“Tchau” mundo digital, “oi” mundo analógico

Calma, não serei radical a ponto de excluir a tecnologia, nem a vida conectada da qual estamos imersos.

Este post é uma reflexão de tudo o que estou vivendo no momento, mais especificamente desde que a pandemia iniciou. Assim como a sua vida, a minha também nunca mais foi a mesma.

Eu fui uma das pessoas que foi impactada negativamente pela pandemia, entrando para a estatística de brasileiros com ansiedade.

Comentei em posts anteriores que na pandemia, pela primeira vez, tive depressão. Essa depressão evoluiu para crises de ansiedade, que evoluiu para um ataque de pânico e aí tudo o que eu conhecia do mundo normal desabou.

Com a minha saúde mental abalada, a minha família teve que me acolher e me dar suporte, para que eu pudesse superar diversos momentos difíceis.

Passados 2 anos, hoje, consigo descrever melhor toda a tempestade que passei. Quando estamos no olho do furacão, não conseguimos compreender a razão dos fatos, apenas sobrevivemos.

Geralmente, quando acontece algo muito importante na minha vida, uma mudança interna igualmente importante acontece dentro de mim.

Assim foi na minha adolescência. Eu decidi prestar vestibular fora da cidade onde morava para me livrar dos abusos da minha irmã. Isso acabou me proporcionando um mundo totalmente novo para mim.

Assim foi com o divórcio do meu primeiro casamento. Eu era workaholic e vivia abarrotada de coisas e não sabia definir prioridades. Foi quando aderi ao minimalismo e aprendi a definir o que era importante e jogar fora todo o resto que não era importante.

Assim foi no nascimento da minha primeira filha. Eu entendi que eu era uma escrava moderna pagadora de contas e decidi que seria livre. Foi quando entrei de cabeça na jornada FIRE (Financial Independence, Retire Early).

Na pandemia, não poderia ter sido diferente.

Passado o turbilhão emocional, eu tive que refletir novamente as escolhas que eu estava fazendo na minha vida, e uma das coisas que eu passei a avaliar foi em relação ao excesso de informação que está constantemente ao nosso redor. Na pandemia, o meu tempo de uso de celular aumentou consideravelmente.

O smartphone é um computador disponível 24 horas na palma da nossa mão. Ele é o nosso despertador, telefone, computador, televisão, máquina fotográfica, caderno, agenda, livro, aparelho de som, gravador de vídeo, vídeo game, álbum de fotos, calculadora…

Ele nos magnetiza, nos envolve, nos vicia.

Não sou psicóloga, nem médica, nem neurocientista. Então vou explicar aqui com as minhas palavras o que eu entendi após a leitura de textos sobre o malefício que causamos ao nosso cérebro por estimular de forma excessiva, despejando diariamente um volume grande de informações.

A tecnologia evoluiu muito nesses anos. Os algorítimos, as cores, os brilhos, todos esses estímulos foram milimetricamente calculados para nos atrair, com o único intuito de que consumamos cada vez mais produtos, serviços e informações, já que hoje, nosso tempo de conexão na internet virou um dos produtos mais desejados pelas empresas.

Para isso, grandes empresas de tecnologia analisam e aprimoram cada vez mais o funcionamento de neurotransmissores cerebrais para nos causar dependência.

Outra coisa preocupante é em relação ao sequestro da atenção. É rotineiro ver pessoas checando o celular enquanto conversa com alguém, quando está na reunião de trabalho, quando está dirigindo… Estamos a todo momento checando as notificações do celular enquanto fazemos outras atividades. Esse ato aparentemente inocente é um dos fatores que prejudica a saúde mental.

Vamos imaginar nosso cérebro como uma massa de energia. Quando estamos conversando com um amigo, essa energia se concentra em um local do cérebro, fazendo conexões neurais. Ao desviar a atenção para a tela do celular, essa energia se dissipa, e se acumula novamente, desta vez para concentrar na mensagem do celular. Ao retornar para a conversa, a energia se dissolve da mensagem do WhatsApp e se acumula novamente na conversa com o amigo. Como todo esse processo acontece de forma automática e rápida no nosso cérebro, não enxergamos o prejuízo. Mas precisamos entender que o cérebro refaz todas as conexões, fazendo esforço extra (mesmo sem parecer) para retomar a atividade anterior, gerando cada vez mais estímulos.

Outro ponto importante é que quando olhamos o celular, liberamos um neurotransmissor chamado dopamina, que dá aquela sensação de alívio e bem-estar. Assim como tudo nesta vida, o cérebro também se acostuma com a dose de dopamina e com o tempo, “pede” cada vez mais dopamina. Ou seja, se antes a dopamina era liberada com alguns minutos de uso de celular, hoje, precisamos aumentar o tempo de uso para ter a mesma sensação de bem-estar.

O cérebro não consegue mais desligar, nem descansar, pois mensagens e alertas surgem a todo momento tornando esse ato de checar o celular a nova rotina. Diariamente, recebemos inúmeros bombardeios no celular, uma mensagem nova, um vídeo novo, um podcast novo, tweet, e-mails, notícias intermináveis… Bom, se há estresse, há ansiedade, ou seja, junto com a dopamina, também é liberado o hormônio do estresse e entramos em um loop infinito. Não é à toa que a ansiedade se tornou o mal do século.

Eu adoro tecnologia, mas também reconheço que o excesso gera consequências desastrosas na nossa vida.

Desde o surgimento do smartphone, uma das coisas que sempre me recordo é justamente do período anterior. Eu era mais presente e mais consciente, mesmo fazendo atividades cotidianas. Quando eu ouvia música, eu apenas ouvia música. Fechava os olhos e prestava atenção na voz e na canção. Quando eu lavava louça, eu só lavava louça. Quando deitava na grama, eu ficava olhando apenas as nuvens se movimentando. Quando eu pendurava as roupas no varal, eu sentia o sol ardido que insistia em queimar a minha nuca.

E finalmente entendi, que se não conseguimos estar conscientes lavando louça, também não estaremos conscientes quando estivermos conhecendo uma das sete maravilhas do mundo.

Dada a introdução, agora vou contar as decisões que eu tomei para mudar a maneira que eu vivo a minha vida:

Tirando a cor do celular

Como disse acima, tudo no celular foi elaborado de forma estratégica, para ficarmos o máximo de tempo possível com os olhos grudados na tela do celular. Aquela notificação numérica na cor vermelha que aparece nos apps do celular avisando que chegou uma mensagem nova, também tem um intuito, serve para nos incomodar, passar a mensagem de alerta.

Quando li essa reportagem da CNN que falava sobre como passar menos tempo diante da tela do celular, eu imediatamente aderi e tirei a cor do meu celular, deixando tudo em escalas de cinza.

No primeiro dia de uso, deu um click na minha cabeça quando estava tirando fotos das minhas filhas. Ao ver as fotos em preto e branco, eu entendi que o que deve ser colorido não é o que está dentro do celular, e sim, a nossa vida real.

Com a tecnologia avançando cada vez mais, muitas vezes, parecemos mais bonitos na foto graças aos filtros. A água do mar parece mais cristalina e azul do que presencialmente graças às edições. A foto da comida que tiramos parece ser mais apetitosa do que realmente é graças à iluminação. E com isso, a vida real vai se tornando cada vez mais sem graça, enquanto a vida virtual começa a parecer mais interessante. Que perigo.

Com as imagens do meu celular em preto e branco, é como se eu conseguisse distinguir claramente o que é real e o que não é real. Eu tiro foto das minhas filhas, e vejo tudo cinza. Olho para as minhas filhas e vejo-as coloridas, assim como deve ser. Esse simples ato me faz lembrar diariamente que a vida real e que as coisas que são importantes estão aqui do lado de fora.

Após um tempo usando o celular em escalas de cor cinza, consigo perceber como o celular era estimulante e como as cores gritavam para chamam pela minha atenção.

Temos que ter consciência de que estamos lutando a todo momento contra uma máquina que foi feita para escravizar nosso tempo.

Após colocar o celular no modo cinza, vi vários benefícios. Como não consigo mais distinguir se a pessoa leu ou não a mensagem que eu mandei pelo WhatsApp, a necessidade de ficar checando o celular diminuiu. As notificações em vermelho que antes chamavam tanto a minha atenção também ficaram discretas e de repente, aquela urgência em responder as pessoas diminuiu. O meu senso de urgência mudou.

Sem notícias e podcasts

Eu costumava ouvir notícias e podcasts logo assim que eu acordava. Gostava de ouvir algo enquanto me arrumava para ir ao trabalho, ou dentro do carro, mas eu decidi parar para dar uma folga para o meu cérebro e hoje quando quero escutar algo, escuto música.

Sei que não podemos e nem conseguiríamos dar as costas para a internet. Longe de mim fazer isso, pois assim como você, eu também adoro estar conectada.

O que estou tentando fazer é apenas sair do automático para estar mais consciente.

Se antes eu ouvia ou assistia qualquer coisa de forma aleatória, hoje, eu penso muito bem antes. Eu realmente quero ouvir? Pra qual intuito? E quando passei a fazer essas perguntas, a maioria das coisas perderam valor para mim e eu passei a ter menos interesse em notícias que não terão nenhuma utilidade para mim.

Retornando para livros físicos

Vocês sabem o quanto eu adoro meu kindle…

Mas andei percebendo que para as minhas filhas que são pequenas, o kindle é como se fosse um tablet, elas não entendem que aquilo que parece tanto como um tablet, é na verdade igual a um livro físico.

Se estou num parque lendo meu kindle, será que no inconsciente, elas acham que estou na internet?

Pensando nisso, comecei a recomprar livros físicos, e posso te falar? Como é bom folhear as páginas.

Retornando para agendas e cadernos de papel

Eu sempre gostei muito de escrever no papel. Quando era mais nova, gostava de colecionar papel de carta, lápis, adesivos, diários, anotações de tarefas, mas parei de fazer isso na adolescência com o surgimento do celular.

Eu me adaptei tão bem com a tecnologia, que acabei me desapegando do papel, e passei a organizar toda a minha vida de forma digital.

Passei mais de 20 anos sem nem lembrar o quanto papel e caneta me acalmava, o quanto me fazia bem.

Hoje eu tenho diversas agendas, cadernos, adesivos, canetas coloridas, e nem consigo acreditar como consegui ficar tanto tempo sem.

Crianças e televisão

Agora que elas entraram na rotina da escola, não deixo mais elas assistirem televisão livremente. Elas assistem um pouco antes de dormir, talvez 15 minutos, 20 minutos no máximo.

Para quem acha que elas morrem de tédio quando estão sem televisão, ledo engano. Elas se divertem muito mais. É incrível como a criança tem a capacidade para inventar brincadeiras.

Vejo que escassez controlada traz benefícios, pois estimula a criatividade. Como sempre dizia a minha mãe, “se não tem, inventa”.

Outro benefício que eu não imaginava, foi que ao desligar a televisão, elas começaram a ter interesse na cozinha.

Minhas filhas de 4 e 6 anos acabaram aprendendo a utilizar faca para cortar e picotar legumes. Lavam frutas, montam a salada e arrumam a mesa do jantar.

Sem redes sociais

Continuo sem Facebook, Twitter, Instagram etc. É a melhor decisão que eu poderia ter tomado.

Mantenho o WhatsApp e acesso o YouTube.

No YouTube, avaliei de forma bem rigorosa e reduzi os canais que seguia. Deixei de seguir todas aquelas pessoas que postavam com uma frequência alta, e também deixei de seguir pessoas que postavam sempre conteúdos similares que não agregavam mais nada na minha vida.

O WhatsApp eu uso para conversar com minha família e com os meus amigos, mas quase não compareço nos grupos grandes, pois entendi que é melhor eu estar presente para a minha família, do que estar presente para colegas.

Sem celular nas refeições e no carro (para entreter crianças)

Em casa, não utilizamos celular nas refeições, nem mesmo quando estamos no restaurante. Dá trabalho, pois a criança quer sair da cadeira antes da hora, mas entendemos que hora de comer é hora de comer, é momento de diálogo e interação com as pessoas.

No carro também pensamos da mesma forma. Eu lembro quando fizemos as primeiras viagens de ônibus, quando minha filha falava que estava com tédio. Eu disse para ela olhar para a janela e contar quantas árvores tinham na estrada rsrs.

Sempre achei o tédio algo importante e que deve fazer parte da nossa vida.

Vejo crianças e adultos que não sabem mais lidar com o tédio. Não sabem mais aguardar o ônibus, não sabem mais aguardar o amigo, não sabem aguardar uma fila, não sabem ficar sem fazer nada. A qualquer sinal de tédio, pega-se o celular.

Lazer ao ar livre

Depois que saímos de São Paulo, nosso lazer se tornou muito mais ao ar livre, do que dentro de construções. Dificilmente vamos ao shopping, e quando vamos, vamos para comprar algo específico e já vamos embora.

Como não vamos com frequência, as luzes das lojas começaram a incomodar os nossos olhos. Sei que parece coisa de gente que mora na roça, mas são tantas luzes e estímulos intensos que acabamos nos cansando muito rápido.

Meditação

Consegui retomar minha meditação e tem sido um momento importante para esvaziar a mente e estar consciente.

Gosto de meditar de manhã, e quanto consigo, em alguns intervalos enquanto estou no trabalho.

Ouvir mensagens de áudio e vídeos na velocidade normal

Há alguns meses, o WhatsApp implementou uma ferramenta que permite acelerar o áudio.

YouTube também possui esse recurso de aumentar ou diminuir a velocidade do vídeo.

Após usar esses recursos durante um tempo, eu parei de fazer isso, porque entendi que há tempo para as coisas acontecerem. Não quero simplesmente ouvir um vídeo na velocidade rápida, porque isso me fez perceber que eu comecei a ficar impaciente quando as pessoas falavam de forma vagarosa, além de eu mesma começar a falar mais rápido.

Outras ações

Em posts anteriores, compartilhei que comecei a imprimir fotos em álbuns ao invés de manter as fotos apenas no computador ou na nuvem.

Quando estou em algum parque, tento me concentrar no que está acontecendo ao redor, prestar atenção no vento que bate no meu rosto, nas folhas das árvores que balançam, nas formigas que andam apressadas.

Quando vejo um grupo de amigos em silêncio, todos entretidos no próprio celular; quando vejo casais nos restaurantes em silêncio, cada um falando com uma pessoa no celular; quando vejo crianças anestesiadas assistindo televisão, tablet, celular…

Eu reforço a minha vontade de recuperar hábitos da década de 80 e 90 por 3 motivos: para desacelerar o tempo, viver o presente e ensinar minhas filhas que o mundo real é este que vivemos.

Eu desejo que minhas filhas tenham habilidades físicas e motoras, habilidades sociais, habilidades de comunicação, de negociação, empatia com pessoas. E sei que elas não vão conseguir se estiverem imersas no mundo virtual.

Quero dormir bem. Quero ter tempo e não estar exausta para os filhos. Quero ter disposição para fazer exercício físico. Ter tempo para ler, descansar, conversar, encontrar os amigos, ter tempo para ter um hobby.

O tempo só tem uma única direção. Uma vez gasto, acabou. Não temos possibilidade de guardar o tempo para ser usado depois.

Para finalizar, compartilho um vídeo que resume bem o que escrevi.

~ Yuka ~

52 Comments on ““Tchau” mundo digital, “oi” mundo analógico”

  1. Estou trabalhando nessa mudança de estar mais presente no hoje.
    Apaguei uma rede social que eu gostava de acompanhar algumas páginas mas acabava me enganando e olhando outras coisas que me faziam mal.
    Cortei o excesso de notícias. Já acordava olhando desgraça, sentia um peso na minha cabeça, as preocupações aumentavam e ficava o dia todo triste e deprimida pelo rumo que as coisas estão tomando no mundo.
    Youtube só acompanho dois canais, apaguei quase todos os vídeos do “assistir mais tarde” que me levava a ficar ansiosa para terminar tudo. Com tanta informação eu assistia vídeos e consumia livros um atrás do outro, baixei varios livros gratis e ficava na ânsia de ler tudo de uma vez, lia um livro correndo, fazia tudo às pressas, parecia que o mundo ia acabar.
    Apaguei os livros digitais e só deixei 3 que quero ler futuramente. Dou mais valor ao que já tenho.
    Passei a ler menos pois percebi que lia por obrigação e não por prazer. Agora só leio mais livros físicos aproveitando os poucos que já tenho, relendo os que gosto, apreciando cada página com calma e degustando a informação. Vez ou outra leio algum digital mas um de cada vez, porém não acumulo mais e também porque me saturei de tanta informação.
    Todos esses maus hábitos me fizeram adoecer e viver ansiosa e eu precisa substituir por outros.
    Substitui as notícias pela manhã por algumas páginas da Bíblia ou um livro mais leve.
    Substitui a rede social que tinha por algumas poucas páginas de blog que gosto (inclusive esse que sempre acompanho) e poucos sites de notícias.
    Também gosto de trabalhos manuais, pintar, fazer crochê, costurar, fazer colagens, escrever reflexões, recortar papéis, cozinhar… Gosto de ter vários hobbies que não geram muito acúmulo de itens. As fotos quero tirar do digitial e imprimir algumas no formato polaroid e eu mesma vou criar um tipo de “scrapbook” pois não gosto de ver fotos no digital.
    Até os arquivos que acumulei no google drive, embora eles não estejam visíveis é como se eu sentisse um peso por tê-los em excesso.
    Me sinto melhor agora. Não tem como abolir a tecnologia da nossa vida pois dependemos dela pra trabalhar, nos comunicar e etc. A questão para mim é justamente o excesso que me faz mal e essa ânsia de achar que devo acompanhar tudo que está acontecendo no mundo ou ler um livro só porque fulano falou.. Eu busco mais contato com a natureza, com o simples, com Deus pois é isso que eu quero pra minha vida e é o que alimenta minha alma.
    Não quero ser engolida pelo mundo digital e viver como um zumbi.
    Enfim é um processo, que caminho aos poucos,mas que não irei desistir. Amo o silêncio e ele me dá reflexões e inspirações que não tem como aparecer com excesso de conexão.
    Engraçado que quando eu era criança e até uma parte da minha adolescência nunca me sentia entediada, a criatividade vinha, adorava olhar as nuvens e mexer com plantas. Mas quando meus pais compraram o primeiro computador, tudo mudou.

    Obrigada pelo texto e reflexão. Esse é um tema que gosto muito, pois já venho refletido sobre isso há algum tempo porém as mudanças só tenho começado há pouco tempo.

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    • Oi Maria, eu já tive disso que você comentou sobre a leitura. Teve uma época que eu comprava livros que achava que devia ler, e não aqueles do tipo que eu gostava. Claro que nunca lia e ficavam lá pegando pó. Agora eu compro um de cada vez e do tipo que eu gosto – romance, contos, biografias. Nada de ler para “aprender” ou para “me tornar uma pessoa melhor”. Na minha área, a gente aprende lendo manual, mas esses não contam como leitura para mim.

      Abraço,
      Daniela

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    • Oi Maria, infelizmente essa realidade que todos nós estamos enfrentando. Somos da geração que viveu uma parte da vida sem internet. Mas há crianças que já se tornaram adultas que já nasceram nesse mundo digital, e não sabe o que é viver sem internet, e é aí que mora o perigo. Se adultos estão adoecendo por causa dos excessos, imagine as crianças e adolescentes. É algo tenebroso. Eu também me nego a ser engolida pelo mundo digital, e cada vez que vejo o mundo inteiro imerso na tela, me conscientizo da importância de olhar para a frente, e não para a tela do celular. Vejo jovens dirigindo e acessando celular ao mesmo tempo. Almoçando com celular. Conversando com pessoas, mas olhando a tela do celular simultaneamente. Trabalham com a página do WhatsApp aberta. Olha, não sei para onde estamos indo, só sei que precisamos ter cuidado… Beijos.

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  2. Tenho feito muito disso tudo que fazes: mas, mantenho instagram (mais ativo), o blog (ainda mais), o facebook (pouco ativo), o twiter (tenho, mas, não uso), desativo as notificações e escrevi e publiquei dois livros. Terapia na pandemia.

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  3. Que reflexão maravilhosa, me identifiquei bastante em alguns pontos, Yuka. Inclusive hoje encontro pouco útil as redes sociais, é basicamente uma vida real e que só afeta diretamente vive ali. No mundo real, aqui fora, as regras não se aplicam. Mesmo ainda usando o Twitter que certa regularidade, tenho buscado diminuir e só acesso a rede quando estou no PC.

    Outro ponto é que os assuntos levantados pelas pessoas que estão fulltime no mundo virtual é sempre trivial e praticamente não agrega nada as discussões. Me sinto deslocado quando converso com essas pessoas que enxergam importância na vida de fulano que entrou no BBB ou ciclano que tem 100 mil seguidores e pisou errado na escada.

    Bem, seu texto só reforçou ainda mais que o mundo virtual está nos cegando para o que realmente importa.

    Espero que continue nos bridando com reflexões tão importantes em seu tempo, Yuka.

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    • Oi Diogo, terminei de ler ontem o livro “Ansiedade como enfrentar o mal do século: a síndrome do pensamento acelerado como e porque a humanidade adoeceu coletivamente, das crianças aos adultos”, e o mal está justamente nos excessos. O autor fala dos excessos de informação, excesso de estímulos, excesso no uso do celular, excesso de cobrança, de atividades… e por isso estamos todos adoecendo. Estamos perdendo a capacidade de conhecer pessoas a fundo, fazer amizades como fazíamos antigamente, e é por isso que tudo isso é um grande sinal de alerta, de que devemos mudar algo na nossa vida. Um beijo.

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  4. O mundo virtual é simplesmente a manifestação virtual do que vemos na vida real.
    Tem muita besteira, conteúdo inútil, discussões inúteis, polarizações, conteúdos sensuais, traições, mentiras, vaidades etc.
    Porque todas essas coisas estão presentes na vida real. Algumas coisas não temos acesso no cotidiano, outras temos, dependendo do nosso estilo de vida e com quem convivemos, seja em família, trabalho etc. Mas tudo o que descrevi está na vida real, no cotidiano da sociedade.

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    • Oi Anon, o mundo virtual e real tem muita besteira sim, mas se antes conhecíamos apenas a besteira de alguns colegas e familiares, hoje ficamos sabendo da besteira do que uma pessoa do outro lado do mundo fez. Se antes ficávamos sabendo apenas das tragédias locais, hoje, sabemos das tragédias do mundo inteiro, desde a mulher que ficou presa na escada rolante na China, até uma criança que caiu em um poço em Marrocos.

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  5. Adorei! É bem sobre o que tenho pensado ultimamente e sobre o que tenho tentado viver. Aos poucos vamos conseguindo.
    Um super parabéns! Foi bastante esclarecedor.

    Obter o Outlook para Android
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    • Oi Mayara, sim, aos poucos vamos conseguindo, também estou nessa jornada, não é fácil, pois os estímulos são como se fosse luzes que chamam nossa atenção a todo momento.

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  6. Bom diaa! Fui lendo o texto e já aplicando as dicas: coloquei meu celular em escala de cinza, desativei o Facebook, deixei de seguir pessoas (empresas) no Instagram.
    Eu sei que é manter atenção constante, pois como Yuka disse no texto, há muuuuito dinheiro envolvido para desenvolver tecnologias que prendam nossa atenção.
    Interessante que fui fazendo as coisas sem nem pensar 2 vezes, pelo tanto que confio em você Yuka. Obrigada por compartilhar tanto conosco.
    Grande beijo!

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    • Oi Diana, conseguiu deixar o celular no modo cinza? Meu marido não conseguiu rsrsrs, eu mantenho até hoje, é horrível, principalmente quando quero ver algum produto, ou quando alguém manda uma foto (minha amiga mandou a foto do novo cabelo, e eu não sei de que cor é…… combinei de encontrá-la neste domingo, para olhar pessoalmente, olha que coisa maravilhosa). Agradeço pela sua confiança, e tenha certeza que são todas as coisas que estou testando em mim também, pois não quero focar no mundo virtual, quero viver e estar mais presente para as pessoas. Um grande beijo.

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      • Amiga, deu não. Não me incomodei com tudo cinza e, realmente, as coisas ficam menos atrativas, mais fácil controlar. Porém, tive dor de cabeça por dias seguidos! E eu nunca tenho dor de cabeça… a dor começou com essa mudança e quando eu voltei a cor para decidir sobre uma foto, a dor parou: tive que voltar às cores. Mas a experiência foi interessante para um recomeço com o celular.
        Um grande beijo!

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      • Ah, achei maravilhoso isso de você encontrar sua amiga para ver o cabelo novo dela. A gente se aproxima pela telas, mas NADA se compara ao presencial, né?

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        • Com certeza, nada se compara ao presencial. Para mim é muito importante ter esses encontros presenciais, poder olhar nos olhos, agarrar os braços das minhas amigas rsrsrs.

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  7. Texto excelente e bastante lúcido! Acho que o primeiro passo é reconhecer que a forma como somos “consumidos” pelo mundo virtual não é saudável, parece que a maioria das pessoas ao nosso redor se encontra aqui. E o segundo passo seria buscar meios para encontrar um equilíbrio, e suas dicas são bastante pertinentes.

    Acredito que esta conscientização é ainda mais importante para quem tem filhos. Se nós (estou considerando que temos mais de 30 anos) somos vítimas do mundo virtual, das redes sociais, dos mecanismos meticulosamente criados para nos viciarem, as crianças e adolescentes de hoje são “capturadas” num nível muito mais profundo, provavelmente porque nasceram e cresceram em paralelo às redes sociais, internet rápida, smartphones, etc. Não viveram um mundo completamente (ou quase) analógico como nós.

    Por causa disso, há hoje uma quantidade absurda de crianças e pré-adolescentes com depressão e outros transtornos psíquicos por consequências do mundo virtual, por consumirem os conteúdos do Instagram sem qualquer tipo de filtro, e por aí vai. É chocante. Abraços!

    https://ficandotranquilo.wordpress.com/

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    • Oi Ficando Tranquilo, tudo bem? Se puder, dê uma lida no livro “Ansiedade como enfrentar o mal do século: a síndrome do pensamento acelerado como e porque a humanidade adoeceu coletivamente, das crianças aos adultos”, eu terminei de ler ontem. É um livro curto e muito esclarecedor. Fica claro por que crianças e adolescentes (e os adultos, claro) estão adoecendo tanto…. Beijos.

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  8. oi Yuka, boa tarde,

    É interessante essa questão de como lidar com o mundo “virtual”. Eu não gosto de exposição (embora me exponha bastante aqui, por escrito), então nunca tive facebook, instagram, twitter e tal. Me dava até preguiça de ver como funcionava. Não gosto de vídeos, então só uso o youtube quando não tem outro jeito – é ótimo para ver vídeos de como montar e desmontar coisas – mas para mim só para isso. Podcast eu comecei no final do ano passado, no carro e na esteira, e estou gostando bastante, o que é uma surpresa para mim. Mas só ouço coisas leves, nada de política e notícias. Eu ouvia música no carro, ou não ouvia nada, mas a música tem um poder sobre mim de me deixar mal quando ouço coisas que me lembram determinadas épocas (o tal do gatilho). Enfim, nem sempre eu estava a fim de procurar uma playlist legal e acabei migrando para os podcasts.

    Algumas coisas que você citou eu já faço, não ter celular na mesa de refeições, imprimir algumas fotos, usar agenda de papel, não ter rede social (uso o whatsapp e só). Tiro muito pouca foto em geral, saí 15 dias de férias e fiz um vídeo e tirei meia dúzia de fotos, literalmente.

    Dito isso, sou a fã nro 1, 2 e 3 do kindle (todo mundo tem aqui em casa). Eu já li muito no aplicativo no celular mas não durmo com o celular no quarto, então depois que li todos os livros em papel que estavam na pilha, comprei o kindle para ler antes de dormir.

    Eu acho que cada um tem um limite do que faz mal. Para alguns, ter instagram é divertido, é uma forma de se comunicar. Já para outros faz mal, deixa a pessoa deprimida, com inveja, se achando um lixo. A gente devia se dar conta disso, mas às vezes só nos damos conta do quanto faz mal quando ficamos alguns dias sem. Essa minha experiência vem lá dos confins do orkut, que usei bastante, e no final exclui a conta porque estava me fazendo mal, vivia me metendo em discussões inúteis e sem sentido. Não fez falta nenhuma e em seguida ele morreu. Acho que por isso nunca quis ter facebook e os seus filhotes.

    Alguém comentou aí em cima sobre o mundo virtual ser igual ao real, acho que não é só isso, o mundo virtual é muito muito editado, para aparecer mais bonito ou para passar determinada imagem. E tem a questão do consumo. O documentário O Dilema das Redes é imprescindível para quem se interessa pelas relações entre consumo e rede social.

    Dias atrás fizemos um churrasco com dois casais de amigos – olha aí a vida normal voltando – e fiquei das 11h às 18h sem nem lembrar do celular. Quando estávamos nos despedindo, lembramos que não fizemos uma única foto o dia inteiro, de tão entretidos que estávamos na conversa. Espero que daqui para diante a gente possa finalmente ter mais momentos assim, depois de tanto isolamento.

    Uma ótima semana para você!

    Beijo, Daniela

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    • Fui eu que comentei sobre o mundo virtual ser semelhante ao real. A vida de muitas pessoas é editada também, só te falam o que lhes convém, as vezes só falamos aos outros o que nos convém.
      As pessoas se mostram parcialmente aos outros, não conhecemos realmente a maioria das pessoas, muitas vezes mal conhecemos nossos colegas de trabalho, vizinhos ou mesmo alguns parentes.
      Geralmente as pessoas tentam mostrar aos outros o seu melhor ângulo, sua melhor versão, de forma parecida ao que ocorre nas redes sociais.
      Tanto que as surpresas e desilusões fazem parte da vida desde tempos imemoriais.
      Eu sou da era pré internet e a internet potencializou as pessoas a se colocarem numa vitrine. O que era privado em muitos casos se tornou público. Mas muitas dessas dinâmicas já existiam, sempre existiram, porém sem um palco tão grande e acessível.

      Quanto ao consumo. TV, cinema, artistas e personalidades em geral também forma meios de propagação de modas, comportamentos e opções de consumo. Isso é assim desde o início do século XX. Novamente a internet potencializou ainda mais isso.
      Mas o consumo vai até onde você quer ou deixa. A escolha é sua.

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    • Oi Daniela, também sou da fase do orkut rsrsrs, usei pouco, pois não gostava de me expor. Depois migrei para o Facebook para colocar apenas a foto do pezinho da minha primeira filha quando ela nasceu, mas eu realmente não gostava de colocar nada, e consumir o que os outros estavam postando me fazia mal, pois eu olhava as postagens e acaba julgando, afinal, minha amiga falava por telefone que o casamento dela estava acabando, mas ela postava uma foto do casal e se dizia apaixonada. Essas coisas se repetia com uma frequência alta e me incomodava muito ver esses dois lados da moeda e foi aí que eu resolvi sair. Foi a melhor decisão. Você falou do churrasco com seus amigos, e isso é muito bom. Eu coloquei meu celular na escala cinza, e não consigo saber a cor que minha amiga pintou o cabelo, quando ela mandou a foto para me mostrar. Daí marcamos de nos encontrar nesse domingo. A vida real é esta aqui, nos encontrando com amigos pessoalmente, claro que a internet aproxima as pessoas, mas não pode substituir um abraço, um encontro olho no olho. Beijos.

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  9. Já não assisto TV e reduzi muitíssimo as séries e redes que acompanhava. Hoje estava pensando nisso, em limitar o tempo de uso do celular para acompanhar perfis. Não percebemos, mas a vida virtual tem roubado a vida real. Muito barulho, muitas imagens e pouca atenção e presença.

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    • Oi Rose, sim, pouca atenção e presença. Diminuindo o uso do celular, indo menos no shopping, tendo menos estímulos, passei a perceber mais as coisas que acontecem ao meu redor. Com menos estímulos, consigo prestar atenção nos pássaros que voam, apreciar uma árvore imensa quando eu passo todos os dias de carro. Não que eu não olhasse antes, eu olhava, mas era como se não trouxesse nenhum sentimento. Com menos estímulos, consigo estar mais presente e consciente. Beijos.

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  10. Oiii Yuka! Que post inspirador 😊
    Eu sou off pra muitas coisas, mas a caminhada ainda é longa… faltam muitas mudanças!

    Faço lista de supermercado a mão. As pessoas ficam me olhando, porque sempre sou a única com papel e caneta na mão no mercado! Rs…

    Também tenho hábito de fazer cartinhas/bilhetes e enviar junto ao presente. Faço cartinhas para meus clientes! Eles amam! Da trabalho, mas acho de um carinho e valor inestimável! Faço bilhetes de amor e escondo na lancheira do trabalho do meu marido! Rs… pra alegrar o dia dele caso esteja difícil.

    Pago em dinheiro! Aqui devido o coronavírus, muitos estão fazendo pagamento digital através do celular. Só mostrar a tela do aplicativo que o leitor de código de barras reconhece.
    Mas pra mim isso é tipo cartão de crédito, você não sente o “peso” quando vai pagar. Não dói! Kkkkkkk
    Eu pago em dinheiro e depois passo meu álcool.

    Levo minhas filhas no parquinho várias vezes na semana, mas raramente elas querem brincar com os brinquedos. Elas gostam de brincar com a terra, pedra e gravetos. Gostam de pular na poça de água. Eu comprei vários acessórios de brincar na terra, mas sempre esqueço de levar. Daí fico impressionada com a criatividade delas.

    Eu tenho um calendário gigantesco na minha cozinha com todos os compromissos anotados. Pra mim não adianta colocar no celular, sempre esqueço. Ou acabo silenciando sem querer na pressa de resolver outras coisas. Não funciona pra mim.

    Acho que sou a única extraterrestre do meu círculo de amigos que não possuo uma Alexa. Eu ainda tenho bastante saúde pra levantar e acender a luz. Ou desligar a Tv! Kkkkkkkk Meu marido quer comprar um aparelho, mas eu nunca encontrei motivos o suficiente. Eu sou estranha?

    Nunca pego o celular durante um encontro/café com amigos. Geralmente coloco fora do silencioso (caso me liguem de emergência eu consigo escutar) ou boto alarme para não perder a hora pra voltar pra casa (mãe de bebês precisa ter horario pra voltar! Rs)

    Percebi que tenho melhor rendimento nos afazeres da casa quando escuto música ao invés de podcasts ou vídeos falados.

    Ainda não consegui deixar as redes sociais pq é onde faço minha renda extra. Mas coloco timing, já te falei recentemente né? Também não consegui abandonar o Kindle pq aqui é muito difícil de adquirir livros físico em português. Mas quando fui em 2019 visitar o Brasil, trouxe vários livros infantis (físico) para minha filha! Sempre que posso leio com elas.

    Não consigo comprar coisas na loja física. Sempre compro on-line pq minhas filhas me deixam quase louca nas lojas! Sem condições no momento com as idades de 2 e meio e 1 e 2 meses. Mesmo com ajuda de marido/amiga, eu não consigo me concentrar com elas gritando/tocando o terror na loja. Aqui é uma belezinha compra on-line, chega no dia seguinte! Confesso que fiquei mal acostumada! E pra efetuar trocas, é só acionar o correio pelo App e ele vem buscar na porta sem custo nenhum. Muito pratico!

    Preciso confessar um hábito feio que eu tenho. Quando me ligam, eu espero terminar a chamada para mandar msg perguntando o que aconteceu/o que a pessoa quer! Kkkkkkkkk Detesto falar no telefone, detesto que me liguem! Prazer, bicho do mato! Kkkkkkkk

    Enfim Yuka, foram alguns exemplos. Não me lembro de mais no momento. Mas sou meio antiquada pra certas tecnologias. Provavelmente sou uma das poucas pessoas no Japão (abaixo de 30) que não tem tiktok. Dizem que tiktok é coisa dos jovens né? Pois bem… prazer, aqui lhes fala uma jovem idosa!

    Obrigada por mais um compartilhamento incrível!

    Curtido por 2 pessoas

    • Amei seu comentário “Eu ainda tenho bastante saúde pra levantar e acender a luz” kkkk realmente com o tempo estamos ficando preguiçosos. Há tempos eu queria uma Alexa, mas depois de toda a reflexão de hoje, acho que tenho bastante saúde, não preciso de uma Alexa rs

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      • Eu já ia ficar pensando na Alexa ouvindo tudo que eu falo e mandando para o dono da amazon, hehehe. Não que o celular não faça isso tb…

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    • Oi Tiemi, a tecnologia é muito bem vinda e facilitou demais a nossa vida. Fico lembrando quando eu folheava as páginas amarelas e tinha que pesquisar no mapa para descobrir onde ficava uma determinada rua, e hoje simplesmente abrimos o Google Maps e descobrimos em questão de segundos onde fica a rua. Ter voltado uma parte da minha vida para o analógico tem me feito muito bem. Eu estou mais criativa, desenhando mais, escrevendo mais, estou mais paciente, mais presente. Ontem chegou um livro físico que comprei, fiquei folheando, sentindo o cheiro de livro novo, olhando a capa, passando a mão… faz tempo que não fazia isso rsrsrs. Beijos.

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  11. Faz um tempo que desativei meu facebook de verdade, tenho uma conta fake pra administrar uma fanpage e participar de grupo de curso, mas não fico mais “rolando feed” e isso já fez muita diferença, imagino quando eu conseguir me livrar do resto rs. Ainda sou muito conectada, uma vez tentei desativar as notificações do whatsapp mas parece que foi pior, pois como não vinha mais as notificações eu ficava abrindo o app a todo momento para checar se havia chegado novas mensagens. Instalei um app que rastreia o uso do celular e fiquei abismada quando vi que, de pouquinho em pouquinho, passo mais de 8h no celular. Ainda tenho um longo caminho pela frente, mas eu chego lá..

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    • oi Dani, sobre as notificações do whatsapp eu desativei as notificações de todos os grupos. Assim, só recebo só aquelas notificações de quem quer falar exclusivamente comigo. Isso diminuiu muito o acesso, eu ficava muito irritada quando estava ocupada e o povo ficava discutindo coisa que não era urgente ou que não era importante. Para os bem próximos, se estou ocupada eu aviso que chamo mais tarde e os outros eu respondo quando puder.

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    • Oi Dani, é verdade, de pouquinho em pouquinho, acabamos passando muito tempo no celular. Imagina quanta coisa poderia fazer com todas essas horas que ficou online? A internet é tão estimulante e interessante que acabamos perdendo o foco do que é importante para ficar vendo coisas sem necessidades. Um beijo.

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  12. Yuka, que post necessário! Já comentei aqui que também estou passando por momentos de bastante ansiedade. Fiz terapia por 1 ano, mas parei há 1 mês… infelizmente o valor acabou pesando nesse começo de ano com muitas contas.
    As redes sociais de fato não estão me fazendo bem! Desativei o Instagram por 15 dias, mas acabei trocando o vício pelo YouTube. Ai acabei voltando. Dizem que é o tal do FOMO.
    Quando não estou trabalhando, estou no Instagram ou YouTube… todas as minhas amigas foram trabalhar em outras cidades, eu acabei me mudando sozinha a trabalho também… vi como uma forma de fugir… me conectar com alguém “conhecido”, afinal hoje na cidade nova não conheço ninguém…
    Acabo ficando exausta e não me sobra tempo pra coisas realmente importantes, como ler, fazer exercícios físicos, pensar e refletir na vida….
    Não posto nada! 0
    Porém, consumo demais! É como o seu post anterior falou: fico afundada no sofá, vendo o que os outros estão comendo, onde estão…. Enfim, muita coisa precisa ser mudada por aqui! Vou reler mais uma vez seu post e anotar as dicas para por em prática!
    Obrigada pela reflexão

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    • Oi Carol, você tocou em um ponto importante, sobre trocar um vício por outro. Eu tinha feito uma coisa parecida, eu tinha parado de assistir televisão, mas acabei migrando para o YouTube rsrsrs. O que eu percebi é que precisamos SUBSTITUIR um vício por outro. Por exemplo, antes, se eu ficava com tédio, eu acabava indo para o YouTube assistir alguma coisa. Hoje, quando estou com tédio, eu escuto música e desenho enquanto isso. Quando tenho vontade de assistir alguma coisa, eu pego um livro que está na minha bolsa. Quando fico querendo mexer no celular para fazer nada, eu acesso um vídeo de meditação guiada, e por aí vai. Também criei um caderno para anotar alguns sentimentos que estou sentindo, coisas que estou trabalhando internamente, para poder avaliar minha evolução. Beijos.

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  13. Já faz alguns meses que acompanho o blog, mas apenas hoje estou comentando pois me identifiquei muito com suas palavras. Sinto muita pressão para me encaixar nas exigências sociais, principalmente por ter 20 anos e pelo fato de que a maioria dos meus amigos e familiares criam muitas expectativas do que eu deveria ser (ou aparentar ser) em fotos publicadas e em itens que possuo. Isso acabou me deixando cada vez mais ansiosa e sobrecarregada, assim como me fez comprar inúmeros objetos para manter a aparência de uma vida perfeita. Conheci o minimalismo e estou aos poucos tentando viver uma vida mais simples, e o meu maior vício é o celular e tudo que ele engloba, é bem difícil encontrar um equilíbrio entre um uso saudável e um uso desequilibrado, e com isso acaba-se escutando músicas, vendo filmes e lendo livros por obrigação e apenas para aumentar os números de alguma lista que nós fazemos para nos sentirmos validados. Vou seguir as dicas do seu texto e espero que me ajude nessa batalha com o mundo digital.
    Atualmente este é o meu blog favorito, pois aborda diversos assuntos de um modo sincero e fácil de compreender. Obrigada por seus textos, Yuka! Abraços!

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    • Oi Giovanna, tudo bem? Eu entendo a sua pressão, principalmente pela sua idade. Você é jovem, já nasceu imersa nesse mundo digital. É uma vítima de excesso de estímulos que os adultos estão tentando lidar. Nós, que temos 30, 40 anos, ainda temos uma referência de um período em que não havia internet. Mas vocês que já nasceram nesse mundo digital, não sabem do que estamos falando, pois é uma realidade da qual não vivenciaram. O minimalismo é um grande passo que você pode dar, principalmente porque você não vai viver na escassez, você simplesmente vai passar a prestar atenção nas coisas que você mais gosta e viver plena com eles. Imagine, se antes você tinha 50 pares de sapato e usava só 5, agora você vai ter 5 sapatos das quais ama muito, e ainda vai sobrar dinheiro para fazer uma viagem. É disso que estou falando. Quando alguém falar, nossa, mas você só tem isso de sapato, você saberá internamente que é a quantidade que você precisa, que você usa, que você fica feliz e a opinião dos outros passa a não importar tanto. Eu espero de coração que você fique bem, escreva sempre que puder, os leitores daqui são muito gentis uns com os outros, vai se sentir bastante acolhida. Um grande beijo.

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  14. Parabéns pelo trabalho, Yuka.

    Venho tentando aplicar o minimalismo no mundo digital como dieta de informação e, sinceramente, estou menos ansioso.

    Exemplos:

    – E-books: Ao invés de focar na construção de uma coleção, concentro-me em ler um livro de cada vez, não me cobrando pelo número de livros lidos em um ano;

    – Músicas: Em vez de montar playlists em serviços como o Spotify, ouço uma playlist pronta no Youtube (as instrumentais são minhas preferidas);

    – Notícias: Uso o aplicativo do Google Notícias, onde agrega os principais portais e pode ser configurado para exibir apenas as categorias que lhe interessam (economia, tecnologia, etc.). Além disso, leio os títulos das notícias e só abro aquelas que acho interessantes;

    – Navegador Web: Troquei o Google Chrome pelo Brave (tanto no computador, quanto no celular), pois já vem com bloqueador de anúncios (até para o YouTube);

    – Celular: Fui nas configurações e, inicialmente, desliguei todas as notificações dos aplicativos. Em seguida, configurei para receber apenas dos aplicativos que considero importantes e também deixei instalados apenas os apps que considero necessários;

    – WhatsApp: Faço o mesmo com ele e só deixo notificações sonoras de familiares e colegas de trabalho que preciso atender, em caso de emergência;

    – E-mails: Quando algum site solicita meu e-mail para envio de algum e-book, uso serviços de e-mails temporários. Dessa forma, meu e-mail pessoal fica livre de spams.

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    • Oi Igor, ótimas dicas, darei uma olhada no Google Notícias, não conhecia. Acho legal isso de controlar o uso da internet e dos aplicativos, meio que mostrando que “quem manda aqui sou eu” rsrsrs. Se não fizermos isso, somos engolidos pelo excesso de notícias que despejam em cima da nossa cabeça. Um beijo.

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  15. Olá! As muitas informações, notícias, cores tem me incomodado; acho que preciso de mais calma e silêncio. Há mais de 1 ano desativei o facebook (melhor coisa que fiz), o instagram acesso pouco, tenho achado chato… utilizo w.app (irei diminuir o número de grupos) e sigo Ben Zruel no youtube. Comprei um planner para escrever, assim desapego também do celular; tenho 2 livros que amo (Menos é Mais; Dez passos para alcançar seus sonhos); leio a Bíblia diariamente; virei minimalista, mas acho que ainda tenho coisas para desapegar… acho que é isso, viver o simples!

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    • Oi Roberta, viver o simples e apreciar a simplicidade só é possível quando aprendemos a não estimular tanto o cérebro. Se olhamos tudo colorido, cores intensas no celular, por horas e horas a fio, não conseguimos ter paciência para ver uma nuvem se movendo no seu tempo. É uma tarefa diária e constante. Um grande beijo.

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    • Oi Frugal, sim, saí de SP e foi a melhor coisa que eu fiz. Meu marido sente falta de morar na capital, mas eu não rsrs. Eu ainda moro perto o suficiente da capital, por conta do meu trabalho, mas a nova cidade tem me feito bem. Beijos.

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  16. Excelente post. Já tem uns meses que estou percebendo esse estímulo excessivo das redes sociais e estou tentando me afastar delas. Tenho percebido alguns sintomas com esse excesso de informação ao qual estou exposto: ansiedade, memória fraca, incapacidade de focar em algo que quero fazer (desisto rápido, por achar que tem outra coisa melhor, justamente por ter sido influenciado pelo que vi na rede social).
    Quanto à memória fraca: tenho lido um livro depois do outro, todos indicados por algum influencer. Porém, não chego nem a refletir sobre o livro lido, com a ânsia de bater a meta que tanto propagam os gurus do instagram: de ler 20/30 livros por ano. Acontece que, depois que leio o livro, não lembro de nada dele. Li 15 livros ano passado e não sei nada sobre eles, pois não me lembro.
    Sobre a minha incapacidade de focar em algo: estava fazendo a minha faculdade, porém, influenciado por postagens de redes sociais, achei que poderia largar pra empreender e ganhar mais dinheiro. Ledo engano. Decidi voltar pra minha faculdade e continuar trabalhando no que estou atualmente.

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    • Oi Anon, a sua explicação sobre os sintomas que tem tido por causa do excesso de informação é muito parecido com o que tive na pandemia. Na pandemia, minha fuga foi a internet, já que não saía mais de casa, e o meu trabalho se tornou teletrabalho. Após meses exagerando demais no uso da internet, as coisas fugiram do controle e aí vieram as crises de ansiedade e depois ataque de pânico, que me paralisou e é por isso que eu resolvi dar um basta e mudar totalmente a minha vida. Eu lia livro digital, e voltei para livro físico, e só compro outro quando termino de ler, ou seja, não acumulo livros em casa para não dar aquela vontade de terminar logo para começar a ler o próximo livro. Tente cortar os excessos de informação de qualquer jeito, notícias do mundo todo, redes sociais, podcast, vídeos do YouTube, tudo estimula seu cérebro em excesso e isso não está fazendo bem, pois causa a Síndrome do Pensamento Acelerado. Esse domingo, vou publicar um post sobre esse assunto, para complementar os outros dois posts que publiquei sobre excesso de mundo digital. Beijos.

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  17. Que maravilha ler isso hoje!!
    Saí de casa pra trabalhar pela manhã já estressada, pois sinto que não estou sabendo lidar com o mundo virtual. Estou saturada de tanta live, reuniões remotas, aulas online, whatsapp etc.
    Sinto uma necessidade de me desconectar de tudo ao mesmo tempo e passar, sei lá, uma semana em alguma roça sem internet, só lendo, fazendo croché e conversando com as pessoas locais….
    No entanto, uma ruptura dessa forma, acredito eu, só me trará mais ansiedade quando retornar pra “vida normal”. Percebi, lendo seu texto, que o caminho é ir fazendo isso aos poucos e hoje fui almoçar sem levar o celular pra copa. Já é um começo…
    Depois da pandemia, venho sentindo falta de olho no olho, de pessoas de verdade ao meu redor. Sou uma pessoa solitária, mas percebo que estar sempre conectada me deixa infinitamente mais solitária.
    Obrigada por compartilhar suas experiências conosco!

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  18. Oi Yuka. Achei esse Post sensacional. Eu TB tive meu primeiro contato claro com ansiedade e depressão durante essa Pandemia. Ótima reflexão! Obrigado seguindo vc. Se puder dar uma força e seguir TB agradeço imensamente 👏👏👏

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