Como as pessoas são céticas em relação ao movimento FIRE – Financial Independence and Early Retirement

Aeronaves, Double Decker, Oldtimer, Avião De Hélice

Posso afirmar com convicção de que ter descoberto sobre FIRE (Financial Independence and Retire Early) foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida.

Até então, eu levava uma vida comum. Morava em um pequeno imóvel próprio, e tinha pretensões de comprar um carro e um apartamento maior fazendo dívidas de financiamento.

Foi só quando descobri sobre investimentos e sobre FIRE que parei com essa ideia de que eu teria que sempre comprar algo, que poderia simplesmente acumular patrimônio, sem ter a obrigação de consumir.

Se antes eu e meu marido tínhamos preocupações e inseguranças com o dia de amanhã; com o tempo, conseguimos entender o que era ter o dinheiro trabalhando pra gente, e nossa vida começou a se tornar mais fácil.

Com o tempo, pudemos aumentar os gastos para criar mais memórias, mais momentos de lazer.

Eu tive a grande sorte de ter “acordado” em 2015, ano em que minha primeira filha nasceu. Foi nesse ano que descobri sobre FIRE, e desde então, muita coisa mudou. Naquela época, não era tão fácil encontrar conteúdos brasileiros sobre o tema, bem diferente de hoje, que há diversos blogs de qualidade, canais no YouTube, PodCasts, etc.

Se antes a falta de dinheiro poderia ser uma preocupação constante, essa preocupação tem diminuído a cada ano, graças ao orçamento controlado, aos aportes constantes e mensais, por ter feito bons investimentos e deixar o tempo agir para gerar juros compostos.

Pra quem já sentiu na pele a fragilidade e o medo de não ter dinheiro, a grande vantagem de estar na jornada FIRE, é sentir que a tranquilidade vai aumentando a cada ano.

Muitos podem achar que FIRE é sobre dinheiro, mas pra mim, nunca foi sobre dinheiro, e sim, sobre liberdade e tranquilidade.

Não há mais desespero, não é preciso ter pressa.

Enquanto pessoas continuam céticas ao mundo FIRE, eu sigo feliz nessa jornada solitária.

~ Yuka ~

22 Comments on “Como as pessoas são céticas em relação ao movimento FIRE – Financial Independence and Early Retirement”

  1. Olá,
    Tudo bem? Minha filosofia em relação a fire é “Mire na lua. Mesmo que você erre cairá entre as estrelas”.Pelo que ganho dificilmente serei fure, mas tenho uma vida financeira tranquila.Ano passado consegui acumular o suficiente para comprar uma casa a vista, porém ficaria sem dinheiro.Então, penso assim meu sonho é ser fire e se não conseguir vou ter uma bão vida financeira.

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    • Concordo com sua visão. A grande conquista não é, necessariamente, se aposentar aos 40, mas poder evoluir com os ensinamentos aprendidos na longa jornada. Ter a segurança de poder ficar 5 anos sem trabalhar (e sem passar necessidades) pode ser tão gratificante quanto a aposentadoria precoce propriamente dita. Em relação ao texto da Yuka, eu faria apenas 1 complemento: é imperioso para o projeto FIRE destinar parte (substancial ao meu ver) dos investimentos no exterior. Ninguém sabe o que vai acontecer com o Brasil e a pandemia do covid trouxe ainda mais inseguranças.

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      • Oi Lean, sim, destinar parte dos investimentos no exterior é não apostar todas as fichas no Brasil, concordo com você. Quando comecei a jornada FIRE, eu tinha uma bebê tão pequena no colo, que a única coisa que eu queria era largar meu trabalho para ficar admirando a minha filha rsrsrs. Passados 6 anos, não vejo mais o trabalho como um grande fardo, e sim como um local de aprendizado. Um local onde preciso estabelecer meus limites, ter paciência, exercer a empatia, o companheirismo, o diálogo, compreender que pessoas passam por fases boas e fases ruins (como somos funcionários públicos, temos longos períodos de convivência, muitos casam, têm filhos, divorciam, passam por crises emocionais, depressão, mudanças, enfim…). Pode ser que daqui a alguns anos, a minha opinião mude de novo. E tudo bem. A parte boa do FIRE é justamente isso, ter opções de escolha, independentemente de qual seja. Um beijo.

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    • Oi Marcela, é de muita sabedoria essa sua forma de pensar. As pessoas costumam nem começar, porque acham impossível ser FIRE, mas não percebem justamente esse seu ponto de vista. Que mesmo não sendo FIRE, estarão no lucro, pois poderão complementar a aposentadoria, ter uma tranquilidade financeira muito maior do que a maioria das pessoas. Um beijo.

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  2. Concordo em numero é grau com você Yuka, só discordo no seguinte ponto, você não está sozinha. Saiba que aqui, no seu blog, muitas pessoas que te acompanham também usam a filosofia em suas vidas, inclusive eu. Seguimos juntos! Grande abraço!

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    • Oi Investidor, fico feliz com seu comentário, realmente, não estamos sozinhos. Nadamos contra a maré, e muitas vezes somos criticados duramente por isso, mas nós sabemos que só temos a ganhar trilhando essa jornada. Um grande abraço!

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  3. É bem antigo, mas acho que vale o ditado “ou você é o dono do dinheiro, ou ele é o seu dono”. Quem não domina sua vida financeira, portanto sua sobrevivência, está sempre nas mãos dos outros, donos do dinheiro.
    Eu estou num investimento grande, no momento, de mudança de carreira. Mas, já comecei a estudar investimentos, para dar esse salto.
    Boa semana a todos!

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    • Oi Diana, eu também acho que estudar investimento foi algo realmente libertador. Meu marido fala há um antes e depois de ter me conhecido, para mim também há um antes e depois de estudar finanças. Minha forma de lidar com dinheiro mudou de forma radical, no sentido de enxergar o dinheiro como um grande aliado. É algo que deveria ser ensinado a todos!!! Beijos.

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  4. A busca pela independência financeira ou semi independência financeira é sem dúvidas um passo fundamental pra alcançar alguma liberdade. Porém pra sair da corrida dos ratos é preciso mais que isso.
    É necessário independência emocional e é aí que muita gente derrapa. Principalmente no serviço público existem pessoas que ganham relativamente bem, tem mais de 40 anos de idade, estão no serviço público a mais de 15 anos e poderiam de fato almejar a tal saída da corrida dos ratos, ou seja, sair do emprego e de fato fazer algo conforme suas perspectivas, talentos e aspirações.
    Mas quem disse que fazem?
    Vão continuar até os 60 anos, engolindo sapos, convivendo com pessoas que não gostam, convivendo com politicagens etc.
    Na iniciativa privada também ocorre isso, mas acredito que em menor grau. E muitas dessas pessoas não são apaixonadas pelo que fazem, mas já estão anestesiadas.
    Já não tem mais coragem de mudar, não tem planos concretos, já se condicionara a esperar a aposentadoria. Não seria isso continuar na corrida dos ratos?
    Enfim, sei que nem sempre sair desse ciclo é algo fácil, mas fica a reflexão.

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    • Pois é. Sou servidor público, tenho 34 e não penso em ser FIRE ‘estrito’, mas em chegar aos 40 ou 45 e ter a liberdade de partir pra outra, por não mais depender de salário para sobreviver. Quem sabe abrir um pequeno negócio estilo ‘lifestyle business’, ou uma pequena pousada…

      Vejo colegas mais velhos infelizes, insatisfeitos, chorosos de ter que trabalhar mais 7-10 anos. Todos com rendimentos mais altos, de quando as incorporações se acumulavam, com cônjuges em situação financeira ainda melhor… Mas nunca se prepararam e não conseguiriam viver sem a renda oficial; tudo o que economizaram na vida está no imóvel próprio.

      Por outro lado, conheço dois que na casa dos 40 saíram para uma nova carreira com algo que gostam. Hoje é o caminho que mais me agrada.

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      • Sou o anon 11:54.
        Eu também não penso em parar 100% de trabalhar, a minha opção seria um pequeno negócio, muito mais pra ter algo pra fazer do que necessariamente pra ganhar dinheiro. No meu caso isso ainda deve demorar um pouco porque não atingi um patamar de independência financeira.
        No caso dos servidores públicos acredito que há entraves além do dinheiro, como um certo medo de abrir mão da renda certa em prol de projetos que não tem sucesso garantido.
        E pela minha experiência vejo que há entre os servidores muita gente acomodada, muita gente na casa dos 30 anos fazendo planos de se aposentar no cargo e órgão em que estão.
        Isso por si só não é errado, principalmente se a pessoa estiver satisfeita com seu atual emprego, mas o que vejo com certa frequência são pessoas reclamando do trabalho, rotina, colegas, burocracia e salários congelados, em alguns casos bons salários inclusive, mas quem disse que a maioria do pessoal tem plano B…
        Aí muitos simplesmente entram na roda que tantos criticam, produzem pouco, ficam de papinho com colegas, mas quando tem que de fato ajudar em algo não ajudam, ou mesmo atrapalham quem quer trabalhar.
        Ainda são muito poucos os que tem a iniciativa de se planejar e mudar de rumo de verdade.

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        • Oi Anon, eu repensei em muita coisa nessa pandemia, depois de ter ficado 1 ano e 6 meses trancada em casa. Vi que trabalhar é bom, tanto que eu não quero mais trabalhar de casa, prefiro sair de casa para trabalhar em algum lugar, porque no meu caso, misturou muito, minha casa virou ambiente de trabalho, e eu não conseguia me desligar. Eu abria o notebook não para estudar coisas pessoais, mas sim para trabalhar. Eu trabalhava a todo momento, ficava checando e-mails, foi um horror rsrsrs. Hoje venho para o meu trabalho e agradeço por ter um fim de expediente e poder esquecer do trabalho no final da tarde rsrs. Um beijo.

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      • Oi Carlos, ter essa liberdade de escolha é algo realmente maravilhoso. Eu vejo em mim mesma, que a minha opinião vai mudando conforme o tempo vai passando. Se antes estava numa fase que eu queria largar a pá e sair correndo do meu trabalho pra ficar com minha filha recém-nascida, hoje, enxergo o trabalho de outra forma (principalmente depois da pandemia, que fiquei trancada em casa por 1 ano e meio). Gosto de acordar cedo, trocar de roupa, vir para o trabalho, conversar com pessoas, me sentir útil, depois ter meu momento de lazer, curtir o fim-de-semana. Talvez daqui a alguns anos, eu já pense de outra forma de novo, talvez eu queira trabalhar menos horas, ou menos dias por semana, quem sabe? Ter a independência financeira permite essa liberdade de escolha e é isso que mais me atrai. Um grande beijo!

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    • Oi Anon, você descreveu muitos funcionários que trabalham aqui na minha empresa. “Pessoas que ganham relativamente bem, tem mais de 40 anos de idade, estão no serviço público a mais de 15 anos e poderiam de fato almejar a tal saída da corrida dos ratos, ou seja, sair do emprego e de fato fazer algo conforme suas perspectivas, talentos e aspirações. Mas quem disse que fazem? Vão continuar até os 60 anos, engolindo sapos, convivendo com pessoas que não gostam, convivendo com politicagens etc.”
      Incrível, é exatamente isso que acontece aqui. E você ainda complementa ” já estão anestesiadas, já não tem mais coragem de mudar, não tem planos concretos, já se condicionara a esperar a aposentadoria.”
      Quando descobri sobre FIRE, contei pra muita gente, porque vi que muitos tinham potencial para sair da corrida dos ratos, principalmente por causa do salário que recebiam. Mas o que recebi em troca foi muita risada kkkk. Hoje eu dou risada disso tudo, mas sigo firme, consciente de que a cada dia estou mais perto da liberdade. Um beijo!

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  5. Como sempre um excelente texto para ler no domingo! Parabéns pelo BLOG Yuka, sempre me enrolo pra logar aqui e deixar um comentário e um abraço! Acho sensacional você se preparar para o FIRE, e realmente, quando entendemos que o dinheiro pode trabalhar pra gente, aquele carro novo ou aquele computador de ultima geração perdem um pouco do brilho, pensar no futuro sem desperdiçar o presente e ter sempre um padrão de vida um pouco abaixo do que ganha, são lições simples que quanto antes aprendemos melhor!
    Grande Abraço!

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    • Oi Papai Minimalista, “pensar no futuro sem desperdiçar o presente” é um mantra que devemos seguir, e aí que está a dificuldade para muitas pessoas, porque não sabem definir o que é prioridade do que não é. Minimalismo e FIRE é algo que juntos dá muito, muito certo. Beijos.

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  6. Oi, Yuka! Não sei se perdi algum post e vc já fez mas poderia fazer um post indicando seus podcasts favoritos, seus canais de youtube, etc? Eu fui anotando alguns quando vc falava de alguém ou mencionava o que estava lendo mas estou com dificuldade de encontrar podcasts que não sejam metade autoajuda, metade alguma dica e queria saber se vc tem alguns que vc gosta. Um abraço!

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    • Oi Bhuvana, há 2 semanas, eu dei uma limpa geral nos canais do YouTube, porque começou a incomodar aqueles avisos de que tinha vídeos novos. Eu uso o YouTube como um podcast, não uso para assistir, e sim para ouvir no carro, enquanto cozinho. Tem gente que estava postando todos os dias, e nossa, não estava agregando nada para a minha vida. Atualmente, sigo bem poucos, não sei que tipo de assunto você gosta, mas vou colocar uns aleatórios aqui, quem sabe você se interessa por algum: Arata Academy, Cristal Muniz, Gabe Bult, Joshua Becker, Marcos Piangers, Menos 1 lixo, TED x Talks. Um beijo.

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    • Oi Ficando Tranquilo, isso que você escreveu de que não adianta tentar converter os outros, é a mais pura verdade. Eu tentei de todas as formas no início, depois desisti. Agora não falo para absolutamente ninguém e sigo minha vida rsrs. A parte ruim é que parece que a gente tem uma vida paralela, né? Beijos.

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