Amizade e a importância de compartilhar a própria vida

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Se há uma coisa que eu percebo, é como os relacionamentos têm se tornado superficiais. A impressão que tenho é que com a chegada do WhatsApp as coisas pioraram. Eu mesma já quase não telefono mais para as pessoas, acabo resolvendo tudo pelo WhatsApp.

A parte ruim disso tudo é que ficamos sabendo muito pouco do que está acontecendo na vida dos nossos amigos, principalmente daqueles que não compartilham tanto a própria vida.

Quer um exemplo?

– Tá tudo bem com você?

– Por aqui tá tudo certinho.

– E como estão as coisas no trabalho?

– Tudo certinho também.

– E o que tem feito de bom?

– Ah, nada, tá tudo na mesma, sem novidades.

Será que só eu fico chateada com essa conversa vaga?

Eu não acho que para uma pessoa ser considerada amiga, precisemos nos encontrar todos os dias, ou falar no telefone toda semana, ou até mesmo ser inseparáveis etc. Mas acho de extrema importância que a pessoa seja capaz de se entregar, de compartilhar parte da sua vida quando estiver junto com seus amigos, seja pessoalmente, pelo telefone, pelo WhatsApp.

Fico pensando, se a pessoa não quer dividir as suas felicidades e dificuldades com seu amigo, por que ele deveria se abrir e confiar em uma pessoa que (supostamente) não confia nele?

Conforme o tempo vai passando, a gente vai se distanciando de pessoas por justamente não saber o que está acontecendo na vida dessa pessoa. E aí acabamos ficando só com as perguntas genéricas… sua mãe está bem? Como está seu filho? Alguma novidade no trabalho?

Eu gosto de perguntas específicas…. E aquele tombo que você levou, seu braço ainda está doendo? Me conta o que virou aquele seu colega que estava te paquerando? Como a sua filha tem lidado com a escolinha nova?

Olha como a profundidade é diferente, como o envolvimento e o interesse em relação às pessoas é muito mais profundo.

Se está achando seus amigos distantes, talvez esteja na hora de compartilhar um pouco mais da própria vida.

É assim que se cria laços, pois amigos de verdade não só conhecem a nossa história como fazem parte delas.

~ Yuka ~

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8 comentários em “Amizade e a importância de compartilhar a própria vida

  1. Segunda à noite e nenhum comentário. Isso mostra a importância que as pessoas dão ao tema (acho sinceramente que não sabem lidar com essa questão, ao contrário de outros textos que você escreve, que se enchem de comentários rapidamente). Sabe, Yuka, acabei de finalizar uma pós. Me sacrifiquei indo às aulas quartas, quintas e sábados, toda semana. No momento estou escrevendo o TCC. Mas voltando a questão dos contatos efêmeros, as relações têm prazo de validade. Eu fiz esse curso por 3 anos, almoçava e jantava com essas pessoas. O curso acabou no final de novembro e desde então, nem uma palavra para desejar Feliz Natal, para saber como estou, etc. Mandei mensagens para pessoas e fui ignorada (sempre ocupados, dizem). No máximo curtem a foto do meu cachorro no Instagram, sem falar comigo.

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    • Oi Carol.. rsrs. Liga não, é assim mesmo, uns posts fazem sucesso, outros nem tanto. Sobre sua pós, aconteceu a mesma coisa comigo. Fiz especialização e também um MBA, e nos dois, as amizades se dissolveram rapidamente. Infelizmente não tenho contato com ninguém desse grupo, ao contrário dos meus amigos do ginásio, colegial, faculdade e nas empresas que trabalhei. Conforme o tempo vai passando (ou vou ficando mais velha), os relacionamentos vão se tornando mais superficiais. Há pessoas que almoçam todos os dias juntas, e quando algum familiar morre, a pessoa nem fica sabendo do velório, do enterro. É só uma “amizade” de segunda a sexta-feira. A dica que dou é não se importar com quem não se importa com você. A vida é muito mais do que isso, há pessoas realmente interessadas em nos ouvir, só precisamos encontra-las. Beijos.

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  2. Enfim, acho que dá próxima vez que fizer um curso, vai ser na modalidade EAD. Simplesmente não está valendo a pena sair de casa (gastos extras e Networking superficial – não falo só de trabalho, mas de amizade também). As pessoas num dia dizem que te amam e no outro somem. Penso que quem não tem família boa é um coitado (pois na rua não se acha nada).

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    • Na rua a gente até acha, mas está muito mais difícil. Por isso trato com muito carinho os amigos que já tenho. Pois está difícil fazer novas amizades 😦

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  3. Oi Yukaaa!! Quanto tempo não venho aqui comentar! Mas saiba que sempre estou lendo os posts! Você me inspira!

    Esse lance de amizades tem sido bem difícil por aqui. Moro em cidade pequena e já tive muitas decepções por confiar demais nas pessoas e falar demais da minha vida. Após um problema de saúde, hoje estou bem reclusa, priorizando quem sempre esteve ao meu lado. Afinal, nas dificuldades é que a gente vê quem é de verdade né? Mas sobraram bem poucos. No começo, fiquei bem chateada, até comentei com minha terapeuta e ela disse: “Bem-vinda a vida adulta!”. Comecei a dar risada. Mas ela tem razão. Eu era sempre cercada de pessoas porque sou muito animada e festiva. Mas no momento de doença que permaneceram os amigos de verdade. Aí finalmente me dei conta: tenho muitos conhecidos, poucos amigos.

    E desde então, tenho dedicado meu tempo e energia a quem realmente importa. Mas realmente acho importante esse vínculo real com os amigos. Infelizmente a tecnologia vai afastando a gente. Eu sempre procuro marcar um cafezinho com minhas amigas, dedicar um tempo pra bater papo.

    Obrigada por sempre compartilhar suas ideias! Beijão

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    • Oi Tiemi, é verdade, faz tempo que não aparece por aqui rs. Esses cafezinhos com os amigos são revigorantes, né? Sinto muita falta de fazer isso mais vezes. Nessa quinta-feira por exemplo, acabei de marcar um almoço com um amigo que já não encontrava faz tempo, do meu emprego anterior. Acho que isso de pegar o telefone e falar “Vamos marcar um café? Um almoço? Quer vir em casa?” faz muita diferença. A gente tem que ter sabedoria para ter os amigos em todos os períodos da nossa vida, pois são eles que irão emprestar seus ombros e segurar a nossa mão nos períodos mais difíceis que podemos enfrentar. Você faz certo, Tiemi, se importar com pessoas que se importam com você. Não perca tempo com quem não se importa com você. Beijos.

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  4. É realmente incrível como esse blog tem potencial para ajudar a evolução dos leitores.
    Costumo dizer que a época sem WhatsApp era bem melhor, hoje é exatamente isso, uma superficialidade permeando as relações. Isso me lembrou aquele textos do monogolando, parece que a cada dia que passa estabelecer vínculos de qualidade se torna um desafio mais difícil.
    Parece tudo tão genérico. Você pergunta: Como você está?
    a pessoa responde: Bem, e você?
    E isso não quer dizer absolutamente nada, pois essa resposta já está no automático. Partilhar coisas como cair e machucar o braço são extremamentos significativas, pois como disse é isso que define se estamos presentes ou não na vida do outro, ter ciência dos detalhes é fundamental para a manutenção do laço. Mesmo que haja a distância(virtual e real) é interessante quando ocorre algo e a pessoa recorre a ti, pois é contigo que ela se sente confortável. Apesar de toda essa liquidez, ainda podemos valorizar as boas amizades. ❤

    Esse post mexeu comigo de uma forma que abalou minhas estruturas, me deu uma resposta que estava procurando há muito. Surreal como o Viver Sem Pressa virou uma especie de terapia.

    Sempre grato por compartilhar um pouco da sua cosmovisão e lições com a gente.^^

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    • Oi Jullio! Cosmovisão, taí uma palavra nova que aprendi rs. Não conhecia a palavra, fui até pesquisar o significado. Obrigada pelo super elogio. Sobre a superficialidade, é triste né? Eu passo pelas pessoas do trabalho e as pessoas perguntam: “Como estão suas filhas?”, e eu respondo que “Elas estão bem, estão crescendo”, mas são só troca de palavras sem sentimento. A pessoa não quer saber de verdade como as minhas filhas estão. É mais ou menos a mesma coisa que perguntar se vai chover, se o tempo vai virar. Parece conversa de elevador. Um dos motivos de fazer comentários decentes aqui no blog é isso, a pessoa se dispõe a ler o que escrevo, se dispõe a escrever um comentário pra mim, e por isso mesmo não quero responder um “ah tá, obrigada”. A pessoa merece muito mais do que isso, merece a minha atenção, meu respeito. Um beijo pra você!

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