Minimalismo na maternidade

man and toddler standing on shore

Se tem um lugar que recebemos incentivo para consumir, esse lugar definitivamente é na maternidade.

Tive sorte de já ser bem consciente quando me tornei mãe pela primeira vez e com isso fui pouco influenciada pelas pessoas.

Na primeira consulta da minha filha ao pediatra, ele me falou que antigamente não existia chupeta, não tinha colchão inclinado para evitar a regurgitação, não tinha almofada ou poltronas específicas para amamentação, não tinha sabão específico para lavar roupas de bebês, nem shampoos especiais para lavar os tufinhos de cabelo dos recém-nascidos. Com essas palavras em mente, saí do consultório com uma bebê recém-nascida no colo, com a certeza de que eu deveria prestar atenção na minha intuição, e não no marketing agressivo das indústrias incentivando consumo. E é assim que eu tenho levado a minha vida desde então.

Minhas filhas não saíram de roupa vermelha da maternidade, não fiz quarto decorado, não fiz mesversário, nem sessões de fotos, nem festa em buffet. Minha segunda filha mal dormiu em berço, sempre amamentei minhas filhas deitada apesar de toda contraindicação em relação a ter infecções nos ouvidos como otite, o que nenhuma das duas teve até hoje. Minhas filhas não usaram sapatos até 1 ano de idade, nunca entendi essa necessidade de colocar um tênis em um pé que nem sabe andar. Elas se vestem de acordo com a idade, ou seja, elas não usam roupas de mulher, não usam maquiagem, não pintam as unhas, não usam sapatinho com salto.

Não fiz enxoval para a minha segunda filha, ela usou tudo o que eu já tinha em casa, vindo da primogênita.

Minha mãe se surpreende até hoje, por eu ter usado 1 mamadeira, tendo 2 filhas em um curto período de tempo. Ora, quando minha segunda filha nasceu, ela mamava no peito, enquanto a filha mais velha tomava mamadeira. Coincidentemente, quando eu já estava prestes a comprar uma mamadeira para a caçula, a primeira filha largou a mamadeira, e com isso, pude aproveitar a mesma mamadeira.

Não lavei roupa separada das minhas bebês, como é recomendado em diversos sites. Gente, lavou tá novo. Nunca liguei das minhas filhas não estarem com lacinho na cabeça, se estavam com roupas coordenadas, tudo combinando. Minha preocupação sempre foi com a saúde, segurança e felicidade.

Aliás, não fiz muitas das coisas ditas normais pelos pais de primeira viagem, porque não era importante para mim. Agora, se é importante para você, faça, para não se arrepender depois.

Conforme as crianças foram crescendo, percebi que elas brincavam muito mais com uma caixa de papelão do que brinquedos comprados. E é muito fácil de compreender. Enquanto os brinquedos comprados já estão prontos, e não há muito o que fazer com uma boneca que já fala, anda, pisca e chora. Afinal, a boneca já vem pronta. Enquanto as bonecas que elas mesmas criam, precisam de um rosto pintado, fazer uma roupa, arrumar o cabelo, falar por elas, usar a criatividade.

A mesma coisa tem acontecido com outros tipos de brinquedos. Ao invés de pula-pirata e outros brinquedos que estão encostados num canto da casa, minhas filhas cismam em querer brincar com papel e tesoura, canetinha, cola, purpurina, tecido, fitas adesivas. Usam massinha de modelar para criar vestidos das bonecas, arrumam um pedaço de papelão e desenham o seu próprio celular, constroem casas para suas bonecas e se divertem horrores.

Há pouco tempo, comprei uma casa (tipo aquelas barracas do Gugu, mas numa versão melhorada) para elas brincarem. Qual não foi a minha surpresa ao perceber que nenhuma das duas se interessaram pela casa? Uma indiferença sem tamanho… tanto que depois de 2 dias eu desmontei e guardei embaixo da minha cama. Mas o interesse delas em construir a própria casa continua. Ou seja, elas não querem GANHAR uma casa. Elas querem CRIAR uma casa. Usam lençóis, almofadas, varal de chão, qualquer coisa que estiver à disposição aqui em casa pra construir o canto delas.

Pedem pra eu emprestar agulha e linha, porque querem fazer uma roupa de boneca, pedem pra eu emprestar minha pistola de cola quente, porque querem fazer uma escultura com pregos e parafusos, estão aprendendo a desenhar, de tanto me verem desenhando para elas.

Tenho gostado bastante desta forma de criação, vejo que concentração é algo raro entre as crianças, mas minhas filhas conseguem ficar concentradas por bastante tempo em uma atividade.

Digo para meu marido que o tempo vai encarregar de mantê-las ligadas na internet daqui a alguns anos. Então por enquanto… enquanto puder… prefiro mantê-las distante da internet para que a infância, que já é tão curta, se prolongue um pouco mais.

~ Yuka ~

36 Comments on “Minimalismo na maternidade”

    • Oi Estevam, rsrs, até que a missão não está sendo tão difícil por enquanto, mas tenho a consciência de que é porque elas são pequenas. Quando entrarem no ensino fundamental, terão mais influência externa, e aí sim, será mais difícil. Mas o importante é isso, ter flexibilidade, não proibir nada (a não ser que seja algo perigoso), conversar bastante, mostrar os prós e os contras, e vamos que vamos. Beijos.

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  1. 🙂 bom domingo pra vocês, Yuka!
    Se tivéssemos filho, creio que iríamos pelo mesmo caminho… Mas com a consciência de que seria difícil conter os avós, tios etc… Como conseguiram lidar com as pessoas de fora da casa? E… Não absorver nem se aborrecer com possíveis julgamentos? :/
    Um beijo e boa semana para a família toda 😉

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    • Oi Vivi, olha, por incrível que pareça, eu não divulgo meu estilo de vida para as pessoas que estão ao meu redor. Então a minha sogra não sabe, minha irmã não sabe, nossos primos não sabem, meus cunhados não sabem, e por aí vai. E por não levantar bandeira de nada, acabo sabendo muito pouco da opinião dos outros a respeito de mim. Eles não fazem ideia de que entendemos sobre investimentos, de que somos minimalistas, dos nossos planos futuros. Quando nos visitam, acabam comentando que a casa é bem clean, mas é só isso, só dou um sorriso. Não começo a discursar sobre “o conceito de como o minimalismo pode ser importante na vida de alguém” rsrsrs. Às vezes fico sabendo de algum comentário, alguma crítica pelas meninas não usarem roupas combinando, por elas ficarem procurando caixa de papelão para brincar, por elas estudarem em escola pública, achando que isso é sinal de que amamos menos. Mas o que faz muita diferença, é que eu e meu marido SABEMOS o motivo de toda escolha que estamos fazendo, e que as coisas que não estamos fazendo, é porque NÃO É IMPORTANTE para nós. Que nem no comentário do Anônimo que diz que festa de 1 ano não é para a criança, que é uma festa para os adultos fazerem uma social. Nós também pensamos assim. Mas não julgamos quem faz a festa, acho legal, bonitinho, sabe? Só não achamos importante para nós, mas para família que achar esse registro importante, PRECISA fazer essa festa, porque são tempos que não voltam nunca mais. A verdade é que pessoas sempre julgam. Julgam se a gente não tiver filhos. Julgam se a gente tiver 4 filhos. Julgam se a gente morar numa casa simples. E também vão julgar se a gente morar em uma mansão. Então o que eu e meu marido fazemos é conversar muito entre nós dois, para termos essa consciência de que essa escolha só diz respeito a nossa família, que devemos respeitar a escolha dos outros, e os outros devem respeitar a nossa escolha (mas como as pessoas não costumam respeitar as nossas escolhas, nós nem comentamos sobre a nossa vida) rsrs. Um beijo!

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      • Verdade Yuka!
        Obrigada por responder ♡︎
        Dependendo da situação o silêncio pode ser a melhor forma de não precisar começar um assunto que pode ser visto de maneira polarizada extrema (hoje em dia praticamente tudo vira ou “céu ou hell“ hehe)
        Beijo!

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        • Oi Vivi, exatamente isso. Infelizmente, o mundo está muito polarizado. As pessoas querem empurrar goela abaixo o seu estilo de vida, a opinião, quer ter sempre razão. E nada disso é necessário. Eu sei que a forma como eu vivo, poderia chocar muito as pessoas ao meu redor. Mas é isso, eu não tenho nenhuma pretensão de mostrar que a forma que eu vivo é melhor ou não, claro, ela é muito boa para mim e para a minha família, e compartilho aqui no blog para quem quer me seguir, mas na vida real, não mostro nada disso que compartilho no blog. Então sou uma pessoa extremamente comum aos olhos das pessoas que me rodeiam. E com isso, consigo transitar bem na família, no ambiente profissional, com os amigos. A parte ruim (sempre há rsrs) é que são poucos os que me conhecem de fato, profundamente. Apenas alguns dos meus melhores amigos, além do meu marido. O que eu percebo é que quando estou falando com algumas pessoas, elas se sentem na obrigação de justificar porque não fazem o mesmo, e até mesmo tentam me atacar criticando minha forma de viver. Sendo que uma coisa não tem nada a ver com a outra. É assim que percebo que essa pessoa não está pronta para ouvir opiniões diferentes, e eu corto o assunto e parto para generalidades. Já há pessoas que aceitam o jeito que sou, sem julgamentos, acham legal, mas sabem que não precisam seguir o mesmo caminho que o meu, pois cada um tem o seu ponto de vista. São essas pessoas que eu procuro estar sempre por perto. Mas é difícil encontrar, viu rsrs…. Beijos.

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      • Cada vez mais encantada com seus texto, Yuka!
        Eu acho que o ponto nevrálgico é sua coerência interna. Isso te traz paz, mesmo que as pessoas ao lado não consigam ver ou entender.
        E isso de evitar levantar bandeiras traz mesmo muita paz, eu já fui de “discursar” mais, e só me trouxe conflitos. Quem quer saber, procura informação, pergunta mais objetivamente, mostra uma postura aberta. E, incrivelmente, quanto eu menos falo mais eu vejo que as pessoas mostram interesse…
        Um beijo

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        • E te digo que as pessoas não conseguem entender viu, por mais que a gente explique. Então hoje estou numa fase que tenho preguiça até preguiça de argumentar, lutar para mostrar meu ponto de vista, porque como diz um amigo do meu marido, para quem não quer entender, nada do que a gente falar irá adiantar.. Daí aquele post que escrevi, “voando abaixo do radar”. Melhor coisa que fiz hehehe. Beijos.

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  2. Yuka, sempre tive vontade de comentar num post seu e nunca o fiz, mas hoje é inevitável. Te acompanho aqui acho que há uns dois anos e espero ansiosamente cada post, no domingo pela manhã.
    Suas palavras são leves e nos leva a visualizar o dia a dia na prática.Sou mãe de uma mocinha de 01 ano e, percebo a cobrança. Estou educando minha filha neste caminho descrito por você pq acredito ser o melhor, quem pensa de outra forma siga sua jornada também. Por aqui, nunca comprei um brinquedo ( até porque ela ganha), tem uma boneca de pano que eu fiz, mas a preferência é pelas tampas, panelas, potes e outros objetos da casa. Os brinquedos novos ela não dá muita importância.
    O que ela gosta mesmo é de companhia e experimentar. Em relação às vestimentas compro quando é necessário e ela ganhou muitas acredite, usadas que pareciam terem saindo da fábrica. Inclusive, ganhou sapatos que sequer chegou a usar, pois com a pandemia nosso passeio resume-se praticamente às consultas pediatricas e além disso, nunca senti necessidade de calçados enquanto não colocava os pés no chão.
    É isso, espero seguir desta forma, educando-a com amor, carinho e tendo o principal: tempo de qualidade com ela.

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    • Oi Léia, minha querida, como assim, seu primeiro comentário após 2 anos de visita? rsrsr Fico feliz de ter comentado, assim, conseguimos conversar um pouco e trocarmos algumas ideias por aqui. Eu lembro quando minha primeira filha tinha 1 ano de idade, é bem isso que você descreveu, ao invés de brinquedos comprados, ela se interessava muito mais pelas tampas, panelas e potes. Eu e meu marido achávamos isso muito engraçado, porque ela ganhava os brinquedos, e os brinquedos ficavam lá no canto esquecidos, enquanto as caixas eram super aproveitadas. Até hoje é assim. Quando chega algum produto pelo correio, minhas filhas disputam a caixa (sai até briga, você tem noção disso?), elas querem fazer casinhas para as bonecas delas, pedem para cortar, dividir, e depois inicia a etapa da pintura, colagem, colocam fitas, botões coloridos… Sobre os sapatos, eu ficava com dó de apertar os pezinhos gorduchos das minhas filhas, parecia um pãozinho fofo, e colocar sapatos nesses pés tão macios que nem sabiam andar parecia até algo errado rs. Durante muito tempo, elas saíam de casa no carrinho de bebê descalças, no máximo, com meias. Basicamente, o que precisamos fazer é prestar atenção nas nossas crianças, estarmos presentes. A gente vai saber o momento certo de colocar um sapatinho nos pés, a gente vai saber o que precisa ser feito, isso se chama instinto. Sua frase final fecha a minha forma de pensar “educar com amor, carinho e tendo o principal: tempo de qualidade com ela”. É dessa forma que penso também. Beijos.

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  3. Vamos polemizar no Boteco Fire, Yuka! Um episódio de papais e mamães Fire ia ser legal.
    Não há certo ou errado e admiro seu empenho em criar as Yukinhas de sua forma.
    Aqui mão rolou enxoval, mas a pequena teve umas 4 mamadeiras e bicos diferentes ao longo da vida (a ajuda também é pros pais, pra não lavar a mesma toda hora), ganhou uma cacetada de sapatinho (que botava só pra tirar foto, é fato) e lavamos roupa separada (com sabão e amaciante próprios) até os 2 anos (e até hoje também evitamos juntar).
    Quanto a brinquedos, infelizmente ela sofreu o paradoxo da escolha. Com muita opções, ela acabou diminuindo a concentração e raramente ficava mais de 5 minutos com o mesmo brinquedo/atividade. Atualmente, mesmo com menos brinquedos (fruto da vida nômade), escondemos parte dos brinquedos e alternam os de tempos em tempos. Cada vez que “resgatamos” um brinquedo guardado ela fica tão feliz como se fosse novo!
    Eu fico imaginando o trabalho que você tem pra dar banho nelas, com tanta tinta e canetinha… Deve ter que deixar em banho-maria! Rs
    Beijos nas pequenas

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    • Oi AC, verdade, não há certo ou errado na criação dos nossos filhos, vejo que o que depende muito também é de onde viemos, da criação que tivemos com os nossos pais. Muitos pais reproduzem a criação dos filhos olhando a criação que teve, e também os que querem fazer o completamente oposto do que os pais fizeram, porque não acharam algo legal. São percepções que cada pessoa tem e que devemos respeitar essas diferenças. Sobre os brinquedos, eu também tinha percebido isso, que quando elas tinham muitas escolhas, elas ficavam pulando de brinquedo em brinquedo, e não brincava com nada direito. Quando comecei a oferecer menos brinquedos, elas passaram a brincar de forma mais lúdica, inventando brincadeiras, o que achei bem mais saudável. Olha, agora sobre o banho, meu marido revira os olhos quando vê as purpurinas entrando em cena…. é tanto brilho, que parece que saímos de um bloco de carnaval, tem purpurina nos nossos olhos (dentro dos olhos!!!), no cabelo, na roupa, no sofá, em tudo. Tinta é outra coisa também, você já viu, elas começam pintando uma folha de papel, e termina pintando o rosto, o corpo, até a sola dos pés… agora temos um truque, elas fazem tudo isso lá na varanda, aí depois é da varanda direto pro banho kkkk. Beijos.

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  4. Já havia comentado no último posto sobre dinheiro e crianças, hoje me vi tentando a comentar novamente.
    Cada criança tem sua individualidade, com o tempo as características de cada uma vão aflorando e elas vão ganhando autonomia, inclusive para fazer escolhas, que muitas vezes poderão não ser as mesmas dos pais e isso é normal.
    Não gosto de rótulos como criação Fire ou coisas do gênero, o importante nesse caso é focar no que mais importante e ser bom nisso.
    Acompanhar as crianças, manter o diálogo, se importar, se interessar pelo cotidiano, se interessar em ensinar e aprender é o que deixa as maiores marcas e fará a maior diferença.
    Um exemplo de algo fora de contexto: Festa de aniversário pra criança de 01 ano não é pra criança, cito isso como exemplo de algo comum que embora não esteja errado é feito em nome da vaidade geralmente das mães focadas em fazer social com as”amigas”, ou mesmo ganhar presentes, a criança nem sabe o que está acontecendo, mas isso se tornou um costume, vai de encontro ao que você citou no post.
    Mas isso é uma opinião impopular, como citou a Vivi no comentário mais acima, outras pessoas esperarão por outros comportamentos e comportamentos discretos e simples, geralmente não fazem parte dessas expectativas.
    Resumindo: Você tem que se preparar pra duas situações: Possíveis mudanças de comportamento delas ao longo de tempo e lidar com as diferenças que elas vão encontrar em outros ambientes e no convívio com outras pessoas, isso na infância e adolescências pode gerar um sentimento de não pertencimento que num primeiro momento elas podem ter dificuldades de lidar. Procure junto com seu marido orientá-las sobre isso.

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    • Olá Anon, sim, é importante respeitar a individualidade de cada criança. Aqui em casa, eu tenho 2 crianças com temperamentos opostos. A mais velha, é impulsiva, quer tudo para ela, quer tudo para agora. A mais nova, é paciente, dá tudo para os outros, mesmo ela querendo. Então já viu que o conselho que damos para as duas costuma ser o oposto. Chega a ser engraçado. Para a mais velha, falamos que ela precisa ter paciência, que precisa compartilhar. Para a mais nova, falamos que ela precisa respeitar mais as vontades dela, que precisa se posicionar, não deixar os outros mandarem nela. Porque é assim, crianças nasceram dos mesmos pais, tiveram a mesma criação, mas possuem temperamentos diferentes. É preciso respeitar essas diferenças. Concordo com você sobre festa de aniversário de 1 ano, a festa não é para a criança, nas que eu participei, geralmente a criança (bebê, né?) está assustada com tantas pessoas desconhecidas, mal humorada, com sono (porque vejo sempre essas festas acontecendo à noite), chorando. Sobre as dificuldades que pode gerar no convívio com outras pessoas, é importante mostrar o motivo de tudo aquilo que estamos fazendo para as crianças, o por quê de tais escolhas. Sempre tentamos mostrar que pessoas são diferentes, e que possuem opiniões diferentes, e que tudo bem ser diferente, que não há errado ou certo, o que precisamos saber é o que é certo para nós. Que nem sempre iremos agradar os outros, e que tudo bem também. Hoje no café da manhã, minha filha mais velha estava comentando sobre isso, de uma roupa que ela estava usando. Foi bem caro para os nossos padrões, mas era um vestido que ela tinha gostado muito, e nós compramos. Ela gosta tanto desse vestido que praticamente não para no guarda-roupa, assim que o vestido fica seco no varal, ela já quer usar de novo. Ou seja, “valeu a pena” comprar. Agora, uma roupa adormecida, esquecida no guarda-roupa, não terá valido a pena. São conceitos simples que vamos ensinando, para ela entender o motivo de certas escolhas serem bem sucedidas enquanto outras não são. Como disse para uma leitora, ainda estamos na fase fácil, porque elas são pequenas e por isso não há muitas interferências externas. Mas reconheço que entrando no ensino fundamental as coisas serão um pouco diferentes, então o importante é sempre estar presente e prestar atenção nas nossas crianças. Um beijo.

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      • O importante é que você e seu marido são bem conscientes de suas escolhas e de tudo que isso pode acarretar. Sou discreto também, mais quieto, isso desde criança, meus pais me criaram de foram parecida com o que você faz com suas filhas hoje e sei que isso pode incomodar algumas pessoas que tem como primeira reação a crítica, no caso das crianças e adolescentes algumas críticas podem pesar, nem sempre há a maturidade necessária de quem é criticado, muito menos a responsabilidade por suas palavras pela parte de quem critica.
        Meu comentário é nesse sentido e vejo que você entendeu. Não é crítica negativa, é chamar a atenção para situações que sei que acontecem e talvez até você mesmo tenha passado.
        Boa semana pra você.

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        • Oi Anon, sim, não interpretei seu comentário como crítica, muito pelo contrário, entendo todos os pontos de vista como válido, são experiências que compartilhamos aqui. Entendo muito quando você fala que ser diferente para crianças e adolescentes pode ser um peso, afinal, o que mais queremos é nos enturmar, não queremos ser o diferente. Meu marido, sempre foi diferente e gostava de ser diferente na adolescência. Já eu, não gostava de ser diferente não, queria ser aceita pelas pessoas ao meu redor. Só com mais idade, com mais maturidade é que passei a entender que ser diferente não era tão ruim, principalmente quando esse “diferente” era seguir meus princípios e ideais. Ou seja, aqui em casa, temos os dois exemplos extremos: de um lado, uma pessoa que pouco se lixava para opinião alheia, e do outro, uma pessoa que tentava se encaixar dentro dos padrões estabelecidos pelos outros. Por isso achamos que o diálogo, e mais, respeitar o tempo individual de amadurecimento de cada uma das crianças será muito importante, às vezes esse amadurecimento vem cedo, às vezes vem mais tarde, e em alguns casos, pode nunca chegar, e estará tudo bem. Uma boa semana para você também.

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  5. Oi, Yuka!

    Eu imagino que se eu fosse ter filhos um dia ia querer seguir algo mais ou menos nessa sua linha. Uma coisa que eu acho ABSURDO quando vejo é aquela criança no “alto” de seus 2 ~ 3 anos de idade com um iPad/Smartphone na mão (e isso é MUITO comum hoje em dia), ou mesmo as meninas de 6 anos de idade maquiadas como se fossem adolescentes de 16. Com certeza é muito mais fácil largar uma criança com um iPad na mão do que ir pela sua linha e deixar elas criarem seus próprios brinquedos, né..rs

    Mas como acredito que filhos não são para mim, vou me limitar a continuar apenas observando 😛

    Abraço!
    https://engenheirotardio.blogspot.com/

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    • Oi Engenheiro, quando eu ia no restaurante antes de pandemia, eu via os pais entregando o celular para o filho não atrapalhar a hora da refeição. A criança mal comia, ficava lá, olhando de forma anestesiada a tela do smartphone. Em viagens de ônibus também (aquelas viagens para cidades próximas), todas as crianças no tablet. Eu dou algo para as minhas filhas comerem no início da viagem e depois elas dormem. Porque viagem é assim, não dá pra ficar gritando e brincando dentro do ônibus, há outras pessoas viajando junto muito perto um do outro. E já vi a bateria de um tablet acabar com uma mãe e um filho… e esse filho começou a xingar a mãe, começou um berreiro, a gritaria e a mãe pedindo perdão para o filho pequeno por ter esquecido de carregar o tablet… quando vi isso, eu prometi pra mim mesma que eu não iria entreter as crianças durante a viagem, que elas teriam que aprender a ficar quietinhas. E assim tem sido. Eu já ouvi aquela frase, que se você não quer ter trabalho com seu filho quando ele é pequeno, ele vai te dar trabalho quando crescer. E que se você tem trabalho com ele quando pequeno, você não terá trabalho quando ele crescer. Beijos.

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      • Antes da pandemia eu fui num restaurante à noite cedo. Na mesa ao lado tinha uma criança pequena numa daquelas cadeiras altas, brincando com o cardápio (que era feito de um material bem resistente, tinha poucas páginas). A criança estava encantada, passando as páginas. Assim que a mãe percebeu, o tirou da mão da criança e colocou um tablet…
        É assim que começa a dependência de eletrônicos. Poxa, o risco dela estragar o cardápio era mínimo, mas ter a criança “sob controle” foi mais importante.

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        • Ah isso é o que mais vejo também, crianças e adultos com celular, nem o casal interage mais durante as refeições. Por aqui quando saíamos para comer, era um sufoco, porque minhas filhas né, ainda não são educadinhas, então fico pedindo para não gritar, não pular, não pegar o saleiro, não tirar o sapato, meu marido e eu voltávamos exaustos. Mas sabemos que é um exercício que elas precisam enfrentar. Elas precisam aprender, treinar e a se comportar nesses lugares. Como eu conheço as filhas que tenho, não arrisco de ir num restaurante chique e passar vergonha, então eu faço isso em fast-foods como Habib’s e McDonalds. Até falo pro marido, “quando será que a gente vai conseguir ir de novo em restaurante heim?” kkkk. Quando essa pandemia passar, começo de novo com os treinos. Como elas já cresceram um pouco nesse meio tempo, talvez nem dê mais tanto trabalho assim. Assim espero rs. Beijos.

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  6. Yukaaaa!! Que posts inspiradores, tanto esse quanto o anterior! Preciso dizer que amei o seu planner de metas para suas meninas, todo ilustradinho, que graça! Você é muito boa com desenho!

    Eu virei bem econômica comigo depois da maternidade, porque agora gasto com elas! E meninas é um mundo à parte né? São tantas tentações, tudo tão lindo, rosa e brilhante! É uma missão quase impossível de resistir!

    Consegui ser econômica com a segunda filha. Até agora não gastei com nadinha! Estou usando tudo da primeira filha. Mas continuo comprando além do que deveria para a mais velha. Espero me conscientizar mais sobre pra poder ensinar pra elas educação financeira, coisa que não aprendi quando pequena.

    Obrigada por sempre nos ensinar tanto! Beijão

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    • Oi Tiemi, também virei bem econômica depois que tive minhas meninas. Aqui no Brasil o fantasma da inflação voltou, então tudo está muito caro, então a gente acaba se policiando um pouco mais. Eu que moro de aluguel, quero ver o que vai acontecer no reajuste, o IGPM acumulado de 12 meses está em 40%… ai que medo. Beijos pra você.

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  7. Como a gente é parecida, Yuka. Eu compro muito pouco tb, mas nesse final de semana fiquei com vontade de comprar vários brinquedos (jogos) que na verdade é mais pra mim do que pra ele kkkk mas como ele só tem 4 muita coisa ainda não joga, então vou sendo bem criteriosa. 4 anos atrás vc me ajudou muito a montar enxoval, segui tuas dicas e gastei pouquíssimo. E se tivesse um segundo filho gastaria menos ainda, beijos

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    • Oi Rosana, é, eu também fico olhando algumas coisas de brinquedo e fico tentada a comprar, mas vejo que elas já tem tantas coisas, e aí eu me acalmo um pouco. Não tem jeito né, a gente sempre quer agradar nossos filhos, essa fase que nossos filhos estão é tão gostosa, vejo as mãozinhas tão pequenas, fico pensando que daqui a alguns anos elas já estarão grandes, então fico me policiando de que devo aproveitar bastaste este período. Um beijo.

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  8. oi Yuka, bom dia,

    É bem difícil ser minimalista nessa fase de comprar coisas para os bebês. Tem tanta coisa linda e fofinha que é bem difícil se controlar. Sem contar a ansiedade que pode pegar bem forte na gravidez. Até eu, que no geral sou bem comedida, comprei muito mais que o necessário.

    Se bem que no geral, o minimalismo passa bem longe no quesito criança aqui em casa. Fizemos festas de aniversário desde o primeiro ano até os 9 anos. No primeiro ano e no segundo, por nossa conta. A família é pequena dos dois lados e não fazemos outros tipos de comemoração – não tem festa de casamento, quinze anos, nos aniversários dos adultos vamos a restaurantes – então o aniversário da minha filha acabava sendo o encontro anual das famílias. Mas a partir dos 3 anos, ela já sabia o que estava acontecendo, e o aniversário virou o evento anual dela, muito esperado e aproveitado. Eu e o meu marido não somos muito sociáveis, mas vendo o quanto ela gostava fazíamos um esforço de socialização. Ano passado, por conta da pandemia, fizemos um lanche no pátio do prédio, só com os vizinhos e a melhor amiga desde sempre. Coisa de 10 crianças, no máximo, mas foi bem legal também.

    Sobre os brinquedos, é isso mesmo, o que eu ajudei a montar de cabaninhas e casinhas com mantas, almofadas e lanternas, não dá para contar. Até hoje algumas caixas de papelão são confiscadas também. A minha mãe diz que criança que vai para escolinha não se liga muito em brinquedo pronto porque tem acesso a muito brinquedo diferente. Não sei se é isso, mas aqui tivemos alguns que foram muito aproveitados, mas outros, como jogos, quase nada. A fase de inventar roupas para bonecas também fez sucesso, pegava uns paninhos e fitas e fazia vestidos bem elaborados. Sobre a purpurina, tem um episódio da Peppa que é muito engraçado. A professora guarda a purpurina no cofre como se fosse algum tipo de veneno.

    Eu acho que a maternidade me deixou mais empática no geral. Eu já fui muito mais crítica com os outros antes de ter a minha filha. Inclusive fiz muitas coisas que eu criticava nos outros (aqui se fala, aqui se paga!). Acho que tem poucas experiências na vida que fazem a gente encarar tanto a distância entre a expectativa e a realidade.

    E também é aquilo que já comentei antes, eu não sou minimalista por definição. Eu só não me importo com a maioria das coisas que as pessoas gostam de consumir – roupas, carros, eletrônicos, esse tipo de coisa – e detesto casa bagunçada e cheia de tralha. Não é uma ideologia, é muito mais um jeito de ser.

    Beijo, boa semana
    Daniela

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    • Oi Daniela, apesar de eu não ter o costume de sair comprando coisas, nessa pandemia, tenho comprando muito mais coisas para as meninas. Elas já estão isoladas há 1 ano e 3 meses, e estão aguentando firme aqui em casa, então tento compensar o tédio comprando coisas que não precisaria comprar se elas estivessem brincando nas praças, no canteiro de areia construindo castelos, correndo atrás dos amigos. Então vai desde barraca do Gugu melhorada (que elas ignoraram kkkk), massinha de modelar, canetinha (esse nunca falta aqui em casa, vai que nem água), cadernos de colorir, cadernos de atividades, giz de lousa, bexiga, e por aí vai. Tem dias que olho para a minha casa e acho que ele está um lixo… mas aí lembro que elas não têm pra onde ir, e que estão se divertindo como podem, na limitação que se encontram. Aí eu fecho os olhos e ando pela casa afastando a bagunça que elas estão fazendo com o pé. Paciência, preciso encarar que não estamos em tempos normais. Sabe que depois que li seu comentário sobre purpurina e Peppa, fui perguntar para elas se elas sabiam disso, e elas não sabiam. Combinamos de tentar encontrar o episódio pra assistirmos juntas rsrs, agora até eu fiquei curiosa hehehe. Eu também me tornei mais empática depois que me tornei mãe, a gente aprende muita coisa né? Nossas crianças imitam nossos defeitos e isso é uma grande lição de humildade e reconhecer o quanto ainda temos que melhorar como pessoa. Eu acho que você faz certo de não se rotular, afinal, somos pessoas de fases, e vamos mudando conforme o tempo passa. E que bom que mudamos, sinal de que estamos evoluindo. Um beijo pra você, tenha uma boa semana.

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    • Ahhh que lindo Daniela, encontrei o episódio do glitter, Madame Gazela esconde o glitter num cofre porque sabe que gruda em tudo kkkk. Amanhã vou chamar as meninas e o meu marido pra assistirmos todos juntos. Ele vai reconhecer o que acontece aqui em casa hahaha. Beijos.

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  9. E foi assim que eu lhe conheci… Num post sobre minimalismo na maternidade, há um tempo. Sufocava-me aqueles listas intermináveis de “tem que ter”, que nunca tive e nem fez falta. E pesquisando sobre ser diferente cheguei aqui. Acredito que nunca estamos tão vulneráveis quanto na maternidade. E ver que era possível me fez acreditar ser possível. Provavelmente nunca nos veremos pessoalmente, mas acredite você me deu força num momento em que eu sentia as críticas das pessoas mais próximas nas minhas costas. Obrigada por tudo.

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    • Uia, esse comentário me tocou, Poupando Centavos. Quando você escreveu que “nunca estamos tão vulneráveis quanto na maternidade” é justamente isso que aconteceu comigo. Eu nunca tive nenhuma experiência com bebês, então quando tive minha filha, eu não sabia absolutamente nada. Comprei pouquíssimas roupas, que gerou aquele post que você deve ter lido, mas depois que ela nasceu, surgiram outras dúvidas. Fui no pediatra carregando minha bebê no colo, com uma lista de coisas para perguntar para o pediatra se eu precisava comprar ou não. Fui perguntando pra ele “eu preciso comprar chupeta?”, “preciso comprar um colchão inclinado para minha filha não morrer afogada com o leite?”, “preciso comprar uma almofada de amamentação?”, “preciso comprar um bico protetor para o seio?” e depois de umas 5 perguntas, ele compreendeu o que estava acontecendo comigo e começou a explicar… que antigamente não tinha chupeta, não tinha sabão especial para lavar roupinha de bebê, e que todos nós sobrevivemos. E que as indústrias se aproveitavam justamente com a insegurança das mães. Aquilo foi como uma explosão na minha cabeça. Tudo começou a fazer sentido. Eu tinha também ganhado alguns livros das minhas amigas, mas um deles foi inesquecível… A Encantadora de Bebês… chegou a ler? Nossa, eu me sentia muito incompetente, porque não conseguia fazer nada do que estava escrito no livro. Até que eu decidi parar de ler, e começar a prestar atenção na minha filha. E aí as coisas começaram a fluir. E entendi que antes de tentar fazer igual a todo mundo, o que eu precisava fazer era muito simples…. era observar bem a minha bebê, que naturalmente saberia como agir. Nossas avós fizeram assim com os filhos rs. Um grande beijo.

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      • oi Yuka e Poupando Centavos!

        Acho que o marketing foca bem isso, em nos sentirmos inadequadas (na aparência, na saúde, na maternidade) e termos que comprar coisas para resolver essa “inadequação”. Esse livro da encantadora também me fez sentir assim, muito incompetente. Outro foi aquele o que fazer quando você está esperando, ou algo assim, que lá pelas tantas dizia que quando chegava o 7o mês da gravidez: se você ainda não parou de trabalhar, está na hora de parar. E eu, como assim hora de parar de trabalhar?, essa não é uma opção. Só se eu fosse rica, e o dinheiro fosse meu, para eu parar de trabalhar por causa da gravidez. Mas um que eu li bem mais tarde, no consultório da fono da minha filha e que gostaria de ter lido quando ela era bebê foi aquele por que as crianças francesas não fazem manha. Acho que teria me ajudado se eu tivesse lido antes da minha filha nascer. Mas também não são só as indústrias, os comentários de outras pessoas também reforçam isso, ah fulana faz assim e o filho dorme a noite inteira, eu fiz assim e o meu filho come de tudo, eu tirei a fralda dele com 1 ano, etc, etc.

        Também acho que é melhor comprar coisas para fazer outras coisas (papeis, lápis, canetinhas, tintas, massinhas eva, de modelar) que brinquedos prontos. Antes da pandemia eu costumava convidar as amigas da minha filha para virem aqui brincar e era o caos completo quando iam embora. Bem isso, não dava nem para pisar no chão, de tanta coisa espalhada. Como a maioria delas é filha única, fiz muito isso, para terem companhia para brincar. Ultimamente, temos ido às vezes na pracinha, que é lugar aberto e elas usam máscara direitinho e saído para andar de bicicleta. Agora já é meio empurrada às vezes, porque já está com 10 anos, mas ainda gosta de pracinha se tiver companhia.

        beijo, Dani

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        • Bom saber que eu não sou a única que me achava incompetente lendo esses livros de maternidade kkkk. E hoje pensando, é claro que não daria certo, cada bebê é de um jeito, e cada mãe é de um jeito, e essa interação entre os dois envolve diversas questões, incluindo o passado da mãe, a projeção da expectativa dos pais, a insegurança, opiniões de terceiros, humor do dia, enfim, um milhão de fatores. E concordo com você, o comentário das outras mães também pode causar aflição, ao invés de acolhimento. Eu e meu marido comemos o pão que o diabo amassou quando nossas filhas eram pequenas. A mais velha sempre foi muito irritadiça, então chorava muito. Quando ela estava com 2 anos, nasceu a bebezinha, que não dormia a noite de jeito nenhum. Então até a menorzinha completar 2 anos, nós quase não conseguíamos dormir a noite. Às vezes ouço um comentário de que cuidar de bebê é super fácil, que não tem nada de difícil, e eu logo penso que depende muito do bebê. Tem bebê calmo e tem bebê irritadiço. Bebê que fica bem sozinho e bebê que é mais dependente. Então o que eu sempre digo é que não dá pra medir a maternidade com uma única régua, porque para cada um será uma experiência diferente. Só sei que essa fase de bebê traumatizou demais o meu marido, foi um período delicado, difícil, principalmente porque eu passei muito mal nas minhas duas gestações. O coitado não pode nem pensar em ter um terceiro filho, o que é totalmente compreensível rsrs. Beijos.

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  10. Cada criança é de um jeito, é um indíviduo. Que bom que suas filhas herdaram de vc os genes do minimalismo. O fato é que existe sim essa pressao social pra comprar esse monte de cacarecos, justamente em cima de um casal que está numa situacao vulneravel, nova, com a responsabilidade de cuidar de um ser tao indefeso. É a receita perfeita pra estourar o cartao de crédito. Tambem acho que com 2 é possivel fazer um se distrair com o outro. Com 1 só é fogo, toda hora quer o pai ou a mae. A gente brinca um pouco mas tem outras coisas pra fazer. Aí viva o tablet e a televisao. Excelente post.

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    • Oi Vagaba, isso de ter 2 filhos faz muita diferença mesmo, eu vejo como minhas filhas brincam (e brigam kkk) uma com a outra. Eu não daria conta de brincar tanto tempo assim com elas, afinal, como você disse, temos outras coisas que precisamos fazer. Fico imaginando o trabalhão que deve dar ter 1 filho, parece contraditório, mas ter 2 filhos dá realmente menos trabalho do que ter apenas 1 filho. A bagunça da casa é em dobro, mas a companhia que uma faz para a outra compensa a bagunça rs. Beijos.

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