Realize seus sonhos e ainda poupe todos os meses para a sua aposentadoria

Portugal, Lisboa, Europa, Europeu, Arquitetura, Capital

Há algum tempo, uma leitora fez a seguinte pergunta:

“Se só dispomos de R$1.000 por mês para investir e ainda não tenho reserva de emergência, mas tenho muitos sonhos, como poupar para uma viagem (curto prazo), a compra de um carro (médio prazo), compra de um imóvel (longo prazo) e fazer uma reserva para a independência financeira (aposentadoria, como quiser)? Devo dividir este valor em partes iguais ou proporcionais e começar vários investimentos, ou focar em um de cada vez? Porque se vou focar na reserva para a aposentadoria, isso quer dizer, que não poderei usufruir de uma viagem ou de ter meu imóvel? Não sei se ficou claro o que eu quero dizer, mas sinto que toda esta questão me paralisa, porque parece que se invisto em somente um sonho para alcançá-lo mais rápido, ou um pouquinho em todos, não chegarei a lugar algum.”

Eu achei essa dúvida maravilhosa, porque é a mesma dúvida que eu tinha quando estava iniciando meus investimentos. Só que no meu caso, eu não tinha ninguém pra perguntar e acabei aprendendo na base do erro mesmo.

Então fui lá nos comentários, resgatei a resposta, complementei mais um pouco, e resolvi postar aqui como um dos posts, pois tenho certeza que poderá servir de “guia” para muitas pessoas.

1.) A reserva de emergência é uma necessidade

Esse item, não há discussão. É uma necessidade.

Tente poupar todos os meses até conseguir juntar a quantia referente a pelo menos de 3 a 6 meses do seu custo mensal. Se ganha um salário de R$4.000, mas seu custo de vida é de R$3.000 mensais, tenha pelo menos R$9.000 na poupança. “Ah, mas a poupança não tem rendimento bom”. Não é para se preocupar com rendimento, a reserva de emergência é para conseguir resgatar o dinheiro numa situação hipotética de um domingo às 3h da madrugada.

Muita gente, na ânsia de começar a investir, já vai direto na corretora para investir nos CDBs, no Tesouro Direto, FIIs, ações etc. E isso é um grande erro. A reserva de emergência existe justamente para evitar que paguemos juros (do cheque especial) ou multa por resgatar um investimento antes da hora, por um surgimento de uma emergência. Se você for uma pessoa controlada, não precisa ter 6 meses a 1 ano do salário na reserva de emergência. Eu mesma, tenho apenas 2 meses de salário, mas toda vez que preciso usar uma parte do valor por qualquer motivo que seja, logo no mês seguinte, reponho o valor que retirei.

2.) O próximo passo é começar a investir

Eu preciso falar sobre 2 coisas:

1.) Você vai aprender errando. Isso será inevitável. A pessoa que não investe por medo de errar nos investimentos, infelizmente, nunca vai entender que é errando que se aprende.

2.) Escolhas deverão ser feitas. Sim, você não vai ter tudo nessa vida. Se seu salário for baixo, e você decidir ter um carro, pode ser que não dê para custear as viagens. E o motivo é muito simples: um carro custa caro, não só no momento da compra, mas para mantê-lo. O preço que pagaríamos em um carro, poderíamos investir na própria aposentadoria. E o preço para manter um carro, poderia nos custear 1 viagem internacional por ano.

Compreende quando falo em escolhas?

Não dá para ter tudo.

3.) Aprenda a fazer escolhas modestas (pelo menos no início)

Se quer viajar nos primeiros anos de aporte, opte por viagens nacionais, diria até regionais, no próprio Estado onde mora, evitando o período de alta temporada que é mais caro.

Se por exemplo, você consegue juntar R$1.000 por mês, crie metas. Esses R$1.000 mensais iriam para a conta da aposentadoria. Quando conseguir juntar R$15.000, dê um presente para você, fazendo uma viagem gastando R$1.000 para algum lugar perto da sua cidade. E dá pra viajar sim, nas férias passada eu mesma fui para Águas de Lindóia levando 4 pessoas por 3 noites, e paguei R$1.200 com tudo incluso (hospedagem, ônibus, 3 refeições por dia, etc).

Realizar sonhos é importante, porque é o que nos anima para economizar mais e rever os gastos, pois sabemos que chegando na meta dos R$15.000, poderemos gastar R$1.000 para curtir uma viagem.

Depois, cria-se a próxima meta: juntar mais R$15.000 para fazer uma outra viagem. Se demoramos para juntar o dinheiro, a viagem pode ser postergada em mais de 1 ano, 2 anos, só dependerá da nossa capacidade de poupar.

E é assim que realizamos os sonhos e juntamos dinheiro para a aposentadoria.

Vai ter uma hora, que você terá R$100.000 ~ R$300.000 investidos que renderão de juros aproximadamente de R$1.500 a R$4.000 por mês.

Concorda que nesse momento, você pode até pensar em fazer uma viagem internacional que não vai afetar o bolso?

4.) E o imóvel?

Referente ao imóvel próprio, eu prefiro aguardar alguns anos para comprar.

Pagar aluguel não é jogar dinheiro fora, por mais que as pessoas insistam nisso. Seria jogar fora se não juntasse dinheiro, mas se consegue guardar dinheiro, é só fazer uma pesquisa rápida no Google que vai entender a matemática por trás desta conta e que morar de aluguel é algo vantajoso na maioria dos casos.

Eu moro de aluguel e posso dizer que meus investimentos alavancaram depois que passei a entender isso.

5.) Mesada pra que te quero…

Não pense que só por que você tem suas metas de aposentadoria, ter um carro, um imóvel ou qualquer outro sonho, que nunca mais vai poder comprar alguma bobeirinha, almoçar com os amigos, comprar roupa, presente para os outros etc.

Estipule uma mesada mensal (de valor baixo, pelo amorrr). É com essa mesada que você vai poder almoçar com seus amigos, comprar alguma coisa que esteja com vontade, sem passar por grandes privações.

Esses pequenos mimos são importantes para conseguir manter o plano em pé, já que o sonho de ser FIRE é um projeto longo, muito longo. Conforme a conta de investimentos for engordando, a sua vontade de comprar coisas supérfluas começa a cessar e seus sonhos começam a se concretizar.

É um círculo virtuoso.

~ Yuka ~

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51 comentários em “Realize seus sonhos e ainda poupe todos os meses para a sua aposentadoria

  1. Excelentes reflexões. Minha reserva de emergência atualmente está no Tesouro Selic, representando 6 meses do meu custo, quando apliquei lá, mas hj percebo que realmente acaba sendo um valor alto para mim, que sou bem controlado e tenho até condições de usar dinheiro da empresa para situações de emergência. Estou reconsiderando diminuir esse valor qdo fizer o resgate para algo em torno do que vc faz.

    Engraçado que a minha ideia inicial de não ter carro, além de não gostar, era justamente que conseguiria economizar o suficiente para uma viagem internacional por ano. Não me arrependo em nada. Já consegui ir para vários países e realizar vários sonhos. Hoje tenho sido mais cauteloso pois com o descontrole do câmbio, o gasto pode ser bem acima do estimado. Tenho focado bastante no acúmulo de patrimônio atualmente.

    Beijos e bom domingo.

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    • Oi EP, e faz pouco tempo que eu me toquei que a reserva de emergência não pode ficar só na minha conta. Se acontece algo comigo, meu marido fica com o dinheiro engessado, então começamos a providenciar uma reserva de emergência para ele também. É uma coisa óbvia, mas nem tinha pensado sobre isso ainda. Sobre não ter carro, dependendo da localização da moradia (e se não se importar com a opinião dos outros – o avô do meu marido fala até hoje que ele é o ÚNICO neto que ainda não tem carro rsrsrs), nem vale a pena ter carro mesmo. Aí com o dinheiro que sobra, dá pra fazer uma viagem, ou comprar algo, e ainda por cima poupar bastante dinheiro. São escolhas. O problema começa quando as pessoas querem tudo. Querem carro, querem viajar, querem ter um plano de saúde top, querem comprar um imóvel, fazer um casamento para 300 pessoas, e ainda querem juntar dinheiro. Aí para nós, que somos reles mortais que ganha um salário normal, fica difícil. Beijos!

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  2. Que texto maravilhoso Yuka. Esse e todos os outros. Voce é uma das pessoas mais inteligentes que eu conheco mesmo ue so pela internet. Adoro a sua maneira de viver, uso muitas dicas suas, principalmente na criacao da minha filha. Adoro a maneira como voces criam suas filhas. Voce é uma pessoa muito iluminada e desejo que sempre tenha o melhor na sua vida e que possa viver ela do seu jeito sempre. Voce passa uma energia incrivel e é o tipo de pessoa que a gente gosta de ter por perto. Aquela que a gente senta pra tomar um cafe e quando vê ja se passaram horas. Bom, so pra dizer que voce me inspira demais a ser uma pessoa melhor e seguir meu coração. Beijo

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    • Oi Janaina, “Você é uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço” que elogioooo. Sabe que até hoje ainda não me acostumo? Tudo ainda é muito recente, porque como já falei em posts anteriores, como sou um pouco fora da caixa, eu achava que eu que era a burra rsrsrs. Muito obrigada pelo comentário com tantos elogios, é muito importante pra mim!!! Ganhei meu domingo hehe. Beijos.

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  3. Oi, Yuka! Mais um post fabuloso! Me ajudou bastante neste caminho que iniciei graças a você buscando (por enquanto) estabilidade financeira; amo guias de planejamento :-). Eu tenho uma pergunta para vc que está me atrapalhando um pouco nos meus planos. Assim como explica no post sobre a reserva de emergências, eu comecei a ler os livros do Cerbasi sobre o assunto. Mas em nenhum dos textos que li do autor faz alguma referência a se é conveniênte armar essa reserva enquanto vc tem dívidas ou é melhor usar todo o dinheiro disponível para evitar juros. Deixa te explicar: estamos com mais seis parcelas de um empréstimo e a gente vem jogando outra dívida de cartão de crédito em cartão tentando todo mês disminuí-la. Todo dinheiro que temos é destinado a diminuir ambas dívidas. Sempre guardo uma porcentagem pequena para emergências durante o mês que são aproximadamente 500 reais (com filhos não posso deixar de fazer isso) mas quando o mês termina, eu uso esse dinheiro para abater dívidas pois os juros são muito altos. Além de tudo, geralmente para o final do mês esses 500 viraram 20 (como este mês) porque precisamos usá-los em agluma outra coisa. O que vc recomenda? Esses 500 são muito dificeis de guardar porque sempre aparece algum imprevisto mas vc acha que seria melhor guardar além desses 500 digamos, uns 100/200 reais para armar a reserva em vez de usar tudo o que temos para diminuir dívidas? Muito obrigada!

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    • Oi Bhuvana, como vai? Acho que vocês estão fazendo certo de tentar abater a dívida toda vez que é possível fazer isso. Mantenha esses 500 reais como reserva de emergência, e quando o novo salário entrar, abata a dívida possível. Nenhum investimento vai te dar um retorno maior que a dívida. Ou seja, os juros que você paga da dívida, é muito superior ao rendimento que você ganharia se investisse. Só depois que você conseguir abater toda a dívida, comece com a reserva de emergência. Enquanto isso, substitua todos os gastos possíveis (marcas de produtos conhecidos por marcas desconhecidas), zero desperdício na alimentação, venda tudo o que não usa nos sites como OLX (é gratuito e não cobram comissão). Vá para a feira no horário em que estiver terminando, vai se surpreender como o valor é bem mais baixo do que no horário da manhã. Tente enxergar tudo como um grande jogo. Não desanime. Vai dar certo! Um grande beijo.

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    • vou dar o meu pitaco aqui: acho que a RE é a unica coisa que vale a pena manter mesmo se tem dívidas. Imagina uma situação de desemprego, atraso no recebimento, doença, etc, e vc sem dinheiro para pagar as dívidas que tem? a bola de neve só vai aumentar. Então eu pagaria só o valor mensal da dívida, e depois que montasse a RE, usaria todo o dinheiro que entra pra quita-lás

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      • Eu acho que o desespero as vezes ganha. Eu simplesmente não consigo dormir sabendo que temos dívidas e dinheiro para abater um pouco essas dívidas. Mas é para pensar também o que vc disse. De fato, cabe a possibilidade de que fiquemos dois meses sem receber (somos autónomos e dezembro e janeiro são meses de férias coletivas nas empresas e…adivinha quem não recebe nada?) e com dois filhos ter 0 na conta é um panorama assustador…Um abraco!

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  4. Yuka, excelente texto como sempre! Amei! Nunca investi… por medo mesmo. Comecei a trabalhar há 3 anos e já consegui juntar um valor bom… por enquanto sempre coloquei na poupança. Não li muito a respeito, confesso, mas, por cautela, vi o CDB diário do BB, que é meu banco. Estou pensando em aplicar nisso e deixar de 3 a 6x na poupança, como você sugeriu… vamos ver! Achei muito legal a forma como você deu as dicas nesse post: primeiro emergência, depois guardar, dar um “prêmio “ quando bater uma meta e desapegar de certas ideias, como carro e casa própria. Muito bom mesmo, parabéns!

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    • Oi Carolina, só confere com o gerente se esse CDB diário pode ser resgatado a qualquer momento, ou se tem D+1 (um dia útil para resgate). Depois que conseguir poupar o valor que você falou, de 3 a 6x na poupança, depois o próximo passo é abrir uma conta em uma corretora heim. Aí você investe no Tesouro Direto, vai ver que não é difícil. Só é preciso dar o primeiro passo. Beijos.

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  5. Boa tarde Yuka. Post muito bom. Amei a ideia de se presentear quando se bate uma meta. Acho q dá um “gás” pra continuar firme na meta. Uma boa semana pra vc !

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    • Oi Raika, essas metas são maravilhosas, porque no final das contas, só depende de nós. Se bater a meta antes da hora, posso viajar antes (ou comprar algo que eu queria há muito tempo), se demorar para bater a meta, demoro para viajar. Eu e meu marido sempre ficamos de olho em todas as contas para batermos a meta o mais rápido possível. É um trabalho em família, uma meta da família. Todo mundo ajuda rs. Beijos.

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  6. Gosto da ideia do carro, mas, hoje, preciso dele para deslocar-me para um de meus trabalhos… 70 k, ida e volta… de ônibus eu não chegaria a tempo… é uma escolha cara, mas , neste momento, necessária.

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    • Oi Estevam, realmente, no seu caso, ir de ônibus demoraria muito, custaria para você Tempo, imagina o tempo que demoraria para ir e vir de ônibus. Mas o importante é reconhecer que isso é uma escolha. Aí a alternativa é de repente tentar economizar em outros lugares. Eu, por exemplo, descobri há alguns anos que apesar de ter um plano de saúde top de linha, só usava os hospitais perto de casa, que um plano inferior cobria também. Aí o plano inferior simplesmente cortou os meus gastos em 50% no plano de saúde. Beijos.

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    • Oi Marcelo, infelizmente as pessoas ainda não se tocaram nisso que você falou, que as coisas levam tempo. A maioria das pessoas que vem me perguntar sobre investimentos, querem caminhos fáceis, falam sobre investir em unicórnios (como se eu soubesse qual empresa será o novo unicórnio), startups, investimentos com rentabilidade acima da média (provável pirâmide) etc…

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  7. Yukaaaa, sumi mas apareci! Que loucura vida de mãe, nosso tempo não é mais nosso!
    E reserva agora, sem dúvidas, é algo essencial nas nossas vidas! Com criança não dá pra arriscar. No Brasil não tínhamos esse hábito de poupar pra emergência. Começamos a poupar quando fomos morar longe da família, afinal, não tínhamos a quem recorrer nos perrengues da vida. No Brasil, o cartão de crédito era nossa válvula de escape em momentos de imprevistos… mas o crédito é um dinheiro que não possuímos… ou seja, vira dívida!

    Infelizmente, após o nascimento da bebê, não temos mais mesada. Nem eu, nem meu marido. Espero nos organizar melhor para voltar a ter. Apesar da nossa vida agora girar em torno da parentalidade, também somos seres individuais e temos nossas vontades e necessidades né?

    Eu li os últimos 2 posts além desse, mas não consegui comentar. Mas como sempre, você me inspira!

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    • Oi Tiemi, realmente, agora que sua bebêzinha está aí, seu tempo não é mais seu (pelo menos por enquanto rsrs, daqui a pouco você vai recuperando seu tempo aos poucos). Sobre você retomar a ter sua mesada, acho importante. Claro que no início, ainda tem que readministrar todo o orçamento da família, tem novos gastos com roupas (como crescem rápido!), com fraldas, remédios, mas daqui a pouco vocês entram no eixo novamente. Um grande beijo!

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  8. Carolina, no BB tem fundos de renda fixa melhores que o CDB e a poupança. Converse com seu gerente, ele te orientará de acordo com seus objetivos.

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  9. “Não dá para ter tudo.” Não ao mesmo tempo. Se isto for aceito, aliado a um pouco de estratégia e disciplina, acredito que seria uma receita básica para a educação financeira da maioria das pessoas, muito mais importante que conhecimento sobre investimentos. E pode e deve, na minha opinião ser, lembrado em outras situações ou áreas da vida. Ao reconhecer que “não dá pra ter tudo ao mesmo tempo”, nos vemos na obrigação de escolher e aí ter de enxergar as prioridades e me parece que também é um incentivo a valorizar o que já existe ou já está em andamento. Exemplo: aqui em casa frequentemente pensamos “podíamos nos mudar pra um lugar com vista pro horizonte, quem sabe pro pôr do sol” ou “podíamos morar onde tivesse um pátio com grama e plantas” ou “podíamos morar em condomínio com piscina/academia/facilidades”. A questão é que tudo isso, ainda em uma localização estratégica e em um custo baixo, é impossível. Um dos quesitos é possível; todos ao mesmo tempo não. É um exemplo apenas, mas que ilustra a aceitação de quem tudo bem não ter tudo ao mesmo tempo.

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    • É exatamente isso! Essa frase “não dá para ter tudo” serve para tudo na nossa vida. Eu lembro que quando pedi transferência para a unidade onde estou atualmente, buscava qualidade de vida, tranquilidade. Muitos colegas de trabalho chegaram a questionar a minha decisão de pedir para uma unidade tão pequena, sendo que eu trabalhava em uma das maiores unidades de prestígio. Eu lembro muito bem da resposta que eu dei: “não dá para ter tudo”. Eu coloquei como prioridade a minha qualidade de vida em primeiro lugar. Na outra unidade, eu demorava 1 hora a 1 hora e meia de ônibus para chegar até o trabalho (hoje demoro 20 minutos de metrô), tinha mais de 30 funcionários sob minha responsabilidade, hoje eu tenho apenas 8. Então são escolhas que devemos fazer. Quando a gente entende que não dá para ter tudo, começamos a entender que são as nossas escolhas do que é mais importante no momento, que fazem diferença. Que nem o seu exemplo que deu, você poderia morar em um condomínio com piscinas, mas não a um preço de banana. Se for um preço barato, talvez tenha que ser distante do centro da cidade, ou até mesmo em outra cidade. Muito bom o seu exemplo. Beijos.

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  10. “Não dá para ter tudo.” Não ao mesmo tempo. Se isto for aceito, aliado a um pouco de estratégia e disciplina, acredito que seria uma receita básica para a educação financeira da maioria das pessoas, muito mais importante que conhecimento sobre investimentos. E pode e deve, na minha opinião ser, lembrado em outras situações ou áreas da vida. Ao reconhecer que “não dá pra ter tudo ao mesmo tempo”, nos vemos na obrigação de escolher e aí ter de enxergar as prioridades e me parece que também é um incentivo a valorizar o que já existe ou já está em andamento. Exemplo: aqui em casa frequentemente pensamos “podíamos nos mudar pra um lugar com vista pro horizonte, quem sabe pro pôr do sol” ou “podíamos morar onde tivesse um pátio com grama e plantas” ou “podíamos morar em condomínio com piscina/academia/facilidades”. A questão é que tudo isso, ainda em uma localização estratégica e em um custo baixo, é impossível. Um dos quesitos é possível; todos ao mesmo tempo não. É um exemplo apenas, mas que ilustra a aceitação de quem tudo bem não ter tudo ao mesmo tempo.

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  11. Bom dia, Yuka! Sou a pessoa da dúvida que ilustra seu post… me senti feliz e honrada que minha dúvida inicial tenha se tornado este post tão cheio de dicas incríveis!
    Toda segunda leio tudo o que você escreve, mas nem sempre comento, porém estou sempre aqui.
    Sua visão de mundo, seu jeito de viver, com certeza são fontes de inspiração!
    Obrigada pela sua disponibilidade em escrever e ajudar!
    Abraços!
    Silvana

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    • Oi Silvana, sim, foi você mesmo que fez a pergunta. Eu achei a sua pergunta tão interessante… já faz um tempo que eu tinha salvo a nossa conversa no rascunho do blog, pra um dia virar um post. E finalmente virou. Você viu, né, sua dúvida era dúvida de muitas pessoas, e é isso que é interessante. Gosto muito do espaço dos comentários do blog. Beijos.

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  12. Yuka,
    Seu blog é cheio de inspiração… Não é sempre que comento por aqui, mas toda segunda dou uma espiada no que tem de novo. Parece que dá uma energia nova para a semana começar com tudo. Muito obrigada por compartilhar tantos ensinamentos bons conosco.
    Concordo que não podemos “ter tudo”, quando fizemos uma escolha é inevitável que tenhamos que fazer renúncias. Eu comecei cedo, tenho 28 anos e pretendo obter a minha independência financeira aos 45 anos. Acredito que cada um tenha o seu tempo e graças ao autoconhecimento, encontrei o meu. Penso que como comecei cedo, tenho uma vantagem. Assim, consigo economizar uma grande parte do meu salário e viver muito bem, com o conforto que eu acho necessário, sem tabelas e medidas alheias.
    Grande beijo e uma semana cheia de sonhos e realizações.

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    • Oi Jéssica, que maravilha poder alcançar a IF com 45 anos. Tenho a impressão que eu também acabarei alcançando mais ou menos com essa idade. A vantagem de começar cedo, é justamente o aporte alto, pois os gastos ainda não estão altos. Com uma vida confortável já instalada, filhos na escola particular, casa, carro, é muito mais difícil abrir mão de certos confortos para tentar buscar a IF. Mais e mais pessoas estão acordando para a nova realidade, de que não precisamos trabalhar até morrer, de que não teremos mais a aposentadoria do governo, e mesmo havendo aposentadoria, não será alto o suficiente para bancar o conforto da vida atual. FIRE com certeza é hoje em dia, uma das maiores apostas da minha vida. Beijos.

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      • Ah, e complementando, estava falando hoje com um pessoal que também acredita nessa jornada, de que quanto mais as pessoas não acreditam em mim, mais certeza eu tenho de que estou no caminho certo, quanto mais duvidam e me acham louca, mais eu vejo que em breve, muito em breve, serei livre. Beijos.

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  13. Muito bom Yuka! Eu estou ficando meio tenso na parte séria dos aportes…não estou conseguindo delimitar metas de prêmios, onde poderia alcançar um valor e poderia me presentar com algo. Penso nesse prêmio como “jogar fora” uma grande rentabilidade conquistada…Preciso rever isso para poder realizar pequenas conquistas no meio da jornada e não pirar
    Abraço!

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    • Oi Semeador, acho fundamental realizar pequenos sonhos quando conseguimos alcançar determinadas metas, por uma questão de saúde mental mesmo. Eu sempre penso que posso morrer a qualquer momento, ou que meu marido pode morrer e me deixar, parece meio macabro isso (é que tem um fundamento, meu pai morreu muito cedo, ele tinha 35 anos), mas vivo a vida lembrando de que não posso me arrepender, em não esquecer de viver. Não quero ficar com sensação de que deixei de aproveitar, que deixei de viver, porque amanhã posso nem estar aqui para usufruir a IF. Você tem um aporte mensal muito bom, talvez possa nos primeiros anos te dar de presente (que pode ser desde roupa, eletrônico, viagem, comida, etc) de metade do seu aporte mensal. Com 4 a 6 mil reais, daria para fazer uma bela de uma viagem para descansar, ou comprar algumas roupas novas, de repente pode colocar um pouco de dinheiro num envelope e entregar para alguém que você ache que está precisando… Nem precisa gastar metade do seu aporte, pegue 1000 reais e vá se hospedar em um hotel bom, coma um bom café da manhã, vai dar uma revigorada! Beijos.

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  14. Obrigada pelo texto maravilhoso. Vou fazer um vídeo e citar ele, dando referência ao blog, posso?
    Concordo com seu ponto de vista, quanto ao carro, já pensamos algumas vezes em vender. Masss, moro em SC, transporte público é precário, beem precário, Uber idem. Táxi caríssimo.. E o carro usamos bastante pra ir à praia, aqui tem tanta praia legal. É nosso lazer, sabe? Então optamos por ter. É confortável, automático, completo e a manutenção é relativamente boa (Honda). E o imóvel próprio no nosso caso foi vantagem tb, o aluguel nesse apto custa quase 1% do que pagamos no imóvel 7 anos atrás. Mas concordo com teu ponto de vista. Beijos 😘

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    • Oi Rosana, claro que pode citar o blog no seu canal, vou ficar bastante feliz. Sobre o carro, acho importante essa avaliação que você fez, ter consciência da sua situação, analisar os prós e contras e aí sim, tomar uma decisão baseada na sua experiência. Muita gente faz justamente o contrário. Compra carro porque todo mundo tem. Ou pior, se desfaz do carro porque tem gente que vive sem, mas não avalia a própria circustância, às vezes o transporte público é precário como no seu caso, às vezes trabalhamos longe demais, ou até mesmo moramos com um idoso e queremos dar conforto. O imóvel há 7 anos, se não me engano, ainda não estava tão caro. O início do boom imobiliário começou em 2010, lembro disso, porque foi bem quando eu estava negociando a compra de um imóvel. Quando a Caixa liberou o financiamento (depois de longos 9 meses), o imóvel já custava muito mais, a minha sorte é que a proprietária não quis reajustar o valor, e eu comprei por um valor bem abaixo do mercado. O importante é não engessar uma regra e avaliar cada caso como um caso único. Um grande beijo.

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  15. Bom dia Yuka!

    Terminei de ler seu post e a vontade é vender o apartamento (que já está quase quitado), deixar uma parte para reserva de emergência, o restante aplicar e morar alugado mesmo. Pq assim seria uma injeção grande rumo a Fire (pelo menos eu acho rs).

    Parabéns pelos seus post… são maravilhosos 😉

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    • Oi Pri, sobre a venda do imóvel, precisa avaliar se será vantajoso. Toda compra e venda de imóvel implica em taxas muito altas (porcentagem do valor de venda para o corretor de imóveis, pagamento do imposto de renda sobre o lucro etc), fora que já faz alguns anos que a renda fixa está com taxas baixas e o mercado de imóveis não está tão aquecido por conta do baixo poder de compra dos brasileiros. Faça uma avaliação bem minunciosa, pois há casos em que é mais vantajoso manter o imóvel e não precisar pagar o aluguel. Beijos.

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  16. Oi Yuka,
    O bom desse poste é que as pessoas que ganham pouco, também podem querer
    e poder realizar sonhos. É estimulante! Pois, se no momento pode juntar apenas R$ 500,00, então lá vamos nós nesse caminho, e nos comentários você também exemplifica como ir enxugando em vários “lados” para poder juntar e posteiromente investir mais.

    Te acompanho a bastante tempo posso dizer que aprendi muito contigo! Poderia citar tantas coisas que me ajudaram (fazer sabão, usar o kindle, marmita). Quando descobri que você é bibliotecária então, fiquei super mais que feliz.

    Falo desse blog pra todos!

    Grata!

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    • Oi Raquel, sim, hoje você vai guardar 500 reais, depois vai aprender a guardar um pouco mais, porque poupar todos os meses é definitivamente um hábito. Você juntando 500 reais por mês, terá no fim do ano R$6 mil reais. Imagina você chegando no marco de R$10 mil reais? Poderia pegar uma parte pequena desse dinheiro (até no máximo mil reais) para fazer alguma coisa para te deixar feliz. Esse fim de semana, vou postar um artigo sobre pizza “profissional” que estou fazendo em casa rsrs. Uma descoberta deliciosa que preciso compartilhar com vocês. Mas na próxima semana, já tem um post pronto sobre como estou conseguindo economizar cerca de 70% da renda familiar, claro que não estou falando pra ninguém chegar nesse número insano, mas no post vou explicar direitinho como consegui chegar nesse número, sem viver de forma miserável. Que legal que você gosta das dicas (sabão, kindle, marmita rsrs), você chegou a fazer o vinagre aromatizado (tem receita aqui no blog)? É delicioso. Tem o pão caseiro também. Vale a pena fazer. Eu sinto prazer de fazer essas coisas, então diferentemente do que muitas pessoas podem achar (de que eu faço para economizar), eu sinto prazer e orgulho de ter aprendido a fazer todas essas coisas. Meu marido usa o sabão em pedra que eu faço, e ele diz que é muito melhor do que o sabão que a gente comprava no supermercado. Obrigada por compartilhar o blog para os seus conhecidos. Adorei seu comentário! Beijos.

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  17. Yuka, vc é muito inspiradora. Parabéns! Eu achava que tinha feito uma viagem barata quando fui pra Bonito ano passado e gastei 3mil reais. E você me diz que viajou com 1,2mil em 4 pessoas. Incrível! Meus parabéns!
    Esse passo a passo que você criou faz muito sentido. E obrigada por fornecer esse tipo de material pra sociedade. Com certeza essa dúvida é muito comum e vou indicar seu post pra muita gente que me abordar com a mesma questão.
    Abs!

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    • Oi Elsa, mas se você levou a Muquirana junto e deu 3 mil reais achei barato, heim? Bonito não é um destino dos mais baratos. No meu caso, acabou saindo bem barato, porque além de ter conseguido um cupom com muito desconto, consegui gratuidade para as minhas filhas que são pequenas. Valeu muito a pena rsrs. Quero voltar em breve! Beijos.

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