Minimalismo

A sua falta de interesse em investimentos pode custar muito caro

Menino, Sozinho, Sessão, Banco, Pôr Do Sol, Sol

Quando comento sobre investimentos com as pessoas, elas costumam ter uma desculpa na ponta da língua: vão começar daqui a algum tempo, talvez no ano que vem, quando conseguirem uma promoção, quando mudarem de emprego, quando terminarem de pagar as dívidas, quando as crianças crescerem etc.

O que elas não entendem, é que quando falamos de investimento, a cada ano postergado, a pessoa terá que trabalhar muito mais para alcançar a aposentadoria (ou tranquilidade financeira, ou independência financeira), já que receberá menos juros compostos.

Para quem não entende de investimentos, o parágrafo anterior não faz sentido nenhum, são apenas palavras soltas. Para quem entende de investimentos, significa ‘não dar valor ao dinheiro’, ‘rasgar dinheiro’, etc.

Desconsiderando a inflação, uma pessoa que ao invés de investir por um período de 30 anos, e resolve atrasar “apenas” 5 anos, achando que não vai ter tanta diferença assim no patrimônio final, terá uma surpresa desagradável. Esses 5 anos que a pessoa resolveu simplesmente ignorar, terá um efeito devastador no patrimônio, já que a diferença do valor acumulado entre uma pessoa que poupou por 25 anos e outra que poupou 30 anos será quase 50% menor.

E por quê toda essa diferença?

Por causa dos juros compostos.

INVESTINDO POR 25 ANOS INVESTINDO POR 30 ANOS
APORTE INICIAL R$ 5.000 R$ 5.000
APORTE MENSAL R$ 500 R$ 500
TAXA A.M. 0,80% 0,80%
VALOR ACUMULADO R$ 674.484,65 R$ 1.126.249,05

Reparem que a única variável que muda nos dois exemplos é o tempo investido, uma diferença de apenas 5 anos. O aporte inicial é o mesmo, a taxa mensal é a mesma, o valor do aporte mensal é o mesmo.

Essa única diferença de 5 anos, fez com que o valor acumulado, que seria de R$1.126.249,05, fosse reduzido para R$674.484,65.

Ou seja, por não ter investido R$30.000 (R$500 por 5 anos), a pessoa literalmente jogou no lixo R$421.764,40.

Vou dar outra informação que será chocante para quem não entende de investimentos.

Desse montante R$1.126.249,05, apenas R$185.000,00 foi dinheiro trabalhado do seu suor. Os outros R$941.249,05 foram juros compostos, ou seja, o seu dinheiro trabalhou para você.

Quem, em sã consciência, rasgaria 1 milhão de reais? Ninguém. Mas na prática, quando decidimos ignorar sobre a importância dos investimentos na nossa vida, a maioria da população rasga dinheiro todos os dias sem perceber.

Assustado?

Está na hora de correr atrás do prejuízo, antes que seja tarde demais.

Nota: Tem uma frase que eu não sei de quem é “Antes de correr, aprenda a andar. Tudo na vida tem sua hora, seu lugar”. Muitas pessoas me perguntam onde eu invisto, como consigo rentabilidades boas, só que esquecem que eu já faço isso há anos, esquecem que eu estudei todos os dias. Antes de querer se aventurar na renda variável, comece economizando parte do seu salário. Veja onde é possível enxugar gastos. Leia livros sobre investimentos, acompanhe blogs, sites e vídeos no YouTube sobre o assunto, comece devagar. Tudo tem o seu tempo. Eu não sei com qual educador financeiro você irá se identificar, então a alternativa que resta é pela tentativa e erro. Foi assim comigo, será assim com você. Faça a sua lição de casa, estude, há muitos conteúdos gratuitos. Só assim, irá entender como funciona o mercado financeiro e descobrir que investir não é difícil.

~ Yuka ~

Auto-Conhecimento · Dinheiro, IF e FIRE

A cada 10 anos, um renascimento: seu futuro está nas mãos de quem?

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O brasileiro no geral, não tem o costume de pensar no futuro… talvez estejamos mais acostumados a pensar sobre o passado. Então vamos falar um pouco sobre o passado.

Há dez anos, quantos anos você tinha? Onde morava? Onde trabalhava? Como era a sua vida? Estava feliz? Quais eram os seus sonhos, as suas ambições?

Dez anos se passaram e temos o dia de hoje.

Ao fazermos as mesmas perguntas, percebemos como as respostas são diferentes. E com isso, entendemos que o tempo passou, que nosso comportamento mudou, algumas vezes para pior, outras vezes para melhor.

Há dez anos, eu tinha acabado de me divorciar, morava sozinha, presa na armadilha do consumo, com quase nada de dinheiro.

Dez anos se passaram e hoje estou casada, sou mãe de 2 crianças, chegando perto da minha Independência Financeira.

Em 2015, lembro também de uma conversa que tive com algumas colegas de trabalho, sobre a possibilidade de viver de renda, sem depender do INSS. Todas se encantaram, vibraram, aplaudiram… até descobrirem que precisariam fazer 4 coisas: economizar, estudar sobre investimentos, aportar todos os meses e deixar o dinheiro trabalhar por pelo menos 10 anos. Desde a conversa, já se passaram 5 anos, e até onde eu sei, ninguém fez absolutamente nenhum movimento.

Pare para pensar agora: se tivesse feito algo diferente há 10 anos, a vida hoje, já não estaria muito melhor?

Um exemplo? Um orçamento doméstico, com gastos revistos, 500 reais investidos a uma taxa hipotética de 0,80% a.m., faria com que depois de 10 anos tivesse mais de 100 mil reais, sendo que 40 mil reais seriam de juros compostos. Em 20 anos, teria mais de 360 mil reais, sendo que 243 mil reais seriam de juros compostos. Em 30 anos, teria mais de 1 milhão de reais, sendo que 866 mil reais seriam de juros compostos.

Ou seja, um simples ato de poupar 500 reais por mês, faz com que um cidadão comum, tenha mais de 1 milhão de reais na conta, sendo que “só” poupou 180 mil reais.

As pessoas torcem o nariz por pequenas mudanças de hábito, mas um pequeno hábito pode se tornar algo gigante, quando os anos se sobrepõe.

Se queremos controlar uma parte do futuro, devemos começar a fazer algo a partir de hoje. Não vamos deixar nas mãos de terceiros.

Se o trabalho está chato, por que não mudamos de comportamento? Se o custo de vida está caro, por que não nos esforçamos para aumentar a renda ou reduzir os gastos?

O fim-de-ano, é um ótimo período para repensar nas atitudes, avaliar o ano que passou e fazer diferente a partir do ano que vem.

~ Yuka ~