Mottainai: uma filosofia japonesa sobre desperdício

mottainai

Não posso dizer muito sobre a cultura de outros países, mas sei que Japão e Alemanha possuem uma cultura bem forte de evitar o desperdício.

Aqui no Brasil, percebo que as pessoas julgam (mal) quem luta contra o desperdício. É mais bem visto deixar sobras de comida no prato do restaurante, do que pedir para embrulhar para levar para a casa. É mais estiloso comprar uma bermuda nova, do que transformar aquela calça velha em uma bermuda. É mais fácil jogar fora a camiseta manchada, do que tingir com uma cor escura e continuar usando por mais alguns anos. É melhor avaliada a pessoa que sempre vem trabalhar com roupas diferentes, do que aquela que sempre vem com as mesmas roupas.

No Japão, existe uma palavra que eu gosto muito: mottainai.

Ela não possui tradução para o português, mas no Wikipedia, tem um trecho em que Hitoshi Chiba, autor do documentário Restyling Japan: Revival of the ‘Mottainai’ Spirit, tenta explicar um pouco sobre o conceito:

Muitas vezes ouvimos no Japão a expressão mottainai, que vagamente significa “desperdício”, mas em seu sentido pleno transmite um sentimento de temor e apreço pelas graças da natureza ou a conduta sincera de outras pessoas. Existe uma característica entre os japoneses de tentar usar algo por toda a sua vida efetiva ou continuar a usá-lo por repará-lo. Nesta cultura de carinho, as pessoas vão se esforçar em encontrar novas casas para posses que eles não precisam mais. O princípio mottainai estende-se à mesa de jantar, onde muitos consideram rude deixar mesmo um único grão de arroz na tigela.

No eCycle também tem uma definição bem legal:

As práticas que integram o espírito mottainai podem ser adotadas por qualquer um. São ações simples que evitam o desperdício de todo e qualquer recurso. Um pequeno gesto muito valorizado no Japão (e que é um primeiro passo para incluir o mottainai em sua vida) é não deixar nem um grão de arroz no prato (pegue porções pequenas; se não for suficiente, repita, mas não jogue comida fora). O Japão enfrentou períodos muito difíceis, como guerras, fomes e terremotos, e se desenvolveu em um território com recursos naturais escassos. A prática do mottainai foi essencial para a sobrevivência e para o crescimento do país, sendo uma das bases da cultura japonesa. O espírito ecológico e a prática da sustentabilidade, assim como o consumo sustentável, são formas de adotar o mottainai como filosofia de vida. Qualquer país iria se beneficiar ao seguir o exemplo do Japão, mas adotar o mottainai não precisa ser uma ação institucional. Na própria cultura japonesa foram as pequenas ações cotidianas (resultado de privações) que fizeram do mottainai um estilo de vida adotado por todo o país.

O mottainai não é apenas sobre desperdício de comida, de roupa, de dinheiro. É sobre desperdício de tempo, de talento, de oportunidades.

Podemos dizer mottainai, quando estamos jogando comida fora, pois esse alimento poderia estar alimentando outra pessoa que está passando fome neste exato momento.

Podemos dizer mottainai, quando estamos desfazendo de uma roupa que ainda está em condições de uso, mas que não queremos mais usar, porque simplesmente enjoamos.

Podemos dizer mottainai, quando percebemos que uma pessoa é completamente desorganizada. Dá uma sensação de que está desperdiçando tempo precioso da vida fazendo coisas desnecessárias.

Podemos dizer mottainai, quando há talento desperdiçado. Aquela pessoa que você enxerga um talento incrível fazendo coisas repetitivas de escritório.

Como vê, o conceito mottainai é muito mais profundo e belo, onde nada mais é do que uma filosofia que promove o respeito à vida.

~ Yuka ~

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31 comentários em “Mottainai: uma filosofia japonesa sobre desperdício

  1. Muito interessante, Yuka. Há descendentes de japoneses na minha família (através do casamento da minha irmã, meus sobrinhos). Costumo dizer que o brasileiro é um pobre soberbo: é capaz de morar na favela e ter o carro do ano na garagem, parcelar em varias vezes para ter um IPhone, etc. Veja esse endeusamento das blogueiras de beleza, que possuem 500 batons em suas gavetas (alô, validade!). Tenho tentado me impor alguns desafios, como não comprar nada a não ser que vença ou acabe. Roupas eu costumo doar (e o que não presta vira pano de chão). Não me denomino minimalista por que tem uns fanáticos que ficam contando objetos (eu não sou assim, meu objetivo é manter o que já tenho, independente da quantidade). Meu foco é minha aposentadoria e também gosto de viajar.

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    • Oi Carol, também sou assim que bem você, não gosto de ficar contando os objetos, de falar que quem tem menos é melhor, ou que é mais minimalista. Realmente, o brasileiro é um pobre soberbo mesmo. Muitas pessoas das quais conheço, têm dúvidas, mas viajam todo ano nas férias, fazem festas de aniversário do filho em buffet, comem fora com frequência… até me surpreendo como eles têm dinheiro. Mas como meu marido sempre diz, eles não têm dinheiro, tem dívidas. E acham isso bonito, falam com orgulho. Também fazemos isso, de reaproveitar as roupas, no caso, quando está em condições de uso, fazemos doação. Quando está muito manchado, meu marido corta em pedaços menores para limpar a bicicleta dele. Reaproveitamento total rs. Beijos.

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  2. A descrição brasileiro pobre soberbo do comentário acima é perfeita para a maioria das pessoas que eu conheço… Já vi uma amiga que viajou com a família durante as férias e ficou me criticando por não ter ido a praia naquele verão, (eu tinha uma divida e usei o décimo e ferias pra paga ) dizendo que a pessoa tinha que curtir um pouco…. Passou as ferias toda postando fotos e mais fotos nas redes, uma semana depois cheguei na casa dela e a mesma estava chorando porque não tinha comida nos armários e nem tinha dinheiro pra comprar, detalhe essa pessoa tem dois filhos pequenos. Eu fiquei calada, mas deu vontade de passar na cara, ah e eu não me ofereci pra ajudar porque não achei justo comigo que fiz escolhas certas tirar do meu que já não era muito pra comprar comida pra quem passou uma semana esnobando na capital. Depois me senti triste pelas crianças, mas fiquei com medo de abrir um precedente perigoso… No fim eles resolveram fazendo feira no cartão da mãe dela.

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    • Pois é, é muito comum acontecer o que você descreveu da sua amiga. Também conheci uma pessoa que fez uma festa enoooorme de casamento, e depois ela teve que vender o carro (que faltava apenas algumas prestações), a moto do marido, a reforma da casa teve que ser interrompida (ou seja, a cozinha ficou no contrapiso durante meses), dizia inclusive que tinha que comer na casa dos pais, já que não tinha dinheiro nem para fazer supermercado. Claro, nem o casamento aguentou tanta dificuldades, e eles divorciaram. Você fez bem em não ajudar, porque infelizmente, a tendência é começar a achar que você é um saco sem fundo e que sempre será a salvadora. Ou seja, ela vai continuar esbanjando e gastando, e quando precisar do dinheiro, irá usar o dinheiro de suas economias. Não está certo, né? Beijos.

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      • Pois bem, esse ano com planejamento estarei viajando por 10 dias, em três cidades diferentes vendo gente querida e ainda vou passar 4 dias numa praia q eu amo. Não é badalada mas é um paraíso e sem nenhuma dívida. Como eu vendi o meu carro por usar pouco e gastar muito com manutenção, IPVA e afins, sendo q só usamos pra viajar e nós viajamos bem pouco por causa do filho pequeno iremos alugar um carro para a viajem e sairá muito mais barato do que manter um carro, na verdade se tivéssemos mantido o carro provavelmente não viajariamos pq não ia sobrar dinheiro pra pagar a viagem, já que gastaríamos toda a nossa sobra na manutenção dele.

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        • Olha aí, suas decisões que a maioria das pessoas se recusam a fazer (de vender o carro, mesmo utilizando pouco), trouxe uma viagem, onde passará momentos maravilhosos. Nem todos estão dispostos a passar por isto. Só que na hora de criticar, não vão lembrar que você está conseguindo fazer as coisas, porque você tomou a decisão de se desfazer de um carro. Isso já acontece comigo também. Muitas pessoas dizem que eu moro em um bairro privilegiado, caro. É caro? Sim, é caro. Só que é mais barato morar onde eu moro, onde não preciso ter um carro e ainda chego no trabalho em 20 minutos de metrô, do que ter um carro (que além de me consumir dinheiro, iria consumir meu tempo). Muitas pessoas preferem ter um carro e morar longe do trabalho 😉 Beijos.

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  3. Yuka, o que você acha dessa onda de festa por adesão? A moda está aumentando (as pessoas dizem que é por causa da crise). Quando eu era criança, quando meus pais não tinham dinheiro, ficava sem presente e sem festa (meus pais conversavam comigo e a vida seguia sem traumas. Eu ficava chateada, mas ficava mais preocupada com os meus pais ansiosos com nossa situação financeira do que pela falta de festa). Tanto que no final do segundo grau abri mão de participar da festa de formatura para não dar gasto ao meu pai, eu sabia que ele estava apertado. Enfim, considerando o que você disse anteriormente, parece que hoje as pessoas não querem viver ou deixar os filhos viverem nenhum tipo de frustração. Ou se endividam, como você citou, ou fazem os amigos pagarem o que vão comer na festa (mesmo a pessoa já tendo despesas como roupa e transporte para ir). Tem gente casando e fazendo festa de aniversário dessa forma. Eu se não tenho condições financeiras, prefiro não fazer festa (como na minha infância) e se um dia eu me casar e não tiver grana, vou casar só no civil (e a festa que fique, caso eu queira, para uma época mais favorável). Sei que é polêmico.

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    • Oi Carol, ai então, eu nunca gostei dessas coisas sabia? É como querer dar bom dia com o chapéu dos outros. Do tipo, vou casar, mas quem vai comprar meu apartamento é meu pai. Vou fazer uma festa para o meu filho, mas quem vai pagar são os avós. Vou viajar, mas quem vai pagar são meus amigos. Quando minha mãe disse não para o meu tio, para que permanecêssemos na mesma escolinha, era justamente para evitar esse tipo de coisa: estudar com o dinheiro dos outros. Minha mãe sempre me ensinou a fazer as coisas de acordo com o dinheiro que eu tenho. Se eu não tenho, não faço. Vou te dar alguns exemplos. Quando vim morar em São Paulo, eu ganhava muito pouco. Não tinha dinheiro suficiente para pagar um aluguel em um bairro bom. Onde fui morar? A duas quadras de uma favela. Minha irmã, ficou abismada, e perguntou para a minha mãe se deixaria eu morar lá. E ela deixou, disse que eu estava tentando me virar sozinha. Se lá era o único lugar que eu conseguiria pagar, era lá que eu ficaria. Fui assaltada diversas vezes, consegui mudar de emprego, melhorei meu salário e saí rapidinho daquele bairro. Outra coisa, no meu primeiro casamento,nós não tínhamos dinheiro para fazer uma festa de casamento. Fizemos somente no civil, mesmo a família do meu ex-marido ter dinheiro. Dizíamos que o dinheiro era fruto da conquista deles, não nossa. Por aí dá pra perceber que não sou favorável a esse tipo de coisas. Eu sou que nem você. se não tenho condições financeiras, não vou contar com o dinheiro dos outros para realizar os meus sonhos. Inclusive não quero que minhas filhas contem com o nosso dinheiro para fazer festa de casamento, compra do carro e do imóvel, aposentadoria. Ficou longo o comentário rsrs. Beijos.

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  4. Oie Yuka 🙂

    Gostei muito do que você escreveu, principalmente quando você diz que as pessoas enaltecem quem desperdiça. Passo isso constantemente em minha própria família, enquanto estou de um lado ensinando e educando meu filho com um determinado olhar, outras pessoas estão desperdiçando tudo em geral (comida, roupas, brinquedos, alimentos…). O que ainda me machuca é quando apontam para mim e fazem criticas pesadas, e as coisas boas que fiz? Passam completamente invisível à esses olhos…

    Acabou sendo um desabafo, mas acabei me vendo neste tipo de situação. 🙂 bjs

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    • Oi Viectoria, acho que é cultural do brasileiro esse negócio de dar valor a quem gasta sem pensar no futuro, quem ostenta (fazendo dívidas), quem não planeja (e ainda desdenha quem faz planejamento), etc. Sabe o que eu tenho feito para ficar isenta a essas críticas? No meu caso, eu sei que estou fazendo a coisa certa ao educar minhas filhas a não comprar de forma compulsiva, sei que estou ensinando o valor das coisas. Também sei que estou no caminho certo quando separo uma parte do meu salário todo mês, pensando no futuro da minha família. Então quando fico sabendo de alguma crítica, eu só sorrio e não falo nada, mas mentalmente, eu penso “me aguarde, o tempo afirmará que eu estava certa.” Juro, no meu caso, funciona muito bem. Eu sei que daqui a 10, 15 anos, a vida irá mostrar que eu estou no caminho certo. As pessoas não enxergam isso (ainda), por isso fazem críticas pesadas sobre as coisas que você faz. Ignore. Não dê bola. Só sorria e siga o seu projeto de vida. Você sabe que está no caminho certo. Beijos.

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      • Quando for daqui a 10 e vc estiver no bem bom TB não reconhecerão seu esforço… Vão dizer que foi sorte ou que você conseguiu as coisas roubando, pq você não tem condições de ter tal coisa, ah e talvez se intringuem de você porque terão inveja… As pessoas são assim infelizmente.

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        • É, sempre tem alguém que vai desdenhar o que a gente faz. Isso acontece hoje, e acontecerá no futuro. Por isso a importância de não dar importância às críticas vazias que os outros falam. Leandro Karnal falou em um vídeo que “Sorte é o nome que o vagabundo dá ao esforço que não faz”. Nada mais tão verdadeiro como essa frase. Beijos.

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  5. Maravilhoso! Adorei! Querida amiga Yuka, parece que estamos tomando um cha na minha casae conversando.. E voce sabe que moro do outro lado do mundo. Como eu gosto de voce! Como eu gosto do seus posts! Sinto sua amiga mesmo sem te conhecer. Muito obrigada por tudo. Pra variar, arrasou! Grande beijo. Marilia 🙂

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    • Oi Marília rsrs. Obrigada pelo amiga 😀
      Por muitas e muitas vezes pensei em deixar o blog com uma cara mais profissional, de site. Mas todas as vezes que eu penso nisso, eu acabo desistindo porque a parte boa desse blog é justamente ser caseiro. É isso que me aproxima dos leitores, consigo falar das minhas experiências, consigo ouvir as experiências dos leitores, e fazer uma rica troca de conhecimento. Beijos pra você.

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  6. Adoro seus posts Yuka, fico esperando aos domingos . Un beijo.
    O minimalismo me fez ver muitas carencias, muitas veces saimos para comprar por sentir solidao por exemplo.

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    • Oi Cynthia, eu também já fiz muito isso, de comprar coisas para preencher um vazio. Lembro de várias situações onde saía de casa com 50 reais e só sossegava quando conseguia gastar tudo. Se sobrava 5 reais, entrava em lojas de 1,99 para gastar TUDO mesmo. Hoje, se tenho 50 reais na minha carteira, esse dinheiro dura por muitos e muitos dias. Com certeza é o minimalismo que tem me ajudado a me conhecer melhor. Um beijo pra você!

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  7. Oie, Yuka! Eu já conhecia o termo “mottainai” e certa vez fui jantar em um restaurante chamado Dinho’s, o qual nem serve comida japonesa, mas os descendentes o frequentam. E lá ouvia por todas as mesas este termo. Não entendo nada do idioma japonês, mas o “mottainai” estava bem presente! Muito legal essa preocupação. Bom saber que não é restrito apenas aos alimentos! Bjs

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    • Oi Fernanda, pois é, para os japoneses o “mottainai” é uma vivência do dia-a-dia. Minha mãe tem muito disso. Eu, já tenho bem menos consciência, se comparada a ela rsrs. Beijos.

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  8. Aaaah Yuka!! Esse post me soa tão familiar! Kkkkkk
    Essa é uma das coisas que mais admiro na cultura japonesa!
    Lembro-me que no Brasil, as pessoas realmente ficavam com vergonha de mandar as sobras pra embrulhar… em compensação aqui, feio é deixar no prato ou jogar fora.
    Yuka, tenho uma dúvida, que não está relacionada com seu post. Não sei se vc já falou sobre isso no blog, mas gostaria de saber como vc lida com exposição de fotos e informações suas/da sua família nas redes sociais de familiares e amigos. Tenho tido problemas em relação a isso. Tem sido desafiador desde que me desfiz do facebook. Minha sogra postou uma foto do meu marido enquanto estava internado no hospital. Fiquei bem constrangida, pois não entendi a necessidade daquilo. Falei com ela mas não adiantou muito. O pior foi ter que responder perguntas de curiosos que eu nem tenho amizade por conta desse momento de exposição. Como vc faz nessas situações? Simplesmente deixa pra lá? Agradeço se me responder. Beijão!

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    • Oi Tiemi, eu ainda não tive problema grave de exposição de intimidade como aconteceu com o seu marido. Quando as pessoas tiram fotos das minhas filhas, eu costumo pedir para não postarem em nenhuma rede social e até hoje todo mundo respeitou. Até as fotos do meu casamento, por mais incrível que pareça, não vazou nenhuma até hoje kkk. Olha, no seu caso, mesmo você conversando com sua sogra, como não adiantou, eu deixaria pra lá, e tentaria evitar o máximo possível de tirar alguma foto para resguardar a intimidade. Beijos.

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      • Obrigada Yuka por responder! Que privilégio o seu ter pessoas ao teu redor que respeitam sua privacidade e estilo de vida. Espero conseguir me posicionar melhor das próximas vezes! 😉

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    • Tiemi, já que não adiantou você falar com sua sogra, que tal pedir ao seu marido que fale? Mas tem que ser com jeito, ele pode falar sobre como se sentiu ao ser exposto em um momento de intimidade. Sem jogar a responsabilidade para você, para que sua sogra não ache que você está encrencando. Tenho uma prima que postou a foto da tia moribunda no Facebook (a mulher tinha câncer no cérebro, faleceu pouco tempo depois). Achei de extremo mau gosto.

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  9. Yuka, no meu trabalho as meninas comentam que assim que enjoam das roupas doam, mesmo se estiverem novas. Uma disse que posta muitas fotos e por isso não gosta de repetir roupa, chegou ao cúmulo de dizer que na cidade dela no dia de eleição compra roupa nova pra votar. Sou a única que falo que gosto de comprar roupa boa, pra usar muito tempo, minha supervisora riu, disse que pareço velha, faço que nem você dou risada de volta e penso (tô nem aí) kkkkk
    Vivem elogiando minhas roupas, aí falo com orgulho se vcs soubessem quantos anos essa blusa tem… rsrs
    Já errei muito nessa vida e aprendi que o dinheiro não perdoa. Depois que conheci a filosofia minimalista tenho mudado tanto de pensamento e ler seu blog é um momento de muito aprendizado pra mim. muito obrigada!!! 🙂

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    • Oi Camila, da mesma forma que suas amigas devem ter orgulho quando comentam que descartam a roupa com frequência, sua chefe também deve ter a mesma opinião que elas, já que disse que você parece velha. Mas faça isso mesmo, dê risada junto com elas, não vale a pena ficar chateada, nem tentar convencer. Elas não querem mudar, nem querem ser convencidas. Como a gente sabe que o estilo de vida que a gente leva, além de ser mais econômico, sustentável e com possibilidade de investir a diferença do dinheiro pensando no futuro, não vale a pena nem ficar chateada. Antes, quando me chamavam de mão-de-vaca, eu ficava chateada. Ontem, numa roda de conversa. brincaram falando que eu atravesso o Oceano Atlântico com o Sonrisal na mão sem molhar, de tão mão fechada que eu sou. Dei risada junto com todo mundo. E ainda completei: pra que vou pagar 200 reais por algo, se posso pagar 20? Tenho consciência de que o dinheiro que recebo todo mês é em troca do meu tempo trabalhado. Dou valor ao meu dinheiro porque dou valor ao meu tempo. Aplaudiram kkk. Beijo!

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  10. Pingback: Mottainai – Vida Rica

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