O que significa gastar dinheiro de forma inteligente?

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Muito se diz por aí “gaste dinheiro de forma inteligente”. E aí vem a pergunta: como gastar dinheiro desta forma?

Foi com o tempo que eu aprendi a gastar bem o dinheiro. Veja que não é gastar mais, é gastar bem.

Hoje, eu considero que sei gastar o dinheiro de forma bastante inteligente, fazendo manobras para diminuir em alguns gastos, para poder aumentar em outros locais.

Para isso, invariavelmente, há algo que precisa ser feito… é preciso olhar para dentro.

Olhar para dentro significa analisar quais coisas traz felicidade, e entender o motivo desse sentimento.

Quando iniciamos essa análise, nos surpreendemos negativamente, de como vivemos para agradar e tentar impressionar os outros. Que as necessidades foram criadas e impostas e não porque nós realmente precisamos.

Quando fazemos uma viagem e postamos fotos na rede social, fazemos isso com qual propósito? Será que as fotos, as poses preparadas não seriam uma tentativa de surpreender os outros?

Quando compramos uma roupa, um relógio, um sapato, o propósito real é para o conforto próprio ou para as outras pessoas falarem como estamos bonitos?

Quando escolhemos um modelo de um carro, não estaríamos escolhendo para impressionar os colegas de trabalho e familiares?

E assim, de escolhas em escolhas, entendemos finalmente que vivemos sempre pensando em alguém, nunca em nós mesmos.

Quando esvaziamos muitos desses conceitos (nossos e dos outros), sobra o que podemos chamar de essência, aquilo que é mais básico, o mais importante.

E talvez pela primeira vez, olhamos para dentro antes de fazer algo.

Começamos a questionar por que compramos um apartamento grande, com vários quartos, em um bairro completamente distante do trabalho, se não havia necessidade de ter tudo isso? Será que foi para impressionar a família e amigos? Talvez até para provar para nós mesmos o quanto somos capazes… O resultado é que a vida poderia ser mais fácil se tivéssemos comprado um apartamento menor, mais simples, mas próximo dos serviços que mais usamos.

E aquela viagem para uma cidade , ou um país famoso? Quantos de nós conseguiríamos não falar para ninguém que estamos fazendo uma determinada viagem, não postar as fotos nas redes sociais? Aliás, essas fotos estão sendo publicadas com qual intuito?

E assim, de pergunta em pergunta, começamos a derrubar o principal agente motivacional da nossa falsa felicidade: os outros; e passamos a enxergar o que há muito tempo nem sabíamos que ainda existia: a nossa própria vontade.

O julgamento alheio passa a não ser o centro da atenção, porque agora você sabe o motivo da SUA escolha.

“Moro num apartamento de 1 dormitório, porque não preciso de um maior”

“Comprei um celular caro, porque uso e gosto dele.”

“Não tenho carro, porque tenho um propósito maior”

Não importa a justificativa, desde que seja honesto.

Fazer essas perguntas nos ensina como devemos gastar o dinheiro para aumentar a felicidade.

Há um ponto importante. Não adianta não abrir mão de nada e querer tudo, porque haja dinheiro pra realizar tantos desejos. Não quer abrir mão da empregada doméstica, dos restaurantes nos finais de semana, das viagens para o exterior nas férias e ainda quer aposentar cedo? Só se seu salário for muito alto. Se for salário mediano, como a maioria das pessoas, terá que fazer escolhas. O que eu mais vejo são pessoas que querem tudo, mas não estão dispostas a abrir mão de nada.

Outra coisa que não devemos esquecer é o efeito em cadeia de certas decisões que tomamos.

Por exemplo, quando escolhemos uma determinada escola particular para os filhos, os gastos nunca ficarão só na mensalidade. Além da mensalidade, temos os cursos extracurriculares, as viagens que os amigos fazem, o tênis que eles usam, o relógio, onde eles vão passear nos fins de semana, a casa e o bairro que os amigos moram, o valor da mesada que ganham…

Se todos os amigos do seu filho vão para a Disney nas férias e vocês foram para Santos (nada contra Santos heim, é que minha mãe mora lá), se os amigos ganham uma mesada de 500 reais para comer e torrar no shopping enquanto seu filho nem mesada ganha… Nesse caso, não seria melhor escolher uma escola um pouco abaixo do padrão? Alguns pais podem dizer que isso é irrelevante e que precisamos avaliar somente a qualidade do ensino. Bom, aí cada um tem a sua forma de criação, mas para mim, ser socialmente aceito também é algo que devemos considerar para a felicidade das nossas crianças, principalmente numa fase em que as crianças carregam muitas inseguranças.

Para alguns, gastar em roupas é muito importante. Para outros, a roupa nem é tão importante, mas viajar é. Para outros, a viagem pode não ser tão necessário, mas a alimentação sim.

Usar o dinheiro de forma inteligente é isso. É conciliar a sua possibilidade com a vontade.

~ Yuka ~

33 Comments on “O que significa gastar dinheiro de forma inteligente?”

  1. No nosso caso particular, jamais gastamos para impressionar. No meu país ficamos felizes se conseguimos pagar contas no final do mês 😛 Mas tem gastos sempre que fazemos por questões emocionais e acho que é o mais difícil de policiar (o que nã verdade, é o objetivo do seu post). Um dos maiores aprendizados deste camino é gastar de forma inteligente. Continuamos andando por ele e com sorte, veremos esses frutos no final. Abraços, Yuka!

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    • Oi Bhuvana, aqui no Brasil temos a péssima mania de fazer compras para ostentar. E isso vai da classe mais baixa até a classe mais abastada, é algo cultural mesmo. Eu já fui meio que motivo de chacota em uma festa, quando alguns colegas que eu não via há muitos anos (aqueles encontros de escola, sabe?) descobriram que eu não tinha carro, nem imóvel. E uma delas falou “aaaaiiii, como você é pobre!!!” e foi algo tão inesperado que eu dei risada (risada sincera, não risada tirando sarro). Dei risada porque entendi como “riqueza” é algo tão pessoal e invisível. Eu tinha certeza absoluta que naquela mesa, eu era a pessoa que tinha mais dinheiro, mas por causa do jeito que eu me visto (eu me visto como uma pessoa normal), por não ter carro nem imóvel próprio, ela fez um julgamento de que eu valia menos do que qualquer pessoa daquela mesa. Meu marido não se conforma de como consigo engolir certas coisas, mas é que não me atingiu mesmo, eu só dei um sorriso e disse “é, sou mesmo” kkk. Um beijo.

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  2. Além de gastar com o que realmente é importante para vc, como bem exemplificado, é muito importante priorizar qualidade.
    Eu compro um tenis de $500, que vou usar umas 500 vezes em 2 anos (custou $1 por uso). Poderia comprar um tenis de $99 mas que rasgaria após 10 vezes (custou $10 por uso), ou pior, um que machucasse o pé no segundo uso e nunca mais usaria (custou $50 por uso).
    Eu compro uma (boa) bola de basquete que custa um mês de mensalidade numa academia (vou usar a bola umas 50 vezes durante 3 anos, além de exercicio garante diversão com amigos e diminui a chance de gastar em medicamentos antihipertensivos, hipoglicemiantes kkkk!). Se pagasse uma academia enjoaria e iria 3 x mesmo já tendo pago um plano trimestral talvez…
    Eu prefiro ir de carro nos lugares ao invés de usar transporte publico. Sai mais caro, mas garante conforto, não pego sol e chuva, ganho tempo, evito exposição em época de pandemia.
    Domingão é dia de acordar cedo, gastar tempo com vc mesmo, reduzir a dose de cafeína, repor a dose de “yukismo”…. kkkkk!

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    • Oi Marc, “yukismo” é o que meu marido fala que praticamos aqui em casa kkkkk.
      Sobre seu exemplo do tênis e da bola de basquete, ótimos exemplos, eu tenho a mesmíssima opinião que a sua. Se você já tem conhecimento de que aquela compra não vai ficar esquecida no fundo do guarda-roupa, não tem por que comprar o mais barato, a não ser que já saiba que aquilo vá ter uma vida curta (como uma roupa de criança, por exemplo). Um beijo, boa semana pra você.

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  3. Concordo com tudo menos
    “Comprei um celular caro, porque uso e gosto dele.”

    Isso parece desculpa de fãs da apple, marca da qual jamais compraria nada, nem se fosse bilionário.

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    • Discordo na parte do imóvel e da escola. Morar em imóvel pequeno e ruim é horrível. Ter uma ótima residência faz uma diferença incrível na qualidade de vida. Não precisa ser uma mansão. Sobre a escola, sacrificar a qualidade de ensino da criança por motivo de comparação com os outros não faz sentido. O post não tinha a intenção de dizer que se comparar ou querer se mostrar para os outros é ruim? Por que motivo vou fazer todos os desejos de uma criança pelo fato de o colega ter uma condição supostamente melhor? Seres humanos fortes precisam ser orientados desde. O papel dos pais é orientar, não fazer um esforço desmedido para que a criança não “sofra”.

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      • Oi Aportador, é, a questão do imóvel é bem particular mesmo, mas o exemplo que dei refere-se mais às pessoas solteiras que moram em apartamentos enormes, sabe? Aí como é grande, 1 ou 2 quartos acabam virando depósito de tranqueiras, precisa chamar uma diarista para dar uma arrumada na bagunça, como não tem com quem dividir o gasto, acaba onerando boa parte do salário. Nesse caso específico, acho que seria melhor a pessoa morar em um apartamento menor, pois facilita a logística. Agora sobre a comparação das crianças, eu concordo que fazer todas as vontades de uma criança é um péssimo negócio, mas quando seu filho é o único ser diferente em uma classe de 30, 40 pessoas, aí acho complicado, porque temos que reconhecer a importância da criança se sentir incluída em algum grupo. Concordo com você quando diz que papel dos pais é orientar, e não fazer um esforço desmedido para que a criança não sofra. Acho que já deve ter percebido que muitos pais fazem exatamente isso. Um beijo.

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        • Oi Aportador, eu concordo com você, que devemos priorizar o ensino, mas também não podemos deixar de ver se existe escolas publicas boas na cidade, claro que tem cidades e estados que fica dificil. Mas onde eu moro o ensino oferecido pela prefeitura é de primeiro mundo, tem escola modelo aqui, meu filho tem inglês, robótica, artes, capoeira, futebol tudo no ensino integral com uniforme material e alimentação incluso. fiquei 2 anos na fila e quando consegui tirei ele da particular. Uma escola desse nível não sai por menos de 2 mil reais onde eu moro. Eu sempre que posso agradeço a Yuka por ter me aberto os olhos pra procurar escola boa igual agulha no palheiro. Depois da quinta série dai é por conta do estado, talvez eu mude se até lá não tiver escola do nível da prefeitura aqui. Faço uma poupança pra usar quando ele estiver do colegial pra frente. Mas claro se uma particular top não pesa no bolso, levanta a mão pro céu e seja feliz.

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  4. Boa noite Yuka!
    O interessante é que depois que você se acostuma a viver assim fica muito natural a otimização dos recursos. Hoje em dia não penso mais em economizar ou fico preocupado com gastos…a nossa própria cabeça já está ajustada pra focar no que importa…
    Outra coisa interessante é como a gente deixa de se sentir parte do “normal” após viver um tempo assim… Fico bobo de ver como muitos colegas gastam mal em coisas que realmente não precisam e ainda reclamam que o salário mal fecha com os gastos no fim do mês… Nossa sociedade consumista consegue cegar pessoas e mantê-las na corrida dos ratos, tentando a cada dia comprar a felidade via produtos ao invés de mostrar que a felicidade verdadeira está dentro da gente e não fora…
    Grande abraço!

    VVI – vvibr.blogspot.com

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    • Oi VVI, nossa, tenho essa mesma percepção que você, eu fico abismada de reparar como as pessoas gastam mal o dinheiro. São pessoas que falam que estão sempre sem dinheiro, mas não vejo abrindo mão de nada também. E depois vem falar como eu tenho sorte rsrs. Beijos.

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  5. “Há um ponto importante. Não adianta não abrir mão de nada e querer tudo, porque haja dinheiro pra realizar tantos desejos. Não quer abrir mão da empregada doméstica, dos restaurantes nos finais de semana, das viagens para o exterior nas férias e ainda quer aposentar cedo? Só se seu salário for muito alto. Se for salário mediano, como a maioria das pessoas, terá que fazer escolhas. O que eu mais vejo são pessoas que querem tudo, mas não estão dispostas a abrir mão de nada.”

    Gostei desse ponto.

    Existe uma filosofia entre os empreendedores na internet que vivem pregando que é bobeira isso de economizar. “O foco nunca deve ser em gastar menos, mas sim em GANHAR MAIS”. Eu até me sinto tentada vez ou outra em concordar com isso, visto que me desespera ver o tanto de gente que gasta horrores de tempo analisando gráficos e abrindo mil contas para ganhar centavos de rendimentos nessa recente cultura de que todo mundo deve virar investidor.

    Mas é como você disse, temos que fazer escolhas. Principalmente quando colocamos os pés no chão, analisamos nossa realidade e possibilidades (e não a dos empreendedores ricos da internet). Escolhas devem ser feitas, se quisermos saúde financeira. Se conseguirmos concomitantemente buscarmos jeitos de ganhar mais, ótimo. Mas nunca é somente 8 ou 80 né (ou economiza ou não).

    Ótimo post. Um beijo!

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    • Oi Michelle, realmente, também já percebi que muitos falam que é a maior besteira economizar. Acho que muitos querem realmente aumentar o salário, incluindo eu, mas para isso, temos que estar dispostos para que isso aconteça. E é aí que está o ponto crucial. No meu caso, acho mais fácil economizar do que aumentar meu salário, porque sendo funcionária pública, eu teria que ir para empresas privadas, que nem sempre me pagaria o que eu recebo hoje, além de me arrancarem o couro rsrs. No meu caso, economizar dinheiro deu muito certo, era onde eu tinha controle, eu sabia que não ficaria economizando para o resto da vida, que seria durante um período da minha vida. Eu já contei moedas, cada centavo fazia diferença, hoje, não faz mais diferença, mas durante muito tempo, ter feito isso foi importante para ter controle financeiro. Então fazer escolhas inteligentes foi a forma que encontrei para não ficar frustrada, pois desta forma podia gastar em coisas que me fazia feliz, e ainda me sentir bastante satisfeita. Um beijo pra você!!! Bom início de semana.

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  6. oi Yuka, bom dia

    Essa questão de gastar de forma inteligente é bem pessoal mesmo.

    Para mim, por exemplo, ter apartamento próprio é fundamental. Eu não quero morar de aluguel e ser surpreendida pelo proprietário pedindo o imóvel. Isso já me aconteceu e acabei comprando o apto, o que não era a minha intenção, mas eu não queria me mudar na ocasião. Não foi um negócio ruim, vendi ele com lucro até, mas não teria comprado se não fosse isso. Eu sou chata, muito chata para algumas coisas, demoro a me adaptar, detesto função de mudança, então só vou me mudar quando eu quiser, e não quando outra pessoa decidir. Então, imóvel próprio é importante para mim. Mas entendo que não é assim para todo mundo.

    Sobre a apple, eu não tenho celular deles, uso o android desde sempre, mas tenho um ipad desde final de 2014 que está funcionando perfeitamente até hoje, bateria normal. Foi uma ótima compra, já se pagou várias vezes de tão usado que foi. Mas claro, se alguém compra um troço caro desses e usa meia dúzia de vezes é uma péssima compra.

    E sobre a escola, bem, já até comentei aqui, já fui das mais pobres da escola e depois fui das melhores de vida, a primeira em uma escola particular e depois na pública. Mas hoje eu não colocaria a minha filha em uma escola pública pensando nesse aspecto. Tive muitas deficiências na escola pública, que só superei porque sempre fui muito autodidata. Mas sou a exceção da exceção. Então, o meu foco é dar condições para a minha filha, para que ela possa fazer suas escolhas na vida por suas habilidades e não pela falta delas. Se ela não aproveitar, eu fiz a minha parte. Se o custo disso for ela não ter roupa de marca e não viajar, bem, ela vai ter que se acostumar que não dá para ter tudo na vida.

    Talvez você tenha a ideia de que nas escolas particulares todo mundo está muito bem de vida, mas não é bem assim. A escola da minha filha é uma das melhores da cidade, não é das mais baratas e mas também não é das mais caras. O perfil básico é de profissional liberal, mas tem gente com muito dinheiro e gente que paga a escola com sacrifício. Tem vários filhos de professores da escola (inclusive tem gente que vai ser professor lá para que o filho possa estudar, pois tem desconto). Tem gente que a gente nem sabe como paga a escola (os avós talvez?), gente que mora em lugares carésimos (mas que pagam financiamento super alto), tem gente que vai para escola de porsche, bmw, carro 1.0, a pé, bicicleta. Não tem gente muito pobre, eu sei, mas escola pública na minha cidade de ótima qualidade só militar, o que está completamente fora de questão.

    A importância de ser socialmente aceito, no meu ponto de vista, é algo que temos que trabalhar muito com as crianças. E não é a questão financeira. É a maneira de lidar com o os outros e a importância que a gente dá para isso. É muito bom ter amigos, mas tem que ver o custo de ser amigo de algumas pessoas. Vai ser engolindo sapo e ficando quieto quando ouve uma piadinha infame? Ou sabendo se posicionar e falando o que pensa, de forma educada? O jeito como os pais lidam com isso pode reforçar ou não os problemas. A gente tem que cuidar muito para não projetar as nossas dificuldades nas crianças (ou os nossos traumas).

    Enfim, se eu tivesse que definir o que é gastar de forma inteligente, acho que eu diria que é gastar naquilo que você vai usar bastante e naquilo que você valoriza. Eu poderia colocar a minha filha em uma escola com a metade da mensalidade, mas eu a escola dela é uma coisa importante para nós e nós podemos pagar. Outras pessoas que não valorizam muito o estudo poderiam achar melhor guardar esse dinheiro para dar uma casa de presente para o filho ou algo assim. Sobre a questão da ostentação, comprar por causa da inveja que os outros vão ter, bem, cada um com seus problemas (desde que não venha pedir dinheiro emprestado para mim depois).

    Claro, estou falando em um contexto que a pessoa pode pagar. Quando a pessoa está com dificuldade de pagar o básico, que é comida e moradia, isso tudo vai para segundo ou terceiro plano.

    Abraços e uma ótima semana,

    Daniela

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    • Oi Daniela, tudo bem? Sabe que lendo o seu comentário, fiquei pensando que muito dos nossos costumes financeiros, vem justamente do nosso histórico de vida. Eu estava pensando que para mim, a tranquilidade financeira é uma necessidade que eu tenho, algo como o ar que eu respiro. Quando li seu comentário, lembrei da minha mãe. Como meu pai morreu muito cedo, minha mãe tinha receio dela morrer cedo e nos deixar órfãos. Ela poupou dinheiro suficiente para que os estudos estivessem garantidos e que todas nós pudéssemos estudar até a faculdade. Acho que sigo essa mesma linha de raciocínio dela. De uma forma ou de outra, essa morte precoce do meu pai afetou a minha maneira de pensar sobre como encaro sobre a brevidade da vida. Engraçado que minhas irmãs não pensam dessa forma como eu penso, apesar de terem tido exatamente a mesma experiência, elas são bem imediatistas. Já eu, sou precavida, até demais rs. Beijos.

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      • É Yuka, eu já vi muito isso, pessoas que perderam os pais cedo tendem a achar que vão morrer cedo também. Só que às vezes tomam um caminho diferente do seu, esbanjam tudo, já que vão morrer logo mesmo. Mesmo tendo filhos. Sei lá, devem achar que deus vai dar um jeito. Só acho que a gente não pode ficar pensando só nisso e condicionando tudo que fazemos a essa probabilidade, senão acabamos paralisadas.

        Quando a minha filha era bebê eu tinha muito medo de morrer e deixá-la órfã. Acho que criança precisa de mãe, e não via ninguém a minha volta que pudesse ser mãe dela. Ela tem pai presente e pessoas que cuidariam bem dela, mas não que assumiriam esse papel. De educar, de estar lá presente, de colocar limite. Isso pegava bem mais para mim que a questão financeira, porque essa já estava razoavelmente organizada. Mas acho que é assim com tudo, a gente se preocupa mais com o que não tem ou não teve. Mais tarde, quando ela já era maior, conversando com amigas com filhos da mesma idade, vimos que passamos os mesmos tipos de medos, mas na época não falávamos disso com ninguém.

        Beijo

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        • Oi Daniela, você disse que tinha muito medo de morrer e deixar sua filha órfã, eu sentia esse medo quando eu era criança. Eu lembro que todas as noites, eu fechava meus olhos com força e pedia para o meu pai (que já tinha morrido) para não levar a minha mãe ainda, que esperasse um pouco, pelo menos até eu completar 18 anos, que eu não queria ser órfã. Eu devia ter uns 6 anos na época. A jornada FIRE me deu uma base muito boa para que esse medo fosse dissipando aos poucos, hoje eu sei que se eu pipocar desse mundo, minhas filhas não passarão dificuldades financeiras como minha mãe passou (no nível da sobrevivência), e isso vai me dando uma sensação de paz. Falo pro marido que só por conseguir conquistar essa sensação, a jornada FIRE já valeu a pena para mim rsrs. Um beijo!

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    • Oi Dedé, pois é, comprar coisas que não precisamos é meio que inevitável, mas o ideal é tentar reduzir esse tipo de compras ou para poupar mais, ou para gastar em coisas que nos traz felicidade rs. Beijos.

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  7. Oi Yuka, tudo bem? Faz tempo que não comento aqui. Minha filha nasceu no meio de agosto, e já tenho alguns bons exemplos de dinheiro bem gasto com ela. Como a maioria das mães de 1a viagem, tive vários problemas com a amamentação. Com isso, após uma semana de dores, resolvi contratar uma consultora de amamentação. Ela deu uma orientação detalhada, suporte por WhatsApp a todo momento e veio várias vezes na minha casa aplicar laserterapia na lesão e para avaliar a minha filha, a pega, e fazer exercícios de fono nela. A cada dia surge um novo desafio relacionado à amamentação e ela tem me dado muitas boas orientações. Ela identificou que minha filha tinha o freio lingual submucoso, e ela precisou passar por uma pequena cirurgia. Depois disso, melhorou muito a movimentação que ela faz para sugar. Além disso, tive problema com a baixa produção de leite pois a menina é muito esfomeada e quer um fluxo de leite intenso, rs. Ainda estou no processo para ficar tudo suave, mas de qualquer maneira, a consultora foi muito importante pra nós nesse primeiro mês e não é um serviço barato e nem deveria ser, tamanha a dedicação dela. Valeu muito a pena ter gasto esse dinheiro. Muito mais importante do que um enxoval super completo.

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    • Oi Larissa, sua filha já nasceu, parabéns!!! Nossa, você descrevendo sobre as dores da amamentação… eu também tive essas dores, eu quase desisti de amamentar, saía sangue, eu começava a tremer quando minha filha chorava para mamar, porque a dor que eu sentia era insuportável, e chorava de dor enquanto amamentava. Então eu sei muito bem que essas dores são terríveis, na época nem sabia que tinha essas consultorias de amamentação. Eu tenho certeza absoluta que esse dinheiro que você pagou (com gosto) para a consultora, valeu cada centavo. E gastar dinheiro inteligente é exatamente isso: poupar onde não enxerga tanto valor (no seu caso, em um enxoval super completo), para gastar em coisas que traz felicidade (na consultoria de amamentação). Exemplo maravilhoso. Beijos e parabéns de novo pela bebê! Tire muitas fotos, os bebês parecem que comem fermento, crescem muito rápido rs.

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      • A amamentação realmente é um negócio complicado e não intuitivo. Hoje, depois de 5 semanas, não sinto mais dor ao amamentar, mas foi um lento processo de recuperação. Agora o desafio é ter mais leite, e também parece que vai ser um outro longo processo… Mas seguimos a cada hora com um novo desafio. Imagino que a maternidade seja assim mesmo, né. Rs. Yuka, eu lembro do seu post sobre os lindos quiet books que vc fez na sua licença maternidade. Eu planejei fazer uns móbiles durante a licença mas por enquanto não tenho tido tempo para nada. Minha bebê por enquanto prefere colo e se coloco no berço ou carrinho, ela acorda em 5 minutos, rs. Cada bebê é de um jeito né. Os móbiles vão ficar para outra hora.

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        • Olha, você disse tudo, cada bebê é de um jeito, por isso ler aqueles livros A encantadora de bebês, pra mim não funcionou. O que funcionou pra mim, foi fechar o livro e começar a olhar direito para a minha bebê, para entender as necessidades dela. Eu só consegui fazer aquelas coisas de artesanato, porque minha primeira filha dormia muito depois que mamava. Ela passava o dia inteiro dormindo, era uma coisa impressionante. Empacotava-a com um paninho, e ela adormecia rapidinho, inclusive à noite. Já a segunda filha…. nossa, ela foi difícil. Não dormia por nada, cochilava muito pouco para uma bebê, se revoltava quando eu tentava empacotar com paninho, meu marido que cuidava dela de madrugada, ficou traumatizado em ter mais um bebê, foi aí que desistimos de ter um terceiro filho rsrsrs. Um beijo!

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          • Cada filho é de um jeito mesmo. Realmente esses guias prontos as vezes só nos fazem passar raiva (do tipo um bebe de 1 mês deve dormir x horas por dia). Mas você teve bastante sorte de a 1a ser sossegada! A minha também cochila pouco de dia e só no colo. É cansativo. Mas pelo menos de noite dorme bem. Mas eu entendo seu marido, pois também não sei se terei disposição para mais um filho vendo o trabalho que a primeira está dando! Beijos!

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            • Oi Larissa, nossa, nem me fale, se eu tivesse a minha segunda filha primeiro, eu não sei se nós teríamos um segundo filho rsrsrs. Eu e meu marido parecíamos zumbis durante 2 anos, a gente olha para algumas fotos daquela época, e a cara de cansaço surpreende… eu ainda devo estar com cara de cansada, mas se comparado àquela época, já melhorou bastante rsrs. Vamos levando um dia de cada vez, né? Um beijo.

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  8. Yuka, que post inspirador!
    Vou te contar uma longa história, rs:

    Minha mãe cresceu em família bem pobre (a ponto de serem ajudados pelos vizinhos), enquanto meu pai (lado descendente) sempre teve boas condições. Porém, japonês tem essa cultura de poupar né? Meu pai sempre foi bem instruído, enquanto minha mãe não. Ou seja, quando ela casou com ele e vieram ao Japão, ela se deslumbrou com o poder de compra.

    Quando eu nasci, eles tinham boas condições. Em 1 ano de Japão meu pai comprou casa, carro e abriu empresa. Minha mãe nem trabalhava mais. Mas dinheiro é algo finito. Logo tiveram que voltar pro Japão pq não souberam administrar bem os recursos. Acredito que meu pai se perdeu no meio do caminho por conta da minha mãe… infelizmente é difícil quando ambos não lutam juntos pelas metas.

    No Japão sempre estudei em escola brasileira particular. Em 2008 a mensalidade chegava a 70 mil ienes por mês fora transporte, alimentação, uniforme, material escolar, passeios, etc…
    Hoje, 13 anos depois, a média salarial é de 300 mil por mês. Pro padrão de hoje já está caro essa mensalidade, imagina para aquela época? Enfim…

    Sempre tive de tudo. Nunca escutei um não. Em casa a última palavra sempre vinha da minha mãe. E ela sempre pensava: preciso dar tudo a ela que eu não tive. Resultado? Até hoje não sei lidar direito com a frustração, com os “nãos” que recebo da vida.

    Lembro que meu pai pagava várias multas na operadora de celular por trocar de aparelho antes do prazo de contrato. Sim, eu queria trocar de celular várias vezes ao ano! Eu tinha desde novinha (11 anos). Pq? Pq meus amigos trocavam tbm.
    A escola, o meio que vc vive, realmente influencia demais nas suas escolhas, desde cedo!

    Uma vez, próximo ao natal, lançaram o IPod Classic. O primeiro IPod que dava pra assistir vídeos! Eu surtei! Todos meus amigos começaram a aparecer na escola com o seu e eu precisava ter tbm!

    Nessa época meus pais já haviam se divorciado. Eu morava com minha mãe e meu pai já havia se casado novamente, dessa vez com uma parceira bem econômica igual ele.

    Pedi de natal a ele. Ele disse que ia me dar, mas só em Janeiro pq era quando o bônus da empresa era pago. Eu fiquei uma fera. Eu tinha 13 anos. Eu parei de falar com ele. Não atendia mais as ligações. Não queria mais passar os finais de semana com ele. Fiz maior escândalo. E minha mãe deu super razão pra mim. Afinal, eu precisa muito né? Kkkkkkk

    No dia do natal, minha mãe e meu pai combinaram da gente ir num karaokê para comemorarmos juntos. Estavam todos lá: eu, minha mãe com o namorado, meu pai com a nova esposa. Eu com a maior cara de c*, emburrada.

    Meu pai me entregou uma caixa de presente. Quando abri o embrulho, era uma caixa de bombom garoto. Na hora pensei: putz, nem pra ser Nestlé? Kkkkkkkkk
    Fiz um sorriso amarelo e disse obrigado. Mas nem abri a caixa. Aí ele disse: não vai abrir e oferecer os bombons pra gente? Daí abri. Quando olhei a princípio, eram só os bombons sem graça da garoto. Mas tinha um fundo preto. Quando tirei os bombons de cima: era uma caixa do IPod classic que eu tanto queria!

    Yuka, eu senti muita alegria nesse dia. Eu chorei.
    E meu pai disse: filha, eu fiz isso pra vc entender que hoje eu posso dar, amanhã pode ser que não. Eu precisei pedir ajuda financeira pra sua madrasta pra realizar esse sonho.
    Nunca mais me esqueci desse dia. Foi o presente que mais usei na vida.

    Mas hoje como mãe, 15 anos depois desse episódio, senti culpa. Pq eu já era uma adolescente e estava fazendo birra por conta de não saber esperar. Ele não me disse “não”. Apenas disse que ia demorar um pouquinho para ganhar. Custava esperar?
    Meu pai quis deixar um clima legal no natal e acabou pedindo dinheiro emprestado para a esposa dele para realizar o sonho da filha adolescente rebelde.

    Faz uns 13 anos que não vejo meu pai, apenas por ligação ou mensagem, já que moramos bem longe um do outro. Enviei uma mensagem pra ele recente, pedindo perdão pelo meu mau comportamento nessa época. Eu deveria ter aproveitado mais a companhia dele enquanto morávamos perto. Mas perdi tempo com birra adolescente.

    Sabe o que ele me respondeu? “Não foi culpa sua. Seus amigos tinham e é natural você querer também. Com o tempo a gente amadurece”. Pq os pais nunca param de nos amar mesmo quando nos comportamos mal.

    Bem que falam que quando temos filhos entendemos melhor nossos pais. Obrigada pela paciência de ler até aqui. Essa foi uma história que me marcou demais e espero fazer diferente com minhas filhas. No Japão as escolas japonesas são padrão justamente pra não ter isso. Todos usam a mesma mochila, sapato, cabelo… mas pertencemos a um mundo imediatista e sei que vou esbarrar com episódios como esse que vivi. Sempre peço a Deus sabedoria pra ensinar valores pra elas que nunca se esquecerão. Também tenho um marido bem pé no chão e econômico. Creio que faremos um bom trabalho. Mas te contei tudo isso pra dizer que sim, o meio que vivemos nos influenciam demais.

    Até hoje! Hoje posso dizer que muito mais do que ha 13 anos atrás. Mas quanto tempo, energia e dinheiro gastos a toa né Yuka? Com o dinheiro que nem temos, pra comprar coisas que nem queremos e impressionar pessoas que nem gostamos.

    A gente se cega muito fácil. Sou cristã mas amo os ensinamentos da monja coen. E uma vez ela falou sobre apreciar sem possuir. Vitrines de lojas são arte. Nem tudo é pra gente. Acredito que Instagram também! Mas num mundo onde “ter” te faz importante, é difícil se lembrar de apreciar sem possuir. Quando a gente vê, já compramos, num clique, num segundo…

    Obrigada por esse post. Lembrei com saudades do meu pai. Um homem sábio, porém muito calado (igual a maioria dos japoneses) e que não sabia falar “não”. Beijo enorme!

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    • Oi Tiemi, estava falando justamente isso para a Daniela, que muitos dos costumes financeiros que temos, herdamos dos nossos pais ou da história de vida que temos. A sua dificuldade em receber um não, foi pelos seus pais terem excesso de zelo com você, eles queriam te agradar, mostrar o quanto você é importante, e fazer todas as suas vontades foi a forma que eles encontraram para te dizer que te ama. Já eu, pela história da minha vida, é muito importante ter uma boa reserva financeira para que minhas filhas não passem necessidade caso um dos pais venha a falecer. E veja como a experiência é realmente individual, os acontecimentos podem ser exatamente os mesmos, mas as nossas reações podem ser completamente diferentes: minhas irmãs são gastonas e imediatistas, já eu, sou econômica e gosto de planejar. Quando a gente cresce, e depois viramos pais, começamos a entender os sacrifícios que nossos pais fizeram por nós, e porque somos o que somos. Sobre o mundo onde “ter” é mais importante, acho que olhar vitrines de lojas tem uma força bem menor do que as vitrines das redes sociais. Eu lembro que quando acompanhava algumas YouTubers de maquiadoras, eu ficava doida pra comprar tudo, e como geralmente as maquiagens eram importadas, nossa, gastava uma fortuna. Agora, ir numa loja de maquiagem e olhar as maquiagens, não dá essa adrenalina toda. Eu particularmente, adoro ver vitrines. Concordo com a Monja Coen que vitrines de lojas são arte. E nem preciso comprar nada, mas adoro bater perna para ficar só olhando, meu marido diz que ele não consegue fazer isso, de olhar e não comprar, que é uma sessão de tortura rsrsrs. Um beijo pra você!

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    • oi Tiemi, sem querer me meter, mas já me metendo. É que para alguns pais é muito mais difícil dizer não do que sim. O não tem que ser repetido milhões de vezes, explicado, tem que aguentar a cara feia, tem que bancar o não. Se a gente não quer educar pelo medo (e daí a criança não insiste de medo de apanhar ou ficar de castigo), tem que explicar muito mais, tem que aguentar ouvir eu te odeio, eu quero que você suma, essas coisas que se diz na hora da raiva. Algumas pessoas se sentem muito mal nessa posição e acham mais fácil dizer sim. Isso vale não só para coisas materiais, mas para qualquer limite que os pais têm que colocar. Em algumas ocasiões, inclusive, o não significa muito mais amor do que o sim, porque significa que o adulto se importa com a criança ao ponto de aguentar toda encheção, o famoso “testar os limites”. Mas muitos pais se iludem achando que “dar tudo o que eu não tive” significa mais amor, sendo que o valor dessas coisas para o filho não é o mesmo dos pais. A gente não consegue controlar os ambientes aos quais as crianças são expostas, mas podemos ajudá-las a lidar com esses ambientes.

      Abraço,

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    • Oi Yuka! Tudo bem? Peço licença para comentar um comentário… rsrs

      Oi Tiemi!
      Só vim para agradecer o compartilhamento de um trechinho da sua vida com a gente! 🙂
      Me fez enxergar o quão diferentes somos uns dos outros e respeitar esse diferente. Cada núcleo familiar, cada ser humano, todos lutando suas batalhas… mas tenho certeza que o amor envolvido (na maioria das vezes rs) é o que comanda nossas ações. Sendo assim, tudo o que fazemos é o melhor que conseguimos fazer de fato. E está bem assim eu acho. Somos quem somos pelas lutas (vencidas ou não) e pelo o que aprendemos com cada uma delas.
      Obrigada e boa semana para vocês!
      Beijo

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      • Oi Dona Violeta, bom te ver de novo por aqui. Concordo com você, eu vejo pela minha mãe, ela acertou em muitas coisas (das quais tento reproduzir com as minhas filhas), errou em outras (no meu ponto de vista, claro, talvez no ponto de vista dela não), e aí tento fazer diferente. Mas ao mesmo tempo, eu já percebi que cometo outros tipos de erros com as minhas filhas, erros esses, que minha mãe não cometeu. Como é difícil criar um outro ser humano… Ser pai é um exercício de humildade, de reconhecer as próprias fraquezas, entender que não somos perfeitos, aprender a acolher a falha do outro, e agradecer por ter mais um novo dia para fazer diferente rs. Um beijo.

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  9. Oi Yuka!

    Parabéns pela reflexão tão pertinente!

    Lembrei de uma entrevista com o MMM em que ele fala sobre o conceito de “frugalidade maximalista”. Ou seja, a ideia é ajustar os gastos para o retorno máximo de felicidade (qualitativa e quantitativamente) e parar assim que o ganho marginal de felicidade não justifique aquele tipo de gasto.
    Para quem ainda precisa vender horas de vida por dinheiro é muito importante sempre fazer essa conta de custo/benefício…

    Um abraço!

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    • Oi IFP, tudo bem? Gostei desse termo “frugalidade maximalista”, é bem isso mesmo, tentar aproveitar o máximo daquilo que está sendo comprado. Há muitos anos, respondi para uma amiga que me perguntou por que eu insistia no fogão de 4 bocas, já que o apartamento que eu morava comportava um de 6 bocas. Para mim, era muito claro. Eu não comprava um de 6 bocas, porque mal conseguia administrar 3 panelas no fogo simultaneamente. Se eu comprasse um fogão maior, não teria nenhum tipo de utilidade para mim, além de ocupar mais espaço da minha casa rsrs, já que nunca nessa vida conseguiria administrar 6 panelas ao mesmo tempo rsrs. Um beijo.

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