Por que pensar em morrer é tão importante?

Pessoas, Mulher, Viagens, Aventura, Caminhada, Montanha

Há alguns dias, recebemos a notícia de que Gugu sofreu um acidente dentro de sua casa e faleceu. Assim, de repente.

Ainda nesses dias, estava conversando com o André, do Viagem Lenta, sobre o post que ele escreveu “Como usar sabiamente o tempo? Com a mala ou com a estrada?”, e acabei comentando que eu penso muito na morte.

O motivo de eu pensar tanto na morte não é algo proposital, macabro ou até mesmo pessimista. Eu sempre fui assim. Talvez, porque lidei com a morte do meu pai precocemente, aos 3 anos de idade…

Eu sempre penso na morte, não porque quero morrer, e sim, porque eu quero viver. 

Muitas pessoas não pensam na morte, não falam sobre a morte, porque é difícil a sensação de não estarmos mais aqui. Mas quando evitamos esse assunto, não nos preparamos também para morrer, e com isso, podem surgir arrependimentos.

Eu não deixo nada pra depois, porque eu não sei se eu vou ter o depois.

A vida é um cronômetro, e após meu pai ter morrido com 35 anos, tenho muita consciência de que estou tendo mais oportunidades de viver do que meu pai teve, já que tenho 38 anos. Tento aproveitar ao máximo (e isso não significa gastar dinheiro à toa), porque da mesma forma que aconteceu com o Gugu, posso não estar mais aqui daqui a 1 segundo.

E por reconhecer a finitude da vida, tenho algumas atitudes preventivas:

FOTOS ARMAZENADAS NA NUVEM

De forma automática, todas as fotos que eu tiro do meu celular vão para o Google Fotos. Meu marido tem a senha, porque SE eu morrer, não quero levar para o túmulo as fotos da família que tanto nos emocionam, e meu marido nunca mais conseguir acessar as nossas fotos.

E passei a fazer isso, porque antes, eu armazenava as fotos no HD externo e um dia pensei que SE minha casa pegasse fogo, talvez eu voltasse para pegar o HD que estão todas as fotos da minha família. E eu não queria isso. Eu queria que a minha única preocupação fosse salvar a minha família (há diversos casos de pessoas que saíram ilesas de uma casa pegando fogo, mas acabam morrendo, porque voltam para pegar algo de valor).

RECEITAS CULINÁRIAS ARMAZENADAS NA NUVEM

Apesar de achar mais fofo e prático ter um caderno de receitas, eu armazeno todas as minhas receitas aprovadas e testadas no Evernote (software que serve para organizar informações através de arquivos, notas) e compartilho a senha com o meu marido, porque SE eu morrer, não quero que minhas filhas não consigam reproduzir as receitas preferidas delas. Quando minhas filhas tiverem uns 12 anos, elas também terão a senha.

DESPEDIDAS VIRTUAIS

Meu marido tem a senha do meu blog Viver Sem Pressa, porque SE eu morrer, quero que ele venha avisar vocês o motivo de eu ter parado de escrever.

ARMAZENAMENTO DAS SENHAS

Eu e meu marido temos instalado no nosso celular, o aplicativo 1Password (aplicativo que gerencia senhas em um cofre virtual criptografado e bloqueado). Todo final de ano, checamos se as nossas senhas mais importantes estão corretas. Compartilhamos senhas de e-mails, bancos, corretoras etc.

PLANEJAMENTO FINANCEIRO

Eu cuido da vida financeira da minha família, porque SE eu morrer, minha família vai sentir a minha falta, mas não vai passar necessidades financeiras, como a minha mãe passou, quando ficou viúva aos 35 anos, com 3 filhas pequenas. Também sempre explico para o marido as decisões que eu tenho tomado em relação aos investimentos (o porquê de ter aumentado posição na renda variável, o porquê de não investir mais em CDBs de bancos pequenos etc), pois desta forma, acredito que SE eu morrer, ele vai continuar aplicando a mesma estratégia que eu tenho usado.

ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Eu cuido da minha alimentação e da minha família, porque eu sei que SE nós continuarmos comendo muitos carboidratos e açúcares, a chance de termos doenças como diabetes, câncer e obesidade tendem a aumentar. Isso inclui aumento da ingestão de alimentos orgânicos, redução de produtos industrializados e redução de açúcar e carboidratos.

O ÚLTIMO ABRAÇO

Trato meu marido com muito carinho, porque não quero me arrepender SE um dia ele sair de casa para trabalhar e não voltar nunca mais.

Quando minhas filhas me pedem para colocá-las para dormir, coloco para dormir (apesar de ainda ter que cozinhar a marmita do dia seguinte, limpar a casa, estudar), porque não quero me arrepender SE a última palavra que eu disser para elas forem um “não” (há algumas semanas, uma colega me falou que o melhor amigo do filho dela foi dormir no dia anterior e não acordou mais. Ele tinha 13 anos…).

O ÚLTIMO DESEJO: DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Este item eu acrescentei depois que publiquei o post, pois apesar de ter vontade de doar os meus órgãos após a minha morte, fiquei me perguntando se meu marido sabia com clareza dessa minha vontade.

Se você for doador de órgãos, é muito importante deixar claro para a sua família, para que o seu último desejo seja respeitado.

E POR FIM…

Eu penso na morte a todo momento para lembrar como a vida é frágil, e que eu preciso viver de uma forma completa, feliz, sem arrependimentos.

O tempo passa rápido demais e eu preciso aproveitar a jornada da minha vida da melhor forma possível.

E sinceramente? Isso não é sobre comprar coisas, ter coisas para ostentar, viajar para lugares caros, ir em shoppings e torrar o dinheiro.

Quando digo aproveitar a vida é estar presente enquanto estou com as minhas filhas e com o meu marido. Registro mentalmente as brincadeiras que fazemos, os sorrisos, o abraço, o cheirinho, a vozinha infantil me dizendo espontaneamente “ti amu, mamã”, a sensação de ter as mãos pequenininhas em volta do meu pescoço, porque sei que essas mãos um dia vão crescer.

Outro dia, li em algum lugar a seguinte frase “o que você faria se soubesse que o mundo acabaria em 24 horas?”. A minha resposta é simples. Eu só não iria trabalhar. De resto, faria exatamente as mesmas coisas. Estaria com a minha família, preparando uma comida gostosa, abraçados no sofá até o mundo acabar.

São essas ações diárias que faço para não me arrepender. E são justamente essas pequenas ações que acabam me proporcionando uma vida com mais qualidade e toda vez que eu penso nisso, sinto que estou no caminho certo. Daí a percepção de que “coisas” são insignificantes; “pessoas” são importantes.

O post de hoje para alguns, pode soar sobre tristeza, mas não é. É sobre viver e aproveitar o tempo. É um ode à vida.

~  Yuka ~

58 comentários em “Por que pensar em morrer é tão importante?

    • Oi Marcelo, eu também lembro do Viver de Construção. Na época, como minhas filhas eram muito pequenas, interagia pouco com vocês, mas já acompanhava de perto a finansfera. A morte dele balançou a comunidade no sentido de que não podemos apenas correr atrás da nossa liberdade, precisamos viver, aproveitar a vida todos os dias. Beijos.

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  1. 💞amei ,conheço esse sentimento de perder alguém muito amado e que não deve tempo de amar e ser amado por sua família.tbm penso desce jeito ,seu post hoje soam como minhas palavras (só que não sei colocar no papel meus sentimentos) .Brigaduuuuu! 💞

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  2. Yuka,

    Ontem fui ao funeral do meu tio… São nesses momentos que a vida se lembra da fragilidade da vida. Por isso, considero que estar presente de verdade no momento presente e dar valor ao que realmente importa são essenciais.

    Muitas vezes damos muita atenção e gastamos muito tempo com coisas irrelevantes ou inúteis – isso é algo que estou mudando. Como você disse, a vida é como um cronômetro, mas com contagem regressiva… É um tema desagradável, mas precisamos falar sobre ele, pois cedo ou tarde, passaremos por isso – nós e as pessoas que amamos.

    Gostei muito do seu post, da coragem de falar sobre o tema e das medidas tão importantes para facilitar a vida dos familiares.

    Abraços,

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    • Oi Rosana, a partir do momento que nascemos, o cronômetro já começa a funcionar. Só que demoramos para perceber isso. Talvez por isso, muitas pessoas, no leito da morte, olham para trás e se arrependem das muitas coisas que deixaram de fazer. Falar sobre a morte é muito importante, da mesma forma que falar sobre a vida é muito importante. Um beijo.

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  3. Bom dia,
    A um tempo atrás li um texto da Thaís do Vida Organizada que falava sobre legado.Aquilo me tocou e comecei a refletir sobre meu legado no mundo.Fiquei feliz pois cheguei a conclusão que construí um lindo legado e que fiz da minha vida o melhor diante das de todas as dificuldades.
    Quanto ao seu texto eu tenho que cuidar dessas coisas práticas que citou.Se eu ficar sem poder me comunicar ninguém vai poder mexer no meu dinheiro, fora outras questões que sou relapsa.Enfim ótima semana.

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    • Oi Marcela, lendo seu comentário sobre legado, acabei lembrando de mais uma… sou doadora de órgãos, mas não sei se meu marido sabe disso com clareza. Então uma hora vou ter que sentar com ele e falar sobre isso (ele odeia quando toco no assunto sobre a minha morte rs). Uma ótima semana pra você também.

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  4. Cara Yuka, converso muito com minha esposa sobre minha morte. Isso, há anos, para que caso isso ocorra ela possa saber o que fazer em relação as finanças.

    Um Sensei de Aikido, num “meeting” que fui certa vez, disse o seguinte: a vida é como um palito de fósforo. Nascemos, ele é riscado; se vai apagar de imediato ou queimar lentamente até o fim, é impossível saber. Portanto, aproveitem a vida e esperem a morte como algo natural.

    Sempre pensei assim. Não quero a morte, mas não temos como evitá-la. Viva, aproveite, mas prepare o seu entorno para este dia, pois os que ficarem terão menos problemas para resolver. Gostei da parte do Blog, boa dica. Bom Domingo!

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    • Oi Heavy, concordo com o seu Sensei. A gente nunca sabe o que tem depois da curva, por isso precisamos aproveitar pra não nos arrependermos. Não é querer que a morte venha logo, muito pelo contrário, é por respeitar a morte e não querer que ela venha logo, que fazemos de tudo para aproveitar a vida. Beijos.

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  5. Todos pensamos sobre a morte a todo tempo… É impossível que não seja assim… A questão é: uns poucos assumem… falam, escrevem o que pensam e como pensam, mas , principalmente, se preparam para ela… outros, a maioria, fogem… como se fosse possível… Como se preparar para a morte? Vivendo, ora… Vivendo, afinal o sentido da vida é a morte…
    Parabéns por mais este post, sensacional…

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  6. Oi yuka!! Você está certinha!
    Outro dia minha mãe falou, ai não posso comer isso, só de final de semana. Eu falei, melhor comer hoje não sabe se amanhã vai estar viva kkkkkk.
    Sabe que sou muito consciente diante desse assunto, sempre fui e depois com a partida do meu pai ano passado …
    Temos que nos cuidar e ao mesmo tempo cuidar do tempo ele é precioso demais…vejo pelos meus filhos farão 13 e 10 anos em Janeiro, o tempo realmente voa…

    Obrigada por mais um post. Ótimo domingo !!

    Dri 😀

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    • Oi Dri, quando perdemos alguém que amamos muito, compreendemos a finitude da vida. A coisa mais valiosa hoje é o tempo, mas infelizmente gastamos em coisas que são insignificantes, comprando inclusive coisas que nem estamos precisando (quando compramos algo que não precisamos, estamos gastando o tempo que trabalhamos para receber o salário). Seus meninos estão com 13 e 10, minhas filhas estão com quase 5 e 3. Até outro dia eu estava grávida rsrs. O tempo passa rápido demais. Beijos.

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      • Sim realmente passa rápido, eu sinto que mudei muito de uns 4 anos para cá ! Gosto de viver no essencial, e procurar usufruir da vida e aproveitar o tempo com minha família meus filhos …bichinhos de estimação. Confesso que não ligo muito para viagens rs. Adoro estar em casa e fazer comes sabe, deve ser por isso, costumo reunir umas amigas as fixas que estão sempre aqui para um café, é tão bom esse ano tivemos mais cafés juntas, eu consegui fazer 5 das minhas amigas de anos só 1 é a mais recente… também se tornarem amigas entre si e isso me deixa feliz. Compartilhar amizades entre elas mesmas kkkkk é muito doido isso, eu sou assim tentar unir até as amigas para serem amigas entre elas.
        Um grande beijo que 2020 seja um ano de muitas realizações na sua vida e na sua família, saúde e paz. E muito amor !!
        E que aproveitemos melhor o nosso tempo precioso….
        É o que desejo de coração !

        Dri 😀

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        • Oi Dri, senti uma pontinha de inveja heim, você com suas amigas fixas para tomar café. Era o que eu mais queria. Eu que morei muito tempo no litoral e depois no interior de São Paulo, eu sinto falta de ter amigos para tomar café com mais frequência. Antigamente era só eu chamar e os amigos apareciam em casa na mesma noite, no máximo no fim-de-semana. Aqui em São Paulo, é um “vamos marcar um dia” e esse dia nunca chega. Algumas delas, inclusive, só consigo encontrar poucas vezes por ano. E olha que não é por falta de insistência. Isso é uma coisa que ainda não me acostumo aqui em São Paulo, parece que as pessoas nunca têm tempo. Isso que você faz, de tornarem suas amigas, amigas entre si, significa que você não tem sentimento de posse, ciúmes com as suas amigas e isso é maravilhoso! Ah suas amigas têm sorte de ter você rs. Beijos.

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  7. Oi Yuka,

    A Morte é dos principais assuntos trabalhados no Estoicismo. Eu particularmente gosto muito dessa filosofia de raiz, inclusive acho que junto de outras como o Epicurismo e o Budismo são uma ótima base para aprender sobre vida e morte. Como disse Seneca:

    “Podes me indicar alguém que dê valor ao seu tempo, valorize o seu dia, entenda que se morre diariamente? Nisso, pois, falhamos: pensamos que a morte é coisa do futuro, mas parte dela já é coisa do passado. Qualquer tempo que já passou pertence à morte.”

    É um exercício que procuro fazer valer todos os dias, pois as vezes nos prendemos na rotina e isso faz a gente se perder em um limbo onde só existe vazio.

    Bjos.

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    • Oi Sapien, tudo bem? Muito bom essa frase. Também acredito que todo dia é dia de recomeçar. Se tratou mal alguém ontem, hoje é dia de pedir desculpas. Se esqueceu de dar um abraço em alguém, hoje é dia de abraçar. Todos os dias temos o poder de zerar o relógio, começar tudo de novo, fazer diferente, fazer melhor. Beijos.

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  8. Pois é Yuka, nunca falamos nisso por receio ou por que é um assunto difícil, mais difícil que dinheiro, porém eu sempre me pergunto: Se eu morresse hoje teria algo que eu queria muito ter feito e não fiz? Geralmente essas coisas são as que eu tento fazer o mais rápido possível e já são bem poucas as essenciais. Abcs

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    • Oi AA40, você está certíssimo. Há alguns meses, eu estava tão noiada com o lance do tempo que eu simplesmente falei para o meu marido que a partir daquela dia, que ele podia largar o emprego, fazer o que quisesse, porque já bastava eu estar presa no Sistema, então que pelo menos ele fosse livre kkkkk. Demos risada, mas eu tinha falado bem sério rs. Beijos.

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  9. Nossa, até pouco tempo atrás eu tinha era medo da morte, tive fases de perder o sono pensando nisso, medo mesmo. Hoje não sei bem o que sinto, não sei descrever mas olho para meus meninos e fico imaginando como será o futuro deles e até quanto eu participarei pois é o lado negativo de ser mãe tardiamente (aos 39), mas nada como um dia após o outro e muita consciência no dia a dia, sair do automático e dar valor a todos os momentos de nossas vidas.
    A única certeza que sempre tive e creio que até meus vizinhos devem saber é que se algo me acontecer pode tirar tudo que der pra aproveitar, sou doadora de órgãos desde que me conheço por gente…
    Beijos

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    • Oi Michele, o bom de enxergar as coisas pelo lado pessimista, é que conseguimos prever tragédias. Você disse que foi mãe aos 39 anos, e que fica imaginando como será o futuro deles e até quando você irá participar. Esses pensamentos farão com que você aproveite mais ainda os seus filhos, ame muito mais, porque você sabe que não terá a vida inteira. Outro exemplo bom, é que se não tiver um bom colchão financeiro, pode pensar em ter um seguro de vida, pensando na segurança financeira dos seus filhos. Essas pequenas ações, só são possíveis quando enxergamos algo que ainda não aconteceu. E isso não significa ser pessimista, é só uma forma de proteger a família para que o pior não aconteça. Eu também sou doadora de órgãos, mas preciso avisar mais pessoas sobre isso 😀 Beijos.

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  10. Yuka boa noite,

    Muito bom o texto, como vc começou me de a liberdade de tocar nesse assunto?
    Como vc lida com após a morte ( auxílio funeral, jazigo, etc)?

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    • Oi Éder, o pós-morte eu ainda não fui atrás rsrs. Eu veria só com 60, 65 anos, para ver preços, há planos interessantes de empresas que cuidam de tudo nesse momento que é tão delicado para a família. Beijos.

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  11. Yuka, seu post fez tico-tico no meu coração! ❤
    Você abordou um tema tão pesado de forma tão amorosa e fofa! E fez eu ver que estou no caminho certo: quando paro tudo pra ninar minha filha, ou pego ela no colo mesmo correndo o risco de “estraga-la” segundo os outros, quando fico admirando ela dormir ao invés de ajeitar a casa…

    Eu criei um e-mail, onde envio as fotos pra lá especificando a data, o evento, as pessoas… tipo um diario! Tbm salvo na nuvem. E mando para as avós e bisa da Tetê via WhatsApp pra garantir que nunca perderei essas fotos!

    Achei fofo vc se preocupar com seus leitores! Mas espero não ler tão cedo o último post. Acredito que você viverá muito! Você é asiática! Genética boa, vive muito! Genki demais!

    Fiquei chocada com a morte “boba” do Gugu. Parece até mentira. A vida é frágil demais.

    Eu sou uma pessoa que não gosta de deixar nada pra depois. Tento viver intensamente! Não espero ninguém fazer por mim. Vou lá e faço acontecer!
    Eu pedi meu marido em casamento, acredita?! Hahaha
    Ansiedade? Talvez. Mas eu gosto de ser a exceção em meio a regra. O “não” eu já tinha, fui correr atrás do “sim”! E ainda bem que eu sou assim, pois ele é devagar quase parando! Kkkkkkk o mundo tá caindo e o Alexandre caminhando de boa.

    Obrigada por compartilhar esse post com a gente. Nos faz refletir! Beijão!

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    • Oi Tiemi, há um psicólogo português que eu gosto muito, o Carlos González. Foi através de uma entrevista dele, que eu decidi comprar uma cama de casal para as minhas filhas. Todo mundo gosta de dormir abraçadinho, sentindo o quentinho da pessoa que ama. E por quê com as crianças deveria ser diferente? Acho que você vai gostar dele. Ninguém estraga uma pessoa por amar demais, por beijar e abraçar demais. Agora quando uma criança recebe amor de menos, isso tem consequências desastrosas. Então você está no caminho certo. Continue ninando, abraçando até ela pegar no sono, beije muito, coloque-a para dormir com você, faça tudo o que tiver vontade de fazer. Vou colocar o link de uma das entrevistas do psicólogo, mas ele tem livros publicados também. Beijos.

      https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Saude/noticia/2016/10/o-pediatra-que-quebra-regras.html

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  12. Olá Yuka!

    Assunto sério e pesado abordado de uma forma delicada e leve! Parabéns, seus textos nos envolvem!

    Pensar na morte é importante, mas sempre da forma que você nos apresenta: como amor aos nossos “amores”. Convivo com pessoas que pensam nela como desespero, o que gera até casos de depressão. Aí não funciona. Novamente, é um equilíbrio do racional com o emocional. Usar a emoção para o bem de todos, e não como infortúnios.

    Gostei principalmente do modo que escreveu de tornar as pessoas suficientes e amparadas no caso de nossa morte.

    Minha filha e esposa, por exemplo, quando me pedem “dicas” de investimentos, falo p estudarem isso e aquilo e tirar uma conclusão. Só depois conversamos sobre o assunto. Nada de mão beijada. E SE, né? Sobre as senhas tenho anotadas em um local totalmente unusual para que elas acessem, mas preciso atualizá-las. Nesse ano mudei todas por causa dos problemas que tive e ainda não alterei. Falha minha…

    Doação de órgãos e cremação também é algo já alinhado aqui em casa. Planejamento sucessório está começando a tomar forma, mas ainda falta melhorar.

    ““o que você faria se soubesse que o mundo acabaria em 24 horas?”. A minha resposta é simples. Eu só não iria trabalhar. De resto, faria exatamente as mesmas coisas. Estaria com a minha família, preparando uma comida gostosa, abraçados no sofá até o mundo acabar.” – Esta é uma definição fantástica para nos perguntarmos se estamos sendo felizes. Se a resposta for diferente da sua, a pessoa deve repensar totalmente sua vida. Excelente!

    Ah, obrigado pela citação 😉

    Abraços e excelente semana!

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    • Oi André, no ano de 2020 coloquei como uma das metas o Planejamento Sucessório e Testamento. Não sei nada ainda, mas vou estudar sobre o assunto. Claro que é para não precisar, pra viver muito, mas vai que… Meu marido se desespera e diz que eu sempre viro “viúva” quando dou exemplos kkkk, mas ele vai entendendo aos poucos a importância de se planejar, e assim, viver uma vida sem grandes arrependimentos. De nada pela citação, esse post eu escrevi depois que li seu post 😀 Depois veio o falecimento do Gugu, o que reforçou ainda mais a vontade de postar. Um beijo!

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      • Olá Yuka! A ideia do planejamento sucessório vai entrar no meu artigo dessa semana (amanhã posto) e seu texto será citado como um excelente guia para que as pessoas pensem que a morte é inevitável e cuidar das pessoas em nossa volta é algo justo e nobre.

        Obrigado pela oportunidade!

        Beijo!

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        • Obá, obrigada pela citação. Não vejo a hora de ler o seu artigo sobre planejamento sucessório, é algo que comecei a pensar depois que tive minhas filhas, comecei a estudar, mas o assunto é muito cabeludo, e sempre acabo desistindo rs. Beijos.

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  13. Leio muito seu blog mas nunca comentei em nenhuma postagem, mas essa mexeu comigo de uma forma que não sei explicar, eu também penso na morte. Penso exatamente como você, acho que devemos agir em função da vida e por saber que ela é curta, agir em função de amar cada vez mais pois um dia não vamos mais esta aqui. E sobre a pegunta se caso o mundo acabasse, eu faria o mesmo que você, estaria com minha família, falaria com meus amigos, beijaria meus cães e iria olhar o mar mas não iria trabalhar ou passar raiva ou ansiedade. Lindo post beijos.

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    • Oi Iris, então como diz o nosso amigo André, do comentário acima, “Esta é uma definição fantástica para nos perguntarmos se estamos sendo felizes. Se a resposta for diferente da sua, a pessoa deve repensar totalmente sua vida. Excelente!”. Estamos no caminho certo. Que continuemos assim 😉 Beijos.

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  14. Trabalhei como voluntário em um hospital infantil e um dos cursos que nós tivemos foi de Tanatologia, o estudo da morte. Algo muito necessário para trabalhar num local em que eventualmente alguém vai estar em cuidados paliativos, os casos terminais.

    De fato a cultura brasileira ainda não lida bem com o assunto, transformando ele num tabu, o que pode se tornar um problema sério, especialmente para os que se importam com o falecido. No item planejamento financeiro incluiria testamento. Se existe uma coisa capaz de espalhar discórdia numa família é a partilha de bens de um falecido, seja rico ou pobre. Outra coisa que considero importante é já definir de antemão quem será responsável pelos filhos em caso de falecimento.

    O pessimista é malvisto pela sociedade, mas também pode ser apenas alguém humilde. Alguém que se prepara para o pior mesmo que sempre esteja torcendo para estar errado.

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    • Oi Renato, realmente, morte é um tabu tão ou mais acentuado do que falar sobre dinheiro. Sobre o testamento, vou já ver no ano que vem. É uma coisa que eu nunca tinha pensado, mas conforme a gente vai ficando mais velha, é uma coisa muito importante para pensar. E sobre definir de antemão quem será responsável pelos filhos em caso de falecimento, você é a primeira pessoa que vejo falar sobre isso. Esse ano eu falei para o meu marido, que em caso de morte de um de nós dois, o outro irá cuidar. Mas e se nós dois morrermos juntos? Quem ficaria com as crianças? E isso nos fez pensar….. Tanto que no testamento, um dos itens que eu tenho interesse em colocar é o responsável legal. Muito legal a sua observação, mostra maturidade sobre o assunto! Muito obrigada.

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      • Quando eu era criança minha mãe me perguntava as vezes, se ela e meu pai morressem, com qual tia/avó nós (eu e meu irmão) gostaríamos de morar.
        Isso me fazia pensar sobre a morte também. Acho interessante que ela quisesse saber nossa opinião sobre isso.

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        • Oi Cíntia, taí uma coisa que nunca parei pra pensar também, ouvir a opinião dos filhos. Faz muito sentido isso. Deve ser esquisito para os pais perguntarem isso para os filhos, e mais estranho ainda os filhos ouvirem isso dos pais rsrsrs, mas a gente sabe que é por um bom motivo: o bem-estar das crianças. Um beijo.

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      • Eu que agradeço, como você colocou realmente são preocupações que vem com a maturidade. Afinal, agora temos uma descendência, nossas obrigações vão além do nosso tempo de vida. E isso é um bom sinal.

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  15. Oi Yuca, vale a pena reservar um tempo para estudar mais a fundo sobre questoes sucessorias. Eu comecei essas pesquisas há uns meses. Ha muita burocracia envolvida no processo de inventario. Algo chave é separar alguma fonte de recurso que fique liberada do processo de inventário para facilitar a vida dos que ficam, seja um seguro de vida, uma previdencia privada ou recursos no exterior. A parte mais dificil para mim esta em elaborar as orientaçies no caso de eu e meu marido falecermos com nossa filha criança.

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    • Oi ABM, no início desse ano, eu comecei a estudar sobre planejamento sucessório, mas achei tão complexo que eu desisti rs. Mas é algo importante, por isso vou retomar os estudos no ano que vem. Depois que eu entender razoavelmente, aí sim, pretendo contratar um advogado, mas não queria conversar com um advogado, sem entender nada. Você disse sobre separar uma fonte de recurso que fique liberada do processo do inventário, então no caso, mesmo se eu tiver dinheiro no meu nome (em TD, ações etc), ficaria bloqueado, é isso? É uma coisa para se pensar mesmo. Eu saí de um plano de previdência há alguns anos, se eu falar para o meu marido que vou entrar de novo, ele me mata kkkkkk. De qualquer forma, definitivamente, são coisas que passamos a pensar mais quando temos filhos. Obrigada pela dica. Vou dar atenção especial nesses pontos. Beijos.

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      • Sim Yuka, pelo que entendi a partir do que li ate o momento, os investimentos financeiros, imoveis etc ficam indisponiveis ate a conclusão do inventario. Um processo lento e burocrático e cheio de despesas. Nao sou especialidta, estou no mesmo barco que vc, uma pessoa leiga buscando informaçoes aos trancos e barrancos. Há vários cenários possiveis numa sucessão a depender de quem venha a falecer e de quem sao os sobreviventes, envolvendo conjunges, descendentes e ascendentes, regime de comunhao de bens etc. No caso da previdencia, a adesao a essa modalidade para garantir acesso a recursos fora do processo de inventario necessita ser legitima. Houve casos de pessoas que contrataram previdência nas últimas e depositando somas enormes que foram embargados pela justiça. Enfim, os recursos no exterior nao estao submetidos ao processo de inventário brasileiro, mas sim ao do país onde está o recurso ou imóvel. Sera bom ouvir os seus pontos de vista no futuro sobre o assunto, caso vc venha a escrever no blog sobre isso. Um abraço!

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        • Puxa, é uma coisa para se pensar mesmo… se depois dos estudos verificar que o dinheiro fica bloqueado, isso será um dificultador… talvez valha a pena voltar para a previdência privada, só para ter uma parte do dinheiro sem bloqueio. Hum, tenho medo até de comentar isso pro marido rsrs. Mas enfim, ano que vem, se eu conseguir entender um pouco sobre como funciona o planejamento sucessório, posto o que eu entender aqui no blog e aí a comunidade FIRE me ajuda a deixar o post mais denso e completo rs. Beijos. Obrigada!!

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  16. Oi Yuka, eu amei esse post! Porque também pratico a “morte-terapia” rsrsrs. Há 12 anos, meu irmão (que era um ano mais velho do que eu, e estava com 26 anos), faleceu, e desde então eu me transformei em outra pessoa. A morte nos ensina sobre o real valor da vida, e precisamos aprender com ela.

    Refleti bastante esses dias, com a morte do Gugu, e pude constatar que ele também devia pensar muito na morte e nas ações dele, porque valorizava a vida, a família, era um ser humano íntegro. A dor da perda diminui quando vemos que a pessoa viveu de fato, e não desperdiçou a passagem dela por aqui. Dá um alívio!

    Quando analisamos as pessoas que têm um medo muito grande da morte, vemos que no fundo, é porque a pessoa sabe que não usufrui da vida como poderia, e acha que talvez nem dê mais tempo pra isso, então o pavor toma conta…

    Mas somos humanos, não gostamos de pensar muito sobre isso porque nosso papel aqui, é sim, viver o maior tempo que pudermos, honrando a vida e cuidando de nossa saúde e segurança, e acima de tudo, aproveitando a vida e o que realmente tem valor.

    Por isso acho que quando encaramos o fato de que a morte é algo que nos acompanha, transcendemos o lado humano e conseguimos nos conectar mais com o nosso lado espiritual.

    Ótima semana pra nós!!! Bjssssss e uma vida longa e feliz a todos rsrsrs!

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    • Oi Débora, tudo bem? Sobre o Gugu, também concordo com você, a família respeitou a doação de órgãos, atitude nobre, pelo que li, beneficiou mais de 50 famílias. Há alguns anos, faço essa “morte terapia” rsrs. Já li um livro chamado Aproveite o último sanduíche, que conta a história real de um médico que descobriu uma doença terminal e como ele lidou com a morte. Já assisti vídeos de pessoas que estudam os maiores arrependimentos das pessoas que estão prestes a morrer. E tudo isso não é para me divertir, e sim, para não cometer os mesmos erros destas pessoas experientes. A curiosidade vem justamente para compreender os arrependimentos destas pessoas e avaliar se eu também não estou indo para o mesmo caminho, e se estou, o que posso fazer para não me arrepender. No final, é isso: viver bem para não se arrepender. Beijos.

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  17. Yuka eu achei que só eu era assim, aí li seu texto e os comentários e me senti normal. Eu sempre tive muito medo da morte, depois que meu filho nasceu ficou pior. É muito medo de acontecer algo com ele ou comigo. Mas seu texto me abriu a mente sobre o que é possível fazer hoje para deixar menos “problemas” para quem fica. Vou compartilhar senhas com o marido, a maioria ele sabe, mas… Fiquei em choque com a história do amigo do filho da amiga, estas coisas mexem muito comigo. Tb sou doadora. Beijos

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    • Oi Rosana, acho que todo mundo acaba pensando na morte, principalmente quando nascem os filhos. Pensamos na morte, porque não queremos morrer, e porque nos preocupamos com as pessoas que amamos. Então nada mais justo que usar essa preocupação para precavermos de algo que será inevitável e ainda por cima facilitar a vida de quem vai ter que continuar a viver. Eu também fiquei chocada com o caso do amigo do filho da amiga, e há um porém, que eu não contei no post, o pai está doente, com câncer terminal. Infelizmente o pai teve que enterrar o filho. Fico imaginando a dor dessa mãe, que perdeu o filho e está com o marido doente. Por isso e por outras, é que devemos agradecer o dia de hoje e valorizar cada momento que temos com as pessoas que amamos. Compreender que a vida é finita foi a melhor forma de eu entender que preciso aproveitar o momento. Um grande beijo.

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  18. Pingback: Quais mudanças financeiras que você pode fazer no próximo ano? - Viagem Lenta

  19. Olá Yuka,

    Confesso que este tema foi, por muito tempo um tabu para mim.

    Quando vinha na minha mente, principalmente na hora de dormir e em alguns momentos de cabeçante vazia, tratava logo de preencher rapidamente com algo.

    Mas, por muitas vezes o pensamento não saia da cabeça, e uma sensação terrível tomava conta de mim.

    Aos poucos me deparei com alguns conceitos estoicos, e como eles lidavam com isso.

    Inclusive lembravam-se constantemente que a vida era finita por isso deveriam pensar no agora, e não perder tempo com coisas que não conseguem, revolver.

    Hoje, apesar de ainda ser estranho para mim, já lido melhor com o pensamento, inclusive já tratei de detalhar mais para minha esposa sobre as senhas, bancos, corretoras, investimentos, estratégias que adoto, quais seriam os primeiros recursos a utilizar caso eu não consiga mais fazer.

    Só não falei ainda do Blog. estou amadurecendo a ideia, pois também acho que seria legal dar uma satisfação.

    E como você bem tratou, não é sobre desejar a morte, mas sim, ter plena consciência que ela está à sua espera, e não há nada que possa fazer para mudar isso, portanto aproveitar o que melhor a vida tem a oferecer é uma obrigação.

    Abraços,

    Maromba Investidor
    https://marombainvestidor.com/

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    • Oi Maromba, tudo bem? Meu marido também é assim como você, ele não gosta de pensar na possibilidade de que não estará mais aqui um dia. Na verdade, você está bem melhor do que ele, porque você já está tomando algumas ações, meu marido ainda não consegue rsrs. Já ouvi dizer que se vivêssemos infinitamente, se ninguém morresse, que a vida não seria tão interessante. Não digo que não seria interessante, mas acho que ficaríamos postergando decisões, já que teríamos todo o tempo do universo para enrolar. Viver é bom demais, e por isso precisamos aproveitar muito (claro que não dá pra sair chutando o pau da barraca, largar o emprego, viver de doações), sempre na medida do possível. 😀 Um beijo.

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