Redes de mentiras sociais

Já faz um tempo que as pessoas têm me pedido para falar sobre o uso de redes sociais.

Eu nem sei se eu sou a pessoa ideal para falar sobre esse assunto, por justamente não ser adepta às redes sociais.

Uso o WhatsApp para conversar com a família e meus amigos, e assisto alguns vídeos do YouTube quando tenho tempo. Mas não tenho Instagram, uma das redes sociais que mais afeta a saúde mental. Também não tenho Facebook, Twitter, Linkedin, Snapchat, TikTok, e mais algumas outras que eu nem devo saber da existência.

Então vou falar do ponto de vista de quem não usa tanto, de quem não está imerso nessa vida de redes sociais.

Eu já tive Orkut (quem lembra?) e Facebook durante poucos anos e logo de início percebi que não iria me fazer bem.

Eu percebi que o que era dito para mim, era diferente do que estava sendo mostrado nas redes sociais. Talvez as pessoas faziam de forma inconsciente, mas enquanto algumas pessoas falavam para mim que o casamento ou o namoro estavam desmoronando, nas redes sociais elas postavam as fotos do casal apaixonado, com toda aquela declaração de amor. E isso era constante. Também teve um caso que descobri por acaso que por trás daquela viagem maravilhosa que uma conhecida havia feito, ela havia contraído uma dívida praticamente impagável. Ou de um casal que fazia questão de mostrar toda sexualidade aflorada, e descobrir que os dois não tinham relações por meses. Eu ainda tenho diversos exemplos que poderia dar, mas acho que estes são o suficiente para entender que tudo isso me deu um bug na cabeça.

Em pouco tempo, comecei a me questionar… eu gasto meu tempo para ficar vendo…. mentiras? A famosa “redes de mentiras sociais”. Eu perdia meu precioso tempo vendo a mentira dos outros, mas o que me incomodava mesmo era ver a vaidade, o narcisismo excessivo.

Outra coisa que eu entendi rapidinho é que as redes sociais gera uma comparação e uma competição doentia.

Durante o pouco tempo que tive Orkut e Facebook, comecei a sentir que não tinha amigos o suficiente, não era rica o suficiente, não era legal o suficiente, não era bonita o suficiente, não tinha uma família unida o suficiente, não viajava para lugares instagramáveis quanto eles, enfim, um saco sem fundo de comparação sem sentido. Justo eu, que sempre fui uma pessoa grata.

Ao decidir sair das redes sociais, compreendi que não fazer parte disso tudo era algo bizarro, como se não fizesse parte deste mundo.

E de fato, no início, foi exatamente essa sensação que eu tive. Comecei a perder alguns eventos, alguns encontros, porque as pessoas simplesmente esqueciam de me avisar. Eu ficava chateada, porque é isso né, se você não está nas redes sociais, você não existe. É como se de repente você sumisse do mapa e ninguém sentisse sua falta, é como se você tivesse sido esquecida pelo mundo.

Mas esse vazio inicial, durou apenas algumas semanas. Aos poucos, eu comecei a enxergar os benefícios. Eu sentia que estava tendo controle da minha vida, e o melhor, sem precisar me comparar com a vida dos outros. A minha vida começou a parecer de novo colorida, mais interessante, mais intensa, porque não havia mais uma praia do Havaí com água cristalina para comparar uma viagem que eu fazia para Santos para visitar a minha mãe. Ou comparar um fim-de-semana em um resort caro enquanto minhas filhas brincavam no barranco perto de casa, escorregando em uma caixa de papelão.

O que eu posso dizer de antemão é que mesmo se você não fizer parte de uma rede social, a vida continua. E não uma vida qualquer, mas uma vida com controle, com mais presença. Quantas vezes você foi no restaurante e perdeu minutos da sua vida para tirar a foto perfeita para o Instagram?

Quantas vezes você estava festejando o ano novo tentando tirar a foto perfeita tendo os fogos de artifício no fundo, e não aproveitou o show da virada?

Quantas vezes você viu seu filho fazendo alguma coisa divertida e espontânea apenas pela tela do seu celular, mesmo estando na frente dele?

Se prestar atenção, verá que nos restaurantes, os casais não se olham, pois estão cada um no seu celular. Amigos não conversam, porque estão cada um entretidos no seu próprio mundo. Filhos não existem, pois estão em tablets entretidos para não atrapalhar os adultos.

Semana passada foi meu aniversário. Não ter que postar nada nas redes sociais é maravilhoso. Todas as pessoas que são importantes para mim, meus melhores amigos, minha família e alguns colegas, lembraram do meu aniversário. E fico genuinamente feliz, porque meu aniversário não está anotado em lugar nenhum.

Eu também sei o aniversário de todas as pessoas que são importantes na minha vida…

Para quem já está viciado nas redes sociais, como qualquer vício, tem que ter a consciência de que será muito difícil de se livrar. As empresas sabem disso, e fazem de tudo para nos prender cada vez mais, afinal, quanto mais tempo passamos olhando para as telas, mais as empresas pagam para essas plataformas para vender seus produtos.

Posso garantir que o esforço para eliminar as redes sociais vale a pena. Depois que passa o período de abstinência, vai perceber que não deixou para trás grande coisa. Vai ficar surpreso de como perdia tempo assistindo coisas sem sentido, que ficava consumindo conteúdo que não agrega absolutamente nada na vida, tendo FOMO (Fear of Missing Out – medo de ficar de fora) por coisas sem nenhum valor.

Vai perceber também que as pessoas importantes, continuarão do seu lado, com ou sem rede social.

É ilusão achar que temos tempo para tudo e para todos. Nós não temos. Se estamos passando muito tempo nas redes sociais ou em qualquer outra coisa sem sentido, temos que ter a consciência de que algo está sendo deixado de lado.

~ Yuka ~

39 Comments on “Redes de mentiras sociais”

  1. Bom dia yuka. Também compartilho desses pensamentos. Já há anos não tenho minha vida compartilhada na internet.
    No entanto, ainda me sinto viciada no celular. Creio que o que mais me afeta é ter internet sempre. Isso não me incomodava tanto quanto antes quando só usava o wifi somente a noite. Mas com watzap isso não é mais possível. Temos que olhar o celular de tempos em tempos.
    Sinto que estou desperdiçando minha vida.
    Tenho vários hobbies e interesses de estudo além da minha filha que me dedico muito.
    Meu objetivo agora é diminuir o uso do celular para no máximo 1h por dia.

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    • Oi Juliana, o que dá pra fazer, é utilizar o celular para outros fins. Apesar de ter um kindle, eu tenho lido livros no meu celular, pois tenho achado mais fácil para ler em períodos curtos como horário do meu almoço ou fila do supermercado. Ou ouvir bons podcasts, ou música. Quem me olha de fora, pode achar que estou nas redes sociais, mas na verdade, estou alimentando a minha alma. Um beijo.

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  2. Por incrível que pareça uso Instragram e Facebook para estudar e procurar trabalho e cursos.
    Já consegui trabalho pelo face e tenho aprendido MUITA coisa de TI pelo insta. Quando abri a conta entrei na perspectiva de ter acesso a informações que as pessoas compartilhavam. Tanto que meu insta só tem uma foto na capa para me identificar e só. Para mim o insta é mais um instrumento de conhecimento. Tem muita gente que posta dicas de TI,RH e educação financeira. No Facebook tem muitos grupos que compartilham vagas de trabalhos locais.
    Não estou defendendo redes sociais mas acho que se te dão limão faça uma limonada.

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    • Oi Marcela, concordo com você, nós que definimos como podemos usar as redes sociais. Já ouvi muita gente falar que o YouTube é porcaria, concordo que tem muita cultura inútil, mas também há muito conteúdo bom disponível de graça. Isso deve acontecer o mesmo com o Facebook e Instagram, como você comentou. O segredo é justamente esse, utilizar as redes sociais para algo útil, e entender que não é porque é postado algo, que temos a obrigatoriedade de assistir/ouvir, e que o que é bom hoje, pode perder sentido daqui a alguns meses, e tudo bem, aí é a hora de desapegar. Um beijo!

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  3. Boa tarde amiga, como sempre seu texto faz todo o sentido, em Agosto, fechei meu Facebook, e aos poucos tenho tentado diminuir meu tempo no Instagram, percebo que se fico muito tempo ao celular fico muito ansiosa, me faz mal, me deixa ansiosa, procuro nos finais de semana deixar o celular de lado, isso é libertador!!!bjsss amiga , boa semana.

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    • Oi Lindadrika, verdade, ficar sem acessar a internet é algo importante, e limitado nos tempos atuais. A minha preocupação nem é comigo, mas com as crianças. Digo isso porque eu sei reconhecer a minha ansiedade, mas fico imaginando que minhas filhas que nasceram na era digital, não irão reconhecer esse tipo de sentimento que eu tenho, porque para elas será algo natural, algo que sempre tiveram que conviver com o excesso de informação. E isso me preocupa. Minhas filhas hoje têm 6 e 4 anos, elas são bem analógicas, e tentarei mantê-las assim enquanto puder. Beijos.

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  4. Yuka, primeiramente Feliz Aniversário! Que seja um novo ciclo cheio de coisas maravilhosas!

    É até engraçado quanto temos rede social e não postamos nada – que é o meu caso.
    Os ‘amigos’ te cobram ‘poxa, não postou nenhuma fotinho do aniversário?’…rs

    Estou aqui, lendo o seu texto, no dia em que excluí uma das minhas contas nas redes sociais. Indo para a próxima exclusão em breve. Eu sempre deleto tudo que é possível antes de encerrar a conta…rs Como se minha vida já não tivesse sido toda mapeada por eles… mas enfim..rs
    Bem, encarando com ótimo sinal essa coincidência =D

    Eu não consigo mais conviver com certos comportamentos que vejo nas postagens, principalmente por achar que as pessoas vivem num mundo completamente diferente do meu… Me deparo com fotos de viagens perfeitas, comidas deliciosas, pessoas fazendo mesversário e comemorações mensais, com tanto requinte, quase como se fosse um aniversário anual… e, quando saio à rua, vejo tanta gente vendendo alguns produtos simples, para poder ganhar algum dinheiro, outras tanto pedindo, para sobreviverem com tão pouco.
    Para o meu psicológico está sendo demais, por isso tomei a decisão de sair.

    Beijos e ótima semana 😉

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    • Oi Renata, obrigada pelas felicitações!!! Sabe outra coisa que eu não gostava quando tinha redes sociais? Eu olhava as postagens dos outros, e invariavelmente acabava julgando. Por exemplo, quando alguém tirava uma foto com diversos livros, sabia que no fundo a pessoa estava querendo passar uma imagem de que era uma leitora voraz, de que era inteligente, mesmo sabendo que a pessoa ainda não tinha lido nenhum daqueles livros rsrs. E aí, de postagem em postagem, eu ficava com um sentimento ruim, não queria mais ver, eu não queria ter conhecimento daquilo que as pessoas estavam postando, porque eu queria continuar gostando dessas pessoas. Fora tudo isso que você comentou, a valorização de uma vida de requinte, com ostentação, consumo excessivo, uma vida completamente diferente da minha… era demais para mim também. Um beijo pra você.

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  5. Oi Yuka! Nossa, que coincidência esse post… parece o algoritmo haha. Estava agora mesmo vendo uns relatos no YouTube de pessoas que deletaram as redes sociais e os benefícios! Eu estou viciada no Instagram. Trabalho 9h por dia… mas agora em home office, aumentei o meu consumo de Instagram para umas 5h por dia! Preciso urgentemente parar com isso! Tem sido tema da minha terapia algumas sessões já! Gosto muito de algumas contas do Instagram… que dão dicas de saúde, minimalismo… e sempre tem dicas de livros que o pessoal está lendo também! Tenho a impressão que se deletar, vou ficar até sem saber o que ler! Enfim… estou com esse problema! 😢

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    • Oi Carol, é, as redes sociais meio que vira um passatempo. Tente ver alternativas para diminuir ou até mesmo sair das redes sociais. Por exemplo, eu sempre tenho um bom livro em mãos para ler, ou no meu kindle, ou no meu celular mesmo. Assim, se estou na fila de um supermercado e sinto vontade de fazer alguma coisa, ao invés de instalar qualquer jogo, eu abro meu livro e começo a ler algumas páginas. Podcasts também são uma boa saída. Ou até mesmo mandar alguma mensagem para um amigo. Beijos.

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    • Ah complementando a mensagem anterior, eu entendo que deve dar uma impressão de que ficará órfã se sair do Instagram rsrs. Meu marido, demorou para sair do Facebook. E ele me dizia isso, que ele acompanhava as notícias, que ficava sabendo de muitos eventos graças ao Facebook, etc. Com o tempo, ele entendeu os benefícios de não ficar acompanhando as redes sociais. Passados alguns anos, hoje ele diz que o preço que ele pagava era muito alto: para ter acesso às notícias (que ele poderia acessar em outras plataformas) e eventos, ele também era obrigado a ver os posts dos amigos e colegas, além de ler os comentários e acabar fazendo julgamentos. Acho que cada um tem o seu tempo certo de fazer isso, a melhor forma para fazer (se só vai diminuir o consumo ou até mesmo deletar de uma vez), por isso, faça as coisas no seu tempo, quando estiver preparada. Um beijo.

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  6. O que mais me fez sair das redes sociais foram os comentários. Tinha um canal no youtube com mais de 4k inscritos. Todos se tornam excessivamente críticos e ofensivos quando comentam. Também abandonei redes sociais, comprei um celular daqueles de pessoas idosas (com lanterninha e tudo rsrsrs). Whastapp só Web (no computador). Ainda tenho smartphone por causa da obrigação de tê-los para poder acessar minhas contas bancárias e de investimentos (malditos tokens). Este fica em casa. Mas meu conselho para as pessoas que estão abertas a ouvi-los é: não leia os comentários na internet.

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    • Com exceção dos deste blog, pois eles são muito pertinentes e enriquecedores. Acho todos aqui muito gentis e inteligentes. Mesmo quando há discordância entre os pontos de vista prevalece a polidez mútua.
      Aprendo muito com vocês e com a Yuka.
      : )

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      • Oi Odiluza, também tenho a mesma opinião que você, acho o povo aqui tão educado e inteligente rsrsrs. Comentam, mas sem ofender. Mostram o próprio ponto de vista, mas sem anular a experiência do outro. Fora quando há comentários de leitores ajudando outros leitores. Aí meu coração não aguenta rsrs. Um grande beijo.

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    • Oi Zé Cotinha, me identifiquei no “malditos tokens” kkkkkk. Realmente, os comentários são duros de se ler. Opiniões muito 8 ou 80, ou é desse jeito ou do outro jeito, parece não existir mais o meio termo, muito menos o respeito pelas opiniões divergentes. Você faz bem em se afastar destas coisas, hoje eu vejo que nossos pais e avós viviam de forma presente… nós não. Nós vivemos na superficialidade da vida. Um beijo.

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  7. Yuka,

    Parabéns pelo seu aniversário!

    Te desejo tudo de bom. Que essa nova etapa de sua vida que se iniciou há alguns dias seja maravilhosa.

    O pior é que é bem assim mesmo: nas redes sociais, há sempre aquelas fotos fazem com que a gente pense que a nossa vida é pior do que a dos outros. Mas será que é mesmo? Provavelmente não.

    Vejo pessoas que não desgrudam do celular. Estão quase o tempo todo de olho na tela! E como era de se esperar, não são cursos ou algo mais útil, mas apenas redes sociais. E não falo de adolescentes não. São pessoas na faixa dos 40, 50 anos.

    Sinceramente, não entendo como alguém consegue ver tantos vídeos

    Até que ponto esse excesso de interação é realmente bom? Como você disse, não temos todo o tempo do mundo. Essa é uma das maiores ilusões que nos fazem acreditar desde cedo. Inclusive estou finalizando um post sobre o tema, que pretendo postar no início de outubro.

    Além disso, ouvi uma entrevista com a neurocientista Rosana Alves, na qual ela falou sobre uma pequena estrutura azul que temos no cérebro, chamada locus coeruleus. Essa região é ativada em situações de medo, estresse e novidades. Ou seja, não é para ser acionada o tempo todo.

    Ela disse que a cada novo vídeo ou imagem que você vê, ou seja, a cada novidade, essa região é ativada. E que a ciência ainda não sabe o que isso poderá causar a longo prazo, pois novidades e situações de estresse e medo não deveriam fazer parte da vida cotidiana de forma tão intensa. A partir desse dia, passei a escolher com muito mais critério em que vou gastar meu tempo e minha atenção.

    Boa semana!

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    • Oi Rosana, obrigada pelo parabéns! Essa semana estava falando com meu marido que redes sociais parece o pisca-pisca da árvore de Natal. No exemplo, considerei que toda vez que uma luz pisca, seria uma postagem na rede social. Sabemos que não são todas as luzes que piscam, mas elas sempre piscam de forma aleatória. Nós, espectadores, conseguimos enxergar todas as luzes piscando e com isso enxergamos só as coisas boas dos outros, ou seja, só as luzes que piscam. Não conseguimos enxergar as luzes que não piscam, ou que estão queimadas. E é por isso temos a impressão de que a vida do outro é maravilhosa, porque só enxergamos as luzes que piscam, nem lembramos das luzes que não estão piscando. Também acredito que o nosso cérebro sendo super estimulado dessa forma maluca, não seja algo bom. É muito estímulo, muita ansiedade, muita pressão, cobrança, insegurança, competição… Isso me faz entender um pouco porque tantas e tantas pessoas estão tomando remédio controlado e forma contínua e ininterrupta. Um beijo.

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  8. Olá Yuka, felicidades a você nesse novo ciclo que se inicia, te desejo tudo de melhor. Você sempre está compartilhando seus pensamentos, modo de vida e dicas conosco, tenho certeza que nos faz refletir e melhorar, esse é um presente que você nos dá. Por isso o meu presente para você é um agradecimento sincero com desejo de muitas bênçãos!

    Quanto as redes sociais, concordo plenamente com você, Facebook eu não tenho desde 2015/2016, mas gostava muito de Instagram e desde o início da pandemia eu decidi me desligar, e realmente é libertador. Esse é um assunto que gera muitos desdobramentos, para aqueles que ainda estão muito ligados às redes, não entendem. Um dia uma amiga me perguntou: aconteceu alguma coisa para você sair? Nas entrelinhas eu vi: O que deu em você? Ta doida?

    Minha experiência pessoal, é quanto menos vemos a vida dos outros mais vivemos a nossa!

    Abraços!

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    • Oi Thaís, obrigada pelas felicitações!! Sim, as pessoas interpretam que quando saímos, é porque estamos mal. E pode ser justamente ao contrário, saímos porque estamos bem, porque queremos estar bem, porque buscamos estar presente, porque decidimos viver. Concordo 100% com sua frase final: “quanto menos vemos a vida dos outros mais vivemos a nossa”. Beijos.

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  9. oi Yuka, parabéns pelo aniversário!

    Eu também tive orkut, era outra época. Acho que a diferença principal é que eu tinha que usar o computador para acessar, o que dificultava um pouco a coisa. Mas usava muito. Na era do smartphone mesmo, não cheguei a usar facebook ou instagram. O facebook meio que coincidiu com o nascimento da minha filha, e a minha exaustão nos primeiros anos não permitia que eu ainda fosse olhar a vida dos outros. Depois cheguei a entrar mas saí em seguida, nem sei muito bem porque, acho que era muita informação e eu estava numas de não querer saber o que as pessoas pensavam das coisas (ou ao menos o que escreviam sobre as coisas). Whatsapp eu nem considero rede social, para mim é mais um tipo de telefone que você não precisa falar (embora tenha que ouvir os malditos áudios). A minha linguagem é a escrita, eu gosto de ler – textos, com inicio, meio e fim -, por isso que continuo lendo blogs, esse e mais alguns que as pessoas ainda não migraram para o instagram. Até gosto de fotos, mas paisagens, não da vida alheia. E twitter, jamais. Muito resumido para mim.

    Essa coisa das pessoas postarem uma versão “melhorada” da própria vida não me incomoda. No geral, quando sei que não é bem a versão real , eu acho até engraçado. Fico pensando mais é na necessidade de exposição da pessoa, para querer ficar posando do que não é. Acho meio triste. Ou a necessidade de ficar expondo como é amada, como tem relacionamentos maravilhosos com marido, filhos, como a vida é cor de rosa, etc.

    Sobre os comentários eu realmente acho que algumas pessoas mostram o seu pior lado quando comentam. Não sei se porque você, Yuka, modera os comentários aqui, mas esse tipo de comentário de ódio a gente não vê aqui, as pessoas sempre são gentis. O que é um oásis, se considerar a internet em geral.

    Sobre o uso excessivo, é aquilo, se faz mal para você e se você sabe disso, pare. Se não conseguir, ao menos diminua – desabilitar notificações, tirar o aplicativo do smartphone, acessar só do computador, são “métodos” para lidar com esse tipo de vício. E tentar descobrir o que você estaria fazendo se não estivesse fuçando no celular (lendo um livro, vendo tv, limpando a casa, brigando com os filhos?). Talvez colocar algo prazeroso na rotina que não inclua o celular também ajude.

    Beijo e uma ótima semana!

    Daniela

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    • Oi Daniela, obrigada pelos parabéns!! Sim, geralmente os comentários costumam ser bastante ofensivos, e posso dizer que esse era um dos meus maiores medos quando comecei a escrever este blog. Mas por mais inacreditável que possa parecer, esse blog não recebe a visita de haters, faço a moderação dos comentários, mas é mais para eu ter um controle do que está entrando e poder responder todo mundo, e não no sentido de apagar comentários indevidos, já que nunca recebi. Como você bem escreveu, as pessoas aqui são gentis, educadas, inteligentes, e é por isso que ler os comentários e interagir com vocês é um prazer. Conheço pessoas que se deliciam em ler comentários maldosos, que se divertem, acompanham de perto o fogo no parquinho. Eu prefiro ficar neutra, não me envolver para não ser envolvida rs. Beijos.

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  10. Adorei ler sua opinião.
    Mas quero comentar a minha… Hehehe

    Eu tenho face e não uso, ele só serve pra me avisar os aniversariantes do dia. Aqueles de quem sou realmente amiga tenho o WhatsApp então envio mensagem, ou áudio e claro, ligo pros mais próximos.
    Tenho Instagram mas só sigo marcas e pessoas jurídicas que tenho interesse pra receber as dicas.
    Enfim, descobri que as redes sociais me faziam mal, e hoje só uso assim.

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    • Oi Carolzita, ah, mas você usa as redes sociais da melhor forma. Podemos dizer que é você que domina as redes sociais, e não as redes sociais que te domina. Eu também uso o WhatsApp para falar com pessoas que tenho afinidade, faço parte de alguns grupos, mas alguns deles deixo até no silencioso, porque se é para interagir com pessoas que não conheço bem, prefiro interagir com pessoas que tenho amizade. Para essas pessoas, ah, eu mando fotos das minhas filhas, mando muitos áudios, mando mensagens, porque é o que me deixa feliz. Faço a mesma coisa com o YouTube, deixo as notificações desligadas, e de vez em quando, eu entro no YouTube, vejo quais vídeos novos foram publicados (dos canais que sigo), e salvo para assistir mais tarde. Sim, não costumo assistir na hora. Só assisto quando quero descansar, quando estou de boa. Fazer dessa forma é muito bom, porque é o que falei no início deste comentário, não são as redes sociais que me usa… sou eu que uso as redes sociais. Um beijo!

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  11. Oi Yuka!

    Parabéns pelo aniversário!

    Eu sou uma das pessoas que já havia comentado antes sobre as redes sociais, e consegui sair do Instagram, mas apenas depois de excluir todos os seguidores e quem eu seguia, um por um, pois eles não excluem a conta na hora, e nos 30 dias seguintes eu acabava voltando.

    Bom, eu ainda fico um pouco entediada as vezes, e ai pego o celular pra jogar paciência, ao menos me dá sono e não fico me sentindo mal depois. Pois o efeito psicológico do intagram para mim é terrível, sempre me sinto insuficiente.

    Então, compartilho que estou em busca de ler cada vez mais, ver filmes e séries com o meu marido, brincar com meus animais de estimação e, felizmente, me afastar das redes sociais para viver a minha vidinha simples, que me faz muito feliz.

    No meu caso mantenho whats para conversar com familia e amigos proximos, e apenas o Linkedin para novas oportunidades de trabalho (acho cômico o quanto é lindo o mercado de trabalho por lá).

    Curtido por 1 pessoa

    • Oi Vanessa, obrigada! Conseguiu sair do Instagram? Parabéns, foi uma baita iniciativa, sei que não deve ter sido nada fácil. Sobre o tédio, eu também tenho, e é nesses momentos que você pode acabar voltando para as redes sociais. Para evitar esse efeito rebote, é bom ter algumas alternativas. Eu sempre estou lendo livros, então tenho livros no meu Kindle e também no meu celular. Quando me sinto entediada, eu abro meu livro e começo a ler. E é impressionante como depois que começo a leitura, acabo me entretendo bastante. Para isso, tente escolher algum livro que você queira ler bastante, não importa se será romance, autoajuda, biografia, desde que seja algo que você queira ler mesmo. A nossa vida simples é muito boa, e se torna cada vez mais gratificante principalmente quando não olhamos a vida dos outros. E de fato, a vida do outro não deveria nos interessar tanto, mas é meio que inevitável não se comparar, quando temos redes sociais. Um beijão!

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  12. Já tem alguns meses que venho pensando muito nisso, Yuka. Inclusive ontem eu passei mal por conta do estresse de lidar com redes sociais e trabalho, que também possui um lado de conferir o aspecto social da pagina do trabalho.

    Eu tenho pensado muito no propósito de termos nosso perfis em uma rede social, na busca por trás dos números de seguidores ou expor as mentiras, como bem pontuou em seu texto. Pouco a pouco tenho me sentido cada vez mais decepcionado e irritado com a vida virtual e em como ela não nos agrega nada além de tirar o nosso foco do que há de mais importante em nossa vida: A família e os laços reais.

    Sem mais, excelente texto como sempre, Yuka.

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    • Oi Diogo, é isso, as redes sociais costuma não agregar, mostra a vaidade das pessoas e uma vida irreal. E perdemos nosso valioso tempo vendo toda essa vida editada. Quem carrega a consequência são as pessoas que sofrem com isso, porque reduz a baixa autoestima, aumenta a sensação de infelicidade, de ingratidão, insatisfação, estresse, ansiedade, cobrança interna… Vejo com bons olhos esse seu sentimento de decepção e irritação aumentar, porque muitas vezes, é o gatilho que faltava para abandonar de vez a vida virtual. Um beijo.

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  13. Oi Yuka! Parabéns pelo seu niver! 🙂

    Acho que as redes sociais são hábitos que, infelizmente, se tornam vício. É difícil sair. Instagram não tenho mais, facebook já foi deletado tem mto tempo… mas sabe que mesmo sem as duas principais redes sociais, confesso que ainda sinto ansiedade por receber ainda tantas informações. Cheguei a pensar em não acessar mais os sites de notícias, mas não sei direito se é isso… 🤔
    Será que é um efeito colateral? Hehe
    Gostei da colocação final do Diogo sobre família e laços reais. É isso, no fim…
    Boa semana Yuka!

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    • Oi Dona Violeta, obrigada! Sobre não acessar mais os sites de notícias, eu vejo isso como algo bom. Primeiro porque notícia ruim a gente fica sabendo de qualquer forma, e vamos ser sinceras, só há notícia ruim… Gosto de entrar em sites que tem notícias boas, não sei se conhece, Hypeness, Razões para Acreditar e Só Notícia Boa. Quando quero acessar alguma coisa, fico acessando esses sites rsrsrs. Beijos.

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      • Oi Yuka!
        Olha só… não conhecia, vou acessar e escolher algum pra deixar nos favoritos!
        Obrigada pela dica! 😉 qdo acesso os sites convencionais de noticias (com exceção do bbc talvez) me sinto uma senhorinha fofoqueira kkkk

        E obrigada Maria! Fiquei interessada no livro tbm rsrs

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  14. Dona Violeta, olá.
    Desculpa a intromissão…. Mas eu também tinha uma situação com os sites de notícias, e após ler o livro Minimalismo Digital, eu assinei apenas a newsletter de um site.
    Assim, toda manhã (dias de semana) me mantenho atualizada. E procuro não entrar o tempo todo nos sites de notícias…. Me sinto mal, é tanta notícia ruim que parece que o final do mundo é hoje mesmo.
    No tempo em que quero me distrair (no trabalho, por exemplo) leio algo em pdf…
    Tenta por uns dias, quem sabe vc também pode se sentir melhor. 🙂

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  15. Oi, Yuka! 🙂

    Meu caso de amor/ódio (nem tanto amor, é mais uma relação doentia mesmo) é com o twitter. Eu nem tenho mais conta lá (tive – e instagram também – por pouco tempo, durante essa pandemia), mas mesmo assim consigo acessar e me estressar. É impressionante. Às vezes, estou lendo besteiras e uma matéria tem link pro twitter; eu clico pra ler a mensagem e, quando dou conta, estou há horas rolando o feed e me sentindo brava, ansiosa, nervosa, revoltada… Fiquei um tempo sem acessar o site, mas voltei esses dias e já estou me sentindo mal de novo. Pior que tem gente que eu gosto de acompanhar, mas eu não consigo separar as coisas, então acho melhor cortar tudo. (Sorte que algumas pessoas têm blogs ou newsletters).

    Ah, facebook já deve ter década que excluí minha conta (e nunca fez falta) e whatsapp eu me livrei na virada do ano.

    Pra mim, redes sociais não compensam o preço “cobrado” para acessá-las (ou seja, os benefícios não são superiores aos malefícios). Como alguém comentou, realmente ter internet o tempo todo atrapalha um pouco. Eu desativo notificações de quase tudo, mas o vício de pegar o telefone e conferir mesmo assim é maior, hahaha.

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    • Oi Andrea, também tenho a mesma opinião que você, as redes sociais pode até ser divertida para passar o nosso tempo, mas a gente paga um preço muito caro. Precisamos avaliar quais são as nossas prioridades, não quero chegar na minha velhice, e perceber que passei meio século olhando para uma tela de um celular….. Beijos.

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  16. Como eu estava esperando por esse post. Você sempre tão sensata, Yuka! Uma inspiração de pessoa! Amei o videozinho do final.

    Um dia ainda vou andar 100% na contramão. Já diminui demais o tempo que passo nas redes (coloco timing) mas ainda não abandonei 100%. O complicado é que muitos fornecedores e lojas só te atendem por lá… pq sabem que lá vão sempre conseguir te induzir ao consumo com seus posts diários e stories…

    Essa FOMO tem horas que parece que vai matar… nem parece que um dia nunca existiu a internet…

    Obrigada por compartilhar conosco suas reflexões Yuka! Beijão

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    • Oi Tiemi, se você conseguir diminuir bastante as redes sociais, não precisa eliminar tudo, pelo que eu entendi dos outros leitores, não seguir muita gente parece ajudar bastante, já que não aparece os feeds para você. Esse vídeo no final é bom, né? Acho que mostra tudo o que deixamos de fazer, todas as coisas boas que poderiam acontecer na nossa vida, se a gente olhasse para a frente. Beijos.

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