Cultive pequenas felicidades

Gotas De Chuva, Folha, Joaninha, Gotas De Água, Orvalho

Acostumamos a acreditar que felicidade são grandes conquistas e até mesmo, o destino final.

Uma viagem internacional. O dia do casamento. O nascimento de um filho. A compra da casa própria. Entrar na faculdade. Ser promovido no emprego.

Ser rico.

Ser feliz.

Concordo que ocasiões especiais nos remetem à felicidade.

Mas quando nomeamos a felicidade como algo exclusivo de eventos grandes e memoráveis, limitamos a felicidade que podemos sentir ao longo da vida.

As conquistas grandes são importantes, mas aprender a valorizar a simplicidade, a cultivar momentos especiais, a colecionar pequenas felicidades são igualmente importantes.

De 2000 a 2003, eu fiz faculdade em uma cidade do interior de São Paulo e obviamente na república que morava não tinha uma máquina de lavar roupa. Eu lembro das centenas de vezes que esfreguei roupa no tanque, e as pendurei no varal do quintal. Mas há algo que não esqueço até hoje. Eu conseguia sentir felicidade no momento que recolhia as roupas. Ver a roupa seca depois de somente algumas horas penduradas no varal, a brisa fazendo as roupas secas roçarem meu rosto, as roupas quentes com o calor do sol. Essa sensação durava somente alguns segundos, mas era algo genuíno, uma felicidade simples.

Essas pequenas chamas de felicidade acendem inúmeras vezes ao longo do meu dia, como por exemplo, quando deixo descansando a massa de pão e quando volto vejo que dobrou de tamanho, fico encantada com o poder da fermentação.

Ou até mesmo nessa semana em que estou trocando o rejunte da minha casa (ô trabalho duro esse viu). Olhar as partes de rejunte trocados por mim, traz novamente essa felicidade instantânea, e um orgulho de mim mesma.

Eu não sei se acontece na casa de vocês, mas em todas as casas que morei, eu sempre recebi a visita ilustre das joaninhas. E resolvi comentar com as minhas filhas que quando uma joaninha visita a casa de alguém, ela traz felicidade. Não deu outra, toda vez que entra uma joaninha em casa, nós fazemos festa. Paramos tudo o que estamos fazendo para ver a “Joana”. Pegamos um copo, transferimos cuidadosamente. Olhamos por alguns minutos, e depois soltamos na varanda.

Quando meu marido traz picolé pra gente comer, nos sentamos na varanda enquanto conversamos e aproveitamos a paisagem. Eu tenho tanta certeza da saudade que vou sentir desse momento em que estamos sentados nós 4 espremidos em uma varanda pequena, tomando sorvete, que eu só fico apreciando toda cena em silêncio.

Eu poderia ficar aqui listando inúmeras situações que remetem pequenas felicidades, mas o que eu quero dizer é como a felicidade pode ser simples.

A minha felicidade tem tido essa cara, criar pequenas tradições, apreciar o crescimento das plantas, das minhas filhas, valorizar as coisas que me rodeia.

Claro que novidades são importantes também, mas em momentos de pandemia, há igualmente outras coisas que podemos fazer para continuar colecionando felicidades, justamente para podermos seguir em frente.

~ Yuka ~

31 Comments on “Cultive pequenas felicidades”

  1. Bom dia, Yuka!!

    É sempre gratificante ler suas cartinhas de boas notícias…
    Encontrar a felicidade nas coisas simples é divino. Eu me sinto super feliz quando caminho no parque, aqui perto da minha casa. Que maravilha… sentir o perfume das flores, apreciar a diversidade de cores, poder andar…
    Outra coisa que me deixa feliz é ter dinheiro para comprar comida, é bom demais !!!
    E assim… vamos juntando nossas felicidades na caminhada da vida…

    Bete

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    • Oi Bete, é um exercício diário a avalanche de informações não soterrarem essas nossas pequenas felicidades. Eu percebo que quando não estou bem, quando estou triste, essas pequenas felicidades desaparecem. O fermentar do pão, o vento que balança a cortina, o feixe de luz que entra e pousa na minha cama, nada disso tem graça. Por isso quando sinto felicidade nas pequenas rotinas do dia-a-dia, fico feliz porque sei que estou em equilíbrio. Beijos.

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  2. O ser humano não foi feito pra viver em constante incerteza, insegurança, medo, preocupação… Isso traz desânimo, desesperança e no médio ou longo prazo doenças físicas e emocionais.
    São necessários esses momentos de felicidade, contentamento, relaxamento, são momentos assim que recuperam nosso organismo, nossas energias, trazem de volta nosso ânimo, esperança e ajudam a manter nosso equilíbrio emocional.
    Objetivos maiores, de longo prazo, são importantes, mas esses momentos do cotidiano são nosso combustível pra que não fraquejemos no caminho, pra que caminhada não perca seu sentido e até pra reconhecermos que felicidade tem muito mais haver com fatores internos que externos, que se estivermos em paz conosco não precisamos de quase nada para nos sentirmos bem.

    Você está certa em estar atenta as pequenas coisas, momentos do seu dia a dia, a vida passa rápido porque geralmente estamos focados em coisas não tão importantes ou mesmo totalmente desnecessárias, conforme vamos envelhecendo vamos sentindo a passagem do tempo, o passado vai crescendo e os horizontes pessoais e profissionais vão gradativamente se limitando, nos lembrando que a vida é finita.
    Portanto o nosso desafio é melhorarmos como pessoa, não apenas evoluir profissionalmente ou financeiramente, pra que a vida tenha mais significado e possamos nos manter com a consciência tranquila, para que quando as coisas e conquistas materiais e profissionais forem ficando pra trás, nós estejamos amparados pelo sentimento de que dentro de nossas limitações humanas tenhamos tido uma vida consciente e responsável e caminhado no sentido de sermos melhores.

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    • Olá, é exatamente isso: “se estivermos em paz conosco não precisamos de quase nada para nos sentirmos bem.” Até escrevi no comentário anterior sobre isso, que quando não estou bem, nada dessas pequenas felicidades são perceptíveis, é como se não existisse. Já quando estou em equilíbrio, consigo enxergar tudo muito bem. A joaninha, o vento, o sol, as plantas dando brotos… incrível, não? Eu percebo como a vida é finita ao olhar para as minhas filhas. Convivo todos os dias com elas, olho para elas a todo momento, mas em alguns momentos, olhar para elas é ver o tempo escorrer pelas minhas mãos. É surpreendente como crianças crescem rápido, como as feições do rosto mudam num piscar de olhos. Seu comentário está cheio de sabedorias, obrigada por compartilhar. Beijos.

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  3. Olá, Yuka

    Talvez, quanto mais a gente corra atrás da felicidade, mais distante ela fica. Principalmente se for de forma artificial (rede social ou drogas, por ex.).

    Acho que ele está, cada vez mais, associada a “fazer o que tem que ser feito”, como no seu exemplo de colocar as roupas para secar, e depois colher o resultado natural disso.

    Parafraseando o prof. Clovis de Barros: “o Sapo, sapeia. a Maré, mareia. e assim elas cumprem seu objetivo”. O “seromano” que é um pouquinho mais complicado…

    Abraço

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    • Oi Rudisom, concordo com você que quando a gente foca na felicidade, ela parece fugir de nós. Já deve conhecer esse poema: “O segredo é não correr atrás das borboletas… É cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!”. Eu repito este poema com uma certa frequência para as pessoas, pois eu realmente acredito nisso. As pessoas correm atrás das borboletas, mas estão fazendo o errado. Precisam cuidar do jardim, ou seja, precisa se cuidar, se conhecer melhor, descobrir coisas que gosta de fazer, e as coisas que não quer fazer. Com o tempo, as borboletas virão. Adoro o Clóvis de Barros!! Sou fã dele. Beijos.

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  4. Yuka, mais um texto seu que me deixa emocionado =)

    Você talvez tenha percebido pelas minhas postagens recentes que tenho abordado muitos temas que estão diretamente ligados à felicidade. Estou muito, digamos, “dedicado” a conseguir entender um pouco melhor o que de fato seria a felicidade para mim (eu digo para mim pois a felicidade é algo subjetivo, me parece..). Tenho um recorrente pensamento de que a felicidade o meu caso está atrelada à “companhias”, penso muito que se eu envelhecer e estiver “sozinho”, não conseguirei ser feliz. Ao mesmo tempo sempre sai de um relacionamento e entrei em outro, e cá estou eu, sozinho..então começo a sentir que estou buscando no lugar errado.

    Esse exercício de sentir a felicidade das pequenas coisas, no dia a dia, me parece ser muito gratificante. Mas acho que não é só “querer” e você sente, existe um trabalho anterior que você com certeza já fez, que eu imagino ser novamente o autocohecimento. Espero avançar nessas questões!

    Abraço!
    https://engenheirotardio.blogspot.com/

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    • Oi Engenheiro, uma das felicidades é realmente ter boas companhias. Mas essa companhia não precisa ser necessariamente amorosa, mas bons e fiéis amigos (que pode ser amigo, família, parente, animais etc). Quando namorei pela primeira vez, fiquei meio que vislumbrada e larguei de todas as minhas amizades por um amor. Só que o namoro acabou e fui lá chorar as pitangas nos ombros das amigas. Depois retomei o namoro, e eu larguei as minhas amigas de novo. E o namoro terminou de novo, e fui chorar no ombro delas rsrs. Nessa segunda vez que fui chorar no ombro de uma amiga, essa amiga (que é minha amigona até hoje), me fez olhar nos olhos dela e recebi o seguinte soco no estômago: “se você fizer isso de novo, de abandonar suas amigas por causa de qualquer homem, saiba que a próxima vez esse ombro que você está chorando hoje, não estará mais disponível. Saiba que relacionamentos amorosos vem e vão…. os amigos ficam.” E apesar do soco no estômago que senti, foi o melhor conselho que alguém poderia ter me dado. E desde então, apesar dos vários acontecimentos da vida, todos os meus amigos continuam comigo. Eu namorei, terminei namoro, casei, divorciei, casei de novo, tenho filhos, e meus amigos estão comigo. Nós, seres humanos, realmente não fomos feitos para ficar sozinhos, gostamos de companhia, gostamos de ter alguém pra conversar, e isso é extremamente saudável, não pode abrir mão disso. O que não podemos fazer é condicionar nossa felicidade em uma terceira pessoa. É mais ou menos assim, se nem a gente sabe como ser feliz, a outra pessoa saberá menos ainda. O primeiro passo você já deu: um mergulho dentro de você mesmo. Beijos.

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  5. Yuka,

    Seu post tem tudo a ver com o que penso.

    Como disse no final, novidades são importantes, mas se ficarmos olhando apenas para elas, não vivemos o momento presente e também não ficaremos satisfeitos com o que já conquistamos.

    Por isso, penso que aproveitar o momento presente, vivê-lo de verdade é algo essencial para que a vida faça sentido.

    Seu post me lembrou de algo que escrevi em 2017, com o título de Valorize o simples. Se quiser ler, está aqui: https://simplicidadeeharmonia.com/valorize-o-simples/

    De lá, extraio o poema que fiz para postar aqui:

    Valorize o simples

    Valorize as pessoas pelo que elas são de fato e não pelo que possuem.

    Valorize os momentos agradáveis.

    Valorize as companhias agradáveis.

    Valorize a natureza, que possui tanta beleza, simplicidade e complexidade ao mesmo tempo.

    Valorize um abraço, um sorriso sincero.

    Valorize cada gole de um copo de água em uma tarde quente de verão.

    Valorize a organização e a disciplina.

    Valorize o silêncio e a tranquilidade.

    Valorize o sono reparador.

    Valorize a saúde.

    Valorize a paz.

    Hoje, decida valorizar o simples.

    Hoje, decida valorizar a vida.

    Boa semana!

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    • Oi Rosana, verdade, quando buscamos somente as novidades, é como se a gente vivesse sempre no futuro, esperando por algo que nem sabemos se teremos. O ideal (e digo ideal, porque nem sempre é possível nessa nossa rotina corrida) é tentar viver o presente, a passos curtos, observando o que acontece ao nosso redor. Seu texto é lindo, valorizar o simples é um exercício diário que deveríamos praticar. Beijos.

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  6. Lindo, Yuka. Me identifiquei de certa forma. Há alguns dias estava na cama com o esposo e nossa cachorrinha, brincando, curtindo, senti uma felicidade tão grande que queria que esse momento nunca acabasse. Essas grandes coisas (formatura, casamento, viagens) são muito valorizadas e curiosamente sempre tem alguém que ganha muito dinheiro com isso. É bom ver que tem mais gente que pensa diferente. Fica o lembrete pra gente ver a felicidade passando nas coisas simples. Um beijo, boa semana.

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  7. Que delícia de texto pra fechar o domingo, muito bom Yuka.
    Hoje eu estava deitada na cama olhando o céu azul pela janela e pensando em como o céu estava lindo… Aprender a admirar as coisas belas do dia a dia traz essas pequenas felicidades. E tem sido bom sentir isso.
    E adorei a história da Joaninha. Poucas vezes vi um mas quando encontrar alguma vou ficar bem feliz!
    Beijos e boa semana!

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    • Oi Ariane, quando aprendemos a admirar as coisas pequenas do nosso dia-a-dia algo maravilhoso acontece. A gente passa a enxergar beleza em tudo o que nos rodeia. O céu é lindo, e a lua mais ainda. Quando era pequena, tinha o costume de olhar para a lua, depois que eu cresci, eu parei de olhar para o céu, e passei a olhar mais para o chão. Há algumas semanas, comecei a olhar para o céu à noite, e fiquei surpresa de como a lua brilha.. eu nem lembrava mais. Um beijo pra você.

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  8. Que delicadeza de post Yuka…

    Por coincidência, as joaninhas também me acompanham, acho tão fofas, umas amareladas, outras bem vermelhinhas.. também sempre acreditei que elas são sinal de sorte. Minha filha e eu já até escrevemos um livro caseiro a 4 mãos “A Joaninha sem pintinhas” hehe!

    Penso que para conseguir reparar nas alegrias e belezas da vida é preciso sensibilidade para ver o que sai do “normal”.

    As coisas que mais me alegram por aqui são: sentar na varanda com uma xícara de café, tenho umas cadeiras de fio no lugar de sofá (daquelas de alpendre de vó) e carrego para lá enquanto vejo o horizonte.

    Ver brotinhos novos nas plantas tbem é sensacional.

    Ah outro bichinho que me traz muita alegria de ter por perto são as maritacas. Deve ser por isso que gosto tanto de coqueiros na vizinhança. Adoro a bagunça delas logo cedo e de tardezinha (elas marcam o horário, tanto de começar o dia, quanto de desligar o computador). Aqui no interior elas dão vários problemas para a fiação das casas, mas eu amo elas mesmo assim! Kkkkk! É lindo ver uma revoada delas, verdinhas de peito amarelo..

    Boa semana para vocês.
    Beijos

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    • Oi Cinthia, que lindo você ter escrito um livro caseiro com sua filha! No outro apartamento que eu morava, tinha invasão de maritacas. Elas eram tão escandalosas, mas eu adorava acordar com a bagunça delas. Depois o terreno da frente do meu apartamento foi vendido, depenaram a árvore imensa onde habitavam as maritacas, e elas foram morar em outro lugar, uma pena. Aqui no apartamento que estou morando, não tem maritacas, mas tem um bando de passarinhos que visitam minha varanda todos os dias, a todo momento. E olha que elas aparecem seu eu dar água, nem sementes. Estou tentando descobrir a espécie pra dar comidinha, mas tá difícil descobrir, elas são rápidas demais rsrs. Beijos.

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      • Ah que legal receber essas visitas de passarinhos! Se colocar uma vasilha com água eles farão festa (e bagunça) na varanda de vocês! Hehehe bom demais observar a natureza… lembro de ficar com meu pai assistindo lagartixas apanharem insetos perto da luz, ou vendo as estrelas no céu quando pequena. Momentos que ficam para sempre na nossa memória… Tenho uma certeza: as joaninhas que nossas filhas verão no futuro, farão com que elas se lembrem de nós.

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  9. oi Yuka, bom dia! Apareceram 2 joaninhas esta semana nas minhas plantas e estão ainda por lá :)) Eu também agradeço e tento sempre aproveitar esses momentos simples e percebo que preciso mesmo de muito pouco para me sentir feliz.
    Principalmente desde que a pandemia começou, temos nos divertido pedalando ou andando de skate e patinete em família, caminhando pela praia, tomando picolé. Assim como você, fico super feliz ao ver um pão crescendo, um bolinho saindo do forno, as plantas crescendo verdinhas, minhas orquídeas dando flores, minha filha desenhando ou tentando escrever. É tudo tão simples, mas enche meu coração de alegria. Abraço, linda semana para vocês

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    • Oi Bruna, siiim, minhas plantinhas dando brotinhos, também fico feliz. Eu tenho babosa aqui em casa, que é o remédio milagroso secular da família rsrs. Minha vó tinha, minha mãe tem, eu tenho, e pelo jeito minhas filhas também terão. É ótimo para machucados, feridas e queimaduras. Tenho mania de ao dar água para a babosa, dar uma apertada nela pra ver se está gorduchona, e fico super feliz quando ela está gorducha, pois é sinal de que está “bem alimentada” de água, e poderá servir minha família no momento certo rsrs. Caminhar pela praia é uma delícia mesmo, a cidade onde moro não tem praia, mas já morei muitos anos em Santos, adorava caminhar pela orla da praia no final da tarde, era muito bom. Beijos.

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  10. oi Yuka, bom dia,

    Acho que esse tipo de olhar delicado sobre os pequenos momentos da rotina que nos trazem alegria a gente desenvolve. É um tipo de sabedoria, que ninguém ensina, mas que faz a vida mais leve.

    Normalmente os grandes acontecimentos da minha vida foram marcados por tanta ansiedade, que no momento que aconteceram eu não conseguia me sentir feliz, só aliviada por tudo ter dado certo e terminado.

    Agora, mais velha, eu tenho esses momentos, tomando um café e vendo a paisagem, conversando com a minha filha, fazendo uma refeição em família, afofando os meus gatos. Tenho que estar relaxada, sem grandes preocupações, para conseguir percebê-los.

    Não sabia dessa “fama” das joaninhas, vou começar a comemorar quando apareceram. Elas são muito lindinhas e delicadas.

    Beijo e boa semana, Daniela

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    • Olá. Me chamou atenção seu comentário de que grandes momentos geram muita ansiedade, o que atrapalha muito a curtir de verdade.
      Concordo plenamente. Eu não me casei na igreja, nem fiz festa e não tenho vontade nenhuma de fazer pois vejo que no dia do casamento a noiva sempre está exausta, querendo que tudo seja perfeito com um vestido super pesado, muita maquiagem e laque nos cabelos.
      Realmente, a felicidade esta nas coisas simples.

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      • Isso é verdade, já fui em diversos casamentos com 100 convidados, 200 convidados, e quase não via os noivos, era basicamente um abraço, trocar meia dúzia de palavras e foto para recordação. Depois eu ouvia os colegas falando mal ainda do casamento, da comida, da roupa, do lugar, da lembrancinha… afe, ninguém merece, né. Beijos.

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    • Oi Daniela, é exatamente isso, “tenho que estar relaxada, sem grandes preocupações, para conseguir percebê-los”. Comigo acontece a mesma coisa. Quando estou triste, ou com ansiedade, nada disso é perceptível. Essas pequenas felicidades somem da minha vista. Não ouço pássaros, não percebo se está nublado ou se está sol, esqueço de dar água para as plantas ou tirar a poeira das folhas… agora, quando entro em equilíbrio, é como se a vida ficasse mais colorida, mais vívida. Então o exercício é tentar estar em equilíbrio sempre, mas tá difícil. As joaninhas são lindas e maravilhosas, no Google, colocando as palavras joaninha e sorte, verá uma série de textos sobre felicidade. Mesmo que sejam só lendas, é divertido acreditar e fazer festa ao receber uma visita delas rs. Beijos.

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  11. Esse post deixou meu coração quentinho!
    Yukaaaa, minha caçulinha tá trocando o dia pela noite, mas entre trancos e barrancos, consigo apreciar pequenas alegrias do dia a dia e vou compartilhar algumas com você:

    Desde criança eu A-MO quando troca os lençóis da cama. Minha mãe disse que eu deitava e ficava horas apreciando a textura, o cheirinho de amaciante… e até hoje é assim! Trocar o lençol me deixa muito feliz! Eu até sinto que durmo melhor! Kkkkkkkk

    Eu amo cheirinho de alho fritando, me lembra comida caseira de mãe, daquelas que abraçam o estômago sabe? No Japão se chama comfort food.

    Amo o cheirinho azedo do cangote da minha bebê, rs. Amo observar as manias que minha mais velha tem, são hábitos idênticos aos nossos, sem nunca termos ensinado!

    Amo dias ensolarados durante o inverno. Banho quentinho depois de um dia cansativo. Ficar descalça. Vento no cabelo. Pisar na grama. Observar as luzes da cidade a noite sentada no banco do carona. Cochilo no sofá. Abrir as janelas de manhã e deixar o ar circular pela casa. Sentar no sofá e apreciar a casa após um belo souji (faxinão). A lista é infinita… o simples também é incrível! Basta a gente parar pra apreciar.

    Yuka, você já fez algum post sobre armário infantil e como planejar as compras de roupas? Percebo que tenho exagerado e errado bastante… tenho encontrado dificuldade em aplicar o minimalismo nessa área. Fica a dica de post se te interessar 😉

    Obrigada por nos inspirar! Beijo enorme

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    • Oi Tiemi, eu imagino, esse período aí que você está passando, olha, eu vivia como uma zumbi rsrs. Ter duas bebês em casa não é tarefa fácil… Em um período da minha vida, eu tinha duas bebês que usavam fralda em casa… Uma mamava na mamadeira enquanto a outra mamava o peito ainda. Mas veja o lado bom, daqui a alguns anos (tipo agora, que minhas filhas estão com 5 e 3 anos), eu sinto muita gratidão enorme por ter sido doida o suficiente de engravidar da minha filha mais nova, quando a mais velha tinha só 1 ano e 2 meses. As duas tem diferença de menos de 2 anos de idade, e é uma graça ver as duas interagindo. Haha, sei bem essa sensação de lençol trocado, eu também tinha muito isso, principalmente quando morava em uma casa com quintal, o tecido do lençol ficava meio duro por causa do excesso de sol, e era justamente essa sensação de aspereza que gostava. Durava pouco, já que o tecido ficava macio muito rápido, mas eu adorava mesmo assim hehe. Sobre se já escrevi algum post sobre armário infantil e como planejar as compras de roupas, acho que nunca escrevi, mas não sei se é aplicável o meu caso, porque eu ganho muitas roupas, de uma amiga e da minha prima, e sei que não é todo mundo que tem essa sorte que eu tenho. Ah, fora que minha mãe costura também. Então volta e meia elas ganham vestidinhos da minha mãe. Então eu acabo comprando bem pouca roupa rs. Um beijo pra você.

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  12. Oi Yuka,
    Gosto da ideia de olhar do turista, de visitante. É muito interessante como o turista aprecia os detalhes, as pequenas coisas, seja de pessoas ou do lugar que visita. Infelizmente perdemos esse olhar quando estamos acostumados com nossas casas e entes queridos. Exercitar o olhar do turista ajudar a enxergar essas pequenas felicidades que brilhantemente citou em seu post.
    Bjos

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    • Oi Sapien, é verdade, essa comparação com o turista é uma boa forma de explicar. A gente perde o brilho no olhar com as coisas rotineiras, com o que já nos acostumamos, com as pessoas que sempre estão do nosso lado. O exercício é tentar enxergar o que nos rodeia como privilégio, como abundância, dando seu real valor. Um beijo.

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  13. Oi Yuca! Hoje lembrei de você… tinha lido o texto no domingo e hoje senti uma grande alegria e contentamento com meu cabelo molhado após ter tomado banho depois de uma corridinha de 5km que me deixou suada, rsss, eu estava tomando meu cafezinho, ouvindo música clássica e lendo algo. É uma sensação de paraíso: não falta nada, não sobra nada – tudo é suficiente. Graças a Deus (mesmo! por eu estar mais próxima d’Ele, não é Deus que se afasta de nós – somos nós que nos afastamos, do que é simples e puro – os verdadeiros bens) estes momentos tem se tornado cada vez mais comuns em minha vida, mas é como você disse, só os sentimos quando estamos em equilíbrio. Como outras pessoas já disseram, são tantas as possibilidades dessa satisfação profunda que o inacreditável é como conseguimos nos afastar tanto desse estado naturalmente saudável. Beijão!

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    • Oi Dane, que lindo seu comentário. Acredito que excesso de internet, a pressa permanente, a irritação e o estresse da vida moderna nos afasta da simplicidade, e dos pequenos prazeres. Passamos a exigir grandes estímulos, grandes presentes, grandes viagens, grandes compras, de preferência cada vez mais caros, e aí a visita singela de uma joaninha vira algo insignificante, algo sem valor. Sendo que valor está justamente nessas pequenas coisas, assim como o exemplo que deu do cabelo molhado. É exatamente isso, “não falta nada, não sobra nada – tudo é suficiente”. Para alguns, esse nosso suficiente pode ser pouco demais, visto até como falta de ambição, excesso de frugalidade, mas quem consegue reconhecer o prazer na simplicidade, sabe do que estamos falando. Um beijão pra você.

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    • Oi VAR, ih, o problema é que se eu fizer um podcast, termino de falar em 1 minuto rsrs. Sério, eu sou muito sucinta para falar, bem objetiva, então por mais que eu queira (e às vezes eu quero mesmo), eu não consigo ficar enrolando muito na fala. Minhas reuniões geralmente são rápidas, porque é tudo pá-pum hehe. Mas obrigada pela sugestão, foi um grande elogio. Beijos.

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