Minimalismo

A felicidade mora no presente —literalmente

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Crescemos ouvindo que o certo é buscarmos cada vez mais dinheiro, mais espaço, mais conforto, mais status, mais poder. É a busca interminável por um carro mais novo, uma casa maior, salários mais altos, roupas de marca, os restaurantes do momento… A lista é infinita.

Mas raramente nos ensinam algo tão essencial quanto isso: a importância de pausar. Respirar. E reconhecer o valor do que já conquistamos.

Quando foi a última vez que você agradeceu pela comida que colocaram no seu prato? Pelo teto que te abriga, pelas roupas que te aquecem, pelo salário que sustenta seus dias ou até pela internet que conecta você ao mundo e ao conhecimento?

Muitas vezes, estamos tão focados no que falta que esquecemos de ver o que transborda. Reclamamos das pequenas frustrações enquanto, do outro lado da cidade ou do mundo, alguém enfrenta a fome, a dor, o desemprego ou a perda de um ente querido.

Reconhecer o que temos não é se acomodar — é cultivar gratidão. É entender que, mesmo com desafios, nossa vida é marcada por abundâncias silenciosas. E, se olharmos com mais atenção, veremos que há mais conforto do que carência, mais oportunidade do que limitação, mais amor do que ódio.

Talvez o verdadeiro luxo da vida esteja justamente nisso: em saber valorizar o agora, antes de correr atrás do próximo “mais”.

~ Yuka ~

12 comentários em “A felicidade mora no presente —literalmente

  1. Que texto incrível, Yuka! Muitas reflexões necessárias ! Vejo amigos muito estressados lidando com uma rotina cada vez mais exaustiva no trabalho, com menos tempo disponível pois precisam lidar com isso para ter um salário cada vez mais alto, atender o que acham que a sociedade espera deles de ser bem sucedidos e “vencer na vida”, além de conseguir comprar os novos lançamentos tecnológicos, apartamentos maiores, mais viagens. Mas a cada conquista material, logo depois acostumam e focam na conquista seguinte, enquanto reclamam que não tem tempo, que sofrem de ansiedade. Infelizmente essa reflexão sobre o que é suficiente e o que é importante não é algo trivial e leva um tempo para a maioria das pessoas. Muitas vezes a ideia de ser grato pelo que tem e entender o suficiente esbarra numa falsa ideia de acomodação. Mas quando a “ficha cai”, é transformadora a paz de sentir que não precisa disso tudo para ser feliz.
    abs e ótima semana!
    Rodrigo

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  2. Texto simples, direto e significativo. Obrigado pela reflexão. Costumo dizer que se temos saúde e tempo disponível então somos bilionários.

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  3. Lembrei do livro A parte que falta, de Shel Silverstein. Obcecado por encontrar a parte que faltava em si, esquece de dar valor a tudo o que ele já tinha e que era perfeito para a sua vida. Esse livro é tão poético quanto verdadeiro. Assim como a personagem, às vezes é preciso experimentar ter algumas coisas para perceber que elas não nos completam.

    Larissa

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  4. Nossa, realmente, quase não paramos para pensar nisso, mas como é importante ter gratidão por tudo. A busca desenfreada por sempre mais é um das maiores fontes de depressão da sociedade moderna.

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  5. Eu acredito que isso é uma habilidade que precisamos adquirir. Me parece que o nosso “default” é sempre estarmos em busca da próxima conquista, e nessa loucura acabamos mesmo por não parar pra prestarmos atenção em toda a água que já baixou por baixo das nossas pontes pra estarmos onde estamos e termos o que temos.

    Abraço

    https://engenheirotardio.blogspot.com

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