Minimalismo nas finanças

casamento finanças

Devo estar nostálgica… É o terceiro post seguido que comento sobre meu ex-marido.

Mas é por uma boa causa, vou explicar como a gente se organizava financeiramente.

Quando casei pela primeira vez, por uma sugestão minha, eu e meu ex-marido dividíamos as contas de uma forma muito democrática. Ele ganhava 60% dos nossos rendimentos somados, e eu 40%. Ele pagava 60% das contas e eu pagava 40%.

Só que com o tempo, parecia que morávamos em uma república, já que tudo era muito meticulosamente dividido. Conheço muitos casais que dão certo fazendo isso, mas para mim, não deu muito certo.

Já com o meu atual marido, decidi fazer diferente.

Meu marido é muito econômico, daqueles que anda 20 km de bicicleta, para na frente da sorveteria pingando de suor, passa vontade, mas não compra o sorvete. Quando fico sabendo dessas histórias, eu sempre pergunto o motivo dele não ter comprado. “Compra! Não passe vontade!” E a resposta dele é que como ele passou necessidade financeira durante muitos anos, acabou se acostumando a não comprar, diz que nem percebe quando tem esses comportamentos de racionamento.

Por ele ser assim (mãozinha fechada), as nossas finanças são organizadas de uma forma muito fácil.

1.) Soma-se nossos salários.

2.) Paga-se todas as contas.

3.) Cada um pega uma parte (chamamos carinhosamente de mesada).

4.) Poupamos o restante.

Eu sou CLT, meu marido não tem carteira assinada. Eu recebo vale alimentação, vale refeição, 13º salário, adiantamento de férias. Ele não. Mas aqui em casa a regra é: quando entra dinheiro na conta de um, o dinheiro vira nosso.

Não temos competição, nem orgulho de quem ganha mais que quem. Hoje meu salário pode ser maior que o dele, amanhã, o salário dele pode ser maior que o meu. Tanto faz.

Como tudo é “nosso”, nos empenhamos em economizar juntos, porque a economia de um, vira a economia dos dois. Quando um quer gastar em algo mais caro, sentamos ao redor da mesa e conversamos sobre prioridades.

Não recomendo esse tipo de divisão para todos os casais, pois há casais em que um gasta mais, ou que tem um hobby mais caro.

Para mim e para o meu marido, tem funcionado muito bem.

Sentimos mais cumplicidade, pois um acaba policiando o outro nos gastos, nos esforçamos para alcançar as metas de uma forma mais rápida, além de termos mais clareza e transparência nos gastos.

E se um ficar desempregado? Tudo bem, acontece. E se um ganhar mais que o outro? Que legal, parabéns, alcançaremos a nossa meta mais rápido. E assim vamos levando a vida de uma forma leve.

Aqui em casa até as finanças se tornou minimalista.

~ Yuka ~

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28 comentários em “Minimalismo nas finanças

  1. Oi Yuka!! Aqui em casa meu marido é advogado, então não existe salário fixo. Todo mês varia, mas ele ganha mais do que eu. Eu sou funcionária pública, ganho menos por mês mas tenho férias remuneradas e décimo terceiro. Dessa forma, ele arca com a maior parte das despesas da casa e quase todas as nossas saídas. Acontece que ele não tem a mentalidade poupadora, ele gasta mesmo, não pode ter dinheiro na mão. Eu, por outro lado, sou mto poupadora, e até meio paranóica por meu marido não poupar nada. Então procuro poupar o máximo que posso, muitas vezes “chorando uma miséria “ pro meu marido, para dissuadir ele de gastar com alguma coisa boba, dizendo que eu não tenho dinheiro para isso. Ele acha a idéia de poupar inútil, mesmo os pais dele hoje, na faixa dos 70 anos e doentes, estarem numa situação de dependência total dos filhos devido a imprudência financeira durante a vida. Mesmo tendo o exemplo na família do que NÃO FAZER, ele não acordou para a mudança. Então eu, que tenho exemplo mais maravilhoso na minha família, sigo o exemplo DO QUE FAZER e sigo poupando para o futuro e as emergências. Além disso minhas despesas pessoais são bem mais enxutas, meu celular é pré pago e pago bem baratinho, enquanto o plano do meu marido é super caro. Eu pesquiso e planejo antes de comprar alguma coisa, ele não. A gente vive assim kkkkk cada um no seu mundo, mas pelo menos um de nós está preparado!!

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    • Oi Camila. Ainda bem que você é ajuizada rs. Imagina se você juntasse as finanças com seu marido como faço com meu? Não ia dar certo. Por isso antes de usar um método como regra, devemos avaliar se é compatível com o comportamento do casal. Parabéns por ter consciência da importância em pensar no futuro. Apesar de parecer normal, é um comportamento que infelizmente a gente não vê muito por aí. Beijos.

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  2. Oi Yuka! Confesso que organização financeira não é o meu forte. Já gastei muito dinheiro com coisas desnecessárias. Mas aprendi com os erros, pelo menos rs. Ainda sou solteira, mas acredito bastante que em um casamento um deve participar da vida financeira do outro. Afinal, isso é caminhar junto. Mas como você falou, cada casal tem seu modo. Não existe receita pronta para quase nada nessa vida, mas tem dicas que valem ouro! haha
    Grande beijo!

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    • Também já gastei muito dinheiro nessa vida rsrs. Ah se arrependimento matasse… Aproveite agora que você está solteira para fazer um pé de meia. Depois que surge alguém, os gastos acabam aumentando… um almoço ali, um presente aqui… vai por mim. Um grande beijo pra você.

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    • Eu considero o melhor método para casais que possuem formas parecidas de gastar dinheiro. Já para os casais que um gosta mais de gastar que o outro…. para esses eu não recomendo rsrs. Beijos.

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  3. Olá, Yuka. Tenho gostado muito do seu blog,que conheci há uma semana… Sou muito disciplinada financeiramente, me vejo louca se não poupar. Às vezes, ajo como seu marido, passo vontade. Mas aí também penso depois que temos que viver, encontrar um equilíbrio. Então analiso a situação e vejo se é possível tomar o tal sorvete, nem que seja uma bolinha kkk, mas tomo. Também tenho objetivos de curto, médio e longo prazos, sabendo que existe uma vida hoje. Como você já comentou em outros posts, concordo que é uma questão de equilíbrio mesmo. Ainda estou solteira e faço hoje o possível para juntar meu pé de meia o máximo que puder. Não me considero totalmente minimalista, mas estou no caminho de diminuição em tudo, roupas, sapatos, coisas em geral, para justamente guardar dinheiro, investir e usufruir depois. Assim, doei poucas coisas porque uso tudo, mas à medida que for acabando, pretendo não repor a quantidade de coisas que tenho hoje. Enfim, aprendendo muito.

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    • Oi Ana, que bom que você me achou rs. Essa “mesada” que eu comentei no post é uma excelente forma de poder gastar com futilidades e coisinhas gostosas sem ficar com peso na consciência. É com esse dinheiro que eu tomo sorvete, tomo um cafezinho, compro presente pra mim, almoço com as minhas amigas e por aí vai. O que algumas pessoas não entendem é que eu não passo vontade. Faço tudo o que tenho vontade. Eu encontrei o meu equilíbrio em relação aos gastos. Cada um deve encontrar o seu próprio equilíbrio. Pelo jeito você também já achou o seu. Continue assim. Em breve, você alcançará a sua independência financeira (quando o valor do rendimento dos seus investimentos superarem os seus gastos) e poderá viver sem grandes preocupações. Beijos pra você.

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  4. Oi Yuka, usamos o mesmo método de vcs desde 2012 e tem funcionado super bem. Antes disso, cada um tinha seu dinheiro separado e era uma confusão.

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    • Oi Bruna, pro casal que é bem parecido nos gastos e também tem os mesmos objetivos futuros, acho um excelente método. Cada um controlar o seu dinheiro faz com que o casal não una forças na hora de economizar. Beijos!!!

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    • Oi Cintia, o que eu errei com o meu ex-marido foi justamente essa “régua exata” que eu mesma estipulei como regra. Lógico que ia dar errado rsrs. Beijos.

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  5. Olá, Yuka!
    Adoro o que você escreve e tento aplicar várias coisas na minha vida. Eu e o meu marido somos bem parecidos com relação aos gastos (confesso que ele é mais econômico do que eu) e desde que fomos morar juntos, dividimos as despesas dessa forma que vocês fazem. Juntamos tudo para que seja nosso e tem funcionado desde então. Conseguimos pagar as contas, as viagens e ainda economizar. Beijo!

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    • Quando duas pessoas juntam dinheiro com o mesmo propósito, tudo se torna mais fácil e mais rápido. Não dá para aplicar esse método para todos, mas quando dá certo, funciona muito bem. Beijos.

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  6. Oi, Yuka! Na minha casa eu sou CLT e tenho salário fixo + benefícios, mas o meu noivo é autônomo e tem ganhos variáveis. Só que, pra nós, esse esquema de tornar todo o dinheiro “nosso” tão logo ele cai na conta não funcionaria muito bem, eu acredito. Como eu ganho mais na maior parte do tempo, acaba que as contas fixas mais altas são de minha responsabilidade, e as mais baixas são dele; todos os meses poupamos uma quantia fixa em uma poupança conjunta, que utilizamos para nossas viagens, que são a nossa paixão; e o que sobra para cada um nós investimos separadamente. Embora exista essa divisão, no fim das contas “é tudo nosso” mesmo, pois um ajuda o outro quando é necessário. Eu acredito que o importante em qualquer arranjo financeiro desses é respeitar o outro e ser sincero sobre as suas vontades. Se temos essas duas coisas, qualquer formato vai funcionar! 🙂

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    • Oi Caroline, é verdade. Quando o casal possui sintonia, muito diálogo e respeito, qualquer método funciona sim. Essa de “o homem tem que ganhar mais que a esposa”, “a mulher não pode pagar as contas principais” deveria ficar no passado. O que importa é o respeito entre os casais, independentemente do método. Beijos.

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    • Oi Leandro, pensa numa pessoa que passou a tarde toda feliz, só por você ter aparecido por aqui. Fiquei rindo de bobeira a tarde inteira. Você viu, né? Coloquei minha foto no blog por causa do seu curso Resistência. Várias pessoas do meu trabalho descobriram logo em seguida sobre meu blog, eles seguiam sem saber que quem escrevia era eu. Estou menos envergonhada, mais orgulhosa do meu blog, e você me deu esse impulso que faltava. Obrigada pelo trabalho lindo que você faz. Beijos.

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  7. Que legal. Sou casada faz 9 meses e estamos fazendo da mesma forma. Tem sido ótimo. Além de não dar confusão é gostoso sentir que cada coisa, cada viagem, cada conquista, cada investimento foi conquistado realmente JUNTOS.

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    • Oi Natália, é essa a sensação que temos: de que estamos conquistando juntos. É um sentimento de cumplicidade, de alegria, de conquista para nós dois. Tanto que esses dias meu marido vendeu a bateria (instrumento musical) dele por um preço bem legal. Em nenhum momento ele hesitou, me entregou o dinheiro pra gente turbinar nossos investimentos. 😉 Beijos.

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