Viver de renda ou viver de boletos?

Ampulheta, Relógio, Areia, Tempo, Knapp, Minuto

Há 15 anos, me tornei servidora pública do Estado de São Paulo, e iniciei as atividades com um salário considerado muito bom para a minha área. Depois de alguns anos, vi meu salário literalmente dobrar com plano de carreira, bonificações, cargos de chefia etc.

Mas há alguns anos, percebo o achatamento descarado no salário, já que eu nem lembro quando foi a última vez que tive um reajuste salarial que acompanhasse pelo menos a correção da inflação.

Não tenho reajustes salariais, mas os outros reajustes não dão trégua: aluguel, condomínio, os reajustes abusivos do plano de saúde, gastos com alimentação, educação, etc. Não podemos esquecer os aumentos repentinos na arrecadação da alíquota do INSS que aumentou de 11 para 14% no ano passado.

Ver as contas aumentarem gradativamente e de forma constante, enquanto o salário continua estagnado há anos, me faz ter a certeza de como acertei em ter poupado boa parte do salário durante muitos anos.

Vejo pessoas que gastaram todo o dinheiro, e atualmente, possuem pouca ou nenhuma reserva financeira.

Essas pessoas estão reduzindo os gastos como podem, pois não pouparam quando poupar ainda era uma opção.

Estão mudando de bairro, trocando apartamento por um menor, deixando de ter plano de saúde, trocando escola dos filhos para reduzir mensalidade…

Desde 2010, toda vez que meu salário entrava na  conta, eu poupava, mesmo conhecendo naquela época só a poupança, título de capitalização e previdência privada.

Por conta da instabilidade no trabalho do meu marido, acostumamos a poupar em períodos de bonança e apertar o cinto nos períodos de vacas magras. Não importava quem ganhava mais e quem ganhava menos, o que importava era que estávamos no mesmo barco, remando na mesma direção.

Foi só em 2015 que eu descobri sobre FIRE (Financial Independence Retire Early) e comecei a “investir direito”.

Conforme meu salário aumentava gradativamente, pude melhorar a qualidade e padrão de vida, e com isso, os gastos aumentaram, mas os aportes também aumentaram na mesma proporção.

Sempre soube desde criança que a vida era feita de períodos de baixa e de alta, que há momentos bons, mas momentos difíceis que podem nos acompanhar por longos anos. Então nada mais inteligente do que cuidar das finanças de forma que nunca falte, ou melhor, que nunca falte de novo.

Todos nós podemos passar por períodos difíceis, e por isso mesmo, devemos nos preparar para esses momentos, sempre torcendo para que esse dia nunca chegue.

Quando estamos pensando no futuro, planejando, poupando, se prevenindo para os dias sombrios que podem chegar, algumas pessoas podem se ofender por economizarmos parte do salário, pois não é uma prática muito comum. Podem achar que somos precavidos demais, prevenidos demais, pessimistas demais.

Mas quando continuamos aportando parte do salário todos os meses, os juros compostos faz o seu trabalho e com isso, teremos no mínimo, uma boa tranquilidade financeira, pois o tempo estará trabalhando a nosso favor.

E para os que acreditam (que é o meu caso), que essas escolhas nos possibilitem comprar o que mais queremos: a nossa liberdade.

~ Yuka ~

39 Comments on “Viver de renda ou viver de boletos?”

  1. Yuka, eu trabalho na área, invisto há muitos anos mas acabei conhecendo melhor a vida minimalista por sua causa. Sigo em um caminho cada vez mais intenso neste sentido, e gostaria de agradecer pelos textos incríveis (e pelas receitas também).

    Espero pro domingo para poder ler sempre o que você escreve (hoje acompanhada de uma receita dos seus cookies).

    Beijos

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    • Oi Carol, que comentário mais fofo!!! E que delícia que são esses cookies né? Gosto demais de cada um deles. Todos eles me remetem às boas lembranças. Ainda acrescentaria mais um cookie para você testar e acrescentar na sua lista de cookies favoritos. Saiu no New York Times como a melhor receita de cookie do mundo rs. Eu achei ele bem doce, mas meu marido, que é uma formiga disfarçada de pessoa, disse que é realmente o melhor cookie que ele já comeu. Ele é bem gostoso mesmo, vale a pena fazer a receita na íntegra na primeira vez, e depois ajustar o açúcar de acordo com o seu paladar. Quem descreve a receita, é a musa Raíza Costa, do Dulce Delight: https://www.youtube.com/watch?v=dnCy32rcVK4

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  2. Você tem razão. Vi a vida inteira parentes “cigarras” virem atrás dos meus pais “formigas”, querendo dinheiro. Meus pais não são ricos, e meu velho não sabe dizer não, tendo chegado a se endividar para ajudar parentes.

    Eu decidi que não quero isso pra mim. Não sei se no futuro prestarei um concurso que pague melhor. Também sou concursada, com privilégios como plano de saúde.

    Decidi guardar o máximo de dinheiro que puder, pois estou cansada de ser mal-tratada (cliente nem sempre tem razão, ao contrário do que dizem). Se não puder trocar de área, quero poder aposentar o mais rápido possível.

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    • Carol seu comentário chama a atenção por dois motivos:

      Familiares: Muitos são os que criticam pessoas econômicas, que não ostentam, se expõe etc. Mas muitos desses quando podem usam essas pessoas como bancos e digo por experiência própria, (já vi isso na minha família), isso costuma não dar certo.
      Parente muitas vezes por ser parente fica folgado, acha que é só chegar pedir dinheiro e receber e pagar quando der. A partir do momento que a pessoa se posiciona como mais rigidez e fala um sonoro NÂO ou reclama da enrolação pra receber, pronto, você não presta mais…
      Se seu pai agir com mais rigidez nesse sentido pode esperar que vai começar o mimimi de alguns parentes. Dependendo do caso alguns até se afastarão.
      Mas mudar os hábitos, ser mais responsável com dinheiro, isso muitos não querem (inclusive os que podem).
      Isso serve de exemplo e pelo jeito você já aprendeu. Quando estiver numa situação financeira melhor, ou emprego melhor, cuidado com essas pessoas aproveitadoras e acomodadas, senão a próxima vítima pode ser você.

      Trabalho: Não sei sua idade, mas se o trabalho está te deixando infeliz, vale a pena fazer um esforço pra mudar, se acomodar em passar os próximos 10, 20 anos ou mais assim não vale a pena, a saúde pode cobrar seu preço mais a frente.
      Também sou funcionário público e muitos (a maioria na minha opinião) se acostumam muitas vezes a funções e trabalhos que não gostam e a partir de uma certa idade, geralmente em torno de 40 anos, desistem de mudanças e se resignam em permanecer assim até aposentar.

      Boa sorte.

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      • Oi Anon, quando passamos a dar dinheiro para os familiares, muitos deles começam a enxergar essa ajuda como obrigação, e é aí que está o perigo. Se a família está passando por dificuldades financeiras, não vejo problema em ajudar. O problema é quando a gente sabe que o parente que diz que está duro viaja, come fora toda semana, pede delivery de comida, está sempre com roupas novas, e fica ostentando tudo isso nas redes sociais, pra depois dizer que está sem dinheiro justamente para você, que não come fora toda semana, que não pede delivery toda semana, que se planeja para não fazer uma viagem cara…. Aí é complicado. Por isso a tática que eu uso dá muito certo, de voar sempre abaixo do radar. Meu marido até falou que quando declararmos FIRE, ele irá dizer para todos que está desempregado kkkk. Bjs.

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        • No fim das contas, o melhor é isso mesmo, tentar passar batido. Mas às vezes não dá e em alguns casos a pessoa tem que ser firme mesmo, senão gente folgada toma conta.
          Mas enquanto for possível é sempre melhor evitar o conflito.

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    • Oi Carol, eu lembro quando você compartilhou essa experiência da sua família, que seus parentes acabam aproveitando do seu pai. Você cresceu vendo isso, e aprendeu que não repetirá a mesma história. É muito bom quando filhos conseguem separar isso, de entender que nossos pais são pessoas falhas, assim como nós, e que nem sempre o que acontece dentro de casa precisa ser repetido na nossa vida. Meu marido também tem esse contra-exemplo como pai, no caso dele, o pai dele não ajudava nas tarefas de casa, deixando todo o peso para a mãe. Ele cresceu dizendo para ele mesmo que se um dia ele formasse uma família, não faria que nem o pai dele. Que bom que no seu concurso tem plano de saúde incluído, o meu não tem, então é mais um gasto (caro!) que preciso colocar nas minhas contas do mês. Beijos.

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  3. Oi Yuka, tudo bem? Eu também fui servidora pública do estado de SP durante seis anos, a partir de 2013. Meu salário inicial era compatível como o que ganhava em uma posição semelhante no mundo corporativo, mas o plano de carreira não era aplicado e ao longo dos anos o único “aumento” que recebi foi o dissídio (por ser regime CLT). Via que colegas na mesma posição, mas que entraram muitos anos antes, tinham o mesmo salário que o meu. Percebi que se continuasse lá, a situação não mudaria nunca e assim resolvi investir em cursos para mudar de carreira e sair de lá. Consegui um emprego que paga melhor, tem um plano de carreira claro, definido e seguido à risca, e sem falar que por ser em uma empresa de tecnologia dessas moderninhas, é um ambiente muito mais estimulante do que no meu serviço público moroso e braçal. Confesso que às vezes sinto falta de ter um trabalho menos estimulante, pois sobrava muito mais tempo e energia para fazer coisas para mim, mas no fim do dia, as vantagens da vida atual são muito maiores do que as desvantagens. Mudando de assunto, estou gestante e revendo os seus posts antigos com conteúdo DIY. Estão sendo uma fonte de inspiração para eu criar algumas coisinhas nas horas vagas para a minha filha. Obrigada!

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    • Oi Larissa, hoje eu vejo que o que você escreveu faz muito sentido. Não sei se isso aplica em todos os casos, mas se encaixa como uma luva para alguns casos que conheço. A pessoa começa com um salário relativamente bom, às vezes, até acima da média salarial que o mundo corporativo paga. Só que ao longo dos anos, sem plano de carreira, sem aumento salarial, sem reajustes anuais, o salário vai minguando, mas a pessoa fica tanto tempo estagnada no mesmo lugar (e o trabalho muitas vezes é bem atrasado, né), que fica até difícil mudar de área, a não ser que estude de novo para conseguir se tornar atrativo para o mercado de trabalho. Você fez bem de mudar de emprego, pensando a longo prazo, seu salário será muito maior, e você estará sempre atualizada para mudar de emprego, se assim desejar. No meu caso em particular, a área da minha formação paga muito mal nas empresas privadas, então percebi que é mais vantajoso permanecer onde estou até me tornar independente financeiramente. Parabéns pela sua gravidez, é um momento único, aproveite para tirar muitas fotos de você grávida, porque depois sempre bate aquela pontinha de arrependimento de que deveria ter tirado mais fotos rsrs. Beijos!!!

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  4. Olá Yuka, mais uma manhã com um texto para refletirmos.

    Sabe, poupar é muito importante, independente se no tempo das vacas gordas ou magras… O hábito vai se incorporando e ficando mais tranquilo… E aí, como você disse, mesmo que a qualidade de vida possa ser aumentada, e por consequência o padrão de vida, gastos e etc, ainda sim, tendo o hábito de poupar é possível continuar e ainda direcionar mais verba para os aportes mensais.
    Mas.. como quase tudo na vida é uma questão de escolha e nem todos querem fazer essa escolha.
    Seu blog continua sendo uma dose de carinho reflexivo aos domingos pra mim, adoro estar aqui.
    Beijos e bom domingo 😘

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    • Oi Ariane, isso que você escreveu sobre poupar é muito verdadeiro, de que o “hábito vai se incorporando e ficando mais tranquilo”. No início, dá aquela impressão de que não está saindo do lugar, já que o valor poupado por mês costuma ser bem pequeno e os juros compostos beirando a zero. Mas a mágica está justamente no tempo, que gera os juros compostos, mas ignorado pela maioria das pessoas. Se a pessoa não tiver pressa e deixar o dinheiro fermentando no forno certo, poupando todo santo mês, o tempo fará o seu trabalho. Um beijo.

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  5. Olá,
    Sou funcionária pública em licença sem salário.
    Minha decisão foi baseada na falta de ajustes e etc.Quase toda minha vida ganhei menos que um salário mínimo e a única educação financeira que tive foi viver com o que você tiver de dinheiro.rsrs
    Em 2019 decidi que em 2020 tiraria licença.Por sorte estava migrando para TI.E hoje estou terminando um tecnólogo em ADS e sou Analista de Suporte.
    Tenho 35 anos e apesar de não ser tão jovem ainda posso construir um futuro melhor.Estou ganhando 30% do meu antigo salário, sei que é temporário, mas poupei por 5 anos para pode fazer essa mudança.

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    • Oi Marcela, no curto prazo, você ganhando 30% do seu salário antigo, pode parecer que fez um péssimo negócio, mas você já está ciente, já sabe que esse cenário é temporário, você já enxerga sua vida a médio-longo prazo, e sabe que tomou a decisão certa. E ainda se preparou para esse período de transição, poupando por 5 anos, sabendo que seu salário poderia reduzir temporariamente. Marcela, você é um exemplo a ser seguido. Beijos.

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  6. Também sou servidor público estadual e vejo que a tendência é só piorar. Poupo desde que entrei no serviço público em 2010. Tenho buscado outras alternativas e habilidades fazendo cursos online e tudo mais. Quem pensa que a estabilidade estará para sempre está louco. Abraço

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    • Oi Gari, a tendência é só piorar mesmo. O cenário vai de mal a pior. Pensar em outras alternativas é uma saída sempre muito bem-vinda. Como diz o Bastter (que muitos amam e odeiam rsrs), não existe estabilidade no serviço público. Beijos.

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  7. Yuka,

    Lendo seu texto, da pra separar os acontecimentos da vida em dois tipos:

    I – Os que dependem de nós.

    a. poupar e investir parte do salário
    b. estudar para aumentar ou buscar novos empregos
    c. tomar decisões menos consumistas

    II – Os que NÃO dependem de nós.

    1. falta de reajuste salarial
    2. aumento da inflação e custo de vida
    3. decisões do governo
    4. instabilidade do emprego do parceiro.

    E o mais legal é que, como vc descreve no texto, quando nós damos atenção aos fatos do tipo I, os fatos do tipo II ficam mais leves.

    Abraço!

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    • Oi Rudisom, você explicou maravilhosamente bem. Realmente, os acontecimentos que estão no tipo II, não dependem de nós, o que podemos fazer é controlar onde temos algum controle. Um beijo.

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  8. Oi Yuka
    Sou sua leitora há mtoooooooooooooo tempo…adoro seus textos, primeiro pq uma mulher, mãe postando sobre finanças não é comum aqui no Brasil…sigo Frugalwoods de Vermont e acho q tem a mesma pegada que a sua, de ter algo além que só poupar e investir…..parabéns pelos seus textos

    Comecei a poupar em 2009, com 70% da renda….e a mágica aconteceu de realmente ter uma vida boa e aceitando que dá para viver abaixo com prazer….que não é sobre privação extrema, mas sobre entender que a nossa natureza é sempre desejar e consciente disso avaliar de fato o que a gente vai consumir…..
    Hj com um filho, pude optar por não trabalhar para acompanhar a infância dele, depois da pandemia, talvez algo meio período, e meu marido trabalha 3x na semana só…..e sim, pedimos delivery 1, 2x no mês, aproveitamos tudo ao máximo…pudemos olhar e pensar: o q faz sentido para nós? trocar de carro a cada 2 anos? morar numa casa própria? comer com frequência em restaurantes caros, ou aproveitar os momentos com as pessoas que amamos, ainda mais falando na infância de nosso único filho?
    Eu acredito que qm poupa, mais cedo ou mais tarde vai ter uma vida mais livre….

    Sobre esse momento caótico que estamos vivendo, que é triste e revoltante, podemos avaliar sobre quais mudanças podemos fazer na nossa vida….pq o plano inicial era trabalhar por mais 7-8 anos antes de ser FIRE, mas hj, depois de mta reflexão, penso que temos que tentar antecipar o sonho para agora…..não falo sobre fazer loucuras, mas antecipar pequenas coisas dentro do possível, pq pode ser que não exista amanhã…pode ser q uma doença leve um filho, um marido ou nós mesmas…foi por isso que eu resolvi parar de trabalhar período integral

    Espero que continue com seus textos, suas reflexões sempre pertinentes, e que vc e sua família e leitores (que também são um tipo de família, ne?) fiquem bem e saudáveis
    um abraço

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    • Verdade, o universo dos investimentos é majoritariamente masculino, ainda bem que isso está mudando aos poucos rsrs. Você iniciou a poupar em 2009, então isso dá 12 anos poupando/investindo. Eu poupo/invisto há 11 anos então você também já deve sentir o efeito da bola de neve dos juros compostos. É justamente isso que você escreveu, não é sobre privação extrema, e sim, avaliar o que iremos priorizar e o que iremos deixar de comprar. E não é deixar de comprar, é deixar de comprar algo que nós nem damos tanta importância assim (por exemplo, comprar roupa no shopping sendo que temos um guarda-roupa cheio, comprar mais sapatos só porque estamos de TPM, sair para um happy hour com pessoas que nem são nossos amigos etc), em busca de um objetivo maior. Pra mim, a maior prova de que estou fazendo as escolhas certas foi quando descobri a gagueira da minha filha mais nova, e com todo o dinheiro que economizei durante muito tempo (dinheiro esse, que as pessoas criticam por eu poupar parte do meu salário me chamando de muquirana kkk), me faz conseguir pagar com extrema tranquilidade, uma fonoaudióloga muito boa para ela. Ou seja, apesar de parecer que é sobre dinheiro que estamos falando, não é sobre dinheiro, estamos falando sobre definir prioridades. Outro exemplo, daqui a 4 meses, meu marido termina o contrato temporário dele de 2 anos em uma universidade. A primeira coisa que eu falei pra ele foi o seguinte, pra ele ficar tranquilo em casa, nem pensar em procurar emprego nesse período da pandemia, porque eu prefiro ele em casa vivo, já que nos preparamos para esses períodos sombrios. Dinheiro pra mim serve para isso, trazer tranquilidade financeira, trazer paz, união para a família, e só enxergo vantagens com esse estilo de vida.
      Obrigada pelo comentário carinhoso, não conheço o Frugalwoods de Vermont, vou dar uma olhada rsrs. Um grande beijo.

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  9. fui servidor estadual e depois passei pra federal por razões salariais

    ando pensando em fazer outra faculdade enquanto continuo estudando pra algum concurso top da area jurídica, pois não há previsão de perda da estabilidade de servidores antigos (me dei bem nessa), mas vai que muda algum dia, né?

    sempre sobrarão bunkers seguros no serviço público para os amigos do rei, mas poucos tem amigos nas esferas mais altas

    a falta de futuro no serviço público é tão clara que até promotores e juízes tem migrado para a area privada

    abs!

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    • Oi Scant, fazer outra faculdade é uma boa quando tem alguma profissão que você está de olho, eu às vezes tenho vontade, mas depois essa vontade passa rapidinho, quando penso que tenho que sentar na cadeira por mais 4 anos. No meu caso, acho que valeria a pena fazer alguns tecnólogos de 2 anos, caso eu queira mudar de profissão, mas isso só vou decidir depois que as crianças crescerem mais um pouco, agora seria sofrido demais, teria que abrir mão do pouco tempo que tenho com elas. Também não enxergo mais o serviço público como algo idolatrado e eterno, pode até ter sido na época dos nossos pais, mas agora não podemos bobear, quem puder reinvestir parte do salário, melhor. Beijos.

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      • As vezes penso em fazer especialização numa boa instituição para valorizar um pouco o currículo e quem sabe tentar algo na iniciativa privada. Pra isso aumentar o network é importante e a especialização pode ser útil nisso.
        Mas por outro lado quando penso em ter que me adaptar a uma nova empresa e ficar a mercê de politicagem, puxa-saquismos entre outros até me firmar num novo ambiente desanima um pouco.
        Hoje estou estagnado no meu emprego e continuando nele, vou continuar estagnado, vejo algum tipo de empreendimento como opção ou mesmo como disse o Scant passar num concurso melhor.
        O bom de um pequeno empreendimento é poder se virar sozinho como autônomo sem ter que ficar dependente exclusivamente da boa vontade de terceiros.

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  10. Ah, se a grande maioria da população pensasse como você, hoje na atual pandemia muitas pessoas estariam em melhores condições. Nossos desejos são infinitos. Sempre vai aparecer mais um, ou milhares conforme a renda aumenta. E quando mais ganhamos maiores vão ficando as nossas “necessidades”, o que antes era desejo agora vira necessidade. Esta visão de que na vida existem alto e baixos é fantástica por isso enxergar desta forma é crucial. Como exemplo foi o auxilio emergencial, a grande maioria gastou tudo e agora esta aí com dificuldade novamente.

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    • Olá, realmente, nossos desejos são infinitos, que se não forem controlados, sempre queremos mais e mais. Se antes estávamos contentes com um carro popular e de segunda mão, depois queremos um carro zero, um carro esportivo, um SUV, e por aí vai. Acho que tudo isso é causado principalmente porque nos acostumamos a não avaliar se o que estamos comprando é para nós mesmos, ou para os outros. É incrível como a maioria das coisas que compramos serve para tentar impressionar os outros, ou para sermos incluídos em algum grupo. Um beijo.

      Curtido por 1 pessoa

  11. “algumas pessoas podem se ofender por economizarmos parte do salário, pois não é uma prática muito comum. Podem achar que somos precavidos demais, prevenidos demais, pessimistas demais.”
    Eles nos acham é mãos de vaca, sovinas mesmo.

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    • Olá Sr. Disciplina indo direto ao ponto, é isso mesmo kkkk. As pessoas acham que estamos deixando de viver, para viver na miséria, que somos muquiranas, mãos de vaca. Mesmo a gente explicando 1000 vezes, isso não entra na cabeça das pessoas, então o melhor caminho para encontrar a paz e as pessoas pararem de nos importunar, é fingir que somos muquiranas mesmo, ou que estamos com dívidas, e está tudo certo rsrs. Beijos.

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  12. Oi Yuka.
    Eu via o efeito devastador de não se organizar financeiramente quando trabalhava no INSS. A vasta maioria da população não se organiza e conta apenas com a aposentadoria quando não puderem mais trabalhar.
    Por isso o trabalho de pessoas com você é tão importante!

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    • Pois é IFólogo… já ouvi algumas pessoas do trabalho dizendo que assim que eles se aposentarem, vão se “preparar” para viver com menos. Fico pensando como esse plano é perigoso, porque nada pode dar errado. Seria mais fácil se ajustassem o estilo de vida agora, poupassem essa diferença… mas quem diz que as pessoas querem fazer isso. Beijos.

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