Auto-Conhecimento · Dinheiro, IF e FIRE

Quanto comprometer da renda para realizar sonhos?

Aeroporto, Transporte, Mulher, Menina, Turístico

Eu sempre gostei de planejar, porque foi a maneira que encontrei para conseguir realizar sonhos, sem comprometer o orçamento.

Mas recentemente, comecei a fazer uma pergunta: qual é o valor máximo que poderia comprometer da minha renda para realizar mais sonhos, sem comprometer o projeto FIRE (Financial Independente Retire Early)?

Estou lendo o livro Die With Zero (ainda sem tradução para o português), onde o autor enfatiza que certos momentos da nossa vida tem data de validade para acontecer. Não adianta um pai comprar uma piscina inflável depois que as crianças já estiverem crescidos, pois a alegria dos filhos com certeza não será a mesma.

Da mesma forma, há viagens que fazemos com mais facilidade quando somos mais jovens, como mochilão, dividir quartos com desconhecidos, passar a noite em claro, ficar em albergues. Conforme ficamos mais velhos, buscamos por mais conforto, privacidade, limpeza, comida boa, chuveiro bom e colchão de qualidade nos lugares que hospedamos.

Certas diversões precisam ser feitas em uma determinada época da nossa vida para que a intensidade da felicidade seja aproveitada ao máximo. Há coisas que não podemos deixar para depois: depois que virarmos FIRE, depois que sairmos do emprego, depois que estivermos aposentados.

Há apenas uma pequena janela de tempo para cada uma das diversas fases da nossa vida. São momentos que se não aproveitados bem naquele momento, deixam de ser especiais. Então devemos aproveitar quando estivermos na melhor fase, na melhor idade, na fase do ápice.

Em 2020, escrevi o post: Quantos anos você tem pela frente? que explica bem esse conceito de como alguns momentos da nossa vida são mais preciosos do que outros. Quem já teve alguém que ama com uma doença terminal sabe muito bem do que estou falando. Não dá para postergar nem por algumas semanas o momento para passar com essa pessoa.

Reconhecer que alguns momentos da nossa vida são únicos, é um passo importante para tomar decisões importantes de forma mais consciente.

Ler o livro Die With Zero, ainda que esteja nos capítulos iniciais, me fez pensar em como poderia potencializar mais realizações. Estou há 1 ano e 3 meses em isolamento social – total, diga-se de passagem – e logo assim que a pandemia estiver sob controle, quero retomar os momentos de diversão com minha família, criar memórias, mas sem estourar o orçamento.

Pensei que se estipulasse um valor no início do ano facilitaria o meu planejamento para gastar ao longo dos próximos 12 meses nos “gastos com felicidade”. Mas afinal, quanto destinar sem prejudicar meus planos futuros?

Como eu e meu marido ainda trabalhamos e possuímos renda ativa, decidimos que gastaríamos uma parte de tudo o que foi poupado no ano anterior. Isso significa que quanto mais pouparmos, mais gastamos em felicidade. É um sistema ganha-ganha.

Usaremos uma porcentagem pré-definida do total de aportes feitos no ano anterior. Neste primeiro momento, começaremos com 20% de tudo o que aportaremos neste ano de 2021.

Essa faixa de 20% dá um valor bastante significativo, pois somos bons poupadores. Estamos numa fase bastante confortável da jornada FIRE, poupamos bastante e os investimentos têm dado ótimos retornos, então iremos avaliar essa porcentagem a cada ano, com tendência de aumento gradativo para 25%, 30%, 35% e assim por diante, aumentando ainda mais a exposição da família em experiências que tem data de validade para acontecer.

Esse plano será seguido enquanto estivermos trabalhando. Depois, decidiremos as próximas estratégias quando pararmos de trabalhar.

Então seria algo assim:

No primeiro momento, pode parecer esquisito, afinal, pra quê fazer essa separação de dinheiro? Não seria mais fácil só poupar menos? Investir menos e usar esse dinheiro durante o mês?

Bom, se eu decidisse poupar menos no mês para gastar mais, eu tenho certeza que apenas aumentaria minhas despesas e o padrão de vida, mas não necessariamente aumentaria a felicidade… uma comida de delivery, compras de supermercado, uma bobeirinha aqui e ali, pedir um Uber porque estou com preguiça de andar, ou qualquer outra coisa que depois de 10 anos, nem lembraria o que eu fiz com esse dinheiro.

Ao fazer essa separação de “gastos com felicidade”, posso planejar com calma tudo o que quero fazer ao longo do ano. Além disso, será um incentivo saber que quanto mais aportar, mais poderei gastar para realizar sonhos, afinal, o dinheiro terá destino certo.

Eu vejo 3 vantagens ao fazer isso:

1.) gastar mais com experiências sem dor na consciência de achar que estou sabotando o projeto FIRE, pois saberei que é um gasto previsto/planejado

2.) patrimônio já acumulado intacto, ou seja, dinheiro trabalhando para mim, usando o fator tempo e juros compostos ao meu favor

3.) aportes mensais contínuos potencializando o efeito bola de neve

Bill Perkins, o autor do livro mencionado no início do post, fala que há pessoas que conforme o patrimônio cresce, o tamanho dos seus potes vão mudando. Se antes a felicidade era ter 1 milhão de dólares, quando se alcança este número, surge uma nova meta numérica… 5 milhões, 10 milhões e assim por diante, ou seja, entra em uma espiral de “acumule, economize mais e nunca desfrute”, criando metas inalcançáveis para postergar sonhos.

A vida é valiosa demais para ficar só acumulando patrimônio e não gastar em experiências com pessoas que amamos no momento certo. Quero gastar tempo e dinheiro com coisas que tragam memórias, enquanto tenho disposição, enquanto minhas filhas amam ficar penduradas em mim. Quero dar um bom destino a esse dinheiro construindo mais memórias, fortalecendo vínculos afetivos, que remetam boas lembranças e aumente contato com pessoas que são importantes na minha vida.

Consciente de que o tempo é finito, temos que aproveitar enquanto somos jovens, enquanto temos disposição, temos saúde e pessoas que amamos por perto.

Este post é mais um lembrete de que o dinheiro deve nos servir, e não virar nosso patrão.

~ Yuka ~

Dinheiro, IF e FIRE

Filhos e dinheiro: como temos lidado – 2º post

Já publiquei um post em 2019 falando sobre esse assunto.

Filhos e dinheiro: como temos lidado

Passado dois anos, vim atualizar o que tenho feito com as crianças.

Minhas filhas atualmente estão com 4 e 6 anos.

Eu ainda não dou mesada para elas.

O que faço é preparar o terreno para poder plantar sementes no momento certo:

A importância de esperar e sentir alegria enquanto espera

Eu tenho uma agenda em que coloco as minhas metas.

E resolvi acrescentar algumas páginas e envelopes para que elas também pudessem participar dessa construção das metas.

Para que fique mais fácil o entendimento para elas, elaboramos metas coletivas para que todos pudessem se divertir juntos. E com isso, elas criaram 3 metas: juntar moedinhas pra comprar doces, fazer uma pequena viagem de fim-de-semana, e ir de novo ao Parque da Turma da Mônica.

Toda moedinha que aparecia em casa, elas acrescentavam no envelope das balas e pintava um quadradinho. Elas sabem que quanto mais quadradinhos coloridos, mais próximo da meta estamos.

Veja que não estamos falando de preço aqui. Vinte reais é um valor pequeno, que eu poderia simplesmente ir na doceria e comprar balas. Mas o que estou fazendo aqui com minhas filhas é o exercício da espera, de sentir alegria enquanto tenta alcançar a meta. Elas pulam de alegria toda vez que abrimos a agenda, pois sabem que a meta está cada vez mais próxima. Como o valor é simbólico, sempre conseguimos alcançar essa meta relativamente rápido.

Enquanto esperamos esse dia especial chegar, elas gostam de conversar entre si sobre quais doces irão comprar, como irão dividir, etc.

Eu acho essa “espera” muito saudável.

Na foto abaixo, todos os quadradinhos já haviam sido pintados por elas, ou seja, meta alcançada.

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Já para a meta da viagem de fim-de-semana, todo início do mês, separamos uma quantia para que elas possam colocar no envelope da viagem. Como há 2 metas (a viagem de fim-de-semana e o Parque da Turma da Mônica), expliquei que começaríamos com a meta da viagem, e somente depois de alcançarmos esta meta, partiríamos para a meta do Parque.

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Essa meta de ir no Parque da Turma da Mônica ainda não foi iniciada, por isso a página está em branco, mas o importante é que elas folheiam as páginas e ficam sonhando.

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Eu quero que elas entendam que não dá pra fazer tudo de uma vez, precisamos priorizar as metas.

Primeiro tentamos a meta mais fácil (a da bala), depois a metas que temos mais vontade (a viagem de fim-de-semana) e por último a meta que pode esperar um pouco mais (a do Parque da Turma da Mônica, pois elas já foram).

Acho importante saber esperar e aprender a sentir alegria na espera (e não frustração).

Afinal, a espera é um exercício, assim como nós, adultos, também precisamos praticar.

Ensinar que quem guarda sempre tem

Esse é o nosso lema em casa, pra tudo.

Se elas pedem para brincar de barbante, peço para usar o que precisam e guardar na gaveta o que não for usar.

Se querem brincar de cola, entrego o pote, e digo para elas usarem o necessário.

E como sempre falo “quem guarda sempre tem”, elas estão aprendendo naturalmente que tudo bem usar, consumir, comprar. O problema está no desperdiçar.

A importância de saber sobre juros compostos

Particularmente falando, acho um pouco cedo ensinar sobre dinheiro. Sei que há pais que ensinam os filhos bem cedo, mas eu ainda prefiro esperar um pouco mais.

Há pouco tempo, comprei um cofrinho para elas, mas as moedinhas viraram brinquedos e elas sumiram com metade dessas moedas. Ou seja, não estão prontas.

Mas isso não significa que não falamos sobre investimentos (eu e o marido) e elas acabam ouvindo bastante coisa, apesar de não entenderem absolutamente nada.

Em uma das conversas, tentei explicar sobre o conceito dos juros compostos para a minha filha mais velha, com o M&M que ela  segurava firmemente nas mãos.

“E se eu falar que se você colocar nesta caixa amarela, os seus 30 M&Ms continuarão sendo 30 M&Ms. Mas que se você colocar os seus M&Ms na caixa certa, deixar por um tempo sem comer, eles podem virar 60 M&Ms?”

Os olhos dela brilharam. E ainda perguntou:

“Onde mamãe? Qual é a caixa que eu tenho que guardar para que eu tenha mais chocolates?”

Pronto, o conceito dos juros compostos foi plantado nela.

Eu falei para ela que no momento certo, eu iria apresentar a caixa que faz isso.

Neste momento, é isso que tenho feito com as crianças.

Daqui a 2 anos, eu volto para contar as novidades.

~ Yuka ~

Auto-Conhecimento · Minimalismo

Proteja o seu maior patrimônio

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Não. Não estou falando da sua conta bancária, nem do seu patrimônio financeiro.

Estou falando da sua saúde física, mental e espiritual.

Estou falando de você, da sua família, do seu casamento, dos seus filhos, dos seus amigos.

Eu sei que você protege o patrimônio da empresa que trabalha, toma decisões difíceis que faz até perder seu sono em algumas noites.

Mas e quando estamos falando do seu maior patrimônio, você também toma decisões difíceis e perde o sono?

Ou prefere tomar apenas decisões fáceis e deixar tudo para depois?

O que você faz para manter a sua saúde em dia?

O que você faz para manter seu casamento saudável?

O que você faz para participar da vida dos seus filhos?

O que você faz para manter seus amigos próximos de você?

Talvez esteja na hora de analisar a sua rotina e rever as prioridades.

Convido você a assistir o vídeo abaixo. Ela é dividida em 2 partes. Veja como é surpreendente, quando aprendemos sobre prioridades.

~ Yuka ~

Auto-Conhecimento · Minimalismo

É possível ser feliz no casamento depois de 10 anos?

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Depois do meu primeiro casamento que culminou em divórcio e outro, onde me encontro feliz em um relacionamento de mais de 10 anos, comecei a listar uma fórmula pessoal para um relacionamento dar certo. Saliento que é apenas uma percepção minha, baseado na minha famosa teoria do nada rs.

Para um relacionamento dar certo, listo 7 tópicos essenciais:

1.) Auto-conhecimento

Uma coisa que é essencial para um relacionamento dar certo é o auto-conhecimento. De nada adianta começar um relacionamento com qualquer um, sem compreender o que queremos, e PRINCIPALMENTE, o que não queremos. Quando nos conhecemos melhor, passamos a não nos importar tanto com o outro, aprendemos a lidar com a solidão, a respeitar os nossos limites, as nossas vontades, e assim, finalmente, a ter amor-próprio.

Eu sempre soube o que eu não queria. Não queria um homem machista, um homem violento, agressivo. Nunca quis alguém que podasse minha forma de vestir, minha forma de falar, muito menos a minha forma de pensar. Eu sempre apreciei homens sensíveis, carinhosos, cuidadosos. Eu não queria assistir um filme e ficar sonhando com um homem romântico, e ter em casa um homem completamente diferente. E por saber e buscar isso, sempre fui muito bem cuidada nos meus namoros.

2.) Amor próprio

Você conhece pessoas que dizem que se amam, mas todo o comportamento é de quem não tem amor próprio? Há muitas pessoas assim. Terceirizam a felicidade para a outra pessoa, achando que a responsabilidade da própria felicidade é sempre do outro. Quem tem amor próprio, costuma gostar da própria companhia, do silêncio, aprecia a solidão, reconhece os próprios defeitos, não se anula para agradar a outra pessoa e principalmente, não aceita relacionamentos abusivos.

Outra coisa importante é escolher alguém que nos apoia. Parece uma coisa óbvia, mas é difícil encontrar alguém que nos apoia de fato. Encontrar alguém que extraia o nosso melhor, é melhor do que ganhar na loteria. Já contei pra vocês, que meu marido é essa pessoa. Ele fica jogando confete em mim, elogia, incentiva, mostra a todo momento que eu sou uma pessoa especial. Ele é a pessoa que tenta extrair o que eu tenho de melhor, e faz com que eu tente ser uma pessoa melhor a cada dia.

3.) Combinar nas “coisas grandes”

Geralmente, acabamos gostando de alguém por combinar nas coisas pequenas da vida: o tipo de filme que gostamos, o estilo musical da qual ouvimos mais, gêneros literários, hobbies parecidos e por aí vai.

Mas o que facilita uma união não são as coisas pequenas, e sim, sobre como pensamos e enxergamos a vida em relação às coisas grandes.

Imagine o conflito familiar onde uma das pessoas é a favor da educação pública, enquanto a outra é totalmente contra? O que aconteceria se um dos pais insistisse em colocar seu filho em uma escola pública? Ou quando uma pessoa acredita em Deus enquanto a outra é atéia e um dos pais quer batizar o filho?

Imagine o caos viver com uma pessoa completamente diferente nas ideologias? As opiniões iriam divergir a todo momento, gerando conflitos. Pense em outras questões importantes como política, religião, direitos sexuais, homofobia…

Eu e meu marido por exemplo, somos água e óleo nas coisas pequenas. Ele ouve heavy metal e eu música clássica; temos hobbies completamente diferentes, ele é apaixonado por bike, eu por artesanato; gosto de filmes leves enquanto ele ama filmes dramáticos. Eu gosto de ler livros de auto-desenvolvimento, enquanto ele lê livros sobre política. Ele ama doces, eu amo cítricos. Ele não gosta de comida japonesa… e bom, eu amo.

Mas em compensação, pensamos de forma muito parecida em relação às coisas grandes, nas coisas que importam.

Temos a mesma opinião em relação a política, a educação, a religião, aos direitos sexuais, a homofobia, ao racismo e outros assuntos que podem ser considerados polêmicos.

Não estou falando que temos que nos relacionar com pessoas iguais a nós. Longe de mim. Mas se relacionar com pessoas que tenham os mesmos princípios éticos, religiosos, morais e sociais facilita e muito, principalmente quando o casal tem filhos.

Talvez esse seja um dos motivos que mesmo após 10 anos juntos, nossa vida seja harmoniosa e pacífica, mesmo sem grandes esforços. Eu mudei muito e ele também (vamos chamar isso de evolução pessoal), mas ainda pensamos de forma muito similar nas coisas que importam.

4.) Saber que nenhum relacionamento começa pronto

Esse é outro ponto, pessoas querem relacionamentos prontos. E isso não existe. Existe o que eu chamo de lapidação do relacionamento. Um abre mão aqui, o outro abre mão ali, e com isso o relacionamento vai se moldando de acordo com a tolerância do outro. Há coisas que eu não abri mão, da mesma forma que ele também não abriu mão. Mas há outras inúmeras coisas que abrimos mão, para não magoar o outro, mas sem desrespeitar os nossos limites.

5.) Reconhecer que o relacionamento nunca estará pronto

Sim. Nunca.

Porque somos pessoas em evolução e mudança constante. Aquela pessoa que meu marido conheceu há 10 anos, não existe mais, pois se transformou em outra. E é fundamental ter essa noção de que pessoas se transformam.

De tempos em tempos, nós temos ajustes no relacionamento, no comportamento do outro, o que continuamos gostando, o que passamos a não gostar, o que podemos fazer de diferente, o que mudou para melhor, o que mudou para pior. E por várias vezes, percebemos que se não tivéssemos feito aquele ajuste fino naquele período, nosso relacionamento seria muito diferente hoje.

6.) Conhecer a linguagem do amor do parceiro

Eu conheci o livro As 5 linguagens do amor (do Gary Chapman) e posso dizer que mudou a minha forma de enxergar as pessoas. Segundo o autor, há 5 linguagens do amor:

  • Palavras de afirmação
  • Qualidade de tempo
  • Presentes
  • Gestos de serviço
  • Toque físico

Há relacionamentos que terminam, porque os casais falam linguagens diferentes e não conseguem falar a linguagem do outro. Enquanto para um, a linguagem do amor são “presentes”, para o outro pode ser “qualidade de tempo”. Então se uma pessoa compra diversos presentes e mimos para a outra (porque a sua forma de demonstrar amor é comprando presentes), mas a linguagem do amor da outra seja outra, ela não consegue transmitir todo o seu amor, porque os dois estão falando linguagens diferentes. Ambos ficam frustrados, pois não percebem a intenção do outro.

Por coincidência, eu e meu marido falamos a mesma linguagem do amor: qualidade de tempo. Aí vocês começam a entender, porque valorizamos tanto o nosso cafés-da-noite, nosso vale-night etc. São nesses momentos que conseguimos encontrar tempo para sentar e conversar sobre as coisas da nossa vida, assistir um filme, sonhar juntos, alinhar nosso futuro. Já perdi as contas de quantas vezes ficamos conversando até às 3 horas da madrugada, simplesmente porque perdemos a hora conversando. É nesse momento que abastecemos o nosso tanque do amor, porque estamos falando a mesma linguagem do nosso amor: tempo de qualidade.

7.) Amar é uma decisão diária

Isso significa que o relacionamento não pode ser deixado de lado. É preciso cuidar, respeitar, amar, ouvir, e principalmente, prestar atenção no outro.

Quando paramos de prestar atenção no outro, paramos de ouvir, paramos de cuidar. Com o tempo paramos de respeitar, e finalmente, paramos de amar.

É necessário esforço para o relacionamento dar certo, tirar lições de cada discussão, entender que estão juntos por uma decisão, e não por falta de opção. E essa determinação para dedicar tempo e amor ao casamento é uma decisão que foi tomada há alguns anos, então que seja feita da melhor forma. Amar é uma decisão diária.

E é isso.

Então quando alguém me pergunta como é possível ser feliz em um casamento após 10 anos de relacionamento (com 2 crianças que tentam interromper nossa conversa a cada 2 minutos), é tudo o que tenho para falar: “tenho 7 tópicos importantes para compartilhar com você”.

~ Yuka ~

Minimalismo

O desafio da quarentena com filhos pequenos

Criança imaginação
Foto: Pinterest

Depois de quase 1 mês de confinamento, tive a brilhante ideia de entrar no guarda-roupa e me esconder das minhas filhas por uns 15 minutos. Ah, que delícia. Silêncio. Escuro. E finalmente, so-zi-nha.

Quando minha filha me encontrou, ela abriu um sorriso largo, achando que eu estava brincando de esconde-esconde.

Eu sou uma pessoa que desde criança, sempre gostei do silêncio.

O silêncio aquieta a minha alma, abraça meus pensamentos e me mantém em equilíbrio.

Indo na contramão da maioria dos pais, minhas filhas não têm acesso ao tablet, nem ao celular. Elas assistem um pouco de desenho no Netflix. Isso significa que elas ficam pouco tempo sentadas no sofá.

Elas brincam pra valer, e quando digo pra valer, significa tomar banho e conseguir molhar até o teto do banheiro. Derrubam todas as almofadas do sofá no chão para criar um oceano de faz de conta. Querem me ajudar a cozinhar, isso significa ter 2 crianças em cima de uma banqueta, enquanto eu manuseio uma faca. Traduzindo, cozinho com apenas 1 pé no chão, enquanto minha outra perna tenta fazer uma barreira para que a caçula não caia da banqueta.

E quando elas querem almoçar embaixo da mesa? Aliás, já tomamos café da manhã, os 4 em pé, porque as cadeiras estavam sendo usadas como casinha. Para ter um momento de trégua, invento de fazer uma sessão-cinema, torcendo para que se acalmem por pelo menos 30 minutos, e aí eis que derrubam toda pipoca em cima do sofá… nesse momento, há dois pares de olhos me olhando com aquela cara “foi sem querer, mamãe”.

Decido tomar um banho para relaxar… ligo o chuveiro e as danadas podem estar fazendo o que for, largam tudo, tirando as roupinhas enquanto correm pelo corredor, e chegam na porta do banheiro já sem roupa. Incrível como para certas coisas elas são tão rápidas.

Comprei um aquário com alguns peixinhos para distrai-las nesse período de confinamento, e secretamente, ter a esperança de fazer uma meditação enquanto olho os peixes nadarem. Ao tentar transferir os peixes para o aquário, muitas mãozinhas querendo me ajudar, e olhem só, o peixe pulou e caiu em cima da mesa. Gritaria geral. Até meu marido gritou. Quase surda, peguei o peixinho com a mão mesmo, e joguei de volta na água. Ufa, de volta à normalidade. Será mesmo? Comecei a pensar que ao invés de sossego, arranjei mais um trabalho pra mim. Preciso dar comida para os peixes 4 vezes por dia. Bom, pra quem dá comida para as crianças umas 7 vezes por dia, isso não parece ser uma tarefa difícil.

Não vamos esquecer que elas andam de patinete em dupla dentro do apartamento, alcançando uma velocidade considerável. Ora é patinete, ora é bicicleta, até o triciclo entra na rodada. Esses dias, decidiram que o guarda-roupa seria o novo quarto delas. Levaram seus bichinhos de pelúcia, suas roupas preferidas, biscoitinhos. Cadê minha colher de pau? Hum, dentro do guarda-roupa.

Eu não as reprimo, porque sei que são crianças fazendo coisas de crianças. Eu mesma cresci fazendo essas coisas.

Pais de crianças saudáveis, guardam brinquedos no final do dia. Pais de crianças que brincam pra valer, guardam brinquedos no final do dia, e também colocam os móveis de volta para o lugar. Arrumo a cadeira que está de ponta cabeça, coloco de volta a cômoda do quarto que foi distanciada da parede para virar um trampolim (elas fazem salto ornamental no colchão). Recoloco o encosto do sofá que tinha virado cadeirinha de praia, pedem inclusive um copo de água com canudo e uma rodela de limão para decorar.

Onde elas aprendem tudo isso? Não faço a mínima ideia.

~ Yuka ~

Minimalismo

A vida é mais bela quando não temos pressa

Lindos filhos plaiyng em um dia chuvoso Foto gratuita

O início da semana passada foi de chuva intensa… Choveu praticamente todos os dias.

Finalmente eu aprendi a não lutar contra a chuva, nem enfrentá-la. Comprei uma sandália de plástico para deixar na minha bolsa. Nos dias de chuva, fui ao trabalho com essa sandália. Chegando no trabalho, enxuguei meus pés e calcei os sapatos secos. Tenho um aquecedor que deixo embaixo da mesa… se sentia frio nos pés, deixava o aquecedor ligado por alguns minutos até me sentir mais confortável.

Também entendi que nos dias de chuvas torrenciais, de que adianta se gabar que chegou no trabalho na hora certa, mas ensopado (e ficar o dia todo com a roupa molhada)? Ninguém vai morrer se chegar um pouco mais tarde.

Aliás, ligaram da creche pedindo para buscar minha filha mais cedo. Alguns professores não conseguiram chegar.

Na volta, já de mãos dadas com ela, vimos uma lagarta enorme. Ficamos paradas, hipnotizadas com os movimentos dela, olhando não sei por quanto tempo, tentando entender para onde ela estava indo com tanta pressa.

Depois, reparamos que os cogumelos que ficam nos troncos das árvores estavam gigantes, cresceram com a chuva, pareciam mini guarda-chuvas!!!

Não ter pressa significa ter oportunidade de prestar atenção nas coisas que acontecem ao nosso redor, é um aprendizado contínuo num mundo tão acelerado.

Tenho aberto mais a janela quando começa a chover… Pego uma cadeira, encosto na janela e as crianças começam a subir para olhar a chuva cair. As mãozinhas pequenas se esticam para tentar sentir o vento e as gotas da chuva.

– Olha as árvores, mamãe, parece que estão dançando.

E através dos olhos das minhas filhas, redescubro a todo momento que a vida é mais bela quando não temos pressa para viver.

~ Yuka ~

Auto-Conhecimento

A importância de ensinar as crianças a compartilhar

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Acho muito importante uma pessoa ser capaz de compartilhar. Só que o que era natural para a geração dos nossos pais, e (um pouco menos) na nossa geração, compartilhar está ficando cada vez mais raro, pois todo mundo vive isolado no seu mundo, no seu quarto, no seu sonho, no seu universo, girando em volta do próprio umbigo.

Hoje em dia, as crianças são estimuladas desde cedo a não compartilhar. Não compartilham o quarto, não compartilham a cama, não compartilham a roupa, não compartilham a comida, , nem o lanche, muito menos o brinquedo…. e quando crescem, acham natural não compartilhar acontecimentos, sonhos, segredos, dúvidas e medos. Não conseguem tolerar o diferente, pois nunca tiveram que compartilhar nada, não tiveram que aguardar a sua vez, a conviver com as diferenças.

Andando na contramão da maioria dos pais, tenho feito algumas coisas com as minhas filhas.

Elas compartilham o quarto

Sim, fiz questão de morar em um apartamento de 2 dormitórios para que elas fossem obrigadas a compartilhar o quarto.

Elas compartilham a cama

Desde que minha segunda filha nasceu, elas dormem em um colchão de casal. No início, fiz isso por uma questão de facilidade, pois eu precisava amamentar a caçula, sem deixar a mais velha de escanteio. Ter um colchão de casal para elas foi a forma que encontrei de estar em contato com as duas no momento do sono.

Só que depois de quase 3 anos, o colchão ainda continua lá (na verdade, consolidou, já que comprei no mês passado um colchão melhor para elas), com a minha filha com os seus quase 5 anos, e a mais nova com os seus quase 3 anos. Quando uma acorda no meio da noite, é esticando a mão e encontrando a outra irmã dormindo, que encontra a paz e adormece em seguida. Por diversas vezes encontrei as duas dormindo abraçadas, ou de conchinha, ou com a perna em cima da barriga da outra.

Quando perguntei para as duas se cada uma queria ganhar uma cama, a mais velha disse que sim, já a mais nova, disse que queria continuar dormindo junto com a irmã. E não é que a irmã resolveu mudar de ideia para atender o pedido da mais nova e  disse que tudo bem continuar dormindo na mesma cama?

Eu sei que daqui a alguns anos, quando elas se tornarem pré-adolescentes, existe a chance delas não quererem ficar tão perto uma da outra, pelo menos por um tempo. Por isso, quanto mais convívio elas tiverem agora, mais tiverem que dividir, compartilhar, melhor.

Elas compartilham o lanche

Quando vou passear em alguma praça, no SESC ou em algum lugar perto de casa, elas acabam pedindo alguma coisa pra comer. Eu geralmente levo frutas para beliscar, mas às vezes, pedem um sorvete. Quando está perto da hora do almoço, eu até atendo o pedido, mas compro apenas 1 e peço para elas compartilharem. E não faço isso pensando no dinheiro, e sim, na aprendizagem que esse ato traz. Chega a ser engraçado ver a cena das duas compartilhando o sorvete. A mais velha é mais ansiosa, então a boca morde mais vezes, enquanto a caçula é bem tranquila. As duas precisam respeitar o ritmo da outra para que elas tenham as mesmas oportunidades de comer e se sentirem satisfeitas.

Elas compartilham roupas

Outra coisa são as roupas. Elas ganham roupas das filhas das minhas amigas e primas. E com isso, sabem que elas ganharam roupa de alguém da mesma forma que no momento em que a roupa ficar pequena, vai passar para outra criança. É o exercício do desapego.

A caçula muitas vezes quer experimentar vestidos da  irmã, enquanto ela tem vontade de usar novamente algumas roupas que já foram passadas para a caçula. Elas já entenderam que quando uma cede, a outra cede também.

Elas compartilham brinquedos

Os brinquedos que compramos, geralmente não são de uso exclusivo para uma única criança (claro que tem coisas que elas ganham só para elas), então elas precisam brincar juntas, se quiserem se divertir para valer. E se brigam por não querer dividir, eu confisco o brinquedo e as duas ficam sem.

Elas compartilham eletrônicos

Muitas casas têm mais de 1 televisão. Na nossa casa, temos só 1. Na hora de assistir desenhos na Netflix, por conta da diferença de idade, elas querem assistir desenhos diferentes. Já ensinei que é 1 desenho para cada. Às vezes até eu entro na rodada só para elas esperarem um pouco mais. Apesar de ter tablet, eu nunca ligo o tablet quando a televisão está ligada e vice-versa para não criar a cultura de enquanto uma assiste algo, a outra vai jogar no tablet.

E qual tem sido o resultado?

Elas são pequenas, e claro que tudo na sua devida proporção, eu já vejo os benefícios pelas decisões tomadas.

As crianças estão aprendendo cada vez mais a pensar na outra pessoa.

A minha filha mais velha já sabe que tem que dar a mãozinha para a caçula na hora de andar na rua, colocando-a para o lado da calçada. Na hora do banho, por diversas vezes, sem eu precisar falar nada, a mais velha ajuda a tirar a blusa enroscada, dá a mão para a caçula não escorregar na hora de entrar na bacia. Eu e meu marido não estaremos aqui para sempre. Então é uma forma das duas se apoiarem, confiarem uma na outra.

Isso reflete inclusive quando vêem uma criança brincando sozinha na praça, elas chamam para brincar junto, oferecem os brinquedos para brincar junto.

Minha mãe olhando isso, passou a colocar o suco de laranja em apenas uma garrafa, ao invés de 2 garrafinhas, como ela fazia antigamente. Ao chegarem em casa, elas tomam um pouquinho e passa para a outra irmã, sempre pensando que a outra ainda não tomou o suficiente. É muito bonito ver crianças de 2 e 4 anos falarem uma para a outra “toma, pode tomar mais um pouquinho”,  “deixei o restinho pra você tomar tudo”.

Ontem mesmo, dei um pouquinho de granola no pote para cada uma, enquanto eu estava preparando o jantar. A caçula terminou antes e começou a chorar, foi quando a mais velha dividiu a sua granola (que já tinha pouco) no pote da irmã, e elas terminaram de comer felizes.

Com tudo isso, espero que elas compreendam o quanto é essencial saber esperar a vez, compartilhar, serem generosas, terem empatia, para que aprendam a importância de se amarem, apesar das diferenças.

~ Yuka ~

 

Dinheiro, IF e FIRE

Independência Financeira para casais com filhos

Hoje era para publicar um outro post, mas como Sapien Livre publicou uma entrevista que eu fiz para ele sobre Independência Financeira para casais com filhos, resolvi postar aqui também.

Aliás, hoje à tarde vou conhecer pessoalmente o Sapien. Tomaremos um café. Em tempos de internet, conhecer uma pessoa que admiro, que busca igualmente ser FIRE como eu, será divertido.

Independência Financeira para casais com filhos

Por: Sapien Livre

Foto: Imagem por publicCo – Pixabay

Muitos casais que eu conheço costumam me falar que gostariam muito de buscar a independência financeira (IF), porém por serem casados e com filhos isso seria impossível.

Para provar que é possível, tenho a honra de apresentar um casal que está nesta caminhada pela IF e já poderão se aposentar (se quiserem) nos próximos cinco anos.

A Yuka é autora do site Viversempressa.com, e no formato perguntas e respostas nos dá uma verdadeira aula de como podemos buscar a independência financeira se fizermos escolhas inteligentes buscando valorizar aquilo que é importante.

1 – Com que idade começou a pensar em IF?

A IF ainda é uma coisa recente na minha vida. Tem a mesma idade que a minha filha: 4 anos. Foi por causa da minha filha que eu tive vontade de ser livre, e foi assim que descobri sobre a Independência Financeira.

2 – Sempre teve disciplina financeira?

Mais ou menos. Eu já juntava dinheiro, mas por não ter objetivos claros, gastava tudo quando surgia oportunidade. Como eu também não tinha conhecimentos sobre investimentos, rentabilidade, juros compostos, a impressão que me dá hoje é que eu não saía do lugar.

3 – Quantos anos ao total acredita que precisam para alcançar a IF?

Na minha concepção, é preciso uma média de 20 anos. Os 10 primeiros anos com aportes fortes e os 10 anos seguintes para que o tempo trabalhe a favor dos juros compostos. Eu já poupava e investia há 9 anos. Hoje, mesmo se eu zerar os aportes, a minha IF será garantida em breve, graças ao poder dos juros compostos em cima do montante já acumulado.

4 – Com que idade, de acordo com seu planejamento chegará a IF?

Na minha projeção pessimista, quando comecei a pensar na IF, a aposentadoria seria aos 50 anos. Conforme os anos e os meses vão passando, os valores e a rentabilidade são reajustados, e na minha última projeção (ainda pessimista) eu alcançaria a IF com 46 anos, ou seja, daqui a 8 anos. Mas sinceramente? Ultimamente tenho achado que alcançarei a IF daqui a 5 anos.

5 –  Teria alguma dica prática para o casal que deseja iniciar essa jornada?

Vejo muitos casais que fazem as contas isoladamente. Uma pessoa paga o condomínio, a outra as contas de luz, gás, água etc. Em outros casos, decidem pagar as contas proporcionalmente de acordo com a porcentagem do salário recebido. Ou seja, lutam isoladamente, e não como um time. Acho fundamental que unam forças, independentemente do salário recebido. Isso significa somar os salários, descontar todos os pagamentos e aportar tudo o que sobra. No meu caso, isso fez total diferença no controle dos gastos, na eficiência dos aportes, na velocidade que estamos conseguindo alcançar a IF, e consequentemente na união do casamento.

6 – Qual o seu conhecimento em investimentos? Acha que é necessário manjar muito de números para investir?

Eu sou da área de humanas, e sou péssima em números. Meu marido que é da área de exatas fala que eu sou a prova viva de que não é preciso ser expert em matemática para entender sobre investimentos. É mais um mito criado para que fiquemos dependentes dos gerentes dos bancos, analistas financeiros, etc.

7 – Qual característica/comportamento você considera ser essencial para ser um FIRE?

Acreditar que é possível ser FIRE. Eu percebo que as pessoas desistem antes mesmo de começar. Desistem sem tentar, porque simplesmente não acreditam ser possível aposentar cedo. A outra coisa que eu considero importante, é entender que quando estamos deixando de ter algo hoje, não estamos fazendo sacrifícios, e sim, escolhas, já que há uma diferença enorme entre as palavras “sacrifício” e “escolha”.

8 – Para casados e com filhos, a IF é só para quem tem alta renda?

Para quem já tem filhos, compreendo que a IF será um pouco mais demorada, pois o período de maior gasto já se iniciou. Aquela sua pergunta inicial onde respondi que dos 20 anos de jornada, os 10 primeiros anos seriam aportes fortes, eu entendo que para um casal que já tenha filhos, o aporte seria mais restrito, e consequentemente os juros compostos dos 10 anos seguintes seriam menores. O que não significa que não é possível trilhar a jornada para alcançar a independência financeira, mas o casal terá que se ajustar e fazer escolhas acertadas para que a IF seja possível.

9 – Qual a maior dificuldade na caminhada FIRE para um casal?

É fazer com que o seu parceiro acredite no seu sonho. Não é uma caminhada rápida, e sim uma longa e demorada jornada. Já faz um tempo que eu tenho ensinado investimentos e FIRE para alguns amigos. Para os casados, a primeira coisa que eu sempre falo é para nunca, nunca, nunca deixar o parceiro para trás. Ele PRECISA estar no mesmo barco que o seu, porque se isso não acontecer, a médio/longo prazo, acredito que o casamento irá acabar. Nós, que acreditamos no FIRE, sabemos que a independência financeira é uma jornada muito solitária. E esse é mais um motivo para não deixar o parceiro para trás.

10 – O que diria para casais que usam os filhos como “desculpa” para não investir?

A desculpa não é somente filhos. É o emprego chato, é o salário baixo, é o cansaço, é a falta de tempo, é não ter ninguém para incentivar… enquanto a culpa for sempre do outro, nada mudará. Há pessoas que falam que fariam o que eu faço SE tivesse um salário maior, SE tivesse mais tempo, SE os filhos fossem maiores… Só que o que funciona é trocar o SE pelo APESAR. Apesar de não ter um salário alto, vou enxugar os gastos para aumentar o aporte. APESAR de não ter tempo, vou começar a estudar mais, deixando de acessar as redes sociais. APESAR dos filhos serem pequenos, farei escolhas inteligentes para gastar menos sem eles passarem necessidades. Essa é a pequena diferença que faz total diferença.

11 – O que acredita ser o maior diferencial para seguir rumo a IF?

Ser minimalista. O minimalismo nos ensina a fazer escolhas inteligentes, já que focamos no que é essencial e eliminamos o resto. Quando passamos a focar no que é essencial, todas as coisas mais importantes passam a sobressair: família, momentos, prioridades, escolhas… Eu tenho consciência de que o fato de saber exatamente o que eu quero e o que eu não quero, ajuda a fazer escolhas melhores, compras eficientes, que consequentemente traz economia e aportes maiores.

12 – Como lida com o orçamento familiar e os naturais desejos das crianças por brinquedos  e diversão?

Em relação à diversão, eu sou meio que contra pagar por diversão. Eu cresci em Santos, brincando na areia da praia, nadando no mar, frequentando orquidários e parques gratuitos. E é isso que eu tento reproduzir, apesar de morar em São Paulo. Minhas filhas frequentam parques, praças, Sescs, centros culturais, eventos gratuitos em Shoppings, além de brincarem na areia da praia e nadar no mar quando vou para Santos.

Em relação a brinquedos, eu ensinei desde cedo que elas precisam fazer escolhas. Não pode ter todos os brinquedos, mas pode escolher 1 para o dia das crianças (mais aniversário e Natal). Só que eu compro apenas quando a data está próxima, e isso faz com que eu possa frequentar lojas de brinquedo sem estresse, pois elas sabem que irão apenas olhar e anotar mentalmente o que vão querer pedir de presente. Saber fazer escolhas é fundamental.

13 – Tem alguma pergunta que eu não fiz que gostaria que tivesse feito? ( Poderia perguntar e responder? rsrs) 

Dizem que só é possível enriquecer (ou no caso dos FIREs, tornar livre) quando empreendemos. E não é verdade. Pelo menos não é somente desta forma que se enriquece. Mesmo sendo assalariada, com carteira assinada, estou prestes a ter a minha liberdade em alguns anos. Tudo se resume a gastar menos do que recebe e investir a diferença. Não é mágica, é comprometimento. Aliás, um comprometimento de décadas, daí a importância de se divertir durante a jornada FIRE.

Olha só que incrível, um casal jovem com filhos que irá alcançar a independência financeira antes dos cinquenta anos de idade. Em um momento em que aposentadoria tradicional está virando conto de fadas ou coisa para privilegiados, mais do que nunca é importante planejar nossas finanças.

E você, ainda acredita que a Independência financeira é impossível para casais com filhos?

Link para o post original: Independência Financeira para casais com filhos

~ Yuka ~

Minimalismo

15 dicas para aproveitar os dias de frio

O frio voltou com força (pelo menos aqui em São Paulo) e a coragem pra lavar a louça vai diminuindo…

Nesses dias de frio, por sorte, pude ficar em casa (esta semana é a minha última semana de férias), e com isso selecionei algumas coisas que tenho feito nestes dias preguiçosos:

1. Assar algo no forno

Doces, O Gingerbread, Árvore De Natal, Moço, Forno

Nunca usei tanto o forno como esta semana. Fiz granola, torradas, frango assado, mandioca com manteiga, focaccia… vamos engordando e esquentando um pouco a casa. Por diversas vezes sentei na frente do fogão pra aproveitar o quentinho do forno.

2. Tomar um banho bem demorado

Chuveiro, Duche, Casa De Banho, Limpa, Água, Banho

Tudo bem que nestes dias de frio, haja coragem pra tomar banho. Mas já embaixo do chuveiro, me permito ficar um pouco mais de tempo para aproveitar a água quente.

3. Assistir um filme enrolado no cobertor

Lanterna, Vela, Cobertor, Cozy

Nada como um bom filme, seriado ou documentário para assistir, agarrado no cobertor. Se bem que ultimamente tenho assistido só a desenhos infantis.

4. Usar meias divertidas

Leitura, Meias, Café, Manhã, Mulher, Estilo De Vida

Quem nunca?

5. Dormir até mais tarde

Dormir, Cansado, Cama, Pés

Só para quem está de férias.

6. Dormir com as crianças

Bebê, Criança, Bonito, Pai, Papai, Família, Filho

Parece que as crianças sentem bem menos frio que a gente, sempre estão quentinhas. Adoro colocar as meninas para dormir na nossa cama.

7. Tomar um café bem quente e gostoso…

Café, Caneca, Copo, Bebidas, Capuccino, Café Expresso

… em qualquer horário do dia.

8. Ler um bom livro…

Café, A Cafeína, Bebidas, Copo, Xícara De Café, Bom Dia

… com uma xícara de café com leite.

9. Tomar sol sempre que possível

Summerfield, Mulher, Menina, Pôr Do Sol, Crepúsculo

Meu marido fala que parecemos baratas. Sol? Saímos para a rua.

10. Rever fotos antigas

Menino, Fotógrafo, Câmera, Criança, Lente, Minolta

Nostalgia total. Com crianças pequenas em casa, as fotos de 2 anos atrás parecem que foram tiradas há 10 anos.

11. Comer algo que esquente o corpo

Sempre que possível, vou no Aska. Uma delícia.

12. Abrir as cortinas…

Janela, Mulher, Manhã, Menina, Alongamento

… e deixar o sol esquentar a casa.

13. Morar no sofá

Home, Vida, Sofá, Confortável, Relaxamento, Masculino

Trago o mundo inteiro para o sofá… o notebook, o recarregador já com o cabo de extensão ligado na tomada, celular, kindle. Tudo para não precisar sair do sofá.

14. Planejar um pouco a minha vida

Escrito, Escrever, Pessoa, Papelada, Papel, Notebook

Nesses dias de frio, gosto de dar uma olhada nas minhas listas de tarefas, de como andam as minhas metas e fazer os ajustes necessários.

15. Eu, ainda gosto de rascunhar posts para o blog

Computador Portátil, Computador, Negócios, Tabela

E você, o que gosta de fazer nos dias de frio?

~ Yuka ~

 

Dinheiro, IF e FIRE

Filhos e dinheiro: como temos lidado

mesada

Aqui neste texto, eu vou dividir a questão de dinheiro vs filhos em 3 partes. A primeira é como estamos lidando atualmente, depois como pretendo lidar com a mesada e depois sobre herança.

COMO ESTAMOS LIDANDO ATUALMENTE

Quando eu estava grávida, o gerente do meu banco entrou em contato para conversarmos sobre abertura de um plano de previdência privada para a minha filha. Ouvi atentamente toda a explicação, e no fim, saí da agência com uma única certeza: de que eu deveria me preocupar mais com a minha aposentadoria, e não com o plano previdenciário da minha filha. Entendi que se abro um plano no nome das minhas filhas, e se por algum motivo eu realmente estiver precisando do dinheiro quando elas completarem 18 anos (posso estar desempregada, doente etc), eu não poderei usar este dinheiro – a não ser que elas concordem em abrir mão – já que o dinheiro estará no nome delas.

Eu tenho muito claro para mim que as minhas filhas terão todo o tempo do mundo para conquistar a própria independência. Quando elas tiverem os seus 37 anos, – idade que eu tenho hoje – eu terei 71 anos. E por isso mesmo, sei que preciso pensar na minha tranquilidade financeira.

Vejo muitos pais pagando mensalmente uma previdência privada para os filhos, mas não terem uma reserva de emergência para si. Claro que acreditamos que os filhos irão nos ajudar em caso de necessidade, mas não podemos, nem devemos contar com essa possibilidade. E se eles estiverem desempregados? E se eles estiverem em dificuldades?

Considerando isso, atualmente, eu faço 2 coisas com as minhas filhas:

1.) quando elas vão ao supermercado comigo, às vezes deixo elas escolherem algo para levar até um determinado valor. Se querem levar mais de 1 coisa, precisam escolher qual item quer levar mais. Assim, já vai aprendendo desde cedo que não se pode ter tudo na vida, que a vida são feitas de escolhas e principalmente, renúncias. Por muitas vezes, vi (com muito orgulho) a minha filha mais velha franzindo a testa, quebrando a cabeça para decidir o que iria levar: uma barra de chocolate ou um saquinho de pipoca. E é exatamente esse exercício que eu quero que ela faça: de fazer escolhas.

2.) Outra coisa que eu faço com elas é a “sexta-feira feliz”. Toda sexta-feira quando voltamos da creche, deixo elas escolherem alguma bobeirinha pra comer, pode ser pipoca, sorvete, pirulito, milho cozido, passar em uma loja de doces, ou no supermercado, o que elas preferirem. Isso tem feito com que elas aprendam a esperar, a ter paciência. Quando elas pedem para comprar algo na segunda, terça, quarta ou quinta-feira, eu explico que “hoje” ainda não é sexta-feira. E elas compreendem. Ou seja, como elas sabem que em um dia da semana poderão comprar o que têm vontade de comer, não fazem birra quando digo “não”. Se eu nunca deixasse comprar, ou melhor, se elas não soubessem quando seria a próxima vez que conseguiriam comer o que têm vontade, talvez fizessem birra. Outra coisa que eu costumo falar é que “eu não estou falando que você não pode comer pipoca, só estou dizendo que não compraremos pipoca hoje, mas podemos fazer pipoca em casa”. Quero que elas saibam que se não podemos comprar, podemos fazer, podemos criar, podemos inventar, podemos substituir…

Essa prática de fazer a “sexta-feira feliz” nos trouxe um outro benefício: a de entrar em lojas de brinquedos, sem que eu precise comprar algo. Sim, elas não fazem birra nas lojas de brinquedos, nem na loja de doces. Eu já expliquei que elas ganham presentes 3 vezes por ano: no aniversário, no dia das crianças e no Natal.

Elas entram nas lojas, olham, brincam, “anotam mentalmente” o que querem, e depois saem das lojas sem fazer birra, pois sabem que ainda não é o momento certo para ganhar brinquedos.

Às vezes dou algumas moedas para comprarem pirulito na doceria do bairro. Outro dia minha filha mais velha ficou triste, porque percebeu que quando se compra o pirulito, fica sem a moeda. Expliquei que é assim mesmo, trocamos o nosso dinheiro por comida, brinquedos…

COMO PRETENDO LIDAR COM A MESADA NO FUTURO

Como as minhas filhas são muito pequenas, elas ainda não ganham mesada. Já ouvi dizer que o valor é muito subjetivo para cada família. Ele não deve ser pouco a ponto da criança desanimar por demorar demais para conseguir poupar para comprar o que quer, mas também não pode ser muito a ponto de achar que dinheiro cresce em árvore.

Cada família precisa avaliar o valor ideal, considerando as necessidades da idade.

Considerado o valor, eu pretendo dar um pouco a mais, mas isso porque tenho o intuito de incentivar a poupar desde pequenas. No início, claro, a criança não vai entender o que está fazendo, mas pretendo orientar a guardar de 30 a 40% do que recebe de mesada. Aos poucos essa prática vai se tornando natural.

No início, pretendo falar algo do tipo: “se você não usar o seu dinheiro por 10 dias, você terá uma moeda no décimo primeiro dia”, o que iria sugerir as noções básicas dos juros compostos. Afinal, o dinheiro “brotaria” três vezes por mês.

Quando estiverem alfabetizadas, e sabendo noções básicas de matemática, pretendo abrir conta em corretoras independentes para auxiliar nos investimentos, não com o meu dinheiro, e sim, com o dinheiro economizado das suas mesadas.

Claro que terá outras iniciativas, por exemplo, se me ajudarem a economizar na conta de luz, metade do valor economizado irá para elas, ou algo parecido.

Se elas souberem desde cedo, o que eu só descobri depois dos 30 anos de idade, com dedicação e foco, conseguirão alcançar a independência financeira ainda jovens.

SOBRE HERANÇA

Outra coisa que eu tenho muito claro na minha cabeça, é a ordem de prioridades: se os pais estão bem, os filhos ficarão bem. Sabe aquela orientação que recebemos quando embarcamos em um avião? Coloquem as máscaras primeiro e somente depois nos filhos? É basicamente assim que eu penso.

Isso significa que enquanto muitas famílias pensam em deixar um imóvel ou uma herança no nome dos filhos, eu penso no meu marido, e ele em mim.

Tenho a consciência de que sou um caso à parte por pensar mais no marido do que nas filhas se eu vier a falecer. Isso acontece, porque eu confio plenamente no meu marido e também confio na integridade dele, como pai e principalmente como pessoa. Tenho certeza de que meu marido faria de tudo, até o impossível, para que nunca falte nada para as nossas filhas.

Quero ensiná-las desde cedo a compreenderem que o dinheiro que nós estamos juntando para a aposentadoria, é nosso dinheiro: da mãe e do pai. Não serão delas. E por isso mesmo elas precisarão também pensar no próprio futuro. Não quero que elas cresçam achando que podem contar com o nosso dinheiro, pois já vi pessoas brigando sobre herança de pais que nem doente estavam.

Na minha casa, dinheiro definitivamente não é um assunto tabu.

~ Yuka ~

 

 

 

Dinheiro, IF e FIRE

Como curtir uma viagem e economizar ao mesmo tempo

Uma leitora perguntou semana passada em qual hotel eu havia me hospedado em Águas de Lindóia, e com isso resolvi escrever sobre esse assunto, pois sei que viajar está ficando caro para todo mundo.

Uma das táticas que eu uso é acompanhar de vez em quando o site do Groupon. A maioria das promoções, não são tão proveitosas, mas às vezes surge uma oportunidade no meio deles que vale muito a pena aproveitar.

Um exemplo disso é a hospedagem que comprei em Águas de Lindóia. Uma cidade perto de São Paulo, bem pequena e tranquila, perfeita para descansar.

Este foi o hotel que nos hospedamos (fotos do próprio hotel Mantovani):

Captura de Tela 2019-02-20 às 14.04.53.pngCaptura de Tela 2019-02-20 às 14.08.41.pngCaptura de Tela 2019-02-20 às 14.05.25.pngCaptura de Tela 2019-02-20 às 14.05.16.pngCaptura de Tela 2019-02-20 às 14.04.27.png

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Paguei R$739 pelas 3 noites. Caro? Talvez sim, talvez não, já que caro ou barato é muito relativo, depende do orçamento disponível familiar.

Para mim, o preço foi bom.

1.) A primeira vantagem é que as crianças não precisavam pagar. E apesar delas não serem pagantes, o hotel nos ofereceu um quarto com 1 cama de casal com 2 camas de solteiro.

2.) Esta promoção valia para a baixa temporada, ou seja, de fevereiro até junho. Como teria um feriado no dia 1 de maio, resolvi emendar a segunda e terça-feira para tirar a minha “mini-férias”. Lembrando que uma viagem sem a promoção, eu pagaria o dobro do valor pago. Se fosse em alta temporada, pagaria o triplo do valor.

3.) Esse hotel oferece pensão completa, ou seja, café da manhã, almoço e jantar inclusos. Com isso, não precisamos nos preocupar com nada.

Agora vou desmembrar os números para clarear um pouco mais o título deste post:

As 3 noites para 2 adultos e 2 crianças (cortesia) custaram R$739. Significa que a diária para o casal seria de R$246,33. Por pessoa R$123,16.

Esse valor de R$123,16, se descontasse o café da manhã (R$20), o almoço (R$35) e a janta (R$35), daria R$33,16 a diária por pessoa. O valor do café da manhã e o almoço eu estipulei, mas acredito que até gastaria mais.

Isso sem esquecer que levei 2 crianças não pagantes que puderam dormir cada uma na sua cama, e apesar delas terem 2 e 4 anos, elas comem bem. Melhor impossível.

Agora pensa numa comida boa…. pensou? O restaurante deste hotel é ma-ra-vi-lho-so. Gente, de verdade, valeu cada centavo. A cidade é bem pequena, não tem muito o que visitar. Mas valeu muito por causa da comida, da hospedagem, da piscina aquecida com hidromassagem, dos funcionários educados, do paisagismo, dos diversos espaços disponíveis no hotel, a infra-estrutura, etc. Aliás, o hotel investe bastante no quesito paisagismo, e havia diversos lugares pra gente aproveitar e curtir a família. Eu que moro em São Paulo, às vezes só quero sossego.

Vocês acham barato uma diária de R$33,16 por pessoa? Eu acho rs.

É dessa forma que economizamos gastando. Fazendo a mesma viagem, no mesmo local que queríamos ir, mas fazendo escolhas inteligentes.

~ Yuka ~

Dinheiro, IF e FIRE

Garanta o seu futuro, antes de garantir a do seu filho

bebe

Quando nos tornamos pais, é comum ouvirmos por aí de que abrimos um plano de previdência privada no nome do filho com o intuito de garantir o seu futuro. Esse singelo gesto de amor, de preocupação e de esperar por um futuro melhor é lindo… mas tenho que perguntar: e pra você? Você tem um plano para a sua aposentadoria?

Não estou dizendo para não pensar no futuro dos filhos. Afinal, quem não gostaria de ver os filhos felizes, realizando sonhos, com o “futuro garantido”?

O problema começa quando os pais pensam somente no futuro deles, esquecendo do seu próprio futuro, que chegará muito antes do deles.

Além da reforma da previdência que está chegando, temos um outro porém: nós viveremos por mais tempo. E com isso trabalharemos por mais tempo, aposentaremos mais tarde e ainda ganharemos (se não morrermos antes) uma aposentadoria pífia.

Sem contar com a possibilidade de ficarmos desempregados. Já parou para pensar que teremos jovens entrando no mercado de trabalho, junto com a constante automatização da mão-de-obra, e idosos trabalhando com um salário bem mais alto do que um salário inicial de um jovem? Na hora da demissão, adivinhe quem a empresa irá demitir? O jovem com cabeça fresca e que ganha pouco, ou nós, com cabeça mais lenta, ganhando mais? Não haverá vaga de emprego para todos e isso poderá gerar a nossa demissão.

Caso essa situação venha a acontecer, quais serão os seus planos? Como irá se sustentar? Como irá sobreviver? Como irá pagar suas contas? Seus remédios?

O melhor presente que podemos dar para os nossos filhos, é não depender financeiramente deles. Já deve ter percebido que há situações em que muitos pais precisam ajudar os filhos financeiramente.

Imagine se você estiver contando com o dinheiro do seu filho, que ainda nem se tornou adulto, e do salário que ele ainda nem recebeu, para garantir a sua própria sobrevivência?

Os gastos na terceira idade naturalmente costumam aumentar: plano de saúde, remédios, e gastos por ter mais tempo livre, consequentemente mais lazer…

Se esse for o seu caso, repense. Talvez esteja na hora de pensar primeiro no seu futuro, antes de pensar no futuro dos filhos.

~ Yuka ~

Organização

Rotina da casa com filhos

super mãe

Uma leitora pediu para que eu falasse um pouco mais sobre a maternidade e como cuido da casa.

Eu e meu marido, desde sempre, nunca tivemos alguém para limpar a nossa casa. Isso significa que quem fazia a faxina da casa (dos nossos pais) eram os próprios integrantes da família.

Crescemos e ambos cursamos faculdade em uma cidade do interior (onde nos conhecemos). Ou seja, morando em um lugar novo, sem os pais, precisávamos cozinhar, limpar a casa, lavar roupa, organizar as finanças e se virar nos 30 com pouco dinheiro. Tudo isso aos 17, 18 anos.

Morar longe dos pais desde cedo, nos fez compreender que, independentemente se gostamos ou não das tarefas domésticas, precisávamos fazer. Nós dois sabemos que o lixo não se esvazia sozinho, que o banheiro não se limpa sozinho, que as roupas sujas não vão para o cesto sozinhas e que se ninguém for ao supermercado e arregaçar as mangas e cozinhar, não teremos jantar.

Em casa não tem muito “meu serviço, seu serviço”. Tem dias que enquanto eu lavo a louça, meu marido dá banho nas meninas. Outras vezes, sou eu que dou banho nas meninas e ele lava a louça. Ele coloca a roupa para lavar à noite e eu acordo e vejo que tem roupa dentro da máquina. Então eu simplesmente estendo no varal antes de ir ao trabalho.

Quando estou cansada, ele me libera mais cedo das tarefas de casa e vou dormir, enquanto ele segura as pontas e deixa tudo pronto para o dia seguinte. Tem dias que ele está cansado, e digo para tomar banho e deixar as meninas comigo para ele descansar.

Durante a semana, minha mãe me ajuda a levar e buscar uma das nossas filhas, já que as duas estudam em escolas diferentes (não por vontade nossa, mas por vontade da Prefeitura – sim, duas crianças em duas escolas em bairros diferentes, não é fácil) e ainda quebra um galho em casa fazendo algumas coisas para nos ajudar. Mãe é mãe, né?

Nos fins-de-semana, gosto de organizar/planejar as atividades da semana. Enquanto meu marido dá uma geral na casa, eu faço o almoço. Enquanto ele passa a roupa, eu vou no supermercado. Enquanto ele lava o banheiro, eu brinco com as crianças.

Quando preciso focar em algo importante ou até mesmo estudar, ele leva as meninas para andar de bicicleta para que eu possa me concentrar.

Eu poderia passar a manhã toda descrevendo a nossa rotina de casa, mas alguns de vocês já devem ter matado a charada…

Nós nos importamos com o outro.

Esse é o segredo para a rotina da casa funcionar.

Em casa, não tem nada dividido.

Tem funcionado bem, e apesar de alguns dias a gente achar que não vai dar conta de tanta bagunça, de tantos brinquedos espalhados pelo chão, a gente vai se virando.

~ Yuka ~

Organização

Como organizar a bolsa de passeio de filhos pequenos

Quando se tem um bebê ou uma criança pequena (no meu caso, tenho os dois), é fato que precisamos nos organizar de forma que nada falte durante o nosso passeio.

Ao mesmo tempo que queremos levar tudo o que temos em casa por precaução, o volume e o excesso de peso, nos faz pensar duas vezes se realmente devemos fazer isso.

Para nós, que passeamos com as filhas sem ter um carro, temos 3 truques:

  • mochila confortável nas costas
  • carrinho de bebê
  • bolsa transversal

A MOCHILA

Esqueça outros tipos de bolsas. A mochila é indispensável para essa fase, onde as crianças ainda são pequenas e precisamos levar muitas coisas. Além de distribuir melhor o peso nas costas, permite ter as duas mãos livres.

O modelo que temos, compramos na Imaginarium:

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Ela é feita de tecido, leve, cabe muitas coisas e tem bolsos e compartimentos externos facilitando a organização.

Dentro da mochila, sempre que possível, utilizamos frascos menores:

– álcool em gel em pote pequeno;

– garrafinha de água (200ml);

– algumas fraldas (nossa caçula ainda usa);

– lenço umedecido (carregamos um pacote que já não esteja tão cheio);

– uma fraldinha leve para forrar a bancada na hora de trocar fralda;

– 1 muda de roupa extra para cada filha;

– guarda-chuva de alumínio, a mais compacta, fina e leve possível, também tem proteção UVA (comprei no bairro da Liberdade, em São Paulo);

 

– 1 paninho para secar a mão, limpar a boca, no fim, serve para qualquer coisa;

– algo para as meninas beliscarem, colocado em um recipiente pequeno. Também gosto de levar banana para uma emergência, é saudável, enche a barriga e não faz sujeira na hora de comer;

– um saquinho de lixo, assim, não preciso sair correndo atrás de uma lixeira.

Todos os itens são colocados SEMPRE no mesmo compartimento da mochila. Assim, sabemos que as fraldas estão na parte de trás da mochila, que a água está na lateral, o álcool em gel no bolsinho da frente e por aí vai.

A BOLSA TRANSVERSAL

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Na minha bolsa transversal (que é de tamanho médio) coloco o que é muito importante para mim, que não posso largar em nenhum momento:

– carteira (cartão do convênio médico, cartão de crédito, documento, etc);

– RG das meninas;

– chave de casa;

– celular;

– dinheiro;

– passe de metrô

– 2 protetores de assento sanitário (para a minha filha mais velha precisar usar o banheiro público, vai que…)

– algo que eu precise tirar com rapidez: se eu estiver indo para a rodoviária, são as passagens; se minha filha estiver resfriada, é um pacotinho de lenço.

O CARRINHO DE BEBÊ

No cesto que fica na parte de baixo do carrinho, deixamos sempre uma capa de chuva própria para carrinho de bebê (comprei o meu no Mercado Livre). Assim, se chover, as duas entram no carrinho e não se molham.

Captura de Tela 2018-07-25 às 16.13.37

A regra que reina para usar o carrinho basicamente são essas:

– durante o passeio, a mais velha já anda, então a bebê fica no carrinho;

– se a bebê dormir, entra no carrinho;

– se a mais velha dormir, ela dorme no carrinho;

– se as duas dormirem, a mais pesada fica no carrinho, enquanto a outra fica no nosso colo;

– a mochila fica sempre que possível, pendurada no carrinho;

– quando chegamos no destino (parque, biblioteca, etc), a mochila fica no carrinho, para não carregarmos peso. A gente fica de olho, mas se roubarem, paciência. Vou perder fraldas, paninhos, algumas peças de roupas, nada que me dê dor-de-cabeça. Por isso, tudo o que é importante está na bolsa transversal, que carrego sempre comigo. Decidimos desencanar mesmo.

Já perceberam que quem fica com o peso maior, é o carrinho. Lá, depositamos tudo e mais um pouco. Colocamos tanto peso, que precisamos até tomar cuidado para ele não tombar para trás, quando a nossa filha decide sair do carrinho sem avisar.

Utilizamos o Uber de uma forma bem eficiente. Para lugares próximos de casa, sai mais barato pegar o Uber do que ir de transporte público.

Desta forma, não há uma regra específica. Para cada passeio, avaliamos se levaremos o carrinho de bebê, o canguru, porque se há risco das duas dormirem, preferimos levar também o canguru – que vai pendurado (também) no carrinho de bebê, cobertor pequeno (para caso elas cochilarem), chapeuzinho para proteger do sol ou do vento, enfim, o que eu levo vai mudando conforme estação e também a distância do lugar.

~ Yuka ~

Do It Yourself

Marmita: o que cozinhar, como levar e transportar

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Fonte da foto: http://asacokitchen.com/15289

Querem saber a mais pura verdade?

Pode-se levar de tudo na marmita. Sim. Sem frescura e sem medo.

Já vi muitos sites e blogs falando qual era a comida ideal para se levar na marmita, o que pode e o que não pode levar.

Desde que me formei na Universidade e comecei a trabalhar, eu sou marmiteira. São 14 anos sacolejando a marmita todos os dias na bolsa. Ou seja, tenho autoridade nesse assunto rs.

Verdade seja dita, pode-se levar de tudo, e a melhor comida para se levar na marmita é a comida do dia-a-dia. Eu levo desde sashimi (peixe cru), missoshiru (sopa japonesa bem líquida), receitas com creme de leite, empanados, pudim, etc.

Claro, há algumas dicas para evitar vazamentos e também aquela surpresa ‘agradável’ de que seu almoço revirou dentro da bolsa.

Pra começar, todos os meus potes são de plástico. Há pessoas que preferem os potes de vidro, mas como eu vou ao trabalho de transporte público, os potes de vidro se tornam muito pesados para mim.

A seguir, 7 dicas da marmiteira:

Dica 1.) Evite vazamentos.

Para isso, tudo tem que ser acondicionado da melhor forma. Eu tenho potes herméticos com abas, de diversos tamanhos e formatos para levar o meu almoço. Para comidas como estrogonofe, carne de panela, creme de espinafre, etc, o melhor são estes potes com abas que evitam vazamentos:

pote retangular

 

Já para levar sopas, frutas já cortadas que soltam bastante líquido, como melancia e melão, gosto de levar neste pote redondo aqui embaixo:

pote redondo

 

Mas não é porque estes potes não vazam que eu abuso da sorte. Nunca guardo as marmitas em pé na minha bolsa. Mantenho sempre os potes na posição original.

Dica 2.) Evite frutas amassadas.

Muitas vezes, levo frutas inteiras como pera, caqui, pêssego. Neste caso, coloco saco plástico e depois a fruta. O saco serve como um air-bag. As frutas chegam impecáveis. Já escrevi um post sobre isso aqui.

pote3

Dica 3.) Tempere a salada só na hora da refeição

Eu não misturo comida fria (salada) com comida quente no mesmo pote, já que eu esquento a minha comida no micro-ondas. A salada fica em um pote separado e levo o molho pronto em um potinho pequeno para temperar somente na hora da refeição. Assim, consigo manter a salada fresca e gostosa. Levo em mini garrafinhas que comprei em lojas de perfumaria:

pote4

Dica 4.) Pote com divisória: a solução para não virar uma só mistura

Eu gosto de colocar a comida neste pote que tem separador. Arroz pra um lado, a mistura para outro. Se é estrogonofe ou carne de panela, ainda envolvo em filme plástico cada divisória para não misturar no arroz. A batata palha levo em potinho separado para manter a crocância.

pote divisória

Dica 5.) Mantendo a comida fresca

Quando o tempo está frio, eu nem ligo muito em guardar na geladeira, mas quando o dia está quente, coloco na geladeira assim que chego na empresa. Não carrego em sacola térmica, coloco em um saco simples e direto na bolsa.

Vale levar tudo: feijoada, estrogonofe, torta, frutas, empanados, salada, comida japonesa. Vale tudo mesmo.

Dica 6.) Cheiro da comida

Como o refeitório é comunitário, eu evito levar comida que tem cheiro muito forte para não desagradar as pessoas, como sardinha, gyoza e goiaba.

Dica 7.) Faça a comida em dobro

Isso mesmo, quando estou cozinhando, já faço pensando em levar a marmita para o dia seguinte. Então a janta de hoje é o almoço de amanhã. Pensando assim, é muito simples, né? Eu não cozinho pensando na marmita. Eu cozinho pensando no jantar.

~ Yuka ~

Auto-Conhecimento

A importância de perpetuar a manutenção do casamento

casamento

Eu tenho uma amiga muito querida que se divorciou há pouco tempo.

E posso dizer que depois da separação, ela ficou muito bonita. Começou a cuidar da pele, do cabelo, fez um curso de maquiagem, emagreceu, comprou algumas roupas novas, está viajando bastante, enfim, está muito mais radiante hoje, do que antes.

E comecei a pensar como a rotina, o comodismo e a falta de tempo, faz a gente se descuidar. A gente passa a usar aquela blusa velhinha pra ficar em casa, esquece de dar um trato principalmente quando ficamos em casa… e passamos a não nos arrumar tanto como antes (da conquista, do namoro, do casamento)…

Muitas vezes, só nos damos conta desse descuido quando já é tarde demais.

Não é porque estamos casados e felizes que devemos achar que o amor irá durar para sempre.

Cuidar de si mesma e do outro, dar um beijo, um obrigado, um carinho, um abraço, um eu te amo são atitudes muito importantes para que o amor não se acabe.

Depois que nasceram as nossas duas filhas, eu e o meu marido temos um cuidado extra sobre esse assunto, justamente para que o nosso casamento continue bom, como sempre foi.

Se o casal não tomar cuidado nessa fase, perpetua-se o papel de pai e mãe, anulando o papel de marido e esposa.

Quando um casal se separa, todos saem perdendo. O pai que não vê o filho todos os dias e perde momentos importantes do cotidiano. A mãe que perde um apoio e fica sobrecarregada. E o filho que perde a presença diária de um dos pais.

Claro que há casos em que o divórcio é a melhor alternativa. Mas estou falando da fase pré-divórcio, de quando o casamento está desandando no início e que há ainda amor. Se ainda há amor no casal, com certeza a melhor opção é se reconectarem.

O livro As 5 linguagens do amor, do Gary Chapman, aborda de uma forma bem inteligente as linguagens do nosso amor. Segundo o autor, há 5 linguagens do amor:

  • Palavras de afirmação
  • Qualidade de tempo
  • Presentes
  • Gestos de serviço
  • Toque físico

Quantos casais conhecemos que falam linguagens diferentes do amor? Enquanto para um a linguagem do amor é o toque físico, para o outro são presentes? Os dois ficam frustrados por não perceberem a intenção do outro.

É um livro bem interessante para ler, quem tiver interesse, recomendo a leitura. Não serve somente para relacionamentos amorosos, mas também para relacionamento de amigos e familiares.

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– Yuka –

Auto-Conhecimento

A decisão de não ser mãe: preconceito e pressão social

não ser mãe

O post de hoje vai falar especificamente de mulheres, porque são as que mais sofrem pressão social para terem filhos.

Eu tenho 36 anos, e a maioria dos que estão a minha volta também têm essa idade, entre 30 a 40 anos. Para muitas mulheres, é um período crucial por causa do relógio biológico, mas para algumas, esse período não possui relação nenhuma com a vontade de ser mãe.

Eu tenho amigas que são mães, porque sempre quiseram ter filhos.

Também tenho amigas que estão ansiosas para serem mães.

Tenho amigas que tentaram engravidar, mas por diversos motivos não conseguiram.

Tem as que tiveram filhos por um descuido.

Há aquelas que geraram de forma independente.

Também há as que fizeram a adoção. Abriram o coração primeiro e tiveram os filhos do coração.

Há aquelas que mesmo sem vontade, têm filhos, só para não serem julgadas.

E finalmente, as que optaram em não terem filhos.

Acredito eu, que as que optaram em não terem filhos e as que não conseguiram engravidar, são as mais julgadas pela sociedade.

Dentre todas as opções, a mais triste, são aquelas pessoas que não tem vontade em serem mães, no fundo sabem que não querem um filho, mas terão, apenas por obrigação social. São aquelas pessoas que irão gerar filhos só para serem aceitas pelas sociedade.

Quando uma mulher decide que não quer ter um filho, é uma decisão que deve ser respeitada. É o direito de cada pessoa decidir o que é melhor para a vida dela.

Essa é uma decisão muito importante e delicada a ser tomada. Nem toda mulher nasce para ser mãe. Nem toda mulher quer ser mãe. E isso definitivamente não significa ser egoísta, ou fria, ou narcisista, ou individualista, ou precipitada. É uma decisão única, e com um profundo respeito à vida.

Digo respeito à vida, porque há pessoas que tem filhos e em nenhum momento pensaram na responsabilidade que isso traz. São filhos que possuem os cuidados terceirizados, o amor terceirizado.

Eu mesma, não tinha vontade de ser mãe antes de conhecer o meu marido. A vontade de ser mãe veio com o amor que sinto por ele. Houve um momento da nossa vida que estávamos muito felizes, mas sentíamos que faltava algo. Demorou para reconhecermos que esse algo, era um filho. Meu marido também nunca teve vontade de ser pai. Então quando decidimos que queríamos gerar um filho, foi uma decisão muito consciente e bonita.

Quando eu namorava meu marido, sempre perguntavam: “você vai casar quando?”. Depois a pergunta se transformou em: “quando vão ter filhos?”. Depois que tive a minha primeira filha, a pergunta virou: “e o segundo filho, quando vem?”. Atualmente as pessoas perguntam se vamos tentar ter um menino, já que tivemos duas meninas. E eu tenho certeza que se eu engravidasse pela terceira vez, as mesmas pessoas que estão me encorajando atualmente para ter um terceiro filho, me olhariam torto dizendo que é um exagero ter três filhos.

Por aí dá para perceber que as pessoas SEMPRE irão nos cobrar por algo. Então, já que vão cobrar de qualquer jeito, a melhor maneira é seguir o nosso coração, fazer o que o nosso coração manda. Quer ter filhos? Ótimo! Não quer ter filhos? Ótimo também!

A liberdade de escolha de ser mãe é uma conquista.

A liberdade de escolha de não ser mãe, também.

~ Yuka ~

Dinheiro, IF e FIRE · Minimalismo

Minimalismo nas finanças

casamento finanças

Devo estar nostálgica… É o terceiro post seguido que comento sobre meu ex-marido.

Mas é por uma boa causa, vou explicar como a gente se organizava financeiramente.

Quando casei pela primeira vez, por uma sugestão minha, eu e meu ex-marido dividíamos as contas de uma forma muito democrática. Ele ganhava 60% dos nossos rendimentos somados, e eu 40%. Ele pagava 60% das contas e eu pagava 40%.

Só que com o tempo, parecia que morávamos em uma república, já que tudo era muito meticulosamente dividido. Conheço muitos casais que dão certo fazendo isso, mas para mim, não deu muito certo.

Já com o meu atual marido, decidi fazer diferente.

Meu marido é muito econômico, daqueles que anda 20 km de bicicleta, para na frente da sorveteria pingando de suor, passa vontade, mas não compra o sorvete. Quando fico sabendo dessas histórias, eu sempre pergunto o motivo dele não ter comprado. “Compra! Não passe vontade!” E a resposta dele é que como ele passou necessidade financeira durante muitos anos, acabou se acostumando a não comprar, diz que nem percebe quando tem esses comportamentos de racionamento.

Por ele ser assim (mãozinha fechada), as nossas finanças são organizadas de uma forma muito fácil.

1.) Soma-se nossos salários.

2.) Paga-se todas as contas.

3.) Cada um pega uma parte (chamamos carinhosamente de mesada).

4.) Poupamos o restante.

Eu sou CLT, meu marido não tem carteira assinada. Eu recebo vale alimentação, vale refeição, 13º salário, adiantamento de férias. Ele não. Mas aqui em casa a regra é: quando entra dinheiro na conta de um, o dinheiro vira nosso.

Não temos competição, nem orgulho de quem ganha mais que quem. Hoje meu salário pode ser maior que o dele, amanhã, o salário dele pode ser maior que o meu. Tanto faz.

Como tudo é “nosso”, nos empenhamos em economizar juntos, porque a economia de um, vira a economia dos dois. Quando um quer gastar em algo mais caro, sentamos ao redor da mesa e conversamos sobre prioridades.

Não recomendo esse tipo de divisão para todos os casais, pois há casais em que um gasta mais, ou que tem um hobby mais caro.

Para mim e para o meu marido, tem funcionado muito bem.

Sentimos mais cumplicidade, pois um acaba policiando o outro nos gastos, nos esforçamos para alcançar as metas de uma forma mais rápida, além de termos mais clareza e transparência nos gastos.

E se um ficar desempregado? Tudo bem, acontece. E se um ganhar mais que o outro? Que legal, parabéns, alcançaremos a nossa meta mais rápido. E assim vamos levando a vida de uma forma leve.

Aqui em casa até as finanças se tornou minimalista.

~ Yuka ~