Desapego do mundo virtual

La lusinga dell'essere e il continuo ritorno - Sicilia Network

Escrevo este post no silêncio da noite, enquanto todos dormem. Este é momento que tento equilibrar minha mente, encontrar a paz, respirar o silêncio, avaliar minhas atitudes, colocar meus pensamentos no lugar.

Quando convivemos com crianças, ver uma simples foto de 1 ano atrás chega a ser algo impressionante.

As crianças crescem num piscar de olhos. Há um ano, um ser humano dependente de tudo, usando fraldas… e de repente, lá está a criança colocando a mãozinha na cintura expressando seus sentimentos.

É algo fascinante de observar, e só confirma como o tempo voa.

Quero compartilhar uma reflexão que tem me acompanhado quase que diariamente desde o início da pandemia.

Quanto tempo do seu dia você vive para você?

Nessa era da internet, é bem improvável que alguém consiga viver 100% desconectado.

Salvo raras exceções, isso deve ter agravado ainda mais na pandemia. Ou seja, consumir algo que outras pessoas produziram, se torna cada vez mais comum: notícias, sites, vídeos no YouTube, fotos no Instagram, Facebook, TikTok, WhatsApp, Twitter, etc.

Olhar fotos de comida que os outros estão comendo em restaurantes. Contemplar as viagens paradisíacas que outras pessoas fizeram. Assistir os vídeos que outras pessoas produziram, o que as outras pessoas estudaram, o que as outras pessoas escreveram. Assistir os outros cozinhando, preparando refeições. Assistir pessoas dançando, fazendo esportes, jogando videogames.

Enquanto se permanece afundado no sofá de casa, o consumo excessivo das experiências de terceiros, que de nada acrescenta na vida, continua pela tela do celular.

Abdicar de viver a própria vida para ver a vida do outro através de uma tela. É para ‘isto’ que estamos trocando o tempo valioso da nossa vida? O tempo valioso que não podemos comprar de volta?

Gosto da seguinte pergunta: “Afinal, quanto tempo do meu dia eu vivo para mim?”

Enquanto o mundo se prepara para se tornar cada vez mais virtual, minha família se prepara para seguir mais uma vez, uma vida contrária à maioria.

Semana que vem, vou detalhar um pouco a minha trajetória invertida: do digital ao analógico.

~ Yuka ~

48 Comments on “Desapego do mundo virtual”

  1. Quanta lucidez em um só post!

    É isso, alguns conteúdos nos agregam demais, é como ler um livro…

    Mas em tempos de tiktok, shorts, cada dia é mais distração, do que aprendizado.

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    • Oi Cinthia, sim, cada dia é mais distração, e é justamente isso que as empresas querem. Por isso a importância de ter a consciência de que tudo isso faz parte de um plano para deixarmos cada dia mais dependentes… Beijos.

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  2. Yuka, esse post me fez sentir saudades de quando eu não tinha smartphone! A vida era mais simples…

    Eu era feliz e não sabia. Lembro-me que em 2013 (no ano que casei), eu trabalhava no administrativo de uma empresa. Eu era a única que não tinha um smartphone. Meu celular era aquele Nokia 2220 slide, grafite com a tela que deslizava para abrir. Sim, aquele que caía um milhão de vezes no chão e não quebrava, apenas desmontava inteiro (era bateria pra um lado, tampa pro outro… rs!)

    Eu não tinha Instagram e só mexia no Facebook em casa, quando entrava no computador ou no tablet do marido. Meu marido tinha o Nokia N95 que já era mais moderninho e dava pra acessar o Facebook e tinha uma câmera bem boa. Mas ele nunca foi fã de redes sociais e preferia joguinhos.

    Na empresa onde eu trabalhava, o programa esquadrão na moda fazia muito sucesso! As colegas de trabalho não perdiam um episódio e viviam dizendo que iam me inscrever no programa pq me consideravam brega demais. Eu não era antenada na moda. Roupa pra mim era pra cobrir o corpo e proteger. As que eu tinha era tudo ganhada de presente da mãe, vó, tia, madrinha… nada do meu gosto. Mas era o que eu tinha. Nunca fiz compra de roupa pra mim até uns 21 anos. E eu era muito grata, sempre usava tudo e me sentia bem.

    Mesmo com tanta zoação, eu levava numa boa. Continuava feliz com minhas roupinhas. Analisando toda essa história com a mente que tenho hoje e ciente das leis, vejo que se enquadrava em assédio moral. Até a patroa e as colegas sempre combinavam entre elas de no meu aniversário me presentearem com coisas melhores. Que generosas né? Pena que sempre era acompanhado de comentários maldosos e críticas.

    Depois de um tempo, comprei um moto G (parcelado em muitas vezes já que não cabia no meu bolso) pq comecei a me sentir um peixe fora d’água. As pessoas falavam a mesma língua, mas parecia que eu tinha parado no tempo!

    Resultado? Fiquei deslumbrada! Viciei no Instagram rapidinho pq é um lugar tão bonito e interessante… tão feliz! Mas sabe o maior problema? Meus olhos se abriram. Realmente eu era brega. Porque eu não conhecia a marca tal, o produto tal, a influencer tal…
    Passou a existir a comparação. E pela primeira vez na vida passei a me incomodar com o que eu era, vestia, mostrava. Os comentários já me afetavam pq agora eu acreditava que era verdade. Ser só legal não bastava mais. Eu precisava mostrar que eu era “legal”. Provar meu valor através de coisas. Coisas que estavam na moda!

    O maior problema disso tudo: não tem fim! Nunca você ultrapassará a linha de chegada. Quando vc chega na sua meta, a meta vira outra. Você vira um hamster na rodinha. Correndo sem parar. Nem sabe pra onde está indo ou por que. Mas continua. E assim vai vivendo uma vida infeliz, na ânsia de se enquadrar, de agradar gente que nem se importa com você.

    Demorou pra eu perceber toda essa cilada.
    Ainda não consegui me desprender totalmente do Instagram, porque é onde faço minha renda extra. Mas coloco limite de tempo, parei de seguir um monte de influencer e evito rolar o feed/stories. Também desativei notificações. Eu quero controlar minha vida. Antes estava deixando as redes sociais controlarem ela. Passava cerca de 8h por dia nelas. Sentia que minha vida era muito sem graça. Todo mundo tinha uma vida muito melhor que a minha.

    Era tóxico. É tóxico. E andar na contramão é ser julgado como o alienado, esquisitão… o tempo todo.

    Muito difícil viver no nosso mundo. Por isso eu digo que era feliz e não sabia. Porque eu não ligava pra nada disso. Eu era feliz comigo e nada me abalava. Eu tinha me estilo único! Brega ou não, pouco me importava.

    Aos poucos estou pegando meu caminho de volta.
    Talvez eu não volte ser tão brega pq tive acesso à informação de moda e consultoria de estilo… mas com o tempo voltarei a ser brega nas atitudes, que não condizem com as pessoas do nosso século.

    Você me ajuda e me inspira muito nessa caminhada! Beijão

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    • Oi Tiemi, adorei seu textão, e muitas das coisas que você compartilhou também fez parte da minha realidade. Sair de rede social não deve ser algo fácil, eu já tive Facebook há muitos anos, não era muito ativa, mas mesmo assim quando saí, me senti isolada do mundo inteiro, era como se tivessem me esquecido, que eu não fazia falta. Apesar dessa sensação ruim, permaneci sem, e hoje vejo que foi muito bom. Depois surgiu o Instagram, mas eu já não tinha interesse em redes sociais, então não me afetou. Fico vendo as iniciativas da Meta (antigo Facebook) em criar o metaverso, um universo que mistura o real com o virtual, e fico imaginando que terreno perigoso estamos adentrando. Quando li sobre o metaverso, foi quando eu decidi que tentaria voltar para a década de 80 rsrsrs. Claro que não dá pra voltar ao pé da letra, mas tentar resgatar algumas coisas boas daquela época, misturando com a tecnologia que temos hoje. A minha preocupação nem é comigo, mas com as minhas filhas. Vejo crianças e adultos adoecerem coletivamente e fico pensando o que eu tenho que fazer para que minhas filhas não entrem nessa cilada. Ainda estou tentando encontrar respostas… Um beijo.

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  3. Bom dia Yuka!
    Me chamo Manuel e desde 2018 acompanho seu blog, porém é a primeira vez que faço um comentário.
    Este seu caminho contrário, tb passou pela minha cabeça. Olha não é fácil, no entanto não é impossível. E contra toda esta onda de tudo ser e estar no digital, criei um refrão. Analogize-se!

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    • Oi Manuel, tudo bem? Analogize-se. Sim, precisamos fazer isso. Não precisamos (nem conseguiríamos) eliminar a tecnologia e as suas facilidades, mas tentar recuperar o que era bom quando éramos mais jovens. Encontrar mais com os amigos ao invés de ficar no WhatsApp, estar mais presente em momentos importantes como a hora das refeições, passeios. Fazer uma coisa de cada vez. Ler livros ao invés de assistir vídeos. Testar novas receitas ao invés de toda semana pedir pelo iFood… tem tanta coisa que podemos fazer. É um exercício diário. Um beijo!

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  4. Oi Yuka, tudo bem?
    É a maior reflexão dos últimos tempos para mim.
    Tenho refletido sobre o mundo virtual e atual, não querendo comparar minha vida ou infância com as dos meus filhos…mas muitas coisas mudaram, sei que a tecnologia está cada dia nos ocupando mais e mais, seja no trabalho ou na vida pessoal. Daqui um tempo ter um celular vai ser imprescindível. Não tem como escapar, mas sempre procuro ler mais uma das coisas que adoro e algo que possa estar deixando de fazer que gostava.
    O tempo está voando, ando pensativa, ainda mais que cheguei na casa dos 49 este mês hahaha.
    Eu tenho o blog de artesanato, fiz um post sobre meus bichos, se der vai lá conhecer a bicharada kkkkk.
    Eu pensei seriamente em encerrar tudo no virtual, mas fiz amizades tão boas e no ambiente artesanato, tem duas pessoas que a amizade irá completar 1 década. Não as conheço pessoalmente ainda, uma mora em Brasília e a outra em Natal, ah…tem em Portugal também…e você é a que está mais pertinho😊
    Nem me lembro quando cheguei no seu blog…me lembro que foi através de uma busca sobre cantinho de ateliê, e você tinha um fofo e todo organizado😍
    Tenho o Pinterest de rede social, mas lá eu não perco muito tempo, tem o Youtube que assisto alguns canais. Desisti do IG, aquilo ta igual ao face kkkkk. E aqui ninguém tem o tal do TikTok.

    Quanto a mensageiro uso o Telegram, nunca gostei do WhatsApp (estou usando para a escola, mas bloqueie os outros contatos, pois é só pra recado da escola dos meninos)
    Já o Telegram é uso pessoal, alguns da família, e os amigos.
    Acho que quando chegar o tal do “Metaverso” ai sim as pessoas serão engolidas no tempo. E nem sei como será o mundo…
    Eu pensei seriamente em encerrar tudo e viver somente fora da tela….mas as vezes é difícil kkkkk.
    Fiquei imaginando não ter mais blog ou Pinterest como seria 🤔
    Já estou ansiosa para o próximo post….rs

    bjsssssssss

    Dri🌻

    https://atelieradrianaavila.blogspot.com/

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    • Oi Dri!
      Você pode me dizer a diferença entre o telegram e o whastapp? eu sou bem perdida nessas coisas…vejo algumas pessoas falando sobre isso e gostaria de entender melhor
      bjs

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      • Oi Diana! Tudo bem?
        Então, o WhatsApp é um mensageiro mais limitado, e acho ele mais vulnerável. Por exemplo, quando usava ele, muitas vezes fui abordada por novos contatos. Fiquei pensando como conseguiram meu número…o que me deixa insegura no uso dele. É mais fácil, estranhos chegarem até a mim até aqueles pedindo dinheiro sabe… e o Telegram, gosto mais, acho mais seguro, eu configuro ele para somente os meus contatos terem acesso a mim, está mais no meu controle…é só eu não procurar canais indesejáveis rs ….lá tem vários canais (o pessoa do Youtube ou de artesanato tem criado canais por lá usando como extensão do seu trabalho). Ele agora tem uma função parecida com o Discord (que o pessoal que joga usa como call). Tem funções nele que eu ainda não usei…não tive tempo rs. Mas, baixe e só tenha o cuidado de ir nas configurações e colocar de uma maneira melhor para seu uso. Além de eu adorar os Stickers animados nas conversas hahaha… Uma coisa legal é que por exemplo, se você como eu faz artesanato e pode usar o Telegram com dois números de celular simultâneo, no WhatsApp você teria que baixar o WhatsApp Business para isso. Só que no caso do Telegram seria um canal e não um catálogo no WhatsApp…bom acho que citei alguns pontos…não sei se consegui explicar mais ou menos. Tem muitas outras funções, no caso quando você baixar e usar vai explorando ele, tem um canal deles que explica muito também sobre ele.
        Acho que falei hein….
        bjs

        Dri 🌻

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    • Oi Dri, verdade, você já está aqui comigo há muitos anos, não? Também nem lembro quando foi, eu adorava o meu ateliê, mas acabei desmontando quando minhas filhas nasceram e eu não tinha mais tempo. Hoje como o apartamento que moro é bem pequeno, nem tem espaço para montar o meu cantinho, mas ontem mesmo, estava dando uma olhada num apartamento de 3 dormitórios, não seria para agora, mas para quando as crianças crescerem um pouco mais. Essa idade em que estamos, você com seus 49 anos e eu com os meus 40 anos, nos faz repensar na vida mesmo. Do tipo, será que estou levando a vida que gostaria de ter? Um beijo!

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  5. Bom dia amiga linda, olha nesse tempo que estamos vivendo é tão difícil se desconectar, tento ao máximo , todos os dias após as 18h, desligo o celular, tento fazer uma reflexão como foi o meu dia, conversar com minha família, olhar nos olhos, acho isso muito importante!!!

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    • Também acho muito importante olhar nos olhos, tanto que para mim, a hora das refeições é um momento que quero todos na mesa. Uma coisa que tem me feito bastante bem, é fazer meditação. Durante a pandemia, eu fiquei tão mal, que não conseguia mais meditar, nem ter concentração o suficiente para ler livros. Essas duas perdas impactaram muito a minha vida. Eu finalmente consegui retomar os dois hábitos e vejo como faz bem ler e meditar. Um beijo.

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  6. Estas suas reflexões vêm de encontro ao que estou vivendo durante a leitura do livro “O poder do Agora – Eckhart Tolle”.

    Quanto do nosso dia estamos no presente e não em rememorações ou preocupações futuras?

    Se algum dia fosse fazer uma tatuagem seria: “Esteja presente”

    Só consigo ficar um longo tempo no presente em um único momento do dia: quando estou nadando e contando minhas 40 voltas na piscina. Se sair do presente, perco minha conta.

    Tenho tentado a cada instante capturar meus pensamentos e me perguntar: onde você está agora e como chegou aí?

    Muitas vezes minha mente está em um hospital cuidando da minha filha. Ou na casa de parentes resolvendo problemas. Coisas que graças a Deus, estão apenas na minha imaginação. Como cheguei alí? O que engatilhou estes pensamentos? Então, volto para o presente.

    Ouvi uma vez uma frase que, infelizmente, não sei reproduzir ipsis litteris. Então vou parafrasear: “Nossa vida é repleta de problemas sendo que a maioria deles nunca chegaram a se concretizar”.

    Se ainda não conhece, recomendo ouvir os podcasts ou videos no youtube da Prof. Lúcia Helena Galvão.

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    • Oi Zé Cotinha, tudo bem? Antes da pandemia, eu fazia natação também, e eu até dizia que era como se estivesse meditando, trazendo todo o foco para o presente, se saio do foco, batia a cabeça rsrs. Agora estou fazendo caminhada em um parque, e que achei muito bom. É um lugar que tem bastante árvore, bem sombreado, chão batido de terra, com som de água, me sinto imersa na natureza. Para mim, que já não gosto de fazer exercício físico desde que me conheço como gente, fez muita diferença andar nesse parque, ao invés de andar na rua por entre os prédios. Mas só consigo ir nos finais de semana, estou tentando ver como posso fazer para incluir essa caminhada no parque durante a semana. Obrigada pela sugestão do vídeo, vou assistir. Estou terminando de ler no momento o livro Ansiedade como enfrentar o mal do século: a síndrome do pensamento acelerado como e por que a humanidade adoeceu coletivamente, das crianças e adultos. Tem um trecho em que o autor fala sobre as causas: “excesso de informação, excesso de atividades, excesso de trabalho intelectual, excesso de preocupação, excesso de cobrança, excesso de uso de celulares, excesso de uso de computadores”. É a vida da qual estamos imersos, e não é de estranhar porque as pessoas estão adoecendo cada vez mais. Como disse no comentário anterior, a preocupação nem é tanto comigo, mas com as minhas filhas que já nasceram nesse mundo digital. Um beijo!

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  7. O mundo virtual seja das redes sociais, seja de blogs, canais de Youtube gera fidelização. Ou seja, cria público cativo tanto de forma individual, quanto coletiva (empresas) e depois disso esses ambientes virtuais passam a fazer parte da vida das pessoas.
    Sair do ambiente virtual é possível, mas hoje é bem incomum. Talvez em outros países seja menos incomum, mas no Brasil onde o comportamento de manada é muito forte, certamente o é.
    Fazer parte do que “todo mundo está fazendo” é questão de honra para o brasileiro médio.

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    • Nunca essa frase que você escreveu foi tão verdadeira como hoje: “Fazer parte do que todo mundo está fazendo é questão de honra para o brasileiro médio”. Às vezes bate uma preocupação, porque a impressão que dá é que parece que as pessoas estão perdendo o poder de ter pensamentos críticos. Eu e meu marido costumamos fazer debates calorosos sobre diversos temas. Afinal, não é porque estamos casados é que precisamos ter a mesma opinião. Um vai mostrando a própria opinião, ouvimos, compreendemos o posicionamento do outro, e discursamos sobre o nosso. É um exercício muito bom para ser feito. As crianças ficam olhando e às vezes até acham que estamos discutindo, e explicamos que não estamos discutindo, estamos na verdade nos divertindo fazendo provocações rsrsrs.

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  8. Já estou aguardando o próximo post… rs

    Não uso redes sociais e me considero menos absorvido pelo mundo virtual do que as pessoas à minha volta. Mas uso excessivamente o youtube, whatsapp e vários outros aplicativos. Nas vezes em que tentei diminuir o uso nunca tive muito sucesso, é um vício, parece uma luta perdida. Abs!

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    • Oi Ficando Tranquilo, eu já assisti excessivamente o YouTube, talvez mais ainda quando a pandemia começou e fiquei trancada em casa por quase 1 ano e meio, foi o meio que encontrei para não enlouquecer dentro de casa. Uma das coisas que ajudou muito a reduzir o YouTube e o WhatsApp foi ter alterado a tela do meu celular para cinza. Meu marido acha horrível, mas eu achei bom, porque me faz lembrar a todo momento que a vida real e colorida está fora do celular. Também deixei de me inscrever nos canais que acompanhava no YouTube, para não receber notificações. E Whatsapp também desabilitei a notificação, com isso, parou de apitar a todo momento, esse sim, fez muita diferença. Beijos.

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  9. Esse é um assunto que me consome também.
    O tempo desperdiçado em assistir às pessoas e o quanto deixamos de construir nossa própria vida.

    Pedi demissão do meu emprego CLT recentemente e percebi que o meu uso de redes sociais aumentou e, claro, minha ansiedade também. Isso porque, quando olhamos a vida dos outros, vemos que estão todos passando a imagem de muito bem estruturados e até realizados profissionalmente – menos você.

    Já estou aguardando ansiosa o próximo post, acredito que você não utilize nenhuma rede social, não é Yuka?

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    • Não caia nesse erro de acreditar em tudo o que vê na internet. Já conheci uma mulher que tinha um perfil em rede sociais com festas, viagens, fotos sensuais etc. Que passam a imagem de uma pessoa independente, bem resolvida, mas como quase todo mundo tinha suas questões a resolver.
      Tinha ansiedade e estava procurando seu lugar no mundo do trabalho, era estagiária, hoje já se formou, mas estava até pouco tempo desempregada.
      As pessoas expostas na internet são pessoas comuns com suas qualidades e problemas.
      Evite se sentir atingida pelo que vê, se for o caso se desconecte e procure focar mais em você.
      Boa sorte com relação ao seu futuro profissional.

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      • Exatamente, dá para perceber bem essa realidade irreal quando vemos notícias de famosos. Eles se declaram, tiram fotos apaixonados, e depois de alguns dias, o casamento acaba. Como assim? Há apenas alguns dias estavam trocando declarações apaixonadas. Já percebia isso na época que eu tinha Facebook. Sabia de alguns relacionamentos que não estavam nada bem, mas nas redes sociais, era a coisa mais fantástica que existiu nesse planeta rsrs. Por isso temos que fazer a pergunta “estamos perdendo o tempo valioso da nossa vida pra ver a mentira dos outros?”. Beijos.

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    • Oi Michelle, esse é um assunto que não só te consome, mas consome as pessoas do mundo inteiro, é um problema mundial. Apesar de não ter Facebook, Instagram, Twitter etc, eu uso o Whatsapp e o YouTube, mas estou conseguindo reduzir bastante o uso desde que alterei a minha tela do celular para modo cinza, é incrível como o interesse diminui mesmo. Beijos.

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  10. olá Yuka, boa tarde

    Eu tinha entendido o título e o início do post de forma diferente, acho, do que você queria dizer.

    Quando a minha filha era bebê eu tinha muito essa impressão, de que não fazia nada por mim, que eu vivia para trabalhar e para cuidar dela. Então eu entendi esse “por mim” por mim mesma, não pela minha família, amigos, etc. Tinha a impressão que a minha vida era uma sequência infindável de tarefas, de coisas para fazer. E quando terminava um dia, começava outro e as coisas estavam lá, novamente, para serem feitas. E muito poucas coisas, naquela época, me traziam algum tipo de prazer.

    Mas essa questão aí que você coloca, de ser viciado no mundo virtual eu coloco no mesmo lugar de ser viciado em outras coisas. Em drogas, em álcool, em remédios. Quando a vida é muito pobre, e não estou falando de dinheiro, a pessoa fica mais vulnerável a esses tipos de vícios. Tem uma frase clássica sobre obsessão: em que você estaria pensando se não estivesse obcecado por tal coisa. Ou seja, você fica obsessivo porque está tentando escapar de questões que incomodam. Se você faz um uso obsessivo de rede social é porque tem alguma coisa nesse mundo que te preenche e que evita de você encarar outros problemas. Nem que seja o problema de não ter uma vida para expor (ou achar que não tem).

    O mundo virtual em si eu acho que tem um sem fim de utilidades. Estar próxima a pessoas que estão longe, conhecer outras pessoas e outras culturas, aprender a fazer coisas, acessar o conhecimento disponível, entender como as coisas são feitas. E isso é consumir o que outras pessoas produziram, de alguma forma. Já esse uso que você descreve lembra muito a televisão, ficar passivamente sentado vendo o que os outros estão supostamente fazendo é que nem ver TV, talvez com o agravante que você ache que devia estar fazendo também aquelas coisas que está vendo ali: a comida bonita (acho muito cafona postar comida), a viagem maravilhosa (acho que se a viagem estivesse boa mesmo nem ia lembrar de postar foto), etc.

    Tem um lado da internet que eu acho horrível, e espero que a próxima geração consiga lidar melhor com isso, que é a questão da bolha. Ao mesmo tempo que a internet consegue aproximar pessoas parecidas e essas conseguem apoio que muitas vezes não têm de familiares, ela consegue criar bolhas de gente que pensa igual, e como não tem que lidar com o contraditório, acham que todo mundo pensa assim. Quando você tem que lidar com pessoas reais que não tem sempre a mesma opinião que você, você acaba tendo que exercitar mais o diálogo.

    Tem um outro lado horrível também, que é a opinião de um cientista que passou a vida estudando passar a ter o mesmo peso que a opinião do seu Joãozinho da quitanda da esquina. Ou seja, uma pessoa preparada para falar de determinado assunto acaba sendo equiparada a gente que só “acha” as coisas. Ou a matéria de um jornalista sobre um assunto qualquer é equiparada ao leitor que comenta a matéria, que não pesquisou nada, não entrevistou ninguém. Quando a pessoa que lê esse tipo de coisa, sem conseguir entender o contexto, não sabe distinguir entre uma coisa e outra, vira presa muito fácil para todo tipo de fanatismo.

    Mas não sou paternalista, acho que temos que regular o acesso das crianças, pois ainda estão tendo o cérebro formado, mas os adultos são responsáveis por suas escolhas, reais ou virtuais. Se acha que o instagram é um vício, tem que procurar ajuda, do mesmo jeito que tem que procurar ajuda quando bebe demais ou quando quer parar de fumar e não consegue.

    Enfim, no meu caso, acho que estou muito longe de voltar ao analógico. Eu vivi isso, a internet surgiu eu já era adulta, e sei muito bem como o acesso a algumas coisas era difícil. Só poder ler um livro instantaneamente no kindle já é praticamente uma mágica.

    Beijo, e um ótimo final de feriado

    Daniela

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    • Oi Daniela, tudo bem? Também sou da mesma opinião que você, a internet, quando bem usada, ela abre um mundo novo e inexplorável. São tantas informações e conhecimentos interessantes que preciso até me cuidar para não extrapolar. Tenho certeza absoluta que sem a internet, eu não teria lido tantos conteúdos interessantíssimos do mundo todo, inclusive sobre investimentos. Depois da internet, o mundo realmente ficou pequeno. Um beijo!

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  11. Olá, Yuka!
    Adoro o seu blog! Já faz parte dos meus domingos a leitura dos seus textos.
    Tenho pensado muito no meu mundo virtual e, também, quero mudanças.
    Obrigada por nos ajudar a pensar.
    Beijinhos de Portugal.

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    • Oi Vânia, avaliar o mundo virtual é algo urgente, porque parece que somos engolidos o tempo todo, não é mesmo? Assim como no consumismo. Quando percebemos, a casa já está cheia de novo rsrs. Um beijo.

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  12. Que coisa maluca. Esta semana aproveitando o feriado comecei a destralhar a casa pela 1000 vez e busquei Ted Talks para ouvir. E encontrei a do Cat Newport falando sobre porque nunca teve mídias sociais (ele tem aproximadamente a minha idade, 39 anos) e comecei a ouvir o podcast e alguns vídeos enquanto fazia a limpeza do lar. Faz um tempinho que venho falando com meu companheiro sobre a necessidade de voltar um pouco a nossa época, não por nostalgia mas por necessidade. Eu só uso Twitter mas me perco na rede social lendo sobre temas ambientais e educacionais que são a minha área. É quase um vício ler tudo o que posso. Enquanto isso, as crianças crescem e eu percebo que aqueles livros que queria ler com eles, aquelas experiências que queria fazer juntos vão ficando para atrás. E esses dias tomei a decisão de trabalhar, fechar o computador e mesmo se não passo ter tempo com as crianças, não estarei olhando uma tela enquanto eles estiverem comigo. Eles crescem com nosso exemplo e somos espelhos do que eles são hoje. Não quero ser uma cara na tela para eles. E este final de semana já combinamos de fazer o cartão (acho que assim se chama) da biblioteca que fica relativamente perto daqui para irmos juntos e pesquisar livros que queiram ler. Vou continuar olhando o Twitter? Vou. Mas de uma forma muito, mas muito mais consciente. Ah, e comprei um relógio analógico para acordar todas as manhãs. Está sendo duro com as crian´cas acordando no meio da noite e eu querendo ver a hora mas vamos que vamos para diminuir o uso do celular como bússola do nosso dia a dia. Bjs!

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    • Oi Bhuvana, também sinto essas mesmas coisas que você, há tantos conteúdos interessantes para aprender que se a gente não se controla, conseguimos permanecer horas acessando a internet. Sabe que desde que diminuí bastante o consumo de informações, sinto que meus olhos estão mais aguçados para coisas que eu não prestava tanta atenção quando andava pela rua. Como o celular é muito estimulante, é como se não conseguíssemos apreciar as coisas ditas normais. Outro dia no parque, fiquei hipnotizada vendo as formigas carregando os biscoitos que minhas filhas tinham esfarelado. Também fiquei olhando por um tempão para a casca de uma árvore, de como tinha musgos e insetos minúsculos subindo e descendo pelo tronco grosso. Eu sempre fui no parque, mas não fazia isso antes. Quando retirei os excessos de estímulos, o encanto pelas coisas ditas normais voltaram.

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  13. Boa noite, querida Yuka!
    Como sempre, uma postagem sua é uma luz que se ascende em minha (nossas vidas). Esperando pela continuidade ansiosa (que nem sempre é algo ruim).
    Eu já passei anos sem aplicativos. Me fez muito bem, porém, ao entrar na faculdade ficou impossível me manter fora disso. Eu estou no 5º ano do curso e ainda tentando me ajustar com isso.

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    • Oi Diana, ajustar o uso do celular é contínuo, assim como controlar os gastos também é. Eu faço uma “limpa” no celular de tempos em tempos, e é incrível como tem aplicativo que eu instalo e que não uso mais, ou canais no YouTube que eu sigo e que já não faz mais sentido e que continuo recebendo notificações… Também tenho a santa paciência de entrar em todos os e-mails comerciais que recebo, para me descadastrar. Faço isso praticamente todos os dias, dá trabalho, mas é por um bem maior rsrs. Beijos.

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  14. oi Yuka!

    Acabei de ouvir um episódio chamado Quão fake é a nossa vida? de um podcast chamado É nóia minha? que trata da vida falsa do instagram. É do início da quarentena, com vários depoimentos de stories fakes que as pessoas postam. Aliás, podcast é a minha última adesão ao digital. Eu fazia esteira sem ouvir nada, mas de uns tempos para cá tenho ouvido uns podcasts muito engraçados. O exercício fica mais leve e eu relaxo um pouco a minha cabeça também. Para quem é viciado no instagram e acha que faz mal vale a pena ouvir para ver se descola um pouco. Tem inclusive uma reflexão sobre as pessoas serem uma pessoa on line e outra completamente diferente ao vivo.

    beijo, Dani

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    • Oi Daniela, vou procurar esse podcast, também estou precisando rir um pouco rsrs. Ultimamente, me cansei de ler tantos livros sérios, vou voltar a ler uns romances para relaxar.

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  15. Pingback: Desapego do mundo virtual – Bloguer BMS Music🎹

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