A importância de saber o que não quer para a sua vida

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Foto retirada do Pinterest

Essa semana conversei com uma pessoa da qual gosto muito. Ela tem um padrão de vida totalmente diferente do meu, podemos dizer que ela é o que denominamos uma pessoa muito rica (e não uma pessoa que parece rica).

Ela me mostrou a foto de uma casa no interior de São Paulo que está terminando de construir, que se parece muito com a foto acima. Será uma casa para descanso nos fins de semana, e futura residência para aposentadoria.

A casa é linda, enorme, com direito a quadra de tênis particular, praticamente um clube privativo. Algo bem inacessível para a maior parte da população, inclusive para mim. Lembra muito aquelas casas de famosos que são mostradas em revistas de arquitetura e decoração.

Eu realmente estou feliz pela conquista dela, porque sei que para ter o que eles possuem hoje, a família teve que batalhar muito.

À noite, quando estava conversando com meu marido sobre esse assunto, ficamos muito satisfeitos por ela, e ao mesmo tempo, tivemos a certeza de que não gostaríamos de ter algo assim.

E é aí que eu quero introduzir o assunto do post de hoje: a importância de saber o que não queremos.

Olhávamos para a foto da mansão, e depois olhávamos para o nosso apartamento… são realidades muito, muito diferentes. Mas a parte legal é ter a consciência de que não queremos o que ela possui. Achamos legal, achamos bonito, mas não gostaríamos de ter.

Nós não ficamos vislumbrados, porque sabemos que para manter uma casa daquele porte funcionando, é impossível fazer isso sozinho. Ou seja, teríamos que ter uma equipe para manter a casa funcionando minimamente, desde paisagista, algumas diaristas, segurança, etc. Tem gente que não se importa em ter terceiros circulando pela casa, já eu e meu marido, não sentimos confortável.

Um dos lemas do meu marido inclusive, é escolher o tamanho de uma casa que tenhamos condições de cuidar sem precisar terceirizar.

Sim, nós somos o tipo de casal que quando nos hospedamos em um hotel, mantemos a cama arrumada, as toalhas dobradas. Quando nos hospedamos em Airbnb, lavamos a louça, varremos o chão, tiramos o lixo, e entregamos o apartamento ao proprietário da mesma forma que recebemos no primeiro dia da hospedagem (com a cama feita, lixos vazios, sem restos de comida, nem de sujeira).

Então quando olhamos aquelas casas com piscinas enormes, com gramas verdes e corredor de árvores bem podadas, achamos lindo para usufruir nas férias, mas não para ser nosso. Como proprietária, enquanto as pessoas enxergam a água azul da piscina, enxergamos a limpeza periódica da piscina. Enquanto as pessoas olham a grama verde brilhante que se estende ao infinito como um tapete, enxergamos o trabalho que daria pra capinar toda aquela extensão de quintal (ou ter que contratar alguém para fazer isso para nós). Enxergamos os canteiros que precisariam ser aguados diariamente, os muros que precisarão ser pintados, a limpeza periódica da calha, necessidade de podar as árvores e os arbustos, verificar se a diarista está fazendo direitinho o trabalho, etc.

Ufa!

E é por esses motivos que eu abro um sorriso quando eu volto os olhos para o meu apartamento de 60m2, porque sei das vantagens de morar em um apartamento pequeno.

~ Yuka ~

44 Comments on “A importância de saber o que não quer para a sua vida”

  1. Bom dia ! Que texto maravilhoso… Super me identifico !!!! Sou casada a 31 anos, em 2002, decidimos que queríamos VIVER numa chácara, vida no campo !!! Pasmém…compramos …5mil metros!!!! Hoje estamos mais velhos e para manter tudo limpo… Só agora chegamos nesta sua constatação !😢

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    • Oi Mara, a vida numa chácara costuma ser bastante trabalhosa, a família do meu ex-marido tinha uma chácara e eu via o trabalho que eles tinham pra manter tudo minimamente arrumado. Eles também trancavam com cadeado todas as janelas e portas à noite, tinham também cachorros de grande porte para evitar ladrões, tinham que fazer limpeza ao redor da casa diariamente, pois crescia muito mato, e com isso, os sapos (enormes!) acabavam entravam dentro da casa. Muitas pessoas que eu conheço possuem o sonho de sair da capital e ir morar em uma cidade tranquila, ou em chácaras, mas eu e meu marido temos o sonho justamente ao contrário da maioria: de nos aposentar em uma capital, morar em um apartamento pequeno e bem localizado, bem próximo do comércio e que a cidade seja grande o suficiente para que tenha vários eventos culturais rsrs. Beijos.

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    • Obrigada por seu comentário Mara! Confesso que eu já tinha chegado na conclusão de que não gostaria de ter uma mansão, mas eu era meio iludida com a visão paradisíaca de uma “Arcádia”, um pomar com muitos frutos, um jardim com muitas flores, passarinhos e orquídeas, enfim, uma florestinha pra chamar de minha, rss. E nunca tinha pensado na trabalheira que tudo isso daria. Você falando da sua prática me abriu os olhos definitivamente para isso: eu não gostaria de tanto trabalho mesmo com plantas. Prefiro usar a maior parte do meu tempo pra ler livros e, de vez em quando, ir num parque municipal dar uma corridinha e meditar. / Yuca, realmente este post possibilita diversas análises… em mim só reforçou o meu desinteresse em adquirir coisas que me deem trabalho ou que me façam depender de outros. Encontrar a minha autossuficiência tem sido a questão para mim. Você sempre muito certeira! Beijos.

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      • Sabe que esse é um dos motivos de eu querer ter minha aposentadoria numa capital? Enquanto a maioria das pessoas possuem o desejo de se aposentar em uma cidade pacata, tranquila, perto das montanhas; eu, quero me aposentar numa capital, cheio de eventos, de shows, de SESCs, cursos livres (de preferência gratuitos, claro) espalhados por diversos bairros. Afinal, eu terei tempo livre, não precisarei me deslocar em horários de pico. Uma cidade movimentada, cheio de parques e eventos é tudo de bom para uma pessoa que tem tempo livre. Meu marido no início ele torcia o nariz para essa ideia, mas ele finalmente entendeu e agora concorda comigo também kkkkk. Beijos.

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  2. Eu concordo plenamente com você. Tenho uma amiga que mora em uma casa grande, da qual ela não consegue cuidar sozinha. Então ela sempre depende de uma pessoa para pôr tudo em ordem, mas nem sempre encontra a pessoa “ideal”. Eu não quero isso pra mim. Sigo o lema do seu marido, quero morar em um lugar em que eu não precise depender de alguém para mantê-lo funcionando.

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    • Oi Sheury, um dos motivos de eu ter começado a fazer pequenos consertos (chuveiro, torneira, tomadas), montagens de móveis (guarda-roupa, mesa, armários de cozinha), e pequenas manutenções da casa (pintura das paredes, troca de rejunte, consertar parede com mofo), foi justamente por não gostar de ter pessoas externas em casa. Geralmente os serviços não eram bacanas, e a sujeira era algo que sempre me incomodou (as pessoas entram com botas imundas dentro de casa, pisam no molhado e ficam circulando pela casa toda). Para mim, encontrar alguém de confiança demandaria tempo e dedicação, coisa que não quero ter hoje, pois acho mais fácil cuidar das nossas coisas nós mesmos. Claro que se morasse em uma casa grande, isso já não seria tão possível. Um beijo.

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  3. Excelente reflexão Yuka, tenho um tio/tia que são nesse nível de dinheiro e coincidentemente estão construindo uma casa agora nesse porte. De novo, fico feliz por eles, mas me pego sempre pensando, “eu não teria isso, eu não teria aquilo”. Quanto mais sabemos o que não queremos, mas conhecedores somos de nós mesmos.

    Abçs!

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    • Oi EPI, sim, e o título desse post pode ser utilizado para tudo na nossa vida. Eu até digo para as minhas amigas solteiras que mais importante do que saber o que queremos, precisamos saber o que NÃO QUEREMOS. Pra mim, ter uma lista do tipo de pessoa que eu não queria para iniciar um relacionamento, foi fundamental para escolher meu marido como companheiro para a vida toda rsrs. Beijos.

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  4. Sensacional Yuka!

    Estou tentando ler o livro “Company of Onde” que traz está mesma linha de raciocínio, como trabalhar sem depender de outras pessoas.

    Atualmente me incomoda muito essa questão de depender de outras pessoas dentro de casa, sou sensível, consigo sentir a energia das pessoas (essa é a parte boa de fazer home office). Eu realmente penso que se as pessoas percebessem a energia umas das outras seriam bem mais seletivas no convívio..

    Algo que vem passando pela minha cabeça é que chega a ser “cruel” empregar pessoas no âmbito doméstico… Pq nenhum ser humano aceita viver de forma “pior” do que o outro, é por isso que o Instagram incomoda, ver pessoas viajando para lugares maravilhosos, enquanto estamos presos no trabalho.

    Imagine o que deve ser trabalhar numa casa com cama confortável, alimentos de todos os tipos (às vezes desperdiçados), banheiras e piscinas, enquanto a pessoa vive a base de arroz e ovo, dorme mal numa cama simples, pega condução por horas.. eu acho complicadíssimo.

    Talvez isso alimente muito do “ódio entre classes”, pois as mulheres que trabalham nessas casas acabam repassando a insatisfação aos filhos, familiares.. muito complicado..

    Penso que todo trabalho lícito é digno, mas realmente, nem todo trabalho traz uma perspectiva boa, ou oportuniza a evolução do empregado.

    Sobre o ponto de suficiência, concordo com vc e seu marido: quero viver de acordo com o que os de casa conseguem sustentar.. e morando num apto maior atualmente, tive também de elastecer minha tolerância com a poeira, ou viverei em função de passar pano… Kkkkkkk!

    Bjs

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    • Cada vez mais, imóveis grandes ficarão apenas para pessoas com muito dinheiro. No passado ainda víamos com frequência pessoas “comuns”, assalariados que possuíam casas grandes, espaçosas etc. Principalmente em cidades médias e pequenas, mas mesmo em cidades grandes era possível.
      Hoje pequenos apartamentos ou casas já custam muito se tiverem boa localização.
      Portanto os imóveis pequenos serão a regra, inclusive para classe média, não por opção, mas por custos.
      Sobre contratar pessoas para trabalhar em casa, sempre achei algo perigoso, dificilmente quem contrata sabe a fundo não apenas do perfil daquela pessoa, quanto como é o entorno daquela pessoa, com quem ela convive e quem pode influenciá-la.
      A inveja é apenas uma das questões, sabemos de furtos, facilitação para roubos, violência contra crianças e idosos, especialmente em casos com babás e cuidadores.
      Não estou generalizando tem muita gente que quer apenas trabalhar para ganhar honestamente o seu dinheiro, mas deve haver muito critério para trazer alguém pra dentro de casa.

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      • Olá anônimo, concordo com tudo o que você escreveu, eu tenho alguns medos (para alguns, excessivos?) de colocar pessoas que não conheço dentro de casa, ou de cuidar das minhas filhas (desde contratar perua para levar na creche, ter babá etc) por justamente não saber como aquela pessoa pensa, e com quem se relaciona. Claro que não são regras, ainda acredito que esses casos de furtos, violência, são exceções, mas nunca sabemos se nós seremos a exceção. Faço minha própria declaração do Imposto de Renda também pelo mesmo motivo, quanto menos terceirizar, melhor. Beijos.

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        • Oi Yuka, mais um ponto em comum 🙂 Minha filha completou 6 anos este mês, mas também nunca tive coragem de deixar com babá ou mandar para a escola de transporte escolar. Ainda confio mais na escola para cuidar e eu mesma dirigindo, vai saber 😀

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          • rsrs, pois é, não damos chance ao azar. Claro que tem pessoas que não têm essa condição e é super compreensível, mas enquanto eu puder conciliar os horários com a do marido e pedir ajuda para a minha mãe, prefiro assim.

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      • É bem verdade essa questão de segurança, quem trabalha numa casa consegue descobrir muita coisa: horários, bens, pessoas, enquanto quem recebe um estranho acaba sem saber absolutamente nada sobre a pessoa… É um risco grande mesmo.

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    • Oi Cinthia, eu também consigo sentir a energia das pessoas de uma forma relativamente fácil. E esse é um dos motivos de eu não abrir minha casa para qualquer pessoa. A minha casa é o meu templo, então inclusive, seleciono muito bem os amigos que frequentam este espaço. Essa discrepância de estilo de vida é algo que fico pensando também… A desigualdade é algo avassaladora no nosso país. Uma diarista que sobrevive com 1 salário mínimo (isso quando consegue 1 salário mínimo), mal tendo o que comer, enquanto o patrão vive com muitos excessos e desperdícios. Deve dar um bug na cabeça da pessoa, e com toda razão, né. Agora sobre sua casa casa, é, vai ter que aprender a fechar os olhos para algumas sujeiras hehehe, como eu já morei em uma cobertura, hoje estou feliz morando num apartamento comum, com uma pequena varanda rsrs. Beijos.

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  5. Bom dia amiga! Adorei o seu texto! Acho importantíssimo saber o que não queremos, moro em um apartamento pequeno, não senti nem um pouco de vontade de possuir uma casa desse porte! Estou feliz com o que tenho, somente quero me dar ao luxo de morar em um apartamento com 2 banheiros! Isso seria top demais

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    • Oi Lindadrika, hahaha entendo muito bem o lance do banheiro. Hoje eu moro em um apartamento que tem 3 banheiros (apesar de ter só 60m2 – não sei nem como cabe tantos!!!), mas durante muito, muito tempo, morei em apartamentos que tinham só 1 banheiro. Um dos meus sonhos era ter uma banheira japonesa no estilo ofurô, mas ainda estou pensando se compro ou não, afinal, além de ter todo o trabalho de ter que tirar o box de vidro para o ofurô entrar, tem a instalação da parte elétrica. Fora que acaba sendo um elefante branco se eu tiver que sair desta casa que estou morando atualmente, pois não são muitos os apartamentos que possuem espaço suficiente para entrar uma banheira dentro de um box kkkk. Beijos.

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  6. Super me identifico, tambem nunca almejei uma casa grande. Alias hoje moro numa casa e prefiro voltar a morar em apto, acho muito mais facil pra cuidar. Eu tambem nao gosto de funcionarios em casa, mas por outro lado prefiro delegar a limpeza, entao o que funciona pra mim seria um lugar que eu possa manter com uma diarista 1x por semana e esta bom demais.

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    • Oi Mara, faz tempo que não moro em casa (só na minha época de faculdade), mas acho que é algo que deve dar um trabalho, heim. Varrer a frente da casa praticamente todos os dias para tirar as folhas das árvores, tirar cocô de cachorro que nem é do seu pet, lavar/pintar muro periodicamente, aguar o jardim, lavar o quintal, limpar calhas, não sei se é algo que eu teria disposição pra fazer rsrs. Também gosto da comodidade de morar em apartamento. Beijos.

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  7. oi Yuka, bom dia

    Esse post dá margem para um tratado sociológico, de tantos desdobramentos que podemos fazer a respeito dele.

    Em primeiro lugar, essa questão mesmo, de limpar a sua própria sujeira. Eu costumo dizer que limpar o seu próprio banheiro faz as pessoas melhores. Comentando isso com outras pessoas, parece que sou um ET, que é uma indignidade a pessoa fazer a faxina da própria casa. Em duas ocasiões, ao menos, ao comentar que gostaria que minha filha crescesse com essa consciência, praticamente me disseram que o meu foco deveria ser educá-la para ganhar dinheiro suficiente para pagar alguém para fazer esse serviço para ela.

    Em segundo lugar, a classe média brasileira em geral só tem dinheiro para pagar empregada doméstica e faxineira porque a oferta de mão de obra é muito farta, e, como consequência, os salários são miseráveis. Porque temos aqui no Brasil uma massa enorme de gente sem qualificação suficiente. Então o emprego de faxineira e empregada doméstica acaba sendo extremamente mal remunerado e com más condições em termos de carga horária e carteira assinada. Tanto que muitas empregadas e faxineiras, assim que consegue outro tipo de trabalho, como manicure ou balconista, por exemplo, mesmo que ganhem a mesma coisa, deixam de fazer trabalho doméstico e mudam de ramo. Essa questão da segurança também existe do lado contrário, imagina você ir fazer faxina na casa de quem nunca viu, eu ia morrer de medo. Sem contar o risco de ser acusada de furto por gente desorganizada ou de má-fé (isso eu já vi acontecer mais de uma vez). Para quem depende de referência para conseguir trabalho, ter o nome sujo é muito ruim.

    A questão de não gostar de gente estranha dentro de casa é muito comum. Eu mesma não gosto, mas já observei que os homens reclamam disso muito mais que as mulheres. Mesmo sendo homens que fazem algum serviço doméstico, caso do meu marido e de vários colegas, eles se incomodam muito com ter alguém de fora em casa quando estão em casa. Acho que as mulheres, no geral, sabem que se não tiverem alguém, elas terão que fazer boa parte do serviço, ou ficar mandando fazer (o que é mais chato para mim do que eu mesma fazer). Porque não é limpar o banheiro uma vez, é toda semana ou 2 ou 3 vezes por semana, conforme a casa e você ter que ficar repetindo isso toda vez que o banheiro está sujo acaba com qualquer casamento.

    Sobre a questão de casas enormes e pequenas, nem sempre apartamentos muito pequenos são mais fáceis de limpar. Quando saí do meu primeiro apartamento, ele tinha 45m2, fui para um de 80m2 e o maior era bem mais fácil de limpar, porque tinha mais espaço para afastar o sofá, a mesa e cadeiras. No final eu demorava praticamente o mesmo tempo para limpá-lo que o menor, que ainda ficava em uma rua movimentada e tinha sempre muito pó e fuligem dos carros. O atual é um pouco maior, mas não é tão mais difícil de limpar assim. Mas realmente, casa com gramado, piscina, trocentos banheiros, é um pesadelo para mim também.

    E por último, uma questão que podia render outro post. Uma coisa que nunca é falada quando se planeja ter filhos, é que se você pretende trabalhar tanto quanto antes dos filhos, você vai precisar de ajuda. Um casal que os dois trabalham em turno integral sem possibilidade de redução de carga horária – realidade da maioria – vai precisar de escola integral, de alguém para ficar com a criança quando estiver doente e não puder ir para a escola se não puder faltar ao trabalho. Isso normalmente acaba em briga, porque chega o final de semana e a casa está suja, tem um monte de roupa para lavar, tem que ir ao mercado e o filho precisa de atenção. Daí vem o teste final do casamento. O resultado é que ou a mulher para de trabalhar (normalmente ela porque ganha menos), ou se contrata alguém para ajudar com as coisas da casa. A mulher parar de trabalhar ou reduzir a carga horária acaba tendo consequências a longo prazo. Vi isso pessoalmente no caso da minha mãe, ela sempre trabalhou como professora estadual. O meu pai trabalhava como ela e também em colégios privados, e era ela que fazia quase todo trabalho doméstico. O resultado hoje é que ele ganha quase o dobro dela de aposentadoria e esse trabalho doméstico dela não gerou nenhum ganho a longo prazo.

    Claro que existem casais que conseguem dar conta disso tudo sem ajuda e sem nenhum dos dois enlouquecer ou se separarem, talvez seja o teu caso, mas é raro. Normalmente tem uma avó que segura as pontas com as crianças e ao menos uma faxineira que limpa a casa. Então, voltando ao ponto inicial do post, você tem que saber o que você não quer. Quando a gente tem filho, se realmente não quiser gente em casa, tem que saber como vai lidar com essas questões porque elas vão surgir.

    Desculpa o texto enorme (de novo!).

    Uma ótima semana para você!

    Beijo, Daniela

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    • Daniela, eu fui o anônimo que comentou sobre segurança em resposta a Cinthia. Sei que seu comentário é destinado a Yuka, mas achei o que escreveu interessante…
      De fato, a pessoa que vai trabalhar em casas de terceiros também corre alguns riscos, geralmente a maioria são mulheres, que trabalham como diaristas, babás etc e acredito que o maior risco nesses casos seja o assédio. Fora possíveis calotes ou mesmo falsas acusações como você citou.
      As duas partes devem se cuidar, há riscos para os dois lados, embora eu julgue como riscos diferentes.
      Mas reforço o que disse, não são todos os empregados(as), nem todos os empregadores que causarão problemas. Mas os problemas existem e não são tão raros, então vale muito à pena ser criterioso e ter uma certa malícia nesse sentido. É sempre melhor prevenir que remediar, já conheci dono de loja que teve problemas com funcionária relacionado à roubo.

      Acho muito positivo ensinar os filhos a se fazer as mais variadas atividades básicas como cuidar da casa, lavar, passar, arrumar o quarto, limpá-lo etc, isso faz com as pessoas sejam mais independentes, tem pessoas que desde criança são acostumadas a receber tudo pronto, tudo na mão, acabam não aprendendo nada e muitas vezes se tornam muito dependentes, acomodados ou mesmo, preguiçosos. Tem pessoas por exemplo que não jogam copos pláticos no lixo após beber água (alguém vai ter que jogar por elas).
      Sei que entre família que podem pagar, isso pode parecer besteira, mas não vejo assim, é bom sabermos fazar as coisas, ou ao menos termos noções de como se faz, até pra valorizarmos mais essas atividades.

      Por fim, com relação à casais: Eu não sou casado, mas sei que convivência muitas vezes não é fácil, por vários motivos. Casamento pra ter chance de dar certo deve ter muita paciência e parceria. Se o casal está alinhado, pessoas com pensamentos, personalidades e objetivos semelhantes e os dois querem fazer do seu casamento um casamento bem sucedido, creio que fica mais fácil chegar a acordos, e soluções para os “gargalos” do cotidiano, lógico que isso pode implicar em abrir mão de algo.
      É fácil, geralmente não, por isso que eu creio que só a minoria dos casamentos seja bem sucedida de fato. Creio que a maioria dos casais não tem essa parceria e foco na coninuidade da relação, assim que aparecem as desavenças a separação vira a primeira solução.

      Como você disse, temas complexos. Cada parte daria pra fazer um texto.

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      • Oi anônimo, aqui o comentário é destinado a todos rsrsrs, pode ver que um vai dando pitaco no que o outro fala.

        Você escreveu que há pessoas que não jogam copos no lixo após beber água, porque tem alguém que vai fazer isso por elas. E isso é muito verdadeiro.

        Muitos pais dão valor para seus filhos falarem inglês desde pequenos, colocam em aulas de robótica, música, esporte, e mais um monte de coisas, mas as crianças não sabem fazer o básico, que é dar bom dia para o porteiro do prédio. Não sabem acolher o amiguinho que caiu, perguntando se está tudo bem e dando a mão para ele se levantar. Não sabem esperar a própria vez na hora de falar.

        Essas coisas não se aprende em cursos, nem na escola, aprende-se em casa, mas muitos pais não estão nem aí.

        Você disse que não é casado, eu tenho um post que escrevi no ano passado sobre esse assunto rsrs. Se interessar, segue o link: https://viversempressa.com/2020/07/19/e-possivel-ser-feliz-no-casamento-depois-de-10-anos/

        Beijos.

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    • Oi Daniela,

      A minha casa já foi mais limpa, quando eu não era mãe. Até brincava que meu banheiro era um lugar tão limpo que eu poderia almoçar dentro dele. Depois que eu tive minhas filhas, tive que abrir mão de algumas exigências, então há locais um pouco esquecidos por mim e pelo marido rsrs (como janelas, embaixo da geladeira, em cima dos armários, etc), mas é o preço que pagamos por não terceirizar alguns serviços, e para nós, está tudo bem.

      Sobre precisar ajuda dos filhos quando os dois pais trabalham, isso é muito verdade. A minha sorte é que tanto eu como meu marido, temos certa flexibilidade no trabalho. Se precisar, podemos entrar mais tarde, sair mais cedo, pagar as horas em um outro momento, fora que a creche é ao lado do meu trabalho, isso facilita muito também. Mas já parei pra pensar que se eu trabalhasse numa empresa rígida, as coisas seriam beeeem complicadas.

      A minha sorte é que meu marido é uma ótima pessoa. Além dele sempre me colocar em primeiro lugar, coloca a família também como prioridade, e faz praticamente tudo da casa sem eu precisar pedir. E isso vai desde esvaziar o lixo, lavar banheiro, lavar roupa, tudo mesmo, além de cuidar das crianças, claro. Então isso ajuda para que as coisas funcionem bem, mas sei que não é algo que pode ser considerado como uma regra, está mais para exceção mesmo.

      Um beijo!

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      • oi Yuka,

        Eu uso uma expressão que a seguinte: “o ótimo é inimigo do bom”. No caso de limpeza da casa, eu alterei para “o bom é inimigo do razoável”. Quem já leu o “O mito da beleza” entende o quanto o trabalho doméstico é um poço sem fundo, que sempre tudo poderia estar mais limpo, escovado e brilhante. Mas acho que o brasileiro de classe média, no geral, é mais exigente que o americano em relação à limpeza porque são as empregadas e faxineiras que limpam. Se os próprios tivessem que limpar, acho que o padrão seria outro, então eu já baixei muito as minhas exigências nessa área. O meu trabalho tem alguma flexibilidade, mas eu atendo público externo e muitas vezes tenho hora marcada para compromissos com outras pessoas do trabalho, então nem sempre posso chegar/sair fora de horário, mesmo tendo anuência da chefia para compensar as horas de atraso. E o meu marido também não tem flexibilidade na maior parte da semana. Quando a minha filha era bebê e tinha as viroses tão comuns, era bem complicado de administrar. E depois que foi para a escola mesmo, tive que arrumar alguém para ficar com ela no contra turno, porque o turno integral não funcionou para ela. Ela ficava muito cansada, e acabou prejudicando o aproveitamento dela.

        beijo,

        Daniela

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        • Com certeza o trabalho doméstico é um poço sem fundo rsrsrs. Para quem gosta, ótimo; mas para quem não gosta nem um pouco, como eu, livrar de alguns afazeres domésticos é o nirvana rsrs. Esses dias eu dei adeus ao capacho da porta de entrada, ah que alívio que eu senti, em saber que nunca mais precisaria limpar aquilo lá. Sobre o brasileiro ser exigente na limpeza, isso é fato, já tive curiosidades de ver vídeos de diaristas brasileiras que vão trabalhar nos EUA, ficava me perguntando, mas como uma única pessoa pode dar conta de uma casa daquele tamanho? Por que considerando os apartamentos aqui do Brasil, as casas dos EUA são enormes, uma mansão!!! E o segredo está justamente nessa exigência, lá eles dão um “tapa” na limpeza. Não lavam o banheiro como fazemos aqui, com baldes e mais baldes de água rsrs. Um beijo!

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  8. Oi Yuka! A muito tempo que não comento seus post (já o fiz em outra ocasião. Meu comentário até virou um post depois! :)), mas esse post tocou fundo em mim. Sabe, também penso como você, gosto eu mesma de cuidar das minhas coisas, é um prazer. Hoje moro em uma casa (ainda moro com meus pais), mas pretendo muito em breve ir morar só eu e o meu filho… a opção por um apartamento devido a questão da segurança é a mais provável. Quando penso em morar em uma casa, sempre penso que seria completamente feliz em algo pequeno e fácil de cuidar. Muitas vezes me questionei se esse não seria um “pensamento pequeno, de gente medíocre”. Uma vez vi uma dessas Educadoras Financeiras, falando que é pobreza de espírito pensar que se morar em uma casa grande, teríamos que limpá – la, já que quem tem poder aquisitivo para tal, contrata profissionais para isso, o que aumentou em mim o sentimento de realmente ser uma pessoa medíocre… 😦 Isso também se aplica a concursos públicos… muitas vezes me questiono até que ponto preciso estudar para ter um cargo de alto nível, ganhar R$30.000,00, para mostrar as pessoas que sou poderosa, mas morar em uma cidade grande, onde não conheço ninguém, longe dos amigos, família, se ganhando R$5.000,00 já consigo manter meu estilo de vida e ficar na cidade que nasci e que me sinto segura? (Já sou servidora pública). Muitas vezes, sou tomada por esse sentimento de inferioridade, pois acho que as redes sociais e os donos de cursinhos preparatórios, de certa forma alimentam esse tipo de sentimento na gente… Desculpa o comentário grande (Nem sei se fui clara o bastante), mas gosto muito de ler tudo o que você escreve. Sucesso sempre! s2

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    • Oi Silvana! Nossa, realmente esse post mexeu com meus sentimentos também e tenho questionamentos muito parecidos com os seus… fico a pensar se “me acomodei” num cargo que não é topo de carreira (apesar de hoje estar nomeada para um cargo superior, meu concurso é técnico de nível médio e a qualquer momento posso voltar para o lugar antigo).

      Isso me oportunizou um mergulho interior sobre essas questões, e uma coisa que notei é que ganhar mais (nesse cargo atual) não me faz mais feliz. Talvez pela “insegurança” de perdê-lo? Pode ser, mas creio que não… mesmo que antes eu sonhasse em alcançar esse cargo, ele veio com muitas responsabilidades que eu realmente não sei se valem a pena. E eu vi também que é tudo uma grande ilusão. Por exemplo, com um salário de R$ 5.000,00 você pode ter seu carro, sua moradia, alimentação e roupas. Com um de R$ 30.000,00 terá mais oportunidades de diversificar nas escolhas, mas continua tendo as mesmas coisas: um emprego, carro, moradia, alimentação e roupas. Então não há um salto qualitativo de vida, sabe? É mais dinheiro, que pode futuramente até garantir uma aposentadoria (e só por isso eu continuo nesse cargo em que ganho mais), mas nem por isso fará coisas surreais de boas, como alguns influenciadores criam no nosso imaginário.. Convivo com pessoas que ganham salários altos e vejo que eles tem o mesmo nível de felicidade (ou até menos) do que eu, pois acaba acontecendo da pessoa confundir sua personalidade com o cargo, se achar superior aos outros, ficam muito frustrados quando algo não sai como gostariam, desfazem dos casamentos com facilidade por se acharem acima do parceiro, ou atraem aproveitadores por toda a vida (com meu pai aconteceu isso..) enfim… dá um estudo sociológico também… hehehe!
      Aliás, melhor procurarmos outras fontes de renda do que concursos públicos, que irão de mau a pior doravante. A não ser que seja um chamado vocacional ou da sua alma estar em um outro cargo, mas não por pressão dos donos de cursinhos, que já fizeram fortunas enormes em cima desse sonho “dourado”.

      Hoje em dia confesso que nem possuo mais redes sociais, pois prefiro ser influenciada por pessoas realmente “melhores do que eu”, no sentido humano, sabe? Pessoas mais sábias, evoluídas, que me transmitem ensinamentos de valor. Há pouco disso nas redes sociais, infelizmente…

      Cinthia

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      • Oi Cinthia,

        Ganhar mais está sempre nos nossos sonhos, mas ele sempre vem acompanhado de muitas responsabilidades, e algumas vezes, de dor.

        É algo que devemos colocar na balança se vale a pena receber essa diferença salarial. Eu até brinco no meu trabalho, que ganho uma verba de representação, mas quando divido o valor líquido que recebo por 22 dias trabalhados no mês, vira uma mixaria e fico pensando que por conta desse valor insignificante, sou obrigada a aturar certas mal criações de funcionários, além de coisas burocráticas rsrsrs.

        E a x da questão toda é como gastamos essa diferença a mais que passamos a receber. Muitas vezes, gastamos na mesma intensidade, ao invés de comprar uma calça de 80 reais, passamos a comprar uma calça de 350 reais. Ao invés de comer num restaurante e gastar R$20, passamos a gastar R$100. E é como você disse, vamos continuar tendo as mesmas coisas, um carro, moradia, alimentação e roupas.

        Beijos.

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    • Oi Silvana,

      Não sei qual educadora financeira que falou isso, de “pensamento pequeno, de gente medíocre”, mas sinceramente, ela coloca a realidade dela como uma realidade universal.

      As pessoas possuem necessidades diferentes e é justamente isso que torna a vida tão interessante. Desmerecer uma pessoa só porque tem opiniões diferentes, é algo chato.

      O que acontece é que pensamos de forma oposta do que a sociedade quer que pensemos. Claro que querem que compremos casas cada vez maiores, claro que querem que entupamos essa casa imensa com móveis que nem precisamos, para chamar pessoas das quais nem gostamos só para mostrar que somos “vencedores”. Isso trará inveja e as outras pessoas também farão a mesma coisa, comprando cada vez mais coisas, sem ao menos questionar se aquilo traz felicidade.

      Isso nos amarra financeira e psicologicamente, pois giramos o comércio, pagamos impostos cada vez mais altos, dependemos cada vez mais do salário para conseguirmos honrar as dívidas do cartão de crédito, no final, acabamos virando cordeirinhos.

      A grande virada de chave é pensar somente na nossa felicidade. Eu também sou da mesma opinião que você, moro em apartamento, porque me sinto mais segura, mas se morasse em uma casa, escolheria algo pequeno e fácil de cuidar. Isso já seria o suficiente para eu ser feliz e transformar minha casa em um lar.

      Eu sou mais de você ganhar R$5.000 e estar na cidade onde tem seus amigos e sua família, na cidade que se sente feliz e acolhida, do que passar em um concurso público para ganhar mais, morar em uma cidade distante e ser infeliz.

      Você já sabe o que te faz feliz. E não deve dar ouvidos aos outros. E já te aviso que são muitos, a maioria não concorda com isso, porque foram a vida inteira ensinados a estarem insatisfeitos com tudo o que possui. Ou seja, enxergam a vida de forma escassa, ao invés de forma abundante como você faz.

      Beijos pra você!

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  9. Ótimo texto, pois então igual a vocês ! Minha filha e eu quando vemos uma casa enorme pensamos logo no trabalho da limpeza e outras coisas…
    Realmente é lindo, mas por tempo determinado pra viver pra sempre , nem pensar! Estou satisfeita com minha casinha ! Amo tudo o que tenho!

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  10. Não queremos: filhos, um apto maior (45m tá de bom tamanho) nem em condomínio chic, carro caro, ter que trabalhar muito pra sustentar padrão de vida, não quero mais ter que trabalhar de domingo (já trabalhei muitos), não quero mais cachorros (amo, mas as minhas morreram e concluímos que a vida é melhor sem essa responsabilidade). Somos preguiçosos, rs!

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    • Oi Sônia, é sempre muito bom ter essa consciência do que não queremos. Julgamentos sempre teremos, né, mas quando sabemos o que queremos e o que não queremos, até o julgamento alheio a gente passa a se importar menos, não é mesmo? Eu também por enquanto não quero ter cachorros. Eu amo animais, quase virei veterinária, inclusive. Mas no momento, não dou conta de mais nenhum ser vivo, além das minhas filhas rsrsrs. Um beijo.

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  11. Oi, Yuka !

    Eu confesso que nunca tinha pensado por essa ótica que você colocou..e faz muito sentido!
    Também nunca fui muito seduzido por pensamentos de morar em enormes mansões e coisas do gênero. Atingindo minha IF em idade hábil e podendo ter uma vida confortável (em um AP com mais de 30 metros quadrados de preferência, rs), eu já estarei mais que realizado.

    Abraço!
    https://engenheirotardio.blogspot.com/

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    • Oi Engenheiro, pois é, morar em mansões deve ser divertido por um tempo, mas as obrigações sempre vêm, seja pagando (contratando funcionários para cuidar de tudo) ou ralando (fazendo por conta própria rs). Beijos.

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  12. Quem é vivo sempre aparece né? Konnichiwa Yuka!
    Que post inspirador! O anterior também (sobre os tipos de minimalistas, eu sou a prática com um mix de outros).

    Sobre esse post: Eu sigo a mesma linha de raciocínio! Penso no trabalho pra limpar, armazenar… Tanto que esse ano tínhamos alguns planos: mudar pra um apartamento maior e trocar o carro por um maior pq a família aumentou. Mas fomos ousados! No Japão a licença maternidade remunerada pode ser estendida até 2 anos da criança e a paternidade até 1 ano e 2 meses. Claro que há uma queda salarial, já que passamos a receber apenas 67% do que estávamos acostumados. Como engravidei durante minha primeira licença maternidade, automaticamente quando a segunda filha nasceu já emendou uma licença na outra. Ou seja, prorrogou por mais 2 anos. Mas depois de muitos cálculos e planejamento, decidimos que meu marido também sairia de licença, pra poder me ajudar, ser mais presente na vida das meninas e poder descansar um pouco da rotina louca de Japão. Tivemos que escolher entre ter os bens materiais ou apreciar esses anos que não voltam.

    Hoje vejo que foi a melhor escolha. Nos programamos financeiramente pra isso, adiamos os planos materiais e estamos curtindo a primeira infância das nossas filhas. Nossa rotina consiste em praticamente todos os dias sair de casa para explorar os parquinhos da vizinhança, caminhadas ao ar livre e muita brincadeira! Eu sinto uma felicidade genuína. Consigo apreciar o simples. Queria congelar esses momentos.

    Quando elas entrarem na escola, ambos voltaremos a trabalhar e poderemos focar nos objetivos materiais. Espero que até lá, nosso pensamento mude em vários aspectos. Mas não queríamos perder essa parte tão gostosa da vida das nossas filhas. Meu marido perdeu muita coisa da vida da mais velha e se arrepende muito! Agora é uma fase especial: a mais velha está falando e a mais nova ele poderá ver toda a evolução que tem em 1 ano!

    A gente tinha bastante dúvidas ainda sobre trocar de casa e carro. Mas o que a gente não queria de jeito nenhum era perder essa fase tão especial da vida delas! O resto pode esperar… ou quem sabe, nem precisaremos… afinal, até agora estamos bem e felizes no nosso apartamento e carro pequenos!

    Beijo enorme! Como sempre você me inspira!

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    • Oi Tiemi, nossa que sonho a licença maternidade poder ser estendida até 2 anos… e ainda paternidade até 1 ano e 2 meses? Aqui no Brasil licença paternidade é de míseros 5 dias. Quando a empresa faz parte do Programa Empresa Cidadã, aumenta para 20 dias, mas ainda assim, é muito pouco, recai tudo em cima da mulher mesmo. Eu acho que vocês fizeram uma escolha muito sábia, principalmente se seu marido arrepende de não ter feito isso com a sua primeira filha. Alguns momentos não retornam, mas algumas situações podem ser revertidas a tempo, que é o caso de vocês. É isso mesmo que você escreveu, a casa pode esperar, a troca do carro também, mas fases especiais como essa que vocês estão vivendo, é algo único. Já deve ouvir de muitas pessoas, e eu confirmo, depois que as crianças nascem, o tempo passa rápido demais, e essa primeira infância é algo muito valioso, eu tive 2 bebês há pouco tempo, hoje, olho para as minhas filhas e vejo que não há mais nenhuma bebê em casa, as bebês já se transformaram em 2 crianças sapecas. Um beijo!

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  13. Pingback: A eterna busca por mais | Viver Sem Pressa

  14. Oi Yuka, é verdade! É muito importante ter clareza sobre o que queremos e o que NÃO queremos para não cairmos na armadilha de correr atrás dos sonhos do outros.
    Como comentei em outro post seu, aqui em casa temos uma filosofia parecida com a de vocês. Acreditamos que só podemos ter o que nós mesmos somos capazes de manter 😉
    Eu tenho uma amiga que tem 2 empregadas, que se intercalam durante os dias da semana e sempre tive pavor disso. Prefiro manter só o que é importante para mim e de forma que eu consiga limpar e organizar sem depender de ajuda externa.

    E falando em tamanho de casa, estamos desde o ano passado com bastante vontade de mudar(no nosso apto bate o sol da tarde 🥵 ). A princípio veio a ideia de mudar para uma casa com quintal, mas acabamos desistindo da ideia justamente pela ideia da manutenção, porque ou teríamos que pagar alguém para ajudar na manutenção externa ou passar os finais de semana fazendo nós mesmos… bom, por enquanto mantemos o apto 🙂

    Aqui perto do nosso prédio tem um condomínio de casas de luxo por onde sempre pedalamos nos finais de semana e as casas são enormes, são lindas, tem jardins maravilhosos(que parecem competir uns com os outros), mas nunca vimos ninguém nessas casas, a não ser funcionários. Sei que é outro estilo de vida e uma opção pessoal, mas para os nossos valores, sinceramente não vale a pena. Prefiro viver de forma mais comedida e ter tempo para pedalar com a minha família, cuidar das minhas plantas ou simplesmente ficar de preguiça no final de semana 😉

    Abraço e boa semana!

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    • Oi Bruna, sua amiga tem 2 empregadas? É uma realidade impensável para mim rsrs. Sobre a mudança de casa, eu também, às vezes tenho vontade de morar em uma casa com um quintal bem grande, mas olha… eu já morei em uma cobertura, que tinha dois quintais… e dava tanto trabalho… Os muros ficavam sujos rápido e de tempos em tempos, tinha que pinta-los. Quando chovia, fazia tanta lambança que eu deixava a porta para o quintal fechada porque não queria ver que eu tinha que limpar de novo rsrs. E por lembrar dessa época, fico feliz de ter minha varanda pequena, fácil de limpar kkkk. Você disse que nunca vê ninguém nessas casas de luxo, pois eu também tenho essa impressão. Na frente do meu apartamento, tem um apartamento enorme com uma varanda igualmente enorme. Enquanto eu, marido e minha filhas ficamos espremidos na nossa mini varanda, curtindo cada cm2 dele nos dias de calor, eu nunca vejo pessoas na varanda da frente. Comento sempre com o marido “pra que as pessoas compraram um apartamento tão grande, se não aproveitam o que compraram?” Vai entender, né? Beijos.

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