A arte de viver o sonho dos outros

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Desde que nascemos, somos orientados a copiar os outros. Na forma de falar, na forma de expressar, na forma de vestir, na forma de comportar. Até aí, tudo bem, nada anormal, vivemos em comunidade.

Agora que eu tenho 2 crianças em casa, e tenho contato com outras crianças, consigo perceber como elas são corajosas, destemidas, desafiadoras. A partir de quando elas começam a abaixar a cabeça? Talvez em casa? Talvez na escola?

Somos programados a nos comportar de maneiras parecidas. Na escola, por exemplo, precisamos ficar quietos, sentados. Precisamos obedecer os professores, aprendemos a não questionar, a não fazer perguntas difíceis.

Aprendemos a silenciar a mente.

Passamos a acreditar que para ter um futuro melhor, precisamos estudar bastante, trabalhar em uma empresa de grande porte, ganhar bastante dinheiro e constituir uma família. Fim.

Mas e quando a gente percebe que a vida não se resume a isso? Que viver é muito mais?

Aliás, deixe-me saber: qual é o seu sonho? Já reparou que todo mundo tem o mesmo sonho? Ter uma casa própria, uma casa na praia, constituir uma família, viajar pelo mundo e ser feliz?

Será que esses sonhos idênticos, são realmente seus? Ou são sonhos plantados desde que nascemos? Será que sem perceber, estamos vivendo o sonho dos outros?

Há mais de 10 anos, tenho me questionado quem sou eu. Não a pessoa que querem que eu seja, mas quem sou eu de fato.

Essa pessoa que eu estou descobrindo, é completamente diferente da pessoa que eu achava que era. Olho para alguns anos atrás e chega a ser difícil acreditar que somos a mesma pessoa.

A aceitação acontece devagar, de forma natural. Conforme a gente vai se conhecendo melhor, o amadurecimento e o amor-próprio também começa a ter o seu papel.

A descoberta é surpreendente, impressionante, e em algumas vezes, mágica.

Quando aprendemos a nos amar, passamos a não ter tempo para as coisas pequenas. Passamos a nos preocupar com as coisas que realmente são importantes para nós.

Descubra quais são os seus sonhos você também.

~ Yuka ~

36 comentários em “A arte de viver o sonho dos outros

  1. Muito interessante e inspirador começar a semana com essa reflexão. Também é de se pensar que todos esses “sonhos de todos” envolvem dinheiro. Confesso que ainda não tenho certeza de qual é meu sonho, mas me questiono sobre esse ideal fabricado. Será que a pessoa com um carro 0km e não sei quantas viagens pros EUA é mais feliz que eu, com um carro popular de 10 anos e várias viagens pra casa da vó? Provavelmente não existe uma resposta pra isso, não dá para comparar a felicidade de duas pessoas diferentes. Mas acho que estou indo pro caminho certo quando penso que EU não seria mais feliz com um carro novo e viagens. Novamente, ótimo texto.

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    • Oi Maju, também pensei nisso, que todos esses sonhos custam muito. Não há sonhos publicados em capa de revista, como você mencionou “ir pra casa da avó”, “comer chup-chup no verão”, “costurar roupas para as filhas”, etc. Os sonhos parecem ser sempre muito caros. Toda vez que penso em sonhos, eu tento tirar esses que todos falam, só para ver quais sonhos eu tenho. Você está no caminho certo sim, quando diz que você não seria mais feliz com um carro novo. Você sabendo disso, não será influenciada com a felicidade das outras pessoas. Algumas pessoas acham que quando uma pessoa não tem algo que elas julgam ser importantes para ela, que a outra é infeliz. E nem sempre é assim, né? Beijos.

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  2. Que reflexão linda Yuka! Tenho 50 anos e estou vivendo pessoalmente este processo. Agora, com um pouco mais de clareza com relação aos meus próprios sonhos, estou tentando salvar meus filhos também. Abraço

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    • Oi Daniel, desde alguns anos, sinto que estou despertando à vida. Olhar o mundo de uma nova maneira, sem ser interferida pelas opiniões alheias, dá uma nova perspectiva de aprendizagem. Pelo jeito, você também está passando por esta fase. Um beijo.

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  3. Quando contamos nossos sonhos simples para as outras pessoas elas nos olham com olhar de desprezo “coitadinha de você, sonha tão baixo” ou “isso nem é sonho”. Quando optamos por coisas simples as pessoas ficam com pena de nós. Quando comentei com um amigo que eu não sonho em ser rica ele me olhou com uma cara como se eu tivesse dito a coisa mais absurda do mundo, bom, talvez eu tenha dito mesmo.

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    • Oi Sun, é que as pessoas acham que sonho bom mesmo, é morar em mansão, ser rica para ostentar, trabalhar 20 horas por dia. Eu mesma, nem conto meus sonhos para as pessoas. A maioria nem sabe quem sou eu de verdade, rs. Não há nenhum absurdo no que você disse, cada um sabe onde mora a sua própria felicidade. Beijos pra você.

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      • Oi Orlando, é verdade. Para a maioria, as pessoas querem alcançar a felicidade, sem nem ao menos saber o que a faz feliz. O sentimento de felicidade é individual, mas muitas pessoas acham que fazendo o que todos fazem (carro, casa, casamento e filhos) alcançarão a felicidade. Ledo engano. Beijos.

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  4. Desde que eu era criança – doze anos – sabia, exatamente, qual era meu sonho e ele não era em nada semelhante ao da maioria das garotas de então: casar e ter filhos. Argh! Mas independente dos sonhos, acredito que felicidade não existe de fato, o que existem são momentos felizes, pois a felicidade depende de um estado de espírito e ele é flutuante, varia conforme uma série de fatores alheios a nossa vontade. Óbvio que somos manipulados – o mundo de hoje nos grita isso constantemente -, mas alguns poucos conseguem vencer essa “teia” e aprendem desde cedo que ser livre é o mais importante – o resto é consequência.

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    • Oi Márcia, acho interessante quando ouço colegas falando que o maior desejo deles é serem felizes. Mas o que é a felicidade? Quando pergunto isso, vem a resposta clássica: casar, ter filhos, ter um emprego bom, comprar uma casa e viajar muito. Muito estranho isso, né? Tantas pessoas diferentes, com sonhos idênticos. Sou da mesma opinião que você, de que ser livre, é uma das coisas mais importantes. Beijos.

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  5. Yuka bom dia!! Adoro seu blog e leio a meses!! Uma curiosidade: você fez poupança ou algum invrstimento para as suas filhas ou acha desnecessário? Beijos!!!

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    • Oi Larissa, eu não separei nenhum dinheiro para as minhas filhas, porque eu não acho legal fazer uma poupança para elas, para dar de presente quando completarem 18 anos. Eu já tive 18 anos e eu era bem superficial. Se minha mãe tivesse me dado uma poupança para mim naquela época, com certeza teria torrado com coisas desnecessárias o dinheiro suado dela. Então o que eu faço é o seguinte: tudo está no meu nome e no nome do meu marido, se um dia elas forem fazer faculdade, vou lá e pago. Se um dia achar que será bom elas fazerem um intercâmbio, vou lá e pago. Mas o dinheiro não será delas, estará sob o meu controle. Beijos.

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      • Resume bem o meu pensamento também. Todos me falavam pra fazer uma poupança pros meus filhos pra dar de presente aos 18, comprar um carro, fazer uma viagem. Mas eu já tive 18 anos, e sei que torraria todo o dinheiro de uma forma ou de outra. Carro não é uma necessidade pra quem tem 18, não tem renda pra manter um carro e muito menos onde guardá-lo. E uma viagem aos 18 bancada pelos pais não tem o sabor de uma viagem paga por você mesma.
        Também não penso em pagar uma faculdade pros meus filhos assim, de cara. Quero que eles descubram o que querem fazer e se esforcem pra conseguir por eles próprios. Já pago escola particular de excelente qualidade pra dar a eles todas as qualidades e competências pra atingir seus objetivos. Só se eles tentarem muito e não dar certo, que eu penso em pagar.

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        • Exatamente Hana. Quero que minhas filhas tenham carro quando elas tiverem condições para manter o carro com o próprio dinheiro, e não com o dinheiro dos outros. Um dos motivos de eu não dar tantos brinquedos, é justamente esse. A abundância, não é tão saudável como muitos acreditam. A própria dificuldade faz com que a gente tenha mais gratidão das coisas. Conheço pessoas que fazem previdência privada para os filhos, mas não tem onde cair morto, se acontecer alguma coisa. As prioridades estão invertidas. Mudando de assunto, mas ainda no mesmo escopo, quando falo que as prioridades estão invertidas, é em todos os lugares. Vejo crianças e adolescentes sentados nos bancos dos idosos no ônibus e metrô, enquanto um idoso trêmulo, que mal tem forças nas mãos para segurar a barra do ônibus, fica em pé. Já vi também idoso ceder lugar para criança. Em que mundo afinal vivemos? Beijos.

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    • Oi Vida Rica. O meu também, é ter tempo livre para cuidar da minha vida (hoje cuido da vida dos outros). Queria ter tempo para fazer coisas banais, queria parar de ter pressa, pressa para chegar ao trabalho, pressa para sair do trabalho, pressa para buscar as filhas na creche, ufa. Percebo como sinto falta da “qualidade do tempo” principalmente quando volto das férias, ou de um feriado prolongado. Vou dar uma lida sim nesse link que você me passou. Muito obrigada!!!

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  6. Yuka é impressionante o quanto cada texto seu me faz refletir e reavaliar a minha própria vida, a busca pelo autoconhecimento as vezes é até incomoda porque são tantos os questionamentos e mudamos tanto ao longo do tempo. Eu estou numa fase de me perguntar a respeito de um monte de coisas, se os meus gostos e anseios são realmente meus ou se estou apenas absorvendo e assimilando desejos alheios.

    beijo, amo o seu trabalho, meu marido também está se tornando um grande fã do blog, mesmo sem ter muito abito de leitura.

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    • Oi Isadora, essa fase em que passamos a questionar tudo (muitas vezes, até a nossa própria sombra rs) é muito interessante, mas ao mesmo tempo desafiadora. O legal é que tudo o que discutimos aqui é para que a gente se conheça melhor. Definitivamente não é uma tarefa das mais fáceis, mas uma vez aberta a porta (em busca do “eu” perdido), a gente não consegue mais voltar atrás. Beijos!!!

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  7. Lindo texto, Yuka! É muito engraçado ter tanta gente diferente no mundo seguindo o mesmo sonho e muitas vezes frustradas pelo mesmo motivo: não tê-lo realizado.

    Boa semana!

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    • Nem me fale Fernanda, tantas pessoas diferentes e o mundo todo com o mesmo sonho. Chega a ser bizarro, né? Construímos e alimentamos um mundo tão prejudicial pra nós mesmos… A alternativa é reconstruir, repensar e reavaliar tudo o que nos foi ensinado. Beijos.

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  8. Ahora com 40 anos estou tentando descobrir meu sonho de verdade, ou pelo menos a vida que quero viver. Nunca quis casar nem filhos ,mas sempre estou me achando incompleta por nao ter feito Isso. Me cobro muito algo imposto socialmente. E muito fácil nos perdermos nos sonhos dos outros.

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    • Oi Cyn. Também estou com meus 36 anos e descobrindo tantas coisas novas… Sobre a sua cobrança que sente em relação ao mundo por não ter tido filhos, é tentar não avaliar sua vida pelos olhos dos outros, e sim pelo seu coração. As pessoas sempre irão nos criticar, por você não ter tido filhos, se você tivesse tido filhos, de uma forma de outra, entende? Então não se importe com a opinião alheia, o que importa é a sua opinião. Beijos.

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  9. Muito bom o texto, meu sonho é ter tempo para descobrir o meu sonho… Ando com tanta pressa cuidando dos outros que não dá tempo fazer uma reflexão mais profunda! Escreva sobre auto estima, por favor!! Eu me sinto incomodada com essa busca de beleza superficial que vemos atualmente e o valor que um corpo escultural tem nos dias de hj, não adianta vc ser bem sucedida na carreira, nos estudos e com a família se não for malhada e bombada como a blogueira famosa, vc não tem auto estima.

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  10. Yuka, o meu questionamento pessoal essa semana é; será que meus filhos estão sendo bem criados, com bons valores, e dando importância para o que realmente importa.
    Eu acompanho o mangá de one piece e me deparei com uma frase bem impactante “valores são diferentes para crianças que não sabem o que é paz, e crianças que não sabem o que é guerra”. Agora estou com esse questionamento se meus filhos estão aprendendo os valores corretos.
    Minha filha está me pedindo há muito tempo um brinquedo que todos da escola tem (escola particular) e confesso que eu ia comprar mesmo sendo uns 300 reais (ela nunca me pediu um brinquedo antes). E isso é chocante.
    Primeiro porque existe pobreza e miséria extrema no país. Existem famílias que vivem o mês inteiro com 300 reais. E segundo porque eu sei que a minha filha não quer esse brinquedo de verdade. Aqui em casa brincamos muito em família, seja com jogos de tabuleiro, baralho, passeios de bicicleta, cozinhar… Não tem lugar pra um brinquedo eletrônico sem graça que fala algumas frases (é uma corujinha eletrônica chamada Forby).
    Não estou sabendo lidar com a situação. Sei que minha filha só quer isso porque todos tem, e é difícil explicar pra ela que ela não vai ter, não porque não podemos comprar, mas porque ela não quer realmente. Vou seguir o conselho da minha irmã e nas doações do ano (roupas, cobertores, brinquedos) ao invés de eu ir nas instituições sozinha, levar meus filhos para que eles vejam a realidade do mundo e saiam dessa bolha. Para que deem valor ao que tem, que é muito! Cama, roupas, comida, pais e um lar é um luxo que muitos não tem. Tem que valorizar e saber que brinquedo caro e roupa de marca não é prioridade e não traz felicidade.
    Como você lidaria com essa situação? Como ensina valores de humildade e empatia na prática?

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    • Oi Hana, ainda não passei por essa fase que você está passando, já que minhas filhas têm 1 e 3 anos, mas é uma coisa que já me preocupa também. Para a minha filha mais velha, que já pede coisas para comprar, eu tenho feito o seguinte: que ela tem o poder da escolha. Eu posso comprar o que ela pede, mas ela tem que escolher. Como ela é pequena, ela quer tudo, e eu falo que tudo bem, mas que ela tem que escolher apenas 1. Essa tarefa é bem difícil para ela, eu vejo que ela pensa muito, analisa, avalia e depois escolhe o que ela quer. Para seus filhos que eu acredito que são maiores, envolvem os colegas, nesse caso, do Forby, que todos têm, menos ela. Se ela só quer porque todos têm, talvez seja mais fácil de lidar, mostrando outras opções melhores. Por exemplo, o Forby pode se transformar numa viagem de 1 dia, em algum lugar perto, com a família toda. Talvez ela possa ganhar algum outro presente que ela realmente queira, se esperar mais alguns meses para juntar um pouco mais de dinheiro? Sei que vou passar pelas dificuldades que você passa, porque vou ter que explicar para ela o motivo de eu não comprar, mesmo tendo condições financeiras para comprar. Sobre levar seus filhos para ver outras realidades, acho isso interessante. O seu comentário me fez pensar rs… Vou continuar pensando, se pensar em alguma coisa, respondo por aqui, tá? Beijos.

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      • Fico feliz que meu comentário te fez pensar. É o que os seus textos fazem comigo todos os dias 🙂
        Eu gostaria de deixar uma sugestão para um texto futuro;
        Filhos-Dinheiro.
        Não sei como aplicar isso aqui em casa. Porque não é só dar um porquinho pra criança, tem que dar dinheiro pra ela por lá. Quanto dar e como dar? Sei de pessoas que dão 50/100 reais mensais. Eu daria uns 5 por semana (psicólogos dizem que as crianças tem dificuldade com metas a longo prazo).
        Tem também pais que pagam por tarefa doméstica, mas aqui os meus estão acostumados a fazerem as coisas porque moram aqui, e não porque vão receber dinheiro em troca.
        E também, é diferente ensinar a guardar dinheiro, e a poupar dinheiro. O ideal seria abrir uma conta e aplicar esse dinheiro no tesouro direto pra ele ir rendendo, mas isso só é indicado pra crianças maiores (10 anos). Os menores são mais visuais, e o porquinho cumpre bem o seu papel.
        É um tema bem complexo se for ver.

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  11. Por aqui meus sonhos não andam cabendo em mim… ás vezes chego a pensar que são tão grandes que não vou conseguir realizá-los tão cedo. Ando desejando tanto um trabalho mais pacato, que me possibilite uma melhor qualidade de vida, pra cuidar melhor de mim, da minha casa e do meu marido sem me sentir tão cansada e culpada achando que estou sempre em falta em alguma área. Estamos num momento que sonhamos muito já em ter um filho, mas um medo recorrente tem nos assombrado. Medo de não dar conta, medo da violência, medo do investimento financeiro que envolve criar uma criança, são tantos medos que minha mãe diz, se pensar muito vocês não terão nunca, pois o momento nunca estará perfeito o bastante. Eu simplesmente idolatro o ofício de mãe/esposa/profissional porque sinceramente eu não tenho ideia de como vocês dão conta de tantas coisas ao mesmo tempo.

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    • Camila, também tenho os mesmos desejos seus, quero andar mais devagar, cuidar de mim, do marido, das crianças e da casa. Esse medo que colocaram na nossa cabeça é que faz com que a gente não consiga escapar dessa vida tão maluca que é a nossa. Medo do desemprego, medo de não ter um plano de saúde, medo de não ter seguro de carro, medo de colocar as crianças numa escola ruim, medo da violência, medo, medo, medo… é um trabalho interno que precisamos fazer para avaliar se esse medo é real ou infundado, exagerado da nossa parte. Sobre um filho, concordo com sua mãe. Depois que nasce, a gente sempre dá um jeitinho das coisas se ajeitarem. 😊 Beijos.

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    • É um processo longo e árduo a desconstrução pessoal. Você tem que trabalhar mentalmente essa “culpa” de estar sendo insuficiente. Comece se perguntando porque você se sente assim, pergunte ao eu companheiro se ele acha que você está devendo em algum lugar. Você vai ver que esse “paramêtro” perfeito de comparação não é algo seu e sim algo da sociedade (se minha casa não brilha, minha comida não é masterchef deliciosa e saudável, minha aparência modelo ou faço programas de casal todos os fins de semana, tem algo errado).
      Sobre o medo de nunca realizar seus sonhos, e sonhos grandes demais, recomendo o texto da Yuka que ela faça como tirar sonhos do papel. É tudo questão de planejamento. Se o sonho é grande comece dividindo ele em partes menores (quero ir pra disney = primeiro tenho que ver quando será minhas férias, depois guardar dinheiro, ficar de olho em promoções de passagens aéreas, reservar um hotel, comprar malas novas…).
      Filhos dão mais trabalho do que gasto. O que é essencial (atenção, carinho, amor) é de graça.
      Filhos custam o quanto você quiser (um enxoval pode ser de graça ganhado num chá de bebê, ou pode ser feito nos eua – por exemplo). Gastos com roupas, higiene e alimentação, se for bem pé no chão quase não sente a diferença. Agora, convênio, escola, e cursos depende de você.
      Você pode se informar se o SUS na sua cidade é eficiente para pediatria, e cortar o convênio da lista. Você pode se informar se as escolas municipais são boas, cortando a escola da lista. (escola particular eu recomendo bastante pro ensino médio pra preparar melhor pro vestibular, ou se as escolas publicas do ensino fundamental forem bem abandonadas). E sobre cursos, eles só serão gastos reais quando os filhos forem maiores (6 anos em diante). Inglês eu realmente acho um bom investimento, principalmente porque as crianças aprendem rápido quando pequenas. Agora esportes, música e arte no geral, a prefeitura normalmente tem projetos sociais gratuitos.
      Aniversários podem ser feitos em buffet ou em casa. Viagens podem ser pra Disney ou pra cidade vizinha. Tudo depende do quanto se está disposto a pagar.

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  12. Yuka, você é daquelas pessoas que gostaria de ter como amiga! Seus posts são inspiradores, eu aprendo muito com eles. Meu sonho é ser professora e quando tinha 29 consegui passar no vestibular da universidade pública (não teria condições de pagar),coisa que quando era mais nova não deu pra fazer porque precisava trabalhar para ajudar a minha família. Hoje com 31 estou na metade do curso e descobrir aquilo que me faz feliz, nem todo o dinheiro do mundo poderia pagar!!! Sou muito grata pelas coisas que eu tenho!!!

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    • Olá. Acho muito bonito quando a gente conhece pessoas que possuem sonhos. Muitos sonhos podem ser atrasados, postergados, por diversos motivos, mas quando a gente consegue resgatá-los da memória e colocar em ação é uma das coisas que mais aquecem nosso coração. Parece ser a coisa mais normal do mundo, mas descobrir aquilo que nos faz feliz, é muito difícil. Então, parabéns por perseguir e seguir o seu sonho. Beijos.

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