Educação dos filhos: ensinando a vencer o sistema

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Vejo pais que colocam os filhos em escola intensiva desde os primeiros anos escolares… A criança tem 8, 9 anos, tem que concorrer a bolsa, tem simulado aos sábados, faz cursos de idioma, de instrumento musical, esporte aos sábados e domingos, tudo para entrar entrar em uma faculdade de renome, ter um emprego invejável, comprar casa, carro e constituir uma família.

Isso é sinal de sucesso.

Não que isso seja errado, mas meu foco é outro, quando falo sobre educar minhas filhas para vencer o sistema.

Quero que elas não se iludam em comprar coisas sem necessidade.

Eu não compro tudo o que elas me pedem. Elas não têm tudo o que elas querem no momento que elas pedem. Elas entram nas lojas de brinquedo, já sabendo que não comprarei nada, se não for em datas que estipulamos antes (aniversário, dia das crianças e Natal), então elas não fazem birra, não choram, pois é algo que já entendem que o combinado não é caro.

Como elas não terão acesso a todos os brinquedos que elas gostariam de ter, a alternativa que resta para elas é escolher bem qual brinquedo vão querer ganhar. São muitas dúvidas, muitos meses fazendo escolhas e mais escolhas, até chegar no brinquedo mais desejado, e claro, que tenha até o preço teto autorizado.

Minhas filhas entram nas lojas de brinquedo com felicidade, e não com cara emburrada, com frustração. Olham os brinquedos, escolhem com cuidado, e vão me mostrando as opções que estão gostando mais. Perguntam: “esse é muito caro?”

Para mim, amar é ensina-las a enfrentar o mundo real.

Claro que há pais que possuem condições financeiras para mimar seus filhos, inclusive de bancar seus fracassos financeiros quando adulto.

Eu não tive essa opção, então sempre soube que se fizesse besteira, eu teria que arcar sozinha, o que me fez crescer com responsabilidade em relação às minhas próprias atitudes.

O sucesso do outro pode não ter o mesmo significado para mim

Quantas pessoas ditas “bem sucedidas” estão felizes de fato?

Aliás, o que é ser bem sucedido para você?

Para muitos, ser bem sucedido é ter um emprego que paga altos salários, morar em uma mansão, ter um carrão, viajar sempre para o exterior, e por aí vai.

Sucesso pra mim é diferente.

Para mim, uma pessoa de sucesso é aquela que tem a capacidade de se sentir satisfeita com a vida que tem, sem ficar invejando a vida dos outros. Ser capaz de amar uma pessoa e sentir compaixão pelo próximo. Ter bons e fiéis amigos. Ser capaz de viver por conta própria sem incomodar os outros. Ter boa saúde mental, saúde física e saúde financeira. Ter autoconhecimento. Ter equilíbrio emocional.

Eu busco esse segundo tipo de sucesso para mim e também para as minhas filhas. Esse é o meu conceito de sucesso. E é em busca desse sucesso que eu tento educa-las.

Daí vocês começam a juntar o quebra-cabeça e entender, o motivo de eu ter colocado as meninas em uma escola pública do bairro. Vejam bem, não é uma escola pública qualquer, eu procurei uma escola pública de qualidade, onde podia ter mais chances de ter esse diálogo.

É neste convívio escolar que nossas filhas nos veem conversando com a diretora da escola, nos oferecendo para ajudar, a fazer parte da Associação de Pais.

É com o nosso exemplo que elas aprendem que a união faz a força, que um pai não faz nada sozinho, mas que juntando diversos pais, somos capazes de ajudar na manutenção da escola, equipar a sala de informática, comprar bons livros para a biblioteca, reaproveitar uniformes para os alunos novos.

Elas aprendem a negociar, a dialogar, a lutar pelos direitos e a reconhecer o quanto juntos somos fortes.

Há algum tempo, o Aposente Cedo fotografou o trecho do livro que ele estava lendo: Propósito, de Sri Prem Baba. Diego, peço licença para usar sua foto, da mesma forma que fez muito sentido para você, fez muito sentido para mim também:

livro

Coisas são coisas

Significa que não quero que elas achem que coisas são mais importantes que pessoas. Que ninguém pode se sentir mais importante por ter mais coisas.

Eu vejo pessoas tratando mal quem ganha menos, quem tem uma profissão menos valorizada pelo mercado. Vejo pessoas tratando de forma indiferente os porteiros do prédio, falando com desdém com os funcionários da limpeza, desvalorizando a pessoa que luta para sustentar a família vendendo bala no farol, e isso dói.

Tenho focado muito em 4 questões quando educo as minhas filhas: respeito, foco, escolhas e a importância de saber esperar para ter algo.

Precisam entender que ninguém é melhor do que o outro só por ter mais dinheiro ou mais posses.

Precisam entender que quem quer tudo, não faz nada direito.

Precisam entender que na vida precisamos fazer escolhas e aceitar as renúncias.

Precisam entender que é preciso ter paciência para ter algo.

Ensino sobre doar para os mais necessitados.

Ensino sobre compartilhar coisas.

Que não precisamos comprar por comprar, nem gastar por gastar.

Escrevi um post em 2019, contando um pouco da minha experiência sobre esse assunto. Quem tiver interesse, segue o link: A importância de ensinar as crianças a compartilhar

Presenteie com experiências

Ano passado, minhas filhas acabaram ganhando mais presentes do que eu gostaria (de familiares), e com isso, decidi perguntar se este ano, elas não gostariam de ao invés de ganhar um brinquedo, ganhar experiências para criar memórias em família, como ir num parque de diversões ou fazer uma pequena viagem. E para a minha alegria, as duas aceitaram.

Se colocar na ponta do lápis, comprar o brinquedo sairia bem mais em conta. Mas aqui, estou tentando ensinar que ao invés de ter, podemos sentir. Que ao invés de uma alegria solitária, a alegria compartilhada é muito melhor.

Para mim, tem muito mais valor um dia de muita animação em família do que pagar um brinquedo e depois de algumas semanas, ver esse brinquedo encostado em algum lugar da casa.

Claro que elas terão que trilhar o próprio caminho, esse, aliás, será a escolha delas.

Mas o que eu quero, é que elas tenham acesso à informação que eu não tive.

Não importa se elas vão seguir ou não os meus passos. Elas irão escolher o que elas querem, errar e acertar, mas pelo menos saberão que não há um único caminho a ser seguido. Não esse caminho da competição, não o caminho da ostentação, não o caminho do consumismo em excesso.

Quero apresentar o caminho que eu e meu marido temos trilhado há tempos: o caminho de viver com simplicidade e ter a liberdade de escolha graças à independência financeira.

~ Yuka ~

37 Comments on “Educação dos filhos: ensinando a vencer o sistema”

  1. Bom dia!

    Todo domingo leio seus textos e adoro! Especialmente a leitura de hoje fez muito sentido para mim, sou mãe e educó minha filha com essas similaridades. Hoje ela tem 13 anos e já posso colher os frutos dessa educação que desde pequena eu busco dar pra ela.
    Sem dúvidas como mãe fico muito honrada em ensinar pra ela formas diferentes de viver a vida.
    Grande beijo

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    • Oi Isis, sim, cada um tem que encontrar o que é bom para a sua família, eu e você temos o mesmo conceito de sucesso. Também espero que minhas filhas absorvam pelo menos um pouco do que tento passar para elas. Um beijo!

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  2. Olá Yuka

    Estou passando pela fase gostosa de educar meus filhos pequenos e surgem várias escolhas a fazer.

    Quero ensinar pelo exemplo e oferecendo experiências para eles crescerem se divertindo muito.
    Adorei tuas opiniões

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    • Oi Mateus, eu vejo que o minimalismo é um grande aliado na educação das crianças (e dos adultos também). Não é deixar de comprar, e sim, comprar o que mais gosta, nem que para isso, espere um pouquinho. Veja como é gostoso esse tipo de ensinamento para as crianças. Minha filha está doida por um estojo de escova de dente da Peppa Pig. Ela veio perguntar para mim assim: “mamãe, quando a minha escova de dente ficar velhinha, será que posso comprar aquele estojo da Peppa Pig, é muito caro?” Que coisa linda, né? E eu digo que dá sim, falei para escovar bem os dentes todos os dias, que em breve compraríamos aquele estojo que ela tanto quer. Eu tenho condições de dar agora se eu quisesse, mas isso faria com que jogássemos a escova que ela usa hoje, que ainda está nova. Ela já sabe que compramos quando estamos precisando, e como fazemos isso, temos condições de comprar o modelo que ela mais deseja. Ela fica satisfeita, nós também, e ainda deixamos de desperdiçar. Beijos.

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  3. Yuka, mais um texto seu que sem dúvida nos faz refletir muito.

    Tenho passado por um período de muitas reflexões sobre a minha vida, sobre quem eu sou e quem eu estou me tornando. Confesso que tenho feito muito essa coisa de me comparar com os outros e com frequência isso nos faz sentir “inferiores”, de alguma forma, mas acabo esquecendo que cada história é uma história, cada pessoa teve uma infinidade de variáveis que colaboraram para ela ser o que ela é. O trecho do livro é perfeito: ninguém sabe o que é melhor para nós do que nós mesmos.

    Abraço.
    https://engenheirotardio.blogspot.com/

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    • Oi Engenheiro, meu amigo, não se compare com os outros, isso não terá fim. Compare com você mesmo. Como você era há 1 ano? E há 5 anos? Como era a sua situação financeira há 10 anos? Onde você morava há 5 anos, e onde você mora hoje? Quantos livros leu nos últimos anos? Tenho certeza que você evoluiu e conquistou muita coisa. Para alguns, o que eu conquistei pode não ser nada. Mas eu sei onde eu estava há 7 anos, e sei como eu evoluí durante esse período. É a sua régua que você deve utilizar para fazer essa medição, e não a régua dos outros. Um grande beijo”

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  4. Lindo texto Yuka. Me fez abrir os olhos para a criação do meu filho. Ele ainda precisa passar por muitas dessas fases no futuro. Levarei em questão tudo o que escreveu. Obrigado por compartilhar.

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  5. Maravilhoso te ler. Amei o texto.
    Penso igual. Crio meu filho buscando mostrar a ele o caminho de um homem de bem.
    Espero que ele seja melhor que eu, mas não crio expectativas, pois será a vida dele, mas se puder passar o máximo que eu puder ele terá a oportunidade de fazer as escolhas, e não somente seguir a manada.

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    • Oi AC, vou ler a matéria, mas já concordo com o título, sim, somos julgadas o tempo inteiro, agora resta aprendermos a dar um f*oda-se (de forma respeitosa, claro rs) para a opinião dos outros, já que quem cria os filhos somos nós. Beijos.

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  6. Vivo no constante dilema de saber ontra traçar a linha do quê dar e o quê não dar para minha filha. Um dia destes ela viu um cabine de tirar foto aqui nos Estados Unidos (estamos de férias aqui) e pediu para tirar uma foto comigo. Disse que não, pois era muito caro ($5 dólares que para nós vira 30 reais). Na semana seguinte, ela parou novamente diante da cabine e pediu. Foi dado o tempo para ela esquecer disso e, ainda assim, o pedido voltou. Pensei comigo: “não vou carregar esse remorso a vida toda!”. Aí nasce o eterno dilema: ceder ou não ceder. Não quero voltar para o Brasil e ouvir, daqui há 3 meses, o mesmo pedido. Aí já será tarde. Resumindo, entrei na cabine. Apertamos os botões e fizemos caretas e rimos muito. Pegamos as fotos e voltamos para casa. De noite ela me agradeceu e disse que tinha visto isso no desenho da Pepa. Procurei o desenho no youtube e lá estava a Peppa com o papai Pig fazendo careta na photo booth.

    Quando vou ao shopping não entro em lojas de brinquedos. Com 4 anos de idade ainda temos como evitar isso. As poucas vezes que entramos ela viu brinquedos lindos e caríssimos e nós negamos. Aí os pais voltam para casa com coração apertado com o dilema: estou ensinando? ela entende? Nós sempre pedimos para ela colocar na lista de desejos para darmos nos dias de presentes. Até hoje ela me pede o helicóptero da Skye que ela viu na Ri-Happy.

    Ontem, em uma praia, ela pediu para descer no escorregador que custava 6$. Desta vez demorou menos para eu chegar à mesma decisão: vou ceder. Não queria que ela ficasse pensando naquilo o tempo todo. Ceder ou não ceder? Em seguida, pediu um outro brinquedo e eu tive a coragem de dizer: “hoje papai só tem dinheiro para 1”.

    Existe a teoria do pêndulo: Se puxarmos demais para o minimalismo e economia financeira, será que na vida adulta não serão perdulários para compensar?

    Dilemas de pai.

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    • Zé Gotinha vou falar sobre a minha experiência infantil. Eu sempre amei filmes e, sobretudo, ir a matinê aos domingos em minha cidade Qdo isso acontecia nunca era sozinha, ou eu ia com minha avô – qdo era mto menor – ou com um amiguinho – qdo já era maior. Quem me dava dinheiro para isso era meu pai e nem sempre ele cedia, algumas vezes qdo eu pedia ele dizia: hoje papai não tem. Nunca fiz birra, nunca chorei ou me lastimei, porque eu sabia que de outra vez ele daria, eu entendia isso. Sempre quis uma boneca com cabelos, mas só ganhei qdo fiz sete anos; tb quis uma que falava – essa eu nunca tive e não fiquei frustrada ou traumatizada por isso. Para vc entender bem o que eu quero dizer saiba que eu tinha mtos brinquedos, que eu cuidava mto bem deles, que os tive até a adolescência e que meu pai podia comprar tudo isso e mto mais, mas ele agia com parcimônia porque queria que eu entendesse que na vida nem sempre eu teria o que quisesse – devo dizer que aprendi mto bem a lição. Boa sorte com sua filhinha! ( Acho que parque de diversão é diferente, pois qdo eu ia a algum sempre andava nos brinquedos que desejava e não fiquei mimada por isso.)

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      • Oi Márcia, eu acho que isso de não ceder, é muito importante para os filhos, assim como seu pai fez com você. Hoje é um pirulito, amanhã é um celular, depois será um carro, um apartamento… o pai vai falindo e o filho achando que o o pai não tá fazendo mais que a obrigação… e a criança que nunca ouve não, cresce não sabendo ouvir um não. E na nossa vida real, o que mais ouvimos é não, né? rsrs. Minhas filhas gostam muito de ir no Mc Donalds, claro pra pedir o lanche que vem brinquedo. Eu poderia ir sempre que elas pedissem se quisesse, mas falei que só podemos ir depois que entrar o salário do mês. Então elas esperam pacientemente, e perguntam de vez em quando, seu salário já entrou? Essa espera é saudável, cria uma expectativa gostosa, e quando compramos, vira um evento familiar, e elas ficam muito felizes, muito mais felizes do que se eu comprasse toda semana. Um grande beijo!

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    • Oi Zé Cotinha, ceder e não ceder é uma eterna balança para os pais. Eu confesso que tenho uma certa facilidade em dizer não para as minhas filhas, mas talvez porque na minha cabeça, eu defini como gastar o nosso dinheiro. Então por exemplo, brinquedos, elas ganham em épocas festivas. Roupas e calçados, compro somente o necessário. Já caderno, caneta, folhas brancas, canetinha, massa de modelar, tinta guache, lápis de cor, papeis coloridos e cola, tem em casa sempre, acabou eu já reponho o estoque, porque sei que isso eleva a criatividade delas. Quando vamos no parque, elas sempre pedem pipoca do pipoqueiro, esse eu não compro sempre, mas já estabelecemos que podemos comprar algumas vezes, e nas outras vezes fazemos piquenique levando alimentos de casa. Eu sou uma pessoa que gosta de ver vitrines de loja, então deixo elas entrarem nas lojas de brinquedo e se divertirem lá dentro, pois olhar também é uma grande diversão para elas. Tento ensinar que não precisa comprar sempre. Como elas sabem a regra da casa, elas se divertem escolhendo qual brinquedo é o mais legal. Agora, quando viajamos, costumamos não economizar. Elas comem o que querem, fazemos passeios, compro algo que elas estão querendo, pois é um período de válvula de escape. Se é algo único, também cedo, por exemplo, algum evento ou brinquedo que vem e fica na cidade por um período e depois vai embora. Como também sei que comer na rua é algo que criança gosta bastante, em dias de calor, a gente acaba liberando sorvete para as meninas (não todas as vezes, claro), enfim, é como disse no início, um eterno cede ou não cede rsrsrs. Beijos.

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    • oi Zé Cotinha, entendo a tua dúvida e meio que sou a confirmação disso aí.

      Venho de família simples, e o meu pai foi sempre muito pão duro. Pão duro no sentido de não gastar o dinheiro com sabedoria, economizando em itens de péssimo custo benefício. Em compensação, a minha mãe era meio o contrário, gastava tudo que ganhava (não que ganhasse muito), mas também sem muito critério. Enfim, quando eu comecei a trabalhar, gastava tudo o que ganhava e custei bastante a ter uma relação mais saudável com o dinheiro.

      O que funcionava com a minha filha era combinar antes de sair de casa o que íamos fazer, principalmente se fosse ir comprar algo. Às vezes ela pedia algo fora disso, mas não ficava fazendo escândalo se não ganhava. Se eu achava caro eu dizia não mesmo, que era caro e comparava com o preço de outras coisas para ela ter noção. Nunca dizia que eu não tinha dinheiro – até porque eu tinha – porque o fato de eu ter o dinheiro para pagar não quer dizer que eu precise pagar aquilo.

      Agora que ela tem 11 anos já aconteceu mais de uma vez dela pedir algum presente e quando começamos a ver os preços ela mesmo mudar de ideia porque acha que não vale aquilo. Aconteceu também no ano passado que o celular dela caiu e quebrou. Nós combinamos que íamos comprar outro e que ela ia pagar a metade (ela ganha dinheiro de mesada e de presente dos tios e avós). Em um primeiro momento ela escolheu um super caro, porque era roxo. Eu achei que era caro e tal, mas não falei nada, deixei para decidirmos no dia seguinte. Ela pensou melhor quando viu quanto ia ter que pagar e mudou de ideia. Compramos um intermediário, que atendia perfeitamente as necessidades dela. Se fosse só o nosso dinheiro, talvez tivesse batido o pé e ficado insatisfeita porque não tinha ganhado o que queria. Enfim, a gente vai aprendendo junto, e nem sempre o que funciona para uma criança funciona para outra.

      abraço,

      Daniela

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  7. Ótimo texto Yuka! Concordo com as posições apresentadas no post e penso que dar o melhor para o filho pode ensinar o filho que se não tiver tudo do melhor não se sentirá completo…temos que ensinar desde cedo os filhos que nem sempre teremos tudo que queremos, mas que se queremos mesmo algo temos que lutar por ela. Espero conseguir fazer isso que quando chegar o momento. Uma coisa é a teoria e outra é a prática…Saber conciliar sucesso e fracasso será uma qualidade indispensável nessa nova geração que virá.
    Grande abraço e obrigado pelos ensinamentos…

    VVI – vvibr.blogspot.com

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    • Oi VVI, essa geração nova parece ter muita dificuldade de ouvir um não, e também a ter foco em alguma coisa, e isso é preocupante. Bom, minhas filhas ouvem bastante não rsrsrs, mas entendem que “não” é diferente de “nunca”. Acho essa espera extremamente saudável, e vejo com bons olhos quando elas entendem que esperando um pouquinho, podem ganhar algo. Um grande beijo!

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  8. Yuka, você já leu ‘A morte de Ivan Ilitch’?

    Acho que traz de uma forma muito elegante todas essas questões sobre o que é importante na vida. Um livro curtinho, mas transformador.

    Boa semana!

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  9. Yuka, me adota? Hahahaha
    Que post inspirador. Queria fazer uma mentoria de maternidade contigo! Meus pensamentos de maternidade são super alinhados com o seu. Concordo em tudo. Mesmo não tendo vivenciado nada disso na minha infância.

    Desde quando engravidei da primeira filha, estamos tentando viver de forma mais simples. Tive umas escorregadias financeiras? Lógico! Que mãe de menina nunca teve né? É um mundo muito tentador. Já na segunda filha, cai a ficha do quanto de excessos cometemos no primeiro filho. E assim vamos “melhorando” nossas escolhas e gastos. Vivendo e aprendendo né?

    Eu já te contei da minha infância privilegiada e cheia de excessos né? Pois bem. Casei com um homem com a vida totalmente contrária da minha. Terceiro filho de uma família bem humilde. Ele teve apenas uma festa de aniversário na vida. Sempre usou coisa de segunda, terceira mão… e sempre se contentou em olhar. Só de ir na loja apreciar com os olhos, já se satisfaz. Eu acho surreal! Eu já fico frustrada se não posso adquirir. Prefiro nem olhar, ficar passando vontade pra que?

    Ano passado durante a licença paternidade dele (em pleno auge da pandemia), resolvi fazer mesas postas. Eu tinha acabado de ler um livro que falava de viver com propósito, de fazer refeições juntos com calma, olhando nos olhos, unindo a família numa mesa arrumada de forma especial, porém sem data especial. A intenção era tornar a rotina interessante, já que todo dia parecia igual, mal saíamos de casa e estávamos exaustos (pais de recém nascido em plena pandemia).

    Ganhei um dinheirinho dele e da minha melhor amiga (no meu niver) pra fazer minha primeira comprinha, já que sempre fui basicona com itens de cozinha (eu tinha 2 pratos, 2 xícaras e 2 copos, quando vinha visita, era na base do descartável, como a maioria que mora aqui faz). Comprei itens neutros e apenas 4 de cada no daiso, tudo branquinho. Não queria gastar valores exorbitantes em louças pq sou desastrada. E o prato do Daiso serve a mesma comida que o prato de marca cara. Então eu tenho 4 pratos de jantares, 4 de sobremesa, 4 xícaras com pratinho. Tudo branco. Comprei 4 Sousplat de palha. E como no Japão, não é um mercado tão lucrativo e famoso como no Brasil, é difícil encontrar os itens (anel de guardanapo, acessórios). Eu crio os meus! Me inspiro nas mesas gringas do Pinterest, que tem uma pegada mais simples e faço minhas criações com matinhos artificiais, corda de juta, bem rústico e fofo. Coloco tags com escritos. Uma gracinha.
    Sei fazer crochê, então também fiz Sousplat de barbante.

    Daí comecei a postar as fotos no insta para meus amigos e familiares verem e se inspirarem. Até fazia textos motivacionais nas legendas, porém tenho um tanto razoável de seguidores (já tive canal no YouTube, longa história). Aí o povo ficou enlouquecido, fazendo encomenda… mas eu nunca aceitava. Porque nunca precisei $$. Nos aniversários das amigas, montava cesta com itens de mesa posta pronto para elas apenas colocarem na mesa, tudo combinando. Elas ficavam doidas de alegria! Porque além de pratico (a pessoa não precisa pensar no que combina com o que), era “único” e criado por mim.

    Maaaaaas, nesse ano, minha licença maternidade caiu pra 50% do meu salário antigo (continua sendo um ótimo valor pra ficar em casa cuidando das meninas) e marido (que já havia vindo com esse papo há 1 ano atrás) veio me falar novamente que achava legal eu criar uma loja no insta de mesa posta, cestas de presente, decoração de festa, etc.
    Ele acredita mesmo no meu potencial. E realmente onde eu moro, nunca vimos ninguém fazer mesas, cestas e festas da forma que eu faço.

    De tanto ele e os amigos encherem o saco, criei! A loja ficou incrível, eu amo mexer na parte da identidade visual, design gráfico, ficou cheio de personalidade. Você bate o olho e já sabe que aquela postagem é da minha loja… Em apenas 1 mês fiz várias vendas, esgotou alguns itens. A loja está indo bem…

    Mas não me traz alegria. Porque hobbie é uma delícia. Mas quando se torna trabalho, se torna obrigação. Fazer 1 mesa no dia pra minha família, é um ato de amor. Fazer 3, 4 na semana pra vender, é obrigação. Minha cabeça fica a mil. Eu tenho sempre que viver pensando no futuro. Ontem foi Valentine’s Day aqui, mas já tenho que pensar no White Day em março e na Páscoa em abril. Eu vivo ansiosa. Esqueço dos compromissos básicos (tipo da reunião que eu tinha com meu chefe da empresa que estou de licença ou da vacina da minha caçula).

    Descobri nessa ideia que também odeio vendas. Odeio ter que lidar com clientes. Odeio ter que fazer cálculos pra colocar preço no produto. Eu amo o que vendo, mas odeio vender. Faz sentido?

    Contei toda essa história pra que? Pra te dizer que pela primeira vez, to aprendendo a trabalhar minha paciência e esperar pra comprar algo. Eu detesto tanto vender, que penso: se eu não gastar com nada, não preciso vender nada! Hahahaha

    Na infância sempre tive tudo na hora que quis, sem datas especiais. Meus pais se sentiam culpados por trabalharem demais e compravam. Não me ensinaram o poder da boa escolha. Não me ensinaram a esperar. A conquistar o que eu queria.
    Na vida adulta também sempre tive bons empregos, que me permitiam seguir essa vida de compras sem planejamento. E agora com o salário menor e tendo que vender meu pão todo dia… comecei a pensar: já que não gosto de trabalhar com vendas, será que eu não poderia viver com menos? Menos gastos? Menos compras? Menos coisas?

    Não me entenda mal, trabalhar é algo gratificante pra mim. Houve tempos que eu era workaholic. Mas já tentou fazer isso com 2 crianças pequenas (1 ano, 2 anos e meio) e tendo que conciliar com os afazeres da casa, sem ajuda de ninguém? Eu nem durmo mais que 4h por dia. Eu como quando dá tempo. Eu tomo banho em 5 minutos de porta aberta e pedindo a Deus que ninguém se machuque. E na loja eu sou tudo: a que idealiza o projeto, faz as compras, faz as fotos do produto, edito, faço cálculo, coloco preço, faço a postagem, tento engajar nas redes (hoje em dia se vc não tem loja lá, vc nem existe), atendo cliente, embrulho, faço entrega/envios, recebo…. Socorro!

    Tento ser boa mãe, faço comida caseira e nutritiva, levo no parquinho ou brinquedoteca quase todo dia pra brincar (nenhuma das duas conseguiram vaga na creche esse ano), cuido da casa (diarista e babá não é comum por aqui)… equilibrar todos os pratinhos tem sido exaustivo.

    Por isso que ultimamente eu tenho pensado: será que não dá pra adequar os gastos pra viver com apenas o salário do marido? Precisa mesmo de tanto esforço assim? Nesses primeiros anos das minhas filhas, minha maior preocupação é criar seres humanos emocionalmente saudáveis. Quero estar 100% presente no momento. Quero ser a mãe que brinca, que cria memórias.

    Mas quando eu digo isso. Sou taxada de vagabunda que não quer trabalhar. Como assim você vai abrir mão de um negócio que está crescendo? Como assim você não quer vender sendo que tem gente querendo comprar?

    Andar na contra mão é difícil. Principalmente quando seu parceiro, família e amigos determinam que aquilo é bom pra você. Você é que está sendo pessimista e preguiçoso em não acreditar no seu potencial. Você que não quer fazer dar certo.

    Eu só queria viver um padrão que me permitisse não me preocupar com nada disso. Queria me preocupar apenas em ser a mãe que sempre sonhei em ser. Aquela que busca na escola, que ajuda nas tarefas, que brinca, que faz bolos e para tudo que está fazendo para dar um abraço, ou só prestar atenção no filho. Toda vez que to atendendo um cliente pelo celular e minha mais velha pede atenção, me corta o coração. Meu marido sempre diz: tantas mães conseguem empreender, com certeza elas também passam por isso.
    Mas a questão é: eu não quero passar por isso. Eu não quero que minhas filhas precisem competir a minha atenção com o celular, com os clientes…

    Será que to tão errada assim? Perdão o desabafo. Mas parece que querer viver uma vida mais simples é ter pensamento pequeno, ser acomodado…

    Vender me ensinou o valor das coisas. Principalmente, o valor do meu tempo.

    Como sempre, você me inspira Yuka. E eu sei que você me entende. Porque você ê mãe ♥️

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    • Oi Tiemi, você cuidar de 2 crianças já é um mega de um trabalho. Aqui em casa, dizemos que vir trabalhar é muito mais fácil do que ficar em casa e cuidar de filhos. Pra você ver que cuidar de crianças não é uma tarefa fácil, como muitas pessoas dizem por aí. É um trabalho full-time, 24 horas, 7 dias por semana, sem descanso. O que você pode pensar, Tiemi, é encarar a sua vida como blocos de tempo. Você pode não voltar para o seu emprego até suas crianças completarem, sei lá, uns 8 anos? Não pense que será algo estático, algo que você vai decidir agora e permanecer assim eternamente. Você pode retornar ao trabalho depois, se assim desejar. Se para isso é necessário reduzir o padrão, toda a redução não será um sacrifício, porque você saberá o motivo de estar fazendo isso, e o melhor, saberá que é apenas por um período programado. Querer viver uma vida simples não é ter pensamento pequeno, é querer ser você mesma. A sociedade se incomoda quando queremos ser diferente, mas faça o que tem vontade, para não se arrepender. Se esta for a sua vontade, e se tem o apoio do seu marido, acho que vocês só têm a ganhar. Um grande beijo!!!!

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    • oi Tiemi, bom dia

      Quando a gente não tem filhos, não tem ideia do trabalho que dão. Mesmo os pais, quando não ficam sozinhos com os filhos, tendem a subestimar esse trabalho. Lendo o teu comentário, eu lembrei que a minha mãe, 50 anos atrás, teve o mesmo dilema. Ela trabalhava tanto como o meu pai quando nós éramos pequenas (60h/semana) e lá pelas tantas cogitou em parar de trabalhar, porque não dava conta, mesmo tendo uma empregada para cuidar da gente. Enfim, ela não parou de trabalhar, mas teve muitos problemas de saúde, físicos e mentais, por causa do stress. Isso ninguém te conta antes de ter filhos, que a carga das mães é infinitamente maior que a da maioria dos pais. Sim, eu sei que não são todos, mas é raro, muito raro a coisa ser dividida. Mesmo quando as coisas práticas são, o planejamento da casa e a administração dos filhos (a “gerência”) são das mães, o que ocupa um espaço mental que elas poderiam estar usando no trabalho. Enfim, hoje eu acho é meio incompatível mesmo, e se as mulheres souberem disso antes de ter filhos, muitas vão optar em não ter. O que não é nem bom nem ruim, cada um tem que saber o que é melhor para si.

      O teu marido diz que as mães conseguem empreender. Só que tem estudos que dizem que as mulheres viram empreendedoras não por vontade própria, mas sim porque não conseguem manter um emprego formal após o nascimento dos filhos. Ou seja, largam empregos melhores remunerados e com benefícios e viram empreendedoras não exatamente porque querem, mas porque são obrigadas a isso. Isso não acontece com os homens quando os filhos nascem. Normalmente só acontece com eles quando são demitidos e não encontram outro emprego equivalente.

      Mas por outro lado, ter uma mãe que é independente e não depende de ninguém – financeiramente e emocionalmente – é um ótimo exemplo para as filhas. A minha irmã, quando pequena, dizia que quando tivesse filhos ia ficar só em casa, cuidando deles (como gerar culpa na mãe). Hoje ela nunca cogitaria não trabalhar e quando o meu sobrinho nasceu ela fazia a segunda faculdade e trabalhava o dia inteiro.

      Enfim, desculpa eu me meter, mas entendo perfeitamente as tuas dúvidas. Mas lembra que é uma fase, que as crianças crescem e que em 5 anos já vai estar mais fácil, e em 10 já é outra vida.

      Abraços,

      Daniela

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    • É verdade Renato. Tem que ver a criatividade das minhas filhas. É algo surpreendente, elas sempre pedem para eu trazer caixa de papelão do supermercado, pois com um pouco de tinta, cola quente, botões coloridos, transformam em diversas coisas. Já fizeram casa de boneca, um guarda-roupa, uma pista de corrida, tabuleiro de jogos, boneca e roupas para trocar, etc. Minha filha de 3 anos usando a cola quente com maestria é bem surpreendente. Elas misturam brinquedo comprado com brinquedo que elas mesmas fizeram e é hilário. Beijos.

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    • Eu diria que a melhor coisa de ter pouco brinquedo é ser fácil de arrumar. A minha filha sempre teve muita coisa, e era um horror arrumar espaço para guardá-los. Isso não parece ter afetado a sua imaginação, ela sempre teve muita, tanto usando outras coisas para brincar quanto fabricando coisas. Até hoje ela improvisa cabanas e acessórios e roupas para as bonecas. Então eu acho que o que melhora a imaginação é brincar, sozinha ou com outras crianças e não ficar assistindo tv (qualquer coisa) e jogando no celular.

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  10. Excelente post Yuka, mt obrigado por ele.
    Eu ainda não tenho filhos mas qnd tiver vou voltar aqui para reler os seus posts.
    O que salva a vida de uma criança é ter pais conscientes e que educam verdadeiramente, o que é o seu caso. Elas terão mt sucesso na vida com certeza.
    Por favor, nunca apague esse blog pois ele será nossa referência futura kkkkkkk

    Eu estudei em escola pública, lá tinha uma boa biblioteca e eu pegava mts livros para ler, isso é mt importante, que a criança leia muita ficção até os 15-16 anos.

    O que eu queria ter tido qnd era criança era fazer aula de natação, inglês e futsal e nunca pude pq isso era bem caro e inacessível para mim. Eu tb era mt ruim em matemática e se eu tivesse feito um Kumon da vida teria me ajudado mt, assim como um inglês em escola de inglês, mas meus pais nao tinham condições pra nada disso.

    Acho que se eu tivesse filhos eu colocaria num kumon de matemática, inglês e algum esporte e instrumento musical, só isso mesmo (talvez pra compensar as minhas próprias deficiências). Brinquedos eu nunca nem tive, eu brincava na rua somente.

    Um abraço!

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    • Oi Frugal. Inglês, esportes, assim como instrumento musical é algo que também considero importante. O problema sempre fica nos excessos. Há pais que lotam a agenda da criança de tal forma, que a criança não tem tempo de ficar ociosa, coisa que eu acho fundamental para a saúde mental. Não é à toa que há muitas crianças que sofrem de ansiedade. Há alguns meses, eu tomei a decisão de limitar que minhas filhas assistissem tanta televisão (desenhos do Netflix, no caso). Vou detalhar no post que vou liberar em março, mas essa decisão que aparentemente pode parecer radical, trouxe benefícios inimagináveis. As crianças, ao não ter nada para fazer (assistir TV), se ocupam de brincadeiras lúdicas e até mesmo começaram a pedir para me ajudar na cozinha. Veja bem, eu tenho filhas de 4 e 6 anos, que sabem manusear faca. Descascam pepino, cortam tomate, lavam alface, preparam a mesa para o jantar colocando pratos, talheres, copos. Minha filha de 4 anos usa tesoura e pistola de cola-quente com louvor quando quer fazer algum artesanato. A de 6 anos já sabe refogar legumes na frigideira. Também dobram suas roupas e guardam no guarda-roupa. E não é algo que eu obrigo, elas é que pedem para ajudar. Outro dia li em algum lugar que filho sempre dá trabalho, você que tem que escolher em qual quase quer ter mais trabalho: se quer ter trabalho quando seu filho ainda é pequeno, ou se quer ter trabalho quando seu filho for adulto. Eu decidi que queria ter ‘trabalho’ quando elas fossem pequenas, justamente porque quero criar adultos conscientes. Um abraço!!

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  11. oi Yuka, bom dia

    Ter filho, filha no meu caso, é a coisa mais difícil que fiz na vida. Eu achava que a educação pelo exemplo funcionava. O exemplo é importante, mas o discurso também. A minha filha é muito contestadora, está sempre colocando a gente a prova, então a gente tem que conversar muito e explicar muitas vezes a mesma coisa. Aqui eu brinco que ela entrou na adolescência dos 2 anos e nunca mais saiu. Seria mais fácil eu só dizer, tem que fazer assim porque eu estou mandando, mas não funciona. Talvez funcione na hora, mas com consequências ruins no futuro. Eu quero que ela faça boas escolhas na vida, e isso se aprende, não é eu dizendo o tempo todo como ela deve fazer que ela vai aprender ou eu escolhendo tudo por ela.

    Eu tinha várias ideias pré concebidas sobre educação das crianças. Queria que ela estudasse música, fizesse esportes, línguas, etc. Um dia ela me disse, mãe tudo que eu gosto você quer transformar em aula. Então dei um tempo, ela só faz inglês hoje além da escola.

    Sobre lojas de brinquedos, o que eu noto é que quando ela estava triste, ou achava que estava recebendo pouca atenção (e às vezes estava mesmo), ela pedia para comprar coisas, o tempo todo. Quando ela estava bem, não pedia nada. Parece um pouco com os adultos, não é? Quando insatisfeitos ou tristes, compram coisas. Mas funcionava sempre combinar o que íamos fazer antes de sair de casa. Ou seja, vamos na loja comprar o presente do fulano, ok? Vou comprar só isso. Ou, precisamos passar no shopping, mas vamos só fazer isso e aquilo.

    Enfim, vamos aprendendo na prática, é como videogame, quando aprendemos a lidar com a fase ela muda e temos que aprender de novo.

    beijo, Daniela

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    • Oi Daniela, também compartilho da mesma opinião que você: “Filho é a coisa mais difícil que fiz na vida”.
      Vejo que a todo momento, precisamos ir ajustando nossas ações, rever conceitos, não é algo fácil de se fazer.
      Ter filhos é reconhecer que somos falhos. Adoro essa sua frase, de que “filho é como videogame, quando aprendemos a lidar com a fase, ela muda, e temos que aprender de novo” rsrs.

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  12. Em agosto de 2021, ainda tinha um restinho de dinheiro e decidi investir em uma viagem de Natal para uma fazenda, uns cinco dias. Deu pouco mais de 500 reais nessa época. Até o dono do lugar falou para mim: vc reservou com muuuuuuuita antecedência! O valor era barato e sabia que meus filhos iriam adorar passar o Natal lá. A gente comprou uns brinquedos de 10 reais para dar para eles na data. Mas sabe o que eles vem pedindo desde então? Voltar para lá. Eles super curtiram os brinquedos e brincam com eles até hoje. Mas a viagem ficou na memória deles. Não os brinquedos.

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    • Sim, as memórias são muito importantes mesmo. A gente tinha ido para Águas de Lindóia um pouco antes da pandemia, e minhas filhas ficaram falando dessa viagem durante muitos, muitos meses. Ficaram relembrando diversos momentos que foram especiais para elas. E veja que não precisa ser um lugar caro, mas o fato de estarmos em um lugar novo, experimentando as novidades juntos e estando presentes, algo mágico acontece. Beijos.

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