Qual o melhor dia para ser feliz?

destino

Para mim, sempre foi o dia de hoje.

Como muitos de vocês sabem, tive uma infância bem difícil. E por conta disso, eu sempre olhei para frente e avante, sabia que não podia ficar me lamentando do dia de ontem, e que o melhor dia para ser feliz era o dia de hoje.

Há alguns anos, quando eu e o marido estávamos começando a falar se teríamos filho ou não, ele disse que só queria ter filhos depois que tivesse passado em um concurso público e tivesse comprado um apartamento.

Eu respondi com a seguinte frase “ih, então a gente não vai ter filho nunca”.

Porque decidir esperar a lua se alinhar com as estrelas para casar, para ter um filho, para mudar de emprego, para ser feliz… bom, então melhor sentar e aguardar até não sei quando.

Inconscientemente, nós acabamos fazendo isso.

Achamos que há momento certo para ser feliz.

Achamos que tudo será diferente quando alcançarmos algo que queremos muito.

Que só conseguiremos fazer tudo que queremos quando aposentarmos, ou quando atingirmos FIRE.

Mas não é bem assim.

O certo é valorizar o dia de hoje, aprender a se divertir mesmo com todos os perrengues, ir equilibrando todos os pratos simultaneamente.

Já guardei jogo de louças para usar apenas em momentos especiais. Hoje uso todos diariamente.

Deixava de usar uma roupa para usar apenas em ocasiões especiais. Hoje saio da loja usando a roupa nova.

Deixava as melhores toalhas para as visitas. Hoje uso as melhores para a minha família.

Sempre temos vários pratos que estão girando ao mesmo tempo: o prato da família, o prato dos filhos que demandam atenção, o prato do casamento, do trabalho, o prato do hobby, da saúde, etc.

São tantos pratos que é importante focar nos pratos que são prioritários, e deixar cair todos os pratos que não são prioridade.

Manter os amigos, fazer pequenas viagens, ler muitos livros, descansar mais.

Permita-se ser feliz.

~ Yuka ~

20 Comments on “Qual o melhor dia para ser feliz?”

  1. Concordo. Tenho caminhado no ajuste das minhas finanças. No desafio de ter menos coisas, e com mais qualidade. O essencial! Ainda estou na fase de pagar as dívidas e fazer uma reserva de emergência. Mas, sigo sendo feliz no percurso da caminhada♥️

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    • Oi Rose, estar satisfeita no percurso da caminhada é muito importante. Eu sempre tive essa sensação, de que mesmo nos perrengues da vida, que a vida era boa, que era uma fase, e que ia passar. Até mesmo quando eu estava mal, com crises de ansiedade na pandemia, eu lembro de ter falado que eu ia aprender, que iria evoluir como pessoa para tornar essa crise da ansiedade na melhor coisa que aconteceu na minha vida rsrs. Um beijo.

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  2. Concordo com a maior parte da sua visão e estilo de vida.
    E pra mim o maior obstáculo para as pessoas chegarem nesse nível (quem quer chegar) é pagar os preços e até já comentei isso aqui.
    Esse desapego, foco em sí mesmo, eleger prioridades etc, exige mudança de comportamento, abrir mão de algumas coisas ou ideias e dizer nãos. Dizer não a pessoas, empregos, relacionamentos ruins, lugares, comportamentos, hábitos e por aí vai.
    E infelizmente nós muitas vezes temos muita dificuldades em dizer alguns nãos e bancar nossas próprias vontades e decisões.
    Baseado nisso gostaria de fazer uma pergunta a você Yuka.
    Você teve que deixar muitas coisas, pessoas etc etc para trás ao longo do seu amadurecimento?

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    • Olá! Vou esperar junto com você pela resposta rsrs
      Eu aprendi a não esperar o alinhamento dos astros para ser feliz. Mas confesso ter dificuldades para dizer não muitas vezes.
      Uma otima semana a todos!
      Beijos
      B

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    • Oi Anon, sim, deixei muitas coisas para trás, incluindo pessoas. Desde 2013, início desse blog, muitas coisas aconteceram, e o minimalismo fez uma baita diferença na minha vida, pois entendi que não dava para dar atenção para todo mundo, então eu deveria escolher, dar atenção para 100 colegas, ou dar atenção para 10 amigos, e eu escolhi os amigos. Sair das redes sociais foi uma dessas ações, eu não queria perder tempo vendo a vida fake dos outros. O preço que pago é que eu não existo para a maioria das pessoas, já que não estou nas redes sociais. Mas entendi que não preciso estar presente para 500 pessoas, se estou presente para os meus 10 melhores amigos. Também aprendi a dizer não para muitos convites de almoço de trabalho. Eu prefiro almoçar com pessoas que tenho amizade, então se é para gastar dinheiro com almoços com colegas de trabalho, prefiro gastar meu dinheiro almoçando com a minha família ou tomando café com meus amigos. Também vejo as pessoas com roupas novas todos os meses, e eu, com as minhas roupas de sempre, mas não ligo para isso, pois prefiro cuidar bem das minhas poucas roupas que me deixam bonita, e ter tranquilidade financeira, do que estar na moda e estar sempre com dívidas. Eu e marido não trocamos presentes de aniversário, Natal, dia dos namorados etc, mas sabemos que todo o dinheiro poupado pode ser trocado por boas viagens. Estou tentando ensinar isso para as minhas filhas. Uma delas não vai ganhar brinquedo no aniversário, mas em troca, poderá levar a família toda para um parque de diversões. A boa vida é saber equilibrar prioridades e renúncias. Compras desnecessárias que não fizemos se transformaram na nossa aposentadoria. Almoços não feitos com colegas se transformam em almoço com amigos. Roupas baratas em excesso se transformaram em poucas roupas de qualidade. Crianças em escola pública nos primeiros anos, irá permitir que elas possam escolher qualquer curso daqui a alguns anos. Tranquilidade financeira é o que me define também, não temos o carro do ano, não vestimos a roupa da moda, nossas filhas não andam com roupas combinando, mas temos muita tranquilidade financeira e isso não tem preço. Sabemos que isso só foi possível por todas as escolhas (e renúncias) que fizemos, então eu e o marido temos orgulho da nossa história. Um beijo!

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      • Obrigado pela resposta detalhada Yuka. Que bom que a Diana se identificou com a pergunta…
        As vezes as nossas mudanças incomodam os outros, incluindo pessoas próximas a nós, muitos querem nos ver sempre do mesmo jeito. Então além das nossas próprias dúvidas e dificuldades, as vezes nos deparamos com isso.
        Por isso que importante ser o mais desapegado possível, senão não saímos do lugar .

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        • Eu estou vivendo exatamente essa situação “As vezes as nossas mudanças incomodam os outros, incluindo pessoas próximas a nós, muitos querem nos ver sempre do mesmo jeito.”, por isso sua pergunta foi tão boa e importante para mim. Obrigada por perguntar também!

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        • Oi Anon, eu até diria que as nossas mudanças incomodam DEMAIS os outros rsrs. É aquilo, se EU coloco minhas filhas numa escola pública, os outros se incomodam, mesmo eles colocando seus próprios filhos numa escola privada. E olha que eu nem tento convencer ninguém. Se EU economizo parte do meu salário, pensando em ter um futuro com tranquilidade, é como se eu estivesse fazendo algo muito errado. Daí que comecei a falar para mim mesma a seguinte frase: “o segredo da felicidade é ser feliz em silêncio”. É muito importante entender o motivo de cada ação que temos: se alguém fala que sou muquirana, dou de ombros, porque sei que não sou, eu só avalio bem onde quero gastar e onde quero economizar meu suado dinheirinho; se recuso um almoço com algum colega, eu fico bem, porque sei que depois poderei almoçar com alguma amiga. Se alguém fala que minha filha de 6 anos está atrasada por ela ainda não conseguir ler, eu fico em paz por saber que eu a coloquei numa escola que prioriza a infância, que é tão curta. Por isso é muito importante deixar bem claro para nós mesmos, o motivo das escolhas que estamos fazendo, e que as renúncias farão parte desse pacote. Beijos.

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  3. Não lembro quem disse isso, provavelmente foi num video sobre finanças: “existem 3 coisas escassas, então temos que usá-las com sabedoria: tempo, dinheiro e energia”. Sobre dinheiro, é meio óbvio (pra mim, pelo menos é, eu que sou muquirana! kkkk).
    Mas muitas vezes realmente não selecionamos direito “quem” ou “o que” merece que dediquemos nosso tempo e energia… é preciso parar e meditar um pouco…

    A vida passa, temos que curtir a música da vida antes que ela acabe..

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    • Sim Grazziela, nós precisamos parar um momento do nosso dia para avaliar as escolhas que estamos fazendo. Eu tenho o costume de trazer marmita para o trabalho. Antes da pandemia, comia na copa que temos aqui no trabalho, e sempre encontrava colegas de trabalho. Mas depois da pandemia, fiquei pensando que ao invés de almoçar com colegas, eu poderia almoçar na minha própria sala, já que eu posso simplesmente fechar a porta e comer sozinha tranquilamente. Foi a melhor decisão que tomei. Agora, o horário do almoço se tornou um horário de puro prazer, eu fico descalça na minha sala, como minha comida, consigo fazer uma pequena meditação, leio um capítulo de um livro, desenho para relaxar. É um horário realmente prazeroso para mim. Beijos.

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