O método japonês para economizar no supermercado

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Eu sempre gostei do assunto economia doméstica e finanças pessoais, e durante muitos anos, esse assunto nunca foi a bola da vez aqui no Brasil.

Quando viajei para o Japão em 2008, fiz questão de passar em um sebo e fiz a festa lá. Comprei tantos livros sobre esse assunto, que resolvi despachar caixas e mais caixas para o Brasil, pois não cabia na minha mala. Felizmente, hoje, há diversos canais no YouTube que me permite consumir esse tipo de conteúdo.

Um dos temas frequentes de alguns canais japoneses que acompanho é a economia na alimentação. E eu até entendo, porque quando todos os seus gastos já estão controlados, a alimentação e os gastos gerais são basicamente as únicas categorias que conseguimos fazer revisão.

Apesar de conhecer esse método há mais de 2 décadas, confesso que eu não nunca dei muito crédito, achava simplista demais, ficava pensando que não faria tanta diferença dos métodos que eu usava.

Antes de compartilhar o método, compartilho o que eu fiz, ao longo destes anos:

Método 1: Comparar preços

Comecei anotando os preços dos produtos. Passava em 2 a 3 supermercados. Não deu muito certo. Tudo bem que eu economizava nos produtos, mas além de ficar cansada, em todos os supermercados encontrava algo com preço bom, e acabava comprando produtos que não estava precisando, só porque estava num preço imperdível.

Método 2: Comprar produtos na promoção e estocar

Depois comecei a ir no supermercado para comprar o que considerava barato, legumes e verduras da estação, além de produtos não perecíveis. Até certo ponto funcionava, mas também me limitava, já que não conseguia elaborar cardápios que queria preparar durante a semana, ocupava espaço da casa e o dinheiro ficava parado em formato de estoque.

Método 3: Fazer compra mensal

Também fiz muitas compras mensais, mas também não deu muito certo, já que a geladeira ficava muito cheia no início do mês, e vazia no final do mês. Não me agradou nem um pouco.

Fora o sufoco para trazer tudo de uma vez né? Não se esqueçam que não tenho carro, então todos os meus movimentos precisam ser calculados.

Método 4: Comprar em supermercados atacadistas

Passei a frequentar supermercados atacadistas. No início foi euforia total, os preços eram muito bons. Mas acontecia a mesma coisa, comprava muita coisa que não precisava, ao invés de comprar algo em pequena quantidade como sempre fazia.

Passei a comprar peças inteiras de carne por ser um supermercado atacadista, ao invés de uma bandeja como costumava fazer. Tudo bem que o quilo estava mais barato, mas acabava consumindo muito mais. E esse padrão foi se repetindo. Ao invés da batata palha do pacote pequeno, passei a comprar o pacotão grande, mas acabava consumindo mais e mais rápido. Comprava sucos naturais para o mês inteiro, mas em menos de 15 dias, já tinha consumido o que costumávamos consumir no mês inteiro.

Outra coisa que não era agradável era o peso de ter que carregar tudo. Eu pedia para o marido ficar em casa para cuidar das crianças para que eu pudesse ir no atacadista. Mas tudo era muito pesado, desde o carrinho para circular dentro do mercado, empacotar tudo, colocar as sacolas no Uber, descarregar no prédio, depois era o trabalho de carregar tudo até o elevador, para finalmente descarregar pra dentro de casa. O que era para ser uma atividade prazerosa, virou uma tarefa hercúlea.

Insatisfeita com os métodos, passei a vasculhar conteúdos deste tipo no Japão. Gente, se tem um país que gosta de economizar, esse país é o Japão, é surpreendente como tem conteúdo sobre esse assunto.

Método 5: O que os japoneses fazem

E eis que lembrei desse método clássico.

Claro que aqui, estou falando de uma maneira geral. Não são todos os japoneses que são econômicos, que vivem com pouco, ou que não possuem estoques. Da mesma forma que no Brasil, há pessoas que economizam e que não economizam, lá também é igual.

Eu acabo seguindo alguns canais de Youtube de pessoas que são minimalistas, que vivem com pouco e que não fazem estoques, então vou compartilhar esse pequeno universo:

1.) Definir o valor máximo que poderá ser gasto no mês.

No Brasil, quando fazemos um orçamento mensal:

  • primeiro precisamos saber o que receberemos no mês: salário, renda extra, etc.
  • estabelecer os gastos mensais
  • poupar o que sobra

No Japão:

  • estabelecer quanto vai poupar no mês
  • se virar com o que sobra

Essa é a enorme diferença que nos separa. Eles estipulam PRIMEIRO o valor que será poupado. E se viram com o valor que sobra, colocando um teto de gastos para cada categoria (alimentação, celular, habitação etc).

Como vamos falar de alimentação, vamos nos concentrar nesta categoria.

Utilizaremos um exemplo hipotético de R$1.000 mensais para gastar em alimentação, mas você pode usar qualquer valor que condiz com a sua própria realidade.

2.) Dividir o valor a ser gasto no mês em envelopes.

Sabendo que podem gastar até R$1.000 por mês, eles separam esse valor em envelopes que simulam semanas.

Se temos 4 semanas no mês, serão 4 envelopes com R$250,00 cada.

Se temos 5 semanas no mês, serão 5 envelopes com R$200,00 cada.

Em cada envelope, há a anotação de qual é a semana, e a data de inicio e fim – dessa semana. A data de início pode ser considerada a data que recebeu seu salário. Por exemplo:

  • Envelope 1: R$250,00 – 04 a 10 de fevereiro
  • Envelope 2: R$250,00 – 11 a 17 de fevereiro
  • Envelope 3: R$250,00 – 18 a 24 de fevereiro
  • Envelope 4: R$250,00 – 25 de fevereiro a 03 de março

Toda vez que for no supermercado, padaria, feira, hortifruti, é necessário ir descontando o valor para saber quanto ainda tem de dinheiro que pode ser usado na semana. Pode anotar no próprio envelope:

2.) Elaborar o cardápio da semana e fazer a lista de acordo com o cardápio semanal

Antes de usar o dinheiro que está dentro do envelope, é necessário elaborar o cardápio da semana.

E esse é um ponto positivo, fazer o cardápio semanal ANTES de ir no supermercado, VERIFICANDO o que já tem na geladeira. Nada muito rebuscado, algo simples está bom.

Se você já está fazendo há algum tempo como eu, nesse dia, a geladeira deverá estar vazia, ou quase vazia.

Então no momento de elaborar o cardápio, basicamente vou até a geladeira e a despensa e vejo o que sobrou da semana anterior, porque a intenção é usar nesta semana que vai começar.

Esse é outro ponto positivo desse método. Ter a geladeira vazia ou quase vazia, elimina a possibilidade dos alimentos estragarem. Lá pelo quinto, sexto dia, é muito perceptível que a geladeira vai ficando vazia. Dependendo da semana, bate até uma certa preocupação rsrs… E aí que entra a criatividade, porque acabamos nos virando com o que temos na geladeira e na despensa. Veja que não é passar fome, ou não ter o que comer. É usar as coisas que estão adormecidas no freezer e na despensa, ou porque não queríamos comer, ou porque estávamos com preguiça de descongelar.

Pois é, ao não fazer estoque, consumimos todos os produtos disponíveis em casa, evitando desperdícios. Aliás, zero desperdício.

Depois de pensar no cardápio, elaborar a lista do supermercado de acordo com o cardápio. Além disso, aproveite para verificar se precisa repor os mantimentos básicos como arroz, farinha, açúcar, sal, temperos. Já teve um dia que enquanto estava preparando um bolo, percebi que quase faltou farinha. A sorte é que deu certo raspando o tacho, mas eu tinha esquecido completamente de olhar esses mantimentos básicos.

Olhe também outros produtos que são vendidos no supermercado como detergente, sabão em pó, água sanitária, sabonete, shampoo, etc.

Você pode ir no supermercado quantas vezes quiser durante a semana, desde que fique dentro do orçamento semanal.

3.) Não frequentar diversos supermercados

No momento da compra, calculadora na mão. Aí vale a substituição de ingredientes para entrar no orçamento. Por exemplo, se pretende fazer uma lasanha à bolonhesa, e viu que o frango está mais barato, pode fazer uma lasanha com frango desfiado. Se ia comprar mamão, mas viu que o abacate está na promoção, leva o abacate.

No primeiro momento, sei que soa estranho não precisar pesquisar preços nos outros mercados, principalmente quando você está habituada a fazer comparações e sabe que aquele produto que você quer levar está mais barato no outro supermercado.

Mas eu finalmente entendi por que esse método funciona.

Primeiro, porque ao parar de frequentar diversos supermercados, você para de procurar promoções e passa a focar na sua lista de compras. As promoções não interessam mais, o que interessa é o que consta na sua lista.

E segundo, como não precisa passar em outros mercados, dá pra fazer tudo com calma e raciocinar no mercado. Isso mesmo, raciocinar. Não dá pra sair colocando tudo no carrinho, de forma automática e anestesiada (como eu fazia, e toda vez levava um susto na hora de pagar). É necessário pensar. Como disse lá em cima, com a calculadora na mão, some e verifique se ajusta no orçamento da semana. Sobrou dinheiro? Ótimo, vá fazer o pagamento. Faltou dinheiro? É só substituir alguns produtos. Ao invés de comprar algo de uma marca conhecida, pode substituir por outra mais barata. Entenderam a diferença? As promoções não interessam mais, o que interessa são os ajustes. Só isso.

Eu parei de frequentar outros supermercados, parei de ir em supermercado atacadista e parei de comparar preço, parei de olhar panfletos de supermercados, mesmo tendo a consciência de que pago mais caro em alguns produtos.

Tudo isso faria a conta aumentar, certo? Mas não. Pasmem, o valor que eu gasto mensalmente reduziu.

4.) Não fazer estoque

Essa é a parte que eu mais estranhei no início. Comprar 1 detergente. Comprar 1 shampoo. Comprar 1 azeite. Comprar 1 pacote de café. E percebi as vantagens de não ter estoque. A gente compra achando que está se dando bem, por conta daquela promoção.

Eu pensava assim também. Ia no supermercado atacadista e comprava muitas coisas, porque estava barato. Ao começar a frequentar apenas um único supermercado, passei a acompanhar de perto as variações de preço, e não é que aquele produto que eu comprava achando que estava barato também abaixava o preço nesse supermercado?

E quando chega o sexto dia, começa tudo de novo: pega o envelope novo, faz o cardápio da semana olhando primeiro o que sobrou na geladeira, freezer e na despensa (ver também mantimentos básicos, produtos de higiene e limpeza), ir no supermercado com calculadora na mão e fazer os ajustes no cardápio lá dentro do supermercado.

Listando as vantagens desse método, e as minhas considerações:

  • a principal vantagem é que toda semana tem um “início”. É fácil segurar as pontas por 1 dia, quando sabemos que amanhã podemos abrir o novo envelope.
  • por estar separado por semana, é muito fácil fazer o controle. Se geralmente no final do mês, já estamos sem dinheiro, nesse método, toda semana estamos com dinheiro. Não faz diferença se é a primeira semana ou se estamos na última semana, toda semana é igual. É reconfortante chegar na última semana do mês, e perceber que não faz a mínima diferença ser primeira ou última semana, já que o orçamento semanal é sempre o mesmo.
  • evita desperdício de comida. De verdade. No sexto dia, enxergo minha geladeira como a cartola do mágico onde saem coelhos. Sempre dá pra preparar uma boa refeição.
  • as crianças começaram a comer melhor: minha filha é maluca por tomate. Recusa sorvete, bala, chocolate se tiver tomate à disposição. Antes, quando acabava um produto, era só ir no supermercado e repor. Então as crianças acabavam ficando mal acostumadas, já que sempre estavam à disposição o que elas mais gostavam. Com esse método, se acabar algo, acabou. Por exemplo, se antes elas ficavam com frescura de comer algumas frutas, porque sempre tinha à disposição as frutas que elas mais gostavam, agora a situação mudou. Se elas querem maçã, mas não tem mais, ou aprende a comer a goiaba ou fica sem fruta. E vejam só como é maravilhoso, sem opção, elas passaram a comer as coisas que tinham em casa, mesmo não sendo necessariamente o que elas queriam comer. Não há mais fruta que amadureceu demais na fruteira, porque enquanto não terminar todas as frutas da casa, eu não vou no supermercado. Não há mais verduras esquecidas no fundo da geladeira, nem no freezer.
  • facilidade para limpar o freezer, geladeira, despensa. É difícil limpar uma despensa cheia, mas é muito fácil limpar uma despensa vazia, uma geladeira vazia.
  • a cada semana que passa, vai ficando mais fácil. No início pode bater uma certa preguiça, mas pra minha família esse método funcionou tão bem que só tecemos elogios, com um leve arrependimento: por que não começamos antes?

Eu praticamente não uso dinheiro, só cartão. Então ao invés de criar envelopes com dinheiro, tenho um caderno onde anoto o valor que tenho disponível para gastar e vou subtraindo conforme acontecem os gastos, para saber quanto eu ainda tenho disponível na semana.

Desconsiderando um mês que eu extrapolei loucamente no orçamento do supermercado por conta da ansiedade que a pandemia me causou, eu sempre tive um gasto contínuo na alimentação.

Como queria mensurar quanto estava conseguindo economizar, eu peguei os gastos de alimentação dos últimos 24 meses, e fiz uma média mensal para ter uma noção mais real, já que há oscilações de mês em mês.

Depois que passei a usar esse método que aprendi nos blogs e canais japoneses, a economia foi de 35%.

Foi o melhor método para mim até hoje. Foi muito fácil de seguir (acho que é até por isso que não dava tanta bola no início), e se engana quem acha que passamos a comer pior. Aconteceu justamente o contrário. A qualidade das refeições melhoraram.

Não é tudo o que uma pessoa mais gostaria? Comer melhor e ainda reduzir custos?

Quem puder fazer e testar, recomendo!

~ Yuka ~

50 Comments on “O método japonês para economizar no supermercado”

  1. Bom dia Yuka, como sempre maravilhoso o seu texto! Tenho o costume de ir ao Atacadista fazer a compra do mês, realmente é trabalhoso voltar para casa com as sacolas abarrotadas e subir para o apartamento (moro no terceiro andar, não temos elevador) , achei interessante, vou tentar fazer !!!

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    • Oi Lindadrika, nuossa, você subindo escada com as sacolas pesadíssimas, é tarefa que exige coragem e muita disposição física, eu que sou sendentária, ia arriar logo que chegasse no primeiro andar rsrs. Beijos.

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  2. Yuka,

    Quanta diferença entre os dois países!

    Gostei de todas as dicas.

    Em relação ao aproveitamento dos produtos que estão na geladeira, faz muito sentido. É um grande exemplo do quanto podemos usar a criatividade em vez de comprar produtos que talvez nem precisamos tanto assim no momento.

    Maravilhosa dica sobre os limites semanais! Aliás, esse é um daqueles posts para ser lido periodicamente, pois para mim, tudo o que escreveu faz muito sentido.

    Boa semana!

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    • Oi Rosana, é justamente isso, ao comprar produtos que nem estamos precisando naquele exato momento, acabamos dando prioridade para esses produtos novos ao invés de usar os produtos que estão lá, escondidos na geladeira, na despensa, no freezer. Uma coisa que acontecia aqui em casa, era estragar um pouco de comida já feita, e também as frutas que acabam amadurecendo demais e ia pro lixo. Depois que comecei a usar esse método, nenhuma comida foi para o lixo. Como não há mais excesso de comida aqui em casa, apenas o suficiente, conseguimos usar tudo sem desperdiçar, antes mesmo que estraguem. Sobre dar um limite semanal, para descobrir qual é o valor semanal ideal da alimentação da sua casa, vá fazendo alguns testes com valores aleatórios. Se perceber que semanalmente sobra muito dinheiro, significa que pode reduzir esse limite semanal. Vá fazendo isso até chegar num valor que seja confortável. E foi assim que descobri que poderia reduzir até 35% dos gastos mensais. Beijos.

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    • Oi Proxima Leitura, sim, estipule o valor semanal, e se reparar que o dinheiro sempre sobra, significa que pode reduzir esse valor. Vá reduzindo o valor semanalmente até chegar num valor confortável. A minha economia foi de 35%. Beijos.

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    • Oi Juliano, espero que dê certo pra você também. Aqui deu muito certo, senti muito a diferença ao fazer cardápio semanal, não ter despensa e colocar um limite semanal. Beijos.

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  3. Oi Yuka. Adorei o post.

    Assim como você, eu também já fiz compras grandes para o mês e foi um fiasco. Aconteceu o mesmo que com você: as coisas acabavam antes do previsto e ficávamos com a geladeira e despensa vazias e, por isso, tínhamos que ir ao supermercado de novo. Ou, seja extrapolávamos o orçamento.

    Hoje, faço como os japoneses, só que em vez de envelopes (pq também uso cartão), uso um aplicativo (Mobills) que faz as vezes do envelope. Nele, eu separo o dinheiro em “contas” e à medida que vou gastando, vou registrando no aplicativo. Funciona muito bem. Uso há anos.
    Quanto à questão do estoque, eu faço de algumas coisas: sabonete (para o corpo, rosto e íntimo), creme dental, tintura de cabelo, molho de tomate, coisas que uso com uma certa frequência e que, por isso, sei que não vão perder a validade.

    Agora só me falta organizar o cardápio semanal. Não sei por que ainda não o fiz, fico me planejando para fazer e, por preguiça, não faço. Mas sei que isso vai fazer uma grande diferença e evitar que eu faça compras desnecessárias.

    Eu evito ir no mercado várias vezes na semana (mesmo tendo um orçamento separado), por que como não faço cardápio, acabo comprando mais do que deveria (uma coisa ou outra fora do planejado). Nesse ponto ainda peco um pouco.

    Um abraço.

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    • Oi Sheury, eu também fazia isso quando ia no mercado 1 vez por mês. Como não dava pra ficar com a geladeira vazia, ia no supermercado de novo. E com isso, o orçamento ia lá pra cima. Não conheço esse aplicativo, vou dar uma olhada. Sobre o cardápio semanal, eu tentei de inúmeras formas, mas nunca dava certo, talvez porque tinha muitos detalhes no meu cardápio semanal, e no dia que estava escrito feijoada por exemplo, não tinha vontade de comer feijoada, e aí ia ladeira abaixo. Hoje, faço assim, escrevo 1 receita por dia, como são 7 dias, anoto 7 receitas. Não fico escrevendo o que vou tomar no café da manhã, nem no almoço, lanche da tarde, jantar, etc. Se não acaba virando muita coisa. Ter só 7 receitas me ajudou a planejar a semana, e também não coloco o dia da semana. Isso significa que não sigo o cardápio semanal a risca, posso preparar algo que estava planejado para fazer no sábado, para hoje por exemplo, se assim eu quiser. Um beijo.

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  4. Faço um cardápio mensal e tenho duas listas de compras: lista fixa: feijão, arroz, produtos de limpeza e higiene; lista dos variáveis ( semanal): frutas, legumes, frios.. Estabeleço um valor semanal. Uma estratégia que me ajudou muito, é só ir ao supermercado uma vez na semana! Se acaba antes, anoto e espero até o dia da compra semanal.

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      • Faça o teste Elisabete, espero que dê certo, assim como deu muito certo para mim. Vá fazendo adaptações do valor semanal, se perceber que dá pra reduzir, vá reduzindo semanalmente até chegar no valor confortável pra você. Foi assim que eu descobri que conseguiria economizar 35% do meu orçamento para alimentação. Beijos.

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    • Isso que você faz é muito bom e é o que estou aprendendo a fazer (se acabar antes, anota e espera até o dia da compra semanal). Eu não fazia isso, quando o tomate acabava, saía para comprar. E era isso que prejudicava o orçamento, porque eu nunca voltava só com o tomate. Voltava com o tomate, e outra meia dúzia de coisas. Fora o que escrevi no post, que minhas filhas ficavam muito mal acostumadas, já que sempre tinha o que elas queriam comer aqui em casa. Beijos.

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  5. olá yuka, muito obrigado por compartilhar suas experiências que só enriquecem a forma de ver coisas simples. Fiquei surpreso por realizar esse mesmo método sem ao menos ter tido contato com blogs ou canais japoneses sobre economia. Aproveitando, poderias recomendar alguns blogs e canais ? fiquei bem curioso para conhecer outras formas de enxergar o mundo e outros caminhos para resolver questões cotidianas.

    Muito obrigado mais uma vez pelo excelente conteúdo que compartilhas.

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    • Oi Jeronimo, que sorte sua que já usa esse método, eu demorei 20 anos pra aplicar rsrsrs. Sobre recomendações de blogs e canais, posso sim, mas deixa só eu tirar uma dúvida. Você gostaria de saber sobre canais japoneses que sigo, ou qualquer tipo de canal? Beijos.

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  6. Olá Yuka! Adorei o post!

    Faz todo sentido a gente ir com um orçamento pré definido, do contrário a gente sempre acha que “precisa” de várias coisas e acabando gastando demais.

    Aliás, era justamente por ter esse pensamento que antigamente eu não conseguia economizar. Pq sempre achava que “faltavam” mil reais no salário. Só quando tive uma promoção e vi que eu facilmente gastava tudo é que me acendeu o alerta de que “havia algo errado no meu tipo de pensamento”. Sempre vivia a anotar gastos, desde que comecei a trabalhar, mas anotar simplesmente me dava uma noção do “para onde o dinheiro ia”, sem me dar um norte para seguir! Hehehe!

    E me lembrei tbem que desde 2005, quando comecei a trabalhar, uma colega sugeriu que eu tivesse um valor na carteira para gastos semanais. Que seria bom já ter o previsto para padaria e os gastos rotineiros. É pena que a gente não consegue implementar todos os conselhos, não sem antes passar por “poucas e boas” na vida hehehe!

    Confesso que, por aqui, como marido faz as compras e vai a vários mercados diferentes, acaba oscilando um tanto. Criei uma nota no keeps para fazermos essas anotações, com o valor semanal, vou buscar implementar. Os gastos de mercado/farmácia/pequenas coisas é algo fácil de sair do controle.
    Engraçado que quando viajamos a gente meio que já faz isso automaticamente né? Geralmente saca o valor e divide pelos dias de passeio. E dá super certo.

    Como a leitora que comentou do cardápio semanal, tbem tenho essa dificuldade… Talvez anotar nas compras: 6 porções de carne, 6 verduras, 5 tipos de fruta, pode ser uma saída? Aqui procuramos ter uma alimentação mais lowcarb-paleo pq todos temos tendência a engordar. Mas ficamos muitos dias comendo frango com batata doce e daí enjoa pra caramba! Kkkkkkkkk

    Sobre os canais do YouTube japonês, quem sabe algum dia encontramos algum com legendas, certa vez encontrei um sobre dia-a-dia de uma japonesa que tinha legenda em português. É bem interessante descobrir como os japoneses aproveitam de forma inteligente o tempo e os espaços, claro que nas finanças não seria diferente, né?

    Bjs, ótima semana!

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    • Oi Cinthia, ultimamente tenho compreendido que não ter um orçamento pré-definido, é como se carregássemos um saco sem fundo. É como se vivêssemos com uma torneira aberta, porque sempre acabamos dando um jeitinho. Ao impor um limite financeiro, freamos este tipo de vício comportamental. Há algum tempo, já tinha percebido que quando eu levava 100 reais na feira, voltava com o carrinho cheio e com zero reais no bolso. Quando passei a levar 70 reais, voltava igualmente com o carrinho cheio e com zero reais no bolso. Depois fiz teste com 50 reais, depois 40 reais… o estranho era que o carrinho sempre voltava cheio, independentemente do valor. O que mudava era de que forma eu usava o dinheiro. Quando levava 100 reais, não me importava muito em comparar preço, ir no horário da xepa, não pedia desconto… Quando levava menos dinheiro, cada real importava, então eu valorizava o meu dinheiro pesquisando melhor, comprando quantidade suficiente que não gere desperdício etc. Acho que esse lance do supermercado acaba usando o mesmo raciocínio, da escassez controlada. E com isso, saímos do modo automático e passamos a prestar atenção no que estamos fazendo. Isso do cardápio semanal, acho que seria uma ótima saída anotar porções, já que você tem uma prévia do que terá na sua geladeira, mas sem aquela coisa rígida do cardápio. Comigo acontece uma coisa de gente doida, eu nunca quero comer o que eu anoto no dia, é como se fosse uma auto-rebeldia kkkk, então deixo o cardápio bem flexível. Um beijo.

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      • É isso aí! Ótima reflexão
        Dei risada aqui da auto-rebeldia.. kkkkkk! Tbem tenho isso, maior dificuldade estabelecer rotina kkkkkk! Chego ao ponto de tentar me levar na conversa: “ah, mas vai ser legal seguir aquele horário que vc criou, experimente só hj…” Nem meu horário de dormir eu ando respeitando..

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  7. Nossaaa Yuka…esse texto caiu perfeitamente no momento exato pra mim…hoje mesmo estava pensando sobre os meus gastos na alimentação do mês e estava um pouco preocupada pq algo não saiu como previsto hahaha.
    Em pensar que já aderi todos os seus métodos que citou aqui e tem sido sem grandes diferenças pra mim, realmente nenhum funciona para termos um melhor controle dos gastos… Lêdo engano!!!!
    Sempre gasto mais do que o necessário e sempre falta uns ingredientes e sobra outros durante a semana ou mês.
    Adorooo uma promoção kkkk mas realmente promoções devastam nosso orçamento. E muitas vezes compramos pelo prazer de possuir mais. Esse assunto é tão importante e ao mesmo tempo tão negligenciado por muitos né? Não tenho dúvidas: vou seguir suas dicas do método japonês e acredito que vai dar certo por aqui também. Obrigada por compartilhar tantos ensinamentos!!!

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    • Oi Renée, comigo também estava igual, todo mês não saía como eu previa e eu pensava, mês que vem vou fazer diferente. Testei diversos métodos, até que acabei chegando nesse método, que é bem simples. Os outros métodos, até pode funcionar no quesito desperdício, mas não no controle de gastos. Tanto que todo mês eu estipulava um valor, mas sempre acabava ultrapassando, afinal, não dava pra simplesmente cruzar os braços e dizer que não iria mais no supermercado faltando 10 dias para o mês acabar. Se possível, tente sim usar esse método, na primeira semana que testei, eu já senti que algo tinha mudado, que seria fácil seguir. Um grande beijo.

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  8. Nossaaa Yuka…esse texto caiu perfeitamente no momento exato pra mim…hoje mesmo estava pensando sobre os meus gastos na alimentação do mês e estava um pouco preocupada pq algo não saiu como previsto hahaha.
    Em pensar que já aderi todos os seus métodos que citou aqui e tem sido sem grandes diferenças pra mim, realmente nenhum funciona para termos um melhor controle dos gastos… Lêdo engano!!!!
    Sempre gasto mais do que o necessário e sempre falta uns ingredientes e sobra outros durante a semana ou mês.
    Adorooo uma promoção kkkk mas realmente promoções devastam nosso orçamento. E muitas vezes compramos pelo prazer de possuir mais. Esse assunto é tão importante e ao mesmo tempo tão negligenciado por muitos né? Não tenho dúvidas: vou seguir suas dicas do método japonês e acredito que vai dar certo por aqui também. Obrigada por compartilhar tantos ensinamentos!!!

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  9. Bem legal e interessante! Mas aqui estamos curtindo uma vibe “sobrevivencialista” de modo que ter um estoque de comida é fundamental. Contudo, penso que dá pra adaptar: separando um valor menor para a comida do estoque que será comprada no início do mês (leite e itens não perecíveis) e deixando um valor maior para dividir entre as semanas do mês. Curti isso, tomara que eu consiga adaptar!!! ; )

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    • Oi Juliana, hahaha, no início da pandemia, eu estava nesse modo sobrevivencialista. Cheguei a comprar estoques de sabonete, pasta de dente, escova de dente, shampoo, que estou usando até hoje. Agora parei de fazer isso, e resolvi viver sem estoque. Fui de um extremo a outro extremo rsrsrs. Um beijo.

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  10. Muito, interessante, Yuka! Vou tentar implementar. Desperdício é algo que me incomoda, mas ainda acontece às vezes. Acredito que fazendo comprinhas semanais isso vai diminuir. Obrigada por compartilhar.

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    • Oi Maju, pra mim também incomodava, mas acreditava que era algo que fazia parte. Agora não, por não ter estoque, e ter a geladeira vazia, ficou muito mais fácil visualizar. A metade do tomate não utilizado agora vira recheio de omelete, a clara de ovo que está na geladeira (porque a gema usei pra pincelar o pão caseiro) que já foi para o lixo tantas e tantas vezes depois de alguns dias de esquecimento, agora tem a sua vez. Crianças comendo com menos frescura, olha, só tenho elogios a fazer rsrs. Um beijo.

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  11. Adorei a dica Yuka!
    Sabe q eu fiquei um pouco assustada com a minha inflação de alimentação no ano passado. Talvez pelas compras doidas pelo COVID. Mas no final acho que a inflação pega quando a gente é inflexível! Se mantém o cardápio flexível e com substituição, acho que dá pra driblar bem! Vou tentar adotar seu método! Abs Elsa

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    • Oi Elsa, também me assustei com minha inflação da alimentação. Mas o que mais me assustou foi quando vi a quantidade de coisas que estão prestes a ir para o lixo, só por eu ter um estoque. Quanto desperdício…

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    • Oi Fazendo as Contas, sim, nesse ponto saber japonês acaba me ajudando a infiltrar na cultura de lá, volta e meia fico acompanhando conteúdos que ainda não possuem legendas rsrs. Beijos.

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  12. Yukaaa! Estava ansiosa por esse post!
    Você explicou muito bem! Eu já era adepta há um tempo desse método japonês sem saber, mas tive que fazer umas mudanças pq conheço “minhas fraquezas”. No começo fazia envelopes, mas eu não era regrada e acabava usando o dinheiro pra pagar outras contas com a desculpa de “depois eu reponho”. E adivinha? Virava uma bagunça.

    Então o que eu faço é: estipulo o valor a ser gasto (no nosso caso é ¥5.000 por semana em alimentação para 2 adultos e 1 bebê), faço o cardápio da semana e saco o dinheiro para esse momento. Meu banco permite certos saques gratuitos no mês, então não saio no prejuízo. O troco desses ¥5.000 (sim, as vezes sobra!) nos permite comprar alguma sobremesa: chocolates, sorvete… No começo do mês, sempre separo um dinheiro extra pra produtos perecíveis e produtos de limpeza/higiene. Então esses ¥5.000 são praticamente pra feira, carnes, laticínios, massas…

    Também tenho um caderno onde anoto todos os gastos, desde mercado, gasolina… até a pizza do final de semana ou um sorvete. Lá consigo ter noção de quanto tempo dura a gasolina, quantos pacotes de fraldas minha filha usa no mês, se estou conseguindo manter a economia no mercado. Sempre guardo as notinhas e no final do dia anoto tudo! Evito ao máximo usar cartão de crédito. Sempre pago em dinheiro.

    Mas é super importante assim que o salário cai na conta, já estipular pra onde vai cada quantia pra gente não se perder durante o mês. Eu separo até os valores que gastarei de fralda e fórmula pra cada filha.

    Outra coisa: ir alimentada pro mercado! Hahaha
    Pq mesmo com lista e valor estipulado, se você estiver com fome, fica mais difícil resistir as gostosuras e promoções! Kkkkkkkkkk #ExperienciaPropia

    Como sempre você nos inspira! Beijo enorme

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    • Oi Tiemi, que bom que gostou do post, aprovada por quem mora no Japão rsrs. Esse método realmente me surpreendeu. Pena que nunca dei muita bola pra ele, poderia ter economizado rios de dinheiro se tivesse pelo menos testado esse método antes, mas como sempre digo, antes tarde do que mais tarde, não é mesmo? hahaha. Nossa, ir alimentada no supermercado é uma coisa muito importante. Sabe que teve um dia que fui no mercado de inocente, e comprei diversas bebidas… refrigerantes, sucos, uma infinidade de coisas que nem costumo comprar. Adivinha? Estava morrendo de sede kkkk. Agora antes de ir no mercado eu bebo água pra não fazer isso de novo rs. Tá conseguindo dormir com a sua pequena aí? Beijos.

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  13. Olá Yuka, boa noite

    Muito bom essa estratégia japonesa, ela cria uma disciplina financeira e um consumo consciente.

    Confeso também já fui no mercado para comprar um item e voltei com dez. Rs

    Tento me policiar e comprar apenas o necessário e não aproveitar “ofertas” do tipo “compre 4 e pague 3”

    Considero isso mais que uma estratégia, mas sim, um estilo de vida mais consciente e sustentável.

    Agradeço pelos seus posts. Aprendo muito com seus posts.

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    • Oi VaR, fazia isso direto, dar um pulo no mercado só pra comprar um limão e voltava com uma sacola cheia de coisas que nem estava precisando kkkk. Agora parei com isso, graças a esse método. Beijos.

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  14. Que texto excelente! Era o que eu estava precisando ler… Esse mês fiz a besteira de fazer uma compra mensal e aconteceu exatamente isso que vc falou… No início do mês a geladeira está cheia, mas agora já está fazia e eu só recebo meu vale alimentação no dia 25/02.O método das compras semanais com um limite estimulado por semana é mesmo o melhor. Ademais, as outras dicas foram muito úteis e necessárias tb. E adorei o fato de vc ter falado sobre as estratégias que não deram certo com vc. Seu blog é excelente, utilidade pública!

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    • Oi Imaginasenat, esse método realmente tem sido bom. Hoje é quinta-feira, e quinta-feira é o dia que começa a minha semana para ir no mercado. Essa semana, a geladeira está um pouco mais cheia, então a ideia é antes de ir no mercado, dar uma boa olhada na geladeira para fazer cardápios que usem esses ingredientes que já estão na geladeira há pelo menos 1 semana. O que me deixa mais feliz é perceber que não há mais desperdício de comida, que era uma coisa que me incomodava muito, mas não conseguia mudar isso, era pouco, mas esse pouco já me incomodava. Agora é zero rsrs. Beijos.

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  15. oi Yuka,

    Bem legal esse método, nada como a gente ter limite. A questão do desperdício também me incomoda. Aqui resolvi usar um método intermediário para ajustar o valor semanal. Eu não faço muitos planejamentos de refeição, mais só de carne. Os acompanhamentos eu decido com o que tem no freezer ou na geladeira para fazer. Mas muitas vezes acabo decidindo o que fazer porque está próximo do vencimento ou é muito perecível.
    Fazendo um parêntese: tinha uma época que eu comprava muito livro, e não lia quase nada. Lá pelas tantas, tinha pilhas de livros que ainda não tinha lido e continuava comprando porque “ia ler um dia”. Daí li em algum lugar alguém que usava o seguinte método ao pegar um livro na mão na livraria. A pessoa se perguntava: eu vou começar a ler esse livro hoje? Se sim, ela comprava. Mas se a resposta era não, ele ficava lá. Então eu vou começar a comprar me perguntando se vou usar aquilo que estou comprando na próxima semana. Se for sim, eu compro, se for talvez, depende do que é, e se for não, a compra pode esperar para a próxima semana.
    Assim eu consigo ver o que realmente é necessário para a semana, sem ficar com um monte de coisa na geladeira, e tendo que decidir pelo que vai estragar mais rapidamente e não pelo que eu quero comer.

    Beijo,
    Daniela

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    • Oi Daniela, essa dica do livro é muito boa. Uma pessoa que acompanho no Japão até fala pra gente se desfazer de livros que não lemos até hoje. Se não lemos, é porque não vamos ler. Para deixar em casa apenas o livro que você vai ler hoje, assim como você falou. Eu ainda não consegui fazer isso, tenho dó de me desfazer de livros que ainda não li, pois sei que ainda quero ler rsrs, mas uma coisa é certo, realmente ocupa uma parte da minha cabeça, aquela voz interna que fica me cutucando “você ainda não leu, tem que ler”, e vai criando obrigações invisíveis. Beijos.

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      • Sim!!! Eu também tinha essa voz interna mandando eu ler os livros parados. No ano passado, depois que começou a pandemia, eu enfrentei esse fantasma. Separei vários que eu não tinha lido e outros que eu comecei mas não avancei e mandei embora. Aqueles que eu tinha lido mas com certeza não ia ler de novo também foram nessa leva. Só fiquei com aqueles que têm ou tiveram algum significado para mim ou são de autores queridos e alguns – poucos – que eu não tinha lido e vou ler. E ainda sobraram em torno de 150! Esses vão ficar, provavelmente para sempre.
        Um abraço,

        Daniela

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  16. Oi Yuka,

    Adorei o post e gostei de saber que mesmo sem conhecer os métodos japoneses já estava fazendo boa parte dele.
    Por aqui não dividimos o valor da semana por envelope, pois fazemos grande parte das compras de comida com o cartão de alimentação que a empresa em que meu marido trabalha fornece e quando o valor acaba preferimos usar o cartão de débito. Mas temos estipulado o valor que podemos gastar.

    Abraços,

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    • Oi Renilda, acho que o grande truque é justamente esse que você comentou: estipular o valor que podemos gastar. Se não há um limite, continuamos gastando, e gastando. Quando temos um limite financeiro, sabemos até onde podemos ir. Um grande beijo!

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  17. Yuka, eu venho quebrando a cabeça em como economizar na comida sem deixar de comer com qualidade. Até que vinha me virando: comecei cozinhar muito em casa e diminuiu a conta mas sempre acho que tem chance de melhorar esse orçamento. Semana passada meu companheiro ficou desempregado e meu salário não cobre as nossas despesas. Vc deve ter muitas mensagens mas quase um ano atrás te comentei que estávamos pagando dívidas, depois que conseguimos pagá-las (inclusive as dívidas que tínhamos no meu país mês passado) e por sorte hoje temos um colchão para os próximos seis meses mas o desespero bate de qualquer jeito, né? Mais quando somos autônomos ou PJ como meu companheiro. De qualquer jeito, vinha tentando encontrar uma forma de economizar na alimentação e entro no seu blog para me atualizar do que perdi e vejo este post. Sempre me lembro que te encontrei falando do enxoval minimalista da sua primeira filha quando ainda estava passando pelo sofoco de pagar uma FIV e fico pensando em que não tem coincidência no universo: tem razões. Seus posts sempre me fazem continuar andando por este caminho de uma vida mais simples e mais tranquila junto às pessoas que amo. Porque no final, o minimalismo não é um fim e sim uma caminhada que andamos com aqueles com quem compartilhamos a vida sem importar as circunstâncias. Obrigada pelo seu tempo e dedicação ao blog, Yuka. Um abraço.

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    • Oi Bhuvana, tudo bem? Seu comentário me deixou emocionada. Eu lembro sim do seu comentário de quando estava se organizando para pagar as dívidas que tinha no seu país. Conseguiram montar o dinheiro do colchão de emergência também? Puxa, fiquei muito feliz com isso. O desemprego está aumentando no país como um todo, meu marido também tem um contrato que irá encerrar em agosto deste ano, e por enquanto, não temos nada à vista. Mas como sempre disse, o mais importante é estarmos unidos, você, seu marido e suas crianças, e eu com meu marido e minhas filhas. Você já me acompanha no blog há bastante tempo, há pelo menos 5 anos (idade da minha filha mais velha), e já pegou o espírito do que é essencial, escrita nesta sua frase “o minimalismo não é um fim e sim uma caminhada que andamos com aqueles com quem compartilhamos a vida sem importar as circunstâncias”. É exatamente isso. A vida é um eterno sobe e desce, e precisamos segurar bem as mãos das pessoas que amamos. Esse método japonês que descrevi no post, é algo que realmente tem funcionado muito bem pra mim, fez bastante diferença no orçamento mensal, e o melhor, sem passar aquele sufoco do fim do mês. Espero que funcione para você também. Depois você me conta se deu certo. Um grande beijo.

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  18. Oi Yuca! Excelente teu post. Eu estou sempre experimentando novos métodos, já tentei de tudo que você citou 😀
    Antes eu até fazia o planejamento semanal, mas saía correndo pro mercado quando acabava qualquer coisa. Daí sai para buscar um tomate, volta com um melancia, um pacote de pão fresquinho e assim vai.
    Recentemente voltei ao planejamento e estou incluindo também os lanches da escola da minha filha, assim compro tudo de uma vez só e evito as idas desnecessárias ao mercado. Se acaba alguma coisa no decorrer da semana, deixo anotado para comprar na próxima semana.
    Esse mês resolvi assinar um serviço de entrega de hortifruti semanal. Estou torcendo para dar certo, porque vai facilitar muito minha vida.
    Compras mensais também acabei fazendo no desespero da pandemia, mas aqui em casa não funciona. Lembro até hoje que quando eu e meu marido casamos, na nossa 1a. “compra mensal” compramos 5kg de açúcar, 5kg de trigo, 5kg de arroz, rsrs. Detalhe que a gente trabalhava o dia todo, almoçava fora e eu mal sabia cozinhar.
    Aos poucos percebi que é melhor ter só o que usamos em casa.

    Esse método que você citou (dos envelopes), é parecido com o que alguns americanos usam também. Aqui nesse vídeo, a Jordan Page até cita algo similar https://www.youtube.com/watch?v=VCr-54OH7IY&ab_channel=JordanPage%2CFunCheapOrFree

    Eu, como você, também não gosto de usar dinheiro em espécie, então vou controlando o orçamento disponível no meu aplicativo.

    Abraços

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