Movimento FIRE: muitos querem, alguns tentam, poucos conseguem

O título do post acima é a mais dura realidade.

Para quem não conhece o termo, FIRE é um acrônimo do termo em inglês: Financial Independence Retirement Early que significa “Independência Financeira, Aposente-se Cedo”.

Pessoas que estão em “firing”, são pessoas que por motivos pessoais, aderem ao minimalismo e à frugalidade, poupando cerca de 30 a 70% do salário com o objetivo de se aposentarem cedo (geralmente aos 30, 40 ou 50 anos).

Entenda que neste caso o “aposentar” não significa que nunca mais irá trabalhar. Significa que terá a opção de trabalhar no que quiser (e se quiser), já que terá patrimônio suficiente para viver de renda pelo resto da vida.

Eu faço parte desse movimento e poupo cerca de 60% da receita familiar.

Reconheço que quem ganha um salário baixo, não tem a possibilidade de poupar uma grande fatia do salário como eu estou fazendo. Com o salário mínimo batendo quase R$1.000, sabemos que é praticamente impossível alguém viver com dignidade sobrevivendo com 40% do salário, o que equivaleria a R$400.

No meu caso, que recebo um salário interessante, aproveitei a oportunidade e não aumentei o padrão de vida ao longo dos anos, como todos ao meu redor fizeram.

Digo que poucos conseguem aderir ao movimento FIRE, porque as pessoas não estão dispostas a sacrificar prazeres de curto prazo em detrimento de um futuro melhor.

Os adeptos a esse movimento geralmente são pessoas minimalistas e frugais. São pessoas que curtem o estilo de vida minimalista, aproveitam a jornada até à aposentadoria, e não somente com a chegada do grande dia. Isso significa que o que as pessoas comuns enxergam como sacrifício, os FIREs enxergam como escolhas acertadas. Por serem adeptos ao minimalismo, conhecem a fundo suas necessidades reais e não cedem às necessidades impostas pela sociedade.

Vejamos um exemplo. Você compraria um cabo náutico? A maioria diria que não. Mas por que a resposta é não? É porque você não vê utilidade, não é mesmo? Não teria sentido em ter um cabo náutico, se você não pratica iatismo.

O minimalista vai a fundo utilizando sempre essa regra. Pessoas que aderem ao minimalismo, escolhem itens essenciais e fundamentais para a sua própria felicidade. Vou repetir o trecho da frase que acabei de escrever: “ESCOLHEM ITENS ESSENCIAIS E FUNDAMENTAIS PARA A PRÓPRIA FELICIDADE”. Ou seja, cada pessoa deve ir em busca do auto-conhecimento para saber o que é essencial para si. Infelizmente, posso dizer que a maioria das pessoas não buscam auto-conhecimento e por isso mesmo seguem a vida utilizando a régua alheia. Não é a toa que o sonho das pessoas se assemelham…

Voltando ao exemplo do cabo náutico, a mesma regra (de saber se é essencial ou excesso) vale para todas as escolhas que fazemos ao longo da vida. Quando é uma coisa discrepante, é fácil saber se é essencial ou não. Difícil é ter discernimento para os itens mais comuns, do nosso cotidiano. Eu já dei esse exemplo do fogão: eu tenho um fogão de 4 bocas, ao invés de 6, porque não cozinho utilizando as 6 bocas simultaneamente. Eu simplesmente não tenho coordenação, nem destreza para utilizar as 6 bocas sem queimar uma das panelas. Então por qual motivo gastaria meu dinheiro tendo um fogão maior, que além de ser mais caro, ocupa espaço da minha casa?

Esse pensamento é a base para todo o meu raciocínio: não tenho um tênis de corrida, porque eu só caminho pelas ruas da cidade. Não moro em um apartamento de 3 dormitórios, pois uso somente 2 quartos. Não tenho muitas roupas, porque simplesmente não dou conta de usar tudo durante o ano. Não tenho muitos itens de maquiagem, porque não consigo terminar de usa-los até a data do vencimento. Não tenho carro porque não julgo necessário.

Não tenho porque não quero. Não tenho porque não preciso. Ponto.

As pessoas se acostumaram com o excesso.

Querem morar em uma casa grande, mesmo usando a maior parte do espaço como depósito. Querem ter várias roupas no guarda-roupa, mesmo usando somente 20% do que tem nele. Pagam um plano de TV a cabo, mesmo passando a maior parte do tempo na internet. Moram em um apartamento de 3 quartos, sendo que utilizam um único quarto. Compram um carro modelo off-road, mesmo não pegando estrada com tanta frequência. Assinam mensalidade da academia, sendo que vai só algumas vezes por semana. Possuem um plano de saúde que abrange os melhores hospitais da cidade, mas sempre que precisa vai nos hospitais do bairro. Compram um celular novo, mesmo o antigo estar funcionando perfeitamente.

Compram sem necessidade, sem pensar, só pelo ato de gastar… Como podem ver, exemplos são infinitos.

Alguns atos que julgamos como normal: comprar presentes para outras pessoas, só porque a sociedade impôs. Ou até mesmo comprar roupas e quinquilharias para preencher o vazio interno… são atitudes que vão aumentando os gastos e elevando o padrão de vida até se tornar insustentável a longo prazo. Para essas pessoas, o dinheiro não traz felicidade, ele é apenas uma fuga.

Eu consigo investir quase 60% da renda familiar, porque sei exatamente onde gastar e onde poupar. Todas as escolhas que eu faço são pautadas em cima do meu objetivo de vida, e é justamente por saber onde gastar e onde poupar que eu e meu marido não sentimos escassez, e sim, abundância e gratidão.

Quando a gente aprende a gastar o dinheiro de forma inteligente, coisas boas começam a acontecer…

~ Yuka ~

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44 comentários em “Movimento FIRE: muitos querem, alguns tentam, poucos conseguem

  1. Apesar de não ser do movimento Fire por falta de tempo, fiz muitas coisas errada na minha vida financeira e hj em dia sei que não dá pra ser Fire, já tenho 34 anos e muitas dividas para quitar entre 5 a 10 anos, mas vejo muitas verdades no seu texto e antes de me encontrar no minimalismo eu usava o dinheiro como Fuga e vivia sempre no vermelho. Hoje eu mudei minha relação com o consumo totalmente e as vezes acho que até exagero pra menos, pq compro muito pouco ou quase nada além do básico como comidas, remédios. Sei que mesmo não podendo mais ser Fire, pretendo quitar minhas dívidas e juntar dinheiro para complementar minha aposentadoria. Amo seus textos principalmente os que vc da seus exemplos de economia e de como vc é julgada pelo seu modo de vida, faz com que eu não me sinta sozinha nessa jornada de ser diferente, ler seu blog é a minha programação de domingo de manhã.

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    • Oi Célia, bom dia. Você está certíssima. Gostei do seu comentário, ao invés de desanimar, ajustar à sua realidade! Vou te contar uma coisa. As pessoas que eu conversei a respeito, todas elas desistiram antes mesmo de começar. Elas falavam que já tinham 30, 40, 50 anos, falavam que tinham filhos que davam gastos, que tinham dívidas, que tinham que ajudar os pais etc etc. Enquanto falavam como era impossível o que eu estava fazendo, eu só pensava que era muito melhor começar agora, do que começar daqui a 5, 10 anos. Que era muito melhor conseguir se aposentar aos 60, 65 com dignidade(como você mesma disse, complementar a renda da aposentadoria), do que viver somente com a ajuda do governo com uma aposentadoria baixa demais, e que ao longo dos anos sabemos que vai perdendo o poder de compra. Nunca é tarde demais. Eu mesma, já gastei muito dinheiro à toa, comprei muitas coisas desnecessárias. Mas já fiz e não tenho como voltar atrás. Se eu soubesse aos 20 anos o que eu sei hoje, com certeza, há 2 anos (quando tinha 35 anos) eu já estava aposentada por conta própria. Mas não foi essa a minha realidade. E por isso mesmo, a partir do dia que eu descobri isso, comecei a juntar dinheiro, rever meus gastos e aprendi sobre investimentos. Eu poupo há 9 anos, mas foi somente há 4 anos que eu passei a investir com o objetivo de alcançar o FIRE, e vejo como isso foi fundamental para a minha vida. Eu tinha 32 anos. Essas mesmas pessoas que desistiram antes mesmo de começar, falam pra mim hoje “ah, eu devia ter começado quando você falou, mas agora já está tarde pra mim”. E são pessoas novas ainda. Para você, Célia, economizar o que puder e tentar quitar a sua dívida o mais rápido possível é o mais inteligente a ser feito mesmo. Talvez o que seria quitado em 10 anos, no final das contas, será quitado em 5 (por conta do minimalismo e dedicação) e daqui a alguns anos, vai poder investir pesado para alcançar a sua independência financeira aos 55, 60 anos. Vai ver que ao passar os anos, o dinheiro vai tendo menos importância (no sentido de gastar, ostentar etc), e o único intuito é a paz interior, ao saber que você e sua família estará protegida, independente do cenário econômico e político do país. Um grande beijo pra você.

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  2. Bom dia,
    Conheci o movimento esse ano.Não gosto do meu trabalho, então quando passei a ganhar um salário bacana comecei a economizar mais de 50% do mesmo pois não queria ser dependente dele.Passei por um seria depressão e diminui minha carga de trabalho porém economizo 30% e mesmo que não consiga ser fire, acredito no que você mencionou no cometário estarei ( como estou) mais protegida do cenário politico e econômico.

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    • Oi Marcela, você citou que passou por uma depressão e diminuiu sua carga de trabalho. Muitas pessoas não conseguem ter essa clareza e acabam adoecendo cada vez mais, gastando cada vez mais para compensar a tristeza. É um círculo sem fim. Trabalhar menos horas significa ter mais tempo para cuidar da gente, ter mais tempo para as coisas que realmente são importantes. Dinheiro, definitivamente não é tudo nessa vida e não pode ser colocado acima de tudo e de todos. É difícil fazer essa análise, alguns acabam se tornando muquiranas (querem gastar, mas poupam tudo), outros gastam além do que pode, outros querem ter dinheiro para se sentir mais poderoso que os outros… enfim, dinheiro ainda é um assunto tabu para muitas pessoas, mas na verdade, dinheiro serve para trazer conforto, dignidade, segurança e paz para a nossa vida. Poupar 30% é um grande feito, você está entre as minorias dos brasileiros que poupam todos os meses 😀

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  3. Impressionante como a humanidade não tem capacidade para fazer coisas que antigamente as pessoas mais velhas já faziam há muito tempo. Na época da minha avó ela só comprava o essencial, só usava o essencial e não gastava com bobagem de jeito algum, e essa foi a educação passado para os herdeiros. Coisa essa que não vejo hoje, e agora inventaram um nome pra esse comportamento (FIRE) como se fosse novidade. Hoje tenho 48 anos, sempre fiz isso desde criança, e agora o pessoal resolveu dar nome pra isso. Impressionante como a pessoas sentem necessidade de estarem dentro de um grupo para se sentirem acolhidas e no caminho certo. Daqui a pouco invetam outro movimento é só esperar…

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    • Oi Eronides, pelo menos na minha visão, na época dos nossos avós, eles compravam somente o essencial, não por uma opção. E sim porque a vida era mais dura, mais difícil para todos. Tanto a minha avó (que enfrentou a Segunda Guerra Mundial) como a minha mãe, nunca tiveram luxo, nem dinheiro sobrando. Foi somente na minha geração (eu, irmãs, primos, etc) que tivemos oportunidade para o consumo. E aí sim, virou OPÇÃO gastar ou não gastar. Antes não era opção, era uma questão de sobrevivência. Pelo menos por parte da minha família e da família dos meus parentes e amigos. Talvez sua avó tinha poder aquisitivo maior do que a maioria de nós…
      Sobre “inventaram um nome para esse comportamento (FIRE) como se fosse novidade”, eu, ao contrário de você, acho MARAVILHOSO. Ter um “movimento” significa ter informações organizadas. Possibilita que as pessoas se organizem, se aproximem, compartilhem conhecimentos. Pelo menos é o meu ponto de vista.

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  4. Oi Yuka,
    Eu também aguardo com ansiedade seu texto a cada domingo. Como me identifico com você, embora tenha uma vivência totalmente diferente.
    Eu sempre poupei, mas as circunstâncias mudam e a gente tem que ir se adaptando né?

    Yuka, o que vc pensa de despesas dedutíveis no IR? Explico: tenho analisado constantemente que despesas posso cortar, daí chego por exemplo no psicólogo… Tive um problema de saúde grave em anos passados e precisei de ajuda, mas hoje estou muito melhor, graças a Deus… Daí até poderia parar com a terapia, mas fiz as contas e depois vou ter que pagar mais imposto… Não eh louco isso?!?!?
    Os gastos ordinários são difíceis de analisar e eliminar, não acha? Olha que já cortei tv a cabo, assinaturas disso e daquilo, etc.
    Um beijo, obrigada pelo seu tempo.

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    • Oi Jane, com certeza as circunstâncias mudam. Se a terapia te faz bem e te deixa feliz, acho que tem que continuar sim. Eu poupo atualmente quase 60% da receita familiar, mas não tenho a ilusão de que isso durará para sempre. Daqui a pouco pode ser que eu tenha que pagar uma escola para as crianças, elas vão querer sair com as amigas, fazer um curso de inglês, uma natação, enfim, nossos gastos irão aumentar. Por isso eu aproveito essa fase “da bonança”, porque sei que não irá durar para sempre. Sobre as despesas dedutíveis, até hoje não entendo muito a regra rsrsrs. Os gastos ordinários são difíceis sim de eliminar, o que eu tenho feito é ao invés de economizar em coisas pequenas ou no lazer, eu economizo por exemplo no aluguel. Ah, tenho um exemplo ótimo para dar, tinha uma época que eu ficava economizando na luz. Corta aqui, desliga aqui, um estresse só. E a economia que dava era de uns 5 reais. Quando eu decidi desfraldar a minha filha mais velha, passei a economizar 300 reais por mês em fraldas. É mais ou menos o que eu tenho feito. Ao invés de cortar algo que eu gosto, economizo nos gastos grandes. Fiz isso com o plano de saúde. Deu uma economia de mais de R$1.000. Um beijo Jane. Desejo um ótimo início de semana pra você.

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      • Obrigada pela resposta Yuka! Pode ter certeza que suas palavras, suas observações, ajudam a refletir!!
        Aproveite e poupe mesmo o máximo que puder, pois pela minha experiência quando os filhos são pequenos eh mais fácil, quando crescem aumenta em muito as despesas!
        Tenha uma excelente semana!

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        • Oi Jane, com certeza os gastos irão aumentar… será inevitável. Enquanto isso, eu e meu marido estamos focadíssimos na economia rsrs. Beijos. Uma ótima semana pra você também.

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  5. Eu poupo algo em torno de 30% da minha renda anual. Falo em termos anuais pq somo aos aportes mensais o 13, adicional de férias e restituição de IR que vão 100% para investimentos.
    Diferente da maioria do movimento fire, eu não penso em parar de trabalhar cedo. O que penso é em não ser totalmente dependente do meu salário.
    É ter uma renda passiva que possa me manter caso eu venha a ficar desempregado e que também poderá ser uma complementação a renda caso eu chegue à idade de aposentadoria.

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    • Oi Dedé, você é que nem o meu marido, ele também não pensa em parar de trabalhar. Ele ama o trabalho, se não precisássemos de dinheiro, trabalharia até de graça. Essa renda passiva que você está criando através dos 30% de aporte da sua renda anual, já faz com que você faça parte de uma minoria brasileira. A cada ano que a renda passiva aumenta, a gente vai sentindo cada vez mais livre… e essa sensação, não tem preço. Beijos.

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  6. Boa tarde Yuka. Todos os domingos estou eu aqui a ler seus textos…. são muito importantes pra mim…
    Com relação ao movimento FIRE eu fico entusiasmada em conhecer.
    Embora não possa aplicar a minha realidade de assalariada mínima, vivo de forma minimalista. Esforçando-me muito para poupar com a intenção de um dia ter um lar pra morar com meu filho. Hoje moro na casa de sogra, e infelizmente se depender do pai do meu filho ( o qual não considero mais “marido”…. pois entendo que casamento é parceria … e parceiro ele nunca foi) … se depender dele , eu e meu filho ficaremos nessa situação pra sempre.
    Seus posts me ajudam muito a pensar sobre minha realidade…..

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    • Oi Maria, infelizmente há pouca literatura brasileira sobre o assunto FIRE. Mas aos poucos pretendo abordar um pouco mais sobre esse assunto. Sobre ser assalariada mínima, é uma realidade de muitos brasileiros. E que bom que você mora na casa da sua sogra, assim, aos poucos, você vai juntando uma parte do seu salário. Essa é uma oportunidade que você tem para tentar guardar uma parte do seu salário. Sim, pode ser 50 reais, 60 reais, o que você conseguir. Eu conheço uma pessoa que ganhou salário mínimo a vida toda, e ela se aposentou este ano. O mais incrível foi descobrir que ela tinha um pé-de-meia com um valor considerável. Com a internet, muitas barreiras se quebraram, principalmente a barreira intelectual. Determinadas informações que eram de um grupo seleto de pessoas, foram difundidas e divulgadas graças à internet. No seu caso, Maria, estudar um pouco de investimento fará total diferença, pois poderá se beneficiar do poder dos juros compostos. Um beijo.

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  7. Yuka, esse texto reflete exatamente meu estilo de vida. Foi fazendo esses questionamentos que vimos o tanto que levávamos a vida no automático e percebemos todos os gastos desnecessários com produtos e serviços que nem usávamos. Esse mês aconteceu algo engraçado comigo. Minha mãe não compreende meu estilo de vida e vive querendo me dar coisas de presente, ou se digo que não quero algo ela me pergunta se preciso de dinheiro rsrsrs. Não tenho costume de dar presentes em todas as datas comemorativas, apenas no aniversário, mas minha mãe queria muito uma bolsa e decidi dar no dia das mães pois ela tem me ajudado muito com minha bebê. Quando eu disse que daria a bolsa que ela queria, ela respondeu AH NÃO MINHA FILHA! VOCÊ NÃO COMPRA ESSAS COISAS NEM PRA VC, VAI GASTAR DINHEIRO COMIGO?? Disse pra ela que eu não comprava porque não precisava e não queria, e não porque não tinha dinheiro. Mas no fim acabei não dando rsrsrs!

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    • Oi Camila, hahaha, fiquei imaginando a cena da sua mãe falando pra você… é inevitável, as pessoas acabam achando isso da gente mesmo (ou que não temos dinheiro, ou que somos muito muquiranas rsrs). Por mais que a gente explique que não passamos necessidade, que não temos porque não precisamos, isso não entra na cabeça das pessoas. Olha, tem pessoas que estão ao meu redor, colegas e amigos que conhecem esse blog, lêem toda semana, então teoricamente deveria saber como penso… certo? Mas não… Chega a ser surreal como as pessoas fazem um julgamento errado da minha vida… acham que eu só penso em dinheiro, que sou a maior mão-de-vaca, mas na verdade, só não gosto de rasgar dinheiro por uma coisa que não é importante para mim. Bom, a minha sorte que meu marido me conhece bem e juntos, estamos caminhando essa jornada rumo à nossa liberdade. Um grande beijo.

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  8. Ainda não sou investidora, Yuka… Mas me interesso muito por esse assunto. Espero conseguir muito breve.

    Ainda to encontrando meu caminho de volta. Sei que sou jovem, mas quanto antes começar, melhor né?

    Ainda tenho muitos conflitos internos em relação ao consumo. Ainda não consegui abandonar minhas redes sociais… A tal da FOMO (sugestão: você podia um dia falar sobre como lida com isso). E sei que elas são grandes motivadoras para meus impulsos consumistas. Quando eu não tinha redes sociais, eu tinha suficiência na minha vida. Pq eu não tinha um leque de comparações. Minha vida era boa.

    Hoje fico dividida entre: “dinheiro vc recupera, tempo não” X “poupar para não faltar no futuro”. Sei que minha consciência mudou muito nos últimos 5 anos, mas ainda me pego caindo nas armadilhas do marketing e consumismo.

    Vou te dar um exemplo: tenho o iPhone 7 há 2 anos. Ele está impecável! Mas sou bombardeada toda semana com correspondências e e-mails para fazer a troca pro IPhone X (nem sei se é esse o último! Já me perdi de tantos que lançam!). O valor da minha mensalidade com a operadora não muda nadinha. É tão tentador! Mas o que eu farei com o aparelho antigo? Ninguém aqui quer comprar algo “velho”… vou dar de presente pra alguém? Pq eu quero o novo iPhone se o atual atende bem minhas necessidades?

    Acho muito difícil viver no mundo atual. De verdade. Eu moro no interior, o que torna minha vida mais “tranquila”. Mas mesmo assim, não tem como fugir dos bombardeios! Esses dias me peguei pensando: será que eu sou a única do mundo que ainda usa relógio de pulso convencional? Pq serio, todo mundo ao meu redor tem um Apple Watch. E a Pergunta que eu mais escuto é: pq vc não compra um? Ia facilitar tanto sua vida… Fiquei tão tentada que fiz uma lista de pontos a considerar. Acabei não comprando. Pq eu não ia usar todos os recursos disponíveis. Ia usar só pra olhar as horas mesmo. Ou pra visualizar uma notificação.

    Enfim, ainda estou conseguindo parar para questionar antes de comprar, coisa que antes não conseguia. Mas eu queria mesmo, chutar o balde. Não queria me importar com essas coisas. Há quem diga que é coisa da idade. Dizem que depois dos 30, a gente para de se importar com bobagens… Eu só queria olhar pra tudo isso ao meu redor e não me sentir tentada. Pq eu to vivendo bem até agora sem isso. Eu não preciso disso. Queria ter prazer nos investimentos a longo prazo. Não queria ter a sensação frequente de que estou perdendo algo.

    Perdoe o textão. Só um desabafo do que é tentar andar na contramão. Mas vc já deve saber bem como é isso… Por isso que como sempre, vc me inspira! Bjs

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    • Oi Tiemi, eu entendo essa ansiedade que você sente de querer curtir a vida, pois tempo não volta mesmo. O minimalismo entra na nossa vida justamente para não deixarmos a vida passar. Passamos a refletir se aquele objeto (ou aquele amigo, aquele relacionamento, aquela lembrança, etc) é de fato uma coisa boa, ou se só queremos porque todo mundo está usando? É difícil falar “seja minimalista”, “desapegue de coisas” porque minimalismo é um processo. Não dá para ter pensamentos minimalistas de um dia para o outro. Eu mesma, comecei primeiro desapegando das roupas. Tudo com muita tranquilidade e usei o tempo que foi necessário. Primeiro fui no Pinterest e criei uma pasta para incluir todas as roupas que eu gostava. No final, quando fui analisar as fotos desta pasta, descobri que a maioria das roupas eram atemporais e não eram estampadas. Montei uma lista do que julgava ser um guarda-roupa ideal pra mim. Com isso, comecei de fato o destralhe. Aquela blusa que tinha ganhado fazia sentido pra mim? Aquela blusa preta que parece com outras zilhões que eu tinha, fazia sentido pra mim? E aquela calça que me deixava sem bunda, me deixava feliz? rsrs E foi assim que fui destralhando. Depois que dei um rapa no meu guarda-roupa, a sensação que eu tive foi indescritível. Me senti leve, ficava feliz toda vez que abria o guarda-roupa, mesmo tendo um número reduzido de roupas. E foi assim que eu entendi que ao invés de ter 10 calças jeans, podia ter 2 calças jeans maravilhosas e me sentir satisfeita. Talvez o que você tenha que fazer, é não se cobrar, e começar devagarzinho, analisar quais são as coisas que te deixam felizes. Olhar a vida dos outros definitivamente não faz bem para a saúde. Diversas pesquisas já comprovam isso, que depois que olhamos o Facebook ou o Instagram, estamos menos felizes do que quando entramos. Tem um YouTuber (ele fala em japonês) que eu gosto que fala sobre minimalismo… talvez você goste também… Beijos. https://www.youtube.com/watch?v=RNpDGASgsn4

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  9. Oi Yuka, arrasou mais um vez!
    Preciso que lhe perguntar algo que voce ja falou mas nao me lembro em qual post: qual a sua corretora? XP? Qual o investimento que voce indica para longo prazo 10/15 anos? Estou comecando agora meus estudos mas encantada com as infinitas possibilidades.
    Muito obrigada pelos seus textos e por dividir seus conhecimentos e estilo de vida. Aprendo muito com voce e me sinto amparada. Nao estou “doida” sozinha hahha.
    Grande beijo,
    Marilia

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    • Oi Marília, então, já trabalhei com várias corretoras como a Easynvest, a XP e a Modal. Não há grandes diferenças entre as corretoras, talvez a que tenha a interface mais amigável seja a Easynvest. Como você está começando, vá pelo Tesouro Direto, há diversos vencimentos, no seu caso, tem o Tesouro Direto IPCA 2035, daria o prazo que você mencionou no comentário. Beijos.

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  10. Yuka,

    Seu post é muito inspirador.

    Não precisamos de muito para uma vida alegre e com significado.

    Como você disse, “as pessoas se acostumaram com o excesso”. É aqui que precisamos ser os atores principais e não coadjuvantes de nossa própria vida, ao decidirmos se queremos ou não algo de acordo com nossos valores, objetivos, interesses e essência. Não podemos continuar comprando apenas porque “todo mundo tem” , pois a satisfação é tão passageira que logo acabará e precisará ser substituída por uma nova necessidade desnecessária.

    Somos seres únicos, com necessidades e objetivos específicos. Ao pensarmos assim, o foco será mais no que nos faz bem e não nos apelos do marketing e na pressão da sociedade.

    Boa semana,
    Simplicidade e Harmonia

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    • Oi Rosana, obrigada. A gente se acostuma a viver na inércia do “faço tal coisa porque todo mundo faz”, “compro tal coisa porque todo mundo tem”. E assim a gente vai perdendo a identidade. O que as pessoas não percebem é que viver com a régua dos outros só nos traz infelicidade. Ontem, estava passeando com a minha família, e uma senhora do nada passou por mim e falou “as pessoas acham que a felicidade está longe, distante… mas felicidade é isso” e apontou para mim. E eu dei um sorriso e ainda falei que eu aprendi a duras penas que “o segredo da felicidade é ser feliz em silêncio” e a senhora emendou “porque a felicidade incomoda a quem não a tem”. Que mensagem incrível né. Beijos.

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    • Oi Rafa. Não vejo problema nenhum em juntar dinheiro do próprio suor, poupar por anos (enquanto a maioria só gasta e depois diz que não tem dinheiro) para depois viver do rendimento do próprio trabalho. Mas cada um tem a sua opinião.

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  11. Falar em FIRE aqui no Brasil é muito difícil. Que bom que a cada dia essa realidade começa a mudar. No momento, é impossível para mim ser FIRE por conta do baixo salário (1 e 1/2), mas não vou reclamar já que tenho extrema flexibilidade, e em dias como hoje que meu filho ficou doente posso ficar com ele tranquilamente, além de trabalhar só meio período. Mesmo assim, sem previsão de trocar de trabalho a curto e médio prazo, tenho minhas economias, que me garantem uma tranquilidade. Bem, continuarei aprendendo sobre FIRE, independência financeira, finanças pessoais… E mantendo uma vida equilibrada entre poupar e aproveitar as coisas que gosto, dentro de minha realidade financeira. As críticas para pessoas que escolhem viver como nós sempre serão grandes, mas com o tempo você passa a não “dar a mínima”.

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    • Oi Aline, achei legal o seu ponto de vista sobre a flexibilidade. Enxergar o lado bom das coisas é isso que você acabou de escrever. Por muitas vezes, ter um salário mais alto pode ter o seu preço a pagar. O trabalho do meu marido é muito instável, já que ele recebe bolsa de pesquisa. Mas em contrapartida, tem uma flexibilidade maravilhosa também. A gente faz o que está ao nosso alcance, que no caso, é estudar finanças pessoais (sem pagar curso algum, sem sair de casa, só acessando a internet). Realmente, críticas sempre existirão, principalmente de pessoas que não fazem nada… Como diz Karnal, “Sorte é o nome que vagabundo dá ao esforço que não faz”. Beijão pra você.

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  12. Olá Yuka, adoro seus textos! Por favor, me diga se tem algum post aqui que vc fala sobre quais tipo de investimento faz. Não vi todos os post’s, mas acredito que já deva ter falado algo a respeito. um abraço,

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  13. Boa tarde Yuka!

    Primeiramente gostaria de agradecer aos seus mais diversos textos. Quando descobri o blog, fiz questão de ler todos os posts, pois são poucos locais desse universo online que me transmitem a paz que o Viver Sem Pressa proporciona. Tomo meu café toda segunda acompanhando a publicação mais recente. É meu alento de início de semana.

    Sobre o tema, ainda não faço parte do movimento FIRE por não ter condições financeiras. Tenho 26 anos e 3 anos de casada, tento viver de forma minimalista ao lado de meu companheiro, mas ainda estamos construindo nossas vidas e foram várias dividas. Como contamos somente com nós mesmos, sem ajuda da familia não é tão fácil, tudo tem que ser devagar e muito bem calculado, ultimamente meu desafio é tentar frear um pouco os desejos de consumo dele, sem controlar e sufocar, afinal cada um tem suas necessidades e individualidades.
    O ponto que mais me chamou atenção em seu texto, foi reconhecer que muitas pessoas não conseguem aderir ao movimento FIRE por não possuirem renda suficiente nem para as despesas básicas diárias, quiça para poupar e investir, o que é realidade de grande parte de nosso país. Obrigada pela sensibilidade que muitos blogueiros da área não possuem, sua dica de adequação a realidade de cada um é maravilhosa, afinal, um pouco é melhor que nada e já é um começo.
    Abraços.

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    • Oi Mônica, tudo bem? Adorei ler como você começa a sua semana: lendo meus posts 😀
      Li seu comentário e sorri ao perceber que você é nova. Sim, você tem 26 anos, e é muito bom saber que você já está consciente dos seus gastos, que você está tentando viver de forma minimalista e que já sabe a existência do movimento FIRE. Tudo isso aos seus 26 anos. Eu sou 12 anos mais velha do que você, vou fazer 38 esse ano. E eu (com certeza absoluta) não tinha essa maturidade, nem consciência que você tem. O que você tem que tentar fazer agora é quitar as suas dívidas o mais rápido possível, pra depois começar a investir.
      Sobre “reconhecer que muitas pessoas não conseguirem aderir ao movimento FIRE por não possuirem renda suficiente”, sim, dificilmente alguém irá conseguir poupar uma fatia tão grande do salário. Mas o importante é frisar que é preciso começar de algum lugar. Que comece com 1 real, com 10 reais, com 1% do salário, com 3%, o que for possível, dentro da própria realidade da pessoa. Eu comecei com 1%. Depois 2%, depois 10%, tinha ano que meu salário aumentava, passei a ganhar verba de chefia, depois de diretoria, mas não aumentei o meu padrão de vida, e foi assim que estou conseguindo poupar uma % alta do meu salário. Como disse em um comentário, conheço uma pessoa que ganhou 1 salário mínimo a vida toda, e hoje, aposentada, possui uma reserva financeira considerável. O importante é começar. Um beijo pra você.

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  14. Boa tarde Yuka!

    Primeiramente gostaria de agradecer aos seus mais diversos textos. Quando descobri o blog, fiz questão de ler todos os posts, pois são poucos locais desse universo online que me transmitem a paz que o Viver Sem Pressa proporciona. Tomo meu café toda segunda acompanhando a publicação mais recente. É meu alento de início de semana.

    Sobre o tema, ainda não faço parte do movimento FIRE por não ter condições financeiras. Tenho 26 anos e 3 anos de casada, tento viver de forma minimalista ao lado de meu companheiro, mas ainda estamos construindo nossas vidas e foram várias dividas. Como contamos somente com nós mesmos, sem ajuda da familia não é tão fácil, tudo tem que ser devagar e muito bem calculado, ultimamente meu desafio é tentar frear um pouco os desejos de consumo dele, sem controlar e sufocar, afinal cada um tem suas necessidades e individualidades.
    O ponto que mais me chamou atenção em seu texto, foi reconhecer que muitas pessoas não conseguem aderir ao movimento FIRE por não possuirem renda suficiente nem para as despesas básicas diárias, quiça para poupar e investir, o que é realidade de grande parte de nosso país. Obrigada pela sensibilidade que muitos blogueiros da área não possuem, sua dica de adequação a realidade de cada um é maravilhosa, afinal, um pouco é melhor que nada e já é um começo.
    Abraços.

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  15. Olá Yuka,

    Parabéns pelo post. Eu acho que o FIRE é inicialmente uma batalha mental que se traduz em resultados financeiros como dano colateral. Os “alguns que tentam” não viram os “poucos que conseguem” porque já falharam o primeiro passo, que é “querer” de verdade.

    “Quero me aposentar cedo… mas não poderia largar minha TV a cabo, meu happy hour gourmet, meus carros zero a cada 3 anos… como eu poderia ser feliz sem estas coisas BÁSICAS??”

    E por mais que se tracem o minimalismo como um grande aliado do FIRE, eu particularmente vejo os dois como coisas bem diferentes ainda. Minimalistas que conheci anteriormente não tinham como objetivo tirar o pé do acelerador ou se tornar independentes financeiramente, e acho que você é a primeira que vejo aliando os dois conceitos com tanta força. Por isso, parabéns!

    Ah, e 60% da renda investida é extraordinário. Servirá de inspiração pra eu sonhar grande e além dos meus 52% recém-economizados!

    Abraços e seguimos em frente!

    Pinguim Investidor
    https://pinguiminvestidor.home.blog

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    • Oi Pinguim. O que é mais triste é ver as pessoas desistirem antes mesmo de começar. Há as pessoas que não querem escutar… não estão abertas às novas ideias. E há aquelas pessoas que até ouvem atentamente, mas quando descobrem que é preciso fazer algo (poupar, reduzir gastos, definir prioridades), e que as coisas não são tão fáceis assim, desistem, dizem que 10, 15 anos é muito tempo. Sobre aliar o minimalismo x FIRE, acho que é potencializar os conceitos. Pra mim faz todo o sentido: viver, sem deixar de viver. Esses 60% investido está a todo vapor, principalmente porque em 2022, minha filha mais velha iniciará a primeira série, e não sabemos ainda onde ela estudará: se será numa escola municipal, estadual ou privada. E aí pode ser que não consigamos mais poupar tanto como poupamos hoje. Estipulamos um prazo até dezembro de 2021 para concentrar totalmente nos aportes. Não é qualquer pessoa (no caso meu marido rsrs) que iria transferir praticamente 100% do salário do mês para a conta da esposa. É preciso acreditar no FIRE. E nós, não só acreditamos, mas como temos certeza de que é possível. Um abração.

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  16. Olá Yuka, muito útil e interessante seus artigos. Minha esposa já a tem acompanhada por vários anos, assim, me influenciou a ler seus artigos, os quais ainda estou lendo dos mais antigos para os mais novos.
    Hoje estou aposentado, quero aplicar em tesouro, porem não tenho uma conta digital em nenhum banco ou corretora. Estou ainda me familiarizando com estes investimentos, assistindo videos e lendo artigos, porém ainda tenho muito a aprender nestes cenários. Tenho uma pergunta: Como eu faço para fazer portabilidade do INSS para um banco digital? Seria vantagem? ou seria preferível fazer “DOC/ TED” do banco para este fim? Obrigado pelos artigos postados, todos tem seu valor.
    Boa semana!

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    • Oi José, tudo bem? Sobre criar ou não um banco digital vai depender muito da sua disponibilidade e facilidade em acessar os aplicativos no celular. Minha mãe por exemplo, não conseguiria ter um banco digital, mas é porque ela tem dificuldades. Pelas taxas, até acho que compensa sim, mas não sei quanto está a taxa de DOC e TED no seu banco. Como geralmente fazemos apenas 1 transferência por mês, se não for tão caro, talvez nem valha a pena a dor de cabeça. Beijos.

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  17. Oi Yuka, são posts são sempre inspiradores 😉 Nem sempre comento por aqui, mas estou sempre acompanhando e refletindo sobre teus posts. Parabéns por tanta disciplina, tanto para atingir teus objetivos financeiros quanto na perda de peso 🙂
    Você conhece o podcast ChooseFI? Ouço sempre e sempre lembro de você 🙂 Seu post e os podcasts deles nos dão impressão de que não estamos sozinhos, remando contra a maré, questionando o que nos dizem que é “certo”, procurando viver diferente…
    Abraço,

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    • Oi Bruna, não conheço o ChooseFI. Vou procurar… mas deve ser em inglês? Se for, vou penar um pouco. Somente há alguns meses comecei a assistir YouTubers americanos que falam sobre a FIRE, mais pela escassez de conteúdo em português, só que sempre coloco legenda em inglês hehehe. Há uma frase que eu gosto muito: “Prefira estar errado no curto prazo, mas certo no longo prazo”. Eu acho que FIREs e minimalistas estão nessa caixa. Na visão das pessoas, estamos errados. Mas nós sabemos que estamos certos, que estamos no caminho certo, que não precisamos pensar todos da mesma forma. Um beijo.

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