Viver Sem Pressa

O que custa mais caro: ter um filho ou a vaidade dos pais?

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Como vocês sabem, ainda estou no início da jornada que é ser mãe. Nesses 6 meses, posso dizer que gastei muito pouco com a minha filha.

Afinal, quanto custa ter um filho desde o momento em que se sabe que estamos grávidos até o bebê completar 6 meses de idade? Um filho custa caro ou são as pessoas que “gourmetizam” e transformam a gravidez em um comércio e torna o processo custoso? Já imaginou que filhos podem não custar tanto assim? O pediatra da minha filha sempre fala que o mercado achou uma ótima forma de lucrar com a vaidade e com a insegurança dos pais. Chorando muito? Compre uma chupeta. Medo do seu filho regurgitar? Compre um colchão especial. Compre um carrinho tipo nave espacial, uma mamadeira mesmo o bebê tomando somente leite materno. Coitado do filho que não tem um quarto decorado, um bebê com certeza ficaria muito chateado se não tiver um berço novo e paredes em cor pastel. E se a mãe aceitar roupinhas usadas? O que as pessoas irão pensar?

Em meio a esse mar de produtos, filtrar as informações e perceber o que é realmente necessário depende da percepção dos pais.

Até agora, a lista das coisas que NÃO comprei é muito maior do que a lista das coisas que comprei. Também quero deixar bem claro que é uma lista pessoal, pois sei que muitas mães compraram e acharam super útil alguns itens que eu não senti falta.

ENXOVAL PARA BEBÊ MINIMALISTA (O QUE NÃO COMPRAR)

Eu pequei algumas listas que achei na internet e coloquei os meus comentários (e não coloquei aqui o que eu comprei para não gerar confusão).

Maternidade

Amamentação

Quarto

Higiene e Saúde

Alimentação

Roupas

Outros gastos

Agora imagine o tempo que eu economizo não precisando tirar a poeira do abajur infantil, da cômoda, lavando e passando o kit-berço, a saia para o berço, a tela mosquiteiro, não lavando as roupas separadamente. No tempo que eu ganho não passando perfume, óleo, talco, loção, hidratante na bebê. No espaço que sobra em casa para minha filha brincar ao não ter um guarda-roupa ou uma cadeira de amamentação no meio do caminho, e no (muito) dinheiro que economizei. Com essas pequenas-grandes atitudes, percebi que no fim dos 6 meses, sobraram 3 coisas: tempo, disposição e dinheiro.

Na minha opinião, o fato de não comprar as coisas impostas pela sociedade do consumo (com a aprovação quase que unânime da população) não significa que eu ame menos, ou que eu não me importe com a minha filha. Muito pelo contrário. Eu não preciso provar o meu amor pela minha filha (ou pela minha mãe ou pelo meu marido) comprando objetos. Quando eu decido não comprar alguma coisa, é porque analisei bem e vi que eu não preciso daquele item. Eu não compro alguma coisa por vaidade, do tipo “o que as outras mães vão achar se ela não estiver bem arrumadinha?” Gosto de colocar uma roupa que eu sei que ela está confortável.

Eu quero ensinar para a minha filha outros valores: o valor do amor, o valor da gratidão, estimular a criatividade, valorizar as diferenças, a ter tolerância. E por coincidência (ou não), são coisas que não envolvem dinheiro.

Só para ter em números… pesquisei na internet o preço (peguei sempre o preço médio disponível) de todos os itens que não comprei. O valor que eu economizei foi de R$8.327,07, só nos primeiros 6 meses do bebê. Se eu somar os possíveis gastos dos items da categoria Outros, nem sei quanto sairia (troca do apartamento, compra de um carro etc).

Eu não gosto de gastar mal o meu dinheiro. E eu tenho certeza que um bebê ainda não sabe se gosta de rosa ou azul, se quer morar em um apartamento maior, se quer usar uma roupa de marca…

Eu gosto de gastar bem. E pra mim, gastar bem é frequentar bibliotecas para dar acesso a livros e incentivar a leitura e a imaginação, é ir em parques e praias para deixar correr, brincar, se sujar… é ir em centros culturais, exposições e eventos infantis para ter mais experiências, encontrar os amigos para aprender a ouvir opiniões diferentes e brincar com outras crianças. Ao invés de comprar brinquedos sofisticados, sentar no chão e mostrar como fazer um castelo de areia, ensinar a nadar… olha só, mais uma vez, para ter tudo isso, não preciso gastar muito dinheiro. Eu gasto tempo, porque na minha opinião, tempo é um bem muito precioso, pois segundo Neil Fiore, especialista em produtividade pessoal, tempo “é um recurso não-renovável. Uma vez gasto, e se você gasta-lo mal, ele se vai para sempre”.

~ Yuka ~

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