Dinheiro, IF e FIRE

Você prefere ser RICO (qualidade de vida) ou PARECER RICO (padrão de vida)?

Imagem1

Outro dia, conversando com uma amiga, surgiu o assunto de um conhecido que era rico. Morava em um apartamento bonito, viajava todos os anos para o exterior, tinha uma profissão consolidada, o carro do ano…

E fiquei pensando… isso pode até ser a definição de um rico, mas será que a pessoa é rica de verdade? Ou ela só parece ser rica? Afinal, é só prestar um pouco mais de atenção para perceber que há muitos pobres que parecem ricos.

Quem apenas parece ser rico, costuma viver um padrão de vida acima do que a renda permite. Gasta o dinheiro em coisas mensuráveis, já que o intuito é mostrar, provar para os outros o “sucesso” que alcançou, afinal, esse tipo de sucesso é muito visível. Gasta o dinheiro elevando o padrão de vida, pois acredita que assim, está aumentando a qualidade de vida.

Só que uma coisa é padrão de vida, e outra coisa é qualidade devida.

Quem tem um padrão de vida elevado, pode até trazer status, mas não necessariamente, qualidade de vida,

Quem tem uma qualidade de vida elevada, não necessariamente tem padrão de vida elevado, nem pode trazer status.

No momento que compreendermos a exata diferença entre os dois, saberemos se estamos gastando dinheiro em qualidade de vida ou padrão de vida.

Cada pessoa tem o seu próprio entendimento sobre qualidade de vida.

Tem gente que gasta dinheiro comprando apartamentos cada vez maiores, carros cada vez mais potentes, roupas cada vez mais caras. Só que essas coisas não necessariamente trazem qualidade de vida.

Veja que o problema não é morar em apartamentos de alto padrão localizados em bairros nobres, ter plano de saúde com cobertura total, dirigir carros exclusivos, usar roupas de grife, ou ir em busca de entretenimento de luxo.

O problema é fazer isso sem ter condições reais, ou seja, viver uma vida de aparência, para impressionar os outros.

Aprender a gastar dinheiro em coisas que aumentam a qualidade de vida pode trazer benefícios para a vida toda, mas é preciso compreender que é algo pessoal, ou seja, cada um terá que descobrir o que significa qualidade de vida.

Para algumas pessoas, qualidade de vida é morar numa casa com quintal grande. Para outras, qualidade de vida é poder morar em um bairro bom de uma grande capital.

Eu por exemplo, sempre mantive um padrão de vida abaixo do que eu poderia ter, mas sempre fui em busca para ter uma alta qualidade de vida. Hoje não preciso me preocupar com dinheiro, tenho um casamento saudável, moro numa casa que me traz bem estar, moro em um bairro agradável, tenho um trabalho que sou respeitada, estou com a saúde em dia, tenho meus amigos, gosto do meu estilo de vida e tenho consciência do caminho que trilhei para chegar onde estou atualmente.

Agora, tem gente que mesmo depois de saber exatamente a diferença entre padrão de vida e qualidade de vida, ainda assim vai preferir escolher viver no padrão errado, fingindo viver uma vida que não é dela.

Tem pessoas que escolhem viver para manter o padrão de vida. São pessoas que tornaram escravas do consumo, do estilo de vida que criou.

Para essas pessoas, só há uma frase para compartilhar: bem-vindo à corrida dos ratos.

~ Yuka ~

Dinheiro, IF e FIRE

Esqueça o status: seja rico sem bens

mansão

Essa nova geração que cresceu e está entrando no mercado de trabalho, tem percebido que há uma nova modalidade de ricos:

Os ricos sem bens.

São pessoas que ao invés de ter bens e status, escolhem a segurança, mobilidade e experiências.

Isso significa que não é mais necessário ter um carro, se é possível alugar um.

Não é necessário comprar uma casa, se é possível alugar uma residência em qualquer lugar. Morar perto do trabalho se torna uma necessidade (e um luxo), e sabendo que nenhum emprego é permanente, a decisão de morar de aluguel significa ter mobilidade para mudar de bairro, de cidade, de país.

Para quê comprar uma bicicleta, se é possível aluga-lo?

E isso tem se repetido em diversos lugares, inclusive alugando eletroportáteis e ferramentas, como furadeira, aspirador de pó, etc. No fim do ano passado, eu mesma aluguei uma extratora e limpei o sofá, as poltronas e os colchões. Tudo foi entregue e retirado no maior conforto, na porta do meu prédio.

Ter bens significa ter gastos e preocupações extra.

Quando se tem uma chácara, há custos como contratação de um caseiro, manutenção das calhas, preocupação com invasores, cortar grama, podar árvores etc…

Quando se tem uma casa na praia, surgem “amigos” a todo momento querendo se hospedar sem você estar presente na casa. É preciso limpar a sujeira dos outros, além dos gastos de mobiliar mais uma casa, manutenção, pagamento de contas como condomínio, luz, gás, IPTU, limpeza etc.

Quando se te um carro de luxo, eleva-se o preço do IPVA, seguro, manutenção, além do olho gordo, preocupação com assalto etc…

Quando se tem uma casa/apartamento grande, é necessário mais esforço para mantê-lo limpo, além de pagar condomínio mais caro, IPTU, gás, consumo maior de energia, mais dinheiro para mobiliar toda a residência etc…

Roupas de grifes e jóias? Preocupações com a segurança, risco de assalto, conservação e manutenção das joias, medo de andar na rua (dependendo da cidade e bairro que mora) etc…

E com tudo isso, há pessoas que escolheram ser ricos sem bens. São pessoas aparentemente comuns, que vivem entre nós, usam roupas comuns, moram no mesmo bairro que o nosso, não ostentam, mas possui um patrimônio consideravelmente alto.

O Thomas J. Stanley retrata esta interessante perspectiva no livro O milionário mora ao lado.

Se a pessoa não se importar com status, muitas vezes é melhor escolher ser um rico sem bens, do que um rico com bens.

~ Yuka ~