Valorizar a FELICIDADE

Fonte da foto: Pixabay – KVNSBL

Hoje vou explicar o motivo de eu escrever tanto sobre felicidade nos últimos meses.

Sabe quando uma pessoa tem uma experiência quase-morte e passa a valorizar a vida?

Ou quando alguém que convive com dores diárias, agradece por todos os minutos que não sente dor?

Ou quando descobre-se que não tem muito tempo de vida e a pessoa passa a valorizar cada minuto da vida?

Eu comecei a valorizar a felicidade, porque quase a perdi, quando minha saúde mental estava abalada. Me perguntava quando eu voltaria a sorrir, se eu voltaria a sentir alegria e felicidade, já que era algo que parecia estar tão distante.

Não é que eu não valorizasse as pequenas felicidades de antes, claro que eu valorizava. Mas antes, sorrir e estar feliz era algo natural para mim, assim como era respirar.

Hoje compreendo que não é bem assim.

A felicidade quando se esvai, vem acompanhada com uma sensação de vazio, de indiferença. Eu vivi uma fase em que colecionei diversos “tanto faz”. Quem conviveu comigo nesse período sombrio, sabe que eu parei de sorrir.

E aí, quando a gente passa por isso, e volta a sentir a felicidade, passa a agradecer e valorizar qualquer felicidade que sente.

E é justamente por isso que hoje, para mim, mais importante do que tempo ou dinheiro, é poder sentir, estar presente, como expliquei no post anterior.

~ Yuka ~

16 Comments on “Valorizar a FELICIDADE”

  1. Bom dia Yuka!

    Me identifiquei muito com as suas palavras, ando passando exatamente por isso que você passou.
    Eu percebi que a felicidade é algo que a gente deve cultivar todos os dias.. Com a nossa vida corrida a gente vai se deixando de lado em prol de outras coisas aí quando a gente percebe a gente vai perdendo o nosso brilho. Eu passei recentemente por essa fase do “tanto faz” até que eu tive uma crise de pânico, aí comecei a questionar o jeito que eu estou levando a minha vida.
    Ainda estou em um processo de cura, mas estou me esforçando pra me olhar com mais carinho, fazer aquelas vontades que eu tinha deixado de lado (por mais simples e boba que fosse), “agradar” a minha criança interior, rezar tem me feito muito bem também.
    É claro, aprendi que temos que viver um dia após o outro!!

    beijos, boa semana!!

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    • Desculpe me intrometer. mas provavelmente suas crises de pânico não tem origem nessas pequenas coisas que você citou.
      Ansiedade e por consequência pânico tem mais haver com outras situações: Excesso de cobrança interna, Perfeccionismo, Aceitar pressões e cobranças exageradas de terceiros, Não saber dizer não, Não saber abrir mão de algumas coisas ou situações, Convivência doentia com outras pessoas.
      Enfim, tem muita coisa que pode ter te levado a chegar no ponto que chegou.
      Essas pequenas recompensas, pequenos presentes, estar presente, tudo tem suas respectivas importâncias, mas isso não substitui as mudanças necessárias para corrigir o que citei acima, entre outras coisas.
      Não use pequenas recompensas como analgésico. Procure detectar o que deve ser mudado e trabalhe pela mudança.

      Boa sorte.

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      • Oi Anon, sim, cheguei a comentar em outros posts a origem dessa ansiedade a pânico que tive, eu sofri violência doméstica dos 3 anos até a minha fase adolescente. Saí de casa mais cedo inclusive para sobreviver. Só que eu nunca quis enfrentar esse trauma em mim. Eu tenho inclusive diversos sintomas de transtorno do estresse pós-traumático quando chego perto dessa pessoa, ou até mesmo quando preciso me aproximar de uma rua em que essa pessoa mora. Tenho trabalhado esse trauma na terapia e não tem sido fácil, pois tenho que encarar a realidade, aceitar o que aconteceu comigo, me acolher, me perdoar, sair do papel de vítima. Sei que tenho um longo caminho pela frente ainda. Obrigada pelo seu comentário, se eu não estivesse fazendo a terapia, acho que não conseguiria compreender por inteiro seu comentário! Beijos.

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    • Oi Karol, é exatamente isso que eu tenho feito comigo também. Outro dia ouvi o autor do livro Exaustão no Topo da Montanha falando que o ao contrário de exaustão não é relaxar… que o contrário de exaustão é mudar o estilo de vida. E isso fez muito sentido. Eu comprei o livro, mas ainda não li. Beijos.

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  2. Olha…. entendo esse post … diversas vezes na minha vida me perguntei “mas pra me me esforçar? Pra q querer algo ? Tanto faz …. tanto faz… ” várias vezes isso me segue desde a infância. Fui mãe há alguns anos e isso reacendeu problemas que tenho e tive com minha mãe. Não tenho contato há mais de década e a maternidade tocou em várias feridas … enfim … valorizar os momentos felizes quando conseguimos curtir algo … fazer as coisas quando ainda queremos fazê-las .. um beijo

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    • Oi Beatriz, eu te entendo, porque a maternidade também tocou em várias das minhas feridas que eu tinha deixado escondido lá dentro de mim durante muito tempo. A terapia tem me ajudado muito, além de leitura de diversos livros sobre o tema. O que me ajudou bastante foi me acolher, não me julgar, aceitar meu passado, acolher minha criança interior (mimar pra valer), recuperar meus hobbies de infância e agora estou na fase de me perdoar (por ter permitido conviver até a fase adulta com a pessoa que me fez tão mal) e de me responsabilizar (a partir de agora, vou tomar as rédeas da minha vida). Espero que você fique bem também. Um beijo!

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  3. Oi Yuka, tô encantada pelos derradeiros posts..

    Realmente viver sem paz não faz o menor sentido, e quantas vezes é a nossa mente que cria a “guerra”.

    Sigo um Mestre que era seringueiro na Amazônia e dizia que era rico, apesar da situação financeira difícil de todos ali da região. Ele dizia que era rico, pois tinha a Paz e que essa é a maior riqueza.

    Bjs,
    Cinthia

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    • Oi Cinthia, valorizar o que já temos é um grande exercício diário. Eu tenho costume de falar “ah que vida boa” toda vez que eu acho mesmo que tenho uma vida boa. Só que eu acabo falando muitas vezes, e em diversas situações, e o engraçado é que a minha caçula também está fazendo isso kkkkk. Quando entro no carro em um dia de muito calor e ligo o ar-condicionado… quando tomo uma água bem gelada… quando vejo as crianças brincando felizes… quando estou deitada no sofá e vejo o marido varrendo a casa… quando pago as contas do mês e vejo que sobra dinheiro…. enfim, a vida por si só pode ser muito boa, desde que a gente pare de ver a felicidade fake propagada pelas mídias sociais.

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  4. Acompanho seu blog há algum tempo. Estou no caminho Fire, utilizando muitas ferramentas como a escuta ativa, minimalismo etc. Ferramentas que você sempre coloca muito bem aqui nesse espaço. É uma leitura que traz serenidade, reflexão, paz de espírito, esperança e outras coisas boas mais…

    Aproveito o ensejo para deixar um convite… uma visita ao Espaço Diállogoos.

    https://diallogoos.blogspot.com/

    Espero que gostem!

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    • Olá Jota, tudo bem? Visitei seu blog, deixei umas páginas abertas para eu ler, muito legal a iniciativa, vejo muitos blogs bons que acabam não atualizando mais, infelizmente, então é sempre muito bom ver novos blogs sobre a jornada FIRE surgindo. Beijos.

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  5. Olá Yuka.
    A gente percebe que o blogueiro alcançou a independência financeira quando para de atualizar o blog. Parabéns pela conquista. Mas faz todo sentido. É na jornada que está a aventura, a descoberta, a dúvida, etc. A chegada é uma nova fase e traz outras questões: o que fazer daqui para diante? Normalmente há uma mudança de padrão de vida. A época de colher os frutos. Mas daí é mais difícil dividir as experiências, porque a “escassez” é fácil de compartilhar. As pessoas, por motívos óbvios, se identificam com ela. Ou ela é vivida ou é temida. A abundância já é mais retrita. Não gera empatia. Estou em momento interessante da minha “jornada” FIRE. Em quatro anos penso que estarei num patamar em que não precisarei mais aportar dinheiro próprio. Apenas deixar render. Mas ainda assim, já sinto a tranquilidade de quem “está com a vida feita”. Junto com essa sensação de que as coisas estão encaminhadas vem outros questionamentos existenciais. E depois, qual será o objetivo? Acho que essa temática também tem seu valor.
    Um abraço.

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    • Oi Nelson, pois é, dei uma relaxada na frequência dos posts, né? Acho que já estudei o que deveria estudar em relação a investimentos, já economizei tudo que podia economizar durante a fase de acumulação, e como por enquanto não pretendo sair do meu emprego, só deixo o dinheiro rendendo. Enquanto isso, parte do valor que ia para os aportes está sendo gastos em viagens a cada 3 meses, passeios ao longo do mês e alguns cursos para as minhas filhas. Agora é a fase de aproveitar e curtir, que pelo jeito você também está quase lá. Um beijo.

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