Meu plano para atingir FIRE

Pessoas, Mulher, Viagens, Aventura, Caminhada, Montanha

Nem parece, mas já faz 8 anos que eu invisto meu dinheiro todos os meses, sem falta.

Na verdade, destes 8 anos, foram 3 anos poupando e 5 anos investindo.

Atualmente, eu invisto cerca de 70% da renda familiar. Muito? Sim, até pra mim. Eu nunca imaginei que um dia conseguiria poupar tanto, mas eu e meu marido além de sermos minimalistas, acreditamos firmemente no FIRE (Financial Independence Retire Early – Independência Financeira, Aposente-se Cedo).

Quem quiser saber mais sobre FIRE, há diversos posts no blog sobre esse assunto:

Em 2012, eu comecei economizando os 10% do meu salário. Só que conforme eu fui acostumando a viver com 90% do salário e a poupar os 10% restantes, fui revendo o orçamento, avaliando e substituindo os gastos, alguns eu consegui eliminar, e assim, passei a viver com 80% do salário, depois 70%, depois 60%. Quando recebia aumentos salariais (o que é raríssimo acontecer onde eu trabalho), mantinha o foco e poupava a diferença. E depois de tantos anos, a partir desse mês passei a poupar cerca de 70% da renda familiar, mesmo com o nascimento de duas filhas nestes últimos 4 anos.

Se nossas crianças já fossem adultas, eu e meu marido já seríamos FIRE, pois nós já alcançamos o valor que duas pessoas conseguem viver de renda passiva de forma confortável pelo resto da vida.

Mas como vocês sabem, eu tenho 2 filhas pequenas, e tenho consciência de que os gastos ainda irão aumentar ao longo dos anos. Terei gastos com escola, uniforme, roupas, cursos, lazer, viagens, alimentação, mesada… então o valor para alcançar a independência financeira da família é mais alto, considerando que quero uma vida confortável para 4 pessoas por um período muito, muito longo.

E AFINAL, QUAL É O MEU PLANO PARA ATINGIR FIRE?

Posso dizer que o meu plano está bem adiantado.

Se tudo sair como esperado, faltarão 8 anos para atingir FIRE.

Como já disse em posts anteriores, gosto de fazer projeções extremamente pessimistas, então eu projetei que daqui a 2 anos nós não aportaríamos mais nada. Meu marido está com um contrato numa universidade pública de professor visitante por 2 anos (daí a certeza de que ainda posso contar com a renda do marido até 2021). Depois desse contrato, não sei se ele conseguirá continuar na área da pesquisa, visto as decisões do governo atual em cortar o financiamento das pesquisas no Brasil. Por isso, considerei um cenário (que cá entre nós, é bem improvável de acontecer) que daqui a 2 anos, teremos APORTE ZERO por mais 6 anos. Ou seja, eu passaria a viver somente com o meu salário, e deixaria o patrimônio intacto por mais 6 anos, para engordar somente com o poder dos juros compostos.

Eis o resultado:

  • de hoje até 2021: aporte de quase 70% da renda familiar (2 anos)
  • de 2021 a 2027: aporte zero (6 anos)

Se a partir de 2021, eu não aportar mais nada, absolutamente nada, conseguirei ser FIRE em 2027, ou seja, daqui a 8 anos.

Minhas filhas terão 12 anos e 10 anos. Eu terei 46 anos.

COMO É POSSÍVEL ALCANÇAR FIRE COM APORTE ZERO?

Eu e meu marido tivemos um grande plano, antes da primeira filha nascer. Apesar de muitos falarem que filhos davam gastos, sabíamos que nos primeiros 6 anos, elas não dariam tantos gastos. Optamos em não gastar dinheiro com festas em buffet, álbum de fotos com fotógrafos profissionais, compra de roupas novas com frequência, creche particular, brinquedos fora de períodos festivos e viagens internacionais.

Eu e meu marido já viajamos juntos para diversos países como a Grécia, Holanda, França, Estados Unidos, Canadá, etc. Então resolvemos dar uma pausa nas viagens para o exterior durante 6 anos, primeiro porque achamos que vale mais a pena fazer viagens longas quando as crianças fossem maiores, e segundo porque daria uma acelerada no projeto FIRE.

Eu sempre soube que o maior gasto ainda estava por vir: educação, escola, saúde, cursos extracurriculares, viagens, experiências, alimentação… O valor da fralda, roupas e remédios esporádicos seriam valores até que controláveis, se comparado com o valor que passaríamos a gastar com todo o resto que vem junto com o crescimento das crianças.

Sabendo que bebê e criança não reclama se está usando roupa usada, se está usando roupa da moda, se ganhou brinquedo caro ou barato, eu e meu marido prometemos um ao outro que enquanto elas não completassem 6 anos, nós continuaríamos vivendo de uma forma frugal. Hoje minha filha mais velha tem 4 anos. E com isso acabou que coincidentemente juntando com o contrato de 2 anos do meu marido, já que ela terá 6 anos daqui a 2 anos, ou seja, o tempo que havíamos estipulado para permanecermos firme e forte na meta FIRE.

Colocamos a cabeça para funcionar e percebemos que as creches municipais de bairros de classe média alta possuíam vagas sobrando (porque a maioria dos ricos não querem colocar seus filhos em creches públicas), enquanto creches municipais de bairros de periferia estavam com filas gigantescas. Dito isso, nos mudamos para um bairro melhor e as crianças passaram a frequentar a creche municipal do bairro (o que para muitos seria considerado um gasto, para nós foi economia). Além disso, compramos brinquedos bons somente 3 vezes por ano (aniversário, dia das crianças e Natal), ganhamos roupas das filhas das minhas amigas e primas. Ao invés de comprar pronto, faço muitos cookies, bolos, pães, salgadinhos, tortas, coisas gostosas pra gente comer.

Apesar do orçamento enxuto, tomamos decisões inteligentes na hora dos gastos. Há alguns anos, meu marido quase comprou um óculos escuros de uma marca que ele nunca tinha ouvido falar, porque estava 50% mais barato do que o óculos que ele queria, um Ray-ban. Falei pra ele parar de fazer economia porca e comprar o mais caro, que é o que ele sempre quis. Passados 3 anos, ele está muito satisfeito com o óculos dele. Talvez se tivesse comprado o mais barato, ainda estaria com vontade de ter o modelo que ele sempre sonhou.

Uma situação semelhante aconteceu no mês passado, ele precisava comprar um casaco para ir trabalhar. Ficamos na dúvida entre um mais barato, um médio e mais caro. Após avaliar a boniteza do casaco, o tecido e durabilidade, optamos por comprar o mais caro, pois achamos que vai durar pelo menos 10 anos.

A minha vida é simples, não tenho luxo, apesar de ter bastante conforto. Moramos em um bairro bom, comemos alimentos orgânicos, temos plano de saúde, internet rápida em casa, mas além de termos colocado as crianças na creche pública, não temos carro, moramos de aluguel, marido vai de bicicleta pro trabalho e eu de metrô, levo marmita para o trabalho, não temos TV a cabo, nem frequentamos restaurantes renomados. São decisões muito acertadas que tomamos.

A contagem regressiva para aporte zero são de exatos 24 meses a partir deste mês. Em 2021, poderei passar a usar todo o meu salário (se assim eu desejar) para a educação das crianças, cursos, viagens, etc. Ainda não irei largar o emprego, porque a estratégia é engordar o patrimônio por mais alguns anos, mas poderei permanecer no aporte zero, pois já terei o montante mais que suficiente para gerar o efeito bola de neve.

E QUANDO CHEGAR O MOMENTO?

Bom, aí vou ver o que faço, mas acredito que irei pedir exoneração do meu serviço público.

Mas seguindo o conselho do Sr.IF365, não direi que será uma aposentadoria, e sim um período sabático, já que muitas pessoas torcem o nariz achando que vamos ficar sem fazer nada pelo resto da vida (e se eu não quiser fazer nada, qual seria o problema?).

Eu gosto muito dessa área de finanças, tenho prazer em ler tudo que é relacionado a finanças e investimentos. Talvez eu faça algo nessa área, talvez não. Eu só quero ter o tempo livre para fazer do mundo o meu parque de diversões. Eu sempre achei um desperdício uma pessoa ficar trancada em um escritório pelo resto da vida. Quero aprender diversas coisas, não quero me amarrar em um único trabalho.

Será o início de uma vida onde terei domínio sobre o meu próprio tempo. Poderei fazer o que eu quiser.

Serei livre, e o melhor, ainda jovem.

~ Yuka ~

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61 comentários em “Meu plano para atingir FIRE

  1. Outro brilhante texto Yuka. Concordo plenamente que até os seis anos as crianças não se importam se a roupa é usada ou se o brinquedo é simples. Melhor fase.
    Entendo que seu plano é o worst case scenario mas da a impressão que por ter tido dois filhos terá que trabalhar 8 anos a mais se não já seria Fire. O conselho então seria não ter filhos para quem quer acelerar de vez? Abcs

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    • Oi AA40, a questão de ter filhos (ou não ter) para mim, nunca teve relação com o dinheiro. Ouço muitas pessoas falando que terão apenas 1 filho para dar para ele do bom e do melhor. Já eu, queria ter 3 filhos, mas decidi que teria apenas 2 depois de ver o trabalhão que dá rsrsrs, então a questão do dinheiro não entrou na pauta entre as conversas entre eu e meu marido, se fecharíamos a nossa fábrica de produção de seres humanos. Claro que não ter filhos e ser solteiro acelera muito a chegada ao FIRE. Já pensei várias vezes que minha vida seria muito diferente se eu soubesse sobre FIRE há 15 anos, eu já seria livre hoje, mas a gente tem que jogar com as cartas que estão na mesa. Mas eu não me importaria de ter que trabalhar mais 20 anos, se por exemplo tivesse somente essas duas opções: “FIRE hoje sem filhos” ou “FIRE daqui a 20 anos com filhos”. Eu não trocaria a minha vida atual por nenhum dinheiro do mundo. Um beijo.

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      • Perfeito. Eu tenho filho e não me arrependo também. Até agora os custos estão sendo surpreendentemente baixos mas estão aumentando pelo daycare que não tem jeito pois precisamos trabalhar ainda.
        A pergunta foi mais para instigar vc pois como escreveu um leitor mais desavisado vai pensar…”puxa ela adiou em 8 anos a IF pq decidiu ter filhos”.
        Abcs

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        • Pois é, no livro Dinheiro e Vida há um trecho (ou capítulo, nem lembro mais) que fala sobre o custo que pagamos ao trabalhar. No meu caso seriam as roupas, o transporte, mais pra frente será a mensalidade das escolas das crianças, já que elas terão que ficar período integral, ao invés de meio período. Você está com quantos anos, AA40?

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  2. Adoro seguir seus post Yuka, são claros e objetivos, e ainda fazem eu sonhar com essa tal liberdade também.

    Sucesso na sua jornada.

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  3. Ola bom dia Yuca …adoro seus posts todo domingo mal posso esperar seu email…te admiro e to seguindo muito seus planos FIRE ….gostaria de saber onde vc esta investindo seu dinheiro…obrigada bjs

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  4. Excelente, Yuka. Quando comentou com meus amigos dos meus planos FIRE, eles costumam dizer que eu tenho condições de fazer esses projetos somente por eu ser solteiro e não ter filhos. Você é uma prova viva de que tudo é uma questão de estilo de vida, consciência e aplicação de conhecimento sobre educação financeira.

    Parabéns!

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    • Oi EP, ah mas isso eu ouço até hoje, viu? Tem pessoas que ganham o mesmo salário que o meu, tem filhos, moram em um imóvel próprio (onde a pessoa nem precisa pagar aluguel como eu) e mesmo assim eu ouço que só consigo fazer isso porque sou muquirana, mão-de-vaca, que tenho coragem de colocar as crianças na creche pública, que eles não abririam mão de viver (como se eu não vivesse bem kkk)… bom, desculpas as pessoas sempre terão, pois não estão dispostas a abrir mão de nada. Leandro Karnal fala que “Sorte é o nome que o vagabundo dá para o esforço que não faz”. Acho que se encaixa bem no que estamos conversando aqui. Claro que não dá para generalizar, sabemos que muitas pessoas passam fome neste país, mas para a grande parte da classe média, “enriquecer é uma questão de escolha” como diz o Gustavo Cerbasi. Beijos e obrigada pelo elogio rs!

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      • Muito verdade, Yuka. Conhecia somente o que Cerbasi fala, mas ocncordo com Karnal tb.

        As pessoas sempre têm algum problema que a impedem de progredir ou estar numa situação melhor, enquanto que aqueles que estão indo bem é pq têm alguma situação melhor que a deles.

        Grande abraço.

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  5. Amo seus posts! Tambem estou em busca do FIRE, creio que daqui a 4 anos eu já consiga trabalhar só um horário (sou professora).

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  6. Mais um ótimo texto.
    Você escreve bem, talvez devesse escrever livros… Já pensou nisso?
    Temos, mais ou menos, o mesmo período para atingir FIRE.
    É uma boa jornada. Especialmente se percebermos que o melhor da vida é o que vivemos agora, e não só “guardar” o melhor pra amanhã. Gosto do jeito simples e alegre que leva a vida com sua família. Procuro fazer parecido por aqui.
    Também não considero minha filha um custo, e vou te dar uma boa notícia…
    Ela tem 10 anos e não liga muito (ainda) para marcas ou coisas caras.
    Isso tudo vai de acordo com a criação que você dá.
    Obrigado por compartilhar suas ideias conosco.
    Um grande abraço, Stark.
    http://www.acumuladorcompulsivo.com

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    • Oi Stark, já faz uns anos que tenho pensado nessa possibilidade de escrever um livro… mas pensei em deixar mais pra frente, quando eu tiver tempo (coisa rara aqui em casa) e experiência na IF (dos acertos, e principalmente dos erros). Me animei com o que você contou da sua filha. Dez anos!!! Quem sabe minhas filhas também não seguem o mesmo caminho? Acho que o que mata mesmo são as influências, as amizades, o convívio com pessoas que têm como estilo de vida a ostentação e criação de dívidas. Claro que não dá para colocá-las numa bolha, mas vou tentar ensinar a enxergar o valor das coisas, e não o preço. Parabéns pela sua filha! Agora eu vi uma luz no túnel rsrs. Um beijo.

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    • Oi Vagabundo, não conhecia seu blog também, dei uma olhada rápida nos títulos dos seus posts, você já é FIRE desde maio!!!! Meus parabéns! Depois que eu colocar as crianças para dormir (tá a maior bagunça e gritaria aqui em casa kkkk), vou dar uma lida nos seus artigos. Muito me interessa o caminho (erros e acertos) que os FIREs trilharam. Beijos e parabéns!!

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  7. Legal Yuka, parabens pelo plano e pela consistência.
    A sacada de não pagar a creche foi muito boa também.
    Talvez se vc se mudar de SP capital para uma cidade menor, poderá gastar menos com aluguel e escola, quem sabe até tirar o visto D7 em Portugal. Lá as crianças tem escola boa publica e faculdade e ninguém precisa pagar plano de saúde. Vc já pensou nisso? Eu já.
    Vida pacata, escola perto de casa e gratuita, e é um bom país pra crescer os filhos. Já vi vários e vários vídeos e conheço algumas pessoas que moram em Portugal. Com 2500 euros dá pra viver tranquilo lá vocês quatro, incluindo o aluguel.

    Um abraço!

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    • Oi Frugal, e olha que pode ser que (só vou saber daqui a 3 anos) eu consiga colocar as minhas filhas numa escola pública fundamental boa também no bairro. Quando eu me mudei pra cá, lembro de ter identificado as boas escolas e colocado praticamente um compasso para saber o limite da nova moradia (já que a regra utilizada pela Secretaria de Ensino é a escola ficar num raio de até 2km da residência). Falei pro marido “podemos morar aqui, aqui e nessa rua aqui porque vai abranger todas as possíveis escolas” kkkk. Tenho uma amiga que fala muito sobre Portugal, mas ainda não me deu o click para morar no exterior. Se for 2500 euros, realmente, o custo de vida seria bem mais barato do que eu estou prevendo para ser FIRE no Brasil. Mas o meu plano A ainda é um dia voltar a morar no interior. Fico olhando o site http://www.custodevida.com.br e vendo quais cidades são mais baratas para se morar. Vou dar uma pesquisada melhor nesse visto D7 que você comentou. Beijos.

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      • Ola,

        vivo em Portugal. Nunca comentei o Blog, mas já o devorei todo…Kkkk
        Posso dizer que 2500€/mensal para 4 pessoas em Portugal é viver com luxo. Claro que não estou a falar da capital ou grandes cidades.
        Cada vez mais vemos a população recorrer ao interior do país que está bem munido de universidades, centros comercial e hipermercados, mas acima de tudo de qualidade de vida. As rendas das casas são bem baixas, e o nível de vida é bem alto.
        Aconselho a vires visitar Portugal com a tua família e nesse tempo de estadia analisares o custo de vida.
        Um beijinho e que os teus projectos sejam concretizados muito antes do planeado, pois mereces

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        • Oi Sara, com certeza um dia vou conhecer Portugal sim, ainda não tive a oportunidade de conhecer. Que boa notícia saber que 2500 euros seria viver com luxo, isso significa que daria para viver com menos, talvez 1800, 2000 euros… Como eu já não vivo uma vida de excessos (e gosto desse meu estilo de vida), não teria dificuldades em permanecer assim em qualquer cidade que eu vá morar. Na verdade, eu queria era morar num apartamento menor ainda do que eu moro hoje, mas por conta das crianças, ainda não dá, acho importante que elas tenham espaço. Beijos e obrigada pelo comentário.

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  8. Olá,
    Tudo bem? Por anos meu salário era menor que um salário mínimo, consegui melhorar meu salário a 4 anos e comecei a poupar e da uma investida.Nesse tempo casei meu marido desempregado e eu sustentando a casa ganhando um salário digno.Agora ele está trabalhando e eu decidi tirar um ano sabático, não sei se seremos Faire, mas terei essa oportunidade que muitos ganhando bem mais do que eu não conseguem.
    Então para quem como eu já ganhou 600 e tinha que.pagar aluguel,comer, estudar e.pagar transporte não é impossível.Foi muito difícil mas é possível e estou muito feliz e orgulhosa de mim.

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    • Oi Marcela, é motivo de orgulho sim. E você tem a fórmula da felicidade nas suas mãos, porque a maioria das pessoas estão insatisfeitas com a própria vida porque fazem comparação com outras pessoas. É o fulano que tem um carro melhor, um emprego melhor, moram num bairro melhor, estudam numa escola melhor, e assim, as nossas conquistas vão ficando cada vez mais insignificantes. Você, em todo o texto que escreveu, sempre comparou com você do passado. Você está com um salário melhor, seu marido que estava desempregado está novamente trabalhando, você está conseguindo poupar e investir parte do salário de vocês, vai tirar um ano sabático, e tem muita gente que ganha muito mais dinheiro que você que não consegue fazer nem metade do que vocês estão planejando. Parabéns!!!

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  9. Gosto muito dos seus textos e sigo o plano de um dia ser fire também, mas não me sinto confortável em tratar meu filho com “menos”. Se teu marido tem direito a rayban e casaco caro, porque tuas filhas precisam estudar em escola pública e se contentar com roupas usadas? Eu tenho meu filho em escola particular recheada de cursos pois quero ver ele no futuro melhor do que sou hoje. Ele não usa roupas de marca e coisas caras pois ensinamos pra ele que o valor das coisas não está no símbolo que ostentam mas em sua utilidade, todavia eu e minha esposa também não consumimos nada de marca famosa pois acreditamos no que ensinamos a ele. Com isso conseguimos economizar 50% da nossa renda pro futuro, estamos indo muito bem, mas confesso que não conseguiria sair na rua de rayban com meu filho usando roupa usada. Desculpe o desabafo, tirando isso gosto de sua filosofia de vida.

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    • Olá, acho válido a sua crítica, porque do jeito que eu escrevo aqui no blog, realmente dá a impressão de que minhas filhas SÓ usam roupas usadas. Mas não. Eu compro roupas para elas, principalmente porque apesar de ganhar roupas usadas (extremamente boas), a quantidade de roupas que eu ganho não são suficientes para a necessidade delas. Por questão de privacidade e segurança, não comento em qual creche elas estão, mas é uma creche modelo, que muitas escolas particulares não chega nem aos pés dessa creche . A questão nem é dinheiro, entende? São escolhas inteligentes. Criação de filho é uma coisa complexa, cada um tem o seu jeito de criar, não acho e nunca achei que crio minhas filhas com menos, muito pelo contrário, a vida delas é cheio de abundância. Não há demérito nenhum em usar (também) roupas usadas (da mesma forma que eu usei por muito tempo), e nem por eu colocar minhas filhas na creche municipal significa que eu ame menos. Elas já possuem muito mais oportunidades do que eu, têm muito mais brinquedos do que eu já tive na minha vida inteira, eu só acho que excessos não faz bem, nem para elas, nem para qualquer outra pessoa. Beijos.

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  10. Olá Yuka, eu estou aqui namorando o FIRE, apesar de sempre pouparmos em casa ainda não investimos para fazer nosso dinheiro render! Porém me sinto completamente perdida, não sei por onde começar, porque sou uma pessoa super conservadora em relação a investimentos, não gostaria de assumir o risco de perder dinheiro, entende? E também vivo num dilema pessoal, sempre passamos por tantos “perrengues” financeiros, tendo que nos privar de tanta coisa e agora que estamos na nossa melhor fase dá aquela “vontadezinha” de me dar ao luxo… tento não cair em tentação, mas juro que é difícil poupar por espontaneidade quando se poupou a vida toda por necessidade.Bom… adoro seus textos, mas gostaria de informações mais técnicas de como funciona as modalidades de investimento, os passos de como começar, como trabalhar com corretoras sem correr riscos, um passo a passo sabe… estou totalmente perdida.

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    • Oi Adriane, tudo bem? É bem normal esse sentimento que você tem de estar perdida e não saber por onde começar. O risco de perder dinheiro vem justamente de não saber sobre investimentos. Quando você começar a entender como funciona os investimentos, vai ver que o risco não é tão grande assim como as pessoas falam. Para isso, a única receita é sentar e estudar. Infelizmente, não há um checklist de faça isto ou faça aquilo, principalmente porque a realidade sua pode ser muito diferente da minha. O que eu posso recomendar para você, é a leitura de alguns conteúdos que considero muito bom, de pessoas imparciais que podem te ajudar e muito a entender melhor o mundo das finanças. Para os que me acompanham aqui, não é segredo que gosto muito dos conteúdos do Clube dos Poupadores, https://www.clubedospoupadores.com/. Se puder, leia com calma de 2 a 3 artigos por dia. Há muito conteúdo a ser estudado. Foi assim que eu comecei. Conforme a leitura for evoluindo, a névoa da dúvida vai se esvaindo, nesse momento, talvez seja interessante ler alguns livros também. Espero que tenha te ajudado. Beijos.

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  11. Concordo com você, Yuka. Acho que este sistema que vivemos que diz que consumir mais é melhor sempre nos cega um pouco. Eu também tenho essa impressão de que o custo é menor com crianças menores, se você não entrar na onda de seguir aquela lista infindável de coisas para o bebê que em geral são desnecessárias, fazer enxoval no exterior porque ‘é mais barato’, etc.
    Também tenho a sorte de ter na melhor localização possível para mim (entre casa e trabalho, perto dos meus pais, perto dos sogros) uma creche municipal modelo que é muito melhor que muita creche particular. Tenho dúvidas ainda quanto à qualidade do ensino público fundamental, apesar da minha cidade ter um bom ensino, gostaria de colocá-la em uma escola com ensino menos tradicional, mas ainda vamos dosar quando chegar a hora.
    Além disso ainda tive a sorte de ter tido minha filha exatamente 2 anos depois da minha sobrinha, então além de ter sempre roupas de segunda mão, as estações coincidem. E ela também ganha da família muita coisa. Mas não deixo de comprar, as poucas roupas que preciso comprar eu escolho marcas boas, para durar bastante. Usar quase só roupas de malha ajuda bastante também, além de ser muito mais confortável. não tenho coragem de colocar uma calça jeans na minha pequena, parece que não combina.
    E tem uma coisa nesta questão de roupas caras ou não. Sabemos que para peças mais duráveis valem a pena o investimento de comprar um item de qualidade. Para crianças, tem coisas que duram muito pouco tempo, além da criança não saber cuidar ainda. O rayban do seu marido vai durar anos e anos sem arranhar, mas imagina um óculos de sol de criança…fora que em pouco tempo não serve mais.
    Enfim, tudo são escolhas e sempre temos que estar nos questionando sobre elas. Por isso é importante fazer um controle dos gastos. Eu já fiz por alguns anos e após o nascimento da minha filha acabei ficando com preguiça de fazer, mas agora retomei, pois percebi que não sei bem para onde está indo o dinheiro e se colocar na ponta do lápis vou conseguir melhor.
    Não me lembro se você já falou sobre isso (ou sim, mas faz tempo), talvez fosse um post interessante, como você faz esse controle dos gastos, quais ferramentas usa, etc?

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    • Oi Fernanda, tudo bem? Fico muito contente quando vejo comentários que nem o seu, é quando percebo que por mais que eu não explique tanto nos posts, há pessoas que entendem a minha estratégia. O meu caso é bem similar ao seu, a creche é realmente maravilhosa, há uma árvore imensa bem no meio da creche, onde as crianças correm descalças e brincam de fazer “sopa de folhas”. As crianças voltam imundas para casa, sinal do quanto brincam e correm pela escola o dia todo. O papel fundamental da criança é ser criança. É brincar, correr, rir, chorar, aprender, são pequenos cientistas que devemos incentivar. Eu tenho muita vontade de colocar as minhas filhas em uma escola construtivista. Talvez você que também tem vontade de colocar a sua filha em uma escola menos tradicional, se interesse. Sobre as roupas, também tive muita sorte de ter uma prima rica (rsrs) que vai para o exterior todo ano e compra roupa para as filhas dela. Nem preciso dizer que as roupas que minhas filhas usam são de extrema qualidade, além de ser lindas e praticamente novas. Claro que eu ainda preciso complementar comprando mais roupas e calçados, mas eu tenho uma tática: as roupas de verão (regatinhas, shorts, camisetas) eu compro em lojas de departamento e roupas de inverno (calças, casacos e blusas) compro em lojas boas. Faço isso, porque sei que as regatas e blusas são praticamente descartáveis, já que minhas filhas se jogam na areia, na terra e brincam de tinta… Sobre o rayban, sinceramente, vai durar até ele morrer. Meu marido é muito cuidadoso, só para você ter uma ideia, ele tem uma lapiseira há 20 anos. Isso mesmo, ele usa a mesma lapiseira há 20 anos. Até postei um post sobre esse assunto há 2 anos (https://viversempressa.com/2017/12/10/quantos-anos-tem-os-objetos-da-sua-casa/). Como não comprar um óculos bom para uma pessoa que cuida tão bem das suas coisas? Ah, sobre ferramentas de controle de gastos, tem esse post que escrevi. https://viversempressa.com/2019/01/06/organize-o-seu-orcamento-domestico-de-2019-com-o-minhas-economias/ Beijos pra você. Obrigada pelo comentário.

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      • Nossa, invejo muito seu marido, Yuka. Eu uso lapiseiras desde criança. Meu pai me deu uma pentel já na 5a série. Acho que essa primeira durou um bom tempo. Depois na faculdade de arquitetura comprei muitas outras, pois ainda aprendíamos desenho técnico manual. Cheguei a ter duas de cada pena (uma para grafite 2B outra para HB)… Foram sumindo, sumindo, comprei de novo, perdi de novo… Agora só uso lápis, já que não tenho real necessidade de usar lapiseira e ficou comprovado que não tenho capacidade de manter uma por muito tempo…
        Mas acho muito legal e tem muitas coisas que tenho também há muito tempo e que já vieram de ‘herança’.
        A história do moleton no post sobre os objetos me lembrou o meu companheiro que tem um blusão cashmere comprado no Uruguai há uns 20 anos. Quando o conheci ele já usava para ficar em casa, porque era muito confortável. Um dia depois de muito usar só em casa, todos os blusões ‘bons’ dele estavam para lavar e ele teve que usar aquele ‘velho’ para trabalhar. Resultado? O pessoal do trabalho comentando que ele estava com blusão novo, rsrsrs. Por isso que tem coisas que vale a pena ser de qualidade, né…
        Obrigada pela indicação do post sobre o minhas economias, tinha perdido esse. Eu uso uma planilha que eu mesma fiz, até que bem completa, mas as vezes sinto falta de usar no celular também, na verdade preciso justamente que tenha no PC e no celular.
        Beijos, boa semana!

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        • Engraçado essa história do “blusão novo” kkkk. Esse aplicativo “minhas economias” tem funcionado bem pra mim, e a parte boa é que se usarmos corretamente, completando todas as informações mensalmente, a gente consegue visualizar os gastos do mês em grandes grupos. É assim que consigo saber quanto estou gastando mensalmente na alimentação, nas contas de casa, no lazer, e com isso, cortar gastos supérfluos. Ah, faço isso 1 vez por ano também, em dezembro, pra ter uma noção dos gastos anuais, e comparo com o ano anterior. Beijos.

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  12. Oi, Yuka!

    Eu tb sou funcionário público. Esforçei-me muito para conseguir passar. Mas ultimamente tenho tido contato com ideias liberalistas e me questionado se a minha remuneração condiz com o meu trabalho que, se comparado à iniciativa privada, é bem superior. Você já chegou a fazer essa reflexão?

    Abraço!

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    • Oi Ícaro, no meu caso específico, o meu salário de funcionária pública é bem superior se comparado ao que eu receberia se estivesse numa empresa privada. E por saber disso, tenho a plena consciência de que devo aproveitar esse meu salário para fazer aportes grandes. Se um dia eu sair do meu emprego público, seria para ser FIRE mesmo. Beijos.

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  13. Olá Yuka, conheci seu blog há pouco tempo. Acho a sua estratégia bem pé no chão. Parabéns pela sua perseverança e positivismo nesta jornada! Eu tenho conversado bastante com amigos e familiares sobre esta questão da educação de qualidade para os filhos. Geralmente o ponto comum destas conversas é que essa qualidade é sinônimo de gastar muito dinheiro com escola e atividades extracurriculares. Acho que pelo fato de você ter optado por uma creche pública, acredito que você deve ter um pensamento menos convencional sobre esta questão. Também pode já ter ouvido todo tipo de comentário. Talvez até de que você está colocando em risco a educação das suas filhas. Eu e meu marido temos observado que uma presença mais ativa na educação das crianças pode ter um efeito até superior ao que a escola por si só pode proporcionar. Claro que depende de os pais se sentirem confortáveis em assumir mais responsabilidades. Conheci pessoas que se dispuseram a isso porque não podiam arcar com mensalidades de escolas consideradas de alta qualidade. Flexibilizaram sua rotina para apoiar seus filhos nos estudos, ajudando-os a se tornarem mais autossuficientes, definindo rotinas eficientes e acompanhando de perto o rendimento deles. Não acho que as crianças dependam desse tipo de instituição de ensino tão caras. Apesar da educação dita de ponta, tem-se que lidar com um ambiente típico de classe média, com hábitos de consumo elevado. E ai entra brinquedos, roupas, passeios, festas de aniversário etc. Parece que você educa a criança para uma vida mais simples e chega na escola vc perde boa parte do seu esforço.

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    • Oi ABM, sobre a educação das minhas filhas, sim, eu e meu marido temos um pensamento diferente da maioria. Na verdade, eu penso que na primeira infância, não há a necessidade de entupir as crianças com cursos extracurrilares, judô, natação, inglês, informática, etc. Eu prefiro incentivar as minhas filhas a subirem em uma árvore, a descobrir onde fica o buraco que a formiga mora, a acompanhar o formato das nuvens, aprender a pintar, a dar cambalhota na grama, brincar na água, são pequenos cientistas. Isso tudo só é possível quando temos ócio. Sem o ócio, nada disso é possível. Então em casa, as crianças ficam ociosas, e é assim que as perguntas mais interessantes vão surgindo “por que não consigo pegar a água com a mão?”, “porque a água não tem sabor?”, “porque a banana não tem semente?”… E para que isso aconteça, todo fim-de-semana, eu levo as crianças para algum parque. Outro dia minha mãe começou a rir quando viu que elas estavam de boca aberta vendo uma porta automática abrir e fechar em uma clínica médica. Isso acontece porque raramente levamos as meninas para o shopping. Preferimos passear em bibliotecas, praças, praia, andar de trenzinho infantil. Não tenho essa pressa toda que os pais tem de que criança tem que saber robótica, tem que ser bilíngue, tem que fazer excursão internacional…. prefiro que elas tenham educação e que saibam falar bom dia, boa tarde, boa noite olhando nos olhos do porteiro do meu prédio, do que elas saberem falar inglês. As minhas 2 filhas (de 4 e de 2 anos) já sabem que quando chegam em casa, tem que guardar o sapatinho na sapateira, tirar a roupa da escola e colocar no cesto que fica na lavanderia, depois vão para o banheiro lavar as mãozinhas, e só depois disso que podem brincar. A pressa será inevitável, então quanto mais ócio elas tiverem agora na primeira infância, melhor. E é durante esses ócios que elas recebem carinho, afago, amor, leitura de livros, abraços, bejinhos… Sobre colocar as filhas na creche pública, ao contrário dos que muitos pensam, eu e meu marido fomos fazer inscrição em uma creche particular. A primeira coisa que meu marido falou quando entrou na creche foi “onde estão as crianças negras?”. De fato, só haviam crianças brancas. Na outra creche, foi a mesma coisa. Na outra, e na outra, e na outra… Como vamos ensinar sobre respeito ao próximo, sobre diversidade racial, diversidade sócio-econômico se as crianças não têm convivência com o diferente? Na creche da minha filha, há várias crianças de vários tons de pele, há criança inclusive de países como Angola, há uma criança com síndrome de down, há pais com instruções maiores, outros nem tanto, há pais com condições financeiras melhores, outros nem tanto, e é essa diversidade e respeito que buscamos. Quando elas crescerem, não faço questão nenhuma que elas tenham uma carreira astronômica. Só quero que elas sejam amorosas e respeitem o próximo. Esse é o meu maior desejo, como mãe e como pessoa. Nossa, acho que a resposta ficou longa. Me empolguei rs… Beijos.

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  14. Yuca, obrigada por compartilhar! Gosto de saber da experiencia de outras familias. Tenho muita concordância com o que voce relata! Buscamos algo similar para nossa filha. Acho que essas sao as prioridades que temos também nesta fase de primeira infância . Esses amigos que citei em meu comentario anterior ja estao em outra fase, filhos pré-adolescentes e adolescentes. Nós colocamos nossa filha em uma escolinha nao tradicional, muito boa. As professoras sao super capacitadas e ja trabalham juntas ha muitos anos. O que tem se evidenciado é que ate os 4 anos ha uma filosofia bem interessante, alinhada com o que vc relata inclusive. A partir dai, a pressa dos pais é grande por conteudo. Estamos um pouco decepcionados com isso e repensando muitas coisas. Por mais que a escola queira fazer algo interessante, nem sempre os pais estao no mesmo barco.

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    • Verdade. O bom é que há diversas linhas de ensino, desde a tradicional, montessoriana, construtivista, mas o problema começa por causa das mensalidades. O valor costuma ser muito, muito alto e aí a gente vê que ensino de qualidade é apenas para elite, ou seja uma pequena parte da população. Beijos.

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  15. Yuka, tua forma de encarar a vida e a Fire são sempre motivo de uma positiva reflexão para nós.Também compartilhamos a visão em relação à criação dos filhos, embora ainda estejamos na fase de planejamento. No nosso caso, a descoberta do movimento Fire aconteceu por mim e foi naturalmente sendo incorporada à nossa vida de casal, com o planejamento de filhos para em breve também estando inserido nisto. A Fire parece ser uma “filosofia” moderna que melhor responde à equação que inclui trabalho x dinheiro x tempo x família x coisas que realmente importam, assim como o minimalismo. Temos parentes em São Paulo e quando formos visitá-los mandaremos mensagem pra te conhecer, se for possível. Abração! Guilherme

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    • Oi Guilherme, vou te dar uma ótima notícia em relação aos filhos, já que vocês estão na fase de planejamento. Quando eu não era mãe ainda, eu já tinha as minhas opiniões diferentes em relação a criação de filhos. E o que eu mais ouvia era “você fala isso porque você não é mãe”. Eu falava que criança a gente cria para o mundo, que ia gostar de ver meus filhos saindo de casa na adolescência para descobrirem o mundo com os próprios olhos (eu fiz isso, saí de casa aos 17 anos e fui morar sozinha no interior por ter passado em uma universidade, foi o maior aprendizado, aprendi a cuidar da minha vida e ter responsabilidades), e eu ouvia “você fala isso porque você não é mãe”. Eu dizia que filho meu não teria excesso de brinquedos, excesso de eletrônicos, excessos de roupas, e eu ouvia “você fala isso porque você não é mãe”. E olha só, hoje sou mãe de 2 crianças e a maioria das minhas opiniões continuam as mesmas rsrs. Então tem tudo para dar certo o que vocês estão planejando em relação à criação de filhos. Pelo fato de eu ser concursada, à minha volta, praticamente ninguém parece se importar em se cuidar financeiramente. Nós temos um emprego estável, as melhores taxas de financiamento, e com isso parece que as pessoas vivem para consumir, estão sempre sem dinheiro, sempre vivendo tranquilamente. Beijos.

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      • Yuka, realmente é uma notícia reconfortante em relação à opinião contrária a da maioria sobre criação dos filhos. Nós nem os temos ainda e já fico imaginando o choque e julgamento dos outros em função das nossas escolhas, que provavelmente vão ser fora do padrão. É um life hacking libertador isto de não se importar com o que os outros pensam sobre a maioria das coisas. Ainda sobre escolas, chegou a ter contato ou pesquisar sobre escolas waldorf? Enfim, é um assunto fértil. Obrigado por compartilhar teus pontos de vista.

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        • Tem algumas escolas que eu tenho pesquisado e o método Waldorf e Montessoriano é um deles. Mas a linha de ensino que tem me atraído bastante é a Construtivista. Ainda tenho alguns anos para bater o martelo, antes das minhas filhas entrarem no ensino fundamental, mas já é um assunto que aos poucos tenho adentrado. Beijos.

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  16. Olá. Yuka, interessante seu planejamento. Algumas coisas que você faz, realmente chamam a atenção mas imagino que não seja esforço pra você assim como não é pra mim também como o caso de não ter tv a cabo.

    O mais importante de tudo é se achar, saber realmente o que te importa é eliminar aquilo que não importa é torna-se fútil. Eu e minha esposa gostamos de comer fora as vezes e isso não corramos mas também cozinhamos saudável em casa e comemos orgânicos.

    Enfim, estando bem com o estilo de vida, é o que importa.

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    • Oi BPM, sim, tanto as escolhas que eu faço, como a economia, não têm sido sacrifícios nem para mim, nem para o meu marido. Nós somos um casal frugal. Só para se ter uma ideia, meu marido tem uma lapiseira que usa há 20 anos (eu nem sabia que existia lapiseira nessa época kkk). Eu faço marmita pra gente levar para o trabalho, porque durante muitos anos, quando eu comia na rua e também comida industrializada com bastante frequência, eu tinha muita infecção urinária. E meu marido tem pedras nos rins. Então a marmita tem sido uma escolha muito acertada para nós (desde então eu nunca mais tive infecção urinária). A gente deixa para comer no shopping, ou nos restaurantes nos momentos de lazer, não como uma coisa diária. Muito legal você também se alimentar de orgânicos. Já assistiu A Pílula Mágica no Netflix? Gostei bastante! Esse documentário foi um dos motivos de eu ter decidido alimentar a minha família com orgânicos, mesmo aumentando consideravelmente os gastos da alimentação. Acho que vale a pena.

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  17. Oi Yuka,

    Gostei da dica do Sr IF365, falar de aposentadoria com 35 anos faz a galera entortar os olhos…rsrs. Vou ver seu podcast por lá tb. Uma dúvida, vc considera a taxa de retorno dos 4% certo? Neste sentido qual a taxa nominal que estima para os rendimentos futuros. ( Vai reduzir a exposição em renda variável?)

    Bjos.

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    • Oi Sapien, eu tenho feito o meu cálculo usando a taxa dos 4%. Só que por ter uma família, eu busco pela liberdade financeira (a renda passiva paga gastos que vão além de meu estilo de vida), e não pela independência financeira (a renda passiva paga o estilo de vida que desejo). Então se eu preciso por exemplo de um valor determinado para viver mensalmente, serei FIRE quando eu alcançar esse valor, multiplicado por 2. A intenção é viver com o valor que preciso, e continuar reinvestindo a outra metade, para que a inflação nunca corroa o patrimônio. Já li em alguns lugare que Fat FIRE é uma pessoa que mantém um padrão de vida relativamente elevado enquanto poupa e investe. Então aproveitando esse significado, acho que serei Fat FIRED (nem sei se esse termo existe), uma pessoa que irá manter um bom padrão de vida quando se aposentar (porque não quero viver contando as moedas). Sobre a exposição em renda variável, eu não sei se irei diminuir com o tempo… na verdade sinto-me bastante confortável com os investimentos em renda variável, sei que a bolsa sobe caindo, e acredito que tenho empresas de qualidade na carteira, portanto não fico apavorada quando ocorre circuit braker. Mas só o tempo e a prática poderão me dizer se continuarei com exposição alta em renda variável. Beijos.

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    • Oi Viver de Renda, tudo bem? Sim, comprei um forno portátil… e posso te dizer uma coisa? É maravilhosa heim… Fiz pizza nesse fim de semana, tanto no sábado, e depois no domingo, e parecia realmente pizza de pizzaria. Fiquei surpresa mesmo. Valeu cada centavo. Eu paguei em torno de 800 reais, não é tão barato, mas pra mim, o forno custa o valor de 10 pizzas (aqui na região eu pago R$80 por uma boa pizza). Esse final de semana comemos (fiz) 4 pizzas, então daqui a algumas semanas, já estou no lucro. Vou ver se faço um post sobre esse forno portátil, já que tirei umas fotos da pizza, o forno alcançou inacreditáveis 500 graus, digna de temperatura de um forno de pizzaria. Aí você vai ter uma ideia boa se serve pra você. Beijos.

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