Cada ativo financeiro tem uma importante função

É muito importante entender a função de cada ativo do portfólio de investimentos, para não fazer giro de patrimônio, ou seja, fazer vendas e compras de ativos de forma desnecessária, indo em busca de “grandes oportunidades”.

Mas nem sempre temos clareza do objetivo de cada ativo financeiro que temos na nossa carteira de investimentos.

Então detalho a seguir, o que cada ativo financeiro significa para mim:

Reserva de emergência

Serve para emergência. Que tipo de emergência? Qualquer tipo de emergência. Se encontro algo que estava querendo muito, numa promoção imperdível, vou lá e uso a reserva de emergência, e depois reponho o valor que saquei.

Dizem que é bom deixar de 6 meses a 1 ano de salário na reserva de emergência, mas eu não coloco muito. Deixo de 1 a 2 salários em cada conta (minha e do marido), mas isso, porque sou bem organizada financeiramente e porque tenho uma previsão boa de recebimento de salário por ser funcionária pública.

Pra mim, reserva de emergência é isso, tem que poder sacar e poder fazer transferência bancária a qualquer momento, então o meu está na Poupança de um banco tradicional. Eu não ligo para rendimentos, porque sei que a poupança não tem esse propósito.

Renda Fixa

Serve para manter parte da carteira de investimento em algo estável, sem grandes oscilações. A ideia é manter até o vencimento, mas acabo usando quando enxergo alguma oportunidade, como a compra de um imóvel abaixo do valor de mercado, ou até mesmo para comprar investimentos que estão fora do seu preço normal, como por exemplo, quando a bolsa de valores caiu até 70 mil pontos em março de 2020, eu usei praticamente toda a renda fixa para comprar ações que estavam baratas demais.

Enquanto todo mundo estava vendendo, eu estava comprando.

Apesar da minha tendência é sempre querer investir em renda variável, me policio para manter parte da carteira nesse tipo de ativo.

Fundo de Investimento Imobiliário

Serve para criação de fluxo de caixa. Apesar de preferir investir em ações, acabei me rendendo e passei a incorporar no meu portfólio de investimentos para criação de fluxo de caixa.

Eu odeio vender ativos, ou seja, não me sinto confortável em vender ações de boas empresas para pagar o meu aluguel futuramente. Então os FIIs acabam sendo uma ótima opção, principalmente no quesito psicológico.

Imóvel Físico

Serve como segurança psicológica em saber que tenho onde morar caso o país colapse. Na pior hipótese, é só pedir para o inquilino sair do imóvel e eu passo a morar nesse imóvel.

O imóvel que eu tenho é pequeno, muito bem localizado, próximo de uma boa linha de metrô, tem uma varandinha num andar alto, bate bastante sol, então raramente ele fica vago por muito tempo.

Já pensei em vender várias vezes, mas sempre lembro que eu o tenho para a minha segurança psicológica.

Ações

Já faz um tempo que dá a sensação de que estamos em uma montanha-russa com muita emoção, e sei que ano que vem também será. Mas como eu analiso muito bem as empresas antes de compra-las, não perco o sono com as oscilações do mercado.

Stocks (ações internacionais)

Serve para aumentar a diversificação da carteira de investimento.

Também serve para manter a certeira mais estável, já que dólar e o Ibovespa possuem correlação negativa, ou seja, se movem em direções distintas.

Outros motivos: ter a consciência da importância em investir em um país com economia mais sólida para diminuir o risco Brasil, ter parte da carteira de investimentos atrelada ao dólar para proteger da desvalorização do Real, além de ter renda dolarizada para viajar.

Previdência Privada

Eu tenho uma previdência privada atrelada à empresa que trabalho, naquele esquema de ‘eu faço aporte e a empresa também aporta o mesmo valor’ (até um determinado teto).

Se eu pudesse escolher hoje, não teria feito, mas como já fiz e não consigo sair, continuo aportando todos os meses. O bom é ser livre de inventário.

Criptomoedas

Tenho uma pequena parcela da minha carteira em criptomoedas.

Enxergo como oportunidade, então separo uma parte da minha carteira para quem sabe puxar a rentabilidade da minha carteira de investimentos para cima. O pior que pode acontecer é perder tudo, e o melhor que pode acontecer são as criptomoedas subir até o infinito.

– Yuka –

19 Comments on “Cada ativo financeiro tem uma importante função”

  1. Yuka
    Na sua opinião o FGTS pode ser considerado num investimento? Eu sei que não rende muito e não tem muita flexibilidade para retirada, mas no ano e quase 1 salário por ano. Por aqui eu considero como investimento

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    • Deixa eu me meter aqui rsrs… FGTS sempre me incomodou porque é um valor retirado “à força” do nosso salário, o rendimento é pífio e tem muitas restrições para ser usado. Um dia li em um blog que usar o FGTS de forma inteligente na aquisição de um imóvel é uma excelente forma de aproveitar esse valor. Como eu tinha planos de adquirir um imóvel, usei o FGTS na entrada do valor do imóvel, que foi financiado em muitas parcelas. Depois de algum tempo, quando foi acumulando mais saldo no FGTS, passei a usá-lo para amortizar o valor da parcela do financiamento (é possível reduzir em até 80% o valor da parcela). No final, a maior parte do valor do imóvel será paga pelo FGTS. Claro que tudo foi feito com muito planejamento, e estou feliz com minha decisão.

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      • Eu conheço muita gente que usou o fgts dessa forma, tanto para dar a entrada quanto para amortizar o financiamento. Acho que é bem melhor que deixar lá parado – ou quase, porque o rendimento é muito ruim.

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      • Oi Michelle, eu acabei fazendo isso. Eu comprei meu primeiro imóvel utilizando o saldo do FGTS, depois de um tempo eu vendi e transformei em investimentos (renda fixa e ações), e valeu muito a pena, porque se o dinheiro ainda estivesse no FGTS, teria perdido muito o poder de compra. A sua estratégia para usar o FGTS é maravilhosa, na minha opinião, a melhor forma para comprar um imóvel é desta forma. Um beijo!

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    • Oi Eder, minha opinião é a mesma que a da Michelle. Nós não temos nenhum controle com o FGTS, então a melhor forma é utilizar na compra de um imóvel, assim, pelo menos não perdemos o poder de compra. Deixar o dinheiro lá, é a certeza de que o dinheiro está minguando a cada ano, já que ele não consegue repor nem a inflação. Um beijo!

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  2. Eu adorei o post! Sempre fiquei meio confusa como separar essas categorias, e agora tenho um bom começo. Como servidora pública eu também tenho uma estabilidade no recebimento do salário (até o momento, né), então, assim que voltar da minha licença, já posso começar a investir.
    Ah, espero que o piquenique tenho sido ótimo! Sua animação na outra postagem foi encatadora.
    Beijos

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    • Oi Diana, o piquenique foi maravilhoso, essa semana comprei uma bolsa térmica gigante kkkkk. Um dia pretendo escrever sobre isso, sobre a farofada que faço quando vou para os parques com a minha família rs. Um beijo pra você, minha querida.

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  3. oi Yuka, boa tarde,

    Hipoteticamente falando, quantos por cento você colocaria em cada categoria? Incluindo ou não a reserva, se preferir, já que como você colocou, pode ser maior ou menor dependendo da realidade de cada um. Eu tenho muita aversão a risco, tenho que me policiar para não enfiar todo dinheiro na poupança (credo), então acho que se eu fizesse por categoria, ficaria mais tranquila ao diversificar mais as aplicações.

    Beijo,

    Daniela

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    • Oi Daniela, tudo bem? A minha carteira atualmente está bem maluca, estou praticamente 90% em renda variável (ações, FIIs, Stocks), porque em março de 2020, eu comprei muitas ações naquela queda que teve. Estou tentando equilibrar a carteira desde então para aumentar a renda fixa. Mas particularmente falando, acho bacana ter 25% em ações, 25% em FIIs, 25% em stocks (ações internacionais) e 25% em renda fixa, mas isso significa que você teria 75% em renda variável, o que é muito para a maioria das pessoas. O que você pode fazer, por ter aversão ao risco, é pensar em colocar 80% em renda fixa (tipo tesouro direto IPCA mesmo), e 20% dividir entre ações, FIIs e stocks. E aí conforme você for se acostumando com a variação constante da renda variável, se sentir confortável, aumentar essa porcentagem aos poucos para 25%, depois 30% e assim por diante. Um beijo!!!

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      • Eu estou no processo para alocar 25% em ações, 25% em FIIs,, 25% em investimentos no exterior e 25% em renda fixa. Atualmente estou com 60% em renda fixa e a cada novo aporte vou levando para chegar nessa proporção. A carteira acaba se moldando de acordo com o momento que estamos vivendo e com as oportunidades que vão chegando.

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        • Oi Josiane, essa alocação é bem agressiva, afinal, 75% em renda variável não é para qualquer um, mas quando entendemos o que estamos fazendo, conseguimos dormir tranquilas rs. Beijos!

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  4. Sobre a previdência privada, imagino que a grande vantagem seja a distribuição direta do valor caso você venha a falta né? Por falar nisso, você acha importante a questão do seguro de vida? Tem?

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    • Oi Glaucia, eu entendo que seguro é bom quando ainda não temos dinheiro suficiente para manter um período de vida complicado. Por exemplo, quando meu pai morreu, minha mãe passou um perrengue danado, nós éramos pequenas. Se ele tivesse um seguro de vida, minha mãe teria um tempo para ter o luto que ela merecia e depois correr atrás para se especializar em alguma carreira (até então, minha mãe era dona de casa). Quando eu tive minhas filhas, eu decidi não fazer um seguro de vida, porque eu ainda tinha o meu marido. Na falta de um, ainda teríamos a renda do outro, o que não aconteceu com a minha mãe, por ela ser dona de casa. Agora, se eu fosse mãe solteira, e se eu tivesse dúvidas se meu ex-marido iria dar conta das filhas caso acontecesse algo comigo, eu faria um seguro sim. Então eu entendo que a pessoa pode ter o mesmo salário, a mesma idade, mas depende muito da situação familiar. Um outro exemplo, é se eu tivesse uma mãe dependente de mim financeiramente. Se eu viesse a faltar, ela passaria fome. Nesse caso eu também pensaria em um seguro. Mas como no meu caso minha mãe é bem controlada financeiramente, também não precisei pensar nessa situação. Um beijo.

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      • Muito interessante sua análise sobre o seguro de vida, faz muito sentido. Pensei no seguro pois conheci uma família em que o pai tinha muitos bens materiais (imóveis) e na hora do inventário a família não tinha condições de arcar com o valor, mas nesse caso porque a esposa não tinha nada guardado nem renda

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  5. Olá. Parabéns pela disciplina. Adoro seus posts.
    Quero saber sua opinião a respeito da previdência privada. Acabei de trocar de emprego. Ficou um saldo alto na previdência privada da empresa. Que optei por deixar guardado no fundo até que eu complete a idade para iniciar as retiradas. Ainda estou pensando se falei ou não o plano na nova empresa. O sistema de de 1:1 tb. A empresa contribui com o mesmo valor que eu, até um teto determinado. Gostaria de saber porque hoje vc não faria.
    Obrigada!

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    • Oi Lili, tudo bem? Com o tempo, eu comecei a ficar muito incomodada com as regras inflexíveis das instituições, com o dinheiro que não era nem deles. Por exemplo, a previdência privada que eu fiz da minha empresa, eu só posso sacar se tiver as 3 condições simultaneamente: ter mais de 55 anos de idade, ter saído da empresa e ter x meses de contribuições (eu não lembro a quantidade ao certo, mas era pouco). Aí quando eu tiver essa idade, e finalmente achar que posso resgatar o MEU dinheiro, eu só estarei autorizada a resgatar 15% do saldo total e o restante preciso manter para receber em suaves prestações de anos. E isso me incomoda, de não ter controle sobre o meu dinheiro. Eu entendi que para mim, que sou controlada financeiramente, e ainda entendo sobre investimentos, prefiro investimentos onde eu possa ter a liberdade de movimentar, sacar e até mesmo usar conforme a minha vontade. Não sei a sua previdência, mas a minha por exemplo, investe a maior parte no Tesouro Direto, então é mais um motivo, para que terceirizar, se eu mesma posso investir no Tesouro Direto, sem pagar taxas para intermediários? Eu só não saio da minha previdência da empresa, porque não posso. Se eu paro de contribuir, ele fica congelado até eu completar 55 anos, ou pedir demissão da empresa (mas ainda assim, preciso ter 55 anos, ou seja, mais 15 anos pela frente). Agora, conheço gente que só consegue poupar dinheiro fazendo uma previdência privada. Nesse caso, está mais que justificado. Um beijo!

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      • Olá. Muito obrigada pela resposta.
        Entendi seu ponto. Mas sempre penso no retorno 1:1 que a empresa proporciona. Eles retornam 100% do investimento. Por isso eu achava que era vantajoso. Mas dessa vez não estou muito animada em fazer, exatamente pelas regras.
        Beijo

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        • Oi Liandra, eu também aderi à previdência privada da empresa por conta disso, do retorno de “100% do investimento”, mas anos depois descobri onde estava a pegadinha, não é retorno de 100% do investimento, e sim reinvestimento de 100% do valor apenas do seu aporte. E isso é muito diferente do quanto que ele vai pagar de rendimentos para você. Então por exemplo, supondo que você já tenha 100 mil guardado nessa previdência da empresa, e você contribui mensalmente com 500 reais e a empresa contribui com mais 500 reais. Dependendo da situação, era melhor pegar esses 100 mil e investir em algo melhor, aportando somente os seus 500 reais mensais, do que colocar esses 100 mil na previdência que tem rendimento ruim só para “ganhar” os 500 reais da empresa. Quando eu descobri isso e tentei resgatar, pronto, descobri que eu não tinha mais controle sob o meu próprio dinheiro.

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