Como melhorar a autoestima

autoconhecimento

Uma leitora pediu para escrever um post sobre autoestima há algum tempo.

Pensei muito sobre o tema, e percebi como o tema é difícil de ser abordado. Durante muitos anos, eu mesma sofri por ter baixa autoestima por influência da minha irmã mais velha. E hoje eu sei que a mudança tem que vir de dentro para fora, ou seja, não adianta 1 milhão de pessoas falarem bem da gente, se não conseguirmos acreditar naquilo.

Vou tentar explicar como foi o meu processo de aceitação.

Muitos de vocês sabem que eu acreditava cegamente que eu era muito, muito burra. Cresci acreditando nisso.

Por conta disso, uma das coisas que eu sempre odiei com todas as forças do Universo, eram as apresentações em público.

Para muitas pessoas, aquela pessoa que ficava travada nas apresentações não correspondia à pessoa que eles conheciam, já que eu sempre gostei de conversar e tagarelar pelos 4 cantos. Falavam que eu me expressava bem, que eu era simpática, mas nada adiantava. Eu continuava muito insegura na hora de falar em público.

Há alguns anos, cheguei a fazer um curso de oratória. Paguei bem caro, e não adiantou em nada, pois como eu sabia que aquele cenário era de mentira, eu pegava o microfone e começava a fazer lindos discursos sem tremedeira.

Só que fora da sala de aula, na hora do vamos ver, começava a suar de nervoso.

Muitos de vocês sabem que quando minha filha nasceu, o meu modo de enxergar o mundo se intensificou. Foi quando comecei a perceber que eu pensava de uma forma um pouco diferente do padrão, coisas que meu marido já me dizia há 8 anos.

Por querer sair da corrida de ratos casa-trabalho-casa-trabalho, passei a estudar sobre investimentos e vi que eu tinha facilidade em entender sobre esse assunto. Passei a devorar livros sobre economia e investimentos financeiros e aplicar na minha vida.

Foi quando entendi que eu era inteligente, só não tinha consciência disso. Quando finalmente isso entrou na minha cabeça, o meu medo irracional de falar em público passou.

Ou seja, não adiantou fazer curso de oratória, não adiantou as amigas falarem que eu era inteligente, não adiantou o marido dizer inúmeras vezes de que a minha inteligência só não era a acadêmica. Só quando EU tirei as minhocas da minha cabeça que as coisas começaram a fluir.

Há vários tipos de autoestima: algumas pessoas tem baixa autoestima por causa do corpo, outras por causa da condição social, outras por causa do intelecto, outras por não se encaixarem em um determinado grupo, enfim, há diversos motivos.

Não dá para colocar todos os problemas em uma única caixa, porque além dos vários tipos de autoestima, há vários tipos de inteligência, e todos nós somos diferentes, ou seja, o que me fez melhorar a baixa autoestima em relação à inteligência, pode ter um gatilho diferente para outra pessoa.

Segundo um texto da Maíra Lie Chao, publicado na Revista Planeta em 2010, há pelo menos 7 tipos de inteligência:

  • Linguística – Relacionada a leitura, escrita e fala. Pessoas que têm seu ponto forte na linguagem, como poetas e escritores, possuem facilidade em lidar com a expressão escrita e oral. Jorge Amado e Carlos Drummond de Andrade são exemplos dessa inteligência.
  • Musical – Associada àqueles que têm facilidade em compreender o som, captar sua expressão e transmitir sentimento através dele, como Mozart, Jimi Hendrix e Gilberto Gil.
  • Lógico-matemática – É a inteligência que remete ao universo lógico, repleto de números e fórmulas. A maioria dos testes de QI acaba medindo esse tipo de intelecto, exemplificado nos físicos Albert Einstein e Niels Bohr.
  • Espacial – Está relacionada a pessoas que têm facilidade em trabalhar com coordenadas espaciais e em pensar em imagens, como o arquiteto Oscar Niemeyer ou o pintor Pablo Picasso.
  • Corporal-cinestésica – A facilidade em se locomover pelo espaço, conhecer bem o potencial físico do seu corpo e ter boa coordenação motora é típica de grandes nomes do esporte, como Pelé e Michael Jordan.
  • Interpessoal – Está ligada à habilidade de lidar com outras pessoas e a trabalhar em grupo. Frequentemente é vinculada a professores e políticos, como Barack Obama.
  • Intrapessoal – É a inteligência relacionada ao autoconhecimento e ao equilíbrio interior, inclusive quando a pessoa se encontra em situações difíceis. O ex-presidente sul-africano Nelson Mandela é um de seus melhores exemplos.
  • Naturalista – Essa inteligência, proposta após a divulgação das ideias de Gardner, está associada àqueles que têm grande facilidade em transitar pela natureza, como os índios.

O que hoje eu sei, é que tudo vem de dentro pra fora. E não de fora para dentro como nos ensinaram. Ao tentarem nos encaixar em formas pré-determinadas, ignoram a inteligência de cada ser humano.

A nossa mentalidade precisa ser mudada primeiro, para possibilitar a mudança de atitudes. As pessoas querem que mudemos nas atitudes, antes de mudar a mentalidade.

Hoje posso dizer que o melhor remédio para a autoestima é o autoconhecimento.

Há três vídeos sobre autoestima do Arata Academy que recomendo:

~ Yuka ~

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21 comentários em “Como melhorar a autoestima

    • Oi Hellen, e não há problema nenhum em não se encaixar nesses tipos de inteligência, viu? Como disse no post, o ser humano tem a tendência de nos colocar dentro das formas, sendo que nós somos muito diferentes, nós somos em milhões. Não seria de admirar que há mais do que 7 tipos de inteligência. Beijos.

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  1. Oi Yuka. Desde a primeira vez eu te achei super inteligente , ágil e racional , além de muito prestativa. Foram poucos momentos , mas como sempre pensei em como é bom ter você por perto . Beijão

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  2. Eu fico esperando seus post, na segunda feira a primeira coisa que faço ao chegar no trabalho e ler e encaminhar para meu marido , me identifico muito com você na maneira de viver a vida …
    Gratidão por compartilhar esse textos preciosos e nos inspiram tanto.
    Um super beijo

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  3. Olá Yuka que mensagem maravilhosa!
    Mais uma vez me identifiquei com seu post…
    Recentemente tive conflitos com parentes por conta do nascimento de minha filha e olha, foi um grande aprendizado.
    Eu percebi que agia como eles sem saber, um exemplo: ficava ofendida por qualquer coisa. Mas era porque eu não me conhecia… Foi muito engraçado eu perceber isso! Estou bem mais feliz!!!

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    • Oi Juliana, é, quando a gente passa a se conhecer melhor, a gente passa a entender o que o nosso coração sente, o que nossa mente pensa, o que é o melhor pra gente, e não para os outros. O nascimento de um filho muda muito a visão que a gente tem do mundo. Ao mesmo tempo que purpurinas são jogadas no ar, passamos a ter mais pé no chão e aquela vontade de ser uma pessoa melhor aumenta, talvez para tentar ser um exemplo para os filhos que enxergam na gente um herói. A felicidade que você sente, é justamente por saber o que te faz feliz e o que não te faz feliz (podendo assim, evitá-la ou mudar de comportamento). Um beijo pra você.

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    • Oi Rosana, e mais, essa questão da inteligência tão difundida de que temos que ser inteligentes, também precisava ser mudada. Tem pessoas que podem não ter a tal da inteligência, mas nasceu para ser feliz. Quantas pessoas a gente conhece que é feliz? Pouquíssimas. O ser humano sempre está insatisfeito, inquieto… Como diz o nome do seu blog, simplicidade e harmonia é tudo nessa vida. Beijos.

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  4. Yuka, que delicia ler seus textos, como já disseram toda segunda feira entro pra ler os posts novos!!! e as vezes qdo não tem nada de novo, eu leio os antigos mesmo, pois parece que estou lendo a carta de uma amiga querida!!! bj

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    • Oi Andreia, você gosta de ler os textos do blog, mas vou te falar, delícia mesmo é ler os comentários rsrs. Adoro quando vejo que tem comentários hehehe. Beijinhos.

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  5. Ótimo post! vou reler depois, com certeza!! Também sigo o canal do Arata e aprendo muito!!

    Engraçado é que sempre até me achava inteligente, mas na escola e faculdade, apesar de nunca ter ficado de recuperação e ter cursado faculdade federal, nunca tinha resultados extraordinários!! Então isso afetava a minha auto-estima!

    Mas hoje, me conhecendo, entendo porque: simplesmente eu sou muito fora da caixa kkkk então não conseguia ficar perdendo muito tempo pra conseguir notas extraordinárias, porque não via cabimento nesse tipo de ensino. Queria ler outras coisas, aprender outras formas de pensar, etc.

    E tenho um desafio pela frente, que é ensinar meu filho que hj tem quase 5 anos a passar por essa etapa, porque ele vai sentir muito mais os efeitos desse método de ensino “ultrapassado”. Então, fico feliz por estarmos nesse caminho do auto-conhecimento, porque poderemos instruir muito melhor (e com muito mais segurança) os nossos filhos!!

    Bjs e ótimia semana pra nós!!

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    • Oi Debora, o filho realmente é um desafio à parte para nós. Todo dia aprendo demais com as minhas filhas, além de conhecer a parte boa e a parte ruim em mim. O bom disso tudo, é que com o conhecimento que temos, podemos instruir nossos filhos de uma forma mais leve, sem tanta obrigação de “entre na caixa! entre na forma! se encaixe no que a sociedade quer!”. E com certeza conversando sobre esses assuntos com os nossos filhos, eles serão mais críticos e construtivos. Beijos e uma boa semana para você também.

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  6. Meu problema sempre foi com minha aparência por influencia da mídia, de ver mulheres perfeitas nas antigas capas de revista, instagram tv e novela, queria ser perfeita e via defeito onde não tinha, mudei a forma de ver as coisas e isso realmente mudou minha vida, depois de muito autoconhecimento consigo me valorizar e aprendi que as vezes uma boa maquiagem um filtro ou até photoshop podem deixar qualquer pessoa ‘perfeita’ segundo padrões mas no final todo mundo é gente como a gente e precisamos é nos valorizar até atingirmos o nosso padrão, um padrão que você se olhe no espelho e se ame

    PS:amo seus posts são inspiradores, as vezes estou pensativa sobre a vida e vejo seus posts sobre minimalismo e parece que tudo faz sentido novamente hhahah

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    • É Thalita. Entendo bem o que você sentia. No fundo, acho que a maioria das mulheres sentem isso, da insegurança de não ser bonita o suficiente. Realmente, se passearmos nesses sites de entretenimento, ou de notícias gerais, é incrível a quantidade de atrizes, modelos que tiram fotos de biquini em poses sensuais, todas elas são lindas, tem corpos perfeitos, parece que ninguém tem celulite, estrias, gordurinha sobrando. Só que tudo isso é um mundo de ilusão, um mundo do faz de conta, de imaginar que existe um mundo de perfeição. No mundo real, a Xuxa tem rugas, a Luana Piovani tem barriga de uma mulher que já teve filhos… não há problema em querer estar bonita, mas alcançar aquele padrão quase que inatingível a ponto de perder a nossa saúde física e mental é que está o problema. O auto-conhecimento faz com que a gente enxergue a nossa beleza nos mínimos detalhes. Aqueles cílios encurvados, os dedos alongados e bonitos, até mesmo o dedinho torto começa a ganhar um charme quando a gente aprende a gostar de nós mesmas. No meu caso, não ter Facebook, Instagram e não assistir televisão me fez muito bem. Obrigada pelo elogio rsrs. Beijosssss!!!!

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