Aprendizados da vida

Fiquei pensando esses dias sobre como alguns temas trouxeram grandes ensinamentos para o meu crescimento pessoal.

Pensando nisso, listei alguns tópicos que foram relevantes para o meu desenvolvimento:

Violência doméstica
  • De que o dia de amanhã sempre poderá ser melhor do que o dia de ontem
  • Me ensinou a olhar para a frente, a não ficar lamentando pelo que passou
  • Me ensinou a nunca maltratar e a humilhar os outros
  • De que o mais importante é a beleza interior
  • Me ensinou a ter compaixão e estar ao lado das minorias sociais
  • De que amigos são irmãos de alma, um muro protetor
Minimalismo
  • Me ensinou a ser feliz com menos posses
  • Me ensinou a fazer escolhas melhores
  • Passei a ter menos obrigações
  • A evitar comparações
  • A ter mais consciência
  • Ter mais dinheiro
FIRE
  • Me ensinou a definir prioridade e foco
  • A importância de ter metas
  • A importância de agir no momento certo
  • Entender que a vida pode ser dividida em fases (fase de economizar, fase de usufruir etc)
  • De que a união faz a força (eu e o marido)
  • Tirou o meu complexo de burrice
  • Alcancei a tranquilidade financeira
Filhos
  • Tem me ensinado a ser mais paciente
  • Que nem sempre as coisas saem do meu jeito
  • Me ensinando a ter humildade, a reconhecer as próprias falhas
  • De como o tempo passa rápido e que temos que aproveitar melhor o dia de hoje
Crises de ansiedade
  • Ensinou a importância de pedir ajuda
  • Reconhecer que não sou capaz de tudo
  • Que posso fazer as coisas mais devagar
  • De que escolher o parceiro certo pode definir como será a recuperação da saúde mental
  • As vantagens de voltar ao analógico: sair mais com os amigos, estar mais presente, desacelerar
  • Aproveitar a nova fase Coast FIRE
  • Aprendendo sobre atenção plena

No ano passado, logo depois de me recuperar de uma crise de pânico, eu lembro de ter prometido para mim mesma que eu iria sair daquela situação melhor do que quando entrei, e que iria transformar essa crise em uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida.

Desde então, tenho levado essa promessa ao pé da letra.

Se antes eu estudava até dizer chega sobre finanças, investimentos e FIRE, hoje, considero que já sei o suficiente. Agora meu foco está em retomar algumas áreas da minha vida.

Luiz Albert Hanns, psicólogo, psicanalista e pesquisador, diz que não devemos nos culpar por não termos uma vida equilibrada. Que o mais comum é aprendermos um pouco mais sobre nós mesmos para saber o que podemos abrir mão em determinados períodos da vida, o que cada ciclo de vida está nos pedindo (há períodos em que temos que caprichar mais na área profissional, ou períodos em que precisamos dar mais atenção aos filhos, ao cônjuge etc).

Houve momentos em que a prioridade eram as minhas filhas.

Houve momentos em que a prioridade era juntar dinheiro e estudar sobre investimentos para acelerar a independência financeira, pois sabia que quanto mais cedo fizesse isso, mais fácil me beneficiaria dos juros compostos.

Agora estou entrando em uma fase de querer estar presente, de aproveitar o momento.

Tenho lido diversos conteúdos sobre viver o presente, inclusive iniciei um curso gratuito e online na Universidade de Yale sobre ciência da felicidade, chamado de “The Science of Well-Being”. Este curso promete reunir o que a ciência diz sobre felicidade e nos ensinar a transformar essas informações em ações cotidianas.

Vejo tudo isso como o início de uma temporada de novos estudos.

~ Yuka ~

17 Comments on “Aprendizados da vida”

  1. Que post, Yuka!

    As lições apresentadas são tantas e tão ricas, que é um daqueles posts para ser lido várias vezes. Já deixei salvo aqui nos meus Favoritos.

    Fico feliz em saber que conseguiu sair da crise de pânico como prometeu à si mesma: como uma pessoa melhor.

    Boa semana!

    Curtido por 1 pessoa

    • Oi Rosana, ainda não digo que saí completamente da crise, mas tenho aprendido muito a ouvir o meu eu interno, coisa que não nunca dei muita atenção. Foi uma promessa que eu fiz e tenho me esforçado diariamente para que eu realmente me torne uma pessoa melhor quando estiver 100%. Meu desejo é que quando olhar para trás daqui há alguns anos, possa dizer que aprendi muito com tudo que passei. Beijos.

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  2. Lindo post, Yuka.

    O que não nos mata nos fortalece. Sempre lembro disso. A vida é um grande aprendizado. É muito bom ler relatos dos que já passaram por muita coisa. É um prazer aprender com sua experiência.

    Grande abraço.

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  3. Sentar e pensar sobre aquilo que tem nos ensinado as experiências vividas é sempre uma prática essencial para continuar. Pode ser muitas vezes cruel e triste (eu venho de uma família muito conturbada, alcoolismo, violência, etc) mas necessário. Hj por exemplo consigo entender melhor meu pai apesar de que não justifico nada e perdoá-lo graças a diferentes aprendizados que a vida me deu, consigo ver em meus filhos a chance para não continuar o ciclo de violência e aprendo cada dia com eles a tentar ser a melhor versão de mim. As dificuldades econômicas vêem me ensinando a ter paciência com meu companheiro e as nossas diferentes formas de entender o dinheiro e também tem me ensinado a planejar. Em fim, não celebro os obstáculos mas agradeço poder aprender deles e continuar tentando. Um abraço.

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  4. Acompanho suas postagens há um certo tempo e aprendo junto. Nessa postagem de hj me veio um questionamento: vcs já pensaram em algum momento se, considerando a imprevisibilidade da vida (morte, adoecimentos…) ser FIRE não seria viver de forma contida? Se sim, como vcs equilibraram esse pensamento?

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    • Oi Aline, sua pergunta é muito pertinente. O que ajudou muito a não ter essa sensação de viver de forma contida foram 2 aspectos.

      1.) nós nunca precisamos reduzir o padrão de vida: como sempre vivemos num padrão beeeem abaixo do que poderíamos viver, eu e o marido não sentíamos que estávamos abrindo mão de nada. Sempre tivemos muito cuidado em aumentar o padrão de vida, e falávamos que quando subíssemos uma escada no padrão de vida, era pra nunca mais voltar pro padrão anterior. Por exemplo, agora eu tenho um carro. Se eu deixasse de ter um carro, sentiria falta do conforto. Mas na época, eu nunca tinha tido, e me acostumei a andar de transporte público e a pé. Quando decidimos comprar um carro, era quando já podíamos arcar com esse gasto a mais (não ficar economizando na gasolina, no seguro do carro, etc).

      2.) minimalismo: olha, o minimalismo me ajudou demais nessa questão. Eu aprendi a comprar o que realmente queria e a economizar em tudo o que não era importante. Então quando olhamos para trás, temos a sensação de que não deixamos de fazer nada, pois tudo o que não compramos ou que não fizemos, não era importante para nós.

      Beijos.

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  5. Oi, Yuka. Fico tão feliz em saber que voltou com os posts semanais! Adoro começar minha segunda-feira lendo uma reflexão sua.

    Poderia por gentileza explicar como o FIRE tirou seu “complexo de burrice” e como você conceitua isso? Fiquei curiosa.

    E fiquei animada com o seu curso de Yale, espero que traga bons insights em seus posts e compartilhe-os conosco. Seu blog é muito rico. Obrigada!

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    • Oi Michelle, siiim, voltei com os posts semanais. Sobre meu complexo de burrice, é porque eu fui doutrinada pela minha irmã mais velha de que eu era a mais burra de todas as pessoas existentes neste planeta e que eu era mais feia que o capeta. Foi assim desde que eu me conheço como gente. Ela sempre me tratou muito mal e espalhava pelos 4 ventos como eu era burra e feia, e eu acreditei nisso. Ela tem o dom de manipular as pessoas, então muitas pessoas a minha volta também começou a acreditar nisso, então era a família inteira falando que eu era burra e feia. Que horror né? Quando descobri sobre FIRE, eu li muito e estudei sobre investimentos, e para a minha surpresa, percebi que eu tinha facilidade em aprender e aplicar, aprender e aplicar, até que o montante que eu tinha começou a aumentar de forma vertiginosa. Imagine, eu, a “Yuka burra”, ser capaz de se aposentar aos 45 anos usando os próprios recursos financeiros, sendo que as pessoas que sempre me chamaram de burra iriam trabalhar até os 70 anos? Para mim, foi como descobrir o truque da vida, foi como tirar um coelho da cartola. Foi aí que eu percebi que eu não era burra não, que eu era bem esperta rsrs. Beijos.

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  6. Olá, Yuka,

    Já que você está nessa “vibe”, sugiro a leitura do livro “Stumbling on Happiness”, do Daniel Gilbert, professor e pesquisador de psicologia em Harvard. Procurando agora, vi que foi traduzido recentemente pela Objetiva com o nome “Felicidade por acaso”. Acho que você vai gostar.

    Boa semana!

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    • Oi Carlos, obrigada pela sugestão de leitura, já deixei anotado para eu ler depois que terminar de ler o livro que estou lendo. Tem tanto livro legal que eu às vezes tenho vontade de mergulhar numa piscina cheia de livros rsrsrs, que nem o Tio Patinhas mergulhava numa piscina cheia de moedas. Beijos.

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  7. oi Yuka,

    A vida é feita de fases mesmo. Mas muitas vezes a gente só percebe isso quando passa por elas. Eu não sei se acredito muito no ditado o que não mata fortalece, porque sinto que muitas vezes o que não mata nos enfraquece. Não gosto muito da visão de mundo que as coisas ruins que nos acontecem tem algum motivo. Tem um enfoque religioso aí que eu não gosto. Algumas coisas que nos acontecem são consequências de escolhas, mas muitas outras são só resultado do acaso. Assim como o acaso nos faz nascer em um lugar, nascer pobre ou não e encontrar uma pessoa legal para dividir a vida.

    Já escrevi para você tem muito talento para analisar as tuas fases de vida. Eu não tenho as minhas fases tão separadinhas assim. Para mim é mais assim: criança e adolescente, adulta independente morando com minha mãe, adulta morando sozinha, juntada sem filho, juntada com filha. Cada uma dessas fases teve coisas boas (algumas bem menos que outras). Eu tento olhar com carinho para o passado, mas às vezes acho que alguns problemas que eu achava superados voltam, como se fosse um grande círculo.

    Essa questão de viver o presente realmente é um desafio muito grande para mim também. Tenho que ficar me puxando sempre para parar de pensar em tudo de ruim que pode acontecer, é um exercício constante. É uma neurose essa, de controle, de achar que se eu pensar em tudo, vou conseguir ter o controle do futuro. Parece simples, mas é a causa da ansiedade para mim e é difícil ser racional nessa hora.

    Esses tempos me dei conta que esse é também o motivo pelo qual eu gosto de terminar as coisas, projetos, tarefas. Porque coisa terminada “não precisa” mais de controle. Eu sempre preferi no trabalho, por exemplo, terminar um projeto que começar. E quando começava, já separava em fases, para ter o que terminar durante o processo.

    Enfim, menos ansiedade, menos insônia, mais disposição física e mental. Parece uma equação simples, mas é um desafio diário para mim.

    Beijo,
    Daniela

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    • Oi Dani, a facilidade pra analisar as fases da vida vem da minha facilidade em fazer listas rsrs. Acabo sendo muito objetiva e prática, o que ajuda bastante aqui onde trabalho, na hora de fazer relatórios. Entendo sobre você gostar de separar um projeto em fases, também faço isso e fico feliz de perceber que as coisas estão caminhando. Este é um dos motivos de eu fazer listas, gosto muito de olhar e ver que fiz bastante coisa. Agora que alcancei uma certa tranquilidade financeira, tenho feito o exercício de não ficar olhando tanto para o futuro (o que eu sempre fiz muito, mais pela facilidade em projetar e executar o plano). Eu ficava criando vários cenários futuros na minha cabeça e criando redes de proteção para que a queda não seja tão doída. Agora que eu entendi que meu “futuro” já está bem cuidado, quero cuidar mais do “presente”. O difícil é que eu sempre olhei pra frente e avante. Então enquanto estou jantando, já estou pensando no almoço do dia seguinte. Enquanto estou dando banho nas crianças, já penso no que elas vão vestir depois e por aí vai. Ê, mente acelerada, né? Ler e aplicar o mindfulness tem me ajudado bastante, é algo que eu meio que ignorava, mas na hora que a ansiedade apertou, vi que era fundamental para recuperar minha saúde mental. Li num livro escrito por um monge budista que se a gente não souber aproveitar o ato de lavar a louça, não saberemos aproveitar o chá que tomaremos logo depois de lavarmos a louça. E é realmente isso, porque estaremos sempre pensando no futuro e no passado, deixando o presente passar despercebido. Beijos.

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      • Oi Yuka, é, eu entendo essa coisa da mente acelerada. Mas fico pensando até que ponto isso é nosso mesmo, ou são as circunstâncias e modo de vida que nos levam a esse tipo de funcionamento De ter que sempre dar conta de tudo. É um círculo vicioso, no inicio a gente faz porque gosta e porque tem facilidade em organizar, então os outros se acostumam, e a gente acaba sobrecarregada, Não falo fisicamente, mas mentalmente mesmo. É a tal carga mental. Mas abrir mão disso inclui também abrir mão do controle, que é a minha maior dificuldade.
        Essa história de jantar preocupado com o almoço aqui é coisa do meu marido, volta e meia eu tenho que dizer para ele, pera aí deixa eu terminar de comer ao menos, por favor, rsrsrs.
        Beijo, ótimo final se semana

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