
Já tem tempo que eu tenho uma Bucket List.
Bucket List nada mais é do que uma lista de desejos de tudo o que você quer fazer / aprender / conhecer antes de morrer.
E recentemente, consegui riscar um item muito importante e aguardado da minha lista.
Tem gente que tem o sonho de ir para Itália, ou fazer uma volta ao mundo.
Eu sempre tive o sonho de me alimentar com comida orgânica.
Sim, sei que é um sonho diferente, fazer o quê, né, minha gente. Sonho é sonho.
Desde que passamos para uma outra fase financeira, eu já estava ensaiando sobre nossa mudança alimentar, e posso dizer que finalmente aconteceu.
Eu disse para o marido que não tinha ideia de quanto custaria essa mudança de passar a comprar absolutamente tudo em um supermercado orgânico, desde frutas, legumes, verduras, carnes, até arroz, feijão, azeite, temperos, etc, mas que gostaria muito de implementar essa mudança na alimentação.
Acho que muitos de vocês já sabem que o Brasil lidera todos os rankings de agroquímicos, utilizando mais de 500 mil toneladas de pesticidas por ano. É um número alarmante.
E não, agrotóxico não sai com água, não sai deixando de molho no bicarbonato ou água sanitária, nem com ozônio. Essas ações podem até amenizar as pesticidas que estão pulverizadas na parte externa do alimento, mas não consegue retirar o agrotóxico que cresce junto na estrutura celular, e ainda nem estamos falando dos alimentos transgênicos. Meu marido, físico, diz que é o mesmo que uma pessoa tomar alta dose de radiação que entra na nossa célula e depois achar que sai tudo em um banho.
Para um alimento receber o selo de orgânico, é necessário uma série de auditorias, desde ter padrões de produção até métodos de agricultura orgânica. Não basta não usar pesticidas. É preciso preservar os recursos naturais, respeitar funcionários, se comprometer com o ambiente e ter responsabilidade na produção. Muitas vezes, a certificação só vem depois de muitas idas e vindas, diversos ajustes, não é uma tarefa fácil, nem rápida para o produtor. E mesmo quando o produtor recebe a certificação, ele não pode vacilar, pois ela só tem validade de 1 ano, ou seja, a coisa é séria, é preciso muito comprometimento.

O que sempre me preocupou é que a minha filha mais velha é viciada em tomates. Ela troca um sorvete por tomate fácil fácil. Já a minha filha mais nova é viciada em morango e pepino. E vejam só, são justamente os alimentos que possuem mais absorção dos agrotóxicos.
Há alguns vídeos curtos interessantes sobre o efeito agrotóxico no nosso corpo:
Meu marido me apoiou, dizendo que é uma decisão que estamos tomando, independentemente do preço que essa mudança alimentar irá nos trazer. Estamos apostando que a alimentação orgânica irá nos trazer mais saúde a médio e longo prazo. E ponto.
Essa decisão vai de encontro com a decisão que tomei há alguns meses, de que irei gastar mais em Saúde do que em Doença.
Comer alimentos orgânicos entra no critério “gastar mais em saúde”.
Quem tiver interesse, há algumas lojas interessantes para quem mora em São Paulo:
Além destas lojas, dá para pesquisar no Mapa das Feiras Orgânicas, mas tem algumas informações desatualizadas, como lojas que fecharam etc.
~ Yuka ~










