O universo da moda acessível se abre com brechós

Moda, Vestuário, Loja, Roupas, Vestido, Estilo

Se você tem preconceito em comprar roupas em brechó, deveria repensar um pouco.

Aprendi desde cedo a valorizar as coisas que ganhava. Nunca torci o nariz por usar roupas de outras pessoas.

Se antes fazia por necessidade financeira, hoje faço para ter acesso às roupas melhores por um preço bem justo.

Roupas de segunda mão vem de duas formas para mim. Algumas amigas passam suas roupas e também garimpo peças nos brechós online.

Acho legal ganhar roupas das amigas, porque não foram poucas as vezes que eu olhava pra roupa, e tinha certeza absoluta que não combinaria em mim. E eis que uso a roupa e não é que fica maravilhoso? São roupas que em uma situação normal, eu nunca teria se quer olhado para experimentar. Ou seja, é uma forma de abrir a minha cabeça para outros estilos de roupa.

Eu passei a dar uma atenção especial aos brechós on-line depois que comecei a fazer viagens para o exterior.

Pra mim, ficou claro que as roupas que eu trazia do exterior tinham uma qualidade superior. Há roupas que eu comprei na França em 2013, que estão intactas até hoje, passados 8 anos, a roupa ainda parece nova.

E isso se repetiu nos outros países que visitei…

Comecei a ter uma ligeira impressão de que mandam para o Brasil o refugo do que não foi vendido em outros países, ou até mesmo utilizam matéria prima de qualidade inferior. Será que as empresas fariam isso?

As roupas que eu compro aqui no Brasil não são baratas, mas se desintegram muito rápido. Há certas marcas que depois de 2 lavagens, a blusa furou. Eu ainda tinha a nota fiscal comprovando que a compra era recente, e a empresa trocou a peça, mas infelizmente, furou de novo e eu resolvi não reclamar de novo. Deveria, mas não reclamei. Acabei deixando pra lá.

A máquina de lavar roupa que eu tenho utiliza o sistema de lavagem por tombamento, ou seja, danifica menos as peças de roupas do que as máquinas que possuem abertura superior. Mas mesmo assim, algumas roupas furam depois de algumas lavagens, ficam com bolinhas, ou desbotam. Já comprei uma calça jeans preta que simplesmente desbotou na primeira lavagem.

A gente tem o costume valorizar certas marcas só porque é conhecida internacionalmente, não questionando qualidade e durabilidade.

Essas mesmas lojas de departamento que vendem roupas em diversos países… você vai lá, compra no exterior e gosta da qualidade, vem para o Brasil e compra a roupa, e ela se desintegra. Como pode? Se é a mesma loja? E a gente vê todo mundo enchendo o carrinho, pagando caro por algo que nem vale tudo isso, só porque é de uma marca conhecida.

A minha sorte é que eu compro poucas roupas, então as que eu tenho atualmente são as que “sobraram”, ou seja, roupas de qualidade que não desbotam.

Com essas experiências negativas, passei a me interessar pelos brechós, pois poderia ter acesso às roupas de qualidade, em ótimo estado, por um preço acessível.

E para quem tem aquela impressão equivocada que brechó vende roupa de defunto, pode mudar a forma de pensar. As lojas costumam fazer uma curadoria muito boa, selecionando e aprovando apenas roupas sem manchas, sem rasgos, em ótimo estado de conservação.

Então se você também tem essa impressão de que as roupas estragam muito rápido, talvez possa se beneficiar dos brechós.

~ Yuka ~

22 Comments on “O universo da moda acessível se abre com brechós”

  1. Aprendi no exterior também a comprar boas roupas em brechó. Bom caimento e qualidade aliada a preço baixo foram os atrativos. Tento fazer o mesmo por aqui, e mesmo Curitiba tendo boas lojas, confesso que não sinto a mesma confiança que tinha quando morei na Inglaterra. Acho que falta garimpar mais.

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    • Oi Juliano, nossa, isso de caimento da roupa que você falou, é verdade. Quando fui no Japão, o caimento das roupas era outra coisa, tudo que eu experimentava ficava muito bom. Apesar de já ter ido em brechós físicos, tenho preferido os brechós online, se você tiver alguma marca que gosta, e se souber a numeração que você usa, não terá dificuldades em comprar sem cometer grandes erros. Beijos.

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  2. Olá Yuka, também já tive essa impressão quanto à qualidade das roupas vendidas no Brasil, a única peça que tenho que veio do exterior esta mega conservada, mesmo depois de inúmeras lavagens e já passados 5 anos, em relação aos brechos on-lines, poderia me recomendar alguns, só conheço lojas física.
    Agradeço demais seus texto e por compartilhar suas vivências

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  3. Oi Yuka, tem sugestão de brechós online? Só conheço o enjoei.
    E vejo que principalmente as peças produzidas em países que pagam muito pouco na mão de obra tendem a se desintegrar mesmo…

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  4. oi Yuka, boa tarde,

    Brechó realmente não é minha praia. Acho que para quem gosta de moda e de ter roupas diferentes, pode ser uma ótima opção, mas não é o meu caso. Eu cada vez me importo menos com roupa. Se ficar trabalhando em casa para sempre, vou comprar só camiseta e calça de ginástica, porque as roupas que eu tenho para sair vão durar para sempre. Quanto à questão da qualidade Brasil x Europa, acho que é uma questão de preço final. Para vender exatamente o mesmo produto aqui e lá o preço aqui ia ficar muito mais caro, por conta do dólar. Então acho que o que vêm para cá é realmente produto de segunda linha. E a indústria nacional não capricha muito também, os produtos não mal feitos, descosturam fácil, caem botões, mesmo em produtos mais caros. A máquina com abertura frontal estraga mesmo bem menos a roupa, tenho a minha há 5 anos, e notei muita diferença na duração das roupas. Só não dá para usar água quente em roupa escura, que desbota mesmo. Aliás, eu já cansei de levar jeans para tingir, gosto de calça preta ou azul escura, quando fica desbotada eu tinjo. Teve uma época que eu não encontrava calça de cintura média, só baixa, para comprar e acabei tingindo todas as velhas, que eu gostava e me serviam bem.

    Abraço, e boa semana!

    Daniela

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    • Oi Daniela, pra mim, brechó tem sido uma boa porque minhas roupas não acompanham a moda, então há algumas peças que simplesmente depois que passa a moda, fica impossível de achar. Sabe que eu também costumava tingir minhas calças, mas depois que passei a comprar as calças da Levi’s, ela segura bem a cor (no caso da calça preta). Agora, as calças jeans tradicionais, é aquilo, né, quanto mais usa, parece que vai ficando mais bonita rsrs. Beijos.

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      • As levis são ótimas mesmo, depois que comecei a comprar delas, nunca mais comprei de outra marca. São caras, mas vestem superbem e duram muito. E depois que você encontra um modelo que serve bem, pode comprar pela internet pelo nro do modelo e tamanho. Isso que você comentou sobre as roupas de determinados modelos eu tenho com calçados, só tenho que cuidar para não comprar vários quando aparecem os modelos que eu gosto. Beijo.

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        • Ah eu também, depois que passei a comprar Levi’s, só compro dessa marca. Não é barata, mas pelo tempo que eu uso, vale muito a pena. Tem calças que eu tenho.. sei lá… uns 5, 7 anos? Nem sei mais quanto tempo tenho, e as calças estão bonitas, só não posso engordar mais, senão a calça não serve mais rsrs. Beijos.

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    • Oi Nélio, tudo bem? Não contradiz não, como disse pra Daniela, os brechós são ótimas alternativas, porque eu não costumo seguir moda, então é muito bom para substituir algumas peças de roupas que eu tenho, se quero uma blusa listrada de determinado jeito, dificilmente consigo encontrar do jeito que eu quero nas lojas (a não ser que seja algo que esteja na moda, o que é muito raro). Como eu tenho poucas peças, não gosto de sair comprando por comprar, faço muita pesquisa, e só compro quando encontro do jeitinho que eu estava querendo. Então dá pra aliar frequentar brechós e ter poucas roupas. Beijos.

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  5. Olá Yuka.
    Aqui em Portugal estão a aparecer imensos sites de roupa em 2 mão. Inclusive tem famosos a vender nesses sites e eles fazem uma campanha tipo “o armário de fulana tal”. É uma boa maneira de desmistificar esse preconceito da 2mão. Não só encontramos fast-fashion como marcas mais caras. Também há sites de aluguer de malas e roupas de cerimónia. Isto tem também o objetivo se ser mais ecológico, e não estimular o consumo desenfreado de roupa que é das indústrias mais poluentes.

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    • Oi Catarina, exatamente, eu tenho mala de viagem, mas quando essa mala estragar, pretendo não comprar de novo, vejo que vale mais a pena alugar, assim não ocupa um espaço importante da minha casa. A mesma coisa com roupas de festa, hoje não tenho mais, quando preciso, prefiro alugar, assim, sempre posso usar modelos novos. É o famoso “economia compartilhada” que veio com tudo. Um beijo.

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  6. Bem legal, Yuka. Só tenho experiência com bazares físicos – compra e também troca (levo várias peças que não uso/gosto e troco por poucas que fazem mais sentido no momento – ganho/ganho). Não preciso de roupas no momento, mas gosto de olhar peças nos brechós online e fazer uma espécie de curadoria pessoal. Tenho peças que ainda me atendem mas já estão meio surradas, então pode ser que em breve faça minha estreia em algum site. Este Troc que citou em alguns comentários não conhecia, vou olhar. Tenha uma ótima semana!

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    • Oi Maju, eu já frequentei alguns brechós físicos, mas prefiro muito mais os brechós online, é muito fácil usar os filtros, seleciona pela estampa que quer, pelo tamanho que usa, pela cor, pela marca de preferência, e pronto! Gosto de fazer o login, deixar como favorito os itens que gosto, e saio da loja. É impressionante como em alguns casos, a roupa vai abaixando de preço depois de alguns meses. No meu caso, mesmo barato, muitos dos itens acabo nem comprando, pois a roupa que tenho ainda está em bom estado, mas é bom saber como funciona os sites e sua marcação de preço. Beijos.

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  7. Oi, Yuka!
    Trabalhei em ótica por alguns anos e descobri pelo representante da Luxxotica (fabricante do Ray-ban e de muitas outras marcas famosas) que eles enviavam especialmente à América Latina produtos de segunda linha produzidos na China e não na Itália (sede da Luxxotica). Então, o consumidor compra um Ray-Ban em uma ótica no Brasil pensando que está investindo no mesmo produto do que o vendido fora do Brasil, mas nananinão…. Não sei como está funcionando hoje, pois sai dessa área há mais de 8 anos, mas quando vejo Ray-Ban por R$300 tenho certeza que trata-se dessa linha “popular com design de grife”.
    A informação do produto estava na haste do óculos, no início do código e informava: made in china, ao invés do made in italy. Praticamente a marca pirateava o próprio produto.

    Adoro seu blog, seu conteúdo! Sou da cada uns 5 anos, eu estou sempre por aqui tentando aprender e refletindo sobre felicidade, paz, prosperidade, alegria, slow…

    Um beijo,

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    • Oi Camila, tô chocadíssima com essa descoberta…. eu já meio desconfiava, achava estranho, estranhava o tecido, o acabamento, a durabilidade das roupas, mas daí pra ter essa confirmação nuooooosssa…. isso que você falou dos produtos produzidos na China, e não na Itália, acontece exatamente com as roupas. Eu dou preferência para comprar roupas de pessoas que tiram foto enorme da etiqueta, sabe? E aí está lá, Made in England, Spain, Italy, France, Romain… dou preferência para estas, ao invés de Bangladesh, China… O seu comentário fez total sentido agora…Obrigada!!! Beijos.

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  8. Yuka, realmente estou decepcionada com as roupas aqui do Brasil… comprei duas calças jeans novinhas esses dias (porque as outras estavam rasgando literalmente kkk e não eram velhas) e para minha surpresa, depois que lavei, já estão bem mal acabadas! Fora que, foi uma luta para encontrá-las (a maioria das lojas estão vendendo jeans bem fininho com o preço lá em cima kkk).
    Vou aproveitar sua dica de ouro e olhar para brechós e peças novas lá de fora 🙂

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    • Oi Vanessa, olha, isso da calça jeans entendo completamente… eu acabei nem reclamando da minha calça preta (que na primeira lavagem desbotou e ficou aquele preto acinzentado que parecia que eu tinha usado por anos kkkk), porque eu paguei muito barato e eu já estava pensando em usar em casa, tinha comprado uma numeração maior para ficar confortável, enfim… mas se tivesse comprado pra usar no trabalho, nossa, ia ser a maior decepção e dinheiro jogado fora. Procure sim os brechós online, use os filtros do site para fazer uma busca melhor, e fique de olho nos preços, coloque como favorito as roupas que gostar no seu perfil. Muitas peças abaixam o preço de forma sistemática depois de alguns meses. Você terá acesso a roupas muito boas vindas da Espanha, Itália, Portugal, Suécia, por um preço incrivelmente barato. Beijos.

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