Dinheiro, IF e FIRE · Minimalismo

Minimalismo nas finanças

casamento finanças

Devo estar nostálgica… É o terceiro post seguido que comento sobre meu ex-marido.

Mas é por uma boa causa, vou explicar como a gente se organizava financeiramente.

Quando casei pela primeira vez, por uma sugestão minha, eu e meu ex-marido dividíamos as contas de uma forma muito democrática. Ele ganhava 60% dos nossos rendimentos somados, e eu 40%. Ele pagava 60% das contas e eu pagava 40%.

Só que com o tempo, parecia que morávamos em uma república, já que tudo era muito meticulosamente dividido. Conheço muitos casais que dão certo fazendo isso, mas para mim, não deu muito certo.

Já com o meu atual marido, decidi fazer diferente.

Meu marido é muito econômico, daqueles que anda 20 km de bicicleta, para na frente da sorveteria pingando de suor, passa vontade, mas não compra o sorvete. Quando fico sabendo dessas histórias, eu sempre pergunto o motivo dele não ter comprado. “Compra! Não passe vontade!” E a resposta dele é que como ele passou necessidade financeira durante muitos anos, acabou se acostumando a não comprar, diz que nem percebe quando tem esses comportamentos de racionamento.

Por ele ser assim (mãozinha fechada), as nossas finanças são organizadas de uma forma muito fácil.

1.) Soma-se nossos salários.

2.) Paga-se todas as contas.

3.) Cada um pega uma parte (chamamos carinhosamente de mesada).

4.) Poupamos o restante.

Eu sou CLT, meu marido não tem carteira assinada. Eu recebo vale alimentação, vale refeição, 13º salário, adiantamento de férias. Ele não. Mas aqui em casa a regra é: quando entra dinheiro na conta de um, o dinheiro vira nosso.

Não temos competição, nem orgulho de quem ganha mais que quem. Hoje meu salário pode ser maior que o dele, amanhã, o salário dele pode ser maior que o meu. Tanto faz.

Como tudo é “nosso”, nos empenhamos em economizar juntos, porque a economia de um, vira a economia dos dois. Quando um quer gastar em algo mais caro, sentamos ao redor da mesa e conversamos sobre prioridades.

Não recomendo esse tipo de divisão para todos os casais, pois há casais em que um gasta mais, ou que tem um hobby mais caro.

Para mim e para o meu marido, tem funcionado muito bem.

Sentimos mais cumplicidade, pois um acaba policiando o outro nos gastos, nos esforçamos para alcançar as metas de uma forma mais rápida, além de termos mais clareza e transparência nos gastos.

E se um ficar desempregado? Tudo bem, acontece. E se um ganhar mais que o outro? Que legal, parabéns, alcançaremos a nossa meta mais rápido. E assim vamos levando a vida de uma forma leve.

Aqui em casa até as finanças se tornou minimalista.

~ Yuka ~

Minimalismo

É preciso saber a hora de partir

Estava eu lembrando do meu casamento anterior e o por quê de ter acabado.

Acredito que havia várias pequenas coisas que não estávamos alinhados, mas um dos principais motivos foi o estresse que meu emprego me causava.

Eu era workaholic e trabalhava das 7h as 22h e para piorar, não tinha um controle emocional forte, motivo pelo qual me abalava profundamente quando percebia injustiças no trabalho.

Tudo isso foi gerando estresse e para piorar, carregava esse estresse para casa. Lembro que meu ex-marido me aconselhou por diversas vezes para eu largar meu emprego, mas meu orgulho (besta, diga-se de passagem) não deixava sair do emprego para ficar desempregada, mesmo que isso custasse a minha saúde psicológica.

Estudei muito para passar em um concurso e de fato eu passei, mas quem já prestou concurso sabe que as coisas demoram para acontecer.

Foram apenas alguns meses, talvez 1 ano. Me chamaram rápido, mas demorado o suficiente para desgastar o meu casamento.

E acabamos nos divorciando.

Talvez se eu não fosse orgulhosa e tivesse largado meu emprego eu poderia estar casada com ele? (meu atual marido me agradece intensamente por eu ter sido orgulhosa rs).

Posso dar outro exemplo. Meu salário ainda é alto se comparado a média salarial da minha categoria. Mas por não receber reajustes anuais por anos, em algum momento da minha vida sei que o meu salário não será bom.

Vou ficar esperando esse dia chegar? Definitivamente não. Desta vez eu vou saber a hora de partir.

Todos os dias dou um passo a mais para o destino onde quero chegar. Leio textos, converso com pessoas, estudo, vejo vídeos, faço cursos, tudo para me preparar para quando o momento de partir chegar.

Quando falo em “partir”, pode servir para qualquer situação em que estamos…

Um casamento que já não está bom.

Um emprego que nos traz sofrimento.

Um amigo que nos faz sentir mal.

Um bairro que se tornou perigoso.

Lembranças que já não fazem mais sentido.

Aproveite este fim de ano para listar tudo o que pode partir da sua vida.

Um Feliz Natal para todos.

~ Yuka ~

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Quantos anos têm os objetos da sua casa?

máquina de escrever

Nessa era de descarte e desperdício, surgiu a seguinte pergunta: qual é o item mais antigo que possuo?

Posso dizer que os objetos que tenho em casa são relativamente novos. Algumas coisas eu já tinha, outras, comprei quando casei em 2013.

O notebook que uso já tem 7 anos, está difícil, lento, trava várias vezes, por isso em breve vou comprar um novo.

O restante das coisas são novas, a máquina de lavar roupa que tem 2 anos e meio, a mesa de jantar que tem 4 anos, o sofá que tem 6 anos e por aí vai.

Mas quem ganha o troféu por cuidar bem das coisas que possui, é o meu marido.

Ele tem um moleton que usa em casa há 22 anos. Esse moleton é mais velho do que muita gente que está lendo esse blog.

Ele também tem a mesma lapiseira há 18 anos. E usa todos os dias. Outro dia perguntei pra ele se nessa época já existia lapiseira. Achava que só existia lápis rsrs.

Alguns itens beiram o absurdo, como uma pasta de elástico que possui há 16 anos. O elástico da pasta está tão larguinho, coitado, mas ele continua usando e levando todos os dias na mochila.

Tem também uma batedeira laranja herdada da mãe, ou seja, tem 34 anos, quase a minha idade. Lembro que chegamos a conversar qual batedeira iríamos comprar quando essa quebrasse. Já desisti, porque descobri que ela é inquebrável.

Conversando sobre essas coisas com a minha mãe, descubro que ela também tem objetos muito mais antigos que a do meu marido…. ela tem uma bacia há 55 anos, um livro de receitas há 59 anos, uma boneca que guarda há 60 anos, uma régua de madeira que usou no primário há 60 anos…

Os dois são um exemplo pra mim de como dar valor e cuidar das pequenas coisas, mesmo que pareçam banais. De que não precisamos sair comprando e substituindo todas as coisas que temos, só para estar na moda.

– Yuka –

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A vida sem carro (e com 2 filhas)

sem carro

Para uma família de classe média que mora em São Paulo e que tem 2 filhas, não ter um carro pode ser um ponto fora da curva.

Antes mesmo de eu ser mãe, muitas pessoas estranhavam o fato de não ter um carro.

Quando fiquei grávida da minha primeira filha, me perguntavam: “agora vocês vão comprar um carro, nééé?” E lembro de ter respondido que eu compraria sim, se sentisse necessidade. E a vida prosseguiu sem sentirmos essa necessidade de ter um carro.

Logo depois, engravidei de novo. E de novo, ouvia o mesmo tipo de comentário: “um filho até que vai, mas com dois, vocês PRECISAM ter um carro!”

Então decidi mostrar um pouco neste post, como é a nossa rotina e logística sem carro:

1.) more perto de metrô

A escolha de morar em um apartamento perto de metrô (a menos de 100 metros) foi fundamental para que eu continuasse sem carro. O aluguel é mais caro? Sim, mas sai mais barato do que manter um carro.

2.) programe as atividades pela proximidade do metrô 

Todas as atividades principais da família são programadas pela proximidade do metrô. A creche fica a 3 estações, a casa da minha mãe fica a 2 estações, o meu trabalho é praticamente grudado no metrô, o pediatra fica a algumas estações etc.

3.) tenha supermercados por perto

Como isso é importante! Perto de casa há 3 supermercados (um grande e dois mini-mercados) e isso faz muita diferença na praticidade do dia-a-dia.

4.) tenha farmácia por perto

É muito importante ter farmácias por perto principalmente quando se tem criança pequena. Há uma farmácia de bairro a 1 quadra de casa e uma farmácia 24 horas a 3 quadras de distância.

5.) faça compras grandes pela internet 

Eu faço todas as compras grandes (e pesadas) pela internet: pacotes de fraldas, móveis, eletroportáteis, etc. Se uma determinada loja não tiver vendas online, eu vou até a loja de metrô/ônibus e volto de táxi.

6.) agende médicos pela proximidade de sua casa

Médicos, pediatras e exames laboratoriais: escolho pela localização do consultório/laboratório. Em dias de chuvas fortes, até pego um táxi, mas acaba não custando mais que 10 reais.

7.) organize passeios com antecedência 

Quando vamos passear, costumamos ir de metrô até o mais próximo possível do lugar e o restante do percurso pegamos táxi. Carregamos na mochila as fraldas, roupa extra, etc. Assim ficamos com as duas mãos livres para sair correndo atrás das crianças. Temos sempre um plano A e um plano B, se fizer sol, vamos para tal lugar, se chover, vamos para outro lugar. Assim, não nos frustramos com as condições climáticas.

8.) more perto do trabalho 

Meu marido vai de bike; e eu, de metrô. Nos 30 minutos que estou dentro do vagão, aproveito para ler livros e estudar.

9.) planeje viagens com antecedência 

Minha sogra mora bem longe de São Paulo e podemos ir de ônibus (10 horas de viagem) ou de avião (1 hora de viagem). Como sempre pesquiso voos promocionais com antecedência, acabo pagando quase o mesmo valor da passagem de ônibus.

É isso.

Acho que já devo ter comentado em algum post que eu já tive carro há mais de 10 anos e que ‘comia’ uma boa parte do orçamento. Quando fiquei sem carro, foi muito-muito-muito difícil pra mim. Foi árduo esperar no ponto de ônibus embaixo de sol e de chuva, sentia muito cansaço no sobe e desce do ônibus, ter que andar quarteirões, me equilibrar no ônibus e no metrô com uma bolsa grande, mas tudo é uma questão de costume. E hoje eu já me acostumei. Tenho a plena consciência de que não ter carro é o que me permite continuar investindo todos os meses, além de possibilitar horas de leitura dos meus livros preferidos.

– Yuka –

Minimalismo

Desperte para as pequenas felicidades

bebe rindo

Cheiro de café, pão caseiro e cochilo no sofá.

Kindle e sofá, chuva e cobertor, chá e cookie no forno.

Risada de criança, algodão doce e surpresa do kinder ovo.

Jantar romântico, música clássica, sexta-feira à noite.

Brigadeiro de festa de aniversário, raspar a lata do leite condensado, sentir cheiro de bolo no forno.

Banho quente. Sabonete novo. Toalha fofa.

Sol e picnic. Assoprar dente-de-leão, vento no rosto, pés na grama.

Chegar em casa, pés descalços, cama quentinha, lençol recém-trocado.

Dormir de cobertor, sentindo cheiro do cabelo de bebê.

~ Yuka ~

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Dicas para ter um guarda-roupa minimalista

armario capsula
Fonte: Pinterest

Desde 2013, meu guarda-roupa tem se tornado cada vez mais enxuto (apesar dos meus amigos e colegas acharem que tenho um guarda-roupa abarrotado de roupas).

Por isso irei compartilhar aqui as dicas que eu uso para manter meu guarda-roupa em ordem e o mais importante, somente com o essencial:

1.) CORES DIFERENTES

roupas coloridas
Fonte: Shutterstock

Para quem quer um guarda-roupa enxuto, uma dica muito importante é não ter roupas com cores repetidas. As pessoas geralmente não percebem muito a modelagem da blusa (se é uma blusa preta com manga longa, uma blusa preta com manga 3/4, uma blusa preta de manga curta, uma regata preta etc), mas reparam muito nas cores.

2.) ROUPAS DE QUALIDADE e CONFORTO x MODA FAST FASHION

roupas

Gosto de separar a qualidade das roupas que uso nestas duas categorias. Gasto em roupas de qualidade como peças bem estruturadas como blazer, uma jaqueta de couro, um casaco de inverno de boa qualidade, calças de corte alfaiataria etc. Escolho peças que são bem cuidadas por dentro, bem costuradas, alinhadas e costuras bem miudinhas e reforçadas. São peças de maior qualidade e muitas vezes mais caras, mas que duram por muito mais tempo.

Já as blusinhas, regatas e camisetas eu compro em lojas de fast fashion, que são bem mais baratas. Geralmente não compro blusas estampadas, prefiro as lisas.

3.) PEÇAS CURINGAS

Algumas peças são essenciais para fazer novas variações com peças mais básicas: vestido, saia colorida, saia preta, camisa branca, regata preta, jaqueta preta, blazer de corte clássico, calça jeans, calça branca, um sapato scarpin, etc.

4.) CRIATIVIDADE

Aqui a criatividade rola solta. Eu uso vestido como saia, camisa aberta com blusa por dentro, camisa com regata por cima, e assim vou multiplicando o meu guarda-roupa (por isso as pessoas acham que eu tenho muita roupa). Aqui tem 2 posts que exemplifico isso: camisa branca e saia amarela.

5.) ACESSÓRIOS

DIY porta joias 10

Eu não uso joias, por isso compro bijuterias baratas.

6.) SAPATOS

Tenho poucos sapatos como já mencionei neste post. Uso a mesma regra das cores em relação aos sapatos e evito ter sapatos com cores parecidas.

7.) BOLSAS

Tenho 2 bolsas e 1 mochila: uma bolsa para trabalho, uma bolsa lateral para passeio e 1 mochila. É o suficiente para mim.

8.) MAQUIAGEM

fullsizerender

Aqui neste post conto as maquiagens que possuo, e que ainda estou no processo de redução. Mas já não tenho mais 10 a 20 batons, três têm sido suficientes. Não tenho mais 3 blushes, uma é suficiente. E assim vou descobrindo o que é essencial para mim.

~ Yuka ~

Minimalismo

Desfrute sem possuir

desfrute

Dando continuidade ao post anterior que tinha como título a frase budista:

“não é mais rico quem tem mais, mas quem precisa de menos”

Atualmente, temos diversas possibilidades de desfrutar bens e serviços sem a necessidade de comprar com a finalidade de ter. Nesta última década, surgiram tantos serviços e produtos novos, que hoje podemos ter benefícios de utiliza-los, mesmo não tendo a posse.

O ato de desfrutar sem possuir também pode ser chamado de economia compartilhada, segundo o site Consumo Colaborativo:

quando o consumidor paga pelo benefício do produto e não pelo produto em si. Tem como base o princípio de que aquilo que precisamos não é um CD e sim a música que toca nele, o que precisamos é um buraco na parede e não uma furadeira, e se aplica a praticamente qualquer bem.”

São os tempos modernos: a possibilidade de viver sem ter, e mesmo assim, manter o mesmo estilo de vida.

Alguns exemplos:

MORADIA

Precisamos de um lugar para morar, e não de uma casa. Podemos morar de aluguel em uma casa de 1 dormitório e nos mudar para uma casa maior quando a família aumentar/mudar de emprego. E quando as crianças crescerem e saírem de casa, podemos novamente morar em uma casa menor. Não há preocupação se o bairro desvalorizar, se o emprego mudar de endereço, se o vizinho for barulhento.

TRANSPORTE

O principal objetivo do transporte é levar uma pessoa de um lugar até o outro. Para isso, não precisamos ter um carro. Podemos ir de metrô, ônibus, táxi, Uber, bicicleta, carro alugado, etc. Não ter carro significa não ter que se preocupar com furto, IPVA, seguro, gasolina, estacionamento, lavagem do carro, troca do óleo, manutenção, etc.

LIVROS

Queremos ler o conteúdo do livro, e não ter o livro. Podemos solicitar empréstimo de livros em Bibliotecas, ou ter a versão online do livro (e-books), eliminando preocupações em relação a espaço para armazenamento e acúmulo de poeira.

MÚSICA

O que queremos é ouvir a música. Aproveite serviços de streaming como o Spotify.

ROUPA DE FESTA

Se há um casamento/festa para ir, há opções para alugar terno ou vestido. Com isso acaba-se a preocupação da roupa repetida e se a roupa ainda serve no corpo.

DVDs

Assista filmes utilizando serviços de streaming como a Netflix.

HD Externo

Se você utiliza um HD externo para fazer backup de fotos, seus problemas acabaram. Utilize o Google Fotos. É gratuito. É ilimitado.

Papéis, comprovantes, notas fiscais e manuais

Ao invés de guardar notas fiscais, boletos, documentos em papel, receitas culinárias em cadernos, armazene tudo no Evernote. Acesse de qualquer lugar: no notebook, no tablet ou celular.

Furadeira, escada e itens de uso esporádico

Como diz o site Consumo Colaborativo, precisamos de um furo e não de uma furadeira. Podemos pegar emprestado do vizinho ou até mesmo utilizar aplicativos como o Tem Açúcar que incentiva o empréstimo de objetos entre os vizinhos.

Hospedagem

Por que alugar um quarto pequeno de hotel se podemos alugar uma casa inteira pelo mesmo preço no HouseTrip ou Airbnb?

Esses são apenas alguns dos exemplos que eu lembrei e utilizo. Ainda deve haver diversas iniciativas desconhecidas por mim.

Essas pequenas/grandes atitudes nos permite mudar de bairro, mudar o tamanho da casa conforme a necessidade, até mudar de cidade ou país. Permite economizar espaço, dinheiro e recursos naturais. E finalmente, nos permite ter liberdade por não precisar ter preocupações.

Se vocês souberem de outras formas de desfrutar sem possuir, compartilhe nos comentários!

~ Yuka ~

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Não é mais rico quem tem mais, mas quem precisa menos

riqueza

Essa é uma frase budista.

A gente sempre acha que a felicidade está logo ali, mas nunca aqui.

A gente almeja mais e mais, sempre buscando por algo maior, mais caro, não percebendo que é uma busca incessante, sem fim. Uma armadilha do consumo e da expectativa.

O minimalismo tem estado na moda nestes últimos anos. Mas seguir um estilo de vida minimalista não é tão fácil como parece, pois para isso é necessário muito autoconhecimento, se afastar dos conceitos preconcebidos, reconhecer-se e curar das inseguranças que possuímos.

Se estamos bem, não sentimos necessidade de atender as demandas impostas pela sociedade e conseguimos desapegar de pessoas e de objetos.

Geralmente, consumir excessivamente é a forma que encontramos para preencher a sensação de vazio que reina dentro de nós. E assim descobrimos muitas vezes que o descontrole financeiro não é a causa, e sim a consequência.

Compramos para nos sentir incluídas em um grupo. Compramos para nos sentir amadas. Compramos para preencher o tempo ocioso.

Ao consumir de forma desnecessária, além do dinheiro gasto, perdemos tempo de vida para cuidar e manter o objeto em casa.

Veja o exemplo de ricos e famosos ostentando jatinhos, iates, mansões… como deve dar trabalho mantê-los.

Veja colegas se apertando financeiramente para ter um padrão de vida que não conseguem manter.

E finalmente chego a conclusão de que aquele que precisa de pouco para viver, está livre da escravidão do consumo.

– Yuka –

Salvar

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O caminho de volta

caminho

Semana passada, a leitora Cláudia me mandou um texto maravilhoso da Téta Barbosa Noblat, publicado em 2011 no Jornal O Globo, e eu não podia deixar de compartilhar aqui esse texto que se resume muito a essência do que discutimos neste blog.

Boa leitura:

O caminho de volta – por Téta Barbosa Noblat

Já estou voltando. Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta.

Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda. Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras.

Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!

Mas, com quase 40 eu estava chegando lá.

Onde mesmo?

No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra “fim”. Antes dela, avistei a placa de “retorno” e nela mesmo dei meia volta.

Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo.) É longe que só a gota serena. Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.

Agora tenho menos dinheiro e mais filho. Menos marca e mais tempo.

E num é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram 4 vezes em quatro anos) agora vêm pra cá todo fim de semana? E meu filho anda de bicicleta e eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).

Por aqui, quando chove a internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. E no que alguém diz “a internet voltou!” já é tarde demais porque o livro já está melhor que o Facebook , o Twitter e o Orkut juntos.

Aqui se chama “aldeia” e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama.

No São João, assamos milho na fogueira. Nos domingos converso com os vizinhos. Nas segundas vou trabalhar contando as horas para voltar.

Aí eu lembro da placa “retorno” e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: “Retorno – última chance de você salvar sua vida!”

Você provavelmente ainda está indo. Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: “compre um e leve dois”.

Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.

(Escrito por Téta Barbosa Noblat)

~ Yuka ~

Minimalismo

Viver com simplicidade

simplicidade

Abro os olhos e a casa em silêncio. Meu marido e minhas filhas ainda dormem.

Levanto da cama e desligo a iogurteira. Transfiro para um pote para coar o soro, dentro de algumas horas, terei meu iogurte grego para comer no café da manhã com a granola caseira que fiz semana passada.

Como acordei cedo, aproveito para fazer um pão. Em 45 minutos, a casa inteira estará cheirando a pão quentinho.

Enquanto asso o pão, amamento a minha filha, deitada na cama mesmo, sentindo seu cheirinho gostoso de bebê, enquanto ela mama estalando a boca.

Depois que todos acordam e tomam o café da manhã, como o tempo está bonito, decidimos fazer um piquenique em um parque perto de casa.

Preparo um sanduíche rapidinho, separo algumas frutas, suco, água, tudo bem improvisado e coloco na bolsa térmica, sem esquecer de levar alguns pães para dar aos pássaros e peixes do parque.

Após passar uma tarde gostosa no parque, voltamos para a casa, tomamos banho, faço uma janta simples e quando olho no relógio, já passou da hora das crianças dormirem. Um corre-corre para colocar pijama, escovar os dentes, ler uma historinha e se preparar para dormir.

E aí começa a jornada das tarefas de casa: limpar a bagunça, recolher os brinquedos, lavar a roupa, enfim, tudo o que é necessário para manter a casa em ordem. Enquanto meu marido faz essa parte, eu vou para a cozinha preparar a comida que iremos levar amanhã no trabalho.

Já tarde da noite, sentamos ao redor da mesa de jantar para tomarmos um café (para ele) e um chá (para mim) – nenhum dos dois perde o sono com a cafeína – para conversarmos um pouco… ou muito… Geralmente gastamos nosso tempo conversando, conversando, conversando, nossa como a gente conversa.

E geralmente é assim que termina o nosso fim-de-semana.

Uma preciosidade sem tamanho viver assim, uma decisão acertada de viver uma vida com simplicidade.

~ Yuka ~

Minimalismo

A liberdade de uma vida minimalista

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Esse blog teve início com o subtítulo “para ter mais tempo para o essencial” e realmente foi isso que aconteceu ao longo destes últimos 4 anos. O minimalismo trouxe uma busca maior pelo que era essencial na minha vida.

A etapa inicial do minimalismo foi muito importante para alcançar o caminho que estou trilhando hoje. Foi descobrindo o que era essencial que eu finalmente pude focar no que realmente era importante na minha vida e eliminar o que não era.

Isso inclui coisas, pessoas e mentalidade.

Eu descobri que um dos maiores benefícios que o minimalismo trouxe para a minha vida foi a liberdade:

  • a liberdade de não precisar ser igual a todo mundo, como seguir o estilo de vida minimalista.
  • liberdade de não seguir o consumismo imposto pela sociedade, como não ter carro, não ter apartamento próprio, não ter joias, não aderir ao fast fashion etc.
  • A liberdade de ter mais tempo para o que é realmente importante como consequência de ter parado de assistir televisão, acessar Facebook, frequentar shoppings, etc.
  • E chegará o dia em que terei liberdade para sair do meu emprego, quando tiver alcançado a liberdade financeira (quando os rendimentos obtidos por meio de investimentos forem capaz de pagar o meu estilo de vida).

Em diversos posts eu escrevi que ao destralhar objetos, ganhamos tempo – o bem mais precioso que temos, pois ao comprarmos somente o essencial, não perdemos tempo procurando algo para comprar, economizamos dinheiro não comprando algo desnecessário, economizamos recursos naturais como o uso desnecessário da água, economizamos espaço em casa e consequentemente podemos morar em uma casa menor (o que resulta novamente em economia de dinheiro), economizamos tempo por não precisar tirar poeira, organizar, fazer manutenção etc. Evitamos desta forma o círculo vicioso do consumismo e entramos em um círculo virtuoso.

Círculo vicioso

Sobrando mais tempo de vida, passamos a prestar atenção nas coisas ao nosso redor. Temos mais tempo para cozinhar, para ler, para conversar com pessoas queridas, temos mais tempo para pensar e refletir novas perspectivas de vida.

Círculo virtuoso

E para acompanhar essa transformação, o subtítulo do blog foi alterado para acompanhar esta nova etapa: “Viver sem pressa: alcançando a liberdade com o minimalismo”.

A vida é uma jornada. Ela não nos leva a um destino exatamente, e sim à uma transformação. ~ Filme Para salvar uma vida ~

~ Yuka ~

Auto-Conhecimento · Minimalismo

Minimalismo: um exercício para o autoconhecimento

autoconhecimento

Desde que passei a aderir o estilo de vida minimalista, sabia que algo estava fora da curva, alguma coisa martelava na minha cabeça, mas não sabia exatamente o que era.

Aos poucos, percebi que o que me incomodava era o consumismo em excesso que estava à minha volta.

Comecei a desapegar de várias coisas, desde roupas, sapatos, bolsas, objetos de casa, eletrônicos, produtos de beleza, maquiagem… e junto com o desapego, a alma foi ficando cada vez mais leve.

Em contrapartida, passei a perceber como as pessoas ao meu redor davam mais valor para a roupa que eu estava vestindo do que o que eu tinha a dizer. Pessoas entravam na minha casa desapontadas por eu não morar em um apartamento adequado para a minha idade ou meu cargo público, ou quando descobriam que eu não tinha carro, nem apartamento próprio, por preferir utilizar o transporte público e morar de aluguel por sentir-me mais livre.

Foi através dos olhares curiosos das pessoas que eu constatei o que já sabia: de como o mundo é movido pelo consumismo e ostentação. Trabalhamos para produzir, trabalhamos para consumir, consumimos para mostrar aos outros, e tudo gira em torno do excesso.

A moda agora é ostentar a felicidade no Facebook e Instagram, estar sempre com a roupa do momento, roupas descartáveis que duram apenas 1 estação; alimentos industrializados, fáceis de serem comprados e absorvidos pelo nosso organismo, fazendo com que depois de 2 horas já estejamos com fome novamente. Eletrodomésticos e eletroportáteis que propositalmente duram 3, 5 anos com a obsolescência programada.

Olhe ao seu redor. Você é realmente autêntico? Ou está seguindo a manada?

Será que o fato de querer um apartamento é um sonho seu? Ou um sonho que foi construído para ser seu?

Ser funcionário público traz estabilidade? Ou nos aprisiona pelo medo de trocar de emprego?

Veja as propagandas de carro. Brasileiro é louco por carros? Ou é louco por status?

Desconstruir uma teoria é muito mais difícil do que imaginamos.

O minimalismo tem me trazido esse senso crítico.

Ao não comparar a minha vida, minha roupa, meu salário, meu estilo de vida com a dos outros, comecei a descobrir o que de fato me faz feliz. E essas teorias pré-concebidas foram sendo derrubadas uma por uma.

E desde então, o minimalismo tem sido um grande aliado para o meu autoconhecimento.

~ Yuka ~

Minimalismo

Detox digital forçado (parte 3)

celular

Dizem que quando a gente quer muito uma coisa, todo o universo conspira para que a gente realize o desejo.

Pois então.

Eu queria muito fazer o detox digital… e meu celular fez o favor de quebrar.

Eu achei que se um dia ficasse sem celular, iria sentir muita falta, achei que iria ficar louca, como um vício, sofresse abstinência.

Mas me surpreendi quando meu celular pifou de uma hora pra outra, e eu não fiquei ansiosa, muito menos desesperada. Com toda a calma do mundo, fiquei 4 semanas sem celular, e estava tudo bem.

Depois descobri que eu tinha perdido todos os dados do meu celular. Ou seja, perdi minhas preciosas listas, minha agenda, meus contatos, perdi tudo. Mas como um milagre, eu tinha feito backup somente das fotos da minha filha recém-nascida. E pensar que poderia ter perdido todo o registro do primeiro mês de vida dela…

O fato de ter recuperado essas fotos minimizou todo o restante dos problemas. Não importava mais as listas, os aplicativos, minhas anotações… só estava muito agradecida pelas fotos.

Recomeçar a “preencher” o celular, me deu um sentimento bom de que desta vez, deixaria o celular minimalista.

É tentando ver o lado bom das coisas que vou seguindo. Se lamento pelo conteúdo perdido? Demais! Mas valeu como uma lição, de fazer backup periodicamente.

– Yuka –

Minimalismo

Minha vida frugal, de volta ao passado…

vida frugal

Às vezes, tenho a sensação de que nasci na época errada. Às vezes, tenho a sensação de que estou voltando ao passado.

Enquanto muitas famílias pedem comida fast-food na sexta-feira à noite, aqui em casa geralmente rola uma comida caseira, como um hambúrguer caseiro com batatas fritas rústicas.

A minha casa tem sempre cheirinho de comida. Cheiro de pão caseiro saindo do forno, um bolo fofinho, uma assadeira cheia de suspiros…

O forno funciona praticamente todos os dias: são cookies, brownies, bolos, batatas recheadas, tomate confit, castanhas e amendoins torrados, sempre tem alguma coisa no forno, e na porta do forno, um pano de prato úmido para aproveitar o calor.

Faço o meu próprio iogurte grego, a granola, pão, molho de tomate, caldo de galinha, biscoito, bolo…

Faço sabão em barra, produtos de limpeza, costuro e sei fazer pequenos consertos.

Faço comida todos os dias e ainda levo marmita ao trabalho.

Estou tentando produzir meus próprios queijos.

Se tenho um tempo sobrando, faço massas de cookies para deixar congelado. Assim, quando recebo visitas, geralmente elas são mimadas com uma fornada de cookies quentinhos.

É como se eu voltasse a viver os tempos dos avós.

Para muitas pessoas, devo viver uma vida sem graça.

Para mim, vivo tentando desacelerar e descobrir as pequenas alegrias do dia a dia.

E querem saber? É uma delícia viver assim.

– Yuka –

Minimalismo

A liberdade de ser simples

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Talvez a primeira coisa em que uma pessoa perceba simplicidade na outra, seria o jeito de se vestir?

Deixa eu contar pra vocês o que aconteceu comigo nesse fim de semana. Meu marido tem o olho muito sensível à luz, e estávamos procurando um óculos escuros. Procuramos em algumas lojas de rua e como não encontramos o modelo que ele queria, fomos ao shopping – o santuário do consumismo.

Encontramos o óculos que ele queria, compramos e quando estávamos saindo da loja, o vendedor perguntou: “vocês são daqui de São Paulo?”. Respondemos que sim, e fomos embora. Bom, eu não sou de São Paulo, mas vivemos nesta cidade há 14 anos.

Só que já na rua, começamos a conversar sobre a pergunta feita, de que não somos de São Paulo. E meu marido brincou dizendo “não, somos do sítio”. E começamos a dar muita risada, porque olhando para a nossa roupa, realmente estávamos fora do “padrão”.

Como era horário de almoço, em dia de semana, a maioria das pessoas estavam vestidas de camisa social, calça social e sapato (no caso dos homens) e calça social e sapato alto (no caso das mulheres).

Eu estava com uma blusa larga (para facilitar a amamentação), minha calça legging de grávida (porque as minhas calças ainda não servem em mim), sapatilha de pano (de quando meus pés estavam inchados), e estava segurando minha filha recém-nascida envolta numa manta.

Meu marido estava com uma camisa xadrez de manga curta, bermuda e tênis all-star. E uma mochila para carregar as principais coisas da nossa filha, como fraldas, trocador, uma muda de roupa extra, etc.

Ou seja, por não estarmos vestidos da forma que o vendedor julgava “ser da capital”, ele interpretou de que nós éramos do interior.

Isso na verdade, acabou sendo um elogio para nós.

Há alguns anos, tanto eu como meu marido comprávamos roupas muito caras para o nosso salário. Eu comprava muitas maquiagens importadas, sapatos e bolsas. E chegar no nível que chegamos atualmente, de nos vestirmos confortavelmente sem nos importar com a opinião alheia (e com a moda atual), foi uma vitória para nós.

E percebemos como podemos ser livres.

De como a simples decisão de nos tornar minimalistas, trouxe liberdade para nós.

Como dizia Leonardo da Vinci, a simplicidade é o último grau de sofisticação.

~ Yuka ~

Minimalismo

Inspiração como oxigênio

inspiração

Semana passada, a leitora Camille me mandou uma mensagem perguntando quais vídeos e artigos me inspiram nessa jornada do autoconhecimento, minimalismo e simplicidade.

Na hora não me veio nada na cabeça, mas depois comecei a lembrar dos muitos vídeos e sites que acompanho com frequência.

Espero que sirvam de inspiração para vocês também.


1.) Sobre assuntos felizes

Hypeness

CicloVivo

Razões para acreditar

Otimundo

Conti Outra

Eu realmente gosto desses blogs sobre felicidade, me traz mais ânimo, leveza para o meu dia. Como não assisto televisão, muitas vezes passo alguns dias sem nem ao menos saber o que está acontecendo de coisa ruim no Brasil e no mundo. Já perceberam que a mídia tradicional geralmente só tem notícias tristes?


2.) Sobre desenvolvimento pessoal

Transcendência financeira – sobre enriquecer de dentro para fora

Mude.nu – mude seus hábitos, mude sua vida

Café filosófico – compartilha ideias de grandes pensadores contemporâneos

Casa do saber – para endossar ideias e questionar certezas

Seja uma pessoa melhor – resenha de livros de auto-desenvolvimento

Geração de Valor – acredita na libertação da mentalidade padronizada

 Eu acompanho muitos sites e vídeos sobre desenvolvimento pessoal. Eu adoro livros de auto-ajuda e percebo que realmente me faz bem acompanhar esse tipo de conteúdo.


3.) Livros que gosto

Quanto menos melhor – Léo Babauta

Devagar – Carl Honoré

O poder do hábito – Charles Duhigg

 Tenho vários livros que eu já li, mas segue 3 como indicação.


4.) Vídeos específicos que gosto muito
Aqui embaixo coloquei alguns dos vídeos que eu mais gosto sobre diversos assuntos. A maioria são vídeos curtos, outros, são documentários. Se puder arranjar um tempinho e assisti-los, garanto que não vai se arrepender.

Doar é a melhor comunicação

Todos morrem, mas nem todos vivem

Olhe para cima

Jogo do Privilégio

O que realmente importa para o seu filho – Marcos Piangers

A matemática de relacionamentos

Presidente do Uruguai e a liberdade de viver com pouco

Analogia sobre abuso dos recursos

On of Off – de que lado você está?

Pai, me ajude: nasci menina

Herói anônimo

A determinação para achar um sentido da vida: Eduardo Marinho

A servidão moderna

Sobre como é a educação na Finlândia

Espero que vocês tenham gostado. ❤️

~ Yuka ~

Minimalismo

Se tivesse mais tempo livre…

tempo-livre

Esse é um ótimo exercício para verificar se estamos no caminho certo (entenda como caminho que queremos percorrer, não o caminho que – os outros – querem que percorramos).

Se eu tivesse mais tempo…

… eu cuidaria mais do meu corpo: comeria melhor, cozinharia comidas diferentes para aguçar meu paladar, faria exercícios físicos, porque eu só tenho este corpo e ele merece ser tratado com mais carinho e respeito.

… eu iria passear e observar mais: conheceria mais lugares novos, sentaria em uma cafeteria do lado de fora para ficar observando a rua e as pessoas.

… eu viajaria mais: para conhecer outras culturas, outros tons de pele, iria gostar de conversar com pessoas desconhecidas, descobrir que existem várias realidades paralelas e que a minha realidade não é a única existente.

… eu aprenderia um instrumento musical, pode ser piano ou violino, ou os dois, ouviria mais música clássica, que é o que aquece meu coração.

… eu encontraria mais os amigos, passaria mais tempo com eles, pois são os irmãos de alma que eu escolhi.

… eu tentaria descobrir mais coisas que amo, fazendo atividades nunca feitas, trabalhos novos, com o intuito de descobrir o que gosto e o que não gosto.

… eu faria mais trabalhos manuais como costura, marcenaria, pintura, reforma, pra poder ajudar mais pessoas necessitadas.

E depois de escrever tudo isso, surge uma pergunta/dúvida:

– E porque eu não faço essas coisas hoje? Falta de tempo? Falta de dinheiro? Falta de disposição?

Tem uma entrevista que o Mário Sérgio Cortella disse que “tempo é uma questão de prioridade”. Ou seja, quando a gente fala que não tem tempo, é porque aquilo não é prioridade na nossa vida.

Vamos ser sinceros… É um belo tapa na nossa cara.

Parece que a gente mal tem tempo para pensar o que é nossa prioridade, onde queremos gastar o nosso tempo.

Aliás, onde queremos “ganhar” o nosso tempo? Quais são as verdadeiras prioridades?

Eu e meu marido temos pensado muito sobre quais prioridades que queremos valorizar.

Mais brincadeiras com as filhas, sim.

Mais faxina, não.

Mais filmes, cinema, Netflix, sim.

Mais televisão, não.

Mais tempo para passear, sim.

E assim por diante.

~ Yuka ~

 

 

Minimalismo

Detox digital, corporal e mental… destralhando e desacelerando (parte 2)

DETOX DIGITAL

No fim do mês de março, eu publiquei um post de desabafo sobre a estafa que estava sentindo por causa do excesso de informação ao meu redor.

E ao começar a montar o plano para iniciar o meu detox digital, percebi que o que eu queria não era somente um detox digital.

Eu compreendi que eu não quero simplesmente reduzir a internet. Eu quero utilizar meu tempo de uma forma melhor, desempenhando menos atividades, só que com mais afinco, com mais prazer, ao invés de fazer as coisas com pressa.

Percebi que o detox tem que ser geral.

O detox é corporal (para cozinhar com prazer, me alimentar melhor), mental (para ter tempo para pensar e também ter tempo para não fazer nada), desacelerar e destralhar.

Então criei mini-tarefas para facilitar a execução destas metas:

META 1 (menos tempo na internet): Ao invés de acompanhar os diversos sites e ler rapidamente os textos, comecei a acompanhar SOMENTE aqueles que agregam valor para mim.

  • YouTube: mantive somente os canais que gosto muito
  • Newsify (gerenciador de sites): mantive somente sites e blogs que me dá prazer na leitura
  • WhatsApp: silenciei grupos grandes
  • Celular: desativei alertas e notificações dos aplicativos
  • Kindle: passei a ler mais livros como uma forma de ficar desconectada da internet por mais tempo

META 2 (destralhar): Passei a rever melhor os itens que possuo em casa para conviver somente com itens que gosto e que são essenciais para mim. Ter menos objetos significa ter menos trabalho para manter e preocupar. Para isso passei a usar o Evernote para administrar meus papéis. Escaneei todos os meus comprovantes de pagamento, recibos, notas fiscais, manuais de instruções, exames médicos, declaração do imposto de renda e eliminei os papéis.

META 3 (alimentar o corpo): Entendi que meu corpo é um bem precioso. Sem ele, não posso cuidar das minhas filhas, não posso trabalhar, nem fazer coisas que gosto. Sei da importância do sono, da alimentação e do exercício físico. Mas ainda sou preguiçosa, por isso comecei devagar, com pequenas caminhadas.

META 4 (desacelerar): Fazer as coisas mais devagar, procurar fazer as coisas prestando atenção. Uma coisa que foi importante para mim, foi criar uma lista chamada “Talvez / Um dia desses” no meu celular (assisti no Arata Academy). Essa lista tem o intuito de esvaziar a cabeça das obrigações que não são emergenciais. Isso fez desafogar a minha lista de tarefas e consequentemente a sensação de cobrança que eu tinha comigo mesma.

META 5 (alimentar a mente): Encontrar com mais frequência os amigos, fazer mais artesanatos, estudar. Ou seja, alimentar a alma e a mente..

São essas 5 metas que estou seguindo no momento.

~ Yuka ~

Minimalismo

Detox digital: o início (parte 1)

detox-digital

Em primeiro lugar, tenho uma notícia maravilhosa: minha filha nasceu. Nasceu de parto normal, saudável, linda e calma (pelo menos por enquanto rs). E junto com o nascimento dela, veio a tão esperada licença-maternidade que vai me ajudar a levar esse projeto de fazer o detox digital adiante.

Há 15 dias, eu tive de me afastar do trabalho para repousar, pois corria sério risco de ter um parto prematuro. Apesar de soar estranho, foi muito difícil ficar deitada o dia todo. Minha cabeça fervilhava a mil por hora, só que meu corpo estava em repouso absoluto. E isso gerou uma onda de ansiedade nunca experimentada por mim. Apesar de estar deitada, percebi que não estava presente, não estava conseguindo aproveitar o repouso, pois ficava com a sensação de que estava perdendo tempo.

Faz alguns meses que sinto uma certa ansiedade e estafa (será esta a palavra mais adequada?) de ver tantas notícias a todo momento e sempre ter o que fazer.

Sinto uma pressão (que não vem de ninguém, vem de mim mesmo) em acompanhar os sites de notícias, de fofocas, das melhores receitas culinárias, dos melhores blogs, dos melhores vídeos etc.

E com todo esse excesso a única palavra que vem na minha cabeça é essa: estafa.

Me sinto saturada de ler muito, em acompanhar as notícias, ver tantas informações transbordando em sites, mas se não leio, dá uma sensação de que estou perdendo algo… Alguém já sentiu algo parecido com isso?

Eu sei o que estou passando. É overdose de informação. É isso acaba trazendo ansiedade, bate aquela preocupação de não ter tempo para acompanhar tudo que é “importante”.

A televisão (teoricamente) faz com que você seja um ouvinte passivo. Ou seja, a televisão escolhe o que você vai ouvir, o que você vai ver nas propagandas.

A internet já é ao contrário. Você vai atrás das informações, das notícias que você quer ver. E se não tomar cuidado, acontece uma overdose…

Eu sou uma pessoa muito curiosa. Gosto de procurar vídeos de como se produz algodão-doce, como foi construída a pirâmide do Egito, de descobrir como as abelhas constroem favos em hexágono, como é feito um lápis, de que forma é feito um batom, enfim, coloque muita imaginação, que estou sempre procurando na internet uma resposta.

A causa desse excesso é a falta de controle e disciplina da minha parte. Por isso decidi fazer um detox digital que nada mais é do que me livrar dos excessos informacionais.

Eu não tenho a intenção de me desligar completamente da internet, afinal a internet me conecta a este blog e também é de onde me atualizo com as notícias do mundo.

Eu vou nos lugares e observo que as pessoas estão tão grudadas na tela do smartphone que não percebem o que está acontecendo ao seu redor.

No metrô, não percebem um senhorzinho de cabelo branco mal conseguindo ficar em pé… Não percebem uma grávida com um barrigão de 9 meses, não cedem os assentos… não por má vontade, mas simplesmente porque estão conectados na internet, mas desconectados da vida real.

Em restaurantes, vejo casais sentados juntos, mas separados na alma, cada um com seu smartphone. Um falando pelo WhatsApp e a outra pessoa jogando Candy Crush.

Olhando essas cenas, tive a certeza de que não quero entrar nesta estatística.

Nos próximos posts vou descrever melhor de que forma está caminhando o meu detox digital.

~ Yuka ~

Minimalismo

Um minimalista com um iPhone

open_graph_logoEm blogs ou reportagens sobre minimalismo a gente sempre vê comentários de pessoas dizendo “ah, é fácil dizer que é minimalista com um iPhone e MacBook”.

A verdade é que muitas pessoas confundem o minimalismo com voto de pobreza.

E a partir desses comentários em outros blogs, comecei a analisar quando passei a NÃO desejar alguns bens de consumo, como roupas caras, bolsas de grife, carro, apartamento grande, etc.

Sabe quando? Foi quando meu salário aumentou e eu pude de fato comprar várias coisas.

E posso dizer que comprei muito (muita coisa desnecessária, diga-se de passagem)!

Foi com o tempo que eu passei a não comprar certas coisas, não por falta de dinheiro, mas por uma opção.

Mas só consegui perceber que não precisava de uma bolsa de marca quando finalmente pude comprar uma. Será que se eu não tivesse condições de comprar, ainda não teria vontade de tê-la?

Acho que é difícil convencer uma pessoa que nunca pôde comprar algumas coisas a ser minimalista. Claro que tem gente que consegue, mas tem gente que não compreende.

Talvez a pessoa queira ter muitas roupas, muitas coisas em casa, pois é a sua forma de definir felicidade.

Eu mesma só percebi os excessos, quando pude ter os meus excessos. Excessos em roupas, em sapatos, em bolsas, em acessórios. E afogada entre tantos objetos dentro de casa, percebi que não era isso que me fazia feliz. Que a minha felicidade não estava nos objetos. Me incomodava a bagunça, a sensação de sufocamento entre tantos objetos não utilizados.

Cada pessoa tem o seu tempo de compreensão e mudança. Às vezes demora 1 segundo para perceber esse consumismo em excesso, às vezes é necessário errar para aprender, às vezes só é necessário ver alguém errar para aprender com o erro dos outros.

E na maioria das vezes, a pessoa pode passar a vida inteira consumindo em excesso sem nunca perceber que não é isso que a faz feliz.

~ Yuka ~

Minimalismo

O que de fato significa não ter muitas opções de roupas no guarda-roupa

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Já faz alguns anos que estou com um guarda-roupa enxuto. E com isso percebi que além da economia em dinheiro, as escolhas vão se tornando cada vez mais simples.

Ao invés de ter vários sapatos, ter somente aqueles que são confortáveis e que eu realmente uso agiliza na hora da escolha.

Ao invés de me perder entre 20 blusas pretas, tenho somente aquela que fica perfeita no meu corpo. Ter menos roupa no guarda-roupa significa menos roupa para amassar, menos roupa para lavar, menos roupa para passar, espaço para guardar, perco menos tempo decidindo qual roupa usar.

Com o tempo, percebi que as minhas compras são feitas para substituir as atuais. Ou seja, compro um sapato preto quando o sapato preto que tenho ficou desgastado. Compro uma meia-calça quando a que eu tenho fica velhinha.

Esses dias minha mãe comentou que a roupa que vou passear, é a mesma roupa que vou para o trabalho ou que vou à feira. Sim. Minhas roupas estão bem mais simples. Como não tenho tantas opções, uso a mesma roupa em vários eventos e só capricho nos acessórios (colares, brincos, pulseiras, echarpe etc).

Tomar a decisão de diminuir as opções num período em que o que mais se tem são opções, parece soar estranho. As pessoas podem me perguntar “Por que escolher esta blusa se pode ter outras melhores?”, “Por que ter apenas 1 calça preta, se pode ter uma calça preta com brilho, outra boca de sino, outra skinny, outra de couro”…

Porque simplesmente é mais fácil não precisar tomar tantas decisões no dia. Claro que não sou o Steve Jobs ou o Mark Juckerberg que usam somente 1 modelo de camisa e calça. Mas o fato é que não ter muitas opções, realmente facilita a administração do guarda-roupa e me faz ter o privilégio de usar todas as roupas que tenho com uma frequência muito maior.

~ Yuka ~

Minimalismo

 Destralhando mais maquiagens: kit básico

Em 2013 eu publiquei um post sobre as maquiagens que eu tinha. Na época, destralhei o que acreditava ser bastante coisa.

Após 3 anos, minha gaveta de maquiagem está ainda mais enxuta.

Hoje tenho:

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  • 1 lápis preto para olhos
  • 1 delineador preto para olhos
  • kit de sombras (hoje, percebo que foi desnecessário comprar o estojo completo, pois uso somente algumas cores. Na próxima compra, vou comprar sombras avulsas)
  • 1 base para o rosto
  • 1 protetor solar facial
  • 1 creme para não borrar os olhos
  • 4 batons (mas 3 é a quantidade ideal para mim)
  • 2 blushes (um tom mais romântico e um mais corado)
  • 2 bronzer (também estou terminando de usar, depois vou ficar somente com 1)

Como podem perceber, em 2013 eu tinha 4 gavetas de maquiagens. Hoje, tenho 1 gaveta. Ano que vem posto como está a minha gaveta de novo.

~ Yuka ~

Minimalismo

Consumir menos é uma habilidade que pode ser desenvolvida

consumismo

Conheço muitas pessoas que são viciadas no consumismo.

Consomem sem necessidade, consomem para mostrar um estilo de vida que não pode sustentar, consomem sem ao menos pensar se aquilo é realmente necessário ou supérfluo. Consomem porque “todo mundo tem”, porque “eu mereço”, ou “porque sim”.

Acredito que o consumo excessivo é um vício, muito parecido com a das drogas ou do álcool, pois cria dependência. Essas pessoas PRECISAM comprar, PRECISAM gastar, mesmo sabendo que não precisam de mais nada.

Para ser viciado no consumismo, não há nenhuma relação com a condição social do indivíduo. A pessoa pode ser pobre ou rica, que o seu instinto de gastar estará lá, na espreita, só aguardando o momento certo para sacar o cartão de crédito.

Mas aí vem a parte boa… dá para desenvolver a habilidade de parar de consumir. Que foi o meu caso.

Eu não nasci sabendo como consumir de forma eficiente. Cometi muitos excessos, compras desnecessárias, não gostava de voltar para casa com as mãos abanando. Mas aos poucos aprendi a reduzir e hoje eu sou o que vocês conhecem.

Com o tempo percebi que o conceito reduzir é muito pessoal. O que é suficiente para mim pode não ser para você. E também o que foi suficiente para mim no ano passado, pode ser excesso neste ano (por exemplo, eu achava que 3 blushes eram suficientes para mim em 2013, mas hoje, 1 blush já me basta).

Eu aprendi a consumir menos e desenvolvi essa habilidade com o tempo.

Ao consumir menos, a gente vai descobrindo que na verdade não somos nós que possuímos os objetos, são os objetos que nos possuem.

E ao consumir menos, a gente descobre que ganhamos mais tempo, gastamos menos energia, nos preocupamos menos e ainda poupamos dinheiro.

Se você ainda está na fase de destralhar os objetos da sua casa, não se desespere, nem desanime.

Viver com menos é uma habilidade que pode ser desenvolvida aos poucos.

O segredo é encontrar o equilíbrio entre a satisfação e o desejo. Assim, você não tem aquela sensação de que está deixando de se divertir, muito pelo contrário, passa a perceber que precisa de muito pouco para ser feliz.

~ Yuka ~

Minimalismo

Montando um enxoval minimalista para a segunda bebê

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A querida leitora Rosana me pediu para escrever um post sobre como eu montaria um enxoval minimalista, desta vez para a minha segunda filha.

E para isso, resolvi resgatar o meu primeiro post sobre o tema: “Montando um enxoval minimalista para o bebê”.

Uma das perguntas que a leitora fez, foi se eu tive algum item que antes eu não tinha incluído e que incluiria, ou algum item que eu comprei e achei desnecessário, se eu faria o estoque de fralda novamente, se valeu a pena fazer chá-de-bebê. As respostas estão logo aí embaixo:

Apesar de algumas controvérsias, eu não vou comprar roupas novas para a minha bebê, pois eu tenho muitas, muitas roupas. Algumas já usadas pela filha mais velha, outras, ainda novas. Por conta disso, não vejo necessidade de comprar roupas novas só para dizer que são novas. Vou separar as roupinhas que a minha filha mais velha usou, lavar, passar, dobrar com cuidado, e tenho certeza que vai bater aquela saudade gostosa, de lembrar que a minha filha já foi daquele tamanhinho, e que agora, uma outra vida está para chegar.

A única coisa que estou pensando seriamente em comprar, é 1 body novo para levar na maternidade. Eu estou guardando o primeiro body que a minha filha usou na maternidade. E gostaria de guardar o primeiro body que minha segunda filha irá usar na maternidade. Quero olhar para o body e lembrar de cada uma das filhas, para isso, quero ir na loja e escolher a peça pensando nela.

Então vamos lá para a lista:

– Berço, colchão, 2 lençóis e 1 protetor de colchão

Por saber que está vindo uma outra filha, eu já me adiantei e comprei uma cama de solteiro bem baixinha, para que ela não ficasse com ciúmes de perder o berço (e ainda mais a atenção dos pais), e comecei a fazer a adaptação para a cama nova, que aliás, ela adorou. Pedi para o meu marido desmontar o berço e guardar longe da vista dela, e só montaremos um pouco antes do nascimento da segunda filha. Ou seja, continuaremos com o mesmo berço, com o mesmo colchão, os mesmos lençóis e o mesmo protetor de colchão. Como minha filha frequenta a creche, eu tive que comprar mais 2 lençóis para levar na malinha dela. Estou considerando 2 lençóis, mas só porque tenho uma máquina de lavar roupa que lava e seca. Na urgência, consigo colocar o lençol para secar. Se eu não tivesse essa máquina, eu teria comprado mais 1 ou 2 lençóis, pois havia noites em que a fralda vazava e tinha que trocar o lençol de 2 a 3 vezes. Não senti falta de protetor de berço (kit berço), saia para berço, travesseiro, fronha, cobertor para deixar na cama, mosquiteiro, nem ursinhos de pelúcia decorativo.

– Carrinho de bebê e colchonete para carrinho

Conheci muitas pessoas que tiveram que trocar o carrinho de bebê quando a criança havia completado 8 meses, 1 ano de idade, por causa do modelo do carrinho. Eu tinha comprado um modelo que deita bem, só que era um pouco dura para recém-nascido, por isso comprei o colchonete para carrinho. Eu ainda estou usando o mesmo carrinho, só que já sem o colchonete, e não me arrependi de ter comprado esse modelo.

– Sling e canguru

Vou manter o sling que foi muito útil em bebê recém-nascido e o canguru para quando estiver mais firminha. Aliás, usamos o canguru até hoje.

– Banheira

A banheira foi bem útil, já o balde eu não incluiria na lista, pois depois que o bebê completar 6 meses, não caberá mais no balde. Depois ganhamos uma banheira um pouco mais funda, por isso acabamos nos desfazendo da banheira anterior, mas se não tivesse ganhado a nova banheira, ainda estaria usando a mesma.

– Sabonete líquido, creme para assadura, cortador de unha, cotonete, algodão

Minha opinião continua a mesma do post anterior.

– Fraldinhas de pano para limpar boca

Eu tinha falado 6 unidades, mas hoje eu vejo que tenho mais, acho que tenho uns 10. É bem útil, uso para limpar a boca, limpar a mão, secar o suor, na hora de passear, etc.

– Fraldinhas de pano maiores para forrar carrinho

Eu tinha falado 2 unidades, mas eu só usei quando a minha filha era recém-nascida. Hoje, por exemplo, não uso mais. Mas eu manteria mesmo assim na lista para bebezinhos.

– Toalha fralda

Eu manteria em 2 unidades, pois logo a criança cresce e passamos a usar toalhas normais.

– Trocador portátil

Uso o trocador que eu mesma costurei. Muito útil, uso até hoje. Eu não compraria aquele trocador que fica em cima da cômoda, porque depois que o bebê cresce, trocamos mais  cima da cama mesmo.

– Mantas

Ainda concordo em ter algumas, de várias espessuras, mas a manta grossa eu não usei ainda pelo medo do sufocamento. Eu não a cubro na hora de dormir, apenas coloco roupas quentinhas. Só cubro se for uma mantinha mais fina.

– Roupas

Como eu terei novamente uma menina e praticamente no mesmo período (a primeira nasceu em maio, a segunda está prevista para nascer em abril), não vou comprar nenhuma peça de roupa nova.

– Capa para amamentação, absorvente para seios

Não precisa de uma capa para amamentação. Eu coloco um paninho leve por cima do meu ombro.

Comprei só 1 caixa de absorvente para os seios. A produção de leite logo se equilibrou. Aliás, até sobrou, então desta vez vou usar os que já tenho.

– Fraldas descartáveis e lenço umedecido

Vou novamente fazer o chá de fraldas no meu trabalho. Da outra vez ganhei fraldas para mais de 1 ano e meio de uso e valeu muito a pena, mas só porque eu organizei o meu chá-de-bebê de forma muito econômica. Se gastar muito, não vale a pena fazer o chá. Melhor fazer as contas e verificar se vale a pena ou não.

Apesar de muitas mães amarem lenço umedecido, eu prefiro o algodão com água. Então quase não usei, e as que ganhei, acabei doando para amigas.

– Outros itens

Minha cunhada me deu o extrator elétrico de leite. Esse foi bem útil quando eu voltei a trabalhar. No momento, emprestei para uma colega de trabalho, mas um pouco antes do parto, vou pedir de volta.

– O que eu tive que comprar

Comprei 100 cabides pequenos de bebê para pendurar as roupinhas no guarda-roupa. E vou usar esses mesmos cabides para a bebê e acabei comprando 50 cabides infantis para a minha filha mais velha.

E também 2 luvas pequenas para recém-nascido. Eu não sabia, mas o bebê nasce com as unhas bem afiadinhas. Tive que comprar na própria maternidade algumas luvas para ela não machucar o rosto. Aliás, levem esse item na bolsa da maternidade se não quiser pagar uma fortuna na loja da maternidade.

Esses foram os gastos principais. No meu caso, não houve muitos imprevistos, nem arrependimentos. Acredito que para mim este enxoval minimalista caiu muito bem para o meu estilo de vida.

Para quem tiver interesse, há ainda este post que fala sobre os itens que não comprei: “O que custa mais caro? Ter um filho ou a vaidade dos pais?”

~ Yuka ~

Minimalismo

Viver d.e.v.a.g.a.r

tomando-cha

Viver devagar… Parece fácil, mas não é. Parece descomplicado, mas não é. Só parece. Porque na atual conjuntura, viver devagar é para poucos.

Eu moro numa das capitais mais movimentadas do mundo. São Paulo é rodeada de pessoas dia e noite. Não há horário ou fim-de-semana em que a rua fique com poucos carros, as pessoas têm muita pressa, se esbarram umas nas outras a fim de chegar 1 minuto mais rápido para qualquer lugar, não importa onde.

Pego o metrô e a maioria está imersa no seu próprio mundo – o smartphone. Ninguém percebe que estou grávida, obviamente, ninguém cede o assento para mim. É assim todos os dias. Foi assim na outra gestação.

Olho pra todo mundo e agradeço por ter tido a possibilidade de acordar desse pesadelo que é seguir a manada. Para o meu alívio, sinto que não estou na mesma sintonia que todos.

Eu não preciso do que a maioria das pessoas precisam. Não tenho carro, me desfiz do apartamento, tenho poucas roupas, poucos sapatos, poucas maquiagens. Eu não preciso andar rápido só porque todo mundo anda. Eu não preciso provar nada a ninguém, principalmente de que sou capaz de viver e ser feliz com muito pouco.

A minha meta atual é viver com menos informação e menos pressa. Fazer um detox digital. Sinto às vezes que o excesso de informação tem prejudicado a minha concentração e paciência. Para quem trabalha com informação, ficar sem informação é terrível, mas para quem já conseguiu se libertar da televisão, quem sabe? Será necessário aprender a selecionar as informações mais relevantes.

Quero aprender a fazer meu chá e me concentrar somente no chá.

Quero conseguir esperar pelos meus amigos sem ter vontade de espiar meu celular.

Quero lavar a louça e pensar na vida, não assistir vídeos como faço hoje.

Há muitos anos, eu tinha o costume de fazer tudo ao mesmo tempo. Lembro de uma cena exagerada (mas real) e inacreditável: eu, andando em uma bicicleta ergométrica, assistindo novela, falando no celular com uma amiga (o celular encaixado no pescoço torto) e fazendo tricô. Sim. Tricô. Tudo bem que a linha enroscava com frequência no pedal. Eu fazia 4 coisas ao mesmo tempo e não me orgulho desse passado.

Acredito que o fundamental para desacelerar e viver devagar é aprender a fazer uma coisa de cada vez e apreciar cada atividade, seja ela qual for.

Não adianta fugir para as montanhas se a inquietação continuará conosco. Por isso acredito que é possível viver devagar mesmo morando em uma das capitais mais movimentadas do mundo.

~ Yuka  ~

Minimalismo

Retrospectiva dos meus posts de 2016

 

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Olá! 2016 está terminando e para fazer uma retrospectiva, gostaria de colocar os textos que mais gostei de publicar no blog:

Fevereiro

Março

Abril

Maio

Junho

Julho

Agosto

Setembro

Outubro

Novembro

Dezembro

Um bom fim de ano para todos vocês.

Nos vemos em 2017!

~ Yuka ~

Minimalismo

O minimalismo é a ponta do iceberg para ter uma vida mais consciente

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Há 4 anos descobri o minimalismo. E desde então tenho tentado levar uma vida mais leve e simples. E com a introdução do minimalismo na minha vida, vieram todos os outros comportamentos que carrego hoje.

Primeira lição: aprender a desapegar das coisas.

Segunda lição: aprender a desapegar de pessoas negativas.

Terceira lição: viver com menos.

Quarta lição: ter o conhecimento da minha suficiência (quantidade que basta para algo) e parar de comparar com as outras pessoas.

Quinta lição: o consumo consciente.

Sexta lição: a importância da sustentabilidade.

Levar um estilo de vida minimalista possibilitou com que eu me conhecesse melhor. Por isso acredito que ainda irei descobrir a sétima, oitava, nona lição, mas por enquanto estou nesta sexta. 🙂

~ Yuka ~

Minimalismo

Reduzindo a quantidade de esmaltes

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A pedido da leitora Ana Paula, hoje o post é sobre os esmaltes que tenho.

Lembram que eu tinha uma maleta de esmaltes? E que eu tinha em torno de 40 esmaltes e vários acessórios para as unhas?

Hoje, a minha caixinha de esmaltes se resume a esta bandeja aqui. Tento comportar somente o que é realmente necessário. Alguns esmaltes, um alicate, espátula, lixa, algodão, acetona, enfim, poucas coisas.

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Eu comentei em um dos posts que parei de assistir televisão. Não saber as cores da moda, fez toda diferença para ter poucos esmaltes. Agora compro somente cores que sei que ficam bem em mim, e não as cores que estão na moda. 🙂

~ Yuka ~

Minimalismo

Atividades gratuitas em São Paulo para bebês de 1 ano

Quem mora em São Paulo tem o privilégio de poder usufruir das várias atividades gratuitas existentes diariamente.

Porém, às vezes, por falta de divulgação ou conhecimento, muitos pais acabam pagando para que seus filhos tenham diversão.

Por isso hoje vou compartilhar aqui alguns lugares muito bons que já levei a minha filha, sem pagar nada ou quase nada:

1.) Contação de história na Biblioteca do Centro Cultural São Paulo: custo R$0,00

contação de histórias CCSP

Todo sábado e domingo às 14h30, há contação de histórias para bebês e crianças. Há um tapete EVA no chão (além de cadeiras), que permite que minha filha possa sentar no chão e bata as palminhas de alegria.

2.) Brinquedoteca e livros infantis na Biblioteca do Centro Cultural São Paulo: custo R$0,00

acervo infantil CCSP

3.) Gramado do Centro Cultural São Paulo: custo R$0,00

ccsp2

Já deu para perceber que sou fã do CCSP, né? Perfeito para tomar sol, fazer piquenique, dar uma olhada na horta urbana…

4.) Livraria Cultura do Conjunto Nacional: custo R$0,00

acervo infantil livraria cultura
Fonte da foto

A Livraria Cultura que fica na Av. Paulista além de linda, tem uma seção infantil que é um convite para as crianças abraçarem a literatura. As crianças (e bebês) podem ficar na parte acolchoada do “dragão”, deitar nas almofadas enquanto procura algum livro interessante. Minha filha adora engatinhar pela Livraria.

5.) Espaço brincar no SESC: custo R$0,00

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Insira uma legenda

Geralmente vou no SESC da Vila Mariana, mas sei que há outros com o mesmo espaço para as crianças. Como a idade recomendada vai de 0 a 6 anos, precisa de supervisão para que seu bebê não leve um chute de uma criança maior… mas o espaço é bem legal, há vários brinquedos, obstáculos acolchoados e é uma ótima forma do seu bebê interagir com outros bebês.

6.) Playground do Parque da Aclimação: custo R$0,00

playground parque da aclimação

Eu brinquei nesse parque quando era criança. E agora é a minha filha que está brincando.

Dentro do Parque da Aclimação, há de 3 a 4 playground espalhados pelo parque. Eu mesma ainda não localizei todos, apesar do parque ser pequeno. Ótimo também para fazer um piquenique.

 7.) Aeroporto

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Fonte: Pinterest

Minha filha adora avião e helicóptero (acho que toda criança, né?). Toda vez que passa um, perto de onde moro, ela me pede colo para poder olhar pela janela. Pensando nisso, acho fantástico a ideia de fazer um passeio pelo saguão do aeroporto e olhar os aviões decolarem. Minha mãe contou que fazia isso comigo e que eu adorava. Como comida de aeroporto costuma ser muito cara, o ideal é levar bebida e um sanduíche de casa para economizar.

Geralmente acompanho a programação infantil da semana nestes sites:

~ Yuka ~

 

Minimalismo

A todos os leitores, o meu muito obrigada!

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Comecei escrevendo timidamente para este blog. Lembro que a insegurança ainda fazia parte do repertório. Os primeiros posts, meu marido revisava os textos pra mim. E se eu cometer um erro ortográfico grave? E se me ofenderem? E se eu ofender alguém sem querer? E se eu não estiver sendo coerente? E se…?

A gente muda com o tempo, muitas vezes para melhor. E esse blog é o que eu tenho de concreto dessa minha evolução como pessoa.

Posso dizer com certeza que o que fez diferença neste blog foram os leitores e seus comentários.

Recebo muitas palavras carinhosas, palavras de incentivo, de apoio, e isso tem sido uma surpresa muito agradável.

Lembro que um dia minha mãe perguntou sobre o que escrevia no blog. E respondi que escrevia coisas do dia-a-dia, desde observações da vida, algumas opiniões, até receitas gostosas, de como arrumei a despensa, enfim, escrevo sobre o meu dia-a-dia mesmo. A gente sorriu, porque o conteúdo é simples, nada robusto, mas falei toda orgulhosa que tinha vários seguidores.

Hoje o post é para vocês.

Gostaria de agradecer a companhia por essa jornada que venho caminhando.

Obrigada por ler o que escrevo. Por gastar tempo de vida de vocês para acompanhar este blog.

Entre tantos sites, tantos blogs, tantos noticiários, obrigada por escolher e acompanhar este blog tão simples e caseiro (mas escrito com muito amor, viu?).

Nesse mundo tão acelerado e de excessos, espero que cada um de vocês consigam desacelerar o coração e encontrem o equilíbrio para “viver sem pressa, para ter mais tempo para o essencial”.

~ Yuka ~

Minimalismo

Me desfiz e me libertei

liberdade

Me desfiz da bolsa da Victor Hugo… Pois descobri que essa marca não me representa.

Me desfiz da maleta de esmaltes… Descobri que era muito grande para a quantidade de esmaltes que tenho hoje.

Me desfiz de várias maquiagens… Só tenho 2 olhos, não preciso de 10 lápis para os olhos.

Me desfiz dos sapatos duros… Meus pés sustentam o peso do meu corpo, eles merecem algo confortável.

Esse ano está sendo o ano de despir de algumas marcas, alguns conceitos e de olhar mais para o meu interior, em busca do que realmente importa.

Não vejo necessidade de mostrar ou provar o que sou, nem do que sou capaz.

As pessoas do meu trabalho não têm ideia de que sou minimalista, não conhecem o meu estilo de vida, não sabem das minhas melhores qualidades, nem os meus piores defeitos. Não sabem que sou feliz com pouco.

Há alguns anos, uma colega que estudou comigo no colegial me encontrou em uma festa e ela começou a perguntar onde morava, se tinha carro, essas coisas. E a resposta que voltou foi: “Ai, como você é pobre!” Dei uma risada gostosa. E não falei nada. Não senti necessidade de argumentar.

Lembrem-se, as pessoas podem nos rotular, mas ninguém conhece a essência, nem o conteúdo, nem a bagagem que carregamos.

Outro dia me encontrei numa frase que inclusive valeu um post: O segredo da felicidade, é ser feliz em segredo. Perfeito!

~ Yuka ~

Minimalismo

Como ter uma cozinha com poucos objetos

A leitora Janaína havia me pedido na semana passada um post especial sobre como podemos ter cozinhas minimalistas, já que a cozinha (e o guarda-roupa) é um lugar onde geralmente acumulamos muitos itens.

Eu já andei destralhando meu guarda-roupa, esmaltes, sapatos, maquiagens, itens de papelaria, despensa, mas ainda não terminei 2 lugares da casa: a cozinha e o atelier (o atelier está organizado, mas ainda acho que posso reduzir bastante coisa).

Bom, vamos para a cozinha?

Vou tentar mostrar aqui, como eu me organizo nas louças, panelas da cozinha, copos, etc.

Para manter a ordem na cozinha, eu sempre me atento a estes detalhes aqui:

1.) Louças brancas, design simples, sem estampas. O colorido vem dos acessórios como toalha de mesa e jogo americano. Desta forma, acho mais fácil compor a mesa, não enjôo das estampas e todas as louças combinam com outras louças:

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Olha a xícara que eu usei para decorar a mesa do meu casamento. Escrevi neste post aqui.

2.) Os talheres também seguem o mesmo raciocínio:

design simples, sem desenho, sem relevo. Fácil de lavar, fácil de enxugar:

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3.) Gosto de travessas de madeira. Dá um charme danado na mesa, coloco frutas, saladas, pão:

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4.) As panelas encaixam uma na outra para não ocupar espaço:

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5.) As travessas também se encaixam uma na outra, não ocupando espaço. Uso para fazer bolinho de chuva, colocar salada, empanar alguma coisa, lavar arroz…:

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6.) Porta-temperos: pode parecer muitos temperos para alguns, mas uso todos eles com bastante frequência:

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7.) Cumbuquinhas que adivinhem? Também se encaixam uma na outra. Uso para colocar salada individual, suflê individual, sorvete, doces em geral, frutas cortadas, feijão em porção, farofa…:

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8.) Também tenho meus acessórios que adoro. Da esquerda para direita: amolador de faca (muito prático, comprei na Daiso), espremedor de limão, alholino (é o melhor espremedor de alho que alguém pode ter), pinholino (para descascar pinhão), termômetro para saber se o ovo está cozido, descascador de legumes (também comprei na Daiso), espátula pão-duro (da Daiso):

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9.) Aqui tem o galheteiro e o porta-guardanapo. Comprei em períodos diferentes, mas sempre tento comprar algo com design simples:

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10.) As toalhas de mesa:

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11.) E os jogos americanos:

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Ainda tenho mais coisas como eletroportáteis, frigideiras, copos, enfim, não deu para mostrar tudo, senão o post iria ficar muito pesado, mas espero que tenha dado para entender a minha sistemática. Geralmente compro louças brancas e acessórios coloridos. Dificilmente uso um objeto somente para um único uso. Tento analisar os objetos com muito carinho para utilizar para outros fins, como escrevi neste post aqui. Potes, travessas e assadeiras encaixam uma na outra como assadeiras.

Ah, uma coisa muito importante. Eu não tenho louças diferentes para visitas e louças para o dia a dia. Uso a melhor louça para servir a minha família. Uso as toalhas de mesa mais bonitas para o dia a dia. Ou seja, eu não costumo guardar nada para ser usado depois.

Acho que é isso.

Beijos.

~  Yuka ~

Minimalismo

O exercício de viver com menos

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Digo exercício, porque viver com menos é uma escolha que fazemos diariamente.

Viver com menos não é uma tarefa fácil. Significa viver contra a maré.

Além das propagandas de televisão, internet, outdoor, revistas, há as propagandas ditas “silenciosas”. Uma simples ida ao supermercado pode ser uma tentação: uma embalagem colorida para chamar a atenção das crianças (e também dos adultos), uma promoção leve 3 pague 2, enfim, uma infinidade de oportunidades para “viver com mais”.

Não podemos esquecer das opiniões dos familiares, amigos e colegas, no estilo “pra que ter de graça se podemos pagar?”.

Quando decidimos viver com menos, as escolhas vão se tornando cada vez mais fáceis, pois são poucas as decisões que devemos tomar.

Vou dar um exemplo para tornar mais fácil o que estou querendo dizer.

Se ao invés de eu comprar um carrinho de bebê muito mais equipado do que a minha necessidade, o que acontece? Provavelmente vou desembolsar uns R$3.000,00. Se eu tivesse um carro, provavelmente teria que trocar de carro com um porta-malas maior. Um carro maior gasta mais gasolina. O IPVA vai aumentar, inclusive o seguro, etc. Com um carro novo e maior, vou parar de estacionar na rua e começar a pagar estacionamento.

Viu que uma simples decisão de comprar algo inocente pode desencadear uma série de fatores?

Antes de decidir viver com menos, eu tinha muitas roupas, muitos sapatos, bolsas e maquiagens, mas parecia que nunca era suficiente. Sempre queria comprar mais e mais.

Tinha uma ânsia por espaço, queria um guarda-roupa maior, uma sapateira maior, uma estante maior, uma casa maior. Perdia um tempinho de manhã escolhendo roupas, combinar sapatos com bolsas, acessórios etc.

Quando parei para analisar cada objeto que eu tinha, percebi que eu tinha muitas coisas que não utilizava e também muitas peças parecidas. Ou seja, eu não precisava de mais coisas, muito menos de mais espaço. Eu precisava organizar a minha vida e aprender a admitir que eu já tinha o suficiente.

Ter reduzido meus pertences para um número que é confortável pra mim foi libertador, porque hoje eu sei o que eu preciso e o que não preciso.

~ Yuka ~

Minimalismo

De quantos sapatos eu preciso -post 2

Em dezembro de 2013, eu publiquei um post dos meus sapatos. Na época, eu tinha 17 pares de sapatos (incluindo sandália, bota, chinelo e tênis).

Eu percebi que tinha vários sapatos de cores iguais, como 4 sapatos pretos, 2 sapatos bege, 2 botas, e por aí vai.

Depois de 2 anos e meio, ainda estou terminando de usar alguns sapatos daquele período, mas já consegui reduzir bem. Hoje tenho 10 sapatos:

scarpin preto

scarpin bege

sapatilha oncinha

sapatilha preta

sapatilha pink

sandália caramelo

bota de cano curto

bota de cano longo

tênis

chinelo
Esse chinelo continua na luta. Já até troquei a tira, como falei neste post aqui.

Claro que existem pessoas que tem menos sapatos do que eu, mas acho que eu consegui achar a quantidade e variedade ideal pra mim.

Screen shot 2016-05-18 at 10.11.47

~ Yuka ~

Minimalismo

Minimalismo como estilo de vida

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Já se passaram pelo menos 3 anos desde que passei a ter um estilo de vida minimalista. E desde então, percebo uma evolução no meu modo de viver e de pensar. Basicamente passei por estas fases abaixo, nesta ordem:

DESTRALHAR OBJETOS:

Tudo se iniciou com a arrumação mais complexa da casa. Comecei a entender que cada objeto deveria ter a sua “casa”, só assim para conseguir manter a ordem. O molho de chave deveria ficar perto da porta, a sapateira deveria ficar na entrada do apartamento, cada sapato deveria ter o seu espaço reservado e não um sobre o outro, etc. Analisei o meu comportamento para me auxiliar na arrumação (se a minha bolsa ficava no chão ao lado do sofá, deveria ter um cesto para acomoda-la melhor). Passei a destralhar roupas, sapatos, bolsas, livros, pequenos objetos, maquiagemperfumes, esmaltes e decidi que não iria mais acumular itens desnecessariamente. Aprendi a recusar brindes, aprendi a doar presentes que não são do meu agrado e a ser menos materialista. Os objetos começaram a reduzir e com isso as tarefas de casa também. Menos móveis = menos poeira = mais fácil de limpar.

TELEVISÃO: 

A internet ajudou muito, e com isso passei a assistir cada vez menos televisão. Hoje, a televisão só é ligada para assistir filmes e seriados. Não assistir televisão me fez ganhar tempo (principalmente por causa dos intervalos comerciais) e percebi que os desejos e a vontade de comprar também diminuíram, muito provavelmente por causa das propagandas e comerciais que não assistia.

CONSUMO:

Passei a avaliar melhor o meu consumo. Passei a não ter tanta dó de gastar dinheiro em itens que julgava ser de qualidade. A durabilidade dos itens começou a aumentar.

MODA:

Deve ser por conta da idade, mas não ligo muito mais para a moda do momento. Prefiro roupas com caimento bom e que combinem com o meu estilo. Compro hoje roupas melhores, um pouco mais caras, mas que possuem durabilidade maior.

PESSOAS:

Já não ligo muito para a opinião das pessoas. E decidi que vou gostar das pessoas que gostam de mim. Não tento agradar pessoas que não gostam de mim, e não gasto meu tempo com pessoas tóxicas.

PLANEJAMENTO:

Como o tempo começou a sobrar (não saindo com pessoas tóxicas, não tirando poeira de móveis que não existiam mais, não perdendo tempo procurando coisas pra comprar etc) passei a fazer planejamento do que eu queria fazer daqui a 1 ano, daqui a 3 anos, 5 anos, 20 anos e 30 anos. Parece ser difícil, mas é muito gostoso planejar. Com o planejamento em mãos, soube qual seria o próximo passo que teria que dar para alcançar o meu planejamento.

ALIMENTAÇÃO:

A alimentação também melhorou. Organizei a despensa e a geladeira, e com isso passei a jogar menos comida no lixo. A alimentação da família mudou. De comidas enlatadas passei para a comida caseira. Frutas e legumes não faltam na geladeira e comecei a incluir alguns alimentos orgânicos.

SUSTENTABILIDADE:

A composteira não deu certo, mas hoje separamos lixo para reciclar, reutilizamos vários produtos ao invés de comprar itens novos, consertamos para utilizar por mais tempo, e também passamos a comprar alguns itens de segunda mão.

FINANÇAS:

Como já era de se esperar, a economia foi grande. Economizamos evitando o desperdício de alimentos, nas roupas que comprávamos a cada estação, nos lançamentos de alguns produtos, presentes de aniversário de pessoas que nem tínhamos tanto amizade, TV a cabo, etc. Hoje, poupamos mais de 50% do nosso salário.
PRIORIZAR: 

Começamos a priorizar algumas coisas, como momentos em família, conforto, lazer, experiências novas, não trabalhar mais que 8 horas por dia (focar durante o expediente de trabalho para não precisar fazer hora extra), dormir mais cedo, etc.

SIMPLIFICAR:

Ao invés de comprar qualquer produto pela marca por achar que valia o preço, passei a analisar de forma mais consciente a origem dos produtos, onde é fabricado, o preço e a durabilidade. As receitas culinárias ficaram mais simples para ganhar tempo, as roupas ficaram mais simples, os móveis da casa possuem linhas retas e simples, cores simples.

Ainda há muito caminho para percorrer. Todo esse percurso é um caminho sem volta e um processo contínuo.

Mas tenho reparado que quem se encanta com o estilo minimalista, dificilmente volta a ser o que era. Hoje sou uma pessoa mais consciente, com opiniões mais fortes. Uma pessoa completamente diferente de 3 anos atrás.

~ Yuka ~

Minimalismo

Prêmio Dardos

Olá pessoal.

O blog Viver Sem Pressa foi indicada ao Prêmio Dardos pelo blog Meu Diário Minimalista. Obrigada pela indicação, Bárbara!

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O Prêmio Dardos é uma espécie de selo virtual criado em 2008 pelo escritor Alberto Zambade, autor do Blog Leyendas de “El Pequeño Dardo” El Sentido de las Palabras. Ele selecionou e indicou o selo a quinze blogs que ele considerou merecedores do prêmio, os quais também indicaram outros 15 e assim sucessivamente, criando uma imensa corrente na internet.

O objetivo do Prêmio Dardos é reconhecer os esforços de blogueiros, a cada dia, para transmitir princípios culturais, éticos, literários, pessoais etc., manifestando a criatividade através de seus pensamentos presentes em suas palavras e textos.

Regras aos indicados:

  • Indicar os blogs que preencham os requisitos acima para receber o prêmio;
  • Exibir a imagem do Selo;
  • Mencionar o blog que te indicou e por o link dele;
  • Avisar aos blogs escolhidos.

Minhas indicações:

Assim como a Bárbara, eu também não tenho 15 blogs para indicar, mas compartilho com vocês alguns blogs que gosto muito de visitar:

Vale uma visita nesses sites e blogs!!

~ Yuka ~

Minimalismo

Como manter uma casa minimalista

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Uma das coisas fundamentais para manter uma casa em ordem e sem tralhas é saber delimitar um espaço para cada conjunto de objetos e tentar deixar os objetos pequenos fora de vista em gavetas e caixas.

Em casa, tenho feito o seguinte:

Superfície lisa: quanto mais superfícies lisas, melhor: mesa, rack, aparador, mesa lateral, embaixo da mesa.

Decoração simples: mantenho uma decoração simplista, com poucos móveis. Os móveis possuem linhas retas e pequenos itens decorativos como vasos de uma só cor.

Cores discretas: padronizo as cores da minha casa em 4 grandes cores: branco, cinza, preto e verde água.

Objetos com espaço delimitado: só compro sapatos novos quando tenho que me desfazer de algum. Não compro além, pois não haveria onde armazenar os sapatos. Faço a mesma coisa com as roupas. Entrou uma peça no guarda-roupa, sai outra. Frequentemente verifico se há alguma coisa que não uso mais (colar, brincos, blusas) para passar adiante. No armário da cozinha, separei um lugar para armazenar os copos. Cabem exatamente 9 copos. Então esse é o número de copos que tenho em casa.

Qualidade ao invés de quantidade: ao invés de ter 10 calças, ter 2 que tenham um caimento perfeito.

Limpeza da casa: tenho um cesto pequeno onde guardo os produtos de limpeza que basicamente são: alvejante, detergente, álcool, vinagre e limpador multi-uso.

Tudo depende da relação entre necessidade e quantidade do espaço que temos disponível em casa. Vale fazer o exercício de analisar os itens da casa com novos olhares e fazer a clássica pergunta: “será que realmente preciso disso?”

~ Yuka ~

 

Minimalismo

Horta minimalista 

Faz tempo que não publico sobre a minha horta orgânica em apartamento.

Desde a última publicação, muitas coisas mudaram por aqui e acabei tornando a minha horta “minimalista” também. Antes eu tinha o fim de semana para cuidar da horta, mas com uma bebê em casa, tive que mudar um pouco a rotina doméstica.

Ou seja, ao invés de cultivar verduras que é preciso replantar periodicamente (como alface, rabanete, etc), estou me concentrando nas plantas que são permanentes, que posso colher com certa frequência até chegar o momento em que será necessário replantar novamente, que são na sua maioria temperos:

Manjericão e manjericão roxo
Manjericão e manjericão roxo

 

Tomilho limão
Tomilho limão

 

Salsinha
Salsinha

 

Cebolinha
Cebolinha

 

Alecrim
Alecrim

 

Mitsuba
Mitsuba

 

Babosa
Babosa

~ Yuka ~

 

Minimalismo

Retrospectiva dos meus posts de 2015

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Olá! 2015 está terminando e para fazer uma retrospectiva, gostaria de colocar os textos que mais gostei de publicar no blog:

Janeiro

Abril

Maio

Junho

Julho

Agosto

Setembro

Outubro

Novembro

Dezembro

Um bom fim de ano para todos vocês.

Nos vemos em 2016!

~ Yuka ~

 

Minimalismo

Meu dia ideal

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Li um post bem inspirador no site do Mude.nu (O dia ideal versus o dia real, por Walmar Andrade) e resolvi descrever o que eu acredito ser o dia ideal pra mim.
Ao descrever o meu dia ideal, tive a certeza de que esse dia não está longe e que com esforço, consigo alcançar este objetivo.

O MEU DIA IDEAL

“O despertador tocou baixinho às 5h da manhã e eu e meu marido acordamos dispostos como acontece todos os dias, graças ao costume de entrarmos na cama às 22h30.

Dou uma espiada rápida no quarto da minha filha e vejo que está dormindo bem.

Começamos o dia preparando um café caprichado pra nós dois. O café tornou-se um ritual gostoso, enquanto ele prepara o café, eu preparo as frutas.

Às 5h30, ele troca de roupa e vai para a academia, de onde retorma às 6h30. Durante essa 1 hora que fico sozinha, gosto de lavar a louça e usar o tempo restante para atualizar os posts para o meu blog e planejar as tarefas do dia.

Começo a me arrumar para o trabalho e saio de casa às 7h, assim chego tranquila ao trabalho, me dando tempo, inclusive, de comprimentar e jogar uma conversa fora com os colegas.

Enquanto isso, em casa, meu marido acorda a nossa bebê, e toma um segundo café com ela. Como ela entra na creche só no período da tarde, os dois têm tempo para brincar, passear e estimular a infância. Isso só é possível porque ele trabalha no período da tarde.

Eu costumo chegar no trabalho às 7h30, meia hora antes do meu horário. Verifico as tarefas importantes do dia e já começo a trabalhar nas tarefas que mais exigem concentração, antes de navegar na internet ou entrar nas redes sociais, pois sei que rendo melhor na parte da manhã.

Na hora do almoço, esquento a marmita que preparei com muito carinho no dia anterior, com bastante verduras, legumes e frutas, pensando sempre na saúde da familia.

No final da tarde, deixo minha mesa organizada e vou embora com a sensação de dever cumprido.

Busco a minha filha na creche e vamos embora a pé, de mãos dadas. Ainda bem que a creche é perto de casa.

Tomamos banho juntas e enquanto ela fica brincando um pouco sozinha, eu preparo o jantar.

Jantamos, depois escovamos os dentes e tiramos uma horinha para brincar. Às 19h30 ela coloca o pijama e entra na cama para eu ler um pouco do seu livro preferido.

Às 20h dou um beijinho de boa noite e me retiro do quarto para esperar o meu marido chegar do trabalho. Enquanto isso dou uma organizada na casa e relaxo um pouco lendo um livro.

Às 21h ele chega, esquento seu jantar e conversamos sobre os acontecimentos do dia.

Ele toma um bom banho enquanto eu lavo a louça e deixo a mesa do café da manhã semi pronta, e entramos na cama às 22h30.”

Gostaram? Um dia eu chego lá.

~ Yuka ~

Minimalismo

Como eu me tornei minimalista

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Hoje o post é um pouco diferente.

A Bárbara, do blog Meu Diário Minimalista, me convidou para responder algumas perguntas sobre como iniciei a trajetória do minimalismo. Abaixo coloquei as minhas respostas.

 

1. Primeiro, como resolvi me tornar “minimalista”?

Acho que a primeira vez que comecei de fato a prestar atenção sobre o conceito minimalista foi através do blog da Rita, o The Busy Woman and the Stripy Cats. Sabe quando você lê um texto e se identifica demais com o conceito? Então, tive isso quando li o post sobre Minimalismo e Frugalidade. Esta frase dela, definiu muito bem o meu sentimento na época que perdura até hoje:

“Ser minimalista não é uma necessidade imposta pela crise, pelos cortes orçamentais, pelo governo.
Ser minimalista é uma escolha. Uma escolha que perdura antes, durante e depois da crise.”
A partir daí, só me aprofundei no tema e comecei a colocar em prática no que eu acreditava.

2. Porque senti necessidade de mudar minha vida?

Há 5 anos, quando comecei a namorar o meu marido, tudo começou a fazer sentido. Comecei a descobrir o que era mais importante para mim, e definitivamente não era os bens de consumo. Com o tempo, esse sentimento foi acentuando e começamos a perder interesse nas compras, nos shoppings, troca de presentes em períodos festivos como Natal, Dia dos namorados etc. Ao mesmo tempo, outros sentimentos começaram a aflorar, como a vontade de estarmos mais juntos. E percebemos que para estarmos felizes, não precisávamos abrir a carteira todas as vezes. A mudança veio aos poucos, foi como uma descoberta de um novo eu.

3. Por onde comecei?

Acho que o início é sempre pelo guarda-roupa, né? Comecei descartando roupas que não tinham mais sentido pra mim, depois sapatos, maquiagens, esmaltes, objetos da cozinha, papéis, e quando percebi já estava pronta para me desfazer de alguns dos sentimentos, de opor ao consumo excessivo, ser mais consciente dos próprios atos, etc que eu considero o ponto alto do minimalismo. E a consequência disso tudo é ter mais tempo para fazer o que mais gostamos. Como diz a Rita, “o principal motivo para uma pessoa se tornar minimalista é a felicidade. Ter mais tempo para si, para o que lhe dá prazer, para estar com os seus, até para trabalhar na sua paixão. ” Perfeito!

4. Quanto tempo levou até que percebi a mudança de hábito?

A mudança de hábito ainda é um exercício diário. Por isso eu sempre digo que eu tento ser uma pessoa minimalista, mas não sei se posso dizer que sou uma minimalista. Gosto de ler bastante e tentar aplicar alguns conceitos no meu dia-a-dia. Ando descobrindo que ter tempo para pensar é um combustível para ter novas ideias e pensamentos há muito tempo adormecidos. Atualmente, meu foco está no meu pensar.

5. Você implementou outras mudanças em sua vida?
Com o minimalismo, vieram alguns questionamentos que nunca havia feito: “Preciso trabalhar 8 horas por dia mesmo?”, “Quanto preciso para viver?”, “O que eu preciso para ser mais feliz?”, “Quem são as pessoas mais importantes da minha vida?”, “O que posso fazer para fazer diferença na vida de alguém?”. São respostas que ainda estou respondendo e amadurecendo ideias.

6. Por fim, de todo esse processo, o que foi mais importante para você?
Pra mim, foi o auto-conhecimento. O lema dos minimalistas “identifique o essencial, livre-se do restante” nos obriga a pensar, ao invés de deixar tudo no piloto automático. Mais importante do que saber o que você quer para sua vida, é saber o que você não quer para sua vida. Hoje sei exatamente as coisas que quero e as coisas que não quero para minha vida. É um eterno aprendizado.

Agora gostaria de convidar a Elaine do Simplicidade Diária e a Inês do Minimal para responderem a TAG.

~ Yuka ~

Minimalismo

Decoração escandinava: quando menos é mais

Ultimamente, a decoração em estilo escandinavo tem me atraído bastante.

Segundo este site, a decoração escandinava possui características minimalistas, linhas retas e limpas, aproveitamento da luz natural, uso de madeiras em tons neutros e claros, utilizando o branco como a cor dominante. Mesclam  o estilo tradicional com o moderno, e os materiais preferidos são a cerâmica e o vidro.

Tenho tentado me inspirar nesse estilo ao decorar a minha casa.

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~ Yuka ~

 

 

Minimalismo

Piquenique no gramado do CCSP

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Se você mora perto do Centro Cultural São Paulo (estação Vergueiro do Metrô), não precisa ir até um parque para poder sentar num gramado.

Na laje do Centro Cultural há um espaço enoooorme com grama e também uma horta comunitária.

Eu já sabia da existência, mas nunca tinha tido oportunidade de subir até à laje.

Esse final de semana fui lá e o clima era de pura descontração: várias pessoas sentadas na grama, com bebê de colo, grupo de amigos, pessoas namorando, estudando, dançando (sim, dançando), pessoas lendo um livro, tirando um cochilo, fazendo piquenique, crianças rolando na grama, brincando de pega-pega…

Algumas pessoas vieram puxar conversa, fiquei surpresa, porque geralmente em São Paulo cada um fica mais na sua. O bom é que se ficar com fome tem uma lanchonete no térreo que tem uns salgados maravilhosos. Enfim, eu adorei e com certeza voltarei mais vezes.

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~ Yuka ~

Minimalismo

Ela nasceu…

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Uma leitora me escreveu para informar que eu não havia falado que minha filha tinha nascido. Voltei alguns meses para olhar os posts e olha só que mancada, e não é que esqueci de falar mesmo?

Sendo assim, vou comentar brevemente como foi, tá?

Desde o início da gestação eu tinha preferência por parto normal, mas sabia que o número de cesáreas nas maternidades privadas beirava os 90%. Então meu obstetra falou que chegar na maternidade no momento certo é o que pode fazer diferença para ter um parto normal. Isso porque se chegar cedo demais, a equipe de enfermagem começa a realizar procedimentos para induzir as contrações e se mesmo assim não houver dilatação, podem recorrer à cesárea.

Sabendo disso, resolvi controlar as contrações em casa até o limite, e só cheguei na maternidade quando os intervalos das contrações estavam em 10 minutos.

O meu parto foi calmo, com os médicos e equipe de enfermagem me assessorando e após 3 horas, ela tinha nascido.

Desde então, já se passaram 2 meses e meio, e descobri que sou uma mãe tranquila. Tenho lidado bem com a rotina de trocar as fraldas, dar de mamar, brincar, dar banho, fazer dormir, etc. Nesse meio tempo, encontro tempo para costurar e cozinhar, que são as coisas que gosto de fazer.

Meu marido me ajuda quando está em casa, desde trocar a fralda, fazê-la arrotar, dormir. Também cozinha, limpa a casa, enfim, somos uma equipe.

Ela tem sido uma bebê calma e por incrível que pareça, ela quase não chora e antes de completar 2 meses, já dormia a noite toda: mama pela última vez às 23h e acorda às 6h30~7h.

Tento não seguir nenhuma teoria para não me deixar maluca. Por isso ouço, avalio, mas sigo meu instinto.

Falo isso porque eu comecei a folhear alguns livros, em especial o Encantadora de Bebês. E o fato de não sair conforme planejado me frustrava e eu comecei a me cobrar por não estar dando certo. Por isso larguei mão das literaturas e comecei a prestar mais atenção nos sinais da bebê, e com isso aos poucos, estou conseguindo saber quando ela está irritada, com sono, com fome e quando está entediada.

Está sendo muito gostoso ter uma pessoinha tão pequena e delicada em casa.

~ Yuka ~

Minimalismo

Como aproveitar seu batom até o final

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Dando continuidade ao post “Você usa seus cremes até o final?“, a bola da vez são os batons.

Você sabia que quando terminamos de usar um batom, mais de 1/3 dele fica escondido na parte interna da embalagem? Isso significa que jogamos fora pelo menos 33% do dinheiro que pagamos pelo batom.

Por isso quando eu termino de usar os batons, retiro todo o conteúdo restante da embalagem com a ajuda de um palito de metal (você pode usar um palito de dente).

Na foto abaixo, o batom que está à direita está novo, só pra confirmar que jogamos mais de 1/3 do batom no lixo.

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Para facilitar na hora de usar, guardo nestes potinhos que comprei em lojas de perfumaria ou em lojas de embalagens plásticas.

Identifico a cor do batom na tampa do pote para não confundir e carrego na minha necessáire. Na hora de usar, utilizo um pincél próprio para os lábios.

batom

Dura uma eternidade. Esses da foto eu deixo na necessáire do meu trabalho.

~ Yuka ~

Minimalismo

Montando um enxoval minimalista para o bebê

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*Post atualizado em 16/11/2015

A primeira dica que eu dou é: NÃO COMPRE NADA.

Sim, apesar da vontade de sair comprando tudo, não compre nada, pelo menos por enquanto. Essa decisão de segurar o impulso foi essencial para que eu não ganhasse presentes duplicados.

No início da minha gestação, elaborei uma lista enxuta de enxoval para bebê que foi muito útil. Pesquisando pela internet, vi que tinha muitos itens que eu considerava desnecessário como fita crepe para prender fraldas (fralda descartável precisa de fita crepe?), perfume, poltrona para amamentação (na minha casa pequena essa poltrona é inviável), etc. Então acabei elaborando uma lista para as minhas próprias necessidades.

Essa lista me auxiliou inclusive para me orientar quais eram os itens que ainda faltavam para comprar, principalmente quando alguma amiga perguntava o que eu estava precisando. Ao invés de responder “eu não sei”, eu olhava a lista e conseguia ter uma ideia do que estava faltando.

E quando percebi, vi que não precisava comprar mais nada.

No final das contas, eu comprei só o berço. O restante, eu ganhei. Se eu tivesse comprado as coisas para a minha filha no impulso, provavelmente teria muitos presentes duplicados.

A lista é uma coisa muito pessoal, já que o que pode ser desnecessário pra mim, pode ser de extrema importância para você.

Segue a minha lista:

– Berço, colchão, 2 lençóis e 1 protetor de colchão

Somente o berço, colchão, 2 lençóis e 1 protetor de colchão. Nada de kit berço (protetor de berço), saia para berço, travesseiro, fronha, cobertor para deixar na cama, mosquiteiro, nem ursinhos de pelúcia (tem um post aqui explicando o perigo de sufocamento).

– Carrinho de bebê e colchonete para carrinho

Como minha mãe iria me dar um de presente, pedi o que fecha como um guarda-chuva para ficar compacto. Guardo embaixo do berço para não ocupar espaço em casa. Como a estrutura deste tipo de carrinho é mais dura, pedimos também um colchãozinho que acomoda no carrinho para não machucar as costas da bebê.

– Sling e canguru

O sling pode ser utilizado em bebês recém-nascidos até uma criança maior. Já o canguru que ganhei servirá para quando a bebê estiver com o pescoço um pouco mais firme.

– Banheira

Pedimos um modelo com a borda reta para que pudessemos pendurar na parede do box para ocupar menos espaço. Apesar de ser adepta ao ofurô (balde), hoje não incluiria na minha lista, pois quando o bebê completar uns 6 meses, não caberá mais no balde.

– Sabonete líquido, creme para assadura, cortador de unha, cotonete, algodão

Há sabonetes no mercado que serve para o corpo todo, da cabeça aos pés, evitando ter que comprar xampu e sabonete separadamente. O creme para assadura é o tratamento, e não o prevenção, pois não vejo necessidade de passar a pomada de prevenção, senão a pele do bebê não cria proteção nunca.

– Fraldinhas de pano para limpar boca

6 unidades

– Fraldinhas de pano maiores para forrar carrinho

2 unidades

– Toalha fralda

2 unidades

– Trocador portátil

Costurei um trocador para minha filha. E é bom porque ele é portátil, consigo carregar na bolsa.

– Mantas

É interessante ter de várias espessura. Um bem grosso para o inverno, uma manta de soft média e uma manta de malha.

– Roupas

Ganhei muita, mas muita roupa. Roupa nova e roupa usada. Mas na minha lista, eu tinha colocado basicamente 6 bodys de manga comprida, 6 bodys de manga curta, 6 calças (ou mijão), meias, luvas, toucas, alguns body grosso de inverno.

– Capa para amamentação, absorvente para seios

Não precisa de uma capa para amamentação. Eu coloco um paninho leve por cima do meu ombro.

Comprei só 1 caixa de absorvente para os seios. A produção de leite logo se equilibrou.

– Fraldas descartáveis e lenço umedecido

Fiz chá de fraldas no meu trabalho e ganhei fraldas para mais de 1 ano e meio de uso.

Eu prefiro usar o lenço umedecido somente na hora de passear. No dia a dia uso algodão com água.

– Outros itens

Minha cunhada me deu o extrator elétrico de leite.

Não sei se na prática a quantidade de roupas será suficiente ou se ainda falta alguma coisa pra comprar.

Papais e mamães de primeira viagem acabam sofrendo um pouco pelo excesso de informação, cada um fala uma coisa. Por isso decidimos fazer a nossa própria lista e ir adaptando conforme nossa necessidade.

~ Yuka ~

Minimalismo

Buscando a simplicidade

pena

Durante muito tempo acreditei que pessoas bem sucedidas eram aquelas que ganhavam muito dinheiro e possuíam inúmeros bens como carros, apartamentos enormes, empregos rentáveis, poder, status, reconhecimento…

Só que há alguns anos, cansei de mostrar o que não sou. Ser para os outros, o que eu não queria me tornar. E aos poucos fui simplificando minha vida: joguei fora objetos, joguei fora alguns sentimentos e joguei fora algumas pessoas. Ao mesmo tempo que eu ia me livrando daquele peso todo que eram os excessos da minha vida, fui percebendo que o nó da minha vida também se desatava.

A palavra ‘simplicidade’, de um modo geral, significa ausência de excessos e extravagâncias na ordem material, social ou psicológica.

Ao aprender a desapegar das coisas, fui descobrindo de que não preciso, nem devo me comparar com os outros. O que traz felicidade para um, não necessariamente traz felicidade para mim. O que traz felicidade para mim, pode ser uma bobagem para o outro.

E passei a admirar as pessoas que conseguem ir no sentido contrário que o mundo inteiro vai: de que consumir é bacana, de que ter muitos bens é sinal de sucesso. Admiro pessoas que ao invés de ter coisas, preferem ter momentos. Ao invés de ostentar as coisas que tem, compartilham experiências. Ao invés de excessos, preferem a simplicidade.

Hoje, esforço para me tornar a pessoa que eu quero me tornar, e não o que as pessoas querem que eu me torne.

E posso dizer que cada passo que tenho percorrido por esse caminho, tem valido muito a pena.

~ Yuka ~

Minimalismo

Você usa seus cremes até o final?

Eu achava que sim.
Até que descobri que não.
Pelo simples fato de nunca perceber a quantidade de produto que ainda ficava nos tubos e potes de creme após achar que tinha tirado até a última gota.
Olha só neste exemplo.
Eu terminei de usar o protetor solar e após perceber que não saía mais nenhuma gota mesmo com todo o meu esforço de apertar, resolvi abrir o tubo com uma tesoura.
Olha quanto de creme ainda tinha dentro.

creme1

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Adivinhem quantas vezes mais eu consegui passar o protetor no meu rosto?
Nove vezes.
Foram nove aplicações generosas no meu rosto. Inacreditável, não? E pensar que já estava indo para o lixo…

Fiz um outro teste, só que desta vez com o protetor solar que meu marido passa no corpo para andar de bike. Pedi para ele não jogar fora o tubo depois que terminasse de usar.

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Abri com a tesoura, mostrei pra ele a quantidade de protetor solar que ainda tinha dentro, e ele conseguiu aplicar 7 vezes pelo corpo (em cada aplicação, ele passa nas pernas, braços, pescoço e rosto).

Para não ressecar, embrulhei em um filme plástico enquanto terminava de usar.

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~ Yuka ~

Minimalismo

Aumente a durabilidade dos alimentos embalando-os à vácuo

Gosto de tudo o que facilita a minha vida. Acredito que quanto mais simples e fácil for a nossa vida, mais sobra tempo para fazer as coisas que nos dão prazer.

Comprei esses sacos à vácuo pela internet e no kit já vem uma ferramenta que tira o ar do saco de forma manual.

vácuo

Comprei com a intenção de facilitar a minha vida e de conservar os alimentos por mais tempo, sem a necessidade de congelar.

Por exemplo, ao invés de ralar 1/2 beterraba, posso já ralar a beterraba inteira, a cenoura, o pepino e guardar durante 2 semanas neste saco sem me preocupar se vai estragar. O trabalho para ralar 1/2 beterraba ou 1 beterraba é o mesmo.

E se eu já deixar a maçã e a pêra descascada, a laranja já pra chupar, sem me preocupar se as frutas vão escurecer ou murchar?

Posso também embalar pedaços de queijos para aumentar a validade.

Acho que tudo vai depender da criatividade e das tentativas e erros.

Foi aqui que eu descobri o “kit conserva fácil”. No vídeo, a Sueli Rutkowski ressalta que o produto é vendido no Brasil. Pois fui procurar onde vendia e descobri que é na Cônsul (não, não é propaganda paga rs). E não achei caro não, viu?

Depois que eu testar, volto aqui pra contar se eu gostei ou não.

~ Yuka ~

Minimalismo

Objetos com mais de uma utilidade

Já comentei com vocês que acabo dando prioridade para os móveis e objetos com mais de uma utilidade com o objetivo de tentar otimizar o espaço.

Alguns exemplos de móveis: a mesa dobrável que uso como aparador, o pufe que guardo embaixo da mesa lateral da sala, a sapateira, a prateleira que fica no hall (além de servir como decoração, serve para guardar chave, guardar contas a pagar, pendurar guarda-chuva), entre outros.

Só que tento expandir esse conceito também nos objetos do dia-a-dia.

Por exemplo, aqui em em casa, alguns objetos têm mais de uma funcionalidade:

– Peneira = serve como peneira (peneirar farinha, etc); para lavar e escorrer o arroz; escorredor de macarrão; colocar legumes ao vapor, etc.

peneira

– Bacia da batedeira = uso com a batedeira; deixo a salada de molho na água sanitária; serve para misturar salada, etc.

– Água sanitária = ao invés de comprar aqueles gotejadores específicos para higienizar alimentos, utilizo a água sanitária na medida especificada pelo fabricante: para lavar banheiro, branquear roupa, higienizar alimentos, etc.

– Hashi (palitinho de madeira para comer comida japonesa) = uso para comer; para espetar no bolo e verificar se está no ponto; utilizo para retirar frituras (muito mais fácil do que utilizar a escumadeira).

O bom é que com a criatividade quase tudo se resolve.

~ Yuka ~

Minimalismo

Celular em blocos

Eu já tive que comprar uma máquina fotográfica porque o botão de ligar e desligar da máquina tinha caído. E pasmem, ao levar para a assistência técnica, o conserto sairia mais caro que uma máquina nova. A máquina em si funcionava, mas acabei jogando fora e comprando uma nova.

Já imaginou se pudéssemos ter a opção de trocar somente a peça defeituosa?

Ano passado, Dave Hakkens criou um conceito de que o celular pode ser modular, ou seja, feito de várias peças separadas: o Phonebloks. Se seu celular estiver com pouca memória, só seria necessário trocar por uma peça que tenha memória maior. Se a tela quebrar, é só trocar a tela.

Vale a pena ver o vídeo. É apenas um conceito ainda, mas quem sabe em um futuro próximo isso não se torne realidade?

~ Yuka ~

Minimalismo

Você utiliza o potencial máximo dos seus objetos?

Já parou para pensar quantos objetos temos em casa que não aproveitamos o potencial máximo?
Ter um tênis ultra leve para corrida com alta tecnologia, mas só fazer uma leve caminhada aos domingos… ter um smartphone de última geração, mas só saber ligar e receber mensagens… ter uma bicicleta de corrida, que fica encostada na garagem… ou uma cozinha super equipada, mas não saber fritar um ovo.

Às vezes compramos alguma coisa para pura ostentação. Um desperdício só.

Qual o intuito de comprar uma geladeira enorme se você mora sozinho? Ou uma máquina fotográfica profissional se não sabe manusear adequadamente?

Adequar os móveis, objetos, eletroportáteis, eletrodomésticos, eletrônicos à nossa realidade e programar para utilizar o potencial máximo, faz você economizar dinheiro e dar um chega pra lá no tal de ostentação. É como se você aproveitasse bem cada pedacinho e funcionalidade do objeto que você comprou.

– Por que você comprou um fogão de 4 bocas ao invés de 6?

– Porque não sei administrar 6 panelas de uma única vez…

Simples, né?

~ Yuka ~

Minimalismo

A mesma saia, vários estilos – saia amarela

Da mesma forma que eu falei neste post que a camisa branca é uma peça curinga do meu guarda-roupa, a saia amarela tem um lugar especial no meu coração.

Peguei algumas fotos da internet pra mostrar como dá para montar vários looks com a mesma peça e ter um guarda-roupa enxuto.

http://www.aplacetogetlost.com/black-and-white-striped-blazer-with-a-touch-of-yellow/
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http://blogdicasdemoda.com/saia-amarela/
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http://indulgy.com/post/WG3cV8S0J1/denim-blouse-and-yellow-skirt
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saia amarela 05
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http://indulgy.com/post/eoMLtrUPg1/yellow-skirt
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http://indulgy.com/post/OATQmBYuP1/yellow-skirt
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http://claudinhastoco.com/look-saia-amarela-com-blazer-azul/
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http://cherrylady.com.br/tag/saia-de-couro-amarela/
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http://www.trendalert.com.br/2012/01/meu-look_30.html
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A saia amarela é ou não é uma peça curinga? 😀

~ Yuka ~

Minimalismo

O que você faz quando a luz acaba no fim de tarde?

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Ouve rádio? Acessa internet? Assiste televisão? Vai tomar um banho um banho quente? Mas tudo isso precisa de energia elétrica.

Pois é, nessas horas tomamos consciência do que já estamos cansados de saber: de como somos dependentes de energia elétrica.

A casa começa a escurecer, ligo o módulo lanterna do celular, mas a bateria não vai durar para sempre. Onde será que guardei as velas e o fósforo?

Não queria dormir às 19h.

E para arranjar alguma coisa para fazer, comecei a organizar minhas ideias. De colocar em um papel as coisas que acho mais importante na minha vida.

Ficou assim:

1.) cuidar e dar atenção para a minha família (marido, pais, irmãos, etc)

2.) não perder a minha individualidade e personalidade

3.) atualizar na minha área profissional, para que eu não fique ultrapassada

4.) poder viajar de vez em quando

E só.

Pouco, né? Mas descobri que são essas coisas que me faz feliz 🙂

Analisando isso, descobri que:

A.) a minha prioridade é a família, não é o trabalho (item 1). Isso significa que não preciso almejar um cargo mais alto (e ter mais responsabilidades e dor de cabeça), pois não é o meu objetivo. (Lembram do post do pescador?)

B.) manter meus hobbies e meus amigos é uma forma de continuar sendo o que sempre fui (item 2). Comprar materiais para o meu artesanato, sair com os amigos, etc. Para isso, preciso de um pouco de dinheiro, certo?

C.) trabalhar com disposição e me atualizar na minha área (item 3) é muito bem-vindo, pois vai fazer com que eu cumpra os itens 2 e 4. Não significa fazer hora-extra, nem levar trabalho para casa. Significa trabalhar com entusiasmo e disposição das 8h às 17h e cumprir as metas. Saindo do trabalho, vou curtir a minha vida.

Acho que estou indo pelo caminho certo. Se continuar assim, acredito que tenho tudo para continuar sendo feliz 🙂

~ Yuka ~

Minimalismo

Crie uma “caixa de saída”

caixa de saída

Depois que peguei o hábito de doar objetos que não uso, percebi que muitos itens acabam não indo embora por falta de oportunidade. Se me desfaço de 10 calças, é super fácil levar para alguma instituição que aproveite estas roupas, mas e quando me desfaço de 1 esmalte?

Como não quero acumular itens por este motivo, criei uma Caixa de Saída. É simplesmente uma caixa com tampa e coloco tudo o que eu não uso, não quero, não cabe, não gosto:

– presentes que ganhei que não faz o meu gosto;

– roupas que não cabem mais em mim e que estão em bom estado;

– roupas que enjoei e que estão em bom estado;

– livros que eu já li;

– acessórios como brincos e colares em bom estado;

– sapatos em bom estado; etc.

A lista é longa, mas sempre me preocupo em colocar na caixa itens que estão em bom estado. Minha mãe sempre falava que para doar alguma coisa, tem que ser algo que a outra pessoa fique contente em ganhar. Então meias furadas, roupas manchadas e velhas, não entram nessa caixa.

Quando essa caixa ficar cheia, vou fazer a doação de uma vez. É bom porque deixo os itens a serem doados em um único lugar.

~ Yuka ~

Minimalismo

O alto preço do materialismo

A sociedade em geral nos encoraja para que tenhamos salários mais altos e possuir muitos bens.

O vídeo abaixo mostra o preço que pagamos por causa dos valores materiais: quanto mais as pessoas valorizam objetivos materialistas, mais baixas são a sua felicidade e satisfação pessoal.

Estudos mostram que as pessoas focam mais em valores materiais quando elas se sentem inseguras. E também quanto mais as pessoas são expostas na mídia, mais elas priorizam os valores materialistas.

Vale a reflexão.

 

~ Yuka ~

Minimalismo

Internet = vício dos tempos modernos

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Há alguns anos, fui viciada em televisão. Eu cozinhava, limpava a casa e até dormia com o som da televisão. Pra mim, o som da televisão era muito confortante, mas ao mesmo tempo, ficava incomodada com esse excesso. E aos poucos fui me desligando, tanto que hoje, quase não ligo a televisão.

Faz alguns meses que percebi que a televisão não me fez falta porque transferi o vício para a internet. Quando percebo, já fiquei 4 horas navegando na internet.

Ao invés de aproveitar o final do dia de uma forma tranquila, acabo perdendo hora na internet.

Esse fim de semana, viajei para o interior para encontrar alguns amigos. O tempo passou bem devagar e deu a impressão de que vida no interior é mais “tranquila”.

A diferença é que não liguei a televisão uma única vez, nem acessei a internet de uma forma descontrolada. Encontrei amigos, fizemos churrasco, passeamos.

Em São Paulo, sinto que somos engolidos pela rotina e pelo trânsito. Quando se vê, acabou o dia. Quando se vê, acabou a semana e o mês.

Eu e meu marido conversamos ontem de que o primeiro passo é não justificar a forma de vida que levamos por morar em São Paulo. Podemos sim ter uma vida mais tranquila mesmo morando na cidade mais populosa do Brasil.

Sei que tudo é um processo e que toda mudança de hábito exige um esforço muito grande para quebrar qualquer tipo vício, mas estou disposta a tentar mudar mais uma coisa em mim: o excesso em internet.

~ Yuka ~

Minimalismo

Simplicidade nas festas

Fiz meu casamento íntimo (mini-wedding) com cerca de 30 convidados e foi simplesmente inesquecível.

A minha opinião é que quando optamos por fazer encontros menores, festas pequenas, comemorações simples, temos a sensação de que aproveitamos melhor os momentos e principalmente as PESSOAS. Ao invés de conversar com 100 pessoas, conversamos mais intensamente com as 30. E guardamos as lembranças de uma forma mais viva.

Frequento festas de crianças como a do meu sobrinho e dos filhos dos meus amigos. São festas grandes, com 100, 200 pessoas. A criança ganha tanto presente que nem sabe de quem ganhou. São tantos brinquedos que nem dá valor ao que tem.

E apesar de ainda não termos filhos, eu e meu marido já decidimos que festa para os filhos, seria em casa e não em um salão de festas. Convidaríamos uns 5 amigos mais próximos da criança, chamaríamos nossos pais e pronto.

E por pensar desta forma, quando vi o blog da Charla Anne (indicado pela minha amiga Sandra), vi que festas simples podem e devem acontecer.

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Lindo, né? Visitem também o blog, eles têm uma família linda!

Todas as fotos foram retiradas daqui.

~ Yuka ~

Minimalismo

Como seria o design das embalagens dos produtos na versão minimalista?

Ao navegar pela internet, encontrei um trabalho feito pelos designers da Antrepo que tem o objetivo de mostrar como as embalagens de marcas famosas possuem informações e cores em excesso. Utilizando o conceito minimalista, os designers criaram versões mais simples, com o mínimo de informação possível nas embalagens destas marcas.

Confira o resultado surpreendente.

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~ Yuka ~

Minimalismo

Desacelerando com a comida

Andei colhendo algumas hortaliças da minha horta e fiz um almoço.

Não foi nada demais, foi um almoço simples. Mas o fato de saber que eu tinha plantado e colhido da minha horta orgânica, fez uma imensa diferença. O almoço parecia ter um outro sabor, um sabor de vitória (já que foi o meu primeiro pé de alface que eu colhi) rsrs.

Colhi um pé de alface romana e um de alface roxa.
Colhi um pé de alface romana e um de alface roxa.
E fiz uma salada colorida. Os morangos eu colhi da minha hortinha também.
E fiz uma salada colorida. Os morangos eu colhi da minha hortinha também.
Cebolinha picadinha com muito amor. Eu usei a cebolinha na bisteca de porco com maçã e sálvia que eu faço.
Só tinha 3 morangos… Cebolinha picadinha com muito amor. Eu usei a cebolinha na bisteca de porco com maçã e sálvia que eu faço.
A bisteca...
A bisteca…
Colhi capim santo...
Colhi capim santo…
... pra fazer um suco de limão com capim santo. Uma delícia.
… pra fazer um suco de limão com capim santo. Uma delícia.
Olha como o suco fica com corte forte.
Olha como o suco fica com cor forte.

Quando comi a alface, achei que estava um pouco dura… acho que deixei passar do ponto, já que estava um pouco fibrosa. Da próxima vez, colho mais cedo. Dá tanto trabalho cuidar de uma horta, que eu tive dó de comer.

~ Yuka ~

Minimalismo

Desapegando de mais objetos

Neste mês de dezembro,  me desapeguei de mais roupas, casacos, sapatos, esmaltes, acessórios, bolsas…

Foram entregues para doação, pois são roupas/objetos que estão em bom estado, mas que não uso há um tempo.

Doei 3 casacos de inverno, 3 blusas de lã, 9 blusinhas, 14 esmaltes, 5 colares, 3 calçados, 2 bolsas.

Estou me desapegando de várias coisas, mas o meu maior objetivo é NÃO REPOR, ou seja, não comprar novos casacos, sapatos, etc. Eu quero viver com as coisas que eu já possuo, só com as peças preferidas.

desapego dezembro 2013_2 desapego dezembro desapego dezembro 2013_1

Destralhar é uma atividade constante, pois o que HOJE é importante para você, pode não ser importante AMANHÃ.

~ Yuka ~

Minimalismo

Como móveis funcionais podem ocupar pouco espaço

Quem mora em uma casa pequena precisa de planejamento na hora de comprar algum móvel para que o espaço seja otimizado e aproveitado ao máximo.

Aqui em casa, tenho o costume de medir tudo com fita métrica, pois corro o risco de comprar um móvel e não entrar em casa.

Quando comprei essa mesa lateral, pensei em colocar um pufe embaixo para não ocupar espaço. O difícil foi achar um do tamanho certinho que entrasse embaixo da mesa. Mas como podem ver, tudo deu certo.

pufe 1 pufe 3 pufe 2

O pufe tem bastante utilidade aqui em casa. Às vezes uso para sentar e outras vezes para colocar meu pé enquanto assisto televisão. Não ocupa espaço e acaba servindo como decoração.

~ Yuka ~

Minimalismo

De quantos pares de sapato eu preciso?

Descobri aqui que a Emma Watson tem apenas 8 pares de sapato. Se ela, que é uma atriz internacional, famosa e bem sucedida tem só 8 pares de sapato, eu também posso!

Eu tenho 17 pares (incluindo sapatos, sandálias, chinelos, botas…). Mas sei que tenho sapatos muito parecidos que poderia me desfazer.

sapatos

Sabendo disso, resolvi descobrir quais são os calçados que eu teria que me desfazer, separando pelas semelhanças.

Tenho 4 sapatos pretos.
Tenho 4 sapatos pretos.
Dois sapatos na cor bege.
Dois sapatos na cor bege.
Duas sandálias baixinhas confortáveis.
Duas sandálias baixinhas confortáveis.
Duas botas. Uma na cor preta e outra na cor marrom.
Duas botas. Uma na cor preta e outra na cor marrom.
Dois tênis.
Dois tênis.

Sendo assim, depois que descobri quais são os sapatos parecidos, vou me desfazer de alguns conforme os sapatos forem ficando velhinhos e não repor.

A minha intenção é reduzir alguns pares de calçados que tenho hoje e comprar outros modelos para ter mais opções de uso, como os dos itens 5 e 7. Eu substituiria um sapato bege pelo item 6, modelo mais liso. E o chinelo preto que tenho atualmente por um mais colorido, como o item 10.

Esses serão os modelos que eu quero ter.
Esses serão os modelos que eu quero manter para compor meus calçados minimalista.

O segredo é escolher bem os modelos para ter variações no momento de combinar com as roupas.

~ Yuka ~

Minimalismo

Dois em um: mesa dobrável como aparador

Lembram que eu comentei aqui sobre a mesa dobrável que eu gosto muito?

Hoje eu vou mostrar onde essa mesa fica ‘camuflada’ aqui na sala de casa.

mesa dobravel 1

Olha ela aqui escondida!!!
Olha ela aqui escondida!!!
Aqui está a mesa de vidro sem a toalha.
Aqui está a mesa de vidro sem a toalha.
Mas a gente sempre usa a mesa de vidro com alguma toalha.
Mas a gente sempre usa a mesa de vidro com alguma toalha.

A mesa dobrável fica atrás dessa mesa de vidro e usamos como aparador quando não há convidados.

Ocupa pouco espaço, porém tem muita utilidade.

~ Yuka ~

Minimalismo

Uma micro casa chamada Diogene

Esta cabine chamada Diogene foi projetada pelo arquiteto italiano Renzo Piano, que tem fascínio por casas minimalistas.

A casa tem um espaço de 2,4 x 2,4 metros, uma altura de 2,3 metros e tem espaço suficiente para sofá-cama, uma cadeira e uma mesa dobrável. Possui ainda uma cozinha pequena e banheiro com ducha. E o melhor, pode ser transportada para qualquer lugar.

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O Diogene pode ser usado de várias formas. Como uma casa para descansar no fim de semana, quarto de hóspedes, atelier. Pode ser colocado no quintal de uma casa ou ser usado como escritório.

Para quem tiver interesse em conhecer um pouco mais, visite o Vitra Campus.

~ Yuka ~

Minimalismo

Desapego: perfumes

Continuando ainda na linha do desapego, eu tenho apenas 1 perfume.

Este perfume é a fragrância que mais gosto, a que eu mais me sinto bem.

Percebi que quando compro uma coisa que realmente eu gosto, não sinto mais necessidade de ter outros itens como compensação. Consequentemente, não tenho outro perfume além deste.

6 - original - perfume

Obs.: Eu ganhei a versão em miniatura na compra do perfume maior.

~ Yuka ~

Minimalismo

Hortaliças para quem me visita

alface

Minha mãe passou em casa hoje.

Cheirou os temperos, experimentou um morango colhido na hora.

Na hora de ir embora, dei de “lembrança” dois pés de alface-roxa, um pé de alface-crespa e um punhado de hortelã, tudo orgânico.

Insisti para que ela levasse mais temperos como orégano e manjericão, mas ela já estava satisfeita.

Devia ter fotografado a felicidade dela, olhando as hortaliças que ganhou por dentro da sacola.

~ Yuka ~

Minimalismo

Como anda a minha horta orgânica

Uma coisa tenho aprendido com a minha horta: é preciso dar uma atenção diária para as plantas (e não apenas 2 vezes por semana, como eu achava).

Todo dia, a primeira coisa que faço ao acordar, é aguar a minha horta. Mas não é aquele “aguar de qualquer jeito”. É esguichar a água devagar, simulando chuva. Como a minha horta é cultivada em vasos, tenho que tomar muito cuidado para não deixar a terra seca. Sempre lembro que há minhocas morando nos vasos, e que por isso mesmo, a atenção tem que ser redobrada. Terra seca = minhocas mortas.

No final do dia, quando volto do meu trabalho, verifico se há alguma infestação de insetos como pulgão, cochonilha, lesma. Se o dia foi de muito calor, dou um pouco mais de água em todas as plantas. Como eu quero que a minha horta seja orgânica, todo produto que eu uso desde adubação até prevenção de insetos são feitos com produtos naturais.

E nos finais de semana alterno entre afofar a terra, retirar as plantas mortas, fazer adubação, trocar as plantas para um vaso maior, etc.

Ter uma horta em apartamento, definitivamente não é um hobby barato pra mim, pois preciso comprar desde vasos, adubo, até terra. Mas tem sido bem gratificante as poucas colheitas que tenho feito. Não vejo mais necessidade de comprar hortelã, salsinha, orégano, manjericão, manjerona, entre outros temperinhos, pois o que eu tenho tem sido suficiente para o meu uso.

Às vezes colho alguns poucos morangos, mas são os mais doces que eu já experimentei.

E tenho percebido que plantar não é tão fácil e simples como parece, mas com persistência é possível ter uma horta em casa.

Ainda cometo erros simples como excesso de adubação, excesso de água, falta de água, excesso de cuidados (como arrancar com perfeição toda folha amarela que vão surgindo pelo caminho, inclusive na cebolinha que descobri depois de muito tempo que não é para arrancar nada).

Segue algumas fotos da minha horta:

Tomilho e Alecrim
Tomilho e Alecrim
Orégano
Orégano
Morango
Morango
Manjericão
Manjericão
Manjerona
Manjerona
Hortelã
Hortelã
Cebolinha
Cebolinha
Coentro e salsinha crespa
Coentro e salsinha crespa
Tagete e Onze Horas
Tagete e Onze Horas
Capim Santo
Capim Santo
Salsinha
Salsinha
Lavanda
Lavanda
Capuchinha
Capuchinha
Pimenta
Pimenta
Salsão
Salsão
Erva Doce
Erva Doce
Nirá
Nirá
Shisô
Shisô
Mitsuba
Mitsuba
Minimalismo

Vida minimalista

minimalista

Percebo que muitas pessoas confundem “viver de forma minimalista” com “viver de forma modesta”.

Ser minimalista não significa parar de gastar dinheiro ou viver com pouco.

A ideia não é mudar radicalmente o estilo de vida, não é ter menos coisas, viver sem televisão, sem carro, deixar de viajar, não comprar roupas (claro que tem pessoas que fazem isso).

Eu não sou minimalista-radical, mas simpatizo com o conceito Minimalismo. Não por uma questão financeira, mas por uma questão de escolhas.

Tudo na nossa vida se resume a escolhas.

Ser minimalista é adquirir coisas que são essenciais para você. E ao fazer essas escolhas, você repensa o que é essencial, que é a felicidade. Você decide se quer navegar na internet durante 30 minutos ou conversar com seu marido durante os mesmos 30 minutos enquanto toma um café da tarde. Você decide se quer morar em uma casa grande ou morar em uma casa menor que atenda as suas necessidades.

Quando a vontade de ser minimalista prevalece, torna-se superficial ter uma sapateira abarrotada de sapatos, se usamos apenas em média de 5 a 6 pares do que temos. Ou seja, eliminamos todos os sapatos que não usamos e passamos a ter somente os que usamos com freqüência. Com o tempo, aprendemos a não abrir a carteira, se não for necessário.

Vê que poupar dinheiro para um minimalista é uma consquência? E não o motivo principal? O minimalista acaba gastando menos dinheiro porque passa a prestar mais atenção nas suas escolhas, no que te dá mais prazer, e elimina tudo o que não é essencial.

Já li em comentários de blogs minimalistas, de pessoas que julgam os minimalistas que possuem um computador da Apple. Eu não vejo problema algum, pois entendo que ser minimalista não é viver na miséria e com produtos de má qualidade, como muitos interpretam. É comprar produtos que julgamos de qualidade superior, para que a vida útil do computador (ou da roupa, dos móveis, etc.) aumente e evite a necessidade de fazer trocas com freqüência.

~ Yuka ~

Minimalismo

Destralhando: esmaltes brancos

Iniciei o destralhamento dos esmaltes e me assustei com a quantidade de cores similares que eu tenho.

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Cheguei a pintar cada dedo da minha mão com uma cor destes esmaltes, e apesar de ter variações, as cores são bem similares.

Destes 5 esmaltes, escolhi o Renda da Risqué como meu preferido. Não está na foto, mas ainda tenho o Branco Puríssimo da Risqué, que faço francesinha.

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~ Yuka ~

Minimalismo

Horta em apartamentos

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Apesar dos espaços cada vez mais reduzidos e com a correria do dia-a-dia, ter uma horta na sacada do apartamento é um sonho de muitas pessoas.

Com a minha tentativa de desacelerar, achei importante ter uma horta, pois assim, aprenderia a esperar pelo crescimento das plantinhas. Como sou uma pessoa ansiosa, não tenho muita paciência, o que faz com que eu estrague as plantinhas com o meu excesso de cuidados.

Já adianto que não é a primeira vez que tento. Foram inúmeras tentativas. Mas conversando com meu marido, decidimos tentar de novo. Eu já mantenho uma hortinha bem simples de temperos, mas o que eu queria mesmo era comer verduras e legumes produzidos em casa, sem nenhum agrotóxico.

Esse fim de semana, passei no Shopping Garden Sul (São Paulo). Pra quem não conhece, é um shopping de plantas. Vende plantas e mudas de todas as espécies, além de vasos, acessórios, adubos, etc. É uma loja enoooorme. Comprei vasos e mudas de alface romana, alface roxa, rúcula, além de pimenta, hortelã, orégano e manjericão.

Fiz o transplante para os vasos, mas alguns deles terei que replantar novamente, já que preciso de vasos maiores.

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Se eu não conseguir cuidar, vou contratar um engenheiro agrônomo que atende em São Paulo, na qual a especialidade é hortas urbana, em apartamentos, etc, para que eu possa tirar as dúvidas.

~ Yuka ~

Minimalismo

Destralhando: canetas

Desta vez, resolvi arrumar as canetas espalhadas pela casa.

Nossa, como a gente junta canetas… canetas de brinde, de congressos, de cursos, e quando percebi, estava com uma gaveta cheia.

Eu tinha 2 caixas lotadas de canetas:

Post 006 - blog - canetas 1

Depois do destralhamento, sobraram 14 itens:

– 1 caneta marca texto amarela;

– 1 canetinha grossa cor preta;

– 1 canetinha grossa cor vermelha;

– 1 canetinha grossa cor azul;

– 1 caneta para marcar CD;

– 3 canetas azuis;

– 1 caneta preta;

– 1 caneta lilás;

– 1 caneta vermelha;

– 3 lapiseiras.

Post 006 - blog - canetas 4

A gaveta ficou bem mais espaçosa e as canetas que me desfiz, trouxe para o meu trabalho para todo mundo usar.

~ Yuka ~

Minimalismo

Vantagens de morar em apartamento pequeno

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Os apartamentos lançados nestes últimos 10 anos, possuem como padrão, o espaço reduzido.

Outro dia fui visitar o lançamento de um imóvel e me assustei ao entrar no quarto de casal. Tão apertado, tão estreito, mal cabia um criado-mudo ao lado da cama. O guarda-roupa embutido era tão pequeno que fiquei insegura se as minhas poucas roupas caberiam naquele guarda-roupa.

E pensei… as pessoas que compram esses apartamentos novos e pequenos, acabam por se tornar minimalistas por livre e espontânea pressão, pois não há mais espaço para excessos (a não ser que a pessoa more em uma mansão).

E por coincidência, achei uma reportagem bem bacana da Olivia Caires, na Revista Zap Imóveis que fala sobre diversas vantagens de morar em um apartamento pequeno:

Preço – Com a metragem menor, o valor do imóvel também será menor.

Contas – Com o ambiente menor, economiza-se em contas de energia e água, pois tem menos cômodos.

Imposto – O imposto é calculado proporcionalmente ao tamanho do imóvel, ou seja, imóvel menor, imposto menor.

Aconchego – Favorece a aproximação das pessoas e compartilhamento do espaço.

Menos bagunça – O espaço reduzido faz com que tenhamos apenas o essencial, pois não há espaço para acomodar supérfluos.

~ Yuka ~

Minimalismo

Destralhando: gavetas de maquiagem

Iniciei o destralhamento das maquiagens.

Tentar levar uma vida minimalista é uma iniciativa muito válida, visto que serei capaz de analisar o que é necessário para mim e o que não é.

Maquiagem é uma coisa que se não tomarmos cuidado, acumula mesmo. São cores novas, texturas novas, e sempre queremos testar pra saber qual fica melhor na pele.

Comparado a muitas pessoas, eu ainda acho que tenho pouca maquiagem, mas quero reduzir a quantidade.

Minhas gavetas onde guardo as maquiagens antes do destralhamento:

Gaveta antes do destralhamento
Gaveta antes do destralhamento
Gaveta antes do destralhamento
Gaveta antes do destralhamento

Após a análise criteriosa, decidi que os produtos abaixo são os que realmente gosto. São os produtos que eu uso sempre e a cor cai bem na minha pele:

Gaveta depois do destralhamento
Gaveta depois do destralhamento
Gaveta depois do destralhamento
Gaveta depois do destralhamento

Os produtos que não estão mais na foto acima, decidi não jogar fora e sim usá-los até o fim. Assim que terminar de usar os produtos que não são os meus preferidos, não irei repor. Deixei em uma gaveta separada para acelerar o uso:

Produtos para usar antes
Produtos para usar antes
Produtos para usar antes
Produtos para usar antes

E os produtos que não gosto ou que eu não quero mais usar, passarei para as minhas amigas.

Daqui a 1 ano, vou tirar outra foto das gavetas de maquiagem para acompanhar o progresso.

~ Yuka ~

Minimalismo

Passo-a-passo para ser minimalista

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Quando decidimos que queremos ser minimalistas, ficamos com a seguinte dúvida: “Por onde começar?”.

O passo-a-passo a seguir, irá descrever os passos que considero importantes: e a importância de reduzir os pertences e eliminar tralhas; a importância de eliminar compromissos e diminuir as atividades diárias para eliminar tralhas comportamentais. Essa fase sim, é a mais difícil, mas a mais compensadora: você ganha em TEMPO. Vamos lá?

1.) O primeiro passo é iniciar destralhando a casa. Destralhe a sua casa, dividindo por cômodos e também por categorias para facilitar. Não tente fazer tudo em um dia. Destralhe uma gaveta por vez, analise com cuidado quais itens são essenciais. Tudo é um processo. No início é bem difícil desfazer dos objetos, mas com o tempo fica mais fácil. Não se apegue aos objetos. Guarde somente itens essenciais. Entenda que tudo o que você vai se desfazer, houve um investimento, um gasto de dinheiro. Conscientize-se que é dinheiro que está indo embora pelo ralo. A próxima vez que você for comprar, analise se não será um item que também irá embora logo.

2.) O segundo passo é reduzir o consumo. Veja quantas coisas foram embora no passo anterior. Compre apenas itens que você sabe que vai ficar por muitos e muitos anos, mesmo que para isso tenha que gastar mais dinheiro. Invista em qualidade e durabilidade dos produtos. Lembre-se do item anterior. Comprar algo sem pensar, faz com que você queira se livrar logo. É dinheiro indo embora pelo ralo.

3.) Aprenda a viver com pouco. Veja os objetos de forma diferente e use de 2 a 3 formas o mesmo objeto. Uma peneira de inox pode ser utilizada como peneira, como escorredor de macarrão, amassar batata para purê e usar como vaporeira de legumes encaixada em uma outra panela. Menos objetos em casa, menos trabalho para limpar.

4.) Não se compare com os outros. Saiba que a grama do vizinho sempre será mais verde. Os outros têm tantos problemas quanto você. Então não olhe em volta para sentir-se insatisfeito. Passe a desfrutar o que possui. Isso diminui inclusive o consumismo.

5.) Não dê importância ao que os outros pensam de você. Pessoas que costumam avaliar outras pessoas pela posse, acharão um fracasso alguém que não tem um carro, não morar em um apartamento grande, não usar roupa da última moda. Ignore-os.

6.) Faça uma análise para descobrir onde você perde o seu tempo. Na internet? Na televisão? Será necessário escolher o que é mais importante. Corte compromissos, responsabilidades, eventos. Não tenha medo de dizer não. A cada não dito, você consegue se focar no que é realmente importante, e assim, ter mais tempo para o que você realmente quer fazer.

7.) Faça uma lista dos seus compromissos mais importantes, como encontros com a família, hobbies, etc. É nestas coisas que você deve se dedicar. Lembre-se: é necessário descobrir o que é essencial para eliminar ou reduzir o resto.

8.) Desacelere para fazer o que é realmente importante para você.

~ Yuka ~

Minimalismo

Afinal, o que é MINIMALISMO?

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Imagem: Ernst Koch / http://www.spirituallifecoach.de

Afinal, o que é ser minimalista?

Levar uma vida minimalista significa dar prioridade ao que é essencial e livrar-se do resto.

Parece simples, né? Mas é um pouco mais complexo do que parece.

Ser minimalista significa rever as atitudes de uma vida inteira em um mundo de excessos. É mudar hábitos, rever conceitos sobre consumo, fazer escolhas conscientes.

Reduzir os pertences é apenas um dos processos do minimalismo. Reduzir objetos da casa começando pelo guarda-roupa, gavetas, cômodos, sapatos, panelas, livros, traz benefícios. Um dos benefícios é a facilidade em administrar seus pertences. Os outros, são: economizar em espaço físico, economizar dinheiro (uma vez que só será comprado objetos que realmente são importantes), e economizar em tempo (para tirar poeira dos objetos, para fazer compras, em procurar objetos perdidos pela casa, etc.).

A próxima fase é destralhar a mente, eliminar distrações, desconectar de algumas pessoas que só nos fazem mal. Considero essa fase, a mais importante e a mais difícil do minimalismo, quando todas as decisões são tomadas de forma consciente. Desde decisões simples como comprar roupas e sapatos, até decisões mais complexas como decidir quais são as prioridades e o que é definido como Essencial.

Lembrando que todas as decisões, implicam em consequências: – recusar o convite para um passeio de uma pessoa que você não é tão íntima, faz ganhar de 3 a 4 horas para fazer coisas mais importantes. – comprar apenas o que é essencial faz com que seja possível concentrar-se na qualidade dos produtos, e não na quantidade. – dizer não a uma tarefa que um colega de trabalho tenta empurrar, faz ser possível focar nas atividades prioritárias e alcançar as metas com mais facilidade. – não ter Facebook implica em ficar de fora de muitas novidades, mas evita-se a comparação com outras pessoas e ter aquela sensação de frustração.

Dei alguns exemplos, mas as possibilidades são infinitas. Seguir uma vida minimalista, faz com que caminhemos em sentido contrário à maioria das pessoas em alguns casos. E muitas vezes somos até questionados por querer ser minimalistas.

Não ter Facebook pode ser insuportável para muitas pessoas. Ou até mesmo não ter um carro, mesmo depois de 30 e poucos anos. E o que diriam se descobrissem que uma pessoa só possui 3 pares de sapatos? Há muitos minimalistas que vivem com pouquíssimos pertences. Outros, não são tão extremistas.

Mas é fato que o minimalista gasta menos dinheiro como consequência das suas atitudes, como comprar apenas o que é essencial e de qualidade, e recusar o consumo incontrolável. Não é uma questão de gastar menos, e sim, ter mais tempo para o que é importante na vida. Optar por uma vida minimalista é uma escolha que fazemos para que possamos descobrir o que nos faz feliz.

~ Yuka ~

Minimalismo

Viver uma vida simples

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Quando você decide que quer ter uma vida mais simples, isso não significa que deve renunciar e desapegar das coisas que tem.

Viver uma vida simples significa fazer escolhas que importam para você e somente para você, passar a dar valor e a ouvir o que o seu coração precisa. Se você gosta de música clássica, dane-se as pessoas que te olham de forma torta. Se você optou por não ter um carro, está tudo bem andar de ônibus mesmo você sendo chefe ou diretor de uma empresa.

Há tempos a mídia bombardeia tantas informações, confundindo nossos valores. Passamos a dar mais importância em ter um carro estiloso do que no caráter da pessoa. Mais importância em usar a roupa da moda do que valorizar a generosidade… Passamos a dar mais importância no TER do que no SER.

Eu não tenho Facebook por uma decisão tomada há alguns anos. Decidi não ter Facebook, para ter mais tempo para os meus amigos de verdade. Se for para curtir uma foto, prefiro visitar e ver as fotos junto com a pessoa. Sei todos os aniversários dos meus amigos e da minha família de cor. Claro que eu fico fora de muitas notícias interessantes, mas é o preço que eu decidi pagar por não ter Facebook.

Via tantas pessoas postando no Facebook informações que são mais para se mostrar do que para compartilhar: “olha eu em Paris”, “tirei uma foto com um jogador de futebol famoso”, “me hospedei num hotel 5 estrelas”… mas sinceramente, pra mim, os valores são outros. Valorizo muito mais tomar um café com meu melhor amigo, fazer um almoço caprichado para a minha família, fazer um piquenique num parque, um cafuné no meu marido… isso sim, pra mim é ter uma vida simples.

Não dá para ter tudo ao mesmo tempo. É necessário fazer algumas escolhas para ter uma vida simples. É necessário tomar uma decisão para escolher o que é mais importante para você, e o que trás a verdadeira felicidade.

Pra mim, ser simples é:

– saber dizer não

– saber as prioridades

– não sofrer lavagem cerebral pela mídia

– valorizar os momentos com a família e amigos

– conhecer seus limites

– valorizar o silêncio

– ter paciência

~ Yuka ~

Minimalismo

A mesma camisa, vários estilos – camisa social branca

Hoje vou mostrar como podemos montar looks incríveis usando como base a camisa branca de todo dia.

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Eu tento, na medida do possível, usar a mesma roupa de vários jeitos. Por exemplo, uso os vestidos que tenho como vestidos, mas também como saias colocando uma blusa por cima, ou até como uma blusa, colocando o vestido (de tecido levinho) por dentro da calça. As pessoas do meu trabalho acham que meu guarda-roupa é enorme, mas não é. Eu só uso a mesma roupa de várias formas.

Veja abaixo as inúmeras variações possíveis com apenas uma camisa branca…

1.) Camisa com blusa preta manga 3/4:

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2.) Camisa com coletes ou regatas:

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3.) Camisa com colares diferentes:

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4.) Camisa com suéter:

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5.) Camisa com cardigã:

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6.) Camisa com outra blusa de manga sobreposta:

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7.) Camisa com blusa tomara que caia:

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8.) Camisa com cintos diferentes (de elástico, cinto fininho, cinto grosso, cinto na altura do quadril, etc.):

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9.) Camisa aberta com blusa por dentro:

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10.) Camisa com echarpe ou lenço:

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11.) Camisa com mangas dobradas para um estilo casual:

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~ Yuka ~

Minimalismo

Mesa dobrável – utilizando seu espaço de forma inteligente

Com apartamentos cada vez menores, os móveis passam a se adaptar para atender as nossas necessidades. Abrimos mão do espaço, mas não do conforto.

Eu tenho uma mesa retangular de vidro, para 4 pessoas sentarem. Mas às vezes quando tem encontro de família, preciso de uma mesa maior. Como eu já tenho uma mesa dobrável há pelo menos 10 anos, fiquei com dó de me desfazer. Então arrumei um cantinho para ela, usando-a como aparador. Coloco a máquina de café em cima, e algumas plantinhas para decorar. Só tiro desse cantinho quando tem visitas.

A madeira dessa mesa é MUITO boa, muito pesada. E apesar de usar há tantos anos, ainda está nova.

A melhor parte é que dá para alterar o tamanho da mesa em 3 formatos, dependendo da sua necessidade, e todas as 4 cadeiras são armazenadas dentro da mesa. E ainda tem uma gaveta e a mesa vem com rodinhas para facilitar na hora de movimentar pela casa.

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Na época, paguei R$900,00 (que por sinal, valeu cada centavo pago), e se não me engano, a mesa se chamava Mesa Libélula e comprei na Charm Móveis, uma loja de móveis do Sul. Fiz o contato e a compra tudo pela internet, mas não sei se a empresa existe ainda.

~ Yuka ~

Minimalismo

Uma loja minimalista – Mujirushi-Ryõhin

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Quando visitei o Japão, conheci uma loja chamada Mujirushi-Ryõhin, mais conhecida como Muji.

Traduzindo ao pé da letra, significa:

  • Mujirushi = sem marca, sem logotipo
  • Ryõhin = produtos de qualidade

Essa loja possui produtos sem logotipos, sem marcas, com design limpo, simples e funcionais. Vendem de quase tudo, desde camisetas, produtos para casa, produtos para escritório, decoração, brinquedos, etc. Os produtos por sinal possuem sempre cores neutras, como branco, bege, preto.

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Usando como exemplo oposto, os produtos vendidos nos supermercados convencionais, possuem rótulos coloridos, pois precisam chamar atenção do consumidor. Quando estas embalagens de farinha, de shampoo, de condicionador entram dentro de casa, essas embalagens continuam chamando mais atenção do que a própria decoração.

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Nenhum produto comercializado pela Muji, ostentam rótulo, nem etiqueta. Vendem produtos de qualidade desenhados por designers famosos a um preço acessível e acreditam que o importante é o produto e não a marca.

A loja é um prato cheio para quem quer ter uma casa minimalista, já que a principal característica da Muji é oferecer produtos funcionais e eliminar o excesso.

As fotos abaixo (peguei de alguns blogs) mostram como é um banheiro clean, sem rótulos.

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O único inconveniente é que apesar desta loja estar espalhada em vários países, ainda não chegou no Brasil :(

Quem sabe um dia, né?

~ Yuka ~

Minimalismo

Quantos conjuntos de toalhas eu preciso?

Descobri que para a minha casa, que tem apenas 2 pessoas, 3 conjuntos são suficientes. Um está sempre em uso, outro sendo lavado e um para qualquer visita ou eventualidade. Reduzir para 2 conjuntos não deu certo, pois às vezes ficávamos sem toalha quando chegava visitas, períodos de chuva prolongado, etc.

Cada conjunto é composto por:

– 1 toalha para piso

– 2 toalhas de banho (1 para mim, 1 para marido)

– 2 toalhas de rosto (troco às vezes durante a semana, e também porque descobri que a toalha de rosto desgasta mais rápido que a toalha de banho. Muitas vezes a toalha de banho ainda está inteira, mas a de rosto está desgastada. E ao comprar nova toalha para compor a coleção, nunca é da mesma tonalidade, como vocês podem perceber na foto abaixo… Por isso decidi que o próximo conjunto que eu comprar, vai ter 2 toalhas de rosto).

toalhas

E só.

Cada conjunto é de uma cor: verde, lilás e amarelo.

Quando se tem vários conjuntos de toalhas, é muito mais difícil desfazer, já que você dilui o uso com as outras toalhas. Usando apenas três conjuntos de forma intensa, é mais fácil visualizar quando algum está desgastado ou desbotado.

Por exemplo, se você tem 10 conjuntos de toalhas e usa 1 conjunto por semana, você demora 10 semanas para usar novamente o mesmo conjunto. E é um luxo pensar que as toalhas ficam paradas e intocadas por um período de 10 semanas.

Quando se tem apenas 3 conjuntos, você usa todos no mesmo mês. Além de economizar em espaço, você tem a possibilidade de comprar novos conjuntos de toalhas com mais frequência quando este estiver desgastado.

~ Yuka ~

Minimalismo

Kitnet inteligente

De quanto espaço você precisa para viver bem?

Desde criança, sempre fui fascinada por kitnets, flats, conjugados, apartamentos minúsculos. Imaginava como seria se eu morasse num lugar bem apertado. Imaginava soluções, bolava ideias para esconder as bagunças, alternativas para driblar o tamanho da casa e em como poderia otimizar o espaço sem comprometer o visual.

Poderia ser qualquer coisa. Já imaginei morando num vagão de trem, em um motor home, até num container.

Fui crescendo, comprei meu apartamento (não, não é uma kitnet rs), mas aquele encantamento por kitnet continua até hoje.

Fico fascinada com a criatividade das pessoas em viver bem com pouco espaço.

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O apartamento é lindo. Muito funcional.

As cores claras aumentam o ambiente e integram cada espaço. O guarda-roupa tem dupla função: de um lado é guarda-roupa, e do outro, tem função de parede; o lavatório separado do banheiro e apesar de ser uma kitnet, tem uma varanda. O arquiteto que desenhou esta kitnet teve uma ideia genial. Eu moraria aqui fácil fácil.

~ Yuka ~

Minimalismo

Quando ter menos é mais

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Arrumar a casa e reduzir ao máximo as coisas que tenho, começou quando percebi que perdia muito tempo arrumando as coisas.

Existe uma relação para tudo isso: quanto mais coisas possuímos, mais espaço precisamos para armazenar. E se temos mais espaço para armazenar, consequentemente levamos mais tempo para arrumar, tirar a poeira, organizar. Com o guarda-roupa abarrotado, levamos mais tempo para achar uma roupa para usar, pois temos muito mais opções. E acabamos usando muito mais roupas também, o que nos leva a passar muitas roupas no final de semana.

Ao destralhar, passamos a reconhecer que compramos mais do que precisamos. Foi dinheiro gasto que está indo embora pelo ralo.

Ao invés de ter 10 calças jeans, porque não ter 2 das calças que você sempre quis, e nunca teve coragem de gastar? Não há diferença em comprar 10 calças mais baratas ou 2 calças mais caras. A diferença é que você terá calças que realmente combinam com o seu corpo.

Eu já fui viciada em carteiras. Todo semestre comprava uma carteira nova. Até que decidi comprar uma que eu sempre quis. Foi um mimo, um presente para mim. E após 3 anos, a carteira ainda parece nova, já que o couro da marca é muito boa. E gosto tanto dela que não tenho vontade de comprar outra. Se colocar na ponta do lápis, a carteira não saiu cara.

Isso não serve apenas para o guarda-roupa. Serve pra tudo na vida, inclusive no relacionamento. É melhor ter poucos melhores amigos a ter muitos colegas.

Você passa mais tempo com seus melhores amigos ou com seus colegas?

Como você gasta o seu tempo?

~ Yuka ~

Minimalismo

Viver com menos: eliminar produtos parecidos

Me pergunto muitas vezes de quantos produtos similares precisamos. Ao arrumar a minha maleta de esmaltes, percebi que possuía muitas cores similares.

Dos 5 esmaltes na cor nude, fiquei apenas com 1. Experimentei todos nas unhas de uma única mão para comparar qual tom combinava mais comigo.

Ainda tenho muitos esmaltes, mas conforme for terminando de usar, pretendo não repor além do espaço reservado que tenho.

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~ Yuka ~

Minimalismo

O que é essencial?

all we need is love. and food. and water. and shelter.

Essa imagem acima, ilustra muito bem o que eu tenho sentido nos últimos anos. “Tudo o que precisamos é de Amor. E Comida. E Água. E Abrigo.”

Há quase 5 anos, li um livro em japonês que fala sobre como devemos cuidar de nós mesmos. Fala sobre a importância do desapego, viver com o essencial, de ter uma vida mais calma, sem pressa, sem estresse. Caminhar com calma, cozinhar sem pressa, ter bons amigos, saber saborear uma boa comida, ler um bom livro… E desde então, fiquei encantada com esse modo de vida.

Já existem termos sobre esse estilo de vida: minimalismo, slow life, slow food. E eu mesmo, não sigo nenhum deles à risca.

Com o passar do tempo, comecei a perceber quais são as coisas importantes na minha vida. Não é ostentar, não é ter um cargo, não são os amigos do Facebook.

Não é de hoje que as pessoas reclamam que o tempo está voando. E está mesmo. Quando se vê, já estamos no meio do ano. Quando se vê, já é Natal. Quando se vê, o ano já virou e a impressão de que não fizemos nada de importante.

Para mim, as coisas que são importantes são as coisas que não custam dinheiro, mas custam Tempo. O meu tempo hoje, são repletos de coisas que não são essenciais.

Queria ficar menos tempo na internet, menos tempo assistindo televisão, menos tempo pendurada no telefone. Sinto falta de encontrar meus amigos, sinto falta de reunir a família para um almoço, sinto falta de ficar à toa e de muitas outras coisas.

Chegou a hora de pensar o que é essencial pra mim…

~ Yuka ~