Planejando viagens minimalistas

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A leitora Isabele me perguntou como eu planejo as viagens e como consigo driblar os pontos turísticos caríssimos.

Depois que eu engravidei duas vezes, eu e meu marido demos uma pausa nas viagens, principalmente as internacionais, por 2 motivos: o primeiro é que as crianças são muito pequenas e gostaríamos que elas lembrassem dessas viagens (apesar de saber que muitos pais pensam justamente o contrário, de aproveitar agora, já que as crianças pagam menos na passagem de avião). O segundo é que eu poderia até pedir para a minha mãe ficar com as crianças e viajar com o meu marido, mas a caçula, ainda não aprendeu a dormir a noite toda. Ela tem um sono muito leve, e tem dado trabalho. Bem diferente da minha filha mais velha, que mesmo se estiver com a cama toda cheia de xixi, não acorda por nada. Então decidimos esperar mais um pouco, até que as coisas se acertem.

Dito isso, vou contar das minhas experiências antes das meninas nascerem.

As minhas viagens costumam ser muito bem planejadas. Depois que escolho o lugar, a primeira coisa que faço é começar a acompanhar o preço das passagens de avião e da acomodação. Para baratear a viagem, sigo os seguintes passos:

1. Acompanhar o preço das passagens por longos meses:

Acompanhe os preços das passagens por pelo menos 3 meses. Costumo pesquisar em sites como o Decolar.com, Maxmilhas, que fazem a pesquisa e comparam preço em diversas companhias aéreas. Quando encontro um preço razoável nesses sites de comparação, costumo ir direto no site da empresa para ver se há preços melhores. Depois de decidir por qual companhia aérea viajar, analiso de que forma consigo aumentar o desconto. Por exemplo, se resolvo comprar pelo Maxmilhas, faço o seguinte caminho:

  • Entro no Méliuz e vejo se o Maxmilhas está dando algum dinheiro de volta (Méliuz é um site que devolve parte do dinheiro gasto. Hoje, por exemplo, está sendo informado que devolvem 4% do valor gasto no Maxmilhas). Se sim, faço a compra, nisso já ganho 4% de desconto do valor total da compra.
  • O Maxmilhas possui vantagens para quem tem o cartão Nubank. Então com isso consigo mais pontos, que depois poderão ser apagados da fatura.
  • Na hora do pagamento, parcelo em 12 vezes sem juros no cartão de crédito do Nubank, e depois antecipo todas as parcelas. Assim, ganho mais 4,50% de desconto pelo Nubank.

Então além de conseguir comprar a passagem mais barata por ter pesquisado o preço por alguns meses, acabo ganhando pontos e descontos por causa do Méliuz e Nubank.

Costumávamos viajar em períodos que não coincidissem com férias escolas, ou seja, evitávamos os meses de janeiro, fevereiro, julho e dezembro que são mais caros.

Também nunca compramos pacotes de viagens em agências de viagens. Eu mesma comparo e compro a passagem de avião, a acomodação e vejo os passeios que quero fazer, pois isso faz com que a viagem tenha o meu ritmo.

2. Fazer uma lista do que levar na mala:

Sim, uma lista. E essa lista começa alguns meses antes. Essa é a lista que possibilita que eu leve poucas coisas, pois consigo combinar roupas, programar o que vou usar e o que não vou levar.

3. Fazer um roteiro turístico:

Comprado a passagem, agora é hora de fazer um roteiro. Roteiro é essencial para quem quer aproveitar bem uma viagem. Imagine ter passeado em um bairro o dia inteiro, e descobrir depois que deixou de conhecer um lugar interessantíssimo? É nesse roteiro que eu já faço a pesquisa dos valores dos lugares que quero visitar: ingressos, transporte, etc e já faço uma estimativa de quanto gastarei durante a viagem.

4. Ser flexível:

Isso significa que se a fila para conhecer um determinado lugar estiver com uma fila gigantesca, não se acanhe em desistir. Não tem problema se você não visitar o lugar. Eu mesma prefiro não me estressar, divertir na viagem, do que ficar com aquela obrigação de ter que conhecer um lugar só porque é turístico. Tenho consciência de que a viagem é para mim, e não para provar para terceiros que estive em tal lugar.

5. Conhecer a culinária local:

Eu sempre gostei de comidas de rua. Aqui em SP, comia o churrasco grego (para o terror da maioria dos meus amigos hahaha), o hot dog prensado, o churrasquinho do tio da esquina, tapioca e por aí vai. Depois da onda do Food Truck, minha paixão continuou: hambúrgueres, comida mexicana, massas, nhac nhac nhac….. Então quando viajo, nada mais natural do que sair experimentando as comidas de rua. Isso significa que alterno entre restaurantes e food trucks, o que acaba barateando bastante na alimentação.

6. Esquecer os souvenirs:

Eu não ligo para souvenirs, nem tenho fascinação em comprar algo do lugar que viajo. Muitas pessoas aproveitam para comprar roupas, bolsas, sapatos, relógios, maquiagens… mas eu não. Por isso viajo com a minha mala pequena, porque sei que vou voltar com ela com praticamente a mesma quantidade de coisas que fui viajar. Já contei no outro post que fui pra Amsterdã, na Holanda e voltei só com 1 cadeado de bicicleta, né? Essa sou eu.

7. Aproveitar os descontos para turistas:

Geralmente, as cidades possuem um ticket mensal ou semanal para turistas andarem de trem, metrô, ônibus, que vale muito a pena comprar. Por exemplo, quando fui para o Japão, eu comprei um ticket chamado Japan Rail Train, disponível somente para turistas. Esse ticket, depois de comprado, possibilita que o turista use todas as linhas ferroviárias, metroviárias e linhas de ônibus de uma determinada empresa, quantas vezes desejar. Pra mim, compensou muito ter esse ticket. Tem diversos passeios turísticos que podem ser comprados com antecedência, por um preço mais em conta. Vale a pena pesquisar antes.

8. Celular descarregado? Nunca mais!

Eu tenho uma bateria recarregável portátil. Consigo recarregar meu celular várias vezes ao dia, sem a necessidade de ter que ficar procurando uma tomada (correndo o risco de esquecer em algum lugar).

9. Comunicação com os amigos e família:

Eu faço somente pelo whatsapp. Tem gente que habilita o uso do celular para uso no exterior, mas eu nunca fiz, e nunca senti falta. Se tenho o ano inteiro para falar com as pessoas, por que escolher justamente durante a viagem?

10. Ter folgas na agenda:

Deixo para conhecer somente alguns pontos turísticos por dia. Gosto de deixar o dia livre, não gosto de entupir o dia com programações, justamente para não me sentir sufocada. Férias é para ser leve e livre, e não para correr atrás do relógio e da agenda.

11. Não conhecer tudo de uma vez:

As cidades possuem muitas coisas interessantes para ver e visitar. Existem muitos pacotes a venda como “Conheça a Grécia, Turquia e Egito em 3 dias”, “Roma, Paris e Londres em 5 dias”. Eu gosto de conhecer um único lugar de cada vez. Gosto de explorar ao máximo, visitar com calma um único país (ou dependendo, uma única cidade).

E o mais importante, não se esquecer nunca que a verdadeira viagem se faz na memória.

~ Yuka ~

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15 comentários em “Planejando viagens minimalistas

  1. Todo o domingo passo por aqui, é uma forma de me preparar melhor para a semana que está por vir… Sou bem parecida com você. Gosto de curtir o momento da viagem, de sentar simplesmente para olhar as pessoas, a cultura, provar os sabores… Amo fotos, mas não gasto tempo da viagem para postar e mostrar onde eu estou. Prefiro na volta da viagem fazer uma jantinha e mostrar as fotos pessoalmente para quem realmente não terá inveja das suas conquistas.
    Adorei as dicas sobre o Meliuz e Nubank, já tinha ouvido falar, mas nunca pesquisei a fundo. Vou querer conhecer na próxima viagem.
    Beijos

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    • Oi Jé, é uma delícia poder curtir a viagem sem ter que se preocupar em se mostrar para o outro, não ter que tirar a foto perfeita, no ângulo perfeito. Sua ideia é ótima, de mostrar as fotos somente para pessoas que não sintam inveja das suas felicidades. Experimenta o Meliuz sim, já resgatei várias vezes um dinheirinho lá. Beijos.

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  2. Adorei as dicas, tenho aprendido muito com vc!
    Não se se vc lembra mas algumas semanas eu comentei aqui que sai das redes sociais, né.. E é incrivel como isso muda o ponto de vista da gente.
    Pq agora eu saio ou viajo e não fico pensando em só tirar fotos ou stories, sabe?? A gente realmente aproveita o lugar sem ter aquela obrigação de ficar postando, eu só tiro uma foto ou outra pra ter de recordação.

    Continue postando e nos ensinando!! bjos, boa semana.

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    • Oi Karol, sim, eu lembro que você havia comentado da sua saída das redes sociais. O que você descreveu no comentário, sabe o que significa? Que você está presente. Você está aproveitando o momento, tanto das suas viagens, dos seus passeios, fazendo o que você quer fazer, e não fazendo o que supostamente as outras pessoas irão gostar. Parabéns!!!

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  3. Oi Yuka! Como eu amo quando tem post novo!!
    Ainda não consegui me desapegar dos souvenirs!! Antigamente eu comprava muita tralha, hoje me limito a 1 imã. Mas já não tem espaço na minha geladeira!!!!! Tá difícil deixar esse hábito de lado.

    Eu sempre me programo muito, faço itinerários, pesquiso até os restaurantes antes de uma viagem. Estipulo valores para cada dia. Sempre da certo.

    Minha última viagem foram 5 dias em Tokyo, com apenas 2 mochilas e 1 malinha de mão, sendo que, fomos para o casamento da minha amiga de infância, ou seja, a mala de mão era toda composta de artigos e roupas de festa. Chegando no hotel, mandei tudo pra lavanderia e depois da festa, despachamos essa mala por correio pra minha cidade e curtimos o restante da viagem com apenas 1 mochila cada um. É libertador andar de trem sem ter que arrastar um monte de tralha atrás de você… mas tbm tem que ter bom humor e disposição, já que imprevistos acontecem: minha única calça jeans que levei, rasgou durante a viagem no meio das pernas!!! Sorte que levei um cofrinho para emergências! Kkkkkkk

    Mas o bom dos perrengues é que te ensinam muito e criam memórias!!

    Obrigada por compartilhar suas dicas com a gente. Pra variar, vc me inspira!

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    • Oi Tiemi, eu também comprava muitos ímas e broches das viagens. Só que com o tempo fui me desapegando, desapegando, até que parei de comprar. Sobre a sua calça ter rasgado rsrsrs, imprevistos acontecem. Mas aí eu pensaria assim “obá, agora vou comprar uma calça bem bonita pra mim” hahaha. Digo isso direto para o meu marido que anda de bicicleta, que se alguém chegar e roubar a bicicleta dele, não reaja, não reclame, não faça nada, volte para casa com vida. A bicicleta? Prometi que faríamos um upgrade da bicicleta dele rs. Os perrengues são ótimos quando a gente consegue ver o lado bom das coisas. No final, acaba sendo hilário lembrar desses momentos. Por exemplo, meu marido quando foi me pedir em casamento, estávamos viajando na Grécia. Tem um pôr-do-sol famosíssimo em Santorini, e estávamos lá quando eu comecei a inchar. Sim, há 2 horas eu tinha comido lula empanada e eu tive reação alérgica. Eu fiquei irreconhecível, chorava de rir, pedia pra ele tirar uma foto minha, mas ele não conseguia rir, ficou chateado e até bravo comigo, porque ficava olhando para os meus dedos gordos e pensando que não ia dar pra me pedir em casamento naquele dia, já que a aliança não iria entrar. Enfim, tivemos reações diferentes. Hoje ele reconhece que poderia ter tido outra reação e se divertido comigo, e não ter ficado bravo. Um beijo.

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      • Ri demais com sua história do inchaço!!! Kkkkkkkk… imagino o quanto ele deve ter ficado chateado, deve ter planejado tanto esse momento… mas que bom que vc se lembra com bom humor desse dia! Não deixou de ser especial né? Apesar dos imprevistos!! Kkkkkkk

        No meu caso, fiquei feliz com a calça jeans nova, porém, precisei ir de pijama na GAP de Ginza, loja mais próxima do hotel que eu estava, chegando lá a vendedora me olhou de cima até em baixo, e disse que meu tamanho era muito grande e não tinha na loja! Mas eu tinha levado a etiqueta da calça rasgada, que era da GAP!! Como assim não tinha nenhuma calça naquele tamanho? Fiquei tão arrasada, que cogitei a ideia de passar o resto da viagem de pijama mesmo. Mas meu marido falou: se ela não quer ajudar a gente, nós mesmos iremos procurar uma! E revirou a loja, achou uma calça e compramos. Só compramos mesmo pq era uma emergência, nunca tinha sido tratada diferente por conta das minhas roupas em lojas japonesas… no Brasil até tinha, mas aqui foi surpresa. Enfim, hoje dou muita risada desse dia e agradeço muito meu marido pela paciência e bom humor naquele dia! Beijos!

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  4. Oi. Eu só viajei com meu filho bebê uma vez (ele tinha 6 meses). Foi bem cansativo. Quero ir de novo ano que vem, mas viajar com criança muda bastante a viagem. Não adianta, a gente aproveita de forma diferente. O meu bebê dorme depois do almoço, então sem condições de fazer passeio de dia todo. Ele tb não para um minuto, então ir em restaurante é complicado, uma pessoa corre atrás dele o tempo todo rss… Da pra aproveitar sim, mas é diferente de antes (pelo menos pra mim). Ah eu não cogito deixar ele e ir só em casal 😬
    Tua bebê ainda mama no peito?
    Ótimas dicas 💕 Beijos 😘

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    • Oi Rosana, com certeza, viajar com criança tem que ir com outro espírito. Espírito de que não iremos conseguir fazer as coisas do nosso jeito, no nosso ritmo, que não conseguiremos ver todas coisas que queremos. Esse ano fomos viajar aqui perto, uma viagem curta de 3 dias, e eu e meu marido não conseguimos comer no mesmo momento. Enquanto um comia, o outro dava comida para as crianças. E depois ainda pegávamos toda a comida que tinha caído no chão. Os passeios também foram pensados para as crianças também se divertirem. O bom é que sai da rotina. Minha bebê já parou de mamar faz um tempo, aos 11 meses. Alguns meses depois que eu voltei a trabalhar, meu leite secou, infelizmente. Isso aconteceu as duas vezes, com as minhas filhas. Um beijo pra você.

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  5. Oi Yuka, excelentes dicas! Ainda não conheço o site Maxmilhas, vou pesquisar mais. Você já comentou em outro post que usa o Nubank Rewards, já utilizaram para viagens? Tem vantagem mesmo?

    Nós voltamos semana passada da nossa primeira viagem internacional com a nossa filha (que está com 3a7m). Ficamos 2 semanas viajando.
    Fizemos um planejamento de passeios já tendo em mente que estávamos com uma criança, e que, portanto, nosso “tempo” seria diferente.
    Outra coisa que ajudou foi ter comprado um carrinho (compramos o modelo mais simples possível). Andávamos uma média de 10km/ dia e usávamos transporte público, não teria como levá-la no colo quando batesse o cansaço 😄 E depois o carrinho ainda servia para ela tirar umas sonecas durante o dia.
    Além disso, mesmos cuidados que vocês. Nada de excesso de bagagem, nem viagem para fazer compras. Gostamos de passear pelos bairros, de comer a comida local, de sentir o clima do lugar.
    Com certeza viajar com criança é diferente, mas muito especial e totalmente possível 🙂
    Abraço,

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    • Oi Bruna, para viagens eu ainda não utilizei (em gastos com hotel já consegui), porque para abater o valor de uma passagem de avião por exemplo, eu precisaria ter gasto um dinheiro relativamente alto no cartão de crédito. Eu concentro todos os meus gastos em um único cartão de crédito, mas como acredito que demoraria bastante para abater uma passagem de avião, eu “apago” pelo Nubank Rewards as corridas que fiz com o Uber. Tem que ver se no seu caso vale a pena ativar o Rewards ou não. Parece que para quem tem gastos mensais superiores a R$1.600, vale a pena (https://nubank.com.br/rewards).
      Sobre a sua viagem internacional, acho que fizeram uma coisa bem bacana de terem comprado um carrinho. Acho que eu também faria isso. Faz muita diferença carregar uma criança dormindo no colo, e uma criança dormindo no carrinho (inclusive para o conforto da própria criança). Quando eu fizer a minha primeira viagem internacional com as crianças, volto aqui pra contar como foi rsrs. Se foi com muita emoção ou pouca emoção. Beijos pra você.

      Curtido por 1 pessoa

  6. Oie Yuka!!

    Gostei bastante das suas dicas e compartilhamos de 3 (pesquisas de passagens, benefícios para turistas e Nubank), é importante pesquisar bem antes de comprar principalmente quando se tem filhos. 😉

    Beijos.

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