A Jornada FIRE e como acontece as mudanças na rota

Antes de mais nada, estou em débito com as pessoas que comentaram nos dois posts anteriores a este, mas esta semana deixo tudo em dia, tá?

Bom, continuando o post da semana passada “Por que eu desisti de procurar pelo emprego perfeito“, hoje eu vou contar o desmembramento de todo meu raciocínio até chegar na decisão de me manter no emprego.

Em 2015, nasceu a minha primeira filha.

Junto com o nascimento dela, nasceu também a vontade de parar de trabalhar, para poder ficar perto dela.

Claro que não consegui, pois não tinha grandes reservas financeiras, e eu não poderia simplesmente me afastar do trabalho por 1 ou 2 anos para curtir a minha bebê.

Assim que retornei da licença maternidade por livre e espontânea obrigação, meu leite secou, e por mais que eu tentasse e insistisse, não consegui mais amamenta-la. Esse foi um dos grandes fatores da minha frustração ao retornar ao trabalho, já que eu senti como se algo tivesse sido arrancado de mim.

Apesar da minha filha já ter iniciado a introdução alimentar, era eu que não estava preparada emocionalmente para romper este laço de amamentá-la de forma complementar.

Foi só nesse momento que eu compreendi como eu estava presa no sistema, e que esse “algo” que eu sentia que havia sido arrancado de mim, era a LIBERDADE.

Descobrir sobre a existência do termo FIRE – Financial Independence Retire Early – abriu novos horizontes para mim. Foi como se um clarão no céu tivesse iluminado o meu caminho. Para minha sorte, não tive nenhum trabalho para convencer o marido. Com fogo nos olhos e muita determinação, mostrei o gráfico dos juros compostos para ele, e esses dois fatores já foram suficientes para convencê-lo de que o plano aparentemente utópico de aposentar cedo poderia sim, ser possível.

Desde então, passaram-se alguns anos. Minha segunda filha nasceu, o patrimônio cresceu.

Hoje eu posso dizer que tenho uma tranquilidade financeira jamais sentida.

Desde o início da jornada FIRE, conforme o patrimônio crescia, meu sentimento em relação ao trabalho também se transformava junto. Só que ainda não estava tão claro como está hoje para mim. Tenho convicção de que alguns fatores foram essenciais para que meu pensamento mudasse em relação ao trabalho:

A Pandemia

A pandemia começou em março de 2020, e minha empresa permitiu o teletrabalho. Fiquei mais tempo em casa do que gostaria, somado com a sobrecarga do trabalho, entrei em depressão. Durante esse período que foi bastante nebuloso para mim, fui bastante acolhida pela minha equipe, que suportaram minhas constantes crises de choro.

A sexta-feira que sempre foi um dia especial para mim, já não tinha mais graça. O fim-de-semana que eu fazia coisas bacanas também tinha perdido a graça. A sexta-feira parecia segunda-feira, e sábado se parecia com qualquer dia. Antes da pandemia, eu programava meus dias para aproveitar melhor, mas estando todos os dias em casa, isso também havia perdido a graça.

Tudo bem que estou falando de um período que foi difícil para todos nós, e sei que não posso comparar uma vida FIRE com a vida da pandemia. Mas o fato é que eu tive a oportunidade de trabalhar em casa por 1 ano e meio, e eu odiei. Definitivamente, home-office não funcionava para mim.

Retornar ao trabalho presencial foi muito bom. Foi muito bom reencontrar o pessoal do trabalho. Foi muito bom ter a rotina estabelecida novamente. Era como se eu tivesse recuperado uma parte de mim que havia ficado para trás.

Ter tempo disponível demais não era tão bom quanto imaginava. Eu percebi que quando eu tinha menos tempo, acabava me organizando melhor durante a semana. Desempenhar bem as atividades “obrigatórias”, fazia com que as atividades de lazer se tornassem mais intensa, mais prazerosas.

Quando comprei uma máquina Nespresso em 2013, tomar café havia se tornado um evento. Mas quando passei a tomar com uma frequência alta, o Nespresso acabou perdendo a graça, pois se transformou em um café comum. Eu e o marido, ao percebermos isso, deixamos de tomar todos os dias e passamos a tomar apenas nos fins de semana, porque não queríamos perder essa sensação de “ai que café gostoso”.

E foi exatamente isso que aconteceu comigo em relação ao trabalho. Eu não queria que minha sexta-feira perdesse a graça, que meus finais de semana não fossem aproveitados ao máximo, não queria achar que tenho tempo suficiente e ficar empurrando todos os meus projetos para fazer um dia, talvez.

O vídeo do Takeshi Yoro

Takeshi Yoro é Professor Emérito do Departamento de Anatomia da Faculdade de Medicina da Universidade de Tokyo. Foi por acaso que o vídeo de 8 minutos dele foi sugerido para mim. O professor fala em japonês, NÃO RECOMENDO que assistam o vídeo utilizando o tradutor, pois a tradução está sem pé nem cabeça.

Segue uma pequena transcrição do vídeo:

“Eu tenho uma opinião a respeito do trabalho.

Sobre o que queremos fazer…

Esta frase que aparentemente simples e clara, na verdade, carrega muitas complexidades.

Quando decidimos escolher um determinado trabalho ou profissão, na maioria das vezes e na maior parte do tempo, somos obrigados a fazer todo e qualquer tipo de atividade.

Eu decidi ser médico por querer atender pacientes, mas em pouco tempo entendi que paciente não se escolhe, são eles que vêm até nós. Se surge um paciente com infarto, não posso falar que não quero atendê-lo. Também não posso deixar de atender pessoas saudáveis que fingem estar doentes.

Então se eu decido por uma especialidade médica, por exemplo anatomia humana para não ter que atender estes pacientes, logo começo a entender que também não posso fazer só o que eu gosto e o que convém.

Quem decide pela especialidade anatomia humana, também faz pesquisa. Para fazer pesquisa, preciso de doação de corpos, e esta doação, pode acontecer a qualquer momento. Como as doações são escassas, não posso falar que não aceito doações no Ano Novo. Também não posso pedir para a pessoa morrer em horário comercial.

Por mais que eu goste de anatomia, preciso entender que outras atividades que não gosto também faz parte do pacote. Ou seja, para fazer o que gosto, também tenho que aceitar as coisas que não gosto de fazer.

Partindo deste pressuposto, o que é mais fácil, trocar de emprego a todo momento ou mudar a mentalidade?

Quando aceitamos isso, conseguimos distinguir de forma clara as atividades que gostamos e as atividades que não gostamos no trabalho.

Então eu finalmente compreendi que era indiferente fazer o que eu gostava e fazer o que eu não gostava, porque no final, era a mesma coisa:

  • trabalhar no que gosto também faz com que eu tenha atividades das quais não gosto
  • trabalhar no que não gosto também faz com que tenha atividades das quais gosto

Eu demorei mais de 10 anos para entender isso.”

~ tradução livre e adaptado de uma palestra do Takeshi Yoro ~

E é bem isso que aconteceu no meu trabalho.

Eu tenho algumas coisas das quais não gosto no trabalho, mas tenho muito mais coisas que gosto. E entendi que caso eu saia do trabalho atual e vá para uma outra área, também terei coisas que gosto e coisas que não gosto, com o agravante de que posso não suportar as coisas que não gosto, enquanto no meu trabalho atual, eu aceito bem as coisas que não gosto.

Filhos em idade escolar

Com as crianças em idade escolar e o marido em pleno vapor no trabalho, não posso sair viajando por 1 ou 2 anos como se eu fosse uma pessoa solteira.

Enquanto elas forem pequenas e dependentes, minha prioridade será sempre a família.

Fugir nem sempre é a melhor opção

Houve tempos em que eu não queria estar no trabalho, eu queria mudar de emprego, eu queria ficar em casa sem fazer nada.

Já enfrentei pessoas difíceis no trabalho, projetos difíceis, e a única coisa que eu queria era fugir dali para ter paz.

Mas eu permaneci (porque não tinha outra opção).

Passados alguns anos, olho para trás e consigo perceber que estar no trabalho em fases difíceis, me fez aprender a lidar com o diferente, a conversar e aceitar pessoas com pensamentos diferentes. Tive que lidar com as minhas inseguranças, enfrentar meus medos. Compreendi que quando se estende a mão primeiro, a maioria das pessoas também estenderão a mão quando você precisar. Me ensinou a ter paciência, a respeitar o tempo do outro, de que não tenho controle sobre tudo.

Fiquei pensando que se eu tivesse largado tudo para evitar sofrimento, eu não teria todas as percepções e experiências que eu tive. Será que eu teria amadurecido tanto?

Não preciso sair do emprego, só preciso de férias

Se eu tivesse pedido demissão do meu emprego para viajar por algum tempo, eu sei que em alguns meses, teria enjoado das viagens e iria querer a minha rotina de volta.

Quando viajei para o Japão para ficar 30 dias, no vigésimo dia já estava querendo ir para casa, porque tomar decisões todos os dias cansa. Decidir o roteiro turístico do dia, a hospedagem da semana que vem, verificar os pontos turísticos da cidade, descobrir os bairros que devem ser evitados, sair de casa todos os dias para conhecer algo novo, conhecer pessoas novas todos os dias, tudo isso sai da rotina e se torna exaustivo. Tanto que meus últimos 5 dias de viagem, eu fiquei passeando só pelo bairro, não queria mais conhecer lugares novos, nem fazer viagens longas para conhecer outras cidades.

Tem gente que gosta, mas eu sei que não conseguiria.

Foi aí que eu percebi que eu não precisava pedir demissão do emprego, eu só preciso de férias.

Aceitar que temos mais dos nossos pais do que gostaríamos

Todos nós temos comportamentos oriundos do histórico da nossa vida. Muito desse histórico determina o que somos hoje.

Ter visto a minha mãe passando necessidade, quando de repente virou viúva aos 35 anos de idade com 3 filhas pequenas, afetou a minha percepção em relação ao dinheiro, quando minha primeira filha nasceu.

Eu lembro de ter falado repetidamente a mesma frase que minha mãe sempre falou, que nós não ficaríamos desamparadas financeiramente, caso ela morresse, que conseguiríamos terminar os estudos e fazer faculdade, pois estava juntando dinheiro suficiente para isso.

Eu também tenho esse mesmo sentimento em relação às minhas filhas, pois desde que elas nasceram, tive medo da história da minha mãe se repetir comigo.

Após alguns anos poupando boa parte do salário, a tranquilidade financeira que sinto hoje me traz paz por saber que em caso de minha ausência, minhas filhas não ficarão desamparadas.

Sinto paz em saber que eu e meu marido teremos uma vida financeira confortável e promissora.

E finalmente a cereja do bolo…

Outro ponto crucial nessa jornada FIRE, foi chegar num valor de patrimônio que me fez entender que estou no trabalho PORQUE EU QUERO, e não PORQUE PRECISO. Quando minha filha nasceu há 7 anos, eu voltei para o trabalho depois da licença-maternidade, porque precisava do dinheiro, não porque eu queria. Já quando voltei a trabalhar depois de tomar a vacina da COVID-19, eu voltei porque eu queria, não porque precisava. Ter essa consciência fez total diferença para mim.

A mesma coisa havia acontecido com o meu marido há alguns anos. Ele não gostava do trabalho, mas conforme nosso patrimônio foi crescendo e quando ele percebeu que já recebíamos renda passiva superior ao salário dele, algo dentro dele mudou. Ele não se sentia mais intimidado com as ameaças do chefe, pois estava no controle. De repente, percebeu que estava gostando do trabalho.

E agora, isso aconteceu comigo também. Quando o dinheiro passou a não ser o protagonista do motivo de eu acordar cedo todos os dias, as coisas ficaram mais leves.

Os desavisados podem até pensar que andei, andei, andei e voltei para o mesmo lugar, de que continuo no trabalho, mas tenho que discordar. Eu sou uma pessoa completamente diferente de 7 anos atrás, apesar de estar ainda no mesmo trabalho.

Há uma frase da qual não sei a autoria, de que o tempo é como um rio. Nós nunca podemos tocar na mesma água duas vezes, porque a água que já passou, nunca passará novamente.

Faço essa relação também comigo. Eu entrei nessa jornada de uma forma, e conforme fui trilhando o caminho, aprendi muitas coisas, minhas percepções sobre a vida mudaram um pouco, a minha relação com o trabalho também mudou, a minha forma de encarar o dinheiro também mudou.

Eu vi transformações e evoluções no meu comportamento.

A minha ideia inicial era ser FIRE aos 50 anos. Depois de alguns anos, os cálculos me mostraram que era amplamente possível ser FIRE aos 45 anos. E recentemente, depois de algumas contas, descobri que se ajustasse a minha carteira para geração de renda passiva, eu poderia declarar FIRE a qualquer momento, aos 40 anos de idade.

Eu poupei um patrimônio razoável em um curto espaço de tempo, uma proeza que eu não sei se seria capaz de repetir a dose.

Para mim, foi crucial ter entrado nessa “batalha” interna do FIRE. Digo batalha, porque foi exatamente isso que eu fiz. Eu reduzi custos, com o desafio de não reduzir qualidade de vida. Investi todo e qualquer dinheiro extra, décimo terceiro, restituição do imposto de renda, trabalho extra do marido, moeda que encontrava perdida no fundo do bolso… Devorei diversos livros em tempo recorde. Eu era um trator em busca de textos de pessoas que estavam na mesma situação que eu, vivendo e respirando a jornada FIRE.

O minimalismo também foi essencial para a minha permanência saudável na vida FIRE, pois foi com o minimalismo que eu aprendi a aumentar os gastos em coisas que eram importantes para mim, e a reduzir drasticamente em coisas que não eram importantes. Atribuo a minha satisfação durante a jornada FIRE e a ausência de grandes frustrações e sensação de escassez graças a esse estilo de vida, de reduzir custos em coisas desnecessárias e viver de forma abundante nas coisas necessárias.

Hoje, vivo numa casa repleta de coisas que me dão prazer, que me dá sensação de paz e de aconchego, sem coisas em excesso, apenas com coisas que amo.

Eu já fiz tudo o que eu poderia fazer, agora, o tempo se encarregará de multiplicar o que eu comecei.

Ainda não preciso usar o patrimônio para viver, pois pretendo continuar trabalhando.

Enquanto isso, vivo como se nada tivesse mudado na minha vida, mas seguindo muitos dos ensinamentos do livro Die With Zero.

Foi graças à leitura deste livro que eu decidi mudar para um apartamento que comportasse alguns dos nossos sonhos: poder reativar meu ateliê onde faço artesanato e costura. Poder organizar uma oficina para mim (aliás, minha mais nova aquisição é uma serra elétrica para cortar madeiras).

Meu marido também tem seu tão sonhado escritório, um quarto só para ele para ele trabalhar em paz, curtir sua música e quem sabe, até mesmo retomar a tocar bateria, afinal, agora temos espaço suficiente para abraçar todos os nossos sonhos que estavam no modo “pausa”

Hoje tenho uma vida confortável e um futuro promissor, graças à jornada FIRE.

~ Yuka ~

40 Comments on “A Jornada FIRE e como acontece as mudanças na rota”

  1. Yuka, esse foi sem dúvidas um dos melhores textos que já li na internet! Talvez porque eu tenha me identificado muito com ele! Você é maravilhosa! Continue compartilhando seus pensamentos com a gente! Beijos, Aline.

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  2. Bom dia. Realmente a relação com o trabalho afeta muito as nossas vidas. Eu amo meu trabalho, tbm sou servidora pública e faço várias coisas que não gosto. Mas no geral, eu sou muito satisfeita e vejo colegas extremamente frustrados. É uma questão muito pessoal.
    Também não gostei de trabalhar só home office, sinto muita falta de encontrar os colegas de trabalho
    Agora tenho a opção de trabalhar 10 dias em home office, sendo o restante presencial. Pra mim esse foi o equilíbrio perfeito, pois tenho uma filha pequena e estou gravida da segunda. Então esse tempo maior em casa é muito importante para mim. Mas, não largaria meu emprego de jeito nenhum.

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    • Oi Anon, pois é, minha amiga amou ficar em home-office, já eu, me descabelei e descobri que nunca mais quero trabalhar de casa rsrsrs. Pra mim casa é casa, trabalho e trabalho. Como eu já tenho tendência para ser workaholic (meu primeiro casamento terminou por causa disso), home-office foi o início de uma jornada dupla, até tripla, um caos total.

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  3. Meu retorno após a licença foi porque eu queria, mas também fiquei muito mal com meu leite secando logo após este retorno. E meu bebê era tão pequeno. Fiquei muito mal …

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    • Oi Carolzita, você entende minha tristeza e frustração quando o leite secou. Eu tentei muito, tirava o leite no trabalho, quando estava tomando café da manhã, mas não adiantou. A minha segunda filha, foi um pouco mais tranquilo porque eu já sabia que meu leite iria secar de novo. Mas a primeira filha, não teve jeito, foi uma tristeza muito grande.

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  4. Bom dia, Yuka!!

    Amei ler seu texto!!
    Excelente reflexão… sempre digo para mim mesma que autoconhecimento e flexibilidade é o que nos ajuda a reconhecer o nosso céu interior!😘😘
    Votos de muitas felicidades para você e sua família.

    Elisabete

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  5. Yuka,

    Amei ler o seu texto, excelente reflexão!
    Sempre digo a mim mesma que o autoconhecimento e a flexibilidade nos permitem reconhecer nosso céu interior.
    Muitas felicidades para você e sua família.

    Bete

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    • Boa tarde Yuka! É muito interessante ver como as pessoas são diferentes! Comigo foi o contrário em relação ao Homeoffice…Depois de algumas semanas de adaptação abriu-se um mundo todo novo pra mim em relação ao trabalho! Continuei fazendo praticamente o mesmo trabalho, mas trabalhando mais e melhor e ao mesmo tempo tendo tempo pra almoçar com a esposa, fazer exercícios e tendo mais tempo pra mim. Perdia entre 2-3 horas diárias em transportes casa-trabalho-casa que passaram a ser divididas em mais trabalho (trabalho cerca de 9h por dia), mas também ganhei mais tempo pra atividade física e pra mim. Passei a acordar 1h mais tarde que acordava e a tomar um café da manhã tranquilo por não precisar me preocupar em sair de casa correndo pra não pegar trânsito ou ônibus lotado. Passei a trabalhar descalso e de bermuda, o que foi ótimo também. Trabalhava com blusa social todos os dias. Hoje tem mais de 2 anos que não passo uma muda de roupa. Ao meu ver o Homeoffice só me trouxe coisas boas e confesso que estou receoso em voltar a rotina antiga. É claro que tudo isso depende muito do tipo de trabalho e de como a pessoa é com o fato de trabalhar sem contato direto com outras pessoas, além da distância casa-trabalho-casa. Sobre o trabalhar por que quer e não por quê precisa estou cada vez mais entrando nesse modo de trabalho e concordo plenamente com você que isso muda muito e para melhor como vemos o nosso trabalho. Todo trabalho tem seu lado positivo e negativo e o que define como você se sentirá é se decidiu ver o “copo meio cheio” ou o “copo meio vazio”. Muitas vezes o problema não está no trabalho mas na gente mesmo. Grande abraço!

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      • Oi VVI, aconteceu com você o que aconteceu com a minha amiga, ela se adaptou muito bem ao home-office, e se sente muito frustrada por ter que voltar ao trabalho presencial. Sobre trabalhar por que quer, a gente só consegue chegar nesse ponto quando alcançamos uma certa tranquilidade financeira, principalmente para quem mora em um país que não oferece nem o básico para os cidadãos. Foi só quando cheguei nesse ponto que eu consegui deixar de fazer os cálculos da rentabilidade mensal, ver quanto estava aportando, quanto estava gastando etc. Por isso que eu sempre penso que é difícil falar para alguém para não virar um zé-continha, quando o dinheiro ainda é algo importante para atender as necessidades básicas de uma pessoa. Beijos.

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  6. Oi, Yuka! Recentemente lembrei de um texto que eu li de uma newsletter que não existe mais. O texto falava sobre não sair do teu trabalho para seguir seus sonhos, que isso não levava a nada sem um plano prévio, sem dinheiro guardado, sem uma certa certeza de que você poderá prover à sua família, etc. Que o que vc tinha que entender era que a maioria das pessoas não podiam fazer isso então o melhor era mudar a mentalidade e aproveitar o emprego para tirar o melhor dele. Vc trabalha num emprego das 8-17 num cubículo atendendo ligações de pessoas zangadas? Utilize esses momentos para aprimorar sua fala e suas técnicas de convencimento. E por ai iam os exemplos. É claro que nem sempre vc pode tirar algo positivo de um emprego do qual não gosta mas no meu caso, está servindo muito para aprimorar certos aspectos da minha vida que tem a ver com a organização e planejamento do meu próprio projeto pessoal educativo. E enquanto isso, eu sou paga! Aprendo e sou paga por aprender. Mudei a minha mentalidade um pouco ao respeito do que eu faço e realmente meus dias ficaram muito melhor. Um abraço!

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    • Oi Bhuvana, isso que você faz é muito inteligente da sua parte. Lendo seu comentário, eu lembrei de uma história que aconteceu comigo. Quando eu era pequena,tinha uma menina que não gostava de mim, e ela me maltratava, fazendo da minha vida um inferno. Eu era lobinha (uma pré-escoteira) e deveria ter uns 10 anos de idade. Eu comecei a tratar a menina muito bem, ela fazia coisas ruins, mas mesmo assim, eu continuei a tratando bem. Qual não é a surpresa quando de repente ela se tornou minha amiga? Até hoje levo isso que aprendi aos 10 anos aqui no meu ambiente de trabalho. Beijos.

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  7. Já me vi em situações profissionais semelhantes: situações e pessoas difíceis ao redor e um desejo de fugir. Mas hoje acredito que uma “fuga” não resolveria, ou a gente aprende a lidar com as situações desafiadoras ou os problemas irão nos acompanhar independente do lugar.

    No fim acho a sua reflexão fundamental para termos paz e satisfação na vida. Se não entendermos que há problemas em tudo e que isso é normal estaremos sempre insatisfeitos em busca de algo que não existe.

    Mais um excelente texto, me admira a sua capacidade de fazer brotar um desses toda semana 🙂

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    • Eu já troquei de emprego algumas vezes, até entrar neste cargo público. E posso te falar, em todos os empregos, sempre tiveram os mesmos tipos de pessoas, os mesmos problemas, as mesmas confusões rsrsrs. Beijos.

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  8. Sobre a questão do trabalho e que pode se estender para outras áreas da vida, tenho uma visão um pouco diferente.
    Tem coisas e situações em que nós perdemos. Em alguns casos é importante reconhecer e se for o caso aceitar a derrota.
    Na maioria das situações é possível tirar algo de bom, alguma lição ou ensinamento, isso é fato, mas isso não muda o fato que simplesmente não conseguimos o que queríamos, nosso objetivos etc.
    Vejo pessoas aceitando derrotas por muito tempo e ao invés de buscar outro caminho, ficam fantasiando em cima de sua derrota.
    Exemplo: Certa vez acessei aleatoriamente um blog voltado para advogados e lá ví vários relatos de profissionais insatisfeitos com suas profissões por diversos motivos e entre esses relatos alguns de pessoas que estavam a 10 anos ou mais em suas profissões cientes de sua infelicidade e que por motivos pessoas não mudavam e ficavam fantasiando que por algum motivo suas situações melhorariam.
    Não seria mais fácil, lógico e até mais saudável admitir a derrota? Admitir que erraram na escolha da profissão, que aquilo já não fazia mais tanto sentido, talvez nenhum sentido e tentar alguma mudança?
    O problema é que quando visualizamos e aceitamos a derrota não temos mais desculpas e ao mesmo tempo nos vemos instigados a fazer alguma coisa e muitas vezes simplesmente não temos vontade de fazer algo ou mesmo não sabemos o que fazer.
    Aí resta esperar por um milagre e acreditar que as possíveis lições aprendidas tenham valido a pena.

    Temos (me incluo nisso) que ter muita sabedoria para saber o que é normal e tolerável em termos de contrariedades na nossa vida e o que pode ser uma verdadeira carceragem emocional e de vida.

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    • Oi Anon, seu comentário é muito interessante e concordo com ele. É difícil conseguir separar o que é normal do intolerável, principalmente quando se está imerso no trabalho há tanto tempo, com pessoas que possuem comportamentos desanimadores. O que vejo no trabalho são pessoas andando em círculos:
      – não gosto do trabalho
      – então procure um outro emprego
      – ah mas é tão difícil procurar um outro emprego
      – então fique no emprego
      – mas é que não gosto do trabalho
      E aí fica nesse círculo sem fim, parecendo uma vitrola quebrada, mas com a única certeza de que está infeliz, mas se acostumou com a infelicidade por 10, 20, 30 anos.

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  9. Mais um texto lindo para a semana! Ainda estou na fase de quitar as dívidas e diminuir os supérfluos. Uma casa minimalista e um guarda roupa minimalista me trouxeram paz. Agora estou introduzindo o minimalismo na minha alimentação. E me identifiquei muito, pois na pandemia, tbm percebi que precisava da rotina dos dias para valorizar meus fins de semana.

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  10. Você falou nesse post oque eu sempre tentei avisar no meu blog.

    A ilusão da aposentadoria antecipada.

    O objetivo de ser independente financeiro é válido, mas a aposentadoria é danosa.

    Eu já fiz alguns posts sobre a experiência do meu pai e do meu tio com esse negócio
    de aposentadoria cedo. Eles morreram de tédio. Não demorou muito para eles arrumarem
    algo para serem úteis. Meu pai até hoje diz que os melhores anos dele foram
    aqueles anos da correria.

    Por fim, você falou várias verdades aí: Viajar cansa, ficar em casa cansa. Estamos aqui para
    servir.

    John Templeton, um dos maiores investidores da história diz no livro “Ricos, sábios e felizes” que
    Deus não nos criou para sermos inúteis, ele quer que façamos algo que agregue valor
    para as pessoas.

    Outra coisa que você falou foi:
    “Eu poupei um patrimônio razoável em um curto espaço de tempo, uma proeza que eu não sei se seria capaz de repetir a dose.”

    Hoje, com certa tranquilidade financeira e com boa qualidade de vida, sinto a mesma coisa. Não sei
    como consegui economizar tanto durante aqueles primeiros anos.

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    • Oi Peão, sabe que depois que cheguei nessa conclusão (de que não preciso sair do emprego), fiquei ainda mais tranquila, porque não precisarei viver no estresse em saber se fiz conta errada, não preciso me preocupar se meus investimentos estão rendendo acima da inflação, se a bolsa está em alta ou se está em baixa, se terei dinheiro para arcar algum gasto inesperado. Porque se eu vou permanecer no emprego, o salário continuará entrando. Posso simplesmente esquecer meus investimentos e viver só com o meu salário. Como eu poupava todos os meses, significa que sempre vivi com menos do que ganho. Ou seja, mesmo que eu aumente os gastos para fazer algo, ainda continuarei aportando todos os meses, mas sem precisar fazer contas.
      Sobre a experiência do seu pai e seu tio, também tenho 2 casos na família do meu marido. Eram pessoas que não trabalhavam, não tinham ocupação, ofício (porque às vezes a pessoa não tem emprego, mas se mantém muito ocupada), e adivinhe? Morreram muito cedo. Sei não, às vezes acho que o corpo deve saber que “acabou a função” e aí começa a dar defeito.

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  11. Oi Yuka, tudo bem?
    Eu sempre aprendo algo novo com você. Me interesso pelos mesmos temas que você e é ótimo ouvir seus relatos e pontos de vista.
    Eu faço home office a dois anos e estou numa empresa que decidiu continuar com o home office por tempo indeterminado. Acho que tem vantagens e desvantagens. A vantagem maior sem dúvida é não perder horas diárias no transporte até o escritório e poder aproveitar melhor a casa. Mas entendo que a casa pode deixar de ter graça quando se está nela o tempo todo. Após dois anos, eu ainda não enjoei da minha casa, até porque me mudei nesse meio tempo. Mas o que mais pega para mim é não ver pessoas diferentes o dia todo. Parece que falta alguma coisa, o ritmo ao qual eu estava acostumada. E os dias realmente parecem os mesmos. Depois de dois anos, estou começando a cansar desse modo de trabalho e achando que o ideal seria ir umas duas vezes na semana no presencial e 3 dias no remoto. Agora, para a minha situação pessoal, com uma bebê de 9 meses, tem sido o ideal. Eu tenho ela ao meu lado durante o dia, consigo amamentá-la, acompanhar de perto o seu desenvolvimento, e participar da rotina dela, estar presente por mais tempo. Não é fácil trabalhar com bebê em casa e o tempo livre é todo para ela. Mas depois que ela ficar um pouco maior, acho que dá pra mudar a configuração aos poucos.
    Sobre o trabalho ideal, seu texto me fez pensar também. Eu fui funcionária pública por 5 anos e hoje trabalho na área de tecnologia em uma empresa que nasceu como start up mas virou uma gigante. Vivi dois mundos opostos, rs. Eu gostava muito de alguns aspectos da rotina no antigo trabalho. Parte dos colegas de trabalho, que são grandes amigos até hoje, almoçar com eles, poder fazer as coisas sem pressa e ter mais tempo para fazer coisas fora do trabalho. Já o trabalho em si era algo que não me preenchia, não me desafiava. Era trabalho automático que não envolvia usar o cérebro e o tédio era enorme. Uma hora não aguentei e quis mudar completamente. E cá estou agora, numa empresa que me desafia todos os dias. Num trabalho no qual tenho que pensar muito, e que enxerga valor nos resultados que eu entrego. Eu não me arrependo de ter mudado de trabalho, pois era o que eu precisava naquele momento. Me sinto melhor e mais valorizada nessa nova área e vejo que tenho mais oportunidades também, por ser uma área que está aquecida. Mas o lado ruim é que tenho pouco tempo livre e trabalho mais. Tenho que escolher muito bem como gastar as poucas horas livres do meu dia. Tenho saudades de ter mais tempo para o lazer e para viver a vida com mais calma. Mas quem sabe não encontro um trabalho que me dê esse equilíbrio? É algo que vou buscar ir atrás agora…

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    • Oi Larissa, sobre seu relato do trabalho mais tranquilo com o trabalho hardcore, me identifiquei rsrs. Antes, eu queria um trabalho hardcore, que me desafiasse e já tive tudo isso. Quando eu pedi transferência para uma unidade menor, muitos me chamaram de louca, falaram que eu perderia minha visibilidade, que eu estava dando um tiro no pé. Mas na última reunião de funcionários que eu fiz, eu expliquei para os funcionários que eu queria voltar a ter tempo, que eu queria ter disposição para fazer as minhas unhas, de poder almoçar no horário certo (porque muitas vezes a correria era tanta que eu não conseguia nem almoçar). Isso foi há 9 anos, eu nem tinha filhos ainda. No começo, eu parecia uma bexiga murcha na nova unidade, porque antes tudo era tão corrido e nessa nova unidade o ritmo era bem mais tranquilo. Mas hoje eu vejo que tomei a decisão certa. Beijos.

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  12. Yuka, que sensacionar ler seus posts. Que lições preciosas! Como é importante gostar do que se faz e não apenas fazer o que se gosta!
    Estava precisando ler suas palavras, estou num momento de desânimo, mas sei que vai passar…

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    • Oi Gláucia, eu estou começando a aceitar que ter desânimo em algumas fases da vida é normal, assim como a ansiedade é normal (quem não tem ansiedade é porque já morreu). Assim como o inverno e verão, como sol e chuva, como calor e frio, medo e euforia, o desânimo também vem de tempos em tempos e que o importante é ter redes de apoio e fazer coisas das quais gostamos para amenizar fases em que não estamos tão bem. A cada desafio enfrentado, retornamos mais fortes, carregamos cicatrizes e experiências, e é isso que nos faz crescer. Da mesma forma que teve época da minha vida que eu queria estar longe do meu trabalho, hoje eu gosto do meu trabalho e me sinto grata por não ter precipitado e pedido demissão do meu emprego. Vai passar. Beijos.

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  13. Oi Yuka, boa tarde!

    Muito legal o teu texto, você conseguiu analisar um período grande da tua vida com um bom distanciamento.

    Esse retorno ao trabalho depois da licença maternidade é um pesadelo. Eu estava até um pouco ansiosa para voltar a trabalhar, mas virei um verdadeiro zumbi. A minha filha acordava 3, 4 vezes por noite, eu dormia em todos os lugares, até parada no semáforo eu cochilava. Não conseguia fazer nenhuma atividade que exigisse concentração, achei até que a maternidade tinha me emburrecido, de tão difícil que eu achava de fazer o meu trabalho. Nos domingos às vezes eu conseguia dormir um pouco mais, então eu até voltava a pensar com clareza. Eu poderia ter sido um objeto de estudo, de como o cansaço extremo gera sintomas de depressão e de confusão mental. Definitivamente eu não estava preparada para isso. Eu também parei de amamentar nessa época. Mas como ela sempre tomou complemento desde recém nascida, acabou que isso não foi um problema. Foi mais um milagre ela ter mamado no peito até os 6 meses, então eu achei até que tinha dado certo.

    Nunca pensei em parar de trabalhar para ficar só com a minha filha, embora claro que se eu tivesse uma bola de cristal de que seria tão pesado assim eu poderia ter me programado para tirar uma licença não remunerada de uns 2 anos para não ficar louca. Enfim, foi como foi e nós duas sobrevivemos.

    Ninguém fala muito nisso, de como é pesado para as mães voltarem a trabalhar. Não por causa do tal instinto materno mas pela dificuldade de conciliar as coisas mesmo. E ainda ter que ouvir, aqui e ali, que a fulana dá conta, que a sicrana ainda vai na academia, que é só se organizar (!?!). Homens falando isso, homens que nem filho tem. Já ouvi muita bobagem desse tipo – eu trabalho só com homens há mais de 20 anos.

    Eu nunca tive “culpa” por trabalhar em relação à minha filha porque parar de trabalhar não era uma opção. Ter que parar de trabalhar para ter filho era como deixar de ser eu mesma e essa opção não existia para mim. Mas os primeiros anos foram bem pesados, tanto que jamais cogitei de ter um segundo filho.

    Eu já odiei o meu trabalho, mas foi muito antes disso. Acabou servindo como impulso para sair e arrumar outro. No emprego atual, que também é público, o trabalho em si eu gosto, mas já teve épocas que foi bem complicado lidar com alguns colegas. Gente que não separa o trabalho dos assuntos pessoais, que acha que está no bar discutindo política. Mas faziam o que tinham que fazer, ao menos.

    Sobre o home office, eu odiei no início. Me sentia invadida o tempo todo. Agora já estou ajustada, mas estou em trabalho híbrido, por assim dizer. Duas vezes por semana trabalho presencial ou até mais, se algum imprevisto acontece. O melhor de ir lá é que não tem mais ninguém, então é um silêncio, uma tranquilidade para fazer as coisas que exigem bastante atenção.

    E o dinheiro, bem, ele é um problema bem maior quando a gente não tem, porque qualquer imprevisto vira um drama. Ter alguma reserva, mas não viver só em função dele, porque senão a vida fica muito chata.

    Um abraço, ótima semana!

    Daniela

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    • Oi Daniela, “achei até que a maternidade tinha me emburrecido” hahaha passei pela mesma coisa, engraçado que ninguém fala sobre essas coisas, não? Até hoje eu ouço “Ah, ser mãe é padecer no paraíso”, como se eu não tivesse direito de falar que estou exausta, cansada, que não posso ter a vontade de ficar sozinha por alguns dias, ter um tempo só para mim. Aliás, em breve terei alguns momentos só meus, ainda estou terminando de montar o meu ateliê, e estou bem contente porque será o meu cantinho, o meu espaço zen. Esses dias quando estava organizando as coisas no ateliê, minhas filhas entraram no quarto e começaram a brigar lá dentro e eu só disse “poxa, vocês vieram lá da sala para brigar aqui dentro do meu ateliê? Não briguem aqui dentro, aqui é um espaço de tranquilidade” rsrsrs. Beijos.

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  14. Oi Yuka, nossa que post interessante!!

    No final da pandemia eu comecei uma terapia e estou descobrindo praticamente as mesmas coisas.. que o jeito de ver o trabalho faz mais diferença do que o trabalho em si. Que às vezes as situações de “abuso” ocorrem pq ninguém se posiciona (e se houvesse posicionamento não haveria abuso..). Que dá para buscar fazer amizade com as pessoas, pois no fundo todo mundo quer buscar alguma paz e harmonia..

    Às vezes basta colocar as coisas no seu devido lugar, dentro da gente: trabalho é trabalho, hobby é hobby, passeio é passeio.. tbem sou uma pessoa que sentiu falta do presencial, parece que eu preciso do “contraste” na minha vida. Quando tudo fica misturado, fica tudo meio “cinza” nebuloso hehehe! Parei até de brigar com o clima: tem dias quentes, dias frios e tudo bem, cada um com sua beleza.

    Eu queria mudar de cidade, acabei descobrindo que gosto de morar aqui, ter minha rede de apoio…

    Muito bom esse amadurecendo que a reflexão (e no meu caso a terapia) traz.

    Pensando assim, dá pra ser feliz hj mesmo!

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    • Oi Cinthia, nesse ponto a pandemia me ajudou a delimitar o espaço de cada ambiente. Trabalho é trabalho, é um lugar onde faço o que preciso fazer, encontro colegas e amigos, é um lugar onde aprendo a conviver com pessoas diferentes, e recebo um bom salário para conseguir manter o meu estilo de vida da qual me agrada muito. E por trabalhar durante a semana, os fins de semana se tornam agradáveis, uma espera aguardada, um momento planejado e especial, usando o dinheiro que trabalhei (penso assim porque já poupei o que precisava poupar). Você usou a palavra “contraste” e isso explica muito bem o que sinto, eu também preciso destes contrastes e descobri que me faz muito bem. Beijos.

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  15. uma serra eletrica Yuka?
    fiquei com vontade de comprar uma tambem, se um ladrão entrar em casa eu ameaço ele e faço cara de louca…
    e como vc faz para não deixar as suas filhas terem acesso? tranca num armario?

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    • Oi Grazzi, sim, serra elétrica kkk, meu marido tá preocupado com os meus dedos, mas falei pra ele ficar tranquilo, porque não é uma serra circular (esse sim é capaz de levar embora meu dedo). Minhas filhas mexem em tudo, tudo mesmo, são muito fuçadeiras. Abrem gavetas, armários, sobem em escada para alcançar lugares altos, são bem danadas. Então o que eu faço é mostrar e explicar o que acontece se mexer. Explico que o álcool está dentro do recipiente de spray, que não é pra pegar nem espirrar no olho porque vai arder, onde está a água sanitária e para que ela serve, a pastilha para o vaso sanitário (quando é novidade, elas querem colocar dedo, apertar, cheirar…). Faço o mesmo com os equipamentos perigosos, apresento para elas a furadeira, a parafusadeira (essa elas já sabem mexer), martelo, etc. Faca de cozinha é outra coisa que eu sempre tive medo, então eu resolvi ensinar como manusear, ao invés de esconder. Até o momento, bom, tem dado certo rs. Beijos.

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  16. Traidora do movimento !! (brincadeirinha ….) Muito legal sua jornada de auto-conhecimento. Obrigado por compartilhar com a gente ! Pra mim é difícil entender mas na verdade nao tem como, pois as pessoas sao diferentes. Aposentadoria precoce é um estilo de vida perfeito pra mim. De repente vc consegue negociar na empresa um sabático pra pelo menos sentir o gostinho ? Vai mesmo aguentar até os 65 ? Sucesso pra vc !

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    • Oi Vagaba, hahaha, bem por aí mesmo, mas sabe que depois de ter entendido que posso me aposentar a qualquer momento, o trabalho ficou muito suave? É como se eu não me importasse mais com as pequenas confusões que acontecem no trabalho. Eu penso sim em um sabático, mas talvez daqui a alguns anos, quando as crianças crescerem mais um pouco. Hoje, mesmo tirando um sabático, não poderia sair com uma mochila nas costas, já que tem a escola das crianças. Eu trabalhar até os 65? Acho difícil heim rsrsrs. Tenho analisado a minha vida em blocos de 5 em 5 anos, então por enquanto, penso em trabalhar até os 45. A partir dos 45 eu avalio, se trabalho mais 5 anos ou se peço demissão. Um beijo!!!

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  17. Tqva achando estranho mesmo japa querendo parar de trabalhar. Isto está entrando na cultura de vcs. Trabalhar até morrer. Agora faz mais sentido. Abs

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