De moeda em moeda, o dinheiro se multiplica

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Já assisti diversos YouTubers dizendo que ninguém fica rico economizando no cafezinho, torcem o nariz para quem faz economia pequena.

Mas eu enxergo 3 contrapontos nessa frase:

1.) Ninguém começa grande.

2.) O problema não é o cafezinho em si, mas os gastos que ele representa ao longo do ano, acumulado com outros gastos igualmente pequenos.

3.) Quando ignoramos valores pequenos, ignoramos também o valor do dinheiro.

Ninguém liga para um desconto de internet de apenas R$20. Mas não são R$20. Em um ano, são R$240.

Somado com aquela taxa de manutenção bancária de R$30 mensais, vezes 12 meses ao ano, dá R$360, só por não ter uma conta digital sem taxas.

E aquele Uber que pegamos por preguiça, sendo que poderíamos ir andando ou pegar transporte público. Supondo que seja uma economia de somente R$100 por mês, no final do ano já são R$1.200.

Aquela feira semanal que vamos, ao invés de gastar o valor costumeiro, poderíamos economizar R$20 semanais. São mais R$960 de economia ao ano.

Poderia ficar aqui dando 1 milhão de exemplos de onde poderíamos rever o consumo, mas para não cansa-los, vamos somar só estes poucos exemplos: R$2.760,00.

Esse valor poderia facilmente subir para 5 mil, 10 mil reais de economia ao ano, mas quem não se preocupa em economizar valores pequenos, também não vai perceber que está rasgando todo esse dinheiro fora.

A verdade é que ninguém começa grande. Todo mundo começa pequeno. Ninguém começa ganhando um salário alto. Quem fala que temos que ignorar valores pequenos, é porque esqueceu do tempo que ganhava um salário baixo.

Eu concordo que esse controle não precisa ser feito para sempre, mas é muito importante ter uma boa noção do quanto está sendo gasto, e quanto está sendo poupado, principalmente nos primeiros anos de investimento.

Eu sempre comento por aqui que a vida tem fases e ciclos.

Há determinadas fases em que é preciso poupar com mais intensidade, da mesma forma que há fases em que podemos afrouxar um pouco o cinto. Há fases em que entra mais dinheiro no bolso, enquanto há fases em que entra menos.

Comigo não foi diferente. Houve fases em que eu juntei moedas, poupei dinheiro que as pessoas negligenciavam dizendo que era dinheiro do cafezinho. Em cima dessas piadas disfarçadas de brincadeiras, eu poupei tudo o que sobrava, porque sabia que da mesma forma que há períodos que sobra dinheiro, há períodos que não sobra dinheiro, principalmente para quem não tem um salário tão alto.

Muitos influenciadores falam que não devemos nunca diminuir os gastos, e sim, aumentar a renda. Mas vamos ser realistas, não é todo mundo que tem essa facilidade de aumentar o salário.

Temos que reconhecer que podemos ter controle nos gastos, não na renda. E é por isso que meu foco sempre foi economizar.

Todo esse controle que eu tive foi essencial para entender para onde estava indo meu dinheiro. Afinal, “aquilo que não é medido, não pode ser melhorado”. Ou seja, se não sabemos onde está o cano furado, não temos como conter o vazamento.

Após anos poupando e investindo, e depois de acumular um certo patrimônio, cheguei numa fase que não preciso ser tão rígida no controle como era no começo, pois hoje sei quais são os meus ralos e aprendi com erros e acertos, a gastar dinheiro de forma inteligente.

Mas repito, para mim, economizar nas pequenas coisas foi fundamental.

~ Yuka ~

23 Comments on “De moeda em moeda, o dinheiro se multiplica”

  1. Isso faz muito sentido, sempre fui taxada de mão de vaca por economizar em tudo que fosse possível, aqui em casa ganhamos pouco, mais hoje temos casa própria, carro, reserva de emergência, não temos dívidas,tudo isso porque sempre soubemos usar o salário com sabedoria.
    Sempre leio seus posts e gosto muito,mais é a primeira vez que comento aqui.
    Um abraço!

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    • Oi Luciana, tudo bem? A nossa sociedade se acostumou a zombar de pessoas que economizam, como se fosse algo feio, algo sujo. Agora, quando a pessoa tem dívidas, e quando ela gasta o dinheiro que não tem, isso não é considerado feio. Que mundo estranho que vivemos. Eu tenho muito orgulho da minha história de vida, e vejo que você também tem muito orgulho da sua história. Não tivemos uma vida fácil, mas de 1 real em 1 real, fomos economizando, postergando alguns sonhos para que um dia tudo isso fosse possível. Eu não menosprezo o dinheiro, pois sei como é difícil conseguirmos conquistar algo, principalmente porque tivemos que trabalhar muito para isso, né? Um beijo!

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  2. Oi Yuka! Bom dia!
    Concordo com cada vírgula do seu texto rs
    Fazendo uma breve retrospectiva da vida financeira aqui em casa, desde de a época em que só conhecia a poupança até hoje, creio que os períodos em que poupei realmente (entendia zero sobre investimentos) foram os que mais fizeram o dinheiro ganhar volume. E sim, foram muitas piadas sobre contar os centavos, “que mulher sovina”, entre outros… rs mas sempre levei na esportiva e ria, como vc deve ter feito também.

    E veja só, não que eu repudie todo o conhecimento que acumulamos sobre finanças no decorrer da vida, mas confesso que aquela época mais simples de se guardar dinheiro traz um pouco de saudade. Depois de embarcar num tesouro direto numa época MUITO boa, veio então os investimentos por home broker, muita leitura sobre ações, dividendos, aluguel, e por aí vai… contas e projeções doidas, mas que SE virassem verdade, seria a loteria! Em certa altura, a preocupação em fazer o dinheiro render e as manobras necessárias para tanto só serviram para gerar uma espécie de palpitação que surgia do nada no meio do dia. Ansiedade. Stress. Indicava um caminho torto…

    Além dos youtubers que vc citou, dá para acrescentar também as informações demais (a la Betina) e textos gigantes vindos daqueles relatórios empiricus (nem sei se existe ainda) que chegam até todos nós mortais que estamos nos empenhando para fazer pelo menos um colchão de segurança.

    Desculpe o texto gigante! rs
    Um lindo domingo para vc e sua familia Yuka!
    Beijo

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    • O cafezinho é um ótimo exemplo, pois revela um gasto completamente desvantajoso quando comparamos com a opção mais óbvia: comprar 500 g de café.

      Por outro lado, o cafezinho no ambiente corporativo tem outros significados: é um espaço de sociabilização e interação informal e, muitas vezes, a sua promoção de cargo ou mesmo a manutenção do emprego requer esse ritual de gasto “burro”. Outro exemplo ainda mais nítido é o do Happy hour após o expediente.

      Certa vez conversei com um colega advogado que eu tinha uma certa intimidade e perguntei o porquê dele usar ternos tão caros e ir ao trabalho de carro, já que ele morava ao lado do Metrô. A sinceridade dele me chocou. Ele pouco se importava com status, mas me confidenciou que se não usasse Armani ou dirigisse um bom automóvel seria visto como fracassado pelos clientes e, consequentemente, pelos seus pares e chefes. E essa não era uma teoria maluca para justificar esses gastos, mas sim uma percepção baseada em fatos concretos ocorridos no passado.

      Aí você junta todas essas peças e percebe que o ponto central não é exatamente cafezinho, mas sim as estruturas de sua vida, e que o problema é muito mais sério.

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      • Oi Maribondo, esse exemplo que você deu do colega advogado, me lembrou do livro “O milionário mora ao lado”. O autor até fala dessas profissões que tem status, e que esses profissionais acabam tendo que gastar mais dinheiro para ter um carro bacana, uma roupa bacana, pois a imagem conta bastante. Nesse ponto eu e meu marido levamos vantagem, já que nossa profissão não tem status, então podemos nos vestir sem essa preocupação, chegar ao trabalho suado de bicicleta (no caso do meu marido), recusar convite de almoço porque levamos marmita e por aí vai, então vivemos uma vida um pouco abaixo do padrão, mas sem grandes julgamentos de terceiros. Beijos.

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    • Oi Dona Violeta, sabe que no início, eu ficava incomodada quando as pessoas me chamavam de mão-de-vaca rsrs. Mas depois que comecei a ter a compreensão de que ser “mão-de-vaca”, significava para mim “dar destino certo ao dinheiro”, esse incômodo foi embora para sempre e nunca mais apareceu. As pessoas continuam achando que sou mão-de-vaca, claro, mas como eu sei que não sou, e sei que foi justamente isso que permitiu uma tranquilidade financeira para a minha família, então hoje eu acho tudo engraçado e dou risada junto com as pessoas kkkkk. Beijos.

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  3. Perfeito Yuka. Também ignoro estes youtubers que usam o “sem cortar o cafezinho” como um slogan. Como vc bem falou e eu já escrevi aqui (https://aposenteaos40.org/2020/07/3-coisas-reduzir-custos-poupar-mais.html), não é o custo em sí mas a bola de neve que isto se torna ao longo dos anos. É igual aquela árvore que se você não podar os galhos enquanto estão pequenos, se tornam grandes galhos no futuro.
    A maioria que está iniciando precisa sim “cortar o cafezinho diário”. Não deixar custos pequenos se tornarem hábitos que prejudiquem seu futuro financeiro. Deixa para tomar este cafezinho diário quando vc puder pagar ele com os dividendos recebidos dum investimento em SBUX por exemplo. Ai sim, fazer a empresa que vc investiu pagar pelo seu próprio produto!!

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    • Oi AA40, concordo totalmente, nessa conta, nem incluí o efeito bola de neve, mas se somássemos tudo, seria um valor considerável. Eu mesma já percebo essa relaxamento, se antes saía contando toda moedinha, hoje, já não tenho isso, um grande exemplo é a gasolina. Há 13 anos, eu lembro que eu pesquisava o preço de vários postos de gasolina. Hoje com carro, já não faço isso, vou num posto que confio, e abasteço sem pensar nessas moedinhas. Mas para chegar nesse ponto, muitas escolhas foram feitas, e claro, a conquista também não foi de um dia para o outro. Meu marido arregala os olhos quando eu digo para ele que compramos o carro com os dividendos rsrs. Beijos.

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  4. Muito boa a postagem! Penso da mesma forma sobre estas pequenas economias diárias, e até me inspirei a escrever um post sobre o mesmo assunto no meu blog! Se quiser, dê uma olhada também:

    https://magoeconomista.blogspot.com/2021/10/sobre-os-miticos-13-reais-e-o-mindset.html

    E em 2019 eu também tinha escrito sobre um assunto parecido:

    https://magoeconomista.blogspot.com/2019/08/dicas-de-economia-domestica-1-o-obvio.html

    abraço!

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    • Oi Mago, tudo bem? Muito legal o seu post, e concordo com ele, imagina juntar todo esse “dinheirinho” dos exemplos que você deu? A gente tem o costume de pensar no valor isolado, é por isso que desprezamos valores pequenos. Mas se somássemos todos esses valores, seria um valor considerável, né? Beijos.

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  5. oi Yuka, boa tarde

    Eu concordo e discordo sobre essa questão do “cafezinho”.

    Eu concordo porque quando a gente ganha muito pouco e tem dificuldade de pagar contas básicas, como alimentação e moradia, tem que economizar em tudo. É o cafezinho, o uber/taxi, e até a passagem de ônibus. Tem que enfiar isso na cabeça e acabou. Controlar rigidamente onde vai cada centavo.

    Eu discordo porque acho que o foco desses youtubers não é esse pessoal que ganha pouco assim, acho que eles falam mais para aquele cara que compra um carro financiado em 96 meses e paga um terço do salário de prestação e depois quer economizar no cafezinho. Esse cara talvez não tenha que economizar no cafezinho, mas sim economizar o valor dessa prestação. Tem gente que fica contando os centavos mas fazendo gastos enormes em bobagens (claro né, bobagens para mim) porque “precisa” comprar esse carro. Onde eu escrevo carro, dá para substituir por qualquer coisa que não é de primeira necessidade e que causa um buraco no orçamento.

    Esses valores pequenos realmente viram um monte de dinheiro no final do ano. Principalmente em coisas que você nem valoriza tanto assim, ou só faz no automático, como, talvez, seja o caso do cafezinho.

    Eu gosto muito de controlar os gastos. Aliás, tenho muita dificuldade de entender como as pessoas vivem sem anotar os gastos. Como sabem que não vai faltar dinheiro? Não sabem? É tipo uma roleta russa, pode chegar no final do mês com o cheque especial estourado? (pesadelo para mim, a louca do controle prefere saber quantos centavos vai ter na conta no dia 30).

    Só acho que às vezes a pessoa se habituou tanto a contar os centavos que não percebe muito que não precisa mais tanto disso e acaba gastando muita energia em coisas com custo x benefício péssimo. Ou meio que perde a noção do valor das coisas mesmo. Quem controla bem os gastos vê isso claramente quando faz o fechamento anual, o quanto que você pode ou não flexibilizar algumas coisas.

    Beijo e um ótima semana!

    Daniela

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    • Uma vez, num texto de Alex Castro eu li a seguinte sugestão: cortar tudo, tudo mesmo. E depois ver o que realmente lhe faz falta. Olha, testei e muita coisa a gente mantem só por costume, mas nem gosta tanto assim. Desse jeito eu desvobri que prefiro economizar no “cafezinho” e gastar num almoco caro ocasional. É o que me fas feliz e no final, ainda tenho mais dinheiro que antes. Texto maravilhoso como sempre Yuka! Bjs

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      • Oi Diana, sou do mesmo time que você. Economizo aqui para poder gastar ali. Não compro cafezinho no meu dia-a-dia, mas adoro ir nessas boas cafeterias e curtir um momento de prazer. Não almoço todos os dias em restaurante, pois levo marmita, mas adoro comer em restaurantes diferentes. O que me permite fazer essas coisas é justamente as economias no dia-a-dia. São escolhas inteligentes, fazemos o que gostamos, o que nos traz satisfação. Um beijo.

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    • Oi Daniela, tudo bem? Sim, verdade, não adianta comprar um carrão e ficar economizando no cafezinho, ficar economizando na conta de luz, sendo que se mudasse de apartamento por exemplo, a pessoa poderia economizar 100, 200, 500 reais de aluguel, ao invés de economizar 10 reais na conta de luz. Eu tenho o hábito de pensar nos meus gastos anuais. Então a internet, não custa R$105 para mim. Custa R$1.260. E isso é muito bom, porque foi graças a esse costume que eu aprendi a não negligenciar valores pequenos, pois quando a gente multiplica por 12, a gente sempre leva um susto do quanto podemos economizar. Um beijo! Boa semana para você.

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  6. Cheguei preocupada quanto ao aumento do teto d divida dos eua, parece que a coisa está feia!
    Poderia fazer um post sobre plano de emergência caso houvesse uma crise económica e queda da bolsa?

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    • Oi Larissa, tudo bem? Uma crise econômica global e queda da bolsa, eu só acho que o que pode ajudar é a diversificação dos investimentos. Ter um pouco de tudo, sabe? Renda fixa no Brasil, renda variável no Brasil e no exterior, um pouco de FII no Brasil, um pouco de Reits no exterior, um pouco de bitcoin, de ouro, e se tiver um patrimônio um pouco mais gordo, incluir imóveis físicos também. Beijos.

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  7. Yuka, que post inspirador!
    Eu sempre acreditei nisso: de moedinha em moedinha se chega lá. O simples funciona. Claro que as vezes podemos abrir uma exceção. Mas sempre com prudência.

    Aqui no Japão gosto de observar os hábitos dos japoneses em relação ao consumo. A população devido o histórico com guerras e desastres naturais, são ensinadas desde cedo a economizar. Percebo que são investidores bem conservadores já que não temos tantas opções para investimentos comparado ao Brasil. O simples funciona melhor por aqui. Dinheiro no envelope, cofrinho…

    Soube que quando os netos nascem, os avós já correm abrir uma conta no banco pra fazer depósitos mensais. Há o costume do dinheiro no envelope como presente (otoshidama, etc). Aquilo que vc falou em um post sobre envelope para compra semanal, super funciona na prática por aqui. Fora que eles são os loucos do “point card”. Acho que vou precisar de uma carteira à parte só pra guardar os cartões de ponto! Kkkkkkkk
    Mas super vale a pena! Meu cartão de crédito tem sistema de pontos, mas nunca dei muita bola pq uso bem pouco, geralmente para fazer as reservas em hotéis, coisas de viagem. Após 3 anos de uso tinha ¥40.000 ienes acumulados!!!!
    Agora quando me perguntam: quer fazer o cartão de pontos? Eu já corro logo pra fazer! Kkkkkk

    Claro que toda sociedade sempre tem os consumistas da vida. Aqui observei que os mais velhos costumam gastar com vícios: bebida, cigarro e jogos de caça níqueis (Pachinko). Já os mais jovens amam um outlet e comprar/acumular bugigangas kawaii. Isso não é uma regra, só observação. Creio que ha vícios e gastos ocultos que ninguém vê. Isso explica o mercado de pornografia ser uma das áreas que mais crescem por aqui.

    Aqui em casa, faço o sistema de envelope semanal para as compras de mercado. Fiz um seguro para cada filha visando a faculdade. É um seguro que pago ¥10.000 por mês de cada uma. ¥2.000 vai para saúde que cobre internação (recebe ¥7.000 por dia internado). E ¥8.000 vai pra uma conta que rende juros. Posso retirar o dinheiro quando eu quiser, mas fiz o plano de 18 anos. O dinheiro do seguro infelizmente é um dinheiro que não volta caso não use. E apesar das crianças aqui não pagarem nada de consulta, medicamentos ou internação, resolvi fazer observando experiências de amigos. Como a maioria são horistas, se precisar faltar ao trabalho para ficar com o filho, não recebe. E aqui, qualquer coisa eles internam a criança para observação. Então fiz pensando para não desestruturar nosso orçamento. Minha oração é pra nunca precisar usar esse seguro saúde. Mas como diz sua mãe: Não pra SE acontecer, mas pra QUANDO acontecer! Sempre acontece alguma coisa né?

    Fora isso, criei uma conta para cada uma onde faço depósitos mensais. É a mesada delas! Kkkkkkkk

    Quero levá-las a Disney daqui uns 3 anos. Criei um cofrinho de ¥500 para juntarmos o valor. O cofrinho é de ¥300 mil e já está quase na metade. Mas se terminar antes dos 3 anos, farei outro! Para uma próxima viagem. Aqui em casa é regra: recebeu uma moedinha de ¥500, não pode gastar! Tem que colocar no cofrinho.

    Meu marido detesta moedas. Daí ele criou um cofrinho de ¥100 para ele. E as moedas mais baixas ele deixa comigo porque eu tenho super paciência de pagar com moedas. A fila pode estar quilométrica, mas eu pago com moedas sempre que possível.

    Reparei que os japoneses quando vão turistar ou simplesmente no parquinho levar os filhos, raramente consomem as coisas nos lugares. Sempre levam sua garrafinha térmica de água e marmita (obentô). Antes eu sempre consumia no lugar, hoje com filhos vejo que além de econômico, facilita a vida. Afinal, é caótico pegar fila de lanchonete com 2 crianças pequenas né? E bebida em máquina automática é o dobro do preço.

    E assim, nessas pequenas economias, pequenos hábitos, a gente vai poupando e ensinando valores aos nosso filhos.

    Sinto que no Brasil as vezes não dão muita importância para isso. Hoje se fala muito em investir. Em dinheiro alto. Mas super acredito no que vc falou: ninguém começa grande. Se todos fôssemos ensinados desde a infância, com pequenos valores, hoje seríamos muito melhores como investidores.

    Como sempre vc me inspira. Amo quando vc traz valores e filosofias japonesas, pois vivencio isso na prática e vejo o quanto funciona! Só continue, Yuka!

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    • Oi Tiemi, tudo bem? É bem por aí mesmo, para se chegar nos primeiros 1.000 reais, temos que partir de algum lugar, e esse lugar é começar a juntar a partir de 1 real. Quem pode mais, junta mais, quem pode menos, junta menos, mas com o mesmo afinco e determinação. Agora que você comentou, realmente, japonês gosta muito de juntar moedinha mesmo. Eu sou assim desde criança, e vejo que adultos (vejo pelos vídeos do Youtube rsrs) continuam com esse costume com esses cofrinhos que você comentou, de moedas de ¥100, ¥500. Eu também tenho esse costume de levar bebidas e comidas quando passeio com minhas filhas nos parques. Na minha mochila, tem de tudo, desde água, sanduíche, castanhas, frutas, biscoito, levamos o que tiver disponível em casa. E aí de vez em quando elas pedem pra comprar algo, como pipoca do pipoqueiro. Aí sim, compramos a pipoquinha para elas comerem. Eu percebo que poupar, assim como gastar, é um hábito que podemos controlar. Um beijo pra você.

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  8. Bom dia Yuka! Gosto da ideia de ao invés de otimizar “no cafezinho”, e acabar ficando culpado sempre que tenho algum gasto pequeno, de estipular semanalmente/mensalmente um valor para esses pequenos luxos…Dessa forma este tipo de gastos ficam controlados mas ao mesmo tempo não sinto culpa em comprar um cafezinho quando der vontade (Exemplo: Gasto de R$100/mês em pequenos prazeres)!. É uma questão psicológica e pessoal minha, pois sei se não tiver um limite bem estabelecido vou acabar gastando muito ou não gastando nada (sou um pouco de extremos e tenho sempre que me policiar pra não exagerar para um dos lados).
    Grande abraço!
    VVI – vvibr.blogspot.com

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    • Oi VVI, não sei se você tem mesada, mas aqui em casa, eu e meu marido temos uma mesada que recebemos todos os meses. É muito bom ter esse valor livre, pois é com esse dinheiro que tomamos esses cafés, compramos algo que estamos querendo, incluindo várias bobeirinhas, sem prejudicar o orçamento da casa. Às vezes quando estamos em algum estabelecimento, meu marido se empolga e fala meio alto “DEIXA QUE EU PAGO COM A MINHA MESADA”, o que me dá uma certa vergonha, já pedi pra ele ser mais discreto kkkkk, mas é bom porque é a nossa válvula de escape. Um beijo!

      Curtido por 1 pessoa

  9. concordo 100% , uma vez ao retirar o lixo, minhã mãe jogou a sacola plastica quase vazia, eu brinquei , disse que se era pra jogar 10 centavos fora que pelo menos a sacola tinha que estar cheia kkk, depois comentamos o quanto de dinheiro não deveríamos gastar com sacos plásticos e outras coisas pequenas durante o ano e nem nos damos conta.
    outra coisa que faço é durante o ano, se no fim do mês sobra alguns reais na conta corrente não importa se é 2 reais ou mais eu sempre passo pra poupança,e esqueço que ele existe kk, quando vejo já tem lá 50, 60 as vezes até mais só desses valores quebrados que vai juntando, aprendi com pai rico e pai pobre que todo dinheiro temos que saber no que é gasto e pra onde vai.

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    • Oi Peterson, eu também faço isso de passar o dinheiro que sobra para uma outra conta. Pode ser qualquer valor, eu transfiro, como se nem existisse. Faço isso também com qualquer dinheiro extra que entra. Esses valores pequenos ao longo do ano, dá um valor considerável, e o que as pessoas não pensam muito é no poder dos juros compostos, talvez por isso negligenciam tanto valores pequenos. Quem tem salário gordo, pode não precisar fazer continhas, mas para a maioria da população brasileira, fazer continhas é fundamental para não desperdiçar o dinheiro que entra no nosso bolso. Eu faço continhas e pra mim já virou um prazer, quase uma terapia rsrs. Um beijo!

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