talvez no ano que vem, quando conseguirem uma promoção, quando mudarem de emprego, quando terminarem de pagar as dívidas, quando as crianças crescerem etc.

O que elas não entendem, é que quando falamos de investimento, a cada ano postergado, a pessoa terá que trabalhar muito mais para alcançar a aposentadoria (ou tranquilidade financeira, ou independência financeira), já que receberá menos juros compostos.

Para quem não entende de investimentos, o parágrafo anterior não faz sentido nenhum, são apenas palavras soltas. Para quem entende de investimentos, significa ‘não dar valor ao dinheiro’, ‘rasgar dinheiro’, etc.

Desconsiderando a inflação, uma pessoa que ao invés de investir por um período de 30 anos, e resolve atrasar “apenas” 5 anos, achando que não vai ter tanta diferença assim no patrimônio final, terá uma surpresa desagradável. Esses 5 anos que a pessoa resolveu simplesmente ignorar, terá um efeito devastador no patrimônio, já que a diferença do valor acumulado entre uma pessoa que poupou por 25 anos e outra que poupou 30 anos será quase 50% menor.

E por quê toda essa diferença?

Por causa dos juros compostos.

INVESTINDO POR 25 ANOS INVESTINDO POR 30 ANOS
APORTE INICIAL R$ 5.000 R$ 5.000
APORTE MENSAL R$ 500 R$ 500
TAXA A.M. 0,80% 0,80%
VALOR ACUMULADO R$ 674.484,65 R$ 1.126.249,05

Reparem que a única variável que muda nos dois exemplos é o tempo investido, uma diferença de apenas 5 anos. O aporte inicial é o mesmo, a taxa mensal é a mesma, o valor do aporte mensal é o mesmo.

Essa única diferença de 5 anos, fez com que o valor acumulado, que seria de R$1.126.249,05, fosse reduzido para R$674.484,65.

Ou seja, por não ter investido R$30.000 (R$500 por 5 anos), a pessoa literalmente jogou no lixo R$421.764,40.

Vou dar outra informação que será chocante para quem não entende de investimentos.

Desse montante R$1.126.249,05, apenas R$185.000,00 foi dinheiro trabalhado do seu suor. Os outros R$941.249,05 foram juros compostos, ou seja, o seu dinheiro trabalhou para você.

Quem, em sã consciência, rasgaria 1 milhão de reais? Ninguém. Mas na prática, quando decidimos ignorar sobre a importância dos investimentos na nossa vida, a maioria da população rasga dinheiro todos os dias sem perceber.

Assustado?

Está na hora de correr atrás do prejuízo, antes que seja tarde demais.

Nota: Tem uma frase que eu não sei de quem é “Antes de correr, aprenda a andar. Tudo na vida tem sua hora, seu lugar”. Muitas pessoas me perguntam onde eu invisto, como consigo rentabilidades boas, só que esquecem que eu já faço isso há anos, esquecem que eu estudei todos os dias. Antes de querer se aventurar na renda variável, comece economizando parte do seu salário. Veja onde é possível enxugar gastos. Leia livros sobre investimentos, acompanhe blogs, sites e vídeos no YouTube sobre o assunto, comece devagar. Tudo tem o seu tempo. Eu não sei com qual educador financeiro você irá se identificar, então a alternativa que resta é pela tentativa e erro. Foi assim comigo, será assim com você. Faça a sua lição de casa, estude, há muitos conteúdos gratuitos. Só assim, irá entender como funciona o mercado financeiro e descobrir que investir não é difícil.

~ Yuka ~

A cada 10 anos, um renascimento: seu futuro está nas mãos de quem?

Pele, Olho, Íris, Azul, Mais Velhos, Dobre

O brasileiro no geral, não tem o costume de pensar no futuro… talvez estejamos mais acostumados a pensar sobre o passado. Então vamos falar um pouco sobre o passado.

Há dez anos, quantos anos você tinha? Onde morava? Onde trabalhava? Como era a sua vida? Estava feliz? Quais eram os seus sonhos, as suas ambições?

Dez anos se passaram e temos o dia de hoje.

Ao fazermos as mesmas perguntas, percebemos como as respostas são diferentes. E com isso, entendemos que o tempo passou, que nosso comportamento mudou, algumas vezes para pior, outras vezes para melhor.

Há dez anos, eu tinha acabado de me divorciar, morava sozinha, presa na armadilha do consumo, com quase nada de dinheiro.

Dez anos se passaram e hoje estou casada, sou mãe de 2 crianças, chegando perto da minha Independência Financeira.

Em 2015, lembro também de uma conversa que tive com algumas colegas de trabalho, sobre a possibilidade de viver de renda, sem depender do INSS. Todas se encantaram, vibraram, aplaudiram… até descobrirem que precisariam fazer 4 coisas: economizar, estudar sobre investimentos, aportar todos os meses e deixar o dinheiro trabalhar por pelo menos 10 anos. Desde a conversa, já se passaram 5 anos, e até onde eu sei, ninguém fez absolutamente nenhum movimento.

Pare para pensar agora: se tivesse feito algo diferente há 10 anos, a vida hoje, já não estaria muito melhor?

Um exemplo? Um orçamento doméstico, com gastos revistos, 500 reais investidos a uma taxa hipotética de 0,80% a.m., faria com que depois de 10 anos tivesse mais de 100 mil reais, sendo que 40 mil reais seriam de juros compostos. Em 20 anos, teria mais de 360 mil reais, sendo que 243 mil reais seriam de juros compostos. Em 30 anos, teria mais de 1 milhão de reais, sendo que 866 mil reais seriam de juros compostos.

Ou seja, um simples ato de poupar 500 reais por mês, faz com que um cidadão comum, tenha mais de 1 milhão de reais na conta, sendo que “só” poupou 180 mil reais.

As pessoas torcem o nariz por pequenas mudanças de hábito, mas um pequeno hábito pode se tornar algo gigante, quando os anos se sobrepõe.

Se queremos controlar uma parte do futuro, devemos começar a fazer algo a partir de hoje. Não vamos deixar nas mãos de terceiros.

Se o trabalho está chato, por que não mudamos de comportamento? Se o custo de vida está caro, por que não nos esforçamos para aumentar a renda ou reduzir os gastos?

O fim-de-ano, é um ótimo período para repensar nas atitudes, avaliar o ano que passou e fazer diferente a partir do ano que vem.

~ Yuka ~

Por que pensar em morrer é tão importante?

Pessoas, Mulher, Viagens, Aventura, Caminhada, Montanha

Há alguns dias, recebemos a notícia de que Gugu sofreu um acidente dentro de sua casa e faleceu. Assim, de repente.

Ainda nesses dias, estava conversando com o André, do Viagem Lenta, sobre o post que ele escreveu “Como usar sabiamente o tempo? Com a mala ou com a estrada?”, e acabei comentando que eu penso muito na morte.

O motivo de eu pensar tanto na morte não é algo proposital, macabro ou até mesmo pessimista. Eu sempre fui assim. Talvez, porque lidei com a morte do meu pai precocemente, aos 3 anos de idade…

Eu sempre penso na morte, não porque quero morrer, e sim, porque eu quero viver. 

Muitas pessoas não pensam na morte, não falam sobre a morte, porque é difícil a sensação de não estarmos mais aqui. Mas quando evitamos esse assunto, não nos preparamos também para morrer, e com isso, podem surgir arrependimentos.

Eu não deixo nada pra depois, porque eu não sei se eu vou ter o depois.

A vida é um cronômetro, e após meu pai ter morrido com 35 anos, tenho muita consciência de que estou tendo mais oportunidades de viver do que meu pai teve, já que tenho 38 anos. Tento aproveitar ao máximo (e isso não significa gastar dinheiro à toa), porque da mesma forma que aconteceu com o Gugu, posso não estar mais aqui daqui a 1 segundo.

E por reconhecer a finitude da vida, tenho algumas atitudes preventivas:

FOTOS ARMAZENADAS NA NUVEM

De forma automática, todas as fotos que eu tiro do meu celular vão para o Google Fotos. Meu marido tem a senha, porque SE eu morrer, não quero levar para o túmulo as fotos da família que tanto nos emocionam, e meu marido nunca mais conseguir acessar as nossas fotos.

E passei a fazer isso, porque antes, eu armazenava as fotos no HD externo e um dia pensei que SE minha casa pegasse fogo, talvez eu voltasse para pegar o HD que estão todas as fotos da minha família. E eu não queria isso. Eu queria que a minha única preocupação fosse salvar a minha família (há diversos casos de pessoas que saíram ilesas de uma casa pegando fogo, mas acabam morrendo, porque voltam para pegar algo de valor).

RECEITAS CULINÁRIAS ARMAZENADAS NA NUVEM

Apesar de achar mais fofo e prático ter um caderno de receitas, eu armazeno todas as minhas receitas aprovadas e testadas no Evernote (software que serve para organizar informações através de arquivos, notas) e compartilho a senha com o meu marido, porque SE eu morrer, não quero que minhas filhas não consigam reproduzir as receitas preferidas delas. Quando minhas filhas tiverem uns 12 anos, elas também terão a senha.

DESPEDIDAS VIRTUAIS

Meu marido tem a senha do meu blog Viver Sem Pressa, porque SE eu morrer, quero que ele venha avisar vocês o motivo de eu ter parado de escrever.

ARMAZENAMENTO DAS SENHAS

Eu e meu marido temos instalado no nosso celular, o aplicativo 1Password (aplicativo que gerencia senhas em um cofre virtual criptografado e bloqueado). Todo final de ano, checamos se as nossas senhas mais importantes estão corretas. Compartilhamos senhas de e-mails, bancos, corretoras etc.

PLANEJAMENTO FINANCEIRO

Eu cuido da vida financeira da minha família, porque SE eu morrer, minha família vai sentir a minha falta, mas não vai passar necessidades financeiras, como a minha mãe passou, quando ficou viúva aos 35 anos, com 3 filhas pequenas. Também sempre explico para o marido as decisões que eu tenho tomado em relação aos investimentos (o porquê de ter aumentado posição na renda variável, o porquê de não investir mais em CDBs de bancos pequenos etc), pois desta forma, acredito que SE eu morrer, ele vai continuar aplicando a mesma estratégia que eu tenho usado.

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Eu cuido da minha alimentação e da minha família, porque eu sei que SE nós continuarmos comendo muitos carboidratos e açúcares, a chance de termos doenças como diabetes, câncer e obesidade tendem a aumentar. Isso inclui aumento da ingestão de alimentos orgânicos, redução de produtos industrializados e redução de açúcar e carboidratos.

O ÚLTIMO ABRAÇO

Trato meu marido com muito carinho, porque não quero me arrepender SE um dia ele sair de casa para trabalhar e não voltar nunca mais.

Quando minhas filhas me pedem para colocá-las para dormir, coloco para dormir (apesar de ainda ter que cozinhar a marmita do dia seguinte, limpar a casa, estudar), porque não quero me arrepender SE a última palavra que eu disser para elas forem um “não” (há algumas semanas, uma colega me falou que o melhor amigo do filho dela foi dormir no dia anterior e não acordou mais. Ele tinha 13 anos…).

O ÚLTIMO DESEJO: DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Este item eu acrescentei depois que publiquei o post, pois apesar de ter vontade de doar os meus órgãos após a minha morte, fiquei me perguntando se meu marido sabia com clareza dessa minha vontade.

Se você for doador de órgãos, é muito importante deixar claro para a sua família, para que o seu último desejo seja respeitado.

E POR FIM…

Eu penso na morte a todo momento para lembrar como a vida é frágil, e que eu preciso viver de uma forma completa, feliz, sem arrependimentos.

O tempo passa rápido demais e eu preciso aproveitar a jornada da minha vida da melhor forma possível.

E sinceramente? Isso não é sobre comprar coisas, ter coisas para ostentar, viajar para lugares caros, ir em shoppings e torrar o dinheiro.

Quando digo aproveitar a vida é estar presente enquanto estou com as minhas filhas e com o meu marido. Registro mentalmente as brincadeiras que fazemos, os sorrisos, o abraço, o cheirinho, a vozinha infantil me dizendo espontaneamente “ti amu, mamã”, a sensação de ter as mãos pequenininhas em volta do meu pescoço, porque sei que essas mãos um dia vão crescer.

Outro dia, li em algum lugar a seguinte frase “o que você faria se soubesse que o mundo acabaria em 24 horas?”. A minha resposta é simples. Eu só não iria trabalhar. De resto, faria exatamente as mesmas coisas. Estaria com a minha família, preparando uma comida gostosa, abraçados no sofá até o mundo acabar.

São essas ações diárias que faço para não me arrepender. E são justamente essas pequenas ações que acabam me proporcionando uma vida com mais qualidade e toda vez que eu penso nisso, sinto que estou no caminho certo. Daí a percepção de que “coisas” são insignificantes; “pessoas” são importantes.

O post de hoje para alguns, pode soar sobre tristeza, mas não é. É sobre viver e aproveitar o tempo. É um ode à vida.

~  Yuka ~

A importância de ensinar as crianças a compartilhar

Menino, Nas Costas, Irmãos, Crianças, Bonito, Menina

Acho muito importante uma pessoa ser capaz de compartilhar. Só que o que era natural para a geração dos nossos pais, e (um pouco menos) na nossa geração, compartilhar está ficando cada vez mais raro, pois todo mundo vive isolado no seu mundo, no seu quarto, no seu sonho, no seu universo, girando em volta do próprio umbigo.

Hoje em dia, as crianças são estimuladas desde cedo a não compartilhar. Não compartilham o quarto, não compartilham a cama, não compartilham a roupa, não compartilham a comida, , nem o lanche, muito menos o brinquedo…. e quando crescem, acham natural não compartilhar acontecimentos, sonhos, segredos, dúvidas e medos. Não conseguem tolerar o diferente, pois nunca tiveram que compartilhar nada, não tiveram que aguardar a sua vez, a conviver com as diferenças.

Andando na contramão da maioria dos pais, tenho feito algumas coisas com as minhas filhas.

Elas compartilham o quarto

Sim, fiz questão de morar em um apartamento de 2 dormitórios para que elas fossem obrigadas a compartilhar o quarto.

Elas compartilham a cama

Desde que minha segunda filha nasceu, elas dormem em um colchão de casal. No início, fiz isso por uma questão de facilidade, pois eu precisava amamentar a caçula, sem deixar a mais velha de escanteio. Ter um colchão de casal para elas foi a forma que encontrei de estar em contato com as duas no momento do sono.

Só que depois de quase 3 anos, o colchão ainda continua lá (na verdade, consolidou, já que comprei no mês passado um colchão melhor para elas), com a minha filha com os seus quase 5 anos, e a mais nova com os seus quase 3 anos. Quando uma acorda no meio da noite, é esticando a mão e encontrando a outra irmã dormindo, que encontra a paz e adormece em seguida. Por diversas vezes encontrei as duas dormindo abraçadas, ou de conchinha, ou com a perna em cima da barriga da outra.

Quando perguntei para as duas se cada uma queria ganhar uma cama, a mais velha disse que sim, já a mais nova, disse que queria continuar dormindo junto com a irmã. E não é que a irmã resolveu mudar de ideia para atender o pedido da mais nova e  disse que tudo bem continuar dormindo na mesma cama?

Eu sei que daqui a alguns anos, quando elas se tornarem pré-adolescentes, existe a chance delas não quererem ficar tão perto uma da outra, pelo menos por um tempo. Por isso, quanto mais convívio elas tiverem agora, mais tiverem que dividir, compartilhar, melhor.

Elas compartilham o lanche

Quando vou passear em alguma praça, no SESC ou em algum lugar perto de casa, elas acabam pedindo alguma coisa pra comer. Eu geralmente levo frutas para beliscar, mas às vezes, pedem um sorvete. Quando está perto da hora do almoço, eu até atendo o pedido, mas compro apenas 1 e peço para elas compartilharem. E não faço isso pensando no dinheiro, e sim, na aprendizagem que esse ato traz. Chega a ser engraçado ver a cena das duas compartilhando o sorvete. A mais velha é mais ansiosa, então a boca morde mais vezes, enquanto a caçula é bem tranquila. As duas precisam respeitar o ritmo da outra para que elas tenham as mesmas oportunidades de comer e se sentirem satisfeitas.

Elas compartilham roupas

Outra coisa são as roupas. Elas ganham roupas das filhas das minhas amigas e primas. E com isso, sabem que elas ganharam roupa de alguém da mesma forma que no momento em que a roupa ficar pequena, vai passar para outra criança. É o exercício do desapego.

A caçula muitas vezes quer experimentar vestidos da  irmã, enquanto ela tem vontade de usar novamente algumas roupas que já foram passadas para a caçula. Elas já entenderam que quando uma cede, a outra cede também.

Elas compartilham brinquedos

Os brinquedos que compramos, geralmente não são de uso exclusivo para uma única criança (claro que tem coisas que elas ganham só para elas), então elas precisam brincar juntas, se quiserem se divertir para valer. E se brigam por não querer dividir, eu confisco o brinquedo e as duas ficam sem.

Elas compartilham eletrônicos

Muitas casas têm mais de 1 televisão. Na nossa casa, temos só 1. Na hora de assistir desenhos na Netflix, por conta da diferença de idade, elas querem assistir desenhos diferentes. Já ensinei que é 1 desenho para cada. Às vezes até eu entro na rodada só para elas esperarem um pouco mais. Apesar de ter tablet, eu nunca ligo o tablet quando a televisão está ligada e vice-versa para não criar a cultura de enquanto uma assiste algo, a outra vai jogar no tablet.

E qual tem sido o resultado?

Elas são pequenas, e claro que tudo na sua devida proporção, eu já vejo os benefícios pelas decisões tomadas.

As crianças estão aprendendo cada vez mais a pensar na outra pessoa.

A minha filha mais velha já sabe que tem que dar a mãozinha para a caçula na hora de andar na rua, colocando-a para o lado da calçada. Na hora do banho, por diversas vezes, sem eu precisar falar nada, a mais velha ajuda a tirar a blusa enroscada, dá a mão para a caçula não escorregar na hora de entrar na bacia. Eu e meu marido não estaremos aqui para sempre. Então é uma forma das duas se apoiarem, confiarem uma na outra.

Isso reflete inclusive quando vêem uma criança brincando sozinha na praça, elas chamam para brincar junto, oferecem os brinquedos para brincar junto.

Minha mãe olhando isso, passou a colocar o suco de laranja em apenas uma garrafa, ao invés de 2 garrafinhas, como ela fazia antigamente. Ao chegarem em casa, elas tomam um pouquinho e passa para a outra irmã, sempre pensando que a outra ainda não tomou o suficiente. É muito bonito ver crianças de 2 e 4 anos falarem uma para a outra “toma, pode tomar mais um pouquinho”,  “deixei o restinho pra você tomar tudo”.

Ontem mesmo, dei um pouquinho de granola no pote para cada uma, enquanto eu estava preparando o jantar. A caçula terminou antes e começou a chorar, foi quando a mais velha dividiu a sua granola (que já tinha pouco) no pote da irmã, e elas terminaram de comer felizes.

Com tudo isso, espero que elas compreendam o quanto é essencial saber esperar a vez, compartilhar, serem generosas, terem empatia, para que aprendam a importância de se amarem, apesar das diferenças.

~ Yuka ~

 

Alimentação: 16 dicas para economizar sem sacrifícios

Uvas, Cacho, Frutas, Exploração, Colheita, Maduro

Como andam seus gastos de alimentação?

Os meus não estão nada baratos, mas é por um motivo justo: introdução dos alimentos orgânicos.

Então aqui vou dar dicas do que tenho feito para economizar na alimentação, sem sacrifícios:

1.) Aproveite talos e cascas para fazer caldo de legumes

Essa eu aprendi com a minha mãe e também com uma chef de cozinha que fazia a mesma coisa para alimentar sua família de forma saudável, sem desperdício.

Sabe aquelas cascas de legumes e verduras que vão para o lixo? No meu caso, eu guardo tudo num pote de sorvete que fica no freezer. Guardo talos de espinafre, de couve-manteiga, de brócolis, cascas de batata, cenoura, alho, cebola, tudo que basicamente iria para o lixo orgânico, eu armazeno no meu pote.

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Quando o pote fica cheio, eu coloco numa panela de pressão cobrindo com água e deixo por uns 20 minutos. Escorro o caldo, espremo bem os vegetais para soltar mais caldo e guardo no congelador em cubos de gelo.

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Agora vem o pulo do gato. Em que situações eu uso?

  • Ao invés de usar água para cozinhar o feijão, uso o caldo.
  • Ao invés de usar água para fazer carne de panela, uso o caldo.
  • Ao invés de acrescentar água para amolecer uma abóbora (ou um brócolis, ou um chuchu) que está sendo refogada, uso o caldo.
  • Ao invés de usar caldo industrializado para fazer um risoto, uso o meu caldo caseiro.
  • Ao invés de usar água para fazer canja, uso o caldo.
  • Ao invés de fazer missoshiru com água, uso o caldo.

Basicamente no lugar de usar água, eu uso o caldo. Assim, mesmo oferecendo uma refeição básica, há diversos legumes e verduras embutidos dentro da minha comida graças ao meu caldo.

Na minha família, raramente ficamos doentes.

2.) Faça um cardápio semanal (no meu caso, de 3 dias)

Eu sempre tive muita preguiça em fazer o cardápio semanal, porque nunca dava certo. Eu comprava os ingredientes, só que ao longo da semana, me perdia toda na organização. No dia que estava planejado o estrogonofe, eu tinha vontade de comer feijoada. No dia que era para eu comer peixe, tinha vontade de comer ovo. Além de não saber lidar com as sobras. E ainda surgia a dúvida, como vou preparar mais comida, se ainda havia sobras na geladeira?

E com isso eu acabei adaptando o meu cardápio semanal para cardápio de 3 dias. E deu certo. Como o período é curto, consigo prever com mais facilidade, e os gastos com alimentação deu uma boa reduzida. Esse cardápio de 3 dias, muitas vezes acaba virando de 4 dias, 5 dias, dependendo da quantidade que comemos.

3.) Aproveite as promoções de produtos não-perecíveis

Na minha casa, não sei o que acontece, mas azeite e manteiga é uma coisa que consumimos bastante. E com isso, quando esses itens entram na promoção, aproveito e faço um estoque que dura meses!

4.) Compre na quantidade certa

Essa dica parece ser bem óbvia, mas não é que é difícil de acertar? Eu tento comprar na quantidade certa que dura uns 3 a 4 dias, por causa do meu cardápio de 3 dias.

5.) Aproveite os ossos para fazer caldo

Sabe aquele osso que você despreza quando limpa o frango? Adivinhem? Vira caldo. Meu freezer está cheio dessas coisas. Outro dia fiz canja de galinha com o caldo de galinha que a minha mãe sempre faz e deixa estocado no meu freezer. Não usei água. Só o caldo de galinha da minha mãe e o meu caldo de legumes. Ficou super saboroso, além de nutritivo

6.) Aproveite o soro que sobra quando fizer iogurte caseiro

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Esse soro (é o whey protein!) tem diversos nutrientes que podem ser aproveitados:

  • uso para deixar os grãos de molho (feijão, grão de bico)
  • uso substituindo o leite pelo soro quando faço bolo, pão
  • quando faço um omelete, coloco 1 colher de sopa para enriquecer
  • purê de batata? Ao invés de usar leite ou creme de leite, uso o soro
  • quando vou empanar um bife, acrescento um pouco deste soro no ovo.

7.) Use o freezer como aliado

Tem alguns pratos que eu gosto de fazer a quantidade dobrada, como o quibe recheado, feijoada.

Também tenho costume de preparar a massa do cookie e congelar em pequenas porções, assim, sempre tenho cookies quentinhos saindo do forno, disponíveis para comer a qualquer momento do dia.

8.) Transforme as sobras usando criatividade

A carne moída de hoje vira recheio de pastel de amanhã. Se ainda sobrar, vira macarrão bolonhesa. Se ainda sobrar, vira recheio de batata assada.

Sobra de molho branco? Acrescento alguns tipos de queijos e vira creme de queijo com pão italiano.

Vinagrete? Vira bruschetta.

Frango assado do domingo sobrou? E dá-lhe arroz de forno com queijo derretido com tomilho.

Pão velho vira torrada doce ou farinha de rosca.

Quando faço patê de ricota, gosto de temperar com sal grosso e chimichurri. Esse patê que sobra vira recheio do tomate recheado. O recheio do tomate (a polpa) eu guardo no congelador para complementar quando faço molho de tomate.

9.) Vai no supermercado? Não esqueça a lista

Leve uma lista, e seja firme para não comprar coisas desnecessárias, mas flexível o suficiente para substituir uma batata por batata-doce quando estiver na promoção.

10.) Não estoque alimentos além do necessário

Não esqueça que estoque é dinheiro parado na despensa. Organize os produtos de acordo com a validade. Os itens que você acabou de comprar, vai para o fundo da despensa.

11.) Frequente feira de rua

Sai bem mais em conta. Eu não frequento mais, porque agora tenho ido nos mercados que vendem produtos orgânicos. Mas na época em que frequentava feira de rua, era uma economia e tanto no orçamento.

12.) Frequente o açougue

É outro lugar que parei de frequentar por começar a consumir carnes orgânicas. Mas açougue é um lugar que o preço é bem mais em conta do que no supermercado.

13.) Não esqueça os cupons

A maioria dos supermercados já dão cupons para fidelizar os seus clientes. Não se esqueça deles no momento da compra. Aproveito também as promoções dos supermercados em compras online. Essa semana mesmo, ganhei um cupom de 30% para efetuar uma compra no Carrefour online, nem preciso dizer que aproveitei para fazer estoque de alguns produtos.

14.) Tenha um limite de gastos na alimentação

Eu só compreendi a importância de ter um limite de gastos há pouco tempo. Entendi que quando não há um limite de valor, é como se fosse um saco sem fundo. Coloque um valor limite para gastar na alimentação e use a criatividade para não ultrapassar o orçamento.

15.) Evite comprar sem necessidade

Sabe aquele salgadinho que você nem ia comprar, mas colocou no seu carrinho de compras, só porque está na promoção? Como diz o Julius:

16.) Tente reproduzir algumas receitas

Foi assim que eu aprendi a cozinhar coisas gostosas. As receitas tendem a ficar muito mais saborosas usando ingredientes de qualidade: manteiga ao invés de margarina, azeite extra-virgem ao invés de óleo, chocolate de verdade ao invés de achocolatado, leite integral ao invés de água e por aí vai.

E pra quem acha que eu faço todas essas delícias, porque eu amo cozinhar…. vai se decepcionar, porque eu nunca gostei de estar na cozinha. Sempre fui uma negação (minha mãe e meu ex-marido podem confirmar). A cozinha não é um lugar onde sinto prazer em estar, mas aprendi que cozinhar é um ato de amor, da mesma forma que lavar o banheiro não é o lugar que meu marido sente prazer em estar kkkk, mas é um ato de amor. Eu entendi que se eu não sei cozinhar, eu posso aprender. Se eu fizer uma comida ruim hoje, posso tentar novamente amanhã. E foi assim, dia após dia, que hoje, posso dizer que cozinho bem.

~ Yuka ~

Downsizing na vida pessoal: enxugue custos e aumente a eficiência

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No mundo corporativo, downsizing nada mais é do que redução de custos e processos visando a eficiência. É racionalizar todas as etapas com o objetivo de construir uma organização eficaz, mantendo os processos o mais enxuto possível. A médio-longo prazo, essa prática traz diversos benefícios como revitalização da empresa, visão sistêmica, redução nos gastos, eficiência nos resultados etc.

Basicamente é encolher para crescer.

Já pensou em fazer um downsizing da sua vida pessoal?

O downsizing pode ser aplicado em qualquer lugar: no seu guarda-roupa (ter menos roupas para ter mais roupas de qualidade), nos eletrônicos (menos eletrônicos, e ter eletrônicos melhores), nas roupas de cama (ter menos conjuntos para ter lençóis melhores), no relacionamento (ao invés de ter vários colegas, ter poucos melhores amigos), nos passeios (ao invés de gastar dinheiro em qualquer lugar, poupar dinheiro para ir à Europa).

Além disso, há um outro fator que todo mundo ignora, quando gastamos o dinheiro sem pensar: o efeito cascata. Vou dar alguns exemplos.

Quando uma pessoa decide morar em um bairro melhor, a pessoa pensa só no imóvel de forma isolada. Mas há um efeito cascata ignorado. Bairros melhores costumam ter produtos e serviços mais caros, desde supermercado, a feira, açougue, lanchonete, cabeleireiro, manicure, escola das crianças, entre centenas de outros serviços e produtos, porque a priori, as pessoas que vivem nesse bairro, possuem um poder de compra maior. O inverso acontece nos bairros populares.

Outro efeito cascata comum é quando decidimos fazer uma pequena reforma no imóvel. A reforma costuma começar num único cômodo, de repente, estamos reformando a casa inteira, e não o suficiente, passamos a trocar todos os eletrodomésticos, os móveis, enxoval da cama, mesa e banho, com o intuito de nos “adequar” ao novo e reformado imóvel.

Quando resolvemos comprar um carro maior e mais caro do que nosso orçamento permite, o que acontece? Acontece que o seguro do carro é mais caro, o IPVA é mais caro, queremos colocar um combustível melhor no carro, não iremos mais querer estacionar na rua, e assim, os gastos tendem a aumentar.

E sabendo de tudo isso, eu pergunto:

Já pensou em morar em uma casa um pouco menor?

Casas menores utilizam lâmpadas com menos watts, consequentemente gastamos menos energia. Casas menores são preenchidas com móveis menores, um sofá de 2 lugares, uma poltrona, uma televisão de menor polegada, mesa com menos lugares, menos cadeiras.

Morar em uma casa menor, significa gastar menos tempo para limpar a casa, usar menos produto de limpeza para limpar superfícies que são menores, demandam menos tempo de limpeza pelo tamanho de eletrodomésticos serem menores, menos janelas, leva menos tempo para limpar.

Casa menor custa mais barato, tanto para comprar, como para alugar, além de ser mais fácil vender, caso queira se desfazer do imóvel para mudar de bairro, mudar de cidade, mudar de país.

Ter um guarda-roupa compacto significa refletir quais roupas terão prioridades na nossa vida, poucos calçados, poucos acessórios, o suficiente para nos sentir feliz.

Viver em um lugar menor significa fazer escolhas. Não podemos ter diversas louças, diversas taças, copos, talheres, panelas. Temos menos espaço para armazenar tralhas. Então, aos poucos, aprendemos a fazer escolhas acertadas, a viver com o que nos agrada, e é aí que mora uma das maiores vantagens de viver em um lugar menor: a possibilidade de viver somente com as coisas que nos agradam.

Viver menor não significa morar com menos.

Se no geral, compraríamos um sofá grande e de qualidade mediana, podemos comprar um sofá menor com qualidade superior. Se geralmente usamos roupas de lojas fast-fashion, podemos passar a comprar roupas de qualidade, com tecidos que tenham caimento melhor no nosso corpo. Se comemos qualquer porcaria na rua, podemos deixar de comer essas coisas e gastar igual ou até menos, comendo alimentos melhores, fazer uma refeição mais saudável.

Fazer uma análise da situação atual, rever metas, redimensionar a vida (antes que seja tarde demais), acaba nos proporcionando uma vida com mais qualidade, com mais liberdade.

Experimente viver com menos, enxugando custos, e aproveite para aumentar a qualidade da sua vida.

~ Yuka ~

Se você quer ter mais tempo, não faça mais rápido. Faça mais devagar.

Animais, Aves, Pardal, Natureza, Plumagem, Caneta

Sei que o título deste post soa estranho… as pessoas costumam falar exatamente o contrário: “assista vídeos no YouTube na velocidade acelerada”, “faça cursos de leitura dinâmica”, “faça tarefas com mais rapidez”, e se puder, “faça duas coisas ao mesmo tempo”.

Eu já devo ter contado pra vocês, que no meu auge da ansiedade, andava de bicicleta ergométrica, assistia televisão, conversava no celular (com o pescoço torto) e com as mãos livres, simplesmente tricotava para fazer um cachecol para mim… tudo-ao-mesmo-tempo!

Eu era produtiva? Sim. Eu era estressada? Sim.

E com isso, eu aprendi que de nada adianta sermos uma pessoa produtiva, mas estressada e mau-humorada.

Se queremos ter mais tempo de qualidade, devemos focar em 5 coisas:

1.) Desacelerar

Copa, Bebidas, Mãos Segurando, Bebida, Exploração

Se quer desacelerar, devemos pensar devagar, digitar devagar, ler um livro devagar, andar devagar, cozinhar devagar, conversar devagar. Acredite, o mundo desacelera quando nós desaceleramos primeiro. O tempo anda mais rápido ou mais devagar conforme o nosso ritmo.

2.) Fazer uma única coisa por vez

Discussão, Restaurante, Negócios, Loja De Café

Quer ouvir uma música? Ouça só a música. Mas feche os olhos e curta muito.

Vai almoçar? Então almoce prestando atenção no sabor e nas mordidas que está dando.

Vai conversar com o amigo? Preste atenção nele e esqueça o celular.

Fazer uma única coisa por vez é algo extremamente difícil nos dias de hoje. Nós temos o costume de tomar banho pensando na comida que iremos comer. Comemos pensando no filme que queremos assistir. Assistimos o filme pensando no horário que temos que dormir. E assim, vivemos dia após dia, sem estarmos presentes.

3.) Definir prioridades

Porta, Design De Interiores, Entrada, Escolha, Home

E aí surge a grande dúvida:

– Se fizer as coisas mais devagar, teremos menos tempo ainda.

Isso mesmo. Teremos que escolher quais atividades serão as mais importantes para a nossa vida.

A verdade é que não dá para fazer tudo o que a gente quer, não dá para assistir todos os filmes, ler todos os livros, conversar com todos os amigos, ter uma casa impecável todo os dias. É impossível.

Você vai ter que escolher qual filme vai assistir esta semana, qual livro quer ler este mês, decidir com quais amigos irá se encontrar desta vez, qual cômoda irá limpar hoje.

É assim que funciona o poder da escolha.

E escolhendo o que é mais importante na sua vida, você vai entender como desacelerar o tempo, como ser mais produtivo, como fazer tudo (entenda o “tudo” como “apenas” o que é importante) e dar a sensação de que hoje, valeu a pena viver.

Escrevi o post de hoje, porque no A riqueza da vida simples, muitas pessoas perguntaram como eu consigo fazer tantas coisas ao mesmo tempo, sendo que trabalho fora, faço comida todos os dias, sou mãe de 2 crianças pequenas, não tenho diarista, não tenho carro, etc.

Com a correria do dia-a-dia, nos falta tempo. Nos falta disposição, ânimo, energia… comigo também não é diferente.

Praticamente o nosso dia vai embora depois que voltamos do trabalho, também pudera, passamos de 10 a 12 horas fora de casa se contarmos o trajeto de ida e volta ao trabalho.

Prioridade.

Esta palavra é o que dita a regra em casa.

Para fazermos uma determinada atividade, precisamos deixar de executar as outras, porque simplesmente não temos tempo, nem condições físicas, nem mentais para fazer tudo com perfeição.

Se decido que levar as crianças para brincar na rua aos fins-de-semana é uma prioridade para mim, eu não vou poder gastar o dia inteiro fazendo faxina em casa. Isso significa que eu tenho que me virar para parcelar a faxina ao longo da semana. Na segunda-feira talvez eu limpe a sala, na terça-feira o banheiro, e assim por diante.

Se eu quero facilitar a minha faxina, para justamente não precisar contratar alguém para me auxiliar na limpeza, preciso escolher entre ter a sensação gostosa nos pés de ter um tapete em casa ou eliminar o tapete para facilitar a limpeza. Aqueles bibelôs que eu trazia de viagens que pegam mais poeira do que qualquer outra coisa, são itens que não existe mais em casa. Desisti de ter uma cama arrumada ao estilo MMartam por ser simplesmente impossível pra mim. A casa vai se tornando minimalista, e por ter menos coisas, a faxina e a organização se torna mais fácil.

Se eu decido que eu quero tomar o meu café da noite com o meu marido, porque pra mim é importante ter esse nosso tempo de conexão, significa que eu preciso deixar de fazer algo. No caso, eu quase não passo mais roupas. Não passo toalhas, lençol, calças, e a maioria das minhas blusas. E com isso, eu aprendi a escolher roupas que tenham tecidos que não amassam.

Todo dia é dia de escolher o que será prioridade e o que será renunciado.

4.) Mantenha sua rotina simples

Outono, Chá, Queda, Piquenique, Bebida, Orange, Cookies

Nós não precisamos ir a um super parque de diversões para divertir as crianças. Já percebeu que as crianças brincam em qualquer lugar? Leve as crianças para a praça mais perto da sua casa e uma bola. Só isso já será suficiente para elas se entreterem por algumas horas.

A mesma coisa vale para os adultos. Não precisamos ir até a cafeteria badalada, pegar o carro, dirigir até o local, procurar um estacionamento, enfrentar fila… Procure uma boa cafeteria perto da sua casa e aproveite para incentivar o comércio do seu bairro.

5.) Use o seu tempo de forma inteligente

Argila, Plano De Fundo, Bebida, Cozido, Pequeno Almoço

Outra coisa que costumo fazer é criar um “Banco do Tempo” pra mim. Quando faço massa dos cookies, duplico, ou até mesmo triplico a receita e congelo em porções pequenas. O tempo de preparação é o mesmo, só que aí eu passo meses sem precisar fazer a massa, lavar a louça e tudo mais. O único trabalho é o de colocar alguns cookies congelados na assadeira e depois de 15 minutos tenho cookies quentinhos saindo do forno. Talvez muitos de vocês achavam que eu realmente fazia os cookies do zero, mas não. Esse é o segredo para ter cookies sempre fresquinhos para a minha família e para oferecer às visitas. Faço a mesma coisa quando faço feijoada, lasanha, quibe recheado, molho de tomate caseiro. Essas porções de comida me ajudam a alimentar a família, quando por algum motivo algo sai do controle (no meu caso particular, é a preguiça).

Todos os dias, eu tenho o costume de antes de dormir, decidir fazer 1, ou 2 coisas que serão prioridades pra mim no dia seguinte. Pode ser uma comida gostosa, passear, levar o liquidificador para consertar, arrumar o guarda-roupa, enfim, eu decido o que será a prioridade do dia. Desta forma, não me sinto sobrecarregada e ainda fico com sensação de dever cumprido ao terminar a tarefa. Parece pouco, mas termino a semana tendo feito de 10 a 20 coisas importantes. Imagina isso ao longo de um ano? Tem funcionado muito bem. A lista é bem variada e não tem regra nenhuma:

  • agendar dentista + preparar bruschetta com brie e geléia de morango
  • pegar o resultado do exame laboratorial + levar as crianças pra brincar
  • assistir um filme com marido + limpar os azulejos da cozinha
  • chamar a vizinha pra tomar café em casa + separar roupas para doação
  • fazer backup do meu celular + pensar na viagem das férias

Também respeito muito a minha disposição física e mental do dia. O blog Viver Sem Pressa é um grande exemplo disso. Vocês sabiam que há muitos e muitos posts escritos que já estão agendados até maio de 2020? Ou seja, tenho posts que serão publicados semanalmente sem eu fazer nada até maio de 2020. Me permito fazer isso, porque simplesmente tem meses (sim! MESES) que eu não tenho inspiração, ou disposição ou simplesmente tempo para escrever. Então quando estou inspirada, escrevo 10, 20 posts de uma única vez. É isso que permite que o blog tenha posts novos toda semana, sem falta. Não importa se estou com indisposição, se estou sem tempo, se estou viajando, pois o post já está pronto.

Já nos momentos de ócio ou alguma atividade operacional, eu aproveito para fazer duas coisas ao mesmo tempo. Por exemplo, aproveito para ler um bom livro, ler notícias e blogs que gosto no caminho de ida e volta ao trabalho (no metrô). Também ouço (ao invés de assistir) vídeos do YouTube sobre temas de meu interesse enquanto estou cozinhando e lavando louça. E assim, eu consigo fazer com que o meu dia renda um pouco mais.

Dito tudo isso, há uma palavra de peso: consistência. Só faça! Faça o que for possível. Se só é possível arrumar a gaveta no meio do caos da casa inteira, tudo bem. Se na correria toda, você conseguiu preparar uma macarronada simples para a sua família, tudo bem. Se não conseguiu dizer eu te amo para o seu marido, porque simplesmente esqueceu, tudo bem, amanhã você tenta não esquecer. A consistência, a médio-longo prazo, torna-se um hábito, e aí que a magia começa.

Para desacelerar, mantenha sua rotina simples, defina prioridades e busque consistência. Não crie tantas expectativas e permita-se falhar.

~ Yuka ~

Como os excessos da sua vida distancia da Independência Financeira

Rústico, Tabela, Madeira, Café, Hospitalidade, SimplesUm dos segredos que eu descobri com o minimalismo é que a sensação de satisfação e gratidão chega na nossa vida quando encontramos o equilíbrio da nossa própria suficiência.

Suficiência é a quantidade que basta para sentirmos satisfeitos.

Eu entendo que quando ultrapassamos a linha da suficiência, dá início ao desperdício. E o que mais vemos no mundo de hoje, são excessos.

1.) IMÓVEL MAIOR DO QUE O NECESSÁRIO

Você mora em uma casa maior do que a sua necessidade? Quantas pessoas moram com você? Às vezes moramos sozinhos, em 2 pessoas, até mesmo um casal com 1 filho, e mesmo assim, moramos em um apartamento de 3 dormitórios.

O quarto excedente se torna escritório, quarto de hóspedes (que raramente é utilizado para tal finalidade) ou até mesmo o quarto da bagunça.

Já vi também aposentados morando sozinhos em casas desproporcionais à sua nova realidade, onde os filhos já cresceram e saíram de casa.

Para todos esses casos, o potencial do apartamento não está sendo utilizado.

E tudo isso vem acompanhado de 2 coisas: gasto de dinheiro e de gasto de tempo.

A conta de luz que vem mais alta por ter uma metragem maior, além do condomínio e o IPTU que pagamos a mais também pela metragem extra. Não podemos esquecer do tamanho dos móveis que devem ser proporcionais ao tamanho da casa, e também no valor da reforma que custaria para trocar um piso, pintar a parede etc.

Além do dinheiro, gastamos também tempo. Tempo para limpar uma casa maior, tempo para organizar, tempo que você precisa trabalhar para poder gastar dinheiro para manter o seu estilo de vida com excessos.

2.) MAIS ROUPAS, SAPATOS, BOLSAS DO QUE O NECESSÁRIO

Você tem mais roupas do que precisa? Mais sapatos do que o necessário? Mais bolsas, acessórios? Tudo isso é dinheiro parado dentro do guarda-roupa. Além de perder mais tempo no momento de escolher a roupa (é muito mais fácil escolher entre 10 opções de roupa, do que 100), a chance das roupas ficarem amarrotadas e perdidas dentro do guarda-roupa é muito grande.

3.) MAIS COMIDA DO QUE CONSEGUE COMER

No restaurante, você coloca mais comida no prato do que consegue comer? Compra mais verduras, legumes e frutas do que a sua família consegue consumir na semana? Quanto de comida vai para o lixo toda semana?

Durante a refeição, você já se sente satisfeito, mas continua comendo? Novamente, são os excessos. Aqui, desperdiçamos comida, desperdiçamos dinheiro, perdemos saúde e ganhamos peso.

4.) MAIS ESTOQUE DO QUE O NECESSÁRIO

Os produtos de higiene que comprou em excesso por estar na promoção, chegou a ver a data do vencimento? O produto de beleza, produtos de higiene, os mantimentos, todos possuem data de validade.

5.) COMPRAS POR IMPULSO

Se empolga nas promoções de Natal, Black Friday, e compra além do necessário? Quantas coisas têm em casa que simplesmente você não usa?

6.) UM MODELO DE CARRO MAIS POTENTE DO QUE REALMENTE PRECISA

E o carro? Talvez você tenha um carro mais potente do que precisa realmente. Anda só pela cidade, mas tem um modelo off-road. Tem um carro esportivo, mas mal tem tempo para curtir. Se usa apenas para ir e vir ao trabalho, não compensaria ter um carro mais simples?

7.) ASSINATURAS… PACOTES…

Será que você tem um plano de celular superior ao que você usa? Já chegou a conferir? Será que um plano um pouco inferior não daria no mesmo?

Você assina TV a cabo, mas tem tempo para assistir tudo?

Você assina o plano de internet, mas chegou a conferir se está pagando um plano superior ao que você utiliza no mês?

8.) A IMPORTÂNCIA DE OLHAR COM OUTROS OLHOS

Reveja tudo o que tem dentro da sua casa. Você realmente usa tudo? Já pensou que tem muito dinheiro adormecido? Se você tivesse menos coisas acumuladas, talvez pudesse morar em uma casa menor, pagar menos IPTU, menos luz, menos em móveis, televisão com polegada menor… Você demoraria menos tempo limpando a casa, gastaria menos com manutenção dos objetos. E talvez com todos os “menos” da vida, poderia ter mais qualidade de vida morando em um bairro melhor, gastar menos tempo no trânsito, fazendo mais coisas que gosta, gerando menos estresse, gastando menos dinheiro com terapia, remédios…

Aliás, quantas cadeiras tem na sua casa, e quantas são usadas diariamente? Quantos jogos de prato tem na sua casa? Quantas xícaras, quantas canecas? A gente guarda para as visitas e ocasiões especiais, mas será que as visitas vêm com tanta frequência assim, que vale a pena ter um conjunto só para as visitas? Ocasião especial não seria todos os dias com a sua própria família?

Veja que em nenhum momento esse post faz apologia à pobreza, a economizar com sacrifícios, a viver abaixo do que você merece. Todos nós trabalhamos duro, e sabemos que o dinheiro não vem fácil. Por isso mesmo, precisamos aprender a gastar de forma inteligente e impedir os gastos inúteis, para justamente usar o dinheiro em coisas que nos traz felicidade.

Repense e reavalie.

“Todo excesso é energia acumulada em local inapropriado, estagnando o fluxo da vida. Excesso de excessos corresponde à falta de si mesmo. E se o que te falta é você, nada poderá preencher esse vazio…” Eurípedes Barsanulfo

~ Yuka ~

A riqueza da vida simples

Não sei para vocês, mas eu acho um luxo quando consigo fazer doces muito mais saborosos que as lojas oferecem. Quando vejo meu marido lambendo os dedos, e minhas filhas brigando pelos cookies quentes que acabaram de sair do forno, só consigo dar risadas de alegria.

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Alguém lembra ainda do post de 2017 do meu pão caseiro? Depois de tantos anos, meu marido continua comendo de joelhos.

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Ou da minha granola caseiríssima, que me fez impedir de comer outras granolas vendidas por aí, por achar ruim demais…

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Também tem o meu tomate seco banhado em azeite extra-virgem.

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Os muffins deliciosos e saudáveis, recheados de castanhas, nozes, amêndoas…

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O vinagre aromatizado que eu sempre faço e ainda dou de presente para algumas pessoas…

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A pizza profissional que aprendi a fazer na boca do fogão… nham nham nham.

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Os brinquedos que fiz para as minhas filhas…

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Fora a decoração do meu casamento que foi feito todo por mim:

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A verdade é que nunca foi pelo dinheiro. Eu tenho prazer em transformar coisas, da farinha para o pão, do papel para um cartão, do tecido para uma colcha, de um pedaço de madeira em armários.

E assim, dá a impressão de que o relógio vai voltando no tempo. Enquanto o fast-food vira obrigação, em casa temos o slow-food. Faço pão, bolo, pizza, esfiha, sovar massa já está se tornando um hábito. Enquanto as famílias fazem o passeio em shoppings, gostamos de ir em parques. Festas de aniversários em buffet, mas em casa é festa de aniversário familiar, como foi na nossa época. Roupas rasgadas são jogadas fora, enquanto eu conserto com a minha máquina de costura. Happy-hour no bar, enquanto os meus amigos frequentam a casa e abrem a geladeira.

Eu tenho curiosidade em descobrir até onde uma pessoa tem capacidade em aprender coisas novas.

Eu ainda quero aprender a fazer um pão italiano, a fazer queijos artesanais, a arte do ourives em fabricar jóias, quero um dia soprar vidro, aprender a cortar cabelo, a preparar comida mexicana e peruana, quero um dia voltar para a Grécia e reproduzir a comida que experimentei lá.

Um dos meus maiores prazeres de viver atualmente é esse: aprender.

~ Yuka ~

 

Como poupar 70% do salário

Lucro, Empresário, Finanças, Calculadora, Moedas

Hoje vou compartilhar o caminho que eu percorri até chegar num ponto de poupar cerca de 70% da renda familiar.

Para os que me seguem recentemente e acham que vivo na miséria, segue um panorama geral da minha vida: moro em São Paulo, em um bairro de classe média, a 1 quadra de uma linha de metrô, sou casada e tenho 2 crianças pequenas. Tenho plano de saúde familiar, apesar de não ter carro, ando de Uber e alimento minha família com alimentos orgânicos. Não sou empresária, nem ganho um super-salário.

E o que eu fiz para conseguir poupar cerca de 70% da renda familiar?

Lembrando que há uma série de fatores que faz com que a pessoa consiga (ou não) fazer o que eu vou compartilhar aqui, desde valor do salário, o custo familiar, se precisa ajudar alguém da família, o bairro que mora, a cidade que mora etc. Então avalie as dicas de acordo com a sua realidade, ok?

1.) Anote todos os gastos de forma minuciosa

Anote tudo, tudo, tudo, desde a bala Juquinha até o eletrodoméstico que precisou trocar. Sem anotação, não terá como fazer o diagnóstico da situação financeira. E sem diagnóstico, não dá para saber onde poupar e onde gastar. Faça disso um hábito.

2.) Crie grandes grupos de gastos

Agora que já temos listado todos os gastos, separe em grandes grupos.

Por exemplo:

Transporte = Uber, metrô, ônibus

Contas = aluguel, condomínio, luz, gás, internet, celular

Alimentação = supermercado, feira, açougue, padaria

Saúde = plano de saúde, remédios

Lazer = restaurante, cinema, viagem

Educação = escola, cursos, livros

3.) Faça uma análise de onde e como o dinheiro está sendo gasto

Agora que os gastos foram classificados em grandes grupos, você terá uma noção de quanto se gasta em cada grupo. Avalie onde está sendo gasto o seu dinheiro. Vai se surpreender o quanto gasta em lazer, o quanto gasta em alimentação e no transporte, ou até mesmo em coisas que nem julga ser prioridade. A partir do momento que entender onde o seu dinheiro é gasto, poderá avaliar como está sendo gasto. Será que o Uber está sendo utilizado mais do que o necessário? Será que está indo a restaurantes numa frequência muito maior do que o esperado por mês? Só você poderá ter essa resposta.

4.) Estipule cotas mensais

Estipule um valor mensal a ser gasto em cada grupo.

Se decidiu que o teto mensal para gastar na alimentação será de R$1.000,00, dê os pulos necessários para alcançar a meta. Vale ir na feira, eliminar desperdícios, procurar promoções nos supermercados, fazer estoque de alguns produtos que não são perecíveis etc.

Faça a mesma coisa em todos os outros grupos como Lazer, Transporte, Educação…

O truque é estipular um teto de gasto mensal. Quanto quer gastar na alimentação? E no transporte? E no lazer?

5.) Seu companheiro é do seu time, e não o seu adversário

Você deve conhecer aqueles casais que possuem tudo separado, conta separada, investimentos separados, um não sabe o que o outro faz com o salário que recebe.

Quando a gente une forças e passa a remar no mesmo ritmo, o barco anda muito, muito mais rápido.

Meu marido acredita tanto no meu projeto FIRE, que faz de tudo para me ajudar a tampar os ralos dos gastos desnecessários, para que possamos gastar em coisas que traz felicidade para a família.

6.) Comece poupando 10% (ou com qualquer porcentagem que conseguir)

Ninguém ‘normal’ consegue poupar 60% a 70% do salário assim, de cara (a não ser que a pessoa ganhe um super-salário). É um processo que demora anos, e também reconheço que não é todo mundo que conseguiria fazer isso, pois dependeria muito do valor que recebe de salário. Comece com 1%, 5%, 10%, e vá aumentando aos poucos.

7.) Toda vez que tiver um aumento de salário, finja que nada mudou e poupe a diferença que recebeu a mais

Vou dar um exemplo do que aconteceu mês passado. Meu marido foi contratado por uma Universidade e ele teve aumento salarial, mas nós continuamos com os nossos gastos de sempre, fazendo o que sempre fizemos. A única coisa que mudou na nossa rotina do mês anterior para esse mês foi no valor do aporte que aumentou.

8.) Toda vez que receber o 13 salário, poupe

“E vou pagar o IPVA como?”, “Vou viajar como?” Bom, temos o ano inteiro para planejar, então não conte com o dinheiro do 13. salário.

9.) Toda vez que receber restituição do imposto de renda, poupe

O mesmo conselho que o item anterior.

10.) Toda vez que alcançar a meta anterior, tente superar no mês seguinte

Faça avaliação constante para ver onde há ralos nos gastos. Aprenda a substituir os gastos, sem diminuir a qualidade. A intenção aqui não é economizar por economizar, e sim, eliminar apenas os gastos desnecessários.

11.) Faça revisão do orçamento sempre que puder

Eu faço sempre. Toda vez que o mês termina, eu avalio os gastos do mês anterior, e analiso onde eu abusei, se comprei coisas sem necessidade, se comi demais em restaurantes, se gastei além da conta no lazer… Fazemos essa revisão orçamentária com o único intuito de usar o dinheiro de forma inteligente. Às vezes, isso significa gastar mais no mês atual, por termos economizado muito no mês anterior.

12.) Aprenda a viver com o suficiente

Todo excesso gera desperdício. Não compre comida em excesso, não compre mais roupas do que consegue usar, não compre mais sapatos do que consegue calçar, não more em um apartamento grande que não consiga limpar sozinho. Avalie seus excessos e viva com foco no que é essencial para você.

13.) Aprenda a fazer as coisas por conta própria

Aprenda a consertar coisas básicas. Aprenda a cuidar da sua casa vendo vídeos no YouTube. Aprenda a fazer pequenos consertos na roupa. Aprenda a cozinhar pelo menos o básico. Aprenda a cuidar de si mesma (cuidar do cabelo, da pele, unha, pés, hidratação etc). Aprenda a limpar a sua casa.

E como arranjar tempo para fazer tudo isso se o tempo já é tão escasso?

Ué, é só deixar de acompanhar a vida dos outros pelo Facebook, Instagram, WhatsApp, assistir televisão ou perder horas navegando na internet, que tenho certeza que vai começar a sobrar mais tempo.

14.) Saiba a diferença entre padrão de vida e qualidade de vida

Padrão ou nível de vida se refere à qualidade e quantidade de serviços disponíveis a uma pessoa ou a uma população inteira. (Wikipedia)

Qualidade de vida leva em conta não só o nível de vida material, mas também fatores mais subjetivos envolvidos na vida humana, como lazer, segurança, recursos culturais, de saúde mental, etc. (Wikipedia)

Eu e meu marido aumentamos sempre a qualidade de vida, raramente o padrão de vida. As pessoas não entendem como a gente consegue viver bem e poupar bastante, mas o segredo é esse: colocamos como prioridade a qualidade de vida da família.

Ao invés de morar longe do trabalho e ter um carro, decidimos morar perto e eliminar o gasto do carro. Assim, com o dinheiro que eu não gasto com o carro, eu consigo pagar a diferença do valor do aluguel do meu apartamento em um bairro bom. O fato de morar em bairro bom acaba me permitindo economizar em outras áreas, como na escola e no lazer, já que há praças, parques, centros culturais, bibliotecas, SESC etc à disposição.

15.) Seja sincero: é necessidade ou ostentação?

Toda vez que eu compro algo, faço a seguinte pergunta: é necessidade ou ostentação? E não vale mentir, dizendo que algo é necessidade, sendo que é ostentação. Eu não tenho necessidade de ter, nem de ostentar, nem de mostrar, nem de provar. Eu tento viver a minha vida da melhor forma possível, e nem sempre isso significa abrir a carteira.

Posso dizer que eu e meu marido estamos muito satisfeitos com a vida que temos hoje.

~ Yuka ~

Pizza profissional na boca do fogão: é possível?

*não é publieditorial

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Eu tive o grande prazer de descobrir que SIM.

Há algumas semanas, eu assisti um vídeo do Eduardo Perrone, onde ele apresentava o forno da Stone in Box. De cara, eu fiquei doida. Doida, porque eu e meu marido somos loucos por pizza. E também como uma boa virginiana, sou perfeccionista, então se for para me aventurar em fazer uma pizza em casa, tinha que ficar igual a pizza de pizzaria, e não como aquelas pizzas caseiras de massa murcha e mole.

A minha, eu paguei cerca de R$800.

Aqui no meu bairro, uma pizza boa, custa em média R$80. Tem também as de R$40, mas essas não acho tão gostosas, então prefiro a de R$80. Em casa sou eu, meu marido e mais 2 crianças, então (por enquanto) 1 pizza tem bastado, mas qualquer pessoa já pode prever que muito em breve, terei que pedir 2 pizzas que custará nada mais, nada menos do que R$200.

Pensando nisso, e também no prazer genuíno que sinto em fazer as coisas por conta própria (quem já se esqueceu que eu mesma pinto as paredes da minha casa, monto e desmonto com facilidade um guarda-roupa, instalo armários, costuro roupas, faço pão caseiro, pão doce, granola, geléia, iogurte grego, etc). A pizza seria só mais um dos tantos desafios.

Pela foto inicial do post, vocês já devem ter percebido que a pizza foi um sucesso aqui em casa. Já prometi que vou convidar mais pessoas para fazer uma rodada de pizza em casa. E foi uma pena que eu tirei poucas fotos da preparação da pizza, porque a princípio, não pensei em postar aqui no blog.

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Aqui estão os produtos da Stone in Box.

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Olha que fantástico, a espátula de inox serve também como tampa do forno. Design é tudo.

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As letras vazadas servem como chaminé.

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Eu só tenho essa foto pra provar que fui eu mesma que fiz a massa.

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Aqui a Stone in Box, já com o fogo ligado. Eu liguei 2 bocas do fogão. Em cerca de 15 minutos, o forno tinha alcançado inacreditáveis 500 graus, temperatura mais que suficiente para fazer uma pizza de pizzaria.

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Enquanto o forno aquecia, abri a massa da pizza, coloquei o molho de tomate (caseiro, obviamente), palmito de boa qualidade e catupiry. Acho que exagerei no recheio… a empolgação e a euforia nesse momento era tanta que eu esqueci de colocar as azeitonas.

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Pizza dentro do forno, o apartamento cheirando a pizzaria. Tudo acontece muito rapidamente. Em contato com a pedra refratária, a massa da pizza cresce imediatamente. Em menos de 5 minutos, a pizza já está pronta.

 

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Primeira pizza saindo! Gritos de alegria e pulos de euforia pela casa toda rs. Recheio transbordando… bordas crocantes por fora e macias por dentro.

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E depois mais outra, e mais outra, e mais outra! Olhem essa borda digna de pizzaria.

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Agora por um outro ângulo. As pizzas parecem pequenas nas fotos, mas não eram. Acho que devia ter em torno de 25cm a 30cm. Da próxima vez vou tentar esticar mais a massa para ficar mais fininha.

No dia seguinte, eu e meu marido levamos a pizza na nossa marmita. E confirmamos: ainda era pizza de pizzaria.

Viver de Renda, esse post é pra você.

O forno foi aprovado, recomendadíssimo, propaganda gratuita mesmo, porque valeu muito a pena.

Para quem tiver curiosidade, aqui está o site da Stone in Box.

E também o vídeo do Eduardo Perrone, onde tudo começou:

Olha que molho de tomate lindo de fazer: tomates assados com azeite e sal.

~ Yuka ~

Realize seus sonhos e ainda poupe todos os meses para a sua aposentadoria

Portugal, Lisboa, Europa, Europeu, Arquitetura, Capital

Há algum tempo, uma leitora fez a seguinte pergunta:

“Se só dispomos de R$1.000 por mês para investir e ainda não tenho reserva de emergência, mas tenho muitos sonhos, como poupar para uma viagem (curto prazo), a compra de um carro (médio prazo), compra de um imóvel (longo prazo) e fazer uma reserva para a independência financeira (aposentadoria, como quiser)? Devo dividir este valor em partes iguais ou proporcionais e começar vários investimentos, ou focar em um de cada vez? Porque se vou focar na reserva para a aposentadoria, isso quer dizer, que não poderei usufruir de uma viagem ou de ter meu imóvel? Não sei se ficou claro o que eu quero dizer, mas sinto que toda esta questão me paralisa, porque parece que se invisto em somente um sonho para alcançá-lo mais rápido, ou um pouquinho em todos, não chegarei a lugar algum.”

Eu achei essa dúvida maravilhosa, porque é a mesma dúvida que eu tinha quando estava iniciando meus investimentos. Só que no meu caso, eu não tinha ninguém pra perguntar e acabei aprendendo na base do erro mesmo.

Então fui lá nos comentários, resgatei a resposta, complementei mais um pouco, e resolvi postar aqui como um dos posts, pois tenho certeza que poderá servir de “guia” para muitas pessoas.

1.) A reserva de emergência é uma necessidade

Esse item, não há discussão. É uma necessidade.

Tente poupar todos os meses até conseguir juntar a quantia referente a pelo menos de 3 a 6 meses do seu custo mensal. Se ganha um salário de R$4.000, mas seu custo de vida é de R$3.000 mensais, tenha pelo menos R$9.000 na poupança. “Ah, mas a poupança não tem rendimento bom”. Não é para se preocupar com rendimento, a reserva de emergência é para conseguir resgatar o dinheiro numa situação hipotética de um domingo às 3h da madrugada.

Muita gente, na ânsia de começar a investir, já vai direto na corretora para investir nos CDBs, no Tesouro Direto, FIIs, ações etc. E isso é um grande erro. A reserva de emergência existe justamente para evitar que paguemos juros (do cheque especial) ou multa por resgatar um investimento antes da hora, por um surgimento de uma emergência. Se você for uma pessoa controlada, não precisa ter 6 meses a 1 ano do salário na reserva de emergência. Eu mesma, tenho apenas 2 meses de salário, mas toda vez que preciso usar uma parte do valor por qualquer motivo que seja, logo no mês seguinte, reponho o valor que retirei.

2.) O próximo passo é começar a investir

Eu preciso falar sobre 2 coisas:

1.) Você vai aprender errando. Isso será inevitável. A pessoa que não investe por medo de errar nos investimentos, infelizmente, nunca vai entender que é errando que se aprende.

2.) Escolhas deverão ser feitas. Sim, você não vai ter tudo nessa vida. Se seu salário for baixo, e você decidir ter um carro, pode ser que não dê para custear as viagens. E o motivo é muito simples: um carro custa caro, não só no momento da compra, mas para mantê-lo. O preço que pagaríamos em um carro, poderíamos investir na própria aposentadoria. E o preço para manter um carro, poderia nos custear 1 viagem internacional por ano.

Compreende quando falo em escolhas?

Não dá para ter tudo.

3.) Aprenda a fazer escolhas modestas (pelo menos no início)

Se quer viajar nos primeiros anos de aporte, opte por viagens nacionais, diria até regionais, no próprio Estado onde mora, evitando o período de alta temporada que é mais caro.

Se por exemplo, você consegue juntar R$1.000 por mês, crie metas. Esses R$1.000 mensais iriam para a conta da aposentadoria. Quando conseguir juntar R$15.000, dê um presente para você, fazendo uma viagem gastando R$1.000 para algum lugar perto da sua cidade. E dá pra viajar sim, nas férias passada eu mesma fui para Águas de Lindóia levando 4 pessoas por 3 noites, e paguei R$1.200 com tudo incluso (hospedagem, ônibus, 3 refeições por dia, etc).

Realizar sonhos é importante, porque é o que nos anima para economizar mais e rever os gastos, pois sabemos que chegando na meta dos R$15.000, poderemos gastar R$1.000 para curtir uma viagem.

Depois, cria-se a próxima meta: juntar mais R$15.000 para fazer uma outra viagem. Se demoramos para juntar o dinheiro, a viagem pode ser postergada em mais de 1 ano, 2 anos, só dependerá da nossa capacidade de poupar.

E é assim que realizamos os sonhos e juntamos dinheiro para a aposentadoria.

Vai ter uma hora, que você terá R$100.000 ~ R$300.000 investidos que renderão de juros aproximadamente de R$1.500 a R$4.000 por mês.

Concorda que nesse momento, você pode até pensar em fazer uma viagem internacional que não vai afetar o bolso?

4.) E o imóvel?

Referente ao imóvel próprio, eu prefiro aguardar alguns anos para comprar.

Pagar aluguel não é jogar dinheiro fora, por mais que as pessoas insistam nisso. Seria jogar fora se não juntasse dinheiro, mas se consegue guardar dinheiro, é só fazer uma pesquisa rápida no Google que vai entender a matemática por trás desta conta e que morar de aluguel é algo vantajoso na maioria dos casos.

Eu moro de aluguel e posso dizer que meus investimentos alavancaram depois que passei a entender isso.

5.) Mesada pra que te quero…

Não pense que só por que você tem suas metas de aposentadoria, ter um carro, um imóvel ou qualquer outro sonho, que nunca mais vai poder comprar alguma bobeirinha, almoçar com os amigos, comprar roupa, presente para os outros etc.

Estipule uma mesada mensal (de valor baixo, pelo amorrr). É com essa mesada que você vai poder almoçar com seus amigos, comprar alguma coisa que esteja com vontade, sem passar por grandes privações.

Esses pequenos mimos são importantes para conseguir manter o plano em pé, já que o sonho de ser FIRE é um projeto longo, muito longo. Conforme a conta de investimentos for engordando, a sua vontade de comprar coisas supérfluas começa a cessar e seus sonhos começam a se concretizar.

É um círculo virtuoso.

~ Yuka ~

Meu plano para atingir FIRE

Pessoas, Mulher, Viagens, Aventura, Caminhada, Montanha

Nem parece, mas já faz 8 anos que eu invisto meu dinheiro todos os meses, sem falta.

Na verdade, destes 8 anos, foram 3 anos poupando e 5 anos investindo.

Atualmente, eu invisto cerca de 70% da renda familiar. Muito? Sim, até pra mim. Eu nunca imaginei que um dia conseguiria poupar tanto, mas eu e meu marido além de sermos minimalistas, acreditamos firmemente no FIRE (Financial Independence Retire Early – Independência Financeira, Aposente-se Cedo).

Quem quiser saber mais sobre FIRE, há diversos posts no blog sobre esse assunto:

Em 2012, eu comecei economizando os 10% do meu salário. Só que conforme eu fui acostumando a viver com 90% do salário e a poupar os 10% restantes, fui revendo o orçamento, avaliando e substituindo os gastos, alguns eu consegui eliminar, e assim, passei a viver com 80% do salário, depois 70%, depois 60%. Quando recebia aumentos salariais (o que é raríssimo acontecer onde eu trabalho), mantinha o foco e poupava a diferença. E depois de tantos anos, a partir desse mês passei a poupar cerca de 70% da renda familiar, mesmo com o nascimento de duas filhas nestes últimos 4 anos.

Se nossas crianças já fossem adultas, eu e meu marido já seríamos FIRE, pois nós já alcançamos o valor que duas pessoas conseguem viver de renda passiva de forma confortável pelo resto da vida.

Mas como vocês sabem, eu tenho 2 filhas pequenas, e tenho consciência de que os gastos ainda irão aumentar ao longo dos anos. Terei gastos com escola, uniforme, roupas, cursos, lazer, viagens, alimentação, mesada… então o valor para alcançar a independência financeira da família é mais alto, considerando que quero uma vida confortável para 4 pessoas por um período muito, muito longo.

E AFINAL, QUAL É O MEU PLANO PARA ATINGIR FIRE?

Posso dizer que o meu plano está bem adiantado.

Se tudo sair como esperado, faltarão 8 anos para atingir FIRE.

Como já disse em posts anteriores, gosto de fazer projeções extremamente pessimistas, então eu projetei que daqui a 2 anos nós não aportaríamos mais nada. Meu marido está com um contrato numa universidade pública de professor visitante por 2 anos (daí a certeza de que ainda posso contar com a renda do marido até 2021). Depois desse contrato, não sei se ele conseguirá continuar na área da pesquisa, visto as decisões do governo atual em cortar o financiamento das pesquisas no Brasil. Por isso, considerei um cenário (que cá entre nós, é bem improvável de acontecer) que daqui a 2 anos, teremos APORTE ZERO por mais 6 anos. Ou seja, eu passaria a viver somente com o meu salário, e deixaria o patrimônio intacto por mais 6 anos, para engordar somente com o poder dos juros compostos.

Eis o resultado:

  • de hoje até 2021: aporte de quase 70% da renda familiar (2 anos)
  • de 2021 a 2027: aporte zero (6 anos)

Se a partir de 2021, eu não aportar mais nada, absolutamente nada, conseguirei ser FIRE em 2027, ou seja, daqui a 8 anos.

Minhas filhas terão 12 anos e 10 anos. Eu terei 46 anos.

COMO É POSSÍVEL ALCANÇAR FIRE COM APORTE ZERO?

Eu e meu marido tivemos um grande plano, antes da primeira filha nascer. Apesar de muitos falarem que filhos davam gastos, sabíamos que nos primeiros 6 anos, elas não dariam tantos gastos. Optamos em não gastar dinheiro com festas em buffet, álbum de fotos com fotógrafos profissionais, compra de roupas novas com frequência, creche particular, brinquedos fora de períodos festivos e viagens internacionais.

Eu e meu marido já viajamos juntos para diversos países como a Grécia, Holanda, França, Estados Unidos, Canadá, etc. Então resolvemos dar uma pausa nas viagens para o exterior durante 6 anos, primeiro porque achamos que vale mais a pena fazer viagens longas quando as crianças fossem maiores, e segundo porque daria uma acelerada no projeto FIRE.

Eu sempre soube que o maior gasto ainda estava por vir: educação, escola, saúde, cursos extracurriculares, viagens, experiências, alimentação… O valor da fralda, roupas e remédios esporádicos seriam valores até que controláveis, se comparado com o valor que passaríamos a gastar com todo o resto que vem junto com o crescimento das crianças.

Sabendo que bebê e criança não reclama se está usando roupa usada, se está usando roupa da moda, se ganhou brinquedo caro ou barato, eu e meu marido prometemos um ao outro que enquanto elas não completassem 6 anos, nós continuaríamos vivendo de uma forma frugal. Hoje minha filha mais velha tem 4 anos. E com isso acabou que coincidentemente juntando com o contrato de 2 anos do meu marido, já que ela terá 6 anos daqui a 2 anos, ou seja, o tempo que havíamos estipulado para permanecermos firme e forte na meta FIRE.

Colocamos a cabeça para funcionar e percebemos que as creches municipais de bairros de classe média alta possuíam vagas sobrando (porque a maioria dos ricos não querem colocar seus filhos em creches públicas), enquanto creches municipais de bairros de periferia estavam com filas gigantescas. Dito isso, nos mudamos para um bairro melhor e as crianças passaram a frequentar a creche municipal do bairro (o que para muitos seria considerado um gasto, para nós foi economia). Além disso, compramos brinquedos bons somente 3 vezes por ano (aniversário, dia das crianças e Natal), ganhamos roupas das filhas das minhas amigas e primas. Ao invés de comprar pronto, faço muitos cookies, bolos, pães, salgadinhos, tortas, coisas gostosas pra gente comer.

Apesar do orçamento enxuto, tomamos decisões inteligentes na hora dos gastos. Há alguns anos, meu marido quase comprou um óculos escuros de uma marca que ele nunca tinha ouvido falar, porque estava 50% mais barato do que o óculos que ele queria, um Ray-ban. Falei pra ele parar de fazer economia porca e comprar o mais caro, que é o que ele sempre quis. Passados 3 anos, ele está muito satisfeito com o óculos dele. Talvez se tivesse comprado o mais barato, ainda estaria com vontade de ter o modelo que ele sempre sonhou.

Uma situação semelhante aconteceu no mês passado, ele precisava comprar um casaco para ir trabalhar. Ficamos na dúvida entre um mais barato, um médio e mais caro. Após avaliar a boniteza do casaco, o tecido e durabilidade, optamos por comprar o mais caro, pois achamos que vai durar pelo menos 10 anos.

A minha vida é simples, não tenho luxo, apesar de ter bastante conforto. Moramos em um bairro bom, comemos alimentos orgânicos, temos plano de saúde, internet rápida em casa, mas além de termos colocado as crianças na creche pública, não temos carro, moramos de aluguel, marido vai de bicicleta pro trabalho e eu de metrô, levo marmita para o trabalho, não temos TV a cabo, nem frequentamos restaurantes renomados. São decisões muito acertadas que tomamos.

A contagem regressiva para aporte zero são de exatos 24 meses a partir deste mês. Em 2021, poderei passar a usar todo o meu salário (se assim eu desejar) para a educação das crianças, cursos, viagens, etc. Ainda não irei largar o emprego, porque a estratégia é engordar o patrimônio por mais alguns anos, mas poderei permanecer no aporte zero, pois já terei o montante mais que suficiente para gerar o efeito bola de neve.

E QUANDO CHEGAR O MOMENTO?

Bom, aí vou ver o que faço, mas acredito que irei pedir exoneração do meu serviço público.

Mas seguindo o conselho do Sr.IF365, não direi que será uma aposentadoria, e sim um período sabático, já que muitas pessoas torcem o nariz achando que vamos ficar sem fazer nada pelo resto da vida (e se eu não quiser fazer nada, qual seria o problema?).

Eu gosto muito dessa área de finanças, tenho prazer em ler tudo que é relacionado a finanças e investimentos. Talvez eu faça algo nessa área, talvez não. Eu só quero ter o tempo livre para fazer do mundo o meu parque de diversões. Eu sempre achei um desperdício uma pessoa ficar trancada em um escritório pelo resto da vida. Quero aprender diversas coisas, não quero me amarrar em um único trabalho.

Será o início de uma vida onde terei domínio sobre o meu próprio tempo. Poderei fazer o que eu quiser.

Serei livre, e o melhor, ainda jovem.

~ Yuka ~

Procure e conviva com pessoas que alimentam a sua alma

Homens, Mulheres, Vestuário, Casal, Pessoas, Feliz

Quem são essas pessoas, afinal?

Não, não são pessoas que sempre concordam com você.

Não são pessoas que sempre passam a mão na sua cabeça.

Não são pessoas que sorriem para você.

Pessoas que alimentam a sua alma são raríssimas de encontrar.

São pessoas que você se sente bem mesmo no silêncio. São pessoas que querem realmente o seu bem (e por mais absurdo que possa parecer, tá difícil de encontrar). São pessoas que falam a verdade, mesmo quando você ainda não está pronto para ouvir, mesmo quando você sabe que é verdade, mas não quer acreditar. São pessoas que dizem a verdade, quando ninguém mais tem coragem de dizer.

São pessoas que esticam os braços para você, para ajudar a subir na vida. São pessoas que colocam os nossos pés no chão, mas ao mesmo tempo nos mostra o potencial que nem sabemos que possuímos. São pessoas que confiam no que falamos.

Depois que eu quis sair da matrix da classe média, e passei a não concordar em ter que trabalhar tantas horas para alguém, de ficar tanto tempo longe de casa, das crianças, do marido, de postergar cursos e hobbies que gostaria de fazer, percebi o quanto era difícil alguém acreditar no que eu falava, eu parecia um extraterrestre. Lembro até do meu marido falando como chegava a ser engraçado e inacreditável as pessoas não acreditarem em mim.

Afinal, onde estão as pessoas que acreditam na gente, no nosso potencial e nos ajudam a crescer como pessoa?

Em todos os lugares. Mas precisamos achá-las. Eu encontrei muitas dessas pessoas graças a esse blog.

Muitas dessas pessoas só estão aguardando a oportunidade de nos conhecer melhor. Pode ser o seu colega, a moça do caixa do supermercado, o professor da sua filha, a sua vizinha de apartamento, o colega da internet.

Eu tirei a sorte grande de casar com uma dessas pessoas.

~ Yuka ~

 

 

A árvore que dava dinheiro

Aveia, Cereais, Campo, Alimentos, Grãos, Saudável

Há muito tempo, quando minha filha nasceu, eu ganhei uma semente.

Essa semente, não era uma semente normal que conhecemos. Era uma ideia. Uma ideia de que era possível ser livre, através da Independência Financeira. Até então, eu achava que aposentadoria era só após os 60 anos. Acreditava que era financeiramente independente. Eu pagava as minhas contas e vivia por conta própria. Esse era o meu entendimento sobre o conceito independência financeira.

Foi por um acaso que eu descobri que o termo Independência Financeira tinha um outro significado: na comunidade americana FIRE (Financial Independence and Retire Early – na tradução livre, significa Independência Financeira, Aposente-se Cedo) dizemos que alguém alcançou a Independência Financeira quando os rendimentos financeiros oriundos dos investimentos são suficientes para manter o seu estilo de vida, pelo resto da sua vida. Ou seja, a pessoa está livre para trabalhar no que quiser, mesmo que ele não gere nenhuma renda.

Muitas pessoas também ganharam a mesma semente, mas a maioria não acreditou que ela daria frutos e simplesmente jogaram fora.

Eu levei essa semente para casa e mostrei ao meu marido, que também acreditou que era possível germinar essa ideia para tornar real o nosso sonho de ser livre.

Antes de plantar a semente em qualquer lugar, eu estudei muito. Estudei qual seria o melhor local para a semente germinar, fincar raiz, multiplicar e produzir frutos.

E decidi plantar a semente em uma terra fértil, escolhendo um bom lugar para colocar meus ativos financeiros. Então eu abri uma conta em uma corretora financeira independente, ao invés de permanecer na comodidade que os bancos traziam. Meu marido me ajudou a regar, dia após dia, economizando nosso salário, ajudando a analisar o orçamento familiar.

Germe, Planta, Alimentos, Sementes, Crescer, Verde

Estava tão empolgada com essa nova possibilidade de viver e contei para muitas pessoas, muitas mesmo. Mas a maioria preferiu não prolongar a conversa, outras foram descrentes e algumas até debocharam de mim, dizendo que eu estava regando algo que não daria em nada, que eu era muito inocente por acreditar nisso, que eu acreditava numa utopia.

Eu ignorei todas essas pessoas e durante muitos anos, reguei a semente, cuidei da terra, tirei os insetos, aguei. Poupei todos os meses, fiz anotações no meu orçamento mensal, repensava os gastos, e não só aprendi a poupar, como aprendi a gastar o dinheiro de forma inteligente e finalmente a investir.

Percebi que não adiantava somente regar com água. Era necessário adubar a terra. Eu comecei a aumentar o tamanho do meu aporte, cortando gastos desnecessários.

Como sou funcionária pública, não tenho a opção de receber aumento por metas, nem ganhar participação de lucro, muito menos reajustes anuais para acompanhar a inflação. O que eu podia fazer e que estava ao meu alcance era descobrir onde estava gastando meu dinheiro e economizar no que podia.

 

Gota De Água, Regar As Plantas, Plug, Fundição, Água

Os primeiros anos foram os mais difíceis: cuidar de algo que ainda não era visível. Mas superado os primeiros anos, mais especificamente entre o quinto e sexto ano, percebi que a muda, antes tão pequena, estava crescendo cada vez mais rápido. Era o meu patrimônio crescendo.

Como a muda era pequena e frágil, eu precisava tomar muito cuidado para que qualquer vento não a derrubasse. Ficava atenta em não gastar meu dinheiro em coisas desnecessárias, consumir de forma irresponsável, não ir atrás das modinhas etc. Da mesma forma que muitos ventos derrubam as plantas que ainda são frágeis, também sentia isso na pele. Algumas pessoas questionavam o meu estilo de vida. Só que eu sempre soube onde eu queria chegar, sabia qual era o caminho que estava trilhando, sabia que eu tinha escolhido um caminho que poucos se aventurariam.

Jardins Da Baía, Flor, Planta, Singapura, Natureza

A árvore tem crescido e depois de tantos anos, finalmente os frutos começaram a brotar. Foi quando pude perceber que tinha feito a escolha certa no momento certo. Digo momento certo, porque eu e meu marido éramos jovens, não tínhamos filhos, nossos gastos eram pequenos. Os juros compostos começaram a surtir o efeito da bola de neve.

Quanto mais tempo eu deixava, mais a árvore crescia, mais o tronco engrossava e mais sólida ela se tornava, dando cada vez mais sombras e frutos frescos. Essa sombra, que antes mal me protegia, protegia agora a minha família do sol e da chuva.

Os frutos começaram a dar novas sementes e agora tendo o conhecimento e sabedoria do que fazer com as sementes, novas árvores começam a brotar.

Árvore, Paisagem, Campo, Filiais, Ecologia, Brilhante

Com novas árvores nascendo, pude começar a testar se algumas fórmulas funcionavam. Se algo desse errado com as novas sementes, sabia que as árvores antigas iriam me proteger dos períodos difíceis. Com isso, passei a ter mais coragem para arriscar, a ir atrás dos meus sonhos antigos. Se antes, o fracasso poderia acabar com a minha vida financeira, hoje, o fracasso nada mais é do que uma parte fundamental para o meu crescimento. E não posso deixar de concordar com a frase que ouvi outro dia: “o fracasso é o suor do sucesso”.

Uma única atitude tomada há muitos anos, de cuidar de uma semente, me trouxe segurança financeira para várias gerações.

Quem não conhece minha história de vida, se me conhecerem daqui a alguns anos, pode achar que eu tive sorte. Mas para usufruir desta sombra, eu fiz muitas escolhas. Fiz renúncias que a maioria das pessoas desdenharam.

Mas engana-se quem pensa que vivo uma vida de miséria e sacrifícios. Vivo uma vida de abundância, onde cada escolha reflete na decisão que eu acho mais importante, graças ao minimalismo. Minimalismo é sobre ter o que nós mais queremos. Minimalismo é saber o que é essencial e eliminar o resto.

Todas as decisões que eu tomei, entre gastar e economizar, fazer escolhas inteligentes e eliminando gastos desnecessários, culminaram na minha vida de hoje.

Deixei de assistir televisão, acompanhar as redes sociais, comecei a focar no que era importante. Também estudei nas madrugadas, enquanto dava de mamar para as minhas filhas, li diversos livros com uma luz baixa para não acordá-las. Já perdi as contas de quantas vezes adormeci de cansaço, na mesa do escritório, enquanto estava estudando.

Primavera, Árvore, Flores, Prado, Tronco De Árvore

Hoje a gente sabe o porquê disso tudo. A grande sombra da árvore que está se formando, foi fruto de uma decisão, de centenas de escolhas e milhares de pequenos esforços que fiz há muitos anos e que continuo fazendo. Não nasci em berço de ouro, sou assalariada, não ganho salário alto.

Daqui a poucos anos, eu e meu marido não precisaremos mais aportar. Nossos aportes se tornarão insignificantes se comparado ao rendimento que recebemos todos os meses. Os rendimentos continuarão sendo reinvestidos para engordar o patrimônio, até o momento que decidirmos parar de trabalhar.

Enquanto isso, toda a nossa renda oriunda dos salários poderão ser gastos para colocar as nossas filhas em uma escola de qualidade, continuar morando onde moramos atualmente, colocar as duas (no momento certo) em alguns cursos que achamos importante como música, esporte, idioma, além de proporcionar viagens e experiências.

As sementes estão aí, sendo distribuídas a todo momento. Quantas você já jogou fora?

Não seja como os outros, acredite ser possível.

Saiba que 2 coisas serão decisivas:

Decisão. Prioridade.

~ Yuka ~

A vida se torna mais fácil quando temos menos coisas

Volkswagen, Aventura, Viagens, Vw, Jornada, Van

Já faz um tempo que eu percebi que a sensação de liberdade que eu sinto está diretamente ligada com a quantidade de coisas que eu possuo.

Eu já tive imóvel próprio, morei inclusive em uma cobertura. Descobri a duras penas a inveja que meu imóvel provocava nos outros moradores do prédio. Era uma encheção de saco pra tudo. Quando reformei, queriam entrar no meu apartamento sem a minha autorização, queriam ver o piso que estava colocando, que tipo de bancada havia instalado na minha cozinha, que tipo de churrasqueira havia construído.

Na época, esse meu apartamento estava com infiltração. Conversei com a moradora do andar de baixo e combinei com ela de que arrumaria o meu apartamento e depois arrumaria o dela. Paguei uma pequena fortuna para contratar uma empresa especializada para colocar manta dupla.

Eu vendi o apartamento há alguns anos e hoje eu moro de aluguel. Foi a melhor decisão que já tomei na minha vida.

Como as infiltrações me perseguem, no imóvel que eu moro atualmente, há também uma infiltração que está estragando o apartamento do andar de baixo. A única coisa que eu preciso fazer hoje é pegar o telefone e informar a imobiliária. O pedreiro disse que teria que quebrar o banheiro (reformado, por sinal) até descobrir o ponto exato da infiltração. Só imaginei no gasto que o proprietário terá com a reforma no banheiro. Já eu, não vou ter gasto algum.

Outra coisa, é que acabaram de vender para uma construtora, o terreno enorme que fica bem em frente ao apartamento que eu moro. Isso significa que a chance de perder o sol da manhã nas janelas da sala e dos quartos será enorme. E agora? Bom, se incomodar muito, é só eu mudar. Aliás, se o barulho e a sujeira incomodar também, é só eu mudar.

Eu também já tive um carro. Lembro das inúmeras vezes em que fiquei presa no engarrafamento de São Paulo, naquele calor infernal de 40 graus, no meu carro popular sem ar-condicionado (com as janelas fechadas por medo do assalto). Perdi as contas das vezes que chorei dentro do carro, por simplesmente não aguentar ficar tanto tempo presa dentro do carro por causa do trânsito.

Hoje, eu ando de metrô e Uber, e tenho o hábito de ler enquanto isso. Eu moro perto do meu trabalho, moro perto de supermercados, da escola das crianças, dos consultórios médicos, e com isso, a maioria das coisas consigo fazer a pé.

Eu não tenho uma bicicleta, mas eu já sei que o dia em que tiver vontade de andar em uma, vou alugar essas bicicletas que estão espalhadas pela cidade. Assim, não tenho a preocupação em limpar, fazer manutenção, encher os pneus…

Não tenho vestidos de festa no meu guarda-roupa… E é maravilhoso isso, porque eu sempre fui magra, mas depois engordei um pouco na minha gravidez, engordei mais um pouco na minha segunda gravidez e as roupas já não serviam mais… depois de uma reeducação alimentar eu consegui emagrecer tudo o que eu tinha ganhado nos últimos 4 anos. Se eu tivesse roupas de festa, com certeza teria perdido todos eles. Hoje, se eu precisar de um vestido de festa, alugo sem hesitar.

Adoro lavar meus sofás, colchões, almofadas e travesseiros com a máquina extratora. Essa máquina consegue tirar marcas e manchas profundas e é tudo de bom. Só que faço isso apenas 1 vez por ano. Eu não compraria uma máquina caríssima para usar apenas 1 vez por ano e deixar encostada 364 dias no depósito. Eu prefiro alugar. Ligo para a empresa e em algumas horas a máquina é entregue na portaria do meu prédio, tudo de uma forma muito simples.

Todas as minhas fotos estão salvas no Google Fotos e sincronizadas automaticamente do meu celular. Sei que se roubarem o celular, todas as fotos (que para mim, é uma das coisas mais importantes que eu tenho) estarão armazenadas em um lugar seguro.

Os livros preferidos também estão no Google Drive, quando quero rele-los, baixo no meu Kindle.

Tenho poucas roupas, o suficiente para usar todas com frequência e praticamente tudo combina com tudo o que eu tenho, então não perco tempo pensando se aquela saia combina com aquela blusa.

Brinquedos que minhas filhas não brincam mais, são vendidos em sites de desapego e com o dinheiro arrecadado, compro novos brinquedos. Bom para quem comprou por um preço de banana, bom para mim que tenho oportunidade de destralhar e reduzir.

As poucas coisas que eu tenho faz com que eu more num apartamento com tamanho razoável, nem mais, nem menos metro quadrado do que eu preciso. Não há um único lugar da casa que eu não use com frequência. E isso facilita tudo, desde a manutenção da casa, na limpeza e faxina, até no pagamento do condomínio, que geralmente é proporcional ao tamanho do imóvel.

Pra quê acumular?

Conforme desapego das coisas, as coisas mais importantes vão se sobressaindo, que são as pessoas e os momentos.

E com isso, a única certeza que eu tenho é que a vida vai se tornando cada vez mais fácil quando temos menos coisas.

~ Yuka ~

Independência Financeira para casais com filhos

Hoje era para publicar um outro post, mas como Sapien Livre publicou uma entrevista que eu fiz para ele sobre Independência Financeira para casais com filhos, resolvi postar aqui também.

Aliás, hoje à tarde vou conhecer pessoalmente o Sapien. Tomaremos um café. Em tempos de internet, conhecer uma pessoa que admiro, que busca igualmente ser FIRE como eu, será divertido.

Independência Financeira para casais com filhos

Por: Sapien Livre

Foto: Imagem por publicCo – Pixabay

Muitos casais que eu conheço costumam me falar que gostariam muito de buscar a independência financeira (IF), porém por serem casados e com filhos isso seria impossível.

Para provar que é possível, tenho a honra de apresentar um casal que está nesta caminhada pela IF e já poderão se aposentar (se quiserem) nos próximos cinco anos.

A Yuka é autora do site Viversempressa.com, e no formato perguntas e respostas nos dá uma verdadeira aula de como podemos buscar a independência financeira se fizermos escolhas inteligentes buscando valorizar aquilo que é importante.

1 – Com que idade começou a pensar em IF?

A IF ainda é uma coisa recente na minha vida. Tem a mesma idade que a minha filha: 4 anos. Foi por causa da minha filha que eu tive vontade de ser livre, e foi assim que descobri sobre a Independência Financeira.

2 – Sempre teve disciplina financeira?

Mais ou menos. Eu já juntava dinheiro, mas por não ter objetivos claros, gastava tudo quando surgia oportunidade. Como eu também não tinha conhecimentos sobre investimentos, rentabilidade, juros compostos, a impressão que me dá hoje é que eu não saía do lugar.

3 – Quantos anos ao total acredita que precisam para alcançar a IF?

Na minha concepção, é preciso uma média de 20 anos. Os 10 primeiros anos com aportes fortes e os 10 anos seguintes para que o tempo trabalhe a favor dos juros compostos. Eu já poupava e investia há 9 anos. Hoje, mesmo se eu zerar os aportes, a minha IF será garantida em breve, graças ao poder dos juros compostos em cima do montante já acumulado.

4 – Com que idade, de acordo com seu planejamento chegará a IF?

Na minha projeção pessimista, quando comecei a pensar na IF, a aposentadoria seria aos 50 anos. Conforme os anos e os meses vão passando, os valores e a rentabilidade são reajustados, e na minha última projeção (ainda pessimista) eu alcançaria a IF com 46 anos, ou seja, daqui a 8 anos. Mas sinceramente? Ultimamente tenho achado que alcançarei a IF daqui a 5 anos.

5 –  Teria alguma dica prática para o casal que deseja iniciar essa jornada?

Vejo muitos casais que fazem as contas isoladamente. Uma pessoa paga o condomínio, a outra as contas de luz, gás, água etc. Em outros casos, decidem pagar as contas proporcionalmente de acordo com a porcentagem do salário recebido. Ou seja, lutam isoladamente, e não como um time. Acho fundamental que unam forças, independentemente do salário recebido. Isso significa somar os salários, descontar todos os pagamentos e aportar tudo o que sobra. No meu caso, isso fez total diferença no controle dos gastos, na eficiência dos aportes, na velocidade que estamos conseguindo alcançar a IF, e consequentemente na união do casamento.

6 – Qual o seu conhecimento em investimentos? Acha que é necessário manjar muito de números para investir?

Eu sou da área de humanas, e sou péssima em números. Meu marido que é da área de exatas fala que eu sou a prova viva de que não é preciso ser expert em matemática para entender sobre investimentos. É mais um mito criado para que fiquemos dependentes dos gerentes dos bancos, analistas financeiros, etc.

7 – Qual característica/comportamento você considera ser essencial para ser um FIRE?

Acreditar que é possível ser FIRE. Eu percebo que as pessoas desistem antes mesmo de começar. Desistem sem tentar, porque simplesmente não acreditam ser possível aposentar cedo. A outra coisa que eu considero importante, é entender que quando estamos deixando de ter algo hoje, não estamos fazendo sacrifícios, e sim, escolhas, já que há uma diferença enorme entre as palavras “sacrifício” e “escolha”.

8 – Para casados e com filhos, a IF é só para quem tem alta renda?

Para quem já tem filhos, compreendo que a IF será um pouco mais demorada, pois o período de maior gasto já se iniciou. Aquela sua pergunta inicial onde respondi que dos 20 anos de jornada, os 10 primeiros anos seriam aportes fortes, eu entendo que para um casal que já tenha filhos, o aporte seria mais restrito, e consequentemente os juros compostos dos 10 anos seguintes seriam menores. O que não significa que não é possível trilhar a jornada para alcançar a independência financeira, mas o casal terá que se ajustar e fazer escolhas acertadas para que a IF seja possível.

9 – Qual a maior dificuldade na caminhada FIRE para um casal?

É fazer com que o seu parceiro acredite no seu sonho. Não é uma caminhada rápida, e sim uma longa e demorada jornada. Já faz um tempo que eu tenho ensinado investimentos e FIRE para alguns amigos. Para os casados, a primeira coisa que eu sempre falo é para nunca, nunca, nunca deixar o parceiro para trás. Ele PRECISA estar no mesmo barco que o seu, porque se isso não acontecer, a médio/longo prazo, acredito que o casamento irá acabar. Nós, que acreditamos no FIRE, sabemos que a independência financeira é uma jornada muito solitária. E esse é mais um motivo para não deixar o parceiro para trás.

10 – O que diria para casais que usam os filhos como “desculpa” para não investir?

A desculpa não é somente filhos. É o emprego chato, é o salário baixo, é o cansaço, é a falta de tempo, é não ter ninguém para incentivar… enquanto a culpa for sempre do outro, nada mudará. Há pessoas que falam que fariam o que eu faço SE tivesse um salário maior, SE tivesse mais tempo, SE os filhos fossem maiores… Só que o que funciona é trocar o SE pelo APESAR. Apesar de não ter um salário alto, vou enxugar os gastos para aumentar o aporte. APESAR de não ter tempo, vou começar a estudar mais, deixando de acessar as redes sociais. APESAR dos filhos serem pequenos, farei escolhas inteligentes para gastar menos sem eles passarem necessidades. Essa é a pequena diferença que faz total diferença.

11 – O que acredita ser o maior diferencial para seguir rumo a IF?

Ser minimalista. O minimalismo nos ensina a fazer escolhas inteligentes, já que focamos no que é essencial e eliminamos o resto. Quando passamos a focar no que é essencial, todas as coisas mais importantes passam a sobressair: família, momentos, prioridades, escolhas… Eu tenho consciência de que o fato de saber exatamente o que eu quero e o que eu não quero, ajuda a fazer escolhas melhores, compras eficientes, que consequentemente traz economia e aportes maiores.

12 – Como lida com o orçamento familiar e os naturais desejos das crianças por brinquedos  e diversão?

Em relação à diversão, eu sou meio que contra pagar por diversão. Eu cresci em Santos, brincando na areia da praia, nadando no mar, frequentando orquidários e parques gratuitos. E é isso que eu tento reproduzir, apesar de morar em São Paulo. Minhas filhas frequentam parques, praças, Sescs, centros culturais, eventos gratuitos em Shoppings, além de brincarem na areia da praia e nadar no mar quando vou para Santos.

Em relação a brinquedos, eu ensinei desde cedo que elas precisam fazer escolhas. Não pode ter todos os brinquedos, mas pode escolher 1 para o dia das crianças (mais aniversário e Natal). Só que eu compro apenas quando a data está próxima, e isso faz com que eu possa frequentar lojas de brinquedo sem estresse, pois elas sabem que irão apenas olhar e anotar mentalmente o que vão querer pedir de presente. Saber fazer escolhas é fundamental.

13 – Tem alguma pergunta que eu não fiz que gostaria que tivesse feito? ( Poderia perguntar e responder? rsrs) 

Dizem que só é possível enriquecer (ou no caso dos FIREs, tornar livre) quando empreendemos. E não é verdade. Pelo menos não é somente desta forma que se enriquece. Mesmo sendo assalariada, com carteira assinada, estou prestes a ter a minha liberdade em alguns anos. Tudo se resume a gastar menos do que recebe e investir a diferença. Não é mágica, é comprometimento. Aliás, um comprometimento de décadas, daí a importância de se divertir durante a jornada FIRE.

Olha só que incrível, um casal jovem com filhos que irá alcançar a independência financeira antes dos cinquenta anos de idade. Em um momento em que aposentadoria tradicional está virando conto de fadas ou coisa para privilegiados, mais do que nunca é importante planejar nossas finanças.

E você, ainda acredita que a Independência financeira é impossível para casais com filhos?

Link para o post original: Independência Financeira para casais com filhos

~ Yuka ~

Os 13 erros que eu cometi nos investimentos

erros de investimento

A maioria das pessoas que eu conheço que não investem, é porque têm medo de cometer erros.

Se essas pessoas soubessem que errar faz parte do processo de aprendizagem, perderiam o medo que impede de ganhar dinheiro. Outro dia li em algum lugar que o fracasso é o suor do sucesso. E essa frase faz todo sentido, fracassar faz parte natural do processo de quem busca o sucesso.

Dito isso, hoje vou compartilhar os erros nos investimentos que cometi ao longo desses anos:

1.) Não ter começado mais cedo

Esse com certeza é o calcanhar de Aquiles de todo investidor. Se soubéssemos naquela época o que sabemos hoje, muitos de nós já seríamos financeiramente independentes. Maaaas, como a realidade nunca é cor-de-rosa, tento sempre lembrar da frase “antes tarde do que nunca”. Essa frase serve para os que estão começando a investir aos 40, aos 50, aos 60…

2.) Comprei Títulos de Capitalização

Fiz essa “cagada” com o primeiro salário de estagiária que recebi. Fui na agência bancária toda contente dizendo que queria investir, e o gerente muito gentil, me vendeu Títulos de Capitalização como se fosse o supra-sumo dos investimentos. Até que depois de alguns meses, descobri que o saldo total estava menor do que o valor inicial e só então entendi que título de capitalização não era investimento.

3.) Deixar o dinheiro na poupança por medo de perder dinheiro

Deixar dinheiro na poupança é a única certeza que temos que perderemos dinheiro por conta da inflação.

4.) Fiz uma Previdência Privada

Durante muitos anos, minha mãe sempre insistiu para que eu tivesse um plano de previdência privada. Para a época que a minha mãe contratou, o plano realmente poderia ser razoavelmente bom. Mas lá fui eu de novo cair no canto da sereia do gerente e saí do banco com um plano de previdência privada VGBL. Depois de alguns anos, já com o salário maior, me orientaram para alterar o plano para PGBL, mas teria que sacar todo o saldo para iniciar tudo de novo. Não preciso nem dizer que perdi uma parte do dinheiro para impostos e taxas.

5.) Fiz uma Previdência Privada para meu marido

Não bastasse eu ter colocado meu dinheiro na previdência privada, ainda obriguei meu marido a ter um. Só que depois de alguns meses, já mais educada financeiramente, vi que a rentabilidade era muito abaixo do esperado. Quando resolvi sacar, simplesmente perdemos 30% do montante total em impostos e taxas. Meu marido espumou pela boca nesse dia rs.

6.) Iniciei pagamento do INSS para o marido

Como meu marido era bolsista de doutorado e ele nunca tinha contribuído para o INSS, comecei a pagar INSS para ele garantir a aposentadoria. E depois de 1 ano eu mudei de ideia. Achei mais inteligente investir por conta própria.

7.) Aceitei ter uma conta Personnalité do Itaú

A condição para que fosse taxa zero era que tivesse investimentos na conta. E eu achava que meu dinheiro estava em boas mãos, até que um dia parei para fazer as contas, e descobri que o cafezinho estava me custando muito caro. Era muito mais inteligente da minha parte colocar o dinheiro no Tesouro Direto e ter rendimentos maiores, do que deixar no Personnalité e ganhar um descontinho na taxa da conta-corrente.

8.) Vendi as ações da Petrobrás e da Vale do marido

Eu simplesmente liquidei as posições das ações da Petrobrás e da Vale do marido, sem ao menos ter estudado sobre ações. Logo depois, as ações tiveram uma alta.

9.) Comprei ações de empresas sem estudar fundamentos

Esse é outro caso. Comprei ações de empresas que não tinham fundamentos, e a cotação não parava de cair, até que vendi.

10.) Vendi ações na hora errada

Quem compra ações utilizando o método Buy & Hold sabe que da mesma forma que compramos ações devagar, o ideal é sair devagar. Eu não fiz isso. Apesar de nessa época já saber como analisar empresas, eu simplesmente liquidei todas as posições quando no início o ano surgiu uma notícia que me desagradou da Qualicorp. Desde então, ele não para de subir, e só essa semana, deu uma alta de 35%…

11.) Vendi bitcoin…

De novo, o mesmo erro. Eu tinha comprado bitcoin quando a cotação estava a 9 mil reais. Ele começou a subir, subir, subir, até que chegou aos inacreditáveis 70 mil, e eu lá, firme, forte e feliz. Até que a cotação começou a cair, a cair, a cair, e eu vendi quando chegou nos 13 mil reais. Detalhe, depois que vendi, ele começou a subir de novo. Fiz a famosa “compra na euforia, vende no pânico”.

12.) Perdi dinheiro fazendo day-trade, operando com robôs

Meu marido é um santo. Cometi todos esses erros e a única coisa que ele faz é sorrir e dizer que só aprende quem erra. Eu perdi 35 mil reais fazendo day-trade… Sem comentários.

13.) Giro de patrimônio com imóveis

Ano passado comprei uns imóveis a um preço muito bom. Só que depois que comprei, vi o trabalhão que dá, gestão de imóveis, taxa de administração para imobiliária, além de ter que pagar imposto de renda sobre os aluguéis. Resolvi vender. Não foi bem um erro, já que tive lucro na venda, mas não posso negar o trabalhão que eu tive reformando o apartamento… poderia ter curtido a minha sombra.

Esses são os erros que eu lembro no momento, mas tenho certeza que já errei muito mais. Vê que errar faz parte da aprendizagem? Eu nunca tive um mentor, um guru que me guiasse para qual caminho deveria seguir. A cada erro cometido, uma lição aprendida. Então eu tenho muito orgulho dos erros cometidos e do que cada erro me proporcionou de aprendizagem.

E você? Quais erros já cometeu?

~ Yuka ~

O ponto de virada: quando comecei a buscar a Independência Financeira

 

Nevoeiro, Amanhecer, Aves, Árvore, Estética, Pôr Do Sol

Acho que todo mundo que busca alcançar a Independência Financeira tem uma história boa para contar. Comigo não é diferente.

Desde que passei a ter um emprego, poupava um pouco todos os meses. Não tinha grandes objetivos, pensava em talvez comprar um carro e uma casa própria antes de ter filhos e só. Por justamente não ter objetivos financeiros, gastava meu dinheiro com facilidade, comprando roupas, presentes, restaurantes, viagens…

“Investia” o que sobrava no meu banco, e aconselhado por experientes gerentes, após recomendação de riqueza garantida, cheguei a ter título de capitalização e previdência privada, para “garantir um futuro tranquilo para mim e para as futuras gerações”.

A vida era boa (pelo menos eu achava assim) e tudo ia caminhando bem.

Até que minha filha nasceu e minha vida virou do avesso…

Não queria mais trabalhar, queria estar com ela. Não queria deixa-la na creche, nas mãos de pessoas que nunca tinha visto.

Chorei muito. Minhas amigas me consolavam dizendo que a vontade de trabalhar iria voltar até o fim da licença-maternidade. Mas essa vontade não voltou até hoje (e olha que minha filha mais velha tem 4 anos).

Comecei buscando respostas na internet colocando perguntas aleatórias como “como não precisar trabalhar”, “como viver de renda”, “como se aposentar mais cedo” etc. E foi aí que encontrei o termo FIRE (Financial Independence Retire Early) e tudo passou a fazer sentido.

Comecei fazendo umas contas no papel, depois fui para calculadora de juros compostos e ao ver o valor final, não conseguia acreditar nos resultados. Como assim, juntar 200 mil e ganhar 800 mil de juros compostos? Como assim, juntar 400 mil e ganhar 4 milhões de juros compostos? A única variável que mudava era o tempo. Quanto mais tempo, mais os juros compostos faziam o seu magnífico trabalho.

Descobri a TSR (Taxa Segura de Retirada) de 4%, muito comum entre FIREs, e com isso descobri o meu próprio número mágico para correr atrás.

Com a calculadora, vi que era altamente possível alcançar FIRE em alguns anos.

Mostrei para o meu marido (cético como todo físico) todo o raciocínio do Movimento FIRE, mostrei o meu plano, o resultado na calculadora, e vi seu rosto clarear. Sim, era a confirmação que eu precisava de que realmente era possível.

Desde 2010 eu e meu marido já poupávamos, e a partir de 2015 passamos a investir pesado. No total, são 9 anos de muita dedicação: 5 anos poupando e 4 anos sabendo exatamente para onde estamos caminhando e para onde queremos chegar.

Já ouvi mais de uma vez que precisamos escolher em qual década pouparemos mais e investiremos para garantir um futuro melhor.

Ao fazer uma simulação/previsão, percebi que a minha década de “sacrifício” já havia passado, já que estou no nono ano. Isso significa que a fase mais difícil já passou, sem nem ao menos ter tido essa noção de sacrifício.

Saber que em breve terei a minha liberdade de Tempo, me faz andar a passos largos.

Apesar de todo o esforço, não precisei abrir mão das coisas mais importantes da minha vida. O que fez diferença na minha vida foi ter aprendido a fazer escolhas inteligentes.

Para quem busca a Independência Financeira como eu, qual foi o seu ponto de virada?

~ Yuka ~

 

 

 

 

Fanáticos por DINHEIRO? Ou por LIBERDADE?

Suíça, Nascer, Sol, Paisagem, Reino Unido, Manhã

Dinheiro é um assunto que infelizmente no Brasil, ainda é tabu.

Apesar de nos últimos anos o número de consultores financeiros, coaches financeiros, YouTubers, blogs e sites que falam sobre investimentos e finanças pessoais terem aumentado significativamente, na vida real, o assunto “dinheiro” ainda é falado aos sussurros.

Quando o assunto surge em mesas de bar, num encontro de amigos ou festa familiar, geralmente envereda para dois lados: sobre dívidas (financiamento de casa, carro, empréstimos pessoais…) ou debocham de pessoas que pensam diferente (chamando de mão-de-vaca, que gente rica é desonesta, que não vale a pena guardar para o futuro…).

Por mais que a gente explique, por mais que tenha inúmeros conteúdos gratuitos disponíveis na internet, as pessoas querem interpretar da forma mais conveniente, de acordo com as suas crenças limitantes: que quem fala sobre dinheiro são fanáticos por dinheiro.

Claro que há casos e casos.

No meu caso específico, eu não sou fanática por dinheiro, e sim por liberdade. Uma pena que cada vez mais percebo que são pouquíssimas pessoas que me conhecem de verdade.

E o que é liberdade?

É poder fazer o que quiser, na hora que quiser, por quanto tempo quiser.

E é atrás dessa liberdade que corro atrás, para um dia poder escolher a profissão que eu desejar, de ter liberdade para trabalhar no que eu quiser (e se eu quiser), de estar mais próxima de pessoas que amo, fazer as coisas cotidianas com mais calma, viajar quando quiser e por quanto tempo desejar.

Para muitos, o que eu falo não faz sentido.

Realmente, para quem não tem consciência de que é um escravo do sistema, simplesmente não faz sentido buscar liberdade.

Semana passada, Sapien Livre escreveu um post sobre esse assunto em que explica que “falamos de dinheiro para não falarmos sobre dinheiro”. Essa frase fez muito sentido pra mim. Eu falo sobre dinheiro, sobre acumulação de patrimônio, investimentos, juros compostos, justamente porque não quero me preocupar com o dinheiro.

Ser financeiramente independente significa não depender do dinheiro para fazer as coisas que temos vontade.

Eu não tenho grandes vontades consumistas, não quero morar em uma mansão, ter um carro importado na garagem, não preciso de roupas de marca, não tenho necessidade de mostrar nem provar para os outros a minha felicidade.

O que eu queria mesmo era poder ir no supermercado e comprar apenas produtos orgânicos, livre de agrotóxicos. Eu queria poder cozinhar com calma. Dar uma volta pelo bairro no fim da tarde sem precisar me preocupar em voltar cedo para casa para preparar tudo para o dia seguinte. Fazer uma caminhada pelo parque quando o ar ainda é fresco. Tomar café da manhã com as pessoas que amo.

E é para fazer essas coisas simples que eu corro atrás da minha Independência Financeira.

Hoje, o Tempo não me pertence. Ou melhor, uma pequena parcela do tempo pertence a mim. O resto fica perdido no trabalho, no trânsito, na burocracia, na rotina, por aí.

O dinheiro para mim é apenas uma ferramenta que me aproxima para onde quero chegar. O dinheiro é o meio, e nunca o fim.

~ Yuka ~

O que aconteceu com a vida tranquila das gerações anteriores?

Hoje compartilho com vocês um artigo da Rosana, do Simplicidade e Harmonia. Como disse em posts anteriores, são poucos os blogs que acompanho, e este com certeza é um deles.

Boa leitura!

O que aconteceu com a vida tranquila das gerações anteriores?

A cena de uma pessoa idosa que todos os dias senta-se em uma cadeira de balanço para admirar a natureza, o pôr do sol ou o canto dos pássaros na varanda de uma casa com amplo quintal e muros baixos parece até coisa de séculos atrás.

A cena de uma mulher de meia idade que tira o período de uma tarde inteira em um dia de semana para efetuar reparos em roupas da família ou criar alguma nova peça em sua máquina de costura parece até algo de outro mundo nos dias atuais.

O adolescente ou o adulto que conversa com seu amigo em uma praça arborizada sem carregar consigo ao menos um telefone celular parece algo de décadas atrás.

A criança que brinca de pular corda, amarelinha, andar de bicicleta, de boneca, de carrinho, que tem realmente tempo livre e amplo espaço para as brincadeiras de criança, que vive sem estar sobrecarregada de atividades também parece algo que ocorreu somente em tempos muito distantes da atualidade.

parque-infantil-ilustracao

Sociedade dos excessos

Não há dúvida de que a tecnologia é extremamente útil, que veio para ficar e facilitar a vida. Mas o que vemos não é bem isso.

Todas as faixas etárias parecem estar viciadas em tecnologia. Cada um em seu mundo – um mundo repleto de estímulos visuais e sonoros, mas que carece de contato real.

Há excesso de bens materiais, atividades e sonhos de consumo. Ao mesmo tempo, há escassez de paciência, de descanso, de vida saudável e até de tempo!

Vida tranquila x vida estressante

Diariamente nossos bisavós, avós e até alguns pais almoçavam em casa – algo impossível nos dias atuais para a maior parte dos habitantes das grandes e médias cidades brasileiras.

Se as refeições e o convívio familiar desses momentos foram prejudicados, o sono então nem se fala…

Em meados do século XX, por influência das teorias da administração, dormir passou a ser considerado perda de tempo. Não consigo entender como essa teoria foi – e continua sendo – tão bem aceita pela sociedade, já que é durante o sono que muitos processos de restauração e limpeza ocorrem no organismo, sendo que alguns desses processos são mais eficientes durante o sono.

Cada vez mais a comunidade científica mundial tem percebido que muitas doenças têm muito mais relação com o estilo de vida do que se acreditava.

Poluição, trânsito e alimentação industrializada prejudicam ainda mais o quadro estressante e degradante da atualidade.

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Silêncio x barulho

O silêncio puro e absoluto, o canto dos pássaros, o coaxar dos sapos e os sons na natureza de forma geral foram substituídos por buzinas, sirenes e motores de todos os tipos e em quase todos os lugares. E em qualquer hora do dia ou da noite.

Simplicidade x complicação

O estilo de vida das gerações anteriores era simples. Com muitas privações, mas o básico estava disponível para uma grande parcela da população.

Em poucas décadas, o simples tornou-se complicado demais. Não houve equilíbrio e nessa transição parece que tampouco bom senso. O resultado é o que vemos no dia a dia em todas as faixas etárias: impaciência, apatia, falta de domínio próprio, tristeza, consumo excessivo, ansiedade, agonia, síndrome do pânico, depressão, pressa, somatização, doenças físicas causadas principalmente pelo estresse, etc.

Idosos trabalham, pois geralmente a aposentadoria não é suficiente. Infelizmente para muitos faltaram recursos, mas também um pouco percepção em relação ao consumo exagerado. Por isso, a educação financeira é muito importante, sendo que quanto mais cedo, melhor.

Jovens procuram emprego e não encontram uma vaga. E quando encontram, geralmente o salário é baixo demais para o custo de vida atual.

Quem está entre os dois grupos anteriores precisa fazer atualizações e cursos periodicamente para conseguir manter-se no mercado de trabalho.

Aceleramos demais…

O progresso é bom e a tecnologia também. Desde que usados de forma equilibrada.

A vida tranquila do início do post não vai mais voltar, mas para o próprio bem estar, para a manutenção da saúde física e mental, é necessário desacelerar.

Estabelecer prioridades.

Ter foco.

Saber dizer “não” quando preciso.

Meditar e/ou orar.

Ter contato com a natureza.

Valorizar o que realmente importa.

Valorizar mais o ser e menos o ter.

Viver o momento presente.

Dormir a quantidade de horas que sejam o ideal para você e não o que a sociedade impõe como correto, já que essa padronização não existe.

Praticar o desapego.

Viver com simplicidade.

Vida = momentos + momentos + momentos…

Momentos bons, ruins, tranquilos, estressantes, bem aproveitados, desperdiçados… Que todos nós sejamos capazes de caminhar pela estrada da vida da melhor maneira possível, de acordo com nossa essência, valores e crenças.

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Que as ilusões do mundo não nos atraiam e que as imposições da sociedade da pressa e do consumo estejam, na medida do possível, sob o nosso controle.

Crédito das imagens: Annalise BatistaPexels e andy chung.

15 dicas para aproveitar os dias de frio

O frio voltou com força (pelo menos aqui em São Paulo) e a coragem pra lavar a louça vai diminuindo…

Nesses dias de frio, por sorte, pude ficar em casa (esta semana é a minha última semana de férias), e com isso selecionei algumas coisas que tenho feito nestes dias preguiçosos:

1. Assar algo no forno

Doces, O Gingerbread, Árvore De Natal, Moço, Forno

Nunca usei tanto o forno como esta semana. Fiz granola, torradas, frango assado, mandioca com manteiga, focaccia… vamos engordando e esquentando um pouco a casa. Por diversas vezes sentei na frente do fogão pra aproveitar o quentinho do forno.

2. Tomar um banho bem demorado

Chuveiro, Duche, Casa De Banho, Limpa, Água, Banho

Tudo bem que nestes dias de frio, haja coragem pra tomar banho. Mas já embaixo do chuveiro, me permito ficar um pouco mais de tempo para aproveitar a água quente.

3. Assistir um filme enrolado no cobertor

Lanterna, Vela, Cobertor, Cozy

Nada como um bom filme, seriado ou documentário para assistir, agarrado no cobertor. Se bem que ultimamente tenho assistido só a desenhos infantis.

4. Usar meias divertidas

Leitura, Meias, Café, Manhã, Mulher, Estilo De Vida

Quem nunca?

5. Dormir até mais tarde

Dormir, Cansado, Cama, Pés

Só para quem está de férias.

6. Dormir com as crianças

Bebê, Criança, Bonito, Pai, Papai, Família, Filho

Parece que as crianças sentem bem menos frio que a gente, sempre estão quentinhas. Adoro colocar as meninas para dormir na nossa cama.

7. Tomar um café bem quente e gostoso…

Café, Caneca, Copo, Bebidas, Capuccino, Café Expresso

… em qualquer horário do dia.

8. Ler um bom livro…

Café, A Cafeína, Bebidas, Copo, Xícara De Café, Bom Dia

… com uma xícara de café com leite.

9. Tomar sol sempre que possível

Summerfield, Mulher, Menina, Pôr Do Sol, Crepúsculo

Meu marido fala que parecemos baratas. Sol? Saímos para a rua.

10. Rever fotos antigas

Menino, Fotógrafo, Câmera, Criança, Lente, Minolta

Nostalgia total. Com crianças pequenas em casa, as fotos de 2 anos atrás parecem que foram tiradas há 10 anos.

11. Comer algo que esquente o corpo

Sempre que possível, vou no Aska. Uma delícia.

12. Abrir as cortinas…

Janela, Mulher, Manhã, Menina, Alongamento

… e deixar o sol esquentar a casa.

13. Morar no sofá

Home, Vida, Sofá, Confortável, Relaxamento, Masculino

Trago o mundo inteiro para o sofá… o notebook, o recarregador já com o cabo de extensão ligado na tomada, celular, kindle. Tudo para não precisar sair do sofá.

14. Planejar um pouco a minha vida

Escrito, Escrever, Pessoa, Papelada, Papel, Notebook

Nesses dias de frio, gosto de dar uma olhada nas minhas listas de tarefas, de como andam as minhas metas e fazer os ajustes necessários.

15. Eu, ainda gosto de rascunhar posts para o blog

Computador Portátil, Computador, Negócios, Tabela

E você, o que gosta de fazer nos dias de frio?

~ Yuka ~

 

Casal que rala junto, cresce junto

Casal, Mãos, Segurando As Mãos, Homem, Parceiro

Eu e meu marido somos o típico casal que estamos sempre ralando juntos.

Quando nós começamos a namorar, eu morava em um apartamento alugado. O apartamento ficava no último andar, e tinha um quintal, ou seja, morava em uma cobertura. Só que esse apartamento não tinha nada de glamour, aliás tinha dois detalhes: 1.) o aluguel era barato; 2.) ele estava detonado.

Hoje, é até difícil de acreditar, mas quando chovia, simplesmente chovia dentro de casa, pelas frestas das portas e janelas. Secar o chão com pano de chão era uma missão quase impossível, eu tinha que trazer todas as minhas toalhas de banho e um balde para segurar a inundação. Em dias de temporal, lembro das cenas em que eu e meu marido (na época, namorado) ficávamos enxugando as paredes e o chão, tentando conter a cachoeira que descia pela fresta da porta do quintal.

O apartamento todo tinha frestas consideráveis nas janelas e nas portas. No inverno rigoroso, passávamos tanto frio dentro de casa que meu marido falava que queria entrar na geladeira para se esquentar um pouquinho. Por várias vezes, quando saíamos de casa, ficávamos perplexos quando percebíamos que a rua estava mais quente do que dentro de casa.

Mas eu fui muito, muito feliz lá. Tanto, que mesmo todos dizendo para eu não comprar, eu comprei esse imóvel por um preço muito justo quando a proprietária perguntou se eu tinha interesse. Contratei um ótimo pedreiro e reformei tudo, desde piso até as janelas. A reforma ficou tão boa que meu marido falava que era o melhor apartamento que tinha morado até então.

Ele quase branco de tanta poeira da obra, me ajudou a limpar a casa que na época nem era dele. Foi enquanto morava nesse apartamento que a minha primeira filha nasceu. Como o apartamento era de 1 quarto, resolvi vender e voltar a morar de aluguel.

Ele recebia sua bolsa de doutorado, e mesmo não ganhando muito, já poupávamos pensando no nosso futuro. Para economizar, nós pintávamos as paredes, montávamos os móveis que comprávamos pela internet, carregamos muitas vezes os móveis pequenos no metrô para economizarmos no frete, pois o dinheiro era muito contado.

E que fique bem claro… eu sou a mestre de obras e meu marido é o ajudante. Eu faço a instalação das prateleiras, a montagem dos móveis, instalação das cortinas etc. Ele é o ajudante que limpa a sujeira que faço. E achamos isso lindo. Cada um faz o que tem mais habilidade.

Aliás, todo mês quando ele recebe o salário, separa uma pequena parte do que chamamos de mesada e que já virou uma piada interna. Ele transfere integralmente seu salário para a minha conta bancária, para que eu possa aplicar nos investimentos. Agora eu pergunto: que marido permitiria fazer isso? Trabalhar o mês inteiro para transferir todo o salário para a esposa? Sim, ele faz isso, porque temos objetivos em comum, ele acredita no meu sonho.

Eu e meu marido desde o início ralamos juntos. Aliás, quando as nossas filhas nasceram e eu queria estudar sobre investimentos, foi ele que se prontificou em colocar as crianças para dormir e a limpar a casa para que eu pudesse ter tempo para estudar. Enquanto ele lavava o banheiro e estendia as roupas no varal, eu estudava ferozmente, das 20h à 1h da madrugada.

Era ele que fechava o meu notebook e colocava despertador no meu celular para o dia seguinte, quando eu adormecia na cama enquanto estudava.

Quando vejo as minhas fotos de 4 anos atrás, quando ainda não tínhamos as nossas filhas, vejo como éramos jovens, e percebo como a maternidade acelera o envelhecimento. Até brincamos que éramos bonitos e não sabíamos. Mas a parte boa é que nós dois envelhecemos, e não só a mulher, como costumo perceber. Rimos das nossas rugas novas e das nossas olheiras, sinal da falta de sono e cansaço. Sinto um certo orgulho de saber que novamente, estamos ralando juntos.

Aliás, meu marido passou em um concurso para professor visitante de uma universidade pública, em um contrato de 2 anos. Ele chorou. Eu também chorei. A conquista dele é conquista minha. A alegria dele é a minha alegria. Sei o quanto batalhou para esse momento chegar.

Durante os 9 anos que estamos juntos, sempre dei força para ele continuar na área da pesquisa, mesmo sendo tão difícil ser bem remunerado, e a cada 2 anos ficarmos com a sensação de que “desta vez não vai dar certo”. Falava para ele aproveitar que eu sou concursada e que tenho estabilidade.

Mas quem mais abriu mão da carreira não fui eu. Foi ele. Ele é campeão de desistir de boas oportunidades na carreira por mim.

Hoje, posso dizer que vivemos uma vida confortável. Depois de diversas escolhas que fizemos, de contarmos moedas, de juntar os esforços para aumentar os aportes, estamos cada dia mais tranquilos com a reserva financeira que temos criado.

A cada ano que passa, estamos mais unidos, mais fortalecidos como casal. Temos mais maturidade, mais companheirismo, mais amor e respeito pelo outro.

Nós dois crescemos. Nós dois amadurecemos. Nós dois abdicamos de muitas coisas por ter decidido ter filhos. A parte boa é que sempre estamos juntos, na alegria e na tristeza. Na pobreza e na riqueza.

Sempre achei que por trás de um casal que rala junto, tem sempre uma linda história de superação e de amor para contar.

~ Yuka ~

Como gastar dinheiro em coisas que traz felicidade

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O tempo tem me mostrado que as escolhas que tenho feito para a minha vida estão acertadas.

Há 9 anos, quando eu e meu marido nos apaixonamos, decidimos que viveríamos juntos para sempre.

Desde então, muitas coisas mudaram. A minha forma de amar mudou, tornando-se mais madura, mais completa, mais plena.

A minha forma de viver mudou, passei a focar mais no que era essencial, no que era importante, vivendo uma vida mais minimalista.

Mesmo com o nascimento de duas filhas, continuamos com o nosso estilo de vida simples e o dinheiro passou a sobrar todos os meses.

O interesse pelos investimentos aumentava a cada dia. Aliás, desde que eu aprendi a investir direito, a vida foi se tornando cada vez mais fácil. Isso porque o minimalismo fez com que eu focasse no que era realmente importante e também porque após 8 anos investindo, os benefícios dos juros compostos já começaram a surtir efeito.

Eu não compro roupa para estar na moda, não compro presentes para pessoas que não tenho afinidade, não compro algo só para agradar alguém.

Aprender a diferenciar o que traz felicidade genuína com a felicidade momentânea foi essencial. Perceba que somos nós que damos poder ao dinheiro.

Para mim, uma roupa, é uma felicidade momentânea. Já uma viagem, é uma felicidade genuína. A lembrancinha da viagem, um chaveirinho, um souvenir são felicidades momentâneas, mas uma toalha de mesa comprada nessa cidade, é uma felicidade genuína, já que todas as vezes que preparo a mesa para jantar, lembro do prazer que senti em conhecer o local. Almoçar em restaurantes durante a semana com os colegas de trabalho é felicidade momentânea. Já almoçar com os melhores amigos é felicidade genuína.

Essas sensações do que é felicidade genuína e momentânea é muito pessoal, não dá para generalizar, cada pessoa tem a opinião do que é importante.

Vou dar outros exemplos.

MORADIA

Para mim, o bairro que eu moro traz felicidade genuína. Sinto gratidão todos os dias (não estou exagerando), sinto segurança mesmo andando à noite, é u m bairro com bastante iluminação, próximo de metrô, mas é um bairro caro. Para conseguir morar em um bairro assim, eu equilibro as contas deixando de ter algumas outras coisas como:

  • Carro: eu e meu marido decidimos não ter um;
  • Creche: decidimos morar em um bairro melhor, porque creches municipais em bairros mais centrais não são tão concorridas como as creches das periferias;
  • Lazer: por morar perto de praças, parques e Sescs, economizamos no lazer.

Repare que são economias grandes. Não é uma economia de 1 café, e sim de 1 carro e de todos os outros gastos que vem junto (IPVA, seguro, manutenção, etc); mensalidade escolar para 2 crianças, etc.

ALIMENTAÇÃO

Desde o mês passado, após assistir a alguns documentários e ler bastante a respeito sobre os efeitos dos alimentos industrializados, agrotóxicos e transgênicos na nossa saúde, eu decidi que passaria a consumir mais alimentos orgânicos, livres de venenos.

Tomar essa decisão fez com que eu gastasse mais na alimentação da família, mas a felicidade que sinto quando vejo minhas filhas comendo um morango sem veneno, um ovo sem antibióticos e hormônios, um milho sem ter sido geneticamente modificado, não tem preço.

Eu acredito que a médio, longo prazo, aumentar o consumo dos alimentos orgânicos vai nos proporcionar ainda mais saúde, menos ida aos médicos, menos gripes, menos alergias etc.

CONFORTO

Há quase 2 anos, eu e meu marido trocamos o nosso colchão. Na época, ficamos em dúvida qual compraríamos, mas depois pensamos “Quantas horas dormimos por dia?” e “Compramos um colchão pouquíssimas vezes na vida”. E com isso decidimos comprar um colchão mais caro, de uma qualidade infinitamente superior. Até hoje comentamos como o nosso colchão é confortável.

Outro item que eu tenho há alguns anos é a geladeira inverter da Panasonic. Conheci essa geladeira que tem o freezer na parte de baixo quando fui ao Japão em 2008. Além do freezer ser enorme, não ter todo aquele ar gelado em cima do meu rosto toda vez que abria a porta do freezer era (e continua sendo) um atrativo enorme para mim.

O sofá também foi um outro item que escolhemos a dedo. Na época, dos sofás que gostamos, acabamos escolhendo o mais caro por 3 motivos: eu tinha gostado demais do design, meu marido tinha gostado demais do conforto e nós dois tínhamos consciência da qualidade da estrutura do sofá. Com 2 crianças pequenas, sabíamos que o sofá teria que ser resistente, para que elas pudessem pular por muitos e muitos anos.

Pessoas que ganham o mesmo salário que eu, às vezes se surpreendem como consigo “esticar” tanto o dinheiro. Pois bem, eu mesma pinto as paredes do apartamento, eu não tenho diarista, nem passadeira, quando compro algum móvel eu mesma monto (desde uma simples sapateira até um guarda-roupa enorme), meu marido faz conserto elétrico simples, não frequento salões de beleza, a lista na verdade é bem longa…

PEQUENOS GASTOS DIÁRIOS

Tenho diversos exemplos de valor menor, mas de gastos constantes:

  • Eu não costumo comprar algo pelo preço, e sim pelo seu valor, por exemplo os esmaltes. Eu compro sempre da marca Revlon ao invés das marcas mais populares como Impala, Risqué ou Colorama. O esmalte da Revlon é mais caro, mas dura muito, muito mais. Todos os esmaltes que comprei da Revlon eu consegui usar até o final, enquanto de outras marcas, sempre acabo jogando fora por ficar duro;
  • Eu e meu marido somos pessoas simples, então um passeio pelo bairro já nos deixa felizes, um pão na chapa com um cafezinho à noite já nos alegra. Ontem mesmo ele comentou que estava com vontade de comer um brigadeiro e lá fui eu abrir a lata de leite condensado para fazer um brigadeiro bem gostoso. Para deixar com uma aparência mais gostosa, eu sempre tenho em casa forminhas coloridas de papel e chocolate granulado. Assim, o brigadeiro tem sempre cara de festa;
  • Todos os meses, faço um aporte considerável para alavancar os investimentos. Um dos motivos (dentre os vários que já citei por aqui) é que não tenho plano de saúde top de linha. Tenho um que atende as necessidades da família. Se nós tivéssemos alguma doença crônica ou até mesmo ficássemos doentes com frequência, talvez teria um plano top, mas como raramente ficamos doentes, preferi ter um plano bom e investir a diferença;
  • Minhas filhas possuem brinquedos relativamente caros, como a cozinha de madeira, a casa da Peppa Pig e outros brinquedos. Mas em compensação, não costumam ganhar presentes fora das datas que estipulamos (aniversário, dia das crianças e Natal):

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Elas também têm a casa da Peppa Pig:

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São brinquedos caros, mas que mesmo após semanas, meses e anos, elas continuam brincando quase que diariamente.

E assim, cada vez mais, a nossa casa tem se tornado um lugar gostoso de estar, pois estamos rodeados de coisas que nos fazem feliz.

Escrevi esse post para deixar claro que para termos algo, precisamos abrir mão de outras coisas. O que eu mais vejo são pessoas que querem tudo, mas não estão dispostas a abrir mão de absolutamente nada.

Então para gastar melhor o dinheiro, é preciso:

  • desaprender o que nos ensinaram sobre consumo;
  • não se comparar com outras pessoas;
  • deixar de ter/fazer/comprar coisas desnecessárias;
  • aprender a gastar dinheiro em coisas que traz felicidade genuína.

Esse post é mais um complemento do post anterior, onde comentei sobre rotinas que tornam a nossa vida melhor.

Boa semana para vocês.

~ Yuka ~

Quem quer, arruma um jeito. Quem não quer, arruma uma desculpa.

Muitos de vocês já devem ter visto esta foto viralizar.

A vida está cheia de pessoas dando desculpas. A faculdade que fica para depois por falta de dinheiro. A academia que fica pra depois por falta de disposição. Os encontros com os amigos que ficam pra depois por falta de tempo. E desculpas após desculpas, não percebemos que a vida vai se esvaindo e o tempo vai passando…

Claro que não temos como viver pensando somente no agora, no imediatismo, mas de tudo o que queremos/precisamos fazer, quanto estamos adiando?

O encontro com o amigo que poderia acontecer neste fim-de-semana.

Aquela viagem de bate-volta, perto da cidade que poderia acontecer ainda neste mês.

Aquele restaurante que inaugurou faz 1 ano e que ainda não deu tempo de conhecer…

Aquele telefonema (ou uma mensagem de WhatsApp) dizendo que está com saudades da amiga, poderia acontecer neste exato momento.

A vida é muito curta para adiarmos tantas coisas boas.

Quando se vê, a vida já passou. Quando se vê, já é tarde demais.

Gosto muito do poema do Mário Quintana que descreve bem o que estamos passando:

O Tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…

Mário Quintana

~ Yuka ~

 

Crie rotinas que tornam a sua vida melhor

Laptop, Café, Tabela, Ar, Fundo, Bebidas, Blog, Blogger

Todas as imagens deste post são da Pixabay.

A parte ruim da vida moderna é que a vida se tornou muito corrida.

Tão corrida, que a rotina nos atropela diariamente, mal dando tempo de aproveitar os pequenos prazeres da vida.

Se a rotina faz com que tudo se funcione no piloto automático, por que não fazer com que hábitos prazerosos também se tornem rotina?

E é com essa introdução que eu apresento as rotinas que tornam a minha vida mais leve:

Todo dia é dia de Café da Noite

Latte Art, Café, Café Com Leite, Gangneung

Para alguns pode soar absurdo, mas eu e meu marido tomamos nosso cafezinho da noite. Muitas vezes quando ele vai colocar as meninas para dormir, acaba dormindo junto. E aí lá vai eu acorda-lo para ter a minha companhia do café. Outro dia uma pessoa perguntou “você acorda seu marido às 23h pra tomar café?” Sim… é o momento mais gostoso do meu dia.

Quarta-feira é dia de filme

Pessoas, Mulher, Tv, Filmes, Televisão, Feminino, Feliz

Certo, tem semanas que simplesmente é impossível assistir algo, mas na medida do possível, estamos tentando resgatar esse costume. Quarta-feira é dia do meu marido fazer home-office, o que significa que quando chego em casa, ele já está me esperando, tornando o fim da nossa noite bem produtiva. É o dia que quando não assistimos um filme, nosso Café da Noite” dura 2,  3 horas…

Sexta-feira é dia de “Sexta-feira Feliz”

No post anterior, comentei sobre a Sexta-Feira Feliz que eu faço com as minhas filhas. Na volta da creche, diariamente, eu passo na frente de diversos comércios e ambulantes que vendem guloseimas, e sei que é uma grande tentação para as crianças (se até para o adulto é…). São lojas de doces, esfiharias, lanchonetes, sorveterias… fora os pipoqueiros, tem gente que vende açaí, milho cozido, tapioca, cachoro-quente etc. Minhas filhas pedem para comprar algo para comer na volta da creche, e eu sempre digo que não, mas permito que elas escolham 1 coisa às sextas-feiras. Isso fez com que elas tenham aquela ansiedade boa da chegada da sexta-feira, além de estarem aprendendo a ter paciência.

Fim-de-semana é dia de fazer bolo (ou qualquer outra coisa gostosa)

Biscoitos, Chocolate, Sobremesa, Doces, Bolo, Geada

Eu costumo reservar o fim-de-semana para fazer alguma coisa gostosa para a minha família. Além de um almoço caprichado, faço sempre alguma coisa para agradar meu marido e as crianças. Às vezes é bolo, um pão caseiro, uma focaccia, um brigadeiro, um bolinho de chuva, etc.

Quarta-feira e Sábado é dia de passar no mercado orgânico

Produtos Hortícolas, Jardim, Colheita, Orgânicos, Verde

Toda quarta-feira à noite (eu sozinha) e sábado de manhã (com a família toda) eu passo numa loja que vende somente produtos orgânicos que fica a alguns quarteirões de casa. Abasteço a minha geladeira e a fruteira com morangos, bananas, maçãs, brócolis, pepino, pimentão, tudo orgânico. É vida entrando dentro de casa. É consumo com propósito.

Almoçar em um lugar bem legal com a família 1 vez por mês

Pequeno Almoço, Alimentos, Comer, Refeição, Manhã

Eu tento escolher um lugar bacana para almoçar com a família pelo menos 1 vez por mês. Acho importante que as crianças aprendam a se comportar em local púbico, como em um restaurante. Que aprendam a esperar, aguardar pelo prato, a não sair da cadeira enquanto almoça, e para que descubram novos sabores…

Almoçar em um lugar bem legal só eu e meu marido 1 vez por mês

Pessoas, Homem, Mulher, Casal, Segurando As Mãos

A mesma coisa vale para mim e para o meu marido. Tentamos almoçar juntos, só nós dois, pelo menos 1 vez por mês. Acho importante esse momento que nós temos. Para isso, aproveitamos a quarta-feira que ele faz home-office. Como eu moro relativamente perto do meu trabalho, ele vai de metrô me encontrar e almoçamos em algum juntos.

Tomar banho junto com as crianças durante a semana

Durante a semana, tenho o costume de tomar banho com as minhas filhas. Quando eu só dava banho nelas, elas faziam birra, não queriam tomar banho, era uma tarefa árdua. Quando passei a tomar banho com elas, nunca mais tive esse problema. Elas adoram tomar banho comigo. Enquanto elas brincam dentro da bacia, eu dou banho e ainda tomo banho. A melhor parte é que agiliza muito, e todo mundo sai de banho tomado.

* * *

Essas são algumas das rotinas que eu tento estabelecer. Algumas (como a feira orgânica) são decisões recentes e portanto, iniciativas recentes. Outras, são mais antigas.

Para que as decisões acima se tornassem um hábito, eu precisei anotar durante semanas na minha agenda do celular para que eu não esquecesse. Todo início do mês, eu anotava na agenda “escolher restaurante para ir com marido”, “escolher restaurante para ir com as crianças”, “comprar orgânicos”, “qual filme assistir?”, entre outras anotações.

Meu marido sempre comenta que quando ele era criança, a mãe dele fazia compra no supermercado uma única vez por mês (por conta da inflação). Como a família dele não tinha muito dinheiro, ela liberava algum doce apenas nas sextas-feiras. Ele lembra desse período com muito carinho. E foi inspirado na mãe dele que eu criei para as minhas filhas a “sexta-feira feliz”, torcendo para que elas lembrem das nossas sextas-feiras felizes quando forem maiores… e também de todas as outras nossas rotinas.

~ Yuka ~

Filhos e dinheiro: como temos lidado

mesada

Aqui neste texto, eu vou dividir a questão de dinheiro vs filhos em 3 partes. A primeira é como estamos lidando atualmente, depois como pretendo lidar com a mesada e depois sobre herança.

COMO ESTAMOS LIDANDO ATUALMENTE

Quando eu estava grávida, o gerente do meu banco entrou em contato para conversarmos sobre abertura de um plano de previdência privada para a minha filha. Ouvi atentamente toda a explicação, e no fim, saí da agência com uma única certeza: de que eu deveria me preocupar mais com a minha aposentadoria, e não com o plano previdenciário da minha filha. Entendi que se abro um plano no nome das minhas filhas, e se por algum motivo eu realmente estiver precisando do dinheiro quando elas completarem 18 anos (posso estar desempregada, doente etc), eu não poderei usar este dinheiro – a não ser que elas concordem em abrir mão – já que o dinheiro estará no nome delas.

Eu tenho muito claro para mim que as minhas filhas terão todo o tempo do mundo para conquistar a própria independência. Quando elas tiverem os seus 37 anos, – idade que eu tenho hoje – eu terei 71 anos. E por isso mesmo, sei que preciso pensar na minha tranquilidade financeira.

Vejo muitos pais pagando mensalmente uma previdência privada para os filhos, mas não terem uma reserva de emergência para si. Claro que acreditamos que os filhos irão nos ajudar em caso de necessidade, mas não podemos, nem devemos contar com essa possibilidade. E se eles estiverem desempregados? E se eles estiverem em dificuldades?

Considerando isso, atualmente, eu faço 2 coisas com as minhas filhas:

1.) quando elas vão ao supermercado comigo, às vezes deixo elas escolherem algo para levar até um determinado valor. Se querem levar mais de 1 coisa, precisam escolher qual item quer levar mais. Assim, já vai aprendendo desde cedo que não se pode ter tudo na vida, que a vida são feitas de escolhas e principalmente, renúncias. Por muitas vezes, vi (com muito orgulho) a minha filha mais velha franzindo a testa, quebrando a cabeça para decidir o que iria levar: uma barra de chocolate ou um saquinho de pipoca. E é exatamente esse exercício que eu quero que ela faça: de fazer escolhas.

2.) Outra coisa que eu faço com elas é a “sexta-feira feliz”. Toda sexta-feira quando voltamos da creche, deixo elas escolherem alguma bobeirinha pra comer, pode ser pipoca, sorvete, pirulito, milho cozido, passar em uma loja de doces, ou no supermercado, o que elas preferirem. Isso tem feito com que elas aprendam a esperar, a ter paciência. Quando elas pedem para comprar algo na segunda, terça, quarta ou quinta-feira, eu explico que “hoje” ainda não é sexta-feira. E elas compreendem. Ou seja, como elas sabem que em um dia da semana poderão comprar o que têm vontade de comer, não fazem birra quando digo “não”. Se eu nunca deixasse comprar, ou melhor, se elas não soubessem quando seria a próxima vez que conseguiriam comer o que têm vontade, talvez fizessem birra. Outra coisa que eu costumo falar é que “eu não estou falando que você não pode comer pipoca, só estou dizendo que não compraremos pipoca hoje, mas podemos fazer pipoca em casa”. Quero que elas saibam que se não podemos comprar, podemos fazer, podemos criar, podemos inventar, podemos substituir…

Essa prática de fazer a “sexta-feira feliz” nos trouxe um outro benefício: a de entrar em lojas de brinquedos, sem que eu precise comprar algo. Sim, elas não fazem birra nas lojas de brinquedos, nem na loja de doces. Eu já expliquei que elas ganham presentes 3 vezes por ano: no aniversário, no dia das crianças e no Natal.

Elas entram nas lojas, olham, brincam, “anotam mentalmente” o que querem, e depois saem das lojas sem fazer birra, pois sabem que ainda não é o momento certo para ganhar brinquedos.

Às vezes dou algumas moedas para comprarem pirulito na doceria do bairro. Outro dia minha filha mais velha ficou triste, porque percebeu que quando se compra o pirulito, fica sem a moeda. Expliquei que é assim mesmo, trocamos o nosso dinheiro por comida, brinquedos…

COMO PRETENDO LIDAR COM A MESADA NO FUTURO

Como as minhas filhas são muito pequenas, elas ainda não ganham mesada. Já ouvi dizer que o valor é muito subjetivo para cada família. Ele não deve ser pouco a ponto da criança desanimar por demorar demais para conseguir poupar para comprar o que quer, mas também não pode ser muito a ponto de achar que dinheiro cresce em árvore.

Cada família precisa avaliar o valor ideal, considerando as necessidades da idade.

Considerado o valor, eu pretendo dar um pouco a mais, mas isso porque tenho o intuito de incentivar a poupar desde pequenas. No início, claro, a criança não vai entender o que está fazendo, mas pretendo orientar a guardar de 30 a 40% do que recebe de mesada. Aos poucos essa prática vai se tornando natural.

No início, pretendo falar algo do tipo: “se você não usar o seu dinheiro por 10 dias, você terá uma moeda no décimo primeiro dia”, o que iria sugerir as noções básicas dos juros compostos. Afinal, o dinheiro “brotaria” três vezes por mês.

Quando estiverem alfabetizadas, e sabendo noções básicas de matemática, pretendo abrir conta em corretoras independentes para auxiliar nos investimentos, não com o meu dinheiro, e sim, com o dinheiro economizado das suas mesadas.

Claro que terá outras iniciativas, por exemplo, se me ajudarem a economizar na conta de luz, metade do valor economizado irá para elas, ou algo parecido.

Se elas souberem desde cedo, o que eu só descobri depois dos 30 anos de idade, com dedicação e foco, conseguirão alcançar a independência financeira ainda jovens.

SOBRE HERANÇA

Outra coisa que eu tenho muito claro na minha cabeça, é a ordem de prioridades: se os pais estão bem, os filhos ficarão bem. Sabe aquela orientação que recebemos quando embarcamos em um avião? Coloquem as máscaras primeiro e somente depois nos filhos? É basicamente assim que eu penso.

Isso significa que enquanto muitas famílias pensam em deixar um imóvel ou uma herança no nome dos filhos, eu penso no meu marido, e ele em mim.

Tenho a consciência de que sou um caso à parte por pensar mais no marido do que nas filhas se eu vier a falecer. Isso acontece, porque eu confio plenamente no meu marido e também confio na integridade dele, como pai e principalmente como pessoa. Tenho certeza de que meu marido faria de tudo, até o impossível, para que nunca falte nada para as nossas filhas.

Quero ensiná-las desde cedo a compreenderem que o dinheiro que nós estamos juntando para a aposentadoria, é nosso dinheiro: da mãe e do pai. Não serão delas. E por isso mesmo elas precisarão também pensar no próprio futuro. Não quero que elas cresçam achando que podem contar com o nosso dinheiro, pois já vi pessoas brigando sobre herança de pais que nem doente estavam.

Na minha casa, dinheiro definitivamente não é um assunto tabu.

~ Yuka ~

 

 

 

Como curtir uma viagem e economizar ao mesmo tempo

Uma leitora perguntou semana passada em qual hotel eu havia me hospedado em Águas de Lindóia, e com isso resolvi escrever sobre esse assunto, pois sei que viajar está ficando caro para todo mundo.

Uma das táticas que eu uso é acompanhar de vez em quando o site do Groupon. A maioria das promoções, não são tão proveitosas, mas às vezes surge uma oportunidade no meio deles que vale muito a pena aproveitar.

Um exemplo disso é a hospedagem que comprei em Águas de Lindóia. Uma cidade perto de São Paulo, bem pequena e tranquila, perfeita para descansar.

Este foi o hotel que nos hospedamos (fotos do próprio hotel Mantovani):

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Paguei R$739 pelas 3 noites. Caro? Talvez sim, talvez não, já que caro ou barato é muito relativo, depende do orçamento disponível familiar.

Para mim, o preço foi bom.

1.) A primeira vantagem é que as crianças não precisavam pagar. E apesar delas não serem pagantes, o hotel nos ofereceu um quarto com 1 cama de casal com 2 camas de solteiro.

2.) Esta promoção valia para a baixa temporada, ou seja, de fevereiro até junho. Como teria um feriado no dia 1 de maio, resolvi emendar a segunda e terça-feira para tirar a minha “mini-férias”. Lembrando que uma viagem sem a promoção, eu pagaria o dobro do valor pago. Se fosse em alta temporada, pagaria o triplo do valor.

3.) Esse hotel oferece pensão completa, ou seja, café da manhã, almoço e jantar inclusos. Com isso, não precisamos nos preocupar com nada.

Agora vou desmembrar os números para clarear um pouco mais o título deste post:

As 3 noites para 2 adultos e 2 crianças (cortesia) custaram R$739. Significa que a diária para o casal seria de R$246,33. Por pessoa R$123,16.

Esse valor de R$123,16, se descontasse o café da manhã (R$20), o almoço (R$35) e a janta (R$35), daria R$33,16 a diária por pessoa. O valor do café da manhã e o almoço eu estipulei, mas acredito que até gastaria mais.

Isso sem esquecer que levei 2 crianças não pagantes que puderam dormir cada uma na sua cama, e apesar delas terem 2 e 4 anos, elas comem bem. Melhor impossível.

Agora pensa numa comida boa…. pensou? O restaurante deste hotel é ma-ra-vi-lho-so. Gente, de verdade, valeu cada centavo. A cidade é bem pequena, não tem muito o que visitar. Mas valeu muito por causa da comida, da hospedagem, da piscina aquecida com hidromassagem, dos funcionários educados, do paisagismo, dos diversos espaços disponíveis no hotel, a infra-estrutura, etc. Aliás, o hotel investe bastante no quesito paisagismo, e havia diversos lugares pra gente aproveitar e curtir a família. Eu que moro em São Paulo, às vezes só quero sossego.

Vocês acham barato uma diária de R$33,16 por pessoa? Eu acho rs.

É dessa forma que economizamos gastando. Fazendo a mesma viagem, no mesmo local que queríamos ir, mas fazendo escolhas inteligentes.

~ Yuka ~

Minimalismo na visão de um leitor que tem 64 anos de idade

Esta semana, recebi um e-mail muito interessante de um leitor (que pediu para não ter seu nome divulgado) que tem 64 anos de idade, compartilhando sua experiência de vida sobre o minimalismo, acúmulos e desapegos.

“Olá Yuka, olá a todos que interagem neste Blog.

Venho há muito acompanhando as transições do modo de vida, assim posso relatar um pouco do cotidiano. Um amigo me disse certa vez: “Passamos a vida toda acumulando coisas, para na velhice passar a se desfazer delas… Então, parece óbvio, por que acumular?”.

Realmente é uma certeza: compramos terrenos em praias, chácaras, compramos carros, motos. Sempre pensando: vou construir, vou passar minhas férias ou até me aposentar. Aí, quando se aposenta, os conceitos mudam, queremos paz de espírito, tranquilidade, nenhuma preocupação de coisas que teremos que pagar pelo resto da vida como IPTU, IPVA, impostos e seguros em geral, quase não dormir à noite por isso.

Hoje, com 64 anos, posso dizer que realmente é difícil vender tudo que se acumulou, difícil de se desfazer do que se tem, isto até pelo fato de que, por sermos uma família grande, sempre moramos em casas grandes, atulhadas de coisas. Com o passar do tempo, sempre adquirindo muito, muito mais, construindo ou morando em casas maiores. Aí para se vender, além de demorar demais, não se encontra quem os compre ou pague o preço que se investiu. Basta passar pelos centros de muitas cidades e ver o número de imóveis abandonados, muitos em decadência a serem vendidos.

Quando envelhecemos, os filhos partem para suas carreiras “solo”, aí fica o vazio, aquela imensidão de casa, tantas coisas acumuladas e o que fazer.

Assim, eu e minha esposa, tomamos a decisão: saímos de uma grande casa, aportamos num pequeno apartamento, nos desfazemos de tudo que fosse possível e mantemos o mínimo para viver com tranquilidade. Quando se faz isso, tira-se um fardo dos ombros, não temos que nos preocupar mais com que não temos, isto porque não nos fará mais falta.

Para quê se ter uma casa na praia, chácara ou carro bom, se tudo que precisamos é ter uma condição que nos permita utilizar aplicativos de viagens, tantos para locomoção como para hospedagem, tudo está online, só precisamos de um celular que nos conecte.

Hoje precisamos sim de bom senso, saber buscar oportunidades, ofertas vantajosas e disponibilidade para utilizar tudo que nos rodeia, o consumismo desenfreado da humanidade (haja 1,99 nesta vida) os torna escravos deste consumo. Ser um passarinho seria a solução, isto é, viver o presente, acordar cantando e viver na alegria, cantar muito quando chove e valorizar tudo que a natureza nos oferece.

Quando envelhecemos, damos mais valor à saúde, ao presente, não temos pressa nem ansiedade pelo futuro, isto nos faz pensar e aproveitar mais a vida.

Assim, com toda vivência, mas ainda muito a aprender, posso dizer aos leitores: busquem, vivam uma vida mais simples, invistam em conhecimentos, economizem muito, poupem muito, consumam menos. Sua saúde, a natureza, o planeta e as pessoas à sua volta estarão melhores.”

A penúltima frase que o leitor escreveu, de que “quando envelhecemos, damos mais valor à saúde, ao presente, não temos pressa nem ansiedade pelo futuro, isto nos faz pensar e aproveitar mais a vida.” faz todo o sentido, principalmente para nós, minimalistas.

Quando passamos a focar no essencial e eliminamos o resto, estamos buscando justamente isso, dar mais valor ao presente.

Sem saúde física e mental, sem família, sem amigos, sem tranquilidade, a velhice não terá o seu brilho. Aproveitar a vida, é viver o presente, estar com pessoas, compartilhar histórias… E para isso, é preciso desacelerar.

Gostaria de agradecer o leitor por compartilhar a sua experiência.

~ Yuka ~

Movimento FIRE: muitos querem, alguns tentam, poucos conseguem

O título do post acima é a mais dura realidade.

Para quem não conhece o termo, FIRE é um acrônimo do termo em inglês: Financial Independence Retirement Early que significa “Independência Financeira, Aposente-se Cedo”.

Pessoas que estão em “firing”, são pessoas que por motivos pessoais, aderem ao minimalismo e à frugalidade, poupando cerca de 30 a 70% do salário com o objetivo de se aposentarem cedo (geralmente aos 30, 40 ou 50 anos).

Entenda que neste caso o “aposentar” não significa que nunca mais irá trabalhar. Significa que terá a opção de trabalhar no que quiser (e se quiser), já que terá patrimônio suficiente para viver de renda pelo resto da vida.

Eu faço parte desse movimento e poupo cerca de 60% da receita familiar.

Reconheço que quem ganha um salário baixo, não tem a possibilidade de poupar uma grande fatia do salário como eu estou fazendo. Com o salário mínimo batendo quase R$1.000, sabemos que é praticamente impossível alguém viver com dignidade sobrevivendo com 40% do salário, o que equivaleria a R$400.

No meu caso, que recebo um salário interessante, aproveitei a oportunidade e não aumentei o padrão de vida ao longo dos anos, como todos ao meu redor fizeram.

Digo que poucos conseguem aderir ao movimento FIRE, porque as pessoas não estão dispostas a sacrificar prazeres de curto prazo em detrimento de um futuro melhor.

Os adeptos a esse movimento geralmente são pessoas minimalistas e frugais. São pessoas que curtem o estilo de vida minimalista, aproveitam a jornada até à aposentadoria, e não somente com a chegada do grande dia. Isso significa que o que as pessoas comuns enxergam como sacrifício, os FIREs enxergam como escolhas acertadas. Por serem adeptos ao minimalismo, conhecem a fundo suas necessidades reais e não cedem às necessidades impostas pela sociedade.

Vejamos um exemplo. Você compraria um cabo náutico? A maioria diria que não. Mas por que a resposta é não? É porque você não vê utilidade, não é mesmo? Não teria sentido em ter um cabo náutico, se você não pratica iatismo.

O minimalista vai a fundo utilizando sempre essa regra. Pessoas que aderem ao minimalismo, escolhem itens essenciais e fundamentais para a sua própria felicidade. Vou repetir o trecho da frase que acabei de escrever: “ESCOLHEM ITENS ESSENCIAIS E FUNDAMENTAIS PARA A PRÓPRIA FELICIDADE”. Ou seja, cada pessoa deve ir em busca do auto-conhecimento para saber o que é essencial para si. Infelizmente, posso dizer que a maioria das pessoas não buscam auto-conhecimento e por isso mesmo seguem a vida utilizando a régua alheia. Não é a toa que o sonho das pessoas se assemelham…

Voltando ao exemplo do cabo náutico, a mesma regra (de saber se é essencial ou excesso) vale para todas as escolhas que fazemos ao longo da vida. Quando é uma coisa discrepante, é fácil saber se é essencial ou não. Difícil é ter discernimento para os itens mais comuns, do nosso cotidiano. Eu já dei esse exemplo do fogão: eu tenho um fogão de 4 bocas, ao invés de 6, porque não cozinho utilizando as 6 bocas simultaneamente. Eu simplesmente não tenho coordenação, nem destreza para utilizar as 6 bocas sem queimar uma das panelas. Então por qual motivo gastaria meu dinheiro tendo um fogão maior, que além de ser mais caro, ocupa espaço da minha casa?

Esse pensamento é a base para todo o meu raciocínio: não tenho um tênis de corrida, porque eu só caminho pelas ruas da cidade. Não moro em um apartamento de 3 dormitórios, pois uso somente 2 quartos. Não tenho muitas roupas, porque simplesmente não dou conta de usar tudo durante o ano. Não tenho muitos itens de maquiagem, porque não consigo terminar de usa-los até a data do vencimento. Não tenho carro porque não julgo necessário.

Não tenho porque não quero. Não tenho porque não preciso. Ponto.

As pessoas se acostumaram com o excesso.

Querem morar em uma casa grande, mesmo usando a maior parte do espaço como depósito. Querem ter várias roupas no guarda-roupa, mesmo usando somente 20% do que tem nele. Pagam um plano de TV a cabo, mesmo passando a maior parte do tempo na internet. Moram em um apartamento de 3 quartos, sendo que utilizam um único quarto. Compram um carro modelo off-road, mesmo não pegando estrada com tanta frequência. Assinam mensalidade da academia, sendo que vai só algumas vezes por semana. Possuem um plano de saúde que abrange os melhores hospitais da cidade, mas sempre que precisa vai nos hospitais do bairro. Compram um celular novo, mesmo o antigo estar funcionando perfeitamente.

Compram sem necessidade, sem pensar, só pelo ato de gastar… Como podem ver, exemplos são infinitos.

Alguns atos que julgamos como normal: comprar presentes para outras pessoas, só porque a sociedade impôs. Ou até mesmo comprar roupas e quinquilharias para preencher o vazio interno… são atitudes que vão aumentando os gastos e elevando o padrão de vida até se tornar insustentável a longo prazo. Para essas pessoas, o dinheiro não traz felicidade, ele é apenas uma fuga.

Eu consigo investir quase 60% da renda familiar, porque sei exatamente onde gastar e onde poupar. Todas as escolhas que eu faço são pautadas em cima do meu objetivo de vida, e é justamente por saber onde gastar e onde poupar que eu e meu marido não sentimos escassez, e sim, abundância e gratidão.

Quando a gente aprende a gastar o dinheiro de forma inteligente, coisas boas começam a acontecer…

~ Yuka ~

Como desencorajamos as pessoas (mesmo sem querer)

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Quando quis emagrecer, ouvi a frase: “ah, mas você já é tão magra, não precisa emagrecer mais”.

Quando comentei que queria ser uma mãe melhor, ouvi: “mas você tem que entender que você já é a melhor mãe que elas podem ter”.

Quando falei que eu queria ter menos coisas, ouvi: “nossa, mas você já tem pouquíssimas coisas. Por que você quer ter menos ainda?”.

Quando disse que eu estava tentando aumentar meus aportes mensais, ouvi: “Você já economiza tanto, pra que economizar mais ainda?”.

Quando compartilhei meu sonho de adotar um parque, ouvi um: “Assumir trabalho dos outros (no caso, da Prefeitura) é fazer papel de trouxa.”

Quando digo que faço parte do movimento FIRE (independência financeira, aposente-se cedo), ouço um sonoro “você e o mundo inteiro quer isso”.

Bom, por aí percebemos que não podemos ir na onda das pessoas.

De todos os itens acima, o único “projeto” que eu ainda não pude iniciar, foi adotar uma praça. Todos os outros, já estão em andamento ou até mesmo concluídos.

Sei que as pessoas fazem isso com o intuito de ajudar. “Você já é magra”, “Você já economiza o suficiente”, “Você já é uma boa mãe”… Eu sei que as pessoas fazem isso pensando no meu melhor, mas preciso dizer que muitas vezes não ajuda.

Percebo como as pessoas tem o costume de desencorajar as iniciativas alheias. Dificilmente as pessoas encorajam, dão suporte, elogiam. Muito pelo contrário, riem da desgraça alheia. Da roupa dos outros que julgam cafona. Da iniciativa que deu errado. Do português falado errado. Alegram com o fracasso do colega.

E com isso, acabamos criando a cultura do “desencorajamento”. São pessoas que ficam com medo de sair da zona de conforto, para não serem julgadas e ridicularizadas pelos próprios colegas e familiares.

Meu marido, físico e pesquisador, tem colaboração com a NASA. Sim. com a Agência Espacial Americana. Além dele ter amizade com alguns dos pesquisadores de lá, já escreveram juntos alguns artigos científicos. Para chegar nesse ponto, voltaremos um pouco no tempo.

Há alguns anos, ele foi para os EUA e fez uma apresentação de seu trabalho para um grupo de pesquisadores da NASA. Claro que suas pernas tremeram, claro que bateu uma insegurança, o medo de acharem sua pesquisa sem importância… mas no final da apresentação, todos foram cumprimentá-lo pela sua excelente pesquisa. Meu marido até fala, que o trabalho dele poderia não ter sido tudo aquilo que os pesquisadores da NASA haviam elogiado. Mas o fato deles terem elogiado, aplaudido, dado um tapinha nos ombros, conversado com ele, fez TODA A DIFERENÇA em querer fazer melhor, em querer continuar fazendo mais.

Ao invés de julgar, que a gente tenha a coragem de estender a mão para a pessoa que estiver precisando da nossa ajuda. Que a gente tenha humildade para reconhecer o esforço do outro e que consiga aplaudir as boas iniciativas. A gente esquece que um bom escritor não começa escrevendo um texto maravilhoso no início de sua carreira. Que um bom chefe, muitas vezes já errou tantas e tantas vezes, até aprender a ser mais humano.

Enquanto estava escrevendo este post, procurei no Google se havia algo parecido já publicado. E tive a grata surpresa que o Geração de Valor havia escrito algo a respeito, inclusive colocado um vídeo muito significativo sobre esse assunto:

“No vídeo abaixo, uma adolescente de 13 anos foi cantar o hino nacional americano numa partida da NBA. Nervosa, errou a letra do hino que já havia cantado dezenas de vezes, na frente de cerca de 20 mil pessoas na arena e milhões de outras que assistiam ao vivo na TV. Diante da situação embaraçosa que estava prestes a se transformar num inesquecível caos, o técnico de uma das equipes correu, ficou ao seu lado, segurou o microfone juntamente com ela e cantou, mesmo sem ser a sua especialidade, ao lado da adolescente que, em vez de ter sido vaiada e trucidada pelo público como frequentemente presenciamos, teve o apoio dos presentes, que cantaram junto com ela e, por fim, saiu aplaudida e abraçada por todos.”

~ Yuka ~

Como emagreci 12 quilos em 3 meses

reeducação alimentar

Depois que eu tive as minhas 2 filhas, eu engordei 12 quilos.

Quando casei, pesava 50 quilos. Depois que minha filha nasceu, passei a pesar 55 quilos. Depois da minha segunda filha, passei a pesar oficialmente 62 quilos.

Minha caçula completou 2 anos, e o 62 quilos consolidou-se no meu corpo.

A partir deste momento, gostaria que vocês lessem esse post sem tentar achar se os meus 62 quilos eram muito ou pouco. Para algumas pessoas, pode ser infundado eu querer emagrecer pesando 62 quilos. O importante é se sentir bem no próprio corpo, e eu estava incomodada com o meu peso.

O principal fator que me fez querer emagrecer, é que eu sempre fui uma pessoa muito magra. Mesmo se eu quisesse engordar, não conseguia, diziam que era o tal do metabolismo.

Depois que engravidei 2 vezes, eu não reconhecia mais o meu corpo. Para a maioria das pessoas, eu não estava gorda, tanto que algumas pessoas acharam absurdo quando comecei a emagrecer com a dieta.

A verdade é que eu não decidi emagrecer para os outros, nem pelo marido, nem por ninguém. Chegou um momento, em que as minhas calças não entravam mais, e eu tinha que tomar uma decisão: ou comprava números maiores ou emagrecia. Eu optei pela segunda opção (minimalismo na veia).

A virada de chave aconteceu no início deste ano, quando 3 pessoas, na mesma semana, acharam que eu estava grávida da minha “terceira filha”, e uma pessoa cedeu o lugar prioritário para mim no metrô. Chegou a hora de fazer algo por mim.

Antes de fazer alguma dieta, eu resolvi estudar. Sim, li muitos textos, livros. Muitos podem até estranhar, mas realmente eu pesquisei os tipos de dieta existentes, desde a dieta da proteína, cetogênica, low carb, paleo, do limão, jejum intermitente etc.

E depois de estudar, optei pela Dieta Dukan, por acreditar que seria a mais rápida, que focava apenas na alimentação (com alguns minutos de caminhada). E por isso mesmo não fiz exercício físico, pois achei que eu poderia me distrair, ou até mesmo desanimar tentando fazer tudo ao mesmo tempo.

Sei que muitos dos que me seguem aqui são veganos, e por isso mesmo, não concordam com esta dieta. Mas da mesma forma que respeito a opinião das pessoas, espero que respeitem a minha decisão de ter seguido esta dieta.

A Dieta Dukan não é uma dieta tão fácil de ser executada, principalmente no início. Vou comentar rapidamente aqui, mas para quem tiver interesse, por favor, leiam o livro (o link está no fim deste post).

A dieta possui 4 fases:

  • Ataque – dependendo do peso a ser perdido, a pessoa precisa comer exclusivamente carne por 1 a 5 dias.
  • Cruzeiro – comer em dias alternado somente carne e no outro dia carne e legumes até chegar no peso ideal.
  • Consolidação – a cada quilo perdido, ficar 10 dias nesta fase, para evitar o efeito sanfona.
  • Estabilização – é a fase final. Você é livre para seguir a sua alimentação, mas deverá comer 1 dia por semana somente proteínas pelo resto de sua vida.

Fazer a Dieta Dukan, não foi fácil, principalmente, porque tive abstinência de carboidratos (arroz, batata e doces) nas primeiras semanas. No início, meu corpo tentou interromper a dieta. Tive dores de cabeça, fraqueza, pressão baixa, sonos absurdos, mas eis que meu corpo se acostumou com a falta de carboidratos e consegui encerrar a fase mais difícil (Ataque e Cruzeiro). Atualmente estou na fase Consolidação.

O corpo basicamente usa carboidratos para gastar energia, pois é de fácil consumo para o corpo. Quando comemos uma batata frita, por exemplo, ele usará o carboidrato como energia, e armazenará a gordura no corpo. E assim, vamos engordando cada dia um pouco mais.

Quando cortamos radicalmente o carboidrato e reduzimos a gordura, o corpo, sem alternativa, passa a usar a gordura do nosso corpo para gastar energia. E é assim que o emagrecimento acontece de forma relativamente rápida nesta dieta.

Duas coisas foram muito importantes nesse processo: disciplina e foco.

Pois bem, 72 dias depois, alcancei a meta dos 52 quilos. E com a meta inicial alcançada, resolvi emagrecer até os meus 50 quilos: meu peso de quase 10 anos atrás.

Enquanto fazia a Dieta Dukan, passei a seguir no YouTube o Rodrigo Polesso, que divulga seu trabalho sobre alimentação forte. Foi com ele que eu descobri que eu não comia alimentos de verdade. Comia substâncias comestíveis que não faziam bem para o meu corpo, começando pelo óleo vegetal e margarina.

Ao observar os alimentos que ingeria na Dieta Dukan, passei a enxergar a comida de outra forma. Passei a ingerir alimentos de verdade durante toda a dieta, que hoje chamo de reeducação alimentar. Eu não passei fome em nenhum momento da dieta, pude comer até me sentir satisfeita, repetia o prato quando necessário e mesmo assim, fui emagrecendo.

Se foi fácil? Claro que não. Nunca é fácil, principalmente quando você está no refeitório da sua empresa e vê pessoas almoçando nhoque, pedaço de pizza, refrigerante, sobremesas, etc.

Para quem tiver curiosidade, aqui está o gráfico da minha evolução durante esse período.

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“Tenha cuidado com seu corpo. É o único lugar onde você tem para viver.”- Jim Rohn

  • ~ Yuka ~

    Divirta-se sem gastar dinheiro

    Taí uma frase para se pensar: divertir-se sem gastar dinheiro.

    Lembro que quando morava em Santos, no litoral de São Paulo, costumava passear com as minhas amigas do colegial pela orla da praia. Nos divertíamos horrores, não precisávamos de dinheiro para rir.

    No fim-da-tarde, costumava andar pela orla da praia, sentindo aquela brisa quente do verão… não sentia falta de dinheiro.

    A gente vai crescendo, e aprendendo a associar diversão com dinheiro: um passeio no shopping e compramos algum presente. Um passeio pelo bairro e vamos à sorveteria. Um passeio no parque e compramos água, um algodão doce e algum lanche. O happy-hour que acontece no barzinho perto do trabalho. Um encontro com amigos que acontece na pizzaria. Os passeios do fim-de-semana que são acompanhados de cinema, pipoca e um jantar no shopping.

    Nada contra ter diversões que custem dinheiro… mas jogo uma pergunta no ar:

    – Será que somos capazes de nos divertir sem gastar dinheiro?

    Quando morava no outro apartamento, eu e meu marido passávamos horas conversando, sentados no chão, preparando e comendo em frente à nossa churrasqueira “tortinha” – era tão torta que meus amigos diziam que um bêbado tinha construído a churrasqueira rsrs.

    Esse era o nosso prazer. Olhar para o céu aberto e conversar, enquanto comíamos. Não gastávamos dinheiro, a nossa felicidade era auto-suficiente.

    Depois de 9 anos juntos e 2 crianças a tira colo, continuamos com a mesma rotina frugal.

    Temos costume de ir em parques, fazer piqueniques, ir em eventos infantis, mas geralmente levamos nossa água, suco, lanchinho, um doce, algo pra beliscar.

    Outro dia, num dia de muito calor, eu tinha feito chup-chup para a alegria das crianças. Minha amiga me chamou para levar as crianças em um parque e eu não tive dúvidas: peguei minha bolsa térmica, coloquei os tabletes de gelo e enchi de chup-chup. Chegando no parque, ela não acreditou quando eu abri a bolsa térmica. Não preciso nem dizer que as crianças (e os adultos) amaram, né?

    Mês passado fomos assistir ao Show do Bita que aconteceu no Shopping Tatuapé. Foi fantástico. E gratuito.

    Também fomos a um espetáculo de circo que aconteceu no Teatro de Contêiner Mungunzá, que não conhecíamos até então. Maravilhoso. E gratuito também.

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    Os próprios artistas falaram que o espetáculo já havia sido pago pelo Teatro, mas que quem quisesse contribuir, deixariam o chapéu para colocar gorjeta. Pois bem. Meu marido colocou uma gorjeta de R$20,00. Minha mãe colocou gorjeta de R$50,00. Por aí dá pra ver que não vamos nesses eventos para economizar, e sim para prestigiar as iniciativas locais.

    Eu e meu marido sabemos que a decisão de como o dinheiro pode ser gasto depende exclusivamente de nós.

    Se for abrir a carteira, que seja desta forma: por amor.

    ~ Yuka ~

    Aprecie as coisas simples da vida

    Eu tenho um objeto em casa, que eu nem sei se tem nome.

    Comprei há 9 anos em uma das lojas do bairro da Liberdade, em São Paulo, e que uso praticamente todos os dias.

    É um batedor de leite, um mini-mixer.

    Há tempos penso sobre esse assunto, e hoje, resolvi escrever sobre essa pequena felicidade que sinto ao preparar o meu café.

    É só um café com leite normal, mas ao fazer espuminha no leite, sinto a sensação de que foi preparado com amor.

    Eu esquento o leite, ligo o “mini-batedor” dentro da caneca para fazer a espuma e depois acrescento o café.

    Sabe quando você está cansada, quer sentar e tomar um bom café com leite? Essa espuma branca, fofinha, que gruda nos lábios, faz toda a diferença pra mim.

    Eu sinto prazer e aconchego.

    É um momento gostoso que eu e meu marido temos para desacelerar, curtir a companhia do outro, mesmo que seja por poucos minutos antes de dormir. Aliás, essa é a vantagem de quem não perde o sono mesmo tomando uma canecona de café à meia-noite.

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    Aqui, o leite já morno com o mini-mixer, mini-batedor, seja lá qual for o nome.

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    É só colocar e deixar ligado por uns 30 segundos.

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    Meu leite com espuminha… nham nham nham…

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    Aqui, já com café. Geralmente fica mais escuro, acho que coloquei pouco café desta vez. Os chocolates ganhei de uma amiga.

    Se tiver um tempo, pare para avaliar quais são os seus pequenos prazeres, as pequenas alegrias, as pequenas conquistas…

    Busque a consciência de que a verdadeira felicidade se esconde nas pequenas coisas da vida.

    ~ Yuka ~

    O escravo moderno pagador de contas

    escravo

    Há pesquisas que comprovam que quando acordamos, temos o que denominamos de “tanque de decisões”. Conforme tomamos decisões, esse tanque vai se esvaziando. Que roupa usar hoje? O que comer no café da manhã? Que horas sair de casa para ir ao trabalho? Quais são as minhas prioridades do dia? Etc.

    Depois de inúmeras decisões tomadas ao longo do dia, quando chegamos em casa à noite, já estamos com o tanque quase vazio. É quando a nossa energia vital fica baixa, estamos cansados física e mentalmente. Nesse momento, muitos de nós, com a intenção de descansar um pouco, assistimos televisão, o YouTube, o Instagram… E a sutil lavagem cerebral se inicia.

    Vemos o mundo colorido das celebridades. Mesmo sabendo que aquela vida perfeita foi totalmente editada, começamos a achar a nossa vida monótona. Aliás, é tão monótona que começamos a consumir o que as celebridades consomem, quem sabe ficamos um pouco mais parecidas com elas?

    Assistimos de camarote às diversas propagandas camufladas (ou explícitas…) incentivando o consumismo ao extremo. Assistimos também as tragédias do mundo inteiro, pois não basta mais mostrar apenas as tragédias de um único país.

    Toda essa visão de mundo nos provoca ansiedade e medo. E trabalhamos cada vez mais com o intuito de amenizar a ansiedade e o medo que são gerados diariamente.

    O trabalho nada mais é do que uma troca. Você vende seu tempo em troca de dinheiro. Se trabalhamos o mês inteiro em troca do tempo, e não conseguimos poupar nada, significa que gastamos todo o nosso tempo. Já quando o dinheiro sobra, temos a possibilidade de recomprar o nosso tempo.

    O salário é a moeda de troca para desistimos dos nossos sonhos.

    Acabamos nos tornando um escravo pagador de contas.

    Pagamos um financiamento caríssimo achando que estamos fazendo um ótimo negócio, sem nem ao menos saber quanto de juros estamos pagando todo os meses. Ou até sabemos, mas ficamos ao lado dos bancos, típico comportamento de síndrome de Estocolmo.

    Cada vez mais o salário vai sendo comprometido com algum boleto bancário. Parcelas do financiamento do apartamento, do carro, da escola, do convênio médico, assinatura da internet, do celular, TV a cabo… Ou seja, largar o emprego, nem pensar.

    E assim, o uniforme do escravo moderno vai se tornando a camisa social com uma gravata que aperta cada vez mais o pescoço.

    Mesmo em situações descritas acima, a maioria não sabe quanto recebe de salário, muito menos quanto gasta. Não tem interesse em estudar sobre investimentos. Prefere ficar na ignorância, pois assim, não precisa alterar a própria rotina.

    Vive um mês após o outro, rezando para que nada de errado aconteça. E quando surge um imprevisto, parcela as dívidas, já que não possui reserva financeira.

    Espera-se o mês inteiro para receber o salário, e no dia do pagamento, todo o dinheiro vai embora nos boletos bancários… Resta esperar por mais 1 mês inteiro para receber o próximo salário e continuar fazendo a mesma coisa, mês após mês, ano após ano.

    Somos ou não somos um escravo moderno pagador de contas?

    “A ditadura perfeita terá a aparência da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor à sua escravidão.” Aldous Huxley

    ~ Yuka ~

    DIY de Ovo de Páscoa e seus preços abusivos

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    Semana retrasada a leitora Andrea perguntou se eu estava pensando em escrever um post sobre os preços abusivos dos ovos de Páscoa. Não, não estava.

    Mas depois que ela comentou que o Kinder Ovo estava custando os inacreditáveis 700 reais o quilo, eu quase caí da cadeira. Sim, um ovo de chocolate que pesa apenas 100g sendo vendido por R$68,00.

    Eu não estava acompanhando os preços dos ovos de Páscoa, porque desde o início do ano já tinha decidido que eu mesma iria produzir os ovos para a família. Pensei nisso por 2 motivos: a diversão de incluir as minhas filhas na preparação dos chocolates e também por causa do preço, que geralmente é muito mais caro só por causa do formato.

    Eu costumo frequentar uma loja chamada Central do Sabor, que fica bem perto do metrô da Luz, aqui em São Paulo. É uma loja bem completa de doces, vende desde produtos descartáveis, chocolates de ótima qualidade, massa para preparar sorvete, itens de festa etc. Pra mim, é uma diversão passear nessa loja.

    Eu aproveitei que estava precisando passar na loja para comprar gotas de chocolate forneáveis, e comprei os itens para fazer os meus ovos de Páscoa.

    Para este ano, eu decidi fazer mini ovinhos de chocolate e embrulhar individualmente em papel colorido, já que a minha filha mais nova ainda faz muita lambança com o chocolate. A minha esperança é que com os ovinhos ela faça menos sujeira na hora de comer.

    Fiz 3 tipos de ovos: meio-amargo, chocolate ao leite, e crocante.

    É difícil dizer quanto custou fazer cada kit do ovo, já que a intenção inicial não era postar aqui no blog. Então infelizmente não tenho o valor exato, mas não acredito que eu tenha gastado mais que R$10,00 a R$15,00 para fazer cada ovo, já que as formas eu poderei usar no ano que vem, e ainda sobrou muito, muito chocolate. Fiz ainda para a minha família e para alguns amigos.

    Eu tenho muito prazer em fazer este tipo de atividades. Em períodos de festas, como a festa-junina, compro barbante e papel de seda para fazer bandeiras coloridas. Às vezes, tenho a impressão de que comprar pronto sairia muito mais barato, mas neste caso, não faço com a intenção de economizar, e sim, para me divertir com as crianças.

    Com os ovos foi a mesma coisa. Elas não vêem a hora de chegar a Páscoa para comer o chocolate que elas mesmas prepararam. Elas já comeram uma parte, mas os ovos que estão embrulhados, ficarão para a Páscoa mesmo.

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    ~ Yuka ~

     

     

    Diferença entre o minimalismo e o movimento FIRE

    Como vocês sabem, eu acompanho poucos sites, blogs e canais do YouTube. Primeiro, porque não tenho tempo para acompanhar todo mundo, e segundo, porque dou foco na qualidade do conteúdo publicado.

    Um destes sites que acompanho, entrou em contato comigo e não fico sabendo que ele também gosta do meu trabalho? Que dia feliz!!!

    E com isso gostaria de prestigiar o trabalho do SapienLivre.com indicando uma leitura de um de seus posts: “Diferença entre o minimalismo e o movimento FIRE”. Para quem tiver interesse, depois de terminar de ler o post, clique aqui para conhecer o site.

    DIFERENÇA ENTRE O MINIMALISMO E O MOVIMENTO FIRE

    “Onde foi que eu me perdi tanto de mim que, agora, nesse exato momento…”

    Esta frase da escritora Clarice Lispector descreve bem como todos nós já nos sentimos em algum momento ou ainda estamos nos sentindo agora mesmo.

    Todo mundo em algum momento já se sentiu perdido na vida. No sentimento de não pertencimento… sabe? Eu particularmente já me questionei e continuo me questionando quase todos os dias.

    Neste sentido costumamos responder a esses questionamentos de diferentes formas, coisas do tipo:

    • Buscamos compensar a nossa frustração consumindo coisas que não precisamos, se endividando e caindo em um buraco ainda maior;
    • Procurar alternativas para a vida de consumo e algumas se encontram no minimalismo, tentando viver com menos coisas para dar espaço maior para as relações humanas;
    • Busca trabalhar duro e fazer grande esforço por um período determinado de tempo para tentar alcançar a independência financeira e se aposentar por volta dos 40 ou 30 anos ( Movimento FIRE).

    Diferença entre o minimalismo e o movimento FIRE

    Bom, fácil de concluir que o materialismo não faz ninguém feliz. Nossa geração, de modo geral,  nunca foi tão rica e também tão infeliz.

    Então entre as alternativas que temos eu costumo chamar de contra cultura, o Minimalismo e o Movimento FIRE.

    O que é Minimalismo

    Usando as palavras dos The Minimalist,  Minimalismo é:

    “O minimalismo é uma ferramenta para se livrar do excesso da vida em favor de se concentrar no que é importante – para que você possa encontrar felicidade, realização e liberdade”.

    Em outras palavras é a busca de reduzir excessos para liberar espaço e tempo para as relações humanas.

    E o Movimento FIRE

    O FIRE é abreviação das palavras em inglês Financially Independent, Retiring Early. Este movimento ainda pouco conhecido no Brasil, representam as pessoas que buscam a Independência Financeira e Aposentadoria Precoce ( eu prefiro falar antecipada).

    Imagine poder se aposentar aos 40, alguns ainda aos 30 anos. Em uma sociedade que vem discutindo aposentadoria tradicional cada vez mais tarde, parece uma realidade impossível mas a fórmula é simples e aplicável.

    A ideia é ganhar o máximo que puder, poupar entre 30% a 70% da renda. Fazer investimentos com qualidade e depois de uns 10, 15 anos viver de renda e curtir a vida.

    Deixar de trabalhar neste momento passa a ser uma opção já que o dinheiro deixa de ser o fator determinante.

    Qual destes é a melhor escolha para você

    Se pararmos para observar estes dois movimentos são de certa forma parecidos. Todos eles buscam uma alternativa para o modelo atual de sociedade. No sentido de dar menor importância as coisas e maior liberdade para fazer escolhas.

    Os FIREs trabalham mais a questão financeira reinvestindo seus ganhos, para assim ter maior liberdade de escolhas quando alcançar a independência financeira; viajar pelo mundo; viver sua paixão, mesmo que ela não remunere de forma adequada.

    Os Minimalistas trabalham a limpeza geral de excessos na vida, seja de coisas materiais como também no sentido de ter uma vida menos estressante. Seja morando em uma casa menor ou controlando seus próprios desejos para diferenciar o que realmente é necessário.

    Obvio que para cada uma destas estratégias existem vantagens e desvantagens. Qual destas você se identifica mais?

    Eu particularmente acredito que não preciso escolher entre um ou outro. Por que não aproveitar o melhor do dois movimentos?

    Afinal de contas eles se complementam. É totalmente possível ser um FIRE e também minimalista, mesmo porque não existe uma definição exata para um ou para o outro.

    Temos uma péssima mania de querer rotular as pessoas de ou jeito ou de outro. O que realmente importa é saber o que te faz feliz e buscar viver de acordo com seus próprios valores.

    No meu entendimento aproveitar o melhor que cada uma destas filosofias tem à oferecer é o melhor caminho. O que não fizer sentido para você descarte, simples assim.

    Entre um e outro, quem disse que não é possível escolher os dois e criar um só seu?

    Artigo original em: https://sapienlivre.com/minimalismo-e-movimento-fire

    Alcançando grandes mudanças com mini-hábitos

    Amanhã já iniciamos o mês de abril. Inacreditável como o tempo passa rápido, não?

    E quando penso nisso, a frase que vem na minha cabeça é: “Como estão indo as metas do ano?”

    Dar entrada no mês de abril significa que 25% do ano de 2019 já se foi.

    Será que já conseguimos alcançar 25% das nossas promessas que fizemos no início de ano?

    As minhas metas estão indo bem, alguns mais, outros menos. Em outro post vou falar sobre esse assunto especificamente, mas uma das minhas metas deste ano era emagrecer, e até o momento, já emagreci 9 quilos. Falta 1 quilo para finalizar a meta.

    Estou a passos curtos executando as tarefas, vendo e revendo os meus hábitos, ajustando os meus objetivos para que as metas  (sim, são mais de uma) se tornem alcançáveis.

    E pensando nisso, gostaria de indicar um livro que eu li há alguns anos e que gostei bastante:

    Mini-Hábitos: hábitos menores, maiores resultados, do Stephen Guise.

    mini habitos

    A ideia central do livro é bem interessante. Ele ilustra com o exemplo da prática de um exercício físico. Como o autor não conseguia praticar exercícios com regularidade, decidiu que iria fazer 1 flexão por dia. Fazer 1 flexão por dia era tão simples, e tão ridículo se não o fizesse, que ficava diariamente na posição para fazer a tal da flexão. Uma vez na posição, não tinha motivos para fazer apenas 1 flexão, e acabava fazendo mais uma vez, e mais uma, e mais uma. E assim, as coisas foram evoluindo dia após dia para ele.

    Outro exemplo que ele dá é para as pessoas que não conseguem ler um livro. Seguindo o método do livro, pode-se criar o hábito de ler 1 página por dia. Se achar muito, poderia ser 1 parágrafo. Pode ser que você acabe lendo muito mais que 1 parágrafo por dia, mas a sensação de tarefa cumprida é indescritível.

    Um dos motivos de eu ter facilidade para cumprir as metas, é justamente porque parcelo as minhas metas em tarefas minúsculas, tão pequenas que acabam tornando fáceis para serem executadas. E esse livro vai de encontro com o que eu tenho feito diariamente. Espero que gostem da leitura.

    Até semana que vem.

    ~ Yuka ~

    FOCO: a diferença entre você e todas as outras pessoas

    Captura de Tela 2018-09-01 às 23.44.47

    Eu gosto muito desta palavra: foco.

    Tenho pensado muito, se quando digo que eu vou alcançar a minha independência financeira, o que me separa com o restante das pessoas não seria justamente o foco.

    Foco é a diferença entre a pessoa que traça um plano para alcançar os objetivos, com o restante das pessoas.

    Pessoas dizem estar preocupadas com a aposentadoria, com o plano da previdência, com o aumento do desemprego, com a inflação, mas poucas pessoas fazem algo a respeito, além de reclamar.

    É fácil reclamar e culpar os outros, pois assim, não há a necessidade da mudança, enfim, os outros que mudem. Difícil mesmo é mudar as próprias atitudes para tentar escapar de uma determinada situação.

    Faça uma análise das pessoas que estão à sua volta. Geralmente, costumam receber salários similares ao nossos: alguns ganham um pouco mais, outros ganham um pouco menos.

    Quanto receberam no ano passado, somando todo o salário do ano? Talvez 20 mil? Talvez 50 mil? 100 mil reais? E desse dinheiro recebido, quanto foi poupado? A maioria responderá que não guardou nada.

    Quando digo que meu estilo de vida não foi baseado em apenas 1 escolha, mas em milhões de escolhas é isso: eu escolhi colocar minhas filhas na creche municipal. Eu escolhi viver de forma frugal e minimalista. Eu escolhi o lugar onde moro atualmente (que é um bairro muito bom). Eu escolhi estudar todas as noites depois de colocar as minhas filhas para dormir.

    São essas escolhas que criaram o meu estilo de vida atual. São esses conjuntos de escolhas que ainda me permite poupar e investir todos os meses. Se é fácil? É claro que não.

    Enquanto há pessoas se divertindo no bar, há pessoas estudando.

    Enquanto pessoas estão ativas nas redes sociais olhando a vida dos outros, há pessoas focadas na própria vida.

    Enquanto há pessoas criticando as iniciativas dos outros, há pessoas que sabem onde quer chegar e acredita ser possível.

    E quando todo mundo estiver desiludido, haverá pessoas descansando na sombra de uma árvore, colhendo o que plantou, vivendo a vida que sempre sonhou.

    Tinha uma época que eu ficava frustrada, porque apesar de tentar explicar para as pessoas sobre a possibilidade de aprender a investir bem o dinheiro, a maioria não acreditavam em mim (e continuam não acreditando). Até que uma amiga falou que não são as pessoas que não acreditam em mim. São elas que não acreditam nelas mesmas.

    Depois que compreendi e assimilei isso, passei a focar ainda mais na minha meta, nos meus objetivos, na minha família, nos meus estudos.

    Percebi que essa era a nossa diferença: eu acredito na liberdade. Eu acredito ser possível ser livre. A maioria não.

    Se você pensa que pode ou pensa que não pode, de qualquer forma você está certo. ~ Henry Ford ~

    ~ Yuka ~

    Enxergar o lado bom das coisas é uma escolha

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    Foto: Sebastião Salgado

    Há alguns anos, participei de um congresso no Belém do Pará. Fui de ônibus partindo de São Paulo, o que significa que a viagem durou 2 a 3 dias. Tomei banho nos postos de gasolina das estradas. Chegando em Belém, uma pessoa que fiz amizade no ônibus, me ofereceu a casa de seus familiares para passar a semana do congresso, ao invés de dormir na escola com todos.

    Após aceitar, descobri que ficaria em um dos bairros mais perigosos da cidade. O asfalto não havia chegado no bairro, alagava todos os dias, além disso não tinha saneamento básico.

    Eu podia voltar atrás, inventar uma desculpa.

    Mas eu realmente quis aproveitar a oportunidade para viver o que essas pessoas vivem no seu dia-a-dia. Eu, que sempre falei que tive uma infância pobre, descobri que não era pobre. Aliás, descobri os vários níveis de pobreza, e a minha pobreza, com certeza não era a das mais baixas.

    Vivi e convivi com a comunidade local, aprendi inclusive, a moer açaí. E percebi como pessoas que têm tão pouco, podem ter um coração tão grande.

    Essas pessoas generosas me ensinaram que saber enxergar o lado bom das coisas é uma escolha. São pessoas que apesar de todas as dificuldades do dia-a-dia, acreditam na honestidade do ser humano, abrindo as portas de suas casas para uma pessoa que nunca viram antes. Dividem a comida, oferecem cobertores, compartilham os sonhos…

    E é isso que quero ensinar para as minhas filhas: que bondade independe de raça, de religião, do dinheiro, da opinião política, da orientação sexual.

    Enxergar o lado bom das coisas é uma escolha que fazemos todos os dias quando levantamos da cama, requer esforço, e que precisa ser confirmada várias vezes por dia.

    ~ Yuka ~

    Garanta o seu futuro, antes de garantir a do seu filho

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    Quando nos tornamos pais, é comum ouvirmos por aí de que abrimos um plano de previdência privada no nome do filho com o intuito de garantir o seu futuro. Esse singelo gesto de amor, de preocupação e de esperar por um futuro melhor é lindo… mas tenho que perguntar: e pra você? Você tem um plano para a sua aposentadoria?

    Não estou dizendo para não pensar no futuro dos filhos. Afinal, quem não gostaria de ver os filhos felizes, realizando sonhos, com o “futuro garantido”?

    O problema começa quando os pais pensam somente no futuro deles, esquecendo do seu próprio futuro, que chegará muito antes do deles.

    Além da reforma da previdência que está chegando, temos um outro porém: nós viveremos por mais tempo. E com isso trabalharemos por mais tempo, aposentaremos mais tarde e ainda ganharemos (se não morrermos antes) uma aposentadoria pífia.

    Sem contar com a possibilidade de ficarmos desempregados. Já parou para pensar que teremos jovens entrando no mercado de trabalho, junto com a constante automatização da mão-de-obra, e idosos trabalhando com um salário bem mais alto do que um salário inicial de um jovem? Na hora da demissão, adivinhe quem a empresa irá demitir? O jovem com cabeça fresca e que ganha pouco, ou nós, com cabeça mais lenta, ganhando mais? Não haverá vaga de emprego para todos e isso poderá gerar a nossa demissão.

    Caso essa situação venha a acontecer, quais serão os seus planos? Como irá se sustentar? Como irá sobreviver? Como irá pagar suas contas? Seus remédios?

    O melhor presente que podemos dar para os nossos filhos, é não depender financeiramente deles. Já deve ter percebido que há situações em que muitos pais precisam ajudar os filhos financeiramente.

    Imagine se você estiver contando com o dinheiro do seu filho, que ainda nem se tornou adulto, e do salário que ele ainda nem recebeu, para garantir a sua própria sobrevivência?

    Os gastos na terceira idade naturalmente costumam aumentar: plano de saúde, remédios, e gastos por ter mais tempo livre, consequentemente mais lazer…

    Se esse for o seu caso, repense. Talvez esteja na hora de pensar primeiro no seu futuro, antes de pensar no futuro dos filhos.

    ~ Yuka ~

    O real significado da palavra Liberdade

    liberdade financeira

    Imagine que num mundo encantado há somente 2 tipos de bebidas: água e café.

    Esse é o menu que nos disponibilizaram.

    Somos felizes e satisfeitos por saber que somos livres para escolher o que queremos tomar: um copo de água ou uma xícara de café.

    Só que depois de um tempo, alguém nos conta que há outras opções de bebidas no mercado. Cappuccino, chocolate quente, sucos dos mais variados sabores e o pior, por um preço bem mais em conta.

    Começam as dúvidas: Por que ninguém falou antes? Por que não nos avisaram sobre a existência de outros sabores? Por qual motivo escondem isso de nós? E por que sempre nos falaram que éramos livres, dizendo que tínhamos liberdade de escolha? Só esqueceram de um detalhe: não mostravam todas as opções existentes do menu.

    Isso é exatamente o que sinto, quando penso sobre política e educação, incluindo a educação financeira.

    Nos fizeram acreditar de que éramos livres, mas não somos.

    Na escola, nos ensinam apenas o suficiente para sermos ótimos funcionários, mas não o suficiente para pensarmos com a própria cabeça. Sabemos operar máquinas e computadores, mas não sabemos pensar, apenas repetimos o discurso de pessoas importantes (e que nem sempre, ou melhor, na maioria das vezes, não é benéfico para nós). Nunca fomos incentivados a pensar criticamente, nem a discutir política de uma forma decente, pelo contrário, nos ensinaram a jogar panos quentes para abafar problemas.

    Para passar o tempo na escola, nos fizeram decorar fórmulas complexas de matemática, química e física. Quanto do que aprendeu na escola está sendo útil no seu dia-a-dia? Não poderiam ensinar economia doméstica? Sobre desenvolver habilidades em potencial? Discutir sobre propósito individual? Sobre política? Sobre a importância de ajudar o próximo?

    Nos ensinaram que pessoas consumistas são bem vistas, consideradas bem sucedidas, generosas. E que pessoas frugais, que poupam dinheiro, são pessoas egoístas e de espírito pobre. Para a maioria das pessoas, não importa se a pessoa tem dívidas, o importante mesmo é gastar e movimentar a economia do país, às custas do empobrecimento da população.

    Repetem a todo momento que temos que viver o hoje, gastar tudo para se divertir como não houvesse amanhã, pois “caixão não tem gaveta”.

    Nos fizeram acreditar que quem poupa dinheiro é mercenário, avarento e que não aproveita a vida. Enquanto quem faz dívidas vive intensamente a vida, é o bacana da história. Esse discurso de valores invertidos possibilitou o enriquecimento dos bancos, governo e indústrias, enquanto continuamos pobres. A mídia “colabora” passando apenas notícias que nos trazem medo, insegurança, fúria.

    Nos ensinaram que quem trabalha muito é esforçado, que quem está sempre sem tempo é bem visto, que quem faz hora extra e vive estressado é merecedor de respeito.

    Nos ensinaram que rico é desonesto, que ricos roubam de pobres. Também nos ensinaram que temos que juntar dinheiro para comprar uma casa financiada, comprar um carro financiado e troca-lo a cada 3 anos.

    Vendem a ideia de que dinheiro não traz felicidade, mas tenha certeza que a falta dele traz infelicidade, preocupação, insegurança, medo.

    O que me deixa de cabelo em pé é perceber que gasto a maior parte da minha energia no trabalho, e quando volto para casa, com a energia baixa, é quando tenho as coisas mais importantes da vida para cuidar: cuidar de mim, do marido, filhos e da casa.

    Chegamos em casa exaustos e não conseguimos pensar em mais nada. Olhamos através da tela da televisão, do celular, ou do computador, a vida de pessoas que nem conhecemos. Deixamos de questionar. Deixamos de lutar pelos nossos direitos. Estamos cansados demais para isso. Somos como uma bexiga murcha.

    Quando estamos nessa condição, é muito fácil sofrer lavagem cerebral. Estamos frágeis.

    O governo, as indústrias e as mídias sabem que é muito fácil manipular uma população ignorante e passiva, que desconhecem seus direitos. Utilizam a tecnologia para nos manterem quietos, incapazes de pensar e refletir por nós mesmos, repetindo centenas de vezes frases feitas que lemos na internet, sem ao menos refletir se serve para a nossa realidade.

    Querem nos manter na ignorância, porque assim é mais fácil de nos controlar. Não querem cidadãos inteligentes que saibam dos seus deveres, principalmente seus direitos.

    Nós somos sabotados a vida toda.

    Já parou para pensar que o que achamos que é liberdade não condiz com a liberdade?

    Deixar os filhos com febre na escola para ir trabalhar, porque o chefe não entende e não tem ninguém para ficar com eles é liberdade?

    Sair para ir ao trabalho no meio de um temporal só para não chegar atrasada, e ainda permanecer com as roupas e sapatos úmidos durante todo o expediente é liberdade?

    Trabalhar com gripe e febre, tomando remédio para melhorar logo, só porque “não está doente o suficiente para faltar” é liberdade?

    Trabalhar por 40 anos ininterruptamente, até os 65, 70 anos de idade (ou até mais), para no final da vida receber uma aposentadoria ridícula e nós somos o povo que sorri e aplaude, nós somos o povo que concorda com quer quer nos ferrar. Como diz o economista Eduardo Moreira, nós somos a barata que defende o chinelo, a barata que defende a inseticida.

    Fazemos passeatas contra o aumento de 20 centavos no transporte público, mas nos calamos quando o ex-presidente Temer perdoou uma dívida das empresas de 47,4 bilhões de reais. Sim, 47,4 BI-LHÕES. Ou quando o novo presidente está prestes a perdoar outra dívida, desta vez do agronegócio, de 17 bilhões de reais.

    É a indignação seletiva. Ninguém parece se importar. Ninguém parece querer perceber.

    Para os que defendem o Sistema, sempre ouço que a roda precisa girar, que essa correria tem de continuar. Afinal, como eu já ouvi dizer de uma colega, “o que faríamos com o tempo livre”?

    Para pessoas que estão cansadas desse pão e circo, a independência financeira é a possibilidade de ter uma vida diferente. Uma nova vida. Uma vida sem dependências.

    Muitos de vocês já estão carecas de saber o conceito da Independência Financeira: é quando a renda passiva gerada pelos seus investimentos se torna superior ao seu custo de vida mensal.

    Não tenha preguiça de ser livre, não tenha preguiça de pensar.

    Você ainda acha que é livre? Você realmente acha que é livre?

    ~ Yuka ~

    A importância do investimento e a metáfora do guarda-chuva

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    Desenhei essa imagem do guarda-chuva para explicar a importância que a independência financeira tem para mim.

    Geralmente as pessoas acham que a categoria “investimento” é 1 das 8 armações que um guarda-chuva possui: investimento, família, trabalho, relacionamento, etc.

    Aqui em casa, a categoria investimento, que denominamos “independência financeira”, é o guarda-chuva em si. É ele que PROTEGE todo o resto que está embaixo.

    COMO ASSIM? Calma, vou explicar item por item:

    CASAMENTO

    Ter dinheiro investido traz paz para o casamento. Dizem que 80% dos divórcios têm em sua origem a falta do dinheiro. Eu e meu marido não temos nenhum tipo de estresse por dinheiro.

    FUTURO DOS FILHOS

    Tenho tranquilidade em saber que no momento certo, poderei oferecer para as minhas filhas o que elas precisarem. Não, não pretendo presentear com carro, nem apartamento. Mas terei oportunidade em oferecer uma educação de qualidade e conhecimentos que só obtive depois dos meus 30 anos.

    MUDANÇA DE GOVERNO

    O meu trabalho e a do meu marido tem relação direta com verbas federais e estaduais. Isso significa que mudança de gestão pode gerar cortes de verbas, e ter consequências como a não reposição da inflação salarial (o que já tem acontecido), e no caso do meu marido, até mesmo desemprego. Estamos na situação que independentemente de quem governar este país, estaremos seguros.

    DESEMPREGO

    Há 2 anos, na fase em que diversas pessoas estavam sendo demitidas, eu tive tranquilidade para conduzir as principais decisões familiares. Um grande exemplo que eu já contei aqui, foi quando no mês em que a minha filha nasceu, meu marido ficou desempregado. Em nenhum momento eu senti insegurança ou raiva, muito pelo contrário, fiquei feliz em saber que ele poderia participar ativamente dos primeiros meses da nossa caçula, estando em casa comigo.

    SEGURANÇA

    Eu que já fui assaltada pelo menos 10 vezes, sei bem o valor da segurança. Por isso mesmo, escolho muito bem o bairro e também a rua em que vou morar, principalmente agora que tenho crianças. A rua precisa ser bem iluminada, com boa circulação de pessoas, próxima de metrô, com diversos comércios como farmácia 24 horas, açougue, supermercado, bancos, padaria etc. Apenas para ficar claro, são os meus investimentos que pagam o aluguel do meu apartamento.

    CONFORTO

    É inegável o prazer do conforto. E quando falo conforto, não estou falando só da cama que dormimos, o sofá que sentamos, a roupa que vestimos. Estou falando também do conforto de poder chamar um Uber em dias de chuva, o conforto de poder pedir comida em algum restaurante quando estou muito cansada para cozinhar.

    OPORTUNIDADE

    Já aconteceu de você saber que algo é a oportunidade de ouro, mas não tinha dinheiro? Comigo já aconteceu 2 vezes. As 2 oportunidades perdidas foram imóveis que eu queria comprar pra investir, mas não tinha dinheiro. Sabia que estava muito barato, mas a única forma de comprar naquela época era fazendo dívidas e eu perdi a oportunidade. Ter dinheiro significa que você está dentro do jogo. Hoje, estou dentro do jogo.

    SAÚDE

    Eu pago um plano de saúde para a minha família. E isso me traz tranquilidade. Um exemplo, semana passada, meu marido foi avisado por um médico para ele ir atrás de um médico especialista, pois detectou na tomografia que ele estava com uma massa densa no fígado. Deu um gelo na hora. Mas se eu não tivesse um plano de saúde, acho que ficaria mais preocupada.

    AUTO-CONHECIMENTO

    Considero que a busca pela Independência Financeira (IF) obriga a pessoa ter um auto-conhecimento, vamos dizer, fodástico. Digo isso porque a IF não é um evento passageiro, uma mania. É um estilo de vida. E por ser um estilo de vida, não dá para viver a vida toda na miséria, fazendo longos sacrifícios por 10, 20 anos de sua vida, pois isso não seria viver com plenitude. Ter o auto-conhecimento, encontrar o equilíbrio e a tão famosa suficiência, é essencial para que alcancemos a satisfação em todas as coisas que temos.

    VELHICE TRANQUILA

    Saber que poderei usufruir da minha aposentadoria, sem precisar depender do salário das minhas filhas, nem da ajuda do governo é muito bom. Isso traz paz.

    Depois de ler todos esses itens, algumas pessoas podem perguntar: “mas como eu também posso buscar a minha independência financeira?”

    Sabem como? Começando a juntar o primeiro real. Não menospreze nenhum centavo. Pode ser R$1, R$10 ou R$100.

    Dia após dia, mês após mês, ano após ano juntando dinheiro, vai chegar um momento em que os juros compostos começam a surtir efeito.

    Acredite.

    ~ Yuka ~

     

    Trabalho: como escolher o seu

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    A leitora Cláudia me pediu um post sobre como escolher um trabalho legal, que se encaixe com os nossos valores.

    Apesar da pergunta ser difícil de responder, vou compartilhar com vocês a minha opinião sobre esse assunto.

    Eu sempre quis ser veterinária desde criança. Eu era a criança enlouquecida que corria atrás dos gatos, pombas, cachorros, peixes etc. Tenho uma coleção de fotos que tirei ao longo de toda a minha vida, durante as viagens que fiz. Tenho fotos com jacaré, nadando com boto cor-de-rosa, tirando uma selfie com um caranguejo azul, penteando o “cabelo” do pônei, dando frutas para um macaco, guaxinim, e por aí vai. E por causa dessa paixão, quando era mais nova, fui trabalhar em uma clínica veterinária que tinha um pet shop acoplado. Pois bem, como era de se esperar, a realidade era bem mais dura do que eu imaginava. A clínica onde trabalhei (e adotei a minha falecida cachorrinha que viveu por 19 anos), tinha uma postura exemplar: uma médica veterinária carinhosa, humana e que por isso mesmo adotava (ou sacrificava em último caso) todos os animais que eram abandonados na frente da clínica.

    Eu chegava na clínica e começava a tremer quando via uma caixa de papelão bem na porta de entrada. Eu sabia que tinha algo vivo ou morto lá dentro. Em uma das dezenas de casos de abandono, a médica havia adotado uma cachorra da raça doberman (para quem não conhece, é enorme) que havia levado um tiro na coxa e tinha virado paraplégica, ou seja, não movia mais as pernas. Era o meu papel limpar o curativo (que nunca cicatrizou), levantar a cachorra pesadíssima pela barriga e dar uma volta pelo quintal para que ela pudesse passear, interagir com os outros cachorros, fazer as necessidades etc. E a duras penas eu percebi que a profissão, como tantas outras, era muito mais difícil na prática do que na teoria.

    A própria cachorra que eu adotei, a Gutinha, tinha nascido com um problema nas pernas, nasceu sem mover as pernas, e por esforço da médica que fazia hidroginástica e massagem diariamente, passou a andar tortinha. Ela havia sido adotada 5 vezes (por ser de raça), e foi devolvida as 5 vezes para o pet shop. Dava para ver a dor da rejeição nos olhos dela. Até que eu fui a sexta e última dona.

    Foi nessa época que eu desisti de ser veterinária, e escolhi ser bibliotecária. Não por amor. Mas por achar que conseguiria um emprego fácil na era da informação e do conhecimento. Apesar da profissão ter as suas vantagens, não é o que aquece o meu coração, afinal, escolhi este curso aos meus 17 anos. Nesses 20 anos, eu amadureci e hoje, me conheço melhor.

    O meu emprego me paga bem, sinto gratidão por tudo o que ele me proporciona. E por ele me pagar bem, aproveito para injetar boa parte do meu salário em investimentos, para que um dia eu possa me libertar do trabalho, e descobrir o que amo fazer, mesmo se ele não der retorno financeiro, já que dinheiro não será mais problema.

    Escrevi tudo isso para dizer que na verdade, não há certo ou errado. Há escolhas que deverão ser feitas. Lembro que a minha irmã mais velha me recriminou quando eu era mais nova por ter feito uma faculdade que eu achava que me daria emprego, no caso a biblioteconomia. Ela falou que eu estava escolhendo uma profissão pelo dinheiro, enquanto ela estava escolhendo uma profissão por amor. Eu nunca tive dificuldades em encontrar emprego, muito pelo contrário, sempre tive oportunidades, trabalhei em empresas boas. Minha irmã, ao contrário de mim, escolheu ser arquiteta, e não conseguiu emprego depois de formada, foi estudar e trabalhar no Japão e mudou de área de trabalho. Então são escolhas que temos que fazer.

    Hoje, se eu pudesse dar um conselho para as minhas filhas, eu daria 3:

    1.) faça o que ama, mas aprenda a se sustentar sozinha. Muitas vezes, fazer o que ama, pode não dar dinheiro, mas se essa for a sua escolha, tudo bem.

    2.) faça o que o mercado de trabalho precisa e que pague bem. Se trabalhar bem e souber investir, em 10 anos, será livre para fazer o que ama pelo resto de sua vida.

    3.) se souber o que ama, mas não tiver condições financeiras, “pause” a sua paixão e faça o que o mercado de trabalho precisa. Trabalhe bastante e poupe bastante para somente depois fazer o que ama.

    Para as pessoas que já nascem sabendo que querem ser médicos, engenheiros, artesãos, atores, empreendedores, acredito que a primeira opção é a melhor escolha. Para os que não sabem o que querem, ou que não encontraram a paixão (que era o meu caso), a segunda opção pode ser a melhor escolha. Eu, sem querer, acabei fazendo a escolha certa: eu escolhi a segunda opção. Aos 17 anos, eu não sabia o que gostava, quais eram as minhas paixões. Na verdade, tenho diversas paixões, o que complicava ainda mais a tomada de decisão.

    A escolha será sempre unicamente da pessoa. Como disse anteriormente, não há uma receita mágica, nem certo ou errado. Basta somente compreender que para cada escolha feita, diversas renúncias deverão ser feitas.

    Faça a escolha que fizer mais sentido para você.

    ~ Yuka ~

    Amizade e a importância de compartilhar a própria vida

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    Se há uma coisa que eu percebo, é como os relacionamentos têm se tornado superficiais. A impressão que tenho é que com a chegada do WhatsApp as coisas pioraram. Eu mesma já quase não telefono mais para as pessoas, acabo resolvendo tudo pelo WhatsApp.

    A parte ruim disso tudo é que ficamos sabendo muito pouco do que está acontecendo na vida dos nossos amigos, principalmente daqueles que não compartilham tanto a própria vida.

    Quer um exemplo?

    – Tá tudo bem com você?

    – Por aqui tá tudo certinho.

    – E como estão as coisas no trabalho?

    – Tudo certinho também.

    – E o que tem feito de bom?

    – Ah, nada, tá tudo na mesma, sem novidades.

    Será que só eu fico chateada com essa conversa vaga?

    Eu não acho que para uma pessoa ser considerada amiga, precisemos nos encontrar todos os dias, ou falar no telefone toda semana, ou até mesmo ser inseparáveis etc. Mas acho de extrema importância que a pessoa seja capaz de se entregar, de compartilhar parte da sua vida quando estiver junto com seus amigos, seja pessoalmente, pelo telefone, pelo WhatsApp.

    Fico pensando, se a pessoa não quer dividir as suas felicidades e dificuldades com seu amigo, por que ele deveria se abrir e confiar em uma pessoa que (supostamente) não confia nele?

    Conforme o tempo vai passando, a gente vai se distanciando de pessoas por justamente não saber o que está acontecendo na vida dessa pessoa. E aí acabamos ficando só com as perguntas genéricas… sua mãe está bem? Como está seu filho? Alguma novidade no trabalho?

    Eu gosto de perguntas específicas…. E aquele tombo que você levou, seu braço ainda está doendo? Me conta o que virou aquele seu colega que estava te paquerando? Como a sua filha tem lidado com a escolinha nova?

    Olha como a profundidade é diferente, como o envolvimento e o interesse em relação às pessoas é muito mais profundo.

    Se está achando seus amigos distantes, talvez esteja na hora de compartilhar um pouco mais da própria vida.

    É assim que se cria laços, pois amigos de verdade não só conhecem a nossa história como fazem parte delas.

    ~ Yuka ~

    Como melhorar a autoestima

    autoconhecimento

    Uma leitora pediu para escrever um post sobre autoestima há algum tempo.

    Pensei muito sobre o tema, e percebi como o tema é difícil de ser abordado. Durante muitos anos, eu mesma sofri por ter baixa autoestima por influência da minha irmã mais velha. E hoje eu sei que a mudança tem que vir de dentro para fora, ou seja, não adianta 1 milhão de pessoas falarem bem da gente, se não conseguirmos acreditar naquilo.

    Vou tentar explicar como foi o meu processo de aceitação.

    Muitos de vocês sabem que eu acreditava cegamente que eu era muito, muito burra. Cresci acreditando nisso.

    Por conta disso, uma das coisas que eu sempre odiei com todas as forças do Universo, eram as apresentações em público.

    Para muitas pessoas, aquela pessoa que ficava travada nas apresentações não correspondia à pessoa que eles conheciam, já que eu sempre gostei de conversar e tagarelar pelos 4 cantos. Falavam que eu me expressava bem, que eu era simpática, mas nada adiantava. Eu continuava muito insegura na hora de falar em público.

    Há alguns anos, cheguei a fazer um curso de oratória. Paguei bem caro, e não adiantou em nada, pois como eu sabia que aquele cenário era de mentira, eu pegava o microfone e começava a fazer lindos discursos sem tremedeira.

    Só que fora da sala de aula, na hora do vamos ver, começava a suar de nervoso.

    Muitos de vocês sabem que quando minha filha nasceu, o meu modo de enxergar o mundo se intensificou. Foi quando comecei a perceber que eu pensava de uma forma um pouco diferente do padrão, coisas que meu marido já me dizia há 8 anos.

    Por querer sair da corrida de ratos casa-trabalho-casa-trabalho, passei a estudar sobre investimentos e vi que eu tinha facilidade em entender sobre esse assunto. Passei a devorar livros sobre economia e investimentos financeiros e aplicar na minha vida.

    Foi quando entendi que eu era inteligente, só não tinha consciência disso. Quando finalmente isso entrou na minha cabeça, o meu medo irracional de falar em público passou.

    Ou seja, não adiantou fazer curso de oratória, não adiantou as amigas falarem que eu era inteligente, não adiantou o marido dizer inúmeras vezes de que a minha inteligência só não era a acadêmica. Só quando EU tirei as minhocas da minha cabeça que as coisas começaram a fluir.

    Há vários tipos de autoestima: algumas pessoas tem baixa autoestima por causa do corpo, outras por causa da condição social, outras por causa do intelecto, outras por não se encaixarem em um determinado grupo, enfim, há diversos motivos.

    Não dá para colocar todos os problemas em uma única caixa, porque além dos vários tipos de autoestima, há vários tipos de inteligência, e todos nós somos diferentes, ou seja, o que me fez melhorar a baixa autoestima em relação à inteligência, pode ter um gatilho diferente para outra pessoa.

    Segundo um texto da Maíra Lie Chao, publicado na Revista Planeta em 2010, há pelo menos 7 tipos de inteligência:

    • Linguística – Relacionada a leitura, escrita e fala. Pessoas que têm seu ponto forte na linguagem, como poetas e escritores, possuem facilidade em lidar com a expressão escrita e oral. Jorge Amado e Carlos Drummond de Andrade são exemplos dessa inteligência.
    • Musical – Associada àqueles que têm facilidade em compreender o som, captar sua expressão e transmitir sentimento através dele, como Mozart, Jimi Hendrix e Gilberto Gil.
    • Lógico-matemática – É a inteligência que remete ao universo lógico, repleto de números e fórmulas. A maioria dos testes de QI acaba medindo esse tipo de intelecto, exemplificado nos físicos Albert Einstein e Niels Bohr.
    • Espacial – Está relacionada a pessoas que têm facilidade em trabalhar com coordenadas espaciais e em pensar em imagens, como o arquiteto Oscar Niemeyer ou o pintor Pablo Picasso.
    • Corporal-cinestésica – A facilidade em se locomover pelo espaço, conhecer bem o potencial físico do seu corpo e ter boa coordenação motora é típica de grandes nomes do esporte, como Pelé e Michael Jordan.
    • Interpessoal – Está ligada à habilidade de lidar com outras pessoas e a trabalhar em grupo. Frequentemente é vinculada a professores e políticos, como Barack Obama.
    • Intrapessoal – É a inteligência relacionada ao autoconhecimento e ao equilíbrio interior, inclusive quando a pessoa se encontra em situações difíceis. O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela é um de seus melhores exemplos.
    • Naturalista – Essa inteligência, proposta após a divulgação das ideias de Gardner, está associada àqueles que têm grande facilidade em transitar pela natureza, como os índios.

    O que hoje eu sei, é que tudo vem de dentro pra fora. E não de fora para dentro como nos ensinaram. Ao tentarem nos encaixar em formas pré-determinadas, ignoram a inteligência de cada ser humano.

    A nossa mentalidade precisa ser mudada primeiro, para possibilitar a mudança de atitudes. As pessoas querem que mudemos nas atitudes, antes de mudar a mentalidade.

    Hoje posso dizer que o melhor remédio para a autoestima é o autoconhecimento.

    Há três vídeos sobre autoestima do Arata Academy que recomendo:

    ~ Yuka ~

    8 tipos de desperdícios: menos desperdício e mais dinheiro no bolso

    Muito se fala em desperdício de luz, água e alimentação, mas pouco se fala sobre desperdício de tempo, dinheiro e espaço.

    Entre tantas coisas que são difíceis de mudar (mudar o mundo, mudar as pessoas, mudar de opinião…), reduzir o desperdício é relativamente fácil. A vantagem ainda em reduzir o desperdício, é a “recompensa” que vem depois: o dinheiro que conseguimos poupar. A seguir, listei alguns dos principais desperdícios:

    Desperdício 1: Tempo

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    Eu levo muito a sério quando digo que tento aproveitar o máximo do tempo que eu tenho. Antes das minhas filhas nascerem, eu tinha bastante tempo, mas hoje, com o tempo escasso, aproveito cada minuto disponível para fazer coisas que eu gosto.

    • Aproveitando os momentos de espera:

    Quando estou no metrô indo para qualquer lugar, eu leio livros pelo Kindle (como ele é fininho e leve, sempre está dentro da minha bolsa). Também aproveito para ler nos pequenos momentos de espera, como na fila do supermercado e enquanto estou esperando para ser atendida no consultório médico. Às vezes, o tempo de espera é tão pequeno que mal dá para ler 1 página, mas mesmo assim, é melhor ler 1 página do que não ler nenhuma.

    • Aproveitar as saídas e passeios para comprar o que preciso:

    Tenho uma lista denominada “Compras” no celular. Essa lista, é diferente da lista “Supermercado”. Na lista Compras, eu anoto tudo o que estou precisando comprar, geralmente são coisas que não consigo comprar no supermercado. Para exemplificar, na minha lista atualmente há os seguintes itens: garrafa térmica para café, chinelo para as filhas, lenço umedecido, cardigã vermelho e escorredor de louça. Toda vez que eu vou sair de casa (pode ser shopping, pode ser um passeio, pode ser visitar alguém) eu tenho o costume de olhar essa lista. Se no caminho do passeio, vou passar na frente de alguma loja onde vende garrafa térmica, aproveito para comprar. Se no caminho vou passar perto de uma farmácia, aproveito para comprar o lenço umedecido. Desta forma, não preciso sair de casa só para comprar a garrafa térmica ou o lenço umedecido. Isso me faz ganhar tempo.

    • Aproveitar os momentos em que faço tarefa doméstica para estudar:

    Tenho o costume de salvar vídeos do YouTube no meu perfil para assistir depois. Ouço os vídeos enquanto estendo roupa no varal, enquanto estou cozinhando, lavando a louça, guardando os brinquedos das crianças, etc.

    • Saber utilizar bem a lista de Supermercado vs Despensa:

    Basicamente eu tenho 3 tipos de controle em casa:

    1. geladeira e “estoque em uso” (farinha, açúcar, arroz etc guardados em potes herméticos)
    2. despensa (lugar onde armazeno os produtos novos, lacrados)
    3. lista de supermercado

    Costumo estocar alguns produtos que sempre uso (como farinha, açúcar, óleo) na despensa. Se inicio o mês com 3 pacotes de farinha, conforme eu vou abrindo os pacotes, transfiro para os potes herméticos. Quando eu pegar o último pacote da farinha na despensa para encher o pote hermético, já anoto na lista de Supermercado. Faço isso porque até eu terminar de usar a farinha que está no pote hermético, vai levar alguns dias/semanas, então não preciso sair correndo para o mercado porque descobri que não tem farinha justamente na hora em que estou fazendo um bolo. Tem coisa pior que isso?

    Desperdício 2: Dinheiro

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    Muitas pessoas acabam não associando que o desperdício no geral significa desperdiçar dinheiro? Se jogo fora os alimentos estragados, estou jogando dinheiro no lixo. Se deixo a água da torneira aberta sem necessidade, é dinheiro no lixo. Se compro uma roupa que fica sem uso no guarda-roupa, é dinheiro parado que foi para o lixo. Se tenho remédios em casa e compro mais remédios similares, é dinheiro no lixo, já que provavelmente os remédios terão a sua validade vencida. O mesmo acontece com as maquiagens. Maquiagens e esmaltes possuem data de validade, portanto se compro vários e não consigo usar até a data de validade, também foi dinheiro para lixo. Pare de gastar dinheiro com besteiras.

    Desperdício 3: Espaço

    Eu moro em um apartamento que é adequado para o tamanho da minha família. O apartamento possui 2 dormitórios, sala, cozinha, lavanderia, 2 banheiros e um quartinho de despensa. Isso significa que eu pago um condomínio de acordo com o que estou usando. Se você é uma pessoa solteira ou até mesmo recém-casado e sem filhos, morar em um apartamento de 2 ou 3 dormitórios significa que está desperdiçando espaço, e também dinheiro, já que se estivesse morando em um apartamento menor, pagaria menos condomínio, menos IPTU, menos luz (a potência da lâmpada que ilumina uma sala de 5m2 é bem diferente de uma que precisa iluminar 10m2) etc.

    Desperdício 4: Energia (humana)

    Muitas pessoas perguntam como consigo fazer tantas coisas, apesar de ter tantas obrigações no trabalho e em casa. Posso dizer que eu aprendi a gastar a minha energia de uma forma eficiente. Isso não significa que eu faço mais esforço que as outras pessoas. Na verdade, às vezes desconfio até que eu faço menos esforço que a maioria. Sabe como? Graças ao planejamento que faço do meu dia, semana, ano et. Por exemplo, vejo muitas pessoas cavando buraco nos lugares errados. Elas cavam, cavam, cavam, não param para pensar se está fazendo a coisa certa, se está usando a ferramenta certa, se está cavando o buraco certo. Quando não fazemos um planejamento, a chance de cavar o buraco errado é grande, a chance de usar a ferramenta errada é grande. E isso significa retrabalho e desperdício de tempo e de energia.

    Temos o costume de negligenciar o planejamento através do “fazejamento”, planejando enquanto fazemos. E isso é uma das piores coisas que podemos fazer, já que muitas vezes, o buraco que foi feito é tão grande, que custamos a compreender e admitir que aquele buraco não vai nos levar a lugar nenhum.

    Então, minha gente, não negligenciem o desperdício de energia.

    Desperdício 5: Alimentação

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    Esse item eu ainda não consegui incorporar na minha rotina. Já reduzi bastante o desperdício, mas ainda jogo comida fora.

    Uma das coisas que diminuiu bastante o desperdício aqui em casa foi cozinhar menos comida. Parece óbvio, mas quando eu tinha 700g de carne moída, eu costumava cozinhar os 700g de carne. Se eu tinha 1 batata-doce gigante, eu usava toda a batata-doce. E aí o que acontecia? Eu ficava comendo sobras de comida a semana toda, e no fim, não queria mais comer, também achava que estava velho demais para congelar e ia direto para a lixeira.

    Hoje eu faço assim, ao fazer o almoço do fim-de-semana, uso para cozinhar somente o que iremos consumir naquela refeição. Isso significa que muitas vezes uso 1/2 pimentão, 1/4 da cebola, 1/2 do pepino, e guardo o que sobrou na geladeira. E para preparar a próxima refeição, uso essas sobras de verduras e legumes para fazer uma outra receita. Assim ninguém enjoa da comida e diminui o desperdício.

    Desperdício 6: Roupas

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    Um dos desperdícios que eu costumava ter há muitos anos era em relação ao vestuário. Eram 20 blusas pretas, 10 brancas, 50 coloridas, 10 calças jeans, diversos cintos, vários sapatos, bolsas, maquiagens… todo mês comprava alguma coisa pra mim. Até que conheci o minimalismo e passei a me conhecer melhor. Encontrei o meu equilíbrio, um guarda-roupa pequeno, mas suficiente para mim. Ao invés de comprar roupas fast-fashion, passei a escolher roupas melhores, de tecidos mais duráveis, de modelagem mais adequada ao meu corpo. E com isso, a vontade de trocar de roupa a todo momento passou. Um bom exemplo é a minha carteira, que comprei em uma loja que adoro há 8 anos. Não foi barato, mas ainda está em perfeito estado.

    Desperdício 7: Luz

    No início deste ano, percebi que a minha conta de luz do ano de 2018 aumentou consideravelmente, já que costumo fazer uma análise dos gastos do ano que passou. E com isso, conversamos com os integrantes da família (eu, marido, filha de 3 anos e filha de 1 ano) de que precisaríamos economizar a luz da casa. Foi uma conversa simples, de que devemos desligar as luzes do quarto que estiver vazio. E adivinhem quem deixa sempre a luz ligada? Eu e meu marido. E adivinhem quem avisa que a luz está acesa, pega o banquinho e apaga as luzes dos quartos? Minha filha de 3 anos. Ela virou a general daqui de casa, sempre nos avisa quando deixamos a luz acesa. E assim, vamos nos acostumando de desligar a luz quando saímos de um cômodo.

    Desperdício 8: Água

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    Diferentemente da luz, que chega um boleto com o valor a ser pago mensalmente, a água já está inclusa no condomínio, então não sabemos exatamente qual é nosso consumo mensal de água. Apesar disso, sempre tentamos não desperdiçar a água. As crianças já sabem disso e ao ensaboar as mãos, peço sempre para fechar a torneira. Outra coisa que costumamos fazer é encher uma bacia e dar banho nas duas. Elas até pedem para deixar o chuveiro ligado, mas quando explico que a água é finita, e que deixar o chuveiro ligado pode acabar a água do mundo, elas compreendem e se contentam com a água da bacia.

    Esses são os 8 maiores vilões do desperdício que eu encontrei.

    Cabe a nós fazer o que está ao nosso alcance.

    ~ Yuka ~

     

     

     

     

    Saber a importância de se colocar também como prioridade

    Se você já viajou de avião, já ouviu a conhecida frase “Em caso de despressurização da cabine, máscaras cairão automaticamente a sua frente. Coloque primeiro a sua e só então auxilie quem estiver a seu lado”.

    A ideia de colocar a máscara de oxigênio primeiro em você, para somente depois colocar nos outros tem um fundamento: dar prioridade para os outros primeiro, pode fazer com que você e a outra pessoa fiquem sem ar.

    E é a partir desse ponto que darei início ao post de hoje.

    A importância de se colocar como prioridade e ter amor próprio

    Esse é o princípio básico para ter um relacionamento feliz. Infelizmente, vejo muitas pessoas começarem um relacionamento sem ter um pingo de amor próprio. Se você não se amar primeiro, como terá condições de amar alguém? Eis a razão de muitos relacionamentos não darem certo: quando a sua felicidade depende dos outros.

    A importância de colocar o casamento como prioridade, ao invés de colocar somente os filhos

    É claro que além dos filhos serem nossa prioridade, eles também dependem dos pais e ninguém aqui está discutindo isso. O que estou querendo dizer é que muitos casamentos terminam, porque o casal dá atenção somente e exclusivamente aos filhos, perpetuando o papel dos pais e esquecendo o papel de marido e mulher. Já conheci alguns casais que diziam que o filho era a prioridade máxima deles, que gostavam mais do filho do que do marido/esposa, e hoje, estão divorciados, cada um no seu canto. Eu entendi que quando colocamos o casamento como prioridade, o casal tende a ser mais unido. Isso acontece porque apesar dos filhos serem importantes, quando colocamos o casamento como prioridade, o casal tende a se comunicar mais, o clima da família torna-se mais saudável e como consequência do bom relacionamento dos pais, os filhos tentarão reproduzir esse ideal quando crescer.

    A importância de se colocar como prioridade, ao invés de colocar o casamento

    Essa questão é uma continuação do dois anteriores. Antes de ter um casamento feliz, é preciso ser feliz sozinho. Tem gente que se anula para agradar o cônjuge. Tem gente que deixa de encontrar os amigos. Outros deixam de vestir o que gosta, de fazer as coisas que tem prazer para agradar o parceiro. Se o seu parceiro não for um filho da p#!@, é claro que a pessoa ficará feliz com a sua felicidade. Ao se colocar como prioridade e fazer coisas que traz felicidade, essa mesma felicidade transbordará também para o parceiro, para os filhos. E isso não é e nem pode ser interpretado como egoísmo. Eu aprendi que quando cuido muito bem de mim, tenho força o suficiente para cuidar bem dos outros. Se estou mal, como terei forças para cuidar dos outros?

    A importância de definir prioridades nas suas finanças

    Essa frase pode ser usada também em relação às finanças. Conheço pessoas que se negam a juntar dinheiro, por não acharem justo enriquecer, enquanto há milhares de pessoas passando fome no mundo. São pessoas que apesar de terem a capacidade de poupar dinheiro, escolheram viver também na pobreza. Não perceberam que ao enriquecer, poderiam ajudar muito mais pessoas.

    Saber a importância de se colocar como prioridade, é um ato de amor próprio.

    ~ Yuka ~

    Esqueça o status: seja rico sem bens

    mansão

    Essa nova geração que cresceu e está entrando no mercado de trabalho, tem percebido que há uma nova modalidade de ricos:

    Os ricos sem bens.

    São pessoas que ao invés de ter bens e status, escolhem a segurança, mobilidade e experiências.

    Isso significa que não é mais necessário ter um carro, se é possível alugar um.

    Não é necessário comprar uma casa, se é possível alugar uma residência em qualquer lugar. Morar perto do trabalho se torna uma necessidade (e um luxo), e sabendo que nenhum emprego é permanente, a decisão de morar de aluguel significa ter mobilidade para mudar de bairro, de cidade, de país.

    Para quê comprar uma bicicleta, se é possível aluga-lo?

    E isso tem se repetido em diversos lugares, inclusive alugando eletroportáteis e ferramentas, como furadeira, aspirador de pó, etc. No fim do ano passado, eu mesma aluguei uma extratora e limpei o sofá, as poltronas e os colchões. Tudo foi entregue e retirado no maior conforto, na porta do meu prédio.

    Ter bens significa ter gastos e preocupações extra.

    Quando se tem uma chácara, há custos como contratação de um caseiro, manutenção das calhas, preocupação com invasores, cortar grama, podar árvores etc…

    Quando se tem uma casa na praia, surgem “amigos” a todo momento querendo se hospedar sem você estar presente na casa. É preciso limpar a sujeira dos outros, além dos gastos de mobiliar mais uma casa, manutenção, pagamento de contas como condomínio, luz, gás, IPTU, limpeza etc.

    Quando se te um carro de luxo, eleva-se o preço do IPVA, seguro, manutenção, além do olho gordo, preocupação com assalto etc…

    Quando se tem uma casa/apartamento grande, é necessário mais esforço para mantê-lo limpo, além de pagar condomínio mais caro, IPTU, gás, consumo maior de energia, mais dinheiro para mobiliar toda a residência etc…

    Roupas de grifes e jóias? Preocupações com a segurança, risco de assalto, conservação e manutenção das joias, medo de andar na rua (dependendo da cidade e bairro que mora) etc…

    E com tudo isso, há pessoas que escolheram ser ricos sem bens. São pessoas aparentemente comuns, que vivem entre nós, usam roupas comuns, moram no mesmo bairro que o nosso, não ostentam, mas possui um patrimônio consideravelmente alto.

    O Thomas J. Stanley retrata esta interessante perspectiva no livro O milionário mora ao lado.

    Se a pessoa não se importar com status, muitas vezes é melhor escolher ser um rico sem bens, do que um rico com bens.

    ~ Yuka ~

    Organize o seu orçamento doméstico de 2019 com o Minhas Economias

    Para quem ainda não tem controle financeiro pessoal, o início de ano é sempre um bom momento para começar a se organizar.

    Ter controle financeiro eficiente evita os gastos desnecessários, o que consequentemente aumenta o valor a ser poupado e investido por mês, possibilitando a concretização dos sonhos sem tanto sacrifício.

    Há pelo menos 5 anos eu uso o gerenciador financeiro chamado Minhas Economias, que funciona muito bem como um aplicativo de celular, mas permite o acesso também pelo computador.

    Imagem relacionada

    Eu organizo todos os gastos mensais, desde o salário que entra, até o pão que compro na padaria.

    Como eu e meu marido organizamos as finanças da família de forma conjunta, nós compartilhamos o mesmo login e senha para que tudo fique sincronizado no nosso celular.

    Eu separo os gastos em categorias como:

    • casa: aluguel, condomínio, luz, gás, internet, telefone, celular
    • alimentação: supermercado, padaria, feira
    • lazer: passeios, restaurantes
    • saúde: farmácia, dentista, remédios, plano de saúde
    • transporte: uber, táxi, ônibus, metrô
    • educação: cursos, livros
    • manutenção da casa: consertos, reposição
    • vestuário
    • gastos gerais
    • investimentos
    • entre outros

    No final do mês, o aplicativo cria um gráfico em pizza com as grandes categorias que eu criei: casa, alimentação, lazer, saúde, transporte, investimentos etc e com isso consigo visualizar de uma forma muito fácil qual é o meu custo de vida e quanto gasto em cada categoria.

    Essa imagem, eu peguei do próprio site Minhas Economias para vocês poderem ter uma ideia de como é no site, o layout está um pouco desatualizado, mas tudo bem, é mais para ter uma noção.

    Resumo financeiro na página inicial

    Ele é bem fácil de usar e não troco esse gerenciador por nenhum outro.

    Todo fim de ano eu gero o relatório detalhado dos meus gastos do ano inteiro para calcular a minha inflação pessoal. Sim, enquanto o IPCA de 2018 ficou em 3.86%, o meu IPCA pessoal ficou em 23%.

    Essa é a grande vantagem de anotar todos os gastos mensais nesse aplicativo. É a possibilidade de visualizar através de gráficos e relatórios, qual foi o maior gasto anual da família. É a chance de ouro que temos de rever onde gastamos mais, onde estamos economizando demais, e fazer um ajuste fino do balancete financeiro.

    No ano de 2018 por exemplo, eu e meu marido percebemos que gastamos muito no Uber, na luz e nos gastos gerais. Então concordamos que continuaremos utilizando o Uber para as nossas necessidades, mas não com tanta frequência como estávamos utilizando (tinha dias que eu tinha tanta preguiça que eu usava de 4 a 5 vezes). Luz também aumentou muito. E estamos nos esforçando para desligar a luz quando saímos de um cômodo. É uma questão de hábito que ainda estamos nos esforçando. Outra coisa que aumentou foi a categoria dos “gastos gerais”. Aqui entra todas as bugigangas que compramos e que não se encaixam nas outras categorias. Geralmente são coisas que não estamos precisando. Como este ano acabamos poupamos menos do que gostaríamos, decidimos tentar economizar nessas categorias que extrapolamos, para aumentar o valor a ser investido no ano de 2019.

    Todo esse diagnóstico só foi possível, porque nós temos um controle financeiro pessoal.

    Não é propaganda, estou recomendando, porque uso e gosto. Então, para quem tiver interesse, recomendo que baixe o aplicativo Minhas Economias no celular, e depois entre no site para configurar as categorias (site: Minhas Economias).

    Um bom início de ano para todos.

    ~ Yuka ~

    2019… permita-se recomeçar

    recomeçar

    Há um texto atribuído ao Carlos Drummond de Andrade que sempre me recordo quando o ano está para encerrar.

    “Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão.  Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.  Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente…”

    Sim, no próximo ano podemos ter uma nova história para contar, ter um desfecho diferente, um novo estilo de vida, uma nova vida, se tomarmos decisões inteligentes.

    E o que seriam decisões inteligentes?

    São decisões que apesar de não ser tão prazeroso no início, podem levar a um resultado interessante no médio a longo prazo. Por exemplo, aprendendo a investir. Deixar de frequentar os melhores restaurantes, comprar roupas toda semana, e ter que aprender a economizar pode não ser legal no início, principalmente, porque não enxergamos nenhuma melhoria instantânea quando olhamos para a nossa conta bancária. Mas depois de 1 ano, 3 anos, 5 anos, verá que reescreveu a sua história.

    Não basta dizer “vou enriquecer”, “vou ser feliz”, “vou emagrecer”. A grande sacada é o COMO. Como vou enriquecer. Como vou ser feliz. Como vou emagrecer.

    A partir da pergunta certa, as respostas começam a surgir. Quanto mais detalhadas forem as respostas, melhor.

    Por exemplo, se temos como objetivo enriquecer, e a pergunta é Como vou enriquecer, as respostas poderiam ser:

    • ler livros sobre finanças pessoais e investimentos em renda fixa e variável
    • identificar os melhores canais do YouTube sobre investimentos
    • estudar alternativas para ter outras fontes de renda
    • parar de reclamar e começar a agir
    • etc, etc, etc.

    E por aí vai, são só exemplos, mas exemplos que funcionam. Vejam que não são mudanças radicais, são pequenos movimentos, pequenas mudanças de hábito que ao longo do ano fará uma grande diferença.

    Não deixe o seu 2019 passar em branco.

    ~ Yuka ~

     

     

    Brasileiro tem preconceito dos livros de autoajuda. Por quê?

    auto ajuda

    Toda vez que comento com alguém que eu leio (e amo) livros de autoajuda, a maioria das vezes, ouço um “Sério?” e torcem o nariz.

    As pessoas possuem preconceito de livros de autoajuda da mesma forma que falam que a creche municipal é ruim. Ou seja, falam porque ouviram alguém falar, ou leram uma meia dúzia de livros que não gostou e acham que todos os livros são ruins.

    Mesmo todo mundo falando mal das creches municipais (mesmo sem conhecer de fato), eu coloquei as minhas filhas na creche do bairro. E eu só tenho a agradecer os profissionais que dedicam seu profissionalismo, talento e amor para educar e orientar crianças como as minhas filhas.

    A mesma coisa acontece com os livros. Alguém falou que livros de autoajuda não prestam e vai o Brasil inteiro repetir a mesma coisa.

    Aquela verdade serve para você? Quais livros leu e não gostou? Tudo bem a pessoa não gostar de livros de autoajuda, só acho que não precisa fazer careta como se fosse um livro inferior. Eu já li diversos tipos de livros, mas percebi que são os livros de autoajuda que mais me ajudam a crescer como pessoa.

    E uma delas, é aprender a desaprender o que me ensinaram.

    São verdades não-verdadeiras. Verdades que já foram verdades em outras décadas. Verdades que podem não ser verdades para mim.

    Acho que muitos conhecem a frase “uma pessoa inteligente aprende com os seus próprios erros, uma pessoa sábia aprende com os erros dos outros”.

    Eu sou uma pessoa que tenho aprendido muito com o erro dos outros, lendo livros de autoajuda.

    São livros de pessoas que possuem diversos tipos de experiências, biografias de pessoas que eu admiro, especialistas (ou não) que compartilham sua trajetória, suas descobertas, erros e acertos.

    Eu aprendi e continuo aprendendo muito com eles. Quem não gosta de livros de autoajuda não sabe o que está perdendo. Não sabem como um livro pode mudar a vida de uma pessoa.

    Tem sido a minha mais poderosa ferramenta para o autoconhecimento.

    ~ Yuka ~

    Nunca pare de aprender

    aprender

    Se posso dizer que teve uma coisa que mudou (e muito) a minha vida, foi nunca parar de aprender.

    Não estou falando apenas de fazer uma graduação, uma pós-graduação, um MBA, ou algo parecido. Mas o que tem revolucionado a minha vida de uma forma muito positiva é a curiosidade que eu tenho de aprender coisas novas.

    Essas “coisas novas” não se resumem a conteúdo vamos dizer, acadêmico… e sim, a curiosidade em si.

    Outro dia estava assistindo um vídeo no YouTube de como se fabrica uma bola de beisebol. Alguém aqui já teve curiosidade de pesquisar? Ou como os tubarões se comportam no mar? Ou como as abelhas produzem mel? Ou de como é instalado um piso vinílico? De como o bicho-da-seda produz a seda? E descobrir tudo isso é muito interessante, muito diferente da minha realidade, do meu dia-a-dia.

    A internet revolucionou não só a informação, mas democratizou o conhecimento. Se não fosse pela internet, eu levaria muito mais tempo em descobrir estas coisas.

    Reconhecer a importância de continuar aprendendo, foi fundamental para eu me conhecer melhor.

    A seguir, o que eu tenho feito para tentar estudar nas minhas (poucas) horas vagas:

    • De manhã: como eu acordo e saio de casa para trabalhar antes do meu marido e minhas filhas acordarem, eu aproveito esses minutos de silêncio para ouvir uns vídeos curtos do YouTube enquanto escovo os dentes, me maquio e me arrumo para ir ao trabalho.
    • Na cozinha e lavanderia: há diversos canais interessantes sobre qualquer assunto que eu tenho curiosidade em aprender, desde finanças até marcenaria. Eu costumo ouvir os vídeos enquanto estou cozinhando, lavando louça, estendendo ou recolhendo as roupas do varal, enquanto guardo os brinquedos das crianças na caixa…
    • No transporte público: todos os dias eu leio (e-books que estão no meu kindle) durante todo o meu trajeto de ida e volta da casa-trabalho-casa. Mesmo lendo só nessas poucas horas por semana, consigo ler de 2 a 3 livros por mês.
    • Enquanto espero alguém ou algo em algum lugar: o meu kindle está sempre dentro da minha bolsa. Leio enquanto espero a minha vez no consultório médico, leio na fila do supermercado, enquanto espero uma amiga no café, etc.
    • Depois que meu marido coloca as nossas filhas para dormir: eu e meu marido combinamos que durante alguns meses, ele colocaria as nossas filhas para dormir, para que eu pudesse estudar nesse período. É nesse momento que eu pego meu notebook, caderno e lápis e estudo com afinco, com foco total, diferentemente dos vídeos que assisto enquanto lavo-louça que não exige tanta concentração.

    Aprender nunca é demais.

    Quando eu era estagiária na Faber-Castell, um dos Diretores chegou até mim e falou para eu nunca parar de aprender. Na época eu só entendi aquela frase como “faça um MBA, um mestrado, um doutorado, um intercâmbio” e coisas afins.

    Hoje, consigo compreendê-lo de uma forma mais completa… não importa em quais coisas tenha interesse, o que atiça a curiosidade, mas ir atrás do conhecimento que está a um palmo da nossa mão, ao alcance dos nossos olhos é imprescindível. Tudo isso graças à internet.

    Sempre tenha a seguinte pergunta na cabeça: o que eu estou aprendendo neste exato momento?

    ~ Yuka ~

    As 4 frases que tem mudado a minha vida

    criticar

    Há 4 frases que ao longo desses anos tem mudado a minha vida:

    1. O que você está fazendo hoje para sair dessa situação?

    A primeira frase eu cheguei até a fazer um post que está aqui.

    2. Aqueles que não fazem nada estão sempre dispostos a criticar os que fazem algo (Oscar Wilde)

    Essa frase tenho carregado comigo desde que compreendi o seu significado.

    Antes, eu tinha muito medo das críticas. Tinha receio das pessoas me acharem boba, mas eu entendi que as pessoas que mais criticam, são justamente as pessoas que não fazem nada. É fácil criticar os outros quando se está sentado na cadeira apontando os outros.

    Os homens dividem-se em dois grupos: os que seguem em frente e fazem alguma coisa, e os que vão atrás a criticar. Sêneca

    3. Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez (Jean Cocteau)

    Esta terceira frase serviu e ainda tem servido para várias situações da minha vida, inclusive para alcançar a independência financeira, ou FIRE – Financial Independence and Retire Early, algo como Alcance a independência financeira e aposente-se cedo.

    Eu não conheço ninguém pessoalmente que tenha esse mesmo objetivo de vida que o meu, ou que tenha alcançado essa proeza. Mas é algo como a frase diz, por não saber que era impossível, eu tracei um plano, fiz todas as contas necessárias e projetei meu futuro. Só percebi que o que eu estava querendo alcançar era algo incomum quando estava muito empolgada e queria convencer as pessoas a fazer o mesmo e todo mundo me tratava como uma maluca.

    4. Sorte é o nome que o vagabundo dá ao esforço que não faz (Leandro Karnal)

    Esse aqui eu ouvi recentemente. Eu até publiquei um post em 2016 com o título “Cada escolha uma renúncia”, onde falo sobre esse assunto. Muita gente cisma em dizer que aquele cara empreendedor teve sorte, que aquele fulano teve sorte, e com isso menosprezam todo o esforço que a pessoa fez para chegar lá. É fácil dizer que uma pessoa teve sorte, quando não estamos dispostos a fazer o que a pessoa fez para ter sucesso. “Sorte é o nome que o vagabundo dá ao esforço que não faz”.

    Veja se não acontece a mesma coisa com você? Quem são as pessoas que mais criticam? O que elas fazem de tão especial a ponto de criticar o que você faz? Na maioria das vezes…. Nada.

    ~ Yuka ~

    Banheira portátil: a alegria das crianças

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    Foto: site oficial da Bibabath

    Eu gosto muito do apartamento que moro.

    Para mim, tem o tamanho ideal: fácil de limpar, fácil de manter, tem o tamanho suficiente para 4 pessoas viverem de forma confortável e aconchegante.

    Os dois banheiros também possuem um tamanho muito bom, considerado até grande para os padrões atuais.

    Minhas filhas gostam de tomar banho juntas (e eu também, já que facilita o meu trabalho, além de economizar água e luz).

    Elas costumam tomar banho dentro de uma bacia grande que eu coloco dentro do box do chuveiro. O problema é que elas estão crescendo, e a bacia que antes comportava tão bem as duas, está pequena. As duas até tentam, mas tomar banho juntas dentro da bacia está ficando difícil a cada dia que elas crescem.

    Procurei diversas opções que pudesse contornar essa situação. Eu realmente queria que as duas continuassem tomando banho juntas.

    Depois de várias buscas no Google, encontrei o Bibabah. Ele é fantástico!

    Feito de um material de PVC, suporta temperaturas de até 60 graus, permitindo inclusive lavar na máquina de lavar roupa utilizando água quente e ainda pode ser dobrado e aberto com muita facilidade, como se fosse um varal de roupas de chão.

    Ele não é vendido no Brasil, mas para a minha sorte, a empresa envia para nosso país.

    Já faz um tempo que essa banheira chegou em casa e apesar das minhas filhas não tomarem banho nessa banheira durante a semana (porque gasta muita água e energia), nos fins de semana, tem sido pura diversão!

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    Foto: site oficial da Bibabath

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    Foto: site oficial da Bibabath

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    Foto: site oficial da Bibabath

    ~ Yuka ~

    Eles não querem que você enriqueça

    capitalismo selvagem

    Há algumas semanas, assisti a um vídeo do GuiaInvest com esse título: Eles não querem que você enriqueça.

    Assisti despretensiosamente, mas me surpreendi com o vídeo e resolvi transcrever para deixar registrado aqui no blog (fiz pequenas alterações para a leitura ficar mais fluida).

    ——–

    Eles não querem que você enriqueça

    Você já teve a sensação de que por mais esforço que você faça, não consegue ganhar dinheiro suficiente? Isso acontece por causa da forma como o sistema funciona.

    Você pode ter o melhor salário do mundo, receber uma gorda herança, ganhar na mega-sena! Mas se não souber como administrar e proteger o seu dinheiro, vai perder tudo!

    O sistema é desenhado para que as empresas e as pessoas precisem o tempo todo de dinheiro e não parem nunca de produzir. Por isso o consumismo, a cobrança social e a ostentação são muito incentivados. Isso obriga as pessoas a correrem cada vez mais atrás do dinheiro para poder consumir e se sentirem protegidas financeiramente.

    Então toda vez que você trabalha e consegue juntar um dinheiro, logo vem um lançamento de um telefone novo, um carro novo, uma roupa nova, para levar justamente o que você juntou.

    A intenção é bem clara: tentar te convencer a gastar todo o seu dinheiro a qualquer custo. Essa é a grande verdade, é assim que o sistema sobrevive.

    Eu não estou julgando se isso é bom ou ruim para a sociedade. Estou apenas dizendo que isso pode ser ruim para você. As próprias crises servem para limpar a sociedade de empresas e pessoas fracas financeiramente. Muitas pessoas acabam ficando presas nessa roda pelo resto da vida por não ter o conhecimento sobre o dinheiro.

    Todos os problemas são orquestrados por alguns membros da sociedade que não querem que você tenha dinheiro de jeito nenhum, porque quanto menos dinheiro você tiver, mais terá que obedecer aquilo que eles desejam.

    Hoje você vai entender quem eles são, como eles te impedem de enriquecer, como combate-los para poder alcançar a sua liberdade financeira.

    Primeiramente, vou falar sobre os bancos. Alguns bancos criam complexos esquemas para arrancar o seu dinheiro, evidentemente sem que você perceba. A intenção dos bancos é fazê-lo endividar para mantê-lo como escravo, fazendo seu dinheiro suado ir para o bolso deles todos os meses através de juros e taxas. Por isso eles odeiam que você pague as contas em dia, ou que você tenha dinheiro sobrando, ou que você se recuse a ter um cartão de crédito. Basta ter um dinheiro na conta e eles farão de tudo para colocar a mão, oferecendo todos os tipos de armadilhas. Portanto, fazer o oposto do que eles querem é a melhor atitude para quem deseja enriquecer. Jamais dependa dos bancos, assim, você não se tornará escravo deles.

    Agora eu vou falar sobre alguns membros da elite.

    Você já deve ter ouvido falar que menos de 0,1% dos brasileiros possuem mais de 1 milhão de reais. Existe um erro muito comum na nossa sociedade que é denegrir todos os ricos como se eles fossem algo ruim. Muitas dessas pessoas conquistaram suas riquezas por mérito próprio, poupando e combatendo o consumismo exagerado. Porém, uma outra parte conquistou a riqueza se aproveitando das pessoas menos favorecidas, como eu e você, seja por corrupção, seja por formas ilícitas, por crimes, fraudes, etc. Eu não estou falando só de políticos. Como todo dinheiro que eles ganham vem do bolso de alguém que gastou, esses membros não querem que outras pessoas enriqueçam, pois toda vez que alguém enriquece, eles perdem uma fatia do bolo do dinheiro e de poder. Portanto, enriquecer é uma forma de você combater as maçãs podres que se aproveitam do sistema.

    Agora vou falar sobre a mídia. A mídia não é má por si só, mas quando usadas por indivíduos maus, pode ser uma ferramenta muito cruel. Esses membros usam sua influência de seu poder financeiro para impedir que as pessoas evoluam financeiramente. Eles fazem isso estimulando o consumismo exagerado e convencendo você a fazer o que eles querem através da televisão. Por exemplo, eles mudam a moda o tempo todo para que você sempre se sinta desatualizado. E não fazem isso só com roupas, mas também com celular, carro, viagens… Quanto mais desatualizado você se sentir, mais terá que correr atrás da roda do dinheiro para voltar a se sentir incluído pelo padrão da sociedade. Ignorar a mídia é o caminho para você se libertar das amarras, das exigências inúteis da sociedade.

    Agora vamos falar sobre o governo. O governo deveria existir para facilitar a vida das pessoas da sociedade. Mas às vezes, ele mais atrapalha do que ajuda. A começar pelo conhecimento. O governo não quer que você aprenda como administrar seu dinheiro, pois quanto mais você souber rentabilizar seu dinheiro, menos você precisará trabalhar. E é por isso que a educação financeira não é ensinada na escola. Se as pessoas soubessem lidar com o dinheiro, nós nos tornaríamos um país rico e isso seria insuportável para aqueles membros da elite que dependem de escravos financeiros para sobreviver.

    O governo usa diversos mecanismos para te impedir de acumular dinheiro. Um dos mecanismos é a inflação. A inflação é uma forma de corroer o poder de compra de seu dinheiro. É como um imposto escondido que você paga obrigatoriamente e nem percebe. Outro mecanismo é o próprio imposto. Toda vez que você consome algo, paga cerca de 30% sobre o preço. Ou seja, se você consumir menos e aprender a investir seu dinheiro para superar a inflação, o governo não conseguirá abocanhar a sua grana tão facilmente. O governo também usa a mídia para incentivar o consumismo exagerado, porque quanto mais as pessoas consomem, mais dinheiro ele arrecada com impostos.

    É por isso que muitas coisas que parecem boas, são na verdade horríveis para a economia.

    Vou dar alguns exemplos.

    Os ciclistas são horríveis para a economia. Eles não compram carro, não compram gasolina, não gastam com mecânicos, não pagam seguro, não pagam estacionamento, não pagam IPVA, não trocam pneus, não pagam pedágios, ficam mais saudáveis, acabam indo menos a médicos, e portanto gastam menos remédios.

    As comidas orgânicas são péssimas para a economia, porque quem as consome não fica tão doente, não assina plano de saúde, não gasta com remédios, não gasta com consultas em hospitais, não gasta com exames…

    E o mais importante, quem poupa e investe também é péssimo para a economia. Quem poupa não gasta dinheiro, não incentiva o consumismo em outras pessoas, não trabalha pelo resto da vida, não sustenta bancos pagando juros e taxas, não sustenta o governo pagando excessivos impostos, não sustenta as maçãs podres da elite, não rende dinheiro para a mídia. Mas o pior de tudo é que quem poupa e investe fica livre financeiramente, podendo realizar o que quiser, sem se preocupar com nada. Isso é péssimo para a economia, porque não ajuda a roda girar.

    Mas a reflexão que fica é: aquilo que é bom para a economia, pode não ser bom para você. E aquilo que é bom para você, pode não ser bom para a economia. Qual das duas opções você prefere? Deixo para você essa reflexão.

    *Texto extraído do vídeo do Canal do YouTube GuiaInvest.

    ~ Yuka ~

    Armário cápsula infantil

    Algumas pessoas têm me perguntado sobre o guarda-roupa minimalista das minhas filhas.

    Elas não possuem um armário abarrotado de roupas. Muito pelo contrário, possuem poucas roupas, se comparar com outras crianças do mesmo convívio social.

    Basicamente a regra que utilizamos com elas são:

    Roupas de festa

    Elas não possuem roupas e sapatos de festa. Como as crianças crescem muito rápido, só compramos se houver alguma necessidade. Por enquanto não houve.

    Outlets

    Não frequento. Uma vez, minha prima me levou para fazer compras em outlets, pois “tudo estava na promoção”. Pois bem, chegando na loja, percebi que mesmo na promoção, os preços das roupas eram mais caros do que os preços que eu costumava pagar, já que eu não compro roupas de marca para as minhas filhas.

    Roupa de tamanho maior

    Todo mundo que tem filhos já deve comprar roupas de tamanho maior. Roupa maior dura mais tempo. Isso significa que algumas vezes preciso fazer a barra ou apertar um pouco o cós e conforme elas vão crescendo, soltando a barra.

    Calçados

    Minhas filhas não possuem dezenas de calçados, nem sapatos de diversas cores. Elas basicamente têm cada uma: 1 tênis, 1 sandália e 1 chinelo. Outra coisa que faço é pular 1 número do calçado. Se minha filha está usando o número 18, o próximo número que compro é o 20. Tem funcionado bem em casa. Mas uma coisa que eu não faço é economizar no calçado. Tenho muito receio delas machucarem os pés, principalmente nessa fase que elas ainda estão aprendendo a andar e correr, então compro tênis de marca reconhecida pelo conforto, como a Ortopé.

    Antes de comprar, verificar o que ainda serve

    Fazer isso é imprescindível se quiser ter um armário reduzido. Antes de sair para comprar alguma roupa, sempre verifico o que ainda serve. Às vezes, calças do mesmo tamanho, de marcas diferentes, possuem durabilidades diferentes. Enquanto um modelo de calça ainda serve, o outro não serve mais.

    Roupas de casa

    Aqui em casa, temos roupas que usamos somente em casa. Para as crianças, não poderia ser diferente. Isso tem feito milagres, já que roupas para sair não ficam tão manchadas como as roupas que são usadas em casa, que acabam manchadas de comida, tinta, etc.

    A avó sabe costurar

    Que coisa boa quando a avó sabe costurar. Minha mãe não sabe costurar coisas difíceis, já que ela aprendeu a costurar sozinha, mas quebra um galho costurando várias coisas como shorts, vestido e pijama. Até calcinha minha mãe tem costurado. Tenho tido muita dificuldade em encontrar calcinhas que cubram todo o bumbum, todas as que eu comprei são muito cavadas, o que estava incomodando demais a minha filha. Até que desisti de procurar e pedi para a minha mãe costurar também.

    Loja barata vs cara

    Eu costumo separar as roupas que compro por tipos e lojas. Blusinhas e regatas eu costumo comprar em lojas baratas, na promoção, pois não vejo muito sentido em comprar roupas com boa durabilidade, se vão servir somente por alguns meses. Criança cresce rápido, e tudo se perde rápido também. Já as blusas de frio e casaco, eu costumo comprar em lojas melhores, pois blusas boas além de aquecerem melhor, duram por mais tempo. Para as calças, eu aplico a mesma regra: compro as calças de inverno em lojas boas, e as calças finas de verão em lojas baratas.

    Rodízio das roupas

    Quando a roupa da mais velha fica pequena, já vai direto para o guarda-roupa da caçula. A minha filha já sabe disso e quando a roupa fica apertada, ela mesma diz que precisa deixar no guarda-roupa da irmã. Depois que não servir mais na caçula (e se estiver em bom estado de uso), doamos para um amigo do meu marido. E assim as roupas vão circulando e tendo novos usos.

    Aguardar para comprar no momento certo

    Só compro o que estou precisando. Isso significa que não fico comprando roupas das meninas que serviriam somente daqui a 3 anos por estar na promoção. No primeiro momento, parece incoerente não aproveitar a promoção. Mas eu acabo ganhando algumas roupas e sapatos usados das filhas das minhas amigas e também algumas roupas de presente. Se compro antecipadamente, acabo tendo mais roupas que o necessário.

    Utilizo essas regras enquanto elas são pequenas, porque sei que vai chegar uma certa idade em que as minhas filhas vão querer escolher as próprias roupas, e não vão querer mais usar roupas costuradas pela avó. Enquanto essa fase não chegar, aproveito para fazer do meu jeito.

    ~ Yuka ~

    Saber ouvir (nos tempos atuais) é uma habilidade de poucos

    saberouvir

    Tenho reparado que muitas pessoas gostam de conversar, de falar, enfim, ser o centro das atenções…

    …mas quantas pessoas dentre essas pessoas sabem ouvir de verdade?

    Poucas. Pouquíssimas…

    Pessoas que sabem ouvir tem se tornado cada vez uma raridade.

    Eu lembro muito bem de uma colega que eu estava tentando ser amiga há alguns anos. E toda vez que eu começava a falar algo que tinha acontecido comigo, ela falava “comigo também aconteceu isso, e blá blá blá” e o assunto acabava se tornando o dela. Sempre era assim. Não importava quantas vezes eu tentasse, era impossível. Ela não queria me ouvir. Ela queria só falar dela. E no fim eu desisti.

    Se a gente prestar atenção nas conversas, podemos perceber que o mais comum são duas pessoas monologando. Sim, monologando, e não dialogando:

    – Esse fim de semana eu fui passear no zoológico com meu filho.

    – E eu fui passear na praia.

    – Foi muito legal o zoológico, meu filho adorou, pediu para voltar mais vezes.

    – Minha filha também amou a praia, disse que quer aprender a nadar para entrar no mar.

    Conseguem perceber o monólogo entre duas pessoas? São duas pessoas querendo falar só delas e não querem ouvir.

    Em um diálogo, a pessoa perguntaria o que o filho achou do zoológico para a conversa poder evoluir.

    Só que a pessoa não está interessada no filho da outra pessoa. Ela só quer falar que fez coisas legais também no fim-de-semana. E aí são duas pessoas surdas conversando, e por mais triste que isso possa parecer, é muito mais comum do que pensamos.

    Meu marido gosta muito de fazer alguns experimentos enquanto conversa com as pessoas.

    Um desses seus experimentos me chama muito a atenção por comprovar como as pessoas não estão mais interessadas em ouvir, só em falar de si mesma.

    Durante a conversa, ele costuma falar “tem três coisas que mudaram a minha vida…”. Ele começa falando as duas coisas que mudaram a vida dele, e ele não fala a terceira de forma proposital. Se a pessoa estiver prestando atenção e interessada no que ele está falando, a pessoa perguntaria “E qual é a terceira coisa?”. E sabe o que é mais incrível? Praticamente ninguém faz essa pergunta, comprovando que as pessoas não estão ouvindo, só estão aguardando o momento certo para abrir a boca para falar delas mesmas.

    É muito narcisismo. Eu quero ter pessoas ao meu redor que saibam dialogar comigo. Quero conviver com pessoas que ouvem e que eu também possa ser ouvida quando precisar.

    ~ Yuka ~

     

    Planejando viagens minimalistas

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    A leitora Isabele me perguntou como eu planejo as viagens e como consigo driblar os pontos turísticos caríssimos.

    Depois que eu engravidei duas vezes, eu e meu marido demos uma pausa nas viagens, principalmente as internacionais, por 2 motivos: o primeiro é que as crianças são muito pequenas e gostaríamos que elas lembrassem dessas viagens (apesar de saber que muitos pais pensam justamente o contrário, de aproveitar agora, já que as crianças pagam menos na passagem de avião). O segundo é que eu poderia até pedir para a minha mãe ficar com as crianças e viajar com o meu marido, mas a caçula, ainda não aprendeu a dormir a noite toda. Ela tem um sono muito leve, e tem dado trabalho. Bem diferente da minha filha mais velha, que mesmo se estiver com a cama toda cheia de xixi, não acorda por nada. Então decidimos esperar mais um pouco, até que as coisas se acertem.

    Dito isso, vou contar das minhas experiências antes das meninas nascerem.

    As minhas viagens costumam ser muito bem planejadas. Depois que escolho o lugar, a primeira coisa que faço é começar a acompanhar o preço das passagens de avião e da acomodação. Para baratear a viagem, sigo os seguintes passos:

    1. Acompanhar o preço das passagens por longos meses:

    Acompanhe os preços das passagens por pelo menos 3 meses. Costumo pesquisar em sites como o Decolar.com, Maxmilhas, que fazem a pesquisa e comparam preço em diversas companhias aéreas. Quando encontro um preço razoável nesses sites de comparação, costumo ir direto no site da empresa para ver se há preços melhores. Depois de decidir por qual companhia aérea viajar, analiso de que forma consigo aumentar o desconto. Por exemplo, se resolvo comprar pelo Maxmilhas, faço o seguinte caminho:

    • Entro no Méliuz e vejo se o Maxmilhas está dando algum dinheiro de volta (Méliuz é um site que devolve parte do dinheiro gasto. Hoje, por exemplo, está sendo informado que devolvem 4% do valor gasto no Maxmilhas). Se sim, faço a compra, nisso já ganho 4% de desconto do valor total da compra.
    • O Maxmilhas possui vantagens para quem tem o cartão Nubank. Então com isso consigo mais pontos, que depois poderão ser apagados da fatura.
    • Na hora do pagamento, parcelo em 12 vezes sem juros no cartão de crédito do Nubank, e depois antecipo todas as parcelas. Assim, ganho mais 4,50% de desconto pelo Nubank.

    Então além de conseguir comprar a passagem mais barata por ter pesquisado o preço por alguns meses, acabo ganhando pontos e descontos por causa do Méliuz e Nubank.

    Costumávamos viajar em períodos que não coincidissem com férias escolas, ou seja, evitávamos os meses de janeiro, fevereiro, julho e dezembro que são mais caros.

    Também nunca compramos pacotes de viagens em agências de viagens. Eu mesma comparo e compro a passagem de avião, a acomodação e vejo os passeios que quero fazer, pois isso faz com que a viagem tenha o meu ritmo.

    2. Fazer uma lista do que levar na mala:

    Sim, uma lista. E essa lista começa alguns meses antes. Essa é a lista que possibilita que eu leve poucas coisas, pois consigo combinar roupas, programar o que vou usar e o que não vou levar.

    3. Fazer um roteiro turístico:

    Comprado a passagem, agora é hora de fazer um roteiro. Roteiro é essencial para quem quer aproveitar bem uma viagem. Imagine ter passeado em um bairro o dia inteiro, e descobrir depois que deixou de conhecer um lugar interessantíssimo? É nesse roteiro que eu já faço a pesquisa dos valores dos lugares que quero visitar: ingressos, transporte, etc e já faço uma estimativa de quanto gastarei durante a viagem.

    4. Ser flexível:

    Isso significa que se a fila para conhecer um determinado lugar estiver com uma fila gigantesca, não se acanhe em desistir. Não tem problema se você não visitar o lugar. Eu mesma prefiro não me estressar, divertir na viagem, do que ficar com aquela obrigação de ter que conhecer um lugar só porque é turístico. Tenho consciência de que a viagem é para mim, e não para provar para terceiros que estive em tal lugar.

    5. Conhecer a culinária local:

    Eu sempre gostei de comidas de rua. Aqui em SP, comia o churrasco grego (para o terror da maioria dos meus amigos hahaha), o hot dog prensado, o churrasquinho do tio da esquina, tapioca e por aí vai. Depois da onda do Food Truck, minha paixão continuou: hambúrgueres, comida mexicana, massas, nhac nhac nhac….. Então quando viajo, nada mais natural do que sair experimentando as comidas de rua. Isso significa que alterno entre restaurantes e food trucks, o que acaba barateando bastante na alimentação.

    6. Esquecer os souvenirs:

    Eu não ligo para souvenirs, nem tenho fascinação em comprar algo do lugar que viajo. Muitas pessoas aproveitam para comprar roupas, bolsas, sapatos, relógios, maquiagens… mas eu não. Por isso viajo com a minha mala pequena, porque sei que vou voltar com ela com praticamente a mesma quantidade de coisas que fui viajar. Já contei no outro post que fui pra Amsterdã, na Holanda e voltei só com 1 cadeado de bicicleta, né? Essa sou eu.

    7. Aproveitar os descontos para turistas:

    Geralmente, as cidades possuem um ticket mensal ou semanal para turistas andarem de trem, metrô, ônibus, que vale muito a pena comprar. Por exemplo, quando fui para o Japão, eu comprei um ticket chamado Japan Rail Train, disponível somente para turistas. Esse ticket, depois de comprado, possibilita que o turista use todas as linhas ferroviárias, metroviárias e linhas de ônibus de uma determinada empresa, quantas vezes desejar. Pra mim, compensou muito ter esse ticket. Tem diversos passeios turísticos que podem ser comprados com antecedência, por um preço mais em conta. Vale a pena pesquisar antes.

    8. Celular descarregado? Nunca mais!

    Eu tenho uma bateria recarregável portátil. Consigo recarregar meu celular várias vezes ao dia, sem a necessidade de ter que ficar procurando uma tomada (correndo o risco de esquecer em algum lugar).

    9. Comunicação com os amigos e família:

    Eu faço somente pelo whatsapp. Tem gente que habilita o uso do celular para uso no exterior, mas eu nunca fiz, e nunca senti falta. Se tenho o ano inteiro para falar com as pessoas, por que escolher justamente durante a viagem?

    10. Ter folgas na agenda:

    Deixo para conhecer somente alguns pontos turísticos por dia. Gosto de deixar o dia livre, não gosto de entupir o dia com programações, justamente para não me sentir sufocada. Férias é para ser leve e livre, e não para correr atrás do relógio e da agenda.

    11. Não conhecer tudo de uma vez:

    As cidades possuem muitas coisas interessantes para ver e visitar. Existem muitos pacotes a venda como “Conheça a Grécia, Turquia e Egito em 3 dias”, “Roma, Paris e Londres em 5 dias”. Eu gosto de conhecer um único lugar de cada vez. Gosto de explorar ao máximo, visitar com calma um único país (ou dependendo, uma única cidade).

    E o mais importante, não se esquecer nunca que a verdadeira viagem se faz na memória.

    ~ Yuka ~

    Minimalismo e vaidade: como administrar

    maquiagem minimalista

    Uma leitora me pediu um post sobre minimalismo nos cuidados pessoais.

    Aqui no Brasil, fomos acostumadas desde a infância com a ideia de que é normal as pessoas nos servirem e a terceirizar alguns serviços por considerarmos barato. E isso se reflete também nos cuidados pessoais: manicure, pedicure, hidratação no cabelo, escova de cabelo, limpeza de pele, sobrancelha, depilação, esfoliação da pele, massagem relaxante. Acho legal ir no salão de vez em quando para dar um mimo para nós mesmas, mas não vou com frequência, pois acredito que consigo me cuidar de casa.

    Vou compartilhar aqui o que tem funcionado pra mim.

    UNHAS

    Eu aprendi a fazer as unhas em casa. No início arrancava uns bifes, mas depois de um tempo, passei a fazer melhor do que as próprias manicures.

    DEPILAÇÃO

    Há alguns anos, eu comprei um pacote de depilação à laser por um preço muito barato, naqueles sites de compra coletiva. Como são 10 sessões, e as sessões vão ficando espaçadas porque os pelos vão nascendo cada vez menos, eu ainda tenho algumas sessões para fazer.

    LIMPEZA DE PELE

    Eu acabo fazendo em casa mesmo, uso um esfoliante, e alguns truques caseiros como usar gelatina incolor para tirar cravos (que funciona de verdade!!!). O legal é ir testando algumas receitas caseiras, muitas coisas funcionam super bem.

    CABELO

    Atualmente, não pinto mais o meu cabelo, mas tinha uma época da adolescência que eu pintava de vermelho em casa. Claro, tudo na vida tem um limite, e a gente tem que descobrir o nosso limite. Se você vai pintar de loiro, descolorir, fazer mechas ou algo parecido, eu não tentaria economizar nessa parte, a não ser que eu soubesse exatamente o que eu estava fazendo.

    MAQUIAGEM

    Eu já fui a louca da maquiagem. Comprava muitas maquiagens, e o pior, tinha encasquetado nas maquiagens gringas. Era M.A.C., Givenchy, Clinic, Artdeco, Dior, Shiseido… haja dinheiro.

    Não contente em comprar 1 blush, comprava 4, 6 blushes, e demorava anos para terminar de usar, isso quando jogava no lixo por causa da validade dos produtos. O mesmo acontecia com as bases, hidratantes e esmaltes.

    Hoje, posso dizer que ainda gosto muito de determinadas marcas, e continuo comprando. Só que eu compro 1 produto de cada vez, como explico nesse post. Se eu quero comprar um delineador, eu espero terminar o que estou usando no momento, para depois comprar. No início foi difícil fazer disso um hábito, mas hoje me acostumei. Nem preciso dizer que estou economizando muito dinheiro com isso, né?

    Outra coisa que me ajudou MUITO, foi deixar de seguir as blogueiras do YouTube. Sério, não saber os produtos lançados todos os meses, ajudou muito a não ter vontade de comprar. Se assistiu um canal do YouTube e encontrou um batom com uma cor irresistível? Ótimo, coloque na sua PRÓXIMA lista de compras. Quando o seu terminar, vai lá e compra.

    ROUPAS

    Eu tenho roupas que gosto de verdade. Quando se tem roupas boas, de qualidade, bom caimento, boa costura, que são macias e que nos deixam bonitas (e que não necessariamente são caras), começamos a entender que não precisamos ter um guarda-roupa abarrotado. Antes, eu tinha muitas roupas, mas eram roupas compradas em promoção, ou que tinha visto em um catálogo e que ficava lindo (na modelo, óbvio, não em mim), ou comprava porque “não estava fazendo nada”.

    Se antes eu tinha 300 peças de roupas (ou até mais, se duvidar…) e me sentia insatisfeita com o meu guarda-roupa, e hoje tenho poucas roupas e me sinto satisfeita, é porque eu tenho um guarda-roupa adequado para mim. Tenho calças que me deixam bem, camisas boas e confortáveis que nem preciso passar a ferro (olha que maravilha), vestidos, etc.

    Para chegar a este ponto, eu precisei me conhecer melhor. Qual é a tonalidade da minha pele? Quais são as cores que combinam comigo? Quais são as cores que as pessoas geralmente elogiam quando estou usando? E assim, fui fazendo uma lista do que considerava um guarda-roupa ideal. Com a lista pronta, fui eliminando do meu guarda-roupa todas as peças que não faziam mais sentido e complementando com as que eu ainda não tinha. E foi assim que aos poucos construí um guarda-roupa minimalista.

    Outro dia uma colega que trabalha comigo falou que meu trench coat era lindo e perguntou onde eu tinha comprado. Ela ficou surpresa quando eu falei que não era novo e que já estava comigo há 6 anos. E ainda parece novo!

    Hoje não sinto necessidade de sair comprando roupas, nem seguir tendências.

    SAPATOS

    Utilizo o mesmo critério das roupas. Eu não tenho 5 botas pretas. Só tenho 1. Não tenho 5 sapatos pretos. Só tenho 1. E assim por diante.

    Aqui tem um post publicado há alguns meses sobre como ter um guarda-roupa minimalista. Vale a leitura.

    Resumindo…

    As coisas que eu consigo fazer em casa, eu mesma faço. Uma das poucas coisas que eu pago para alguém fazer é cortar o cabelo e ir no podólogo de vez em quando. De resto, eu continuo comprando as coisas que quero comprar, independentemente do preço, mas não acumulo mais. Eu continuo usando os batons da M.A.C. porque gosto da textura, da mesma forma que continuo importando do exterior a base para pele de uma marca coreana, porque gosto da tonalidade na minha pele.

    Se compro um hidratante, uso até o fim. Se compro um delineador, uso até o fim para somente quando estiver bem no finzinho, comprar um novo.

    Então posso dizer que hoje, estou rodeada com as maquiagens que gosto, com as roupas que gosto, com a bolsa que gosto, com os sapatos que gosto, e não deixo de me cuidar, só porque não frequento salão de beleza. É desta forma que tenho administrado a minha vaidade com a vontade de gastar.

    ~ Yuka ~

     

     

    Mesada na fase adulta: um método para ter educação financeira

    Woman Putting Coin In Piggy Bank

    Aqui em casa, desde que eu e meu marido começamos a morar juntos, decidimos que todo o dinheiro que entrasse em casa seria nosso, e não meu ou dele. Isso significa que o meu salário é nosso, o salário dele é nosso, o meu vale-alimentação é nosso, o meu décimo terceiro salário é nosso, e assim por diante.

    A partir do momento que nosso salário virou “proventos da família”, percebemos que não teríamos mais dinheiro individual. E aí surgiu a ideia de termos uma mesada.

    Sim, mesada. Mesada na fase adulta.

    Funciona da seguinte forma:

    Todos os meses, quando recebemos o nosso salário no início do mês, somamos os proventos e pagamos todas as contas: conta de luz, gás, aluguel do apartamento, condomínio, plano de saúde, fatura do cartão de crédito etc. Depois, cada um separa uma parte para os gastos do celular, transporte (no caso, metrô) e finalmente, a mesada. O que sobra na conta, é tudo destinado aos nossos investimentos.

    Na prática, é assim: meu marido recebe o salário, separa a parte que lhe cabe (celular, transporte e mesada) e transfere tudo para mim. Eu pago todas as nossas contas, separo o que é meu (celular, transporte e mesada) e transfiro tudo para os nossos investimentos. É bem prático e fácil.

    Essa mesada, que é uma porção bem pequena do nosso salário, pode ser gasto no que a gente quiser.

    Meu marido é o que fica mais feliz com a mesada. Fala com um brilho nos olhos e com uma emoção de que nunca na vida tinha ganhado uma mesada.

    Sinto um pouquinho de vergonha quando estamos numa cafeteria e ele cisma que quer pagar pra mim, e acaba falando em voz alta e empolgante “pode deixar que eu vou pagar com a minha mesada!!!”. Afeeeee eu peço pra ele ser discreto, ninguém precisa saber que ele tem uma mesada com quase 40 anos de idade.

    A nossa mesada não recebe reajustes anuais há pelo menos 4 anos, o que já virou até um desafio entre nós. Para nós, o valor está ok, não passamos vontade, nem necessidade. A decisão de não fazer reajustes no valor da mesada, é porque além de não sentirmos necessidade, temos o projeto de alcançar a independência financeira o mais rápido possível. Sabemos que quanto mais a mesada for gorda, mais futilidades iremos comprar (entenda como futilidade, coisas que não estamos precisando).

    Como nós somos bem frugais, o mais incrível é que sobra mesada. E aí acabamos gastando na pipoca que a nossa filha quer comer na rua, num almoço com amigos, nos passeios de fins-de-semana com a família. Meu marido adora pastel e chama os amigos para almoçar pastel toda semana. Já eu, gosto de passear na 25 de março e ficar comprando quinquilharias e matéria-prima para fazer artesanatos.

    Claro, às vezes queremos comprar coisas um pouco mais caras que a mesada do mês não supre. Nesses casos, ou pagamos com o “dinheiro da casa” e fica como um presente, ou parcelamos para que a compra caiba no orçamento da mesada.

    Tem sido muito bom cada um ter um dinheiro livre para gastar, sem ter que ficar dando satisfação ao outro. Nós temos consciência de que esse sistema de mesada é o que tem nos proporcionado a oportunidade de fazer investimentos volumosos todos os meses.

    ~ Yuka ~

    Gaste dinheiro onde você gasta tempo

    dinheiro tempo

    Apesar de gostar de economizar, também gosto de gastar bem, principalmente onde gasto bastante parte do meu tempo.

    Geralmente, quando compro algo, costumo avaliar quanto tempo usaria aquele determinado item por dia.

    Na minha cabeça, funciona da seguinte forma: não compensa comprar algo caro, se sei que vou usar somente algumas vezes por semana ou por mês.

    Gosto de comprar coisas de qualidade e de conforto para os itens onde gasto tempo da minha vida.

    Alguns itens onde gasto um pouco mais em prol do conforto:

    Cama

    Das 24 horas por dia, quanto tempo passamos dormindo na cama? 6 horas? 8 horas? São muitas horas por dia. Ao invés de comprar um colchão “maomeno”, prefiro comprar um de qualidade, principalmente porque alguns colchões possuem durabilidade superior a 10 anos.

    Celular

    Quanto tempo passamos olhando para o celular? Eu confesso que passo bastante tempo. Não só navegando na internet, mas principalmente porque toda a minha rotina de organização está dentro do meu celular. Eu uso a agenda, o bloco de notas, listas, aplicativos que me auxiliam nas finanças pessoais, aplicativos de bancos, tudo sincronizado e organizado para não me perder. Ouço audiobooks e assisto conteúdos para meu aprimoramento pessoal no YouTube. Então prefiro ter um celular de minha preferência, mesmo que o valor seja um pouco mais elevado. Outro dia uma colega insinuou que meu celular era muito caro. E eu perguntei para ela quantas vezes ela já tinha trocado o celular nos últimos 5 anos? Duas, três vezes? Eu não troquei nenhuma vez. Funciona perfeitamente e pretendo ficar com ele por mais alguns anos. Agora, se fizer os cálculos, quem está gastando mais no celular, eu ou ela? Tenho certeza que não sou eu.

    Sapato

    Sapato é uma coisa que eu parei de economizar. Na verdade, durante anos da minha vida, como minha mãe não tinha dinheiro, eu usava muito sapato ganhado. Quem usou ou usa roupas doadas sabe que tamanho é a última coisa que a gente pode reclamar. Ou seja, apesar do meu pé ser do tamanho 36, eu usava 35, 37 e até 38. E isso machucava demais o meu pé. Depois que comecei a ganhar o meu próprio salário, passei a comprar sapatos confortáveis que possuem um preço justo. Como não tenho zilhões de pares de sapatos, gosto de comprar os que considero bonitos e confortáveis.

    Fogão, frigideira, etc.

    Fogão é outra coisa que eu não economizo. Durante anos, usei aqueles fogões mais baratos, onde a chama do fogo era bem irregular. Nem sei quantas vezes a chama do forno havia se apagado sem eu perceber, enquanto estava assando um bolo. Também passei a usar frigideiras boas, e essa combinação frigideira vs fogão é tudo de bom. É uma das coisas, que se bem cuidada, duram mais de 10 anos.

    Sofá

    Outra coisa que me deixa feliz é quando sento no meu sofá. Antes, eu tinha um sofá de 2 lugares, pequeno, que era suficiente só para mim. Depois meu marido chegou, casei, e o sofá pequeno continuou entre nós durante muitos anos. Quando a minha primeira filha nasceu, o sofá ainda estava lá, mas já achávamos pequeno demais. Hoje temos um sofá bem grande, que cabe 4 pessoas lindamente (na verdade dá para sentar umas 6 pessoas). Fofo como deve ser, grande e confortável, vai durar muitos e muitos anos.

    Eletrônicos

    Costumo comprar eletrônicos como televisão, computador, bateria, de marca reconhecida. Essa semana um colega estava falando que acabou queimando um celular novinho, porque tinha comprado uma bateria recarregável de marca duvidosa. Além de ter perdido dinheiro com a bateria que não funciona, queimou o celular. Duplo prejuízo.

    Esses são os itens que eu definitivamente não gosto de economizar. Em todos os outros lugares, eu penso duas vezes antes de gastar demais.

    ~ Yuka ~

    Mottainai: uma filosofia japonesa sobre desperdício

    mottainai

    Não posso dizer muito sobre a cultura de outros países, mas sei que Japão e Alemanha possuem uma cultura bem forte de evitar o desperdício.

    Aqui no Brasil, percebo que as pessoas julgam (mal) quem luta contra o desperdício. É mais bem visto deixar sobras de comida no prato do restaurante, do que pedir para embrulhar para levar para a casa. É mais estiloso comprar uma bermuda nova, do que transformar aquela calça velha em uma bermuda. É mais fácil jogar fora a camiseta manchada, do que tingir com uma cor escura e continuar usando por mais alguns anos. É melhor avaliada a pessoa que sempre vem trabalhar com roupas diferentes, do que aquela que sempre vem com as mesmas roupas.

    No Japão, existe uma palavra que eu gosto muito: mottainai.

    Ela não possui tradução para o português, mas no Wikipedia, tem um trecho em que Hitoshi Chiba, autor do documentário Restyling Japan: Revival of the ‘Mottainai’ Spirit, tenta explicar um pouco sobre o conceito:

    Muitas vezes ouvimos no Japão a expressão mottainai, que vagamente significa “desperdício”, mas em seu sentido pleno transmite um sentimento de temor e apreço pelas graças da natureza ou a conduta sincera de outras pessoas. Existe uma característica entre os japoneses de tentar usar algo por toda a sua vida efetiva ou continuar a usá-lo por repará-lo. Nesta cultura de carinho, as pessoas vão se esforçar em encontrar novas casas para posses que eles não precisam mais. O princípio mottainai estende-se à mesa de jantar, onde muitos consideram rude deixar mesmo um único grão de arroz na tigela.

    No eCycle também tem uma definição bem legal:

    As práticas que integram o espírito mottainai podem ser adotadas por qualquer um. São ações simples que evitam o desperdício de todo e qualquer recurso. Um pequeno gesto muito valorizado no Japão (e que é um primeiro passo para incluir o mottainai em sua vida) é não deixar nem um grão de arroz no prato (pegue porções pequenas; se não for suficiente, repita, mas não jogue comida fora). O Japão enfrentou períodos muito difíceis, como guerras, fomes e terremotos, e se desenvolveu em um território com recursos naturais escassos. A prática do mottainai foi essencial para a sobrevivência e para o crescimento do país, sendo uma das bases da cultura japonesa. O espírito ecológico e a prática da sustentabilidade, assim como o consumo sustentável, são formas de adotar o mottainai como filosofia de vida. Qualquer país iria se beneficiar ao seguir o exemplo do Japão, mas adotar o mottainai não precisa ser uma ação institucional. Na própria cultura japonesa foram as pequenas ações cotidianas (resultado de privações) que fizeram do mottainai um estilo de vida adotado por todo o país.

    O mottainai não é apenas sobre desperdício de comida, de roupa, de dinheiro. É sobre desperdício de tempo, de talento, de oportunidades.

    Podemos dizer mottainai, quando estamos jogando comida fora, pois esse alimento poderia estar alimentando outra pessoa que está passando fome neste exato momento.

    Podemos dizer mottainai, quando estamos desfazendo de uma roupa que ainda está em condições de uso, mas que não queremos mais usar, porque simplesmente enjoamos.

    Podemos dizer mottainai, quando percebemos que uma pessoa é completamente desorganizada. Dá uma sensação de que está desperdiçando tempo precioso da vida fazendo coisas desnecessárias.

    Podemos dizer mottainai, quando há talento desperdiçado. Aquela pessoa que você enxerga um talento incrível fazendo coisas repetitivas de escritório.

    Como vê, o conceito mottainai é muito mais profundo e belo, onde nada mais é do que uma filosofia que promove o respeito à vida.

    ~ Yuka ~

    As 10 lições que a minha mãe me ensinou sobre o dinheiro

    sabedoria

    Quando meu pai morreu ainda jovem, tudo ficou muito difícil para a minha mãe. Ela, que até então era dona de casa, teve que aprender uma nova profissão para sustentar a família e criar as suas 3 filhas de 1, 3 (eu) e 5 anos.

    Há várias lições que ela ensinou. Dentre as mais notáveis, são elas:

    1.) Não ter vergonha do passado

    Em um período muito difícil, logo após o falecimento do meu pai, minha mãe não tinha dinheiro para comprar comida. Meu pai morreu de leucemia, e minha mãe tinha gastado todo o dinheiro de suas economias tentando salvá-lo. Sim, teve uma época que para ela foi bem complicado. Ela pegava os alimentos que eram descartados na feira, próprios para consumo, mas não apresentáveis para venda. Tanto eu como ela, temos orgulho do nosso passado difícil. As dificuldades que enfrentamos é o que gera o sentimento de gratidão pelas pequenas coisas.

    2.) Saber que nada dura para sempre

    Nada dura para sempre. Nem as coisas boas, nem as coisas ruins. Ela sabia disso. E usou essa frase como um mantra para se reerguer.

    3.) Não é feio passar necessidade: feio é viver ostentando hoje para depois passar necessidade no futuro

    Minha mãe conheceu diversas pessoas com uma renda considerável, mas que se endividaram depois de alguns anos. Ela conheceu pessoas que tiveram que sair do apartamento de alto padrão que moravam, porque as empresas que possuíam decretaram falência. Ela sempre explicou a importância de poupar uma parte do nosso dinheiro para os períodos de vaca magra. A vida é feita de ciclos e da mesma forma que há períodos de fartura, há períodos difíceis. Não é SE um dia acontecer, mas QUANDO acontecer. Por isso, para ela era tão importante poupar para se preparar para o dia incerto de amanhã.

    4.) Me ensinou a importância de poupar através da dor (já que pelo amor eu não aprendia)

    Na época da faculdade, minha mãe depositava dinheiro na minha conta todos os meses. Como eu estudava no interior de São Paulo, o dinheiro deveria (teoricamente) servir para me alimentar durante o mês, pagar a pensão, o transporte, material escolar, passagem de ida e volta para visitá-la, e ainda sobrar para poupar. Deveria… mas eu gastava tudo. E toda vez que o dinheiro faltava, eu ligava para ela pedindo para depositar mais um pouquinho. Foi assim durante 3 anos. Até que em um mês fatídico, ela falou que não iria mais depositar o dinheiro, porque estava cansada de falar todos os meses para eu poupar e desligou o telefone. Meu Deus! Naquele mês, vivi todos os dias com muita emoção! Como eu iria me alimentar? Tive que vender minhas roupas, meus eletrônicos, vendi tudo que foi possível. Passei cerca de 2 semanas comendo só arroz e pão, que eram as únicas coisas que eu conseguia comprar. Depois desse susto, eu aprendi a importância de guardar dinheiro e nunca mais parei. Valeu a pena heim, mãe! rs

    5.) Não faça dívidas. Nunca!

    Isso significa viver com o dinheiro que temos. Mesmo na fase difícil, onde nós fomos transferidas de uma escola privada para pública (e permanecemos até o colegial), mesmo quando meu tio insistiu em pagar as mensalidades de nós 3 para que continuássemos na mesma escola, minha mãe não quis viver com o dinheiro que não era dela, nem fazer dívidas. Resolveu baixar (e muito!) o padrão de vida de acordo com o que era possível. Como na época, o possível era o impossível, significou vivermos com muito, muito pouco.

    6.) Pense na aposentadoria

    Quando ela era mais nova, olhava para as pessoas que tinham uma vida confortável e sempre pensava “será que um dia vou conseguir chegar a ter esse estilo de vida?”. Depois de algumas décadas, a vida pregou uma peça e muitas das pessoas que viviam de forma confortável, atualmente, estão passando necessidade. E a minha mãe, que sempre foi econômica e disciplinada, hoje vive uma vida confortável.

    7.) Tenha várias rendas

    Mesmo sem completar o estudo, minha mãe soube praticar isso. Ela possui diversas rendas como o INSS, a previdência privada, o aluguel de imóvel, etc.

    8.) Não depender de alguém para fazer as suas próprias coisas

    Nem sei se ela lembra dessa história. Quando eu tinha uns 6 anos, lembro que o pneu do nosso carro tinha furado. Um homem muito gentil, vendo uma mãe com 3 filhas pequenas, se ofereceu para trocar o pneu. Só que ela, muito teimosa, não deixou. O homem comentou “sua mãe é bem orgulhosa heim”, e ela pediu para entrarmos no carro imediatamente. Já dentro do carro, explicou o motivo: “não dependa de alguém para fazer as suas próprias coisas”.

    9.) Não subestime a outra pessoa pela aparência

    Outro exemplo interessante é que minha mãe conheceu um catador de papelão que morava em um apartamento de luxo. Ele trocava de roupa na hora de trabalhar, ou seja, usava roupas surradas para puxar seu carreto. As pessoas achavam que ele passava necessidade, mas na verdade, ele tinha uma vida muito confortável. A lição é nunca julgar as pessoas pela aparência.

    10.) O poder da criatividade

    • Durante muitos anos, eu vi a minha mãe trazendo móveis da rua, jogados no lixo. Ela trazia os móveis, lixava, pintava, literalmente transformava o móvel sujo e esquisito em um móvel digno para se colocar no centro da sala de estar. Vi uma porta velha se transformar na nossa mesa de estudo e também em uma mesa de ping-pong, vi o tampo de uma mesa redonda se transformar em um aparador meia lua para o hall de entrada.
    • Por não querer mais morar em um prédio mal cuidado, decidiu que iria ser síndica e transformou o lugar: criou vagas de garagem para carros, antes inexistentes, criou um jardim, dividiu o hall em entrada e de serviço, reformou elevadores, trocou as janelas e a fachada do prédio, além de melhorias invisíveis como reforma da caixa d’água entre outros.
    • Por ela não ter dinheiro, aprendia olhando o serviço dos outros. Foi assim que aprendeu a pintar paredes, usar a furadeira, instalar armários, trocar chuveiro, consertar pequenos problemas elétricos, costurar etc. Com criatividade e boa vontade, dá para conseguir muita coisa.

    Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir. ~ Cora Coralina ~

    ~ Yuka ~

    A importância de uma amizade

    best friend

    O leitor Julio me pediu para falar sobre amizades, sobre a cobrança que sentimos em relação a quantidade, e não qualidade.

    Sabe que eu nunca me importei em ter muitos amigos? Há alguns anos, quando trabalhava numa empresa privada, conheci uma pessoa que era muito simpática e amável. Era a alegria de uma roda de conversa. Ela me chamava de amiga, e juro que tentei ser amiga dela, mas ela nunca tinha tempo para mim. Ela sempre tinha compromissos, ia para barzinhos e baladas nos fins de semana, sempre rodeada de pessoas e eu não conseguia ter uma conversa mais séria com ela. Ou seja, se eu estivesse passando por algum problema, ela não poderia me dar atenção, pois ela estava sempre ocupada para atender todos os seus amigos.

    Se eu tenho 24 horas e ela também, não entendia como ela conseguia administrar tantas coisas e tantas pessoas nas mesmas 24 horas. Depois de um tempo eu descobri a resposta: ela não conseguia.

    Veja bem, há tipos e tipos de pessoas. Eu descobri que eu não era o tipo de pessoa que conseguiria administrar 100 melhores amigos. Eu tenho um limite para conseguir dar atenção a todos.

    Entendi que para dar atenção aos meus amigos, eu precisaria deixar de lado as amizades superficiais. Comecei fazendo pequenos testes… e se eu não ligasse mais, o que será que aconteceria? E a resposta foi: nada. A pessoa também não me ligou, o tempo passou e a amizade esfriou. Ou seja, eu não era importante. Aos poucos fui entendendo a diferença entre amigos de verdade e o que chamo de colegas.

    Eu tenho vários colegas, mas poucos amigos.

    Esses poucos amigos que tenho, são os que eu chamo de irmãos de alma. São pessoas que escolhi para caminharem junto comigo, são pessoas que irão envelhecer comigo.

    Muitas pessoas dizem que amigo de verdade é aquele que segura a nossa mão quando estamos tristes. Eu discordo. Amigo de verdade é aquele que consegue ficar genuinamente feliz com as nossas conquistas. Quando eu passei no concurso público, não foram todas as pessoas que ficaram felizes com a minha felicidade. Alguns, sem explicação, se afastaram de mim.

    Para mim, amizade verdadeira não é aquela que fica passando a mão na cabeça. O verdadeiro amigo é aquele que por mais que doa, diz as verdades que ninguém mais tem coragem de dizer.

    Quando eu era mais nova, recebi um conselho de uma amiga sobre a importância de não esquecer os amigos (que é minha amiga até hoje – alô Dani!). Me ensinou que os relacionamentos vêm e vão na nossa vida, mas que a amizade permanece. Era no ombro dela que eu choraria e nos braços dela que eu sempre voltaria. Foi graças ao conselho dela que eu namorei, casei, divorciei e casei de novo, e todas as minhas amigas sempre estiveram do meu lado.

    Algumas delas moram em outras cidades, pois cresci em Santos, estudei no interior de São Paulo e moro na capital, mas a distância nunca impediu que a amizade se dissolvesse.

    Aos que não dão valor a um amigo, sempre penso… Quem estará conosco quando os nossos pais falecerem? Quem irá nos visitar quando estivermos doentes? Quem fará companhia quando estivermos aposentados? Quem irá nos aguentar quando estivermos com 80 anos? Os amigos!

    Depois que saímos da adolescência, fazer amigos se torna uma tarefa mais difícil. As pessoas parecem estar sempre ocupadas, não estão disponíveis o tempo todo. Então procure uma pessoa que esteja disposta a ser nosso amigo. E continue sempre fazendo isso, sempre procurando pessoas que estão dispostas a nos conhecer.

    Mas não se esqueça, para ter amigos, precisamos primeiro nos doar. Mostrar que podemos ser um ótimo amigo. Dar oportunidade para a pessoa nos conhecer.

    Num mundo onde as pessoas só querem falar e não têm mais paciência e disponibilidade para ouvir, ter amigos de verdade significa saber valorizar o que a pessoa tem a nos oferecer e ensinar.

    ~ Yuka ~

    Dicas para esconder a bagunça da casa (brinquedos)

    Depois que tive as minhas duas filhas, a casa nunca mais foi a mesma rs.

    Uma coisa que eu percebi é que quando deixei os brinquedos no quarto das meninas (para deixar a casa mais organizada), elas quase não tinham iniciativa para brincar. Quando passei a deixa-los na sala, começaram a brincar muito mais. Foi dessa forma que entendi que brinquedos precisam ficar no cômodo que elas passam a maior parte do tempo: no nosso caso, na sala.

    Só que havia um problema… brinquedos na sala, significa muita bagunça na sala, e pior, bagunça permanente.

    A solução que encontrei foi usar truques para esconder alguns brinquedos, enquanto deixava outros à mostra.

    Qualquer pessoa que entrar na minha casa, vai saber que há crianças morando em casa. A intenção nem é esconder tudo, mas deixar a casa o mais apresentável possível.

    Dica 1: Adaptar locais para esconder brinquedos, misturando aos móveis

    Eu tenho um rack de televisão deste modelo, que comprei na Mobly.

    rack1

    Adivinhem o que tem nas gavetas?

    Na primeira porta, guardamos itens de desenho como caderno, lápis de cor, canetinha, papel, giz de cera, tinta, pincéis etc. Como são itens pequenos, guardar aqui dá muito certo.

    esconder brinquedo.JPG

    Já na segunda porta, guardamos tapetinhos para forrar o chão nos dias mais frios, assim minhas filhas não sentam no chão gelado.

    esconder brinquedo 2.JPG

    Embaixo do rack, encomendei 3 caixotes de madeira pinus com rodinhas, na Marcenaria Asahi, da Elo7. Não foi barato, mas a qualidade é impressionante, vale cada centavo. Recomendadíssimo.

    caixa brinquedo.JPG

    Dentro dessas 3 caixas, cabem muitos brinquedos e pelúcias. Como as caixas possuem rodinhas, as próprias crianças puxam e pegam os brinquedos.

    caixa brinquedo 2.JPG

    Outra coisa que ajuda muito a diminuir a bagunça é a cama com baú embaixo. E posso dizer que esse espaço que antes era inutilizado, está sendo aproveitado de uma forma bem útil.

    cama

    Dica 2: Mostre alguns itens como se fosse parte da decoração

    Na mesma Marcenaria Asahi, comprei duas prateleiras para colocar livros infantis que ficam expostos na sala, na altura das minhas filhas. Então até a caçula que tem 1 ano e meio, consegue pegar os livros. No início, guardava os livros em uma caixa, mas elas não liam com frequência, por isso resolvi expor na parede mesmo.

    estante infantil.JPG

    Dica 3: Móveis infantis não precisam ser necessariamente coloridos

    Ao invés de comprar móveis coloridos, tento comprar móveis que possuam linhas mais retas, minimalistas. Tenho uma mesa de centro transparente, de acrílico, que fica na sala. Essa mesa, além de servir de apoio para nós, adultos, serve também para as crianças brincarem de massinha de modelar, vira mesa de pintura e desenho. Serve inclusive para elas comerem algum lanchinho da tarde. A visita nunca imaginaria que são as crianças que mais usam essa mesa.

    mesadecentro1

    Dica 4: Abuse dos ganchos transparentes e ventosas

    Gancho é uma coisa maravilhosa! Existe atualmente no mercado, ganchos transparentes da 3M que são inclusive removíveis, ou seja, não estragam a pintura da parede. Há de diversos tamanhos, mas eu gosto dos menores para colocar em alguns pontos da sala. Eu colei alguns destes na parte superior da parede para pendurar bandeiras em períodos festivos como Natal, festa junina, aniversário etc.

    gancho2

    IMG_9980.jpg

    Outra coisa boa para quem tem crianças pequenas em casa, é ter um organizador de brinquedos dentro do box do banheiro. Esse que eu tenho, gruda na parede com ventosa. Ele não é grande, nem pequeno demais, o que é ótimo, porque já negociei com as minhas filhas de trazerem somente brinquedos que caibam nesse organizador. Depois de usar, a água escorre pelos furos.

    banho1banho2banho3

    Dica 5: Há coisas que simplesmente não dá para esconder

    A cozinha de madeira é uma delas. Qual o melhor lugar para deixar? No quarto das crianças. Elas brincam lá? Não. Então tive que fazer uma escolha: ter uma casa arrumada ou pensar nas crianças? Resolvi pensar nas crianças e por isso a cozinha está na sala, ao lado do sofá. As crianças brincam na cozinha, praticamente todos os dias.

    espaço criança.JPG

    Mostrei as fotos deste post para o meu marido, e ele deu risada falando que as fotos são de antes das coisinhas acordarem… porque depois que elas acordam, parece que passou um furacão em casa.

    Essa foto é de 10 minutos depois que elas acordaram.

    esconder brinquedo 3.JPG

    ~ Yuka ~

    Economize substituindo as despesas

    substituir gastos

    Existe uma forma muito bacana de economizar dinheiro sem sofrer: substituindo as despesas.

    Há diversas formas como podem ser conferidos a seguir:

    1.) Substituir a TV a cabo por Netflix:

    Ao invés de continuar assinando a TV a cabo, e não ter tempo para assistir nem 1 centésimo do que ele oferecia, cancelei e assinei a Netflix. Economia de R$1.470 ao ano.

    2.) Substituir o plano de saúde atual por um plano um pouco inferior:

    Estou tentando há alguns meses, mas o plano de saúde está me dando um chá de cadeira. A minha intenção é permanecer com o mesmo plano, só que escolher o plano enfermaria. Economia de R$4.224 ao ano.

    3.) Substituir marcas dos produtos do supermercado:

    Esse eu já tinha até comentado em um post, de que o leite de coco do supermercado Dia é fabricado pela Sococo. Experimentar marcas novas pode te surpreender. Economia de R$2.400 ao ano.

    4.) Substituir plano de celular pós-pago para um pré-pago ou plano controle:

    Dependendo do uso do celular, nem compensa ter um plano pós-pago. Eu e meu marido, temos internet em casa e no trabalho (inclusive wi-fi no celular). O único momento em que ficamos sem internet: 1.) eu: enquanto estou no metrô, o que pra mim é ótimo porque uso esse tempo para ler livros. 2.) marido: enquanto está andando de bicicleta. Economia de R$720 ao ano.

    5.) Substituir roupas de marca por roupas de departamentos:

    Eu sempre gostei de andar pelos bairros populares de São Paulo. Aprendi desde cedo a comprar roupas legais em lojas de departamentos e de rua, como o Bom Retiro e Brás, ao invés de fazer as compras em shoppings. Economia de R$1200 ao ano.

    6.) Escolher restaurantes mais em conta:

    Ao invés de almoçar em um restaurante caro, já pensou em almoçar em um restaurante um pouco mais barato, ou até mesmo levar almoço para o trabalho? Eu e meu marido levamos marmita todos os dias ao trabalho e escolhemos alguns dias do mês para comermos fora. Economia de R$7.200 ao ano.

    7.) Trocar a academia grande por uma intermediária ou até mesmo substituir o plano:

    Hoje em dia a gente consegue encontrar academias com planos bem acessíveis. Eu já paguei uma academia que tinha mensalidade de R$350, atualmente, há academias por R$70, R$90 reais. Economia de R$3.120 ao ano.

    8.) Ao invés de fazer uma viagem de R$3 mil, R$5 mil, fazer uma viagem mais barata aproveitando as promoções:

    As passagens de avião, quando compradas com antecedência e fora de temporada, costumam ser bem mais acessíveis do que se compradas em cima da hora. Há várias promoções em sites de compras coletivas que valem a pena acompanhar. Economia de R$2.000 ao ano.

    9.) Comprar frutas da estação:

    Ao invés de comprar frutas fora da estação, passar a comprar frutas da estação que além de mais saborosas, são mais baratas. Economia de R$480 ao ano.

    10.) Ao invés de andar de táxi todas as vezes que precisar, usar mais o transporte público:

    Eu até que ando bastante de Uber quando vou passear aos fins de semana, mas durante a semana, economizo usando o metrô para buscar minha filha na creche. Economia de R$1.200 ao ano.

    11.) Fazer portabilidade do banco para economizar nas tarifas:

    É possível fazer a portabilidade mesmo se receber salário de um outro banco. Eu por exemplo, recebo o salário pelo Banco do Brasil, mas fiz portabilidade para o Itaú, e de quebra ainda consegui o iConta, a conta digital do Itaú, que infelizmente não existe mais. Então além de não pagar nenhuma taxa mensal, não pago para fazer DOC, TED etc. Meu marido fez a mesma coisa. Economia de R$1296 ao ano.

    12.) Ao invés de comprar brinquedos em lojas grandes como Ri Happy, PBkids, comprar em lojas como a Armarinhos Fernando (25 de março, em São Paulo):

    Sério, com isso compra-se o mesmíssimo brinquedo, por um valor de 10 a 40% mais barato. Economia de R$400 ao ano.

    13.) Ao invés de comprar itens de papelaria em papelarias grandes ou de bairro, comprar em lojas como a Armarinhos Fernando (de novo, é que essa loja vende quase tudo):

    Essa semana comprei cadernos de desenho com a Peppa Pig na capa, na Armarinhos Fernando e paguei R$4,99. Me surpreendi quando vi o mesmo caderno sendo vendido por R$24,99 nas Lojas Americanas. Compro tintas, pincéis, canetas, lápis de cor, massinha de modelar, livros para pintar etc. Economia de R$720 ao ano.

    14.) Ao invés de comprar frutas, legumes e verduras no supermercado, comprar na feira:

    Todo mundo sabe como conseguimos preços interessantes na feira. Além da mercadoria ser mais fresca, os preços são bem atrativos. Economia de R$720 ao ano.

    15.) Se sempre vai em um salão para cortar cabelo por um determinado preço, que tal procurar outras opções pelo bairro?

    16.) Se tiver um carro de grande porte que consume mais gasolina, além dos gastos mais elevados do seguro e IPVA, substituir por um carro de menor porte.

    Ideias não faltam. São pequenas ações que se somadas, dá um valor considerável por ano.

    Veja o meu caso, somente nesses exemplos que eu lembrei, dá uma economia anual de R$27.150.

    A parte interessante é que como não há corte e sim uma redução ou troca, muitas vezes nem sentimos que os serviços foram reduzidos, partindo da premissa de que não estavam sendo utilizados no seu potencial máximo.

    É desta forma que eu tenho conseguido economizar todos os meses, mesmo com a alta da inflação e sem aumento salarial por anos.

    ~ Yuka ~

    Tchau! A vantagem de desapegar

    desapego

    Um dos maiores benefícios de viver uma vida de desapego é a possibilidade de nos livrar de sentimentos de responsabilidades que o acúmulo de coisas nos traz, ao ter que cuidar e manter coisas que nem usamos.

    Ter uma casa abarrotada com objetos sem uso nos faz ter inúmeras preocupações como: o custo de uma casa de um tamanho razoável para manter e acomodar todos os nossos pertences sem uso, a manutenção das coisas desde tirar poeira, limpar, até consertar alguns eletrodomésticos e portáteis que nem são assim tão importantes. Veja um exemplo simples: se resolvo cozinhar um milho, vou até a cozinha, abro a porta do armário e já fico desanimada quando percebo que para tirar a panela de pressão, preciso tirar da frente a sorveteira, o mixer e as 5 frigideiras. Não seria muito mais fácil se com um único movimento conseguisse tirar a panela de pressão?

    Outro exemplo que gosto de usar é em relação aos amigos. Temos diversos colegas que queremos chamar de amigos. Mas isso faz com que não consigamos dar a atenção devida para os nossos verdadeiros amigos. Como dispor de tempo para aquele amigo que precisa da nossa atenção, se toda semana surgem 4, 5 convites para passear? Alguém precisa ficar de fora. Será que esse alguém não está sendo justamente aquele amigo que precisava de nós?

    As pessoas com as quais se importam verdadeiramente conosco, não se importam se andamos numa BMW ou de bicicleta. Se moramos em uma mansão ou em uma casa alugada. Se temos um emprego dos sonhos ou um emprego que nos faz feliz.

    As pessoas que realmente se importam conosco só querem uma coisa: que sejamos felizes.

    Enquanto muitas pessoas carregam dentro da bolsa o celular de última geração, andam com as roupas da moda, possuem carros caros e eletrônicos sofisticados, eu e meu marido viajávamos pelo mundo para conhecer as ilhas da Grécia, Nova York, Amsterdam, Paris, Vancouver, Japão, além de conhecer praticamente todos os Estados do Brasil…

    Sabíamos exatamente o que nos deixava felizes. Não era o status social, tanto que pouquíssimas pessoas sabem que eu já viajei tanto. Não há fotos publicadas em lugar nenhum.

    Também não viajamos para comprar coisas, eletrônicos, roupas. Viajamos para conhecer os lugares e saborear a comida. Para se ter uma ideia, a única coisa que eu trouxe de Amsterdam foi 1 cadeado para bicicleta. Só.

    Não temos dívidas, não temos prestações do financiamento da casa, não precisamos nos preocupar com o seguro do carro, nem de abastecer ou calibrar os pneus. Também não preciso me lembrar de comprar presentes para o meu marido em datas festivas. Todas essas coisas que não preciso fazer, vai esvaziando a mente e liberando espaço para as coisas importantes da vida.

    Quando converso com algumas pessoas, muitas delas acabam falando que se não morassem tão longe, também deixariam de ter um carro. Se não fossem pelos filhos, também morariam de aluguel. Se não fosse pela escola pública ser tão ruim, também optariam por uma. Se tivesse mais dinheiro, também moraria num bairro melhor. Se se se se…..

    Não se iluda, viver com desapego é ao invés de usar o SE, usar o APESAR DE.

    APESAR de morar longe, ir de transporte público por não querer ter um carro e aproveitar esse momento para ler algo prazeroso, e ainda conseguir usar parte do dinheiro economizado em viagens. APESAR dos julgamentos externos, morar de aluguel e investir toda a diferença em investimentos com bons retornos que traga paz para a família. APESAR da escola não ser boa, optar por uma pública e tentar reunir pais que tenham motivação para melhorar o ensino daquela escola.

    Essa é a pequena diferença entre pessoas desapegadas e pessoas que carregam problemas nas costas.

    Essa pequena diferença, no fim das contas, se torna a única e a mais notável diferença entre essas pessoas.

    ~ Yuka ~

    Quanto tempo você gasta vivendo a vida dos outros?

    tempo

    Sejamos sinceros.

    Quanto tempo você gasta diariamente vivendo a vida dos outros?

    Vivemos a vida dos outros quando navegamos pelo Facebook por horas, sentindo aquela pontinha de inveja inconfessável de como a vida dos outros parece ser mais interessante que a nossa. Quando olhamos as fotos de pessoas perfeitas no Instagram, e também quando criamos diversos álbuns no Pinterest jurando de pés juntos que um dia iremos fazer tudo aquilo.

    Ou quando nos inscrevemos e acompanhamos YouTubers que não nos acrescentam tanto como pessoa. Quando assistimos televisão só por assistir. Quando ouvimos aquela sua colega, que nem é sua amiga, lamentando de como a vida dela é triste, infeliz…

    Quando a gente faz essas coisas, a vida passa pela tela do celular, pela televisão, pela tela do computador, escorre pelo dedo das nossas mãos…

    Agora vou mudar a pergunta:

    Quanto tempo da vida você gasta para você?

    Os dias estão corridos, eu sei, mas se pararmos para pensar, quanto tempo do dia focamos nas coisas mais importantes da vida? Quantos minutos do dia tiramos para ler os livros favoritos?

    Trabalhamos. Limpamos a casa. Fazemos compras no mercado. Ficamos presos no trânsito. Preparamos o jantar. Dormimos pouco… mas não temos tempo para o que é mais importante.

    Precisamos pensar o que temos colocado como nossa prioridade.

    Precisamos pensar de que forma estamos alimentando a nossa mente, corpo e alma.

    Ao invés de olhar o que os outros tem feito de interessante, precisamos prender a atenção em nós mesmos.

    Gaste mais tempo com o que é importante: você.

    ~ Yuka ~

    Independência Financeira: o início

    Não sei como foram para as pessoas que estão caminhando nesta jornada para a Independência Financeira, mas para mim, tudo começou graças ao minimalismo.

    Quando eu estava cansada de tanto excessos, de acompanhar as redes de “mentiras” sociais, eu quis focar em mim, descobrir o que era realmente importante. Tinha passado por um divórcio, que apesar de ter sido de forma amigável, me marcou muito, já que o pedido de divórcio não havia partido de mim.

    Queria cuidar melhor de mim, a escolher melhor o que eu queria para a minha vida. Mas afinal, o que eu realmente queria mesmo? Foi difícil partir do zero, descobrir que eu não me conhecia o suficiente.

    Foi quando o minimalismo entrou na minha vida.

    Passei a escolher melhor o que eu queria. Não sabia por onde começar, então comecei pelo guarda-roupa abarrotado que deu lugar a poucas roupas de qualidade. Uma sapateira abarrotada deu lugar a poucos sapatos, mas confortáveis.

    O minimalismo não se resume a roupas, é verdade! Mas não posso negar que o guarda-roupa é um bom lugar para começar a se conhecer melhor.

    O conceito máximo do minimalismo é: foque no que é essencial e elimine o resto. Eu realmente passei a fazer isso. Depois de eliminar roupas e sapatos, parti para os objetos de decoração, eletrônicos, cozinha, banheiro… Depois, comecei a me distanciar das pessoas que não me procuravam, das pessoas que me faziam sentir pra baixo, passei a jogar fora alguns sentimentos ruins.

    O dinheiro começou a sobrar por 2 causas:

    • Quando parei de me importar com opinião de pessoas que não eram importantes
    • Quando parei de comprar coisas que não tinham valor para mim

    Não foi por ter parado de fazer compras que o dinheiro começou a sobrar. Foi porque não sentia mais necessidade de preencher um vazio dentro de mim, fazendo compras sem sentido.

    Mujica diz que quando compramos coisas desnecessárias, gasta-se tempo de vida. Pude compreender que o Tempo escorre pelos dedos das nossas mãos quando compramos coisas que não são importantes para nós, já que gastamos tempo de vida para conseguir dinheiro.

    Passei a questionar o estilo de vida que nos é imposto: “trabalhe mais, compre mais, mostre para os outros, tome mais remédios, finja que está feliz”.

    Eu não conseguia entender como os outros se conformavam de uma forma tão fácil.

    Entendi que desde que nascemos, não aprendemos a questionar, então não sabemos como tomar iniciativa. Ao invés disso, aprendemos a reclamar e culpar os outros pelas coisas que não dão certo na nossa vida.

    Nesse momento, entrei em uma crise solitária, me sentia sozinha no mundo, comecei a questionar o motivo de termos que trabalhar tanto tempo fora de casa, de termos tão pouco tempo para o lazer…

    Por mais que as pessoas dissessem “eu também sinto isso”, não percebia esse desespero por parte dessas pessoas. Para elas, a vida estava ruim, mas estava tudo bem também.

    O minimalismo me fez sentir leve como há tempos não sentia. Ao mesmo tempo que eu me sentia livre do consumismo, livre de pessoas negativas, livre para ser eu mesma, eu ainda me sentia presa. Algo me incomodava.

    A ficha caiu na minha licença-maternidade. Esse “algo” que me incomodava, é que eu não era livre como acreditava ser. Eu não podia acompanhar minha mãe no médico, não podia faltar no trabalho para ficar com minhas filhas nas férias escolares, não podia ficar descansando em casa em dias que eu tinha crise de enxaqueca. Eu era uma escrava do sistema moderno:

    escravo-moderno

    Pronto, a peça do quebra-cabeça estava completa.

    A peça que faltava para que a minha liberdade pudesse ser reconquistada (ou conquistada, já que não sei se um dia já fui livre), foi descobrir o termo Independência Financeira, tão difundido nos EUA (FIRE – Financial Independence Retire Early).

    A figura abaixo mostra o que geralmente acontece na nossa vida. Quando jovem, temos tempo e energia, mas não temos dinheiro. Na fase adulta, temos dinheiro e energia, mas não temos tempo. E na terceira idade, temos tempo e dinheiro (alguns nem isso), mas não temos energia.

    Tempo Dinheiro Energia

    E como podemos ter essas 3 coisas simultaneamente?

    Alcançando a independência financeira.

    No mundo das finanças, dizemos que uma pessoa alcançou a independência financeira quando esta, tem dinheiro suficiente para viver de renda, ou seja, não possui mais necessidade de trabalhar por dinheiro.

    A independência financeira era a peça que faltava para fechar o ciclo de liberdade da minha vida.

    • Minimalismo;
    • Independência Financeira e
    • Liberdade.

    ~ Yuka ~

    Sobre os excessos comportamentais da vida

    excessos

    Um dos excessos que tem me incomodado, além do consumismo, são os excessos comportamentais.

    Na política, vejo muitos colegas que se tornaram “grandes jornalistas e críticos”, com opiniões fortes, muitas vezes intolerantes. Não me importo se é de direita, centro ou esquerda, eu não vejo diferença entre eles em relação ao comportamento extremista. A pergunta que sempre me vem na cabeça é: além do discurso bonito, o que tem feito para mudar este país?

    No veganismo, quem come carne, usa sapato e bolsa de couro tornam-se “assassinos”. Se a pessoa ama ou odeia carne, acho importante saber respeitar a opinião do próximo.

    No minimalismo vs consumismo, têm pessoas que amam fazer compras, da mesma forma que há as que preferem não comprar nada (mesmo precisando). Cada um sabe as dores do bolso e da alma, já que muitas vezes, o consumismo nada mais é do que a necessidade de preencher um vazio.

    Há ainda as altamente fitness. Não comem bolo, não tomam suco com açúcar, trocam a farinha branca pela integral, biomassa de banana, mas não queira que eu mude a minha alimentação.

    Tem os religiosos fervorosos. Opinam sobre qual religião devemos ter e se não estivermos alinhados, ouve-se indiretas para tentar nos convencer. Mal sabem que isso só afasta as pessoas.

    Há também os workaholics que trabalham 12 horas por dia, e acham que as pessoas que não fazem hora extra, valem menos. Temos vida fora do trabalho.

    Tem gente que é viciado em exibir a “vida perfeita” nas redes sociais. Já não importa se é verdade ou mentira. O que importa é parecer feliz.

    E tem aquelas pessoas que gostam de palpitar a vida dos outros, de como devemos educar os nossos filhos, como devemos nos comportar como pais. Será que não sabem que cada filho é de um jeito?

    Se você faz algo deste tipo, cuidado. A sua verdade pode não ser a verdade para a realidade da outra pessoa. Cada um carrega uma história de vida, e as experiências individuais contam muito.

    Tem uma frase que eu carrego comigo:

    “Não use a minha verdade como sua verdade, pois viemos de realidades diferentes.”

    Isso inclusive, serve para as coisas que escrevo aqui no blog. Aqui, eu compartilho a minha visão e a minha experiência. Tenho certeza que muitas das coisas que faço, não funcionaria na realidade de muita gente. E tá tudo bem.

    A compreensão sobre o conceito de ser diferente, deveria ser abordada com mais frequência. Eu mesma mudo de opinião a todo momento, o que era bom hoje, amanhã pode não ser o suficiente. Às vezes, leio um livro, e me pego pensativa, de como eu pensava diferente sobre um determinado assunto.

    Ser diferente é uma característica natural do ser humano, e não invadir a realidade e experiência do outro, é um exercício diário que devemos e podemos praticar e aprimorar.

    Que tenhamos sabedoria e gentileza em não colocar a nossa verdade como uma verdade universal.

    ~ Yuka ~

    Rotina da casa com filhos

    super mãe

    Uma leitora pediu para que eu falasse um pouco mais sobre a maternidade e como cuido da casa.

    Eu e meu marido, desde sempre, nunca tivemos alguém para limpar a nossa casa. Isso significa que quem fazia a faxina da casa (dos nossos pais) eram os próprios integrantes da família.

    Crescemos e ambos cursamos faculdade em uma cidade do interior (onde nos conhecemos). Ou seja, morando em um lugar novo, sem os pais, precisávamos cozinhar, limpar a casa, lavar roupa, organizar as finanças e se virar nos 30 com pouco dinheiro. Tudo isso aos 17, 18 anos.

    Morar longe dos pais desde cedo, nos fez compreender que, independentemente se gostamos ou não das tarefas domésticas, precisávamos fazer. Nós dois sabemos que o lixo não se esvazia sozinho, que o banheiro não se limpa sozinho, que as roupas sujas não vão para o cesto sozinhas e que se ninguém for ao supermercado e arregaçar as mangas e cozinhar, não teremos jantar.

    Em casa não tem muito “meu serviço, seu serviço”. Tem dias que enquanto eu lavo a louça, meu marido dá banho nas meninas. Outras vezes, sou eu que dou banho nas meninas e ele lava a louça. Ele coloca a roupa para lavar à noite e eu acordo e vejo que tem roupa dentro da máquina. Então eu simplesmente estendo no varal antes de ir ao trabalho.

    Quando estou cansada, ele me libera mais cedo das tarefas de casa e vou dormir, enquanto ele segura as pontas e deixa tudo pronto para o dia seguinte. Tem dias que ele está cansado, e digo para tomar banho e deixar as meninas comigo para ele descansar.

    Durante a semana, minha mãe me ajuda a levar e buscar uma das nossas filhas, já que as duas estudam em escolas diferentes (não por vontade nossa, mas por vontade da Prefeitura – sim, duas crianças em duas escolas em bairros diferentes, não é fácil) e ainda quebra um galho em casa fazendo algumas coisas para nos ajudar. Mãe é mãe, né?

    Nos fins-de-semana, gosto de organizar/planejar as atividades da semana. Enquanto meu marido dá uma geral na casa, eu faço o almoço. Enquanto ele passa a roupa, eu vou no supermercado. Enquanto ele lava o banheiro, eu brinco com as crianças.

    Quando preciso focar em algo importante ou até mesmo estudar, ele leva as meninas para andar de bicicleta para que eu possa me concentrar.

    Eu poderia passar a manhã toda descrevendo a nossa rotina de casa, mas alguns de vocês já devem ter matado a charada…

    Nós nos importamos com o outro.

    Esse é o segredo para a rotina da casa funcionar.

    Em casa, não tem nada dividido.

    Tem funcionado bem, e apesar de alguns dias a gente achar que não vai dar conta de tanta bagunça, de tantos brinquedos espalhados pelo chão, a gente vai se virando.

    ~ Yuka ~

    Como organizar a bolsa de passeio de filhos pequenos

    Quando se tem um bebê ou uma criança pequena (no meu caso, tenho os dois), é fato que precisamos nos organizar de forma que nada falte durante o nosso passeio.

    Ao mesmo tempo que queremos levar tudo o que temos em casa por precaução, o volume e o excesso de peso, nos faz pensar duas vezes se realmente devemos fazer isso.

    Para nós, que passeamos com as filhas sem ter um carro, temos 3 truques:

    • mochila confortável nas costas
    • carrinho de bebê
    • bolsa transversal

    A MOCHILA

    Esqueça outros tipos de bolsas. A mochila é indispensável para essa fase, onde as crianças ainda são pequenas e precisamos levar muitas coisas. Além de distribuir melhor o peso nas costas, permite ter as duas mãos livres.

    O modelo que temos, compramos na Imaginarium:

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    Ela é feita de tecido, leve, cabe muitas coisas e tem bolsos e compartimentos externos facilitando a organização.

    Dentro da mochila, sempre que possível, utilizamos frascos menores:

    – álcool em gel em pote pequeno;

    – garrafinha de água (200ml);

    – algumas fraldas (nossa caçula ainda usa);

    – lenço umedecido (carregamos um pacote que já não esteja tão cheio);

    – uma fraldinha leve para forrar a bancada na hora de trocar fralda;

    – 1 muda de roupa extra para cada filha;

    – guarda-chuva de alumínio, a mais compacta, fina e leve possível, também tem proteção UVA (comprei no bairro da Liberdade, em São Paulo);

     

    – 1 paninho para secar a mão, limpar a boca, no fim, serve para qualquer coisa;

    – algo para as meninas beliscarem, colocado em um recipiente pequeno. Também gosto de levar banana para uma emergência, é saudável, enche a barriga e não faz sujeira na hora de comer;

    – um saquinho de lixo, assim, não preciso sair correndo atrás de uma lixeira.

    Todos os itens são colocados SEMPRE no mesmo compartimento da mochila. Assim, sabemos que as fraldas estão na parte de trás da mochila, que a água está na lateral, o álcool em gel no bolsinho da frente e por aí vai.

    A BOLSA TRANSVERSAL

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    Na minha bolsa transversal (que é de tamanho médio) coloco o que é muito importante para mim, que não posso largar em nenhum momento:

    – carteira (cartão do convênio médico, cartão de crédito, documento, etc);

    – RG das meninas;

    – chave de casa;

    – celular;

    – dinheiro;

    – passe de metrô

    – 2 protetores de assento sanitário (para a minha filha mais velha precisar usar o banheiro público, vai que…)

    – algo que eu precise tirar com rapidez: se eu estiver indo para a rodoviária, são as passagens; se minha filha estiver resfriada, é um pacotinho de lenço.

    O CARRINHO DE BEBÊ

    No cesto que fica na parte de baixo do carrinho, deixamos sempre uma capa de chuva própria para carrinho de bebê (comprei o meu no Mercado Livre). Assim, se chover, as duas entram no carrinho e não se molham.

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    A regra que reina para usar o carrinho basicamente são essas:

    – durante o passeio, a mais velha já anda, então a bebê fica no carrinho;

    – se a bebê dormir, entra no carrinho;

    – se a mais velha dormir, ela dorme no carrinho;

    – se as duas dormirem, a mais pesada fica no carrinho, enquanto a outra fica no nosso colo;

    – a mochila fica sempre que possível, pendurada no carrinho;

    – quando chegamos no destino (parque, biblioteca, etc), a mochila fica no carrinho, para não carregarmos peso. A gente fica de olho, mas se roubarem, paciência. Vou perder fraldas, paninhos, algumas peças de roupas, nada que me dê dor-de-cabeça. Por isso, tudo o que é importante está na bolsa transversal, que carrego sempre comigo. Decidimos desencanar mesmo.

    Já perceberam que quem fica com o peso maior, é o carrinho. Lá, depositamos tudo e mais um pouco. Colocamos tanto peso, que precisamos até tomar cuidado para ele não tombar para trás, quando a nossa filha decide sair do carrinho sem avisar.

    Utilizamos o Uber de uma forma bem eficiente. Para lugares próximos de casa, sai mais barato pegar o Uber do que ir de transporte público.

    Desta forma, não há uma regra específica. Para cada passeio, avaliamos se levaremos o carrinho de bebê, o canguru, porque se há risco das duas dormirem, preferimos levar também o canguru – que vai pendurado (também) no carrinho de bebê, cobertor pequeno (para caso elas cochilarem), chapeuzinho para proteger do sol ou do vento, enfim, o que eu levo vai mudando conforme estação e também a distância do lugar.

    ~ Yuka ~

    A arte de viver o sonho dos outros

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    Desde que nascemos, somos orientados a copiar os outros. Na forma de falar, na forma de expressar, na forma de vestir, na forma de comportar. Até aí, tudo bem, nada anormal, vivemos em comunidade.

    Agora que eu tenho 2 crianças em casa, e tenho contato com outras crianças, consigo perceber como elas são corajosas, destemidas, desafiadoras. A partir de quando elas começam a abaixar a cabeça? Talvez em casa? Talvez na escola?

    Somos programados a nos comportar de maneiras parecidas. Na escola, por exemplo, precisamos ficar quietos, sentados. Precisamos obedecer os professores, aprendemos a não questionar, a não fazer perguntas difíceis.

    Aprendemos a silenciar a mente.

    Passamos a acreditar que para ter um futuro melhor, precisamos estudar bastante, trabalhar em uma empresa de grande porte, ganhar bastante dinheiro e constituir uma família. Fim.

    Mas e quando a gente percebe que a vida não se resume a isso? Que viver é muito mais?

    Aliás, deixe-me saber: qual é o seu sonho? Já reparou que todo mundo tem o mesmo sonho? Ter uma casa própria, uma casa na praia, constituir uma família, viajar pelo mundo e ser feliz?

    Será que esses sonhos idênticos, são realmente seus? Ou são sonhos plantados desde que nascemos? Será que sem perceber, estamos vivendo o sonho dos outros?

    Há mais de 10 anos, tenho me questionado quem sou eu. Não a pessoa que querem que eu seja, mas quem sou eu de fato.

    Essa pessoa que eu estou descobrindo, é completamente diferente da pessoa que eu achava que era. Olho para alguns anos atrás e chega a ser difícil acreditar que somos a mesma pessoa.

    A aceitação acontece devagar, de forma natural. Conforme a gente vai se conhecendo melhor, o amadurecimento e o amor-próprio também começa a ter o seu papel.

    A descoberta é surpreendente, impressionante, e em algumas vezes, mágica.

    Quando aprendemos a nos amar, passamos a não ter tempo para as coisas pequenas. Passamos a nos preocupar com as coisas que realmente são importantes para nós.

    Descubra quais são os seus sonhos você também.

    ~ Yuka ~

    9 livros que mudaram a minha forma de pensar

    Preciso ser sincera… não foram esses livros que mudaram a minha forma de pensar. Foram um “multi-combo de várias coisas”… os livros de auto-ajuda que sempre li (e que as pessoas torcem o nariz rs), os vídeos sobre motivação, o fato de eu sempre ter sido uma pessoa otimista, o meu marido que sempre acreditou no meu potencial, e nas centenas de livros sobre diversos assuntos que li.

    Sim, eu sou dessas que lê livros no metrô, no ponto de ônibus, dentro do elevador, na fila do supermercado, no consultório médico, antes de dormir. E entre tantas linhas lidas, acabei absorvendo muita coisa boa, mesmo quando o livro não era tão bom.

    Então essa lista de livros, não é uma lista estática, podem ter muitos outros livros e até mesmo textos de blogs que me transformaram, mas é uma tentativa de mostrar o que eu ando lendo:

    1.) Essencialismo: a disciplinada busca por menos

    2.) O poder do hábito

    https://images.livrariasaraiva.com.br/imagemnet/imagem.aspx/?pro_id=4238667&qld=90&l=430&a=-1

    3.) Quanto menos, melhor

    4.) A história das coisas

    5.) As cinco linguagens do amor

    6.) Dinheiro e Vida

    7.) Trabalhe 4 horas por semana

    8.) Pai rico, pai pobre

    9.) O milionário mora ao lado

    ~ Yuka ~

    O que você está fazendo hoje para sair desta situação?

    reclamar

    A frase abaixo é o meu mantra há anos.

    O que você está fazendo hoje para sair desta situação?

    É incrível como ela serviu e ainda serve para tudo na hora de fazer alguma reclamação.

    – O país está uma m&$&@?

    – O emprego está chato?

    – O salário está baixo?

    – Tem poucos amigos?

    – O marido não ajuda em casa?

    – Não gosta do bairro que mora?

    – Algo te incomoda?

    E o que você está fazendo para sair desta situação? Se a resposta for “nada” (e a maioria das vezes a resposta é justamente essa), me desculpe, mas o mundo não vai mudar por você. Não adianta só reclamar, falar mal e culpar os outros.

    Essa pergunta é crucial, porque mostra que a pessoa que pode mudar a situação somos nós mesmos. A culpa não é mais do outro. A responsabilidade se torna nossa. E se a gente não faz nada para sair daquela situação, a não ser ficar reclamando de tudo e de todos, infelizmente, nada irá mudar.

    Eu tenho 6 princípios que me auxiliam quando tento sair de uma determinada situação:

    • saber onde quero chegar daqui a 1, 5, 10 e 30 anos
    • analisar como sair da situação
    • estabelecer metas
    • praticar a gratidão
    • comemorar pequenas conquistas
    • ter pessoas que acreditam em mim

    Apenas para exemplificar, vamos imaginar que uma pessoa não queira continuar trabalhando onde está atualmente.

    Imagine onde quer chegar daqui a alguns anos? Em um novo emprego, talvez na mesma área, ou em uma área completamente nova. Se for em uma área diferente, talvez tenha que fazer um novo curso, uma nova graduação.

    Pronto, a partir do momento que há uma ideia de onde pretende se chegar, é possível analisar a situação. Decidido que quer tentar uma área nova? O que precisa ser feito? Um curso? Onde tem esse curso? Quanto custa? Quantos anos de curso?

    Agora começamos a estabelecer metas. Anotar em um papel pequenas tarefas como pesquisar em qual local pretende-se estudar, quanto é necessário investir para se formar em uma nova área, em que horário pretende-se estudar, etc.

    A gratidão é um passo importante para reconhecer o esforço próprio ou de alguém. Comemorar pequenas conquistas faz parte dessa etapa. Conseguiu se inscrever no curso? Comemore! Conseguiu contato de pessoas que trabalham na área? Comemore! Essas pequenas conquistas é o que nos impulsiona para a frente.

    Nem sempre é possível, mas ter pessoas que acreditam na gente é fundamental. Às vezes o desânimo bate, e quando a vontade de jogar tudo para o alto aparece, surge a pessoa que acredita em você, e dizer que tudo vai dar certo.

    E você?

    O que você está fazendo hoje para sair desta situação?

    ~ Yuka ~

    Investir 10% do salário? Não, obrigado!

     

    Captura de Tela 2018-05-28 às 01.15.00

    Quantas vezes já lemos nos jornais e nas principais revistas de finanças de que precisamos poupar 10% do nosso salário?

    Sinto te informar, mas esses 10% mensais poupados, só trará uma única certeza: da necessidade de trabalhar a vida inteira para conseguir se aposentar por conta própria. Ou melhor, precisará trabalhar por 51 anos (ou até mais, se comprar uma casa ou um carro) para conseguir alcançar a independência financeira (quando os rendimentos recebidos dos investimentos forem suficientes para cobrir os gastos mensais).

    Se um jovem, na melhor das hipóteses, começar a trabalhar aos 22 anos de idade, uma idade em que geralmente está se formando na faculdade, isso significa que só conseguirá alcançar a independência financeira aos 73 anos de idade.

    Esse ‘número mágico’ dos 10% em que é insistentemente publicado em todas as mídias e repetida de forma vazia por toda a população, tem um grande preço: se tornar um escravo pagador de contas.

    No site do AA40, há uma tabela que mostra os anos que precisamos trabalhar conforme a porcentagem que poupamos:

    independencia financeira

    Quando eu digo que vivo com cerca de 50% do nosso salário, significa que aposentaremos em pouco menos de 17 anos (como eu já iniciei essa jornada há alguns anos, agora falta bem menos tempo). Quando comento isso entre os amigos e colegas, a maioria das pessoas são céticas e alguns até acham que eu estou postergando meu prazer de viver.

    O que eles não entendem é que eu vivo muito bem e não postergo nada. Só que ao invés de viver em um padrão de vida superior e de luxos (que sinceramente, não acho necessário), preferi escolher o minimalismo como base da minha vida.

    Para quem não sabe o que é o minimalismo, em uma frase curta, significa dar prioridade ao que é importante e eliminar todo o resto. Ou seja, por que eu daria prioridade para o que não é importante na minha vida? Quando as pessoas falam que eu estou postergando a minha vida por ser econômica, eu só consigo compreender essa fala dessa forma: “por que você não gasta em coisas que não são importantes para você, só para rasgar dinheiro, assim como eu faço?”

    Muitos preferem viver como vivem, gastando de forma irresponsável por décadas. Eu preferi seguir meu estilo de vida minimalista por 15 anos e me tornar livre financeiramente. Se eu viver até os 90 anos, significa que serei livre por 40 anos, além de permitir que minhas filhas também sejam livres e suas próximas gerações.

    Esse estilo de vida não é por falta de opção, é por pura e simples opção de viver bem. Reconhecemos esse estilo como nosso estilo e não sentimos que estamos fazendo esforço ou passando vontade. Só gostamos das coisas simples.

    Isso tudo só é possível porque descobrimos a nossa suficiência. Para quem tiver dúvidas em relação a suficiência, escrevi estes posts há algum tempo:

    Suficiência = Gratidão

    A linha tênue entre ostentação e satisfação

    ~ Yuka ~

    Como você avalia a riqueza pessoal?

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    Outro dia recebi um comentário muito pertinente de uma leitora que estava preocupada por achar que eu não vivia uma vida confortável, vivendo sempre no limite.

    Isso me chamou atenção, porque por mais que eu já tenha escrito em vários posts que eu não tenho as coisas porque não preciso, talvez isso ainda não esteja claro o suficiente.

    A maioria das pessoas que eu conheço, não possuem um propósito de vida, ou não sabem o que querem da vida. Eu mesma ainda estou em busca do meu propósito de vida, mas sei o que quero. Quando se vive por viver, não avaliamos como gastamos nosso tempo e como utilizamos a nossa energia vital. Talvez por isso passamos tanto tempo de nossas vidas vagando em lojas, shoppings, usando nosso precioso tempo consumindo, comprando coisas sem precisar, sem questionar, somente porque todos estão fazendo o mesmo, ou porque não tem outra coisa mais interessante para fazer.

    Vejamos o meu caso. Eu moro a 1 quadra do metrô e trabalho a uma distância de 5 estações do metrô. Demoro 20 minutos da porta de casa até a porta do meu trabalho. Perto de casa (e quando falo perto, é perto mesmo, tipo 1 quadra ou no máximo 2 quadras) tem 3 supermercados, 2 padarias, 2 farmácias, 2 hospitais, açougue, floricultura, doceria, restaurantes, cafeterias, lotéricas, agências bancárias… Nos fins de semana, por morar perto de metrô, tenho mobilidade para sair para os principais pontos turísticos de São Paulo. Praticamente todos os lugares que gosto de frequentar está a 10 minutos de metrô ou a 10 reais de Uber.

    Dada a explicação, vamos analisar o meu caso com muita sinceridade. Vocês acham que eu preciso de um carro? Pra que eu teria um carro? Pra deixar parado na garagem? Pra sofrer depreciação, para preocupar em ligar o motor para não arriar a bateria? Para lavar o carro, não esquecer de pagar os boletos do IPVA, do seguro obrigatório, etc?

    Esse exemplo do carro, é apenas para ilustrar 1 exemplo do que acontece na minha vida. A mesma coisa acontece com o apartamento em que vivo, com as roupas que eu tenho, com eletrodomésticos que comprei, e com todo o meu estilo de vida. Eu realmente avalio se aquilo é necessário.

    Quando algumas pessoas dizem que pareço que eu vivo no limite é porque não me conhecem de verdade. Quantas pessoas vocês conhecem que já viajou por praticamente todos os Estados do Brasil? Eu e meu marido, juntos, conhecemos os EUA, França, Holanda, Grécia, Japão, Canadá, Itália, Argentina, Alemanha, Chile, Bolívia, Espanha.

    A diferença entre as pessoas que “parecem viver melhor” e eu, é que eu não gasto em coisas que não acho necessário (e também não mostro e não falo para os outros).

    É diferente de não gastar. Eu gasto sim, só que gasto bem. Gasto em coisas que eu acho importante. E isso acaba gerando muitos julgamentos:

    • Como assim ela consegue viajar todo ano para o exterior e eu não, se recebemos o mesmo salário e ela ainda tem 2 filhas?
    • Como ela consegue viver sem ter um carro, já que é uma necessidade de “todos”?
    • Como assim ela usa transporte público se ela tem um cargo de diretora?
    • Como assim, ela leva marmita para o trabalho?
    • Como assim, ela pinta a própria casa, usa furadeira e monta os próprios móveis?

    Tudo isso são julgamentos infundados. São diversos os conceitos errados que ouvimos por aí: de que quem poupa posterga a vida. De que mulher não sabe consertar elétrica e hidráulica. De que diretor tem que vir trabalhar de carrão e almoçar em lugares caros.

    Já contei essa história aqui, mas uma colega que não me via há muitos anos perguntou se eu tinha carro, e quando eu respondi que não, ela falou “ai credo, como você é pobre”. E eu só ri, e nem quis explicar nada. Para essas pessoas, eu não perco tempo explicando.

    Apesar de eu ter certeza que eu tinha a conta bancária infinitamente mais gorda que a dela, tive a confirmação de que ela media a riqueza de forma diferente da minha: ela faz a avaliação da riqueza pelas coisas externas, enquanto eu faço avaliação da riqueza pelas coisas internas.

    Para muitas pessoas, é “coisa de pobre” não ter experiências caras, não frequentar restaurantes estrelados do Guia Michelin, não fazer viagens internacionais e conhecer os principais pontos turísticos (como assim foi para Paris e não subiu na Torre Eiffel?), não ter um carro, um imóvel próprio…

    Para mim, ser rica é ter mobilidade em uma cidade caótica como São Paulo. É poder morar em um bairro seguro que me permite fazer tudo a pé. Ser rica é poder chegar em casa mais cedo (por não ficar presa no trânsito), preparar um jantar para a família e ainda sobrar tempo para dar banho nas minhas filhas e ler um livro antes de dormir.

    Ser rica é ter um marido que se sente satisfeito com a vida que tem e ainda agradece por eu ter aberto os olhos dele dessa vida vazia de consumismo. É ter tempo para costurar uma casa de tecido para as minhas filhas em um fim de semana qualquer, só para ter o prazer de vê-las brincando.

    É uma pena que a maioria das pessoas enxergam apenas a riqueza externa e são felizes apenas quando tem experiências caras. Para essas pessoas, o sucesso é vinculado com bens materiais.

    A riqueza interna não traz status, nem olhar de inveja dos outros, nem admiração. É uma vida simples, sem fogos de artifícios.

    Essa vida, infelizmente, não serve para a maioria, pois não tem brilho e é “insistentemente sem graça”.

    Algumas pessoas, no meio do caminho, entendem que a maior riqueza da vida são coisas que não envolvem dinheiro.

    São de graça.

    Para estas pessoas, bem-vindas ao meu mundo.

    ~ Yuka ~

    Fique rico pagando aluguel

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    Apesar de muitas pessoas falarem que pagar aluguel é jogar dinheiro fora, essa “verdade absoluta” não é tão verdadeira assim.

    Ter um imóvel envolve várias questões. Além de ser o sonho de muitos brasileiros, ter um imóvel dá a sensação de segurança, de acolhimento, de poder, de status.

    Só que para todo esse discurso de comprar um imóvel próprio, há 2 pontos invisíveis:

    1.) Imóvel próprio não é investimento. É um bem de consumo

    Quando compramos um imóvel para morar, ele não pode ser considerado como investimento, e sim, como bem de consumo. Muitas pessoas não concordam com esse pensamento, porque já foram induzidas pelas construtoras, pelos bancos, pelas financiadoras, pelas empresas, de que imóvel próprio é investimento, da mesma forma que acreditam que carro é investimento. Como diz Robert Kiyosaki, tudo o que tira dinheiro do nosso bolso, não é um ativo, e sim, um passivo. O mesmo imóvel pode se tornar um ativo, se ele estiver alugado. Um carro pode se tornar um ativo, se ele gerar renda, como por exemplo, para um motorista de Uber.

    2.) Imóvel financiado não é seu, é do banco

    Apesar do banco insistir que imóvel é um investimento muito bom que você faz para sua vida, na verdade, é uma dívida que você assume para a sua vida (e que gera renda para o banco). Enquanto a pessoa não quitar o apartamento, o imóvel ficará no nome do banco. Fique alguns meses sem pagar o financiamento para ter certeza de quem é o imóvel.

    Só para esclarecer, não há certo ou errado, são apenas decisões.

    Eu, por exemplo, decidi viver de aluguel e investir a diferença.

    Não vou repetir aqui o conteúdo, mas é sabido que já existem vários posts de sites e blogs que provam (em números) que vale a pena viver de aluguel.

    Eu já tive um apartamento e pasmem, como dava dor de cabeça. Era reunião do condomínio, infiltração no andar de baixo, infiltração do andar de cima, picuinha de condôminos.

    A melhor coisa que eu fiz, foi vender o apartamento e ir morar de aluguel, feliz da vida, livre, leve e solta.

    Ter investido o dinheiro do meu imóvel em aplicações rentáveis e morar de aluguel me possibilitou novas escolhas:

    • não estou amarrada em lugar algum, posso simplesmente entregar o apartamento e sair daqui se não gostar mais do bairro ou da cidade, ou até mesmo do país.
    • se eu mudar de emprego, posso facilmente mudar de apartamento, facilitando a minha locomoção. É esse estilo de vida que me permite viver de forma extremamente confortável mesmo não tendo carro, já que moro a 1 quadra do metrô.
    • hoje as minhas filhas moram comigo, então convém morar em um apartamento de 2 dormitórios. Quando elas saírem de casa, talvez a ideia seja morar em um apartamento menor.
    • Não ter um imóvel significa ter mobilidade (mudar de bairro, de cidade) e flexibilidade (morar em um apartamento de 2 dormitórios, depois 1 dormitório), e de quebra como não fico comprando-vendendo-comprando imóveis, economizo em taxas e impostos.
    • invisto o valor do imóvel em aplicações rentáveis, pago o meu aluguel e ainda sobra para reinvestir.

    Muitos casais, quando casam, decidem que comprar um imóvel será a melhor decisão. Como pretendem aumentar a família, compram um apartamento grande para a sua necessidade atual, de 3 dormitórios. Só que:

    • é raro encontrar um casal no início de sua juventude ter dinheiro suficiente para comprar um imóvel à vista. Geralmente fazem uma dívida, ou seja, um financiamento de 20, 30 anos.
    • escolhem um local distante do trabalho, já que bairros bons possuem um preço inacessível.
    • a dívida diminui pouco mês a mês, mesmo pagando o boleto em dia. No final, percebe (ou nem percebe) que se somasse os valores de todas as parcelas, teria tido de 2 a 3 imóveis, só não teve porque não teve paciência para esperar.
    • com uma dívida enorme, o casal já virou um escravo pagador de contas.
    • terá medo de perder o emprego, de mudar de emprego por causa da dívida.

    Tem gente que fala que só consegue ter um apartamento, se tiver um boleto para pagar. Para essas pessoas, infelizmente, o imóvel custará muito caro. Esse será o preço a pagar pelo descontrole financeiro.

    É fato que morar de aluguel é barato (do ponto de vista financeiro). Um apartamento de R$200.000,00 por exemplo, o aluguel sai na média de R$1000,00, variando um pouco para cima ou um pouco para baixo. Eu por exemplo, moro em um apartamento todo reformado, piso laminado, 2 banheiros, vaga de garagem (que eu alugo para meu vizinho) e pago em torno de 0,35% do valor do imóvel.

    Tenho um amigo que acabou de comprar um apartamento financiado. Foi uma decisão que ele tomou. Agora ele vai começar a juntar dinheiro do zero. Ou seja, nunca vai sentir a felicidade que sinto de ver o dinheiro multiplicar. Estamos em lados diferentes, ele paga juros, eu recebo juros.

    Se um dia ele ficar desempregado, perceberá que o apartamento que ele diz todo orgulhoso que é dele, nunca foi seu. Era do banco.

    Viver de aluguel só é vantajoso quando pagamos o aluguel e investimos a diferença.

    Há 4 artigos que explicam a questão matemática. Se estiver pensando em comprar um imóvel, leia antes e tome a sua própria decisão:

    Como decidir entre comprar ou alugar um imóvel com base em critérios lógicos (Mude.nu)

    Alugar imóvel ou comprar financiado (Clube dos Poupadores)

    Alugar ou comprar um imóvel (Viagem Lenta)

    Comprar ou alugar, eis a questão (Quero Ficar Rico)

    ~ Yuka ~

    Maquiagem minimalista

    Uma leitora pediu para eu mostrar a atualização das minhas maquiagens, só que desta vez com os pincéis que uso.

    Como já faz 1 ano que eu publiquei o último post sobre o assunto, aqui vai uma foto das minhas maquiagens atuais:

    maquiagem minimalista 1

    • 1 lápis preto para olhos (Urban Decay)
    • 1 delineador preto para olhos (Urban Decay)
    • paleta de sombras (Urban Decay)
    • 1 base para o rosto (Missha)
    • 3 batons (MAC)
    • 2 blushes (MAC)

    maquiagem minimalista

    E meus pincéis:

    • 1 para blush
    • 1 para base líquida
    • 4 para olhos (estou pensando em reduzir os pincéis…)

    ~ Yuka ~

    10 dicas para multiplicar o dinheiro mais rápido

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    Desde 2010 eu e meu marido começamos a investir pesado, pensando na nossa independência financeira.

    De todas as dicas possíveis, há 10 que eu acho extremamente importante para quem tem um objetivo de vida igual ao meu.

    1. Não ter posses

    Não ter posses me possibilita ser livre: posso ir para qualquer cidade, morar em qualquer bairro.

    Não ter posses me possibilita economizar: não tenho apartamento (não preciso reformar, consertar infiltrações), nem carro (IPVA, seguro, gasolina, depreciação), nem moto, ou seja, não tenho gastos.

    2. Ser minimalista

    Tenho tudo o que preciso. Não preciso ter 20 bolsas, 20 sapatos, 20 calças. Ser minimalista é ter o essencial e eliminar tudo o que não é importante. Ser minimalista me possibilitou viver com o que é importante e não sentir falta do resto.

    3. Ser frugal

    Apesar de ser muito similar a ser minimalista, há diferenças sutis. Ser frugal é ter a qualidade de poupador, econômico, prudente no uso dos recursos de consumo como alimentos, tempo ou dinheiro, e evitando desperdício, esbanjamento ou extravagância (Wiki).

    4. Não se comparar com o outro

    Pouco me interessa se o salário de um amigo é maior que o meu, se moram em um bairro melhor, se moram em um apartamento próprio e eu não, se ganham joias no aniversário de casamento e eu chinelo. Prefiro me aposentar mais cedo do que ter 10 anéis de brilhante no meu dedo e ser uma escrava do sistema.

    5. Não ter redes sociais

    Instagram, Facebook, Snapchat e outros que nem conheço. Me pergunto por qual motivo eu perderia o tempo precioso da minha vida olhando a vida dos outros (muitas vezes que nem é uma vida de verdade)?

    6. Aumentar o aporte a cada ano

    Mesmo não ganhando aumento anual, mesmo tendo 2 filhas pequenas, mesmo meu marido não tendo emprego fixo, a cada ano, nosso aporte aumenta.

    7. Reduzir custos

    Esforçar para reduzir custos todos os meses. A todo momento avalio meus gastos para ver se há algum ralo aberto, algum gasto desnecessário. Não sou contra gastar, só gosto de gastar bem o meu dinheiro.

    8. Aprender a investir

    Estudar. Estudar. Estudar. E estudar mais um pouco.

    9. Reinvestir

    Reinvestir aluguéis, juros sobre capital, dividendos, rendimentos, restituição do imposto de renda, nota fiscal paulista, Méliuz, qualquer pingo que entrar na conta.

    10. Baixe seu padrão de vida

    Aprendi cedo a sempre viver abaixo do padrão. Isso significa que eu pinto as paredes do meu apartamento, monto os móveis que compro, faço minhas próprias unhas, instalo cortina, levo marmita para o trabalho, uso transporte público, etc.

    Não pensem que eu passo necessidade. Longe disso. Eu não gasto para impressionar outras pessoas. Eu aprendi a reconhecer o que é importante para mim e o que não é.

    ~ Yuka ~

    E quando a culpa é sempre do outro?

    culpa

    Você conhece pessoas que culpam sempre o outro?

    Que é pobre por causa da corrupção do país.

    Que não recebe aumento por causa do chefe.

    Que só tem pessoas mal agradecidas em volta.

    Que não é feliz por causa do namorado.

    Que é do jeito que é por causa da família.

    Atrasou porque o despertador não tocou.

    Culpa do marido que não acordou.

    Do vizinho que é barulhento.

    Do trânsito que está lento.

    Para estas pessoas, atenção!

    “Sua vida é o resultado das escolhas que faz. Se não gosta da sua vida, está na hora de começar a fazer melhores escolhas.”

    ~ Yuka ~

    Faça do seu cartão de crédito um aliado

    nubank

    Uma leitora perguntou se eu utilizo cartão de crédito.

    Sim, uso e gosto muito.

    Mas já aviso que cartão de crédito é bom para quem já está com as finanças em dia, para quem já sabe quanto recebe e quanto gasta por mês, ou seja, para quem está com as contas em dia.

    Se a pessoa ainda não chegou nessa fase, melhor nem chegar perto de um cartão de crédito, é preciso fazer a lição de casa antes. Caso contrário, poderá contrair uma dívida tão grande por causa dos juros rotativos que será muito difícil sair do vermelho.

    DICAS PARA USAR O CARTÃO DE CRÉDITO FORMA EFICIENTE

    1.) Anote todos os gastos feitos no cartão de crédito

    Eu uso o aplicativo de celular Minhas Economias. Toda vez que eu compro algo no meu cartão de crédito, anoto no aplicativo para não perder o controle. Eu gosto de anotar sempre no dia 30 do mês atual. Por exemplo, se compro algo no dia 2, eu anoto no aplicativo no dia 30. Se compro algo no dia 15, anoto no dia 30. E assim sucessivamente. Desta forma, quando fecha a fatura, sei que todos os gastos do dia 30 refere-se à gastos do cartão de crédito.

    2.) Use cartão de crédito sem anuidade

    Há diversos cartões sem anuidade disponíveis no mercado. Eu uso o Nubank. A partir de agora, vou falar das vantagens do Nubank, ele é o meu queridinho.

    3.) Faça parcelamento das compras sem juros

    O Nubank possui esta vantagem: parcelar as compras sem juros e depois permite antecipar o pagamento total no aplicativo. Com isso, ganho de 5 a 7% de desconto em cima do valor total da compra.

    4.) Aproveite os pontos do cartão de crédito

    O Nubank possui o Nubank Rewards. Paga-se R$170,00 por ano e acumula-se pontos (pontos que nunca expiram). Para quem tem gastos no cartão de crédito acima de R$1.600, compensa. Além de possibilitar apagar (isso mesmo, apagar) gastos como Uber ou Netflix mensalmente, também permite apagar gastos em hotéis e passagens de avião.

    5.) Concentre os gastos em um único cartão

    Eu e meu marido possuímos o Nubank, mas já combinamos que gastos grandes são feitos no meu cartão de crédito para acelerar o acúmulo dos pontos.

    6.) Aproveite os combos Meliuz + Nubank Rewards

    O Meliuz é um site que tem sistema cashback, ou seja, devolvem uma parte do dinheiro gasto. Por exemplo, comprei uma bicicleta para a minha filha, paguei R$200 no Ponto Frio pelo Meliuz. Ele me retornará 5% do valor gasto. Faço o pagamento utilizando meu Nubank, e como o Ponto Frio me permite dividir em até 12x sem juros, faço o parcelamento. Depois entro no Nubank e antecipo todas as parcelas, ganhando mais 5 a 7% de desconto. Então na verdade a bicicleta não custou R$200. Custou R$176. Nada mal.

    Com isso já deu para perceber que eu concentro todos os meus gastos no cartão de crédito, desde compras pequenas de padaria e docerias até compras grandes de móveis e eletrodomésticos.

    ~ Yuka ~

    Marmita: o que cozinhar, como levar e transportar

    Querem saber a mais pura verdade?

    Pode-se levar de tudo na marmita. Sim. Sem frescura e sem medo.

    Já vi muitos sites e blogs falando qual era a comida ideal para se levar na marmita, o que pode e o que não pode levar.

    Desde que me formei na Universidade e comecei a trabalhar, eu sou marmiteira. São 14 anos sacolejando a marmita todos os dias na bolsa. Ou seja, tenho autoridade nesse assunto rs.

    Verdade seja dita, pode-se levar de tudo, e a melhor comida para se levar na marmita é a comida do dia-a-dia. Eu levo desde sashimi (peixe cru), missoshiru (sopa japonesa bem líquida), receitas com creme de leite, empanados, pudim, etc.

    Claro, há algumas dicas para evitar vazamentos e também aquela surpresa ‘agradável’ de que seu almoço revirou dentro da bolsa.

    Pra começar, todos os meus potes são de plástico. Há pessoas que preferem os potes de vidro, mas como eu vou ao trabalho de transporte público, os potes de vidro se tornam muito pesados para mim.

    A seguir, 7 dicas da marmiteira:

    Dica 1.) Evite vazamentos.

    Para isso, tudo tem que ser acondicionado da melhor forma. Eu tenho potes herméticos com abas, de diversos tamanhos e formatos para levar o meu almoço. Para comidas como estrogonofe, carne de panela, creme de espinafre, etc, o melhor são estes potes com abas que evitam vazamentos:

    pote retangular

     

    Já para levar sopas, frutas já cortadas que soltam bastante líquido, como melancia e melão, gosto de levar neste pote redondo aqui embaixo:

    pote redondo

     

    Mas não é porque estes potes não vazam que eu abuso da sorte. Nunca guardo as marmitas em pé na minha bolsa. Mantenho sempre os potes na posição original.

    Dica 2.) Evite frutas amassadas.

    Muitas vezes, levo frutas inteiras como pera, caqui, pêssego. Neste caso, coloco saco plástico e depois a fruta. O saco serve como um air-bag. As frutas chegam impecáveis. Já escrevi um post sobre isso aqui.

    pote3

    Dica 3.) Tempere a salada só na hora da refeição

    Eu não misturo comida fria (salada) com comida quente no mesmo pote, já que eu esquento a minha comida no micro-ondas. A salada fica em um pote separado e levo o molho pronto em um potinho pequeno para temperar somente na hora da refeição. Assim, consigo manter a salada fresca e gostosa. Levo em mini garrafinhas que comprei em lojas de perfumaria:

    pote4

    Dica 4.) Pote com divisória: a solução para não virar uma só mistura

    Eu gosto de colocar a comida neste pote que tem separador. Arroz pra um lado, a mistura para outro. Se é estrogonofe ou carne de panela, ainda envolvo em filme plástico cada divisória para não misturar no arroz. A batata palha levo em potinho separado para manter a crocância.

    pote divisória

    Dica 5.) Mantendo a comida fresca

    Quando o tempo está frio, eu nem ligo muito em guardar na geladeira, mas quando o dia está quente, coloco na geladeira assim que chego na empresa. Não carrego em sacola térmica, coloco em um saco simples e direto na bolsa.

    Vale levar tudo: feijoada, estrogonofe, torta, frutas, empanados, salada, comida japonesa. Vale tudo mesmo.

    Dica 6.) Cheiro da comida

    Como o refeitório é comunitário, eu evito levar comida que tem cheiro muito forte para não desagradar as pessoas, como sardinha, gyoza e goiaba.

    Dica 7.) Faça a comida em dobro

    Isso mesmo, quando estou cozinhando, já faço pensando em levar a marmita para o dia seguinte. Então a janta de hoje é o almoço de amanhã. Pensando assim, é muito simples, né? Eu não cozinho pensando na marmita. Eu cozinho pensando no jantar.

    ~ Yuka ~

    A importância de perpetuar a manutenção do casamento

    casamento

    Eu tenho uma amiga muito querida que se divorciou há pouco tempo.

    E posso dizer que depois da separação, ela ficou muito bonita. Começou a cuidar da pele, do cabelo, fez um curso de maquiagem, emagreceu, comprou algumas roupas novas, está viajando bastante, enfim, está muito mais radiante hoje, do que antes.

    E comecei a pensar como a rotina, o comodismo e a falta de tempo, faz a gente se descuidar. A gente passa a usar aquela blusa velhinha pra ficar em casa, esquece de dar um trato principalmente quando ficamos em casa… e passamos a não nos arrumar tanto como antes (da conquista, do namoro, do casamento)…

    Muitas vezes, só nos damos conta desse descuido quando já é tarde demais.

    Não é porque estamos casados e felizes que devemos achar que o amor irá durar para sempre.

    Cuidar de si mesma e do outro, dar um beijo, um obrigado, um carinho, um abraço, um eu te amo são atitudes muito importantes para que o amor não se acabe.

    Depois que nasceram as nossas duas filhas, eu e o meu marido temos um cuidado extra sobre esse assunto, justamente para que o nosso casamento continue bom, como sempre foi.

    Se o casal não tomar cuidado nessa fase, perpetua-se o papel de pai e mãe, anulando o papel de marido e esposa.

    Quando um casal se separa, todos saem perdendo. O pai que não vê o filho todos os dias e perde momentos importantes do cotidiano. A mãe que perde um apoio e fica sobrecarregada. E o filho que perde a presença diária de um dos pais.

    Claro que há casos em que o divórcio é a melhor alternativa. Mas estou falando da fase pré-divórcio, de quando o casamento está desandando no início e que há ainda amor. Se ainda há amor no casal, com certeza a melhor opção é se reconectarem.

    O livro As 5 linguagens do amor, do Gary Chapman, aborda de uma forma bem inteligente as linguagens do nosso amor. Segundo o autor, há 5 linguagens do amor:

    • Palavras de afirmação
    • Qualidade de tempo
    • Presentes
    • Gestos de serviço
    • Toque físico

    Quantos casais conhecemos que falam linguagens diferentes do amor? Enquanto para um a linguagem do amor é o toque físico, para o outro são presentes? Os dois ficam frustrados por não perceberem a intenção do outro.

    É um livro bem interessante para ler, quem tiver interesse, recomendo a leitura. Não serve somente para relacionamentos amorosos, mas também para relacionamento de amigos e familiares.

    5linguagensdoamor.jpg

    – Yuka –

    Turismo e o seu incrível efeito manada

    Quando fui para Paris, eu não visitei os principais pontos turísticos, como mandam os sites de guias de turismo.

    Eu não entrei no museu do Louvre.

    Eu não subi na torre Eiffel.

    Não tirei as fotos clássicas, dos ângulos clássicos, dos monumentos clássicos.

    Não fui em nenhum restaurante badalado do momento.

    Eu não fiz o que todo mundo que visita Paris geralmente faz.

    Quando voltei para o Brasil, uma colega de trabalho que sabia que eu tinha ido para lá começou com um bombardeio de perguntas.

    E depois de falar “não” para praticamente todos os lugares que ela perguntou se eu tinha visitado, ela perguntou categórica:

    – Então pra que você foi pra Paris?

    Fui pra Paris pra conhecer a cidade. Cheguei sim a estar de frente pro museu do Louvre e da Torre Eiffel, mas a fila de espera para conseguir entrar eram de 4 horas (em cada uma).

    Eu preferi sentar no gramado em frente à torre e fazer um piquenique improvisado, do que ter a obrigação de ficar 8 horas em uma fila só para dizer (para os outros) que fui.

    Eu preferi caminhar pelas ruas e conhecer os bairros que não estavam lotados de turistas.

    Eu não quis tomar café nas cafeterias famosas, eu quis tomar café naquelas escondidas em becos que só os moradores locais saberiam informar.

    A indústria do turismo faz com que todos frequentem os mesmos pontos turísticos, os mesmos restaurantes, as mesmas lojas e querem que a gente faça turismo de 5 dias em 5 países (é só procurar na internet).

    Já eu, prefiro conhecer bem uma cidade. Prefiro sentar nos bancos das praças, alugar uma bicicleta, conversar com os moradores, frequentar supermercados do bairro, andar sem rumo pela cidade.

    Prefiro reservar casas inteiras, ao invés de quartos de hotéis.

    Esse é o meu jeito de viajar de verdade.

    ~ Yuka ~

    Como decorar apartamento alugado

    Eu saí de casa aos 17 anos para fazer faculdade em outra cidade, e desde então, o que eu mais fiz foi morar de aluguel. Eu até cheguei a comprar um apartamento há alguns anos, mas por uma questão de facilidade, vendi e voltei a morar de aluguel.

    Na época das minhas idas e vindas de inquilina, eu cometi muitos erros. Procurava dicas pela internet, mas era tudo sempre a mesma coisa: coloque tapete, pinte a parede, etc.

    Por isso hoje eu resolvi compartilhar as minhas dicas para decorar um apartamento alugado:

    1.) A principal regra: tente alugar (se possível) um apartamento que tenha o básico do básico reformado

    box

    Fonte: Pinterest

    Se conseguir alugar um apartamento com um piso ajeitado, cozinha e banheiro com azulejos brancos ou claros, o seu apartamento vai ser bem bonitinho mesmo sem gastar tanto dinheiro.

    Eu já tentei ajeitar apartamentos antigos que tem o piso colorido, azulejos e armários antigos, banheiros com cerâmica azul-bebê e vou te falar… é difícil.

    Por isso, mesmo que demore para encontrar uma casa que valha a pena o custo e o benefício, alugue um apartamento que tenha o básico do básico reformado. Isso vai fazer toda a diferença.

    2.) Saiba qual estilo te agrada mais

    Há pessoas que possuem dom para decoração. Misturam cores, texturas, tendências e fica a coisa mais linda. Eu não fui beneficiada por esse dom.

    Por isso se você não quer gastar dinheiro à toa, defina o estilo de decoração que mais gosta antes de começar a decorar. Há decoração provençal, escandinavo, industrial, boho, minimalista, retrô, etc.

    industrial

    Estilo industrial. Fonte: Pinterest

    boho

    Estilo boho. Fonte: Pinterest

    Provençal

    Estilo provençal. Fonte: Pinterest

    Rústico

    Estilo rústico. Fonte: Pinterest

    Escandinavo

    Estilo escandinavo. Fonte: Pinterest

    Eu uso o Pinterest para buscar inspirações e salvo em pastas separadas por cômodos. Foi assim que descobri que gostava de decoração escandinava com toque industrial.

    3.) Saiba que há algumas benfeitorias que valem a pena tirar do próprio bolso

    A regra para alugar um apartamento é que na devolução do imóvel, ele tem que estar nas mesmas condições de quando você alugou.

    Sabendo disso, sinta-se à vontade para pintar as paredes, faça furos nas paredes (não no azulejo) para instalar prateleiras. E na hora de fazer a devolução do imóvel, retire todas as prateleiras, arrume os furinhos e pinte as paredes.

    Se pretende morar por muito tempo, muitas vezes vale a pena instalar um box no banheiro com o próprio dinheiro, mesmo que o proprietário não concorde em pagar (mas que concorde em instalar)? Alguns gastos são bem-vindos principalmente para garantir o nosso conforto. É preciso avaliar cada situação. Eu mesma estou fazendo isso no apartamento que estou morando. Pedi para trocar os armários de cozinha que já estavam antigos por novos, sem custo adicional à proprietária, e com a condição de que deixarei para ela se um dia saísse do imóvel. Ela topou. É um investimento que valerá a pena para mim,

    4.) Não invista em móveis planejados

    Não invista em móveis planejados. Procure na internet móveis que tenham tamanhos aproximados do espaço que você tem. Já consegui encaixar em alguns espaços da casa, armários prontos comprados pela internet. Os móveis comprados pela internet são bem mais baratos, então meça tudo antes.

    5.) Invista no conforto

    sofa

    Traduzindo: invista no sofá, no chuveiro e na cama. São itens que valem cada centavo, pois passamos muito tempo utilizando.

    6.) Compre móveis de tamanho padrão, linhas básicas e atemporais

    Sabe aquela cama king? Aquela geladeira que parece um guarda-roupa? Ou um fogão de 6 bocas? Cuidado na hora de comprar móveis e eletrodomésticos de tamanho maior. Há muitas pessoas que perdem ótimas oportunidades de morar em imóveis bacanas por causa do tamanho dos móveis.

    7.) Móveis compactos com design

    móvel compacto

    Fonte: Pinterest

    Claro que não dá para trocar todos os móveis da sua casa a cada mudança de endereço. Por isso, aposte em móveis compactos com design. Usando a criatividade, cria-se espaços novos. Uma mesa lateral pode se tornar o cantinho do café e pufes escondidos viram cadeiras ou mesas de apoio na hora de receber visitas.

    8.) Quadros na parede fazem a diferença

    quadros

    Fonte: Pinterest

    Sim. Quadros fazem a diferença na decoração. Os pôsteres podem ser comprados em lojas ou até mesmo impressos em gráfica (o que sai bem mais em conta). Não se preocupe com os furos dos pregos, no final do contrato, você terá que pintar as paredes ao fazer a entrega do imóvel, então aproveite para decorar sua casa do seu jeito.

    9.) Abuse das prateleiras

    Prateleiras

    Fonte: Pinterest

    As prateleiras definitivamente são as amigas dos inquilinos. Quer coisa mais prática do que prateleiras? É possível colocar em qualquer cômodo: na sala, na cozinha, no quarto, no banheiro, na lavanderia.

    10.) Tenha plantas

    plantas

    Fonte: Pinterest

    As plantas dão um tom aconchegante ao lar. Dê preferência aos naturais, mas se não tiver jeito, vá de artificiais mesmo.

    ~ Yuka ~

    A decisão de não ser mãe: preconceito e pressão social

    não ser mãe

    O post de hoje vai falar especificamente de mulheres, porque são as que mais sofrem pressão social para terem filhos.

    Eu tenho 36 anos, e a maioria dos que estão a minha volta também têm essa idade, entre 30 a 40 anos. Para muitas mulheres, é um período crucial por causa do relógio biológico, mas para algumas, esse período não possui relação nenhuma com a vontade de ser mãe.

    Eu tenho amigas que são mães, porque sempre quiseram ter filhos.

    Também tenho amigas que estão ansiosas para serem mães.

    Tenho amigas que tentaram engravidar, mas por diversos motivos não conseguiram.

    Tem as que tiveram filhos por um descuido.

    Há aquelas que geraram de forma independente.

    Também há as que fizeram a adoção. Abriram o coração primeiro e tiveram os filhos do coração.

    Há aquelas que mesmo sem vontade, têm filhos, só para não serem julgadas.

    E finalmente, as que optaram em não terem filhos.

    Acredito eu, que as que optaram em não terem filhos e as que não conseguiram engravidar, são as mais julgadas pela sociedade.

    Dentre todas as opções, a mais triste, são aquelas pessoas que não tem vontade em serem mães, no fundo sabem que não querem um filho, mas terão, apenas por obrigação social. São aquelas pessoas que irão gerar filhos só para serem aceitas pelas sociedade.

    Quando uma mulher decide que não quer ter um filho, é uma decisão que deve ser respeitada. É o direito de cada pessoa decidir o que é melhor para a vida dela.

    Essa é uma decisão muito importante e delicada a ser tomada. Nem toda mulher nasce para ser mãe. Nem toda mulher quer ser mãe. E isso definitivamente não significa ser egoísta, ou fria, ou narcisista, ou individualista, ou precipitada. É uma decisão única, e com um profundo respeito à vida.

    Digo respeito à vida, porque há pessoas que tem filhos e em nenhum momento pensaram na responsabilidade que isso traz. São filhos que possuem os cuidados terceirizados, o amor terceirizado.

    Eu mesma, não tinha vontade de ser mãe antes de conhecer o meu marido. A vontade de ser mãe veio com o amor que sinto por ele. Houve um momento da nossa vida que estávamos muito felizes, mas sentíamos que faltava algo. Demorou para reconhecermos que esse algo, era um filho. Meu marido também nunca teve vontade de ser pai. Então quando decidimos que queríamos gerar um filho, foi uma decisão muito consciente e bonita.

    Quando eu namorava meu marido, sempre perguntavam: “você vai casar quando?”. Depois a pergunta se transformou em: “quando vão ter filhos?”. Depois que tive a minha primeira filha, a pergunta virou: “e o segundo filho, quando vem?”. Atualmente as pessoas perguntam se vamos tentar ter um menino, já que tivemos duas meninas. E eu tenho certeza que se eu engravidasse pela terceira vez, as mesmas pessoas que estão me encorajando atualmente para ter um terceiro filho, me olhariam torto dizendo que é um exagero ter três filhos.

    Por aí dá para perceber que as pessoas SEMPRE irão nos cobrar por algo. Então, já que vão cobrar de qualquer jeito, a melhor maneira é seguir o nosso coração, fazer o que o nosso coração manda. Quer ter filhos? Ótimo! Não quer ter filhos? Ótimo também!

    A liberdade de escolha de ser mãe é uma conquista.

    A liberdade de escolha de não ser mãe, também.

    ~ Yuka ~

    A linha tênue entre ostentação e satisfação

    Ostentação e satisfaçãoExiste uma linha muito, muito tênue onde caminhamos diariamente.

    Essa linha é como se fosse um divisor entre a ostentação satisfação.

    De um lado da linha, a ostentação.

    Do outro lado, a necessidade atendida.

    É muito fácil identificar se estamos caminhando no lado da ostentação.

    Basicamente, são 2 perguntas cruciais:

    • Estou comprando para a minha satisfação ou para os outros?
    • Vou ter 100% de aproveitamento do produto/serviço?

    A primeira pergunta é importante para avaliar se algo está sendo feito para mostrar para os outros. Aquele carro que você quer é para tentar provar para os outros que você é uma pessoa bem-sucedida? Aquela foto que você está tirando é para você guardar na sua memória ou para mostrar aos outros o quanto você parece ser feliz nas redes sociais? Aquela viagem nacional ou internacional que você pretende fazer, você permaneceria com os planos se não pudesse contar para ninguém?

    A segunda pergunta mostra se estamos comprando produtos ou contratando serviços além do necessário. Aquele fogão de 6 bocas que você tem, você realmente usa 6 panelas simultaneamente na hora de cozinhar, ou serve apenas para deixar algumas panelas encostadas? Aqueles sapatos abarrotados na sapateira são usados com frequência, ou você usa sempre os mesmos sapatos? Aquele plano anual de academia que você pagou está valendo a pena, ou você vai só algumas vezes e já está quase desistindo?

    Esses dias, em uma roda de conversa, surgiu o assunto de que eu moro em um bairro bom, então supostamente, sou ‘rica’. Ao mesmo tempo, sou ‘pobre’ por não ter um carro e usar transporte público.

    Eu só fiz a seguinte pergunta para eles:

    – Supondo que as duas opções dessem o mesmo gasto, qual você preferiria: a.) morar perto do trabalho e não ter carro; b.) morar longe do trabalho e ter carro.

    Eu escolhi morar perto do trabalho. Essa opção não traz status, mas traz qualidade de vida.

    Toda vez que eu e meu marido compramos algo, sempre fazemos essa pergunta. É necessidade ou ostentação? Eu não decidi viver com menos. Eu decidi viver com o suficiente.

    Quando se aprende a avaliar, aprende-se a consumir de forma adequada.

    É quando sentimos aquela sensação da suficiência, de estarmos satisfeitos com o que já possuímos.

    As pessoas que não sabem ainda reconhecer esse sentimento de suficiência, possuem dificuldades para entender quando digo ‘não’ para brindes, quando digo que não estou precisando de nada no momento, quando digo que minhas filhas já possuem roupas ou brinquedos suficientes.

    Não gasto (à toa) por ter a consciência de que aquilo não é necessário.

    É estar satisfeita de que o que as pessoas julgam como pouco, é o suficiente para mim.

    ~ Yuka ~

    O ato de fazer “regifting”

    regifting

    Durante muitos anos eu costumava usar roupas que não combinavam, bolsas que não gostava, sapatos que machucavam, decorações em casa que não ornavam, simplesmente por um único motivo: porque havia ganhado de presente.

    Depois do minimalismo, o sentimento de não querer conviver com aquilo que não traz significado para mim aumentou. E passei a não ter dor na consciência em descartar ou passar adiante itens que não tinham nada a ver comigo.

    Eu deixei de usar roupas desconfortáveis, sapatos apertados, shampoos e sabonetes de hotéis, amostras grátis, brindes etc.

    E parei de ficar sem graça em repassar presentes que ganho para outras pessoas. Eu agradeço muito, de coração, presentes que recebo. Mas já não me sinto mal de repassar o presente para outra pessoa.

    Meu marido falou que há um episódio no seriado Seinfeld que fala justamente sobre essa prática: o regifting.

    Quando conheço a loja, até faço a troca por uma coisa que estou precisando. Quando não dá para trocar, repasso para alguém que está precisando.

    E desde então, fazer regifit se tornou uma prática comum aqui em casa.

    ~ Yuka ~

    As assustadoras canções infantis brasileiras

    galinha

    Depois que eu tive as minhas filhas e passei a cantarolar canções infantis, me deparei com uma realidade muito triste… de que as nossas canções ou são assustadoras ou possuem letras que não fazem sentido.

    Canções assustadoras:

    • Atirei o pau no gato tô tô
      Mas o gato tô tô
      Não morreu reu reu
      Dona Chica cá
      Admirou-se se
      Do berro, do berro que o gato deu:
      Miau!

     

    • Marcha soldado
      Cabeça de papel
      Quem não marchar direito
      Vai preso pro quartel
      O quartel pego fogo
      A policia deu sinal
      Acode, acode, acode a bandeira nacional

     

    • Nana nenem
      Que a cuca vem pegar
      Papai foi pra roça
      Mamãe foi trabalhar

     

    • Boi, boi, boi
      Boi da cara preta
      Pega esta criança que tem medo de careta

     

    • A Barata diz que tem sete saias de filó
      É mentira da barata, ela tem é uma só
      Ah ra ra, iá ro ró, ela tem é uma só !

     

    • O anel que tu me destes,
      Era vidro
      E se quebrou.O amor que tu me tinhas
      Era pouco e se acabou.

     

    Agora vem a leva das canções com letras sem fundamento nenhum:

    • Fli (fli)
      Fli Flai (fli flai)
      Fli Flai Flu (fli flai flu)
      Tumba (tumba)Tumbalala tumbalala tumbalala vista
      Tumbalala tumbalala tumbalala vistaNo no no no vista
      No no no no vista

     

    • Borboletinha tá na cozinha
      fazendo chocolate
      para a madrinhaPoti, poti
      perna de pau
      olho de vidro
      e nariz de pica-pau pau pau

     

    • Pirulito que bate bate
      Pirulito que já bateu
      Quem gosta de mim é ela
      Quem gosta dela sou eu

     

    • Foi na loja do mestre André
      Que eu comprei um pifarito,
      Tiro, liro, li um pifarito,Ai olé, ai olé,
      Foi na loja do mestre André.
      Ai olé, ai olé,
      Foi na loja do mestre André.

     

    Tudo bem, as músicas tem rima, são alegres e engraçadinhas, mas bem que podia ter um fundo de aprendizagem moral, né?

    ~ Yuka ~

     

    Precisamos de menos do que acreditamos

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    Fonte: iStock

    Diariamente, nos fazem acreditar de que precisamos de muitas coisas para alcançarmos a tal da felicidade.

    Nos convenceram de que precisamos de uma casa própria, um carro do ano, a roupa da moda, colocar os filhos na melhor escola do bairro… mas não.

    Precisamos de bem menos do que acreditamos.

    As pessoas por não acreditarem nisso, tem obsessão em serem algo que não são. Querem parecer ricas, querem parecer inteligentes, querem parecer estilosas, querem parecer autoconfiantes, querem parecer felizes. E nessa luta diária de parecer algo que não são, sofrem silenciosamente.

    Compram coisas que não precisam, discursam sobre coisas que não retratam a sua realidade para parecer algo que não são. Na ânsia de tentar convencer os outros, tentam convencer a si mesmo sobre tal ilusão.

    Querem impressionar quem? Os colegas de trabalho? Os parentes? As pessoas que mal conversam no Instagram e Facebook?

    Temos um batalhão de pessoas que se parecem ricas, mas que na verdade possuem dívidas. Que se parecem inteligentes, mas na verdade só repetem o que outras pessoas falaram. Que parecem ser estilosas por natureza, mas que na verdade são inseguras. Tentam passar uma imagem do que não é. Para que? Para quem?

    Daí as únicas perguntas que vem na minha cabeça é:

    Vale a pena tanto esforço?

    Está valendo a pena vender uma imagem do que não é?

    Numa sociedade que lucra com a nossa insegurança, gostar de si mesmo é um ato de rebeldia. – Paul Stanley

    ~ Yuka ~

    Seu dinheiro está dormindo? Acorde-o e coloque para trabalhar

    Com a inflação em alta, o nosso dinheiro tem valido cada vez menos. Uma forma de contornar essa situação é fechar a torneira para conter desperdícios.

    Eu andei fazendo uma análise da minha situação para ver se tinha algum dinheiro dormindo em casa e descobri o seguinte:

    ALIMENTAÇÃO

    Desperdiçar comida é a mesma coisa que rasgar dinheiro. Uma das formas para não desperdiçar comida é esvaziar bem a despensa antes de repor os estoques. Na prática funciona assim:

    1ª semana: despensa cheia, geladeira cheia: receitas diferentes para o jantar.

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    2ª e 3ª semana: despensa em uso, repondo alguns produtos da geladeira principalmente verduras, frutas e legumes

    4ª semana: é a semana da criatividade. É nesta semana que o desperdício é eliminado utilizando tudo o que temos na despensa e geladeira, antes de fazer uma nova compra do mês no supermercado. Por exemplo: se não tiver ovo nem farinha de rosca para empanar um bife, uso maionese e queijo ralado. Se não tiver carne suficiente para todos, eu faço espetinho de carne com bastante legumes.

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    SUPERMERCADO

    Ignorar a comparação dos preços dos produtos em supermercados diferentes pode fazer uma diferença considerável no fim do mês. Por várias vezes vi preços de produtos que dobravam de valor nos supermercados pesquisados.

    INTERNET

    De tempos em tempos eu costumo entrar no site da empresa que comercializa planos de internet. Na última vez, percebi que havia um plano de 15MB sendo comercializado por um valor menor do que o meu plano, que era de 10MB. Liguei no 0800 e solicitei a alteração do meu plano. Além de pagar mais barato, a velocidade da minha internet melhorou.

    MOEDAS INTERNACIONAIS

    Quando voltamos de viagens internacionais, meu marido tem o costume de guardar as notas (para uma nova eventual viagem) ao invés de trocar por Real nas casas de câmbio. E eu percebi que tínhamos euro, dólar americano e dólar canadense guardados na gaveta há anos. Como não temos previsão para viajar, eu vendi.

    OBJETOS EM DESUSO

    Eu costumava comprar muitos livros quando era mais nova. Mas conforme os livros foram ocupando um espaço considerável da casa, eu passei a comprar livros digitais. Atualmente, a maioria dos meus livros já estão no formato digital, então não via mais sentido em ver meus livros pegando poeira nas estantes. Um ótimo jeito de desapegar das coisas é na OLX. Eu já vendi bicicleta, cabeceira de cama, aspirador de pó, livros…

    ÁGUA E LUZ

    Passei a dar banho na minha filha de chuveiro ao invés de encher a banheira. O tempo do chuveiro ligado reduziu e consequentemente a conta de luz abaixou.

    São pequenos exemplos de como podemos economizar fazendo uma simples análise das nossas atitudes do dia-a-dia.

    E você? Tem dinheiro dormindo por aí? Já pensou em acordá-lo?

    – Yuka –

    Viver com menos papel

    menos papel.jpg

    Há alguns anos eu tenho tentado manter uma rotina de viver com menos papel.

    Essa iniciativa facilitou muito a minha vida, pois desde então, consigo acessar todas as informações de qualquer lugar e em qualquer dispositivo (além de otimizar bastante espaço em casa).

    A seguir, compartilho com vocês o que eu tenho feito:

    1.) Livros: praticamente todos os meus livros físicos foram doados. Verifiquei se os livros já possuíam versão online e mantive somente aqueles (em papel) que com certeza leria novamente. Ou seja, permaneceram somente poucos e bons livros em papel.

    Substituto: Kindle

    kindle.png

    2.) Bloco de anotação, caderno, caneta, listas: eu anoto tudo no celular. Desde lista de supermercado, lista de compras, lista dos médicos da família, dos remédios que tenho em casa, lista das nossas conquistas, das tarefas da semana, etc.

    Substituto: Celular

    Celular.png

    3.) Comprovantes de pagamento, notas fiscais, manuais, caderno de receitas, documentos: eu comecei a utilizar o Evernote desde o ano passado e de verdade? Foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Eu armazeno TUDO no Evernote: cópias do meu RG, CPF, passaporte, carteira de trabalho, comprovantes de pagamento, notas fiscais, manuais, receitas culinárias, carteira de vacinação da família, etc. Com certa frequência, preciso recuperar algum documento e para isso eu só preciso acessar a internet (pode ser pelo celular, notebook, tablet etc) e baixar o documento. Mantenho somente o último boleto das contas de luz, gás em papel, mas é mais para comprovar minha residência, em caso de necessidade.

    Substituto: Evernote

    Evernote.png

    4.) Fotos: Antes eu armazenava as fotos no meu notebook e fazia backup em um HD externo. Hoje guardo todas as fotos na nuvem, utilizando o serviço gratuito do Google Foto.

    Substituto: Google Fotos

    Google Foto.png

    5.) Quando estou em algum lugar externo e preciso anotar algo, eu geralmente tiro foto. Um cartão de visita? Foto nele. Um slide interessante de uma apresentação? Foto nele. Número de telefone de uma loja? Foto nele. Um mapa de como chegar até determinado lugar? Foto nele também

    Substituto: a câmera do celular

    Com essas práticas, os papéis que ficavam armazenados em pastas e mais pastas, se tornaram virtuais.

    ~ Yuka ~

    De quantos sapatos eu preciso – post 3

    Depois de 2 posts (post 1 e post 2) e passados alguns anos, a quantidade de meus sapatos diminuiu consideravelmente. Nestes 5 anos, de 17 calçados, a minha relação com o consumo amadureceu e hoje eu tenho exatos 6 calçados:

    Captura de Tela 2018-01-17 às 09.09.56.png

    1 sapatilha preta

    sapatilha nude.png

    1 sapatilha nude

    sandalia.png

    1 sandália caramelo

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    1 ankle boots

    chinelo.png

    1 chinelo

    Captura de Tela 2018-02-19 às 12.09.13

    1 tênis

    São os que eu preciso. Uso todos com muita frequência e todos são confortáveis.

    – Yuka –

    Quanto menos coisas, melhor

    Existe uma ilustração do artista de rua NemO’s que representa muito bem a sensação de quando eu tinha muitos objetos, alguns bens e muita responsabilidade.

    Consumismo.jpg

    Imagem daqui

    Nessa ilustração acima, cada objeto fica amarrado no homem por um fio. Conforme ele vai adquirindo mais objetos, mais responsabilidades ele tem, e consequentemente, mais pesado ele se torna, chegando a uma situação de quase afogamento. Se prestarmos atenção ao nosso redor, podemos perceber várias pessoas que estão nesta mesma situação.

    Ao adquirir um imóvel, geralmente financiado por um banco por décadas, vem também a vontade de decorar o apartamento… começa com uma televisão nova e um sofá confortável para acompanhar, a instalação de uma cozinha equipada com armários planejados, sem esquecer o guarda-roupa planejado do quarto, um banheiro com uma bancada de mármore… Depois vem as responsabilidades de um proprietário de um imóvel… Descobre-se uma infiltração na parede do banheiro, uma torneira com goteiras, fora os boletos do IPTU, condomínio, gás, luz, e com todos esses gastos, aquelas parcelas mensais do financiamento, que antes parecia estar sob controle, começa a pesar. Com todas as infinitas parcelas do financiamento, passamos a ter uma única certeza: de que não podemos perder o emprego. O medo de perder o emprego e a certeza das parcelas do financiamento que chega todos os meses nos paralisa, impede inclusive de enxergar as boas oportunidades.

    Ao comprar diversos equipamentos como uma panificadora, omeleteira, sorveteira, máquina para fazer macarrão, uma torradeira, pipoqueira, sanduicheira etc, precisamos de espaço maior na cozinha para armazenamento. Cozinha maior implica morar em uma casa maior. Casa maior implica em comprar móveis maiores para preencher espaços vazios. Preencher espaços vazios significa precisar trabalhar por mais tempo para conseguir dinheiro e gastar mais tempo com limpeza. Gasta-se mais tempo com limpeza, gasta-se dinheiro com mais produtos de limpeza. Não podemos esquecer do condomínio e IPTU, já que eles são cobrados por metro quadrado.

    Ao comprar ou ganhar joias, queremos mostrar aos outros para ostentar, mas ao mesmo tempo surge o medo de sofrer um assalto.

    Se moramos em uma casa linda, queremos estar arrumados, aquelas roupas do guarda-roupa já não servem mais. Compra-se mais roupas, mais sapatos, mais acessórios, precisamos comprar um guarda-roupa maior.

    Para sair desse tipo de looping infinito, comecei me desvencilhando de objetos… foram inúmeras blusas pretas que tirei do guarda-roupa, calças jeans que já não serviam há anos, blusas desbotadas e acessórios que não me representavam mais.

    Depois veio a vontade de tirar pessoas que me puxavam para baixo. Pessoas que se diziam amigas, pessoas que precisávamos engolir por ser da família.

    Passei a descobrir o real significado da qualidade. Muitas vezes, ter menos coisas é melhor. Ter menos coisas dá mais satisfação e menos trabalho para manter.

    Inclusive, deixei de usar diversos itens da casa que me fez ganhar inclusive tempo, por não precisar me preocupar com coisas (por exemplo: tapetes, saia para cama box etc).

    E a cada objeto, coisas, pessoas que eu me desfaço, uma ‘linha’ é cortada e eu vou ficando cada vez mais leve.

    Hoje, tenho poucas linhas que estão amarradas em mim.

    Isso tornou a minha vida mais leve. Quanto menos, melhor.

    ~ Yuka ~

    DIY do meu casamento íntimo (mini-wedding)

    Quando meu marido me pediu em casamento, eu sabia que seria um casamento íntimo, ou como dizem, que eu faria um mini-wedding.

    Fazer um casamento grande nunca esteve nos meus planos. Por isso mesmo, procurei por um lugar que fosse pequeno e ao mesmo tempo aconchegante para realizar uma mini-cerimônia.

    Depois de muito procurar, encontrei um lindo bistrô francês, onde o dono, apesar de nunca ter realizado um casamento no restaurante dele, gentilmente concordou em oferecer o espaço e todo o serviço da sua casa.

    Foram 35 pessoas muito queridas que foram convidadas. Um dia inesquecível e memorável para mim.

    Até o grande dia chegar, eu havia feito diversos orçamentos das lembrancinhas, caixas para doces, decoração… só que das duas uma: ou o acabamento era bem ruim ou era muito caro.

    Como eu tenho habilidades manuais, confeccionar as lembrancinhas (e mais outras coisas) se tornou a grande diversão.

    Aqui, vou compartilhar um pouco as coisas que eu fiz para o casamento. Peço desculpas por não ter o passo-a-passo. Eu até tinha as fotos, mas meu notebook andou pifando e eu perdi algumas fotos, dentre elas, a pasta que guardava as fotos para o blog. Bom, paciência… Vou tentar descrever o que eu fiz.

    O bolo

    mini wedding bolo buquê.png

    Eu tinha uma foto de um bolo que gostava muito (tem post aqui). Pequena e delicada, era essa a ideia que eu queria para o meu casamento. Como eu queria um bolo de 2 andares, levei a foto até uma confeiteira especializada em bolos de casamento para reproduzi-lo.

    mini wedding bolo.pngDentro do bolo, ainda tinha uma surpresa. As camadas do bolo eram em degradê, coisa mais linda, ficou lindo e delicioso.

    O buquê

    Eu e a minha mãe fizemos o buquê juntas. Encomendamos um maço de flores na floricultura do bairro uma semana antes do casamento.

    mini wedding buquê

    Lista de presença

    mini wedding lista de presença.png Ao invés de fazer a tradicional lista de presença, fizemos uma lista com as digitais dos convidados.

    Eu comprei papel com gramatura mais alta e desenhei uma árvore com uma canetinha preta de ponta fina (na internet há vários modelos para copiar). Comprei 3 almofadinhas para carimbo nas cores rosa bebê, rosa e lilás. Cada convidado que chegava no bistrô, carimbava o dedo neste papel e colocava seu nome em cima da sua digital. Depois, enquadrei para decorar a nossa casa.

    Decoração da mesa com xícara de flores

    mini wedding decoração mesa
    Essas xícaras foram a maior sensação da festa. Várias pessoas vieram me pedir para levar por-favor-pelo-amor-de-Deus para casa (tem post aqui). Só que eu já tinha combinado que eu daria o jogo de xícaras de presente para a minha sogra e também para a minha mãe. Me deixa muito feliz quando vou para a casa das duas e vejo essas xícaras sendo usadas.

    Cadeira para marcar o lugar à mesa

    mini wedding mini cadeira

    Comprei as cadeiras em MDF na cor natural e pintei com tinta spray branca (tem post aqui). Depois foi só colocar um laço de cetim, uma pérola para dar charme, e o nome do convidado.

    Convite de casamento

    mini wedding convite.png Eu utilizei basicamente as técnicas de cartonagem. Comprei papelão roller, encapei com tecido, colei um papel com as informações sobre a data e hora do nosso casamento e na parte externa, acrescentei uma fita de cetim para dar acabamento e um laço.

    Caixas com macarons para todos os convidados

    mini wedding macarons 1.png Outra lembrancinha que causou comoção entre os convidados foi essa caixa. Comprei caixas de MDF na cor natural e pintei de branco, forrei a tampa com um tecido jacquard listrado, coloquei laço de cetim e flor. Para não deixar a caixa exposta, comprei uma caixa plástica que servia para armazenar cupcake. Serviu certinho para abrigar a caixa. Dentro da caixa, coloquei 4 doces franceses: macarons.

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    Vaso com amêndoas

    mini wedding amêndoas.png Comprei vasinhos de barro em casa de artesanato, forrei a parte externa com renda com auxílio da cola branca, depois forrei a parte interna com papel de seda. Coloquei as amêndoas e embrulhei com um tule branco e finalizei com fita de cetim.

    Na hora de ir embora, todos os convidados receberam as lembrancinhas: as cadeiras com os nomes, as caixas com os macarons e os vasinhos de amêndoas. Para cada convidado, havia uma sacola transparente para facilitar na hora de carregar. Como todas as lembranças estavam com nome, foi muito fácil fazer a entrega dos mimos.

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    Fotos do restaurante (retiradas do site)