Quando não precisamos de mais nada

Fechar-Se, Colher, Colher De Pau, Idade, Rústico

Esses dias eu acumulei pontos nas compras de um supermercado, e com isso, pude trocar esses pontos por prêmios.

Um dos prêmios, me interessou… R$200,00 em compras na Etna.

Entrei no site da Etna, e por ser uma loja de móveis e decoração, tinha certeza que encontraria algo de que estava precisando. De toalhas de banho a móveis, de eletroportáteis a utensílios de cozinha, acessei diversas páginas, diversas opções, e depois de quase 1 hora procurando por algo que talvez eu estivesse precisando, cheguei a conclusão de que eu não estava precisando de nada.

Até eu fiquei impressionada, porque entre tantas opções disponíveis no site, não tive vontade de comprar nada, nem substituir nada do que eu tinha em casa por uma coisa melhor ou mais nova. Minhas colheres de pau, já estão gastas, poderia trocar por uma nova, mas as que eu uso atualmente servem tão bem… Não precisava de nenhum eletroportátil, nenhuma sanduicheira, nenhum liquidificador… não me interessei por nenhum item de decoração, nem de toalhas ou lençóis novos. De item em item, fui descobrindo o sentimento de suficiência, de estar satisfeita com as coisas que tenho no momento.

E depois de tudo isso, acabei trocando por um cupom de R$60 em compras no supermercado. Sim, para quem tinha opção entre um cupom de R$200, o cupom de R$60 não faz muito sentido, mas achei muito melhor ter os R$60 que compraria em comida (que era algo que com certeza iria usar), do que gastar R$200 em algo que não teria utilidade.

Esse momento me lembrou de um post que escrevi em 2017, onde falei que “o segredo de viver bem com menos é apreciar o que já possui e sentir-se satisfeito”.

~ Yuka ~

17 Comments on “Quando não precisamos de mais nada”

  1. Oi. Muito bom mas fale um pouquinho mais de finanças por favor. Estamos curiosíssimos para saber como foram suas perdas até agora com o cornavirus pois sabemos que estava praticamente só investida na bolsa. Nos ajude a acalmar e nao vender tudo agora. Obrigada

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    • Oi Lucinha, minha carteira teve volatilidade de -25%, mas surpreendentemente, estou tranquila, confiante na minha estratégia de investimentos. Ainda acho que o pior ainda está por vir, que a carteira pode alcançar -40% nas próximas semanas. Digo surpreendentemente, porque foi a primeira queda de grande porte que sofro desde que comecei a investir pesado em ações. Invista em boas empresas, pois algumas empresas podem quebrar com a recessão que o país irá passar. Beijo.

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  2. Bem interessante a sua solução, Yuka. Já no meu caso, eu tenho familiares com aniversário próximo ( por exemplo, minha irmã). Eu teria usado o cupom para comprar algo que um deles gostaria de ter ou precisa. Às vezes não precisamos de nada, mas alguém próximo gostaria de um agrado (mamãe não é nada minimalista, já meu pai adora ser lembrado, nem que ganhe uma brsteirinha).

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  3. Acho que essa sensação de suficiência é a batalha mais difícil que venho travando quando se trata de minimalismo. Me pego conquistando os objetivos, e minutos depois querendo outras coisas e aquilo que eu tanto queria já perde o encanto. Ainda não sei como chegar a este sentimento de suficiência… mas quero muito. Ler seus posts tem me ajudado. Obrigada!

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    • Oi Melissa, no meu caso, o que me ajudou foi entender o que eu realmente queria. Vou dar um exemplo. Eu sempre gostei muito de carteiras. Trocava a cada 4, 6 meses por um novo. Até que um dia deu um clique… e se eu comprasse uma carteira maravilhosa, daquelas lindonas, o que aconteceria? Pronto, nunca mais troquei de carteira. Eu uso a mesma carteira há pelo menos 8, 9 anos. A mesma coisa aconteceu com calças. Eu comprava calças jeans na promoção, tinha várias, umas 20. Até que um dia experimentei uma na Levi’s e percebi que vestia muito melhor. Hoje só uso calças jeans da Levi’s, que são caras, mas duram uma eternidade, e o melhor, parece que quanto mais a calça vai envelhecendo, mais bonita ela fica… Quem sabe pra você também não funciona assim? Beijos.

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  4. Olá, Yuka. Vc mencionou em um comentário sobre a Levi´s e eu lembrei que em algum outro post ou comment vc falou que suas roupas duram muito. Poderia dividir conosco as marcas?

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    • Oi Patricia, infelizmente não tenho nenhuma marca específica da qual gosto muito (tirando a calça jeans). Ainda tenho buscado alguma marca que eu me identifique, e que tenha durabilidade boa, mas ainda não tive essa sorte. Por isso eu costumo sempre olhar as roupas de marcas aleatórias, desde fast fashion até lojas em shoppings, vejo tecido, viro a roupa do avesso, vejo o detalhe da costura, a composição do tecido, acabamento. Tenho 2 lojas das quais não gosto, porque por 2 vezes consecutivas, as roupas rasgaram: Hering e Collins. Beijos.

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  5. Eu já fui ao paraguai junto com amigos e fomos em shoopings, lojas de auto serviço e não comprei nada, mas nada mesmo. Acho que não estava na vibe.
    bom ultimamente tem sido assim, prezamos mais pela qualidade e valor do que preço baixo(não ignoramos isso, tipo um calça da Levi’s com 30% off hehe)

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    • Nossa Cléber, acho que se eu fosse no Paraguai, acabaria comprando umas bugigangas rsrs. Depois que passei a olhar mais a qualidade (e veja bem, não necessariamente qualidade significa marcas, nem preço alto), percebi que a minha vontade de comprar coisas diminuiu, porque passei a comprar o que realmente eu estava querendo. Quando compramos algo para substituir o que queremos, a vontade de comprar não cessa. Beijos.

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