Como você avalia a riqueza pessoal?

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Outro dia recebi um comentário muito pertinente de uma leitora que estava preocupada por achar que eu não vivia uma vida confortável, vivendo sempre no limite.

Isso me chamou atenção, porque por mais que eu já tenha escrito em vários posts que eu não tenho as coisas porque não preciso, talvez isso ainda não esteja claro o suficiente.

A maioria das pessoas que eu conheço, não possuem um propósito de vida, ou não sabem o que querem da vida. Eu mesma ainda estou em busca do meu propósito de vida, mas sei o que quero. Quando se vive por viver, não avaliamos como gastamos nosso tempo e como utilizamos a nossa energia vital. Talvez por isso passamos tanto tempo de nossas vidas vagando em lojas, shoppings, usando nosso precioso tempo consumindo, comprando coisas sem precisar, sem questionar, somente porque todos estão fazendo o mesmo, ou porque não tem outra coisa mais interessante para fazer.

Vejamos o meu caso. Eu moro a 1 quadra do metrô e trabalho a uma distância de 5 estações do metrô. Demoro 20 minutos da porta de casa até a porta do meu trabalho. Perto de casa (e quando falo perto, é perto mesmo, tipo 1 quadra ou no máximo 2 quadras) tem 3 supermercados, 2 padarias, 2 farmácias, 2 hospitais, açougue, floricultura, doceria, restaurantes, cafeterias, lotéricas, agências bancárias… Nos fins de semana, por morar perto de metrô, tenho mobilidade para sair para os principais pontos turísticos de São Paulo. Praticamente todos os lugares que gosto de frequentar está a 10 minutos de metrô ou a 10 reais de Uber.

Dada a explicação, vamos analisar o meu caso com muita sinceridade. Vocês acham que eu preciso de um carro? Pra que eu teria um carro? Pra deixar parado na garagem? Pra sofrer depreciação, para preocupar em ligar o motor para não arriar a bateria? Para lavar o carro, não esquecer de pagar os boletos do IPVA, do seguro obrigatório, etc?

Esse exemplo do carro, é apenas para ilustrar 1 exemplo do que acontece na minha vida. A mesma coisa acontece com o apartamento em que vivo, com as roupas que eu tenho, com eletrodomésticos que comprei, e com todo o meu estilo de vida. Eu realmente avalio se aquilo é necessário.

Quando algumas pessoas dizem que pareço que eu vivo no limite é porque não me conhecem de verdade. Quantas pessoas vocês conhecem que já viajou por praticamente todos os Estados do Brasil? Eu e meu marido, juntos, conhecemos os EUA, França, Holanda, Grécia, Japão, Canadá, Itália, Argentina, Alemanha, Chile, Bolívia, Espanha.

A diferença entre as pessoas que “parecem viver melhor” e eu, é que eu não gasto em coisas que não acho necessário (e também não mostro e não falo para os outros).

É diferente de não gastar. Eu gasto sim, só que gasto bem. Gasto em coisas que eu acho importante. E isso acaba gerando muitos julgamentos:

  • Como assim ela consegue viajar todo ano para o exterior e eu não, se recebemos o mesmo salário e ela ainda tem 2 filhas?
  • Como ela consegue viver sem ter um carro, já que é uma necessidade de “todos”?
  • Como assim ela usa transporte público se ela tem um cargo de diretora?
  • Como assim, ela leva marmita para o trabalho?
  • Como assim, ela pinta a própria casa, usa furadeira e monta os próprios móveis?

Tudo isso são julgamentos infundados. São diversos os conceitos errados que ouvimos por aí: de que quem poupa posterga a vida. De que mulher não sabe consertar elétrica e hidráulica. De que diretor tem que vir trabalhar de carrão e almoçar em lugares caros.

Já contei essa história aqui, mas uma colega que não me via há muitos anos perguntou se eu tinha carro, e quando eu respondi que não, ela falou “ai credo, como você é pobre”. E eu só ri, e nem quis explicar nada. Para essas pessoas, eu não perco tempo explicando.

Apesar de eu ter certeza que eu tinha a conta bancária infinitamente mais gorda que a dela, tive a confirmação de que ela media a riqueza de forma diferente da minha: ela faz a avaliação da riqueza pelas coisas externas, enquanto eu faço avaliação da riqueza pelas coisas internas.

Para muitas pessoas, é “coisa de pobre” não ter experiências caras, não frequentar restaurantes estrelados do Guia Michelin, não fazer viagens internacionais e conhecer os principais pontos turísticos (como assim foi para Paris e não subiu na Torre Eiffel?), não ter um carro, um imóvel próprio…

Para mim, ser rica é ter mobilidade em uma cidade caótica como São Paulo. É poder morar em um bairro seguro que me permite fazer tudo a pé. Ser rica é poder chegar em casa mais cedo (por não ficar presa no trânsito), preparar um jantar para a família e ainda sobrar tempo para dar banho nas minhas filhas e ler um livro antes de dormir.

Ser rica é ter um marido que se sente satisfeito com a vida que tem e ainda agradece por eu ter aberto os olhos dele dessa vida vazia de consumismo. É ter tempo para costurar uma casa de tecido para as minhas filhas em um fim de semana qualquer, só para ter o prazer de vê-las brincando.

É uma pena que a maioria das pessoas enxergam apenas a riqueza externa e são felizes apenas quando tem experiências caras. Para essas pessoas, o sucesso é vinculado com bens materiais.

A riqueza interna não traz status, nem olhar de inveja dos outros, nem admiração. É uma vida simples, sem fogos de artifícios.

Essa vida, infelizmente, não serve para a maioria, pois não tem brilho e é “insistentemente sem graça”.

Algumas pessoas, no meio do caminho, entendem que a maior riqueza da vida são coisas que não envolvem dinheiro.

São de graça.

Para estas pessoas, bem-vindas ao meu mundo.

~ Yuka ~

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103 comentários em “Como você avalia a riqueza pessoal?

  1. Querida Yuka, concordo absolutamente com todos os argumentos e valores apresentados por vc. Uma pena que nossa opção por uma vida mais leve e sustentável ainda cause estranheza. Mas certamente também causa inspiração. Beijos.

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    • Oi Lu, causa estranheza mesmo, até mesmo entre os amigos, não são com todos que consigo falar sobre esse assunto. A maioria não se interessa. Uma pena. Beijos e obrigada pelo comentário.

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  2. penso exatamente assim yuka,o pior é quando as pessoas não tem recurso para ostentar e fazem mesmo assim e quando se ferram correm para quem poupa e não vivem como eles e o pior é a culpa que sentimos quando dizemos não.acontece isso com você?você consegue dizer não para os parente quando te pedem dinheiro emprestado dá uma raiva dessas pessoas e pior elas ainda criticam quem vivem de forma frugal.

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    • Oi Samara, comigo não acontece das pessoas pedirem dinheiro, porque elas devem olhar para o meu estilo de vida e achar que tenho menos dinheiro do que eles rsrs. Beijos.

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    • Samara, hoje mesmo fiquei com raiva porque um parente ligou pedindo dinheiro para a minha mãe. Já está vivendo do salário da sogra com Alzheimer e ainda vai atrás da irmã. Essa pessoa, até o ano passado, se exibia dizendo que comprava perfume de mil reais e que não pouparia nem para os estudos do filho, pois tinha que aproveitar a vida. Hoje não consegue pagar nem a conta de luz sozinho.

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    • A dica da Yuka procede. Viva simples e, se vierem te pedir, diga que não pode, pois ganha pouco. Cansei de ver meus pais sendo explorados por parentes. Eu só daria dinheiro em caso de doença grave. Agora porque a pessoa não se controlou e ainda ostentou, pode esquecer…

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      • Ah Samara, outra coisa, se por acaso a pessoa souber que você tem dinheiro, dá uma desculpa qualquer, “o dinheiro está todo investido até 2030, não consigo resgatar”, “é para a educação dos meus filhos, não posso tirar deles e dar para você”, “acabei de fazer uma dívida, sem condições”, enfim, enfim, nem pense muito, dá uma enrolada, a gente já tem problemas demais, se estamos tentando simplificar nossa vida justamente para tirar os problemas dos nossos ombros, não é justo que a outra pessoa descarregue em você os problemas que nem são seus. Beijos.

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  3. Texto maravilhoso!!! Agora vc imagina como é a vida de uma pessoa tentando ser minimalista e viver simples morando nos EUA?!Aqui é uma verdadeira ostentação e competição …. um “show de horrores” principalmente em rodas de brasileiros :/ Sério, dá uma preguiça real dessas pessoas… enfim, estou tentando alcançar meus objetivos e pronto! Adoro essa frase que me faz refletir: ” Muitas pessoas gastam dinheiro que não tem, para comprar coisas que não precisam, para impressionar pessoas que não gostam.” 😉

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    • Nossa Vanessa, nos EUA deve ser tudo mais difícil mesmo. Tudo é muito ostentação, muitos gastos, consumismo. Alguns brasileiros dizem mesmo que quem mais ostenta no exterior são os próprios brasileiros rs. Beijos.

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  4. PS: Oiiii , acabei esquecendo de lhe pedir … será q vc poderia falar sobre armário infantil , dicas de como vc faz com suas filhas atualmente , se faz armário cápsula 😉 bjos muito obrigada :*

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  5. Yuka,

    Seu post ficou perfeito!
    Tudo o que disse, para mim resume-se em escolhas sábias ao longo da vida.

    Em relação ao carro, penso exatamente como você. Parece até que somos seres de outro mundo por não compactuarmos com a opinião de que ter um carro é praticamente “essencial”. O vejo mais como uma caixa ou um sofá motorizado.

    “..que a maior riqueza da vida são coisas que não envolvem dinheiro.”
    O dinheiro tem seu lugar em nossa vida – e quando o que queremos dele foge do seu raio de atuação, a frustração acabará vindo – mais cedo ou mais tarde.

    Boa semana!
    Simplicidade e Harmonia

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    • Oi Rosana, sim, o dinheiro é importante, e percebemos ainda mais a importância quando precisamos do dinheiro, não para viver, mas para sobreviver. Essas escolhas que nós fizemos, de viver uma vida com simplicidade, é um presente! Um beijo pra você uma boa semana!!!

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  6. Que escrita maravilhosa e que representa tão bem toda pessoa que conseguiu se libertar do consumismo que escraviza e faz sofrer. Sou muito grata ao universo por ter me permitido descobrir a felicidade nas coisas simples. Vc é incrível, sempre muito bom receber as notificações de suas postagens, sempre contribui muito.

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    • Oi Cléo. Você que conseguiu também se libertar do consumismo, há de concordar comigo que é um processo auto-conhecimento, profundo e solitário. Obrigada pelo comentário carinhoso! Beijos pra você.

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  7. Gosto tanto das suas postagens. São um aconchego.

    Quando comecei a ver que certas coisas que são pregadas como “caminho certo” pra felicidade não são pra mim, acabei me tornando uma pessoa com mais paz e mais satisfeita com minha vida. Parei de dar satisfação, de tentar convencer sobre meu ponto de vista e passei a gastar mais tempo me conhecendo melhor. Obrigada mais uma vez. \o/

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    • Oi Beatriz! Eu sou você nesse seu comentário rs. Sempre busquei o caminho certo que todos diziam. Estudei em uma universidade pública, virei funcionária pública, comprei apartamento (depois vendi), casei (depois veio o divórcio kk), enfim, segui o script para a felicidade. Só que essa receita não servia para mim. Quando passei a prestar mais atenção em mim, parei de dar importância ao o que os outros pensavam de mim. Ao me tornar mais feliz, mais autêntica, mais livre, veio o que hoje acredito ser a felicidade. O que você passou e tem passado (se conhecendo melhor) tem nome: evolução. Beijos.

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  8. O minimalismo é mto bom, venho caminhando nesse estilo de vida há mto tempo, mas a única coisa de que não entendo é se toda sociedade agir assim, não haverá empregos suficientes, pois é a demanda que gera oportunidade de empregar, essa é a única coisa que não consigo atinar….o que vc pensa disso?

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    • Oi Johan, estou lendo um livro chamado Vida e Dinheiro da Vick Robin e tem um trecho em que fala sobre esse assunto. Na verdade, foi outra coisa que nos fizeram acreditar: de que precisamos trabalhar muito para a roda girar. Quem nunca ouviu a frase “aquele não trabalha, é preguiçoso”. Embutiram isso na nossa cabeça. As pessoas ao serem minimalistas elas não vão deixar de consumir, só vão consumir o que acharem essencial. As pessoas continuariam a ter o seu emprego, talvez não tivéssemos mais a necessidade de trabalhar 8 horas por dia, o que seria maravilhoso, e ainda daria um fôlego para os recursos naturais que estamos depredando sem dó. Sempre haverá emprego, sempre surgirá novas demandas, as oportunidades sempre existiram e existirão. Coisas novas aparecem, veja só o Uber, quantos milhões de emprego ele criou pelo mundo? Ou até mesmo os milhões de YouTubers que recebem sua comissão pelo Google. Para mim é infundado comprar sapato de bico redondo nessa estação, daqui a 2 meses a moda vai ser bico fino, daqui a mais 1 mês será sapato sem salto, e vai se criando necessidades desnecessárias. Para esse sistema funcionar, pessoas adoecem por trabalhar mais horas do que o corpo suporta, chegar em casa cansado, sem ânimo para cuidar dos filhos, da casa, do cônjuge. Ou seja, sem ânimo para cuidar do que é mais importante. Quantas pessoas nós conhecemos que tomam remédios anti-depressivos e que frequentam psicólogos e psiquiatras? Eu conheço várias. Então para mim, reduzir, desacelerar e focar no essencial é o início de uma jornada para um bem coletivo. Beijos.

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      • Por exemplo, a medicina, hoje não teríamos todos os avanços biotecnológicos se não houvesse alta demanda, pois quem investiria em um ramo que não dá bom retorno? Quem investiria na agroindústria se não houvesse quem pudesse pagar por ela? Se hoje encontramos diversos alimentos no mercado é por causa da biotecnologia, mas só se investe nisso se houver demanda, consumo, e retorno. Não me refiro somente a sapatos, maquiagens e roupas, mas a coisas que de fato são essenciais para viver. No caso dos youtubers, eles vivem disso, pois divulgam propagandas que estimulam ao consumo, e recebem por isso, e o Google vende dados estatísticos e outros às empresas que gostam de se antecipar no mercado, e que pagam mto bem ao Google, caso não fosse isso, o Google não remuneraria tão bem seus acionistas. Tudo gira em torno do consumo. Acho meio complicado falar em libertar-se, quando se recebe os rendimentos de um investimento que foram pagos por alguém que contraiu uma dívida. Complicado falar de liberdade qdo se recebe dividendos oriundos do consumo, caso não houvesse ninguém seria sócio de empresa nenhuma, quem quer ser sócio de empresa que não gera consumo, valor e lucro? Viver sem o consumo me remete a era pré industrial, e naquela época, não me parece que as pessoas eram mais livres que hoje. E tbm, se pagamos preços acessíveis é porque há mto consumo, aquilo que é produzido em menor escala retém maior valor. Mas enfim, essa questão é muito difícil e não consegui encontrar ninguém que me esclarecesse isso, vou passar a vida me questionando sobre. Talvez não tenha resposta mesmo.

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        • Oi Johann, eu e meu marido sempre discutimos esse tipo de assunto durante o nosso jantar. A questão é que eu não acredito que o mundo irá mudar. Não acredito que as pessoas vão passar a consumir menos. Viver significa consumir. O que eu tenho tentado (digamos, de forma solitária) é escapar desse sistema. Eu cansei de reclamar da política, dos políticos, dos corruptos, dos funcionários públicos que não trabalham, das pessoas que jogam lixo no chão etc. Tinha uma época que eu achei que fosse surtar. Foi quando enxerguei a independência financeira como minha carta de alforria. Eu comecei a estudar para descobrir porque os ricos pagavam menos impostos, comecei a estudar sobre tributação, sobre privilégios e quanto mais estudava, mais enjoada e de boca aberta ficava. E entendi que o mundo nunca irá mudar, não porque não podem, mas simplesmente porque não querem acabar com os privilégios. É muito confortável do jeito que está. Algumas pessoas no poder, e milhares de pessoas trabalhando sem parar, consumindo sem parar, e achando tudo isso normal. Mas ao mesmo tempo eu compreendi que eu podia estudar e ensinar outras pessoas a se libertarem utilizando as mesmíssimas regras que os super-ricos utilizam. Se vou fazer diferença no mundo? É óbvio que não. A verdade é que não dá para pensar em fazer algo pensando numa escala grande. A mudança começa com uma escala pequena. Meu marido questionava muito as coisas, até que um dia eu falei pra ele “o que você tem feito para fazer deste mundo melhor, além de ficar discutindo política com seus amigos no facebook?” Nada. A minha preocupação não é com o mundo, mas com as pessoas ao meu redor. Enfim, seu questionamento é pertinente, mas não acredito que haverá mudanças, infelizmente.

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    • Oi Claudia, obrigada pelo elogio rs. Maaaaas tenho zilhões de defeitos que ainda quero melhorar… acho que o importante é a gente tentar e insistir até um dia conseguir. Beijos pra você!

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  9. Que sensacional… Amo seus textos. Hoje você foi esplêndida.
    Tenho aprendido muito com você. Parabéns pela pessoa incrível que é.

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  10. Olá Yuka, mais uma vez escreveu tudo o que precisamos ouvir e aprender.
    Cada um precisa se adaptar às condições que tem e seja melhor pra si e a família… E acima de tudo respeitar se caso a sua escolha não for a mesma que a dela.
    Só não venha palpitar a nossa vida não é mesmo?!
    Muitas felicidades a você e sua família, que sua sabedoria ajude muitas outras pessoas assim como me ajudou.
    Abraços

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  11. Olá Yuka, mais uma vez escreveu tudo o que precisamos ouvir e aprender.
    Cada um precisa se adaptar às condições que tem e seja melhor pra si e a família… E acima de tudo respeitar se caso a sua escolha não for a mesma que a dela.
    Só não venha palpitar a nossa vida não é mesmo?!
    Muitas felicidades a você e sua família, que sua sabedoria ajude muitas outras pessoas assim como me ajudou.
    Abraços

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    • Oi Juliana, muitas pessoas têm o costume de comparar com o outro. Sem compreender que a melhor forma de ver se está evoluindo ou não, não é comparar com o outro, e sim comparar com você mesma, só que é com você de antes. A Yuka de 10 anos, de 5 anos atrás, é completamente diferente da Yuka de hoje. E é assim que eu analiso a minha evolução. Beijos pra você é uma boa semana.

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  12. Olá Yuka! Como sempre seus textos são um presente pra mim,nessa caminhada do minimalismo. Conheci esse conceito ano passado e desde esse período só tive “ganhos” ao me livrar de tantas coisas e pessoas que me tomavam muito tempo e não me agregava valores. Hoje sou muito mais feliz vivendo com menos coisas materiais e assumindo para mim o que gosto de verdade! Um grande beijo,tenha uma ótima semana 😘

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    • Oi Isis, o minimalismo traz como presente o auto-conhecimento. E é muito bom quando a gente passa a se conhecer melhor e a se importar menos com o que os outros pensam. Isso só é possível quando a gente começa a se olhar por dentro, e não por fora. Um beijo pra você. Uma ótima semana para você também.

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  13. Um brinde a vida que é vivida e não postada! Admiro muito sua linha de raciocínio, Yuka! Em uma era do parecer, andar na contra mão é uma tarefa difícil. Mas o importante mesmo é vc ser feliz nas suas escolhas! Obrigada por nos inspirar e enriquecer com suas ideias!

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    • Oi Tiemi, sim, andar na contra mão não é tarefa fácil. Mas com certeza esse blog e os comentários de tantas pessoas queridas que passam pelo mesmo que eu, fortalece as nossas escolhas. Um beijo pra você.

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  14. Olá Yuka
    Não que não esteja claro, você consegue ser bem objetiva aqui no Blog, acredito que o problema é justamente a necessidade que muitos têm de querer enquadrar o outro no seu modo de vida, e isso casa perfeitamente com que foi abordado no texto, há certa dificuldade em compreender que o conceito de felicidade pode ser diferente para o outro, e aí com milhares de pessoas presas nessa onda de consumismo onde o TER toma proporções enormes, qualquer pessoa que vá contra o sistema é constantemente julgada, um ponto crucial que evidência isso é essa religião que criou-se com os automóveis, recordo-me que quando estava no curso há uns meses atrás todo santo dia alguém me perguntava se eu havia tirado a carteira de motorista, quando respondia não sempre surgia comentários:
    ah, tem que tirar logo
    nossa você tem vinte e tantos anos e até hoje nada
    Como se o automóvel fosse garantia de felicidade e sinônimo de sucesso!
    É sufocante essa constante perseguição para se enquadrar nesses padrões consumistas, vejo o teu estilo de vida como algo genial, não passa tempo nas redes, é organizada, dá valor ao que é importante, propaga conhecimento…
    Indo contra a maré, basta observamos as redes, a necessidade de ostentar, de aparecer, é como se a felicidade tivesse que ser atestada e no meio de tudo isso muitos se perdem, fazem dívidas, comprar o que não precisam, se adequam-se a um estilo só para ter esse sentimento de que fazem parte, dentro disso nasce a competição, o egocentrismo, o sentimento de superioridade…
    Não que uma pessoa consumista não possar ser feliz, só que para muitos tal modo de vida é extremamente tóxico, o sistema tá aí, bombardeando a gente com anúncios 24 horas, criando tendências, estimulando desejos e infelizmente muitos não têm noção dos prazeres que o minimalismo pode proporciona, até porque nessa onda de consumo declarar-se minimalista majoritariamente é tido como um “ato de loucura”, rs.
    Não há como avaliar a felicidade de alguém avaliando apenas o externo, as pessoas deveriam ter noção disso.
    Enfim, agradeço por este espaço, sinto-me em casa aqui, é tão bom ser compreendido.
    Abraço~

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    • Oi Jullio, que comentário rico! Realmente, as pessoas querem de uma forma de outra, colocar as pessoas em fôrmas. Por isso o que eu mais evito é entrar em alguma, apesar de algumas pessoas ainda insistirem que eu me encaixe em algo. Algumas pessoas já falaram que eu sou feminista, anarquista, minimalista, enfim, diversos istas. Mas a verdade é que sou Yukista rs. Sigo o que eu acredito ser legal para mim. Eu entendo bem a cobrança que você deve passar em relação ao carro, principalmente por ser homem. Na nossa sociedade, homem que não tem carro, não virou homem (é o que falam para o meu marido, que além de não ter carro, não tem carta de motorista). A felicidade é muito individual. Cada um sabe o que dá felicidade. Para mim por exemplo, que adoro trabalhos manuais, passear na 25 de março é praticamente uma meditação. Para a maioria das pessoas, ir na 25 de março é um inferno. Não dá para medir as pessoas com a mesma régua, e isso começa desde a escola, que tentam de tudo quanto é jeito, medir todas as crianças com a mesma régua. As crianças que possuem habilidades na fala, na música, na área de exatas, todas são tratadas da mesma forma e doutrinadas a não pensarem fora da caixa. Isso ao longo dos anos tem um efeito devastador. Viram adultos bons o suficiente para ser um trabalhador, mas não o bom suficiente para andar com as próprias pernas e empreender. A escola não tem interesse em formar cidadãos, não nos ensinam a ter amor-próprio, a buscar pelo propósito de vida. Apenas nos ensinam a decorar, obedecer e não questionar. Enfim, o que tenho tentado mostrar no blog é que há outros caminhos além do que nos é direcionado. Obrigada pelo seu comentário. Um beijo e uma boa semana.

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  15. Oi, Yuka! Que texto maravilhoso! Me senti muito representada com tudo o que você escreveu, pois a minha visão de riqueza – e de sucesso – é bem parecida com a sua. Acredito que muitas pessoas não nos entendem porque ainda não tiveram a coragem de dar o primeiro passo e questionar se tudo aquilo que a sociedade tenta nos vender como necessário é mesmo indispensável. Eu e meu noivo somos um dos únicos casais do nosso círculo de amizades/família que não tem carro, o que permite que nós possamos viajar bastante, às vezes mais de uma vez ao ano. E frequentemente temos de ouvir coisas do tipo “não sei como vocês conseguem”, “mas de onde tiram dinheiro”, etc e tal, tudo isso vindo de pessoas que não sabem ir à esquina sem depender de um carro e que tem como passatempo favorito passear (e gastar dinheiro desnecessário) em lojas. Inclusive, resolvi começar o meu blog para compartilhar essa nossa visão e tentar ajudar quem tem vontade de fazer o mesmo. É tão simples e tão mais gostoso viver assim! 🙂

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    • Oi Caroline, as pessoas assustam mesmo quando um casal não tem carro rsrs. Quando a gente começa a questionar as coisas que temos, se realmente é necessário ou se temos só porque todo mundo tem, passamos a perceber que a maioria das coisas não são necessárias. O minimalismo é três em um: foca no essencial, economiza dinheiro, traz serenidade rsrs. Beijos.

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  16. Que texto perfeito!!!!!
    E digo: também passo por isso. Prefiro acumular experiências e não ostentar coisas.
    Recebo várias críticas porque moro em um bairro bem popular.
    Tenho carro porque trabalho em outra cidade e não tenho como ir de transporte público, já que estes são limitados a 3 por dia. mas recebo comentários porque não tenho um carro melhor (já que o meu é bem popular também).

    Viajo bastante para o meu “padrão de vida” e só escuto amigos perguntando o que eu faço pra conseguir isso!! Certa vez quando uma amiga comentava que iria comprar um sofá por um certo valor X, eu aproveitei e disse: Com esse valor do teu sofá, eu fui pra Paris e voltei… Por isso que viajo tanto, porque escolho bem!

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    • Olá. Acho ótimo morar em um bairro abaixo do que o padrão permite. O livro “o milionário mora ao lado” exemplifica isso muito bem. Adorei o exemplo do sofá. É bem isso que acontece mesmo rsrs. Beijos.

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  17. Oi Yuka, abro o blog e me deparo com esse texto maravilhoso. Cheguei aqui no blog há alguns meses, desesperada kkkk, como mãe de primeira viagem procurando como montar um enxoval minimalista, pois não me encaixava na “listinha que todo mundo tem que ter”… Devorei cada post que pude sobre todos os assuntos possíveis, e a cada texto sentia um alívio por existir pessoas que compreendem nosso modo de viver. Que as escolhas que fazemos são as que atendem as nossas necessidades, não as dos outros. Algumas pessoas, como a leitora que te questionou, tendem a acreditar que quem adota esse estilo de vida em qualquer “grau” que seja vive no limite, não aproveita nada ou abre mão de tudo. E INFELIZMENTE, elas são maioria. Não entendem que quem vive no limite é justamente quem escolhe satisfazer os outros, que faz suas escolhas baseados no que os outros vão pensar. Fico p* da vida quando alguns familiares vem questionar nossas escolhas, achando que por termos uma condição financeira estável, temos que estar sempre ostentando “marcas” especialmente, com a desculpa do “você pode comprar um mais caro”, claro que nem sempre motivados por questões de preço X qualidade X durabilidade, e sim por usar tal marcas. Aí vejo essas mesmas pessoas precisarem de dinheiro pra uma simples consulta médica (algo extremamente mais importante na lista de prioridades) e não ter… Poxa vida! E ainda vem querer dar conselho do que fazer com MEU dinheiro? Francamente! Obrigada por compartilhar suas experiências e por mostrar que não estamos sozinhos, já que somos tão incompreendidos.

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    • Oi Aline rsrs bem-vinda ao meu mundo. Reconheço tudo o que você falou, acontece demais comigo. As pessoas que me olham diferente por investir pesado uma boa parte do meu salário, são as mesmas que fazem buffet infantil caríssimo, viajam todo ano em resorts com tudo incluso, trocam presentes de dia dos namorados, Natal, aniversário, compram coisas de marca ostentação… Nem percebem que se somassem tudo isso aí, daria o valor que eu invisto mensalmente. Todo mundo quer escolher, mas ninguém quer renunciar, sem saber que para toda escolha, sempre haverá renúncias. Beijos.

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  18. Excelente texto, inspirador 🙂
    É irritante todos a sua volta julgarem seu estilo de vida baseado na real pessoal de felicidade deles.
    Sabe, estava pensando esses dias, sobre a maneira como cumprimentamos uma pessoa que não vemos a algum tempo. Geralmente o diálogo é,assim
    – oi tudo bom
    – tudo e você
    – bem, e o namorado?
    – ainda não me pediu em casamento, acredita!
    – e o trabalho?
    – bem (trabalhando muito/ganhando muito/fui promovida)
    – e quando vem os filhos….
    Sei lá. Esse tipo de conversa me parece tão vazia. Desprovida de sentimentos. Quando alguém pergunta “oi, tudo bom?” você não tem o direito de dizer “não, não está tudo bom, estou com problemas x e y, estou me recuperando”. É autodepreciativo ter que estar bem sem estar bem de verdade.
    E essa conversa-questionário? Parece inquérito policial para avaliar se você está seguindo o padrão. Se é adolescente perguntam quando vai entrar na faculdade (qual faculdade e qual curso, pra poder dar pitaco). Se está solteira perguntam quando vai namorar, quando namora quando vai casar, depois quando vem o primogênito, depois quando vem o segundo, e casa própria, cadê o carro? Que desgastante. Parece que nascemos com um roteiro pronto do que fazer, e não estamos vivendo direito se não seguimos isso.
    É solitário esse mundo. Porque do meu meio social ninguém pensa dessa forma, por isso, pelos julgamentos, eu me afasto dessas pessoas. E dos colegas antigos, de faculdade, escola, todos também pensam assim. Estou me sentindo sozinha no meu auto conhecimento.
    Você não pode ter um trabalho normal, e não estar financiando apartamento/casa/carro. Você não pode ser jovem e arrumada e estar solteira.
    Eu estou com 25, num apartamento alugado, com um trabalho normal, e um gato. Leio muito, Viajo, me exercito. Me sinto incrível, na melhor fase da minha vida, super feliz. Mas para meus colegas e familiares eu estou louca e depressiva, dei errado na vida, vou ficar pra titia e criar um monte de gatos para suprir minhas necessidades maternais.
    >.<

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    • Oi Aline, ontem assisti um vídeo curto do Leandro Karnal que falava “O preço da inteligência é a solidão”, o Leandro Ávila, do Clube dos Poupadores também fala que quanto mais a gente sobe a montanha, menos pessoas encontraremos, esse é o preço. Conforme a gente vai se conhecendo melhor, questionando o mundo, muitos dos nossos amigos não querem saber, não querem discutir sobre esse assunto, querem ficar na superficialidade. O auto-conhecimento é uma jornada solitária. A vida inteira você será questionada. Mesmo casando entendo filhos. Se casar, vão perguntar quando virá o primeiro filho. Depois o segundo. Vão perguntar da casa, do carro, e depois vão ficar conversando sobre quantos anos faltam para a aposentadoria. Esse é o script. Então, não se limite a esse script. Você sabe o que você é, seu potencial. O restante das pessoas, infelizmente, não. Beijos.

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  19. Yuka, seus posts sao maravilhosos! Uma verdadeira inspiração! Amo esse cantinho e todas as vezes que estou meio desconectada ou desanimada venho aqui reler seus posts antigos! Muita gratidão!

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  20. Oi, Yuka!
    Leio seu blog há algum tempo, mas é a primeira vez que comento. Me identifico muito com seus textos.
    Posso dar sugestões de posts? Rs
    Eu gostaria que você falasse mais sobre maternidade, como você cuida da casa, como você mantém a casa (já que provavelmente você não tem empregada…)
    Beijos!!!

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  21. Yuka, estou nesta jornada do minimalismo ha cerca de 1 ano e amo esse estilo de vida! Me faz um bem danado! Ja me desapeguei de MUITA coisa: roupas, utensilios domésticos, maquiagens, pessoas, hábitos, sentimentos, expectativas e padrões e etc…. Tento casa vez menos me comprara aos outros e viver a vida da forma que me faz feliz! o que mais amo na vida é ficar com minha família e viajar! AMO viajar!!! Acho que viagem é um investimento (conhecer novas culturas, novos lugares, abrir a cabeça e etc). Confesso que fico com uma ponta de inveja daquelas pessoas que viajam bastante…. e postam todas as viagens no Instagram! Ainda não consegui me desapegar disso… como lidar de uma forma melhor e mais saudável? Meu marido acha que perco tempo olhando a vida dos outros e acha que eu deveria deletar o Instagram e Facebook, pois nao acrescenta nada de bom! Tento não me comparar para não me frustar, mas esta difícil… tenho uma amiga que mora no exterior e todos os finais de semana viaja para um pais diferente (meu sonho!!!)…. enfim, o que você faria? Como você lida com essas questões (ver na vida dos outros algo que você gostaria muito para você)?
    beijo grande e te admiro muito!!!!

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    • Anaaaaa!!!! Saia do Instagram! Seu marido tem razão. Se você lidasse bem com as redes sociais, nem falaria isso. Mas veja só, ele te afeta. Mostra um lado seu que não é legal, o sentimento de frustração, de inveja. E é inevitável não fazer comparação da sua vida com a vida (editada) dos outros. Ao invés de ficar vendo a vida da sua amiga pelo Instagram, a convide para um café. Vocês não vão deixar de ser amigas por você não a seguir no Instagram. E se ela não é tão sua amiga assim, eu te pergunto: o que você está fazendo acompanhando a vida dela? Não se compare com ela, compare com a Ana Beatriz de 5 anos atrás. Você está melhor? Acha que evoluiu como pessoa? Quantas viagens já fez desde então? É isso que você tem que se atentar: à sua vida. E não a vida dos outros. O primeiro passo é fazer um detox das redes sociais. Coloque no Google “Facebook depressão”, “Instagram depressão”. Há diversos estudos que comprovam que as redes sociais deixam a gente doente. Esse é o primeiro passo para você ser ainda mais feliz. Beijos.

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  22. Oi Yuka! Faz poucas semanas que descobri seu blog, na verdade foi indicação de uma colega do serviço. Estou adorando, quando paro para ler suas postagens me dou conta o quando sou consumista, mas estou disposta a mudar, pois não quero mais viver assim (é como se eu sempre estivesse devendo explicação a alguém, ou precisasse sempre estar agradando), quero ser eu, de verdade, viver com o necessário. Ah, e já comecei fazendo uma boa seleção das roupas e calçados que tenho entulhado no armário. Obrigada por compartilhar um pouco da sua vida. Abraços

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    • Oi Juvanca. Êeee bem-vinda ao blog. As roupas é só a pontinha do iceberg. A gente acha que roupa e felicidade não tem nada a ver, mas vai por mim, começa pelas roupas, sapatos, daqui a pouco você vai aprender a selecionar melhor os amigos de verdade, vai aprender a fazer escolhas melhores e essas escolhas vão te influenciar tanto na sua vida, que nem vai se importar mais com a opinião de outras pessoas. As pessoas vão falar que você está diferente, que você é esquisita rs (é, às vezes me chamam de esquisita), mas você não vai ligar, porque vai saber o que realmente te faz feliz e o que não te faz. Não vai precisar ficar agradando os outros. Isso é auto-conhecimento. É maturidade, amor-próprio. Beijos!!!

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  23. Olá,Tudo bem?Acompanho seu blog a bastante tempo, nem usava seu nome na época.rsrsrs.
    Sobre o que escreveu eu vivo na pele.As pessoas tem seu olhar e sentidos viciados pelo sistema capitalista,por isso não conseguem entender mesmo com você desenhando.Aprendi a ser fiel a minha verdade e como você tenho me alinhando com a vida baseado no suficiente.
    Muita luz e gratidão por compartilhar seus aprendizados!

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    • Oi Marcela, você é da época que eu era a Guta rsrs. É muito bom conseguir ser fiel ao que a gente acredita. É saber que as pessoas gostam de você, mesmo sendo você mesma. Não precisa de máscaras, e apesar de tudo isso, não se importar se há pessoas que não são tão chegadas em você. Nessa hora eu penso: “que pena que a pessoa não me deu oportunidade para me conhecer melhor. A pessoa perdeu uma grande amiga” rsrs. Uma das coisas que eu tenho aprendido é que não basta eu falar, desenhar, dar piruetas tentando explicar as coisas que falo aqui no blog. A pessoa tem que estar pronta para querer mudar. A mudança tem que partir da pessoa. Eu planto sementes, mas o regar é de cada um. Beijos pra você!

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  24. Eu já falei que amo esse cantinho? Já, ne? E a razao é óvia : aqui encontro pensamentos que me fazem crescer e entender que o caminho escolhido por mim tem fundamento. Gratidão!!! Siga sempre com a sua verdade, iluminando outras pessoas!

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    • Oi Fábio, estava online e já vou te responder rsrs. Siiiim você adora o blog e eu adoro receber os comentários. São eles que me enchem de alegria e me faz ter a certeza de que não estou falando sozinha rsrs. Um beijo!

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  25. Yuka, o seu blog eh o melhor que leio sobre minimalismo. Vc recomenda mais algum que voce leia ou goste? Amo aprender cada vez mais sobre minimalismo e vida simples. Beijos

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  26. Yuca. Texto maravilhoso, como já postei em outro post, estou na caminhada do autoconhecimento e cada dia me liberto de tudo que não me faz bem. Essa questão de não seguir padrões incomoda muita gente, tenho 51 anos, moro sozinha, não tenho carro, viajo sempre, ajudo ao meu pai ex ainda ouço vc viaja pq e sozinha….comprou apartamento sempre vinculando as minhas vitórias pq sou independente. Vejo as minhas vitórias pelo meu controle financeiro RS…

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    • Oi Angela, o sucesso de uma pessoa comum, que não nasceu em berço de ouro, que não ganhou em loteria, incomoda. Incomoda porque nos mostra o quanto o poder da escolha pode definir o nosso destino. Não é sorte, como muitos diriam. Foi esforço, dedicação, estudo e renúncias. Para você poder viajar, você faz renúncias que outras pessoas não estão dispostas. A vida é assim, um equilíbrio entre escolhas e renúncias. Cabe a cada um o que está disposto a renunciar. Muitas pessoas preferem fazer hora extra no trabalho e renunciar algumas horas de ficar com os filhos em troca de algum dinheiro a mais, para poder trocar o carro, comprar vídeo-game, uma bolsa de marca. Outras, preferem economizar, não fazer viagens caras, e poder jantar todos os dias em família. Para tudo são escolhas. A verdade é essa: felicidade incomoda rs. Por isso, sigo essa frase com muito afinco: “o segredo da felicidade é ser feliz em silêncio”. Beijos.

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  27. Comentei poucas vezes aqui… mas eu só queria dizer que tenho muito amor por esse blog. Muitas vezes eu venho aqui só para reler. Uma vida tranquila e paz, com tempo pro que importa … melhor coisa que há. As pessoas também não entendem minhas escolhas, eu aprendi não me importar.

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    • Oi Priscila, que lindo! Obrigada! Também tenho muito amor pelo blog, nunca imaginei que depois de 5 anos, continuaria escrevendo semanalmente aqui. Estava até falando com uma amiga, que os leitores desse blog são uns fofos. Beijos.

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  28. Quando eu leio seus textos, sinto uma enorme satisfação! São relatos que confirmam que a forma que escolhi viver, semelhante à sua, nos liberta de muitas coisas que nem sabíamos que estávamos presos! Obrigada por compartilhar sua forma de pensar!

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  29. Que texto ótimo Yuka! Até tinha visto o comentário da leitora que vc cita no início… fiquei aqui refletindo também, porque às vezes as pessoas julgam que este tipo de pensamento e forma de viver é um sacrifício, mas não veem que é o contrário! Quando você opta por abrir mão de certas coisas e ir na contramão da maioria, é algo libertador! Quando adotamos o hábito de questinar e refletir o por quê as pessoas fazem isto ou aquilo, passamos a ter um olhar mais crítico ao tomar nossas atitudes e paramos de seguir a corrente… Várias pessoas também me questionam coisas do tipo nao ter carro, não ser dependente de redes sociais, não frequentar academia, etc… e a verdade é que estas opções me trazem uma maior qualidade de vida: por não ter carro vou ao trabalho a pé ou de bicileta, ou seja, me exercito mais que antes, não pago mensalidade de academia; por não ser dependente de redes sociais me relaciono melhor com as pessoas que me importo e que se importam comigo! Fico muito feliz em ver pessoas conscientes como você e como os leitores que deixam os comentários aqui!

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    • Oi Fernanda, realmente, o que faço, não é sacrifício. Eu tenho lucidez e prazer no que faço. Não economizo por achar que é um sacrifício. Sei que são escolhas melhores. Ao invés de comprar as coisas porque todo mundo tem, prefiro compras as coisas por mim. Não viajo para mostrar aos outros. Viajo porque alimenta a alma. Não moro num apartamento pensando o que as pessoas irão achar. Moro onde moro pelo prazer de passear pelo bairro. Olha só você, economiza não tendo carro, e ainda faz exercício físico. É um ganha-ganha triplo. Não polui o meio-ambiente, economiza dinheiro e ainda faz exercício físico. O tempo que você usaria vendo a vida dos outros nas redes sociais, você gasta tempo com você, com seus amigos de verdade. Isso é viver. Beijos.

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  30. Yuka, seu blog é mesmo diferente da maioria. Admiro como vc consegue responder TODOS os comentários. E mais, com respostas significativas, de modo personalisado. Só por esse fator, percebemos que vc preza pela qualidade, não pela quantidade.

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    • Oi Cintia, hehe, obrigada. Às vezes nem eu sei como consigo administrar a minha vida. A verdade é que faço com gosto, gosto de anotar algumas ideias de temas enquanto estou conversando com outras pessoas, inclusive acabo tirando muitas ideias de posts pelos comentários dos leitores. Como disse acima, o fato de ter “leitores fofos” ajuda muito a continuar escrevendo e respondendo os comentários de forma individual rs. Beijo pra você.

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  31. Olá Yuka! Que blog lindo você tem menina! Pessoalmente você deve ser mais incrível ainda! Há uns dois anos após uma reviravolta na minha vida, conheci o termo minimalismo e comecei a pesquisar mais, internalizar e desapegar, através do canal da Rosana Radke que adoro, conheci o seu blog. Desapeguei de amizades nocivas, de objetos desnecessários, do consumismo exacerbado e mais recentemente do facebook, pois perdia tempo demais vendo coisas aleatórias e sem sentido algum. Hoje mantenho o instagram, li acima nos comentários sobre isso e descobri que tenho o mesmo sentimento da colega, principalmente quando estou pra baixo, tendo a me comparar muito com a vida “fragmentada” dos outros e fico triste por não conseguir fazer as viagens e passeios que gostaria… vc acha que é possível utilizar redes sociais com equilíbrio ou mesmo que inconscientemente sentimos essa “inveja” ainda que não seja maldosa, das realizações de outras pessoas? Você já teve rede social e decidiu deletar ou sempre optou em não ter?
    Muito obrigada pelos textos, de coração!

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    • Oi Camila, tudo bem com você? É difícil mesmo a gente se manter bem quando vemos que outras pessoas possuem coisas melhores que a gente. Isso é natural, é do ser humano. Mas o que as redes sociais não mostram, é a vida de verdade, sem estar editada. Até mesmo aquelas pessoas que parecem ter uma vida incrível, são normais e acordam descabeladas, igual a gente. O problema é que as redes sociais só mostram a parte boa, e isso vai dando uma impressão de que todos estão felizes, menos a gente. De que todos estão rodeados de amigos, menos a gente. Eu já tive rede social, mas nunca fui ativa. Por conta do meu passado (minha irmã sempre judiou de mim), eu sempre tive muito medo de mostrar a minha felicidade, já que tudo o que era bom para mim, era ridículo do ponto de vista dela. Isso me fez compreender sobre o sentimento de inveja desde cedo. De que as pessoas sentem inveja principalmente se a gente ficar mostrando a nossa vida para os outros. Como eu não quero energia negativa para o meu lado, eu acabo não postando nada, nem coisas boas, nem coisas ruins. Se você achar que o Instagram te traz esse sentimento de tristeza ao comparar sua vida com a dos outros, eu sugiro eliminar de vez. No início, vai ter reações de abstinência, mas se conseguir superar, vai ver que não faz falta nenhuma na sua vida. Muito pelo contrário, vai conseguir se concentrar na sua vida e dar mais atenção às pessoas ao seu redor. Tem um vídeo sobre esse assunto, bem curtinho. Rede de mentiras sociais. Eu realmente acredito que as pessoas mostram apenas a vida editada, não a vida real. https://www.youtube.com/watch?v=ovCrmhz0x3k

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      • Que interessante esse vídeo… é bem assim que funciona mesmo. Li seu comentário todos os dias durante a semana e refleti muito. Hoje me senti pronta pra excluir o app do celular, breve será definitivamente a conta. Muito obrigada Yuka! Talvez você não tenha a menor noção de como interfere positivamente na vida das pessoas. Beijos!

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        • Oi Camila, meu marido começou assim também, igual você, excluiu o Facebook do celular. Teve umas recaídas, instalou de novo, depois tirou de novo e permanece assim até hoje. E comece a fazer esse exercício, de se comparar com a Camila de antes. Você vai se surpreender quando perceber que você se tornou uma pessoa melhor, consciente, responsável do que antes. A comparação tem que ser sempre com você, e não com os outros. Os outros não importa. É a sua vida que importa. Um beijo e boa sorte! (ah, e se tiver recaídas, não desanime, é só continuar tentando).

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  32. Yuka, querida!
    Eu tenho tanta coisa pra comentar, que nem sei por onde começar, rs! Mas vamos lá! Mais uma vez você nos trouxe um post sensacional. Uma das coisas que eu mais gosto – depois de ler os textos que você escreve óbvio -, é ler os comentários. Entro em dias alternados para acompanhar por vários motivos: primeiro para expandir minha consciência e ver pontos de vista que não parei para analisar, depois para ler a sua postura em relação ao que as pessoas mencionaram e terceiro, por recebemos ainda mais conteúdo, o que é ótimo! É como um bônus para mim, rs! Eu pelo menos, anoto referências de livros, frases, filmes, tudo é importante e sei que me fará crescer ainda mais.
    Compartilhei isso aqui, para te dizer que eu fiquei realmente pensativa com o comentário da leitora no post passado, inclusive cheguei a compartilhar o comentário e a sua resposta, com duas amigas leitoras que influenciei e “conhecem” a Yuka e o blog. Ficamos conversando sobre essas posturas que as pessoas tomam, a maneira como elas pré-julgam as nossas escolhas, mesmo sabendo que somos felizes assim. Eu realmente fiquei incomodada e tentei me colocar naquela ótica, e sabe de uma coisa, eu até entendi e vou te contar o porquê. A maior parte da população não tem acesso às informações que temos, o que é tão triste. Vejo muita gente sofrendo com a quantidade de coisas e pessoas em suas vidas, quando na verdade poderiam levar tudo de maneira mais leve, simples e sincera consigo mesmo. Eu já tentei inserir amigos extremamente consumistas, que sofrem com aquele ciclo de trabalhar demais, gastar demais, ter muitas coisas e etc., no contexto minimalista, e parece que ser minimalista ou frugal é ter uma vida pobre e miserável, o que é muito, mas MUITO diferente do que vivemos na prática. Tenho um histórico familiar interessante, que te fará entender como tão rápido eu consegui entender a ótica dessa leitora no outro comentário. A família da minha mãe passou por muita privação durante a infância. Eles eram em 8 irmãos e tinham que dividir: 1 quarto, 1 pai ausente, 1 mãe sofrida, pouco carinho e muita insatisfação. Eles viviam em brigas constantes, pela falta de dinheiro, recursos, comida. O segredo para uma vida melhor, era trabalhar bastante, para ter dinheiro e comprar comida, um lugar para morar e sair daquele contexto, um carro, ter tempo e tentar (em vão) suprir a ausência de carinho que precisavam dividir no passado, que era muito pouco ou quase nada, no contexto de brigas e desentendimentos entre os meus avós. Hoje, todos os irmãos carregam uma característica fortíssima, uma cultura de acumulação: roupas, sapatos, acessórios, comida, rancor, impaciência, mágoa e alguns até peso. É MUITO difícil, Yuka, quebrarmos essa cultura. Eu tenho me esforçado diariamente e analisando meus propósitos, para ter uma vida minimalista e leve. Essa é a palavra mesmo, leve. Leve de obrigações, de sentimentos ruins, de pessoas que me fazem mal, enfim. Mas tenho uma prima (filha de uma das irmãs da minha mãe) que ao se deparar com os Estados Unidos em seu intercâmbio, chegou a comprar para uso pessoal, mais de 15 pares de tênis. Esse foi o dia em que eu resolvi tomar uma consciência gigante para interromper todo e qualquer vestígio dessa hereditariedade que acompanha minha vida.
    Então é realmente difícil demais ter uma visão limpa de antecedência familiar, acho que todo nosso esforço começa quando a gente se conhece. Foi quando eu decidi buscar ajuda profissional. Procurei uma psicóloga que foi minha professora na faculdade, alguém que poderia me ajudar a realmente me conhecer. Não tinha depressão, não me sentia mal por repetir comportamentos da minha mãe, nem nada. Eu comecei meu processo de autoconhecimento há muitos anos atrás, para saber quem sou eu no mundo, como posso ser mais feliz com a vida, com as minhas escolhas, saber dizer meus “sins” e “nãos” sem culpa ou peso, eliminar pessoas, quantidades, peso, para me sentir mais leve. Isso é um processo complexo e até doloroso muitas vezes. Como curiosidade, sou psicóloga e hoje trabalho na área organizacional, mas minha missão de vida é muito clara para mim: O que me faz feliz, além de viajar, estar com as pessoas que amo, é ajudar as pessoas principalmente a se amarem como merecem, respeitar seus limites, libertarem de seus rótulos, penas, angústias, culpas, medos e assim atingir esse nível de leveza possível, que a gente menciona e valoriza tanto. A verdade é que psicólogo não é só para quem tem problema, porque todos nós temos problemas. Psicólogo é para quem deseja conhecer e RESOLVER os seus problemas, viver melhor, alcançar o autoconhecimento, parar de ter dó de si mesmo e parar de atribuir valor onde/quem não deveria ter tanto. Por essas e outras, que é difícil para as pessoas conhecerem/entenderem e terem empatia, por essa realidade que você nos mostra aqui no blog, sobre a sua vida e suas escolhas, porque elas tiveram vidas e históricos de vida que envolvem muito consumo e pior, felicidade casada com bens materiais e pessoas nocivas, mas que no final agregam algum tipo de valor (falso valor, pouco valor, quase nada de valor). O segredo de tudo é se conhecer. Se respeitar, ter autenticidade, não ter medo de ser o “esquisito” como às vezes somos taxados. É não se preocupar com status, mas valorizar a si mesmo e descobrir e cultivar o que realmente importa: ser feliz!

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    • Cínthia, que textão rs. Eu adoro quando o comentário é um show à parte. Seu comentário foi show! A única coisa que eu sinto no meu coração é pena, de não poder ajudar, quando vejo essas pessoas que consomem loucamente, vivem com dívidas e acham isso bonito. Por mais que eu tente explicar, por mais que eu explique que é possível sim, viver sem dívidas, viver com menos e ser feliz, muitas pessoas não acreditam nessa receita. Preferem acreditar no que os jornais falam, no que as revistas publicam, no que muitos educadores financeiros (que ganham para fazer propaganda oculta). Como você disse, é muito difícil sair desse ciclo. Saindo da área de dinheiro, e entrando na área da vida, você como psicóloga, deve conhecer muitas pessoas que por mais que a vida tente ensinar, dê sinais, não aprende, ou não quer enxergar o erro que continua cometendo. Para essas pessoas, a vida é dura, porque a vida bate e continuará batendo nelas. Essas pessoas, eu chamo de pessoas que se preocupam mais com o lado externo do que com o interno. Ao fazer uma imersão em nós mesmas, para aprofundar no auto-conhecimento, muitas vezes o que a gente encontra lá dentro, não é o que a gente queria enxergar. Mas reconhecer as falhas que a gente tem, os defeitos que temos, e os medos que carregamos, é o primeiro passo para parar de culpar os outros e iniciar a jornada da mudança interior. Por isso quando você fala que o “segredo de tudo é se conhecer, respeitar, ter autenticidade, não ter medo de ser o esquisito” é realmente isso mesmo. Só que quantos de nós estamos prontos para enfrentar os nossos medos? Acho que a maioria não quer. Lembro que falei para o meu marido que desde que eu tomei a pílula vermelha (assistiu Matrix? rs), vejo o mundo de outra forma, mais cruel. E ele perguntou: “você gostaria de não ter tomado?” Você já deve imaginar a minha resposta: “Definitivamente, não”. Beijos. Adorei seu comentário! Obrigada!!!

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    • por isso que entro aqui a semana toda pois adoro ler os comentário sempre tem algo a mais para nos acrescentar
      yuka adoro esse nosso cantinho cinthia vc me tocou com este comentário é isso mesmo, muitas vezes as pessoas compram para preencher um vazio.

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  33. Oi Yuka! Sou mais uma de suas leitoras que conferem semanalmente seus posts e essa é a segunda vez que comento! Não tinha como ficar sem te agradecer por esse texto! Assim como outros leitores, digo que é muito bom saber que existem pessoas que pensam como eu e meu marido.
    Somos dois estranhos no círculo de amigos: não temos carro (e nem queremos), moramos de alguel (achamos absurdo assumir um financiamento de anos e anos) e já conseguimos viajar bastante! Também repensei meu guarda-roupa, doei várias coisas e reaprendi a usar muitas peças que estavam esquecidas no armário!
    Esse lance de se comparar com os outros é até normal, mas prejudicial mesmo. Dá uma desanimada. Há pouco tempo decidi parar com isso e fazer como você comentou: paro e penso no quanto evolui, em tudo que conquistei e , em vez de me sentir frustrada, fico orgulhosa do que tenho.
    Obrigada mais uma vez por dividir suas experiências!
    Você está programando algum texto sobre a organização financeira com a chegada de suas filhas – vocês pensaram em poupanças ou uma nova disciplina em relação ao dinheiro por conta delas?
    Muito obrigada!

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    • Oi Nina. Esse é o segredo da felicidade, ao invés de comparar com os outros, comparar com você mesma. Dá muito orgulho. Dá vontade de crescer mais, de continuar fazendo o que dá certo e avaliar o que estamos fazendo de errado. Aprendemos desde cedo a competição com os colegas: quem tirou a nota mais alta? Quem fez o exercício mais rápido? Quem é a mais bonita da turma? Quem é o mais inteligente? E isso está errado. Não temos comparar com o colega, pois somos pessoas diferentes. Precisamos comparar “eu, comigo” rs. Sobre a sugestão de post, ainda não tinha pensado nada sobre esse assunto, mas vou pensar em algo em breve, tá? Beijos.

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    • Oi Fernanda, as pessoas ao meu redor ainda usam e muito as redes sociais. Eu e meu marido somos os poucos que abandonaram e conseguimos sentir o benefício que isso nos trouxe. Beijos.

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  34. Oi Yuka,
    Acompanho seu blog faz tempo, mas eh a primeira vez que comento.
    Faz uns 8 anos que aderi ao minimalismo, começando pelas roupas, móveis, etc… Depois consegui guardar dinheiro e simplifiquei muito a vida.
    Venho de uma família muito simples financeiramente, e eu fui a única a ter dinheiro guardado.

    Eu poderia ter escrito esse texto, como me identifiquei.

    Mas queria contar algo…eu me perdi nos últimos sete meses….no fim do ano passado, passei por uma crise emocional enorme, com quadro grave de síndrome do pânico, que desencadeou um transtorno alimentar e perdi 10kg….com terapia identifiquei as possíveis causas, o medo de perder pessoas amadas, meus filhos, meu marido, mãe, irmãos e amigos.

    Passei por perdas muito dolorosas ( fiquei viúva aos 21 anos, perdi meu pai, amigos muito intimos) e por precisar ser forte para o meu filho pequeno na época, para minha mãe, não trabalhei essas perdas e veio tudo a tona nessa crise.

    Com terapia e psiquiatria, estou muito bem agora.

    Escrevi tudo isso, para dizer que depois disso tudo, de achar que ia morrer também, comecei a gastar com sapatos, roupas, regredi. Estou sofrendo por isso.
    Ao mesmo tempo continuo tendo ansiedade consumista, coisas que achei que tinha superado há tempos.

    Sempre me senti solitária nessa busca do minimalismo, da vida simples. Pois como vc disse, vamos na contramão desse mundo materialista. Por isso esse seu espaço nos acolhe.
    Um beijão.

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    • Oi querida Jane. Obrigada pelo primeiro comentário. Espero que a partir de hoje, sinta-se mais à vontade para escrever neste espaço. Não consigo imaginar sua dor na perda de pessoas tão importantes na vida de alguém: um marido e um pai. Nesses momentos, realmente, a ajuda de um especialista e de pessoas que nos amam é fundamental. Sobre sua ansiedade consumista, talvez a sua crise de pânico tenha desencadeado algum gatilho na sua mente. Por exemplo, eu tenho uma amiga que toda vez que encontro com ela, fico com vontade de comer algo. Como tomamos café-da-manhã juntas, o meu cérebro juntou essas duas coisas, que chamamos de gatilhos de hábitos. A sua ansiedade pode ter algum gatilho na sua mente. Talvez se você conseguir planejar o seu futuro, o futuro do seu filho, quanto precisa ter de dinheiro para viver livre, seja uma forma de incentivo para parar de gastar em coisas que achar desnecessário. O consumo desenfreado pode ser uma forma da sua mente não permitir que você faça um planejamento de um futuro que pode ser incerto. Tem um e-book aqui que talvez seja interessante para você, pode ser o início de um gatilho para poupar. Beijos. http://mundodosebooksparadownload.blogspot.com/p/download-11-segredos-para-construcao-de.html

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  35. Pingback: Meu plano para atingir FIRE | Viver Sem Pressa

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