Vida FIRE: qual cidade escolher?

10 ruas icônicas (e cheias de entretenimento) que você precisa conhecer em  São Paulo

Você já parou para pensar qual será a cidade escolhida para usufruir sua vida FIRE (Independência Financeira, Aposentadoria Antecipada)?

Eu já.

Eu cresci numa cidade de médio porte (400 mil habitantes), e depois fui morar numa cidade um pouco menor para fazer faculdade (200 mil habitantes).

Já o meu marido, cresceu em uma cidade pequena (40 mil habitantes). Ele, inclusive, tem horror a cidade pequena, pois todo mundo conhece todo mundo e aí já viu, né? Qualquer coisa que alguém faz, todos ficam sabendo… “sabe a Josefina, sobrinha do Seu Mario e vizinha da Dona Carlota?”. Quando visitamos a mãe dele nessa cidade pequena, e damos uma volta na praça para tomar um sorvete, eu sinto que sou uma aberração ambulante, já que todos ficam me encarando dos pés à cabeça, na maior cara dura, ninguém nem disfarça que estão olhando para mim.

Já faz um tempo que eu percebi que gosto de São Paulo mais do que gostaria. Digo mais do que gostaria, porque São Paulo é uma cidade que está longe de ser organizada, com abismo sócio-econômico, violência, trânsito, poluição etc.

Mas também é a cidade que moro há 16 anos, onde a minha família mora, e onde a maioria dos meus amigos moram também. São Paulo é uma cidade cosmopolita, possui uma variedade de opções de lazer, de cultura, alimentação, de etnias, o que me agrada bastante.

Ao longo desses anos em São Paulo, me descobri uma pessoa urbana, que gosta e usufrui das diversas oportunidades que uma grande metrópole proporciona.

Como eu sei que muitas pessoas possuem o sonho de se aposentar em uma cidade pacata, calma, eu decidi escrever este post para apresentar o outro lado, de uma pessoa que tem opinião completamente oposta a respeito.

Que tipo de pessoa você é?

Essa pergunta na minha opinião, é a pergunta mais importante que devemos fazer.

Tem gente que se sente bem no meio do mato. Gosta de cachoeira, de fazer trilhas. Gosta da terra. Não se importa com pernilongos ou com pequenos bichinhos, com o barro que gruda na sola do sapato, não tem medo de morar sozinho em uma chácara, gosta de ouvir o barulho que a natureza produz.

Tem gente que gosta do calor da praia, do clima sempre úmido e agradável, de sentir a areia nos dedos dos pés, de caminhar na orla da praia, sentir o cheiro e a brisa do mar.

Tem gente que gosta de cidade pequena, pacata, tranquila, sem trânsito. De conversar com os vizinhos da rua, de encontrar as pessoas da cidade na praça central, ver o movimento tranquilo da rua.

E tem pessoas como eu, que gosta de grandes metrópoles, de cidade urbana, que gosta do caos, de bairros populosos, onde há intensa movimentação de pessoas, da ver a cidade funcionar 24h por dia, 7 dias por semana, de poder ter diversas opções de escolha, e do anonimato de uma cidade grande.

Cidade tranquila ou Cidade 24 horas?

Gosto de uma cidade com muitos movimentos, que tenha muitas opções de lazer, da variedade de produtos e serviços oferecidos, ter um complexo gastronômico à disposição, e o melhor, no horário que eu quiser.

Além disso, eu tenho diversos hobbies, e São Paulo é uma cidade que definitivamente oferece de tudo, desde cursos gratuitos a pagos, diversas palestras, além de lojas especializadas em tudo o que se possa imaginar.

Morar em grandes capitais significa que sempre há eventos acontecendo por toda a cidade, parques com programações bacanas, além de bibliotecas públicas remodeladas que se assemelham às livrarias.

Hoje eu sei que se eu fosse morar nos EUA, escolheria Nova York. Se morasse no Japão, escolheria Tokyo. Porque é isso, eu gosto de cidade grande.

Quais são seus hobbies?

Se você gosta de surfar todos os dias, gosta de tomar sol, sentir a água do mar, deveria fazer de tudo para morar no litoral, pois isso trará felicidade.

Já eu… gosto de tantas coisas…

Parece bobeira, mas não é toda cidade que tem papelarias especializadas em materiais artísticos. Não estou falando de uma Kalunga da vida, estou falando de papelarias como a Casa do Artista, ou até mesmo a Papelaria Universitária, que vendem papéis específicos de diversas gramaturas, texturas e cores, tintas nacionais e internacionais etc.

Foto do interior da loja da Casa do Artista

Eu amo comer comida japonesa, e faço com frequência o que chamo de festival do temaki, onde cada pessoa vai montando seu próprio temaki. Uma das minhas frustrações morando fora de São Paulo é que não encontro alguns ingredientes que até então eram básicos para mim, como broto de nabo e shisô verde (ingredientes para fazer o temaki), comprados com frequência no bairro da Liberdade.

手巻き寿司のレシピ・作り方・献立|レシピ大百科(レシピ・料理)|【味の素パーク】 : 米や牛焼き肉用を使った料理
Fonte da foto

Um dos meus hobbies é o artesanato. E transito bem entre os diversos materiais existentes, como tecido, patchwork, bijuterias, MDF, papel, pintura, desenho, feltro, tricô, cartonagem etc. E onde mais seria o paraíso de quem ama artesanato? Claro, a 25 de março. O que pode ser um inferno para alguns, para mim, a 25 de março é como se fosse meu pote de ouro no fim do arco-íris, meu oásis.

Já meu marido, tem vontade de cursar alguma faculdade de ciências políticas ou filosofia na sua vida FIRE. Além de claro, fazer academia de escalada. Não é qualquer cidade que teria diversas faculdades públicas e privadas à disposição, nem uma academia tão específica de escalada.

Quais são as vantagens e desvantagens da cidade que escolheu?

No meu caso, a desvantagem de São Paulo é o trânsito. Só que para isso, há 2 poréns:

  • quando for FIRE, isso não será mais um problema. Afinal, eu terei tempo livre
  • se escolher um local estratégico para morar, trânsito não será um problema

Tem gente que contornaria isso morando em uma cidade próxima de uma capital, mas eu prefiro morar na capital mesmo, numa região bem localizada.

Pra mim, é muito importante morar em uma cidade onde as pessoas não sejam tão conservadoras. Sabemos que cidades pequenas costumam ter pessoas mais conservadoras e tradicionais em relação à moralidade, machismo, racismo, religião, etc.

Outra vantagem de morar em uma capital é quando viajamos. Os aviões costumam sair de grandes capitais. E morar em uma capital facilita, pois não precisamos fazer uma nova viagem para chegar na cidade do interior. Lembro das vezes que viajei com as minhas amigas, enquanto a minha viagem terminava quando chegava em São Paulo, o das minhas amigas ainda não haviam terminado, já que elas precisavam encarar uma nova viagem de algumas horas, desta vez de ônibus, para conseguir chegar em casa.

Não podemos esquecer dos hospitais e rede de profissionais. Há excelentes médicos e hospitais bons, não gostaria de ter que viajar para uma cidade grande para ser atendida por um médico de uma especialidade específica, justamente num período que terei mais idade.

E a pergunta que eu sempre faço:

No momento em que eu terei tempo livre, vou morar numa cidade que não tem nada para fazer?

Eu só vejo vantagens de ser FIRE em São Paulo.

~ Yuka ~

47 Comments on “Vida FIRE: qual cidade escolher?”

  1. Como sempre, sensacional Yuka!

    Muito legal o autoconhecimento, a gente ir se conhecendo e vendo o que mais gosta, onde se sente bem e quais as afinidades que nos dão satisfação na vida. E faz todo sentido para vocês estarem em São Paulo mesmo, pelas opções culturais, e também há parques bonitos né?

    Já eu me lembro que os dias mais felizes da minha vida foram no mar ou próximos da água, da natureza. Eu gosto do clima descontraído da praia, da sensação de liberdade (mas tbem não é toda cidade que tem essa “aura libertária”, sinto mais no Nordeste mesmo).
    Talvez eu queira sentir uma certa calma que venha de fora, uma vez que ainda não a encontrei dentro de mim… Hehe

    Penso também que o bom da vida Fire é não ter que pedir “permissões” para conseguir viajar e se mudar né? Podemos sempre transitar entre cidades, a gente aqui em casa agora se mudar de tempos em tempos, imagino que também seria interessante poder passar uns 2 ou 3 anos em cada lugar… Frequentamos uma religião que há em todo Brasil (e em alguns locais do mundo também), isso acaba facilitando para encontrarmos dicas de profissionais, dentistas, médicos, lojas, alugueis, em várias cidades..

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    • É Cinthia, quando eu descobri que gostava de São Paulo mais do que deveria, até eu me assustei rsrs. Mas São Paulo é como se fosse o meu playground, claro que gosto das outras cidades, mas seria mais para viajar, passar algumas semanas. Meu marido antes era meio contra essa ideia, ele queria morar em uma cidade mais tranquila. Mas hoje, morando em uma cidade mais tranquila, mudou completamente de opinião e hoje concorda comigo, já que sentiu as limitações de uma cidade pequena kkkk. Tenho uma amiga que mora no litoral, não mudaria para São Paulo de jeito nenhum, ela enfrenta fretado diariamente, já que trabalha em São Paulo. E é isso, cada um tem que descobrir o seu próprio lar e o que traz felicidade. Beijo.

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  2. Morei 17 anos em São Paulo, na Liberdade. Tive sorte, fui assaltado só 2 vezes nesse período, e arrombaram meu apartamento só uma vez. Mas esses episódios foram o suficiente pra repensar minha vontade de permanecer na cidade, quanto mais ser FIRE aí. Desejo a mesma sorte que eu tive a quem fica.

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    • Pois é, eu morei por 12 anos no interior de São Paulo, em Ibiúna, e arronbaram 4 vezes a minha casa. Fui morar no litoral, em Peruíbe, e minha casa foi arrombada 3 vezes em menos de 5 anos, conclusão, hoje eu daria de tudo para voltar para São Paulo em um condomínio 24h…

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      • Oi Sandra, nossa, deve gerar uma baita insegurança, né? Não consigo imaginar como é a sensação de ter a casa arrombada… Um dos meus medos de morar em casa é justamente essa, principalmente porque tenho 2 filhas pequenas. Adoraria ter a sensação boa de ter um quintal, ver minhas filhas correndo e dando cambalhotas, sem me preocupar com barulho com o vizinho de baixo, mas tenho meus medos.. por isso prefiro morar em um apartamento com portaria 24 horas. É a parte boa e a parte ruim de fazer escolhas e renúncias. Beijos.

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  3. Oi Yuka! Gostei do seu ponto de vista. Nunca havia parado para pensar nisso. Aliás, estou começando nesse mundo fire. Ainda tenho muitas dúvidas e incertezas… mas, vamos que vamos!
    Boa Páscoa e um excelente domingo junto a família.

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    • Oi Carol, que bom, é esse post é mais para refletir mesmo. Sei que para alguns, gostar de morar em São Paulo beira o absurdo rsrs, mas o importante é avaliar o perfil e as atividades/hobbies que gosta de fazer, foi assim que eu descobri que São Paulo pode ser uma cidade muito boa para quem quer ser FIRE. Claro, os custos são altos, principalmente se morar em uma região bem localizada, é o preço a se pagar. Beijos, boa Páscoa para você também.

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  4. Sempre tive vontade de morar em Curitiba, mesmo tendo nascido e crescido em sua região metropolitana. Achava que teria mais opções. Acabei saindo e morando em cidades diversas, todas de tamanho pequeno e médio. Quando retornei pra casa, optei por Ctba e odei. Acabei voltando pra RMC mesmo, pacata e estruturada ao mesmo tempo. E realmente, o anonimato vale outro, o falso moralismo e o senso de cuidar da vida do vizinho foram motivos cruciais para eu não querer mais viver em cidade pequena.

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    • Oi Juliano, pois é, anonimato é algo muito bom, poder circular pela cidade sem ter os fofoqueiros de plantão rs. Como na cidade que meu marido nasceu não acontece muita coisa, a mãe dele acaba sempre comentando da vida dos vizinhos, e meu marido quer morrer com isso. Ele até fala “e eu quero saber do que aconteceu com o tio da menina que estudou comigo na terceira série do primário?” kkkkkk

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  5. Oi Yuka! Sou uma mineira arquiteta, desde nova entendi que moraria numa cidade histórica por aqui. Pra mim essas cidades são perfeitas, mistura de: calmaria, cultura, mato, gastronomia e badalação rsrs. Enquanto o FIRE não vem, gosto de passear por essas cidades nas férias pra decidir qual será a escolhida.

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    • Oi Isa, olha só que legal você ter essa consciência, enquanto eu lia seu comentário, conseguia enxergar você caminhando calmamente pelas ruas dessas cidades históricas. Isso que é bom, ter sabedoria para entender que o que é bom para um, pode não ser bom para o outro, e que está tudo bem assim. Escolha com calma, escolher faz parte da diversão rs. Beijos.

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  6. Olá, Yuka.

    Estava conversando exatamente sobre isso ontem, seu post veio a calhar.

    A tentação de ir pro campo é grande, mas as vantagens da cidade (médias e grandes) também são quase inevitáveis, como voce citou.

    Vou citar alguns fatores abaixo que pra mim fazem sentido procurar o “meio termo”, cidades médias (entre 300 a 1 milhão habitantes) correndo o risco de cair em clichê:

    1. aumento da digitalização e ofertas de emprego tipo homeoffice.
    2. preço impraticáveis dos imóveis das capitais (vide são paulo, ny, etc)
    3. aumento do fornecimento de internet de alta velocidade também para cidades médias.
    4. aumento no número de boas de escolas básicas nessas cidades .

    Inclusive a Época publicou reportagem citando Valinhos/SP como uma opção nesse sentido. Se voce puder dar a sua opiniao sobre isso seria interessante.

    Abraço!

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    • Oi Rudisom, não conheço Valinhos, mas pelo que vi no mapa, é muito próximo de Campinas (15 minutos de carro). Se você for uma pessoa que prefere morar numa cidade um pouco menor para ter tranquilidade, mas morar próximo de uma cidade metropolitana para justamente usufruir as vantagens, acho que é válido sim. Já eu, prefiro morar dentro de uma cidade grande, principalmente por não ter carro, e preferir continuar sem carro, então mesmo esses 15 minutos de distância já seria um limitador para mim. E outra coisa, se for mudar, eu não compraria um imóvel por uns bons anos, até ter certeza absoluta. Seria uma forma de testar os bairros, se a cidade está dentro da expectativa esperada. Beijos.

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  7. Yuka vou fazer um comentário um pouco longo a respeito do post porque merece. Moro em cidade pequena a anos e já morei em cidade grande, já até comentei em outro blog.
    Há por parte de boa parte de moradores de grandes cidades uma visão completamente falsa a respeito de cidades pequenas, onde impera uma visão romântica desse tipo de ambiente, isso percebemos fácil conversando ou lendo comentários na internet em que pessoas julgam a vida em pequenas cidades como algo praticamente perfeito.
    Já li que ganância, mania de grandeza, valor pelo que tem e não pelo que se é são comportamento típicos de grandes cidades e que no “interior”, nas cidadezinhas não é assim, entre outras coisas.

    Na minha opinião pelo menos umas 80% das coisas que as pessoas esperam da vida em pequenas cidades ou até mesmo na zona rural são ilusão, uma grande masturbação mental.
    Lógico que há vantagens, como há desvantagens também, mas com a experiência que tenho de vida hoje posso afirmar que praticamente tudo que há de ruim numa grande cidade, há também nas pequenas. Exceção: poluição e trânsito e mesmo assim há poluição em algumas regiões do interior por queimadas.
    Quem quer mudar de cidades maiores para menores tem todo o direito, mas é bom ir preparado para a realidade e não dentro de uma bolha de achismos.
    Destaco dois pontos que pesam negativamente: Empregos/Salários/Carreira, pra quem está em idade de trabalhar o universo de trabalho em micro municípios costuma ser muito ruim, tanto em salários quanto opções de carreira.
    Alguns vão dizer: Ah, mas o custo de vida é baixo, se vive bem com pouco. Eu respondo: a realidade não é bem essa, que é aposentado ou mais velho e já tem vida e patrimônio formado pode em alguns casos ser verdade, mas fora isso ninguém vai muito longe na vida ganhando até 2K.
    Vale lembrar que os custos com supermercado, combustível, impostos estaduais, energia, telefonia e produtos industrializados é idêntico em cidade grande ou pequena, o que mata boa parte do argumento de vida mais barata em micro cidades.

    O outro ponto negativo (pra mim muito negativo): O hábito de se cuidar da vida alheia. Quem vai a pequenas cidades pode não perceber um muito isso num primeiro momento, ou ao passar as férias em locais assim.
    Mas depois de morar algum tempo nesse ambiente percebemos que o buraco é bem mais embaixo, muita gente tem por hábito cuidar da vida alheia, fofoca é algo comum (geralmente fofocas negativas), curiosidade é algo comum (sobre praticamente tudo).
    Portanto quem acha que está invisível numa cidadezinha, acha que vai fugir da sociedade e coisas do tipo, posso dizer que o que acontece é o contrário, em cidades menores se está mais exposto, em pouco tempo saberão de onde você vem, o que faz, onde mora etc etc.
    Lógico que nem todas as pessoas são assim é bom deixar isso claro, mas é algo comum e pra quem não gosta de fofoca e/ou é discreto isso é algo cansativo e as vezes até desanimador.

    Pra finalizar isso de se valorizar mais o que se é, menos vaidade, mais simplicidade é tudo balela, a hipocrisia fica evidente.

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    • Muito bom comentário.

      Levantou um ponto muito importante, que é essa romantização da vida na cidadezinnha. Hoje prefiro muito mais o anonimato das grandes/médias cidades.

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    • Concordo cntg. Moro em uma cidade com pouco mais de 1 milhão de habitantes. Final do ano passado fui trabalhar em uma cidade com 80k, notório a hipocrisia. E fora que eu adoro comer fora, lá 22:00, não se entrega mais nada. Tudo fechado e mesmo em tempos fora da pandemia é da mesma forma.
      Eu não me acostumei, isso que fiquei 2 meses e meio.
      Agora trabalhando em SP e voltando pra casa nos finais de semana, vejo as facilidades de SP com outros olhos. Moraria fácil.

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      • Oi Bruno, já tive essas experiências de estar tudo fechado antes da hora que estava acostumada. Supermercados que fecham aos domingos. Agência dos Correios que não aceita cartão de débito, nem de crédito, só dinheiro. Ir nas lojas e não encontrar nada que está acostumada a comprar. Fora a fofocaiada, né? Não era raro o porteiro do prédio perguntar para mim o que tinha na sacola grande que eu estava trazendo, ou até mesmo para onde eu estava indo chamando um Uber… coisas impensáveis quando morava em São Paulo rsrsrs. Beijos.

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    • Olá anônimo, li e concordo com tudo o que você escreveu, minha opinião em relação ao interior se assemelha muito com a sua, da mesma forma que pessoas que possuem o sonho de morar em um sítio, precisa avaliar muito bem, já que é preciso ter condicionamento físico (em plena terceira idade) pra fazer o mínimo do mínimo para manter o local habitável. Uma ida ao supermercado, farmácia, hospitais, tudo precisa ser muito bem planejado. A mãe de um amigo mora num sítio, e para quem está acostumado com a comodidade da cidade grande, é osso. Uma simples ida ao pronto-socorro pode se tornar um pesadelo, no caso, o carro dele atolou e teve que chamar um trator para tirar o carro, com a mãe passando mal dentro do carro. Claro que tem as suas vantagens, mas é preciso avaliar bem o contra ponto também, como você bem escreveu, não dá pra sair romantizando tudo achando que será perfeito. Cidade pequena tem as suas vantagens, mas também tem as suas desvantagens, da mesma forma que a cidade grande. Beijos.

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    • Vim aqui só pra ver os comentários! Rs
      A vida cosmopolita tem muitas vantagens (as citadas no Post), mas as da cidade média ou pequena são maiores pra mim.
      O comentário do leitor aí em cima me soa equivocado ou irrelevante em sua totalidade.
      1- empregos: estamos falando de vida pós aposentadoria. Irrelevante.

      2- custos: idênticos? Não mesmo. Moradia, alimentação e até mesmo combustível foram mais baratos em todas as cidades menores que morei.

      3- fofoca: e daí? Devo nada pra ninguém. Acho que faz até parte da mentalidade Fire não se preocupar muito com a opinião alheia, então qual a preocupação especialmente quando você atingiu sua grande meta pessoal?

      O bom mesmo é que cada um tem sua preferência, já imaginou se todo mundo quisesse morar no mesmo lugar?

      Bjs

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      • Sou o anon do primeiro comentário.

        Não sou “Fire”, penso em um dia ser, mas ainda é uma realidade um pouco distante pra mim.
        Como citei no meu comentário, a realidade de quem é aposentado ou tem a “vida ganha” é diferente de quem ainda está buscando seu lugar ao sol.
        E o post está aberto a comentários de Fires ou não, postulantes a Fires ou não.

        “O comentário do leitor aí em cima me soa equivocado ou irrelevante em sua totalidade.”

        Como você disse no último parágrafo do seu comentário, cada um tem suas preferências, nem todo mundo pensa como eu, nem como você, pra algumas pessoas os pontos que citei podem ter sua relevância e não são equivocados porque vivo isso, não é achismo.

        Os custos de vida de tudo o que citei podem ser mais baratos em cidades maiores. Não citei moradias, essas sim tendem a ser mais baratas e geralmente são, mas com uma renda média da população menor também não dá pra salgar muito os preços.
        OBS: Os preços dos imóveis aqui na região não são tão baratos, em imóveis caros numa cidade de pouco mais de 30k/hab que conheço. Aqui na cidade onde moro a média de preços é menor, mas não é barato e acessível a maioria das pessoas.

        Morar em cidades medianas é uma opção pra quem não quer metrópole, aliás cidades entre 100 e 500k/hab podem ser boas opções.

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  8. Eu gosto tanto de SP tb. Sempre me sinto à vontade qdo vou. Hoje eu gosto de morar em uma cidade de médio porte, mas quem sabe ainda não vou morar numa cidade maior como SP? Aqui, eu sinto falta justamente dos aspectos que você mencionou… Talvez ainda precise me dar a chance de me abrir a esse tipo de experiência por alguns meses na minha fase FIRE, afinal de contas, sinto que estou em constante auto-conhecimento e amo experimentar.

    Beijão, Yuka!

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        • Pois é, São Paulo tem pessoas bem conservadoras, mas também há muitas pessoas que não são conservadoras, e é isso que me atrai. É muito bom ter amigos que não concordam com o machismo, que não aceitam o racismo, que são seus amigos do peito independentemente da sua religião, independentemente da orientação sexual, ver um chinês andando junto com um boliviano, pessoas dançando no meio da rua, gosto disso.

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  9. Yuka, acho que sou exatamente como você. Gosto de cidade grande, de ter opções pra comer, pra me distrair, pra conhecer pessoas, enfim, ter ali à disposicão um sem número de alternativas para o que quer que seja. Mas infelizmente sabemos que essa é uma escolha que custa: ser FIRE em SP sem sombra de dúvidas exige mais dinheiro do que ser FIRE em uma cidade de interior de 50 mil habitantes.

    Inclusive eu não esqueç a primeira vez que visitei Tokyo, com maus 15 anos de idade. Lembro NITIDAMENTE qual foi meu sentimento: “Quando eu for mais velho vou morar nessa cidade!”
    Lembro que quando estava voltando pra casa dessa “trip” (havia ido para Tokyo para assistir um show e fiquei 3 dias lá, na casa de um amigo), ficava olhando pela janela do “shinkansen” e me bateu uma baita de uma tristeza por star voltando para onde eu morava, que era uma típica cidade de interior do Japão, com seus 100 e poucos mil habitantes. Pena que esse sonho de morar em Tokyo dificilmente se conretizará (uma vida FIRE lá seria definitivamente um SONHO, rs).

    Abraço!
    https://engenheirotardio.blogspot.com/

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    • Oi Engenheiro, essa é a parte ruim de ser FIRE numa capital: é caro. Morar num local bem localizado em São Paulo definitivamente não é barato. Essa sensação que você teve em Tokyo, eu tive em Nova York, que cidade bonita, o Central Park cortando parte da cidade, mas é inimaginável o custo de morar lá. Como eu já moro em São Paulo há muito tempo, acabei me acostumando com os valores praticados por aqui, mas alguns dos meus amigos se assustam com os valores cobrados em São Paulo. Um beijo.

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  10. Não gosto de agito e caos constante, mas gosto das opções e facilidades de uma cidade grande. Gosto também de praia e área rural. Moro em Curitiba e, tirando o clima, pra mim é perfeito, especificamente a região metropolitana rural. Sossego de um sítio, com uma cidade “grande” a 20/30 minutos, e praias perto também.
    Acredito que a área rural de Regiões Metropolitanas de outras cidades também podem aliar o sossego com facilidades da cidade.

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    • Oi William, pra quem gosta de cidades mais tranquilas, morar nos arredores de uma capital é uma boa ideia, pois une a vantagem de morar em uma cidade menor, com a facilidade de ter uma cidade grande por perto. Beijos.

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  11. Yuka, posto maravilhoso, parece que leu a minha mente. Estava pensa do nisso esses dias.
    Confesso que ainda não me decidi onde morar na minha vida FIRE.
    Quando morava em SP (até a adolescência) só me via morando em cidade grande. Mas os problemas daí fizeram os meus pais virem pra uma cidade de médio porte chamada presidente prudente (uma campina do oeste paulista, pra você entender).
    O que os levou a isso? Violência urbana, sequestros infantis, violência sexual em transportes, trânsito e poluição. A poluição nos obrigava a fazer a bombinha de bronquite todos os dias.
    Depois em cidade média eu abracei o estilo de vida. Cidade grande mas sem violência, sem poluição…
    Morei por um período de três anos em uma cidade pequena, num bairro rural. E te digo, Foi uma experiência estressante. As pessoas saberem da sua vida e te julgarem com base na moralidade conservadora é péssimo. Você faz amigos mas nunca “amigos” porque eles são cheios de preconceitos. O que eu amei mesmo foi morar no bairro rural, num sítio. Descobri que adoro grama e árvores e quero que meus filhos brinquem na natureza como antigamente ao invés de ficarem enfurnados em casa com eletrônicos.
    Então no fim das contas. Nem cidade grande, nem cidade pequena. Cidade média como Campinas ou Jundiaí me interessam muito. (Eu consideraria morar num condomínio fechado com área verde em sp, mas o valor é um empecilho).
    Antes eu pensava em morar nessas cidades pequenas da região, como vinhedo e Valinhos. Mas não, cidade pequena nunca mais.
    ///
    Lembrei de você essa semana quando assisti um vídeo sobre cama Box baú (tenho interesse pela economia de espaço, meu quarto não tem espaço para guarda roupa) e a mulher do vídeo tinha todo aquele espaço lotado de roupas de cama, mesa e banho.
    Pensa num filme de terror. 10 jogos de cama completos com almofadas e mantas e travesseiros de todos os tamanhos, tapetes para todos os cômodos, cortinas de todas as cores e mais de 20 toalhas.
    Quanto tempo, dinheiro e espaço desperdiçado? Que agonia pensar em lavar tudo, trocar a cada semana, comprar comprar comprar…
    Tenho 2 lençóis, 2 toalhas, 1 cobre leito branco e uma manta de inverno.
    Tenho 4 toalhas (2 de corpo e 2 de rosto) e confesso que acho demais. Numa viagem que fiz descobri que vivo bem com apenas 2… Ainda não decidi.
    Enfim. Saúde para você e sua família

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    • Olá Anon, eu acho maravilhoso termos essas experiências de morar em diversos locais, diversas cidades, para ter esse conhecimento do que gostamos e do que não gostamos. Você que já morou em cidades grandes, médias e pequenas, além de bairro rural, consegue ter uma noção boa de cada uma das vantagens e desvantagens de morar em cidades assim. Eu sempre achei que iria voltar a morar no litoral, mas com o tempo, fui percebendo que a cidade que antes eu achava grande, se tornou pequena demais pra mim, comecei a sentir falta de ter mais opções. Nada como o tempo para nos mostrar essas coisas rs.
      Sobre a mulher do vídeo sobre cama box baú kkkk, fiquei aqui imaginando a situação, eu não conseguiria ter tantas opções de jogos de cama, sou que nem você, também tenho 2 lençóis, poucas coisas de cama e banho. Fico imaginando o trabalho que dá pra trocar todos os travesseiros (porque geralmente quem arruma a cama que nem loja tem cerca de 6 a 8 travesseiros), lavar, estender no varal, passar no ferro, recolocar… Um beijo.

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  12. Yukinha, se arrependeu de ter saído da loucura da grande cidade ? Post corajoso esse, pois poucos sao os que escolheriam sao paulo pra viver se pudessem. Mas é como alguem comentou, se todo mundo tivesse o mesmo gosto, ia morar todo mundo no mesmo lugar e aí nao ia dar certo. Financeiramente falando o custo de vida vc sabe, é bem pesado, ainda mais nos bairros melhores e mais bem localizados. Se vc tem convicção vale a pena pensar em comprar quando voltar pra SP. Vai voltar né ? Sucesso, parabens pelo blog !

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    • Oi Vagaba, sim, eu e marido já combinamos que permaneceremos aqui nessa cidade por conta das crianças, cidade mais tranquila, escolas boas, mas quando elas entrarem no ensino médio, nós voltaremos para São Paulo rsrs. Mudar de cidade foi muito bom, porque fez o marido ter a consciência de que também gostava muito de São Paulo (antes era só eu). Como eu já sei a região que quero morar, sempre estou de olho nos imóveis, se aparecer algum apartamento beeeem abaixo do valor praticado na região que eu quero morar (o que é muito difícil de encontrar, diga-se de passagem), pretendo comprar para alugar, e depois morar lá. Para ser FIRE em São Paulo, é necessário um patrimônio elevado (se quiser ter uma qualidade de vida boa, morar em locais bons, comer comida boa, usufruir dos restaurantes, cursos), mas já nos conformamos com isso e estamos na labuta hehe. Beijos.

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  13. oi Yuka, boa tarde.

    Eu moro em uma capital que tem em torno de 1,5 milhão de habitantes. Não é uma cidade pequena, mas não dá para comparar com São Paulo, que é enorme. Nunca quis viver em cidades pequenas, exatamente pelo que você falou, de todo mundo saber da vida de todo mundo. Acho muito chato isso. Se bem que o meu prédio, de tanto frequentar a área comum para levar a minha filha, acabou virando uma espécie de mini cidade também, cheio de fofocas e grupinhos. Mas isso eu sei que tem tempo de validade, daqui uns 2 anos ela não vai mais querer brincar e vai poder descer para a piscina sozinha com os amigos.

    Em termos de segurança, acho que não existe mais o paraíso de cidadezinhas do interior sem violência. Pode não ter assalto a mão armada, mas tem arrombamentos e outros tipos de crime. Ao menos no Brasil, onde você vai as casas têm grades nas janelas, alarmes, cercas, etc.

    Eu gosto muito do local onde moro hoje, tanto do apartamento quanto do bairro. Talvez, no futuro, me mude para um lugar menor, mas não tenho intenção de mudar de cidade, nem de bairro.
    Portaria é fundamental para mim, porque me sinto mais segura e porque compro muito pela internet. Não que eu ache que o porteiro não poderia deixar algum ladrão entrar, mas acho que é muito mais difícil do que em um prédio que todo mundo abre a porta externa sem saber direito quem é. Basta ter algum vizinho meio surdo ou pouco preocupado com segurança. O condomínio fica mais caro, mas se o prédio tiver muitos apartamentos, esse custo se dilui entre os moradores.

    O que eu gostaria de fazer quando me aposentar, daqui a alguns anos, é passar temporadas em outras cidades. Nós gostamos muito do Uruguai, e eu ficaria lá uns 3 meses direto se pudesse. Praia também é um lugar que eu gosto muito, por causa de imensidão, do horizonte limpo. Não gostaria de morar na praia, mas gostaria de passar mais tempo. Talvez depois de temporadas fora mudasse de ideia a respeito de viver aqui, mas por enquanto não tenho intenção de mudar. Ter opções de restaurantes e entrega de comida também é importante para mim. Não sei e não gosto de cozinhar, e não tenho nenhuma vontade de aprender.

    Eu não tenho hobbies – não considero que ler e caminhar sejam um hobbies – mas gostaria de voltar para a ashtanga e talvez para os cursos de línguas. Isso é bem difícil em cidades menores – mesmo aqui na minha cidade acho que deve ter uns 3 lugares que tem ashtanga e nenhum muito perto da minha casa. Já estudei inglês, francês e espanhol em outras épocas e amo viajar. Agora, na pandemia, é o que mais me faz falta.

    Interessante fazer essas previsões – nesses tempos de covid qualquer previsão é um exercício abstrato – pois temos que sobreviver ao menos até a vacina, que no meu caso deve chegar lá pelo final de 2022. Não sou de nenhum grupo prioritário, então estou aguardando sentada.

    Um abraço,

    Daniela

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    • Oi Daniela, também gosto de ter portaria pra receber as minhas encomendas rsrs, é muito bom ter a certeza que sua encomenda não voltará para os Correios por não ter ninguém para receber. Eu já morei em casa no período da faculdade, e a janela ficava direto para a calçada, eu levava cada susto rsrs. As pessoas estavam conversando e eu tinha a sensação de que estavam dentro do meu quarto.
      Nunca tinha ouvido sobre ashtanga, fui até procurar no Google, muito legal, deve ser bem difícil. Eu que tenho o corpo meio rígido desde criança, é praticamente uma missão impossível rs.
      Beijos.

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  14. Oi yuka, fiquei com mais vontade ainda de conhecer SP. Eu imagino que seja muito legal, sonho em ir na Liberdade, provar sushis, comprar coisas tradicionais japoneseas (amo a culinária).. Pra morar gosto do Litoral de SC. Praias maravilhosas em todos os cantos, friozinho no inverno, perto da Serra… Nasci no interior do RS, vontade zero de voltar pra lá, só gosto de passear. Morei tb em Canoas / Porto Alegres, minha ansiedade aumentou muito em cidade grande e o barulho me deixava louca, eu amo silêncio…. Pra mim o melhor é cidade não tão pequena e não tão grande. Já pensei em morar em sítio, pq não gosto do barulho da cidade, mas visitando um amigo, desisti na hora. Longe de tudo, só mato, pra mim não serve rs.. Cheguei à conclusão que o ideal é um bairro residencial numa cidade como aqui. Adorei este texto 🥰

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    • Oi Rosana, as pessoas tem por São Paulo amor e ódio rsrs. O dia que você vier pra São Paulo, já traz todas as malas de viagens, mais um monte de sacolas, porque tem tanta coisa boa e diferente por aqui…. e com preços interessantíssimos se você for nos lugares certos. É uma perdição rsrs. Eu acabei acostumando com a variedade de opções que tem aqui nessa cidade, então acabo estranhando quando vou para outras cidades, é como se estivesse faltando algo no cardápio. Eu nem compro tantas coisas assim, mas eu sempre gostei de olhar. Antes da pandemia, tinha o costume de ir nesses locais famosos em São Paulo (como a 25 de março, bairro da Liberdade, Brás, Bom Retiro, Av. Paulista, Zona Cerealista etc) e conseguia passar horas e horas vendo as novidades. Não foram poucas as vezes que o marido falava “mas você não trouxe nada?” kkkk. Beijos.

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  15. adoro viver em um grande centro urbano

    mas não há almoço grátis

    se por uma lado há facilidades para compras e acesso a inúmeros eventos culturais (cinema, teatro etc); por outro lado o ambiente é tóxico, aumentando o risco de câncer, pela poluição ambiental (ar poluído, poluição sonora, poluição visual etc..), o que abrange inclusive a água em que nos banhamos ou que usamos para lavar alimentos

    uma saída viável seria zonas azuis, mas o tédio e limitação dessa opção a torna muitas vezes pouco atraente

    abs!

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    • Oi Scant, muito bem lembrado. Essa questão da água foi uma coisa que me deixou bem maluca há alguns anos, pesquisei muito, e quanto mais pesquisava, mais desanimada ficava, pois o buraco é bem embaixo, resumindo, nem as águas engarrafadas escapam. Como você bem escreveu, não há almoço grátis, morar em uma grande capital significa tudo isso que você descreveu, além de sair bem mais caro o custo de vida. Beijos.

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  16. Que bom post, Yuka! Falava com a minha irmã esta semana que o principal problema que sinto na hora de planejar o futuro é que não sei onde vamos morar após a pandemia passar. Ou seja, se eu soubesse que é esta o aquela a cidade onde quero criar meus filhos, seria muito mais fácil bolar um plano claro a seguir. Se soubéssemos o tipo de lugar que gostaríamos para nós velhinhos, a mesma coisa. Para piorar, no nosso caso entra também a questão geográfica/ internacional dos nossos afetos. Saber onde quer morar (ou pelo menos, o tipo de lugar onde você quer passar seus dias) é tão importante quanto conhecer de investimentos para alcançar a independência financeira. Abraços!

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    • Oi Bhuvana, encontrar uma cidade para morar é algo que parece fácil, mas é difícil, porque envolve vários fatores, a opinião do cônjuge, dependendo da idade dos filhos, precisamos levar em conta a opinião deles também, além da família, amigos etc. Durante muitos anos, eu e meu marido não tínhamos essa questão tão alinhados, já que meu marido tinha a vontade de morar em um lugar mais tranquilo, enquanto eu, gostaria de permanecer na capital de São Paulo. Foi só quando saímos da capital, que ele percebeu as vantagens de São Paulo (as desvantagens já sabemos faz tempo rsrs), então acho que é isso, quando não sabemos onde queremos morar, podemos primeiro riscar as cidades que não queremos morar. Isso já faz uma baita diferença. Um grande beijo.

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  17. Oi Yuka,

    Maravilhoso seu post. Sou mineiro e passei a maior parte da minha vida em Minas Gerais, na região metropolitana.

    Arrumei uma boa oportunidade de trabalho e fui para Sampa. Enquanto estava solteiro, eu morei dois anos e meio em Taubaté (SP). Foi uma cidade que considerei bem agradável com uma população de 300k, bem localizada (próximos da praia 2h, Campos do Jordão 1h, RJ 3h e SP 3h).

    Mudei-me para Sampa faz quase seis anos, porém não me acostumei tanto assim, até saía um pouco, mas sentia-me deslocado. Quando me casei com minha esposa (também mineira), as coisas intensificaram, pois ela também não se acostumou. Planejamos nos mudar para Minas Gerais quando alcançar a IF.

    Concordo com seu texto que devemos ir aonde nós sentimos confortáveis e felizes. E uma coisa que sinto falta em São Paulo é do meu atelier de marcenaria (todas minhas ferramentas ficarão em Minas) que é um hobby fantástico. E aqui não tive oportunidade de ser “cupim”, sou um adepto do “fala você mesmo’.

    Abraços

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    • Oi VAR, o bom é você e sua esposa estarem alinhados, isso facilita demais a escolha de uma boa cidade para morar. Imagina se você quisesse morar em uma cidade grande, enquanto sua esposa tivesse o sonho de morar em um sítio? Aí seria difícil, alguém teria que ceder. São Paulo é uma cidade cara, principalmente se decidir morar em um local bom, e no seu caso, ter um atelier de marcenaria, faria com que você tivesse que escolher uma casa para morar, ao invés de apartamento, o que encareceria ainda mais o custo de vida. O ideal é fazer o que vocês já estão fazendo, aproveitar São Paulo para poupar mais, investir, e no futuro, retornar para Minas Gerais. Um beijo.

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