Eu fui: Congresso Internacional da Felicidade

Semana passada, dia 05 e 06 de novembro, aconteceu o tão esperado Congresso Internacional de Felicidade, na cidade de Curitiba.

E eu pude estar lá.

Eu descobri sobre a existência desse evento, 1 ano antes da pandemia, em 2019. Na época, fiquei na dúvida se iria ou não, e acabei optando por não ir, afinal, não é um evento barato.

Depois a pandemia chegou, e o evento foi cancelado por 2 anos seguintes.

Em 2022, quando soube que o congresso seria retomado, não pensei duas vezes: comprei o ingresso, chamei uma amiga para ir comigo, comprei a passagem de avião, reservei o hotel e me entreguei no evento sem medo de ser feliz ou cafona.

Vai ser difícil explicar a experiência que tive lá, mas adianto que passei um fim de semana maravilhoso.

Estar neste evento, acompanhada de uma das minhas melhores amigas, deu um tom todo especial. Pudemos conversar muito, matar a saudade, já que apesar de nos encontrarmos e nos falarmos sempre, há anos (desde que me casei) não ficávamos tantas horas juntas, de dormir no mesmo quarto, de ver a cara uma da outra toda amassada por ter acabado de acordar.

No Congresso, dei muita risada na palestra do Clóvis de Barros, enquanto ele explanava sobre a gramática do amor. Me emocionei muito na palestra do poeta e escritor Allan Dias Castro sobre o tema Transbordar. Concordei com a palestra da Ruth Manus sobre: É possível ser feliz exausto?

Me surpreendi com a energia contagiante da Noéle Gomes, falando sobre a felicidade na cosmovisão africana, e também pelo Fernando Belato, que, com sua energia única, nos mostrou como ter inteligência emocional durante os conflitos da vida.

Teve diversas palestras igualmente interessantes como da filósofa Lucia Helena Galvão, da médica especialista em cuidados paliativos Ana Cláudia Arantes, falando um pouco sobre o tempo; a Monja Coen falando sobre a felicidade nas pequenas coisas e também o ex-ministro da educação no Butão, Thakur Powdyel, falando sobre FIB (Felicidade Interna Bruta).

Todos os palestrantes foram unânimes em dizer que felicidade não pode ser vista apenas como uma conquista individual.

É necessário pensar no bem estar coletivo, em ajudar o próximo, aceitar as diferenças, respeitar a felicidade do outro, conversar de forma civilizada com alguém que tenha uma visão diferente da nossa.

É tudo o que não vemos muito atualmente, não?

Felicidade ainda é aceitar a realidade, fazer o melhor de acordo com a condição atual, reconhecer a brevidade e a impermanência da vida, compreender que a felicidade acontece nas interações, nos laços sociais, nas profundas conexões que criamos com outras pessoas.

Por mais que eu tente, não consigo resumir as experiências que eu tive nesse fim-de-semana, pois foram tantas experiências, tantos ensinamentos, tantas reflexões, tantas lembranças, tanta energia boa, sabe?

Vi muitas pessoas chorando em vários momentos, pois muitas palestras tocam o nosso coração. As feridas que tentamos esconder por tanto tempo também emergem, nos fazendo refletir, querer melhorar, ser uma pessoa mais consciente, evoluir como pessoa.

Se eu tivesse participado deste congresso em 2019, eu teria tido uma outra percepção por estar em uma fase diferente de vida.

Como vocês sabem, 2021 e 2022 foram anos particularmente difíceis para mim, um ano de muita superação, de autoconhecimento, de ir em busca de mim.

A vida é feita de ciclos, e em cada ciclo temos metas diferentes, sonhos e expectativas.

Eu já tive a fase em que o minimalismo era o assunto da vez, depois foi a independência financeira, e neste ano, o que mais quero é aproveitar tudo o que eu já tenho, meu marido, minhas filhas, minha família, meu tempo livre, meus hobbies, meus amigos, meu trabalho, o tempo de vida que eu ainda tenho.

Saí do congresso com a certeza de que a vida é agora.

De que não existe viver e não querer sofrer.

Viver é sofrer, é rir, é amar, é chorar, é tudo junto e misturado.

É estar presente e consciente, permitindo-se entregar de corpo e alma.

~ Yuka ~

30 Comments on “Eu fui: Congresso Internacional da Felicidade”

  1. Bom dia querida amiga, que saudade de seus posts!!!como senti falta deles aos domingos! Tenho a plena certeza que devemos viver com intensidade o hoje, a vida passa muito rápido, vou me programar para ir a esse congresso também, beijosss , fique com DEUS!!!

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    • Oi Dri, sim, às vezes darei um chá de sumiço, tem me feito bem não me cobrar tanto, eu sempre fui muito perfeccionista, estou tentando deixar isso pra lá, que tudo bem não estiver com vontade de escrever de vez em quando hehehe. Um beijo!

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  2. Quanto mais velho vou ficando, mais tenha a sensação de que a vida passa rápido.
    Tenho 38 anos, as vezes nem acredito que já tenho essa idade. Esse ano refleti bastante sobre isso, principalmente de uns 3 meses pra cá.
    Até “agora a pouco” eu era um jovem de 20, 20 e poucos anos, cheio de dúvidas sobre profissão, futuro, como seria minha vida, agora já vejo os 40 anos chegando.
    Pouco depois de completar 26 anos iniciei os aportes com o objetivo de atingir a IF ou semi IF até os 40 anos. Só de pouco tempo pra cá que vou me sentindo um pouco mais confortável financeiramente, mas ainda falta uma boa quantia para o meu objetivo. Vamos ver se consigo.
    Esse ano fiz compromisso comigo mesmo que me importaria menos com coisas relacionadas ao trabalho e com coisas relacionadas a investimentos.
    Simplifiquei o máximo possível nesse sentido e posso dizer que ao menos esse ano foi mais suave.
    Mas pra alcançar a felicidade ou ao menos tornar a vida mais leve é fundamental gostar de si mesmo. Não acho que dá pra aproveitar a vida de fato, ter bom equilíbrio emocional se não gostamos de fato de nós mesmos, se não nós aceitamos como somos, se não reconhecemos nossas qualidades e potencial, apesar de nossos defeitos.
    Isso pode parecer e até ser óbvio, mas penso que muita gente tropeça aí, carregando pesos que não são seus, não se enxergando como capazes, querendo mostrar ser o que não são, vivendo demais para satisfazer os outros, não prestando atenção as suas próprias necessidades, empurrando com a barriga coisas que não deveriam ser empurradas, em resumo, se sabotando.
    É fundamental olhar pra dentro sem uma autocrítica brutal como muitos fazem. E aparentemente, muitas vezes pessoas capazes e privilegiadas sob alguns aspectos são as mais duras consigo mesmo.

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    • Oi Anon, também tenho idade parecida com a sua, sou um pouco mais velha, tenho 41. E é isso, a vida vai passando cada vez mais rápido mesmo, e pelo que entendi, conforme os anos vão passando, o tempo vai passar ainda mais rápido para nós (https://super.abril.com.br/comportamento/o-tempo-esta-passando-mais-rapido). Concordo totalmente com você de que para sentir felicidade, precisamos gostar de si mesmo. Sabe que a depressão seguida de ataque de pânico que eu tive, me obrigou a fazer terapia, e na terapia, ando descobrindo várias das minhas facetas até então desconhecidas. Eu achava que me conhecia bem, mas com a ajuda da minha ilustríssima psicóloga, percebi como autoconhecimento é algo muito mais profundo do que eu imaginava. Seu comentário é bem importante, pois eu mesma sou muito crítica comigo, apesar de não ser com os outros… e estou numa fase de vida que estou aprendendo a me acolher, a ter compaixão comigo. Beijos.

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  3. Yuka, Como a sua sabedoria fez falta!Obrigada por nos presentear com seus textos incríveis e sua generosidade.  Que bom q vc pode aprender mais e passear também, porque é  essas brechas que a felicidade aparece. Tudo de bom sempre! Bjs!!! Juliana Braga de Oliveira

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    • Oi Juliana, Obrigada pelos tantos elogios rsrs. Sim, o passeio foi maravilhoso, o evento também, e a companhia também rsrs. Voltei renovada e com a certeza de que às vezes, um fim-de-semana, pode dar um toque todo colorido a mais na nossa vida. Beijos.

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  4. Olá, já tinha saudades da sua escrita.
    Conte nos mais coisas que aprendeu e que mais conclusões tirou de tudo o que viu e ouviu.
    Obrigado e beijinhos

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  5. Yuka,

    Gostei muito do seu post e por ter vivenciado cada momento de forma tão intensa e agradável.

    Como você disse no final, a vida é agora. E impermanente. Por isso, precisamos vivê-la da melhor maneira possível.

    A felicidade e a leveza podem ser encontradas nas pequenas coisas da vida. Basta procurá-las com um olhar mais atento. Claro que não dá para fazer isso o tempo todo, pois o sofrimento e a tristeza fazem parte da vida, mas não podem tomar a maior parte do nosso precioso e finito tempo.

    Boa semana!
    https://simplicidadeeharmonia.com

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    • Oi Rosana, estar presente é algo difícil, porque sempre fomos habituados a pensar no futuro: quando eu passar de ano, quando chegar o ano novo, quando eu ganhar o aumento de salário, quando eu me aposentar… enquanto isso, a vida vai se esvaindo. É difícil explicar essa sensação, eu já sabia disso, mas é como se agora eu tivesse mais consciência sobre isso. Um beijo.

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  6. oiii, Yuka!

    Que bom que você voltou! Imagino a tua felicidade com essa viagem. Mesmo que as palestras fossem horríveis (brincadeirinha!), tenho certeza que você ia aproveitar muito. Não é todos os dias que as mães podem tirar essa folga. Quando a minha filha era menor, eu já ficava feliz de tomar um café sozinha com alguém adulto e não precisar ficar olhando em volta para ver o que ela estava fazendo o tempo todo.

    Aliás, eu me dei conta dias atrás que eu e meu marido saímos um final de semana sozinhos pela primeira vez em quase 12 anos! E, na verdade, não foi por nossa causa, mas sim porque a nossa filha tinha outro compromisso e não podia ir junto.

    Essa coisa de viver o presente parece tão óbvia, mas é tão, tão difícil de ser colocada em prática por gente ansiosa como eu. Esse ano tive várias questões novas para lidar e algumas questões velhas que ressuscitaram e isso veio a minha cabeça muitas e muitas vezes. Que o futuro é um ponto de interrogação, que não temos controle, que temos que estar presentes aqui e agora. Virou quase um mantra para mim, mas, ainda, com poucos efeitos. Mas espero que ano que vem as coisas se acomodem um pouco e eu possa lidar com mais sabedoria com essas questões. Ou não lidar, simplesmente deixá-las ir, porque não tenho controle sobre elas, estão aquém da minha vontade ou do meu controle. E, como disse o anônimo aí em cima, algumas nem mesmo são minhas.

    Um beijão, ótima semana!

    Daniela

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    • Oi Daniela, tudo bem? Estou de volta. Sobre sua saída com seu marido sem a filha, não ficou com uma sensação de que estava faltando algo? rsrs Eu lembro que quando saí sem as filhas pela primeira vez, eu e meu marido parecíamos uma barata tonta, não sabíamos o que fazer hehehe, era como se estivéssemos esquecido algo importante em algum lugar. Viver o presente não é fácil não, é muito difícil, e o pior, não fomos educados para viver o presente. É com a terapia que eu percebi como eu estou sempre adiantada, sempre pensando lá na frente, e acabo que não aproveito tanto o presente. Foi um choque. Por isso agora faço questão de “largar a pá”, curtir o trajeto. Se viajo, fico olhando para a paisagem. Se estou andando pela cidade, presto atenção nos sons. Para quem sempre gostou de viver no futuro, tem sido um exercício e tanto. Ter voltado a ler livros físicos também me ajuda a concentrar no agora, afinal, o kindle mostra muitas outras opções interessantes de leitura. Um beijão pra você também.

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  7. Yuka que alegria ter de volta os seus posts.

    Te acompanho há algum tempo e graças a você descobrir esse congresso, fui pesquisar só por curiosidade e que grata surpresa descobrir que seria na minha cidade.

    Chamei algumas amigas para participar, mas umas por falta de tempo, outras por conta do investimento, no final acabei indo sozinha e foi a melhor coisa que fiz por mim. Tanto amor e gentileza por metro quadrado, em meio a tantas desavenças e ódio em que vivemos. Ali, vi que o mundo tem solução e que há muitas pessoas boas.

    Lá descobri que a mudança que tanto almejo não está lá fora e sim dentro de mim.
    Fui sozinha ao evento, mas não me senti só em nenhum momento.

    Conheci pessoas incríveis, cada uma com sua história, seus conflitos e suas alegrias. Me vi em cada rosto, em cada sorriso e em cada lágrima e quantas lágrimas derramadas, lágrimas de dor, lágrimas de angústia e muitas lágrimas de gratidão e alegria.

    Viver não é não sofrer, é sofrer e continuar vivendo. Nada dura para sempre. Nem o sofrimento e nem a alegria. E se dar conta disto nos faz viver o momento.

    Esse ano não foi um ano fácil para mim. Mas foi um ano de descobertas e amadurecimento. Me dei conta que não preciso estar bem sempre, que tenho minhas fragilidades e angústias e está tudo bem. Parei de criar grandes expectativas e passei a comemorar as pequenas vitórias…e assim a vida ficou mais leve.

    Durante o congresso até tentei te encontrar, mas em meio o tanta gente não seria fácil. Mas só o fato de saber que você estava ali escutando as mesmas palestras, aprendendo junto, já enchia o meu coração de alegria.

    Espero que vc continue dividindo os seus ensinamentos Yuka. Adoro seus posts. Vc faz a gente enxergar o que é essencial.

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    • Oi Dalva, eu estava lá, você também! Que bom que você foi no evento, foi maravilhoso, né? E que pena que não me achou, mas também, fiquei sabendo que tinha 2.000 pessoas rsrsrs. Faço das suas palavras, as minhas “Esse ano não foi um ano fácil para mim. Mas foi um ano de descobertas e amadurecimento. Me dei conta que não preciso estar bem sempre, que tenho minhas fragilidades e angústias e está tudo bem. Parei de criar grandes expectativas e passei a comemorar as pequenas vitórias…e assim a vida ficou mais leve.” É exatamente assim que eu também me sinto. Pode deixar que continuarei escrevendo no blog sim, mas não para dividir ensinamentos, mas para compartilhar experiências de vida, incluindo os medos e as fraquezas. Um grande beijo pra você!

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  8. Oi Yuka!
    Que interessante esse congresso. Eu pesquisei muito sobre o tema Felicidade durante a pandemia. Acho que estava num momento parecido com o seu. Passei anos focada na independência financeira, e quando ela estava próxima a chegar, percebi que precisava focar no que iria me fazer feliz de fato. Um dos melhores livros que li na época foi o “Projeto Felicidade”, da Gretchen Rubin. Ela usou cada mês de um ano para se dedicar a algum tópico que a ciência já provou que nos faz mais feliz. Achei um projeto incrível e fiquei com muita vontade de fazer um experimento parecido em breve 🙂
    Fico feliz que você tenha se permitido gastar dinheiro com uma experiência tão rica. É um exercício importante pra nós frugais 🙂
    Beijos grande!

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    • Oi Elsa, rá, e eu que fiquei com vontade de comprar esse livro? Eu estou com uma dúzia de livros na minha estante para serem lidos, livros que comprei na feira de livros da USP que aconteceu semana passada, livros que comprei no congresso e livros encontrados em sebos… Bom, enquanto escrevia este comentário, resolvi comprar o livro. Pronto, chega em 11 dias úteis rsrsrs. Depois podemos trocar ideia sobre este livro heim. Beijos.

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