Os (meus) passos fundamentais para alcançar a Independência Financeira

Homem, Masculino, Pessoas, Pé, Praia, Costa, Areia

Eu sei que não há um caminho único para alcançar a Independência Financeira, pois cada um tem a sua fórmula e a sua própria realidade.

Hoje vou compartilhar os passos que eu tenho trilhado. São pequenas decisões, que foram e estão sendo fundamentais na minha jornada FIRE.

Minimalismo como filosofia de vida

O minimalismo permite inicialmente o destralhe de objetos sem uso como roupas, itens de cozinha, acessórios etc. Só que aos poucos, é possível compreender que o minimalismo permite o auto-conhecimento. Viver com menos não significa viver passando vontade, nem passando necessidade. Viver com menos significa viver com aquilo que é importante, eliminando tudo aquilo que não tem importância.

Descobre-se a suficiência, a viver baseando-se na própria régua, e não mais na régua dos outros, passando então a fazer escolhas acertadas, e gastos inteligentes.

Não ficar chorando pelo leite derramado

Eu também não sabia investir. Eu também já gastei muito dinheiro em coisa inútil e fútil. Não comecei a investir tão cedo como gostaria, perdi dinheiro cometendo vários erros.

Mas enfim, ao invés de ficar lamentando as perdas, é muito melhor assumir as besteiras que fez, levantar, superar os erros e seguir em frente.

Rever todos, TODOS os gastos

A revisão de todos os gastos foi algo muito importante para mim. Fazer a revisão dos gastos desde habitação, transporte, alimentação, educação, vestuário fez uma diferença enorme no meu orçamento.

Rever os gastos baseando nas coisas que eu achava importante,  significou fazer diferente do que a maioria fazia.

A maioria tem assinatura de TV a cabo, a maioria tem pacotes de planos de celular, a maioria tem imóvel próprio, carro na garagem, casa reformada, alguém para limpar a casa, a maioria que trabalha em escritório come em restaurantes na hora do almoço, compra roupas com frequência, viaja mesmo sem dinheiro, vive fazendo dívidas.

O que me ajudou a não comparar com as pessoas que eu conhecia, foi lembrar que a maioria está presa na corrida dos ratos. De que nós temos objetivos diferentes.

Não subestimar valores pequenos

Em vários sites e principalmente nos canais de finanças do YouTube, vejo pessoas falando para subestimar valores pequenos como o cafezinho. De que ninguém fica rico cortando cafezinho. Eu discordo. Na minha opinião, principalmente para quem está começando, avaliar todos os gastos supérfluos faz muita diferença.

Eu poupava a diferença da conta de luz, o dinheiro que achava no bolso do casaco, o décimo terceiro, a restituição do imposto de renda, a água que não comprava na rua por levar uma garrafa na bolsa e por aí vai.

Fazer isso fez muita, mas muita diferença. Eu entendi que cortando cafezinho, parando de comprar roupas todos os meses, e cortando todos os outros gastos que nem eram tão importantes para mim, permitia por exemplo, uma viagem internacional por ano. Ou seja, conseguia poupar boa parte do meu salário, sem precisar cortar o que mais gostava de fazer, que era viajar.

Não se limitar a um valor na hora de poupar

A gente tem o costume de se acomodar achando que só porque poupa 10% todos os meses, o resto que sobra pode ser usado em coisas supérfluas. Aprendeu a viver com 90% do salário? Reavalie os gastos e desafie-se a viver com 80% do salário (sem abaixar o padrão de vida, rá, ficou difícil, né?). Acostumou a viver com 80%, que tal tentar 70%?

Foi assim que, de conta em conta, de mês em mês, passei a viver com 30% da minha renda familiar, investindo os 70% restantes.

Não depender dos outros para investir

Não pergunte para os outros, estude, aprenda por conta.

Os “outros” não sabem.

Atualmente, temos um pouco mais de 2 milhões de pessoas físicas na bolsa de valores (sendo que cerca de 1 milhão dessas pessoas entraram somente neste ano).

Só que nós somos 209 milhões de brasileiros. Há de concordar comigo que a probabilidade dos nossos advogados, contadores, gerentes e assessores financeiros não terem tanto conhecimento sobre investimentos é muito grande.

Ao invés de perguntar para quem (provavelmente) não sabe, estude por conta própria. A internet está aí pra isso.

Os integrantes da família remando juntos

Como vocês já sabem, eu e meu marido não só estamos no mesmo barco, mas remamos de forma sincronizada. Fazer isso tem aumentado a eficiência e a velocidade do nosso barco, o que antecipa a chegada ao nosso destino FIRE.

Esqueça a televisão e as redes sociais

Perde-se muito tempo assistindo e fuçando a vida dos outros.

Há 5 anos, eu desisti de assistir televisão. No início do ano, eu estava em uma lanchonete e fiquei abismada com a violência na TV… muito medo, muita desconfiança, muita escassez. É praticamente uma lavagem cerebral sobre interpretação da vida, concentrando todos os acontecimentos trágicos em um único noticiário.

Quando entra os comerciais, inicia a grande armadilha: o forte incentivo ao consumo.

Não se comparar com o outro

Se eu resolvesse comparar a minha vida com as pessoas ao meu redor, tenha certeza que eu estaria presa na armadilha da classe média, torrando todo meu dinheiro até o último centavo.

Não use a vida dos outros para medir a própria vida. Não ache que não dá pra viver sem carro, dá sim. Não ache que os filhos não terão oportunidades da vida e serão uns fracassados se não puderem estudar numa escola de elite. Não ache que só porque todo mundo faz alguma coisa, nós também temos que fazer. Se eu ficasse olhando para os outros, minha vida seria completamente diferente, ou seja, teria coisas que são importantes apenas para os outros, não para mim.

Carteira diversificada

Carteira diversificada é ter reserva de emergência, reserva de valor, renda fixa, ações, FIIs, imóveis físicos e investimentos no exterior.

Acreditar na possibilidade de ser FIRE

Acreditar que era possível, foi fundamental para mim. Enquanto as pessoas riam da minha “visão utópica de aposentar cedo”, lá no fundo eu já sabia, eu tinha (o que meu marido chama de) fogo nos olhos, uma certeza absoluta que eu estava certa e no caminho certo. Enquanto as pessoas estavam consumindo, eu estava comprando meu tempo de volta.

Esses passos têm sido fundamentais para mim. Gosto daquela célebre frase do Mark Twain: “Por não saber que era impossível, foi lá e fez”.

~ Yuka ~

42 Comments on “Os (meus) passos fundamentais para alcançar a Independência Financeira”

  1. Penso igual! Todo o mencionado é fundamental, porém muitos ficam só focados em investir melhor.

    Eu acho que os pequenos gastos (a fatídica controvérsia do cafezinho) devem ser sopesados com o momento da jornada da IF. No início, fazem toda a diferença. Da metade em diante, talvez a economia de pequenos gastos resultantantes em pequenos prazeres não farão tanta diferença na obtenção da IF. O principal é que a pessoa gaste consciente que aquilo é um supérfluo, não uma necessidade, e que hábitos podem ser modificados, se preciso.

    Beijos,
    http://www.aposentecedo.com

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    • Oi AC, concordo com você, no início, todo valor poupado faz a diferença. Com o tempo, no meio da jornada, esses cafezinhos já não faz tanta diferença no orçamento. Eu já sinto esse benefício atualmente. Permito alguns gastos antes impensáveis, e comparado com os colegas que sempre tiveram um padrão acima, acho que com o tempo, isso irá se inverter. Enquanto a maioria irá reduzir o padrão de vida (por conta da inflação, poder de compra, redução salarial, o aumento dos gastos com os filhos etc), acredito que o meu padrão irá aumentar com o tempo, mas não irá afetar o patrimônio. Beijos.

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    • Olá, assisto vídeos sobre investimentos, mas quero aprofundar um pouco mais no assunto. Você tem alguma dica, livros, ou como conseguir conteúdos?

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      • Oi Ana Flávia, há livros muito bons para você se aprofundar: 1.) O jeito Peter Lynch de investir: as estratégias vencedoras de quem transformou Wall Street; 2.) Investindo em ações no longo prazo: o guia indispensável do investidor do mercado financeiro, do Jeremy Siegel; 3.) O investidor inteligente: o guia clássico para ganhar dinheiro na bolsa, do Benjamin Graham.

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  2. Olá!Bom dia,
    Eu vejo em você o mindset de crescimento.Confesso que eu sou 60/40(crescimento/fixo) rsrs.Sempre bate o espírito do fixo mas eu me dou um sacode e sigo.
    Não sei se serei fire, mas sei que tenho e teria a melhor situação financeira possível.Estou me lapidando para isso.
    GRATIDÃO por compartilhar!😘

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    • Oi Marcela, acho que ser FIRE é algo complexo mesmo, tem a questão do quanto recebemos de salário, idade atual, mindset da família (às vezes uma pessoa quer muito, mas a outra acha besteira), o quanto estamos acostumados a viver em um determinado padrão de vida e o quanto estamos dispostos a abrir mão desse conforto, às vezes temos que ajudar nossos pais financeiramente, enfim, tem diversos fatores que influenciam na possibilidade ou não de ser FIRE. Mas o importante é não desanimar. Assim como você disse, você já terá uma situação muito melhor, pois mesmo se não conseguir ter o RE (aposentadoria antecipada) do FIRE, terá o FI (independência financeira). E isso já será maravilhoso. Beijo e bom domingo pra você!

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  3. Bom dia, achei perfeito esse texto.No momento meu marido estamos aportando 20% dos nossos salários, porém com planos de aumentar para 30% em breve.

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    • Olá, Lindadrika, que ótimo que já conseguem aportar 20% do salário de vocês, já que é uma minoria que consegue fazer isso!!! Tenho certeza que fazendo uma revisão do orçamento de vocês, cortando supérfluos (se tiver ainda rs) e substituindo os gastos (escrevi um post sobre isso, veja aqui https://viversempressa.com/2018/09/09/economize-substituindo-as-despesas/), verá que dá pra economizar um pouco mais. Eu mesma, se eu quisesse, poderia reduzir um pouco minhas despesas se mudasse de apartamento. Por enquanto ainda não penso nisso porque gosto do bairro que moro e também do apartamento. Mas é algo que eu sei que se a situação apertar, será uma possibilidade que me deixa mais tranquila. Beijos!

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      • Yuka, vou revisar novamente o nosso orçamento para chegar aos 30%. Obrigada pelas dicas.Uma semana maravilhosa e abenloada ppara vc e sua família.

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        • Revisa sim, será um desafio chegar nos 30% (sem tentar reduzir tanto o padrão de vida heim), pra mim, é como se eu estivesse jogando um video-game. Você já passou 4 fases (poupar 5, 10, 15 e 20%). Agora está tentando passar 2 fases de uma vez só (vai pular os 25% e tentar ir para 30%) rsrsrs. Se fizer esse jogo com seu marido, será mais divertido ainda. Beijos.

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  4. Yuka, vc sempre tão sensata e inteligente, mesmo em tempos como os que estamos vivendo tem conseguido se manter firme e com propósitos. Confesso que essa quarentena tem me afetado um pouco, por sorte não tenho extravasado gastando rsrs, ando meio apática, cara enfiada no teletrabalho. Continuo acreditando no movimento FIRE, acho que sou mesmo uma pessoa diferente aqui onde vivo, seria bom encontrar outros com pensamento semelhante, que sejam de perto. Felizmente encontramos on line. Minha dificuldade é que sou medrosa nos investimentos, coisa de quem precisou e precisa ralar muito para conseguir dinheiro, espero melhorar. Bom domingo.

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    • Oi Cléo, o desânimo é natural, também sinto desânimo às vezes aqui em isolamento. Definitivamente, nós não fomos feitos para viver isolados. Sobre encontrar pessoas com pensamento parecido, estamos juntas. É muito difícil encontrar pessoas que tenham esse propósito, nem falo de FIRE em si, mas que possamos falar sobre investimentos de uma forma mais clara, trocar ideias, experiências, saber o que a outra pessoa está fazendo para conseguir absorver algo e fazer igual também. Eu já tentei falar algumas vezes, mas geralmente é um desastre. Meus amigos por exemplo, por mais que eu fale que não é sobre dinheiro, e sim, sobre liberdade, não entra na cabeça deles. Continuam achando que eu só me importo com dinheiro (e eu sei disso, por causa dos comentários sutis que vem depois). Sobre você ser medrosa nos investimentos, vou tentar escrever aqui o que eu li há um tempo. Quando fazemos investimentos muito conservadores, a longo prazo, isso pode acabar se tornando um investimento agressivo, arriscado, porque faz com que a gente não consiga retornos interessantes (como a poupança por exemplo, as pessoas colocam dinheiro na poupança porque tem medo de investir, mas a longo prazo, o dinheiro será corroído pela inflação, então quem tem todo dinheiro na poupança, não é um investidor conservador, e sim, um investidor agressivo, porque sabe que seu dinheiro valerá menos e mesmo assim, deixa na poupança). Já quando fazemos investimentos que as pessoas consideram arriscadas (como ações, FIIs, investimentos no exterior), a longo prazo, é um investimento mais conservador, porque a bolsa sempre sobe no longo prazo. Beijos.

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      • Obrigada por responder! Pois é, tenho pensado no tesouro direto pré-fixado, minha meta é ter como viver sem precisar trabalhar com 50 anos, assim tenho menos de 15 anos para juntar patrimônio. Considerando que já consegui resolver algumas situações como moradia (já morei de aluguel, mas optei por investir um pouco em moradia), mesmo sabendo que valoriza pouco/nada e nos trás gastos, manter um imóvel é igual ou mais caro que alugar, ainda assim era muito importante para eu ter paz para realizar outras coisas, assim acho que daqui para frente posso arriscar mais. Eu fiz burrices também, acabei me deixando influenciar por quem dizia que imóvel era muito bom para investir, grande engano, empatei dinheiro, morei no imóvel com mais conforto do que no que morava antes, ok isso, mas quando parti para alugá-lo vi que não funcionou para mim, consegui vender finalmente, sem lucrar nada, 5 anos de dinheiro parado. Meus irmãos estão começando a se aventurar em ações, mas não sou do tipo que gosta de ficar tendo que mexer muito nos investimentos, sabe, gostaria de algo para investir e deixar lá trabalhando para mim, sem eu precisar ficar me preocupando muito. Uma vantagem é que sou bem determinada, controlada com as finanças, do tipo que começou a vida com uma mala de roupa somente e disposição. Na minha família funciona assim, marido paga a maioria das contas da casa e eu cuido do nosso “pé de meia”, já testamos diferente, mas não conseguiu ser controlado como eu consigo. Também estou trabalhando no sentido de conseguir uma pós stricto, porém, só rendará algo financeiramente a longo prazo. O que você indica para pessoas assim como eu? Beijos

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        • Oi Cleo, 15 anos é tempo pra chuchu, então se você se organizar direitinho, vai dar tempo. Acho que o mais importante, é não se apressar, não fazer as coisas com pressa (por exemplo, entrar na bolsa de valores sem entender nada). Enquanto não souber o que fazer, vá juntando dinheiro, isso já será um grande passo, quando você começar a entender um pouco sobre investimentos, já terá dinheiro guardado para fazer os primeiros investimentos. Se possível, tente ler alguns livros bons sobre o assunto, acho que será de grande ajuda. Tem dois que eu recomendo: Investindo em ações no longo prazo (Jeremy Siegel), O investidor inteligente (Benjamin Graham). Beijos.

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  5. Olá Yuka.
    Belas reflexões sobre a busca pela FIRE.
    Lendo seu texto, me lembrei de um fato que me aconteceu esse mês.
    Eu sou o principal executivo da empresa que trabalho, tenho o maior salário, e dirijo um sedã médio/popular de 5 anos de uso.
    A maioria dos meus subordinados, gestores, tem carros do ano. Muitos, tem carros na faixa dos 80k / 120k.
    E muitas vezes, os mais “chegados”, vem me dar este “toque”, dizendo coisas do tipo: “chefe, você não acha que já está na hora de trocar de carro?”. Um amigo próximo chegou a me dizer: “vai dizer que um boleto de 2k não cabe no seu orçamento? Não é possível!!!”.
    Eu fiquei rindo, e ele deve ter me achado com cara de maluco.
    Mas é incrível como a classe média está doutrinada a torrar todo o dinheiro, em dezenas de boletos de financiamentos.
    Confesso que não tenho a sua frugalidade, e também não sou um exímio praticante do minimalismo. Mas também acho absurdo comer todo dia na rua, ter carros caros, entre outros.
    Eu tenho carro por extrema necessidade, morando no interior não existe transporte para as cidades que preciso viajar.
    Adorei o post e a reflexão, com certeza vai ajudar muita gente.
    Um abraço e um ótimo domingo.
    Stark.
    http://www.acumuladorcompulsivo.com

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    • Oi Stark, a sua realidade (dos subordinados terem carros do ano, acharem normal viver de boletos) é o tradicional, o normal, o padrão. O seu comportamento é que não é rsrs. Um chefe com carro popular, é o mesmo caso que o meu, que levo a minha marmitinha dentro da minha bolsa. Quando alguém importante me chama pra almoçar, eu nem tenho vergonha de dizer “tá bom, vamos sim, deixo para comer minha marmita amanhã”. Acho assim, quando a pessoa tem condições de financiar a própria vida, ter um carrão, um apartamento de luxo, acho super ok, tem mais que aproveitar mesmo. O problema é que a gente sabe que a maioria tem essas coisas não para alegrar a si mesmo, e sim para mostrar para os outros, e ainda paga essas coisas com boletos, financiamentos a perder de vista, se perder o emprego então, já era. Seu carro, por exemplo, não é para mostrar para os outros (porque se fosse, teria um carrão do ano, um modelo superior do que a dos seus subordinados), e sim, para atender uma necessidade que você tem. Um grande abraço pra você!!! Bom domingo também.

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  6. Muito interessante esse post Yuka. Estou refletindo muito sobre a parte em que vc fala para não ter redes sociais e nem assistir televisão. Eu já não assisto a televisão e nas redes sociais decidi que só seguiria pessoas que me inspiram, mas do nada esse cenário mudou e agora me vejo numa corrida de ostentação digital, é tanta informação nova , tantos novos cursos a venda , a todo momento vc é invadido com ofertas e se vc não compra p determinado produto ou curso vc está perdendo uma grande oportunidade de “ser feliz/de viver mais consciente ” é sempre um novo produto mascarado de jornada do autoconhecimento ou algo parecido. Até oq era saudável está virando uma grande competição. Eu que lidava tão bem com isso agora me vejo numa situação de me sentir impotente, inferior , por não ter determinada coisa . A pressão da auto imagem , a pressão do autoconhecimento, a pressão da vida feliz. Até o minimalismo que eu achava que tinha encontrado foi gourmetizado no mundo digital , uma grande competição. Eu desejo que vc alcance seus objetivos e espero um dia poder encontrar esse mesmo equilibrio aue vc encontrou e não seguir uma manada sem me sentir inferiro

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    • Oi Leticia, ah como eu te entendo… sei exatamente o que você está falando (ou melhor, escrevendo rs). Eu trabalho na área de pesquisa, então já viu a situação. Nas redes sociais, é um tentando ser mais inteligente que o outro (e como eu os conheço pessoalmente, sei que nem é tanto assim), tentando mostrar que tem mais conhecimento, mais capacidade, que consegue acompanhar as novidades científicas, que assiste várias palestras, que faz vários cursos para “aproveitar este momento de isolamento” etc. E eu, que mal consigo responder e-mails do trabalho com 2 crianças fazendo birra em casa? rsrs Nunca nessa vida vi tanta “live” pipocando, é todo mundo querendo fazer lives de 1, 2 horas. Quem tem tanto tempo para assistir? Ah, todo mundo, menos a gente. Eu entendi que se ficasse assistindo essas lives, ou qualquer outra coisa, eu ficaria assistindo a vida dos outros enquanto a minha vida estaria estagnada. Ao invés de assistir vídeos de pessoas comuns dando conselhos, eu escolhi ler livros de autores consagrados. Concordo com você, que o minimalismo está um saco, tantos youtubers falando sobre esse assunto, confundem tanto o conceito, acham que é só sair fazendo faxina e tirando objetos de casa que virou minimalista, que se mora numa casa humilde é minimalista, todo mundo falando exatamente a mesma coisa em todos os vídeos. Adoro o minimalismo, mas não esse minimalismo que o pessoal tem pregado. Como você escreveu, virou uma grande competição, ao invés da busca profunda para um auto-conhecimento. Te digo mais, Letícia. Não se sinta inferior, eu também já senti assim por muitas vezes, até que eu descobri que não é com os outros que temos que comparar. Veja a Leticia de 10 anos atrás, você acha que se tornou uma pessoa melhor ou pior? Como era a Leticia de 1 ano atrás? E é aí que a gente tem que focar. Em nós mesmas, e não nos outros. Os outros não têm importância, já que eles não se importam com a gente. Essa impotência que surge, é ação da propaganda, incentivo ao consumo, do FOMO (medo de ficar de fora de algo) e temos que frear isso. E como podemos frear? Parando de assistir televisão e parando de acompanhar as redes sociais. Ao invés de sair consumindo conteúdos que as pessoas produzem de forma incessante, escolha 1 livro sobre um assunto que você tem interesse e vá ler. Vai aprender muito mais do que fazer esses cursos que estão surgindo. Um beijo, fique firme.

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  7. Excelentes reflexões, Yuka. Somente quando comecei a fazer a minha planilha, ainda antes de começar a investir de fato, que passei a rever meus gastos de forma microscópica e fazer os reajustes, de modo a focar no aumento da porcentagem dos investimentos mensais.

    “Enquanto as pessoas estavam consumindo, eu estava comprando meu tempo de volta.” Comprar o tempo de volta é realmente talvez o que mais me motiva a manter o meu padrão de vida relativamente baixo, sempre focando no retorno que vou ter numa idade em que a maioria ainda vai estar preso na corrida dos ratos.

    Grande beijo.

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    • Oi Thiago, exatamente, sem essa percepção do gasto atual, não temos o que melhorar. Como melhorar se nem sabemos o que devemos mudar? Eu e meu marido temos esse costume, de fazer a revisão de gastos todo final do mês, no fechamento. O que gastamos demais (mês passado foi o quesito alimentação, perdemos o bom senso e gastamos muito rsrs), o que podemos melhorar, etc. Fazer isso é o que tem permitido poupar. Nós somos a exceção em um país acostumado a gastar, e seremos ainda mais a exceção quando aposentarmos sem depender do governo. Grande beijo pra você também.

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  8. Oi, Yuka! Como sempre, seus posts são inspiradores. Tempo atrás deixei um comentário te comentando como tive que deixar meu país com duas crianças de 2 anos, dividas lá, dívidas aqui e com esta pandemia, o fantasma do desemprego está ai nos rondando. Somado a isso, problemas de saúde sérios arrastados de todos estes últimos anos difíceis. Mas…em todo momento ruim também aparecem algumas respostas. Quando a saúde está mostrando quão pequenos e sem futuro podemos estar de um dia para o outro, tudo fica em perspectiva. Ainda continuamos esperando resultados, visitando médicos mas já de um jeito diferente, com futuro. No meio, conseguimos quase pagar toda nossa dívida aqui no Brasil e começamos a planejar a quita da dívida no meu país. O futuro é sumamente incerto e da muito medo a questão económica. Mas também é ai que vc começa a ver o que tem que fazer, o que vale a pena, quais são algumas das respostas que buscava. Apesar de tudo, estamos muito melhor que meses atrás. E queria te agradecer por compartilhar suas experiências. Sempre me inspiram a buscar um horizonte melhor. Abraços!

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    • Oi Bhuvana, sim, eu lembro deste comentário, quando você compartilhou um pouco as suas dificuldades que estava enfrentando. Impressionante que já estão quase pagando toda a dívida do Brasil. Como disse para uma leitora, não devemos nunca comparar a nossa vida com a vida dos outros, e sim, somente com a própria vida. Você disse que apesar das dificuldades, está melhor do que antes, muito melhor que meses atrás. E é esse pensamento que temos que ter e permanecer com a gente. Acredito que daqui a alguns anos, vocês enxergarão as dificuldades que passaram com alívio, e o mais importante, juntos, com a sua família unida. Um grande abraço, e estou na torcida por aqui. Beijos.

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  9. Mais um post inspirador Yuka, obrigada.
    Eu as vezes caio na armadilha de pensar que não tenho mais onde enxugar meu orçamento mas acho que sempre tem sim, aliás hoje li uma frase que gostei bastante que é do Beto Sicupira se não me falha a memória, de que custo é que nem unha, tem sempre que cortar.
    E como já foi comentado no post e nos comentários, a famosa questão do cafezinho, concordo com vocês, no começo todo dinheiro é dinheiro e faz diferença sim, inclusive pra mudar a questão do hábito, mas de uma determinada parte pra frente, a gente pode muito bem tomar um capuccino especial que não é isso que vai nos afastar do objetivo, na verdade, as vezes o dinheiro desse café já estava até reservado na categoria mimos, mesada, presente enfim, cada um chama do que quer.
    Acho que a grande sacada disso tudo vem do autoconhecimento e de fazermos escolhas inteligentes e investir no que gostamos. Por exemplo, meu pai dá zero importância pra viagem, eu já sou ao contrário, viagens e experiências estão no topo da minha lista, tanto que faço uma reserva específica para viagens e normalmente já viajo com tudo pago, mas pq isso é importante pra mim, pra ele não faz sentido, e tudo bem. O importante é se conhecer e fazer o que quer, o que gosta, o que te faz bem né.
    Mas… De tudo isso, só dizer que vou dar mais uma revisada no orçamento, trocar de supermercado, focar nos aportes e continuar seguindo essa ideia, isso que você falou do fogo nos olhos, seguir firme, independente dos outros, dos risos e etc. E obrigada por mais um texto com tantas reflexões.

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    • Oi Ariane, adorei a comparação com a unha, concordo plenamente rsrs, sempre temos que cortar. Economizar é um ato contínuo, que precisamos sempre olhar com atenção. Sobre seu pai dar zero importância para viagem, é uma boa forma de constatar que o que é importante para um, não necessariamente será importante para o outro. Daí que o gasto orçamentário precisa ser muito pessoal e único. Se para uma pessoa o cafezinho é algo muito importante, prazeroso, um momento de relaxamento ou de diversão, não pode e nem deve ser cortado, e tentar encontrar outros lugares para economizar. Agora, se a pessoa toma por tomar, é o primeiro lugar que deve ser cortado. Sobre “fogo nos olhos” rsrsr, tenho mesmo, às vezes até acho que tenho até demais kkkkkk. Beijão.

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  10. Olá Yuka! Que texto gostoso de ler. Já te disse e continuo dizendo que você é uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço. Será que você tem noção de como seus textos ajudam a gente a enxergar o que realmente importa? Seu blog é meu livro de cabeceira. Leio e releio. Essa vida de mãe corrida nem sempre me deixa comentar mas estou sempre por aqui. Um grande beijo.

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    • Oi Janaina, sempre fico feliz quando alguém fala que eu sou inteligente kkkk, justo eu, que sempre achei ser a burra-master rs (hoje já não me acho burra não, viu?). Vida de mãe não é fácil, te entendo total. Os posts desse blog só sai do forno semanalmente, porque já escrevi vários e deixei guardadinho para ir pingando toda semana rs. Sem essa organização, acho que não conseguiria escrever em um blog por tantos anos. Um super beijo, obrigada pela força e pelo seu comentário carinhoso de sempre.

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  11. Oi Yuka!!! Tudo bem ?
    Eu adoro minha leitura de domingo!!
    Seus posts, são capítulos de um livro que nunca deixo de ler ao domingos…mesmo sem entender muito bem de aplicações, você nos traz muito conhecimento e faz nossa mente abrir e nos força a pensar e refletir sobre nossos caminhos.

    Uma ótima semana…
    bjssssssss

    Dri 😀

    https://adrianaavilaatelie100.blogspot.com/

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  12. Olá Yuka!

    Todos ensinamentos perfeitos, que passo a todos que puxam o assunto também. O que sempre reitero é que essas atitudes devem ser feitas com real interesse, e não porque alguém falou que é bom e vai deixar vc mais rico. A pessoa que faz as coisas obrigadas fica ainda pior depois que tenta agira dessa forma. É igual a pessoa que começa a fazer uma dieta com tanto, mas tanto sacrifício, que joga tudo para o alto e nunca mais quer ouvir falar de algo semelhante.

    Outro ponto é a velocidade. Não há a necessidade de correria. Quando as coisas são feitas com calma, no seu ritmo, dá tempo de se tornar um hábito mais facilmente. A trajetória é muito mais importante do que a velocidade.

    Abraços!

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    • Oi André, sobre as pessoas que devem ter real interesse, é muito importante mesmo. Principalmente, porque tanto IF como FIRE, é algo para ser feito por anos a fio, por décadas. Se não tiver o real interesse, ou até mesmo se a pessoa não acreditar no que está fazendo, será impossível trilhar essa jornada por tantos anos, seria algo insuportável. Legal você comentar sobre o tempo, semana passada tivemos a ótima notícia de que meu marido teve seu contrato de trabalho renovado por mais 1 ano (o último!), e assim, garantimos mais 1 ano de aporte forte. Com isso, o que restará para nós, será aguardar o tempo do “forno” para o bolo crescer. Beijos.

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    • Oi Rosana, acredito ainda que foi graças a saber controlar esses pequenos gastos supérfluos é que aprendi aos poucos a gastar de forma inteligente. Compreender que quando somava os cafés, as garrafas de água, o lanchinho da tarde, uma roupa sem necessidade, tarifas bancárias e outras coisas a mais, o valor era bem considerável, tão considerável a ponto de parar de reclamar que estava faltando dinheiro. Não era falta de dinheiro. Era falta de controle orçamentário e não conhecer as minhas prioridade. Boa semana para você! Beijos.

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