Voando abaixo do radar

Aeronaves, Double Decker, Avião De Hélice, Vôo, Voo

Que a felicidade incomoda, não é mais segredo para ninguém. Além da felicidade, o sucesso dos outros também incomoda muita gente.

Eu aprendi com o tempo a voar abaixo do radar.

Isso significa que aparento ser bem menos do que de fato eu sou, ou do que possuo.

Não converso sobre investimentos com os outros, às vezes alguém resolve me dar conselhos financeiros, e eu ouço-os com atenção, mesmo sendo bem ruins, eu tenho preferido demonstrar desconhecimento e desinteresse sobre o assunto.

Moro num apartamento alugado onde as pessoas do meu condomínio não fazem ideia do meu objetivo de sair fora do sistema. Apesar de eu adorar meu apartamento, ele é mais modesto quando comparo com os apartamentos dos meus amigos.

Uso roupas simples, de marcas aleatórias, ando de transporte público.

No meu ambiente de trabalho, interajo com pessoas conformadas em terem que trabalhar até os seus 70 anos. Quando alguns (ou todos?) começam a lamentar a vida dura, de ter que trabalhar até morrer, de que temos o dever de gastar todo nosso dinheiro para aproveitar um pouco dessa vida sem graça, meu amigo (que eu ensinei sobre a independência financeira e foi um dos pouquíssimos que resolveu embarcar na mesma jornada) costuma me chutar embaixo da mesa para eu falar algo, mas eu não digo nada.

Com muito custo, compreendi que o diferente ofende, e o que faço (buscar a aposentadoria antecipada), beira algo próximo à aberração. Para os olhos dos outros, poupar parte do meu salário para o meu futuro parece ser algo muito, muito errado. E esse julgamento, não vem apenas de colegas, mas de amigos e familiares próximos.

E com isso, parei de compartilhar conhecimentos e comecei a voar abaixo do radar para não chamar atenção das pessoas.

Em hipótese alguma eu deixo de estudar, adquirir novos conhecimentos, conhecer novas pessoas. Eu continuo evoluindo. Eu só não compartilho isso numa roda de conversa.

Tenho achado mais fácil acharem que sou um deles do que mostrar que estou trilhando um caminho diferente.

Meu marido adora isso. Ele diz que é como se vivêssemos em um mundo paralelo, um mundo secreto, onde só nós dois compartilhamos desse segredo.

“Mostre menos do que tem e fale menos do que sabe” ~ William Shakespeare ~

~ Yuka ~

61 Comments on “Voando abaixo do radar”

  1. Sabe meu lembro mais como vim parar no seu blog, mas já faz alguns anos acredito. Não tento os mesmos objetivos que vc, mas sinto uma conexão tão grande. Obrigada pelo blog. Sinto vc como uma irmã mais velha presente e legal. Absorvo muito. 😀

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    • Obrigada pelo irmã mais velha rsrs!!! E que bom que você sente essa conexão, o objetivo FIRE é um dos pilares do blog, mas não o único, então por isso você sentir essa conexão, pois temos outros inúmeros assuntos em comum. Um beijão.

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  2. Faço o mesmo. Qdo perguntado se tinha investimentos, no momento auge da crise, só dizia: tenho uns fundos imobiliarios, pouca coisa. Parece que as pessoas teem prazer em ver os projetos alheios irem por água abaixo e tem inveja qdo dá tudo certo. Ou seja, melhor ficar calado. Sou vegano e adoto a mesma estrategia neste assunto. Ouço e fico calado. Quem fala demais ainda esta na fase de buscar reafirmação. Eu estou seguro de minhas decisões. Reclamar da vida traz mais empatia do que se gabar do sucesso.

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    • Oi Zé, ouvir e ficar calado tem sido uma estratégia maravilhosa. Alguns poucos amigos sabem do meu blog, então apesar de eu não comentar nada, acabam sabendo. E é por isso que eu digo que eu percebo a crítica em relação ao meu estilo de vida pelo tom de voz delas. Se pudesse voltar no tempo, não teria apresentado este blog para ninguém. Maaaas, apesar das críticas, estou que nem você, eu estou segura das minhas decisões, o mundo inteiro pode falar que estou errada, que continuaria no mesmo caminho rsrs. Um beijo.

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  3. Como amo os seus posts, maravilhosos ! Adorei especialmente esse, eu e o meu marido temos somente um amigo que também está em busca da independencia financeira, falamos de investimento somente com ele, a maioria das vezes também me sinto vivendo em um mundo paralelo, porém a longo prazo , com certeza colheremos o que estamos plantando. Eu creio!!!

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    • Oi Lindadrika, também tenho essa mesma certeza que você tem, que a longo prazo, estaremos bem, colhendo o que plantamos há alguns anos. Eu já vi isso acontecer bem na frente dos meus olhos, com a minha mãe. Depois que meu pai morreu quando eles tinham 35 anos, ela só passou perrengue. Comemos comida estragada, sempre usamos roupas e sapatos ganhados, e assim foi por muitos anos. Ela atendia as pessoas ricas e sempre se perguntava se um dia teria tempo para descansar na sombra da árvore. Veja só como o mundo dá voltas. Muitas das pessoas ricas que ela atendeu, estão falidas, venderam a loja, venderam o apartamento, vivem de forma muito modesta, já não conseguem mais sustentar o estilo de vida que viveram durante muito tempo. Minha mãe? Minha mãe é financeiramente independente, vive de forma muito confortável 🙂 Beijos.

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  4. Eu estava pensando sobre isso um dia desses. Não comentar mais sobre a minha forma de criar os meus filhos, e não me interessar por muitas coisas que parecem tão normais, e para mim não são, tem me trazido muita paz! Parabéns pelo título! Nunca havia pensado desse modo: voar abaixo do radar!

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    • Oi Rose, sobre como criar seus filhos, não comente. Eu também não comento. Eu sempre digo para o meu marido que o melhor de ter filhos, é que podemos fazer do nosso jeito, sem ninguém se intrometer. Eu também crio as minhas filhas de um jeito não muito comum, e acho que tenho feito um bom trabalho até agora, mas se falar com alguém sobre isso, é capaz de ouvir críticas também rsrs. Minhas filhas dormem em uma cama de casal (eu comprei para essa finalidade), e acho lindo isso, mas é capaz das pessoas acharem um absurdo kkkk. Beijos.

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  5. Ótimo post, Yuka.
    Concordo com as palavras do seu esposo. Nós, adeptos do FIRE, realmente parecemos estar vivendo em uma realidade paralela, em especial os q focam no RE do FIRE.
    Se por um lado às vezes é chato sentir q nossas ideias são taxadas de utópicas por tantos, por outro é estimulante sentir-se participando de uma jornada com foco em otimizar recursos para tornar-se independente.

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    • Oi Iuri, eu tenho achado maravilhoso essa comunidade no blog das finanças. Passamos despercebidos por muitos, são poucos os que têm interesse nesse assunto. Engraçado que a internet é tão grande, tão democrática, podemos aprender tanto com ele, e a maioria se interessa só por fofocas e desgraça. Enquanto isso, vamos continuar estudando, aprendendo coisas novas, poupando, investindo, e vivendo pra valer a nossa vida. Beijos.

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  6. Olá! Meus parabéns pelo post. Venho maratonando seus posts e aprendendo muito com eles. Muito obrigado por compartilhar seus conhecimentos e suas experiências de vida conosco.
    Também tenho adotado essa estratégia na minha vida e têm funcionado muito bem rs…

    Abraço!

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    • Oi Danilo, tem bastante post para ler heim, já que publico desde 2013 rsrsrs. Obrigada pelo comentário carinhoso, e vamos continuar voando abaixo do radar rs. Beijos.

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  7. Me identifiquei com esta postagem. Pelo lado de nos preservarmos, concordo muito e tenho adotado tal postura. Vivemos sim em um mundo paralelo e desde que tenho agido dessa maneira, tenho tido mais paz.

    No entanto, também me sinto um estranho, com a sensação de omitir. Gostaria muito que fosse um assunto mais disseminado, e que não houvesse o tipo de julgamento que apontou. Mas sabemos que não é essa a realidade.

    Eu gosto de ajudar pessoas que queiram ajuda. Mas a maior parte ou não quer, ou acha que está certo viver a corrida dos ratos. Depende muito de cada caso, e do círculo social formado. Mas de maneira alguma falo sobre como eu encaro na real (muitos se ofendem ou julgam, como colocou) e menos ainda sobre minha situação. Alguns pouquíssimos eu troco mais figurinhas.

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    • Oi Sirigueijo, eu também me sinto uma estranha. Acho esquisito porque apesar de ter os meus amigos, poucos sabem de fato quem eu sou. E quando tento conversar sobre o assunto, para até mesmo eles terem um futuro tranquilo, sou taxada de muquirana, de que só penso no dinheiro. Então cheguei num ponto em que não converso mais sobre esse assunto com ninguém, e quando alguém pergunta (porque lembram que eu sei sobre investimentos, e aí querem uma dica), digo para ler um determinado livro. Pronto. Assunto encerrado. Infelizmente, a maioria só vai perceber o grande erro que cometeu (de não me ouvir rsrs) quando for tarde demais. Beijos.

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        • Oi Iva, pra quem é novata, eu indicaria 2 livros, mais para compreender o conceito sobre independência financeira. É o famoso mudança de mindset (modelo mental) que tantos falam. Mudando o modelo mental, é possível mudar comportamentos e agir diferente. Ou seja, primeiro mudaria o mindset e depois estudaria sobre investimentos. Há muitos livros bons, mas se for indicar, indicaria 2: O milionário mora ao lado, e Pai Rico Pai Pobre. Beijos.

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  8. Infelizmente a mentalidade no nosso país é contra a ideia de investir e o pensar no longo prazo, na verdade o imediatismo é presente desde os primórdios do Brasil, porém esse mundo digital (e imediatista) está ampliando tudo isso.

    É só ver a ostentação das pessoas nas redes sociais, a galera compra comida pra postar, roupas para postar, viaja pra postar, troca de carro pra postar, vai em shows para postar. Você já reparou que em alguns lugares a galera passa a maior parte do tempo tirando fotos ou filmando pra provar que esteve ali? Poucos ainda tentam desfrutar o momento e aproveitar a experiência.

    Quando você vive em sentido oposto a essa padrão social a galera fica perplexa, é que investimentos não dá pra ficar postando né? É monótomo demais. Na verdade quando você poupa e planeja para se libertar no futuro, você precisa ir diretamente contra esse padrão da sociedade.

    Eu mesmo deixei de recomendar algumas lições de educação financeira para amigos e familiares para evitar ser o “chato”.

    Eu tinha minhas dúvidas se era a decisão certa esse estilo de vida de pensar no futuro e em se libertar, mas lhe digo, a tranquilidade com que enfrentei o começo da pandemia onde parecia que a economia ia desabar em comparação com o pânico de não conseguir pagar as contas e manter o padrão inflado de vida do pessoal ao meu redor me deixou convicto de que estou no caminho certo.

    Abraços,
    Pi.

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    • Oi PI, é exatamente isso que você escreveu “a galera compra comida pra postar, roupas para postar, viaja pra postar, troca de carro pra postar, vai em shows para postar. Você já reparou que em alguns lugares a galera passa a maior parte do tempo tirando fotos ou filmando pra provar que esteve ali? Poucos ainda tentam desfrutar o momento e aproveitar a experiência.”. Quando a gente não faz nada disso, as pessoas pré-julgam que nós não aproveitamos a vida e só ficamos juntando dinheiro. Eu já viajei pra mais lugares (dentro e fora do Brasil) do que muitas pessoas já viajaram, mas por nunca ter postado uma única viagem, devem achar que eu não me divirto hahaha. Beijos.

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  9. Você está certíssima. Eu ainda tenho o bocão e às vezes acabo falando demais, mas as pessoas realmente não entendem e acham um absurdo economizar considerável porcentagem do salário — como se realmente fôssemos uma aberração. Eu, que sempre fui mais calado, preciso aprender a me silenciar mais sobre ser FIRE.

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    • Oi Thiago, sabe que eu acho são fases. Eu também já falei muito, porque tinha a esperança de ensinar as pessoas que amo (minha família, meus amigos) sobre investimentos. Mas o fato é que as pessoas não têm interesse, e isso inclui as pessoas que amamos. Veja o meu caso, vivo num bairro bom, considerado classe média alta, tenho eletrônicos de qualidade, estou sentada numa cama boa, tenho sofá bom, móveis de qualidade, como comida orgânica etc. Mas quando descobrem que poupo 70% da minha renda familiar, já pré-julgam que eu não vivo bem, que fico passando vontade, que só penso em guardar dinheiro. Quando vejo minha vida e a vida dessa pessoa que me pré-julgou, até acho que eu vivo melhor do que essa pessoa (porque eu aprendi a gastar muito bem o meu dinheiro), mas não adianta, as pessoas acham que poupar é sinônimo de não viver bem, mesmo eu tendo uma vida melhor do que a pessoa que gasta mal o seu dinheiro. Vai entender, né rs? Beijos.

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      • Pode ser fase mesmo, mas acho que estou quase saindo da minha atual e me aproximando da sua, rs.

        As pessoas somente julgam, né? “Ah, vc tem um salário bom, então é mais fácil pra vc”, “Ah, mas você é solteiro; não tem filhos, então é mais fácil”, “Vc poderia estar morando em um lugar melhor e ter um carro”. A nossa vida nunca é boa o suficiente ou boa demais pro outro porque a gente é “diferente” do outro e esse estilo de vida não se encaixa ou não vale a pena pra ele(a).

        Beijos.

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        • Pois é Thiago, e hoje de manhã, estava até conversando com o marido “será que um dia as pessoas vão perceber que estávamos certos?” e chegamos a conclusão de que não, que quando a gente virar FIRE, seremos vistos como “olha lá os vagabundos que não trabalham” kkkkkkkk. Ou seja, as pessoas irão continuar nos julgando. Hahaha. Não tem jeito, como você escreveu, “a nossa vida nunca é boa o suficiente ou boa demais pro outro porque a gente é “diferente” do outro e esse estilo de vida não se encaixa ou não vale a pena pra ele(a).” Beijão!

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  10. Lendo seu texto eu lembrei de uma vez que falei a meus colegas de trabalho que só iria trabalhar até os 50, na época tinha 30.Riram e disseram que era impossível, parecia que eu havia falado que vim de um universo paralelo.
    Estou em um grupo de educação financeira para mulheres e vejo pessoas querendo consultoria e não compartilhar aprendizado.Fui demonizada por dizer que temos que estudar não querer resposta pronta.Vi muitas “dicas” absurdas mas hoje nem comento nada.
    Tenho aprendido que o silêncio as vezes é a melhor arma que se pode utilizar.E que temos que deixar cada um viver o seu processo no seu tempo.

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    • Marcela, comigo aconteceu exatamente igual. Quando eu falei que iria me aposentar cedo, riram na minha cara kkk. E quando insisti que era possível, me deram um coice dizendo que “eu e o mundo inteiro queremos”, e que “vivo uma vida de utopia”. Pois bem. Como você bem escreveu, o silêncio é a melhor arma. Nós duas sabemos que é possível aposentar cedo. E mesmo que não fosse possível aposentar cedo, é possível ter um patrimônio relevante para ter uma velhice tranquila. Acredito que algumas pessoas das quais amamos profundamente, só entenderão que fizeram a escolha errada quando for tarde demais. E quando esse momento chegar (e pode ter certeza que irá chegar), não julga-los, e como você escreveu, tentar compreender que o processo de aprendizagem é diferente para cada um. Agora para os colegas de trabalho, daremos um sorriso bem largo e dar um tchau, quando for nosso último dia de trabalho rsrsrs. Beijo.

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      • O mais incrível é que mesmo não sendo fire eu já vivo essa realidade.Estou em um ano sabático enquanto meus colegas estão desesperado com salários e com o futuro.No momento estou cuidando da minha saúde mental e estudando para migrar de profissão e empreender.

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        • Veja só você, só foi possível você fazer isso (migrar de profissão e empreender) por conta da reserva financeira que possui. Negligenciar e diminuir a importância financeira na vida, é viver eternamente na corda bamba, com medo do que pode acontecer no passo seguinte. Pessoas que ganham um salário bom, estão com medo, porque não pouparam nada. Meu marido por exemplo, só trabalha na área que ama, pois temos reserva financeira. Sem essa segurança financeira, nada disso seria possível. Beijos.

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  11. Não tenho palavras para dizer o quão enriquecedor foi esse texto. Mesmo pensando igual no sentido de “voar abaixo do radar”, ler alguém compartilhando da mesma ideia de maneira tão inteligente consolida e aperfeiçoa toda essa ideia, fazendo a gente sentir menos alienígena.
    Trabalho no mundo público e é tão evidente pessoas reclamarem diariamente do salário, da atuação pífia dos sindicatos, dos consignados, que esquecem a atual faixa salarial brasileira que estão. Claro, não são todas áreas e cargos do funcionalismo que ganham bem, mas mesmo os que ganham sempre reclamam, pois utilizam como parâmetro algum outro cargo que ganha mais.
    Como estão em um cargo com certa estabilidade, falar em aposentadoria precoce é um absurdo na maioria das vezes, sem contar os julgamentos só de se atrever a pensar nisso. Até um dia que, como tudo muda muito rápido (troca de setor, chefe, carência de servidores), a atividade se torna desgastante e insustentável, injusta, mas você não pode fazer muita coisa a não ser se submeter inteiramente a situação, pois é totalmente dependente do salário mensal para manter todos os custos que possui.
    Como é saudável mentalmente saber que, se precisar cair fora de algo que está drenando toda sua saúde, embora sua renda caia temporariamente, você não passará necessidade e poderá se manter até se realocar no mercado. Igualmente, dá uma segurança enorme em se insurgir a mandos e desmandos absurdos da chefia e não aceitar assédio moral. Embora nunca devemos admitir isso, sempre há um enorme medo de sofrer algum processo disciplinar, ainda mais por existir muita politicagem.

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    • Oi Bruno, como eu também tenho um emprego público, vivemos numa realidade muito parecida. No momento do café, por exemplo, onde alguns setores se encontram, o que mais ouço é reclamação sobre tudo. Desde esposa, salário, chefe, trânsito… Quando eu ainda tentava convencer alguém sobre a importância de poupar dinheiro para o futuro, já que não temos aumento salarial, nem reposição da inflação, nem plano de carreira, as pessoas tentavam me desmotivar. E quando não conseguiam me desmotivar, começaram a tentar desmoralizar, dizendo que sou mão de vaca, sovina, que só penso em dinheiro, etc. Depois que comecei a voar abaixo do radar, fico só ouvindo e tentando absorver as experiências alheias para não fazer o mesmo, é como se fosse uma aula do que não fazer (gastar dinheiro loucamente, comprar coisas desnecessárias, viver um ou dois padrões acima do que o salário suporta, ficar só reclamando da própria vida e da vida dos outros etc). A tranquilidade financeira que temos em um momento de pandemia como a que estamos passando, foi fruto de ter feito diferente do que a maioria fez. Beijos.

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      • Também sou servidora pública e me sinto da mesma forma. Ainda não poupo para o fire, estou investindo nos meus estudos por pretendo alcançar um cargo melhor. Mas pela falta de maturidade acabo dizendo meus planos para pessoas que não deveria. E ainda me afeto pelo que as pessoas dizem e me desanimo. Falar menos e fazer mais é o segredo, preciso mudar esse (mal) hábito de falar demais.

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        • Oi Rosa, também já fiz muito isso, rsrs. É inevitável, não é mesmo? A gente fica feliz e quer compartilhar novos conhecimentos, nossos planos para as pessoas ao nosso redor. Eu demorei muito tempo para entender que o melhor é não contar. Custou muitas dores no estômago, porque não entendia como alguém poderia desejar infelicidade para os outros. Até que descobri, que mais difícil do que encontrar amigos que te apoiem quando está com dificuldades, é encontrar amigos que fiquem felizes genuinamente com o seu sucesso. Isso sim é difícil. Beijos.

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  12. Entendo bem essa sensação. Em geral guardar um pouco do salário não acho que é mal visto, mas guardar grande parte dele, vivendo abaixo do seu patamar, é sim mal visto. Se vc falar que é porque vc quer aposentar cedo, aí vc vira uma aberração, querem te por uma camisa de força e mandar pro manicomio. Que bom que vc tem algumas poucas pessoas com quem partilhar essa jornada tao incompreendida, esse universo paralelo em que vivemos.

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    • Oi Vagabundo, é justamente isso que você escreveu. Guardar um pouco não é mal visto, mas guardar muito dinheiro, é muito mal visto. As pessoas querem cuidar da vida e do bolso alheio rsrsr. A minha grande sorte é que meu marido é meu companheiro de estrada, ele é a pessoa que mais me encoraja e caminhamos juntos, firme e forte. Dizemos que essa jornada só vale a pena porque estamos juntos, então o casamento sempre foi, e sempre será a nossa prioridade número 1. Beijos.

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    • Verdade Nana. É algo muito estranho de se fazer, não poder mostrar quem de fato somos. Eu percebo um padrão comportamental das pessoas quando tentamos algo diferente. E esse diferente, nem é assim, coisa grande. Por exemplo, quando eu resolvi que iria perder peso, algumas pessoas tentaram me desmotivar, dizendo que eu já era magra (depois que engravidei, não consegui perder 10kg que tinha ganhado), que eu não precisava, que era melhor eu ficar do jeito que estava. Quando eu comecei a emagrecer, uma pessoa ficou muito incomodada e começou a falar que a sociedade impõe as mulheres a emagrecer, que isso era errado, que eu estava errada em querer voltar ao peso de quando era mais jovem, porque eu não era mais jovem bla bla bla. Mas quem disse que eu estava emagrecendo para a sociedade? Eu estava só querendo voltar ao peso que eu tinha, pois além das minhas roupas estarem extremamente apertadas, estava me sentindo mal com o meu corpo. Enfim, depois dessa, nunca mais falei nada quando estava perto dessa pessoa. Beijos.

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  13. Oi Yuka, que saudades de ler e comentar aqui. Na verdade eu andei lendo rápido nas últimas semanas e não consegui absorver nem comentar mas já vou resolver isso já.
    E eu adorei essa expressão de voando abaixo do radar! É muito interessante, serve mesmo pra situação.
    Sabe, eu uma vez cheguei a ficar triste, de verdade, de chorar, por achar que não tinha com quem falar sobre independência financeira, sobre não achar normal perder minha saúde por um trabalho que não gosto pra comprar coisas que eu nem tinha certeza se precisava, e principalmente por ver pessoas que amo fazendo besteira atrás de besteira em termos de dinheiro. Aí chorei, passou e ok. Parece que precisava só viver aquilo e passar. As vezes eu ainda tento falar alguma coisa com alguém mas sinto que não me entendem e que acham que sou doida. Então estou começando a entender e achar que o melhor é realmente voar abaixo do radar alheio.
    Hoje, estava comentando que não acho normal pagar o valor de 3 apartamentos, sendo que só comprei 1, e que por isso estou me esforçando para amortizar o financiamento…. Aí a única coisa que escuto é: mas se não fosse assim ia comprar como? Pois é, hoje eu nem sei se compraria! Aí que está a questão, com o que eu sei hoje eu nem sei se compraria, e talvez se fosse comprar teria esperado e economizado mais e dado uma entrada maior e financiado menos… Mas… No fim tudo é aprendizado.
    E eu que estava devendo comentou aqui já falei até demais.
    Amo seus textos. Obrigada. Beijos.

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    • Oi Ariane, verdade, faz tempo, né? Olha, também já passei por isso, é bem triste mesmo perceber que ninguém te compreende, que não tem com quem falar essas coisas, compartilhar truques, ideias, dificuldades. Eu acabo fazendo isso virtualmente, aqui no blog, porque de fato, é difícil mesmo encontrar pessoas que não nos julguem. Tem um texto bem legal, do livro Aquilo que realmente importa. Eu ainda não li, está na minha lista de leituras, mas o André do Viagem Lenta já leu e indicou, inclusive cita um trecho bem interessante do livro que vou colar aqui: “Eu sempre gostei de pensar que quando a gente vem à vida recebe uma estrada desconhecida à frente e uma mala de viagem. E, exatamente por isso, é muito fácil acreditar que o objetivo de estarmos aqui é encher a mala ao máximo, como se isso fosse a prova irrefutável de que a viagem foi um sucesso. Assim passamos a jornada nos preocupando em acumular posses e, percebemos aflitos que a mala nunca fica cheia o bastante. Então continuamos insistindo e a enchendo mais e mais e não notamos que com isso ela vai se tornando cada vez mais pesada e difícil de carregar. Quando nos damos conta, estamos a arrastando pelo caminho e perguntando por qual razão estamos tão cansados. A verdade é que há um truque nessa mala: no final da estrada, descobrimos que ela não segue viagem conosco. A gente pode tentar preenchê-la com o que quiser, mas quando acaba a temporada aqui, tudo o que podemos levar é o resultado de nossas ações. A gente só leva da viagem a consciência da viagem que se fez. Todo o resto fica. A mala não é o objetivo, a estrada o é. Você pode aproveitar o caminho, ou se arrastar por ele. É uma questão de escolha.” Beijos.

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      • Verdade… na verdade, acho que se formos lá no íntimo de cada questão tudo é uma questão de escolha.
        E o que não para de crescer é a lista de livros para ler rsssss adorei a indicação, pelo menos o trecho que citou já dá vontade de ler o restante. A mala de bagagem desnecessária quero deixar cada vez mais leve mas a lista de livros….
        Ah e o seu blog é realmente um espaço onde a gente se sente bem, é muito bom, dá pra conversar, trocar ideias. Obrigada!!
        Beijos!

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  14. Olá. Obrigado por compartilhar.

    Eu também vivo muito abaixo do que poderia. Tenho um excelente cargo na justiça Federal e meu carro é um fiat uno 2009….o mais barato dentre os meus vizinhos. Nem ligo. Eu tenho 51 anos e devo me aposentar aos 62, mas não me preocupo com isso. Quero ficar em atividade até o último dia da minha vida, e por isso escolhi a música para isso. Abraços.

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  15. Texto muito bom, eu sempre tive esse estilo de vida, vivendo abaixo do nível da renda atual. Foi esse “jeitão” de viver que tornou possível empreender/investir, hoje com 30 anos, continuo trabalhando por estar jovem ainda e aumentar meus aportes carteira que busco renda passiva. Mas quem me olha na rua, não faz ideia do patrimônio que venho acumulando. Nas redes sociais sou um “carinha comum”, meu carro tem 10 anos de uso, roupas de marcas aleatórias, etc. Coisa boa é estar tranquilo num período como março/202 até presente data…vários em um mega stress total, e a gente respirando de forma serena.
    Abraço!

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    • Oi Semeador, o bom é exatamente isso que você escreveu “quem me olha na rua, não faz ideia do patrimônio que venho acumulando” rsrs. Quem olha pra mim e para o meu marido, também não dá nada pra gente rs. E isso é maravilhoso. Eu sempre lembro do livro “O milionário mora ao lado”. Beijos.

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  16. Para possuirmos um destino diferente da maioria das pessoas, precisamos ser diferentes. Não há outra opção.

    Em 2008/2009, eu já possuía um excelente salário e tinha um cargo legal na empresa. Foi aí que resolvi comprar um apartamento com meu dinheiro do FGTS. Dois quartos: afinal, não era casado na época e minha filha morava com a mãe em outra cidade.

    Muitas pessoas torceram o nariz com minha escolha. Simples demais para meu salário.

    Após essa década perdida na economia, vi ex-colegas perderem o emprego, sem tempo para pensar em continuar desempregados, alguns em desespero aceitando qualquer emprego que aparecesse.

    Antes, eles não aceitavam um apartamento de dois quartos. Pequeno demais…

    Ainda bem que éramos diferentes!

    Excelente texto, Yuka!

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    • Oi André, com certeza, há até uma frase bem famosa atribuída ao Einsten “insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Já estamos cansados de saber que não podemos contar com o INSS, e mesmo assim a maioria das pessoas continuam torrando o dinheiro em coisas supérfluas. Esse dinheiro irá fazer muita falta lá na frente. Veja você. Fez diferente e comprou um apartamento considerado modesto para os padrões de quem recebia um salário que nem o seu. Hoje está aposentado há 10 anos rsrs. O segredo é fazer diferente mesmo. André, vou mandar um e-mail pra você daqui a pouco. Beijos.

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  17. Olá, são otimas suas reflexões.
    Eu observei como as pessoas são invejosas e maldosas com o tempo, assim como vc…
    Fico boa parte do tempo em casa, e para muitos é inconcebivel que uma pessoa consiga ganhar a vida dessa forma. Posso dizer que consigo fazer meu trabalho via internet da mesma forma como faria presencialmente. Não tenho que bater ponto, só tenho que entregar o serviço daqui a 3 dias uteis por ex. Então como modéstia a parte aprendi a ser eficiente, tem dias que nem trabalho.
    Uso o tempo para pensar, ler, estudar sobre investimentos (um hobby muito lucrativo que aprendi a gostar é investir em ações, mas como buy and hold, raramente faço trades). Estudar como fazer o dinheiro trabalhar para vc. Ócio criativo.
    A cada 2 ou 3 dias saio de carro cedinho. Já ouvi um ou outro comentar (sem saber que eu ouvia) que “o fulano, que é jovem, só trabalha a cada 2 ou 3 dias e já volta na hora do almoço ou começo da tarde”.
    Imagina se eles soubessem que esses são os dias que saio para correr, fazer compras no supermercado, jogar basquete ou passar no shopping…
    E segue a corrida dos ratos…

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    • Oi Marc, custa a acreditar, mas com o tempo a gente vai entendendo que nem todo mundo quer o nosso bem. Sou que nem você, se tem uma coisa que me foi muito útil, foi estudar investimentos. Foi um hobby realmente muito lucrativo e eu, que nunca gostei de estudar, compreendi que quando temos assuntos de interesse, o estudo se torna algo muito agradável. Fomos ensinados a acreditar que quem não trabalha pelo menos 8 horas por dia é vagabundo, mesmo sabendo que não é todo mundo que trabalha essas 8 horas de fato. Navegam na internet, fazem compras online no expediente de trabalho, pagam contas, usam o telefone da empresa para resolver problemas particulares, mas estão lá, 8 horas “trabalhando”. Dá a impressão de que é mais importante fingir que está trabalhando do que mostrar produtividade. Beijos.

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  18. Acho que tem uma questão de faixa etária nessa preocupação/importância com o que os outros acham das nossas escolhas. Eu sou mais velha que a média dos comentaristas, acho (tenho 50 anos) e já desapeguei dessa coisa da opinião alheia sobre o que eu faço com o meu dinheiro ou o jeito que eu crio a minha filha. Até uns anos atrás, eu me sentia mal em ser criticada pelo modo que cuidava da minha vida, mas de um tempo para cá, larguei de mão mesmo. Afinal, o que os outros acham de mim não é da minha conta. Procuro não criticar os outros e só dar opinião ou conselho quando me pedem e olhe lá. Eu trabalho em um local onde todos ganham o mesmo salário e é interessante ver como o modo de lidar com o dinheiro pode ser diferente e está fortemente ligado às origens das pessoas. Quando passei no meu primeiro concurso público, eu tinha ideia de ficar só um tempo, juntar dinheiro e ir fazer outra coisa da qual eu gostasse. Acabei fazendo outro concurso, em um lugar melhor, tanto em relação ao trabalho quanto ao salário e já estou lá há 22 anos. Não vejo como o trabalho como suplício, nem como escravidão, talvez seja herança das minhas origens protestantes, essa questão da ética protestante do trabalho sempre foi forte na minha família, assim como a austeridade no trato com o dinheiro. O que me incomoda mesmo é a carga horária, e realmente não trabalho menos horas porque quero uma vida confortável hoje e também um futuro tranquilo. A busca pelo equilíbrio entre os dois é o meu foco.

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    • Oi Daniela, uma das minhas melhores amigas que tem a sua idade, também fala a mesma coisa, que quando somos mais jovens, damos mais importância para o que os outros falam. Que conforme a idade vai passando, a gente vai parando de se importar com a opinião alheia. Também concordo com você, como você escreveu, o equilíbrio é o segredo de tudo! Beijos.

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  19. Seus posts são sempre brilhantes, Yuka.
    Adorei a analogia com os aviões hehe.
    Olha, acho que já comentei algumas vezes por aqui, sobre meus funcionários terem carros melhores que o meu, e casa melhor que a minha.
    Infelizmente não há educação financeira obrigatória no Brasil, e o brasileiro “médio” não se interessa por finanças.
    Este cruzamento catastrófico faz as pessoas quererem comprar bens que não tem condições de ter, viram pagadores de juros desde cedo.
    Chega a ser um pouco trágico. Ainda bem que o conhecimento de finanças tem sido cada vez mais difundido. Mas, infelizmente, ainda é buscado por poucos.
    fico cada vez mais feliz por ter escolhido o lado de cá. De “recebedor” de juros, vivendo sempre abaixo do padrão determinado pela sociedade.
    Parabéns por também estar do lado de cá.
    E o mais importante: você sabe viver a jornada. Isso é essencial.
    Um grande abraço, Yuka.
    Stark.
    http://www.acumuladorcompulsivo.com

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    • Oi Stark, eu sempre lembro do livro O Milionário Mora Ao Lado. Já leu? Somos nós! rsrs. Vivemos abaixo do padrão, estamos camuflados e nos misturamos com pessoas que nem imaginam que somos investidores. Isso é tão bom rsrs. É bom não precisar provar nada pra ninguém, não precisar ser melhor do que ninguém, não entrar no jogo da competição (meu carro é melhor que o seu etc) que as pessoas insistem em entrar. Um grande abraço pra você também!!!

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  20. Olá, Yuka! Parabéns por mais este texto, seus posts são demais!

    E esse em questão me identifiquei tanto… 😉 Sinto-me nessa mesma vibe que você, poucos sabem que eu invisto, amo a frugalidade, sempre abaixo do radar mas empenhado na meta FIRE.

    Ps. eu a acompanho desde inicio de 2019 e já comentei teu blog como anônimo, mas agora que estou ativamente no meu… faço o comentário com o mesmo rsrs

    Abs, até!

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    • Oi One, que bom que tem um blog, assim fica mais fácil para identificar as pessoas nos comentários. Sobre voar abaixo do radar, eu já falei muito sobre investimento pra muita gente, e sei que isso é natural da empolgação inicial. É como se tivesse descoberto algo tão básico, mas que ninguém comenta! O poder dos juros compostos. Mas enfim, passado a empolgação rs, o melhor que podemos fazer é sermos discretos rsrs. Beijos.

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  21. Yuka, você é das minhas…sabia menina?! Muito boa a abordagem do seu texto.
    Eu também compartilho esses mesmos pensamentos e atitudes que você. Estou fora das redes sociais há anos, vivo minha vida modesta sem sentir necessidade de mostrar nada a ninguém. E muito menos comentar o que eu faço ou deixo de fazer a respeito da minha vida financeira.

    Eu costumo dizer que herdei a “mineirice” da minha saudosa avó paterna, que me ensinou a ser mais simples e a usar o silêncio como forma de proteção em casos como estes citados por você. Ela sempre dizia: “Preste muita atenção! a gente olha para uma pessoa e não sabe o que se passa naquele coração. Observe e cuide de você, mas nunca esqueça de ajudar a quem realmente precisa.”

    Que mulher linda era a minha avó! Não tinha nem o primário, mas aprendeu com a vida a ser discreta.

    Um grande abraço, Yuka!

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    • Oi Fábio, enxerguei nos ensinamentos da sua vó, a minha mãe. São mulheres inteligentes, sábias. Eu digo para a minha mãe (ela não terminou o ginásio) que ela tem um conhecimento que a escola tradicional não valoriza, mas tem uma sabedoria da vida. Acredito que seja o caso da sua vó. Beijos.

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  22. Yuka, entendo super como é incômodo falar de dinheiro e independência financeira com os outros. Estamos começando a contar para os nossos familiares mais próximos e já teve briga e choro. Está sendo traumático! Rs
    As pessoas não entendem, e acham que se vc não faz o mesmo que elas, então está julgando as decisões delas como erradas. Minha sogra se sentiu muito ofendida quando dissemos que íamos no “aposentar”, dado que ela mesmo ainda não se aposentou. Minha irmã ficou muito irritada que eu comprei um apartamento pequeno enquanto ela está se mudando pra um enorme.
    Depois de passar por isso com os nossos familiares mais próximos, voar debaixo do radar, falar o menos possível vai ser a nossa escolha daqui pra frente!
    Beijos Elsa

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    • Ai ai Elsa, estou aqui imaginando a cena… não deve ter sido fácil. O dia que eu declarar minha independência financeira, eu pretendo não falar sobre FIRE. Irei dizer que passarei a trabalhar com internet, que me especializei em alguma coisa, sei lá, design gráfico, qualquer coisa. A priori, para as pessoas, eu estarei “trabalhando”. Assim, não chamo atenção dos outros. As pessoas se sentem ofendidas demais quando decidimos ir para um caminho diferente. É uma coisa doida. Beijos.

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  23. Yuka,

    Gostei muito do seu post tão transparente, sincero e inspirador.

    Como você disse no início, o sucesso incomoda, pois poucos querem trilhar a mesma estrada, embora queiram alcançar os mesmos resultados.

    Falar de finanças sempre foi considerado um tabu no país, mas com a maior disseminação da Educação Financeira, pensei que o assunto fosse se tornar algo de interesse para mais pessoas, para conversas informais. Mas isso não aconteceu, pois ainda predomina a mentalidade de abordar temas como consumo, seriados, filmes, etc.

    Uma pena, pois a corrida de ratos com a intensidade atual continuará existindo por muito, muito tempo…

    Um bom final de semana!

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    • Oi Rosana, sim, apesar do assunto finanças pessoais (e minimalismo também!) estar em alta, é difícil mudar algo que já está culturalmente enraizado. Mesmo sabendo que casa é um passivo, que carro é um passivo, dificilmente as pessoas vão conseguir se desapegar de algo que sempre foi muito valorizado e bem visto no nosso país. É o mesmo na questão do minimalismo. Minimalismo é bonito nos vídeos, nos textos, mas poucas pessoas querem se livrar dos excessos. O excesso faz parte do pacote ostentação rs. Beijos!!

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