A 1 metro de distância

PERSISTENCIA

Há muito tempo, assisti um vídeo no YouTube que falava sobre o ponto de ebulição da água.

Ponto de ebulição é quando a temperatura do líquido vence a pressão atmosférica, passando do estado líquido para o estado gasoso.

Para se ter uma ideia da força do vapor, é possível mover uma locomotiva.

Mas veja que a 1 grau Celsius antes, a água estava no seu estado líquido.

A imagem acima também traduz bem o que estou querendo dizer. Muitas vezes, acabamos desistindo um pouco antes de conquistar as coisas.

O desânimo aparece, pessoas começam a desacreditar na gente, as coisas parecem não dar certo… não estou falando das pessoas que insistem nas coisas que estão dando errado, que continuam cavando o buraco errado.

Mas se temos a convicção e a certeza de que estamos cavando o “buraco certo”, que tenhamos força e coragem para continuar nessa jornada, mesmo que ninguém mais além de nós, acredite nisso.

~ Yuka ~

24 Comments on “A 1 metro de distância”

  1. Yuka, preciso começar esse comentário dizendo: que delicia de comunidade estamos criando através dos comentários do seu blog! Vi que uma moça comentou meu comentário do post anterior, dizendo que leu minha (enorme) história! Kkkkkk
    Senti vontade de responder, mas ia virar grupo de WhatsApp, casa da mãe Joana! O foco aqui é um feedback para seu blog, mas não minto que amei essa troca de experiências. Seus leitores são pessoas interessantíssimas assim como você. Estive lendo alguns dos comentários, me agregou demais!

    Agora vamos pra esse post. Conforme li, lembrei de um meme que vi no Facebook uma vez.
    De um lado era um brasileiro dizendo: “Se ninguém conseguiu, não sou eu que vou conseguir”. Do outro lado tinha um asiático dizendo: “Se ninguém conseguiu, eu vou ser o primeiro a conseguir”.

    No Japão, em especial, temos a cultura do “Gambatte”, que é praticamente dar seu melhor, se esforçar. Nem preciso te explicar né? Desde a escola, as crianças são incentivadas a isso. Você deve saber bem, devido sua família japonesa.

    Lembro-me uma vez que fui prestar o vestibular da Unesp e fiquei retraída quando vi asiáticos entrando na minha sala pra disputar a mesma vaga que eu. Já me desmotivava antes mesmo de tentar responder as questões. Porque? A vida toda escutei que asiáticos são inteligentes e dominam geral.
    Mas eu também sou metade asiática, certo?
    Como eu não herdei esse QI todo? Por que me sentia tão insegura?

    Com o tempo descobri que tem mais haver com esforço, disciplina e persistência do que inteligência acima da média. Japão passou por guerra, escassez… o povo se tornou resiliente. Sabem que dinheiro não cai do céu, por isso precisa poupar. Sabem que no mundo há competições, então pra se destacar, precisa perseverar!

    Eu amo isso nos japoneses. Claro que alguns não respeitam seus limites e acabam ficando com o psicológico abalado com tamanha pressão e expectativas. Por isso o alto índice de suicídio no país, em especial na fase escolar. Mas no geral, admiro demais o esforço dos japoneses. E percebo que isso não parte apenas do individual. Eles pensam assim no coletivo também.

    E por que fazem isso? Porque sabem que estão no caminho certo. Ah se no mundo todo, as pessoas também dessem o seu melhor em tudo o que fizessem e não desistisse no meio do caminho.

    Como sempre, você me inspira!

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    • Oi Tiemi, ah, mas é claro que você pode comentar em cima de outros comentários, o blog é para isso mesmo, eu achei lindo a contribuição que outras pessoas fizeram a partir do seu comentário. A gente sente o respeito e o carinho dos leitores pelas pessoas, ao ler cada linha, é algo muito bonito de presenciar.
      “Com o tempo descobri que tem mais haver com esforço, disciplina e persistência do que inteligência acima da média”, e sim, concordo muito com essa frase, você que já me acompanha há tanto tempo no blog, sabe o quanto minha autoestima foi afetada desde a minha infância, e estar onde estou hoje, me faz ter muito orgulho da pessoa que eu me tornei, sabe? Não estou falando de cargo ou de salário, mas da capacidade de recomeçar e de levantar todas as vezes que eu caí ou desacreditaram em mim. Após alguns anos buscando FIRE, cheguei num ponto que sinto muita tranquilidade financeira, e isso transborda em mim e no marido, é algo da qual nos orgulhamos muito, pois eu sou a pessoa que sempre foi taxada de burra pela família, nunca soube fazer contas de divisão e porcentagem direito, eu não sou boa em matemática, e se hoje entendo de investimentos é porque estudei muito, ou seja, não foi inteligência, e sim disciplina e persistência mesmo. Meu marido até brinca que eu sou a maior prova viva de que uma pessoa não precisa entender de matemática para saber investir kkkk. Um beijo pra você.

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    • Aí que saudade do blog, e dos comentários também! Final de período acadêmico é ocupado demais…
      Eu acho que os comentários daqui são os mais selecionados em qualidade da web, sinceramente. Não desmerecendo outros blogs, mas mostrando o quanto aqui é agregador, num círculo virtuoso de qualidade.
      Sobre o texto, lembrei daqueles momentos da “virada”, quando estamos no limite das forças, e, como mágica, tudo se ajeita. Claro que não é mágica, é esforço acumulado. E às vezes é acúmulo de uma vida toda, não só daquele momento, como uma professora minha disse sobre fazermos uma prova.
      Então, é isso, sabedoria para escolher, fé e paciência para conseguir.

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      • Oi Diana, bom ter você de volta rs. Sobre “no limite das forças, e como mágica, tudo se ajeita, claro que não é mágica, é esforço acumulado”, é exatamente isso. Muitas vezes, parece que as coisas vão “acontecendo” na vida das pessoas, mas precisamos reconhecer que deve haver muito esforço e dedicação por trás disso tudo. Um beijo.

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  2. Quando estava estudando tanto para o vestibular quando na faculdade foi desencorajada. Minha mãe falava que eu não deveria estudar tanto. Hoje tenho um vida boa – escolhendo trabalho, mesmo nessa crise – por conta de não dá ouvidos a ninguém e acreditar que eu conseguiria apesar de tudo.`
    Não devemos romantizar a família as vezes nem ela nos quer bem de verdade.

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    • Oi Marcela, sim, muitas vezes a família pode acabar nos colocando dentro de uma caixa e nos limitando a crescer. Eu sempre fui colocada dentro de uma caixa onde eu era a mais burra da família. Nunca esperaram grande coisa da minha parte. Chegar onde eu cheguei, é algo até surpreendente para muitas pessoas, como já me disseram uma vez, eu já fui muito além do que eles estavam esperando de mim. E isso que eles nem sabem do meu projeto FIRE rsrs. Beijos.

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      • Yuka, essa coisa dos rótulos é muito ruim para as crianças. É como uma profecia auto realizável. Você diz que a criança é assim, e mesmo que ela não seja, de tanto ela ouvir, vai acabar se convencendo que é daquele jeito mesmo. As pessoas aprendem de formas diferentes, e muitas vezes as dificuldades de aprendizado dizem muito mais do método do que da pessoa em si. Talvez essa crueldade que fizeram contigo (porque chamar criança de burra para mim é crueldade), tenha te dado a tua persistência e o teu foco. Mas com certeza causou outros danos emocionais que você carrega pela vida. Acho que a gente tem que se afastar de parentes que nos fazem mal. Se isso for dar muita culpa, por serem pessoas muito próximas, temos que nos afastar emocionalmente, não deixar que esses tipos de comentários nos afetem. Eu sei, na prática é bem mais difícil que na teoria. Mas ao menos podemos tentar não repetir isso com os nossos filhos.

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        • O hábito de chamar uma criança de burra ou qualquer coisa do tipo é na minha opinião uma covardia.
          Não tenho filhos, mas sei que em muitos casos não é fácil educar uma criança. Mas os adultos tem que ter noção da resonsabilidade que tem em relação aos seus filhos.
          Crianças não tem bagagem e estrutura emocional para lidar com críticas desse tipo. Adultos muitas vezes já não sabem lidar com críticas, quanto mais as crianças.
          Outro ponto: Crianças introvertidas costumam ser “vítimas” dessas agressões. Introversão dentro de famílias não introvertidas é algo visto como problema.
          As vezes a criança é apenas mais quieta, mais na dela e pode ser que continue assim até a vida adulta, mas isso não necessáriamente será um problema. Mas adultos muitas vezes sacanas descupe a expressão, criticam ou mesmo zombam disso para se desfazer dos filhos ou da criação dos pais dessas crianças.
          Sim muitas vezes crianças são usadas para atingir seus pais de forma indireta.
          Você são mulheres e isso é muito comum entre mulheres mães. As comparações:

          “- Nossa seu filho/sua filha ainda não faz isso ou aquilo, o meu já faz”. Entre outras situações.
          Só que isso an frente da criança sem a menor preocupação em como a criança vai se sentir.

          Talvez o “problema” da Yuka tenha sido ser uma criança mais tímida. Independente disso quem tem filhos crianças ou adolescentes que tem aparentemente o perfil de algumas pessoas que comentam aqui: tímidos/discretos, tem que se preparar para se necessário apoiar essas criança/adolescente que pode desncessariamente se sentir mal ou deslocado por conta de sua personalidade e sabemos que isso acontece, inclusive na vida adulta.
          Então que é mais tímido, introvertido, focado etc e tem filhos com essa característica, já tendo essa experiência de vida orienteós da melhor e mais realista maneira.

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          • Oi Anon, no meu caso, quem me chamava de burra sistematicamente era a minha irmã mais velha. Não só de burra, mas de tantos outros nomes que eu nem tenho coragem de escrever aqui. Hoje eu sei que ela tem uma autoestima muito baixa, e para se sentir melhor, tem que pisar em alguém, infelizmente esse alguém fui eu, mas por sorte, não foi para a minha irmã menor, já que eu considero que sou uma pessoa mais forte emocionalmente. Você acertou em cheio quando suspeitou que eu havia sido uma criança tímida, sim, eu sempre fui uma criança tímida, e talvez minha irmã tenha encontrado brecha para me atacar mental e fisicamente por tantos e tantos anos. Eu me tornei uma pessoa forte, resiliente, e acima de tudo, uma pessoa que tem a capacidade de se emocionar e sofrer com o sofrimento alheio, então apesar dos traumas, acho que só sou essa pessoa que sou hoje, por causa da minha história. Não por menos, aprendi a escolher muito bem as pessoas que caminham junto comigo, sempre fui muito bem tratada nos meus namoros, e as pessoas das quais me relaciono e tenho algum poder de escolha (como meu marido e meus amigos) são pessoas extremamente carinhosas e cuidadosas. Acho que pelo menos consegui tirar alguma lição disso tudo rs. Beijos.

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        • Oi Daniela, pois é, isso da profecia auto realizável é algo muito verdadeiro. E por ser “burra” convicta da família, eu também não me esforçava nem um pouco, minhas notas sempre foram baixas, o que acabava perpetuando a ideia de que eu era burra mesmo. Olha, e esse rótulo me acompanhou por tanto tempo… até eu entrar em um concurso público muito concorrido. Aí as pessoas pararam de falar que eu era burra, mas eu ainda continuei achando que eu era burra durante muitos e muitos anos. Hoje eu acho que eu sou inteligente kkkk, meu marido dá risada dizendo que eu perdi a modéstia, mas a verdade é que não que eu era modesta por me auto declarar burra, eu realmente acreditava nisso, da mesma forma que agora eu acho que sou inteligente e acredito nisso. E o que me ajudou a ter essa certeza de que eu não era burra, foram os investimentos financeiros. Eu sempre lembro de uma história que meu marido contou para mim, quando ele teve oportunidade de passar alguns meses na NASA. Ele teve que fazer uma apresentação da sua pesquisa para eles, e ficou um pouco inseguro de apresentar o estudo. Para eles, não deveria ser algo extraordinário, já que eles são o que podemos chamar de pesquisa de ponta. Mas no final da apresentação, todos se levantaram, aplaudiram a apresentação, vieram bater nas costas do meu marido falando que a apresentação havia sido ótima. Eu acho que é esse tipo de atitude que falta um pouco na nossa sociedade. Quando tentamos algo, mesmo se a ideia não for tão boa, ao invés de debocharem, poderiam contribuir acreditando no potencial. Meu projeto FIRE deu certo, porque meu marido acreditou numa ideia. Se ele tivesse me desestimulado, talvez não estivéssemos onde estamos hoje. Ele fala que o mérito é meu, mas eu digo que o mérito é nosso, porque sem ele, tenho certeza que a história seria diferente. Beijos.

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    • Oi Rosana, há alguns anos, eu desenvolvi uma péssima mania (ou será que é uma boa mania?) de que quando as pessoas desacreditam em mim, eu fico com fogo nos olhos para provar como a pessoa estava errada. Eu não vou lá e falo para a pessoa “viu como eu estava certa?”, claro que eu fico quieta, mas dentro de mim, eu fico muito satisfeita por estar certa. Com FIRE foi assim. Quando eu descobri e quis compartilhar com todos ao meu redor sobre esse assunto, a maioria não acreditou e ainda riram de mim, dizendo como eu era inocente. Pois bem, passados alguns anos, eu vejo como eu estava certa, como ter estudado investimentos naquela época e ter iniciado o mais rápido possível foi um divisor de águas para mim. Um beijo.

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  3. Esse post envolve bastante coisa.
    Concordo com você sobre investir no que se acredita. Mas é preciso estar preparado para colher os frutos ou não e também pagar os preços de nossas escolhas, em geral por não querer pagar esses preços é que as pessoas desistem ou nem começam algo.
    A Marcela Santos fez um comentário muito interessante sobre família. Ela citou como a família pode ser romantizada e de fato muitas vezes é.
    Quando somos crianças ou adolescentes não percebemos ou não conseguimos medir o tamanho da influência seja ela negativa ou positiva que familiares tem sobre nós.
    Mas como ela citou tem ambientes familiares que não favorecem o desenvolvimento de uma pessoa, sobretudo o desenvolvimento emocional.
    Há ambientes familiares onde há muita pressão e expectativas muitas vezes irreais sobre os mais jovens, além das comparações descabidas que alguns parentes costumam fazer.
    Isso sem contar com parentes que se acham no direito de se intrometer na vida alheia. Que debocham de forma direta ou indireta dos outros e os tradicionais folgados e/ou invejosos.
    O afastamento as vezes é necessário para que a paz seja possível e o crescimento aconteça. Mas até pra se afastar é preciso coragem e atitude.

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    • Oi Anon, verdade, para toda escolha que fazemos, há inúmeras renúncias que vem junto. E como você escreveu, “em geral, por não querer pagar esses preços é que as pessoas desistem ou nem começam algo”. Sobre a família, sim, temos a percepção de que só porque é família, devemos perdoar sempre e amar incondicionalmente. Eu aprendi às duras penas que quando a pessoa não está disposta a mudar, e se isso provoca traumas e dores, afastar, é o melhor caminho que podemos fazer para preservar nossa integridade física e mental. Beijos.

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  4. Querida Yuka,
    Embora este seja meu primeiro comentário, sou uma leitora voraz há bastante tempo!
    Me identifico muito com o movimento FIRE e pretendo colocá-lo em prática assim que for nomeada num dos concursos em que fui aprovada.
    Inclusive foi durante a minha jornada de estudos que vi essa imagem do post pela primeira vez e ela sempre me motivou demais a continuar.
    Apesar de ser extremamente difícil, é muito importante a gente silenciar as vozes de fora (amigos, parentes e desconhecidos da internet) e colocar todo nosso empenho em concretizar nossos sonhos mais íntimos.
    Enquanto concurseira, eu só fazia o que me ajudava nos estudos ou o que não me atrapalhava. Totalmente essencialista.
    Comecei a estudar ainda durante a faculdade, mas só contei isso para amigas bem próximas, meu namorado e familiares. Um dia ouvi umas colegas rindo de um menino do estágio de uma delas que “só estudava” e gastava todo o dinheiro dele em livros e cursos. Era exatamente isso o que eu fazia na época e só pensei “ok, vamos ver como estaremos daqui a 5 ou 8 anos”. Não deu outra, a maioria avançou quase nada no âmbito profissional.
    Obrigada demais por compartilhar ideias tão valiosas! Há anos me sinto meio peixe fora d’água, mas na finansfera tenho encontrado a minha turma rs
    Beijos e boa semana!

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    • Oi Anna, parabéns pela nomeação do concurso, sei que batalhou muito para conseguir chegar onde chegou. Ler seu comentário, me fez lembrar um pouco da minha história, esse “fogo nos olhos, faca nos dentes” rsrs. Não é sempre que temos isso, e eu usava exatamente essa frase para me motivar quando os outros debochavam de mim: “ok, vamos ver como estaremos daqui a 5 ou 8 anos”. No meu caso, eu sempre usei “10 anos”, porque na minha cabeça, 10 anos é tempo suficiente para conseguirmos mudar de vida. Só que o que eu nunca imaginei, é que essa reviravolta viesse tão rápido. Eu descobri esse termo FIRE em 2015, e desde então, levei muito a sério, e tive o privilégio do meu marido também embarcar nessa jornada comigo. Minha filha mais velha completou 6 anos esse ano, que era o meu prazo para contenção total de gastos, e a partir dessa idade dela, minha ideia era aos poucos abrir a torneira, porque queria que nós tivéssemos boas memórias, boas lembranças, que elas pudessem fazer cursos de idioma, música, esportes. Passados 6 anos, posso dizer que meu projeto foi muito bem executado, tão bem executado, que já podemos abrir a torneira, pois o patrimônio acumulado já consegue trabalhar sozinho, ou seja, com a ajuda dos juros compostos, seremos FIRE em alguns anos. Nem preciso dizer isso pra você, porque você, assim como eu, já viveu isso das pessoas desacreditarem de algo que você falou ou que está buscando, e ter conseguido conquistar mesmo assim. Mas esse post é isso, se sabemos que estamos cavando o buraco certo, vamos continuar cavando, mesmo que o mundo inteiro diga que estamos buscando algo utópico, porque daqui a alguns anos, saberemos quem estava errado. Mesmo que muitos não consigam se aposentar cedo, a tranquilidade financeira que a independência financeira traz é inegável. Um beijo e boa semana para você também.

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  5. oi Yuka, bom dia

    Eu imagino que esse post tenha a ver com fire, embora você não tenha citado explicitamente. Então, nesse contexto eu entendo perfeitamente o que você quis dizer. Que tem épocas que parece que a gente não vai conseguir, mesmo fazendo esforço e tal, porque a conjuntura mudou, ou porque você está menos focada, ou porque outras coisas estão sendo mais importantes no momento.

    Mas, por outro lado, eu como pessoa muito persistente e bastante obsessiva (dois lados da mesma moeda) tenho que cuidar exatamente o inverso. Que às vezes o que eu queria tanto lá atrás, não é mais tão importante agora, que tenho que desapegar para poder seguir em frente. Não envolve dinheiro, envolve mais situações mentais. Lembro uma situação que eu estava bem infeliz, por vários motivos – todos fúteis, pensando 20 anos depois – mas, enfim. Um dia me dei conta que a vida que eu estava levando era exatamente a que eu sonhava quando eu tinha 16 anos e não estava feliz com ela, como não estava aos 16 anos quando sonhava com ela na adolescência. Ou seja, a coisa de colocar a expectativa de felicidade no futuro estava se repetindo. Aconteceu com um cargo que eu queria e tentei algumas vezes e não deu certo, até que desapeguei e foquei em outro, e me dei muito bem. Ou em tipos de relacionamentos, tanto amorosos ou familiares.

    Sobre família, bem, né, é a maior fonte de neuroses de todo mundo, mas não encontraram outras formas melhores de educarem as crianças. Tipo a música do Titãs, para quem é velho o suficiente para conhecer ou Como nossos pais, mais velha ainda. Mas que muitas e muitas vezes o estímulo não vem de lá, isso é certo. Eu admiro muito as pessoas, tipo a Marcela colocou aí em cima, que conseguiram estudar apesar da falta de valorização da família. Porque é sempre mais fácil não estudar, não seguir adiante, então tem que ter apoio, principalmente quem precisa trabalhar e estudar. A maioria desiste mesmo, porque é difícil conciliar. Então quem consegue tirar isso de dentro, apesar da falta de estímulo dos próximos, merece a minha admiração. A tal da romantização cai direto em cima das mães, que são pessoas normais, que tem sentimentos ruins também, ou são ruins mesmo, e nem sempre querem o melhor para os filhos. E quanto aos outros parentes, então nem se fala.

    Beijo e ótima semana!

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    • Oi Daniela, tudo bem? Legal esse seu ponto de vista de que tem que cuidar exatamente o inverso, para não se tornar obsessiva. Isso do que escreveu, de não estar feliz por algo que sempre sonhou, pode ser excesso de expectativa. Às vezes eu tenho isso, sabe? Fico sonhando muito por algo, talvez idealizando demais, e quando aquilo que queria muito finalmente acontece, parece que não era tudo isso rsrs, é mais morno, já que o processo todo em si foi muito mais rico. Eu sinto que essa jornada FIRE também vai pelo mesmo caminho, eu tento me divertir muito nessa jornada, porque tenho essa consciência de que (pelo menos para mim que não estou num trabalho ruim) todo o caminho que estou percorrendo é muito mais rico, com várias coisas que tenho que aprender (não em relação a disciplinas, mas mais no quesito emocional e do autoconhecimento mesmo), do que simplesmente chegar no final da jornada. Um beijo.

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  6. Oi, Yuka!

    “não estou falando das pessoas que […] continuam cavando o buraco errado. Mas se temos a convicção e a certeza de que estamos cavando o “buraco certo” […]”
    Acho que o mais difícil é ter essa certeza, né? E saber a hora de desistir porque aquilo não vai mais pra frente mesmo.

    E Tiemi, acho que assim como eu, muita gente lê os comentários, mas fica com vergonha ou não tem nada de interessante pra acrescentar e acaba não comentando. Mas a gente lê! 😀

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